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Beetlejuice – O Musical, estrelado por Eduardo Sterblitch, anuncia o elenco da nova temporada no Brasil

Eleito como o Melhor Musical do Ano em 2024, o espetáculo retorna aos palcos com curtas temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo

Beetlejuice – O Musical é inspirado no filme Os Fantasmas Se Divertem ( 1988) dirigido por Tim Burton e estrelado por Michael Keaton. A produção traz o humor sombrio e a estética excêntrica que conquistaram fãs ao redor do mundo, seja nas telas ou nos palcos. A estreia será no dia sete de agosto, no Teatro Multiplan, no Rio de Janeiro. A partir do dia três de outubro, é a vez de São Paulo receber o espetáculo no Teatro Liberdade. Os ingressos já estão à venda pelo site da Sympla e nas bilheterias físicas dos teatros.

BeetleJuice: Musical
Foto: divulgação/Leo Aversa
ELENCO

Eduardo Sterblitch retorna no papel-título, juntamente com um elenco de peso: Pâmela Rossini assume o papel de Lydia Deetz; Ivan Parente e Clara Verdier interpretam Adam e Barbara Maitland, respectivamente. Fabrizio Gorziza será Charles Deetz, enquanto Sabrina Korgut dá vida à excêntrica Delia. Rosana Penna interpreta Juno e Duda Carvalho é a Miss Argentina; já Diego Becker vive Maxie e Otho, Larissa Queiroz será Maxine, e Giovana Sassi interpreta Skye. 

Além disso, completam o elenco Sofie Orleans (também cover de Lydia), Mari Marques, Bruna Lemberg, Luisa Vianna, Renan Rosiq, Rhuan Santos, Pedro Balu, Paulo Freitas, Bia Passos e Hugo Lopes. O time conta ainda com Julia Vargas e Fábio Brazile como swings. 

PRODUÇÃO

A direção é de Tadeu Aguiar. Apresentado pelo Ministério da Cultura, Ticket e Edenred, o musical conta com o patrocínio do Banco Guanabara, Robert Half, Atlas Schindler e Teatro Multiplan VillageMall. A realização é de Touché Entretenimento, de Renata Borges, que  também assina a produção geral, em parceria com a Artnic Entretenimento. O libreto original é de Scott Brown e Anthony King, com músicas de Eddie Perfect. Já a versão brasileira é assinada por Claudio Botelho.

A equipe criativa reúne grandes nomes do teatro musical, com Laura Visconti na direção musical, Renato Theobaldo na cenografia (vencedor do Prêmio DID 2024), Dani Vidal e Ney Madeira no figurino, Sueli Guerra na direção de movimento e coreografia, Daniela Sanchez no desenho de luz, Gabriel D’Angelo no desenho de som, Anderson Bueno no visagismo e Lucas Pimenta como assistente de direção.

Foto: divulgação/Leo Aversa
SERVIÇO
RIO DE JANEIRO

Local: Teatro Multiplan – Av. das Américas, 3900 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

Temporada: De 07 de agosto a 21 de setembro

Sessões: Quartas, Quintas e Sextas às 20h | Sábados e Domingos às 16h | Sessões extras às terças

Observação:
Não haverá espetáculos nos dias 13, 20 e 27/08 e 09/09.

Valores dos ingressos: 

Plateia VIP: R$ 350,00 (meia: R$ 175,00)
Plateia: R$ 280,00 (meia: R$ 140,00)
Plateia Superior: R$ 250,00 (meia: R$ 125,00)
Frisas: R$ 200,00 (meia: R$ 100,00)
Camarotes: R$ 120,00 (meia: R$ 60,00)

Classificação: 14 anos

Duração:  2h30min (com intervalo de 15min)

Descontos Oficiais:

  • MultiVocê
    • Green: 10% de desconto
    • Silver: 15% de desconto
    • Gold: 20% de desconto no ingresso
    • Não cumulativo
    • Limite de 2 ingressos por CPF
    • Venda pelo app Multi ou presencial

Descontos para Funcionários Multiplan:

  • 10% no ingresso
  • Não cumulativo
  • Limite de 2 ingressos por CPF
  • Venda apenas presencialmente

Meia Entrada:

  • Estudantes
  • Menores de 21 anos
  • Maiores de 60 anos
  • Professores (particulares ou públicos)
  • Portadores do Cartão Cidadão até 29 anos
  • Pessoas com deficiência

Formas de Pagamento:

  • Cartão de crédito ou débito
  • Dinheiro
  • Vale Cultura
  • Pix (somente no site)
  • Boleto (somente no site)

Cancelamentos:

  • O cliente pode cancelar até 48h antes do evento, se estiver a até 7 dias da compra
  • O prazo para reembolso do saque é de 6 dias úteis
  • Compras feitas por cartão de crédito podem ser reembolsadas em até 90 dias úteis, dependendo da fatura
  • O prazo máximo para cancelamento e reembolso em dinheiro é de 30 dias úteis

Pontos de Venda:

  • Bilheteria Física
    • Terça a sábado: das 13h às 21h
    • Domingo: das 13h às 20h
  • Totem de Autoatendimento VillageMall

Contato:

  • Telefone: 3030-9970 (Bilheteria do Teatro)

Informações sobre MultiVocê:

  • MultiVocê é o programa de relacionamento dos Shoppings Multiplan, que oferece descontos exclusivos para compra de ingressos. Para obter o desconto, basta:
    1. Acessar o app Multi e gerar o CUPOM do espetáculo desejado
    2. Ir ao local indicado no site da Sympla e cadastrar sua sessão
    3. Inserir o CUPOM na conclusão do pagamento

Os descontos são limitados a 2 ingressos por CPF e não cumulativos. Para dúvidas, entre em contato com a bilheteria pelo telefone 3030-9970.

Horário de atendimento da bilheteria:

  • Terça a sábado: 13h às 21h
  • Domingo: 13h às 20h
SÃO PAULO

Local: Teatro LiberdadeRua São Joaquim, 129, Liberdade

Temporada: 03 de outubro a 30 de novembro

Sessões:

Quarta a sexta às 20h | Sábado às 16h e às 21h | Domingo  16h às e às 20h30

Duração: 2h30min (com intervalo de 15min)

Classificação: 14 anos

Valores  dos ingressos:

Plateia Premium: R$350,00 (Inteira)  R$175,00 (Meia-Entrada)

Plateia R$280,00 (Inteira)  R$140,00 (Meia-Entrada)

Balcão A Visão Parcial: R$170,00 (Inteira)  R$85,00 (Meia-Entrada)

Balcão A: R$240,00 (Inteira)  R$120,00 (Meia-Entrada)

Balcão B : R$190,00 (Inteira)  R$95,00 (Meia-Entrada)

Ingresso Popular*: R$42,36 (Inteira)  R$21,18 (Meia-Entrada)

*Os ingressos populares são válidos em todos os setores, sujeito à disponibilidade

Compra dos ingressos:
Internet (com taxa de conveniência):
https://www.sympla.com.br/

Bilheteria física (sem taxa de conveniência):

Horário de funcionamento de bilheteria:

Atendimento presencial: De terça à sábado das 13h00 às 19h00. Domingos e feriados apenas em dias de espetáculos até o início da apresentação.

Formas de pagamento: Dinheiro, cartão de débito ou crédito.

 

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Leia também: DREAMGIRLS: Primeira montagem do musical anuncia Robson Nunes para concluir o elenco

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Cultura asiática Resenhas Séries

Crítica | Final de Round 6: memorável ou esquecível?

Depois de uma segunda temporada morna, a parte final da série sul-coreana chegou ao streaming e já vem dividindo opiniões 

[Alerta de spoiler por todo o texto]

Em 2021, com o lançamento da série conhecida como um dos maiores sucessos da Netflix, Round 6 ficou marcada pela trama que consegue, com exatidão, mesclar nostalgia, suspense psicológico e questões sociais que vão além das fronteiras da Coreia do Sul. No entanto, apesar do sucesso ao redor do mundo, o que parecia ser o final definitivo da série deixou alguns fãs frustrados com o seu desfecho. 

A terceira parte se inicia com o desenvolvimento do conflito entre os jogadores e os guardas, dado aos acontecimentos do último episódio da temporada anterior. Sem deixar de lado o protagonismo de Seong Gi-hun (Lee Jung-jae), traumatizado pela morte do amigo Jung-Bae (Lee Seo-Hwan), a temporada também foca em tramas como a trajetória do detetive Hwang Jun-Ho (Wi Ha-Joon) em busca do local em que os jogos acontecem – que engana o espectador com a sua aparente inutilidade para, no final, ainda se tornar milionário e ser nomeado pai de uma menina – e o nascimento da filha de Jun-Hee (Jo Yu-ri), que passaria a ser um dos principais arcos até o final dos episódios. 

Mesmo próximo ao final do jogo, os jogadores ainda são submetidos a três novas brincadeiras tradicionais muito conhecidas: esconde-esconde, pula-corda e o jogo da lula – que dá título à série em coreano. Todas as brincadeiras, claro, completamente adaptadas para se encaixarem com o objetivo do jogo. 

Ao longo das dinâmicas assustadoras, o que a falsa Márcia Sensitiva, a mãe que decide matar o próprio filho para proteger o filho dos outros, um pai incompetente e um jovem alucinado têm em comum? Todos eles são personagens que foram vítimas da produção coreana, que não possui piedade em matar seus protagonistas de forma chocante, triste e, de vez em quando, previsível – menção honrosa à jogadora 120, Cho Hyun-ju (Park Sung-hoon).

Foto: reprodução/ IGN Brasil

Entre os nomes memoráveis da lista fatal, a estrela da série também não passa despercebida. Com a frustração de seu falido plano revolucionário, o jogador 456 desiste da sua ideia de mudar o mundo e passa a ser o protegido do próprio Front Man (Lee-Byung-hun). Apesar do carisma e da sua vontade de tentar sempre fazer o certo, a sua personalidade, assim como o resto da série, gira em torno da recém-nascida 222, que mesmo em situações precárias, sobrevive quase milagrosamente ao jogo. Tudo isso resulta em um sacrifício em prol da vida da futura bebê milionária, com direito a um discurso curto, repleto de frases de efeito, que deixa seu significado em aberto.

Por mais contraditório que pareça, um assunto em comum é abordado diversas vezes ao longo da temporada: a vida. É possível visualizar isso por meio da importância que a ganhadora 222 passa a ter para a trama do começo ao fim, além do gancho do jogador Park Gyeong-seok (Lee Jin-wook), salvo pela Guarda 011 Kang No-eul (Park Gyu-young), que arrisca sua própria vida para salvá-lo por conta da filha que precisa do pai para tratar a sua doença. Além disso, Kang No-eul ainda possui uma filha desaparecida que, como ficou subentendido no final, teria sido encontrada na China. Coincidência ou não, as crianças foram protagonistas de desfechos importantes da temporada.

Ademais, nessa temporada, também surgem os VIPs,  um grupo de pessoas ricas que usam suas fortunas para apostar e assistir aos jogos. Embora pudessem apresentar algum potencial para a crítica social permanente em toda a série, os mascarados caricatos causaram estranhamento para o público devido ao desdobramento dos personagens que não fizeram diferença na história. 

Foto: reprodução/ CinePOP

Apesar de algumas surpresas desagradáveis, nada prepara o espectador para o que estava por vir no final do último episódio. Justamente quando tudo indicava ser a última cena do bonito desfecho envolvendo a filha do jogador 456, Front Man sai pelas ruas dos Estados Unidos e se depara com ninguém menos que Cate Blanchett vestida como a Vendedora dos jogos (papel antes interpretado por Gong Yoo), dando indícios de um spin-off norte-americano que absolutamente ninguém pediu. Esse desfecho representa mais um grande furo na indústria hollywoodiana, que não se contenta em realizar produções fora da bolha estadunidense, buscando sempre “melhorar” roteiros originais. 

Diante disso, ainda que frustrante em alguns pontos, nada tira os méritos memoráveis da série sul-coreana: a fotografia marcante, os atores completamente entregues a um roteiro repleto de desafios e a direção espetacular de Hwang Dong-hyu. A produção original de Round 6 marca uma geração, conquistando grande relevância entre as obras coreanas que ganham o mundo.

 

E aí, qual a sua opinião sobre o final de Round 6? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Insta, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

 

Leia também: Precisamos falar sobre o embranquecimento das produções asiáticas

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Flip 2025 confirma autores da Record e traz Neige Sinno ao Brasil

Evento literário destaca lançamentos de Nei Lopes, Ynaê Lopes dos Santos e Pedro Guerra; francesa premiada participa pela primeira vez

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 2025 contará com quatro importantes nomes do Grupo Editorial Record. A francesa Neige Sinno, autora do premiado Triste Tigre, marca presença no evento, ao lado de Nei Lopes, Ynaê Lopes dos Santos e Pedro Guerra, que também lançam obras inéditas durante a programação oficial.

Neige Sinno: estreia no Brasil com livro contundente sobre violência sexual

Reconhecida como uma das escritoras mais premiadas da França nos últimos anos, Neige Sinno vem a Paraty lançar seu primeiro livro no Brasil. Triste Tigre (2023), publicado por aqui pela editora Amarcord, aborda com coragem e profundidade os abusos que sofreu durante a infância. 

A obra venceu importantes prêmios literários, como Femina, Goncourt des Lycéens, Strega Europeo e Les Inrockuptibles, e recentemente ganhou o Choix Goncourt Brasil 2024, concedido por um júri de estudantes universitários brasileiros.

Imagem: divulgação/Grupo Editorial Record

Para a Nobel de Literatura Annie Ernaux, trata-se de “o livro mais poderoso e profundo que li sobre a devastação da infância por um adulto”. A presença de Sinno faz parte da Temporada França-Brasil 2025, com apoio da Embaixada da França e tradução de Mariana Delfini.

A autora participa da Flip na quinta (31/7), às 15h.

Nei Lopes volta à Flip com novo dicionário

Nome fundamental da cultura brasileira, Nei Lopes lança na Flip o Dicionário de Direitos Humanos, pela Civilização Brasileira. A mesa será mediada por Luiz Antônio Simas, com quem o autor já dividiu prêmios como o Jabuti, pelo Dicionário da História Social do Samba (2015).

Imagem: divulgação/Grupo Editorial Record

Com vasta trajetória como escritor, compositor e pesquisador das culturas africanas, Nei celebra sua obra de referência e sua atuação na valorização do pensamento negro no Brasil. Aos 80 anos, ele continua sendo voz ativa no debate público e na literatura.

Nei Lopes participa da Flip no sábado (2/8), às 12h.

Ynaê Lopes dos Santos estreia pela Civilização Brasileira

A historiadora Ynaê Lopes dos Santos apresenta em Paraty Irmãs do Atlântico: Escravidão e Espaço Urbano no Rio de Janeiro e em Havana, livro que propõe uma nova leitura sobre a presença negra nas cidades durante o período escravista. Professora e pesquisadora, Ynaê divide a mesa com o jornalista Tiago Rogero, do projeto Quirino.

Imagem: divulgação/Grupo Editorial Record

O lançamento marca sua estreia no catálogo da Civilização Brasileira e reforça sua contribuição para o debate sobre memória e justiça racial.

A mesa acontece na sexta (1/8), às 15h.

Pedro Guerra discute a vida comum e lança segundo romance

Cearense radicado em São Paulo, o escritor Pedro Guerra lança na Flip seu novo livro, O Maior Ser Humano Vivo (Record), um romance que satiriza a elite econômica paulistana com humor e crítica social. Em sua mesa, ele dialoga com o autor italiano Sandro Veronesi sobre os detalhes da vida ordinária e sua potência literária.

Imagem: divulgação/Grupo Editorial Record

O encontro será realizado na quinta (31/7), às 21h.

Casa Record promete atrações com Jessé Souza e Conceição Evaristo

Além da programação oficial, o Grupo Editorial Record também prepara uma agenda paralela na Casa Record. Já estão confirmadas participações de Jessé Souza e Conceição Evaristo, dois nomes centrais do pensamento crítico e da literatura brasileira contemporânea. A programação completa será divulgada em breve.

Esta edição da Flip lançará luz a temas muito importantes para o catálogo do Grupo Record”, afirma Cassiano Elek Machado, diretor editorial da casa. Segundo ele, a presença dos quatro autores selecionados representa “a ficção contemporânea internacional de ponta, a renovação da literatura brasileira e o pensamento crítico necessário para o nosso tempo”.

Não perca a chance de conhecer de perto as vozes que estão transformando a literatura, da França ao Brasil, a Flip 2025 promete encontros que vão marcar história.

 

Ansiosos para esse encontro? Conte pra gente e nos siga nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X — e, se gosta de trocar experiências literárias, venha fazer parte do Clube do Livro do Entretê.

 

Leia também: Maroon 5 está de volta, com lançamento para 15 de agosto

 

Texto revisado por Bells Pontes

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Cinema Cultura Cultura pop Entretenimento Especiais Notícias Novelas

Jesuíta Barbosa: Conheça o ator por trás de Ney Matogrosso no filme Homem Com H

Jesuíta Barbosa é um talento visceral e vem conquistando cada vez mais espaço no coração dos brasileiros com sua atuação

Nascido em Salgueiro, no sertão de Pernambuco, Jesuíta Barbosa é um ator que vai além da atuação: ele atravessa a tela e abraça a alma do público cada vez que entra em cena. Com performances potentes e intensas, seus jogos cênicos hipnotizam e vêm encantando espectadores e críticos, especialmente com sua recente interpretação na impactante cinebiografia Homem Com H, sobre Ney Matogrosso. Pensando nisso, o Entretê preparou um especial para relembrar a trajetória do ator e mostrar o porquê ele merece todo o sucesso e o reconhecimento que tem conquistado. Vem com a gente

Formação e raízes no teatro

Foto: Reprodução/Canal Brasil

Jesuíta cresceu em Parnamirim, também em Pernambuco, cercado por referências nordestinas. Aos 10 anos, mudou-se com a família para Fortaleza, no Ceará. Criado em um lar católico, seu primeiro contato com a atuação veio através da igreja. “Era uma saída para mim do sistema de ensino em que não me encaixava. Procurava algum lugar para pertencer, e, na igreja, vi a oportunidade de dizer algo”, revelou em entrevista à Revista Veja São Paulo.
Apesar da vontade do pai de vê-lo cursando cursos tradicionais, como Direito ou Medicina, aos 17 anos, Jesuíta decidiu seguir seu chamado artístico. Matriculou-se no curso de atuação Princípios Básicos, no Theatro José de Alencar, e, depois, no curso de Licenciatura em Teatro, no Instituto Federal do Ceará, se formando ator, 4 anos depois. Essa base teatral sólida foi essencial para prepará-lo para seus diversos papéis que viriam depois.
Em 2008, entrou no coletivo As Travestidas, liderado pelo ator Silvero Pereira e composto por diversos artistas que se apresentavam como transformistas. Foi por lá que ele criou o seu alter ego, a travesti Monique Frazão, um arraso total! Em seguida, participou das peças Corpos aprisionados e Deserdados, do Centro de Experimentações em Movimentos. Em 2009, integrou a Cia Teatro do Improviso, estrelando o Rimprovisando, primeiro espetáculo de improviso do Nordeste.

Cinema e reconhecimento nacional

Foto: divulgação/TV Globo

Em 2012, fez sua estreia no cinema com o curta-metragem Dias em Cuba, seguido de O Melhor Amigo (2013), projetos em que Jesuíta obteve êxito e ganhou destaque no respeitado cinema de Pernambuco. Mas foi com o filme Serra Pelada (2013), no qual viveu um garimpeiro gay, que ele começou a chamar a atenção de todo o país.
O grande salto foi o filme Tatuagem (2013), em que interpretou Clécio, um militar que vive um romance homossexual com o líder de uma trupe teatral. O filme, que mescla ditadura, romance, rigidez e o mundo do cabaré e da arte, é uma ode à liberdade e à sensibilidade.
O encontro dos dois personagens principais é o que cria uma marca no futuro, uma tatuagem permanente na alma dos dois, uma coisa bonita e pura, algo que Jesuíta interpretou profundamente, com toda sua sensibilidade e potência. Um filme forte e bastante marcante, realmente como uma tatuagem, como diz o seu título.
A performance lhe rendeu seu primeiro prêmio, o Troféu Redentor de Melhor Ator no Festival do Rio, o que mudou a trajetória dele. O filme entrou na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos! Não é à toa todo esse sucesso, né?
No ano seguinte, protagonizou o filme Praia do Futuro, ao lado de Wagner Moura, reforçando sua presença no cinema nacional. Ainda em 2014,foi convidado para dar vida ao personagem Fortunato Dias na minissérie Amores Roubados, da TV Globo. Logo depois, viveu o complexo Alain na supersérie O Rebu (2014), também na TV Globo. Por esse papel, recebeu uma indicação ao troféu APCA. Com uma carreira artística consolidada, marcada por escolhas ousadas, Jesuíta é sem dúvidas, um dos maiores atores brasileiros da nova geração.
Em 2015, Jesuíta viveu a versão jovem de João Miguel (Domingos Montagner) em sua primeira telenovela, Sete Vidas (2015).

Carreira consolidada

Foto: reprodução/TV Globo

Em 2016, viveu Felipe Labarte, personagem denso e dramático, na minissérie Ligações Perigosas, pela qual ganhou bastante destaque por ser um dos protagonistas da trama, que é inspirada no clássico francês As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos.
Ainda no mesmo ano, protagonizou a série Justiça, como Vicente Menezes, um jovem que acaba assassinando a noiva, interpretada por Marina Ruy Barbosa. Por esse papel, ganhou o prêmio de melhor ator no Melhores do Ano, se consolidando como um ator de superséries nacionais.
Outros trabalhos importantes incluem Nada Será Como Antes (2016), O Fim Do Mundo (2016), e Onde Nascem os Fortes (2018), série em que interpretou um dos seus maiores papéis, o Ramirinho, filho de um juiz linha dura, que esconde sua outra identidade, a aclamada cantora drag queen Shakira do Sertão. Nesse trabalho, Jesuíta pôde se reaproximar de suas raízes nordestinas Enquanto isso, no cinema ele nunca parou. Seguiu em ritmo cada vez mais acelerado, com um papel atrás do outro! Em 2017, protagonizou Malasartes e o Duelo com a Morte e, em 2018, interpretou outro protagonista, o Celavi, no enigmático filme O Grande Circo Místico, um projeto inovador do cinema brasileiro, idealizado pelo diretor Cacá Diegues, filmado em Portugal e cheio de conceito artístico.
Depois desse tempo em superséries e no cinema, o ator voltou à TV como o vilão Jerônimo Guerreiro, da novela Verão 90 (2019), onde ficou ainda mais conhecido pelo grande público e recebeu outro prêmio como melhor ator, dessa vez de novelas, no Melhores do Ano de 2019.
Após esse sucesso, viveu Eduardo no filme Deslembro (2019) e protagonizou o musical Lazarus, em 2020, dando vida a Thomas Newton.

Do Pantanal á Homem com H

Foto: reprodução/TV Globo

Mas foi em 2022, com a novela Pantanal, que ele atingiu um sucesso que jamais imaginava, e nem ao menos almejava, ao interpretar Jove, o protagonista da trama que se apaixona por Juma, papel de Alanis Guillen, com quem teve bastante química, e arrebatou os corações dos telespectadores da trama com sua atuação repleta de sensibilidade, firmeza e autenticidade únicas.
Agora, com Homem com H, cinebiografia de Ney Matogrosso, estrelada por ele e lançada recentemente nos cinemas e na plataforma Netflix, Jesuíta alçou à fama de uma vez por todas, saindo do status cult e entrando de vez no imaginário popular, consolidando sua imagem como um artista versátil e hábil, que pode interpretar qualquer papel com veracidade e força cênica.
O sucesso porém não o atravessou: ”A repercussão de Homem Com H tem sido muito legal, mas estou mergulhando na sala de ensaio”, afirmou o ator em entrevista à revista Veja, demonstrando todo seu cuidado com os estudos ao direcionar suas forças ao teatro, na peça Sonho Elétrico, estreia do último sábado (28), no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Na trama, Jesuita, dá vida a um músico que, após sair de um show, é atingido por um raio. O acidente o coloca em coma e ele acaba despertando em uma experiência psicológica, entre a vida e a morte.

Compromisso com a arte e a representatividade

Foto: reprodução/Veja São Paulo/Roberto Setton

Jesuíta possui uma ligação profunda com o teatro e participa constantemente de montagens e produções autorais brasileiras, sempre valorizando a cultura nacional e o contato direto com o público.
Discreto em sua vida pessoal, o ator se declarou bissexual durante entrevista à Vogue Digital, em 2019, afirmando que definir sua sexualidade seja algo limitador, só um rótulo, mas que, se isso o fizesse ser voz e trouxesse visibilidade para a causa LGBTQIA+, o faria se sentir melhor como ser humano.Hoje, ele é considerado uma das vozes mais importantes para a representatividade LGBTQIA+ na mídia brasileira, sempre entregando personagens potentes, sensíveis e humanos, que enchem a tela com a sua arte.
Com uma carreira consolidada no teatro, no cinema e na televisão nacional, Jesuíta Barbosa é um artista completo e ainda tem muito a nos mostrar. Suas atuações marcantes evidenciam sua força cênica e sua capacidade de emocionar. Versátil, cheio de camadas e profundamente entregue a cada papel, Jesuíta segue alçando voos cada vez mais altos, transformando e emocionando as telas e os palcos do país!
E aí? Já conhecia a trajetória desse maravilhoso ator brasileiro? Conte para a gente nas redes sociais do Entretê (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade de cultura e entretenimento!

Leia também: Francisco Cuoco: A trajetória de sucesso de um maiores atores de todos os tempos

Crítica: Homem com H honra com sucesso a carreira de um dos maiores músicos brasileiros

Texto revisado por: Ketlen Saraiva

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