Dia: 24 de novembro de 2025
Novo single traz elementos do brega, bolero e da MPB contemporânea e antecipa a energia do novo álbum do cantor
O cantor e compositor pernambucano Johnny Hooker anunciou o novo single Viver e Morrer de Amor na América Latina em parceria com Ney Matogrosso, com lançamento marcado para sexta-feira (28). A faixa marca o novo momento artístico de Hooker e é o primeiro lançamento do novo álbum homônimo.
A canção tem elementos da música popular latino-americana combinados a referências do brega, do bolero e da MPB contemporânea. O arranjo traz percussões latinas, guitarras e camadas vocais que antecipam a energia do novo disco do cantor, que deverá ser lançado oficialmente nas próximas semanas.
Em um manifesto emocional e político, Johnny Hooker canta sobre paixão, memória e renascimento: “Tome cuidado com o andor / Tome cuidado menina / Viver, morrer de amor / Na América Latina / Saiu três vezes é sorte / a carta da morte”.
Hooker considerou a colaboração com Ney Matogrosso uma grande realização e afirmou que a canção é “uma grande homenagem ao legado dele”. Para o cantor, a música representa a chance de reunir duas trajetórias que, em diferentes épocas, compartilham liberdade estética e atuação política.
“Dividir esse projeto com esse grande nome foi melhor do que no sonho! Ney é de uma generosidade e carinho num nível estratosférico. Quando escrevi a música percebi que estava falando sobre ele e isso me emocionou muito. E quando ele topou fiquei incrédulo, esse encontro de gerações que são filhos de uma luta contínua por liberdade é maior do que eu possa colocar em palavras. Essa música é uma grande homenagem ao legado dele”, expressou.
Nesta quinta-feira (27), Johnny Hooker se apresentará na Audio, em São Paulo, para a gravação do seu novo DVD e álbum ao vivo. No espetáculo, o cantor revisitará canções de sucesso da carreira e apresentará músicas inéditas do próximo trabalho. A apresentação ainda terá as participações de Gaby Amarantos e Catto.
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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho
Filme estreia em janeiro de 2026
Song Sung Blue é um filme dirigido e escrito por Craig Brewer (Meu Nome é Dolemite, 2019). A produção é estrelada por Hugh Jackman (Os Miseráveis, 2012) e Kate Hudson (Quase Famosos, 2000). A estreia nos cinemas brasileiros será no dia 29 de janeiro de 2026.

Além disso, o elenco também conta com nomes como Michael Imperioli, Fisher Stevens, Jim Belushi, Ella Anderson, King Princess, Mustafa Shakir e Hudson Hilbert Hensley. A produção executiva é de Craig Brewer, John Davis e John Fox.
A trama apresenta dois músicos sem sorte na vida, interpretados por Hugh e Kate, que formam uma animada banda-tributo a Neil Diamond, provando que nunca é tarde para encontrar o amor e correr atrás de seus sonhos. O longa é baseado em uma história real sobre sonhos, família, resiliência e amor à música.

Confira o trailer:
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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @analuztraduz
Música ainda conta com visualizer gravado em praia do Rio de Janeiro
A cantora Rose Gray lançou na última sexta-feira (21) o remix da música Wet & Wild com a participação de DUDA BEAT. A nova versão da faixa, do primeiro álbum de estúdio da artista inglesa, vem dias após a passagem de Rose pelo Brasil e conta com um visualizer gravado no Rio de Janeiro.
Rose surge como um dos nomes em ascensão da nova cena pop e clubber britânica e vem chamando atenção com o seu primeiro álbum de estúdio, Louder, Please, lançado em janeiro deste ano. O projeto da artista mistura o pop com vertentes da música eletrônica e letras que celebram o amor, a liberdade e o prazer.
Wet & Wild, co-escrita e produzida por Sur Back, é um dance pop com batidas eletrônicas e sintetizadores intensos. No remix da música, Rose e DUDA cantam juntas e unem o inglês e o português. No vídeo, o cenário é uma praia do Rio de Janeiro e Rose aparece vestida com as cores verde e amarelo, enquanto dança e toma água de coco.
A colaboração entre as cantoras chega após as duas se apresentarem no Zig Festival, em São Paulo, marcando a primeira passagem de Rose pelo Brasil. Além da apresentação na capital paulista, Gray participou do Zig Fest Side Gigs, no Rio de Janeiro.
Essa não é a primeira vez em que Rose colabora com uma artista brasileira. Em outubro, a cantora lançou a versão deluxe do seu primeiro álbum, intitulada A Little Louder, Please, que conta com três faixas inéditas – April, Lotus e I Don’t Speak French – além de parcerias com diferentes artistas.
A música Just Two ganhou feat com a DJ e produtora paranaense Clementaum, que também vem crescendo na cena eletrônica nacional. Na faixa, que conta com sample da famosa Blue (Da Ba Dee), de 1999, Rose arrisca algumas palavras em português, como “dança”, “tambor”, “amor” e “correr”.
O álbum deluxe A Little Louder, Please também traz colaborações com outros artistas, como JADE, Shygirl, Alex Chapman e Logic1000.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura
Conheça as pioneiras que abriram o caminho e inspiraram gerações na arte dramática no país
O Brasil tem uma linhagem de intérpretes que se impôs pela excelência num período em que o espaço era restrito e as oportunidades eram bem raras. Durante décadas, o cinema e o teatro brasileiros reservaram aos artistas negros papéis limitados, caricaturais ou inexistentes. Ainda assim, algumas atrizes romperam essas barreiras com talento e coragem, abrindo espaço para que outras pudessem existir de forma plena na tela e no palco.
Neste Mês da Consciência Negra, lançamos um olhar sobre algumas dessas mulheres que pavimentaram um caminho artístico e estético que hoje permite que novas gerações brilhem.
Para que a lista não seja muito extensa, o foco serão as mulheres que fundaram essa tradição quando o ofício era ainda mais desafiador, e cuja obra permanece como referência de profissionalismo, força e arte.
Mas antes de conhecer esses perfis, é preciso entender o contexto do teatro e cinema, não apenas no Brasil, ao que se referia às pessoas negras.
Papéis reservados a atores negros no brasil
Durante boa parte do século XX, atores negros eram escalados quase exclusivamente para papéis subalternos, cômicos e folclorizados: escravos, serviçais, tipos populares, sempre representados de forma caricata.
No teatro, mesmo em montagens com temática afro-brasileira, os papéis de destaque eram frequentemente entregues a atores brancos pintados de preto (blackface), prática comum até os anos 1940.
As oportunidades restringiam protagonistas negros e impediam atrizes negras de interpretarem papéis românticos ou dramáticos complexos. A mudança real só começou quando companhias e movimentos culturais passaram a contestar essa lógica, e nenhum foi tão influente quanto o Teatro Experimental do Negro.
Teatro Experimental do Negro

Fundado em 1944 por Abdias do Nascimento, o Teatro Experimental do Negro foi uma das iniciativas mais importantes da história cultural brasileira. Seu objetivo era combater a exclusão racial no teatro, formar atores negros, promover dramaturgia que fugisse da caricatura e apresentar o artista negro como protagonista, não como tipo folclórico.
O TEN treinou intérpretes, montou peças escritas para elencos negros e abriu espaço para talentos como Ruth de Souza e Lea Garcia. Além de companhia teatral, o TEN foi um movimento cultural e político que influenciou debates sobre identidade, arte e cidadania ao longo de décadas.
Ruth de Souza (1921–2019)

Primeira grande atriz negra do Brasil, ingressou no Teatro Experimental do Negro ainda jovem. Em 1954, tornou-se a primeira brasileira indicada ao Leão de Ouro (prêmio de melhor atriz) no Festival Internacional de Cinema de Veneza pelo filme Sinhá Moça (1953).
No teatro, interpretou papéis clássicos e contemporâneos, rompendo barreiras numa época em que papéis de destaque eram reservados a elites brancas. Sua presença forçou o mercado cultural a encarar a inconsistência das escalas raciais na dramaturgia brasileira.
Lea Garcia (1933–2023)

Revelada também pelo TEN, ganhou projeção internacional por sua atuação em Orfeu Negro (1959), filme premiado em Cannes. Sua carreira marcou uma transição histórica: pela primeira vez, uma atriz negra brasileira não era vista apenas como figura tipificada, mas como intérprete dramática com peso internacional. Teve uma carreira longa, com solidez e dignidade rara.
Zezé Motta (1944–atualmente)

Protagonista de Xica da Silva (1976), tornou-se símbolo da autonomia feminina negra no cinema brasileiro. Sua carreira na música, na televisão e no teatro consolidou a presença de artistas negros em espaços antes inacessíveis. Zezé quebrou definitivamente o teto cultural que limitava mulheres negras a papéis secundários.
Chica Xavier (1932–2020)

Foi uma das figuras mais queridas da dramaturgia brasileira. Baiana, mudou-se para o Rio nos anos 1950 e começou no teatro antes de migrar para a televisão, onde se tornou presença constante em novelas, minisséries e especiais. Representou personagens de forte dimensão moral e espiritual, quase sempre matriarcas, parteiras, rezadeiras, líderes comunitárias (papéis que ela interpretava com dignidade e profundidade). Tornou-se referência e mentora informal para jovens atrizes negras que buscavam espaço num mercado ainda excludente.
Thereza Santos (1932–2012)
Atriz, dramaturga, intelectual e uma das vozes mais ativas na discussão sobre cultura e identidade no Brasil. Integrou o Teatro Experimental do Negro e trabalhou com Abdias do Nascimento. Atuou não só nos palcos, mas também como autora de peças e como articuladora política em debates sobre a presença negra nas artes. Foi uma das primeiras mulheres negras no Brasil a escrever e sistematizar pensamento crítico sobre teatro, identidade e desigualdade racial, combinando atuação artística e militância cultural.
Marina Gonçalves (décadas de 1940–50)

Integrou o elenco do Teatro Experimental do Negro em seus primeiros anos e participou das montagens que buscavam formar um repertório dramático protagonizado por artistas negros. Atuou em peças decisivas do TEN nos anos 1940 e 1950, tornando-se um dos rostos femininos mais presentes no esforço de legitimar o ator negro como intérprete dramático capaz de papéis complexos, não apenas tipos caricaturais. Sua carreira ajudou a consolidar o TEN como laboratório de novos talentos.
Depois delas vieram outras intérpretes igualmente fortes e atrizes como Camila Pitanga, Taís Araújo, Ruth Negga (em carreira internacional) e tantas outras consolidaram esse legado. Mas sem as pioneiras, não haveria o caminho que hoje parece natural.
Você já conhecia alguma dessas atrizes? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!
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Texto revisado por Cristiane Amarante
Em um bate-papo leve e exclusivo, Yaren Güldiken revela detalhes de Uzak Şehir, fala sobre a personagem Pakize, conta histórias dos bastidores e manda um recado em português
Yaren Güldiken nasceu em 23 de setembro de 1998, em Istambul, na Turquia. Formada em Psicologia pela Universidade Yeditepe, sempre manteve uma forte ligação com as artes cênicas, estudando atuação com nomes importantes da indústria. Apesar da formação acadêmica, ela encontrou seu caminho como atriz, construindo uma carreira marcada por disciplina e entrega – características notadas também por seu estilo de vida atlético, já que Yaren pratica musculação há anos e é associada ao universo do fisiculturismo.
Sua virada para o grande público aconteceu com Uzak Şehir (tradução livre: Cidade Distante), novela turca do Kanal D exibida desde 2024 – considerada um dos maiores sucessos atuais da TV turca. A trama acompanha a família Albora e ganha força quando Alya e seu pequeno filho, Cihan Deniz, são obrigados a deixar o Canadá e se mudar para Mardin, na Turquia, cidade histórica que se torna o centro de todos os conflitos.

É nesse cenário que Yaren Güldiken dá vida a Pakize Sancak, jovem que trabalha como babá de Cihan Deniz e ajuda os pais nos cuidados da mansão dos Albora. Vivendo em um ambiente tradicional e repleto de tensões, Pakize se vê dividida entre deveres, sentimentos e as mudanças que transformam seu mundo.
Em entrevista exclusiva para o Brasil, Yaren explica que sempre tenta compreender Pakize profundamente, porque a personagem vive uma realidade oposta à sua: criada em um ambiente tradicional, com pouca liberdade, quase sem vida social e sempre presa ao universo da mansão de seus patrões. “Eu tento entender a Pakize porque a Yaren nunca viveu algo assim. Com ela, aprendi que condições diferentes moldam comportamentos diferentes: uma pessoa pode se tornar ansiosa, agressiva, curiosa. Se eu tivesse vivido o que ela viveu, talvez fosse igual. Ela me mostra isso.”

Ainda durante a entrevista, Yaren Güldiken divide como é o dia a dia no set com o elenco de Uzak Şehir. Ela conta que a recepção do público tem sido emocionante e intensa, e que o set se transformou em uma verdadeira família: “Damos força, damos apoio, compartilhamos os momentos bons e ruins. Acho que esse é o segredo do nosso sucesso. (…) Se não nos amássemos tanto, se houvesse alguma negatividade no que vivemos juntos, acho que refletiria no set e no trabalho. Podemos dizer que somos totalmente como uma família. Temos uma família grande em Mardin”, comenta Yaren.

Com uma personagem intensa e emocionalmente complexa, Yaren vem conquistando cada vez mais espaço entre os novos talentos da dramaturgia turca, e tem chamando atenção também no Brasil, onde seu trabalho já ganhou admiradores.
Assista à entrevista completa, realizada por Anna Mellado e traduzida simultaneamente por Jaque Rosa. Em um bate-papo leve e cheio de carinho, Yaren Güldiken abre o coração sobre Uzak Şehir, relembra cenas marcantes, conta curiosidades dos bastidores e ainda surpreende ao falar português em uma mensagem encantadora para o público brasileiro. Confira a seguir:
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Texto revisado por Angela Maziero Santana
