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Meu Remédio: espetáculo solo de Mouhamed Harfouch chega a São Paulo com relatos íntimos e comoventes

Sucesso de público e crítica há mais de seis meses no Rio de Janeiro, o monólogo reúne memória, ancestralidade e música em uma reflexão que diverte e emociona sobre identidade e aceitação

Após conquistar o público mineiro e carioca, o monólogo autobiográfico Meu Remédio estreia pela primeira vez em São Paulo, no Teatro Santos Augusta, no dia 30 de agosto, para uma curta temporada com ingressos já à venda pelo site da Sympla. Escrito, produzido e protagonizado por Mouhamed Harfouch e com direção de João Fonseca, o espetáculo parte da premissa de que “todo nome guarda uma história pra contar” – e, a partir dela, mergulha em memórias, identidades e afetos.

A peça estreou em 2024, em Juiz de Fora (MG), com três apresentações especiais, e seguiu para o Rio de Janeiro, onde permaneceu por mais de seis meses em cartaz, passando por cinco diferentes palcos da cidade – uma jornada marcada por casas cheias, críticas positivas e fortes conexões com o público.

O espetáculo propõe um mergulho pessoal, mas com ressonância coletiva: com doses equilibradas de humor e drama, Harfouch revisita momentos marcantes de sua trajetória, explorando temas como identidade, pertencimento, ancestralidade e auto aceitação. A obra marca também um momento especial de reinvenção artística e pessoal, celebrando os 30 anos de carreira do ator, que acumula mais de 40 produções teatrais, além de novelas como Pé na Jaca, Cordel Encantado, Amor à Vida e Órfãos da Terra, séries como Rensga Hits e Betinho – No Fio da Navalha, e filmes como Uma Pitada de Sorte e Nosso Lar 2. Sua trajetória inclui ainda musicais como Querido Evan Hansen, vencedor do prêmio de Destaque Elenco no Prêmio Destaque Imprensa Digital 2024, e Ou Tudo ou Nada, que lhe garantiu uma indicação ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator em 2016.

Meu Remédio nasce da minha vontade de entender e compartilhar a relação com o meu nome, com minha história de vida, com a mistura de culturas que carrego. Sou filho de imigrantes – sírios por parte de pai e portugueses por parte de mãe. Crescer com um nome tão emblemático em um Brasil dos anos 70, em que o preconceito e a dificuldade de aceitação eram muito presentes, não foi fácil. A peça é uma comédia, mas carrega uma reflexão sobre aceitação e pertencimento, sobre entender que, muitas vezes, o maior remédio é aceitar quem somos“, explica Harfouch, que busca, com o espetáculo, tocar o coração do público ao falar, sobretudo, como cada ser é único e especial em sua individualidade, origem e essência.

Créditos: divulgação/Claudia Ribeiro

A ideia da peça começou a germinar ainda durante as gravações da novela Órfãos da Terra, da TV Globo, quando o ator foi levado a revisitar suas raízes e encarar memórias profundas. Mas foi durante a turnê com a peça Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito, ao lado de Vera Fischer, que esse processo se intensificou, levando-o a necessidade de transformar tudo isso em arte. O mergulho em suas camadas mais íntimas resultou em meses de escrita intensa e no enfrentamento de um novo desafio: somar à entrega emocional do palco, a coragem de assumir também a produção do próprio espetáculo.

Já tinha produzido no começo da minha carreira, mas agora, com mais maturidade, me senti mais preparado para enfrentar esse desafio. Produzir e atuar ao mesmo tempo é uma tarefa árdua. A maior dificuldade foi lidar com as duas funções e ainda me manter fiel à ideia que queria transmitir. Mas, com o apoio de grandes amigos e parceiros como Tadeu Aguiar e Eduardo Bakr, senti que tínhamos força para fazer isso acontecer”, revela ele.

A parceria com o diretor João Fonseca foi decisiva para o tom do espetáculo. Com um histórico de montagens de grandes biografias musicais nacionais e internacionais, como Tim Maia, Cazuza, Cássia Eller, Elvis Presley, Tom Jobim e Djavan, Fonseca foi o responsável por equilibrar delicadeza e comicidade. “João Fonseca é um amigo e um grande diretor. Ele segurou a minha barra de maneira sensível e honesta, e acreditou no meu projeto desde o início. Sem ele, não sei se teria conseguido fazer essa transição entre o autor e o ator de forma tão tranquila“, comenta Harfouch, que já havia trabalhado com o diretor anteriormente no monólogo online Homem de Lata, fruto da pandemia.

Misturando elementos autobiográficos e ficcionais, a peça, que já na escolha do título faz referência a uma situação vivida com o seu nome de batismo – e que é explicada em cena -, apresenta um monólogo íntimo, costurado a algumas canções, entre hits e paródias, cantadas e tocadas ao vivo por ele, marcando transições importantes da narrativa, onde o autor recria personagens que representam figuras significativas nas duas primeiras décadas da sua vida, mantendo, ao mesmo tempo, a privacidade de sua própria história.

Com uma abordagem sensível e profunda, a obra convida o público a refletir sobre a importância da auto compreensão e do existir de cada um. Meu Remédio destaca como o nome, muitas vezes imposto, carrega histórias que conectam o indivíduo ao passado e iluminam seu futuro, e convida a todos a olhar para dentro, entender melhor a própria caminhada e perceber como a arte pode ser um remédio. Como ele mesmo afirma: “Um nome nunca é só um nome. É uma jornada, fala dos que vieram e dos que virão. Poder enxergar melhor os caminhos de fora e nossos desejos é algo que me move. ‘Meu Remédio’ foi um ponto de partida, pois aceitar quem somos é curativo e a arte salva”, finaliza.

Ficha Técnica:

Idealização, produção e texto: Mouhamed Harfouch

Elenco: Mouhamed Harfouch

Direção: João Fonseca

Figurinos: Ney Madeira e Dani Vidal

Iluminação: Daniela Sanchez

Cenógrafo: Nello Marrese

Produtora Executiva: Valéria Meirelles

Coordenação Geral: Edmundo Lippi

Assessoria: GPress Comunicação

SERVIÇO:

Meu Remédio

Local: Teatro Santos Augusta
Alameda Santos, 2159 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01419-100

Temporada: 30 de agosto a 28 de setembro

Sessões: Sábado às 20h | Domingo às 18h

Valor: Plateia R$120 (inteira) e R$60 (meia) | Balcão R$100 (inteira) e R$50 (meia)

Vendas: Bilheteria Local e site Sympla
Duração: 75 minutos

Classificação: 10 anos

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Leia também: Beetlejuice – O Musical, estrelado por Eduardo Sterblitch, anuncia o elenco da nova temporada no Brasil

Texto revisado por Larissa Couto

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Estrelas coreanas que entraram na onda de Guerreiras do K-Pop

Trilha sonora do filme conquista idols e celebridades com covers e desafios que dominam as redes

Você também tá viciado em Guerreiras do K-pop (2025)? Então vem comigo, porque as músicas do filme saíram das telas e estão dominando o mundo real!

A animação virou um fenômeno global e a trilha sonora, com os grupos fictícios HUNTR/X e Saja Boys, pegou em cheio o coração dos fãs e das celebridades. Músicas como Soda Pop, Your Idol, Golden, TAKEDOWN, How It’s Done e Free estão na boca do povo e nos vídeos mais virais da internet.

Idols de K-pop, atores e influenciadores estão fazendo covers, entrando nos desafios de dança e mostrando que também fazem parte do orgulho das guerreiras. As batidas são viciantes, o visual é incrível e a vibe é impossível de ignorar!

Se você ama música, dança e cultura pop, vai adorar ver quem já entrou nessa onda. Dá uma olhada nos melhores covers e desafios inspirados em Guerreiras do K-pop e prepare-se pra querer fazer parte também:

J-Hope Soda Pop
@iamurhope

Soda hope😅 롤라팔루자 끝!💜🫶🎇

♬ Soda Pop – Saja Boys & Andrew Choi & Neckwav & Danny Chung & Kevin Woo & samUIL Lee & KPop Demon Hunters Cast

Ahn Hyo Seop – Free
@xjnvyy

ahn hyo seop “free” cover y’all🥹🥹 vid from: @imhyoseop on ig🫶#ahnhyoseop #kpopdemonhunters #jinu #kpopfyp #fyp #cover #free

♬ Soda Pop – Saja Boys & Andrew Choi & Neckwav & Danny Chung & Kevin Woo & samUIL Lee & KPop Demon Hunters Cast

Kevin Woo – Soda Pop

Kevin Woo – Your Idol

Kevin Woo with YoLeendaDong – Free

TWICE’s Jeongyeon, Jihyo, and Chaeyoung – TAKEDOWN
@twice_tiktok_official

Calling all ONCE, we want to see your demon hunting moves 😈 Join the #TAKEDOWNChallenge and check out KPOP DEMON HUNTERS on @netflix June 20th TWICE #트와이스 #JEONGYEON #JIHYO #CHAEYOUNG #정연 #지효 #채영 #Netflix #KPOPDEMONHUNTERS

♬ TAKEDOWN by JEONGYEON JIHYO CHAEYOUNG of TWICE – TWICE

A.C.E’s Junhee – Your Idol

Baby DONT Cry – Soda Pop

BOYNEXTDOOR’s Riwoo, Sungho, and Jaehyun – Soda Pop

CLOSE YOUR EYES’ Jeon Minwook and Jang Yeojun – Soda Pop

CRAVITY’s Taeyoung and Hyeongjun – Soda Pop

Dragon Pony – Soda Pop

ENHYPEN’s Jay – Soda Pop
@sonypicturesanimation

Jay from Enhypen drank up every drop of the “Soda Pop” choreography. The Saja Boys thank you!

♬ original sound – Sony Pictures Animation – Sony Pictures Animation

ENHYPEN’s Jay – Your Idol
@philstarlife

This feels like a fever dream for ENHYPEN and KPop Demon Hunters fans. 😍 #entertainmentnewsph #celebritynewsph #hallyutalkph

♬ original sound – philstarlife –

EPEX’s Amin and Ayden – Soda Pop

FIFTY FIFTY’s Chanelle Moon – Soda Pop

FIFTY FIFTY’s Hana – Soda Pop

Hearts2Hearts’ Jiwoo and Juun – Golden

ICHILLIN’s E.Ji, Jiyoon, and Joonie – Soda Pop

ITZY’s Yeji – Golden

ITZY’s Yeji with Arden Cho – How It’s Done

IVE’s Gaeul, Liz, and Rei – Golden

IVE’s Gaeul and Leeseo – Soda Pop

KickFlip’s Kyehoon, Donghwa, and Minje – Soda Pop

KiiiKiii’s Leesol and Haeum – Soda Pop
@kiiikiii_official

Soda Pop🥤🫧 #KiiiKiii #키키 #LEESOL #이솔 #HAUM #하음 #KpopDemonHunters

♬ Soda Pop – Saja Boys & Andrew Choi & Neckwav & Danny Chung & Kevin Woo & samUIL Lee & KPop Demon Hunters Cast

Kwon Jin Ah – Golden

LE SSERAFIM’s Hong Eunchae – Soda Pop

MONSTA X’s Kihyun, Hyungwon, and Jooheon – Your Idol

NCT WISH’s Riku, Ryo, and Sakuya – Soda Pop

NEXZ’s Tomoya, So Geon, Seita, and Hyui – Soda Pop

NEXZ’s Tomoya, Yu, Haru, and Seita – Your Idol

NMIXX – Soda Pop

NMIXX’s Lily – Golden

NouerA’s Gihyeon and Yuseop – Your Idol

NouerA’s Junpyo and Hyunjun – Your Idol

ONF’s Hyojin, Seungjun, and Wyatt – Soda Pop

ONF’s Seungjun, Wyatt, and U – Your Idol

ONF’s Minkyun – Golden

PLAVE – Soda Pop

RIIZE’s Sohee and Anton – Soda Pop

TEMPEST’s Hanbin and Hyeongseop – Soda Pop

TWS’s Dohoon and Kyungmin – Soda Pop

USPEER – Golden

VERIVERY’s Yongseung – Soda Pop

Wonho – Soda Pop and Your Idol

Xdinary Heroes’ O.de – Soda Pop

xikers’ Junghoon – Your Idol

xikers’ Minjae – Soda Pop

YOUNG POSSE’s Yeonjung and Doeun – Soda Pop

ZEROBASEONE’s Sung Han Bin, Seok Matthew, Kim Gyu Vin, Park Gun Wook, and Han Yu Jin – Soda Pop

ZEROBASEONE’s Sung Han Bin and BOYNEXTDOOR’s Jaehyun – Your Idol

 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Música Notícias

Anna of The North confirma o seu primeiro show no Brasil

Fenômeno do pop europeu fará apresentação única no Teatro Bradesco em São Paulo

A cantora e compositora norueguesa Anna of the North confirmou a sua vinda ao Brasil, com um show no Teatro Bradesco, em São Paulo, no dia 7 de novembro. Ela conta com uma presença de palco intimista e profundamente emocional, transformando os seus shows em experiências sensoriais marcantes, que permitem criar fortes conexões com o público.

Anna Of The North - show Brasil
Foto: divulgação/Opus Entretenimento

O show deve encantar os fãs com sua sonoridade nostálgica e emocional, ao som de suas composições marcantes como Lovers (2017), Fire (2017), The Dreamer (2016), Someone (2017), Leaning On Myself (2017), Dream Girl (2019), entre outras. Os ingressos estão disponíveis para venda em uhuu.com e pontos autorizados.

Anna of the North se destacou no cenário do dream pop, com seu estilo único, uma fusão cativante entre sintetizadores oitentistas, vocais etéreos e letras confessionais sobre amor, perda e autodescoberta. 

Lovers, seu single mais conhecido, ganhou projeção mundial, ao fazer parte da trilha sonora do filme Para Todos os Garotos que Já Amei (2018) da Netflix. Dessa forma, tornou-se trilha sonora de romances da vida real e viralizou nas redes sociais. Recentemente, a música alcançou mais de 600 mil streams diários no Spotify, levando a artista à marca de 5,2 milhões de ouvintes mensais.

Além disso, o álbum Lovers (2017) foi aclamado pela crítica. Embora mergulhe em sentimentos pós-término, também mantém um tom otimista, mesmo que nas entrelinhas da dor. Em 2019, lançou Dream Girl, cuja  faixa-título foi incluída em um comercial do iPad Pro e na trilha do filme Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre (2021). 

Anna também colaborou em duas faixas do elogiado álbum Flower Boy (2017), de Tyler, The Creator. Posteriormente, participou das músicas originais do longa Rosaline (2022), da Disney, com as canções Dancing on My Own e Escape.

Confira o seu lançamento mais recente:

SERVIÇO SÃO PAULO

Opus Sounds orgulhosamente apresenta Anna of the North

Data: 7 de novembro de 2025

Local: Teatro Bradesco – www.teatrobradesco.com.br

Endereço: Rua Palestra Itália, 500 – 3º piso – Bourbon Shopping

Horário: 21h

Acessibilidade

Ar-condicionado

Capacidade: 1439 pessoas

Classificação: 16 anos. De 05 anos a 15 anos somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Não será permitida a entrada de crianças menores de 05 anos no evento.

Setores:
  • Plateia Gold: a partir de R$ 225,00+ taxas
  • Plateia Baixa: a partir de R$ 200,00+ taxas
  • Plateia Alta: a partir de R$ 175,00+ taxas
  • Frisa Mezanino: a partir de R$ 150,00+ taxas
  • Frisa Central: a partir de R$ 125,00+ taxas
  • Camarote: a partir de R$ 175,00+ taxas
  • Balcão Nobre: a partir de R$ 100,00+ taxas
  • Cadeirante Plateia: a partir de R$ 200,00+ taxas
  • Acompanhante PCD: a partir de R$ 200,00+ taxas
  • Cadeirante Frisa: a partir de R$ 125,00+ taxas
  • Acompanhante PCD F.: a partir de R$ 125,00+ taxas
  • Cad. Obeso PG: a partir de R$ 225,00+ taxas
  • Cad. Obeso PB: a partir de R$ 200,00+ taxas
  • Cad. Obeso PA: a partir de R$ 175,00+ taxas
  • Cad. Obeso BN: a partir de R$ 100,00+ taxas
  • Acomp. Obeso PG: a partir de R$ 225,00+ taxas
  • Acomp. Obeso PB: a partir de R$ 200,00+ taxas
  • Acomp. Obeso PA: a partir de R$ 175,00+ taxas
  • Acomp. Obeso BN: a partir de R$ 100,00+ taxas
Ingresso online:

https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/anna-of-the-north-14827

Pontos de venda:

A Uhuu é o canal oficial de vendas deste evento. Não nos responsabilizamos por ingressos adquiridos fora dos canais oficiais.

Bilheteria do Teatro Bradesco • Sem incidência de Taxa de Serviço

3º Piso do Bourbon Shopping São Paulo

Rua Palestra Itália, nº 500 • Loja 263 • 3° Piso I Perdizes • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: segunda-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 20h. Em dias de evento o funcionamento será a partir das 12h até o final do evento.

Bilheteria do Teatro Sabesp Frei Caneca • Sem incidência de Taxa de Serviço

7º Piso do Shopping Frei Caneca

Rua Frei Caneca, nº 569 • 7° Piso I Consolação • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 19h e segunda-feira bilheteria fechada.

Formas de Pagamento:

Internet: Pix e Cartões Visa, Master, Diners, Hiper, Elo e American.

Bilheteria: Dinheiro, Pix, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo e American.

Parcelamento no cartão de crédito: até 1x sem juros, de 2x até 12x com juros de 1,99%.

Informações Adicionais:

Setor Frisa Superior: Venda exclusiva nas bilheterias físicas.

Os ingressos e-Ticket em arquivo .PDF são entregues automaticamente ao e-mail do titular do pedido em até 30 minutos após o recebimento da confirmação de compra. Apresente no acesso do evento. Caso não tenha recebido o e-mail, verifique também sua caixa anti-spam.

 

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Notícias Séries

Twisted Metal: segunda temporada chega no streaming no dia 10 de agosto

Anthony Mackie e Stephanie Beatriz estrelam a série

Twisted Metal é inspirada na franquia de jogo homônimo lançada em 1995 da PlayStation. A série de ação e comédia retorna com mais desafios, perseguições e personagens amados pelos fãs. Anthony Mackie (Capitão América: Admirável Novo Mundo, 2025) e Stephanie Beatriz (Brooklyn Nine-Nine, 2013) retornam nos papéis de John Doe e Quiet, respectivamente. 

Twisted Metal - HBO Max
Foto: divulgação/HBO Max

A nova temporada vai chegar no HBO Max no dia 10 de agosto, com episódios semanais. A direção é de Phil Sgriccia, Bill Benz, Iain MacDonald e Bertie Ellwood e roteiro e produção de Michael Jonathan Smith. É uma produção conjunta da Sony Pictures Television, PlayStation Productions e Universal Television.

Still Twisted Metal - Season 2
Foto: divulgação/HBO Max

Na trama, o carismático John Doe (Anthony Mackie) está de volta, ao lado de Quiet (Stephanie Beatriz). A dupla mergulha no torneio Twisted Metal, um circuito brutal comandado pelo misterioso Calypso (Anthony Carrigan). Ao ganhar o prêmio, o vencedor pode ter qualquer desejo realizado. 

Por outro lado, as coisas ficam mais complicadas quando eles reencontram o palhaço assassino Sweet Tooth (John Seanoa, com voz de Will Arnett) e a vigilante Dollface, irmã de John Doe. Além disso, para os fãs de longa data, a nova temporada também marcará a aguardada chegada do personagem Axel (Michael James Shaw). 

Twisted Metal - Season 2 still
Foto: divulgação/HBO Max

Ao mesmo tempo em que haverão alianças, traições e reencontros, os novos episódios prometem mais corridas mortais e combates hilários, em um cenário pós-apocalíptico, onde a única regra é que não existem regras.

Confira o trailer:

 

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Texto revisado por Simone Tesser

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Música Notícias

Danny L Harle lança o seu novo single Starlight em parceria com PinkPantheress

Canção marca um novo e ousado capítulo em sua carreira musical

O músico, compositor e produtor Danny L Harle lançou Starlight, faixa que marca o início de uma nova era musical. O seu novo lançamento traz a colaboração com o ícone do alt-pop PinkPantheress. Juntamente com a artista, Harle apresenta uma melancolia eufórica através de sua paixão pelos madrigais elisabetanos, pelo eurodance dos anos 1990 e pelo trance dos anos 2000.

Starlight é o primeiro lançamento solo desde o álbum Harlecore (2021). Além disso, também marca a sua estreia na gravadora XL Recordings, estabelecendo um novo e ousado capítulo em sua carreira – posto que se definiu pela inovação sonora, maximalismo emocional e uma visão artística sem fronteiras.

Danny L Harle e PinkPantheress
Foto: divulgação/ForMusic

Para Danny L Harle: “Starlight busca um tipo de melancolia eufórica, uma luz guia presente em toda a minha música. Ela é moldada pelo meu amor pelas tradições melancólicas da canção europeia, de compositores como Monteverdi e John Dowland, passando pelo Eurodance dos anos 90 e pelo trance edificante dos anos 2000, artistas como Gigi D’Agostino e Alice Deejay. PinkPantheress é a colaboradora dos sonhos para esta canção; seu amor por melodias ornamentadas e letras hipnóticas se encaixa perfeitamente no meu universo sonoro”.

Harle foi produtor, compositor e remixer para alguns dos nomes mais brilhantes da cultura contemporânea, incluindo Caroline Polachek, Charli XCX, Dua Lipa, Oklou e Shygirl. Ele tinha apresentado a faixa em seus shows e DJ sets este ano, incluindo o slot de encerramento no lendário Primavera Sound.

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Julho chegou com lançamentos no streaming que vão prender sua atenção

Entre as novidades, o filme Pecadores divide espaço com séries instigantes e documentários de peso

 

A HBO Max reúne o melhor conteúdo com histórias únicas e envolventes. Neste mês, a plataforma retorna com grandes estreias de séries, filmes, animações e documentários que você não pode perder! Vem com a gente e confira a lista completa abaixo!

Estado de Fúria

Foto: divulgação/HBO Max

A série espanhola Estado de Fúria estreou no Max na última sexta-feira, dia 11, e conta a história de cinco mulheres que passam por situações extremas, como extorsão, opressão e manipulação. Tudo isso acontece em um universo compartilhado, onde cinco conflitos se encadeiam como peças de dominó — ou como um efeito borboleta — em sequência crescente de tensão. É um drama surpreendente, realista e intenso! O elenco traz nomes de peso, como Carmen Machi, Cecilia Roth e Nathalie Poza, e a produção está imperdível!

Pecadores

Foto: divulgação/HBO Max

Estrelado por Michael B. Jordan em um desafiador papel duplo, o filme de terror considerado um dos melhores do ano — já está disponível na plataforma desde a última sexta-feira, quatro de julho. Sob a direção de Ryan Coogler, conhecido por sucessos como Pantera Negra e Creed, a obra apresenta uma abordagem única do gênero, combinando terror psicológico e crítica social. Na trama, dois irmãos gêmeos (interpretados por Michael B. Jordan), retornam à cidade natal em busca de um recomeço —  apenas para descobrir que algo ainda mais sombrio os aguarda. O elenco também conta com Hailee Steinfeld e Jack O’Connell.

1992

Foto: divulgação/HBO Max

O filme está disponível na Max desde o último dia 12 e é um suspense de assalto lançado em 2024., A história acompanha Mercer, que, durante os tumultos de Los Angeles no ano de 1992, tenta reconstruir sua vida e sua relação com o filho. Enquanto isso, do outro lado da cidade, outro pai e seu filho enfrentam dilemas próprios ao planejarem um perigoso assalto. Os caminhos das duas famílias acabam se cruzando em meio ao caos. O elenco reúne nomes como Ray Liotta, Tyrese Gibson e Scott Eastwood.

BAHAR — Temporada 1

Foto: divulgação/HBO Max

A novela turca Bahar chegou ao catálogo do Max  em 30 de junho e promete emocionar com uma narrativa envolvente e sensível. A trama gira em torno de Bahar, uma mulher que se forma em medicina, mas que escolhe a família em detrimento da carreira. Contudo, sua vida feliz é abalada quando ela adoece — e apenas o fígado de seu marido, Timur, pode salvá-la. O elenco conta com nomes como Demet Evgar, Mehmet Yılmaz Ak e Ecem Özkaya.

O assassinato do ator Rafael Miguel

Foto: divulgação/HBO Max

A docussérie chega àplataforma em 31 de julho e narra tudo sobre o assassinato de Rafael Miguel e de seus pais, ocorrido na zona sul de São Paulo, em nove de julho de 2019. O caso teve grande repercussão nacional, tanto pela violência quanto pelo contexto em que aconteceu. A produção, que é assinada por Fernando Dias e Kiko Ribeiro, com direção de Mauricio Dias, promete impactar bastante.

Billy Joel: And So It Goes

Foto: divulgação/HBO Max

A docussérie estreia no Max em 18 de julho e traz um retrato profundo do cantor Billy Joel — seis vezes vencedor do GRAMMY e membro do Rock & Roll Hall of Fame.  Com acesso exclusivo a apresentações inéditas, vídeos raros e entrevistas exclusivas, o documentário explora a trajetória e legado musical de um dos maiores nomes da música internacional.

Rubiales vs Hermoso: o beijo da Copa do Mundo

Foto: divulgação/HBO Max

O documentário, dividido em duas partes, aborda o polêmico beijo entre o ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, e a jogadora Jenni Hermoso, durante a final da Copa do Mundo Feminina de 2023. Com testemunhos exclusivos de Rubiales e de companheiras de equipe de Hermoso, o caso é reconstituído com detalhes e múltiplas perspectivas. Já está disponível desde o dia 1° de julho.

Robot Chicken: uma apresentação especial

Foto: divulgação/HBO Max

Dos cocriadores Seth Green e Matthew Senreich, a série de paródia favorita dos fãs de animação oferece meia hora de esquetes rápidas, focadas nos canais Discovery, Food Network e TLC. Em Robot Chicken: uma apresentação especial, o sempre desajeitado nerd de Robot Chicken embarca em uma jornada de autodescoberta ao estilo americano: participando de um reality show. Será que ele encontrará seu noivo em 90 dias ou acabará como isca na Semana do Tubarão?

Batman Ninja contra a Liga da Yakuza

Foto: divulgação/HBO Max

Na animação já disponível na plataforma — sequência de Batman Ninja — a Bat-família retorna ao presente e descobre que o Japão desapareceu, sendo substituído por Hinomoto, uma ilha governada por yakuza com superpoderes, que se assemelham à Liga da Justiça. Cabe a Batman e seus aliados salvar Gotham antes que seja tarde demais.

It: Uma Obra do Medo – Partes 1 e 2

Foto: divulgação/WarnerBros

Já disponível na plataforma, esta adaptação de 1990 conta a história de Pennywise, um palhaço que aterroriza um grupo de amigos desde a infância até a vida adulta.

Hebe: A Estrela do Brasil

Foto: divulgação/HBO Max

Outra estreia de 16 de julho, o filme estrelado por Andréa Beltrão narra, ao longo de oito décadas, a trajetória da menina pobre do interior, Hebe, que realiza o sonho de se tornar uma grande estrela, sempre em busca de sua verdade.

Madame Durocher

Foto: divulgação/HBO Max

O filme estreia em 18 de julho na plataforma e acompanha a história de Marie Durocher que, no século 19, entra para o curso de medicina no Rio de Janeiro, desafiando as normas sociais da época. Apesar do preconceito e das adversidades, ela se torna a primeira mulher a receber o título de parteira no Brasil.

E aí, estão ansiosos para as estreias do mês de junho na HBO Max? Conte para a gente nas redes sociais do Entretê (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade de cultura e entretenimento!

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Bahar: Mais um sucesso turco que chega ao Brasil em Streaming

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

 

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Férias e leitura: combinação perfeita para julho

Entre um café quente e um pôr do sol preguiçoso, que tal viajar sem sair do lugar? Estes livros são convites para aventuras, reflexões e descobertas, tudo no seu ritmo de férias

Julho chegou com cara de pausa: férias escolares, recesso no trabalho e aquele respiro no meio do ano que tanta gente espera. É o momento ideal para desacelerar e colocar as leituras em dia.

Para te acompanhar nesse tempo mais tranquilo, reunimos obras de autoras e autores brasileiros que estão em alta. Muitos deles foram destaque na edição de 2025 da Bienal do Livro do Rio de Janeiro.Uma seleção feita sob medida para quem quer aproveitar esse intervalo com boas histórias. Vem conferir!

Kaito: Reze por uma boa morte Bruno Crispim
Imagem: divulgação/Alta Books

Kaito: Reze por uma boa morte (2021), de Bruno Crispim, ficou entre os cinco mais vendidos na Bienal do Livro Rio 2025 no selo Alta Novel!

Em um mundo pós-apocalíptico onde os mortos voltam à vida e matar é a única forma de sobreviver, Kaito, um jovem de descendência japonesa e africana, vê-se dividido entre sentimentos confusos por sua prima Aika e o amor por Clara, sua melhor amiga no Brasil.

Quando o caos se instala e o próprio Kaito morre e renasce, ele precisa se fortalecer rapidamente para tentar salvar Clara. Em uma realidade onde a sobrevivência virou um jogo de poder mortal, ele terá que enfrentar dilemas emocionais tão intensos quanto os monstros à sua volta.

Dez Mil Sóis Renan Carvalho
Imagem: divulgação/Outro Planeta

Dez Mil Sóis (2024) foi o terceiro livro mais vendido pela editora Planeta na Bienal do Livro Rio 2025.

Após a devastação de Hiroshima em 1945, quatro irmãos são enviados a um internato e descobrem que possuem poderes extraordinários. Usando habilidades mágicas e tecnologias fantásticas, eles fogem em busca dos pais desaparecidos.

Em um Japão destruído pela guerra, cercado por youkais e criaturas gigantes, os irmãos precisarão enfrentar perigos sobrenaturais e provar que a coragem pode nascer até nos escombros.

Aventura, magia e mechas gigantes se misturam em uma jornada de sobrevivência e descobertas em meio às ruínas da Segunda Guerra Mundial.

Linhagem: O fio da mente Ulisses Mattos
Imagem: divulgação/Ulisses Mattos

Um thriller familiar sobre dons extraordinários passados de geração em geração. Quando gêmeos nascem em uma linhagem marcada por poderes mentais — de ler sentimentos a influenciar multidões —, o futuro da humanidade pode estar em jogo.

Uma trama que mistura amadurecimento, conspirações globais e o impacto das redes sociais.

Sangue Raro Lucas Santana
Imagem: divulgação/Companhia Editora Nacional

Nesta fantasia urbana com crítica social afiada, Caetano, um sangue-raro do Recife, é perseguido por um regime militar que caça bruxos e pessoas com habilidades especiais. Após anos sequestrado pelo governo, ele precisa decidir entre buscar vingança ou redenção em um Brasil devastado por magia e autoritarismo. Classificação +18.

Amor Profano: Não conte ao seu pai Zoe X
Imagem: divulgação/Faro Editorial

Romance proibido e sedutor, Amor Profano: Não conte ao seu pai (2025) conta a história de Victória Blackwood ao se envolver com Alexander Hastings, homem poderoso e atormentado, 27 anos mais velho e melhor amigo de seu pai. Entre desejo, ódio e segredos, o livro explora os limites do amor e da obsessão. Classificação +18.

Fortunato Poeira Anna Martino
Imagem: divulgação/Editora Cachalote

Ficção científica com alma brasileira. Após a morte do trecheiro Fortunato, seu amigo Antônio precisa lidar com a burocracia do funeral. Ao buscar os familiares do falecido, ele revela um drama sobre memória, pertencimento e a vida nas margens de uma sociedade futurista.

O segredo de Amarilis Antúrio Ítalo Damasceno
Imagem: divulgação/Ítalo Damasceno

Segundo volume da tetralogia O Falso Francês (2020), o livro acompanha o folhetinista João Manuel, que busca escrever uma história genuinamente brasileira em pleno século XIX. Uma homenagem à literatura nacional e aos bastidores do Rio de Janeiro imperial.

Série Amores em Pernambuco Mirela Paes
Imagem: divulgação/ Mirela Paes

Quantos romances contemporâneos você já leu ambientados em Recife? A série de contos Amores em Pernambuco (2020) traz histórias românticas inspiradas nos clichês mais amados de amigos a amantes, reencontros e paixões inesperadas , sempre tendo como cenário cidades do interior e a capital pernambucana.

Cada conto pode ser lido de forma independente, celebrando o amor em diferentes nuances e sotaques.

Série Sonhos Encantados Maria Anna Martins
Imagem: divulgação/Maria Anna Martins

Bruxas, fantasmas e outros seres mágicos habitam Recife em contos que se passam sempre durante o Halloween. A série Sonhos Encantados (2023), de Maria Anna Martins, mistura romance, fantasia e bruxaria natural em histórias que exploram o lado mais mágico e assombrado da capital pernambucana.

O segundo volume, Desejos Encantados (2024), acompanha Juliana, uma bruxa que precisa decidir seu maior desejo até o dia 31 de outubro, enquanto lida com um espírito caroneiro e os próprios sentimentos. Classificação: +18.

Entre aventuras fantásticas, romances intensos e distopias de tirar o fôlego, esses livros prometem te levar para longe, mesmo que você não saia de casa. Escolha seu favorito, prepare o cantinho de leitura e aproveite cada página desse merecido descanso.

 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Música Resenhas

Crítica | Após 4 anos, Lorde retorna com álbum mais experimental e letras cruas

Desabafo em forma de disco, Virgin navega pelos pensamentos mais profundos da cantora: sexo, autoaceitação, questões com o próprio corpo e o término de um longo relacionamento são alguns dos principais temas

Seguindo o padrão de lançar um projeto a cada quatro anos desde o debut Pure Heroine, a cantora neozelandesa Lorde retornou com um novo álbum para a alegria dos fãs que antecipavam o trabalho da artista neste ano. Lançado no dia 27 de junho, Virgin traz de volta a Lorde já conhecida por todos, com letras fortes e super identificáveis, porém sob uma nova perspectiva, atrelada a uma produção um pouco mais experimental e composições que soam como um desabafo. 

Produzido ao lado de Jim-E Stack, com quem trabalhou no remix de Girl, so confusing de Charli XCX, Virgin é quase uma continuação do que Lorde apresentou no dueto do Brat. Em entrevista à Rolling Stone, a cantora de 28 anos chegou a falar sobre como a colaboração entre as duas ajudou no processo criativo para o seu novo trabalho. 

Se Solar Power carrega uma produção mais leve e acústica, assinada por Jack Antonoff, Virgin mostra uma Lorde que decidiu voltar a ser quem era antes e resolveu apostar em uma sonoridade que não visitava desde o Melodrama, também produzido pelo vocalista do Bleachers. Com melodias rápidas, batidas envolventes e sintetizadores, a cantora se expõe de forma franca e marcante sobre sexo, autoaceitação, imagem e relacionamentos. 

Não é novidade que Lorde utiliza a música para refletir sobre questões que a afetam e convida o público para acompanhá-la nessa jornada. Cada álbum é um registro das diferentes fases da cantora e esse crescimento compartilhado é um dos motivos pelos quais a neozelandesa conta com uma base fiel de fãs. Porém, em Virgin, essa contemplação é feita de maneira mais visceral. 

Foto: reprodução/Instagram @lorde

E foi explorando essa vulnerabilidade que a cantora construiu o quarto álbum de estúdio. What Was That, primeiro single da nova era, já tinha nos dado um gostinho do que viria: é uma canção que navega entre bagunça, nostalgia e saudades, tocando nos eventos mais recentes da própria vida de Lorde e questionando o que foi tudo aquilo. 

Abrindo o disco, Hammer é, de acordo com a cantora, uma “ode à vida na cidade e ao tesão”. Destoando completamente do som do Solar Power, a faixa de abertura é um synthpop que celebra o caos, as incertezas e dita o tom do álbum. Lorde também toca na fluidez da própria identidade de gênero, tema contemplado durante o processo de produção do disco e abordado em outras faixas. 

“Some days, I’m a woman, some days, I’m a man, oh” (Alguns dias, sou uma mulher, outros dias, sou um homem, oh).

Em Man Of The Year, Lorde evoca esse lado masculino e se desprende dos padrões de feminilidade. A música soa como um grito de liberdade e a cantora reivindica o título de “homem do ano” para si. Essa é uma das faixas em que Lorde aparece de forma bruta, real e é possível acessar um lado que, até então, a cantora ainda não havia mostrado ao público. Não só musicalmente, mas liricamente.

Shapeshifter melhor resume o som que Lorde buscou nesse novo trabalho. Aqui, ela canta sobre se transformar e adquirir diferentes formas para atingir as expectativas das pessoas com quem já se relacionou, destacando o fato de não oferecer nada profundo ou pessoal e que isso “não a afeta”. Uma frase que é repetida diversas vezes na tentativa de soar como verdade.

Essa necessidade de se encaixar também é abordada em Favourite Daughter. Assim como em canções de discos passados, Lorde volta a falar sobre a constante busca pela aprovação de alguém e, nesse caso, essa pessoa é a mãe dela. 

Foto: reprodução/Instagram @lorde

Nas duas músicas seguintes, a temática do sexo aparece de forma crua e direta, perspectiva que ainda não havia sido explorada pela cantora. Com uma atmosfera que prende desde o início e só cresce, Current Affairs é marcada pelo surpreendente sample de Morning Love, de Dexta Daps, no refrão. Lorde chegou a comentar que sonhou por oito anos em incluir parte da canção do jamaicano em algum trabalho e, apesar de parecer inesperado de primeira, o trecho se mescla muito bem à energia da música.

Já em Clearblue, Lorde detalha as inúmeras emoções envolvendo o dia em que realizou um teste de gravidez. É impressionante a forma como a cantora consegue, apenas com os vocais, transmitir a intensidade de seus sentimentos e dar vida para aquilo que está sendo contado. Mesmo com menos de dois minutos, essa é uma das faixas mais potentes do disco. 

Em meio a fortes batidas de bateria, sintetizadores e melodias alegres, a próxima tríade de músicas mostra uma Lorde refletindo sobre a passagem do tempo e olhando para trás em direção à outra versão de si mesma. Talvez seja isso que nos conecta tão fortemente e faz parecer que crescemos junto com ela. 

GRWM e Broken Glass, colaboração com Dan Nigro, podem enganar com o instrumental, porém carregam alguns dos pensamentos mais íntimos e honestos de Lorde sobre os problemas com a própria imagem e a luta contra o transtorno alimentar. Em seguida, If She Could See Me now aparece como uma conversa entre a cantora para uma versão mais nova de si e conta com uma interpolação de Sugar Sugar, do rapper Baby Bash.

Fechando o álbum de maneira catártica, David é um olhar para o passado e aborda poder, relacionamento e desilusão amorosa. A faixa marca o renascimento da cantora e relembra que, apesar das marcas, ela pertence apenas a si mesma: “I made you God ‘cause it was all that I knew how to do / But I don’t belong to anyone” (Eu te tornei Deus, porque era só isso o que eu sabia fazer / Mas eu não pertenço à ninguém).

Virgin é uma tentativa de colocar para fora todos os sentimentos e pensamentos mais profundos e por isso é cru, visceral —  por vezes, bagunçado — e extremamente verdadeiro. Pudemos acompanhar a evolução da cantora desde o final da sua adolescência e temos a oportunidade de vislumbrar o desenvolvimento pessoal de Lorde agora, no fim dos seus vinte e poucos anos. Com uma produção que retoma a agitação de trabalhos anteriores e letras que mostram amadurecimento e um nível de autenticidade ainda maior, a beleza e a força de Virgin vêm da vulnerabilidade de Lorde.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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