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Koreaboo: o estágio final do fã que confundiu respeito com fetiche

A admiração pela Coreia é linda, até o momento em que vira fetiche, filtro e conteúdo forçado pra engajamento

A cultura coreana se tornou parte do cotidiano de muita gente no Brasil e isso é ótimo. O K-pop, os K-dramas, a moda, a comida e até o idioma entraram na rotina de quem consome cultura pop de forma natural. Só que, em meio a essa admiração legítima, surgiu uma galera que parece ter se perdido entre o amor e a imitação: os famosos koreaboos.

E o pior é que, diferente de alguns anos atrás, quando esse tipo de comportamento aparecia em fóruns ou grupos de fãs, agora ele é impulsionado por influencers. Gente com milhares de seguidores que transforma a Coreia em um personagem de internet. Vídeos com títulos tipo “meu namorado coreano da Coreia que fala coreano”, vlogs de coreanização, tutoriais de como “agir como uma coreana”, tudo embalado num filtro fofo e um discurso de “admiração”. Só que, na prática, isso não é admiração: é caricatura.

Esses conteúdos acabam reforçando uma visão rasa e exotizada da cultura coreana. Criam a ideia de que ser coreano é um tipo de fantasia, um padrão de beleza ou uma chave mágica pra ganhar engajamento. E quando alguém tenta questionar, logo vem o discurso pronto: “mas eu só gosto da cultura!”. A questão é como se gosta, e até onde isso vai.

Quando o amor pela Coreia vira personagem de internet

Koreaboo é um termo que nasceu na internet, juntando Korea (Coreia em inglês) e Weeaboo (que já era usado pra falar de quem tinha uma obsessão pouco saudável pelo Japão). No começo, o nome soava engraçado, uma forma de tirar sarro de quem se vestia como idol ou falava com sotaque coreano fake. Mas, com o tempo, virou um termo sério, usado pra apontar comportamentos problemáticos dentro do fandom: desde o fetichismo até o racismo disfarçado de admiração.

O koreaboo não é só um fã empolgado. É aquele que idealiza a Coreia como um paraíso cultural, coloca os coreanos num pedestal e transforma o idioma, os artistas e até o estilo de vida em símbolos de perfeição. Ele quer ser coreano, namorar um coreano, ter amigos coreanos, tudo isso sem realmente entender o que significa ser coreano de verdade. E é aí que mora o perigo.

Nas redes sociais aqui no Brasil, dá pra ver claramente esse fenômeno. Perfis inteiros são construídos em cima da imagem do “namorado coreano” — sempre descrito como fofo, educado, diferente, “melhor que os brasileiros” —. A narrativa é vendida como conteúdo romântico, mas carrega um estereótipo perigoso: a ideia de que um país inteiro compartilha uma personalidade. Essa generalização é o que alimenta a fetichização.

E não é só nas relações amorosas. Há quem trate a Coreia como se fosse um universo paralelo onde tudo é perfeito: a comida, os homens, as mulheres, o estilo, o comportamento. Como se a Coreia fosse um cenário de K-drama, e não um país real com problemas, divergências e pluralidade. Esse tipo de visão é o que separa o fã do koreaboo: o fã admira, o koreaboo fantasia.

O impacto disso é bem maior do que parece. Ao transformar uma cultura viva em performance, se esvazia o sentido real das coisas… As palavras viram memes, a comida vira estética, e as pessoas viram acessórios de conteúdo, tudo isso disfarçado de amor.

O “meu namorado coreano da Coreia” e a romantização de pessoas reais

Entre as maiores provas de que o koreabooismo saiu do controle está o subgênero do “meu namorado coreano da Coreia que fala coreano”. Esse tipo de conteúdo é um sucesso nas redes, geralmente com um tom de comédia romântica, mas carregado de fetichização.

Essas narrativas transformam homens coreanos em troféus, como se fossem itens exóticos de uma coleção. E o pior é que, muitas vezes, os próprios parceiros aparecem desconfortáveis ou presos a um papel de “personagem coreano idealizado”. São vídeos em que ele precisa agir igual nos k-dramas, falar frases em coreano pro público brasileiro, ou simplesmente existir como um símbolo de status.

@luannyvitaloficial

Já viveram um relacionamento a distância ? Como foi a experiência por aí ? A minha ta sendo assim 🥹 #explorar #korea #pousandonoamor #versao #fyp #brazil #couple

♬ som original – Luanny Vital 🩵⚡️

Essa romantização é perigosa porque reduz pessoas reais a estereótipos. Cria a ideia de que “todo coreano é assim”, ou que se relacionar com um asiático é uma forma de viver um K-drama. E isso, além de ser uma forma de objetificar o outro, é uma forma sutil de xenofobia, aquela disfarçada de admiração.

O mesmo vale para o público. Quando um vídeo desses viraliza, os comentários se enchem de frases como “quero um coreano pra mim” ou “vou aprender coreano pra casar com um oppa”. Tudo parece inofensivo, mas é assim que se normaliza a ideia de que um grupo inteiro de pessoas existe pra satisfazer uma fantasia. Isso não é amor pela cultura, é desrespeito com seres humanos.

@nicolitbh

Tomem cuidado pelo amor de Deus #coreiadosul #coreiadosul #relacionamentotoxico #brasileirospelomundo #kpopbr #kpop #kdrama

♬ som original – NICOLi

Influencers, engajamento e o fetiche da coreanização

Muitos influencers brasileiros perceberam que o algoritmo ama a Coreia, e estão usando isso até o limite. É um ciclo previsível: quanto mais conteúdo com estética coreaninha, mais engajamento. E quanto mais engajamento, mais caricatura. Vídeos de “minha rotina coreana”, “me transformando em idol” e “testando produtos coreanos pra ficar com a pele de coreana” seguem essa fórmula.

@francinyehlke

Tentei virar uma COREANA! Deu certo? 🇰🇷 😫😫😫😫

♬ som original – Franciny Ehlke

O problema não é consumir cultura ou experimentar coisas novas, mas o modo como isso é feito. Quando o conteúdo é criado sem contexto, o que se vende é uma imagem artificial e, muitas vezes, irreal. É como se o país inteiro existisse para ser uma tendência do TikTok.

E essa coreanização performática não acontece só com quem nunca pisou na Coreia. Há casos de gente que visita o país e volta achando que virou especialista, criando conteúdo que reforça mais clichês do que entendimento. O país é tratado como um parque temático onde tudo é fofo, limpo, tecnológico e perfeito, e qualquer coisa fora disso é ignorada.

No fim das contas, esse tipo de conteúdo molda a forma como o público brasileiro enxerga a Coreia. E quando a referência vem de quem usa o país como ferramenta de marketing, o resultado é uma visão distorcida e não é mais sobre cultura, é sobre estética.

Ser fã é legal. Fazer papel de koreaboo, não.

Ser fã é se interessar, aprender, consumir com respeito. É entender que admirar uma cultura não significa tentar se tornar parte dela à força. O koreaboo, por outro lado, quer vestir uma identidade que não é sua e acaba desrespeitando justamente aquilo que diz amar.

A cultura coreana é rica, diversa e cheia de nuances. Reduzi-la a “oppa”, skin care e K-drama romântico é apagar tudo o que existe além do que a internet mostra. É tratar o país como um cenário de ficção e ignorar as pessoas que vivem nele.

E o mais curioso é que muitos dos influencers que reproduzem esse comportamento acreditam que estão “espalhando a cultura coreana”, quando na verdade estão exportando estereótipos. A Coreia que aparece nesses vídeos é uma fantasia higienizada e vendável, muito longe da real.

Amar o K-pop, aprender coreano, estudar história e experimentar a culinária são formas legítimas de se conectar. Mas o limite entre admiração e fetichização é claro: o respeito. E talvez esse seja o ponto que mais falta no meio da febre de “meus namorados coreanos da Coreia que falam coreano”.

Será que a gente realmente ama a cultura coreana — ou só a ideia dela?

É fácil se apaixonar por um país através da tela. A gente vê os clipes, os dramas, as ruas de Seul cheias de luzes e sente que conhece aquele universo. Mas amor de verdade não é baseado em idealização, é baseado em respeito.

Se o interesse pela Coreia parte da curiosidade, da vontade de aprender e da troca cultural, ele cresce de um jeito saudável. Mas se vem da necessidade de transformar uma cultura inteira em estética, fantasia ou conteúdo, ele vira fetiche.

Talvez o desafio agora seja reaprender a ser fã. Não o fã que imita, mas o que entende. O que valoriza a cultura coreana pelo que ela é, não pelo que a internet vende. E o que se lembra de que, por trás de cada idol, cada drama e cada trend, existe um povo real, com sua história, suas lutas e sua voz.

Porque no fim, o problema nunca foi amar a Coreia. O problema é achar que ela existe pra caber na sua timeline.

 

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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

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Cultura asiática Notícias

OSHI NO KO: terceira temporada ganha trailer

Anime também recebeu novo pôster 

OSHI NO KO é um anime baseado no mangá de Aka Akasaka e é ilustrado por Mengo Yokoyari. A nova temporada estreia em janeiro de 2026, na Crunchyroll, com transmissão simultânea com a exibição do Japão. Também foi divulgado que a música de encerramento será Serenade, interpretada por natori.

【OSHI NO KO】SEASON 3 - JP KV Teaser
Imagem: divulgação/©Aka Akasaka x Mengo Yokoyari/Shueisha, “OSHI NO KO” Partners

O elenco de dublagem vai contar com Takeo Otsuka como Aqua Hoshino, Yurie Igoma como Ruby Hoshino, Megumi Han como Kana Arima, Manaka Iwami como Akane Kurokawa, Rumi Okubo como MEMcho, e Rie Takahashi como Ai Hoshino. Além disso, Yuto Takenaka como Shun Yoshizumi e Yoji Ueda como Tetsu Urushibara também entram para fazer as suas estreias.

A terceira temporada vai se passar seis meses desde o lançamento de POP IN 2. Graças ao trabalho árduo de MEMcho, o grupo B-Komachi está prestes a alcançar o sucesso. Aqua é um artista multitalentoso e a carreira de Akane como atriz está decolando. 

Enquanto isso, Kana perdeu a alegria que tinha antes. Para descobrir a verdade por trás das mortes de Ai e Goro, Ruby continua a sua jornada no mundo do entretenimento… usando mentiras como arma.

Confira o novo pôster:
OSHI NO KO pôster 2
Imagem: ©Aka Akasaka x Mengo Yokoyari/Shueisha, “OSHI NO KO” Partners
Confira o trailer:

Confira também as artes dos personagens para a nova temporada:

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Leia também: Conheça os elementos que tornam Gachiakuta um anime imperdível

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @analuztraduz

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Entretenimento Livros

Silvana Tavano é finalista do Prêmio Oceanos com o romance Ressuscitar Mamutes

A obra, da Autêntica Contemporânea, é o único título brasileiro entre os finalistas na categoria Prosa e também disputa o Prêmio São Paulo de Literatura e o Prêmio Jabuti 2025

O romance Ressuscitar Mamutes, de Silvana Tavano, publicado pela Autêntica Contemporânea, é o único livro brasileiro finalista na categoria Prosa do Prêmio Oceanos 2025, uma das mais importantes distinções dedicadas à literatura em língua portuguesa. 

Foto: reprodução/JornalNota

A indicação consolida o reconhecimento da obra, que também é finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria Romance Literário, e integrou a lista dos semifinalistas do Prêmio Jabuti 2025, sendo o único romance a figurar nos três principais prêmios literários do país neste ano.

O Oceanos reúne autores e autoras de diferentes países lusófonos. Na categoria Prosa, concorrem ainda A Cegueira do Rio, de Mia Couto (Moçambique); As Melhoras da Morte, de Rui Cardoso Martins (Portugal); Mestre dos Batuques, de José Eduardo Agualusa (Angola); e Vermelho Delicado, de Teresa Veiga (Portugal). O resultado do prêmio será anunciado em 10 de dezembro, enquanto o Prêmio São Paulo de Literatura divulgará seus vencedores em 24 de novembro.

Foto: reprodução/Instagram @poenaestante

Em Ressuscitar Mamutes, Tavano entrelaça literatura, ciência, tempo e memória. A narrativa acompanha uma mulher que revisita o passado e reinventa o futuro ao reconstruir as lembranças da mãe – da infância até os últimos dias em uma UTI – e as raras memórias do pai. 

Foto: reprodução/Instagram @papeisselvagens

Entre o ficcional, o ensaístico e o científico, a autora percorre cenários como a Ilha de Poveglia (Itália), a Cueva de los Cristales (México) e o Deserto do Atacama (Chile), questionando os limites da lembrança e da criação.

Este é o segundo romance de Silvana Tavano, que estreou no gênero com O Último Sábado de Julho Amanhece Quieto (2022), também finalista do Prêmio São Paulo. Reconhecida autora de literatura infantil, Tavano tem 45 livros publicados, vários deles premiados e editados no Brasil e no exterior.

Sobre a autora
Foto: reprodução/Jornal Rascunho

Silvana Tavano é escritora e jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP, com pós-graduação em Formação de Escritores pelo Instituto Superior Vera Cruz, em São Paulo. Nascida na capital paulista em 1957, construiu sua trajetória no jornalismo atuando em revistas femininas, entre elas a Marie Claire, onde foi editora e integrou a equipe responsável pelo lançamento da publicação no Brasil.

Autora de mais de 40 livros voltados ao público infantil e juvenil, Tavano estreou na literatura com Creuza em Crise: 4 Histórias de uma Bruxa Atrapalhada (Editora Companhia das Letrinhas). Entre suas obras, destacam-se Como Começa? (Editora Salamandra) e Psssssssssssssiu! (Editora Instituto Callis) – indicado ao Prêmio Jabuti, em 2013, e vencedor do Prêmio João de Barro de Literatura para Crianças.

Foto: divulgação/Entretetizei

A autora também participou das coletâneas Contos do Quintal: 15 Histórias da Revista Crescer (Globo) e Aconteceu na Escola (Globinho). Seus livros foram publicados em diversos países, incluindo Argentina, México, Coreia, Japão, Itália, Alemanha, Suécia e Turquia.

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Leia também: Quando a pausa vira poesia: o cotidiano em fragmentos

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Cinema Notícias

The Rocky Horror Picture Show volta aos cinemas em celebração aos seus 50 anos

Clássico que revolucionou o cinema da meia-noite retorna às telonas em novembro com uma edição especial

The Rocky Horror Picture Show, o filme que redefiniu o conceito de cult e transformou o cinema da meia-noite em um fenômeno global, voltará às telas de cinema em comemoração aos 50 anos de seu lançamento. A produção, que foi originalmente exibida em 1975, fará seu comeback no dia 13 de novembro em uma edição especial restaurada e remasterizada com qualidade 4K Ultra HD, prometendo uma experiência visual e sonora ainda melhor.

A trama conta a história de um jovem casal de noivos (Barry Bostwick e Susan Sarandon) que, após ter o carro quebrado em uma noite chuvosa, precisam se abrigar em um castelo misterioso. Durante a estadia, eles conhecem o cientista exótico Dr. Frank-N-Furter (Tim Curry) e o que parecia um simples imprevisto se transforma em uma noite de descobertas, loucura, liberdade e o mais puro prazer, uma experiência que promete ser ao mesmo tempo insana e irresistível.

O clássico foi baseado na obra musical de Richard O’Brien, que também assina o roteiro, e é dirigido por Jim Sharman e produzido por Lou Adler e Michael White. O longa se tornou um marco na cultura pop por quebrar regras, desafiar padrões e celebrar a liberdade criativa, dando início a um movimento subcultural único. Mais do que um mero musical, a obra conta com figurinos extravagantes, personagens inesquecíveis e uma trilha sonora cheia de rock & roll, apresentando ao mundo nomes como Tim Curry, Barry Bostwick, Susan Sarandon e o roqueiro Meat Loaf, que conquistaram a fama e o status de ícones cult.

The Rocky Horror Picture Show se consolidou como uma verdadeira experiência coletiva. As lendárias sessões interativas noturnas recebiam fãs fantasiados, performances ao vivo e rituais interativos, criando uma tradição que segue viva até hoje na forma como o público participa da experiência cinematográfica. O filme, inclusive, bateu o recorde de produção com mais tempo em cartaz na história do cinema.

“Quando The Rocky Horror Picture Show estreou pela primeira vez, ninguém imaginava que duraria muito tempo, muito menos… 50 anos”, comenta o produtor Lou Adler. “O que começou como um pequeno projeto rebelde se tornou uma celebração global da individualidade, da comunidade e da liberdade criativa. Este aniversário é um tributo aos fãs que o mantiveram vivo e vibrante durante todos esses anos”.

Assista ao trailer oficial aqui:

 

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Leia também: Natal Sangrento ganha teaser pôster exclusivo 

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Cinema Notícias

Ainda Estou Aqui vence o Prêmio Macondo de Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano na Colômbia

 Filme de Walter Salles acumula quase 70 prêmios conquistados em todo o mundo 

Clamando pelo mundo inteiro, Ainda Estou Aqui (2024) segue colecionando prêmios e, no último fim de semana, foi reconhecido como o Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano no Prêmio Macondo, concedido pela Academia Colombiana de Cine. Representando elenco e equipe do filme, a produtora Maria Carlota Bruno marcou presença na cerimônia de premiação, que ocorreu na cidade de Medellín no último domingo (2). 

“[…] Com grande alegria e honra, recebo o Prêmio Macondo de Melhor Filme Ibero-Americano em nome de Walter Salles e de toda a nossa equipe, e saúdo com admiração todos os filmes indicados esta noite […]. O cinema ibero-americano cumpre hoje um papel importante e urgente: o de preservar nossas memórias e construir pontes entre países. Que este prêmio seja, sobretudo, uma homenagem à força e à diversidade do nosso cinema”, agradeceu Maria Carlota Bruno em seu discurso. 

No último mês, Ainda Estou Aqui também foi reconhecido pela Academia de Cinema da Venezuela ao conquistar o título de Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano nos Prêmios Soto. O longa já foi visto por mais de 8,5 milhões de espectadores pelo mundo, passou por mais de 50 festivais nacionais e internacionais e acumula quase 70 prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Filme Internacional, o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama (Fernanda Torres) e 13 prêmios Grande Otelo, concedidos pela Academia Brasileira de Cinema.

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Texto revisado por Alexia Friedmann

 

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Cinema Notícias

Temporada de tapete vermelho: confira as estreias de novembro no streaming

De Frankenstein a O Filho de Mil Homens, o mês marca o lançamento de produções celebradas nos principais festivais internacionais

É temporada de tapete vermelho no streaming! De diretores consagrados a novas vozes do cinema, o mês reúne uma safra de estreias que conquistaram plateias e jurados nos maiores festivais do mundo e agora chegam para o público em mais de 190 países com a Netflix.

Confira alguns lançamentos abaixo:

Frankenstein
Foto: divulgação/Netflix

O aguardado longa do vencedor do Oscar Guillermo del Toro, estreia mundialmente no dia 7 de novembro. A produção revisita o clássico de Mary Shelley com uma nova visão sombria e emocionante sobre criatura e criador.

Estrelado por Oscar Isaac, Jacob Elordi e Mia Goth, Frankenstein concorreu ao Leão de Ouro na 82ª edição do Festival de Veneza e vem sendo destaque nos principais festivais internacionais desde então.

O Filho de Mil Homens
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

Outro destaque que chega à Netflix globalmente no dia 19 de novembro é O Filho de Mil Homens. Dirigido por Daniel Rezende e estrelado por Rodrigo Santoro, o filme é a primeira adaptação audiovisual de um romance de Valter Hugo Mãe.

Com estreia na 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e passagem por cinemas selecionados, o longa promete emocionar o público com uma adaptação sensível e poética da obra.

Sonhos de Trem
Foto: reprodução/Netflix

Novembro ainda traz Sonhos de Trem, que conta a história emocionante de Robert Grainier, um lenhador que se depara com a dureza e a beleza da vida durante a crescente industrialização dos Estados Unidos no início do século XX.

O filme estreia no dia 21 de novembro na Netflix e tem direção do indicado ao Oscar Clint Bentley, além de William H. Macy e Kerry Condon no elenco.

A Garota Canhota
Foto: reprodução/CinePOP

Com lançamento previsto para o dia 28 de novembro, com produção de Sean Baker, o filme A Garota Canhota marca a estreia da diretora Shih-Ching Tsou.

Ambientado em Taipé (Taiwan), o filme acompanha uma mãe e suas duas filhas que precisam enfrentar segredos do passado que ameaçam separá-las. A produção foi selecionada para a Critics’ Week do Festival de Cannes 2025, consolidando Shih-Ching Tsou como um nome forte da nova geração de diretores.

Já disponíveis

Entre as produções já disponíveis no streaming, estão: Steve, estrelado por Cillian Murphy, adaptação do bestseller do Sunday Times, sobre um dia decisivo na vida de um diretor e seus alunos em um reformatório; Casa de Dinamite, filme da vencedora do Oscar Kathryn Bigelow, que retorna com um thriller eletrizante exibido no Festival de Veneza; e o documentário Vizinha Perfeita, feito com imagens de câmeras corporais de inúmeras visitas policiais, que mostram como um conflito cotidiano se transformou em uma história real de suspense e crime.

Em breve

E as novidades não param por aí. Jay Kelly, o novo filme do indicado ao Oscar Noah Baumbach, estreia nos cinemas em 20 de novembro e chega à Netflix no dia 5 de dezembro.

Exibido no Festival de Veneza, o longa acompanha o famoso astro do cinema Jay Kelly (George Clooney) em uma jornada de autodescoberta, confrontando passado e presente ao lado de seu fiel empresário Ron (Adam Sandler).

Por fim, o suspense político Seymour Hersh: Em Busca da Verdade estreia no dia 26 de dezembro com a história da carreira explosiva de Seymour Hersh, repórter investigativo vencedor do Prêmio Pulitzer.

A produção traz acesso exclusivo às anotações de Hersh, além de importantes documentos e imagens de arquivo para mostrar os bastidores do jornalismo investigativo.

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

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Beleza Notícias

Dua Lipa lança linha de skincare em parceria com Augustinus Bader

A cantora chega com tudo no mercado de cuidados com a pele, apostando no rejuvenescimento e no glow natural

News Rules foram estabelecidas no mundo do skincare! Entre turnês, férias de verão e dumps de dar inveja, a cantora Dua Lipa lançou na última terça (4) sua linha de produtos de cuidados com a pele, DUA, ao lado da luxuosa marca alemã Augustinus Bader, que já fazia parte da rotina de beleza da pop star, reconhecida no mundo da cosmética moderna por seus avançados complexos e colaborações com celebs como Haider Ackermann e Victoria Beckham. 

Após três anos de elaboração com a equipe de Bader, DUA entra para o mercado de skincare apostando no rejuvenescimento e no glow de uma pele natural com 3 produtos-chave que equilibram, tratam e iluminam para um ritual descomplicado que combina ciência e praticidade, além de serem seguros para peles sensíveis e cruelty-free (não testado em animais).

 

DUA, linha de skincare da Dua Lipa
Imagem: reprodução/DUAbyAB

A marca é formulada a partir da evolução do TFC (Trigger Factor Complex), uma tecnologia alemã patenteada que consiste em uma mistura de aminoácidos, vitaminas e peptídeos reparadores e regeneradores. A nova versão do complexo, TFC5, é focada em um público mais jovem, entre 18 e 35 anos, trazendo a promessa de combater o envelhecimento cutâneo, aumentar a hidratação e beneficiar também quem sofre com manchas, cicatrizes de acne e oleosidade.

A linha completa conta com o limpador facial de 125ml, Balancing Cream Cleanser, que promete uma limpeza profunda sem agredir a pele; o sérum Supercharged Glow Complex de 30ml, que seria usado para deixar a pele radiante e iluminada, visual característico de Dua Lipa em suas fotos; e um hidratante diário multifuncional, o Renewal Cream de 50ml, que gera hidratação durante todo o dia sem excesso de brilho ou oleosidade.

DUA, linha de skincare de Dua Lipa
Imagem: reprodução/Instagram: @duabyab

Todos os itens estão disponíveis no site oficial da collab: duabyab.com.

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Leia também: De New Rules ao topo: Dua Lipa celebra mais um ano de vida

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

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Cinema Especiais Notícias

Seleção de curta metragens para você conhecer no dia do Cinema Brasileiro, 05 de novembro

A data celebra o audiovisual do Brasil 

O cinema brasileiro está cada vez ganhando mais destaque no cenário internacional, fato comprovado com o recente sucesso do longa-metragem Ainda Estou Aqui (2024), dirigido por Walter Salles. O filme foi indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, campeão nesta categoria, além disso, a atriz Fernanda Torres foi indicada para a estatueta de melhor atriz, mas acabou perdendo para Mikey Madison, de Anora (2024).

O sucesso de Ainda Estou Aqui comoveu o público brasileiro e incentivou a população a consumir e valorizar o audiovisual local. O filme Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho, tem surfado da nova onda de patriotismo que envolve o cinema brasileiro e já se consolidou como uma grande aposta para o próximo Oscar, depois de ser ovacionado no Festival de Cannes

Antes do filme sobre Rubens Paiva e sua família chegarem ao Oscar, outras produções já chamavam a atenção internacional, é o caso de Bacurau, que foi cotado para a premiação em 2021. Anteriormente, o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa, foi indicado em 2020. 

Foto: reprodução/ Cinema com Crítica

Este movimento é importante porque demonstra que, pelo menos alguns, sintomas da síndrome de vira lata, que envolve o imaginário de grande parte dos brasileiros, que acreditam que o país é inferior, estão sendo curados.

O maior reconhecimento das produções brasileiras, contudo, parece não abranger toda a complexidade do audiovisual. Os curta metragens, por exemplo, seguem invisibilizados e fora dos holofotes das premiações internacionais e da boca do brasileiro. 

Pensando nisso, o Entretê preparou uma seleção de curta metragens para você conhecer melhor estas produções no dia do cinema!

Alma no Olho (1974)
Foto: reprodução/ Cinemateca Brasileira

O curta é dirigido, produzido, roteirizado e estrelado por Zózimo Bulbu, considerado o pai do cinema negro brasileiro. A obra conta com uma pegada experimental e vanguardista.

Ambientado em um fundo branco, Alma nos Olhos se utiliza de metáforas para representar a escravização e busca por liberdade por meio da transformação do ser.

A produção pode ser assistida no Youtube.

Ilha das Flores (1989)
Foto: reprodução/ Conexão Planeta

Muito conhecido pelos apreciadores, o curta é dirigido por Jorge Furtado e propõe uma reflexão sobre o mundo capitalista ao apresentar a vida de pessoas que sobrevivem se alimentando da sobra de alimentos de animais. 

A obra faz com que tenhamos uma nova percepção sobre o mundo, proporcionando uma análise das diferenças de classe e injustiças sociais por meio de outras perspectivas. 

O curta pode ser assistido no Amazon Prime Video. 

Contra Filé (2019)

O curta de Pedro Luá foge do óbvio, trata-se de uma produção animada em Stop Motion. Na obra, o personagem descobre que está prestes a morrer e, a partir disso, inicia-se uma corrida contra o tempo para se salvar, mas para isso ele precisa de contra-filé. Para seu desespero, apenas dois açougueiros inexperientes podem o ajudar. 

Assista a seguir:

Fantasmas (2010) 

De André Novais, o curta acontece em um único plano. A câmera posicionada no topo de uma laje, foca no movimento de uma esquina. Fora do enquadramento, dois amigos conversam. 

Produzido de maneira simples e brilhante, a produção conta com diálogos que nos cativam mesmo que não possamos ver os personagens. 

Recife Frio (2009) 
Foto: reprodução/ Contrapoder

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o curta é mockumentary, ou seja, um documentário falso. Nele, a calorosa cidade nordestina, Recife, as temperaturas caem de maneira drástica, deixando os habitantes aflitos. 

A obra aborda temas como desigualdade social, o crescimento urbano e a crise climática. 

Recife Frio integra o catálogo da Amazon Prime Video.

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Leia também: Clássicos do horror para ler no Halloween 

 

Texto revisado por Larissa Couto 

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Cultura Entretenimento Música Notícias

Para sempre, em todos os cantos! Lançamento póstumo de Marília Mendonça comprova seu legado deixado na música brasileira

A cantora Marília Mendonça segue provando que a força e a emoção do legado que ela deixou permanecem vivas na voz e no coração do público

A eterna rainha da sofrência Marília Mendonça segue imbatível. O lançamento póstumo da música Segundo Amor da Sua Vida já conta com milhões de streams e permaneceu no topo dos vídeos em alta no YouTube por mais de uma semana!

Desde o lançamento, em 23 de outubro, a faixa Segundo Amor da Sua Vida, desenvolvida pela Som Livre em parceria com a WorkShow, vem alcançando grandes feitos: a canção ocupa o Top 1 de vídeos em alta no YouTube por mais de uma semana, além de ter entrado no Top 15 do Spotify Brasil nas primeiras 24 horas de lançamento, e segue se mantendo entre as 50 mais ouvidas do país desde então. O lyric vídeo já ultrapassa 4,5 milhões de visualizações, enquanto as plataformas de streaming digitais já somam mais de quatro milhões de reproduções, alcances que demonstram o motivo de Marília ter se tornado a eterna Rainha da Sofrência e uma das maiores cantoras do país.

Sua voz marcante, força, emoção genuína e trajetória continuam tocando corações e atravessando gerações, reafirmando a autenticidade e o sentimento eternos presentes em cada uma das suas canções, um verdadeiro retrato sincero da vida, do amor, da dor e do sucesso da menina simples de Goiás que, mesmo após sua trágica morte em um acidente aéreo em 2021, segue presente e eterna na memória e na trilha sonora de milhões de fãs.

A número um do Brasil segue acumulando feitos históricos que impressionam até mesmo os críticos mais severos. Acumula, atualmente, mais de 12,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify, mais de 21 bilhões de visualizações no YouTube e mais de 47 milhões de seguidores nas redes sociais, números que não apenas evidenciam sua qualidade e grandiosidade artística, mas também reforçam a conexão genuína, orgânica e verdadeira que Marília construiu com seu público fiel, transformando sua voz em conforto para quem viveu, sofreu e amou ao som de suas melodias.

Foto: reprodução/Instagram @mariliamendoncacantora

Mais do que uma estrela, sua trajetória inspirou uma nova geração de artistas e abriu portas para que outras mulheres ocupassem o espaço que tanto sonharam na música sertaneja, se tornando símbolo de força e representatividade feminina. Com letras sinceras, histórias reais, interpretações marcantes e uma presença inesquecível, Marília transformou sua existência em arte e sua arte em legado. Ela deu voz às emoções de milhões de pessoas, tornando-se um ícone que ultrapassa fronteiras e o tempo.

Com canções atemporais e hinos icônicos, Marília Mendonça não foi apenas a número um do Brasil: ela é, e continuará sendo, um dos maiores nomes da música popular brasileira, um exemplo de uma verdadeira lenda que permanece viva em cada verso, em cada palco, e que ficou e ficará gravada na memória e no coração de todos que um dia cantaram suas canções, se tornando eternamente lembrada em todos os cantos. 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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