Categorias
Música Notícias

Shakira e Belinda apresentam Día de Enero durante passagem pelo México

As latinas prepararam a surpresa na noite do último sábado (30), no estádio GNP Seguros

Com participações especiais, Shakira continua levando atrações surpresas para seu público durante a turnê internacional Las Mujeres Ya No Lloran. Na noite do dia 30 de agosto, a colombiana recebeu a visita de Belinda, que emocionou ao dividir o palco e cantarem juntas a balada Día de Enero, presenteando o público de 65 mil pessoas no estádio GNP Seguros, na Cidade do México, com um momento cheio de nostalgia. 

Durante a apresentação, Shakira destacou a importância de Belinda: “um verdadeiro exemplo de trabalho duro, perseverança, talento e beleza”, comentou ao vivo a colombiana. A apresentação foi muito um momento marcante para a convidada, uma vez que não se apresentava ao vivo desde 2007. “Eu amo você, obrigada por esta oportunidade que eu jamais vou me esquecer”, disse a mexicana emocionada.

Cantoras durante o ensaio
Foto: reprodução/

Esta é a segunda vez que a cantora passa pelo México com a turnê Las Mujeres Ya No Lloran. cidades como Torreón,  Monterrey,  Cidade do México, Querétaro e Puebla estão na rota da agenda.

Shakira durante turnê
Foto: reprodução/Instagram@Shakira

Confira a setlist da segunda etapa de Las Mujeres Ya No Lloran World Tour no México:

  • La Fuerte
  • Girl Like Me
  • Las de la Intuición
  • Estoy Aquí
  • Empire/Inevitable
  • Te Felicito/TQG
  • Don’t Bother
  • Acróstico
  • Copa Vacía
  • La Bicicleta
  • La Tortura
  • Hips don’t Lie
  • Chantaje
  • Monotonía
  • Addicted to You
  • Loca
  • Soltera
  • Si te vas
  • Última
  • Ojos Así
  • Pies Descalzos, Sueños Blancos
  • Antología
  • Día de enero
  • Ciega, Sordomuda/ El Jefe
  • Whenever, Wherever
  • Waka Waka (This Time for Africa)
  • She Wolf
  • Bzrp Music Sessions, Vol. 53

Siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

Leia também: Shakira leva participações especiais de Ozuna, Alejandro Sanz e Manuel Turizo para a turnê As Mujeres Ya No Lhoran em Maiami

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

Categorias
Cultura Entretenimento Especiais

Tarsila do Amaral: a pintora que desenhou a identidade brasileira

Entre desafios e persistência, artista construiu sua trajetória no modernismo brasileiro

 

 

Infância da pintora 

 

Tarsila do Amaral, filha do fazendeiro José Estanislau do Amaral e de Lydia Dias de Aguiar do Amaral, passou a infância entre as fazendas da família, no interior paulista. Nascida no dia 1º de setembro de 1886, em Capivari, São Paulo, estudou no Colégio Sion, e depois embarcou para Barcelona, onde pintou sua primeira obra, Sagrado Coração de Jesus, em 1904. 

Em 1906, ao regressar ao Brasil, Tarsila casou-se com André Teixeira Pinto. Uma união que enfrentou os limites do conservadorismo da época e não se prolongou. Dessa relação nasceu sua única filha, Dulce.

Separaram-se alguns anos depois e então iniciou seus estudos em arte. Começou com escultura, com o escultor sueco William Zadig (1884-1952), famoso por ter em São Paulo diversas de suas esculturas instaladas. Suas obras são, majoritariamente, elaboradas com bronze, passando a ter aulas de desenho e pintura no ateliê de Pedro Alexandrino em 1918, onde conheceu a pintora Anita Malfatti

Em 1920, Tarsila seguiu para Paris, onde estudou na Académie Julien  e teve aulas com o pintor francês Émile Renard. Permaneceu na cidade até junho de 1922 e, durante esse período, soube da Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro do mesmo ano, por meio de cartas enviadas por sua amiga Anita Malfatti.

No Brasil, Anita Malfatti a aproximou dos modernistas, e logo Tarsila iniciou um romance com Oswald de Andrade. Com eles, juntaram-se Mário de Andrade e Menotti Del Picchia, formando o Grupo dos Cinco, responsável por sacudir a vida cultural de São Paulo com encontros, festas e conferências. Tarsila costumava dizer que foi naquele ambiente efervescente que conheceu de fato a arte moderna, pois até então sua trajetória se limitava ao estudo acadêmico. No fim de 1922, voltou a Paris, e pouco depois Oswald foi ao seu encontro.

Foto: reprodução/Instagram @tarsiladoamaraloficial

Trajetória Artística

 

Em 1923, Tarsila e Oswald juntos em Paris, conheceram o poeta franco suíço Blaise Cendrars, que apresentou à efervescente cena intelectual parisiense. E foi nesse contexto que Tarsila passou a estudar com o mestre cubista Fernand Léger. Durante esse período, ela mostrou a ele a tela A Negra, que encantou o pintor a ponto de convocar outros alunos para apreciá-la. 

A figura relacionava a sua infância, com representação de mulheres negras, muitas descendentes de escravos, que cuidavam das crianças e, em alguns casos, atuavam como amas de leite. Com essa obra, Tarsila consolidou seu lugar na história da arte moderna brasileira.

A artista estudou com os mestres cubistas Lhote e Gleizes e, por meio de Cendrars, teve contato com grandes nomes da cena artística parisiense, como Pablo Picasso, o casal Delaunay, Jean Cocteau, Brancusi, Stravinsky e Eric Satie. Fez amizade com brasileiros que estavam na cidade, entre eles o compositor Villa-Lobos, o pintor Di Cavalcanti e os mecenas Paulo Prado e Olívia Guedes Penteado.

No ateliê, ela recebia amigos com almoços tipicamente brasileiros, servindo feijoada e caipirinha. Reconhecida por sua beleza, vestia-se com os renomados costureiros Paul Poiret e Jean Patou. Além disso, em um jantar em homenagem a Santos Dumont, chamou atenção de todos ao usar um casaco vermelho, inspirando o autorretrato Manteau Rouge, pintado em 1923. 

Tarsila afirmou que foi em Minas Gerais onde redescobriu as cores que a encantavam na infância, mesmo que seus mestres as considerassem “caipiras”. Revoltando-se contra essa opressão, incorporou tons vivos como azul, rosa, amarelo e verde em suas obras. Essas cores, junto com temas tipicamente brasileiros, paisagens rurais e urbanas, fauna, flora, folclore e o povo do país, tornaram-se marcas de sua arte, refletindo seu desejo de ser a pintora do Brasil.

Tarsila incorporou a técnica do cubismo aprendida em Paris em suas obras, dando origem à fase Pau-Brasil, com quadros como Carnaval em Madureira, Morro da Favela, O Mamoeiro e O Pescador. Também produziu uma série de desenhos que inspirou Oswald de Andrade no livro Pau-Brasil (1925) e Cendrars em Feuilles de route – Le formose (1924).

Em 1926, realizou sua primeira exposição individual em Paris, recebendo críticas favoráveis. No mesmo ano, casou-se com Oswald de Andrade, e o casal passou longas temporadas na fazenda de Tarsila, recebendo amigos do grupo modernista.

 

Abaporu

Em janeiro de 1928, Tarsila pintou Abaporu como presente de aniversário para Oswald de Andrade. Impressionado, ele chamou Raul Bopp e juntos batizaram o quadro, que inspirou o Manifesto Antropófago e o Movimento Antropofágico, buscando “devorar” a cultura europeia e transformá-la em algo tipicamente brasileiro. Outros quadros desta fase, marcada por cores fortes, paisagens e animais imaginários, incluem Sol Poente, A Lua e Cartão Postal.  A artista dizia que Abaporu nasceu de imagens do inconsciente e de memórias das histórias contadas por negras em sua infância.

Foto: reprodução/Instagram @tarsiladoamaraloficial

Em 1929, realizou sua primeira exposição individual no Brasil, recebendo críticas mistas e enfrentando mudanças drásticas. A crise da bolsa de Nova Iorque e do café afetou a família, levando à perda das fazendas e à necessidade de trabalhar. Nesse período, separou-se de Oswald após sua traição com Patrícia Galvão (Pagu) e, apesar das dificuldades, ela continuou desenvolvendo sua arte, consolidando sua trajetória no modernismo brasileiro.

Em 1931, Tarsila se relacionou com o médico comunista Osório Cesar, e expôs seu trabalho em Moscou, onde se sensibilizou com a causa operária, sendo apresentada à realidade do trabalho pelo amigo Serge Romoff. De volta ao Brasil, participou de reuniões do Partido Comunista e chegou a ser presa por um mês. Após o episódio, terminou o namoro e abandonou a política. 

Já em 1933 pintou Operários, pioneira da temática social, e produziu outras obras como Segunda Classe, Costureiras e Orfanato. Nos anos 30, iniciou um romance de 18 anos com o escritor Luís Martins, mais jovem que ela.

Entre 1936 e meados dos anos 50, trabalhou como colunista nos Diários Associados de Assis Chateaubriand. Retornou à temática Pau-Brasil em 1950, com obras como Fazenda, Vilarejo com ponte e mamoeiro, Povoação I e Porto I. Participou das Bienais de São Paulo (1951 e VII edição) e da Bienal de Veneza (1964). Em 1969, teve a retrospectiva Tarsila, 50 anos de pintura, organizada pela doutora e curadora Aracy Amaral. Por fim, e 1966, a filha de Tarsila faleceu em função de uma diabetes severa. Anos depois, Tarsila faleceu em janeiro de 1973.

 

Foto: reprodução/Instagram @tarsiladoamaraloficial




E aí, quem conhece as obras da Tarsila? Conte para a gente e siga o Entretê nas redes sociais — Instagram, Facebook e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

 

Leia também: Folclore brasileiro: conheça 10 livros para se aprofundar no tema

 

Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho @lauramariaheart

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!