Após quase três anos de hiato, o quarteto retorna com uma faixa cheia de energia e uma nova turnê mundial
Marcando um dos retornos mais aguardados do ano, o BLACKPINK lançou nesta sexta (11) o single JUMP. Acompanhada de um MV cinematográfico, a música representa o comeback oficial do grupo após dois anos e dez meses longe dos palcos. O último lançamento havia sido o álbum BORN PINK, em 2022.
De acordo com a YG Entertainment, JUMP é uma faixa do gênero hardstyle, produzida pelos já conhecidos hitmakers TEDDY e 24, responsáveis por alguns dos maiores sucessos do grupo.
O videoclipe aposta em uma estética ousada e nostálgica, homenageando a trajetória do BLACKPINK e sua influência global. Dirigido por Dave Meyers, o clipe traz uma narrativa divertida, dançarinos por todos os lados e cenas inesperadas, criando imagens impactantes e memoráveis, com um toque inédito de charme das integrantes.
Confira:
Sobre a sonoridade da faixa, a YG descreve: “Os vocais únicos das integrantes se sobrepõem sobre um riff de guitarra que lembra uma cena de filme de faroeste, cativando seus ouvidos. As batidas intensas do refrão, que explodem com energia, são tão viciantes que você vai se apaixonar no primeiro play”.
O comeback também marca o início da nova turnê mundial do grupo, intitulada DEADLINE, com shows já confirmados em cidades como Los Angeles, Barcelona, Paris, Tóquio e Chicago.
Durante a pausa como grupo, Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa investiram com força em suas carreiras solo, quebrando recordes e consolidando seus nomes como as maiores solistas do K-pop. Agora, elas voltam ainda maiores e prontas para fazer história mais uma vez.
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As cantoras se juntaram em um remix inédito de Type Dangerous, marcando a estreia do novo álbum de Mariah
Luísa Sonza, um dos grandes nomes da nova geração do pop nacional, se une à lendária Mariah Careyem uma colaboração inédita e surpreendente. A parceria acontece no remix de Type Dangerous, primeiro single do novo álbum de estúdio de Mariah, o primeiro em sete anos. A nova versão da faixa, com versos escritos por Luísa, será lançada hoje, no dia 11 de julho de 2025.
A colaboração começou a se concretizar quando a equipe de Mariah Carey entrou em contato com o time de Luísa Sonza por meio de Joseph “Screwface” Charles.
“Receber esse convite foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Mariah sempre foi uma inspiração pra mim, e dividir essa música com ela é algo que eu jamais imaginei, e agora faz parte da minha história”, revela Luísa.
Foto: reprodução/Instagram @luisasonza
Com produção refinada de Vítor Rêgo e uma letra bilíngue, Type Dangerous (Brazil Funk Remix) marca um momento decisivo na trajetória de Luísa Sonza, reforçando sua projeção no cenário internacional.
Com mais de 8 bilhões de streams e uma sequência de hits que conquistaram o Brasil, Luísa dá um passo significativo para se consolidar como uma das grandes vozes do pop latino ao lado de uma verdadeira lenda da música.
E aí, quem gostou dessa união? Gostaram da música? Conte para a gente e siga o Entretê nas redes sociais — Insta, Face e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.
Saiba mais sobre os personagens do novo filme, que estreia nos cinemas brasileiros em 24 de julho
O Universo Cinematográfico da Marvel se prepara para virar a página com Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, que estreia em 24 de julho.
A produção marca a chegada oficial da icônica superfamília ao MCU, em uma nova fase que promete revitalizar a franquia. Sob direção de Matt Shakman, também diretor de WandaVision (2021), o longa aposta em uma estética retrô futurista inspirada nos anos 1960, unindo o charme vintage ao visual cósmico característico das histórias da equipe. O filme conta com o selo Marvel de efeitos visuais de ponta e a já consolidada construção do multiverso.
Foto: divulgação/Marvel Studios
Um dos grandes atrativos de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é seu elenco de peso. Pedro Pascalassume o papel do brilhante Reed Richards, o Sr. Fantástico, enquanto Vanessa Kirby interpreta Sue Storm, a Mulher Invisível. Joseph Quinn dá vida ao explosivo Johnny Storm, o Tocha Humana, e Ebon Moss-Bachrachcompleta o quarteto como Ben Grimm, o poderoso Coisa. O filme ainda conta com Julia Garner no papel de Shalla-Bal, uma entidade cósmica ligada ao Surfista Prateado, e destaca Ralph Ineson como o imponente Galactus, o temido Devorador de Mundos.
Quem são os personagens do Quarteto Fantástico e por que eles são essenciais para o futuro do MCU? A seguir, conheça os protagonistas, suas origens nos quadrinhos e o que esperar da nova adaptação.
Reed Richards / Sr. Fantástico
Reed Richards é o líder do Quarteto Fantástico e um dos maiores gênios do Universo Marvel. Conhecido por sua inteligência fora do comum e pela habilidade de esticar o corpo como se fosse de borracha, ele é frequentemente o responsável por invenções e soluções que salvam o mundo nos quadrinhos. Mas seu brilhantismo também tem um lado sombrio: a obsessão pelo conhecimento, que pode colocá-lo em conflito com aliados e inimigos.
Foto: divulgação/Marvel Studios
Sue Storm / Mulher Invisível
Sue Storm é o coração do Quarteto Fantástico e seus poderes vão muito além da invisibilidade. Capaz de criar campos de força extremamente resistentes e manipular a luz ao seu redor, ela é uma das integrantes mais poderosas da equipe. Nos quadrinhos, Sue se destaca por sua profundidade emocional e costuma agir como elo entre o racional Reed Richards e os demais membros do grupo, equilibrando ciência e sensibilidade.
Foto: divulgação/Marvel Studios
Johnny Storm / Tocha Humana
Johnny Storm é o irreverente irmão mais novo de Sue, com uma performance cheia de energia e bom humor. Impulsivo, carismático e conhecido pela emblemática frase “Em Chamas!”, Johnny domina o fogo e tem a habilidade de voar. Nos quadrinhos, além de ser o mais explosivo do grupo, ele também protagoniza histórias marcantes, incluindo um arco recente em que se torna um dos arautos de Galactus, o temido Devorador de Mundos.
Foto: divulgação/Marvel Studios
Ben Grimm / O Coisa
Ben Grimm é o piloto e melhor amigo de Reed Richards. Após o acidente que concedeu poderes ao grupo, ele foi transformado em uma criatura feita de pedra. Por trás da aparência imponente, Ben é o mais sensível do quarteto, um gigante de rocha com um coração generoso. Sua força descomunal é acompanhada de uma frase icônica que marca sua entrada em ação: “Tá na hora do pau!”.
Foto: divulgação/Marvel Studios
Surfista Prateada / Shalla-Bal
Shalla-Bal é a imperatriz de Zenn-La e grande amor do Surfista Prateado. Nos quadrinhos, ela também assume o papel de arauta de Galactus, espalhando a cultura de seu povo por outros mundos, um papel que deve ganhar destaque no filme.
Galactus
Uma das entidades mais antigas e temidas do Universo Marvel. Nos quadrinhos, ele é o único sobrevivente do universo anterior, transformado em uma força cósmica que devora planetas para preservar o equilíbrio do cosmos, uma missão que vê como essencial, não maligna.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos estreia em 24 de julho nos cinemas.
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Novo trabalho celebra aniversário de dez anos de grupo e integrantes preparam tour mundial
O grupo sul-coreano TWICE fez aguardado comeback nesta sexta (11) com o lançamento do MV de This Is For e do quarto álbum de estúdio de mesmo nome. Inteiramente em inglês, o single exala confiança e promove o empoderamento feminino.
O novo álbum conta com 14 faixas, incluindo canções divididas por units entre as nove integrantes.
Neste ano, o TWICE completa dez anos em atividade desde o debut da inesquecível Like OOH-AHH. A partir de então, o grupo se consolidou como um dos maiores da indústria e segue atingindo marcas relevantes.
Ainda neste mês, elas também darão início à nova turnê mundial This Is For World Tour, com passagens pela Ásia e Austrália.
Mais datas deverão ser anunciadas, porém ainda não há detalhes sobre a vinda das meninas ao Brasil. Em fevereiro de 2024, o grupo fez dois shows no Allianz Parque, em São Paulo, com ingressos esgotados.
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Entenda como guerras, colonização e disputas globais transformaram uma nação milenar em dois países tão próximos na cultura, mas tão distantes na política
Quando pensamos na Coreia, especialmente hoje em dia com a explosão do K-pop, dos k-dramas e da cultura coreana no mundo, é fácil esquecer que ela é, na verdade, um país dividido. Ao norte, a Coreia do Norte (조선민주주의인민공화국 – Joseon Minjujuui Inmin Gonghwaguk), fechada, militarizada, com regime autoritário. Ao sul, a Coreia do Sul (대한민국 – Daehan Minguk), democrática, tecnológica e globalizada. Mas essa divisão é relativamente recente, considerando os milhares de anos de história coreana. Para entender por que a península coreana é dividida, precisamos voltar lá para os primórdios da civilização na região e acompanhar as transformações que moldaram não apenas o território, mas também o espírito de um povo.
As raízes da Coreia: do reino de Gojoseon aos três reinos
A história da Coreia começa há mais de dois mil anos. Acredita-se que o primeiro estado coreano foi Gojoseon (고조선), fundado por volta de 2333 a.C., segundo a mitologia local, pelo lendário Dangun. Esse reino antigo se estabeleceu ao norte da península e teve uma importância simbólica imensa para a identidade coreana. Com o tempo, Gojoseon declinou e deu lugar a uma fase conhecida como os Três Reinos da Coreia: Goguryeo (고구려), Baekje (백제) e Silla (신라), que coexistiram e disputaram o controle da península entre os séculos I a.C. e VII d.C. Esses reinos desenvolveram culturas ricas, relações com a China e o Japão, e uma identidade própria coreana começou a se consolidar.
No século VII, o reino de Silla, com apoio da China, conseguiu unificar grande parte da península, dando início ao chamado Período Silla Unificada. Mais tarde, outros reinos surgiram, como Goryeo (고려), de onde vem o nome Coreia, e, por fim, o Reino de Joseon (조선), fundado em 1392. Joseon foi um dos períodos mais longos e estáveis da história coreana, durando mais de 500 anos, até o final do século XIX. Durante esse tempo, a Coreia foi fortemente influenciada pelo confucionismo, desenvolveu seu próprio sistema de escrita (o Hangul, criado em 1443 pelo Rei Sejong, o Grande – 세종대왕) e viveu uma era de grande florescimento cultural e intelectual.
Apesar disso, a posição geográfica da Coreia sempre a colocou em uma situação delicada entre grandes potências como China, Japão e, mais tarde, a Rússia. Ao longo dos séculos, a península teve que lidar com invasões e tentativas de dominação estrangeira. No século XIX, o enfraquecimento da dinastia Joseon e o avanço do imperialismo fizeram com que a Coreia se tornasse alvo direto de disputas entre potências estrangeiras. O Japão, com ambições coloniais crescentes, viu na Coreia uma rota estratégica para sua expansão continental.
Em 1910, após anos de pressão e conflito, o Japão anexou formalmente a Coreia, dando início a um período de colonização que duraria 35 anos. Durante esse tempo, a identidade coreana foi severamente reprimida: o idioma coreano foi banido das escolas, os nomes coreanos foram obrigatoriamente trocados por nomes japoneses e milhões de coreanos foram forçados ao trabalho em condições brutais. Mesmo sob opressão, o espírito de resistência não desapareceu. Diversos movimentos de independência surgiram, sendo o mais emblemático o Movimento de 1º de Março de 1919, que se espalhou por todo o país. Essa herança de luta e sobrevivência ainda é muito presente no orgulho nacional coreano de hoje.
Foto: reprodução/history
A divisão da Coreia: o paralelo 38 e a Guerra Fria em solo asiático
Com a rendição do Japão em 15 de agosto de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, a Coreia finalmente se viu livre do domínio japonês, mas sua independência veio acompanhada de uma nova tragédia. Os Estados Unidos e a União Soviética, duas potências emergentes que haviam derrotado o Japão, decidiram dividir temporariamente a península ao longo do paralelo 38, sob o argumento de que era necessário administrar a transição até que a Coreia pudesse se autogovernar. O Norte ficaria sob influência soviética e o Sul sob ocupação americana. Na prática, a divisão que era para ser provisória se tornou definitiva.
Com o mundo entrando na era da Guerra Fria, as tensões entre os dois blocos ideológicos cresceram rapidamente. No norte, os soviéticos instalaram um governo comunista liderado por Kim Il-sung (김일성), um ex-guerrilheiro treinado na URSS. No sul, os americanos apoiaram a criação de um regime republicano, liderado por Syngman Rhee (이승만), um político educado nos Estados Unidos. Ambos os lados reivindicavam ser os legítimos representantes da Coreia unificada, mas suas visões de mundo eram completamente opostas.
Em 1948, a divisão foi oficializada com o surgimento de dois países independentes: a República da Coreia (Coreia do Sul), em 15 de agosto, e a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), em 9 de setembro. Com isso, o paralelo 38 deixou de ser apenas uma linha no mapa e se transformou numa verdadeira fronteira política, ideológica e militar. O povo coreano, que compartilha a mesma língua, cultura e história, se viu dividido por fatores externos. Milhares de famílias ficaram separadas da noite para o dia.
A situação explodiu de vez em 25 de junho de 1950, quando tropas norte-coreanas atravessaram o paralelo 38 e invadiram o Sul, dando início à Guerra da Coreia (한국전쟁). O conflito durou três anos e envolveu diretamente potências estrangeiras: os EUA e aliados da ONU lutaram ao lado do Sul, enquanto a China, com apoio logístico da URSS, entrou no conflito ao lado do Norte. Foi uma guerra devastadora, com mais de 2 milhões de mortes, cidades completamente destruídas e atrocidades cometidas por ambos os lados. Em 1953, foi assinado um armistício, mas nunca um tratado de paz. Ou seja, as duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra até hoje.
Foto: reprodução/history
O caminho das duas Coreias: um mesmo povo, dois destinos diferentes
Depois do armistício de 1953, as duas Coreias seguiram caminhos completamente distintos. No Norte, Kim Il-sung consolidou um regime socialista autoritário, com forte culto à personalidade e políticas de autossuficiência, conhecidas como Juche (주체). A economia foi inicialmente bem-sucedida, graças ao apoio soviético e à nacionalização das indústrias herdadas dos japoneses. Já no Sul, o país passou por uma série de turbulências políticas, incluindo golpes militares e governos autoritários. Mesmo assim, com o tempo, a Coreia do Sul se democratizou e se transformou em uma das economias mais fortes e inovadoras do mundo.
Nos anos 1990, a Coreia do Norte enfrentou uma crise sem precedentes após a queda da União Soviética e a perda de apoio econômico externo. Somada a desastres naturais e erros de gestão interna, a escassez de alimentos levou o país a uma grave fome (conhecida como Árdua Marcha), que matou centenas de milhares de pessoas. Apesar disso, o regime se manteve no poder, agora sob o comando de Kim Jong-il (김정일), filho de Kim Il-sung. Após sua morte, em 2011, o poder passou para Kim Jong-un (김정은), neto do fundador do país.
Hoje, a Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo, com um governo que controla praticamente todos os aspectos da vida dos cidadãos, desde o acesso à informação até a mobilidade interna. No entanto, é importante evitar visões estereotipadas: embora o regime seja rígido, o povo norte-coreano é resiliente, com uma cultura profundamente ligada às raízes coreanas. Há relatos de mudanças graduais no país, como o aumento do comércio informal e uma juventude que, em parte, tem acesso limitado a filmes, música e tendências estrangeiras, apesar da censura.
Enquanto isso, a Coreia do Sul se tornou um fenômeno cultural global. Marcas como BTS, Blackpink, Parasita (2019) (filme vencedor do Oscar), dramas coreanos e até mesmo a culinária coreana se espalharam pelo mundo. Mas apesar da fama, a divisão continua sendo um tema sensível para muitos sul-coreanos. Há ainda famílias separadas desde a guerra, que nunca mais conseguiram se reunir. E embora existam momentos de aproximação (como os encontros históricos entre os líderes das duas Coreias em 2018 e 2019), o futuro da península ainda é incerto.
Foto: reprodução/visit korea
A saudade que atravessa gerações: famílias separadas e memórias que não apagam
Desde 1953, mais de 10 milhões de coreanos foram impedidos de reencontrar seus familiares do outro lado da fronteira. Irmãos que não sabem se os outros ainda estão vivos. Pais que morreram sem rever os filhos. Vizinhos que cresceram juntos e nunca mais trocaram uma palavra. Ao longo das décadas, o governo sul-coreano organizou programas para localizar e reunir parentes, mas os encontros sempre foram raros, breves e intensamente supervisionados. Muitas vezes duravam apenas algumas horas e, depois, silêncio novamente. Sem contato por telefone, sem cartas, sem fotos. A saudade, nesse caso, se transforma em uma dor crônica, carregada por décadas.
As imagens desses reencontros, como os de 1985 e 2000, ainda emocionam o país. São vídeos em preto e branco que mostram idosos ajoelhados no chão, se abraçando com força, chorando em silêncio. Muitos participantes dizem que viveram para aquele momento e que, depois dele, puderam morrer em paz. Outros, no entanto, relatam um sentimento agridoce: reencontrar um familiar depois de 50 anos é como conhecer um estranho que compartilha suas lembranças. A alegria se mistura com culpa, arrependimento e impotência. E o mais cruel: para muitos, aquele foi o primeiro e último reencontro.
Hoje, com o passar do tempo, a maioria das pessoas que viveu a separação original já faleceu. Mas a memória permanece viva entre filhos e netos. Existem ONGs, como a Cruz Vermelha Coreana, que ainda mantêm registros de pessoas desaparecidas e organizam campanhas para reencontros, mesmo que simbólicos. Na Coreia do Sul, há programas de TV que tentam localizar parentes perdidos e museus dedicados à divisão da península. A saudade, nesse contexto, virou um patrimônio emocional coletivo, uma marca silenciosa, mas profundamente enraizada na identidade coreana.
Essa herança da separação atravessa gerações e está presente em músicas, filmes, livros e até na linguagem do dia a dia. A expressão “uri nara” (우리나라), que significa “nosso país”, ainda é usada no singular por muitos coreanos, mesmo que existam dois Estados distintos. Isso revela o sentimento de que a nação continua sendo uma só e apenas ferida, não partida. E enquanto os reencontros continuam raros, o que resta são memórias, orações e uma esperança persistente de que um dia, ainda que tarde, a ponte entre as Coreias volte a ser cruzada livremente.
O que sabemos da Coreia do Norte hoje?
Atualmente, a Coreia do Norte permanece como um dos países mais enigmáticos do planeta. Governada por Kim Jong-un desde 2011, a liderança norte-coreana continua priorizando o isolamento estratégico, a manutenção do poder centralizado e o fortalecimento militar. O país é frequentemente tema de manchetes internacionais devido ao seu programa nuclear, que já resultou em diversos testes com mísseis balísticos e gerou tensões com vizinhos como Coreia do Sul e Japão, além dos Estados Unidos. Apesar das sanções impostas pela ONU, o regime segue firme, com apoio interno das elites políticas e militares.
O controle sobre a população é total: acesso à internet é praticamente inexistente, só existe mídia estatal e a educação é fortemente ideologizada. Viagens para fora do país são proibidas para a maioria dos cidadãos, e até mesmo o deslocamento entre cidades exige autorização do governo. No entanto, especialistas internacionais têm notado pequenas fissuras nesse sistema, principalmente após o surgimento de jangmadang, mercados paralelos que oferecem produtos estrangeiros, como DVDs de k-dramas e até cosméticos sul-coreanos, trazidos ilegalmente por contrabandistas.
Há também relatos de uma geração jovem mais conectada com o mundo exterior, mesmo que indiretamente. Jovens norte-coreanos que vivem perto da fronteira com a China têm maior chance de acessar mídias estrangeiras e construir uma visão diferente do mundo. Muitos crescem ouvindo músicas pop sul-coreanas ou assistindo a dramas escondidos, o que influencia sua percepção do regime e do estilo de vida no Sul.
Ainda assim, o risco de ser pego com esse tipo de material é altíssimo e as punições podem ser severas.
Foto: reprodução/bbc
Mesmo com todas as restrições, existe uma sociedade civil em funcionamento. As pessoas trabalham, estudam, se casam, sonham. Há tradições familiares, feriados nacionais e até concursos de talentos em escolas. A vida segue dentro dos limites impostos. Entender a Coreia do Norte exige olhar além dos estereótipos e reconhecer que, por trás da opacidade do regime, existe um povo com uma história profunda, que também carrega os traumas da divisão. Por isso, qualquer possibilidade de reconciliação precisa considerar não apenas os líderes, mas também os milhões de cidadãos comuns que vivem diariamente essa realidade.
E o futuro? Reunificação, tensões e esperança
A ideia de reunificação nunca saiu completamente do imaginário coreano. Muitos ainda sonham com uma Coreia unida, como nos tempos antigos, mas a realidade política e econômica torna esse cenário bastante complicado. A distância entre os dois sistemas — um democrático e capitalista, outro socialista e autoritário — é gigantesca. Além disso, há interesses geopolíticos de grandes potências como China, EUA e Rússia, que veem a península coreana como uma peça estratégica no tabuleiro global.
A Zona Desmilitarizada (DMZ), que separa as duas Coreias desde 1953, é hoje uma das fronteiras mais vigiadas do mundo. Paradoxalmente, ela também se tornou uma das maiores reservas ecológicas da Ásia, justamente por estar inabitada há décadas. Visitar a DMZ virou uma espécie de atração turística na Coreia do Sul, mas para os coreanos mais velhos, aquele lugar representa dor e separação. Vez ou outra, famílias são permitidas a se reencontrar, mas os encontros são curtos e fortemente controlados, deixando ainda mais evidente o abismo que separa os dois países.
No cenário internacional, a Coreia do Norte continua sendo um tema delicado. O país desenvolveu um programa nuclear que preocupa os vizinhos e as potências mundiais, o que gera sanções e bloqueios econômicos. Ainda assim, o regime de Kim Jong-un continua firme no poder, com forte apoio das elites militares e da propaganda estatal. Nos bastidores, analistas observam possíveis mudanças sutis: surgimento de mercados locais, contato com bens estrangeiros contrabandeados e até influência cultural vinda da China e da Coreia do Sul.
Enquanto isso, a Coreia do Sul continua sua jornada como uma potência cultural e econômica. Mas mesmo com todos os avanços, o trauma da divisão permanece. O povo coreano compartilha uma história milenar, uma língua comum e tradições que resistiram a impérios e invasões. Por isso, a existência de duas Coreias não é apenas um dado geopolítico: é uma ferida aberta, uma lembrança constante de como o século XX moldou o destino de uma nação inteira. E embora o caminho para a reunificação pareça distante, o desejo de reconexão ainda vive no coração de muitos coreanos, do Norte e do Sul.
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Nova série com Johnny Massaro, Ícaro Silva e Bruna Linzmeyer retrata o início da epidemia de AIDS, um dos períodos mais dramáticos da história do Brasil
A minissérie nacional Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente estreia no dia 31 de agosto, no canal por assinatura e na plataforma HBO Max. Produzida pela Morena Filmes, com direção geral de Marcelo Gomes e direção de Carol Minêm, a obra retrata a tensão vivida no Brasil durante a epidemia de AIDS, nos anos 1980.
Com cinco episódios, a série, baseada em fatos reais acompanha um grupo de comissários de bordo que, diante da doença e da falta de tratamento para amigos e colegas, organiza uma operação clandestina para trazer o medicamento AZT do exterior, formando uma rede de solidariedade em meio à omissão do governo durante a crise.
Foto: divulgação/HBO Max
O elenco conta com nomes como Eli Ferreira, Hermila Guedes, Kika Sena, Igor Fernandez, Duda Matte, Andréia Horta, Carla Ribas e outros talentos da dramaturgia nacional. A trama convida à reflexão sobre empatia e resistência coletiva, retratando uma geração marcada pela dor, mas também pela coragem de enfrentar o preconceito e lutar por dignidade e sobrevivência.
Com exibição de destaque no Festival de Berlim, a série foi reconhecida com uma Menção Honrosa da Queer Media Society, destacando-se pela força e representatividade de suas narrativas LGBTQIAPN+. No Festival Luna de Valência, saiu consagrada com o prêmio de Melhor Série de TV, além de ter encantado o júri jovem, que também a escolheu como Melhor Série. A produção ainda recebeu menções honrosas nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Som e Trilha Sonora Original.
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Novo trabalho reflete fase mais íntima do cantor com faixas que refletem sua jornada dos últimos anos
Ele está de volta! Após quatro anos longe dos holofotes musicais, Justin Bieber surpreendeu os fãs nesta sexta (11) com o lançamento de SWAG, seu sétimo álbum de estúdio, já disponível em todas as plataformas digitais.
Marcando o primeiro projeto inédito desde o Justice, de 2021, o novo trabalho entrega nada menos que 21 faixas produzidas por um time de peso. Entre os nomes envolvidos estão Carter Lang, Dylan Wiggins, Daniel Caesar, Dijon, Mk.gee, Eddie Benjamin, Knox Fortune, além do próprio Justin, que também assina a produção.
Inspirado pela fase atual de sua vida, agora como marido e pai, o cantor aposta em uma sonoridade mais madura e introspectiva. SWAG mergulha em temas pessoais e apresenta um lado mais vulnerável de Bieber, com músicas que prometem emocionar e conquistar o público.
Ouça o novo álbum do Justin Bieber:
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Um Nó é o primeiro lançamento do futuro EP de Safí e marca reencontro com sua essência artística
A talentosa artista Safí lançou recentemente Um Nó, single que integra seu futuro EP. A faixa, agora disponível em todas as plataformas digitais e com clipe no YouTube, traz uma sonoridade intimista e uma letra carregada de emoção. Nela, a artista também resgata suas origens e transforma uma decepção amorosa em arte. Em entrevista exclusiva, ela revela detalhes do novo trabalho.
Inspirada por uma história real vivida pela própria artista, Um Nó fala sobre entrega, consciência emocional e a capacidade de transformar a dor em uma arte sensível, harmoniosa e marcante. A composição surgiu de forma orgânica durante uma sessão no estúdio com o produtor Trindade.
A canção remete à fase inicial da carreira de Safí, quando se apresentava com voz e violão. Antes de começar a escrever, ela revisitou vídeos antigos e compartilhou com o produtor a vontade de se reconectar com aquela versão mais crua e autêntica de si mesma. O resultado é uma faixa que prioriza a composição e a essência, com foco total na força da canção.
Escolhida para dar início à sequência de lançamentos do EP, Um Nó representa a vulnerabilidade e a visceralidade que a artista deseja explorar em sua nova fase.
Confira o bate papo completo:
Entretetizei: Um Nó marca o início de uma nova fase da sua carreira. O que esse reencontro com a sua essência artística representou para você no momento em que compôs a música?
Safí: Esse reencontro foi, na verdade, um resgate muito necessário. Eu estava sentindo falta daquela minha versão mais crua, mais visceral, que cantava só com voz e violão. Revisitar isso me ajudou a lembrar por que comecei a fazer música. Quando compus Um Nó foi como voltar pra casa depois de um tempo longe.
E: Você menciona que a canção surgiu depois de tentativas frustradas de compor naquele dia. Como foi esse momento específico no estúdio com o Trindade e o que fez essa música, em especial, fluir?
S: Esse momento foi uma virada de chave. A gente já estava no estúdio tentando escrever outras músicas e nada estava fluindo de verdade. Lembrei-me de um antigo amor que tive e contei um pouco para o Trindade. Ele começou a dedilhar alguns acordes e a melodia veio junto com a frase “te ver indo embora sei que vai doer“. Essa frase abriu um portal emocional dentro de mim. Foi como se a música já tivesse ali o tempo todo, esperando a gente parar de forçar e simplesmente deixar ela nascer. Foi um processo muito orgânico e especial.
Créditos: @rapha_esposito27
E: A música transforma uma decepção amorosa em arte. O que foi mais difícil: reviver essa dor para escrever ou escolher compartilhá-la com o público?
S: Reviver a dor foi intenso, mas escrever me ajudou a entender e digerir o que senti. O mais difícil, com certeza, foi decidir compartilhar. O artista antes de tudo é um corajoso. Colocar pra fora é um processo de cura, mas saber que outras pessoas vão escutar algo tão íntimo dá um frio na barriga. É como abrir o diário e deixar as pessoas lerem. Mas acredito muito na força da vulnerabilidade, então optei por me entregar de verdade e aceitar que é isso que faz a música tocar as pessoas.
E: O videoclipe de Um Nó é para ti um dos seus maiores projetos audiovisuais da carreira até agora. Como surgiu a ideia de se inspirar em uma lenda japonesa e como essa referência se conecta à narrativa da música?
S: A lenda japonesa Akai Ito sempre me tocou. Ela fala sobre conexões profundas que existem entre duas pessoas, mesmo que elas se percam ou se afastem. E essa ideia conversa diretamente com a letra de Um Nó, que fala de um amor interrompido, mas que ainda carrega um laço forte. A inspiração veio dessa conexão espiritual que transcende o tempo e o espaço. A lenda ajuda a reforçar o quanto essa relação ainda vive na memória e na energia da canção.
E: Qual foi o momento mais marcante durante as gravações do clipe e por quê?
S: Teve um momento, na sala de memórias, que eu estava sozinha em cena, só com o violão, num cenário cheio de detalhes. A equipe fez silêncio total e eu pude simplesmente me entregar. Eu me emocionei de verdade ali, como se estivesse cantando pra mim mesma, uma catarse artística e pessoal. Foi ali que entendi o quanto essa música me atravessa.
E: Você comenta que revisitava vídeos antigos seus com voz e violão para resgatar aquela versão mais crua de si mesma. O que você encontrou nessa volta ao passado e como isso influenciou as músicas do novo EP?
S: Eu encontrei uma Safí que fazia música pela necessidade de se expressar, sem pensar em estética, sem pretensão. Só ela, um violão e sentimentos à flor da pele. Voltar para esses vídeos me trouxe um senso de verdade e espontaneidade que eu sentia falta. Isso influenciou muito o novo EP, porque eu quis que cada faixa tivesse esse compromisso com a emoção, com essência, com o que realmente importa pra mim como artista.
E: Um Nó abre os caminhos para o novo EP. O que podemos esperar das próximas faixas? Há alguma linha narrativa ou conceito que conecta todas elas?
S: O EP todo gira em torno de reencontros – comigo mesma, com minha história, com minhas emoções. Cada faixa representa um recorte de um sentimento forte que eu vivi nos últimos tempos: amor, perda, descoberta, mudança, vulnerabilidade, força. Existe sim uma narrativa emocional por trás, uma jornada interna. Não é sobre contar uma história linear, mas sobre compartilhar estados de espírito, fases do coração. Podem esperar letras sinceras, produção sensível e muita entrega.
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