Atriz conta a sua trajetória e reflete sobre a experiência de atuar em uma série que se tornou um fenômeno global
A atriz Jessika Alves conversou com exclusividade com o Entretê sobre os desafios da atuação em produções verticais e refletiu sobre o enorme sucesso de A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, série que se tornou um fenômeno mundial.
Jéssika iniciou sua trajetória artística aos quinze anos, participando de cursos de teatro e oficinas de interpretação. Dois anos depois, em 2009, estreou na televisão em grande estilo interpretando a patricinha Norma Jean na temporada daquele ano da série teen Malhação, da TV Globo. Seu personagem teve uma grande repercussão na época e fez muito sucesso entre o público jovem, marcando o início de uma carreira de destaque.
Após deixar a trama, a atriz assumiu o comando da TV Globinho por um período e, em 2011, surpreendeu ao viver a prostituta Vânia em Insensato Coração. No ano seguinte, interpretou Laís em Amor Eterno Amor (2012) e, ainda em 2012, deu vida à personagem Manuela na série Preamar da HBO. Em Em Família (2014), foi Guiomar e logo depois participou da segunda fase da novela Os Dez Mandamentos, sucesso da Record TV. Em 2017, encantou o público como a doce Helena, em Tempo de Amar (2017).

Pouco tempo depois, assinou contrato com a Record, em 2018, para gravar a minissérie Jesus, na pele da marcante Maria de Betânia, irmã de Lázaro. Em 2021, mostrou uma nova faceta inédita em sua carreira ao interpretar sua primeira vilã, Shakia, em Gênesis, e, posteriormente, brilhou como Siloé, protagonista das duas últimas temporadas da série Reis (2020).
Mas foi em 2025 que Jéssika viveu um dos momentos mais marcantes de sua carreira. Protagonizando A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, a atriz viu a produção se tornar um verdadeiro fenômeno global, ultrapassando mais de 320 milhões de visualizações na plataforma ReelShort. A série, primeira produção brasileira do streaming especializado em microdramas verticais, conquistou o público global e despontou como um novo marco no audiovisual brasileiro.
O formato pensado especialmente para quem consome conteúdo pelo celular representa uma revolução na maneira de contar histórias e promete abrir novas portas para produções nacionais.
Hoje, Jéssika celebra o alcance internacional de seu trabalho e fala com entusiasmo sobre essa nova fase de sua carreira, o crescimento das plataformas digitais e o impacto do formato vertical no Brasil.
Confira a entrevista exclusiva na íntegra:

Entretetizei: O microdrama A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário se tornou um fenômeno global, que vem transformando a maneira como as histórias são contadas e consumidas. Qual foi o seu maior desafio ao atuar neste formato?
Jéssika Alves: O maior desafio foi entender a dinâmica de um formato que exige intensidade e clareza em poucos segundos. No microdrama, não há tempo para longas construções de personagem ou pausas dramáticas – tudo precisa ser preciso, verdadeiro e direto. É uma atuação quase cirúrgica, mas ao mesmo tempo muito viva, porque a câmera do celular está ali, colada em você. É uma experiência diferente do que eu estava costumada a viver em produções tradicionais.
E: O que te chamou mais atenção no projeto A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário e te motivou a aceitar o convite para participar da série?
JA: O que mais me chamou atenção foi justamente o ineditismo do formato. Eu fiquei curiosa para entender como uma história com tanto drama e reviravolta caberia dentro de um modelo vertical, pensado para o celular. Além disso, o projeto tem uma linguagem moderna, uma narrativa ágil e um alcance enorme – ele conversa diretamente com a forma como o público consome conteúdo hoje. Participar disso me pareceu uma oportunidade de me conectar com esse público e com o futuro do audiovisual.
E: Ainda sobre A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, como você enxerga essa maneira menos tradicional de contar histórias? Acredita que ainda existe um certo preconceito com esses tipos de narrativas?
JA: Acho que toda nova linguagem enfrenta um certo estranhamento no começo, mas é natural. O importante é que o público está assistindo, se emocionando e se conectando – e isso é o que me move. O formato vertical veio pra somar, não pra substituir. Ele amplia as possibilidades de contar histórias e de alcançar novas gerações, o que é muito potente.
E: Esse formato de microdrama exige uma atuação mais direta e adaptada às telas de celular. Como foi ajustar sua interpretação para cenas tão curtas e intensas? Houve uma preparação específica?
JA: Sim, houve uma adaptação. É um exercício de síntese emocional. A preparação foi muito voltada para essa agilidade de entrar e sair das emoções rapidamente, sem deixar o espectador sentir que foi algo apressado. Não tive muito tempo para me preparar, mas busquei estudar com as ferramentas que tinha na mão.
E: Jéssika, você fez parte de uma geração marcante de atores revelados por Malhação. Na sua visão, Malhação ainda faz falta para a nova geração ou o espaço dela tem sido preenchido por outros projetos, como os microdramas, que podem vir a ser o futuro do audiovisual brasileiro?
JA: A Malhação foi uma grande escola e um marco na formação de muitos atores, inclusive na minha. Ela tinha esse papel de apresentar novas caras e novas histórias. Hoje, os microdramas e as produções digitais estão, de certa forma, ocupando um espaço parecido – só que adaptados à linguagem do tempo em que vivemos. O público jovem quer ver esse tipo de história: que fale a língua das redes.
E: Por fim, que conselho você daria para jovens atores que estão começando agora a atuar no formato vertical e desejam construir uma carreira sólida na era digital?
JA: Eu diria para estudarem e se manterem curiosos. O formato é novo, mas os fundamentos da atuação continuam os mesmos: verdade, escuta e entrega. Ao mesmo tempo, é importante entender o meio – saber se posicionar diante da câmera, compreender a linguagem das redes e não ter medo de experimentar.
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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj





