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Halloween pelo mundo: como diferentes culturas celebram o Dia das Bruxas

Uma noite de sustos que encanta diferentes culturas

 

Halloween ou Dia das Bruxas?

 

31 de outubro é celebrado o Dia das Bruxas ou também conhecido como Halloween, que acontece principalmente nos Estados Unidos, mas, hoje em dia, também é festejado em diversos outros países, inclusive no Brasil.

O Halloween é celebrado como um momento especial em que crianças e adultos se fantasiam para sair às ruas em busca de doces. Para as crianças, em especial, essa tradição é marcada pela alegria da brincadeira de bater de porta em porta pedindo guloseimas.

Mesmo entre os adultos, embora o interesse por doces não seja o principal atrativo, a ideia de poder usar algo diferente, assustador, provocante ou simplesmente inusitado, desperta uma certa animação para a noite de Halloween. Afinal, como se costuma dizer (e como vemos em muitos filmes), o Halloween é uma noite para se permitir, para viver o lúdico e o mistério sem julgamentos.

Entretanto, o Dia das Bruxas também carrega elementos assustadores, como fantasias sombrias, abóboras esculpidas, esqueletos e maquiagens elaboradas. No geral, trata-se de uma festa à fantasia, que combina diversão, mistério e criatividade.

Além disso, em alguns lugares, festas semelhantes às de Halloween acontecem em outras épocas do ano, como uma forma de relembrar e reviver o espírito dessa celebração.

Foto: reprodução/Phenom Idiomas

O nome Halloween vem da expressão inglesa All Hallows’ Eve, que significa “véspera do Dia de Todos os Santos”, celebrado em 1º de novembro. Embora o termo tenha origem no Reino Unido, a festa que conhecemos hoje tem raízes distintas da simples etimologia do nome.

O Halloween tem origem associada ao festival celta de Samhain, que significava “fim do verão” e era celebrado a partir de 31 de outubro. O festival durava três dias, homenageava o “Rei dos mortos” e trazia como símbolos principais as fogueiras e a abundância de alimentos após a colheita.

Entretanto, a teoria de que o Halloween deriva diretamente do Samhain é contestada, pois há poucas evidências além da coincidência de datas. As celebrações variam conforme a região, como no País de Gales, onde se realizava o Calan Gaeaf, semelhante ao Samhain, mas com diferenças marcantes.

No século 8, o papa Gregório 3º transferiu a data do Dia de Todos os Santos de 13 de maio para 1º de novembro, coincidindo com o período do Samhain. Alguns estudiosos acreditam que essa mudança visava cristianizar tradições pagãs.

Foto: reprodução/BBC

Com o tempo, as práticas se misturaram: ritos pagãos ligados ao Samhain e elementos cristãos do Dia de Todos os Santos fundiram-se, dando origem ao que mais tarde evoluiu para o Halloween.

Entre os séculos 16 e 18, as fogueiras tornaram-se um dos símbolos centrais da celebração, herdando significados variados: representavam o fim da colheita no antigo festival de Samhain, simbolizavam o caminho das almas no purgatório e também eram usadas como forma de afastar a bruxaria e a peste negra.

Outro costume bastante popular era a prática de prever o futuro, que incluía desde a tentativa de adivinhar a data da morte até descobrir o nome do futuro marido ou esposa. Essa tradição foi imortalizada pelo poeta escocês Robert Burns em 1786, em seu poema Halloween, no qual descreve rituais usados pelos jovens para descobrir quem seria seu grande amor.

Halloween pelo mundo: como é celebrado?

O Halloween chegou aos Estados Unidos junto com os imigrantes irlandeses que fugiam da Grande Fome de 1845, levando consigo antigas tradições celtas. Pouco depois, a celebração começou a aparecer na cultura americana, misturando costumes rurais britânicos com rituais de colheita locais. Elementos como o milho e os espantalhos foram incorporados às decorações, enquanto a abóbora substituiu o nabo usado no Reino Unido, inspirada na lenda de Jack O’Lantern, o homem condenado a vagar com uma lanterna feita de vegetal.

A tradição do doces ou travessuras nasceu nos Estados Unidos, mesmo com raízes em brincadeiras europeias medievais. O costume se popularizou nos anos 1920, quando crianças passaram a percorrer as casas em busca de guloseimas. Durante a Grande Depressão, as travessuras às vezes se tornavam violentas, mas após a Segunda Guerra Mundial, com o fim do racionamento de alimentos, os doces consolidaram-se como símbolo central do Halloween.

Já o hábito de usar fantasias e pregar sustos ganhou força após a transmissão radiofônica de Guerra dos Mundos, em 1938, por Orson Welles, que simulou uma invasão alienígena e assustou o país. Ao revelar que tudo não passava de uma pegadinha de Halloween, Welles comparou o episódio ao ato de se fantasiar para brincar com o medo, gesto que acabou se tornando a marca mais popular da celebração.

O Halloween chegou ao Brasil por volta da metade do século XX, mas só ganhou popularidade nas últimas décadas, impulsionado especialmente pela influência da internet e da cultura pop. No país, a data é marcada principalmente por festas em que adultos se fantasiam, embora algumas escolas também promovam celebrações voltadas às crianças, o Halloween é amplamente conhecido como Dia das Bruxas.

Com o tempo, surgiram críticas à adoção de uma celebração de origem norte-americana e britânica em meio à cultura brasileira. Em resposta, houve uma mobilização para a valorização das tradições nacionais, levando à criação do Dia do Saci, também comemorado em 31 de outubro. A iniciativa busca destacar o folclore brasileiro e incentivar o reconhecimento de nossas próprias lendas e personagens culturais.

Foto: reprodução/Guia do Estudante

O Halloween, embora tenha origem nas tradições celtas, ganhou um toque especial no México, onde é celebrado entre 31 de outubro e 2 de novembro. Semelhante às demais comemorações, pessoas de todas as idades se fantasiam de monstros, bruxas e personagens assustadores, participando de festas animadas com música, dança e decorações temáticas.

No país, o Halloween se mistura ao tradicional Dia de los Muertos, resultando em uma fusão cultural única. Altares com oferendas, desfiles de caveiras e símbolos em homenagem aos falecidos se unem aos elementos típicos do Halloween, criando uma celebração rica em cores, significados e diversidade.

Na Irlanda, berço das tradições celtas que deram origem ao Halloween, o país mantém vivos os costumes de acender fogueiras nas zonas rurais e de ver as crianças fantasiadas batendo de porta em porta ao som de “doces ou travessuras”. Outra tradição marcante é o Barmbrack, um pão doce semelhante ao panetone, mas com um toque especial, dentro dele são colocados pequenos objetos usados em brincadeiras de adivinhação. Diz a lenda que quem encontrar um anel no seu pedaço está destinado a se casar em breve.

Foto: reprodução/Canção Nova – Formação

Em Londres, no Reino Unido, a famosa roda-gigante London Eye se transforma em uma verdadeira gruta assustadora, com floresta fantasmagórica e pântano borbulhante até o dia 1º de novembro. Enquanto isso, turistas podem ouvir lendas sombrias sobre as torres e pontes às margens do rio Tâmisa. Já na Escócia, um dos passeios mais aterrorizantes é o tour pelos subterrâneos e vielas escuras de Edimburgo, conduzido a pé pela agência Black Hart, que promete uma experiência de arrepiar.


Na Áustria, o Halloween é marcado por um gesto de respeito e carinho com os que já partiram. Na noite da celebração, é costume deixar pães, água e uma lanterna sobre a mesa antes de dormir, como forma de alimentar e acolher as almas que retornam à Terra nesta data.

Na Bélgica, o Halloween é celebrado de maneira mais simbólica e serena. As famílias acendem velas em homenagem a amigos e parentes falecidos, mantendo viva a memória dos que se foram. Porém, há também um toque de superstição, muitos evitam cruzar o caminho de gatos pretos, pois acreditam que ver um deles ou tê-lo entrando em casa pode trazer má sorte.

Na Alemanha, o Halloween é celebrado em conjunto com o Dia de Todos os Santos, em um período que vai de 31 de outubro a 8 de novembro. Durante esses dias, as pessoas costumam rezar nas igrejas e visitar os túmulos de familiares e amigos falecidos, em sinal de respeito e lembrança. Uma tradição curiosa marca a data: os alemães escondem as facas em casa para se proteger dos espíritos que, segundo a crença popular, retornam à Terra nesta época do ano.

Na Argentina, o Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro, tem mais destaque do que o próprio Halloween. Nessa data, as famílias se reúnem para homenagear seus entes queridos falecidos, visitando cemitérios, acendendo velas e fazendo orações em memória daqueles que já partiram.

 

Quem aí é super fã do Halloween? Qual fantasia vai usar este ano?Já sabia da história por trás do Dia das Bruxas? Conte para a gente e siga o Entretê nas redes sociais — Instagram, Facebook e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

 

Leia também: Halloween literário: 5 livros para o Dia das Bruxas

 

 

Texto revisado por Karollyne de Lima @karollysl

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São Paulo recebe o Ballet Clássico de São Petersburgo com O Quebra-Nozes em duas apresentações exclusivas

Clássico natalino chega à cidade paulista com estrelas do Bolshoi e do Grigorovich em espetáculo inédito dirigido por Kirill Safin

Nos dias 17 e 18 de novembro, São Paulo será palco de um acontecimento cultural histórico: a chegada ao Brasil do Ballet Clássico de São Petersburgo, companhia referência mundial no repertório clássico, que estreia sua aclamada produção de O Quebra-Nozes. A Infinitus, do Grupo In, recebe a temporada no Teatro Liberdade, reforçando o espaço como endereço de grandes produções internacionais. Os ingressos já estão disponíveis para compra no site da Sympla e na bilheteria física do teatro.

O espetáculo ganha brilho especial com a participação de dois grandes nomes da dança internacional: Alexander Volchkov, Premier do Ballet Bolshoi de Moscou, e Maria Tomilova, do Ballet Grigorovich. Sob a direção artística de Kirill Safin, estrela do Ballet Mariinsky, eles se unem a um elenco de 24 bailarinos, entre russos e ucranianos, em uma montagem grandiosa e fiel à tradição russa. 

Para São Paulo, receber essa temporada é motivo de celebração. A cidade será a primeira no Brasil a apresentar o espetáculo, em uma turnê que passará ainda por outras capitais. Assim, o Teatro Liberdade reforça seu papel como referência para grandes produções internacionais, consolidando-se não apenas como palco de teatro e musicais, mas também como espaço para obras-primas do repertório clássico mundial.

Foto: reprodução/GPress Comunicação

No palco, essa atmosfera ganha vida em cada detalhe: cenários e figurinos luxuosos que evocam o lirismo das festas de fim de ano, um corpo de baile em perfeita harmonia, momentos de virtuosismo técnico como o célebre Grand Pas de Deux do segundo ato com as estrelas convidadas e a execução integral da trilha imortal de Tchaikovsky. O resultado é a promessa de uma noite inesquecível.

Sobre a obra

Mais do que um balé, O Quebra-Nozes é um rito de encantamento que atravessa gerações. Um dos três ballets compostos por Tchaikovsky, estreou em 18 de dezembro de 1892 no histórico Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, então capital da Rússia imperial. Baseada na adaptação de Alexandre Dumas para o conto de E.T.A. Hoffmann (O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos, 1816), a trama se tornou um marco das celebrações natalinas, traduzindo em música e movimento o instante delicado entre infância e maturidade.

A história narra a noite em que Clara ganha um quebra-nozes mágico, que desperta à meia-noite e a conduz por batalhas épicas contra o Rei dos Ratos até o Reino dos Doces. Entre sonhos, medos infantis e descobertas, o público é levado a um universo lúdico e atemporal, em que a fantasia se encontra com o espírito do Natal.

Apresentar O Quebra-Nozes ao público do Brasil com nosso selo artístico é uma alegria imensa. É um balé que fala à criança que existe em todos nós, com música sublime e dança cristalina, afirma o diretor Kirill Safin, do Ballet Clássico de São Petersburgo.

É justamente essa mistura de inocência, beleza e esperança que mantém O Quebra-Nozes atual em qualquer época. Ao som da trilha inconfundível de Tchaikovsky ora grandiosa, ora delicada , o espetáculo convida o público a revisitar emoções profundas: a alegria da festa, o suspense da batalha, a ternura da amizade e o deslumbramento diante do maravilhoso. Não por acaso, tornou-se tradição mundial, celebrado anualmente em dezenas de países como símbolo das festividades de fim de ano.

SERVIÇO

Quebra Nozes – Ballet Clássico de São Petersburgo

Data: 17 e 18 de novembro de 2025

Horário: 20h00  

Duração: 1h30 + 15 min de intervalo

Gênero: Ballet clássico

Classificação: Livre

Endereço: Rua São Joaquim, n° 129 – Liberdade, São Paulo

Local: Teatro Liberdade

Abertura da casa: 1h antes do início do evento

Setores:

Plateia Premium: R$430,00 (Inteira) | R$215,00 (Meia-entrada)

Plateia: R$380,00 (Inteira) R$190,00 | (Meia-entrada)

Balcão A Visão Parcial: R$195,00 (Inteira) | R$97,50 (Meia-entrada)

Balcão A: R$250,00 (Inteira) R$125,00 | (Meia-entrada)

Balcão B: R$200,00 (Inteira) R$100,00 | (Meia-entrada)

 Crianças de até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de dois anos e um dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.

Clientes Glesp têm 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante a aplicação do cupom, limitado a quatro ingressos por cupom. Válido para todos os setores.

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Leia mais: Musical Mudança de Hábito chega ao Rio de Janeiro em outubro

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Hair: entenda o contexto histórico e cultural por trás do musical

Entre flores, protestos e psicodelia, o espetáculo é o retrato de uma geração livre

Considerado um marco da contracultura dos anos 1960, Hair revolucionou a Broadway ao levar para os palcos discursos políticos, igualitários e espirituais, além da defesa da liberdade sexual. Escrito por James Rado e Gerome Ragni, o espetáculo acompanha um grupo de hippies estadunidenses que prega a paz e o amor livre em meio ao contexto da Guerra do Vietnã

A Tribo politicamente ativa contra o conservadorismo estabelecido socialmente apresenta a história de Claude Hooper Bukowski, um jovem que precisa lidar com a pressão de ter que escolher entre seguir as regras da sociedade e viver sob os ideais de liberdade de seu grupo.

Este ano, Hair ganhou uma nova montagem brasileira, que teve estreia em julho no Rio de Janeiro e iniciou uma temporada em São Paulo, que ficará em cartaz até 30 de novembro. O elenco reúne trinta artistas, entre eles estão: Rodrigo Simas (Berger), Eduardo Borelli (Claude), Estrela Blanco (Sheila), Thati Lopes (Jeannie) e Beatriz Martins (Dionne).

A Era de Aquário (Aquarius)

Aquarius é um conceito astrológico e espiritual que carrega a simbologia de um novo tempo de transformação coletiva, fortemente marcado por ideais de liberdade e consciência universal. Astrologicamente, essa era funciona como um espelho das características do signo regente, sucedendo a Era de Peixes e iniciando um período de expansão mental e busca por uma sociedade mais justa e solidária.

Essa ideia é introduzida logo no início do espetáculo, com Aquarius, primeiro número musical da obra. Para além de apresentar e conduzir o público para o universo da história, a canção funciona também como um manifesto hippie e ultrapassou os limites dos palcos, tornando-se um hino da contracultura e ganhando versões de artistas como o grupo The 5th Dimension (1969) e Diana Ross & The Supremes (1969), ambas sendo um medley com Let the Sunshine In, outra canção popular do musical.

Confira a versão da montagem brasileira:

A Guerra do Vietnã

Ocorrida entre 1955 e 1975, a Guerra do Vietnã foi um conflito entre o Vietnã do Norte (comunista), apoiado pela União Soviética, e o Vietnã do Sul (capitalista), apoiado pelos Estados Unidos. Esse combate foi um dos mais emblemáticos da Guerra Fria, período em que as duas potências envolvidas não se enfrentavam diretamente, mas dominavam territórios que poderiam se tornar futuros aliados. 

Mais do que uma disputa por território, o conflito simbolizou um embate ideológico entre o comunismo e o capitalismo, gerando impacto social, político e cultural no mundo inteiro.

Em um cenário de incertezas e medo, milhares de jovens estadunidenses foram convocados para servir no Vietnã. Dentro desse contexto, cresceu entre a juventude os sentimentos de revolta e contestação diante do movimento considerado injusto e sem sentido, e é nesse ambiente que se desenrola o enredo de Hair. Entre músicas icônicas, reflexões profundas e momentos de humor inteligente, o espetáculo apresenta o dilema do jovem Claude entre servir ao país ou continuar sua busca por autoconhecimento e liberdade ao lado da Tribo. 

O grito por justiça, paz e igualdade de toda uma geração é traduzido no palco com doses de críticas sociais de um grupo que rejeita o conservadorismo e o militarismo, e celebra a diversidade. 

Foto: reprodução/Instagram @hairmusicalbr
Impacto social e cultural

Hair teve grande impacto no cenário cultural e também na sociedade da época. O espetáculo levou para os palcos temas que antes eram considerados tabus, como: liberdade sexual, uso de drogas alucinógenas, antimilitarismo, nudez e igualdade racial e de gênero.

Além das questões políticas e sociais, a obra também explora o campo da religião e da espiritualidade. Não há uma rejeição total à fé, mas os dogmas religiosos são fortemente questionados, visto que, muitas vezes, eles serviam como justificativa para guerras, repressão e desigualdades.

Foto: reprodução/Instagram @hairmusicalbr

Essas abordagens inspiraram debates sobre moralidade, liberdade e direitos civis, tendo influenciado não só o teatro, mas também a música, o cinema e a moda, tornando-se um símbolo importantíssimo da contracultura e funcionando como uma espécie de manifesto do rompimento de padrões. Todo esse movimento gerado por Hair serviu como abertura de caminhos para que outras produções abordassem temas importantes de forma direta, dialogando com a realidade e os desafios de cada época. 

Até hoje o musical é lembrado como um marco histórico e cultural, e suas mensagens continuam chegando em diferentes gerações. Mesmo depois de mais de 50 anos de sua estreia na Broadway, ele continua sendo o retrato de um recorte social de uma geração que questionou a sociedade à sua volta. Cada nova montagem reacende e mantém viva a sua mensagem. 

 

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Leia também: Especial | Dreamgirls: a força da representatividade preta no teatro musical brasileiro – Entretetizei 

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Museu no Rio de Janeiro recebe Mostra Internacional

Com entrada gratuita, evento integra a programação do Flor da Lua, que acontecerá dia 31 de outubro, sexta-feira, com oficina de arte, além de exibição de musicais e filmes 

O Museu do Jardim Botânico recebe a Mostra Internacional SOMMOS AMAZÔNIA: Olhares do Cinema Indígena no dia 31 de outubro, sexta-feira, das 17h às 19h. A mostra faz parte de uma programação especial em torno da COP 30, promovida pela SOMMOS AMAZÔNIA – plataforma global dedicada à distribuição digital dos conteúdos culturais da Amazônia – que está itinerante por embaixadas do Brasil ao redor do mundo. Depois de desembarcar no Instituto Diplomático de Bucareste na Romênia, a Mostra chega ao Jardim Botânico como parte da programação do Flor da Lua, que conta com oficinas de arte-educação, apresentações musicais, videomapping e exibições de filmes. A proposta é criar um espaço de diálogo e sensibilidade em que o público possa vivenciar a força das narrativas indígenas contemporâneas e refletir sobre novas formas de relação entre cultura, natureza e território. 

Com entrada gratuita, a Mostra foi idealizada como uma ação de valorização das produções audiovisuais indígenas e de fortalecimento da representatividade dos povos originários. A proposta do evento é mergulhar nas múltiplas perspectivas que compõem o cinema feito por realizadores indígenas no Brasil. A curadoria destaca obras que abordam os modos de vida tradicionais, resistência, luta, espiritualidade, identidade e mudanças climáticas, revelando a potência criativa e política que move essa cinematografia em expansão.

Foto: reprodução/SOMMOS AMAZÔNIA

A seleção apresenta curtas e médias-metragens dirigidos e produzidos por cineastas e coletivos audiovisuais indígenas. Os quatro filmes estão disponíveis para streaming gratuitamente na SOMMOS AMAZÔNIA.

Confira os títulos: 

Para onde foram as andorinhas? (Instituto Catitu e Instituto Socioambiental, 22 min) Apresenta uma reflexão dos povos do Xingu sobre as mudanças climáticas e o impacto dessas transformações no futuro de seus netos, revelando a sabedoria ancestral diante das incertezas do tempo.

Nosso modo de lutar (Rede Katahirine de Cinema, 14 min)

Apresenta o 20º Acampamento Terra Livre (ATL) como um espaço de encontro e resistência. Sob o olhar de três cineastas mulheres indígenas, Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó, o filme apresenta o cotidiano e a força coletiva da maior mobilização indígena do país.

Cacique Raoni (Xingu Filmes, 28 min)

É um retrato sensível e histórico de Raoni Metuktire, símbolo mundial da luta pela Amazônia e pelos direitos dos povos originários. Dirigido por Marrayury Kuikuro, o filme percorre nove décadas de resistência do povo Kayapó, mesclando relatos, memórias e o presente de uma liderança cuja sabedoria ancestral inspira novas gerações.

Mensageiras da Amazônia (Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi, 17 min)

Acompanha três mulheres Munduruku que, munidas de câmeras, drones e celulares, registram e denunciam as invasões em seu território no sudoeste do Pará. Integrantes do Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi, elas transformam o cinema em ferramenta de resistência.

Os três últimos filmes – Nosso modo de lutar, Cacique Raoni e Mensageiras da Amazônia – integram um projeto do Instituto Cultura e Meio Ambiente, apoiado pela Embaixada da Irlanda, dedicado à legendagem de produções indígenas para o inglês. A iniciativa, realizada em parceria com a SOMMOS AMAZÔNIA, amplia o alcance e a circulação internacional dessas obras, reforçando o protagonismo dos povos originários no cenário audiovisual global. A Mostra Internacional SOMMOS AMAZÔNIA: Olhares do Cinema Indígena marca o início desse processo de difusão, com apoio do Instituto Guimarães Rosa, braço cultural do Itamaraty. Após o Rio de Janeiro, os filmes seguem para exibições em ações culturais em Belém durante a COP 30, Londres, Chicago, Ottawa, Filipinas e mais. 

Quem Somos

A plataforma SOMMOS AMAZÔNIA é desenvolvida pela SOMMOS Arte e Cultura Brasileira S.A., empresa especializada em distribuição digital de conteúdos culturais com especial foco na cultura brasileira, fundada em 2013 por Alexandre Agra (Diretor Presidente). A equipe é integrada pelos sócios executivos Ricardo Ribenboim (Diretor Operacional e de Planejamento), Mariana Dupas (Diretora Executiva) e Yeda Oliveira (Diretora de Relações Institucionais). Além disso, reúne um time único que soma competências complementares, bem como um histórico de sucesso e realizações nas áreas de Inovação, Internet, Tecnologia, Criação, Produção e Gestão Cultural, Gestão de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual.

Dentro da plataforma, o Glossário de Ingredientes – com mais de 120 registros, acompanhados de ilustrações e receitas, totalizando cerca de 450 verbetes –, faz parte do projeto Preservação e promoção das Artes e das Culturas da Amazônia.  Essa realização conta com patrocínio do Ministério da Cultura, da Laranjinha – a empresa de meios de pagamentos do Itaú – e da Bemol, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto visa à preservação e à promoção do patrimônio cultural imaterial da Amazônia, por meio da curadoria, organização e difusão de um acervo de pesquisa, composto por informações e imagens sobre as artes e culturas da região em três eixos: cartografia de agentes culturais, mapeamento de festas populares e glossário de alimentos e receitas. Esse acervo estará disponível gratuitamente na plataforma.

Missão

A SOMMOS AMAZÔNIA se posiciona como uma iniciativa ECG (Environment, Culture & Governance) que reconhece a Cultura e os setores criativos como motores para o desenvolvimento de modelos de desenvolvimento econômico mais justos, mais inclusivos e mais verdes para o planeta e suas sociedades. Mais do que um streaming, a plataforma é uma construção coletiva, um movimento que já conta com a participação de centenas de artistas, produtores, empresas e instituições culturais e socioambientais. 

Serviço

Mostra Audiovisual Olhares do Cinema Indígena

Data: 31 de outubro de 2025 – sexta-feira

Hora: 17h às 19h

Local: Museu do Jardim Botânico   

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico, RJ

Entrada gratuita

Sessões contínuas

Programação adulto – Para onde foram as andorinhas? (22 min), Nosso Modo de Lutar (14 min), Cacique Raoni (28 min), Mensageiras da Amazônia (17min)

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Leia mais: Musical Mudança de Hábito chega ao Rio de Janeiro em outubro

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @analuztraduz

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Livros

Ficção científica cresce mais de 47% e consolida novo público leitor no Brasil

O gênero, que mistura imaginação, tecnologia e reflexão social, registrou crescimento nas vendas entre 2023 e 2024, um salto que reflete tanto o interesse por histórias futuristas quanto a busca por narrativas que ajudam a entender o presente

A ficção científica vive um de seus melhores momentos no mercado editorial brasileiro. Segundo dados da BookInfo, as vendas do gênero cresceram 47,29% entre 2023 e 2024, passando de 52.948 para 77.990 exemplares vendidos no período.

O aumento não se restringe a grandes best-sellers: o número de títulos comercializados se manteve alto – sendo 601, em 2023, e 556, em 2024 –, o que revela uma produção diversa e um público cada vez mais interessado em histórias que misturam imaginação, tecnologia e reflexão social.

O boom literário acompanha o sucesso do gênero também no audiovisual. Séries e filmes de ficção científica têm dominado as plataformas de streaming e as grandes telas, despertando no público curiosidade por narrativas que, embora futuristas, espelham questões muito humanas. Para muitos leitores, essas histórias funcionam como lentes para compreender o presente e imaginar futuros possíveis.

Embora o destaque esteja na faixa etária entre 19 e 35 anos, o gênero atrai desde adolescentes até leitores mais maduros, com homens e mulheres em proporções equilibradas, o que mostra um perfil de leitores bem diversificado.

Entre as principais características desse público estão a curiosidade intelectual, o fascínio pela especulação científica e o desejo por mundos criativos e alternativos. Mais do que entretenimento, esses leitores buscam provocações intelectuais, que abordem hipóteses sobre o futuro e dilemas éticos, além de explorar o impacto da tecnologia.

É nesse cenário de expansão que o escritor Alejandro Puerta lançou, em setembro, o livro Cinzas Cósmicas (2025), na Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi, em São Paulo. A obra acompanha personagens que enfrentam dilemas éticos e emocionais em um futuro moldado pela ciência e pelos limites da própria humanidade.

Imagem: reprodução/Editora Alta Books

Escrevi Cinzas Cósmicas como uma tentativa de colocar a ciência em diálogo com o coração humano. Muitas vezes nos fascinamos com o que é possível criar, mas esquecemos de perguntar se deveríamos criar. Esse livro é sobre escolhas, sobre como a tecnologia pode nos salvar ou nos destruir, mas, sobretudo, sobre como o amor e o perdão ainda são os maiores atos revolucionários da humanidade”, afirma Puerta.

Foto: reprodução/Assessoria Caroline Soares

Com uma escrita que mistura ritmo envolvente e questionamentos filosóficos, Puerta reforça o momento de prosperidade da ficção científica no país. Cinzas Cósmicas é um exemplo de como o gênero se tornou um espaço fértil para unir emoção e pensamento crítico, provando que o leitor brasileiro está, cada vez mais, disposto a explorar as galáxias da imaginação.

Qual a sua opinião sobre esse gênero? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretetizei – Instagram, Facebook e X – e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Entre o medo e a tensão: e a diferença entre thriller e terror

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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Cinema Notícias

Memórias de um Verão, com Glenn Close, estreia nos cinemas em 27 de novembro

Um verão de descobertas, luto e laços familiares profundos em uma ilha isolada na Finlândia

O drama Memórias de um Verão, baseado no livro da escritora finlandesa Tove Jansson, estreia nos cinemas brasileiros em 27 de novembro, com distribuição da Synapse Distribution. O filme, que teve sua première no BFI London Film Festival de 2024, acaba de ganhar trailer e cartaz nacionais, prometendo emocionar o público com uma narrativa sensível sobre crescimento, luto e conexão com a natureza.

Dirigido por Charlie McDowell (Complicações do Amor), o longa acompanha Sophia (Emily Matthews), uma menina de nove anos, que passa o verão em uma ilha isolada na Finlândia com sua avó, interpretada por Glenn Close, indicada ao Oscar oito vezes ao longo da carreira. Ao lado do pai de Sophia, vivido por Anders Danielsen Lie (Oslo, 31 de Agosto), as duas exploram a natureza ao redor e enfrentam, de forma delicada, os sentimentos deixados pela recente morte da mãe de Sophia. Ao longo do verão, a relação entre avó e neta se aprofunda, e os laços familiares se fortalecem em meio à beleza natural da ilha.

Segundo McDowell, a intenção da adaptação é proporcionar uma experiência imersiva ao espectador: “Quero que seja um estímulo visceral de todos os nossos sentidos, permitindo que o público tenha experiências semelhantes às dos personagens, através dos seus momentos de luz e escuridão, das suas alegrias e dores”. Para ele, a ilha não é apenas cenário, mas um “personagem vital” e metáfora do ciclo da vida.

Imagem: divulgação/atomicalab

O filme Memórias de um Verão é uma celebração delicada das relações familiares e da conexão com a natureza. Em meio à beleza da ilha finlandesa, avó e neta aprendem a lidar com a perda, a fortalecer seus laços e a encontrar pequenos momentos de alegria e compreensão, em uma narrativa sensível que mistura crescimento, afeto e reflexão sobre a vida.

Não perca a estreia nos cinemas em 27 de novembro. Para ficar por dentro de mais novidades sobre o filme e o mundo do entretenimento, siga o Entretê nas redes sociais – Facebook, Instagram e X

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Cultura Cultura asiática

Crunchyroll celebra o Halloween com coleções assustadoramente imperdíveis

Assombrações, vampiros estilosos e maratonas que vão te fazer pedir “só mais uma temporada”

 

O Halloween chegou também ao mundo dos animes. A Crunchyroll preparou uma seleção especial de coleções temáticas para aqueles que querem aproveitar a data com tudo a que têm direito: com histórias misteriosas, criaturas sobrenaturais e aquele toque de terror que a gente adora. As coleções temáticas estão disponíveis na home da plataforma, que é o destino definitivo do anime. 

Das lendas de fantasmas que sussurram à meia-noite aos caçadores de monstros mais estilosos dos animes, as coleções são um convite para celebrar o Halloween com emoção. E talvez um pouquinho de medo.

A coleção Para Libertar Esse Demônio Interior já está disponível com títulos cujos personagens têm algo a mais, literalmente, dentro de si. Por exemplo: Naruto, Blue Exorcist, Hellsing e Berzerk. Outra coleção também já disponível é Só para os VampiLovers com Jojo ‘s Bizarre Adventure, entre outros. 

Foto: divulgação/Crunchyroll

Outras estreias são as coleções Aliens e Fantasmas – com Parasyte -the maxim-, Tokyo Ghoul, Death Parade, entre outros títulos com essas criaturas –, Histórias Super Aterrorizantes e Animes Estranhos. E, para fechar com chave de ouro, na sexta, dia 31 de outubro, os assinantes também poderão conferir a coleção Caçadores de Monstros, reunindo JUJUTSU KAISEN, Chainsaw Man, Solo Leveling e outros sucessos.

Do terror psicológico de Junji Ito Collection ao caos sobrenatural de Chainsaw Man e JUJUTSU KAISEN, as coleções prometem sustos, risadas nervosas e muita ação paranormal.

 

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Texto revisado por Simone Tesser

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Halloween retrô: 10 filmes nada macabros que marcaram as décadas de 80, 90 e 2000

Antes de Invocação do Mal, existiam Gasparzinho e Abracadabra e eles eram tudo o que precisávamos para sentir medo e rir ao mesmo tempo

Diz a lenda que, se você falar Entretê três vezes, nós aparecemos com uma lista de Halloween que vai aquecer o coração de todos aqueles que até gostam de uma atmosfera sobrenatural, mas nada que interfira no sono à noite ou faça olhar embaixo da cama, com a lanterna do celular, antes de dormir. 

Antes dos sustos realistas e das possessões demoníacas, temas mais comuns nos especiais de hoje em dia, os halloweens da geração millennial foram feitos de bruxas carismáticas, fantasmas engraçados, poções mágicas e mansões mal-assombradas cheias de charme. O cinema dos anos 80, 90 e 2000 criou um imaginário que misturava medo e encanto – um “terror de sessão da tarde” que ainda mora na memória de quem cresceu rebobinando fitas e colecionando DVDs.

Imagem: reprodução/Giphy/Regal 

Então, mesmo que você não seja dessa geração, mas seja fã de um terror fofo, uma fantasia sombria – mas nem tanto! – e da estética divertida que marcou a TV aberta, as locadoras e os especiais de outubro dessas décadas, essa lista aqui é pra você: um mergulho no Dia das Bruxas encantado da Geração Millenial 

Prontos para uma viagem ao tempo em que o terror era doce como um saco de balas de Halloween? 

O Jovem Frankenstein (1974) 

Um jovem neurocirurgião herda o castelo de seu avô, o famoso Dr. Victor Von Frankenstein. No castelo, ele encontra um corcunda engraçado, uma bela assistente de laboratório e a governanta idosa. O jovem Frankenstein acredita que o trabalho de seu avô era delirante, mas, quando descobre o livro no qual o médico louco descreveu seu experimento de reanimação, ele repentinamente muda de ideia. 

O Jovem Frankenstein é um clássico do humor gótico que não é dos anos 80, mas influenciou boa parte da estética dessa década.

Os Fantasmas se Divertem (1988) 

Depois de morrerem em um acidente de carro, Bárbara e Adam Maitland encontram-se presos, assombrando sua antiga casa. Quando uma nova família e sua filha adolescente, Lydia, mudam-se para a residência, o casal de fantasmas tenta, sem sucesso, assustar os novos moradores. 

Suas tentativas de assombração atraem um espírito espalhafatoso, cuja ajuda se torna perigosa tanto para o par de almas, quanto para a inocente Lydia.

O filme traz humor ácido, visual icônico e a mistura entre o macabro e o cômico que virou referência. Além disso, o longa também marcou Beetlejuice como uma das figurinhas chave do Halloween..

Convenção das Bruxas (1990) 

Durante as férias, Luke e sua avó acabam hospedados em um hotel, na Inglaterra, onde está acontecendo a convenção internacional de bruxas. O menino, então, espiona a reunião e descobre que elas têm um plano maligno: transformar todas as crianças em ratos. Ao perceber que o garoto as ouviu, as bruxas resolvem testar a fórmula nele.

O longa apresenta bruxas assustadoras de verdade, maquiagem incrível e uma trama que traumatizou (e encantou) uma geração.

A Família Addams (1991) 

Quando um homem que afirma ser o tio Chico, desaparecido há muito tempo, reaparece após 25 anos, a família planeja uma celebração para acordar os mortos. Mas as crianças mal têm tempo de se aquecer na cadeira elétrica antes que Mortícia comece a suspeitar que o tio é uma fraude, já que ele não consegue se lembrar de nenhum detalhe de sua vida. 

A família gótica mais charmosa do cinema mistura Halloween e humor mórbido em uma dose perfeita.

Abracadabra (1993) 

Após 300 anos de sono, três irmãs bruxas são acidentalmente ressuscitadas em Salem, na noite de Halloween, e cabe a três crianças e seu novo amigo felino porem fim ao reinado de terror das bruxas de uma vez por todas. 

As irmãs Sanderson são símbolo máximo do Halloween retrô, com humor, música e fantasia, tornando impossível não amá-las. 

Gasparzinho, o Fantasminha Camarada (1995) 

Gasparzinho é um jovem fantasma gentil, que assombra pacificamente uma mansão no Maine. Quando o especialista James Harvey chega para se comunicar com ele e seus companheiros espíritos, traz consigo sua filha adolescente, Kat. O fantasminha camarada rapidamente se apaixona pela garota, mas o relacionamento deles é complicado não apenas por seu estado transparente, mas também por seus tios-assombração problemáticos e suas travessuras. 

Um terror fofo dos anos 90 que mistura emoção, perda e humor infantil. Se você achava um romance entre vampiros e humanos complicado, imagine o dilema desse casal. 

Da Magia à Sedução (1998) 

As mulheres da família Owens são um pouco diferentes das outras que você conhece. Elas são bruxas com incríveis poderes mágicos. As garotas até têm evitado a bruxaria, mas, quando o namorado de Gillian, Jimmy Angelov, morre inesperadamente, as irmãs decidem fazer um intensivo em magia pesada para trazê-lo de volta à vida. Entretanto, as coisas acabam saindo do controle e, agora, um espírito maligno ameaça acabar com a linhagem familiar.

O lado adulto do Halloween: bruxaria, amor e irmandade feminina. Quem disse que não dá pra ter romance nessa época do ano? 

A Noiva-Cadáver (2005) 

As famílias de Victor e Victoria estão arranjando seu casamento. Nervoso com a cerimônia, Victor vai sozinho à floresta para ensaiar seus votos. No entanto, o que ele pensava ser um tronco de árvore, na verdade, é o braço esquelético de Emily, uma noiva que foi assassinada depois de fugir com seu amor. 

Convencida de que Victor acabara de lhe pedir a mão em casamento, Emily o leva para o mundo dos mortos, mas ele precisa retornar rapidamente antes que Victoria se case com o malvado Lorde Barkis.

A animação é uma mistura de poesia sombria e melancolia, o Halloween que cresceu junto com a geração.

A Casa Monstro (2006) 

DJ Walters é um garoto de 12 anos que acredita que há algo de estranho na casa do velho Epaminondas, localizada do outro lado da rua. Tudo que passa perto da casa simplesmente desaparece, incluindo triciclos, brinquedos e animais de estimação. 

Na véspera do Dia das Bruxas, DJ e seu amigo Bocão resolvem testar essa teoria e alertar os adultos sobre a casa ser uma criatura perigosa. Mas logo percebem que eles mesmos, e a jovem escoteira Jenny, terão que descobrir uma forma de destruir a casa antes que ela faça mal a crianças inocentes.

O terror de animação com alma de filme live action: sombrio, divertido e perfeitamente nostálgico.

As Crônicas de Spiderwick (2008) 

Dos três filhos de Grace, Jared sempre foi considerado o causador de problemas. Assim, quando coisas estranhas começam a acontecer depois que a família se muda para uma propriedade arruinada, a irmã Mallory, o irmão gêmeo Simon e a mãe pensam que Jared é o responsável por tudo. 

Na verdade, eles descobrem que criaturas mágicas que vagueiam pelas terras do entorno da casa querem o livro mágico que Jared encontrou: um guia sobre criaturas fantásticas, escrito por Arthur Spiderwick.

O longa é uma aventura mágica, cheia de criaturas misteriosas, sendo um dos últimos filmes dessa era de fantasia encantada dos anos 2000.

O medo que cabia na infância

Esses filmes equilibravam medo e comédia, com figurinos caricatos e efeitos práticos. Eles também criaram ícones – Beetlejuice, irmãs Sanderson, Família Addams – que continuam rendendo remakes e referências até hoje.

Imagem: reprodução/Giphy

No fim, eles nos relembram que o Halloween não precisa ser apenas sobre medo, mas sobre imaginação. Sobre rir de fantasmas, torcer por bruxas desastradas e se encantar com monstros de coração bom. 

São histórias simples, que fazem o impossível parecer mágico, e é por isso que, a cada outubro, acabamos voltando para esses filmes. Não pra sentir medo, mas pra lembrar como é bom se assustar só um pouquinho.

E aí, algum filme que marcou o seu Halloween ficou de fora dessa lista? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: Especial | Halloween: a representação feminina em filmes de terror 

 

Texto revisado por Ketlen Saraiva @lapidando_palavras

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Conheça os dramas asiáticos que chegam no streaming em novembro

Conheça os romances, mistérios, animações e dramas asiáticos que te acompanharão este mês

Estamos cada vez mais perto do fim do ano, e com o início de novembro vamos poder  renovar nosso catálogo de dramas asiáticos que nos acompanharão neste encerramento de ciclo!

Este mês, o Viki, streaming de conteúdo asiático, recebe desde romances emocionantes a mistérios e até animações. Confira as próximas produções para maratonar e se emocionar:

Naquele verão (1/11)
Foto: divulgação/Viki

Lee Jae Wook interpreta os gêmeos Baek Do Ha e Baek Do Yeong, que cresceram em continentes diferentes após o divórcio dos pais, mas fazem amizade com uma vizinha ao se encontrarem nos verões, Song Ha Gyeong (Choi Sung Eun).

No entanto, quando adultos, os gêmeos perdem contato com Ha Gyeong, até que uma tragédia acontece e Do Ha precisa compartilhar uma dolorosa verdade com ela.

Queridos X (6/11)
Foto: divulgação/Viki

Por trás da fachada glamorosa da atriz Baek Ah Jin (Kim You Jung), esconde-se um passado de abusos que a ensinou a explorar as emoções alheias para se vingar daqueles que considera seus inimigos.

Ela confia apenas em Yoon Joon Seo (Kim Young Dae), mas quando o leva ao limite, ele começa a questionar se não passa de mais um peão em seu perigoso jogo.

Rio sob o luar (7/11)
Foto: divulgação/Viki

O príncipe herdeiro de Joseon, que perdeu sua princesa herdeira, abdicou da própria felicidade e passou a pensar apenas em vingança. Quando seu plano finalmente deu o primeiro passo, ele encontrou o mercador Park Dal I, que carregava selas e era idêntico à falecida princesa herdeira. Por razões desconhecidas, os dois trocaram de corpos, mergulhando o país em uma série de eventos caóticos.

Ovo Frito Exclusive (7/11)
Foto: reprodução/Viki

Shinoda Hinako, aluna do segundo ano da grande editora Sengokusha, recebe ordens para se transferir para uma revista semanal, algo que ela jamais desejaria. Hinako começa a se deparar com uma variedade de furos jornalísticos, incluindo notícias do mundo do entretenimento, desfalques e mortes suspeitas. Qual o propósito das revistas semanais? Através do seu trabalho, Hinako tenta encontrar a sua própria resposta.

A Joia da Seção E (7/11)
Foto: reprodução/Prime Video

Jay-jay, a única garota da Turma E, espera um novo começo no ensino médio, mas logo se torna alvo das brincadeiras e planos de seus colegas barulhentos para fazê-la ir embora.

Em meio ao caos, amizades inesperadas florescem e mal-entendidos hilários levam a momentos emocionantes. Será que Jay-jay conseguirá sobreviver à loucura da Turma E, ou conquistará o coração deles?

Pyramid Game (10/11)
Foto: reprodução/Deadline

Todas as quintas-feiras à tarde, uma vez por mês, os alunos da Love High votam em uma pesquisa de popularidade. O resultado? Um sistema de classificação brutal que determina toda a hierarquia social da escola. Começando na base da pirâmide, será que a nova aluna transferida, Suji, conseguirá chegar ao topo? Ou será que ela vai derrubar o jogo de vez?

Bad Genius (17/11)
Foto: reprodução/Netflix

Lin, uma brilhante estudante do ensino médio, elabora e executa planos complexos de fraude para lucrar com provas acadêmicas junto com um grupo de colegas, culminando em uma importante prova nacional.

Taxi Driver 3 (21/11)
Foto: reprodução/Reddit

Um drama de vingança pessoal sobre a misteriosa empresa de táxis Rainbow Transport e o taxista Kim Do Gi, que busca vingança em nome de vítimas injustiçadas.

Observing Elena Evoy (24/11)
Foto: reprodução/Viki

Johann Pertan, um jovem popular, nobre, de beleza estonteante e com um talento acadêmico fora da curva, é sempre o centro das atenções na escola de elite que frequenta. Porém, ele fica furioso quando perde o primeiro lugar no vestibular de admissão para a pouco conhecida Elena Evoy, filha de uma família de viscondes que está passando por momentos difíceis.

 

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

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Cultura turca Notícias

Dia da República: por que esse feriado é tão importante para os turcos?

Data celebra a fundação da Turquia moderna e o legado de Mustafa Kemal Atatürk, líder que transformou o país em uma nação republicana

 

Em 29 de outubro de 1923, decorrente da vitória da Guerra Nacional da Independência e da assinatura do Tratado de Paz de Lousanne, o Império Otomano foi extinto dando lugar à República da Turquia, sob comando do Mustafá Kemal Atatürk. 

Junto da declaração, houve uma série de mudanças, como maior separação de Estado e religião, com a abolição da Lei Xaria. Outras mudanças incluem a adoção do calendário e sistema de horário internacional.

Avançado alguns anos, em 1930, o direito ao voto para mulheres foi concedido e, em 1934, foi proclamada a lei que atribui aos cidadãos um sobrenome, dando ao presidente o nome de Atatürk (pai dos turcos).

Foto em preto e branco de Mustafá Kemal Atatürk
Foto: reprodução/ Historia Nacional Geographic
Celebrações 

A celebração da data se dá com eventos patrióticos pelo país. Desfiles cívicos com bandeiras e bandas, apresentações de danças tradicionais, recitais de poesia e discursos também entram na lista.

Aparição em dizis

Sendo um feriado nacional, é natural que tenha menções a ele em obras audiovisuais. Confira exemplos abaixo:

Uzak Şehir (2024)

Kızılcık Şerbeti (2022)

Cena de Kızılcık Şerbeti
Foto: reprodução/ Onedio

Yalı Çapkını (2022)

Kıskanmak (2025)

Cena de Kıskanmak
Foto: reprodução/ Bursada Bugün

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Leia também: Especial | Dia da Vitória: um marco na luta pela independência da Turquia

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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