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Confira a data de estreia de Kygo: Back at the Bowl

Espetáculo do artista Kygo chega aos cinemas em setembro

Kygo: Back at the Bowl é um registro da apresentação do artista Kygo no Hollywood Bowl e conta com a direção de Sam Wrench, produtor de Taylor Swift: The Eras Tour (2023) e Billie Eilish Live at the O2 (2023). A estreia mundial nos cinemas será no dia 26 de setembro.

Pôster Kygo: Back at the Bowl
Foto: divulgação/Sato Company

A produção foi gravada com 18 câmeras em 8K e produzida para oferecer uma experiência imersiva em formatos como SCREENX (270°) e 4DX. Dessa maneira, permite que o público possa sentir a energia de um dos shows mais marcantes da carreira do artista.

O espetáculo também vai contar com participações especiais de artistas como Ryan Tedder, Ava Max, Zara Larsson e Calum Scott.

Atualmente Kygo é um dos artistas mais ouvidos. Ele possui mais de 23 bilhões de streams, turnês esgotadas em mais de 60 países e se apresentou nos maiores festivais do mundo. Não apenas isso, mas também foi o mais rápido da história a atingir 1 bilhão de streams, acumula 10 singles com certificação Platinum e figura entre os 50 artistas mais ouvidos de todos os tempos no Spotify.

Além disso, ele já veio ao Brasil em 2016, quando se apresentou na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio, e mais recentemente levou uma multidão ao delírio no GPWeek em São Paulo, em 2022. 

Confira o trailer:

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann @alexiafriedmann

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Entretenimento Séries

Semana do K-Drama Day traz romances, thrillers e fantasia até 26 de setembro

Clássicos e produções especiais animam os fãs antes da grande celebração do gênero

Setembro promete fortes emoções para os fãs de produções sul-coreanas. O K-Drama Day, data anual que celebra o amor pelos dramas coreanos, será comemorado em 26 de setembro. Para entrar no clima, o streaming preparou uma programação especial com títulos de romance, suspense, melodrama, comédia e fantasia, disponíveis nas semanas que antecedem o evento.

Programação especial do K-Drama Day

Esta semana – Romance: apaixone-se de novo
Descendentes do Sol (2016)
Foto: reprodução/X @KBS_drama

O oficial Yoo Si Jin (Song Joong-Ki) se apaixona pela cirurgiã Kang Mo Yeon (Song Hye-Kyo), mas as diferenças entre eles os afastam. Anos depois, em meio a uma missão em zona de guerra, o destino os reúne. Agora, além de lidar com o perigo, os dois precisarão decidir se conseguem superar as barreiras que os separam.

Hotel Califórnia (2025)
Foto: reprodução/X @mbcdrama_pre

Ji Kang Hee (Lee Se-Young) cresceu sofrendo preconceito em uma cidade pequena, mas sempre teve apoio de Cheon Yeon Soo (Na In-Woo), seu melhor amigo e primeiro amor. Após passar 12 anos em Seul, ela retorna e o reencontra como veterinário. O que antes ficou em silêncio pode finalmente se transformar em amor.

Adorável Corredora (2024)
Foto: reprodução/X @CJnDrama

Devastada pela morte de seu ídolo, o ex-nadador e astro do K-pop Ryu Sun Jae (Byun Woo-Seok), Im Sol (Kim Hye-Yoon) volta no tempo para 2008. Decidida a mudar o destino dele, ela se aproxima do jovem Sun Jae, mas descobre que cada escolha pode alterar o futuro de formas imprevisíveis.

25/08 – Suspense: dramas que nos deixam tensos
Classe dos Heróis Fracos 1ª temporada (2022)
Foto: reprodução/Soompi

Si Eun (Park Ji-hoon) sempre confiou na inteligência para enfrentar a violência da escola, até formar uma inesperada amizade com Soo Ho (Choi Hyun-Wook) e Bum Seok (Hong Kyung). Juntos, eles precisam sobreviver em um ambiente marcado por bullying e brigas constantes, mostrando como até os mais fracos podem encontrar força.

Grupo de Estudos (2025)
Foto: reprodução/X @tvingdotcom

Apesar do seutalento em artes marciais, Youn Ga Min (Hwang Min-Hyun) sonha apenas em ter sucesso acadêmico. Mas sua escola é marcada por violência, mistérios e até pela morte de um professor. Ao formar um grupo de estudos, ele descobre que precisará lutar, literalmente, para proteger seus colegas e enfrentar os segredos sombrios que envolvem a instituição.

Rivalidade Amigável (2025)
Foto: reprodução/X @tvingdotcom

Woo Seul Gi (Chung Su-Bin) chega a uma escola de elite após ser a melhor aluna em sua antiga instituição. Lá, conhece Yoo Je Yi (Lee Hye-Ri), uma jovem influente que desperta nela tanto amizade quanto rivalidade. Entre competição, segredos e a misteriosa morte do pai de Seul Gi, as duas precisarão decidir se estão destinadas a se unir ou a se destruir.

01/09 – Melodrama: dramas que nos emocionam
Renascer da Juventude (2025)
Foto: reprodução/X @SBSNOW

Depois de ser forçado a deixar sua banda de K-pop, Sa Gye (Ha Yoo-Joon) tenta recomeçar a vida na faculdade. Lá, ele conhece Kim Bom (Park Ji-Hu) e Seo Tae Yang (Lee Seung-Hyub), formando uma nova banda que reacende sua paixão pela música. Ao mesmo tempo, a amizade com Bom pode se transformar em algo ainda mais profundo.

A Bruxa (2025)
Foto: reprodução/X @ChannelA_joah

Lee Dong Jin (Park Jin-Young) sempre confiou em suas habilidades analíticas, mas nada explica os infortúnios que cercam Park Mi Jeong (Roh Jeong-Eui), antiga colega apelidada de bruxa. Uma década depois, eles se reencontram, e Dong Jin se vê determinado a descobrir a verdade por trás dessa maldição, mesmo que isso coloque sua vida em risco.

Um Amor de Despedida (2025)
Foto: reprodução/X @tvingdotcom

Jung Hee Wan (Kim Min-Ha) perdeu a vontade de viver, até ser visitada por Kim Ram Woo (Gong Myoung), seu primeiro amor que morreu seis anos atrás e agora trabalha como ceifador. Ao lado dele, ela tem apenas uma semana para realizar seus últimos desejos e descobrir o verdadeiro significado do amor e da vida.

08/09 – Comédia: dramas que nos fazem rir
Casamento Impossível (2024)
Foto: reprodução/X @tvingdotcom

A atriz Na A Jeong (Jeon Jong-Seo) aceita fingir um casamento arranjado para ajudar seu amigo Lee Do Han (Kim Do-Wan). Mas quando o irmão mais novo dele, Lee Ji Han (Moon Sang-Min), tenta impedir a farsa, tudo vira uma confusão. Entre segredos e situações hilárias, A Jeong percebe que o amor pode surgir onde menos se espera.

A Partir de Agora, Hora do Show (2022)
Foto: reprodução/X @mbcdrama_pre

Cha Cha Woong (Park Hae-Jin) é um mágico excêntrico que usa fantasmas como assistentes de palco. Ao conhecer a policial Go Seul Hae (Jin Ki-Joo), que também enxerga espíritos, os dois unem forças para resolver crimes. Entre truques e sustos, nasce uma parceria divertida e com química inesperada.

Então Eu Me Casei com a Minha Antifã (2021)
Foto: reprodução/TMDB

A repórter Lee Geun Young (Choi Sooyoung) vê sua carreira desmoronar após um incidente com a celebridade Hoo Joon (Choi Tae-Joon). Para piorar, ela acaba participando de um reality em que precisa viver com ele sob o mesmo teto. Do ódio inicial ao romance improvável, os dois descobrem que as aparências podem enganar.

15/09 – Mágica: dramas cheios de fantasia
Doom at Your Service (2021)
Foto: reprodução/X @CJnDrama

Tak Dong Kyeong (Park Bo-Young), uma editora de webtoons marcada pelo azar e por uma doença terminal, vê sua vida mudar ao conhecer Myeol Mang (Seo In-Guk), um ser maligno que surge após seu pedido desesperado aos céus. O que começa como um pacto de 100 dias logo se transforma em um dilema entre o dever e o amor.

A Primeira Noite com o Duque (2025)
Foto: reprodução/X @KBS_drama

Uma universitária desperta no corpo de Cha Sun Chaek (Seohyun), personagem secundária de sua webnovel favorita. Quando passa a noite com o príncipe Yi Beon (Taecyeon), ele decide se casar com ela, alterando o rumo da história. Agora, Sun Chaek precisa escolher entre restaurar o enredo original ou viver seu próprio final feliz.

Melancia Cintilante (2023)
Foto: reprodução/X @CJnDrama

Ha Eun Gyeol (Ryeoun) é transportado para 1995, onde encontra seu pai (Choi Hyun-Wook) ainda adolescente. Ao perceber que o jovem está apaixonado pela pessoa errada, Eun Gyeol se junta à sua banda para tentar unir seus futuros pais. Entre músicas e dilemas familiares, ele precisa consertar o passado para garantir o futuro.

Indicações especiais do Entretetizei

Além da seleção oficial, o Entretê preparou uma curadoria própria para quem quer mergulhar ainda mais no clima do K-Drama Day. São histórias que combinam romance, emoção e fantasia, perfeitas para a maratona:

Serendipity’s Embrace (2024)
Foto: reprodução/X @tvingdotcom

Lee Hong Ju (Kim So-Hyun) teve seu coração partido no último ano do ensino médio e, desde então, carrega inseguranças sobre o amor. Dez anos depois, trabalhando como produtora de animação, ela reencontra seu primeiro amor, Hu Yeong (Chae Jong-Hyeop), um planejador financeiro de vinte nove anos recém-chegado dos Estados Unidos. O destino os coloca frente a frente com sentimentos que nunca foram superados.

Brewing Love (2024)
Foto: reprodução/X @Channel_ENA

Ex-membro das forças especiais, Chae Yong Ju (Kim Se-Jeong) é a vendedora mais carismática da empresa em que trabalha, mas vê sua filial ameaçada de fechar. Para salvá-la, decide recrutar Yun Min Ju (Lee Jong-Won), um mestre cervejeiro talentoso que prefere a tranquilidade do campo. Entre diferenças e desafios, os dois descobrem que, se trabalharem juntos, podem conquistar mais do que sucesso nos negócios.

Minha Querida Jornada (2025)
Foto: reprodução/X @ChannelA_joah

Após fracassar em um grupo feminino, Kang Yeo Reum (Gong Seung-Yeon) trabalha há cinco anos como repórter de viagens na One Day Travel. Entre aventuras pela Coreia e pelo exterior, ela descobre mais sobre si mesma e se aproxima de Lee Yeon Seok (Kim Jae-Young), colega da Ogu Entertainment, enquanto a amizade entre os dois lentamente se transforma em romance.

Os Casamenteiros (2023)
Foto: reprodução/X @KBS_drama

Desde que perdeu o marido, Jeong Soon Deok (Cho Yi-Hyun) tem vivido uma vida agitada trabalhando como casamenteira para solteiros qualificados e noivas em potencial. O caminho de Soon Deok se cruza com o de Shim Jeong Woo (Rowoon), um acadêmico talentoso cuja noiva princesa morreu logo após o casamento. Juntos, essa dupla deve unir suas estratégias para encontrar os pares perfeitos para um grupo de mulheres nobres. No entanto, ao fazer isso, vai ficar difícil não perceber que os dois cupidos também formam o casal perfeito.

A programação já começou e promete aquecer o coração dos fãs até o grande dia. A celebração oficial do K-Drama Day será em 26 de setembro, em um evento especial promovido pelo Viki, uma das maiores plataformas de conteúdo asiático do mundo.

E aí, prontos para essa maratona especial? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Instagram, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Especial | Os melhores K-dramas do primeiro semestre de 2025

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

 

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Especiais Música Notícias Séries

Precisamos falar sobre a solidão da mulher adulta — e como ela é retratada (ou ignorada) na cultura pop

A cultura pop começa a mostrar a solidão da mulher adulta, mas ainda falta espaço para falar das dores silenciosas e da invisibilidade que muitas enfrentam todos os dias

[Texto com conteúdo sensível]

Tem uma solidão que ninguém conta, aquela que chega quando você ainda tem 23, 25 anos, e se pergunta: “Por que eu me sinto tão sozinha se é agora que eu deveria estar vivendo tudo?” É a fase em que esperam que você esteja rodeada de amigos, em festas, apaixonada e confiante. Mas e se você não tiver nada disso? E se não tiver amigos próximos, nem relacionamentos, nem uma carreira encaminhada, nem grandes aventuras para postar nos stories? Essa solidão dos 20 e poucos anos quase nunca é levada a sério. Ela parece egoísta, dramática demais. Mas ela existe. 

Aos 30, essa solidão muda de tom. Vem menos do vazio e mais do acúmulo: de expectativas, de comparações, de frustrações. É a fase das cobranças silenciosas: “Você não casou?”, “Vai congelar os óvulos?”, “Já pensou em terapia?”, “Não pensa em comprar um AP?” E a mulher que não se encaixa nessas perguntas vai sendo deixada de lado como se fosse uma página em branco em um livro onde todo mundo já está escrevendo finais felizes.

Depois dos 40, a solidão começa a parecer um castigo, uma espécie de consequência por não ter feito “as escolhas certas”. E aos 50, ela vira quase um apagamento. A mulher vira mãe de alguém, avó de alguém, chefe de alguém… mas raramente é protagonista de si mesma. A cultura pop reforçou esse ciclo por anos, vendendo a juventude como auge e o resto como decadência. Mas, aos poucos, algumas histórias começaram a mudar o discurso. E essas histórias importam.

Porque a solidão da mulher adulta não é só ausência de companhia: é ausência de escuta, é estar viva, sentindo tudo e perceber que ninguém pergunta como você está de verdade. É ser forte por obrigação, feliz por pressão e independente por falta de opção. E é aí que o cinema, a música e as séries — quando se atrevem a falar disso — viram refúgio, espelho e, às vezes, até salvação. 

A mulher de 20 e poucos e a solidão disfarçada de liberdade

Aos 20 e poucos anos, tudo parece ser sobre liberdade: aproveitar, viajar, beijar, trabalhar muito e ainda postar textão sobre autoconhecimento. É o momento da vida em que se espera que a mulher esteja mais conectada com o mundo. Mas essa é, também, uma das fases mais solitárias em que se pode viver e quase ninguém fala a respeito disso. Porque é difícil admitir que, mesmo jovem e “com tudo pela frente”, a gente acaba sentindo um buraco enorme dentro de si.

Algumas produções começaram a mostrar isso sem floreios. No filme Frances Ha (2012), Frances é uma mulher de 27 anos tentando manter amizades que mudam rápido demais, uma carreira que não vinga e um senso de pertencimento que escapa por entre os dedos. Ela não está deprimida. Só está… só, e perdida. A solidão dela não vem de grandes tragédias, mas das pequenas rejeições diárias que se acumulam: não ter com quem dividir uma boa notícia, não ter certeza se fez a escolha certa e não ter ninguém esperando por ela em casa.

Em Normal People (2020), Marianne é inteligente, bonita e extremamente solitária. Mesmo quando está em relacionamentos, a sensação de estar deslocada nunca vai embora. E isso diz muito sobre a solidão dos 20 e poucos: ela não tem uma causa clara. É como um nevoeiro que ninguém vê e que a própria mulher aprende a esconder para não parecer fraca.

O que as redes sociais vendem como liberdade muitas vezes é só falta de vínculos reais. A pressão por ser a mulher que vive intensamente, que viaja, que tem mil amigos e looks impecáveis, mascara a dor de quem está tentando, em silêncio, descobrir quem é. O problema é que, quando essa dor aparece, ela não é levada a sério: “Você é nova demais para estar triste.” Mas a solidão, infelizmente, não segue calendário.

É por isso que músicas como Liability, da Lorde, ou Cellophane, da FKA Twigs, cortam tão fundo. Porque falam sobre essa mulher jovem que não se sente desejada, nem pertencente, nem necessária. E isso não é fraqueza, é só uma realidade que ninguém as ensinou como lidar.

Sex and the City e o romantismo solitário da independência feminina

Sex and the City foi revolucionário. Colocou quatro mulheres independentes, urbanas, bem-sucedidas e sexualmente livres no centro de uma narrativa. Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha viveram, erraram, transaram, choraram e continuaram se apoiando. Mas, revendo a série hoje, com outro olhar, dá para perceber como aquela independência toda também carregava uma dose enorme de solidão,  especialmente quando não havia mais com quem dividir os silêncios.

Miranda, por exemplo, compra um apartamento sozinha e é tratada pelo corretor como uma aberração estatística. Carrie tem vários namorados, mas volta para casa sozinha quase toda noite. E a amizade entre elas, embora linda, nem sempre preenche os vazios que cada uma carrega. A série foi ousada ao mostrar que mulheres podiam ser felizes sem casar, mas também deixou claro que essa felicidade não era simples e nem linear.

A solidão em Sex and the City não vem só da ausência de um parceiro. Vem de perceber que, mesmo com amigas incríveis, existe um limite para o quanto elas podem te salvar. Que a liberdade tem um preço e, às vezes, é no silêncio do quarto, depois de um dia cheio, sem ninguém para te esperar que ele é mais sentido. E tudo bem se isso for uma escolha, mas e quando não é?

A cultura do autocuidado tentou transformar a solidão feminina em algo cool. “Viaje sozinha”, “compre flores para você mesma”, “não dependa de ninguém”. Tudo válido. Mas também perigoso. Porque quando a mulher não está feliz nessa solidão, ela se sente culpada. Afinal, “não era pra isso ser libertador?” É o que Carrie vive várias vezes: ela quer ser independente, mas também quer ser amada. E parece que o mundo não permite os dois ao mesmo tempo.

O spin-off And Just Like That… tentou atualizar essa narrativa, mostrando essas mesmas mulheres depois dos 50. E, mais uma vez, a solidão aparece. Não como punição, mas como parte da vida real. A diferença é que agora ela é tratada com mais honestidade, sem precisar disfarçar com glamour ou frases de efeito.

Mães, não mães e o peso da solidão que ninguém enxerga

Tornar-se mãe pode ser o antídoto contra a solidão ou o maior gatilho para ela. Porque, ao mesmo tempo em que se ganha um filho, muitas mulheres perdem a si mesmas: perdem o sono, o tempo, o corpo, os amigos. E, às vezes, ninguém repara. Em Workin’ Moms (2017 – 2023), as protagonistas vivem a maternidade como um desafio constante: cuidar dos filhos sem deixar de existir como mulheres. O humor ajuda, mas a dor está ali o tempo todo.

Já em Pedaços de uma Mulher (2020), Vanessa Kirby vive o luto de uma mãe que perdeu o bebê. O que vem depois é uma solidão tão brutal que nem o amor do parceiro consegue preencher. Porque há dores que só uma mulher sente e o mundo não tem paciência para ouvir. A personagem é julgada por voltar a trabalhar, por não chorar, por não performar o luto como se espera. E a solidão dela é dupla: por sentir muito, porém sem poder, de fato, mostrar.

Do outro lado, temos as que não são mães por escolha ou circunstância. E aí o julgamento vem disfarçado de pena ou crítica: “você não quis filhos?”, “não deu tempo?”, “vai se arrepender”. A mulher sem filhos vira quase uma entidade incompreendida. Em A Filha Perdida (2021), Olivia Colman interpreta uma mulher que foi mãe, mas que não conseguiu sustentar o papel. Ela amou, mas não deu conta. E isso a afastou do mundo e de si mesma.

O que essas histórias mostram é que a maternidade, por si só, não resolve nada e nem sempre salva. E a não maternidade também não deveria ser vista como um vazio. Cada mulher vive essa escolha, ou a ausência dela, de um jeito. O problema é quando a sociedade impõe que só há um caminho certo, e quem não o segue merece o silêncio, o apagamento.

A cultura pop ainda engatinha nesse tema, mas aos poucos vai abrindo espaço para mais nuances, porque solidão, maternidade e identidade estão mais entrelaçados do que nós gostaríamos de admitir. E cada história contada com verdade ajuda a desfazer o mito da mulher que dá conta de tudo.

O amor depois dos 40 não é um conto de fadas: é escolha, reconstrução e, às vezes, silêncio

Aos 40, parece que todo mundo espera que a mulher já tenha se resolvido. Ou está casada e estabilizada, ou virou aquela solteira independente que não precisa de mais ninguém. Mas ninguém fala sobre o que acontece com as mulheres que estão no meio disso tudo: as que se separaram depois de anos, as que nunca encontraram alguém que fizesse sentido, as que até gostam da própria companhia mas que, às vezes, só queriam alguém ali, dividindo o café da manhã.

O amor depois dos 40 raramente é tratado com honestidade. Quando ele é representado na cultura pop, costuma ser romantizado ou ridicularizado. A mulher apaixonada depois dos 40 é vista como “esperançosa demais” ou “ingênua”, porém o homem é considerado alguém que ainda “tem tempo”. A verdade é que essa fase pode ser uma das mais intensas, porque é marcada com cicatrizes, bagagens, sabedorias e uma urgência diferente. Não é mais sobre o encantamento. É sobre conexão real.

No filme Alguém Tem Que Ceder (2003), Diane Keaton vive uma mulher de meia-idade que se apaixona por Jack Nicholson. O romance é bonito, mas o que mais dói é a cena em que ela, sozinha, chora enquanto escreve: um choro silencioso, honesto, sem maquiagem. Porque, mesmo se apaixonando, ela sabe que o mundo não vai facilitar. Já Grace and Frankie (2015–2022) traz uma revolução: duas mulheres de 70 anos redescobrem não só o amor, mas o desejo, o prazer, a liberdade de ser ridícula, teimosa e contraditória. Ser viva.

O problema é que esses exemplos ainda são poucos. Quantas produções mostram mulheres de 45, 50 ou 60 anos como protagonistas de romances? E não como as mães dos protagonistas? Quantas mostram essas mulheres apaixonadas, sem que isso seja tratado como uma “última chance” ou “coisa de louca”? A solidão nessa fase, muitas vezes, é menos sobre estar só e mais sobre não se ver representada em lugar nenhum.

E não, o amor não resolve tudo. Mas ele também não precisa ser descartado como fantasia juvenil. Ele pode ser leve, pode ser confuso, pode ser raro e, ainda assim, possível. A cultura pop precisa parar de tratar as mulheres maduras como se tivessem perdido o direito de se emocionar. A vida não acaba aos 30. Nem aos 40. E, quem sabe, um dia a gente veja mais histórias que entendam isso de verdade.

A mulher de 50 anos é ignorada pela cultura pop — até que ela se revolta

Chega uma idade em que a mulher desaparece das narrativas. Literalmente. Dos 50 para cima, a maioria dos roteiros não sabe mais o que fazer com elas. Elas não são mais jovens o suficiente para serem interessantes, nem velhas o bastante para ganharem a carta da vovó fofa. Ficam no limbo. Apagadas. Ou ocupam papéis secundários: a mãe que liga demais, a chefe amarga, a vizinha esquisita. Raramente são vistas como pessoas inteiras.

Esse apagamento também é solidão. Uma solidão estrutural. E, talvez, a mais cruel, porque não é só falta de companhia, é falta de reconhecimento. É como se, ao envelhecer, a mulher perdesse o seu valor narrativo. Como se não tivesse mais histórias para contar. E isso não é só injusto, é violento.

Produções como The Morning Show (2019–), com Jennifer Aniston e Reese Witherspoon, começam a rasgar esse véu. Mostram mulheres de 40 e 50 anos em conflito com o mundo, com os outros e com elas mesmas. Mulheres que erram, que sentem desejo, que têm medo e que são julgadas, mas que estão ali. E isso já é revolução. Porque, só de existirem, elas incomodam,  e é justamente por isso que precisam ser vistas.

Outro exemplo poderoso é Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022). Michelle Yeoh interpreta uma mulher comum, dona de lavanderia, sobrecarregada e esquecida que, de repente, precisa salvar o multiverso. O que começa como ficção absurda vira uma metáfora profunda sobre solidão, frustração e escolhas. Evelyn, sua personagem, é todas as mulheres invisíveis que o mundo subestima. E, no fim, ela salva tudo: inclusive a si mesma.

Essas personagens não são apenas fortes. São complexas. São frágeis, também. E é disso que a gente precisa. De mais roteiros que não escondam a mulher madura, que não tratem a sua dor como irrelevante ou a sua sexualidade como piada. De narrativas que entendam que, aos 50, a vida pode estar começando de novo e tudo bem se ela estiver cansada. Tudo bem se ela quiser companhia. Tudo bem se ela quiser sumir por um tempo. Ela ainda merece ser a personagem principal.

A solidão que atravessa todas: amizade não substitui tudo, mas pode salvar

Existe um clichê muito bonito (e perigoso) de que “a amizade feminina é o amor verdadeiro”. Em partes, é verdade. A gente vê isso em Sex and the City, Friends, The Bold Type e tantos outros. A amizade entre mulheres é um dos afetos mais potentes que existem, mas também precisa ser tratada com verdade: ela não substitui tudo. E não deve ser usada como muleta narrativa para esconder a solidão, a carência ou o abandono.

Nem toda mulher tem amigas por perto. Nem toda mulher consegue manter vínculos profundos na vida adulta. Com a rotina, o trabalho, os filhos, a distância geográfica e emocional, manter amizades vivas é quase uma tarefa política. E a solidão de não ter com quem dividir a vida, o amor e as conquistas, se intensifica quando não há amigas ao redor. Não por egoísmo, mas pela necessidade de ser vista, ouvida e lembrada.

A série Insecure (2016–2021), por exemplo, é brilhante ao mostrar como a amizade entre Issa e Molly é tudo… até que não é mais. Porque as amizades também se esgotam, mudam, decepcionam e isso machuca. O que a série faz, com maestria, é mostrar o quanto essas relações importam, mas também como elas são falhas. Não existe laço perfeito. E, mesmo entre amigas, a gente pode se sentir sozinha.

A cultura pop precisa ser honesta com isso. Mostrar que, sim, as amizades femininas salvam. Mas não curam tudo. Que às vezes você pode ter um grupo de amigas e ainda assim sentir que ninguém realmente te conhece. Que às vezes você vai ser a amiga forte demais, a engraçada demais, a que sempre ouve, mas ninguém pergunta como você está. Isso também é solidão.

Mas quando a amizade é real, ela se acolhe até o silêncio. Como Grace and Frankie, que começaram como rivais e viraram refúgio uma da outra. Ou como em Patti Cake$ (2017), onde uma amizade improvável entre mulheres que ninguém leva a sério se torna o combustível para seguir. Essas histórias não precisam ser perfeitas. Só precisam ser possíveis.

Como a música traduz a solidão feminina com mais coragem que o cinema

Se o cinema ainda hesita em mostrar mulheres solitárias, a música não tem esse receio. Ela vai direto. Ela diz o que dói, o que é feio, o que não tem final feliz. Enquanto roteiros ainda tentam dar uma explicação para a solidão — como se ela fosse um erro que precisa ser resolvido — a música aceita a solidão como ela é: uma presença. Uma ferida aberta. Um eco. E talvez seja por isso que a gente se sinta tão abraçada por certas letras, mesmo quando elas nos destroçam.

Começa ali com Liability da Lorde, onde ela canta: “they say, you’re a little much for me”. É a mulher que se sente demais para todo mundo e, por isso, acaba sozinha. Ou com All Too Well da Taylor Swift (principalmente na versão de 10 minutos), onde o fim de um relacionamento se transforma em memória, em ressentimento, em perda de identidade. Taylor escreve como se rasgasse cartas que ninguém vai ler,  mas todo mundo entende. Porque a solidão também é isso: lembrar de tudo o que ninguém mais parece lembrar.

Tem Cellophane, da FKA Twigs, que parece uma música feita dentro de um quarto escuro, onde a voz dela quase desaparece de tanta vulnerabilidade: “They’re watching us / And they don’t see me.” Quantas vezes a mulher solitária se sente exatamente assim? Observada, julgada, mas nunca realmente vista. A solidão de estar no centro e, ainda assim, ser invisível. Motion Sickness da Phoebe Bridgers também entra nesse lugar: “I hate you for what you did, and I miss you like a little kid”. Porque dá para odiar e sentir falta.

Porque a solidão é confusa

A Billie Eilish, com When the Party’s Over, traduz a solidão de quem se retira antes mesmo de ser mandada embora. É o recuo de quem ama demais e, por isso, se protege. Já The Archer, da Taylor Swift de novo (sim, ela volta sempre), fala da auto-sabotagem: “Who could ever leave me, darling? But who could stay?” Uma mulher que tem medo de ficar sozinha, mas também tem medo de ser amada. E isso o cinema raramente tem coragem de encarar. Porque não tem solução fácil. Só tem dor.

E tem a Florence + The Machine, com Hunger: “At seventeen, I started to starve myself / I thought that love was a kind of emptiness.” A mulher que aprendeu a confundir amor com falta. A que cresceu achando que precisava se diminuir para ser aceita. Ou Shake It Out, da mesma artista, que parece uma oração gritada para tentar tirar o peso do passado. Florence canta como se estivesse correndo de si mesma — e isso é tão real que machuca.

Se a solidão tem fases, a música tem trilha para todas elas. Stone Cold da Demi Lovato é o retrato da mulher que vê alguém seguir em frente sem ela e, ainda assim, deseja que a outra pessoa seja feliz. Mesmo doendo. Mesmo congelando por dentro. Já Lost Cause da Billie Eilish é a tentativa de bancar a superioridade, de dizer “não preciso de você”, mas no fundo a gente sabe: ela ainda sente. Porque tem solidão que a gente esconde com pose de deboche.

A Mitski também não pode faltar aqui. Em Nobody, ela repete a palavra ninguém até virar mantra, até parecer dança, até parecer desespero. E é. Ela canta a solidão como quem mora nela. Em I Bet on Losing Dogs, ela se entrega aos amores fadados ao fracasso, como tantas mulheres que se envolvem com quem não deveria, só pra não sentir o vazio do domingo à noite.

Na música brasileira também tem muito dessa coragem. Me Adora, da Pitty, é quase um grito de liberdade com ferida aberta: “Eu posso estar sozinha, mas eu sei bem onde estou”. Ou Por Supuesto, da Marina Sena, que mistura sensualidade com solidão, como se o amor fosse só um jogo em que a gente nunca sabe se venceu ou perdeu. Amor Meu Grande Amor, da Angela Ro Ro, é daquelas que escorrem com vinho e choro, mas que mostra a solidão como desintegração: “se não for por amor, eu me perco d  n  e mim”. A música fala da solidão sem precisar dar um final feliz. Não tem moral da história. Tem só uma mulher tentando existir. Tentando entender por que se sente assim. E isso basta. Não é preciso final, nem resolução, nem trilha sonora suave. Às vezes, só o caos basta. E é por isso que essas músicas tocam mais fundo do que qualquer final de comédia romântica. Porque elas não tentam nos convencer de que vai passar. Só sentam do lado e dizem: “eu sei como é”.

E talvez seja por isso que a gente volta para essas músicas quando ninguém responde a mensagem. Quando o domingo parece interminável. Quando o silêncio do quarto pesa mais do que o cansaço da semana. A música não cura a solidão. Mas ela reconhece, nomeia, grita junto e, nesse grito compartilhado — mesmo que só por três minutos —, a gente não está mais tão sozinha assim.

A gente não nasceu para ser forte o tempo todo

Tem dias em que a gente deita na cama e a solidão bate sem nem pedir licença. Não é falta de amor, necessariamente. Nem de amigos. Às vezes é só uma ausência que não tem nome. Um silêncio que ninguém preenche. Uma vontade de ser lembrada sem ter que gritar por atenção. E é nesses momentos que a gente percebe o quanto o mundo espera que a mulher adulta seja inquebrável. Que ela lide com tudo, que resolva tudo, que sorria por cima do vazio.

Mas a verdade é que nem sempre dá. Tem dias que ser forte cansa. E a gente só queria poder dizer: “tô me sentindo sozinha hoje” sem que isso soasse como fracasso. Porque sentir solidão não é derrota. É humano. É legítimo. É parte de existir em um mundo que exige demais e entrega pouco afeto em troca.

A cultura pop — aos poucos e com tropeços — está começando a entender isso. Está começando a mostrar a mulher que não tem a vida perfeita aos 25, nem o casamento dos sonhos aos 35, muito menos a paz interior aos 50. Está começando a contar histórias reais, sobre as que choram no banheiro do trabalho, que voltam para casa e jantam sozinhas, que dormem com a TV ligada só pra não ouvir o próprio silêncio.

E essas histórias importam. Porque toda mulher adulta já se sentiu sozinha em algum momento. Não importa se é a CEO ou a estagiária, a mãe de três ou a que nunca quis filhos, a que ama demais ou a que finge que não sente: todas carregam, em alguma medida, esse vazio escondido. E o mínimo que merecem é ver isso sendo tratado com honestidade nas telas, nas músicas e na vida.

Então, se hoje for um desses dias: tudo bem. De verdade. Coloca aquela música que te entende melhor do que qualquer conselho. Reassiste aquela série que te faz companhia como se fosse uma velha amiga. E lembra que solidão nenhuma dura para sempre, mesmo que pareça. Às vezes, tudo o que a gente precisa é que alguém diga: “você não está sozinha por sentir isso”. E agora você sabe: não está mesmo!

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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Muitas Belezas chega às livrarias discutindo identidade e autoconfiança das crianças

A obra é um convite para olhar a beleza das diferenças desde cedo

A Colli Books anuncia o lançamento do livro infantil Muitas Belezas, escrito pela jornalista Daiana Garbin e pela psiquiatra Dra. Ana Clara Floresi

Uma leitura que une diversão infantil e apoio pedagógico

Com uma narrativa lúdica e acessível, o livro foi pensado para encantar crianças e, ao mesmo tempo, oferecer ferramentas educativas para famílias e educadores. A publicação vem acompanhada de um encarte especial, com orientações práticas para auxiliar adultos a conduzir conversas saudáveis sobre imagem corporal.

A obra traz uma reflexão essencial sobre a prevenção de transtornos mentais ligados à pressão estética, incentivando a autoestima, a confiança no corpo e a valorização das diferenças desde cedo.

Foto: reprodução/Colli Books
Autoras destacam a importância da diversidade e da prevenção de transtornos desde a infância

“Queremos que as crianças cresçam compreendendo que a beleza está na diversidade e que não existe um padrão único a ser seguido”, afirma Daiana Garbin, que, há quase dez anos, se dedica a debates sobre saúde mental e autoimagem. 

 

Já para a Dra. Ana Clara Floresi, especialista em psiquiatria da infância e adolescência, “a obra é um recurso valioso para apoiar famílias na prevenção de transtornos alimentares e de questões emocionais relacionadas à aparência”.

O lançamento de Muitas Belezas promete reunir leitores, profissionais da saúde, educadores e famílias que acreditam na construção de uma infância mais saudável, confiante e inclusiva. O evento acontece dia 18 de agosto, no Shopping Market Place, em São Paulo. 

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Texto revisado por Ketlen Saraiva

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Cinema Cultura Notícias

A Grande Viagem da Sua Vida, filme estrelado por Margot Robbie e Colin Farrell, ganha novo trailer

Longa dirigido pelo sul-coreano Kogonada tem estreia prevista para o dia 18 de setembro no Brasil  

Faltando menos de um mês para a estreia, o longa A Grande Viagem de Sua Vida ganhou um novo trailer. A prévia revela mais detalhes sobre a aventura extraordinária e cômica vivida pelos personagens de Margot Robbie (Barbie, 2023) e Colin Farrell (Os Banshees de Inisherin, 2022) no filme dirigido pelo sul-coreano Kogonada (Columbus, 2017). O lançamento está previsto para o dia 18 de setembro, nos principais cinemas do Brasil.

Com participação especial de Phoebe Waller-Bridge (Fleabag, 2016) e Kevin Kline (Um Peixe Chamado Wanda, 1988), o trailer mostrar a história de Sarah (Margot Robbie) e David (Colin Farrell): dois solteiros que não se conhecem, mas acabam embarcando juntos em uma jornada envolvente que os leva a reviver momentos importantes de suas vidas, conectando passado, presente e futuro.

Acumulando mais de 8 milhões visualizações no primeiro trailer, A Grande Viagem de Sua Vida chega aos cinemas distribuído pela Sony Pictures. Roteirizado por Seth Reiss (O Menu, 2022) e produzido por Bradley Thomas (O Amor é Cego, 2001), o longa será uma experiência mágica que promete muitas gargalhadas. 

Confira o novo trailer:

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis 

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Coletiva | Gloria Groove transforma-se em Madame Morrible em Wicked e divide sobre a experiência com a imprensa

Em coletiva realizada no dia 21 de agosto, Daniel Garcia (Gloria Groove) compartilhou com os jornalistas sobre a alegria de subir aos palcos como a gigante Madame Horrible, do fenômeno musical Wicked. Veja o que ela nos contou!

Gloria Groove recebeu o ticket esmeralda! A artista viverá Madame Morrible em sessões limitadas de Wicked, no Teatro Renault, em São Paulo, tornando-se a primeira drag queen no mundo a interpretar o papel. As apresentações ocorrem de 23 a 27 de agosto e de 30 de agosto a 3 de setembro, de sábado a quarta-feira, marcando o reencontro da cantora com o universo dos musicais. 

Essa história me puxa de volta para um lugar que sempre sonhei. É como receber um ticket esmeralda, como a Elphaba, para viver algo que parecia impossível”, diz GG. 

A entrada da artista em Wicked é carregada de simbolismo. Muito além do brilho e da imponência da Cidade das Esmeraldas, o musical traz uma mensagem central que atravessa a vida e a arte de Gloria: a liberdade de ser quem se é

No enredo, Madame Morrible é a diretora da Universidade de Shiz — a escola onde Elphaba e Glinda se conhecem. Figura imponente, articuladora e ambígua, a personagem é decisiva nos rumos da história, representando as estruturas de poder e influência. A força

simbólica da personagem dialoga com o lugar de potência de Gloria Groove, que desafiou padrões e consolidou novos espaços de expressão na arte brasileira. 

Sob a direção geral de Ronny Dutra e direção residente de Anelita Gallo, a equipe criativa desenvolveu especialmente para Gloria Groove uma nova concepção visual de Madame Morrible, marcada pela sofisticação e imponência da personagem. 

Créditos: Jairo Goldflus

O figurino, assinado por Ligia Rocha com assistência de Alan Cecato, traz riqueza de detalhes e uma paleta de cores que reforça o poder e a aura enigmática da diretora da Universidade de Shiz e, posteriormente, Assessora de Imprensa do poderoso Mágico de Oz. O design de peruca criado por Feliciano San Roman acrescenta volume e dramaticidade, enquanto o design de maquiagem elaborado por Cris Tákkahashi evidencia traços fortes e expressivos, ressaltando a transformação da artista em uma figura icônica e inesquecível dentro do universo de Wicked. 

Coletiva de Imprensa: Gloria Groove fala sobre sua entrada em Wicked e responde à pergunta do Entretetizei

Em coletiva realizada no último dia 21 de agosto, Daniel Garcia (Gloria Groove) compartilhou com os jornalistas sobre a alegria de subir aos palcos como a gigante Madame Horrible. Durante o momento, Daniel falou sobre a felicidade em chegar em um ponto crucial de sua carreira, onde retorna ao teatro musical e realiza o sonho de interpretar uma personagem tão forte, no musical do qual é fã.

Ainda na coletiva, o Entretê teve a oportunidade de fazer uma pergunta para o artista: pedimos para Daniel comentar sobre os ensaios, qual a cena é mais desafiadora e/ou a mais marcante. Ele responde que, no primeiro ato, a Madame Morrible é quem “batiza” a protagonista, Elphaba, com o nome pelo qual ela será conhecida pelo resto de sua vida — a Bruxa Má  —, e que este é um momento que sempre o marcou. Daniel também comenta sobre seu último ensaio, onde passou por essa cena e sentiu seu corpo tremer de emoção

Ainda sobre a pergunta, Daniel Garcia fala sobre algo que não esperava: a existência de instrumentais específicos para marcar as ações e a importância da relação entre o maestro e a cena. O conjunto do todo torna o musical um verdadeiro espetáculo, repleto de detalhes para o artista que está no palco.

É isso que fica para mim: a diversão. Eu estou me divertindo muito. [A Madame Morrible] é uma personagem recheada de nuances, e como nosso diretor gosta de descrevê-la: ela é uma mulher que gosta de palavras e é apaixonada pelo som da própria voz, então ela fala quase que pra ela mesma ouvir. É uma obsessão muito grande consigo e isso é divertido”, comenta Daniel Garcia (Gloria Groove), ao Entretetizei.

Créditos: Jairo Goldflus

Com trajetória nos palcos desde os sete anos, Gloria Groove iniciou sua carreira como dublador e ator de musicais, antes de se consolidar como uma das principais vozes da música pop contemporânea. 

Agora, aos 30 anos, ela celebra o retorno ao teatro musical com um papel de relevância na trama e significado pessoal. “Estou representando no palco os fãs de Wicked que estão na plateia. É como se tivessem puxado alguém da poltrona para viver essa oportunidade única”, afirma. 

Para a produção brasileira de Wicked, a presença de Gloria Groove reafirma a potência da história que celebra a individualidade, a resistência e os sonhos que desafiam expectativas. Em cena, Madame Morrible (que na temporada regular é interpretada por Karin Hils) ganha novos contornos com a construção cênica da artista, que mergulhou em referências da Broadway para a composição do papel. 

Os ingressos para as sessões especiais de Wicked com Gloria Groove já estão à venda. 

SERVIÇO 

Wicked – com Gloria Groove como Madame Morrible 

Quando: de 23 a 27 de agosto (de sábado a quarta-feira) e 30 de agosto a 03 de setembro (de sábado a quarta-feira). 

Sessões: 

23/08 às 15h00; 24/08 às 14h00; 25/08 às 20h00; 26/08 às 20h00; 27/08 às 20h00; 30/08 às 15h00; 31/08 às 14h00; 01/09 às 20h00; 02/09 às 20h00; 03/09 às 20h00. 

Onde: Teatro Renault (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo – SP). 

Ingressos: Bilheteria Oficial no Teatro Renault (sem taxa de conveniência): de terça-feira a domingo, das 12h às 20h, exceto feriados; site da Ticket for Fun (ticketsforfun.com.br).

 

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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Música Notícias

Tiago Leifert retorna para a nova temporada de The Voice Brasil

A produção também anunciou a nova equipe de técnicos 

O The Voice Brasil voltou com novidades na temporada 2025. Um deles é a mudança de casa, agora o reality show será exibido simultaneamente ao vivo no Disney+ e no SBT. Na plataforma de streaming, os episódios estarão disponíveis na íntegra e o público também terá uma experiência única complementar com conteúdo estendido além do episódio. 

The Voice Brasil 2025
Imagem: reprodução/Instagram @thevoicebrasil

O Tiago Leifert volta como apresentador da nova temporada. Além disso, o Mumuzinho também retorna como técnico, ao lado dos artistas, Matheus & Kauan, Duda Beat e Péricles, que fazem a estreia no programa.

Confira as declarações dos artistas: 
Tiago Leifert
The Voice Brasil - Tiago
Foto: divulgação/SBT

“Quando eu entrar naquele palco vai ser muito difícil segurar minha emoção. Vivi momentos incríveis por 10 temporadas e não vejo a hora de voltar, ouvir música boa na voz de grandes talentos e aprender com cinco artistas que admiro”, afirma Tiago.

Mumuzinho 
The Voice Brasil - Mumuzinho
Foto: reprodução/Acesso Cultural

Mumuzinho traz a sua experiência no samba e música popular brasileira: É uma honra fazer parte do The Voice Brasil. Sempre acompanhei o programa de perto e me encanta poder usar minha história e experiência para ajudar novos talentos a brilharem, agora nessas novas casas. Quero que meu time sinta confiança para arriscar e se jogar no palco”, comenta. 

Matheus e Kauan
The Voice Brasil - Matheus e Kauan
Foto: reprodução/Show Sertanejo

Já Matheus e Kauan trazem a experiência do sertanejo universitário e atual. Sobre a participação no programa, eles dizem: A gente cresceu respirando música e sonhando com oportunidades como essa. Agora, poder orientar artistas que estão começando é muito especial. Queremos levar o sertanejo para o palco, mas também aprender com todos os estilos que o programa reúne e trazer isso para o nosso time”.

Duda Beat
The Voice Brasil - Duda Beat
Foto: reprodução/Metrópoles

Assim também, quem marca a estreia como técnica é a artista Duda Beat que vai trazer a sua experiência, sendo reconhecida por misturar as influências da musicalidade de Recife com MPB e pop eletrônico. “Estou muito feliz em entrar para o The Voice Brasil e poder compartilhar tudo o que aprendi ao longo da minha carreira com artistas que estão buscando seu espaço. Quero incentivar cada participante a ser fiel à sua essência e a mergulhar na própria identidade musical”, conta ela. 

Péricles 
The Voice Brasil - Péricles
Foto: reprodução/Matraca Cultural

Para completar a equipe de técnicos, Péricles vai trazer samba e o pagode. “A música transforma vidas, e o The Voice Brasil é um espaço incrível para isso. Quero ajudar cada participante a encontrar sua verdade na interpretação e transmitir emoção em cada nota. Vai ser uma temporada linda e estou empolgado para fazer acontecer”, comenta ele.

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti 

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Música Notícias

Everybody Scream: Florence + The Machine revela data de lançamento do sexto álbum de estúdio

O disco já está em pré-venda e o clipe da faixa-título pode ser conferido no YouTube e nas plataformas de streaming

A espera acabou e o sexto álbum de Florence + The Machine, Everybody Scream, foi anunciado e já tem data de lançamento marcada: 31 de outubro, em clima de Halloween. Dando início a nova era, a banda liberou a faixa-título do disco com o respectivo vídeo, dirigido por Autumn de Wilde, nome por trás de grandes trabalhos no mundo do cinema e da música.

O projeto marca o sexto álbum de estúdio de Florence Welch, que escreveu e produziu o álbum ao longo dos últimos dois anos com parceiros de peso: Mark Bowen (IDLES), que aparece no clipe da faixa-título, além de Aaron Dessner e Mitski.

Inspirada após a recuperação de uma cirurgia intensa durante a turnê de seu último álbum, Dance Fever (2022), Florence desbravou o universo do misticismo espiritual, bruxaria e horror folclórico enquanto lidava com as limitações físicas e explorava o real sentido de cura para criar esse novo cenário musical. Temas como feminilidade, envelhecimento, morte e relacionamentos são abordados e ganham espaço em letras que narram o lado obscuro do banal.

Florence
Foto: reprodução/Autumn de Wilde

Com uma vasta trajetória que conta com cinco álbuns: Lungs (2009), Ceremonials (2011), How Big, How Blue, How Beautiful (2015), High As Hope (2018) e Dance Fever (2022) , Florence se consolidou como uma das artistas mais notáveis de sua geração, conquistando o primeiro lugar em vários trabalhos nos Estados Unidos e no Reino Unido e vencendo diversos prêmios. Além das apresentações marcantes, uma voz única e hits inesquecíveis, Florence já fez parcerias e dividiu o palco com nomes como The Rolling Stones, Lady Gaga e Taylor Swift e publicou o livro Useless Magic, com letras, poemas e desenhos de sua autoria.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Notícias Séries

Emily em Paris: data de estreia da quinta temporada é anunciada

Novas imagens de Emily Cooper indicam como será a nova fase da personagem

Depois de muita espera, a Netflix divulgou, nesta quarta-feira (20), novas informações e imagens da quinta temporada de Emily em Paris, que contará com 10 novos episódios. 

A nova temporada da série, que acompanha a vida profissional e romântica da atrapalhada americana Emily Cooper (Lily Collins), estreia dia 18 de dezembro de 2025!

Além disso, o streaming também liberou imagens exclusivas dos novos episódios, que serão ambientados em Veneza, na Itália, durante as férias da personagem principal.

Foto: divulgação/Netflix

Conhecida por se colocar em situações inusitadas, Emily enfrentará novos desafios profissionais, agora à frente da Agence Grateau, em Roma, além de novas aventuras românticas. Nesta nova fase da personagem, ela se encontrará diante de conflitos que envolvem honestidade e que podem colocar em risco suas relações mais próximas.

A série original da Netflix é produzida pelo MTV Entertainment Studios, Darren Star Productions e Jax Media.

Ansioso para as novas aventuras de Emily? Conta para a gente! Siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Ketlen Saraiva

 

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