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Crítica | Sabrina Carpenter brinca com estilos musicais em seu novo álbum

Em 12 faixas, o álbum vai do country ao pop dos anos 80 e se consolida como sequência de Short n’ Sweet

Sabrina Carpenter, que foi confirmada como uma das headliners do Lollapalooza 2026, abalou o mundo pop com o lançamento de seu sétimo álbum de estúdio, Man’s Best Friend, na última sexta-feira (29/08).

O álbum gerou grande expectativa considerando que o álbum anterior, Short n’ Sweet, lançado em 2024, contou com hits que alcançaram resultados extraordinários, como Espresso, que chegou ao 3º lugar na Billboard Hot 100, e deu à loirinha a primeira vitória no VMA na categoria de Música do Ano e a primeira indicação ao Grammy deMelhor Performance Pop Solo, além de Please, Please, Please e Taste.

Man’s Best Friend conta com 12 faixas, compostas pela cantora, que fazem do projeto uma sequência perfeita de Short n’ Sweet. Neste álbum, Sabrina segue utilizando a ironia ao falar de suas frustrações com os homens, como visto em Manchild, e o sexo volta a ser abordado de forma explícita e melódica, a exemplo do single Tears.

Assim como Short n’ Sweet, este álbum possui referências do country, como pode ser observado em músicas como Go Go Juice, e pop dos anos 80 em We Almost Broke Up Again Last Night e Goodbye, nas quais é possível observar referências de ABBA.

Foto: reprodução/Pop line

O álbum mostra o talento de Sabrina como compositora, conseguindo transitar entre diversos estilos musicais, abordando temas diversos, principalmente os relacionados a sexo de forma inusitada e divertida. Além disso, as faixas traduzem sua grande potência vocal, como pode ser visto na balada Sugar Talking e em When Did You Get Hot?.

Contudo, o projeto perde força em algumas faixas que se tornam monótonas e desinteressantes, como é o caso de Nobody’s Son, Never Getting Laid e Don’t Worry I’ll Make You Worry.

Algumas faixas do álbum foram co-escritas ou produzidas por Jack Antonoff, compositor que ficou famoso pela parceria com Taylor Swifit, Amy Allen, uma das responsáveis pelo hit Espresso, e John Ryan, que está por trás de outros hits de Carpenter, como Taste e Feather.

No geral, Man’s Best Friend reforça o talento de Sabrina e prova que a loirinha vai se manter no topo das paradas pop por mais um ano.

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Leia também: Confira o line-up completo da edição de 2026 do maior festival do ano em SP

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Ainda Estou Aqui ganha o prêmio de Melhor Filme do Ano pela crítica internacional

Criado há 25 anos, o Grand Prix FIPRESCI será entregue pela primeira vez a um longa-metragem brasileiro

Um ano após a sua estreia mundial no Festival de Veneza, onde recebeu o prêmio de Melhor Roteiro, Ainda Estou Aqui foi escolhido como o Melhor Filme do Ano na votação da Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (FIPRESCI, sigla em francês), formada por profissionais de 75 países.

Desde a criação do prêmio em 1999, a FIPRESCI nunca havia concedido seu Grand Prix a um filme brasileiro, embora Walter Salles já tenha sido reconhecido pela organização em 2018, com o Prêmio pelo Conjunto da Obra (dedicado a realizadores latino-americanos). Em janeiro deste ano, Ainda Estou Aqui recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem Internacional.

Foto: reprodução/Agência Brasil

Com o Grand Prix FIPRESCI, o longa soma 61 prêmios nacionais e internacionais, incluindo o Oscar de Melhor Filme Internacional e o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama, para Fernanda Torres. Além disso, Ainda Estou Aqui também foi selecionado para mais de 50 festivais no Brasil e no exterior.

Baseado no livro biográfico homônimo de Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui retrata o Rio de Janeiro do início dos anos 70, durante a Ditadura Militar, sob a perspectiva da família Paiva: Rubens (Selton Mello), Eunice (Fernanda Torres e Fernanda Montenegro) e seus cinco filhos. Quando Rubens, opositor ao regime, é levado por militares, Eunice começa uma busca pela verdade sobre o destino de seu marido enquanto tenta cuidar sozinha de seus filhos.

Confira o trailer do longa abaixo:

O Grand Prix FIPRESCI 2025 foi decidido através de uma enquete online entre 739 membros da centenária associação e será entregue a Walter Salles na sessão de abertura do 73º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, no dia 19 de setembro.

 

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Leia também: Clássico Dona Flor e Seus Dois Maridos retorna às telonas em versão remasterizada

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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Jogos Vorazes e o povo apalache: conheça a história real que inspirou a saga

​​Entre a poeira de carvão e a rebelião fracassada, Jogos Vorazes eterniza a história e o legado de uma população marginalizada dos Estados Unidos

Lançado em 2008, o mundo pós-apocalíptico de Jogos Vorazes foi um dos responsáveis por popularizar o sub gênero da literatura distópica entre jovens leitores durante os anos 2010. Na obra, após uma crise ecológica provocar guerras por recursos, somos apresentados à Panem, uma nação construída sobre as ruínas dos Estados Unidos e formada por 12 distritos e pela Capital, um governo fascista que controla esses distritos.

Cerca de 74 anos antes do início do primeiro livro, depois de uma tentativa fracassada de rebelião contra esse governo totalitário, a Capital criou os Jogos Vorazes como penitência para garantir a manutenção de seu controle. Assim, todos os anos, cada um dos 12 distritos deve entregar dois tributos, uma menina e um menino entre 12 e 18 anos sorteados em uma cerimônia chamada de colheita, que então são levados para lutar até a morte em uma arena até que somente um sobreviva.

É a partir dessa premissa que conhecemos Katniss Everdeen, uma jovem que vive no Distrito 12, o menor e mais pobre de Panem. Com 16 anos, Katniss sobe ao palco do Edifício de Justiça para assumir o lugar de sua irmã na colheita para o 74º Jogos Vorazes.

Cena de Jogos Vorazes
Foto: reprodução/Collider

Em todas as colheitas, que seguem um ritual bastante rígido, os prefeitos de cada distrito recontam a história de Panem como essa grande nação que trouxe prosperidade e ordem à região, mas que, mesmo assim, foi vítima da ingratidão do próprio povo, que ergueu-se contra a Capital.

Por isso, os Jogos são justificados como um “lembrete anual de que os Dias Sombrios jamais devem se repetir” (os Dias Sombrios referem-se aos anos de conflito que seguiram o levante popular), de forma que a memória da rebelião fracassada se torna uma cerimônia sádica de reafirmação de controle e vingança, certificando que a população não se esqueça os riscos de se opor ao governo.

Sob a perspectiva de Katniss, Suzanne Collins compôs uma trilogia que tematiza os limites morais de uma rebelião e as distorções ideológicas da propaganda. A popularidade internacional de Jogos Vorazes, contudo, faz com que leitores de fora dos Estados Unidos percam algumas referências históricas regionais, como as alusões ao povo apalache, cujo passado inspirou a caracterização do Distrito 12. Por isso, nesta matéria especial do Entretê, vamos conhecer a história dessa população marginalizada que ajudou Collins a criar alguns dos personagens mais queridos da saga.

Povo apalache e os paralelos com o Distrito 12

Ainda que tenha sonoridade indígena (e possa ser confundido com a etnia indígena apache), os apalaches não são um povo originário, mas sim os caipiras (hillbilly) estadunidenses que vivem na região das montanhas Apalache. Estamos acostumados a conhecê-los através dos estigmas que os rotulam como um povo simples de baixa escolaridade, conservador, violento (armamentista) e até sujo em algumas representações, à semelhança do personagem brasileiro Jeca Tatu criado por Monteiro Lobato.

Recentemente, o filme Era Uma Vez Um Sonho (2020), estrelado por Amy Adams e Glenn Close, centralizou a história de mulheres apalache, mesmo que também cheio de estereótipos.

Foto: reprodução/Netflix

Mas esses estereótipos têm raízes históricas, que são referenciadas em Jogos Vorazes.

Em Panem, cada um dos 12 distritos é responsável pela produção de um recurso que deve ser enviado à Capital – o Distrito 3, por exemplo, é responsável pela produção tecnológica e eletrônica, enquanto ao Distrito 8 é atribuída a produção têxtil e assim por diante. O Distrito 12, de onde parte nossa heroína, é encarregado da mineração de carvão, e a partir daí já se revelam muitos diálogos com a história.

A região da Apalachia, que nomeia a população, é uma área montanhosa dos Estados Unidos que percorre grande parte do oeste do país, passando por 13 estados desde o noroeste do Mississippi até o sul de Nova York, conforme ilustrado no mapa abaixo:

Foto: reprodução/Research Gate/Kirk Hazen

No final do século XIX, essa região recebeu muitos imigrantes (sendo a maioria de origem escocesa e irlandesa) e ex-escravizados devido à promessa de trabalho nas minas de carvão, que se estabeleciam principalmente na Pensilvânia e na Virgínia Ocidental. Logo nos capítulos iniciais de Jogos Vorazes, Katniss diz diretamente que o Distrito 12 ocupa a região que, antes de todas as guerras e caos ecológico, era conhecida como Apalachia, e que as minas do distrito eram muito profundas porque era um local em que “centenas de anos antes” já se minerava carvão.

No mapa abaixo, contornadas em vermelho, vemos as Montanhas Apalache, e as regiões de mineração de carvão nos Estados Unidos em marrom:

Foto: reprodução/Research Gate/Florian Egli, Nicolas Schmid e Tobias Schmidt

Em Jogos Vorazes, o trabalho nas minas é descrito sempre de forma muito precária, com muitos mortos (como o pai de Katniss) ou mutilados em acidentes devido a falta de segurança e de instalações e equipamentos adequados.

Ainda por cima, mesmo sendo responsáveis pela extração, os moradores do Distrito 12 não tinham acesso à grande maioria do carvão que coletavam e, conforme ficamos sabendo em Amanhecer na Colheita (2025), os mineradores eram pagos com um dinheiro que só podia ser usado em comércios específicos sancionados pela Capital, deixando de fora muitas lojas e empreendimentos dos residentes.

Todos esses detalhes são inspirados nas condições reais que os imigrantes encontraram nas minas de carvão do século XIX. Eles não tinham direitos, trabalhavam de forma insalubre, sofriam acidentes regularmente e ganhavam salários irrisórios pagos em moedas locais, que só podiam ser usadas nos comércios geridos pelos donos das minas, que também eram os donos de suas casas.

Foto: reprodução/Smithsonian Magazine

Como era uma região com muitas pessoas pobres, era também uma região bastante negligenciada pelo governo dos Estados Unidos, de modo que grande parte da população da Apalachia não tinha acesso à educação e ficava muitas vezes de fora dos processos de modernização que aconteciam no resto do país. O termo white trash, ou lixo branco, inclusive, que nomeia pessoas brancas pobres de colarinho azul (responsáveis por trabalho braçal), é frequentemente usado para descrever essa população.

Esse contexto nos permite entender que a educação foi, por muitos anos, negada ao povo apalache. Ainda que as últimas décadas tenham visto um aumento, os níveis de escolaridade na Apalachia passaram muito tempo abaixo da média nacional, com consequências materiais que atravessam gerações.

É interessante refletir como a própria ideia de serem conservadores também é consequência de terem, por muito tempo, sido isolados do resto do país, de forma que o orgulho da identidade apalache se associou à rejeição do que vinha de fora, porque muitas vezes era um processo impositivo, de cima para baixo.

Ainda que possam passar despercebidos para nós, esses termos e estereótipos usados para referenciar o povo apalache são muito comuns na mídia. Em Silêncio dos Inocentes (1991), por exemplo, vemos o personagem de Hannibal (Anthony Hopkins) dizer à agente Clarice (Jodie Foster) que ele enxerga como, apesar dela tentar apagar o sotaque da Virgínia Ocidental e se vestir bem, Clarice ainda é white trash, e ele até pergunta se o pai dela era um minerador de carvão. Veja a cena no vídeo abaixo, a partir do minuto 4:34:

Os moradores do Distrito 12 são frequentemente vistos através dos mesmos estigmas e experienciam processos históricos semelhantes aos vividos pelo povo apalache. No primeiro livro, quando Katniss chega à Capital pela primeira vez, ela escuta os moradores dizendo que o Distrito 12 “sempre foi um pouco retrógrado” e, para melhorar a sua percepção pública, é criada a narrativa de que Katniss lutou para “superar a barbaridade de seu distrito”.

Em outro momento, quando a personagem de Rue, uma tributo de 12 anos, conta à Katniss sobre a violência e a brutalidade que os trabalhadores agrícolas do Distrito 11 sofrem, Katniss pensa sobre como o Distrito 12 é negligenciado pela Capital desde que produzam suas cotas de carvão.

Foto: reprodução/Screen Rant
Guerras do carvão e a rebelião fracassada

Diante de toda essa exploração, os trabalhadores apalaches começaram a se organizar politicamente em sindicatos e a promover greves e manifestações, iniciando o que ficou conhecido como guerras do carvão. Marcado por vários conflitos em diferentes cidades mineradoras da Apalachia, as guerras duraram de 1890 até cerca de 1930.

Um dos conflitos mais importantes foi a Batalha de Blair Mountain, em 1921, que foi o maior levante trabalhista dos Estados Unidos e o segundo maior levante armado depois da Guerra Civil.

Foto: reprodução/WV Public Broadcasting

Se muitos de nós nunca ouvimos falar sobre essas guerras, é por um motivo muito simples: eles perderam. As guerras do carvão não surtiram mudanças substanciais, com a maioria dos rebeldes sendo presos ou mortos em massacres. Aliás, como retaliação, muitas minas foram temporariamente fechadas, deixando muitos trabalhadores sem emprego na época.

Esse enorme levante fracassado é representado em Jogos Vorazes através da rebelião perdida pelos distritos de Panem e que, na ficção, deu origem aos Jogos.

Através desses paralelos com a história das guerras do carvão e das referências diretas à Apalachia em Jogos Vorazes, Suzanne Collins pensa uma distopia que, além de alertar sobre o futuro, nos faz olhar para o passado e entender as situações materiais que levaram à construção do nosso presente. Em um mundo que ser lembrado pode ser a diferença entre continuar vivo e morrer na arena, Collins também mantém viva a história de uma população marginalizada e sufocada por estereótipos. Essas relações também mostram que Panem não está tão distante de nós assim.

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Leia também: Entrevista | YOUNITE fala sobre debut, shows no Brasil e projetos futuros

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Notícias Séries

Data de estreia e novas imagens de Tremembé foram divulgadas

A série chega ao serviço de streaming em 31 de outubro de 2025

O Prime Video divulgou a data de estreia da sua nova produção, a série Tremembé, que será lançada na plataforma no dia 31 de outubro de 2025.

A trama é ambientada na penitenciária de Tremembé, em São Paulo, conhecida como  “prisão dos famosos”. A trama mostra a trajetória e o cotidiano de figuras que ganharam grande repercussão pelos seus crimes.

Entre eles, Suzane von Richthofen, Daniel e Christian Cravinhos, condenados pelo assassinato dos pais de von Richthofen; Anna Jatobá e Alexandre Nardoni, condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni; além de nomes como o de Elize Matsunaga, condenada por assassinar o marido.

Prime Vídeo
Foto: divulgação/Prime Vídeo

O elenco engloba nomes de destaque, como Marina Ruy Barbosa, Bianca Comparato, Felipe Simas, Kelner Macêdo e grande elenco que estrelam nessa série ficcional.

A série é baseada nos livros de true crime do jornalista Ulisses Campbell, autor de Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido e Suzane: Assassina e Manipuladora. Ele também assina o roteiro ao lado de Vera Egito (direção geral), J Rosenthal, Thays Berbe e Maria Isabel Iorio. Tremembé é uma produção da Paranoid em parceria com o Amazon MGM Studios.

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Leia também: Conheça todas as produções que chegam ao streaming em setembro

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Entretenimento Eventos Livros

Prêmio Candango de Literatura divulga lista de classificados

Diversidade internacional marca a edição com mais de 2 mil obras selecionadas

O Prêmio Candango de Literatura, promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), divulgou a lista de classificados da segunda edição. Ao todo, 2.080 obras seguem na disputa, sendo 168 independentes e 1.853 publicadas por editoras, distribuídas nas categorias: Capa (300), Iniciativa de Incentivo à Leitura (60), Livro de Contos (310), Livro de Poesia (718), Prêmio Brasília (80), Projeto Gráfico (117) e Romance (495). 

Os finalistas — dez em cada categoria — serão anunciados em 1º de outubro, no site oficial do Prêmio. A cerimônia de premiação acontecerá em 31 de outubro, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília (DF).

Alcance internacional

A edição deste ano reafirma o caráter global da premiação. O Brasil concentra a maioria das obras (1.988), seguido por Portugal (41), Angola (19), Moçambique (17) e Cabo Verde (4). Também há inscrições dos Estados Unidos (3) e da Suíça (2), além dos países com uma obra cadastrada, como São Tomé e Príncipe, Colômbia, Países Baixos, Uruguai, França e Itália. Essa representatividade evidencia a circulação da literatura em língua portuguesa e a diversidade cultural entre os concorrentes.

Seleção e curadoria

Com curadoria de João Anzanello Carrascoza — escritor premiado e referência da literatura brasileira contemporânea —, a seleção das obras é conduzida por um corpo técnico de 45 jurados, sob a coordenação do escritor e jornalista Maurício Melo Júnior.

Idealizado pela Secec-DF, em parceria com o Instituto Casa de Autores, o Prêmio Candango nasceu para valorizar a criação literária em língua portuguesa e consolidar-se como ponte entre culturas e territórios.

Premiação

Serão distribuídos R$ 195 mil em sete categorias, organizadas em três eixos:

  • Literário: Melhor Romance, Melhor Livro de Contos, Melhor Livro de Poesia e Prêmio Brasília (R$ 140 mil)
  • Editorial: Melhor Capa e Melhor Projeto Gráfico (R$ 20 mil cada)
  • Iniciativas Pedagógicas: Prêmio de Incentivo à Leitura (R$ 15 mil)

Em contrapartida, os vencedores das categorias literárias e editoriais deverão doar 20 exemplares às bibliotecas públicas do Distrito Federal. Já os premiados em incentivo à leitura oferecerão uma atividade formativa online, com no mínimo quatro horas de duração.

Histórico

Na primeira edição, realizada em 2022, o prêmio distribuiu R$ 174 mil e consagrou autores como Marcílio Godoi (Etelvina, Melhor Romance), Alexei Bueno (O Sono dos Humildes, Poesia) e João Anzanello Carrascoza (Tramas de Meninos, Contos), além de iniciativas como Leitura na Esquina, de Gláucio Ramos Gomes.

Foto: reprodução/Seleções Literárias

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Leia também: A Cor que nos Separa: o rosto do racismo por trás das máscaras

 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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Cinema Notícias

Trailer de Terror de Shelby Oaks é revelado e estreia está marcada para o Halloween

Produzido com a supervisão executiva de Mike Flanagan, o filme transforma a investigação de um desaparecimento em um perturbador found footage

Os fãs de terror têm um motivo para se animar neste Halloween, a Diamond Films acaba de revelar o trailer do aguardado Terror em Shelby Oaks (Shelby Oaks). O longa, dirigido e roteirizado por Chris Stuckmann, estreia nos cinemas de todo o país em 30 de outubro, véspera do Dia das Bruxas. A distribuidora, conhecida por seu extenso catálogo de filmes de terror, promete mais uma experiência arrepiante para o público.

A história gira em torno de Mia (Camille Sullivan), que embarca em uma busca desesperada por sua irmã Riley (Sarah Durn), uma famosa youtuber desaparecida há anos, sem deixar nenhum vestígio. Tudo muda quando Mia recebe uma fita misteriosa que sugere que Riley ainda pode estar viva. A partir daí, ela se envolve em uma investigação intensa e sufocante, mergulhando em uma espiral de horror repleta de revelações perturbadoras.

Conhecido por seu trabalho como crítico de cinema, Chris Stuckmann faz sua estreia como cineasta em um gênero que é sua grande paixão. Ele combina o suspense crescente da investigação com a estética do found footage, transformando Terror em Shelby Oaks em uma experiência imersiva e impactante, na qual o público sente, junto da protagonista, toda a tensão e o terror da história.

Foto:reprodução/Instagram @chrissstuckmann

Trata-se de um filme feito por e para fãs de terror, especialmente com a produção executiva de  Mike Flanagan, que também produziu Ouija, em 2014, A Maldição da Residência Hill, em 2018, referência no gênero. Distribuído pela Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, Terror em Shelby Oaks estreia nacionalmente em 30 de outubro. 

Somente neste ano, a distribuidora lançou no Brasil Presença e Juntos, e já se prepara para as estreias de Animais Perigosos, em 18 de setembro, e Para Sempre Minha, em novembro.

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Leia também: O clássico Dona Flor e Seus Dois Maridos retorna às telonas em versão remasterizada

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Entrevista | Lívia Dabarian fala sobre seu próximo filme e dos desafios do teatro no Brasil

Em uma conversa com o Entetetizei, a atriz e cantora revelou detalhes sobre O Último Canto das Cigarras

De uma criança cercada por música à uma mulher que não se enxerga sem a arte, Lívia Dabarian começou a sua carreira cedo: aos oito anos, já era vocalista do Oxgênios, grupo musical infantil dos anos 1990 apadrinhado por Xuxa.

Hoje, a atriz e cantora é um nome conhecido no teatro musical. Nos palcos brasileiros, já interpretou personagens como Rita Cadillac no espetáculo Chacrinha – O Musical e Mary Matoso em Vamp – O Musical, no qual também foi alternante da protagonista Natasha. Nos Estados Unidos, onde estudou teatro musical, Lívia deu voz a Camila na primeira montagem off-broadway de In The Heights. Foi em Nova York, ao lado de seu atual marido Alírio Netto, que estreou em We Will Rock You, musical inspirado nas canções do Queen e que também passou pelo Brasil e pela Espanha.

Foto: reprodução/Correio do Estado

Lívia teve participações no cinema em filmes como O Vestido, Os Desastres de Sophia e Benjamin. Na televisão, venceu o reality show Dançando na Broadway, do Multishow, em 2012. Fãs de comédia podem conhecê-la por suas participações em episódios do Porta dos Fundos. Os fãs de anime já podem ter ouvido sua voz na dublagem da abertura de Cardcaptor Sakura.

Com toda essa experiência e com a música permeando toda a sua arte, Lívia conversou com o Entretê sobre a sua carreira e o seu próximo projeto: o longa O Último Canto das Cigarras. Na história, acompanhamos Sebastian (Alírio Netto), um cantor em conflito com sua identidade após perder a voz, e Aurora (Lívia), uma mulher perseguida pelo ex-marido e que teve a voz reprimida desde a juventude. O filme explora os lados menos glamourosos da carreira artística enquanto discute temas como saúde mental, traumas e recomeços. Confira!

Foto: reprodução/Correio do Estado

Entretetizei: A personagem de Aurora em Último Canto das Cigarras é uma sobrevivente de violência doméstica. Qual é a importância de contar essa história?

Lívia Dabarian: Eu acredito que toda mulher já se sentiu, em algum momento, em situação de risco ou insegurança, e a única forma de fazer com que isso mude é falando sobre.

Também é importante entender que a violência psicológica e emocional trazem danos irreversíveis às pessoas, e isso tem que acabar. 

E: Como está sendo para você o processo de encontrar a Aurora, de compor essa personagem?

L.D.: A Aurora é um presente! Uma mulher que, apesar de ter apanhado bastante da vida e estar num momento muito frágil, encontra forças para seguir adiante com a ajuda da música e também do Sebastian.

Representar mulheres fortes nos faz encontrar e valorizar ainda mais a nossa própria força e é um momento muito bonito quando atriz e personagem encontram esse ponto em comum.  

E: O filme também aborda o lado menos glamouroso da carreira artística. Como você lida com esses momentos?

L.D.: Nem sempre é fácil, pra ser sincera. Há muitas instabilidades e incertezas. Mas o artista não vive sem sua arte… E, no meu caso, a minha força vem da minha família, que também é a minha grande rede de apoio. 

E: Você e o Alírio já compartilharam muitos palcos, além de estarem juntos na vida pessoal. Como é a dinâmica de trabalho entre vocês?

L.D.: É uma delícia trabalhar com ele. Nós temos a mesma paixão pela música e o orgulho que sentimos um pelo outro só faz o amor crescer mais. Além disso, a gente se protege e se ajuda… então o ambiente não poderia ser mais acolhedor! 

Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

E: Você fez muitos espetáculos marcantes, como Vamp, Chacrinha e We Will Rock You — este último também com o Alírio —, além de já ter se apresentado na Broadway. Quais você acha que são os desafios de fazer teatro no Brasil?

L.D.: Os grandes espetáculos da Broadway, do West End e até em Madrid ficam em cartaz por anos porque o público adora essa forma de arte e os artistas são valorizados como tal.

No Brasil, acredito que o maior desafio seja ter que fazer temporadas tão curtas, porque o brasileiro, na maioria das vezes, valoriza muito mais os artistas que estão na televisão. Nada contra — muito pelo contrário! Acho que é uma forma incrível de arte, e  que eu adoraria fazer mais vezes também. Mas teria espaço para todos se todas as formas de artes fossem valorizadas. 

E: Você já trabalhou nos palcos, na televisão e no cinema. Como você enxerga a diferença entre esses espaços? Você os aborda de forma diferente?

L.D.: Eu acredito que a grande diferença seja o processo de conexão e construção da personagem. No filme e no teatro, essa construção tem ensaios que levam meses, por exemplo. Na televisão, não… porque a novela é escrita aos poucos e você vai recebendo informações novas sobre o seu personagem a cada dia!

Porém, no teatro, você tem que conseguir repetir a mesma performance do mesmo texto e da mesma música exatamente da mesma forma por muitos meses, e isso é extremamente desafiador também.

Então, durante a criação desse personagem, tem que ser levado em conta qual o veículo que vai ser usado para contar essa história, para que a sua conexão permaneça genuína durante todo o processo…. seja ele longo ou curto. 

E: Além de dar voz a personagens na ficção, você já dublou músicas de anime, participou de um reality show, fez uma tour cantando em um navio de cruzeiros, fez programas de auditório… Que projetos você ainda tem vontade de fazer?

L.D.: Eu amaria fazer uma série! Ainda está no meu to do list e, se o universo permitir, logo logo eu realizo mais esse sonho!

Foto: reprodução/ISTOÉ Independente

Acompanhe mais informações sobre O Último Canto das Cigarras no site oficial

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Leia também: O Último Canto das Cigarras: filme musicado com Alirio Netto e Lívia Dabarian inicia gravações no Brasil

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Eventos Música Notícias

Chase Atlantic anuncia turnê com passagem pelo Brasil

A banda se apresentará em São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro em novembro

A banda de R&B australiana Chase Atlantic anunciou seu retorno à América do Sul com a turnê Lost In South America. A novidade vem após o lançamento de seu novo single FACEDOWN, uma extensão de seu mais recente álbum de estúdio, LOST IN HEAVEN.

Pôster de divulgação da turnê Lost In South America, do Chase Atlantic
Foto: divulgação/Jordan Kelsey Knight

Com produção da Live Nation, a banda passará por três cidades brasileiras: São Paulo, no Suhai Music Hall, no dia 9 de novembro, Porto Alegre, no KTO Arena, no dia 11 de novembro e, por fim, Rio de Janeiro, no Qualistage, no dia 13 de novembro. A turnê também terá datas em Santiago, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina.

A venda geral dos ingressos começa em 3 de setembro, às 10h pelo site da Ticketmaster e às 11h na bilheteria oficial. Os fãs terão acesso à pré-venda do artista um dia antes, no dia 2 de setembro. A classificação etária do evento é de 16 anos.

Confira mais informações:
São Paulo

Data: 9 de novembro de 2025 (domingo).

Local: Suhai Music Hall Av. das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba, São Paulo – SP

Ingressos:

  • PISTA PREMIUM: R$ 345,00, a meia-entrada e R$ 690,00, a inteira
  • PISTA: R$ 245,00, a meia-entrada e R$ 490,00, a inteira
  • MEZANINO 2° PISO: R$ 390,00, a meia-entrada e R$ 780,00, a inteira
  • CAMAROTE LATERAL ESQUERDO 1° PISO: R$ 395,00, a meia-entrada e R$ 790,00, a inteira
  • CAMAROTE 2° PISO A/B: R$ 410,00, a meia-entrada e R$ 820,00, a inteira
  • CAMAROTE 1° PISO A/B: R$ 420,00 meia-entrada e R$ 840,00 inteira
Porto Alegre

Data: 11 de novembro de 2025 (terça-feira).

Local: KTO Arena Av. Severo Dullius, 1995 – Anchieta, Porto Alegre – RS

Ingressos:

  • PISTA: R$ 270,00, a meia-entrada e R$ 540,00, a inteira
  • MEZANINO: R$ 295,00, a meia-entrada e R$ 590,00, a inteira
  • PISTA PREMIUM: R$ 395,00, a meia-entrada e R$ 790,00, a inteira
Rio de Janeiro

Data: 13 de novembro de 2025 (quinta-feira).

Local: Qualistage Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos:

  • PISTA COMUM: R$ 260,00, a meia-entrada e R$ 520,00, a inteira
  • POLTRONAS: R$ 270,00, a meia-entrada e R$ 540,00, a inteira
  • CAMAROTE C: R$ 345,00, a meia-entrada e R$ 690,00, a inteira
  • CAMAROTE A e B: R$ 375,00, a meia-entrada e R$ 750,00, a inteira
  • PISTA PREMIUM: R$ 410,00, a meia-entrada e R$ 820,00, a inteira
Vendas

Pré-venda (pré-venda do artista): 2 de setembro, às 10h.

Venda geral: 3 de setembro, às 10h pela internet e às 11h nas bilheterias oficiais.

Vendas pela internet: www.ticketmaster.com.br

Bilheterias oficiais: 

  • São Paulo: Shopping Ibirapuera, Piso Jurupis (subsolo) Av. Ibirapuera, 3103 – Indianópolis, São Paulo/SP
  • Porto Alegre: mais informações serão divulgadas.
  • Rio de Janeiro: mais informações serão divulgadas.

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Texto revisado por Larissa Couto

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O clássico Dona Flor e Seus Dois Maridos retorna às telonas em versão remasterizada

O longa de 1976, estrelado por Sônia Braga, Mauro Mendonça e o inesquecível José Wilker, será exibido em todo o país entre os dias 11 e 17 de setembro

 

Um dos maiores clássicos do cinema brasileiro, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), estrelado por Sônia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça, retorna às telonas em versão remasterizada. A exibição acontece de 11 a 17 de setembro, em uma parceria entre a Cinecolor e a LC Barreto, produtora responsável por alguns dos mais icônicos sucessos do audiovisual nacional.

Dirigido por Bruno Barreto, o longa narra a história de Dona Flor, professora de culinária em Salvador, que, após a morte do marido Vadinho, casa-se novamente com o respeitável farmacêutico Teodoro. A inesperada aparição do espírito de Vadinho coloca Flor diante de um dilema entre razão e paixão. Marcante para várias gerações e um dos maiores recordes de bilheteria do cinema brasileiro, o filme agora pode ser revisto em toda a sua força e beleza nas salas de cinema brasileiro.

Além de Dona Flor e Seus Dois Maridos, outras produções clássicas da LC Barreto também voltarão às telonas nas próximas semanas em sessões especiais e por tempo limitado, oferecendo ao público a oportunidade de reviver ou conhecer pela primeira vez algumas das histórias mais importantes já produzidas no cinema brasileiro.

Fabíola Cherice Venerando, responsável pelo marketing da Cinecolor Brasil, destaca que trazer de volta obras como Dona Flor e Seus Dois Maridos não é apenas um resgate histórico, mas também uma celebração da memória do cinema nacional, funcionando como um convite para que o público vivencie novamente a experiência coletiva da sala escura com títulos que marcaram a cultura do país.

A lista completa de salas e cidades que receberão a exibição de Dona Flor e Seus Dois Maridos será divulgada em breve à imprensa e nas redes sociais da Cinecolor.

 

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Texto revisado por Larissa Couto

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