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Foto: divulgação / Lis Vilas Boas

Entrevista | Lis Vilas Boas fala sobre o preconceito com a romantasia, lobisomens e Carnaval

Entre as principais inspirações da escritora, estão séries como Peaky Blinders e Carnival Row 

A escritora brasileira Lis Vilas Boas criou uma romantasia na qual bruxas, lobisomens e vampiros se reúnem em uma cidade fictícia inspirada no Rio de Janeiro dos anos 1920. Em Garras, o leitor acompanhará o romance entre Diana de Coeur, uma bruxa da alta sociedade que busca por um casamento de conveniência, e Edgar Lacarez, um lobo impiedoso do submundo. Em outubro de 2025, o livro recebeu um segundo volume, Feras, que pode ser lido de forma independente e tem como foco novos protagonistas. 

Nesta continuação, alguns rostos conhecidos retornam, em uma história que tem o Carnaval e o jogo do bicho como pano de fundo. Selene Veronis precisa mostrar uma perfeição que não existe sempre que aparece em público. Porém, Heitor Lacarez, um lobo em pele de homem, sabe bem que por baixo dos trajes de socialite há uma artista ousada e aventureira que deseja conquistar sua liberdade mais do que tudo. 

A família de Selene está em ruínas e ela se vê obrigada a aceitar o noivado com Ciro de Minet. Um dos homens mais perigosos da cidade, o noivo é presidente da cúpula do jogo de poupa-fera e rival da matilha Lacarez. Heitor e Selene, que têm uma história pregressa, agora se veem entrelaçados novamente ao encontrarem um inimigo em comum. 

Lis Vilas Boas ama escrever fantasia e ficção científica, e, além de escritora, é oceanógrafa. Em entrevista ao Entretetizei, ela conta sobre como se deu a sua trajetória como romancista, detalhes sobre a criação de seus personagens e a sua visão sobre o crescimento do gênero romantasia. Confira!

Foto: divulgação / Lis Vilas Boas
Entretetizei: Você sempre quis ser escritora? Como você começou a escrever? 

Lis Vilas Boas: Essa resposta tem duas partes. Eu sempre escrevi, desde que fui alfabetizada. Gostava de inventar minhas historinhas, e isso me acompanhou a vida inteira. Na adolescência eu também escrevia, mas não acreditava que poderia ser escritora, porque os livros que eu lia, principalmente de fantasia, não eram de autores brasileiros, que dirá de autoras. Eu tinha acesso a poucas mulheres escrevendo as coisas que eu queria ler quando era mais nova. Só depois, já adulta, é que fui ter contato com autoras mulheres, e mesmo assim quase todas estrangeiras.

Então eu sempre escrevi, mas não achava que isso era uma possibilidade pra mim. Escrevia só pra mim, guardava meus textos e tinha muita vergonha de imaginar alguém lendo minhas histórias. Mas era aquele tipo de sonho que fica guardado dentro da gente.

Aí veio a pandemia, e eu surtei achando que todo mundo ia morrer e que eu não podia morrer sem realizar meu sonho. Foi durante a pandemia que comecei a levar a escrita a sério. Passei a pesquisar o mercado editorial brasileiro, quais eram as vias possíveis de entrada e o que eu precisava fazer para minhas histórias chegarem às pessoas. Então, foi um processo que levou a vida inteira pra maturar… e precisou de uma catástrofe para, de fato, ser colocado em prática.

E: Como surgiu a ideia da criação do universo de Garras? 

LVB: A ideia “real oficial” de Garras surgiu como um quebra-cabeça. A primeira cena que escrevi, na verdade, foi uma cena do meio do livro. Então eu só tinha uma sementinha: queria escrever sobre um casal em que um dos membros pudesse ser potencialmente perigoso para o outro, mas em que ambos tivessem algo a ganhar com aquela relação. A partir disso, veio a ideia do casamento de conveniência.

O lobisomem sempre foi um monstro de que eu gostei, mas eu não encontrava muitos livros de lobisomem que realmente me agradavam. Eu gostava da criatura, mas não necessariamente das histórias – então percebi que precisava escrever exatamente o tipo de história que eu queria ler.

Com o tempo, várias referências foram se juntando na minha cabeça. Uma das maiores é Peaky Blinders. Eu gosto muito da série, mas infelizmente ela foi escrita por homens inimigos do romance, né? O Thomas Shelby, coitado, merecia um bom par romântico, e negaram isso pra ele. Então, fui construindo essa ideia do lobisomem mafioso, pensando muito na gangue dos Peaky Blinders. Outra referência forte é a série Carnival Row, que mostra uma sociedade em que humanos e seres sobrenaturais convivem, mas com muitas tensões raciais e sociais. E tem também um livro de lobisomem de que gosto muito, Alma, ambientado na Londres vitoriana, onde humanos, vampiros e lobisomens convivem abertamente.

Eu comecei apenas com essa premissa de um casal, porque sempre quis focar muito no romance, e aos poucos as referências foram se filtrando na história. Quando escrevi Garras, eu não tinha um plano concreto. Simplesmente baixou um espírito e fui escrevendo – escrevendo totalmente fora de ordem. É o terror de muitos escritores quando eu digo que escrevi quase todo Garras fora de ordem. Mas, aos poucos, as pecinhas foram se encaixando.

E: Os seus personagens são bem complexos, nenhum deles se enquadra nessa caixinha de mocinha ou mocinho perfeito. Como foi construir esses personagens? 

LVB: Olha, a Diana e o Edgar até saíram bem fácil, bem fluidos, porque a história nasceu a partir deles. Primeiro surgiu a dinâmica do casal, antes de surgir o resto. Então, o tempo todo, eu tinha muito claro quem eles eram e como determinavam o ritmo da história.

Mas já em Feras eu tive mais preocupação ao escrever a Selene e o Heitor. O Heitor, porque todo mundo se apaixonou por ele em Garras. Eu precisava corresponder à expectativa das leitoras, logo de cara ele despontou como um favorito. Quando as pessoas terminavam Garras, já vinham pedir o livro do Heitor. Então eu sentia essa responsabilidade de entregar algo à altura.

E, no caso da Selene, a preocupação era porque a personalidade dela é muito diferente da Diana, e as pessoas amam muito a Diana. Acho que as leitoras se apaixonam pela Diana tanto quanto pelo Edgar. É comum enxergarem nele o “marido literário”, mas também vejo que muitas se identificam com a Diana, ou gostariam de ser amigas dela, ou até de ser como ela.

Acho que aí está a questão: a Diana é uma fantasia feminina muito forte. Ela é uma mulher que não leva desaforo pra casa, tem resposta na ponta da língua. Quando engole um sapo, é porque está planejando uma vingança – e não tem medo de se vingar. Na verdade, ela não tem nada a perder, então tem tudo a ganhar.

Mas a Selene não é assim. E acredito que ela representa muito mais a mulher que conseguimos ser no nosso dia a dia. A maioria de nós não é como a Diana, que tem dinheiro pra estalar os dedos e resolver qualquer problema ou quem vai morrer mesmo, então vai andando por cima de todo mundo. A Selene é mais diplomática, contorna situações em vez de partir para o confronto direto.

Eu tinha medo de as pessoas enxergarem a Selene como uma mulher passiva – embora ela não seja. Mas, como a Diana está muito presente, muito intensa, muito “porra louca”, eu temia que julgassem a Selene por não ser como ela. Então, durante a escrita, fiquei o tempo todo pensando em como mostrar que a Selene também é forte e corajosa, mas do jeito dela.

E: Existe algum elemento, algo que você acha essencial para escrever uma romantasia? 

LVB: Eu não sei se essa é a resposta que as pessoas gostariam de ouvir, mas acho que o essencial é o romance. Quando a gente escolhe ler uma romantasia, a gente quer, sim, o mundo fantástico, mas também quer viver uma história de amor que fuja do lugar-comum. E, para que nós, enquanto leitoras, possamos viver essa história – suspirar, retorcer os dedinhos do pé –, o romance precisa estar muito bem embasado, muito bem construído.

A gente precisa enxergar aqueles dois personagens se apaixonando de fato. Mesmo que não esteja escrito com todas as letras, é importante que dê para entender o que fez um se apaixonar pelo outro.

No caso da Diana e do Edgar, por exemplo, isso fica muito claro. Ele a conquista não só por ser um lobisomem grandão e fortão, mas porque se prova tudo aquilo que ela nunca teve na vida. Ele mostra para ela que existe um lugar ao qual ela pertence, um lugar onde pode ser amada mesmo sendo essa pessoa doida e vingativa que ela é.

Então, quem quer escrever uma romantasia precisa ter isso muito em mente. É claro que o universo e o arco geral do livro importam, mas, se o romance não convencer, o livro todo também não vai convencer.

E: A romantasia é um gênero que tem crescido muito nos últimos anos. Na sua visão de autora, como você enxerga esse crescimento? Existe muito preconceito?

LVB: Como autora, eu estou sempre acompanhando esse movimento por vários motivos, um deles é entender se eu ainda vou conseguir vender livros nesse gênero no futuro. Fantasia com grandes doses de romance sempre existiu, mas, durante muito tempo, ficou relegada ao gênero YA (young adult). Tudo que uma mulher escrevia com fantasia e romance era automaticamente empurrado para o YA, enquanto histórias mais adultas costumavam ser classificadas apenas como fantasia.

Quando eu era adolescente, o que realmente existia de forma mais consolidada era o romance paranormal: histórias de vampiros e lobisomens – que hoje estão vivendo um renascimento. Mas, de uns anos pra cá, surgiu essa palavra muito forte: romantasia. Ela passou a denominar principalmente histórias de fantasia mais épicas, normalmente ambientadas em outros mundos, com seres mágicos e com um apelo romântico muito forte – às vezes até mais forte que a própria parte fantástica.

Esse gênero foi impulsionado por Corte de Espinhos e Rosas (Sarah J. Maas), que abriu portas para muitos outros livros na mesma linha e, até hoje, é a obra mais influente desse segmento. Tanto que ainda vemos muitos livros de romantasia com feéricos sendo lançados. Pelo que observo do mercado, o gênero continua muito forte, e ainda veremos muitas séries novas surgindo – algumas já iniciadas, que ainda terão seus volumes dois, três e quatro publicados. Quarta Asa (Rebecca Yarros), por exemplo, deu um novo fôlego ao gênero ao trazer temas diferentes, como dragões.

Eu acho, sim, que a romantasia ainda se sustenta. Porém, como aconteceu com outros gêneros antes – como o YA e o romance paranormal –, estamos começando a ver um fenômeno problemático: qualquer fantasia escrita por uma mulher está sendo empurrada para dentro da romantasia. Como se mulher só pudesse escrever fantasia com romance. Isso é um sinal claro de preconceito – não necessariamente contra a romantasia em si, mas contra aquilo que mulheres escrevem.

Mesmo fora do fantástico, quando vamos para o romance contemporâneo ou para algo mais literário, se é escrito por mulher, acontece uma de duas coisas: ou empurram para o romance contemporâneo, ou colocam numa categoria chamada literatura feminina, como se o que mulheres escrevem não pudesse ser universal.

O preconceito, na minha visão, está muito aí: o gênero é forte, tem sua identidade própria, mas estão jogando dentro dele uma série de livros que não são romantasia apenas por terem autoria feminina. E o que acontece? Muitas autoras estão começando a rejeitar o rótulo – com toda razão. Elas não escreveram romantasia e não querem ser vistas como autoras desse gênero. Como consequência, muitas mulheres começam a desenvolver preconceito contra a romantasia por terem sido classificadas erroneamente. Estamos repetindo o mesmo ciclo que o YA viveu, aquela disputa constante de ter que rejeitar um rótulo para provar valor.

Ao mesmo tempo, muitas autoras de romantasia seguem levantando a bandeira do gênero com orgulho – e eu sou uma delas. Não tenho nenhum problema em dizer que Garras é uma romantasia. Na verdade, a grande discussão sobre Garras é se ele seria fantasia ou romance paranormal. Eu não tenho apego a nenhum dos dois rótulos – eu escrevi um romance, e sempre falo isso. Porque aí entra outra questão: o romance romântico não é menos digno do que qualquer outro gênero. Não é porque uma história tem final feliz ou é focada no relacionamento e no processo de se apaixonar que ela é menos valiosa do que uma história sobre sofrimento, por exemplo.

Então, o cenário atual é esse: muita coisa sendo escrita, muita coisa ainda por vir. Eu acredito que veremos ainda mais histórias surgindo, embora eu perceba que vampiros e lobisomens estejam despontando como uma repaginação das romantasias mais épicas. Mas é um termo que também começa a ser rejeitado – e, de novo, por razões completamente machistas.

E: Quais foram os principais desafios que você enfrentou para publicar e divulgar seus livros?

LVB: Publicar é sempre uma caixinha de surpresas. Quando buscamos uma publicação tradicional, não temos controle sobre uma série de fatores: se alguma editora vai ter interesse em ler, se o mercado está propício, se o timing é favorável ou não. Por exemplo, eu já tinha tido um romance rejeitado pela mesma editora que publicou Garras. Então, o principal desafio de qualquer pessoa que quer publicar por uma editora tradicional é continuar tentando: insistir, escrever, apresentar o trabalho para alguém e estar preparado para ouvir um não.

Com Garras eu tive um pouco de sorte – e foi sorte mesmo –, porque eu não fiz nenhuma análise de mercado. Como falei, vampiros e lobisomens estão voltando; eles passaram um bom tempo adormecidos depois daquela época em que era legal odiar Crepúsculo. Agora estão retornando, e eu tive a sorte de escrever a história que queria no momento certo para ela ser publicada.

Inclusive, tive outra sorte enorme: no mesmo ano, a Ali Hazelwood lançou Noiva. E as pessoas que leram e queriam mais daquele universo tiveram Garras poucos meses depois para preencher esse vazio. Isso foi totalmente sorte – jamais poderia prever que a Ali Hazelwood, uma das autoras que mais vende romance no mundo hoje, lançaria um livro com o mesmo monstro que eu.

E aí entra o que não é sorte: a divulgação. Essa parte é muito difícil pra mim, porque eu não sou uma pessoa que habita naturalmente as redes sociais. Eu estou lá, posto, faço conteúdo, mas não tenho uma personalidade extrovertida. Cada vídeo que gravo me custa horas pensando no que vou dizer, respirando fundo. Mas aprendi que não adianta: eu tenho que postar me sentindo mal mesmo, porque divulgar o livro é necessário.

Hoje existe uma quantidade enorme de livros sendo lançados. Para cada coisa que você quer ler, facilmente existem cinco ou seis livros publicados ao mesmo tempo. Então você precisa divulgar, porque a história não chega nas pessoas sozinha. As redes sociais têm um papel essencial para alcançar leitores.

Então eu precisei respirar fundo, sair da minha concha e divulgar. A sorte que eu tive é que leitores muito bons de criação de conteúdo leram Garras, gostaram e começaram a espalhar a palavra. Quem entra no meu Instagram vê um monte de posts de colaboração. E não é parceria: não foi nada que busquei. As pessoas leram, gostaram, fizeram posts lindos, me chamaram para colaborar e eu aceitei. Então, o que eu posso dizer sobre a parte de marketing é isso: você precisa dar a cara a tapa – e, com um pouco de sorte, as pessoas vão te ajudar também.

E: Quais autores te inspiram mais? 

LVB: Vou falar de algumas autoras estrangeiras e nacionais também, porque eu gosto de ver o ecossistema nacional sempre prosperando. Entre as estrangeiras, eu gosto muito da Maggie Stiefvater – a série mais conhecida dela é Os Garotos Corvos, mas o meu livro favorito é A Corrida de Escorpião. Eu gosto muito da prosa dela, da forma como ela trabalha as ideias. Também gosto bastante da Tessa Dare – aí já não é fantasia, mas eu sou apaixonada pelos romances de época dela. Gosto muito da forma como ela constrói os casais.

Aqui no cenáro nacional, eu sou muito fã da Fernanda Castro, que escreveu Mariposa Vermelha e O Fantasma de Cora. Gosto também das histórias da Anna Martino, que escreve de tudo quanto é tipo de gênero: romance, fantasia, ficção científica. E, claro, a Socorro Acioli, que já é um nome superconhecido, autora de A Cabeça do Santo e Oração para Desaparecer.

E: Você criou uma cidade ficcional inspirada no Rio de Janeiro. Existe alguma coisa que esse cenário te permitiu explorar, que o real talvez não permitisse?

LVB: Difícil essa, porque o Rio de Janeiro é a terra dos absurdos. Muita coisa que você poderia pensar “ah, isso nunca aconteceria…” no Rio de Janeiro acontece. Por exemplo: conseguiram fazer desaparecer vigas que pesavam toneladas, da construção de um viaduto, e até hoje ninguém encontrou. Onde estão essas vigas? Sumiram. Por mágica. Ninguém sabe.

O Rio é uma cidade muito grande, muito plural, com muitas tensões sociais, e isso faz dele um terreno fértil para absurdos. Tudo é possível aqui. Acho que a única diferença real entre Averrio e o Rio de Janeiro é que, em Averrio, se bobear, é mais seguro. Em Averrio, uma mulher como a Diana consegue sair toda arrumada, toda emperiquitada, e voltar para casa sem que nada aconteça. Aqui, isso realmente não é tão simples. Mas é justamente isso que me inspirou a usar o Rio de Janeiro como pano de fundo. É uma cidade que fertiliza nossos medos e permite que a gente trabalhe esses medos de uma forma mais segura.

E: Sobre o novo livro, Feras, o Carnaval tem algum simbolismo na história do casal?

LVB: Eu escolhi o Carnaval em parte porque estava trabalhando com a premissa do jogo do bicho, um jogo do bicho fantástico, então não tinha como desassociá-lo do Carnaval. E também porque o Carnaval é outro elemento muito forte da identidade carioca. Se eu ia continuar trabalhando esse meu Rio de Janeiro fantástico, eu sentia que precisava incluir o Carnaval. Mas o Carnaval também tem um simbolismo muito forte para o casal, a Selene e o Heitor. O Carnaval é a época em que as inibições desaparecem. É quando as pessoas usam máscaras não para se esconder, mas para se revelar.

A Selene é uma dama da alta sociedade cuja vida inteira é construída sobre aparências: ser um exemplo, ser a moça perfeita. Mas, no Carnaval, atrás de uma máscara, ela pode ser ela mesma, sem nenhum tipo de amarra. O Carnaval acaba sendo um paralelo com o próprio monstro do lobisomem. O lobisomem é essa criatura que, a cada lua cheia, revela uma parte de si que vive escondida. O Carnaval é, de certa forma, uma lua cheia para a Selene.

E: Como foi revisitar o universo criado em Garras, mas agora com novos personagens e conflitos?

LVB: Desde o momento em que terminei Garras, eu já tinha a vontade de escrever uma história para cada irmão, embora soubesse que talvez não conseguisse publicar os três, já que isso dependia do sucesso comercial.

Assim que Garras foi publicado, eu comecei a escrever Feras de forma mais disciplinada. Mas eu já tinha pequenos trechos escritos desde que terminei Garras. Por isso digo que nunca saí completamente desse universo. O que precisei fazer foi explorá-lo a partir de outros ângulos – porque ninguém quer ler o mesmo livro duas vezes. Em Feras, eu precisava entregar uma história diferente e, naturalmente, isso exigia mostrar outras partes da cidade, outras questões, para que o leitor enxergasse o mesmo universo por outros olhares – no caso, os do novo casal.

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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