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Temporada especial de Casamento às Cegas já tem data de estreia em streaming

Nesta temporada, todos os participantes do reality têm mais de 50 anos

 

A Netflix divulgou nesta semana o trailer da nova temporada de Casamento às Cegas Brasil: Nunca é Tarde, junto com os participantes dessa temporada inédita.

Todos os participantes dessa nova edição têm mais de 50 anos, para provar que o amor pode ser vivido independente da idade. Essas pessoas estão dispostas a viver novas experiências e redescobrir o amor.

Confira o trailer:

 

O reality continua no mesmo formato, com o objetivo de desafiar os participantes a encontrarem os seus pares, sem pensar em aparência, focando apenas na sua conexão e assuntos em comum.

“O mais bonito dessa temporada é ver que os sentimentos continuam sendo os mesmos em qualquer idade. Inseguranças, dúvidas, paixões… Tudo isso faz parte do amor, seja aos 30 ou aos 60”, afirma Camila Queiroz, apresentadora do reality.

A temporada vai ser dividida em três partes: 10/09 (quatro episódios), 17/09 (quatro episódios) e 24/09 (dois episódios finais), e chega na plataforma dia 10 de setembro.

Confira agora quem são os participantes dessa nova temporada:

casamento as cegas
Foto: divulgação/Netflix/Julia Mataruna
  • Aidê Torres, 60 anos – Formadora de plateia – São Paulo (SP)

Filha de paraguaios e mãe de três filhos (dois adotivos). Ama artes e acredita ter renascido aos 60 anos. Busca um homem bem-humorado e que aprecie as artes.

  • Ana Lúcia Custódio, 60 anos – Corretora imobiliária – São Paulo (SP)

Aposentada como funcionária pública, virou corretora. Mãe de duas filhas e avó de quatro netos. Ama cinema e festas de samba. Busca um parceiro que tope ir aos pagodes com ela.

  • Claudia Chaves, 61 anos – Modelo sênior – São Paulo (SP)

Trabalhou a vida toda com hotelaria e hoje atua como modelo. Nunca teve filhos. Procura um homem que goste de conversar e seja parceiro, mas sem ser pegajoso.

  • Eliane Neri (Lica), 51 anos – Administradora de empresas – Santo André (SP)

Natural de São Bernardo do Campo (SP), está solteira há seis anos. Foi casada duas vezes, sem filhos. Exigente, busca uma relação em que seja tratada como prioridade.

  • Fabiana Checchia, 52 anos – Advogada – São Paulo (SP)

Paulistana, tem duas filhas e está solteira há três anos. Ama viajar, já foi bailarina e sonha em viver um amor na maturidade. Quer alguém que compartilhe suas aventuras.

  • Fátima Taffo, 70 anos – Aposentada – São Paulo (SP)

Mãe de quatro filhos e avó de nove netos. Frequenta academia todos os dias e adora pubs de rock. Quer um homem que ela possa admirar para sempre.

  • Jacy Borges, 61 anos – Aposentada – São Paulo (SP)

Funcionária pública municipal aposentada, é natural de Minas Gerais. Mora com o filho de 22 anos. Ama patins e crochê, e procura um homem que ame o sossego e a praia.

  • Luciana Rodriguez, 50 anos – Gerente de marketing digital – São Paulo (SP)

Mãe de dois filhos. Teve um longo relacionamento com o pai deles e o último, com uma mulher mais jovem. Busca alguém que respeite as individualidades em uma relação.

  • Lucielma Cardeal, 51 anos – Técnica em logística – São Bernardo do Campo (SP)

Mãe de três filhos e avó de três netos. Gosta de samba, karaokê e bares. Nordestina arretada, busca um homem que cuide dela de verdade após relações abusivas.

  • Maria Luiza Brufatto (Malu), 63 anos – Empresária – São Paulo (SP)

Gaúcha e capricorniana convicta. Foi casada por 23 anos e hoje é dona de uma empresa de atendimento comercial. Procura um parceiro financeiramente independente.

  • Nívia Gälego, 57 anos – Fashion marketing – São Paulo (SP)

Mãe de filhos gêmeos e viúva há três anos. Tem um clube de leitura com amigas. Após o luto, busca um novo amor para os próximos 30 anos.

  • Roseli Silva, 55 anos – Enfermeira – São Paulo (SP)

Mãe de duas filhas e avó. É enfermeira e apresenta um programa de entrevistas na internet. Kardecista, vaidosa, não aceita homens controladores e quer um companheiro espiritualizado.

  • Silvia Malanzuki, 62 anos – Atriz – São Paulo (SP)

Ex-comissária de voo, vive com mais de dez gatos. Mãe de um filho, nunca casou. Pratica nunchaku e quer alguém que ame os animais e queira ser feliz com ela.

  • Tânia Felix , 53 anos – Empresária – Votorantim (SP)

Dona de pizzaria, divide o dia entre a bike e o trabalho. Mãe de dois filhos, sonha em se casar na igreja. Procura um companheiro esportista e que ame viajar.

  • Ustinelli Arone, 54 anos – Personal trainer – São Paulo (SP)

Mãe de dois filhos e avó, divorciada há oito anos após traições. Gosta de dançar e treinar. Busca um homem que a valorize.

casamento as cegas
Foto: divulgação/Netflix/Julia Mataruna
  • Claudio Hott, 53 anos – Consultor financeiro – São Paulo (SP)

Nascido em Volta Redonda (RJ), morava em São José dos Campos, mas se mudou para a capital paulista para ficar mais próximo do filho de dez anos. Ama viajar e beber um bom vinho. Está atrás de uma companheira alto astral para curtir a vida ao máximo com ele.

  • Edmilson Assis, 65 anos – Produtor de eventos – São Paulo (SP)

Nascido na capital do Rio de Janeiro, mas morando atualmente na cidade de São Paulo, Edmilson tem dois filhos, da mesma idade, com duas mulheres diferentes. É apaixonado pela vida e pelas artes. Busca se casar formalmente pela primeira vez na vida.

  • Fábio Santos, 53 anos – Advogado – São Paulo (SP)

Pai de três filhos e avô de uma criança de três anos, Fábio gosta de dançar, fumar charutos e de apreciar um bom vinho. Busca um relacionamento sem desconfianças, em que os dois sejam livres.

  • Geraldo Duarte, 57 anos – Motorista de aplicativo – São Paulo (SP)

Paulistano, Geraldo não tem filhos e mora sozinho. É católico e tem três irmãos. Ele procura uma companheira que seja calma.

  • Gustavo Cardoso, 54 anos- Terapeuta corporal – São Paulo (SP)

Nascido e criado em São Paulo, Gustavo cresceu em um orfanato até seus 19 anos. Faixa preta de caratê, já competiu internacionalmente. Tem uma filha de 16 anos. Busca uma mulher segura e bem resolvida emocionalmente.

  • Jobert Costa, 55 anos – Publicitário – Salto (SP)

Nascido na capital paulista, mas morando no interior, em Salto, Jobert foi casado duas vezes. Tem duas filhas e uma netinha. Adora andar de bike e cuidar do jardim de sua casa. Está atrás de alguém leve para viver ao seu lado.

  • Judicael Renouard, 54 anos – Administrador de empresas – São Paulo (SP)

Nascido em Le Mans, na França, foi casado por 22 anos com uma brasileira, com quem teve dois filhos. Adora pedalar e fazer trekking. Está procurando um relacionamento que não caia na rotina de casal.

  • Leonardo Vicentini, 50 anos – Dentista – Indaiatuba (SP)

Nascido em Belo Horizonte (MG), foi casado duas vezes e tem três filhos. Sua filha mais velha tem 30 anos. Está atrás de uma mulher que não seja ciumenta.

  • Marcelo Ivanaskas, 55 anos – Engenheiro e administrador de obras – São Paulo (SP)

Solteiro há cinco anos, tem um filho e três enteados que considera como filhos também. É avô. Procura alguém parecido com ele, já que não acredita que “os opostos se atraem”.

  • Mario Roberto, 50 anos – Empresário – São Paulo (SP)

Natural de Barretos (SP), mora na capital desde 2000. Tem duas filhas, administra uma academia de luta, é capoeirista e trabalha no Carnaval. Está atrás de uma mulher que transborde sentimentos.

  • Mario Sérgio, 67 anos – Publicitário – São José dos Campos (SP)

Nascido na capital paulista, Mario é pai de um filho de 15 anos. Apaixonado por música, adora tocar guitarra e violão. Busca uma mulher segura, pois diz que só assim consegue confiar na pessoa.

  • Ricardo Zanardo, 53 anos – Empresário do ramo de cosméticos – São Paulo (SP)

Nasceu em Montevidéu, no Uruguai, e viveu em diversos países até se estabelecer em São Paulo. Pai de uma filha de 14 anos, é colecionador de perfumes e adora o mar. Sonha em encontrar um amor para o acompanhar em suas aventuras.

  • Rivo Abreu, 67 anos – Gestor de câmbio – São Paulo (SP)

Carioca da gema, Rivo tem uma filha adulta que mora em Paris, França. Praticante de crossfit e frequentador de festivais de música, foi casado três vezes e está solteiro há seis anos. Procura uma companheira animada igual a ele.

  • Samuel Freiria, 51 anos – Artista visual – Franca (SP)

É artista plástico e tatuador. Tem três filhas, com três mulheres diferentes. Está solteiro há cinco anos e em busca de um novo amor. Como ele mesmo diz, para ser sua companheira, tem que ter um “borogodó” a mais.

  • Wagner da Silva, 58 anos – Designer de impressão 3D – São Paulo (SP)

Foi casado duas vezes e está solteiro há um ano. Pai de três filhos, mora com a mãe para ajudá-la no dia a dia. Procura uma companheira que entenda que sua mãe é prioridade no momento.

 

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

 

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Guerreiras do K-pop: 5 K-dramas para assistir se você amou o filme

Do romance histórico às batalhas sobrenaturais, cinco produções que capturam a mesma energia intensa e cheia de estilo de Guerreiras do K-pop

Guerreiras do K-pop (2025) foi um dos filmes animados mais comentados do ano. A repercussão foi tanta que a palavra Honmoon já entrou para o vocabulário do K-pop, com fãs brincando nos comentários de performances de idols: Honmoon has been sealed. Com rumores de uma sequência animada (sim, por favor!) e até de uma adaptação live-action (talvez melhor não), a sensação de “e agora?” é real para quem embarcou nesse universo.

Se você está sentindo falta do caos entre caçadas sobrenaturais e a energia vibrante do mundo idol, separe a pipoca: aqui vão cinco K-dramas que carregam a mesma vibe e prometem matar a saudade.

Lovers of the Red Sky (2021)

Ambientado na mítica Dinastia Joseon, o drama apresenta Kim You Jung como Hong Chun Gi, pintora talentosa que recupera milagrosamente a visão e se torna a primeira mulher aceita no Dohwaseo real. Ao seu lado, está Ha Ram (Ahn Hyo Seop), astrólogo cego com um passado amaldiçoado e uma ligação profunda com forças divinas.

Entre intrigas no palácio, príncipes com interesses opostos e uma história de amor cheia de destino e sacrifício, o drama brilha por suas imagens deslumbrantes e narrativa emocionante.

Foto: reprodução/viki
O Palácio Assombrado (2025)

Se terror histórico é a sua praia, este aqui entrega tudo. Yook Sungjae interpreta Yoon Gab, oficial do palácio que acaba possuído por um Imugi – espírito-serpente lendário. Seu caminho cruza com o de Yeo Ri (Kim Ji Yeon), neta de uma poderosa xamã que tenta escapar de seu destino espiritual, mas é puxada de volta ao mundo dos fantasmas.

Entre fantasmas vingativos, segredos reais e um toque de humor inesperado na interação dos protagonistas, a trama mistura medo, romance e emoção de forma envolvente.

Foto: reprodução/viki
Meu Demônio Favorito (2023)

Para quem ainda não superou a dinâmica intensa de Guerreiras do K-pop, Kim You Jung volta em um papel poderoso como Do Do Hee, herdeira implacável que não acredita no amor. Sua vida muda quando ela entra em um casamento de fachada com Jung Gu Won (Song Kang), um demônio sedutor que perde seus poderes.

O que começa como desconfiança vira um romance elétrico, embalado por uma estética de tirar o fôlego, química explosiva e uma trilha sonora marcante.

Foto: reprodução/netflix
Hwayugi: Uma Odisseia Coreana  (2017)

Em um mundo moderno invadido por forças antigas, Jin Seon Mi (Oh Yeon Seo) vê espíritos desde criança e tenta sobreviver a essa maldição. Seu destino se cruza com o do travesso Son Oh Gong (Lee Seung Gi), um ser mítico que ela libertou anos antes. Juntos, eles enfrentam ameaças sombrias com a ajuda e rivalidade de Woo Ma Wang (Cha Seung Won).

Romance intenso, cenas engraçadas e momentos de partir o coração fazem de Hwayugi uma fantasia única que equilibra leveza e drama.

Foto: reprodução/soompi
O Ídolo Celestial (2023)

Misturando fantasia, vida de idol e romance, o drama traz Kim Min Kyu como Pontifex Rembrary, um sacerdote sagrado que acaba preso no corpo de Woo Yeon Woo, integrante de um grupo de K-pop em crise. Sem entender nada do mundo do entretenimento, ele acaba conduzindo a banda ao sucesso enquanto enfrenta inimigos sobrenaturais.

Ao lado da gerente Kim Dal (Go Bo Gyeol), ele encara tanto os perigos espirituais quanto as armadilhas do showbiz. Leve, engraçado e com um toque de emoção, é daqueles que você assiste rapidinho.

Foto: reprodução/viki

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

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Segredos familiares envolvem trama principal de novo thriller jovem-adulto ambientado no interior paulista

Stefany Borba aborda o drama que enfrentados ao olhar para dentro: das casas, dos afetos, das memórias e dos próprios medos

Em Um Jardim Onde Morrem as Flores e Nascem Segredos, lançamento da Trend Editora, Stefany Borba mergulha no suspense psicológico para contar a história de Maria Isabel, jovem que retorna à casa da avó recém-falecida e, aos poucos, começa a descobrir que o passado da família é um terreno cheio de mistérios e suspeitas.

Por que uma mulher apaixonada por flores nunca cuidou do próprio jardim? Esse é o ponto de partida da trama, e, ao tentar responder, Bel se vê envolvida em uma narrativa que mistura drama familiar, crimes antigos e novas ameaças, tendo como pano de fundo a cidade de Itapetininga, no interior de São Paulo.

Entre lembranças de infância e investigações, a protagonista se depara com vestígios de casos que marcaram a região — como o desaparecimento da tia Roberta, nos anos 1980, e de Otávio, ambos ocorridos no mesmo período em que um serial killer conhecido como “Assassino das Bonecas” aterrorizava o município, vitimando mulheres e meninas. No presente, novos corpos passam a surgir na terra revirada, e a tensão aumenta.

Ao entrelaçar as histórias de três gerações femininas — avó, mãe e neta —, Borba explora temas como papéis de gênero, marcas da violência e o silêncio como forma de sobrevivência, além de criar uma história cheia de raízes.

Mais do que um romance policial para jovens adultos, Um Jardim Onde Morrem as Flores e Nascem Segredos é uma reflexão sobre luto, legado e perdão. Stefany Borba mostra que segredos enterrados sempre encontram um jeito de florescer, e que crescer exige coragem para revirar a terra, mesmo sem saber o que será encontrado.

Sobre a autora
Foto: reprodução/Trend Editora

Stefany Borba estudou Produção Editorial pela Universidade Anhembi Morumbi e atua há mais de uma década como designer. Apaixonada por literatura e arte, decidiu retomar o sonho de escrever as próprias histórias. Um Jardim Onde Morrem as Flores e Nascem Segredos é seu segundo livro. Enquanto Eu Te Vejo, Você Me Ouve? (2024) é seu suspense de estreia.

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Leia também: Continuação do romance sáfico histórico de Vanessa Airallis mergulha no amor proibido entre duas mulheres

Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho @lauramariaheart

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Only Murders in the Building: veja o trailer da nova temporada

Série vai estrear no streaming no dia 9 de setembro

A quinta temporada da série Only Murders in the Building, vencedora do Emmy, traz de volta os protagonistas Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez. A produção vai chegar ao Disney+ com três episódios no dia 9 de setembro. O restante dos episódios serão lançados semanalmente.

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Imagem: divulgação/Disney+

A nova temporada também vai contar com estrelas convidadas como Meryl Streep, Da’Vine Joy Randolph, Richard Kind, Nathan Lane, Bobby Cannavale, Renée Zellweger, Logan Lerman, Christoph Waltz, Téa Leoni, Keegan-Michael Key, Beanie Feldstein, Dianne Wiest e Jermaine Fowler, entre outros.

Na trama, após a morte suspeita do adorado Lester, o porteiro do Arconia, Charles, Oliver e Mabel se recusam a acreditar que foi um acidente. A investigação os leva a cantos mais sombrios de Nova York. Dessa maneira, o trio descobre uma perigosa teia de segredos que conecta poderosos bilionários, mafiosos da velha guarda e os misteriosos moradores do Arconia.

Além disso, eles encontram uma divisão mais profunda entre a cidade histórica que pensavam conhecer e a Nova York que cresce ao seu redor, onde a velha máfia luta para se manter enquanto novas e ainda mais perigosas figuras surgem.

Confira o trailer:

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Entrevista | Larissa Góes comemora 20 anos de carreira e fala sobre seu mais recente trabalho em Guerreiros do Sol

A atriz cearense reflete sobre sua trajetória, o desafio de construção de uma personagem em plena gravação, a força da cultura nordestina e o que espera despertar no público com sua nova personagem

Entrevista por Gabriella Emim @gabriellaemim

Com vinte anos de carreira, a atriz cearense Larissa Góes vive um momento especial. Um dos destaques do elenco de Guerreiros do Sol, produção da Globo que mergulha no universo do cangaço, ela interpreta Petúnia, personagem intensa e cheia de camadas.

Larissa iniciou sua carreira muito jovem e ganhou projeção nacional ao ser escalada para a novela Velho Chico (2016), experiência que abriu portas para outras grandes produções, como a terceira temporada da série Cine Holliúdy (2019). 

Ao longo desses anos, construiu uma trajetória que transita entre televisão, streaming e teatro, tornando-se um dos nomes de destaque da cena artística brasileira.

Nesta conversa com o Entretê, Larissa fala sobre a infância no Ceará, reflete sobre o espaço do artista nordestino nas produções nacionais e revela os bastidores de Guerreiros do Sol. Ela também compartilha o processo de criação de Petúnia e o impacto pessoal de viver essa personagem.

Larissa Góes
Foto: reprodução/Julia Trevisan

Entretetizei: Larissa, você começou muito jovem e já soma vinte anos de carreira. O que mudou na sua forma de atuar e de enxergar a profissão desde seus primeiros trabalhos até hoje?

Larissa Góes: Acho que, antes, a ideia de atuação para mim se inscrevia em uma lógica mais formatada, quase uma receita pronta que se aprendia e colocava em prática. Hoje penso que esta é uma ideia falida quando se refere a processos que acontecem também dentro da subjetividade, da imaginação. Além de ser um tanto sem graça, já que, hoje, me empolgo cada vez mais com as descobertas sobre aonde os processos de construção de personagens me fazem chegar, com as reelaborações sobre o que foi pensado e até mesmo com as contradições que se somam. 

Compreendo também que aquele primeiro entendimento foi uma base de aprendizado crucial para que hoje novas ideias fizessem mais sentido dentro do que amadureci enquanto artista e indivíduo. E esta é a maneira como hoje enxergo minha profissão; ela se integra ao que sou. Sou grata por olhar para trás e pensar não só no quanto mudei, mas no quanto ainda posso mudar, pois, para mim, o caminho de formação do artista não tem um ponto de chegada, ele pulsa com a vida e isso é fascinante.

E: Você lembra do momento em que entendeu que atuar seria mesmo o seu caminho? Pode contar um pouco sobre como foi esse processo de descoberta?

LG: Aos vinte anos, mesmo mantendo minhas atividades no teatro sempre vigentes, eu estava fazendo faculdade de fisioterapia, visando um futuro profissional mais “seguro”, mesmo sem uma pressão familiar declarada, que é desestimulante e tão comum nos depoimentos dos meus colegas artistas. Quando surgiu um teste para fazer um trabalho na TV, a novela Velho Chico, onde eu contracenaria com pessoas que tanto admiro, em uma obra de tanto requinte e projeção, e eu precisaria interromper, mesmo que temporariamente, minha graduação, eu não pensei duas vezes. 

Para mim, não tinha o que decidir. Inconscientemente me ocorreu um alívio de quem está sendo salva, aquele respiro de “Ufa! Ainda bem que estão me tirando daqui.” Obviamente fisioterapia é uma profissão digna e louvável, mas, quando se está apostando em uma área profissional que não faz brilhar os teus olhos, pode ser deprimente. E eu jamais conseguiria dispor de tanta energia na fisioterapia como faço na arte.

Quando voltei para a minha cidade depois de ter participado daquela obra, entendi que só estava começando. A partir de então, eu iria assumir este ofício como único e larguei de vez a graduação em fisioterapia para me dedicar integralmente àquilo que seria assumidamente (e corajosamente) a minha carreira profissional.

E: Ter crescido no Ceará influenciou seu olhar artístico? Quais memórias ainda lhe acompanham nos personagens que constrói hoje?

LG: Certamente minha base de formação se concentra inteiramente no meu estado, Ceará. Depois, eu tive a oportunidade de conhecer novos lugares e contar novas histórias, mas a cena artística de Fortaleza é muito forte, tanto na linguagem da encenação quanto em outras áreas, como a música, a dança, as artes plásticas. Sempre que volto para a minha cidade, me inspiro novamente tanto com os artistas quanto com as pessoas que me atravessam por outras vias que não a arte em si. Minhas relações e meu senso crítico também se alimentam quando estou em casa e isso complementa o meu processo criativo de maneira até mesmo intuitiva.

Larissa Góes
Foto: reprodução/Julia Trevisan

E: Em Guerreiros do Sol, sua personagem Petúnia se vê no meio do cangaço ao se apaixonar por Sabiá. Como foi a construção dela e o que mais tocou você nessa história?

LG: O processo de construção da Petúnia se deu em tempo real, enquanto estava com as gravações em andamento, já que assumi a personagem substituindo uma outra atriz que precisou sair do projeto. Então não tive muito tempo de preparação, o que torna o desafio muito maior do que já costuma ser normalmente. Mas quando li o roteiro, a personagem me atravessou de maneira muito intensa e bonita. As relações que se construíram dentro e fora de cena também me ajudaram a encontrar cada vez mais camadas da Petúnia, e a equipe envolvida no projeto é de peso, o que contribuiu fortemente para que este olhar sobre a Petúnia se pousasse na delicadeza e na sensibilidade, mas também encontrava cargas mais densas, se necessário.

Hoje, me situo em outro tempo/espaço, com outras noções sobre pautas sociais e políticas, que me diferenciam bastante da Petúnia. Por isso mesmo, evito ter julgamentos sobre seus comportamentos e escolhas, que certamente são distantes dos meus, mas me fazem refletir sobre estruturas patriarcais que ainda se perpetuam. 

É lindo ver o amor deste casal que se encontra intimamente, construindo um imaginário tão sublime sobre um relacionamento, mas também me toca muito ver Petúnia em uma espera incessante por alguém que acaba por fazê-la atravessar tantas perdas. É triste, porque, para mim, é crível, é possível, para não dizer comum. Mas trago a trajetória da Petúnia comigo para que eu reinvente em mim cada vez mais maneiras de não me deixar anular dentro de relações e, ainda assim, me permitir amar com a intensidade e a coragem que ela amou.

E: A trama se passa em meio ao cangaço, um tema muito presente na cultura nordestina. Como foi se reconectar com essas raízes através do trabalho? E como você enxerga o espaço que os artistas nordestinos vêm conquistando nas produções nacionais?

LG: A novela tem uma dramaturgia fictícia, mas com forte embasamento em um marco na história do nosso país, que foi o cangaço. Muitos acontecimentos narrados na trama têm referência direta a fatos históricos. Compor o elenco de uma obra deste porte é para mim um forte elo ancestral, um espaço identitário que raramente é respeitado, infelizmente. 

Precisei pesquisar bastante sobre a temática, pois não tinha tanto domínio até então, para que a minha contribuição fosse ainda maior, pois acredito que o meu trabalho seja de co-criação, o que vai além de decorar os textos. O sotaque que compus para a Petúnia, por exemplo, está mais atrelado à região do Cariri, que fica no sul do Ceará, onde Lampião mantinha fortes laços. Então, mesmo eu já sendo nordestina, a pesquisa se fez presente para que a personagem ganhasse ainda mais complexidade. 

Para mim, é gratificante enquanto nordestina poder resgatar memórias da minha história e da minha família. Pude reunir isso em uma obra, dialogando com outras culturas vindas de outros estados da região de onde vêm vários atores do elenco. Percebo o quanto o Nordeste é imenso e rico, e amo descobrir novos elementos da cultura nordestina.

O Nordeste esbanja excelência no fazer artístico e, quando assisto a colegas de trabalho galgando novos espaços e conquistando tanto reconhecimento, eu vibro e me encho de esperança de que cada vez mais espaços de honraria sejam ocupados por pessoas vindas de regiões que estão fora do eixo sudestino.

E: O que o público pode esperar de Guerreiros do Sol — e por que vale a pena acompanhar? E o que você espera que o público sinta ao assistir à Petúnia nessa jornada?

LG: A trama está em sua reta final de lançamento, mas ficará no ar na plataforma da Globoplay Novelas. O público que ainda não viu pode começar a ver e o público que já viu pode assistir novamente e matar a saudade desses personagens e dessas histórias tão envolventes e emocionantes. 

Petúnia tem uma trajetória bem intensa, marcada por uma grande paixão e por grandes perdas que a fizeram tecer um novo olhar para a vida. Espero muito que ela reverbere nas pessoas o amor que reverberou em mim desde que a li pela primeira vez. Que essa personagem possa nos fazer lembrar do quanto é bom se entregar a um sentimento tão bonito, mas que também nos faça refletir sobre o tempo de hoje e as nossas escolhas.

Confira uma cena de Guerreiros do Sol! 

E: Recentemente, você viveu Dolores Duran nos palcos, na peça Território do Amor (2025). Como foi se aproximar de uma figura tão emblemática da música brasileira?

LG: Dolores Duran é uma das artistas precursoras no ramo da composição musical feminina brasileira e tem obras regravadas por grandes intérpretes como Maria Bethânia, Tom Zé, Elis Regina, Milton Nascimento… Dar vida a esta grande artista no espetáculo é certamente mais desafiador não só por ela ser quem foi, mas também por não nos ter deixado tantos registros de suas performances nos palcos, ou fora deles. 

Isso, inicialmente, foi bastante limitante, pois não tive tanta referência imagética de Dolores, mas, dentro do meu processo de pesquisa, tive acesso a documentários, histórias contadas por amigos e familiares que se somaram às suas próprias obras musicais e me ajudaram a encontrar a corporeidade que disponho nas cenas. Então, para compor a Dolores, trabalho com duas perspectivas: a que ela de fato já existiu e seu legado repercute ainda hoje; e com a que não há uma forma pronta, mas sim uma linda somatória quase que artesanal de como a Dolores vibra nas pessoas.

E: Como você se reconecta com sua essência quando está longe de casa, já que a carreira de atriz muitas vezes exige deslocamentos?

LG: A praia é certamente o lugar onde me sinto em casa. Mesmo tendo passado minha infância morando longe da praia, em bairros menos favorecidos, era nesse lugar que eu via minha família inteira feliz, brincante e conectada, mesmo com suas questões conflituosas. Então, hoje, além de manter o contato de maneira digital com meus pais e minhas irmãs, alimento o meu corpo e a minha mente com as memórias que a praia me traz. Quando preciso viajar para um lugar que não tem praia, é mais difícil, mas encontro outros espaços que me acolhem ou pessoas que vêm da minha região, e me revigoro.

E: Você já passou pelo teatro, cinema e televisão. Cada linguagem exige algo diferente do ator. Qual delas mais desafia você e qual encanta mais? Que tipo de personagem ou história você ainda tem vontade de viver nas telas?

LG: Gosto de transitar entre diferentes linguagens, porque uma sempre acaba me dando novas perspectivas sobre a outra. Fazer teatro, por exemplo, é estar em pleno exercício de presença: não tem segundo take, é como um plano-sequência no audiovisual, que não tem cortes. No teatro, reconheço a força do ensaio, do processo de construção, da escuta ativa, que acabam sendo base para as demais linguagens. Lamento muito por não ter tanto investimento quanto precisa e merece. Fazer teatro independente é encarar cruamente os percalços da profissão. 

Então, muitas vezes, quando os compromissos se chocam, acabo não dando prioridade ao teatro por questões financeiras. Mas é sempre a linguagem para onde preciso voltar para rememorar o meu interesse pela atuação.

Amo personagens que não se definem facilmente, que se complexificam através de contrariedades e de mistura de comportamentos. Nem todo mundo é um vilão por completo e nem todo mocinho é imaculado, mas o que se investiga sem a borda da definição é sempre mais intrigante para mim. Eu interesso por Capitus, Hamlets, Raskúlnikovs e outras invenções atraentes e controversas.

E você, já assistiu Guerreiros do Sol? Conta pra gente o que achou da Petúnia nas redes sociais do Entretê Insta, Facebook e X e aproveita para nos seguir e ficar por dentro de tudo que rola no mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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Tudo Sob Controle: K-drama gravado no Brasil chega ao streaming

Com quatro episódios filmados em São Paulo, Tudo Sob Controle marca a estreia da Samsung como produtora audiovisual

Tudo Sob Controle é uma minissérie voltada para o público latino-americano que combina o estilo envolvente dos K-dramas com uma narrativa profundamente ligada à tecnologia. Inicialmente lançada no YouTube da Samsung Brasil, a produção agora tem seus quatro episódios disponíveis gratuitamente aos assinantes do Globoplay.

Filmado em português, o projeto acompanha a história de Yun-A (Sharon Cho) e Ji-Hoon (Raphael Chung), dois jovens executivos convivendo em uma casa completamente equipada com o ecossistema Samsung. O que deveria ser uma estadia rápida se transforma em uma série de situações inusitadas e encontros inesperados que misturam romance, cultura e tecnologia.

Confira o trailer abaixo:

Tudo Sob Controle marca a estreia da Samsung como produtora de conteúdo audiovisual, unindo a força dos K-dramas à expertise da marca em inovação e storytelling. Com o projeto, a marca encontrou uma forma de se conectar com o público latino-americano, tanto os que já são fãs das produções sul-coreanas como aqueles que gostam de assistir a boas histórias. Ao mesmo tempo, a Samsung apresenta ao longo da minissérie o seu ecossistema de dispositivos conectados, reforçando como a tecnologia pode simplificar a rotina e potencializar o dia a dia.

“O K-drama é um formato que une storytelling envolvente com um universo visual muito potente – algo que conversa diretamente com o DNA da Samsung. Com Tudo Sob Controle, damos um passo além ao criar um conteúdo original que representa um encontro entre cultura, entretenimento e inovação”, afirma Milene Gomes, Diretora de Retail e SmartThings da Samsung para a América Latina.

Foto: divulgação/Samsung

Como parte da parceria, Tudo Sob Controle ficará disponível por 30 dias no Globoplay, a partir de 11 de agosto, além de continuar no canal oficial da Samsung Brasil no Youtube e no serviço de streaming gratuito Samsung TV Plus.

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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