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KATSEYE é K-pop? Entenda onde o grupo se encaixa e não cometa esse erro

O KATSEYE debutou em menos de dois anos e já está no centro de uma das maiores discussões do pop atual: afinal, elas são ou não são K-pop?

Com o peso da HYBE, empresa responsável por fenômenos como BTS e NewJeans, e da gravadora americana Geffen Records, o grupo nasceu de um reality global, tem integrantes de várias partes do mundo e uma estética que grita idol. Só que o passaporte, a língua e até a estratégia de mercado levantam dúvidas. Onde, exatamente, o KATSEYE se encaixa nessa conversa?

O que é o KATSEYE, afinal?

Para quem perdeu esse rolê, o KATSEYE é um girl group formado pelo programa The Debut: Dream Academy, uma parceria entre a HYBE, da Coreia do Sul, e a Geffen Records, dos Estados Unidos.

O reality começou em 2023 e reuniu 20 trainees de 12 países diferentes. Tudo foi transmitido online, com votações globais, treinos intensos, missões e performances que lembravam muito os survival shows coreanos.

Depois de meses de desafios, choro e tensão, as seis integrantes escolhidas foram Lara (EUA), Sophia (Filipinas), Manon (Suíça), Daniela (EUA), Yoonchae (Coreia do Sul) e Megan (Inglaterra). Um grupo realmente internacional, o que já diz muito sobre a proposta.

Desde o início, a HYBE e a Geffen deixaram claro o objetivo: criar o primeiro girl group global inspirado no modelo idol coreano, mas com foco no mercado ocidental.

O que define o K-pop de verdade?

Muita gente ainda acha que K-pop é simplesmente música pop em coreano, mas a definição é bem mais complexa.

O K-pop é um sistema industrial inteiro, que envolve anos de treinamento, estética altamente planejada, coreografias precisas, marketing digital e fandoms extremamente organizados. É uma forma de produção cultural com DNA totalmente coreano, desde a seleção dos trainees até o lançamento dos álbuns.

Grupos de K-pop normalmente são formados por empresas sul-coreanas, treinam na Coreia, lançam músicas principalmente em coreano e fazem parte da indústria de entretenimento coreana, com direito a programas de música, variety shows e toda a dinâmica que o público já conhece.

O KATSEYE, por outro lado, tem uma estrutura bem diferente.

Onde o KATSEYE se encaixa nisso tudo?

O KATSEYE foi criado pela HYBE, mas não é gerenciado na Coreia, nem lançado por um selo coreano. A gravadora que cuida do grupo é a Geffen Records, dos Estados Unidos. As integrantes chegaram a treinar parte do tempo na Coreia, mas o reality foi conduzido em inglês e as gravações aconteceram em Los Angeles.

Isso significa que o KATSEYE tem a metodologia e o estilo visual do K-pop, mas a base operacional é americana. É como se o grupo fosse uma versão híbrida do formato idol, misturando o treinamento e a estética coreana com a estrutura e o som do pop ocidental.

Por isso, dizer que o KATSEYE é um grupo de K-pop não está totalmente errado, mas também não é tecnicamente certo. O termo que faz mais sentido para descrever o grupo é pop global ou grupo inspirado no K-pop.

K-pop como modelo, não só como gênero

O sucesso do KATSEYE mostra que o K-pop ultrapassou o status de gênero musical e se tornou um modelo de produção global.Hoje, empresas do mundo todo tentam replicar o sistema idol fora da Coreia, com treinos intensivos, narrativas emocionais, visuais impecáveis e marketing focado em fandoms apaixonados.

Outros exemplos desse movimento são o VCHA, da JYP Entertainment em parceria com a Republic Records, formado nos Estados Unidos e inspirado diretamente no K-pop; o XG, grupo japonês que também segue o sistema de treino coreano; e até grupos coreanos mais tradicionais, como Kiss of Life e NewJeans (RIP), que abraçam uma estética internacional sem perder as raízes.

Esses exemplos mostram que o K-pop virou um idioma global de criação pop. Você não precisa nascer na Coreia para fazer parte desse universo, mas precisa seguir o modelo que o K-pop consolidou.

Então, o KATSEYE é ou não é K-pop?

Depende do que você entende por K-pop. Se a definição for música pop feita dentro da indústria sul-coreana, então o KATSEYE não é. Mas, se você enxerga K-pop como um estilo de produção, performance e estética inspirada na cultura idol coreana, o KATSEYE claramente faz parte desse movimento.

O jeito mais justo de definir o grupo é chamá-lo de girl group global inspirado no K-pop. Ele segue o formato, mas pertence a outra indústria. E isso não é um problema. Na verdade, essa mistura é o que o torna interessante. O KATSEYE representa uma nova fase, em que o modelo coreano se expande e se adapta ao público mundial.

Por que essa confusão é importante?

A discussão sobre se o KATSEYE é ou não K-pop vai além do nome: ela trata sobre o impacto cultural que o K-pop teve no mundo inteiro.

Durante décadas, o pop global foi dominado pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Agora, a Coreia do Sul se tornou uma potência criativa que exporta métodos, sons e estéticas.

O KATSEYE existe justamente por causa desse impacto. O K-pop provou que há  público para esse tipo de grupo, que combina performance impecável, visual marcante e narrativas de superação. E o mundo inteiro quis fazer parte disso.

Mais do que tentar ocidentalizar o K-pop, o KATSEYE é um reflexo de como o pop está ficando cada vez mais híbrido. Hoje, fronteiras culturais importam menos do que identidade e conexão.

Futuro do pop global

O sucesso do KATSEYE e de outros grupos semelhantes mostra que o K-pop deixou de ser apenas um gênero musical. Ele virou uma força cultural que influencia a forma como o pop é feito, promovido e consumido.

Essa influência aparece em todos os lugares: coreógrafos coreanos trabalhando com artistas ocidentais, produtores de Seul assinando hits internacionais e trainees de diversos países sonhando em virar idols. O estilo idol se tornou um modelo global de excelência e dedicação artística.

O KATSEYE é resultado direto dessa transformação. O grupo não precisa escolher entre ser K-pop ou não. Ele representa o que o K-pop provocou no mundo: um novo jeito de fazer música pop, misturando culturas e ampliando fronteiras.

Mais importante que o rótulo é o impacto

No fim das contas, chamar o KATSEYE de K-pop não é o pior erro do mundo, mas também não é a forma mais precisa de descrever o grupo.

Elas estão em um novo espaço, misturando referências coreanas e estratégias ocidentais, com o objetivo de falar com um público global.

O que realmente importa é entender que o K-pop deixou um legado que vai muito além da Coreia: ele moldou uma geração de artistas e fãs que pensam de forma global, mas continuam valorizando o esforço, a estética e a paixão que o K-pop ensinou.

Talvez a pergunta certa não seja se é K-pop ou não, mas sim como o K-pop mudou o pop para sempre. Porque, no fim, o KATSEYE é exatamente isso: o resultado da fusão entre mundos, com o brilho, a dedicação e o carisma que o K-pop ensinou o planeta a amar.

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Mulher em Queda, novo romance de Colleen Hoover, ganha data de lançamento no Brasil

Obra chega às livrarias em 13 de janeiro, mesmo dia do lançamento mundial

A Galera Record confirmou que o novo livro de Colleen Hoover, Mulher em Queda, será lançado no Brasil no mesmo dia da estreia internacional: 13 de janeiro de 2026

Hoover tornou-se um fenômeno editorial, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo – sendo 6 milhões apenas no Brasil. Agora, ela retorna com uma história sombria sobre obsessão, criatividade e os limites entre realidade e ficção.

A obra, já disponível em pré-venda, promete ser um dos grandes lançamentos do verão literário. No Brasil, todos os livros da autora são publicados pela Galera Record, selo jovem adulto do Grupo Editorial Record.

Foto: reprodução/Instagram @galerarecord
Sobre o livro

Em Mulher em Queda, Colleen Hoover mergulha no suspense psicológico com uma trama sobre uma escritora em colapso e um detetive enigmático que pode ser sua salvação – ou sua ruína.

Petra Rose já foi um nome consagrado, dominando as listas de mais vendidos e inspirando milhões de leitores. Contudo, após a repercussão desastrosa da adaptação de uma de suas obras, ela viu a sua carreira desmoronar. Isolada em uma cabana à beira de um lago, tenta escrever o livro que pode salvar a sua reputação.

Foto: reprodução/Instagram @galerarecord

Sua solidão é interrompida pela chegada de Nathaniel Saint, um misterioso detetive com segredos próprios. A presença dele desperta em Petra uma criatividade quase febril, enquanto suas palavras parecem ganhar vida e o personagem que ela cria começa a refletir demais o homem real.

À medida que as fronteiras entre ficção e realidade se desfazem, a protagonista se vê presa em uma teia de fascínio e perigo. Até onde uma escritora pode ir para recuperar o controle da própria história?

Sobre a autora
Foto: divulgação/Aspas e Vírgulas/Entretetizei

Colleen Hoover é autora de 24 romances e novelas, e um dos maiores nomes do romance contemporâneo. Suas obras transitam entre o New Adult, o Young Adult e o suspense psicológico, conquistando leitores de diferentes gerações.

Seu sucesso, É Assim que Acaba, foi adaptado para o cinema e já está disponível em diversas plataformas de streaming.

Outros livros da autora também ganharão as telonas: Regretting You (outubro de 2025), Reminders of Him (março de 2026) e Verity (outubro de 2026). 

Colleen vive no Texas com o marido e os três filhos.

 

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti 

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Cidadão Incomum ganha novo volume e produção audiovisual

Sucesso literário, saga de Pedro Ivo expande seu universo com a HQ O Sexto Poder e uma adaptação de Fernando Meirelles 

O super-herói mais brasileiro que temos! Cidadão Incomum, a saga de ficção científica criada por Pedro Ivo, está conquistando novas mídias: a história já chegou aos quadrinhos e, em breve, ganhará as telas do cinema.

O protagonista é Caliel, um jovem aspirante a ator que, de repente, descobre que pode quebrar as leis da física e decide se tornar um super-herói na vida real. Agora, ele vai enfrentar a desigualdade, a mídia e o peso de ser extraordinário em um país que pune quem sai da linha. 

Por trás da saga que colocou São Paulo no mapa dos super-heróis, está o roteirista, escritor e quadrinista Pedro Ivo. Ele também é coautor do suspense sobrenatural Entre Mundos, escrito em parceria com Rodrigo de Oliveira, que também será adaptado: o livro já está em processo de adaptação para série, com o ator Jean Paulo Campos confirmado no papel principal.

Imagem de divulgação da HQ de Cidadão Incomum, de Pedro Ivo
Foto: divulgação/Pedro Ivo

Publicado pela Conrad Editora, o romance conquistou o público e a crítica por misturar ficção científica, crítica social e realismo urbano. O próprio autor define a essência da história: “A saga do Cidadão Incomum é sobre o que acontece quando a gente sai da bolha, do nosso mundinho”.

A trama virou objeto de estudo em universidades e foi selecionada pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) de 2020, entrando para o acervo de escolas públicas de todo o país. Depois de dois romances lançados, O Cidadão Incomum (2016) e O Cidadão Incomum 2 – Surreal (2023), veio a HQ O Sexto Poder, de 240 páginas, lançada em abril de 2024. 

O projeto não se destaca apenas pela crítica social, mas também pela representatividade: ao lado de Caliel, surge Tito, o primeiro super-herói trans dos quadrinhos brasileiros, capaz de distorcer a percepção da realidade. 

A relevância da obra chamou a atenção dos grandes estúdios. Cidadão Incomum deve ganhar uma adaptação para as telonas, desenvolvida pela O2 Filmes. A produção é de Fernando Meirelles, cineasta indicado ao Oscar por Cidade de Deus (2002), e Marcus Alqueres fica responsável pela direção associada.

“Tinha alguma coisa na Kriptonita ou em Gotham City que não me deixava embarcar totalmente, mas a brasilidade do Cidadão Incomum muda tudo. É outra experiência”, diz Fernando Meirelles sobre o projeto.

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Leia também: Entrevista | Pedro Ivo fala sobre adaptações literárias para o audiovisual e influências no mundo dos quadrinhos

 

Texto revisado por Ketlen Saraiva @lapidando_palavras

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Entrevista | Rafaela Tavares Kawasaki reflete sobre deslocamentos Brasil-Japão e seu novo romance dekassegui

Escritora fala sobre a experiência de imigração e como a literatura carece de obras que aprofundem o tema

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Outubro Rosa: um lembrete sobre o autocuidado e a importância da prevenção do câncer de mama

Campanha reforça o papel do diagnóstico precoce e incentiva mulheres a cuidarem de si com amor e atenção

Vamos conversar de mulher para mulher?

O Entretê é feito por mulheres trabalhadoras, guerreiras e sonhadoras que correm todos os dias atrás dos próprios objetivos. E, mesmo com a rotina cheia, acreditamos que o autocuidado precisa ser prioridade não apenas em outubro, mas durante todo o ano.

Apesar de vivermos em uma época em que o acesso à informação é amplo e rápido, a conscientização sobre o câncer de mama ainda enfrenta barreiras. Muitas mulheres deixam de realizar exames preventivos por falta de tempo, medo ou até por acreditarem que não estão no grupo de risco. É por isso que o Outubro Rosa segue sendo essencial: ele relembra que a prevenção é o caminho mais poderoso para salvar vidas.

Mais do que uma campanha, o movimento é um convite para olhar com carinho para si mesma, reconhecer os próprios limites e priorizar o cuidado com o corpo e a mente.

Como surgiu o Outubro Rosa?
Foto: divulgação/Entretetizei
Foto: divulgação/Entretetizei

O Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990. A primeira grande ação foi a Corrida pela Cura, realizada em Nova York, organizada pela Fundação Susan G. Komen for the Cure para arrecadar fundos e conscientizar a população sobre o câncer de mama.

Com o tempo, a iniciativa ganhou força e se espalhou pelo mundo. O costume de iluminar monumentos na cor rosa também começou nos EUA. No Brasil, a primeira ação registrada ocorreu em 2002, com a iluminação do Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo.

O que representa o laço rosa?

O lacinho cor de rosa é o símbolo da campanha e representa a luta contra o câncer de mama. A ideia também surgiu na Corrida pela Cura, quando a Fundação Susan G. Komen distribuiu os laços aos participantes.

Usar o laço é uma forma de demonstrar apoio à causa, simbolizando solidariedade, empatia e a importância da conscientização. Ele ajuda a dar visibilidade ao movimento e a lembrar a todos sobre a prevenção.

A importância da campanha

Instituída oficialmente no Brasil pela Lei nº 13.733/2018, a campanha Outubro Rosa reforça a necessidade da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, o tipo mais comum entre as mulheres.

O movimento é marcado por ações que promovem informação, acolhimento e esperança.

Diagnóstico e prevenção

O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura. Por isso, é essencial realizar exames de rotina, como a mamografia, e manter o hábito do autoexame das mamas, observando qualquer alteração no formato, cor ou textura da pele.

O autoexame não substitui o acompanhamento médico, mas é um passo importante para conhecer o próprio corpo. Já o exame mamográfico é o principal método de rastreamento e deve ser feito por mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos.

Mulheres com histórico familiar da doença ou suspeita de síndromes hereditárias podem realizar o exame a partir dos 35 anos, conforme orientação médica.

Além dos exames, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e evitar o consumo excessivo de álcool também são formas de prevenção.

Conheça seu corpo

Palpar suas mamas regularmente no banho, ao trocar de roupa, diante do espelho ou em qualquer momento confortável é importante. Esse hábito ajuda você a conhecer o que é normal e a perceber rapidamente qualquer alteração.

Procure atendimento médico

Sinais e sintomas, como caroços, secreção ou alterações na pele das mamas, devem sempre ser investigados por um profissional de saúde. Na rede pública, é possível realizar o atendimento gratuito pelo SUS, que oferece consultas, exames e acompanhamento especializado.

Mais do que um mês no calendário, o Outubro Rosa é um lembrete de que cuidar de si mesma é um ato de amor e resistência.

Que este mês (e durante todo o ano) seja um convite para desacelerar, se olhar no espelho com mais carinho e lembrar que o amor-próprio também se faz em consultas, exames e pausas. 

E você, tem reservado um tempo para cuidar de si mesma? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Insta, Face e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Especial | Do Nordeste para o mundo: nomes que representam a cultura em filmes, séries e canções

Texto revisado por Simone Tesser

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NMIXX lança seu primeiro álbum completo, intitulado Blue Valentine

O grupo busca expandir a presença na indústria e consolidar-se como um girlgroup completo

 

O NMIXX lançou hoje (13) seu primeiro álbum completo, Blue Valentine, acompanhado da faixa-título de mesmo nome. O novo projeto, que conta com composições das integrantes HAEWON e LILY, reúne 12 músicas.

O grupo retorna após sete meses do mini álbum Fe3O4: FORWARD, e, desta vez, as integrantes prometem conquistar o coração dos fãs com performances ainda mais refinadas e um charme envolvente.

Blue Valentine encerra a série Fe3O4 — que retrata histórias ambientadas no FIELD, o mundo real — e marca o início de um novo capítulo. O álbum busca capturar as emoções que surgem na fase Blue Valentine da jornada rumo à MIXXTOPIA. Por meio de filmes prólogo, fotos conceituais e webtoons, o NMIXX expressa de forma intensa os conflitos inevitáveis nas relações com pessoas queridas e as emoções ambíguas do amor, ampliando a imersão na narrativa.

Foto: divulgação/JYP Entertainment

A faixa-título Blue Valentine dá voz ao desejo de reacender sentimentos adormecidos, explorando o momento em que as emoções entram em conflito. Com sons melancólicos de sintetizador, riffs marcantes de guitarra e batidas dinâmicas de boom bap em diferentes ritmos, a música constrói uma paisagem sonora dramática e multifacetada. O videoclipe intensifica essa experiência, com visuais oníricos e cenas cinematográficas.

A tracklist é composta por: Blue Valentine, SPINNIN’ ON IT, Phoenix, Reality Hurts, RICO, Game Face, PODIUM, Crush On You, ADORE U, Shape of Love, O.O Part 1 (Baila) e O.O Part 2 (Superhero). Mostrando sua versatilidade, as faixas PODIUM, Crush On You e Reality Hurts trazem a participação de HAEWON e LILY na composição.

 

Confira o clipe aqui:

 

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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Crítica | Festival do Rio: O Agente Secreto reconstrói o Brasil autoritário com elegância, tensão e fantasia sombria

Thriller de Kleber Mendonça Filho mistura espionagem, memória histórica e estética ousada para retratar os fantasmas ainda vivos da ditadura de 1977

Em O Agente Secreto, Kleber Mendonça Filho nos leva ao Recife de 1977, num Brasil sufocado pela ditadura militar, para contar a história de Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia atormentado por um passado político incerto. Ao retornar à sua cidade natal durante o Carnaval, na esperança de reencontrar seu filho, o homem percebe que o refúgio que buscava está longe de existir, a opressão está presente em cada rua, em cada olhar desconfiado. O filme, além de thriller, é um retrato denso da paranoia política, da memória coletiva e das feridas que persistem no tecido social.

A direção de arte, o cenário, o figurino e a cinematografia colaboram para transportar o espectador ao calor opressor dos anos 70: ruas úmidas, luzes artificiais tremeluzindo, sombras que parecem conspirar. Através de escolhas visuais poderosas, Kleber Mendonça constrói atmosferas tensas e realistas, mas permeadas de simbolismo, como por exemplo cenas que beiram o surrealismo, sugerindo que a realidade política também tinha formas de horror próprio.

Wagner Moura se destaca ao incorporar o personagem com nuances de fragilidade e resistência: não é um herói clássico. Ele é um homem dividido, traído, tentando reconstruir algo, mas sempre sob o risco de ser arrancado da segurança mínima que julga ter. Sua atuação convence justamente porque resiste ao maniqueísmo: ele age mais por medo, por amor, por necessidade de sobreviver do que por idealismo puro. O elenco complementar dá suporte sem ofuscar: personagens secundários que vivenciam dilemas morais parecidos, como quem colabora ou resiste, quem observa ou esconde.

Foto: reprodução/Andreas Rentz/Getty Images

Apesar de seus méritos artísticos, O Agente Secreto exige paciência do público. São cerca de 2h38min de narrativa que alterna momentos de intensidade com passagens de contemplação, digressões visuais ou simbólicas que podem parecer arrastadas. Alguns espectadores poderão se sentir impacientes em meio a tanta atmosfera, sobretudo se esperavam um thriller com ritmo mais acelerado. Mas essa lentidão deliberada parece parte do propósito: mostrar que o horror institucional não é linear, que a memória contamina o cotidiano, que o passado nunca está realmente encerrado.

O filme também se destaca por sua coragem política: trazer à tona não só os horrores da ditadura, mas os resíduos desse período, as feridas que atravessam gerações, a sensação de insegurança, as injustiças ainda não reparadas. As comparações com Ainda Estou Aqui e outros títulos recentes que tratam da memória brasileira aparecem com frequência, mas aqui o diretor vai além de revisitar o passado, ele expõe como esse passado vive em nossos espaços físicos e psicológicos. A ditadura é personagem invisível, mas presente, persistente.

Em suma, O Agente Secreto é um dos filmes mais importantes do cinema brasileiro recente: ambicioso, necessário e artisticamente rigoroso. Ele talvez não agrade a quem espere puro entretenimento ou ação frenética, mas para quem busca uma obra que interpele, que sacode, que questiona, o filme entrega alto valor. Resta agora ver como o público nacional o receberá quando estiver em cartaz e o quanto o cinema político continuará encontrando espaço para respirar entre o formalismo e a urgência.

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Texto revisado por Larissa Couto @larscouto

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Novo filme Pai do Ano mistura clássicos e vida moderna com sutileza

O longa-metragem estrelado por Michael Keaton e Mila Kunis chega aos cinemas em outubro

Com estreia marcada para o dia 23 de outubro, Pai do ano promete emocionar o público ao retratar de forma leve e bem-humorada as complexas dinâmicas familiares. A obra destaca a relação de Andy (Michael Keaton) e sua filha mais velha, Grace (Mila Kunis), em uma história repleta de risos, desafios e oportunidades de reconexão.

Imagem: divulgação/Diamond Films

Dirigida por Hallie Meyers-Shyer, conhecida por seu carinho pelos clássicos do gênero, a obra se inspira em filmes como Kramer vs Kramer e Laços de Ternura. Segundo a cineasta: “Dinâmicas familiares complexas sempre estiveram no centro dos filmes engraçados e emocionantes que mais amo e são exatamente o tipo de história que sempre quis contar.” 

A trama acompanha Andy Goodrich, um homem para quem a paternidade definitivamente não é sua maior virtude. Quando sua esposa precisa se internar em uma clínica de reabilitação, Andy se vê sozinho na tarefa de cuidar dos filhos pequenos, contando com a ajuda da filha mais velha, Grace, para tentar manter a casa em ordem.

Imagem: divulgação/Diamond Films

O filme explora conflitos familiares, mágoas do passado e a oportunidade de reconstrução de laços. A relação entre pai e filha se transforma ao longo da história, mostrando que mesmo ausências e dificuldades podem se tornar pontes para um novo começo.

Imagem: divulgação/Diamond Films

Além de Michael e Mila, o elenco conta com Andie MacDowell (Quatro Casamentos e Um Funeral), Kevin Pollak (A Maravilhosa Sra. Maisel), Nico Hiraga (Sweethearts), Poorna Jagannathan (Eu Nunca) e Michael Urie (Falando a Real). A produção reforça a combinação de talentos veteranos e novas promessas, trazendo ainda mais leveza e emoção à narrativa.

Pai do ano chega aos cinemas brasileiros em 23 de outubro, com distribuição da Diamond Films, a maior distribuidora independente da América Latina, oferecendo uma comédia emocionante que dialoga com o público de todas as idades e celebra o humor e a ternura presentes nas relações familiares modernas.

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Texto revisado por Larissa Couto

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