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Twenty One Pilots lança novo single, Drum Show

A canção é a segunda prévia do próximo projeto da banda, que será lançado em setembro

Em clima de contagem regressiva para o lançamento de seu novo álbum, Twenty One Pilots liberou a faixa inédita Drum Show em todas as plataformas digitais. O lançamento sucede o single The Contract, que foi divulgado em junho e recebeu uma indicação na categoria Best Rock no MTV Video Music Awards de 2025.

Joshua Dun e Tyler Joseph em imagem de divulgação para o álbum Breach, do Twenty One Pilots
Foto: divulgação/Fabien Kruszelnicki

A música é uma das treze faixas que compõem a discografia de Breach, o sétimo álbum de estúdio da banda, que terá estreia em 12 de setembro. Drum Show possui a sonoridade característica do grupo, mas surpreendeu os fãs por ser a primeira vez em que o baterista Josh Dun assume os vocais principais de uma canção.

A estreia acompanha também um videoclipe filmado na cidade natal da banda, Columbus, Ohio. No clipe, Josh Dun e Tyler Joseph tocam instrumentos no estacionamento de um prédio, com os equipamentos conectados a um veículo. A direção é assinada por seu colaborador de longa data, Mark Eshleman.

Após o lançamento de Breach, o Twenty One Pilots irá embarcar na THE CLANCY TOUR: BREACH 2025, que passará por grandes estádios e anfiteatros da América do Norte, com shows esgotados.

E, para os fãs que amam colecionar, a banda revelou três box sets exclusivos, inspirados em personagens centrais da narrativa do álbum: Dark Clancy Edition, Nova Bishop Edition e Torchbearer Edition. Cada edição inclui itens como CD, bandana, adesivos, pôster, cartão de identificação e livreto.

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Leia também: Twenty One Pilots anuncia Breach, seu novo álbum

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Streaming gratuito de cinema japonês lança 6 novos títulos

Projeto da Fundação Japão disponibiliza filmes com legendas em português; Brasil é o segundo país que mais acessa a plataforma no mundo

A JFF Theater, plataforma de streaming gratuita da Fundação Japão, acaba de renovar o catálogo com seis novos títulos. A iniciativa tem como objetivo aproximar o público internacional da cultura japonesa por meio de obras contemporâneas e clássicas que retratam o cotidiano, os valores e as diferenças do país.

Atualmente, o catálogo é dividido em duas categorias:

A primeira, focada em dramas escolares, aborda temas como superação, amizade e união. Nesta categoria, fazem parte os títulos Have a Song on Your Lips (2015), que narra a história de uma professora substituta de música e dos seus alunos, e The Scoop (2024), onde uma aluna apaixonada por literatura se aventura em um disputa entre o clube literário e o clube de jornalismo da sua escola.

Foto: reprodução/JFF Theater

Já a segunda categoria tem como principal tema filmes que abordam a gastronomia japonesa e a forma como ela constrói a relação entre os personagens. Quatro novas adições prometem te fazer salivar e refletir a importância da culinária na cultura nipônica: The Zen Diary (2022), Come Back Anytime (2021), Mottainai Kitchen (2020) e Takano Tofu (2023).

Brasil é o segundo país que mais acessa a plataforma no mundo

Desde a estreia da nova seleção de filmes, o JFF Theater tem cativado inúmeros indivíduos ao redor do mundo. De acordo com o levantamento recente da Fundação Japão, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking de países que mais acessaram a plataforma desde o início de agosto, logo atrás da Indonésia. Os números reforçam o interesse crescente dos brasileiros pela cultura japonesa e pela produção audiovisual do país.

Foto: reprodução/MUBI

Os filmes já estão disponíveis no site JFF Theater, com acesso gratuito. Cada título permanece no ar por tempo limitado — cerca de dois a três meses — e é substituído por uma nova seleção, sempre com legendas em português.

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Leia também: Tudo Sob Controle: K-drama gravado no Brasil chega ao streaming

 

Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

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Cultura asiática Moda Notícias

Especial | Do kimono ao saree: as roupas tradicionais asiáticas que não saem de moda

Cada uma com suas cores, tecidos e histórias, essas vestimentas tradicionais mostram que a Ásia nunca deixou de ser referência em identidade, resistência e muito estilo

Quando a gente fala de roupa tradicional, é fácil imaginar algo engessado, guardado no armário só para eventos muito específicos ou coisa de museu. Mas, na Ásia, as roupas típicas de muitos países não só sobreviveram ao tempo como ganharam novas formas de existir, seja nas ruas, nos palcos, nas novelas ou até nas coleções de moda contemporânea.

O que antes era símbolo de status ou espiritualidade hoje também vira look de ensaio fotográfico, editorial fashion e figurino de videoclipe. E não se trata só de estética: por trás de cada bordado, de cada manga larga ou amarração elaborada, existe uma história que atravessa gerações e carrega camadas de cultura, memória e pertencimento

Neste especial, o Entretê vai te apresentar os trajes tradicionais mais marcantes da Ásia, não só para explicar o que são e de onde vêm, mas também para mostrar como eles continuam vivos, se reinventando e ditando tendência até hoje:

Kimono: o traje japonês com séculos de história, milhares de estilos e que segue sendo presença constante na cultura pop e nos guarda-roupas japoneses

O kimono é provavelmente o traje asiático mais reconhecido fora da Ásia, mas a forma como ele é compreendido fora do Japão costuma ser bem simplificada perto da complexidade real que a peça carrega. Ele surgiu como vestimenta cotidiana da aristocracia japonesa durante o período Heian (794–1185), quando começou a ser usado com múltiplas camadas, e cada uma delas tinha uma função, tanto prática quanto simbólica. 

Ao longo dos séculos, o kimono foi evoluindo conforme as mudanças políticas e sociais do país. Durante o período Edo (1603–1868), ganhou uma linguagem mais codificada: o tecido, as cores e os padrões passaram a indicar o gênero, a classe social, a idade e até a estação do ano. O mais curioso é que a estrutura básica da peça quase não mudou desde então, retangular, com costuras simples, mangas amplas e uma forma de vestir que depende de dobras e amarrações, e não de costura modelada no corpo.

O que muita gente não percebe é que o kimono também foi uma ferramenta visual para expressar resistência, individualidade e até subversão. Durante o período Meiji, por exemplo, quando o Japão começou a se ocidentalizar rapidamente, o kimono passou a ser visto como um símbolo de atraso e foi deixado de lado pelas elites, que adotaram ternos e vestidos europeus. Mesmo assim, ele resistiu entre as mulheres, nas famílias tradicionais e em eventos religiosos. 

Foto: reprodução/BBC

A partir do século XX, passou a ser ressignificado não só como herança cultural, mas como arte portátil. A forma como os kimonos são tingidos, pintados e bordados é levada extremamente a sério e, em muitos casos, envolve técnicas milenares, como o shibori, que é uma espécie de tie-dye artesanal, e o yuzen, uma pintura manual com pincel direto no tecido.

Hoje em dia, o kimono deixou de ser roupa do dia a dia, para se tornar uma peça usada em cerimônias específicas, como casamentos, formaturas, o ano-novo e a cerimônia do chá. Existem diferentes tipos, como o furisode (com mangas longas, usado por mulheres solteiras), o tomesode (mais formal, para mulheres casadas) e o montsuki (kimono preto formal masculino). Além disso, há toda uma indústria de aluguel e personalização de kimonos, especialmente em cidades como Kyoto, em que turistas podem escolher estampas, tecidos e acessórios para usar durante o dia.

Nos últimos anos, com a onda do vintage e da releitura de tradições na moda, o kimono voltou a ganhar destaque entre jovens japoneses que querem se vestir de forma mais pessoal e conectada com a cultura local. Muitos combinam kimonos antigos com tênis, piercings, acessórios modernos e até bolsas ocidentais. Essa estética, conhecida como kimono kei, mistura o antigo com o contemporâneo sem medo de errar. 

Também há marcas que criam versões simplificadas ou com cortes inspirados em kimono para facilitar o uso no cotidiano. Ou seja: a peça deixou de ser uma cápsula do tempo e passou a ser um símbolo de identidade estilizada, viva e adaptável.

E não dá para esquecer o impacto visual do kimono fora do Japão. Da alta-costura europeia aos figurinos de Hollywood, ele influenciou coleções inteiras e segue sendo referência estética constante. Designers como Yohji Yamamoto, Issey Miyake e Rei Kawakubo usaram o kimono como base para desconstruir a silhueta ocidental na moda. Ao mesmo tempo, artistas pop como Madonna, Gwen Stefani, e várias idols de K-pop já vestiram versões estilizadas do kimono, o que levanta discussões sobre apropriação cultural. Ainda assim, dentro do Japão, a peça continua sendo ressignificada por quem entende o peso dela, não como figurino exótico, mas como forma de ocupar o presente com a história no corpo.

@nssmagazine

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A leitura errada mais comum sobre o kimono é a de que ele é uma peça exclusivamente feminina ou romântica, mas a verdade é que o kimono é multifacetado e sempre esteve associado a poder, espiritualidade, luto, sexualidade e arte. Ele pode ser extremamente rígido em seus códigos formais, mas também permite uma liberdade visual enorme. Vestir um kimono exige técnica, mas também carrega uma emoção difícil de explicar, e talvez seja justamente essa tensão entre tradição e individualidade que faz com que ele nunca pareça ultrapassado.

Hanfu: a vestimenta ancestral da China imperial que virou símbolo de orgulho cultural entre os jovens chineses

O hanfu é o traje tradicional da etnia Han, que representa a maior parte da população chinesa, e tem registros históricos que remontam há mais de três mil anos. Ao contrário do que muita gente imagina, ele não é uma peça única com corte fixo, mas sim um conjunto de estilos de roupa que evoluíram ao longo de várias dinastias, desde a Zhou até a Ming. A estrutura básica do hanfu envolve túnicas amplas, mangas largas e uma modelagem que não marca o corpo, com sobreposições sutis e uso de faixas para ajustar as peças. O traje também era dividido por gênero e classe social, e cada dinastia deixava sua marca na silhueta, nas cores, nos bordados e na forma de usar. Durante muito tempo, ele foi usado tanto por homens quanto por mulheres em todas as esferas da sociedade, da corte imperial até os trabalhadores rurais.

Com a chegada da dinastia Qing no século XVII, o hanfu foi praticamente banido do uso cotidiano, já que os governantes manchus impuseram seu próprio estilo de vestimenta  – o qipao para as mulheres e o changshan para os homens — como uma forma de consolidar poder político e diferenciar visualmente as etnias. Esse apagamento do hanfu como traje nacional durou séculos, e o que restou dele foi preservado em pinturas, esculturas, textos históricos e trajes usados por atores de ópera tradicional. Durante o século XX, com as guerras e a Revolução Cultural, até mesmo as roupas tradicionais foram vistas como símbolo do velho regime e, por isso, ficaram ainda mais marginalizadas.

Mas a partir dos anos 2000, um movimento independente de jovens chineses começou a resgatar o hanfu como símbolo de identidade e orgulho nacional. Esse fenômeno, chamado de Hanfu Revival, não partiu do governo nem de instituições oficiais, mas da internet, especialmente de fóruns e redes sociais onde fãs da cultura tradicional começaram a pesquisar, costurar e usar as roupas por conta própria. A partir daí, surgiram marcas especializadas, lojas de aluguel, ensaios fotográficos e eventos culturais inteiros dedicados ao hanfu. O uso das roupas deixou de ser apenas cerimonial e começou a invadir as ruas, os parques, os metrôs, as cafeterias e as universidades. Hoje, é comum ver jovens em cidades como Chengdu, Hangzhou e Xi’an usando hanfu com tênis, mochilas modernas e smartphones na mão.

Foto: reprodução/Vogue

Uma das características mais marcantes do hanfu é o fato de que ele não tem costura modelada como nas roupas ocidentais. Ele é composto por retângulos de tecido que se dobram e se sobrepõem ao redor do corpo, criando formas que acompanham o movimento e nunca apertam ou marcam a silhueta. Isso faz com que o traje tenha uma fluidez visual muito forte, especialmente quando usado ao ar livre, com tecidos leves como seda, gaze ou algodão fino. Os padrões bordados normalmente têm significado simbólico: flores, nuvens, dragões, garças e montanhas aparecem com frequência, cada um representando conceitos ligados à longevidade, sabedoria, nobreza ou espiritualidade.

O hanfu também serve como porta de entrada pra redescobrir outras camadas da cultura chinesa tradicional, como a caligrafia, a poesia clássica, a música de cítara, o chá cerimonial e a etiqueta antiga. Muitos dos jovens que começaram a usar hanfu por estética acabaram mergulhando em estilos de vida inteiros baseados na história antiga. Isso fez com que deixasse de ser apenas roupa e passasse a ser identidade visual de toda uma subcultura que resiste ao apagamento do passado e quer reconstruir uma conexão com o que foi interrompido. Mesmo em meio à modernidade acelerada da China de hoje, ele virou uma maneira silenciosa de reafirmar valores e narrativas que foram descartadas por muito tempo.

Apesar disso, o uso do hanfu ainda levanta debates acalorados dentro da própria China. Tem quem ache que o movimento é nacionalista demais, ou que exclui outras etnias e estilos. Outros defendem que ele é um símbolo legítimo de resistência cultural e que ajuda a reequilibrar a balança após séculos de imposições. No meio disso tudo, estilistas começaram a criar versões híbridas entre hanfu e streetwear, criando uma estética própria que já apareceu em capas de revistas, programas de TV e até desfiles de moda internacionais. Seja como peça histórica, moda cotidiana ou símbolo político, o hanfu deixou de ser um traje antigo e virou uma linguagem viva.

Foto: reprodução/amino
Hanbok: o traje tradicional coreano que reflete elegância, resistência e ainda é usado de forma orgulhosa por coreanos em datas comemorativas e na cultura pop

O hanbok é o traje tradicional da Coreia e sua estrutura como conhecemos hoje foi consolidada durante a dinastia Joseon (1392–1897), embora já houvesse registros de formas similares desde o período dos Três Reinos, que começa por volta do século I. Ele é composto por peças separadas que criam uma silhueta muito característica: no caso das mulheres, a chima (saia longa e ampla) é combinada com um jeogori (casaco curto com fechamento em fita), enquanto os homens usam o baji (calça larga e confortável) com o mesmo tipo de casaco. A modelagem ampla, que não marca as formas do corpo, tem um fundo filosófico ligado à harmonia e ao conforto, um reflexo direto dos princípios do confucionismo que moldaram a sociedade coreana por séculos.

O hanbok sempre foi pensado pra permitir movimento, leveza e uma visualidade fluida, e isso faz com que ele seja reconhecido de longe.

Foto: reprodução/korea herold

Durante os séculos de dominação chinesa e, depois, da ocupação japonesa no início do século XX, o hanbok se tornou um símbolo de resistência cultural. Os coreanos continuaram usando suas roupas tradicionais no cotidiano até meados dos anos 1960, quando a modernização acelerada do país começou a tornar o traje menos prático frente ao vestuário ocidental. Mesmo assim, ele nunca deixou de ser usado em momentos importantes da vida, como casamentos, aniversários, cerimônias públicas e feriados nacionais como o Chuseok e o Seollal. Nessas datas, é comum ver famílias inteiras vestindo hanbok com cores vivas e tecidos brilhantes, especialmente as crianças, que costumam ser as mais fotografadas. Existe também o costume de vestir um bebê com hanbok em seu primeiro aniversário, uma cerimônia chamada doljanchi, onde cada item do traje tem um significado de proteção e bons desejos para o futuro da criança.

Foto: reprodução/best of korea

O hanbok também tem diferentes versões dependendo da ocasião, da classe social e até da estação do ano. Na corte real, os trajes eram muito mais elaborados, com tecidos bordados a ouro, cores restritas (como o vermelho escarlate para rainhas) e acessórios como coroas, joias de jade e penteados complexos. O hanbok do povo comum era mais simples, feito com algodão ou cânhamo, mas ainda assim respeitava as proporções tradicionais. Além disso, há variações regionais que modificam o comprimento do jeogori ou o tipo de amarração da fita, além de diferentes nomes e usos para acessórios como a norigae (pingente decorativo) e os sapatos de seda bordados. As cores também têm significados específicos: o branco representa pureza e humildade, o azul está ligado à esperança, o vermelho à paixão e o preto à sabedoria.

Com a popularização do K-pop, dos doramas e da cultura coreana no mundo inteiro, o hanbok passou a aparecer com cada vez mais frequência em videoclipes, ensaios fotográficos, dramas de época e até premiações internacionais. Grupos como BTS, BLACKPINK, ATEEZ e LE SSERAFIM já usaram versões modernizadas do hanbok em performances e clipes, ajudando a popularizar o traje entre fãs estrangeiros e a criar uma estética visual que mistura o tradicional com o futurista. Esses modelos adaptados mantêm as formas originais do hanbok, mas são feitos com materiais translúcidos, cortes assimétricos, cores inusitadas ou aplicações metálicas. É uma forma de manter a essência da cultura enquanto se dialoga com a linguagem global da moda pop.

Foto: reprodução/weverse

Hoje em dia, existe toda uma indústria de hanboks modernos na Coreia do Sul. Algumas marcas produzem trajes para o dia a dia com tecidos leves e cortes simplificados, que podem ser usados no escritório ou em compromissos casuais. Já outras apostam em hanboks de luxo para casamentos ou editoriais. Em cidades como Seul, é comum encontrar lojas de aluguel de hanbok perto de palácios históricos como o Gyeongbokgung, onde tanto turistas quanto locais se vestem com trajes tradicionais para passear e tirar fotos. O uso do hanbok nessas experiências urbanas acabou se tornando uma parte importante da identidade visual da Coreia, com direito a hashtags, desafios no TikTok e até concursos de look tradicional.

O mais interessante é que o hanbok, ao contrário de outros trajes tradicionais que às vezes são vistos como trajes de fantasia histórica, segue sendo tratado na Coreia como uma peça funcional, com peso emocional real. Há um carinho coletivo pela roupa, e isso se reflete no cuidado com que ela é vestida, guardada e passada entre gerações. Mesmo com a pressão da globalização e o avanço da moda ocidental, o hanbok não virou peça de museu. Ele continua sendo parte da vida cotidiana em diversos contextos, e sua presença constante no imaginário coreano ajuda a reforçar uma sensação de continuidade cultural em um país que passou por transformações intensas em muito pouco tempo.

Ao Dài: o vestido tradicional vietnamita que atravessou guerras, revoluções e virou símbolo nacional de elegância e resistência feminina

O Ao Dài é o traje tradicional mais emblemático do Vietnã e, ao contrário de outras roupas típicas asiáticas com formas amplas ou retas, ele aposta na valorização da silhueta com um corte justo e ao mesmo tempo fluido. A peça combina um vestido longo com fendas laterais profundas, usado por cima de calças ajustadas ao corpo. O resultado é uma imagem de leveza e sofisticação que virou sinônimo de feminilidade vietnamita. Embora suas origens estejam nos trajes usados pela aristocracia durante as dinastias Nguyen, especialmente no século XVIII, a forma atual do Ao Dài foi consolidada apenas nos anos 1930, quando influências ocidentais começaram a se infiltrar na moda local. A versão moderna, com corte acinturado e colarinho fechado, foi criada por designers vietnamitas como uma tentativa de unir tradição e modernidade, e acabou virando o modelo oficial usado até hoje.

Durante os períodos coloniais e de guerra, o Ao Dài passou a carregar uma carga simbólica ainda mais forte. Nas décadas de 1940 e 1950, o traje virou uma espécie de uniforme de mulheres intelectuais, estudantes e ativistas ligadas aos movimentos de independência. Já durante a Guerra do Vietnã, ele era usado tanto como símbolo nacionalista no Vietnã do Norte quanto como uma peça de resistência silenciosa no Vietnã do Sul. Mesmo diante da violência, do caos e da pressão ocidental para padronização, o Ao Dài resistiu como um lembrete da identidade vietnamita. Após a reunificação do país, passou por uma leve queda de popularidade, sendo considerado conservador por parte da juventude. Mas a partir dos anos 1990, com a reabertura econômica, o Ao Dài voltou com força, tanto no Vietnã quanto entre a diáspora vietnamita ao redor do mundo.

Foto: reprodução/asiatica travel

Hoje, o Ao Dài é mais do que uma roupa de festa: ele é um item obrigatório em diversos contextos formais e educacionais. Em muitas escolas vietnamitas, especialmente no ensino médio, as alunas usam uniformes baseados no Ao Dài branco, que representa pureza e juventude. Mulheres que trabalham em companhias aéreas, bancos e eventos do governo também usam versões coloridas e customizadas como uniforme corporativo. Nos casamentos, o traje ganha bordados elaborados, tecidos em seda pura, cores simbólicas como vermelho e dourado, e acessórios como coroas ou véus de renda. Também é comum que a noiva e o noivo usem versões coordenadas do Ao Dài no ensaio fotográfico pré-casamento, reforçando o status da roupa como peça-chave nos rituais de passagem.

Apesar de ser um traje altamente tradicional, o Ao Dài tem uma versatilidade enorme. Designers contemporâneos têm criado versões com tecidos mais leves, mangas transparentes, cortes assimétricos e até fendas mais ousadas, sem abrir mão do formato clássico que o define. Alguns modelos trocam o colarinho fechado por decotes mais baixos, outros apostam em estampas modernas, florais estilizados ou cores fora do tradicional. Em desfiles internacionais, o Ao Dài já apareceu reinterpretado como peça de alta-costura, e há estilistas vietnamitas que trabalham exclusivamente com ele, criando roupas sob medida que misturam referências antigas com desejo contemporâneo. A peça também aparece com frequência em concursos de beleza, apresentações culturais e editoriais de moda.

Foto: reprodução/asiatica today

Um dos fatores que fazem o Ao Dài continuar tão presente no imaginário coletivo é a maneira como equilibra beleza e praticidade. Ao contrário de muitos trajes cerimoniais, não é pesado, nem cheio de camadas complicadas. Ele é ajustado ao corpo, mas confortável de usar, e essa combinação permite que transite com facilidade entre o tradicional e o cotidiano. Para muitas vietnamitas, usar um Ao Dài não é só uma escolha estética, mas um gesto de conexão com suas raízes e com um ideal de elegância que resiste à passagem do tempo. Em tempos de globalização e fast fashion, continua sendo um exemplo de moda com contexto, com alma e com uma ligação direta à história de um país que nunca deixou de lutar por sua identidade.

Além disso, o Ao Dài é uma peça com protagonismo feminino, o que o diferencia de muitos outros trajes tradicionais asiáticos marcados por estruturas masculinas ou por contextos religiosos. Ele celebra o corpo da mulher vietnamita sem objetificá-lo, valorizando curvas de forma suave e sofisticada. Mulheres da política, da televisão, do jornalismo e das artes continuam usando Ao Dài em ocasiões importantes, ajudando a manter a peça como símbolo nacional ativo, e não apenas decorativo. Sua imagem continua sendo uma das mais poderosas da cultura visual do Vietnã, e provavelmente vai continuar sendo por muitas décadas.

Chut Thai: o traje tradicional da Tailândia que carrega a identidade do país em cada dobra, seda e acessório

O Chut Thai, que literalmente significa traje tailandês, é um conjunto de vestimentas tradicionais usadas na Tailândia tanto por homens quanto por mulheres, e sua história acompanha diretamente as mudanças políticas, religiosas e estéticas que o país atravessou nos últimos séculos. Ao contrário de um modelo único, o Chut Thai é um guarda-chuva de variações que mudam conforme a região, a classe social, o gênero e o evento. Mas o modelo mais icônico e difundido atualmente é o feminino, composto por uma saia longa chamada pha nung ou sinh, uma blusa ajustada ao corpo, geralmente de manga curta ou sem mangas, e uma faixa ou xale de seda que é colocada sobre um dos ombros, conhecido como sabai. Esses elementos combinados criam uma imagem marcante de elegância e sofisticação, com tecidos ricamente trabalhados e bordados à mão que muitas vezes incluem fios de ouro ou prata.

Durante o século XIX, a Tailândia passou por um processo de modernização acelerado impulsionado pelo contato com potências ocidentais, e a realeza começou a adotar trajes europeus em eventos oficiais para demonstrar sofisticação e abertura diplomática. Com isso, o uso do Chut Thai foi diminuindo nas cortes e se restringindo ao campo e a rituais religiosos. Porém, na década de 1960, a rainha Sirikit, uma das figuras mais influentes da monarquia moderna tailandesa, decidiu resgatar o uso do traje tradicional como forma de promover a identidade nacional. Ela trabalhou com especialistas em têxteis e designers locais para desenvolver oito variações formais do Chut Thai feminino, cada uma adequada a um tipo específico de evento — desde recepções internacionais até festivais tradicionais — e a padronização que ela criou segue sendo usada até hoje.

Foto: reprodução/thai today

O Chut Thai, embora muito associado a ocasiões formais e à realeza, é também uma vestimenta de uso cerimonial comum entre a população. Durante festivais como o Loi Krathong, o Songkran (ano novo tailandês) ou celebrações religiosas em templos budistas, muitas mulheres tailandesas optam por vestir o traje completo com todos os acessórios: brincos, pulseiras, colares e flores no cabelo, geralmente jasmim ou orquídeas. O traje masculino, embora menos conhecido internacionalmente, também tem sua força simbólica. Ele inclui calças largas e pregueadas chamadas chong kraben, combinadas com camisas de colarinho alto, faixas e, em algumas ocasiões, jaquetas bordadas. Em casamentos tradicionais, os noivos costumam vestir Chut Thai completos, e o traje da noiva pode variar entre versões luxuosas de brocado dourado ou seda vermelha, com coroas tradicionais conhecidas como chada.

O detalhe que mais chama atenção no Chut Thai está nos tecidos. A seda tailandesa, famosa mundialmente, é tecida manualmente em várias regiões do país, especialmente na província de Surin e na região de Isan. Cada padrão, cor e textura carrega uma origem local, e muitas famílias ainda produzem seus próprios tecidos da forma artesanal, passando os segredos do tear de geração em geração. Há uma lógica estética que liga os elementos do traje a conceitos religiosos budistas, como equilíbrio, simetria e respeito ao corpo. As cores escolhidas também podem seguir os dias da semana, uma tradição ainda viva na Tailândia: por exemplo, usar rosa às terças ou amarelo às segundas, sendo esta a cor preferida para eventos ligados ao rei, nascido em uma segunda-feira.

Foto: reprodução/thai today

Apesar da tradição forte, o Chut Thai não está parado no tempo. Designers tailandeses contemporâneos como Prapakas Angsusingh e Thep Thewphaingam vêm reinterpretando a estética tradicional com cortes mais modernos, misturas de tecidos e até aplicações que flertam com a moda ocidental. Além disso, concursos de beleza como o Miss Universe Thailand frequentemente apostam em versões atualizadas do traje como forma de destacar a identidade cultural do país no palco internacional. O mesmo vale para videoclipes de artistas pop locais e produções de televisão, principalmente os lakorns históricos, que são dramas de época amados pelos tailandeses e que mantêm viva a iconografia do traje tradicional.

O Chut Thai é, acima de tudo, um marcador visual da cultura tailandesa que nunca deixou de ter função prática, simbólica e política. Ele aparece tanto em casamentos e festivais quanto em campanhas de turismo, e se tornou uma maneira eficaz de representar a Tailândia de forma elegante sem precisar de legenda. É uma roupa que conversa com espiritualidade, estética e nacionalismo de um jeito muito próprio. Usar Chut Thai não é apenas se vestir bonito, é colocar no corpo a história de um país inteiro e a continuidade de uma herança que segue viva, bordada com as mãos de quem ainda acredita que tradição e futuro podem caminhar juntos.

Baro’t Saya: a roupa tradicional das Filipinas que mistura influência indígena, colonização espanhola e orgulho feminino em cada detalhe

O Baro’t Saya é considerado o traje feminino tradicional mais emblemático das Filipinas e representa uma síntese visual do passado complexo e multifacetado do país. Seu nome é uma junção das palavras baro (blusa) e saya (saia), e o conjunto inclui uma blusa de tecido leve, geralmente transparente, com mangas volumosas, uma longa saia estampada ou lisa, um avental chamado pañuelo usado sobre os ombros e, em alguns casos, um véu ou lenço para cobrir a cabeça. A estrutura da peça mistura elementos da cultura indígena pré-colonial com características trazidas pelos colonizadores espanhóis, que dominaram as Filipinas por mais de três séculos. Isso explica por que o traje lembra, de forma distante, vestidos europeus do século XIX, mas com tecidos, cortes e jeitos de usar que são totalmente locais. O Baro’t Saya não é uniforme: ele muda conforme a região, o status social, a ocasião e até a década em que foi usado.

Durante o período colonial espanhol, que começou no século XVI, as mulheres indígenas filipinas eram obrigadas a se vestir de maneira mais modesta segundo os padrões católicos da época, e o Baro’t Saya nasceu dessa imposição, mas foi ressignificado ao longo do tempo. No início, o baro era uma blusa de algodão ou cânhamo, com corte reto e simples, enquanto a saya era apenas uma peça de tecido enrolada ao redor da cintura. Mas, à medida que o tempo passava, essas peças foram sendo elaboradas, ganhando tecidos mais sofisticados como seda e abacá, cores mais vibrantes e formatos que equilibravam pudor e vaidade. A chegada de técnicas de bordado espanholas e o uso de rendas finas transformaram o Baro’t Saya numa roupa visualmente impactante, especialmente nas grandes cidades e entre a elite criolla (filipinos de origem espanhola nascidos no arquipélago).

Foto: reprodução/bayo

No século XIX, o Baro’t Saya foi se tornando cada vez mais simbólico para a identidade feminina filipina. A partir desse período, surgiu uma variação chamada Maria Clara, nome inspirado na personagem de um romance clássico do escritor José Rizal, considerado herói nacional. A personagem representava a mulher ideal da época — recatada, virtuosa, educada — e seu traje passou a ser associado à feminilidade tradicional filipina. A blusa ficou mais estruturada, com mangas em forma de asa de borboleta e colarinhos fechados. A saya ganhou mais volume e pregas, enquanto o pañuelo virou quase uma peça obrigatória. A partir daí, o Baro’t Saya passou a ser vestido em eventos formais, apresentações artísticas, cerimônias religiosas e retratos de família. E mesmo com o surgimento de roupas ocidentais modernas, ele nunca sumiu totalmente da cena cultural do país.

Hoje em dia, o Baro’t Saya continua sendo usado em ocasiões especiais como festas escolares, casamentos, festivais regionais e feriados patrióticos como o Dia da Independência. É comum que estudantes do ensino médio e universitário participem de apresentações de dança tradicional vestindo o traje completo, com direito a saias rodadas, cabelos presos com flores e brincos de pérola. Em produções de cinema e televisão que retratam o período colonial ou a luta pela independência, o figurino do Baro’t Saya é sempre presente. Ao mesmo tempo, estilistas filipinos contemporâneos vêm reinterpretando a peça de maneira ousada e inovadora: alguns mantêm a estrutura clássica, mas apostam em cores neon, transparências dramáticas, bordados desconstruídos e até misturas com jeans e couro. Essa fusão entre o antigo e o novo tem conquistado espaço até nas semanas de moda internacionais.

Foto: reprodução/bayo

Um exemplo notável dessa ressignificação moderna do Baro’t Saya foi a aparição da Miss Universo Filipinas 2018, Catriona Gray, em um vestido inspirado no traje tradicional, mas reinterpretado como peça de gala em sua final no concurso. O look, desenhado por Mak Tumang, viralizou não só pela beleza, mas pelo impacto cultural de ver um ícone tradicional sendo exaltado em uma plataforma global. Também é cada vez mais comum ver o Baro’t Saya presente em editoriais de moda local, capas de revistas e projetos de identidade visual promovidos por artistas da nova geração, que se apropriam do traje como símbolo de poder e orgulho feminino, principalmente diante da crescente valorização das raízes asiáticas na cultura pop mundial.

O que faz o Baro’t Saya seguir relevante é justamente essa capacidade de adaptação. Ele carrega a memória da colonização, da imposição religiosa, da luta por independência e da resistência cultural, mas se transformou em uma peça de afirmação, elegância e identidade. A mulher filipina moderna pode usá-lo tanto como parte de uma performance artística quanto como um gesto silencioso de pertencimento. Mesmo com o calor tropical, o tecido delicado e a formalidade que o traje exige, ele continua sendo escolhido por quem quer mostrar de onde veio, o que representa e o que não está disposta a apagar da própria história.

Saree: o vestido tradicional da Índia que atravessa milênios e continua sendo símbolo máximo da feminilidade e diversidade cultural

O saree é uma das peças mais antigas e reconhecíveis da moda tradicional indiana, usado há pelo menos 5 mil anos, com registros arqueológicos e iconográficos que comprovam sua presença desde a civilização do Vale do Indo. Diferente de uma roupa pronta, o saree é um longo tecido — que pode variar entre 4,5 e 9 metros — enrolado e drapeado em volta do corpo de formas que mudam radicalmente de acordo com a região, religião, casta e ocasião. A versatilidade do saree é uma das suas maiores características: não existe um jeito único de usá-lo, e cada comunidade indiana tem seu próprio estilo, técnica de amarração e tecido preferido. Isso faz com que o saree seja muito mais que uma peça, ele é um universo inteiro de tradições têxteis e simbologias.

Historicamente, o saree sempre foi uma peça exclusiva para mulheres e é considerado uma manifestação do papel feminino dentro das sociedades indianas. Em algumas culturas locais, o ato de vestir um saree envolve rituais, passes de mão específicos para acomodar o tecido e, claro, a combinação com uma blusa chamada choli e uma saia por baixo. O tecido pode ser de algodão simples para o dia a dia ou de seda pura com bordados intrincados, fios de ouro (zari), miçangas e espelhos para ocasiões especiais. Durante séculos, o saree foi usado por mulheres em todas as classes sociais, desde camponesas até rainhas, e sua importância transcende moda: ele tem função social, religiosa e cultural.

Foto: reprodução/koshi

No sul da Índia, por exemplo, o saree é usado com dobras maiores e tecidos mais leves para enfrentar o calor, enquanto no norte, regiões frias preferem tecidos mais pesados, como o brocado. As cores também têm significados profundos: o vermelho é a cor tradicional das noivas, simbolizando fertilidade e prosperidade; o branco é usado em rituais de luto e meditação; o amarelo e o laranja são ligados à espiritualidade e celebrações. O saree também é objeto de forte expressão regional por meio de diferentes técnicas de tecelagem e estampas, como o Banarasi de Uttar Pradesh, o Kanjeevaram do Tamil Nadu, e o Patola de Gujarat, todos reconhecidos internacionalmente pelo acabamento luxuoso.

Nos tempos modernos, o saree segue sendo uma roupa cotidiana para muitas mulheres indianas, especialmente em áreas rurais e entre gerações mais velhas, mas também aparece em versões repaginadas para o uso urbano, festas e ambientes profissionais. Estilistas contemporâneos começaram a experimentar novas formas de drapeado, tecidos mistos e combinações de cores para adaptar o saree às exigências da moda global, sem perder a essência tradicional. Celebridades indianas e internacionais, como Aishwarya Rai, Deepika Padukone e Priyanka Chopra, frequentemente exibem sarees em tapetes vermelhos e eventos internacionais, o que reforça sua presença na cultura pop global.

Foto: reprodução/indian mart

O saree também carrega em si debates importantes sobre gênero, identidade e apropriação cultural. Por um lado, ele é visto como um símbolo de empoderamento e tradição para muitas mulheres que o vestem com orgulho. Por outro, há críticas em relação às expectativas sociais que ele pode impor sobre feminilidade e comportamento. No entanto, o fato de o saree ser uma peça tão multifacetada permite que ele seja reinventado constantemente por quem o usa, seja para expressar religiosidade, para construir uma imagem pública ou simplesmente por estética. Essa capacidade de adaptação é uma das razões pelas quais o saree continua vivo, vibrante e essencial em um país que está sempre mudando.

Por fim, não dá para falar de saree sem mencionar sua complexidade técnica e cultural, que muitas vezes envolve anos de aprendizado para vestir corretamente, combinar com joias e maquiagem, e entender o significado das cores e padrões. É uma roupa que pede cuidado, atenção e respeito, mas que recompensa quem se dedica a conhecê-la com um visual único, carregado de histórias e pertencimento. Mais que uma peça, o saree é uma narrativa visual que atravessa gerações, continentes e contextos, mantendo a Índia no centro da moda tradicional mundial.

Kebaya: a blusa tradicional da Indonésia que une influências locais e coloniais em um símbolo de elegância feminina

O Kebaya é uma peça tradicional que faz parte do vestuário feminino da Indonésia e também de países vizinhos como Malásia e Singapura, e sua história é resultado da mistura entre a cultura indígena e a influência colonial portuguesa e holandesa que dominou a região por séculos. Tradicionalmente, o kebaya é uma blusa justa, geralmente feita de renda ou tecidos finos, com mangas compridas ou três quartos e detalhes bordados, combinada com um sarong, uma saia longa e estampada que envolve a cintura e chega até os tornozelos. Embora o kebaya seja muitas vezes considerado um traje formal ou festivo, especialmente em ocasiões como casamentos e celebrações oficiais, ele também tem uma versão mais simples usada no dia a dia por mulheres em regiões rurais.

Historicamente, o kebaya surgiu no século XV, ganhando forma a partir das roupas usadas pelas mulheres da corte e das comunidades indígenas da Indonésia. Durante o período colonial, os europeus trouxeram tecidos, técnicas de costura e cortes que influenciaram o design do kebaya, que ganhou detalhes rendados e ajustes mais delicados, mantendo ao mesmo tempo sua essência tradicional. A blusa passou a simbolizar a feminilidade e o refinamento das mulheres nativas, sendo adotada em diferentes variações regionais, como o kebaya encim de Java e o kebaya kutu baru de Bali, que diferem nos tecidos, cores e formas de bordado.

Foto: reprodução/larney

O kebaya também tem um papel político e social importante. Durante a luta pela independência da Indonésia, o traje foi usado como símbolo de identidade nacional e resistência cultural contra a dominação estrangeira. Mulheres que participaram do movimento independentista costumavam usar o kebaya como forma de afirmar sua ligação com as tradições locais e seu orgulho pelo país. Além disso, o kebaya é frequentemente visto em eventos oficiais, como cerimônias estatais e apresentações culturais, reforçando sua posição como uma peça que transcende o uso cotidiano e se torna marca de identidade nacional.

Na Indonésia contemporânea, o kebaya é um símbolo forte do feminismo tradicional, já que combina delicadeza visual com um corte que valoriza a postura e a presença da mulher. Embora algumas versões modernas adotem tecidos sintéticos e designs simplificados para facilitar o uso, os modelos mais tradicionais ainda são feitos com rendas delicadas e bordados manuais, exigindo tempo e habilidade para serem produzidos. Os acessórios que acompanham o kebaya, como colares de ouro, pulseiras e até flores no cabelo, reforçam o aspecto cerimonial da peça. Também é comum ver o kebaya em celebrações familiares importantes, como aniversários e casamentos, especialmente entre as famílias javanesas.

Foto: reprodução/larney

Nos últimos anos, o kebaya tem sido reinterpretado por designers contemporâneos que buscam equilibrar tradição e modernidade, criando versões que podem ser usadas no dia a dia, no trabalho ou em eventos informais. Algumas estilistas apostam em cores vibrantes, cortes assimétricos e misturas com tecidos ocidentais, tornando o kebaya uma peça versátil que dialoga com a moda global. Além disso, o kebaya tem ganhado destaque em editoriais internacionais e desfiles, contribuindo para a visibilidade da cultura indonésia no cenário mundial. Sua popularidade também ultrapassa as fronteiras da Ásia, sendo apreciada por comunidades da diáspora e entusiastas da moda tradicional.

O que diferencia o kebaya de outros trajes asiáticos é sua capacidade de ser ao mesmo tempo simples e sofisticado, permitindo que seja usado em contextos variados, desde uma cerimônia formal até um encontro casual, dependendo do tecido, do corte e dos acessórios escolhidos. Ele é a prova viva de que a moda tradicional pode ser flexível e atual sem perder a sua raiz cultural. Por tudo isso, o kebaya segue sendo uma peça fundamental para entender a identidade feminina indonésia e seu diálogo constante com o passado e o presente.

Deel: o casaco tradicional mongol que une funcionalidade e identidade em meio às vastas estepes da Ásia Central

O Deel é a roupa tradicional mais emblemática da Mongólia, usada há séculos por pastores nômades que enfrentam as condições extremas da estepe asiática. Trata-se de um casaco longo, geralmente confeccionado em lã grossa, algodão ou seda, que envolve o corpo com uma sobreposição fechada na lateral, presa por botões ou fitas. O corte é pensado para proteger contra o frio intenso e os ventos fortes, permitindo ao mesmo tempo liberdade de movimento para montar cavalos e realizar as tarefas diárias da vida nômade. Apesar de sua simplicidade aparente, o Deel é uma peça cheia de detalhes que indicam a região de origem, a classe social e até o estado civil de quem o usa, seja homem, mulher ou criança.

A origem do Deel é antiga, remontando à época em que os mongóis viviam como tribos nômades e guerreiros, e precisavam de roupas que funcionassem tanto para o dia a dia quanto para o combate. O tecido grosso e as sobreposições proporcionam proteção contra o frio da Sibéria e da Mongólia, mas o casaco também é elegante na sua forma, com mangas largas e gola alta que ajudam a manter o calor. No passado, o Deel era feito de peles de animais e lãs, mas hoje em dia pode ser encontrado em tecidos variados, desde algodão para uso cotidiano até sedas bordadas para cerimônias e festivais tradicionais. A escolha das cores também tem significado: tons escuros eram preferidos para o uso diário, enquanto cores vivas, como vermelho, azul e amarelo, eram reservadas para ocasiões especiais.

Foto: reprodção/UNESCO

Durante festivais como o Naadam, que celebra a cultura mongol com competições de arco e flecha, corrida de cavalos e luta livre, o Deel é a peça central do vestuário dos participantes e espectadores. Além disso, o traje é usado em casamentos e celebrações familiares, onde versões mais luxuosas e ricamente bordadas demonstram status social e prestígio. O Deel também tem um papel importante na preservação da identidade cultural mongol, especialmente em tempos de globalização e urbanização, quando as gerações mais jovens vivem em cidades como Ulaanbaatar e acabam se afastando da vida nômade tradicional. A roupa serve como um elo visual com a história e os valores ancestrais.

Cada região da Mongólia tem variações no design do Deel, com diferenças em comprimento, tipos de gola, bordados e até formas de fechamento. Homens tendem a usar versões mais simples e robustas, enquanto as mulheres geralmente escolhem peças com bordados delicados e acessórios que complementam o traje, como cintos coloridos, chapéus tradicionais e botas de couro. A maneira de usar o Deel também pode indicar o estado civil ou a profissão de quem o veste, um código visual que é bem conhecido nas comunidades locais. Essa codificação é parte do que torna o Deel uma peça viva, que vai muito além da função prática.

Foto: reprodução/UNESCO

Na Mongólia moderna, o Deel vem ganhando um lugar de destaque não apenas como traje tradicional, mas também como inspiração para a moda contemporânea. Designers locais e internacionais já começaram a incorporar elementos do Deel em coleções que misturam tradição e inovação, criando casacos, vestidos e acessórios que dialogam com a estética mongol, mas adaptados às tendências globais. Eventos culturais e competições internacionais também ajudaram a projetar o Deel para além das fronteiras do país, despertando interesse em um público maior que valoriza peças que contam histórias profundas e são cheias de significado.

O Deel é, acima de tudo, um símbolo da resistência e adaptação de um povo que vive em uma das regiões mais desafiadoras do planeta. Ele representa a relação íntima entre cultura, clima e modo de vida, mostrando como a moda tradicional pode ser funcional e ao mesmo tempo carregada de significado. Vestir um Deel é mais do que se proteger do frio: é carregar no corpo um legado milenar que mantém vivas as raízes mongóis, celebrando a conexão com a terra, a história e a comunidade.

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Texto revisado por Kaylanne Faustino e Angela Maziero Santana

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Cultura Entretenimento Notícias Novelas

Globo anuncia Terra Nostra como reprise especial: relembre a trama

Sucesso de Benedito Ruy Barbosa retorna às telinhas da TV Globo depois de 26 anos da exibição original

Uma das maiores produções do horário nobre da teledramaturgia brasileira está de volta! Terra Nostra (1999), grande sucesso da TV Globo, retorna à programação da emissora a partir do dia primeiro de setembro, ocupando a faixa da Edição Especial das 14h. Esta é a primeira novela das 21h a ganhar espaço nesse horário na emissora.

Pensando nisso, o Entretê relembra a história dessa trama inesquecível!

O Enredo

Foto: reprodução/Acervo TV Globo

Exibida originalmente entre 1999 e 2000, Terra Nostra se passa, em sua maior parte, nas fazendas de café do interior de São Paulo. A novela aborda a imigração italiana no Brasil e seus efeitos na formação da sociedade brasileira, tendo, como fio condutor, o romance entre Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda), dois jovens imigrantes italianos que vieram tentar uma vida melhor no Brasil.

A narrativa começa em 1894, quando camponeses italianos fogem da crise econômica que assolava a Europa para tentar a sorte no Brasil. Entre os imigrantes estão Júlio (Gianfrancesco Guarnieri), Ana (Bete Mendes) e sua filha, Giuliana. Durante a viagem, Giuliana conhece Matteo, um jovem sonhador e empreendedor cheio de esperança na nova vida que o aguarda. Os dois se apaixonam perdidamente e fazem planos juntos. 

Após a morte dos pais da moça durante o trajeto, os dois se tornam o apoio um do outro e decidem enfrentar juntos o futuro incerto que os aguarda. Porém, todos esses planos se desfazem quando, ao chegarem no Brasil, ainda no desembarque, os dois se perdem, seguindo caminhos totalmente diferentes do que planejavam.

Matteo consegue um emprego na colheita de café da fazenda do poderoso coronel Gumercindo (Antônio Fagundes), no interior de São Paulo. Rebelde e idealista, ele se opõe ao patrão e se torna porta-voz dos trabalhadores rurais do local, liderando reivindicações por condições melhores de trabalho e conquistando respeito. Para conseguir a confiança do coronel, ele aceita se casar com sua filha mais velha, Rosana (Carolina Kasting), apesar de nunca ter esquecido seu grande amor, Giuliana.

Enquanto isso, Giuliana é acolhida pela família de Francesco Maglianno (Raul Cortez), imigrante italiano amigo de seus pais e referência de sucesso na comunidade italiana. Na mansão da família, o filho do patriarca, Marco Antonio (Marcello Antony), se apaixona por ela e, mesmo diante da rejeição, não se contenta até ter o coração da jovem. Porém, Giuliana só pensa em reencontrar Matteo. 

O destino volta a unir Giuliana e Matteo, mas o reencontro acontece tarde demais: quando Francesco finalmente o localiza, ele já está casado com Rosana, o que se torna uma grande decepção para Giuliana. Aos poucos, ela tenta reconstruir sua vida e aceita se casar com Marco Antônio, mas o amor por Matteo continua sendo sua maior luta. Eles precisam enfrentar tudo em nome desse grande amor e superar todas as adversidades que serão encontradas em seus caminhos.

Produção épica

Foto: reprodução/Acervo TV Globo

Além da trama apaixonante, a produção de Terra Nostra também foi grandiosa. Só para os primeiros capítulos foram investidos 1,2 milhões de reais. Não é pouco, não é mesmo? O primeiro mês de gravações consumiu mais de 4 milhões, um investimento histórico para a emissora na época. Para recriar as cenas de desembarque dos imigrantes no Brasil, foram usados mais de 300 figurantes.

O sucesso foi estrondoso: a novela foi exportada para mais de 95 países e é um deleite para quem ama a cultura italiana, histórias de superação e amores épicos! 

A trilha sonora da trama também se tornou memorável e é repleta de canções italianas, como Canzone per Te, de Sérgio Endrigo, na voz de Roberto Carlos, Malia na voz de Sandy e Júnior e a emblemática Tormento d’Amore, tema de abertura, cantada por Agnaldo Rayol e Charlotte Church, que foi um sucesso estrondoso na época de exibição da novela e marcou toda uma geração

Terra nostra é uma verdadeira obra prima da TV brasileira. É uma história de amor, coragem e esperança. Uma trama imperdível que aquece os corações e permanece em nossas memórias por toda a eternidade! 

E aí? Já conhecia essa novela maravilhosa? Está animada para a reprise? Conte para a gente nas redes sociais do Entretê (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade de cultura e entretenimento!

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @anadodll 

 

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Entretenimento Livros

Luci Collin celebra 4 décadas de poesia com Incombinados: Poemas Escolhidos

Publicada pela Maralto Edições, a obra seleciona versos de dez livros e percorre a trajetória de uma das maiores poetas do país

40 anos após a publicação de seu primeiro livro, Luci Collin lança Incombinados: Poemas Escolhidos, antologia publicada pela Maralto Edições. A coletânea, organizada criteriosamente pela própria poeta, revisita uma trajetória marcada pela ousadia criativa e pela multiplicidade: além da poesia, Luci também se dedica ao conto, ao romance, ao ensaio e à tradução, compondo uma obra plural e inventiva.

Incombinados atravessa dez títulos, de Estarrecer (1984) às produções mais recentes, revelando tanto o amadurecimento da autora quanto a vitalidade de sua escrita. O livro é mais do que uma reunião de versos: é um mergulho afetivo no percurso de uma poeta que nunca deixou de experimentar, romper com as formas fixas e afirmar a potência da palavra.

Escolher poemas de cada um dos livros me colocou em confronto com essa ideia de ‘obra’ e como cada publicação vem marcada pela experiência de vida num determinado momento. Nos primeiros poemas, há a preocupação formal, os temas mais dramáticos, uma poesia e uma poeta que estavam se descobrindo. Os mais recentes são mais fluidos, correspondem a uma criação mais madura e profunda com o próprio ato da escrita. Depois de 40 anos de poesia, já está firmado o meu compromisso estético com a palavra”, reflete Luci.

A capa do livro também carrega essa inquietação criativa, tendo sido inspirada por uma arte de rua de Marciel Conrado, que homenageou Luci em um mural pintado na fachada de um prédio em Curitiba (PR) — cidade que abriga grande parte da trajetória da autora. A escolha da imagem urbana e espontânea dialoga diretamente com o espírito livre e provocador da poesia reunida na antologia.

Foto: reprodução/Instagram @luci.collin

Ao revisitar sua obra, a poeta se deparou com versos que se renovaram no decorrer do tempo, especialmente os da trilogia do Es (Estarrecer, Espelhar e Esvazio), marcados por visceralidade e experimentação. Entre eles, os poemas Declaração e Saidaentrada revelaram novas densidades de leitura, enquanto Molde e Meus Oito Anos reafirmam o interesse visual e estrutural que acompanha sua escrita desde a juventude, sempre em diálogo com a palavra concreta e o espaço da página.

Sempre achei importante conhecer diversas possibilidades de tratamento da linguagem poética, e essa relação de interesse remonta aos primeiros anos da minha formação, que foi muito eclética em termos de leituras de poesia. Tudo isso justamente para, no momento da composição, dispor de estratégias e recursos formais que reforcem o conteúdo do poema. No primeiro momento da minha carreira como poeta, é perceptível uma maior exploração da visualidade, uma influência da ideia de ‘palavra concreta’. Aprecio demais recursos de espacialidade e de visualidade. Eles aparecem por toda a obra”, conta Luci a respeito de seu estilo.

Mais do que uma simples reunião de poemas, Incombinados: Poemas Escolhidos narra, em versos, o amadurecimento de uma poeta que jamais se acomodou. A obra funciona como uma prestação de contas afetiva e estética com sua própria trajetória literária, ao mesmo tempo que abre uma porta potente para novos leitores conhecerem o universo lírico e provocador de Luci Collin. A coletânea integra o Programa de Formação Leitora Maralto, iniciativa voltada a escolas de todo o país.

Evento de lançamento

Incombinados: Poemas Escolhidos será lançado pela Maralto Edições e já está disponível na loja online da editora e em livrarias parceiras. O lançamento acontece em Curitiba, na Livraria Telaranha (R. Ébano Pereira, 269 – Centro), no dia 30 de agosto, a partir das 14h30, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer de perto a autora e seu universo poético.

Sobre a autora

A curitibana Luci Collin é escritora, tradutora e professora. Formou-se em Piano/Performance, Letras (Português/Inglês) e Percussão Clássica, além de ser doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês (USP) e pós-doutora em Tradução de Literatura Irlandesa. Lecionou na UFPR entre 1999 e 2019. Estreou na literatura em 1984, com Estarrecer, e construiu uma carreira reconhecida na poesia e na prosa. Foi finalista do Prêmio Oceanos (Querer Falar, 2014), venceu o Prêmio Jabuti com A Palavra Algo (2016) e recebeu distinções, como o Prêmio Clarice Lispector e o Prêmio Literário Biblioteca Nacional (Dedos Impermitidos, 2021). Tradutora de autores como Virginia Woolf e Seamus Heaney, tem obras publicadas no Brasil e no exterior e integra a Academia Paranaense de Letras (Cadeira 32).

Foto: divulgação/Luci Collin

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin 

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Notícias Séries

Vem aí: teaser oficial e data de estreia da 2ª temporada de Fallout são anunciados

Com direito à aparição do temido Deathclaw, série promete aprofundar o caos no deserto pós-apocalíptico

Foi divulgado nesta quarta-feira (19), durante a Gamescom — o maior evento de games do mundo — o teaser oficial da segunda temporada de Fallout. A prévia foi apresentada ao vivo na transmissão da Opening Night Live, que também revelou a data de estreia: os novos episódios chegam em 17 de dezembro de 2025, com oito capítulos lançados semanalmente até 4 de fevereiro de 2026.

Confira:

Produzida pela Kilter Films, a série conta com Jonathan Nolan e Lisa Joy como produtores executivos. Geneva Robertson-Dworet e Graham Wagner atuam como criadores, showrunners e produtores executivos. Até o momento, a primeira temporada ultrapassou a marca de 100 milhões de espectadores ao redor do mundo, figurando entre os três títulos mais assistidos da plataforma.

A nova leva de episódios continuará os eventos do final da temporada anterior, conduzindo o público por uma jornada pelo deserto de Mojave até a caótica cidade de New Vegas. As novidades foram apresentadas diante de mais de 5 mil pessoas, com a presença de Nolan, Robertson-Dworet e os protagonistas, Ella Purnell e Aaron Moten. O teaser ainda surpreendeu ao apresentar Justin Theroux como Robert House, além de trazer um primeiro vislumbre do Deathclaw, um dos inimigos mais aterrorizantes do universo Fallout.

Baseada em uma das maiores franquias de videogames de todos os tempos, Fallout explora a desigualdade entre quem tem e quem não tem em um mundo onde quase nada restou. Duzentos anos após o apocalipse, moradores de abrigos antiatômicos de luxo são forçados a retornar à superfície irradiada e se deparam com uma realidade brutal, caótica e violentamente imprevisível.

O elenco principal conta com Ella Purnell (Yellowjackets, 2021), Aaron Moten (Emancipation, 2022), Walton Goggins (The White Lotus, 2021), Kyle MacLachlan (Twin Peaks, 1990), Moisés Arias (The King of Staten Island, 2020) e Frances Turner (The Boys, 2019).

Fallout estreia exclusivamente no Prime Video.

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Leia também: O Mapa que me Leva até Você chega ao streaming em agosto

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Cultura turca Notícias Séries

Platônico: nova dizi com Kerem Bürsin estreia no Brasil em setembro

A série, lançada na Turquia em streaming, também chegará ao público brasileiro

 

As fãs de Kerem Bürsin já podem comemorar! O novo projeto do ator turco — conhecido internacionalmente por dar vida ao personagem Serkan Bolat em Será Isso Amor? (Sen Çal Kapımı, 2020) —, estreia no próximo mês. A série Platônico (Platonik: Mavi Dolunay Oteli, 2025) estará disponível na Netflix em 18 de setembro. Além da Turquia, a produção chega simultaneamente em diferentes países, incluindo o Brasil.

Produzida pela NuLook Production, a dizi também é estrelada pelas atrizes Gupse Özay e Öykü Karayel. Com oito episódios e direção de Onur Bilgetay, a trama foi filmada em Çeşme e apresenta a divertida história de duas irmãs e de um homem que surge inesperadamente na vida delas.

Confira o teaser divulgado hoje (20):

O teaser dublado em português está disponível aqui.

A trama

Quando Kaan (Kerem Bürsin), um empresário charmoso, chega ao Hotel Mavi Dolunay,  as irmãs Gülten (Gupse Özay) e Nedret (Öykü Karayel) ficam fascinadas por sua beleza. Determinado a comprar o hotel, administrado por elas e pela mãe Nezahat (Uğur Demirpehlivan) — que se recusa a vendê-lo —, ele se hospeda no local usando uma identidade falsa para alcançar seu objetivo.

No entanto, sua presença desperta uma rivalidade hilária entre as irmãs, que acabam se apaixonando por ele sem imaginar seu plano secreto. A situação transforma a rotina da família e também a vida dos hóspedes do hotel.

Foto bastidores.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Elenco

O elenco conta ainda com Feri Baycu Güler (Emel), Ali İpin (Avni), Pınar Çağlar Gençtürk (Nebahat), Ülkü Duru (Hidayet), Mehmet Özgür (Ömer), Ayşima Ateşeduran (Mehtap), Yener Özer (Akış) e Eda Akalın (Renk).

Foto bastidores.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial

Abaixo, confira mais fotos dos bastidores da produção:

Foto Platônico.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto bastidores.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto Platônico.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto Platônico.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto bastidores.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto bastidores.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto Platônico.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto bastidores.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto Platônico.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto Platônico.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto bastidores.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto Platônico.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial
Foto bastidores.
Foto: reprodução/Instagram @nulookofficial

 

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Leia mais: Um Homem Abandonado: filme com Mert Ramazan Demir estreia em streaming no Brasil

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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Cinema Notícias

Festival do Rio participa da Temporada França-Brasil 2025 com uma programação excepcional

Edição de 2025 comemora 200 anos de relações diplomáticas e as tendências dos países para o cinema e a cultura

O Festival do Rio, que acontece de 2 a 12 de outubro de 2025, anuncia a Temporada França-Brasil 2025, celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. A programação conta com a exibição de programas de preservação audiovisual, atuação e formação feminina dentro do cinema.

Dentre os principais destaques, estarão retrospectivas de diretoras francesas, tendo como parceria a Cinemateca Brasileira e o Forum des imagens.

Festival do Rio
Foto: divulgação/Festival do Rio

Conta com a presença de realizadoras como Sophie Letourneur (Voyages en Italie, Énorme), Blandine Lenoir (Zouzou, Annie Colère) e Romane Bohringer (L’amour flou), que também participarão do evento no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O Festival dedica também uma homenagem a Alberto Cavalcanti, em parceria com o Centre National du Cinéma et de l’Image Animée (CNC) também a Cinemateca Brasileira. Estarão na programação Rien que les heures (1926) e Mulher de Verdade (1954). Após as exibições, a sessão será seguida de debates e discussões.

O festival realizará pela primeira vez o encontro de mercado Rendez-vous Unifrance au Festival do Rio, aproximando distribuidoras e exibidores da América Latina com vendedores de filmes franceses, estimulando a circulação do cinema francês e europeu no Brasil.

Entre as iniciativas da programação, destaca-se também o projeto Telas e Saberes, que teve como parceria o Institut Français, que conectará estudantes e professores da Universidade Federal Fluminense (UFF) com colegas e professores franceses para uma oficina de pesquisa e criação de curta-metragem.

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Leia também: Quando chega o Outono: o cinema francês te pergunta: você vê além das aparências?

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Cultura Cultura pop Entretenimento Eventos Musicais Notícias Teatro

Comédia dark Rapsódia – O Musical chega a São Paulo após temporadas no Rio de Janeiro

Sucesso no Rio de Janeiro, a produção estreia em agosto, com montagem inédita, cenário sustentável, novas músicas e proposta imersiva

Após 12 anos de seu lançamento no Rio de Janeiro, onde cumpriu temporadas em casas como o Teatro dos Quatro e o Teatro Serrador, o espetáculo Rapsódia – O Musical chega pela primeira vez a São Paulo, em uma montagem inteiramente renovada. Produzida pela Cerejeira Produções, de Mau Alves e Julia Morganti, em parceria com o produtor Rafael Ramirez, a temporada entra em cartaz na Sala Experimental do Teatro B32, espaço multiuso localizado na Faria Lima, que passou a integrar a cena cultural da cidade, trazendo um conceito contemporâneo, sustentável e voltado à experimentação cênica. Com ingressos já à venda, as apresentações acontecem de 2 de agosto a 7 de setembro, com sessões duplas aos sábados e domingos.

Criada e dirigida por Mau Alves, a produção é uma comédia de terror que mescla humor ácido, exagero estético e um toque expressionista. Para São Paulo, o espetáculo chega com 14 músicas autorais, sendo duas inéditas, cenários e figurinos totalmente novos, texto atualizado e uma proposta cênica que transforma a sala em um ambiente imersivo e sensorial. “A gente está recontando a mesma história, mas com uma roupagem completamente diferente. Quem assistiu no Rio vai se surpreender, e quem vê pela primeira vez vai encontrar uma peça autoral, brasileira, que aposta na originalidade em todos os níveis”, comenta o autor e diretor.

A montagem paulistana é também marcada pelo compromisso com a sustentabilidade. Com cenário desenvolvido a partir de materiais recicláveis, fornecidos pelo próprio B32 – um teatro que recicla todos os seus resíduos – e figurinos que incorporam elementos reaproveitados, a nova produção assume um discurso coerente com o espaço que a abriga. “Estamos construindo tudo com o que, normalmente, seria descartado. É bonito ver isso fazer parte da cena, literalmente”, explica Mau. “Nosso objetivo sempre foi montar esse espetáculo em São Paulo, e fazer isso inaugurando uma sala como essa, com esse cuidado estético, sonoro e ambiental, tem um significado enorme”.

Foto Álefe Ouriques

Na trama, o público acompanha Pátrio (Felipe Assis Brasil), um jovem sonhador que, ao se ver sem perspectivas, aceita o convite do primo distante Jeremias (Conrado Helt) para trabalhar numa antiga fábrica de sabonetes na misteriosa cidade de Rapsódia. Lá, se depara com figuras excêntricas como Tobias (Mau Alves), Coné (Lurryan), Catarina (Jofrancis), Horácio (Igor Miranda) e as artistas do cabaré Palco dos Prazeres: Gana (Luan Carvalho), Shana (Julia Morganti) e Tamara (Marília Di Lorenço). A curiosidade de Pátrio o coloca frente a um segredo grotesco que transforma sua jornada numa sucessão de reviravoltas.

A ambientação acompanha o tom da narrativa: em vez da tradicional configuração frontal, a plateia será disposta dentro da própria cena. O espetáculo não é interativo, mas se propõe a uma vivência sensorial em que o público poderá ser surpreendido por bolhas de sabão, folhas secas, objetos de cena entregues durante as cenas e até respingos (controlados) de sangue cenográfico. “É um espetáculo para os olhos, os ouvidos, o tato. Uma hora você olha pra direita, outra pra esquerda. As cenas acontecem ao redor. A gente quis criar uma experiência de presença total, onde o público se sente parte da atmosfera”, conta Mau.

A equipe criativa da montagem reúne profissionais de destaque: a direção geral é de Mau Alves, com direção residente de Andressa Secchin, direção musical de Tony Lucchesi e direção musical residente de Dan Motta. O texto e as letras são assinados por Mau Alves e Sarah Benchimol, com músicas de Tony Lucchesi e Sarah Benchimol. A coreografia é de Clara da Costa, a iluminação de Rafael Ramirez, o design de som é de Anderson Moura, os figurinos são de Ùga agÚ e Fê Faria, e o cenário leva a assinatura de Lurryan.

Confira a ficha técnica completa do espetáculo:

FICHA TÉCNICA

Direção: Mau Alves

Direção Residente: Andressa Secchin

Direção Musical: Tony Lucchesi

Direção Musical Residente: Dan Motta

Coreografias: Clara da Costa

Texto: Mau Alves

Letras: Mau Alves e Sarah Benchimol

Músicas: Tony Lucchesi e Sarah Benchimol

Iluminação: Rafael Ramirez

Designer de Som: Anderson Moura

Figurinos: Ùga agÚ e Fê Faria

Cenário: Lurryan

Assessoria de Imprensa: GPress Comunicação

Produção: Cerejeira Produções

Apoio: A Voz Em Cena

Elenco: Julia Morganti, Conrado Helt, Jofrancis, Lurryan, Mau Alves, Igor Miranda, Luan Carvalho, Marília Di Lorenço, Felipe Assis Brasil e Pablo Petronilho

SERVIÇO:

Local: Espaço Experimental do Teatro B32

Av. Brigadeiro Faria Lima, 3732 – Itaim Bibi – São Paulo, SP

Temporada: de 2 de agosto a 7 de setembro de 2025

Sessões: Sábados, às 19h e 21h30 | Domingos, às 17h e 19h30

Ingressos: R$ 90 (inteira) | R$ 45 (meia-entrada)

Vendas: site Teatro B32 e na bilheteria do teatro

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

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Texto revisado por Ketlen Saraiva

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Cinema Notícias Séries

Crítica | O desenrolar da série documental A Mulher da Casa Abandonada

O Entretê já assistiu à produção do streaming e fez todos os apontamentos que você precisa levar em consideração ao ver a série

Lançada na última sexta-feira, 15 de agosto, a série documental A Mulher da Casa Abandonada explora novos aspectos do caso que ganhou notoriedade nacional, mas não necessariamente agrega novidades para os fãs.

A Mulher da Casa Abandonada retoma a história do podcast de mesmo nome, produzido pelo jornalista Chico Felitti e lançado em 2022, que aborda a história de Margarida Bonetti, acusada, juntamente ao seu ex-marido, de agredir e manter ilegalmente a trabalhadora doméstica brasileira Hilda Rosa dos Santos nos Estados Unidos, durante os anos 2000. 

O caso, que na época teve grande repercussão jurídica nos Estados Unidos, gerou intensos debates e levou à criação de uma lei que protege vítimas de trabalho forçado, permitindo que trabalhadores que denunciam abusos possam permanecer legalmente naquele país.

O momento mais comovente e difícil de assistir de todo o documentário e, com certeza, o ponto mais importante da série dirigida por Katia Lund, é uma entrevista exclusiva com a vítima, Hilda Rosa dos Santos, que contou, com detalhes, algumas das agressões físicas e psicológicas que sofreu durante os anos de trabalho análogo a escravidão.

No podcast original, Felitti conversa rapidamente com Hilda por telefone. Na ocasião, ela não quis falar sobre o caso. Desta forma, o documentário ilumina algumas questões importantes sobre o caso, mas que ficaram de fora anteriormente.

Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=_xNZbzQboLo

Outra novidade abordada na série é a descoberta do esconderijo de Margarida Bonetti durante os anos em que o processo criminal era vigente nos Estados Unidos. Entre os anos de 2000 e 2010, Margarida se escondeu em uma edícula, aos fundos de uma casa em um bairro de classe média em Campinas, alugada sob nome falso. Quando o processo transcreveu, Margarida se mudou para o casarão da família, em São Paulo, o mesmo que chamou a atenção do jornalista Chico Felitti.

Contudo, a produção não avança em outros pontos. A acusada, Margarida Bonetti, seu ex-marido, Renê Bonetti, e outros familiares não deram suas versões para a produção, as poucas falas de Margarida foram retiradas do podcast e foram apresentadas junto a encenações que pouco somaram ao documentário e que deram um aspecto caricato para Margarida, de forma desnecessária. 

Foto: divulgação/Prime Video

Também foi abordada a comoção nacional causada após o lançamento do podcast, em 2022. Na época, curiosos transformaram o casarão de Higienópolis em ponto turístico e pessoas revoltadas com o caso também fizeram protestos no local. Mas estes fatos pouco importam para o desenrolar da história e parecem deslocados no primeiro episódio da série.

Apesar disso, a série documental original do Prime Video tem obtido bons resultados e alcançou o segundo lugar no ranking de mais assistidos no Brasil, mantendo o tom investigativo do podcast, algo que, com certeza, irá agradar aos fãs que tanto esperaram pelo lançamento.

Lund, além de dirigir, atuou como produtora executiva, enquanto Livia Gama e Yasmin Thayná dirigiram os três episódios. A série foi produzida por Gil Ribeiro, Marcia Vinci e Margarida Ribeiro e roteirizada por Tainá Muhringer, Fernanda Polacow, Henrique dos Santos, Mari Paiva e Karolina Santos. Chico Felitti foi consultor criativo e produtor executivo.

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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