A produção da adaptação nacional muda o protagonista, atualiza o cenário e aposta em representatividade ao misturar terror, tecnologia e drama social
Foi aqui que pediram mais uma adaptação? O livro Entre Mundos, escrito por Pedro Ivo e Rodrigo de Oliveira, vai ganhar uma adaptação para as telas, e com mudanças significativas. A série, que tem criação e argumento assinados por Eddie Coelho, Pedro Ivo e Luis Navarro, será um suspense sobrenatural com forte carga dramática, ambientado na periferia de São Paulo. O roteiro fica por conta de Pedro Ivo, Casey Frost e Travis Silvers, com Luis Navarro também assinando como produtor executivo.
Uma das principais alterações na adaptação está no protagonista: no livro, ele se chama Rubens. Já na série, o personagem central é André Machado, um jovem negro de 22 anos, apaixonado por tecnologia, morador de um conjunto habitacional e filho de um ex-catador de lixo que se tornou dono de um centro de reciclagem. André será interpretado por Jean Paulo Campos.
A trama acompanha o protagonista e seus amigos às vésperas da maior feira de inovação de São Paulo, onde apresentarão um celular 100% modular e sustentável, voltado para comunidades de baixa renda. Mas tudo dá errado: o aparelho falha e o pai de André morre em um acidente a caminho do evento. Dias depois, ao tentar consertar o protótipo usando peças de um celular antigo do pai, André faz uma descoberta assustadora: o chip do aparelho permite que ele ouça vozes do além.

O que começa com uma ligação da vizinha falecida, Jéssica, vira o ponto de partida para uma sequência de casos sobrenaturais. Ao lado dos amigos Eliseu (Wesley Guimarães), Tânia (Larissa Bocchino), Santhiago (Allan Jeon) e Daniel (Filipe Bragança), André transforma o celular em um canal digital onde os mortos pedem ajuda para resolver assuntos inacabados. Mas a invenção chama a atenção de criminosos, da polícia e de um executivo inescrupuloso, Isaac (Raphael Logam), que vê no aparelho uma ameaça aos segredos que tenta esconder.
Com episódios de 30 minutos, Entre Mundos combina um formato procedural ( com um novo caso sobrenatural por capítulo) com um arco contínuo que envolve corrupção, espiritualidade e conflitos de poder. A série também mergulha em dilemas íntimos dos personagens, como o luto, a ancestralidade, o racismo estrutural e a desigualdade social.
Ainda sem previsão de estreia, Entre Mundos se diferencia por trazer uma estética periférica autêntica, protagonismo negro e jovens criadores brasileiros por trás e na frente das câmeras. Uma história onde os maiores perigos não vêm só dos fantasmas, e sim dos vivos.
Quem vai acompanhar a série? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades no mundo do entretenimento e da cultura.
Leia também: Maria e o Cangaço: conheça mais sobre a série brasileira
Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj










