Emma Lord, autora de Tweet Cute, retorna com um friends to lovers que promete ser outro sucesso
A gente ama acompanhar uma história na qual amigos se apaixonam e é esse trope que Emma Lord, autora de best-sellers como Tweet Cute(2022) e Deu Match (2023), traz em sua nova obra, Os Nossos Refúgios (2024), um romance contemporâneo repleto de aventuras.
De forma bem-humorada, ela aborda nessa obra publicada pela Plataforma 21, questões vividas na adolescência, como o processo do amadurecimento, amizades, sonhos e lições sobre o amor. E o Entretê te conta mais sobre esse enredo apaixonante!
A trama de Os Nossos Refúgios
Foto: reprodução/ Instagram @dilemmalord
A obra acompanha Riley, uma jovem de 18 anos que acabou de se formar no ensino médio e, assim como todas as pessoas nessa época da vida, ela se sente perdida quanto ao próximo passo que deve tomar e a situação se torna ainda mais apavorante quando ela descobre que foi rejeitada por dez universidades.
É então que, mesmo contra a vontade da mãe, ela se muda para Nova York para buscar sua verdadeira vocação, e onde reencontra seu melhor amigo Tom, de quem se distanciou desde que se mudou para o Upper East Side. Os dois escreveram quando crianças uma Lista de Refúgios, que continham aventuras que precisavam fazer: um curso de escrita de ficção de Marés do Tempo, acampar e uma viagem de carro depois de tirar a carteira de motorista.
“Até que Tom foi embora e, por um tempo, foi como se o sol tivesse se apagado. Como se a Lista de Refúgios fosse uma brasa que ainda me mantinha em movimento. Precisei encontrar novas formas de me orientar no universo sem ele e, embora não fosse tão assustador ou solitário quanto pensei que seria, a dor da distância nunca aliviou. (Os Nossos Refúgios, p. 46)”
Agora, ao lembrar desse fato, Riley se junta a Tom e aos novos amigos deles, Luca, Jesse e Mirella, para realizar esses tópicos, enquanto isso, a garota precisa lidar com os sentimentos confusos que surgem pelo melhor amigo.
Já vai adicionar esse livro na sua lista de leituras assim como nós já fizemos? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê (Instagram, Facebook, Twitter) e nos siga para mais conteúdos do mundo do entretenimento!
Lista com as mães mais memoráveis das novelas coreanas
À medida que o Dia das Mães se aproxima, os fãs de K-dramas ao redor do mundo se preparam para homenagear as figuras maternas que cativaram seus corações nas telas. De Reply 1988 a Para Sempre Camélia, as mães em K-dramas têm desempenhado papéis inesquecíveis que transcendem culturas e fronteiras.
Neste especial, relembramos as histórias comoventes e os personagens memoráveis que definem o papel das mães na indústria do entretenimento coreano.
Arquétipos maternos em K-dramas:
A mãe sacrificada: personificada por personagens como Kang Mo-yeon em Descendentes do Sol (2016), essas mães sacrificam tudo pelo bem-estar de suas famílias, enfrentando desafios e provações com resiliência e determinação.
A mãe superprotetora: De Yoon Ji-ho em Because This is My First Life (2017) a Cha Hyeon-seo em Pousando no Amor (2019), esão mães conhecidas por sua superproteção e dedicação inabalável aos filhos, mesmo às custas de seu próprio bem-estar.
A mãe ausente: presente em dramas como Boys Over Flowers (2009) e Meu Senhor (2018), algumas as mães também podem estar ausentes física ou emocionalmente, deixando um vazio na vida de seus filhos, que eles lutam para preencher.
A mãe em busca de redenção: exemplificada por personagens como Han Seo-jin em Sky Castle (2018), essas mães enfrentam seus próprios demônios e lutam para se redimir de erros do passado, buscando reconectar-se com seus filhos.
Conheça outras mães e seus K-dramas
Ra Mi-ran, Lee Il-hwa e Kim Sun-Young: Reply 1988 (2015)
As mães de Reply 1988 são o maior exemplo daquilo que imaginamos quando pensamos nas típicas mães coreanas, principalmente as dos anos 80.
Foto: reprodução/amino
Sinopse: A história gira em torno de cinco famílias vizinhas e seus laços de amizade, amor e comunidade. O foco principal está na vida de cinco amigos de infância, Sung Deok-sun e seus quatro amigos, que enfrentam os desafios da adolescência enquanto compartilham risos, lágrimas e memórias preciosas. O drama aborda temas universais como família, amizade, sonhos e amadurecimento, capturando de forma autêntica o espírito da década de 1980 na Coreia do Sul.
Kang Ok-dong: Amor e Outros Dramas (2022)
A mãe de Lee Dong-seok é a típica mãe em busca de redenção que, apesar dos erros da vida, quer descansar com a mente tranquila.
Foto: reprodução/Netflix
Sinopse: Amor e Outros Dramas apresenta um drama com diversas histórias interligadas. O que, a princípio, pode parecer um universo com vários personagens diferentes, logo revela-se que tudo se conecta de alguma forma. Lee Dong-suk (Lee Byung-hun) nasceu em uma ilha quase paradisíaca e vende caminhões para ganhar o pão de cada dia até conhecer Min Sun-ah (Shin Min-ah), uma garota misteriosa que chegou na região para escapar de sua realidade.
Park Jung-joon (Kim Woo-bin) é um capitão que se apaixona por Lee Young-ok (Han Ji-min), uma mergulhadora com uma personalidade radiante muito diferente da dele. Por outro lado, Jung Eun-hee (Lee Jung-eun) é a dona de um mercado de peixes que reencontra um antigo amor, Choi Han-soo (Cha Seung-won). Han-soo decide voltar para a ilha Jesu depois de perceber que a vida na cidade não era ideal para ele.
Jin Young-soon: The Good Bad Mother (2023)
Ser mãe, na maioria das vezes, é pensar no melhor futuro de seus filhos e tentar colocá-los no caminho para que tudo dê certo no final. Mas, até que ponto uma mãe pode influenciar no destino do filho?
Foto: reprodução/Netflix
Sinopse: Em The Good Bad Mother, Young Soon (Ra Mi-ran) é uma mãe solo que se dedicou integralmente ao seu filho e sempre quis o melhor para ele. Kang Ho (Lee Do-hyun) cresceu se sentindo pressionado pela criação rígida da mãe e, após se tornar um dos maiores promotores da Coreia do Sul, se distanciou dela.
Porém, após sofrer um acidente cuja consequência foi uma forte amnésia, ele volta a ser uma criança mentalmente. Kang Ho precisa voltar para sua cidade natal e aos cuidados de Young Soon, com a ajuda de sua amiga de infância Mi Joo (Ahn Eun-jin). Juntos, eles precisarão passar pelos desafios da condição do jovem em uma jornada pela recuperação, não só de sua mente, mas também para reatar o laço familiar.
Nam Haeng-seon: Intensivão de Amor (2023)
Nem toda mãe é de sangue. Em alguns casos, mãe é aquela pessoa que cuidou de você e fez questão de te dar amor, carinho e atenção.
Foto: reprodução/Netflix
Sinopse: Em Intensivão de Amor, Choi Chi-yeol (Jung Kyung-ho) é um instrutor de matemática famoso e o cursinho no qual leciona é super requisitado por vários estudantes que desejam ingressar na faculdade na Coreia do Sul, porém, apesar do carisma em sala de aula e em seus icônicos comerciais, ele passa por problemas relacionados a traumas do passado, tornando-se recluso e desconfiado.
A vida do professor vira de cabeça para baixo quando ele conhece Nam Haeng-sun (Jeon Do-yeon), uma ex-atleta nacional que adota a filha de sua irmã e cuida dela como mãe. Ela se esforça todos os dias cozinhando e gerenciando sua loja para garantir o melhor para a menina, inclusive fazer de tudo para que ela consiga uma vaga no curso ministrado por Choi Chi-yeol. A princípio, os dois se odeiam, mas ao lidarem com suas questões juntos, um amor inusitado floresce.
Cha Yu-ri: Uma Segunda Chance (2020)
Cha Yu-ri é uma das mães mais fortes da dramaland. Suas decisões influenciam na vida e na felicidade de diversas pessoas, incluindo de sua filha.
Foto: reprodução/amino
Sinopse: Uma Segunda Chance é a história de uma mãe que morreu recentemente e inicia um processo de ressurreição que vai durar 49 dias. Nessa jornada, ela acompanha o ex marido que mal começou a viver uma nova vida depois de superar a dor de perder a esposa e está criando sozinho a filha que foi deixada em sua custódia
Oh Dong-baek: Para Sempre Camélia (2019)
A protagonista de Para Sempre Camélia representa milhões de mães ao redor do mundo ao ser mãe solo.
Foto: reprodução/Netflix
Sinopse: Para Sempre Camélia é uma história de Dongbaek, uma órfã que cresceu e se tornou mãe solteira. Ela é dona de um pequeno bar, também chamado de Dongbaek, que significa camélia em inglês. Sua vida toma um novo rumo, depois de conhecer Yongsik, um policial beneficente em sua pequena cidade. Eles se apaixonam, apesar do estigma social contra a mãe solteira. Yongsik, tendo sido criado por uma mãe solteira, entende os desafios de Dongbaek e a abraça nessa jornada.
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Romance surpreendente estrelado por Anne Hathaway e Nicholas Galitzine
Uma Ideia de Você é um romance que conta a história de Solène, interpretada por Anne Hathaway, que nos seus 40 anos acaba se envolvendo com um jovem astro de boy band, o Hayes,estrelado pelo ator Nicholas Galitzine — que já fez os filmes Continência ao Amor (2022) e Vermelho, Branco e Sangue Azul (2023).
O filme pode ser surpreendente quando assistido sem expectativas, pois acaba se tornando divertido e leve na medida certa. Com cenas quentes e beijos cheios de desejo, os personagens demonstram como a paixão deles é intensa e avassaladora.
Fanfic? Temos aqui. O enredo desenvolve-se muito bem em suas circunstâncias, mesmo sendo raso como uma colher — temos momentos vergonhosos que são as claras referências à banda One Direction e ao Harry Styles —, contudo não chega a deixar o filme com cara de sessão da tarde.
Foto: reprodução/Amazon Prime Video
O grande pulo do gato desse filme é a Solène e seus conflitos relacionados ao etarismo e de ser uma mãe solteira de uma adolescente. Já o Hayes, infelizmente, tem pouco aprofundamento na sua personalidade, pois sempre temos somente um vislumbre de que ele é mais que um cantor famoso. Mesmo assim, ele não perde o seu charme, e o final é o seu ponto alto.
A nota final é quatro estrelas, para o seu gênero ele dá conta do recado e continua sendo uma ótima recomendação para assistir com as amigas. Inspirado no livro com o mesmo nome, temos que fazer uma menção honrosa à beleza de Anne Hathaway e Nicholas Galitzine que criou a química do casal.
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Quais produções o universo de Star Wars nos reserva além das telonas?
Star Wars é, sem dúvidas, uma das maiores sagas de ficção científica de todos os tempos.
Imagem: reprodução/YouTube
Embora os filmes sejam as produções mais conhecidas pelos fãs ao redor do mundo, quais outras são essenciais para conhecer melhor o vasto universo da saga? Confira abaixo:
1. Andor
A série Andor (2022), da Disney+, adota um tom político, misturando as temáticas de espionagem e suspense, e conta com um protagonista já conhecido pelos fãs de Star Wars: Cassian Andor (Diego Luna), de Rogue One. Acompanhado do androide K-2S0 (Alan Tudyk), o espião rebelde Cassian embarca numa nova aventura ainda nos primeiros dias da Rebelião contra o Império.
Imagem: reprodução/Disney+
Os eventos da série se passam cinco anos antes de Rogue One, nos quais Cassian foi piloto e agente de inteligência da Aliança Rebelde.
Andor foi renovada para a segunda temporada.
2. Ahsoka
Embora não tenha estrelado nenhum filme da saga, exceto pela animação A Guerra dos Clones (2008), Ahsoka Tano (Rosario Dawson) é uma antiga conhecida (e uma das personagens favoritas) dos fãs de Star Wars. Devido à sua popularidade, ganhou sua própria série da Disney+, Ahsoka (2023), que conta a sua história.
Imagem: reprodução/Disney+
Criada por Dave Filloni e George Lucas, Ahsoka originalmente faria parte de um grupo que lutaria as Guerras Clônicas. Entretanto, sua origem foi modificada e ela se tornou padawan de Anakin Skywalker. Sua trajetória é marcada por histórias que se conectam diretamente aos eventos dos filmes originais e é repleta de reviravoltas. Ahsoka também já foi renovada para a segunda temporada.
3. A Guerra dos Clones
A série de animação A Guerra dos Clones (2008) aborda um dos fatos mais relevantes da história do universo de Star Wars: as Guerras Clônicas.
Imagem: reprodução/Valeu Gutenberg
O Exército da República, liderado pelos Mestres Jedi Yoda, Obi-Wan e Mace Windu, dentre outros, luta contra o Exército de Separatistas, em defesa da união democrática e da estabilidade da galáxia. Nos bastidores, o Senador Palpatine configura uma ameaça adicional.
4. The Acolyte
The Acolyte, da Disney+, será a primeira série do universo expandido de Star Wars que não terá como foco a saga Skywalker. A trama se passará 100 anos antes dos eventos de A Ameaça Fantasma (1999). A série promete ser um suspense de mistério. A ex-padawan Mae (Amandla Stenberg) junta-se ao seu Mestre Jedi Sol (Lee Jung-jae, de Round 6) para investigar uma série de crimes, mas ambos se deparam com forças mais sinistras do que esperavam.
Foto: divulgação/Disney+
The Acolyte tem previsão de estreia para junho de 2024.
5. O Mandaloriano
A mais conhecida da lista e a primeira série televisiva de Star Wars, O Mandaloriano (2019-presente) se passa após a queda do Império. A trama acompanha a história de Din Djarin (Pedro Pascal), um guerreiro que trabalha como caçador de recompensas. Ele escolhe proteger Grogu, um ser enigmático.
Em sua jornada, os dois são perseguidos por Moff Gideon (Giancarlo Esposito), ex-governador do Império cuja vida foi impactada pela destruição da Estrela da Morte.
Foto: reprodução/StarWars.com
Criada por Jon Favreau, a série conta com três temporadas até o momento e tem um filme previsto para dar sequência à história.
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Com Ncuti Gatwa e Millie Gibson, a 14ª temporada chega no streaming em 10 de maio
Depois de muita espera, os fãs da série britânica Doctor Who vão poder aproveitar a nova temporada pelo streaming. Os dois primeiros episódios da 14ª temporada estarão disponíveis a partir das 20h de 10 de maio.
Estrelado por Ncuti Gatwa, como o Doutor, e Millie Gibson, como sua companheira Ruby Sunday, a série traz as aventuras da dupla desde a era da Regência Britânica até cenários futuros em outros planetas, através das viagens com a TARDIS.
Os episódios serão disponibilizados toda sexta, às 20h, no Disney+. O elenco conta com a participação de Aneurin Barnard, Anita Dobson, Yasmin Finney, Michelle Greenidge, Jonathan Groff, Bonnie Langford, Genesis Lynea, Jemma Redgrave, Lenny Rush, Indira Varma e Angela Wynter.
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A 23ª edição do principal evento de premiação do audiovisual brasileiro está agendada para o dia 28 de agosto, na Cidade das Artes, Rio de Janeiro
No dia 28 de agosto, a Cidade das Artes, localizada no Rio de Janeiro, será o palco do Prêmio Grande Otelo, considerado o maior e mais importante evento de premiação do audiovisual no país.
Com sede no Rio de Janeiro e com representatividade nacional, a Academia Brasileira de Cinema é uma entidade independente criada em 20 de maio de 2002. Tem como finalidade, entre outras, instituir o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, agora Prêmio Grande Otelo, e contribuir para a discussão, promoção e fortalecimento da indústria audiovisual em todo o Brasil.
Além disso, a Academia Brasileira de Cinema foi reconhecida em 2020 pela Academy of Motion Picture, Arts and Sciences como única entidade credenciada para indicar o filme que representa o cinema brasileiro na categoria Melhor Longa-Metragem Internacional no Oscar.Isso ocorre sem qualquer tutela do governo que esteja no poder.
A partir desta 23ª edição, a Academia renomeia o evento, que até 2023 era conhecido como Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, e lança uma nova marca. Essa mudança visa ampliar a homenagem ao ator e comediante mineiro, um dos maiores ícones do nosso cinema, que já emprestava seu nome ao Troféu Grande Otelo.
Foto: divulgação/Prêmio Grande Otelo
O legado de Grande Otelo
Grande Otelo, ou Sebastião Bernardes de Souza Prata, destacou-se como um multifacetado artista brasileiro, atuando como ator, comediante, cantor, produtor e compositor. Sua carreira brilhou nos palcos dos cassinos cariocas e nos espetáculos do famoso teatro de revista. Ele também participou de diversos filmes de sucesso da cinematografia nacional, especialmente nas décadas de 1940 e 1950, nas populares chanchadas, onde dividiu o protagonismo com o renomado comediante Oscarito.
Atuou em grandes sucessos do século XX, como Noites Cariocas (1935), Este Mundo é um Pandeiro (1946), Três Vagabundos (1952), A Dupla do Barulho (1953), Matar ou Correr (1954), Assalto ao Trem Pagador (1962), O Dono da Bola (1961) e Quilombo (1984).
Outro marco em sua trajetória foi a participação na adaptação cinematográfica de Macunaíma, em 1969. Reconhecido por sua contribuição à cultura brasileira, é frequentemente mencionado como um dos mais importantes atores da história do país.
Troféu Grande Otelo
Neste ano, foram inscritas 326 obras para concorrer à premiação. Além disso, mais de 3 mil profissionais do audiovisual brasileiro foram indicados para concorrerem ao Troféu Grande Otelo. Votado por profissionais das mais diversas áreas do setor, o Prêmio Grande Otelo vem passando por atualizações desde que foi criado, sempre acompanhando as mudanças do mercado audiovisual.
Com o objetivo de abranger a multiplicidade de formatos narrativos, a Academia criou, para este ano, duas novas categorias, totalizando vinte e nove: Melhor Atriz e Melhor Ator de Série de Ficção. Em suma, são 29 categorias, incluindo a categoria de filmes ibero-americanos, com produções indicadas pelas academias de cinema dos 13 países associados à FIACINE (Federação Ibero-americana de Cinema).
A Academia Brasileira de Cinema vem expandindo cada vez mais suas parcerias internacionais, e é responsável pela indicação da produção que representa o país na pré-seleção do Oscar de Melhor Filme Internacional. Hoje, também indica os filmes brasileiros a importantes premiações internacionais, como Goya (Espanha), Ariel (México) e Macondo (Colômbia). Ademais, há indicações em parceria com o SICAV dos concorrentes brasileiros às diversas categorias dos Prêmios Platino.
Imagem: divulgação/Prêmio Grande Otelo
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A nova série documental, que explora a história do sucesso do grupo liderado por Jon Bon Jovi, acaba de chegar ao streaming
“Livin on a prayer…” Composta por quatro episódios, Thank You, Goodnight: A História de Bon Jovi chegou ao streaming na última sexta (26). A produção oferece um olhar inédito do passado épico e do futuro incerto de uma das bandas mais conhecidas do mundo e de seu vocalista, Jon Bon Jovi. Uma odisseia de 40 anos de rock and roll que se vê à beira do abismo, quando uma lesão vocal ameaça acabar com tudo subitamente.
A série foi lançada exclusivamente no Star+ e apresenta a banda em fevereiro de 2022, acompanhando-a em tempo real e em todos seus altos e baixos enquanto os membros tentam planejar seu futuro. A história de um talento único é emocionante, mas o mais extraordinário é ver uma lenda como Jon Bon Jovi se mostrando ao mundo em seus momentos mais vulneráveis.
E para entrarmos no clima de Thank You, Goodnight: A História de Bon Jovi, separamos cinco curiosidades sobre a banda e seu líder. Confira:
Como tudo começou
Ainda adolescente, John Francis Bongiovi, mais conhecido como Jon Bon Jovi, aprendeu a tocar violão com seu vizinho e se apaixonou pela música. Ele decidiu criar uma banda para tocar nos bares da cidade e, aos 16 anos, através de um amigo em comum, conheceu o tecladista David Bryan. Juntos, faziam parte da banda cover Atlantic City Expressway.
Foto: reprodução/Bon Jovi Fans
A banda não durou muito, já que os integrantes eram adolescentes e sentiam a pressão de ir para uma faculdade. Jon, já sabendo sua vocação para a música, decidiu criar um novo grupo musical chamado Jon Bongiovi and the Wild Ones, que também não ficou na estrada por muito tempo, pois o vocalista se mudou para Nova York atrás de outras oportunidades.
Foto: reprodução/backstage with Bon Jovi
Na cidade grande, Jon começou a trabalhar na gravadora PowerStation Studios, onde seu primo Tony Bongiovi era co-produtor, e lá aprendeu tudo sobre música ao acompanhar bandas como Aerosmith, Ramones e Talking Heads. No começo dos anos 80, Jon gravou uma demo da música Runaway, que logo se tornou um single. Com o sucesso da canção, o vocalista precisava de uma banda e decidiu chamar seu antigo colega David Bryan para uma nova tentativa.
Bryan convidou Alec John Such e Tico Torres para se juntarem a eles e, em seguida, conseguiram um contrato com a gravadora Polygram, lançando assim seu primeiro disco, que acabou levando o nome de seu primeiro grande sucesso. Algum tempo depois, Richie Sambora se juntou à banda.
Foto: reprodução/backstage with Bon Jovi
A origem do nome do grupo se deve por uma brincadeira. Durante uma reunião, uma pessoa da gravadora sugeriu que fizessem um trocadilho com o sobrenome de Jon, assim como a banda Van Halen, que leva o nome de um dos integrantes como se fossem duas palavras, nascendo assim Bon Jovi.
A incrível relação de Bon Jovi com o Brasil
Bon Jovi já desembarcou diversas vezes no Brasil ao longo dos anos e já subiu aos palcos de várias capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Porto Alegre. As primeiras apresentações da lendária banda em solo nacional foram em janeiro de 1990 no festival Hollywood Rock, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo e, desde então, o grupo conta com shows marcantes no Brasil, como as apresentações das edições de 2013, 2017 e 2019 do Rock in Rio.
Foto: divulgação/Star+
Mas não foi apenas em cima dos palcos que Jon Bon Jovi e seu grupo se aventuraram em terras brasileiras. Uma das passagens mais marcantes e curiosas foi a participação do vocalista na novela Malhação, da Rede Globo, em 1990. Contracenando ao lado da atriz Luana Piovani, o astro interpretou o roqueiro John Bongiovi. A participação aconteceu com o objetivo de promover o segundo álbum de estúdio da banda, chamado Destination Anywhere e lançado no mesmo ano.
Foto: reprodução/Star+
Na mesma época, Jon Bon Jovi também participou do programa Planeta Xuxa, apresentado por Xuxa Meneghel, além de se apresentar com sua banda no Domingão do Faustão.
Bon Jovi no cinema (e nas séries)
Não foi apenas nos palcos que Jon Bon Jovi se destacou. O músico de 62 anos também se aventurou no mundo do cinema e da televisão, atuando em filmes como Jovens Demais Para Morrer (1990), O Jogo da Verdade (1995), Pucked (2006) e Noite de Ano Novo (2011), além de ter feito participações na segunda temporada da série Sex And The City em 1999 e na quinta temporada de Ally McBeal em 2005.
Foto: reprodução/plano crítico
Músicas da banda também podem ser ouvidas nas trilhas sonoras de diversas obras, como nas séries How I Met Your Mother (2005-2014), Todo Mundo Odeia o Chris (2005-2009), Grey’s Anatomy (2005-presente) e Stranger Things (2016-presente), além de também tocarem em longas de sucesso como Shrek (2001) e Armaggedon (1998).
Bon Jovi e a filantropia
Jon Bon Jovi também mostra ser um grande artista e uma grande pessoa através de seu trabalho filantrópico. O cantor é dono da ONG JBJ Soul Foundation, que ajuda pessoas de todo os Estados Unidos a terem acesso à moradia e alimentação.
Foto: reprodução/backstage with Bon Jovi
Além disso, a organização também possui o braço chamado JBJ Soul Kitchen, que ajuda a alimentar pessoas carentes em Nova Jersey, cidade natal do astro.
Foto: reprodução/backstage with Bon Jovi
No dia 1º de março de 2024, durante a MusiCares® de 2024 – festa pré Grammy® – Jon Bon Jovi subiu ao palco ao lado do músico Bruce Springsteen para receber o prêmio de Personalidade do Ano por seu trabalho filantrópico.
Falando em prêmios…
Com 15 álbuns de estúdio e dois outros ao vivo, a banda venceu a categoria de Melhor Dueto Country do Grammy Awards® de 2007 pela canção Who Says You Can’t Go Home. O single também levou o prêmio de Melhor Música de Rock no People’s Choice Awards®do mesmo ano.
Foto: reprodução/backstage with Bon Jovi
Um ano antes, a banda entrou oficialmente no UK Music Hall da Fama. Já em 2010, durante o MTV Europe Music Awards®, Bon Jovi ganhou o prêmio de Ícone Global, sendo considerada a Banda com Maior Influência Global.
Somando com os citados acima, a banda acumula mais de 17 prêmios, tendo vencido categorias e sendo homenageada em grandes premiações ao longo dos anos, como o MTV Video Music Award®, American Music Award®, My VH1 Music Awards®, entre outros.
Todos os episódios de Thank You, Goodnight: A História de Bon Jovi já estão disponíveis exclusivamente no Star+.
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O evento de cultura coreana acontece nos dias 2, 3 e 4 de agosto
Atenção, fãs de K-pop e de cultura coreana no geral, esse momento é de vocês! A segunda edição do K-Festival, criado para celebrar a amizade entre o Brasil e a Coreia, está chegando. Nos dias 2, 3 e 4 de agosto, o público poderá conferir um evento cheio de entretenimento e cultura.
Após o sucesso da primeira edição, que reuniu 52 mil pessoas, os organizadores querem repetir o feito. O evento acontece no Estacionamento 12 (Parque Ana Lídia) do Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, e a entrada é gratuita!
Atração especial no K-Festival
Foto: reprodução/Instagram @ntx_official_
Quem comparecer ao festival poderá conferir diversas atrações e atividades imersivas na cultura coreana, entre elas: competições de dança cover, performances de DJs, lojas temáticas, apresentações de dança tradicional, além de bastante opções de pratos da culinária coreana.
A atração principal da edição deste ano é o boygroup NTX, composto por oito membros: Hyeonjin, Yunhyeok, Jaemin, Changhun, Hojun, Rawhyun, Eunho, e Seungwon, que se apresentarão nos dias 3 e 4 de agosto. O grupo tem feito grande sucesso e conquistado milhares de fãs desde sua estreia em 30 de março de 2021.
A sigla NTX, nome dado ao grupo formado pela Victory Company, é uma abreviação de Neo Tracks NO.X, que representa: crianças misteriosas pioneiras em um novo caminho musical. Eles fizeram sua estreia na indústria musical com o single Kiss The World, que faz parte do EP Full of Lovescapes, conquistando uma legião de fãs, intitulados NTFUL, mesmo após mudança na formação do grupo.
Ouça Kiss the World
Além da música de estreia oficial, o NTX já havia lançado outros singles: Public, Basic Yell, Herma e The Finale, que fazem parte do projeto de pré-lançamento, The Opening. Desde que chegaram, eles fizeram seu primeiro mini concerto e também algumas aparições em programas de TV da Coreia do Sul e, agora, é a vez dos brasileiros de conferirem o talento dos meninos ao vivo!
Foto: divulgação/K-Festival
Para participar do evento, que acontece de segunda a sábado das 11h às 22h e até às 19h aos domingos, é preciso adquirir seus ingressos no site da Sympla. Para mais informações, acesse o Instagram oficial do festival.
Quem aí não vê a hora de ir? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê (Instagram, Facebook, Twitter) e nos siga para mais conteúdos sobre cultura coreana!
Forbidden Fruit faz parte do primeiro álbum solo da cantora, No Hard Feelings
Dona de hits como My Love e Stealin’ Love, a cantora e compositora britânica Leigh-Anne Pinnock lançou nesta sexta (3) mais uma faixa de No Hard Feelings, seu primeiro projeto solo, a canção Forbidden Fruit. Ainda não há data prevista para o lançamento de seu álbum.
Nas redes sociais, Leigh-Anne explicou que a música fala sobre quando alguém rouba seu amor. Ela ainda diz que é um sentimento de algo que parece ser tão certo, mas que na verdade é o oposto e pode machucar outras pessoas.
“Mas, ao mesmo tempo, se você não fizer isso, não está seguindo o seu coração e pode se arrepender pelo resto da sua vida. E isso pode acabar virando uma linda história de amor. É algo lindo. O amor é algo lindo”, disse a cantora.
Confira a letra completa:
The way I’m lookin’ at you Wrong or right, I’ma choose Forbidden Forbidden fruit And I’m not playin’ it safe But you know that I got a taste Forbidden Forbidden fruit
Where do I begin? Woke up in somebody’s bed, oh, no Got one I should stay with And one I should stay away from He was doing him (Mm) And I wasn’t really innocent, oh, no How could you blame us? This love is danger, danger
Ooh, all this sweet temptation Boy, you’re makin’ me wanna try Somethin’ naughty, naughty Goin’ through my body, like
Ayy, the way I’m lookin’ at you Wrong or right, I’ma choose Forbidden Forbidden fruit (Mm) And I’m not playin’ it safe (Mm) But you know that I got a taste Forbidden Forbidden fruit
When’s it gonna end? Creepin’ on the low again, oh, no This ain’t a one night Way you put it down make me stay for my wholе life Devil in a dress, had you powеrless Knew it wasn’t right soon as we left together Broke a couple hearts just to be forever If they mad, whatever, hey
Ooh, all this sweet temptation Boy, you’re makin’ me wanna try (Try) A sticky situation Wrapped around your waist, I’m like
Ayy, the way I’m lookin’ at you Wrong or right, I’ma choose Forbidden Forbidden fruit (No, mm) And I’m not playin’ it safe (Mm) But you know that I got a taste Forbidden Forbidden fruit
Tradução
A maneira como estou olhando para você Errado ou certo, eu vou escolher Proibida Fruta proibida E eu não estou sendo cuidadosa Mas você sabe que eu tenho um gostinho pela Proibida Fruta proibida
Onde eu começo? Acordei na cama de alguém, ah não Tenho um com quem devo ficar E um de quem devo me manter longe Ele estava na dele E eu não sou inocente, ah não Como pode nos culpar? Esse amor é um perigo, perigo
Oh, toda essa doce tentação Cara, você está tentando fazer eu tentar Algo impróprio, impróprio Passando pelo meu corpo
A maneira como estou olhando para você Errado ou certo, eu vou escolher Proibida Fruta proibida E eu não estou sendo cuidadosa Mas você sabe que eu tenho um gostinho pela Proibida Fruta proibida
Quando isso vai acabar? Nos escondendo de novo, ah, não Isso não é por uma noite A forma na qual você coloca isso de lado Diabo em um vestido te fez impotente Sabia que não era certo assim que saímos juntos Partimos corações para ficarmos juntos para sempre Se eles estão bravos, que se dane, hey
Oh, essa doce tentação Cara, você está fazendo eu querer tentar (tentar) Uma situação complicada Enrolada na sua cintura, eu estou tipo
A maneira como estou olhando para você Errado ou certo, eu vou escolher Proibida Fruta proibida E eu não estou sendo cuidadosa Mas você sabe que eu tenho um gostinho pela Proibida Fruta proibida
Já colocou a música no modo repeat?Comente o que achou do novo single da nossa eterna Little Mix! Siga as redes sociais do Entretetizei – Instagram, Facebook, Twitter – para não perder nenhuma novidade do entretenimento e da cultura.
O curta-metragem AMARELA, dirigido e escrito por Saito, concorreu à Palma de Ouro no 77º Festival de Cannes
André Hayato Saitoé um renomado cineasta brasileiro que está em destaque após seu curta-metragem AMARELA ser um dos escolhidos para concorrer à Palma de Ouro no 77º Festival de Cannes. Saito é conhecido por sua abordagem ousada e inovadora, mergulhando nas complexidades da experiência asiática em sua obra, que traz à tona questões profundas de identidade e herança cultural.
Graduado em Comunicação Social, Saito aprimorou suas habilidades no mundo do cinema estudando em Buenos Aires. Em 2012, André e sua equipe lançaram o livro e o curta-metragem THOMÁS TRISTONHO,que recebeu reconhecimento internacional ao ser selecionado para 13 festivais de cinema ao redor do mundo.
Foto: reprodução/André Hayato Saito
Além de suas realizações conjuntas, Saito está concentrando esforços em seu primeiro longa-metragem de ficção, intitulado YELLOW CHRYSANTHEMUM, que tem sido destaque em diversos laboratórios e eventos de mercado em todo o mundo.
Recentemente, ele expandiu sua presença internacional com o lançamento do curta-metragem KOKORO TO KOKORO (2022), uma mistura de ficção e documentário, que recebeu aclamação em festivais de cinema ao redor do mundo; incluindo oFestival Internacional de Cinema do Uruguai,o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, o Roma Short Film Festival e o Tokyo Intl Short Film Festival.
Além disso, André Hayato tem sido reconhecido como um líder criativo na comunidade cinematográfica, participando de programas como o Berlinale Talents Buenos Aires e o Interaction: Doc Workshop, enquanto também atua como mentor no programa Amplifica Cine, que capacita jovens cineastas de São Paulo.
O Entretê teve o prazer de entrevistar o diretor, que falou sobre os próximos projetos e a representatividade japonesa no cinema. Confira:
Entretetizei: Recentemente noticiamos que AMARELA, seu curta-metragem, está concorrendo à Palma de Ouro no 77º Festival de Cannes, e foi selecionado entre mais de 4 mil obras. Conta um pouco pra gente sobre o processo de criação desse curta, do início da produção até a seleção para o Cannes?
André Hayato Saito: Em março de 2023 decidi que ia mesmo fazer esse curta, e aí o processo foi relâmpago. Escrevemos a primeira versão do roteiro em uma semana e depois fomos trabalhando nela ao mesmo tempo que levantava a produção e o financiamento. Eu desejava muito que esse filme acontecesse antes do nascimento do meu filho (em set), então, final de julho conseguimos juntar tudo e todos e estávamos filmando.
Na verdade, AMARELA surgiu no meio do processo de escrita do nosso longa-metragem. Quando chegamos na versão três do roteiro, eu senti a necessidade de amadurecer quem são os personagens e fazer como que um teste de conceito do longa através do curta, exercitar a linguagem do filme, testar o casting, arte, locações, cinematografia, etc… Antes do AMARELA, já tínhamos feito dois outros curtas de investigação da minha ancestralidade, KOKORO TO KOKORO e o VentoDourado (2023) que caminham no mesmo universo, mas nenhum era 100% ficção.
E: A Melissa Uehara ficou bastante conhecida pela sua participação no The Voice Kids Brasil 2020. Como você a conheceu e quando deu aquele estalo de que ela seria a pessoa perfeita para protagonizar AMARELA?
AHS: O filme todo gira em torno da protagonista, então encontrá-la era uma grande missão. Conhecemos várias atrizes muito legais, mas nenhuma se encaixava perfeitamente no que havíamos imaginado para a personagem Erika. Foi quando a Gy Ogata, produtora de elenco do curta, nos enviou links das redes sociais da Mel. Eu, Tati Wan, minha esposa e co-produtora, sentimos na hora: tínhamos encontrado nossa protagonista! E já no primeiro teste ao vivo confirmamos a participação da Mel.
E: AMARELA é a terceira parte de uma trilogia onde você investiga a sua ancestralidade japonesa, certo?! Como foi trabalhar nesses projetos?
AHS: São projetos que caminham pelo mesmo universo, mas com formatos completamente diferentes. O KOKORO TO KOKORO, que foi o primeiro curta, fui apenas eu, Tati e uma câmera para o Japão, sem sequer falar japonês. Eu não sabia se conseguiríamos de fato sair de lá com um filme. Foi quando voltei com 20h de material (10h a ser traduzido do japonês para o português) e convidei a Mayra Faour Auad, sócia da MyMama Entertainment, a entrar no projeto nesta fase de pós-produção. Ela topou na hora.
Daí na ilha de edição com a nossa maravilhosa montadora, Carol Leone, encontramos um ângulo e uma costura pro material que captamos. O filme estreou no 40th Uruguay International Film Festival – 2022, depois teve sua estreia brasileira no aclamado 24th Rio Int’l Film Festival – 2022 além de ter ganhado o prêmio de Melhor Curta Documentário no Roma Short Film Festival – 2022 e menção honrosa no Tokyo International Short Film Festival – 2022.
O Vento Dourado, o segundo projeto, já foi num outro formato. Junto com a Tati, organizamos um retiro cinematográfico com a minha família no interior de Curitiba. Convidei um diretor de fotografia (Danilo Arenas Ireijo) e uma diretora de arte (Luana Kawamura Demange) para testarmos os limites da ficção e do documentário. Filmamos sem roteiro ou pesquisa, documentamos a relação da minha mãe com a minha falecida Batian. O filme, inclusive, acabou de estrear no 46° Festival de Cinema de Moscou, e agora em junho teremos a estreia europeia em outro festival que ainda não posso contar.
Já no AMARELA, como contei, foi 100% ficção mesmo, com roteiro, equipe grande, set de filmagem… Todas as etapas que a gente está mais acostumado.
E: Como sua ancestralidade influenciou a produção dessa trilogia? De que maneira a sua relação com a cultura dos seus antepassados, ou mesmo com a sua família, contribuiu para a visão que você tem a respeito da sua identidade?
AHS: A realização dos filmes também é grande parte do processo de conexão com as minhas raízes. Na minha juventude, por muito tempo, eu neguei ser japonês, queria pertencer, me sentir brasileiro, sofria bastante bullying. Foi apenas recentemente, de alguns anos para cá, que me reconheci amarelo. Então, posso dizer que o tema do resgate da minha ancestralidade foi o ponto de partida.
E: Sendo nipo-brasileiro, suas vivências certamente tiveram papel fundamental no desenvolvimento das suas narrativas cinematográficas. Que tipo de experiências da sua vida fizeram que você pensasse em um filme como AMARELA?
AHS: Desde cedo a gente cresce sendo o “japa”, ouvindo “abre o olho japonês”, independente de você permitir, querer ou não. Muito provavelmente no seu grupo de amigos de não japoneses você vai ser o “japa”, vai ser sempre afirmado como tal. Ao mesmo tempo, a gente sabe que somos brasileiros. Então fica o eterno dilema. Japonês demais pra ser brasileiro; brasileiro demais pra ser japonês.
Mas a verdade é que o pertencimento é uma necessidade de qualquer pessoa, então isso passa a ser um dilema para muitos de nós. O filme retrata esse sentimento do entre lugar, que no final das contas acaba também sendo um lugar, e isso não é exclusivo da comunidade amarela no Brasil, mas de várias pessoas que são filhos de diferentes diásporas ao redor do mundo. Eu mesmo tendo conhecido Australiano-Filipino, Japonês-Peruano, Chinês-Canadense, Afro-Italiano, achei curioso, e vejo o quanto a gente tem caixinhas muito estereotipadas sobre as nacionalidades, uma visão muito limitada da diversidade que o mundo engloba.
E: Vamos falar agora sobre a representatividade amarela no cinema, tanto nacional quanto internacional! Como você avalia a representatividade amarela em ambos cenários?
AHS: Tem rolado um movimento bem interessante de filmes com protagonismo amarelo diaspórico no cinema global, desde filmes como Dias Perfeitos (2023), Crazy Rich Asians (2018), Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022), Vidas Passadas (2023), até séries como Treta (2023), da Netflix. E é bem interessante ver que lá fora as narrativas desses personagens já tão maturando a ponto de não precisarem ser só sobre identidade, que no final é o que a gente também quer. Ainda temos um longo caminho pela frente.
A presença amarela normalmente ainda se restringe a um personagem que está ali por ser amarelo na maioria das vezes, e não por ser mais um brasileiro qualquer. A Tizuka Yamasaki sempre me inspirou por ser uma diretora mulher e amarela se destacando no meio de um mercado majoritariamente branco.
E: Quais são os principais obstáculos e desafios que artistas e cineastas de ascendência asiática enfrentam ao tentarem estabelecer suas carreiras no meio do entretenimento?
AHS: Quando se fala de ator sei que tem o lugar que comentei na resposta passada de receberem papéis estereotipados, muitas vezes não serem considerados para um papel que qualquer brasileiro poderia fazer. No evento da diáspora amarela que eu fui, a Bruna Aiiso falou que estava muito feliz de interpretar uma médica trambiqueira na novela que ela está fazendo agora, que dá receita a torto e a direito para os pacientes, que tira desse lugar da minoria modelo.
E: Na sua visão, quais estereótipos ainda são comumente associados aos personagens de ascendência asiática no cinema? E como você acredita que a indústria pode abordá-los de uma maneira mais eficaz?
AHS: No Brasil: minoria modelo, médicos, engenheiros, feirantes, chinês que fala errado e humor pastelão que indiretamente a piada é rir do fato da pessoa ser asiática (por falar errado, por ser certinho, etc e tal). A indústria considerar pessoas asiáticas para papéis que não existam só porque a pessoa tem descendência asiática. O protagonismo. E pessoas amarelas também por trás das câmeras.
E: Além de você, quais outros diretores você acha que tenham contribuído de forma significativa para a promoção da representatividade amarela no cinema?
AHS: Tem muitos cineastas amarelos que estão nessa luta. A Tizuka Yamasaki abriu o caminho lá atrás, fazendo Gaijin, Gaijin 2, falando sobre imigração japonesa no Brasil. Foi muito importante.
Temos agora o Marcos Yoshi, que fez o documentário Bem-vindos de Novo, a Paula Kim e o Hugo Katsuo, que são outros cineastas trabalhando a questão da representatividade.
E: De que forma a representatividade amarela pode influenciar a narrativa cinematográfica e a percepção do público em relação às histórias contadas?
AHS: Processo de humanização, entender que pessoas amarelas também são parte do que é ser brasileiro e elas têm direito a esse lugar. Complexificação: entender que elas têm virtudes e defeitos como qualquer outra, fogem ao estereótipo da minoria modelo, também fazem merda, também amam, e por aí vai.
Assistir filmes e séries é se abrir para ver a história do outro e tentar entender porque aquele personagem é daquele jeito. O protagonismo amarelo pode fazer pessoas não amarelas quebrarem estereótipos que construíram. Ao mesmo tempo, permite pessoas amarelas a verem suas narrativas representadas e complexificadas.
E: Você acredita que uma maior representatividade amarela nas telas pode desempenhar um papel importante na diminuição do preconceito e da xenofobia na sociedade? De que forma?
AHS: O cinema faz as pessoas se conectarem com os protagonistas e terem empatia por eles. Naturaliza a presença amarela na sociedade.
E: Como você percebe o impacto das produções independentes e das plataformas de streaming na ampliação e diversificação da representatividade amarela no cenário cinematográfico atual?
AHS: Presença de mais vozes amarelas no cinema, abertura para uma conversa sobre identidade que antes não tinha espaço. Os streamings perceberam que nossas narrativas também têm potencial de mercado, e isso é bom para eles e acaba sendo bom pra gente por termos mais espaço (ressalva sobre a diferença entre mercado americano e brasileiro nesse sentido, eles estão muito à frente).
E: Para finalizar, quais são seus próximos projetos? Tem algum já em produção? Pretende trabalhar em um longa-metragem?
AHS: Longa-metragem, Crisântemo Amarelo. Logo depois de Cannes, participo do Torino Feature Lab para desenvolver mais ele, que já está indo para a quinta versão de roteiro e agora está em fase de captação. O curta foi um estudo para ele.
A Erika também é a protagonista, mas lá ela passa por vivências mais complexas e o curta não aborda só a identidade, também caminha pelo tema do ciclo de vida-morte-vida, que me interessa muito e que foi tema do meu curta Vento Dourado.
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