A protagonista feminina da série prevista para a próxima temporada já foi escolhida
Anteriormente, sob o nome de Skandal, a nova série turca protagonizada por Halit Özgür Sarı, agora se chamará Maçari. O ator, que dará vida a Azil, é conhecido do público por interpretar Yaman na dizi Yabani (Wild Heart, 2023). Para interpretar Güneş, papel feminino principal, a atriz Özge Yağız foi selecionada. Além dela, outras atrizes cogitadas para o papel foram Hafsanur Sancaktutan, Meltem Akçöl e Nilsu Berfin Aktaş.
Conheça um pouco da carreira da atriz a seguir:
Özge Yağız
Foto: divulgação/Show TV
A atriz de 27 anos teve como primeiro papel relevante a personagem Reyhan, protagonista da dizi diária Yemin (The Promise, 2019). Ganhou mais relevância após interpretar Büşra na série Baba (2022), em que era casada com um homem por quem não era apaixonada. Seu papel mais conhecido é da série Safir (2023), na qual interpretou Feraye e contracenou com İlhan Şen e Burak Berkay Akgül.
Ainda sem data de estreia, a produção da O3 Medya será exibida no canal ATV, sob a direção de Altan Dönmez e com roteiro de Ayberk Çınar, Ayşin Akbulut e Simge Ayvazoğlu. Além de Özge e Halit, a atriz que dará vida a Asiye, avó de Azil na trama, também já foi escolhida: será interpretada pela atriz veterana Ayten Uncuoğlu.
Vale destacar que a trama começará a ser filmada em 10 de julho na cidade de Trabzon e, posteriormente, será transferida para Istambul.
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Nem toda história que começa com química termina com compromisso, e isso não tem nada a ver com o seu valor
Você achou que ia dar certo. O papo fluía, os sinais estavam ali, e tudo parecia promissor, como se fosse o começo de uma fanfic boa ou de mais uma temporada de Heartstopper (2022). Mas aí a frequência caiu, o interesse esfriou, e, de repente, a vibe de “talvez seja amor” virou um plot sem final.
Quando isso acontece, a tendência é olhar pra dentro e pensar “onde foi que eu errei?”. A verdade? Talvez em lugar nenhum. Às vezes, o outro simplesmente não está no mesmo momento, não quer a mesma coisa, ou só não se sentiu do mesmo jeito. Não é uma questão de merecimento. É só vida, e ela não segue um roteiro da Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy, 2005).
Então, se você está tentando digerir um quase relacionamento que não virou um, aqui vão sete jeitos reais de atravessar esse fim, que nunca foi começo, sem se perder de si mesmo:
Não se apresse em superar
Existe uma pressa coletiva em seguir em frente, tipo os cortes rápidos de reality show quando alguém é eliminado. Mas sentimentos não seguem cronogramas de edição. Ficar triste faz parte. Se permitir viver a decepção é importante. Fleabag (2016) chorou no banheiro e seguiu em frente depois, e você também vai.
Reorganize o centro do seu afeto
Quando a gente começa a girar em torno de alguém, esquece do próprio universo. E você tem um. Volte pra seus rituais, seus gostos, suas referências. Reviva aquela série que você pausou (The Bear, 2022), responda àquela amiga que ficou de lado, resgate planos que você deixou em stand-by por causa de alguém que nem voltou pro episódio dois.
Apague o que machuca, com gentileza
Não precisa bloquear como se fosse final de temporada, mas também não precisa manter por perto tudo que te faz doer. Guardar prints, playlists ou mensagens como relíquias só atrasa a sua paz. E sinceramente? Isso aqui não é This Is Us (2016), então ninguém precisa reviver cada memória dolorosa pra aprender uma lição.
Cuidado com o “mas ele era tão legal…”
Ser legal é o mínimo. Não transforme um “bom dia” com emoji em grande ato de afeto. O elenco de Ted Lasso (2020) é todo legal, mas nem por isso você está apaixonado por cada personagem. Gentileza isolada não é prova de intenção.
Pare de se comparar com a próxima (ou o próximo)
Não é sobre “o que ela tem que eu não tenho” ou “por que ele conseguiu ficar e eu não”. Às vezes, nem a próxima pessoa vai ficar. Às vezes, o outro não está pronto nem pra se relacionar com ele mesmo. E isso não tem nada a ver com você. É tipo Euphoria (2019): o problema não é você, é o caos do outro.
Escreva. Mesmo que não vá mostrar pra ninguém
Escrever organiza o caos. Pode ser um diário, um e-mail que você nunca vai enviar ou até uma nota no celular. Pense como se fosse o roteiro do seu próprio episódio de fechamento emocional. Quando a gente escreve, a dor ganha contorno, e assim ela começa a perder força.
Lembre: quem quiser ficar, vai te mostrar
Sem sumir por dias, sem falar em confusão, sem deixar você vivendo de esperança. Quem quer estar, aparece. E aparece inteiro. Como em Modern Love (2019), como nas histórias que ficam. Você não vai precisar traduzir silêncios nem caçar sinais. Vai ser leve. Vai fazer sentido.
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Após um hiato, Mike Tulio e Guto Oliveira resgatam a essência da dupla com um trabalho que marca uma fase mais íntima e independente
Após dois anos de um silêncio criativo que despertou curiosidade e expectativa dos fãs, a dupla OUTROEU retorna com força total e anuncia o lançamento do single Viver de Carinho, marcado para o dia 15 de maio. A faixa representa o início de uma nova fase na carreira de Mike Tulio e Guto Oliveira, abrindo caminho para o quarto álbum do duo, intitulado QUARTO.
Gravada apenas com violão e vozes, Viver de Carinho nasceu em um momento de reconexão entre os dois músicos. A simplicidade da música definiu não só a sonoridade do novo álbum, mas também reafirmou a identidade da OUTROEU. Longe dos grandes estúdios e agora como artistas independentes, Mike e Guto decidiram voltar ao ponto de partida, confiando apenas na força da música e no vínculo com o público.
Com uma trajetória marcada por parcerias de peso, presença em trilhas sonoras e milhares de streams, a dupla consolida sua posição no cenário da música brasileira. Agora, com o novo projeto, prometem uma experiência ainda mais íntima, próxima e verdadeira, como se cada canção fosse um convite para sentar e ouvir ao lado deles, na sala de casa. Ao Entretê os meninos falaram sobre liberdade criativa e o futuro. Confira:
Entretetizei: O single Viver de Carinho marca uma nova fase para vocês. O que esse momento representa na trajetória da OutroEu?
OUTROEU: Sim, marca um momento novo pra gente, pessoalmente e de muita força. Acho que esse momento é sobre resiliência também. Praticamente completam dez anos que estamos juntos e foram muitas jornadas, produções, aprendizados que nos trouxeram até aqui. Me parece que esse single abre as portas pro que a gente fez de mais potente com as nossas canções. Acho que a experiência que tivemos nos anteriores ajudou muito a chegarmos nesse entendimento.
E: Vocês falam sobre “recomeçar sem amarras”. O que vocês sentem que aprenderam nesse silêncio criativo dos últimos dois anos?
OE: Acho que o “silêncio” foi mais sobre os lançamentos mesmo, porque a OUTROEU continuou trabalhando, fazendo shows — inclusive a tour com os Imagine Dragons depois do último álbum — teve música em novela no ano passado, além disso, permanecemos compondo muito.
Mas sim, essa leve pausa dos lançamentos acho que serviu como um “reset” interno. Foi o tempo necessário pra nós e pra que as coisas pudessem acontecer. As canções fluíram, tivemos nosso tempo pra processar os últimos anos e agora temos a posição pra estarmos aqui de volta.
Sentimos que o mundo digital “acelerou o ritmo” demais desde que começamos a carreira, e esse nosso trabalho de agora vem um pouco puxando a corda pra esse lado mais humano de se fazer música.
Pra canção sair com a intensidade de uma música que a gente ama de verdade. Pro álbum ter uma curadoria mais forte. De maneira objetiva, mas sem perder a bússola das coisas.
Foto: divulgação/Gilberto Dutra
E: Como foi o reencontro com a produção independente depois de saírem da gravadora?
OE: Então, pra nós, essa coisa de gravadora sempre esteve num lugar confortável, em termos de interferência da parte deles — todas sempre confiaram em nós pra música. Por isso, em termos de produção das canções, não mudou nada. Talvez em termos de produção das faixas em estúdio. Porque sempre fazíamos com algum produtor junto, o que era muito legal por ter tido a visão da escola de cada um.
Mas esse álbum já foi 100% OUTROEU com a mão na massa nesse sentido. Então tem algumas diferenças, sim, mas no final foi ótimo ter enfrentado o processo todo de frente mais uma vez. Estamos com aquele sentimento do primeiro álbum.
E: Vocês começaram no Superstar e hoje acumulam milhares de streams. O que mudou — em vocês e na música — desde aquele primeiro palco?
OE: A música mudou tudo. A música construiu a realidade que estamos vivendo hoje. Os dois mais estruturados um pouco, podendo dar mais esse passo importante, mais tranquilos com as adversidades que vão aparecendo. Com mais vontade, do que no início, de acertar, sabendo como trabalhar melhor. E ainda com muita estrada pra se construir com a OUTROEU.
Acho que os streams acabam funcionando como combustível pra gente continuar com a mesma gratidão e foco em fazer mais. Sinto também que os streams são o resultado dessa matemática mental e poderosa que é o mundo das ideias e das composições. A gente pensa muito sobre isso — de como acertar de coração. E quando realmente o coração confirma, você vê se confirmando por aí. Só agradecemos e nos esforçamos mais.
E: Vocês acham que, com QUARTO, estão convidando o público para dentro de um espaço mais vulnerável e pessoal da vida de vocês?
OE: Sim, com certeza. Essa leva de músicas é muito sobre a essência da gente. Por isso, até as escolhas de arranjos. A ideia é como se estivéssemos perto da pessoa que apertou o play. E as canções são todas muito sinceras.
E: Com esse novo projeto, vocês sentem que essa é a fase mais autêntica da carreira agora?
OE: Sem dúvidas. Apesar de termos um carinho por todas as partes da nossa carreira, agora é o nosso momento mais ajustado para nós. Estamos com um sentimento muito bom de estarmos no lugar certo, fazendo o que deveríamos estar fazendo.
E: E por fim, qual é a maior mensagem que vocês gostariam que as pessoas levassem do novo álbum?
OE: Sinto que esse álbum é sobre resiliência. E sobre a força que existe na música feita com sentimento, com cuidado e propósito. Espero que traga conforto e muitos momentos felizes pra quem estiver ouvindo a “Viver de Carinho”.
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Entenda o que está acontecendo com a adaptação turca de Avenida Brasil
A jornalista Birsen Altuntaş, já conhecida por antecipar tudo que rola no entretenimento turco, divulgou em seu portal que Leyla: Hayat… Aşk… Adalet… (2024) tem previsão de término para dia 18 de junho, com possibilidade de cancelamento, a menos que a audiência suba. Apesar disso, até agora nenhum pronunciamento oficial foi feito pelos canais responsáveis pela produção. Mas, o que estaria por trás desse possível cancelamento?
Pausa de temporada
Foto: reprodução/NOW
Junho marca o início das pausas de temporada nas dizis (novelas e séries turcas). O elenco e equipe técnica tiram férias e as gravações só retornam no final do verão turco, lá para agosto. Isso acontece porque, nessa época, a audiência costuma cair bastante e as emissoras acabam preenchendo a grade com reprises dos episódios.
Em 2024, nenhuma nova série de verão foi lançada e tudo indica que, neste ano, as produtoras continuarão com a mesma decisão.
Roteiro polêmico e queda de audiência
Além disso, Leyla vinha enfrentando uma queda na audiência desde o início do ano. Problemas com publicidade e cortes no orçamento agravaram ainda mais a situação. Recentemente, o personagem Civan, vivido por Alperen Duymaz, ganhou um plot de perda de memória — algo bem conhecido pelo público de comédias românticas e melodramas turcos. Esse arco não existia na trama original de Avenida Brasil (2012). Jorginho (Cauã Reymond) não teve tal desenvolvimento, que foi mal recebido pelo público turco. A repercussão negativa nas redes sociais foi imediata, e a audiência caiu ainda mais.
Por enquanto, o cancelamento de Leyla: Hayat… Aşk… Adalet… ainda não foi oficialmente confirmado. Mas, como adiantado por Birsen, é bem provável que a novela não retorne para uma segunda temporada. Ainda nesta temporada, podemos também esperar a saída de um personagem que surpreenderá o público. O que será que vem por aí?
Você acompanha Leyla? Gostaria que a dizi retornasse para uma segunda temporada? Nos conte nas nossas redes sociais – Instagram, Facebook, X – e siga o Entretê para não perder nenhuma atualização do mundo turco!
Ela já traduziu para alguns dos maiores grupos de K-pop em solo brasileiro e, nesta entrevista, revela os bastidores, os dilemas e as alegrias de ser a voz entre artistas coreanos e fãs apaixonados
Traduzir é muito mais do que trocar palavras entre idiomas: é captar sentimentos, intenções e sutilezas culturais para criar conexões reais entre pessoas. E poucas pessoas sabem fazer isso com tanta dedicação quanto Cho Hena, intérprete coreano-brasileira de 36 anos, que já esteve nos bastidores (e no palco) de alguns dos maiores eventos de K-pop no Brasil. Sua trajetória começou quase por acaso, ao tentar acompanhar a irmã mais nova num show, Hena hoje é referência no meio, já tendo trabalhado com nomes como BTS, Stray Kids, VAV e A.C.E.
Foto: reprodução/arquivo pessoal
Nesta entrevista exclusiva ao Entretetizei, Hena compartilha sua jornada, os desafios invisíveis da profissão, a importância de entender mais do que apenas o idioma e como tem sido ser a ponte entre duas culturas tão apaixonadas pelo K-pop. Confira:
Entretetizei: Como foi o seu primeiro contato com o K-pop? Isso sempre fez parte da sua vida ou apareceu depois?
Cho Hena: Eu sempre ouvi K-pop. Nasci na Coreia e, na época, não tinha muito acesso à internet. Então, era bem limitado o contato com outros gêneros de música. Mas nunca pensei que eu fosse, algum dia, trabalhar com ele.
E: Você já trabalhou com grupos como BTS, Stray Kids, VAV e A.C.E aqui no Brasil. Como começou essa história de trabalhar como intérprete nesse meio?
CH: Eu estava fazendo a minha faculdade de odontologia em Curitiba e a minha irmã mais nova viu nas redes sociais que um grupo chamado Nu’est viria a Curitiba para um show. Na época, quis fazer uma surpresa para ela, e achei que seria melhor eu trabalhar no evento, do que simplesmente comprar ingresso para o show. Ela era menor na época, então fiquei bem preocupada com como poderia ser o show. Mandei um e-mail para a produção local e, como eu já tinha experiência em outras áreas de tradução, acho que gostaram. Foi o meu primeiro trabalho como tradutora de shows.
E: Qual foi o primeiro grupo com o qual você trabalhou? E como foi essa primeira vez?
CH: Como mencionei, foi o Nu’est. Foi em 2013 e foi tudo muito novo para mim também. Eu não conhecia o grupo, então pesquisei sobre, e a minha irmã não parava de falar sobre eles para mim. Mas acho que foi tudo bem. Gostei muito da experiência e também continuaram me chamando para outros shows.
E: Muita gente acha que ser intérprete é só traduzir, mas quem vê de perto sabe que tem muito mais envolvido. O que você considera mais desafiador nesse trabalho?
CH: Uma das coisas mais desafiadoras, com certeza, é repassar a intenção do artista para o público. Às vezes, o artista fala uma frase que, em coreano, se encaixa perfeitamente, mas que, no raciocínio de brasileiros, pode ficar muito vago. Nesses momentos, eu preciso alterar a fala do artista para que o público possa entender o que ele quis dizer. Tem a questão da tradução literal, e gestos que na Coreia são positivos, mas que no Brasil podem trazer controvérsias.
E: Como você costuma se preparar para um evento? Você estuda o jeito que os artistas falam, gírias, expressões culturais?
CH: Sim, com certeza. Sempre que fecha algum artista, eu procuro vários vídeos de entrevistas dos mesmos, e até de programas de entretenimento, para entender um pouco melhor o jeito de cada integrante. Também procuro tendências de memes que estão em alta no Brasil, porque eles sempre pedem para ensinar.
E: Já passou por alguma situação em que não soube exatamente como traduzir o que foi dito ali na hora, tipo uma piada ou algo que só faria sentido pra quem conhece a cultura?
CH: Já, algumas vezes. O exemplo mais recente foi o show do Stray Kids, no qual o integrante falou outra casa e eu optei por traduzir como segunda casa. Pensei inúmeras vezes nas possibilidades em milésimos de segundos e optei por traduzir de forma que todos no estádio entenderiam. Com certeza, com a tradução literal, o sentido iria se perder ou até ser distorcido. Percebi que muitos não ficaram contentes com a minha decisão, mas faz parte do nosso trabalho. Não existe uma resposta única. Precisamos decidir e segurar as nossas decisões.
E: Estar ali entre os artistas e os fãs pode ser uma posição de muita responsabilidade. Como você lida com essa pressão?
CH: Acho que o jeito como me coloco nesse ponto me ajuda a lidar com essa pressão. Sempre tive fascínio em ver essa relação de fã e artista, ainda mais em shows. A conexão entre eles é uma coisa maravilhosa. Já tive grupos que gostei, mas nunca fui tão fã de algo. E fico maravilhada com o resultado da emoção, tanto dos fãs quanto dos artistas, num show. Sou muito orgulhosa e muito grata de poder ser a ponte entre os dois. Penso que sempre preciso dar o meu melhor, continuar crescendo para que eu possa acrescentar de forma positiva.
E: Sendo coreana-brasileira, você sente que consegue fazer essa ponte entre as duas culturas de uma forma diferente?
CH: Poderia dizer que esse é o meu diferencial. Além de gírias e expressões culturais, o que faz muita diferença entre as duas culturas é o raciocínio. Se aconteceu X, depois Y, no raciocínio dos brasileiros, o próximo passo a ser tomado seria Z. Para os coreanos, com a mesma situação de X e Y, o esperado pode ser A. Além de ter fluência no idioma, entender os dois tipos de raciocínio faz com que eu entenda 100% a intenção do falante. E isso faz com que a sua tradução seja diferenciada.
E: Suas irmãs também trabalham como intérpretes. Como é dividir essa profissão em família? Rola mais parceria ou uma competição saudável?
CH: Os dois. Hahaha. Estou num momento em que trabalho coordenando equipe de tradutores e, também, fazendo parte da equipe de produção. Elas entendem bem as minhas exigências com a minha equipe, o que facilita muito o trabalho. Mas, às vezes, temos nossos debates em relação a como poderia ter sido melhor com outras atitudes.
E: Quem foi a primeira de vocês a entrar nesse mundo? E como foi puxar as outras pra essa área?
CH: Eu e a minha irmã do meio. Eu já trabalhava com pequenas traduções para a comunidade coreana e corporativas. Mas, quando mandei o currículo para o Nu’est, perguntaram se eu teria outros tradutores, e, na época, só conhecia minhas irmãs que poderiam ser aptas. Hoje, criei um grupo fechado no KakaoTalk (rede social coreana) de tradutores coreano-português e continuo sempre procurando novos tradutores. Quando preciso, tento recrutar nesse grupo, depois, claro, de uma seleção com currículo e entrevista.
E: Vocês já trabalharam juntas no mesmo evento? Como é conviver nos bastidores sendo irmãs?
CH: Várias vezes. Brigas e entendimentos. Hahaha. Somos irmãs, mas temos jeitos um tanto diferentes. Discordamos, às vezes, de como solucionar um problema, mas também apoiamos e damos conselhos uma à outra. Muitas vezes, quando estou na coordenação, peço feedbacks de coordenadora para coordenadora. Levo muita bronca no processo, mas sempre separamos muito bem o profissional do pessoal. Isso é um ponto que nós três concordamos 100%. (Hahaha)
E: Além da intérprete que aparece no palco, também existem aquelas que atuam nos bastidores, com a equipe técnica. Quais são as diferenças entre esses papéis?
CH: Os dois são traduções consecutivas, nas quais o falante termina de falar e, logo em seguida, traduzimos. Mas, ainda assim, a diferença é grande. Quem traduz a fala do artista precisa de um raciocínio rápido, entendimento 100% dos dois idiomas, além da desenvoltura na fala. Tanto que, na maioria das vezes, a exigência da equipe coreana para tradutor de palco é que a pessoa seja apta para fazer tradução simultânea (em que o tradutor inicia sua tradução mesmo antes de terminar a fala do falante). Quem trabalha na parte técnica é um trabalho árduo tanto quanto, pois precisa saber dos termos técnicos e, dependendo da área, um entendimento mínimo sobre o assunto. Pensando nisso, desenvolvi, junto com as minhas irmãs, um glossário com os termos técnicos e explicação de cada um.
Os dois ramos podem ser diferentes, mas ambos exigem muito preparo e dedicação contínua.
E: Como é lidar com produção, técnico de som, luz, equipe coreana e brasileira ao mesmo tempo? O ritmo é muito diferente do que rola no palco?
CH: Às vezes, é até mais difícil do que a própria tradução. As duas equipes possuem jeitos de trabalho muito diferentes. O ritmo, geralmente, é muito acelerado também. Teve um momento da minha carreira no qual a pressão para lidar com os dois lados foi muito alta. Com o tempo, aprendi a lidar, com o conselho de várias pessoas com quem já trabalhei. Algumas delas são tópicos que sempre são pontuados nas reuniões iniciais com a equipe de tradutores: ser neutro. Querendo ou não, tradução é o intermediário de dois lados. Nunca deve tomar partido, independente da situação.
E: Para quem trabalha nos bastidores, é preciso entender um pouco sobre produção ou o foco continua sendo só a tradução mesmo?
CH: Entender o funcionamento da produção, com certeza, é de grande ajuda no trabalho dos tradutores. Não é fácil para quem tem pouca experiência. São inúmeros diretores, geral ou de uma área, coordenadores, produtores, produtores locais, operadores e muito mais. Entendendo os cargos, o funcionamento da produção, além dos meus limites e deveres, a mensagem que me foi passada pode ser direcionada para as pessoas certas de forma mais eficiente. Caso contrário, a mensagem pode simplesmente se perder ou ser passada muito tarde, o que atrapalha o funcionamento da produção.
E: Você sente que existe uma diferença de reconhecimento entre quem está visivelmente no palco e quem fica por trás das câmeras?
CH: Para o público, talvez, por desconhecerem que existem outros tradutores por trás dos bastidores. Mas, dentro do trabalho, com certeza não. Em shows que exigem vários dias de montagem, os tradutores por trás das câmeras são os que mais trabalham. O que depende é o quanto aquele tradutor está repassando bem as mensagens de forma eficiente, como sua tradução está fazendo diferença e auxiliando a acelerar o trabalho.
E: E o pessoal da produção coreana, no geral, costuma ser mais exigente ou tranquilo?
CH: Depende da equipe. Mas, em geral, são sim mais exigentes. O K-pop, hoje, é um dos mercados de música mais desenvolvidos em relação aos shows, com muitas ideias inovadoras, trazendo novidades e tecnologias. Isso fez com que, lá, fosse mais fácil e barato conseguir equipamentos e dispositivos, pois, para eles, já é padrão. Infelizmente, nós ainda não estamos com esse padrão de equipamentos devido a vários pontos, mas temos equipes e pessoas muito competentes, fazendo com que sejam elogiados por coreanos também. Fico muito orgulhosa quando traduzo para repassar essas mensagens.
E: Você também escreveu a letra da música Minha Razão, do A.C.E. Como surgiu esse convite?
CH: Trabalhando com o A.C.E, nas vezes em que veio com o grupo VAV, surgiu uma amizade de colegas de trabalho. Conversamos algumas vezes sobre trabalhos no Brasil, recomendei covers de músicas brasileiras, e ele me contou que tinha vontade de fazer uma música brasileira própria. Fiquei muito feliz e me dispus a ajudar, se fosse preciso. Pouco tempo depois, ele me fez o convite para escrever a letra. Fiquei bastante surpresa, mas aceitei, porque gosto de desafios.
E: A letra foi criada direto em português ou teve uma versão em coreano como base?
CH: Foi criada diretamente em português. Nós dois achamos melhor que, traduzida do coreano para o português, não seria uma boa ideia, que não poderíamos repassar a real emoção. Assim, tive que me basear 100% no raciocínio dos brasileiros para criar.
E: A música tem uma carga emocional forte. Você colocou algo pessoal na letra ou foi mais inspirado no conceito do grupo?
CH: Discutimos juntos como seria o tema da letra, e lembrei que ele sempre comentava como tinha saudade dos fãs e momentos no Brasil. Também, o A.C.E quis fazer uma letra mostrando apoio à pessoa amada. Assim, pensamos que essa pessoa amada poderiam ser os fãs, e que a música seria algo para retribuí-los.
E: Tem vontade de escrever mais músicas? Já recebeu outros convites como letrista?
CH: Foi uma experiência e tanto. Acredito que, numa segunda, terceira, próximas, eu poderia me sair melhor. Ainda não recebi outros convites, mas quem sabe?!
E: Existe algum artista ou grupo com quem você ainda não trabalhou, mas adoraria ter essa oportunidade?
CH: Eu sempre gostei de lidar com desafios. É um ponto positivo e, talvez, também negativo: querer sempre algo mais desafiador. Assim, tenho uma lista na minha cabeça de artistas que poderiam ser mais trabalhosos, talvez? Seja pela quantidade de equipe ou pela exigência. Seventeen e Blackpink, com certeza, são alguns deles.
E: Você tem algum bias no K-pop? Aquele artista que você admira, acompanha ou tem um carinho especial?
CH: Apesar de eu trabalhar com K-pop, não tenho muitos artistas que acompanhe ou dos quais sou fã. Mas, na época de estudante, eu tive um carinho muito grande pelo Super Junior. Na primeira vinda deles, eu não trabalhei no show, o que me deixou muito triste na época. Mas, na última, eu fui uma das coordenadoras, e foi uma gratidão e nostalgia sem fim.
E: E pra fechar: se você pudesse voltar no tempo e dar um conselho pra Hena que tava só começando nesse caminho, o que você diria?
CH: Deve estar quebrando a cabeça entre odonto e tradução. Só continua, você dá conta dos dois.
Pare de tomar para si as dores de discussão e discórdia entre as partes. Isso só vai te consumir por dentro. Se você parar, tudo se torna mais leve. Também não fique triste pelas críticas. As construtivas, você aceita e melhora. O resto… infelizmente, é o preço, mas não precisa carregá-las com você.
Vai chegar um momento em que inveja e intrigas ao seu redor vão fazer com que você se sinta, de novo, numa profissão ingrata. Eu ainda não achei a resposta para isso. Mas também tem muitas coisas positivas esperando por você: reconhecimento, amizades, oportunidades. E a gratidão por ter tudo isso é um sentimento que não tem preço.
Você já foi em algum show onde a Cho Hena estava trabalhando como intérprete? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê –Facebook,Instagram eX – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades no mundo do entretenimento e da cultura.
A nova temporada de Bridgerton ganha vídeo inédito para a alegria dos fãs
Para os fãs sentirem um gostinho do que está por vir! A Netflix anunciou nesta quarta-feira (14), que em 2026 estreia a quarta temporada de Bridgerton e, além disso, a série, um sucesso global, foi renovada para mais duas temporadas, ainda sem data de estreia definida. Os fãs também podem ter uma prévia do que está por vir na quarta temporada em um vídeo inédito.
A quarta temporada será centrada na história de Benedict (Luke Thompson), o boêmio segundo filho. Resistente à ideia de se estabelecer como seus irmãos, ele tem sua visão transformada ao conhecer uma encantadora Dama de Prata no baile de máscaras promovido por sua mãe.
Com oito episódios gravados em Londres, a nova fase da série mantém o charme característico da produção, agora sob a liderança da showrunner Jess Brownell. Produzida por Shonda Rhimes, Betsy Beers, Tom Verica e Chris Van Dusen, a temporada conta com a narração inconfundível de Lady Whistledown (Julie Andrews) e traz de volta personagens queridos do universo Bridgerton, como Anthony, Kate, Penelope, Eloise e a Rainha Charlotte, além de novas figuras que prometem agitar a sociedade londrina.
Querido e gentil leitor, Lady Whistledown deixou uma mensagem especial especialmente para você.
Foto: divulgação/Netflix
Lançada em 2020 pela Netflix, em parceria com a Shondaland, Bridgerton rapidamente se tornou um fenômeno global. Suas três temporadas figuram entre as produções mais assistidas da plataforma, com a primeira e a terceira ocupando, atualmente, a quinta e sétima posições no ranking histórico da Netflix. O sucesso da franquia também se estende ao spin-off Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton, que conquistou o público e liderou o Top 10 global.
Bridgerton conquistou um público global apaixonado, tornando-se referência no universo romântico e influenciando a cultura pop com memes, moda, música e decoração. O sucesso se reflete também em experiências ao vivo e produtos licenciados, que transformaram a série em um verdadeiro estilo de vida. Os fãs encontram diversas formas de viver a história além da tela. Com a quarta temporada em produção, o universo Bridgerton continua em expansão. A série promete novas experiências imersivas para seu fiel público.
E aí, o que acharam do vídeo? Também ficaram ansioses ou só eu estou? Conta para a gente! E siga o Entretê nas redes sociais — Insta, Face e X —, para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.
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