Produção aclamada do Off-Broadway nos anos 2000 chega ao Brasil com temas universais e narrativa impactante
O musical Bare – Uma Ópera Pop estreou em São Paulo, no Marte Hall, no início deste mês. A montagem foi licenciada para ser produzida no Brasil pela Theatrical Rights Worldwide e estará em cartaz até o dia 7 de maio, com sessões às 19h30,todas as terças e quartas-feiras.
Imagem: divulgação/Joaquim Araújo
A produção é uma parceria, feita pela primeira vez, entre a MoCa Produções e Lumus Produções e está trazendo aos palcos a adaptação brasileira de um sucesso que dominou o Off-Broadway (teatros menores na cidade de Nova York que normalmente encenam produções mais baratas) durante os anos 2000.
O musical é uma criação de Damon Intrabartolo e Jon Hartmere. Na época, devido à natureza de seus temas, que envolvem discussões como sexualidade e gênero, ele conquistou um status de cult desde a primeira montagem e tornou-se rapidamente um nome relevante no circuito.
Bare – Uma Ópera Pop narra as histórias de um grupo de jovens que vivem em um internato católico. A trama acompanha a relação secreta entre dois rapazes, Peter e Jason, sendo que um deles deseja revelar o romance, enquanto o outro teme as consequências. Paralelamente, somos apresentados aos conflitos internos de outros estudantes, como as inseguranças de Ivy e a luta de Nádia contra a exclusão social.
Essa é uma daquelas histórias que utiliza o metateatro para destacar os dilemas dos personagens. Enquanto vivem sua própria trama, nossos personagens ensaiam para uma peça de Romeu e Julieta, que cria um paralelo entre as dificuldades que enfrentam e as situações da peça que irão apresentar.
Imagem: divulgação/GPress Comunicação
Diferente de outros musicais que estrearam em São Paulo nos últimos meses, Bare é conhecido por sua trilha sonora de rock contemporâneo e enredo que busca explorar a complexidade das emoções humanas.
“O que torna essa peça especial é justamente sua capacidade de abordar questões delicadas sem perder a humanidade. Bare provoca reflexões profundas, mas também traz acolhimento e identificação para quem assiste”, destaca Diego Montez, diretor da peça junto com Gabi Camisotti.
O principal desafio da produção é adaptar a história de maneira a torná-la menos relacionada à identidade norte-americana. Porém, se bem executada, e somada à direção musical de Jorge de Godoy, existe uma grande chance de se criar algo que supere barreiras culturais e atinja o público-alvo da forma desejada.
A montagem ainda conta com um elenco talentoso e diversificado, formado por nomes como Victor Galisteu (Jason), Andy Cruz (Peter), Belle Carceres (Ivy) e Manu Gioieli (Nádia). Além de veteranos convidados para compor o elenco adulto: Helga Nemeczyk (Claire), Marcelo Goes (Padre Mike) e Lola Borges (Irmã Chantelle).
Imagem: divulgação/Joaquim Araújo
Os ingressos para Bare – Uma Ópera Pop já estão disponíveis para compra no site oficial e na bilheteria do teatro Marte Hall.
Bare – Uma Ópera Pop promete ser uma experiência única que mistura música, emoção e reflexões profundas, além de uma aposta de programação imperdível em abril para os fãs de musicais.
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A minissérie de 4 episódios abre espaço para uma grande crítica social sobre temas urgentes
Uma das séries mais comentadas do momento, aborda temas como: bullying, masculinidade tóxica e o impacto da internet na vida de crianças e adolescentes, e como tudo isso muda a vida de alguém a ponto de que nem sua própria família o conheça verdadeiramente.
A produção tem uma narrativa forte, que coloca o espectador dentro da vida de uma família que é destruída após um crime, mostrando toda a vulnerabilidade e falta de respostas de um pai e uma mãe que se dão conta de que não sabem pelo que seu filho tem passado ou do que ele é capaz.
A história coloca um holofote sobre o impacto muitas vezes dilacerante que as redes sociais possuem na nova geração. São ferramentas que moldam pessoas que ainda estão em desenvolvimento e intensificam ainda mais a busca por aceitação e popularidade.
Foto: reprodução/Netflix
As redes sociais e o impacto do bullying: isso pode mudar o caráter de alguém?
Temas como misoginia e raiva masculina são pontos amplamente abordados na produção, que apresenta a vida de Jamie (Owen Cooper) após cometer um assassinato. Mas a produção não aborda somente o assassinato, como também todas as problemáticas que podem ter levado o menino a cometer esse crime.
O que percebemos ao longo dos quatro episódios da minissérie, é que a internet contribuiu de forma significativa para as atitudes tomadas por Jamie, quando rastros de bullying virtual são encontrados nas redes do menino. A superexposição virtual se mostra de maneira clara na série, desde o início, quando policiais interrogam Jamie após o crime e notam que ele posta muitas fotos nas redes sociais. Apenas nos próximos episódios, percebemos aquilo que ele não conta, o que está sob a máscara da aparência
Jamie participa de fóruns online, onde adolescentes tecem opiniões problemáticas sobre diversos assuntos. É também nas redes sociais que o garoto é vítima de cyberbullying e acaba assassinando uma das garotas responsáveis pelos comentários. O que a produção mostra de forma brutal, são os efeitos colaterais dessa exposição precoce e como isso pode mudar a visão de crianças sobre temas como sexualidade, inseguranças e masculinidade. É o que comenta a psicóloga Letícia Mendonça:
“A manipulação destes fóruns acaba sendo mais efetiva em nossos adolescentes, devido à não maturação cognitiva, agravando-se principalmente naqueles que não possuem uma rede de apoio que os escute, os compreenda e os valide. Então, vão em busca dessa sensação de acolhimento em tais grupos, se envolvendo com pessoas que não conhecem e acreditando em conceitos violentos e infundados”.
Quem é o culpado do crime?
Aquela frase: o perigo pode estar mais perto do que imaginamos, é certeira quando o assunto é a internet. Muitos pais se preocupam com adolescentes saindo sozinhos, mas em diversos casos o maior problema pode estar nos celulares. Cada vez mais adolescentes se distanciam da família e amigos e se aproximam de desconhecidos online. Adolescência toca nessa ferida de muitas formas.
Foto: reprodução/Netflix
Vemos o pai e a mãe de Jamie descobrindo junto com os outros quem seu filho realmente é e o que ele faz e fala. Por mais que a família esteja presente, a vida e pensamentos de um garoto de 13 anos se mostram distantes para eles.
A produção, criada por Stephen Graham – que interpreta o pai de Jamie – se inspirou em diversas reportagens sobre casos de meninos que cometeram assassinatos contra meninas, e isso levou Stephen e os demais criadores a investigarem a causa por trás da violência.
Sendo assim, a produção não é baseada em uma história real, mas em diversos casos similares ao de Jamie. Mas além de evidenciar situações como essa, vemos as relações que rodeiam sua vida. Aqui não existe o passado do vilão, com uma família relapsa, um pai ausente ou traumas na infância, mas sim um garoto que constrói ideologias misóginas ao longo do tempo, e percebemos que ele não é o único.
A família de Jamie é uma das grandes afetadas por suas atitudes, algo que fica ainda mais claro no último episódio da série. Seus pais se sentem culpados por sua criação, pela falta de cuidado com o que o filho consumia na internet e entendem que embora seja uma questão muito mais profunda, talvez uma parcela de culpa deva recair sobre eles.
“A sociedade espera do adolescente comportamentos típicos de uma cognição adulta. Isto acaba por criar uma barreira nas relações, distanciando as partes por conta da dificuldade de entrar no mundo deste jovem. Desta forma, muitos pais (e até mesmo instituições), acabam por não enxergarem, não dialogarem e não validarem os adolescentes, principalmente no âmbito emocional.
E quando não é normalizado falar sobre sentimentos e questões mentais de forma geral, o indivíduo ainda em desenvolvimento não compreende o quão isso é importante, reproduzindo em seus grupos o que conhece e vive. Ou seja, neste caso, não se colocando no lugar do outro. Porém, vale salientar que, muitas vezes, estamos falando de pais que também não aprenderam sobre a importância de falar sobre questões mentais”, completa Letícia Mendonça.
O sucesso da minissérie
Seja pelas cenas gravadas inteiramente em plano sequência, as atuações impecáveis e todas as problemáticas abordadas de maneira responsável e brilhante, Adolescência se tornou um fenômeno na Netflix e também nas redes sociais, além de ser muito elogiada pela crítica.
Adolescência tem diversos momentos desconfortáveis de assistir, a prisão de Jamie é desconcertante quando vista, e todo o processo que o envolve desde esse momento também. A narrativa da minissérie não tira a culpa daqueles que a merecem, mas mostra a vulnerabilidade por trás de cada um.
A produção abre um debate para temas importantes e atuais. Notícias como a de Jamie continuam aparecendo na mídia e cada vez mais jovens podem passar a seguir conceitos misóginos e tóxicos, e isso molda o jeito como tratam e ainda vão tratar as mulheres no futuro.
Foto: reprodução/Netflix
Conversas a respeito de fóruns online, raiva masculina, o controle dos pais e o termo incel foram levantados, para que possivelmente esse ecossistema de “machosfera” que se apresenta como auto ajuda, mas prega o ódio, especialmente entre adolescentes, se torne mais consciente e responsável.
A série se mostra uma verdadeira crítica social, entregando momentos brilhantes, discutindo o papel de todos aqueles que rodeiam a vida de Jamie naquele momento, e também de seus pensamentos, de uma forma brutal e verdadeira.
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A dizi de maior sucesso da temporada permanece com todo o elenco, apesar de rumores sobre a saída de alguns personagens
Alcançando um dos maiores índices de audiência dos últimos anos na Turquia, ultrapassando 17 na classificação do último episódio, Uzak Şehir (2024) se consolida como a série de maior sucesso da temporada atual.
Transmitida pelo Kanal D nas noites de segunda, a trama é ambientada em Mardin e envolve questões culturais da região. Além disso, possui subtramas que também cativaram o público, assim como a história principal. Repleta de drama, todos os personagens do elenco fixo continuarão na série até o fim da temporada.
Foto: divulgação/Kanal D
Após rumores nas redes sociais da saída das personagens Zerrin Albora (Dilin Döğer) e Mine (Mine Kılıç), a jornalista Birsen Altuntaş informou que ambas permanecem no elenco. Não há também previsão de que novos personagens sejam incluídos no enredo.
Foto: reprodução/TGRT Haber
Produzida pela AyNA Yapım, a dizi é uma adaptação da série libanesa Al Hayba (2017), e tem como protagonistas Ozan Akbaba e Sinem Ünsal nos papéis de Cihan Albora e Alya Albora. Caso não haja mudanças, a série tem o final da temporada planejadopara o fim de maio, ou início de junho.
Após a morte de Boran (Burç Kümbetlioğlu), Cihan se vê obrigado a casar com a cunhada. Sendo este o último desejo de seu irmão, o chefe do clã Albora convence Alya a se casar para protegê-la e o sobrinho dos inimigos da família. Médica renomada, que até a morte do marido residia no Canadá com a família, Alya tem sua vida transformada de forma drástica.
Foto: divulgação/Kanal D
Com grandes nomes da atuação da Turquia no elenco, como Gonca Cilasun e Müfit Kayacan, a série conquistou um grande público, principalmente nas regiões leste e sudeste do país. Além da audiência na televisão, nas redes a dizi também é muito comentada.
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O cantor contou ao Entretê sobre o processo de autoconhecimento e as suas três faixas que exploram o abstrato e o subjetivo
Di Ferrero,cantor e compositor,chegou com tudo com o lançamento de mais um EP, que foi intitulado como 7! Di está encerrando o seu último show da Outra Dose Tour que começou em 2024 e foi estendido para 2025. Os próximos shows serão no dia 12/4 no Rio de Janeiro e 17/5 em São Paulo, na Audio.
Di explica o significado do 7, que se refere à simbologia do número, considerado espiritualmente rico e carregado de diversos significados. O projeto foi lançado no dia 7 de abril, às 19h da noite de segunda. A escolha do dia e do horário tem ligação com o sol que acabou de se pôr e deu início à noite. Para Ferrero, essa combinação representa uma mudança, que é o início da hora azul onde o sol acabou de partir.
Foto: divulgação/César Ovalle
O EP 7 é composto pelas músicas: O Som da Desilusão, Além do Fim e Universo Paralelo.O projeto foi assinado por Felipe Vassão e Bruno Genz, com as letras de Di Ferrero e Bruno Genz. Nos instrumentos estão: Di Ferrero, Bruno Genz, Renan Martins, Felipe Vassão e Ricky Machado. Cada canção possui uma mensagem, a qual o cantor quis trazer para o público.
O Som da Desilusão é uma reflexão do que é certo ou errado, o que as pessoas se apegam e o que deveriam desapegar. Em seguida, vem a música Além do Fim, que segundo Di fala sobre coisas que já se passaram e olha para o “além do que ficou”. E, para fechar com chave de ouro, vem Universo Paralelo, cançãoque traz a reflexão de como poderia ter sido determinada situação do passado, fazendo com que seja questionado: “E se fosse isso? E se fosse por esse caminho? E se eu tivesse feito isso ou aquilo?’’. Dessa maneira, ela faz com que as pessoas pensem sobre o tema, bem como nas possibilidades que poderiam ter sido tomadas.
Confira a entrevista que o cantor deu ao Entretê, e já salva as músicas para incluir na sua playlist.
Foto: divulgação/César Ovalle
Processo de autoconhecimento
Entretetizei: Di, como foi o processo de autoconhecimento até chegar nesse novo EP?
Di Ferrero: Nossa, está sendo, né? Acho que é um processo que não termina. Ele continua sempre… um novo momento assim na vida. E agora eu estou passando por um novo momento, com uma nova fase que está se iniciando. Por isso que tem a ver com o 7, esse número é uma simbologia até para mudanças, assim, de fim e começo ao mesmo tempo ali.
É isso que estou sentindo agora com essas músicas, com esse EP. Principalmente porque além disso tem o 7, que é aquele horário perto das 19h, que acaba o dia e começa a noite. E tem aquele azul que é a cor do EP também, aquela cor azul, então tem tudo, toda essa simbologia dentro das músicas.
Queira ou não, pra mim, quando escrevo, estou me expondo ali, para eu ver o que estou passando, estou tentando ser o mais sincero sempre comigo mesmo e através da música, e vou me conhecendo cada vez mais. Mas ainda tem chão, pra eu chegar em algum… é sempre uma escada.
Ainda bem que é assim, né? Porque eu falo ali, numa música que chama Além do Fim, às vezes até o imperfeito pode ser o certo, né? Porque… se a gente não tem certo ou errado, então, o importante é a sinceridade, e a essência está ali no som e na música.
As três faixas e seus detalhes
O Som da Desilusão
E: A música O Som da Desilusão consegue transmitir a sensação de ter sido desapontado por alguém, algo que todos nós já passamos, mas que é único para cada pessoa. O Som da Desilusão faz você refletir sobre a vida?
D: Super! Foi também e é, você falou desilusão… é o fato, né? É a maior verdade, todo mundo já passou, está passando, vai passar… E, no meu caso, foi isso; uma desilusão de algumas amizades, assim, de pessoas próximas que talvez, acredito que seja normal, você se doar mais ou de se criar uma expectativa e tal. E aí, vem aí desilusão, né? Vem todo aquele sentimento.
Mas e qual é o som desse sentimento? Então, é isso que eu tentei pôr ali junto pra contar essa história. Uma batida que também não deixa a música pra baixo, ela não é triste, né? Então você fala sobre desilusão dentro do groove…. que joga até pra cima ali.
E sim, eu conheci mais de mim ali. De mim mesmo nesse processo todo, sabe? E é muito profundo pra mim assim, porque… é até perto de uma exposição, assim, sabe? Você tem que se expor mesmo ali, você é vulnerável e tal. Então, esse processo é legal, eu gosto… é quase uma terapia se parar pra pensar, uma autoterapia.
As três músicas têm umas ligações, então o vídeo também tem uma ligação. Eu tirei 200 fotos do meu rosto, pra ser eu ali num sonho, como se fosse um sonho. E aí, tem essa parada da desilusão, depois vem a pergunta, né? Além do Fim, o que sobrou depois disso? Que é a segunda música.
Então, é uma música que fica o questionamento mesmo, que é uma pergunta e conta uma história, né? Dependendo do que sobrar depois do fim, você vai ver se é real ou se não é, se vale a pena ou se não valeu ou o que aconteceu.
Aí, sai dessa música e vai pra um Universo Paralelo, que é tipo assim: “E se?’’. É uma viagem, né? “E se… e se eu tivesse feito isso?“ Tipo assim, você continua se perguntando as coisas. Vem a desilusão, depois além do fim, o que sobra. E se eu tivesse feito isso, e se tivesse ido para o caminho que é o universo paralelo. São várias possibilidades ali. E elas têm essa linha assim de raciocínio.
E, por mais louco que isso seja, ainda acredito que, por mais que a gente faça essa pergunta, é que a gente está onde deveria estar. E não é uma pergunta, tipo um questionamento, é quase que um lamento ali, né?
Você vai ficar frustrado, não vai sair do lugar, mas eu acho que é mais também. “E se eu fizer isso agora? Daqui pra frente?” Tipo vou sonhar algo, do que eu quero agora, né? Escolher no universo paralelo qual que é o melhor e vou ali; não vou deixar de fazer o que eu quero fazer por medo ou por qualquer sensação que eu tenha. Então, é tudo isso que tem nas músicas, sabe? Todos esses sentimentos estão ali presentes nas músicas.
Além do Fim
E: Como a música Além do Fim consegue falar sobre os altos e baixos da vida de um jeito leve, sem ficar pesado?
D: Bom, eu acho que ela tem muito… porque assim, dos altos e baixos eu sempre levei as coisas, é… tem um pouco de humor quando você está na “merda”. Tipo assim, sabe, você encarar algum problema, alguma coisa… Cara, é impossível você não ter problemas, a gente vai encarar cada vez um novo, na vida.
E assim, como você vai lidar com isso, sabe? Então tem várias questões ali, que nem eu falo, a pessoa reclamava por ser extremamente gente fina. E você reclama das qualidades e dos defeitos, mas ao mesmo tempo gosta, então são várias coisas. Ela tem também uma energia das notas, de onde vai um refrão, é cantado que deixa ela mais leve mesmo, né? E ela não é séria mesmo.
A gente pergunta o que sobrou além do fim, mas ela não é séria. É bem pra curtir assim, ela tem uma energia boa, as notas são para cima, o refrão. Me lembra um pouco dos anos 2000, quando eu fazia, ali mais novo, as músicas, só que, claro, mais maduro agora também.
O lance que lembrei de festas, tem só… que a galera fala sofrência. Não quer dizer que você está mal, você só está ali, sabe… Eu só estou contando uma história mesmo, e aí é muito o jeito de contar. Você pode contar triste ou você pode contar a história triste e feliz, pra cima.
Universo Paralelo
E: As escolhas que não fizemos no passado nos tornam quem somos hoje, e como isso é refletido na música Universo Paralelo?
D: É um Universo Paralelo de possibilidades de coisas que poderiam acontecer, né? Mas é como a gente falou agora pouco, tem que ser daqui pra frente, que a gente pode tentar. É impossível mudar o passado, a única coisa que a gente consegue fazer com o passado é superar mesmo.
Se for um trauma, alguma coisa, tem que superar, não tem outra escapatória. Aí você pode se perguntar, mas se eu não tivesse ido em tal lugar, não teria acontecido tal coisa. Ah, mas já aconteceu, já foi. E é meio o que eu vou fazer daqui pra frente. Então, também aprendi muita coisa com isso, com aquele momento, aquele erro, aquela dificuldade ou o que for do que tiver acontecido.
Eu vejo por aí, sabe? É que na hora do furacão a gente não… a gente só sente, né? E só vive aquilo. Mas essa música é isso. De tipo, não tem como tentar ir para um universo paralelo e tentar consertar algo, mas tem como eu falar: “E se eu for daqui pra frente pra lá, né? E sonhar e se almejar.”
E: Bom, Di, a gente está chegando ao fim, e para finalizar, os fãs vão ter o privilégio de ouvir as três músicas ao vivo?
Di: Vão sim. Como eu falei, a galera que está aí ligada, vai sim ouvir essas músicas e vai ouvir um pouco de tudo assim, porque vai ser um show muito especial. É o encerramento de uma tour muito marcante pra mim, então eu toco de tudo nessa tour. Vou focar, claro, nas músicas da minha carreira, mas eu toco muita coisa legal e provavelmente vão ter alguns convidados especiais também que vão fazer uma bagunça, vai ser bem legal.
Confira o Visualizer EP 7:
Confira agora a entrevista completa, com o Di Ferrero falando um pouco sobre seu novo EP:
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A faixa Smash It Like Belushi está disponível nas plataformas digitais
A banda ícone do rock mundial, Green Day, está de volta com toda força. A banda vai relançar o seu 14° álbum de estúdio, Saviors, que foi indicado ao Grammy, , em um novo formato deluxe que chegará no dia 23 de maio nas plataformas pela Reprise Records, com distribuição nacional pela Warner Music Brasil. Para o grande início dessa fase, a banda lança também a faixa Smash It Like Belushi.
A sua nova edição promete trazer cerca de sete faixas adicionais, e com isso, será incluso as versões acústicas de Suzie Chapstick e Father to a Son. Com toda a sua pegada de punk, um groove forte e refrões dignos de estádios, Saviors promete mostrar a banda em sua melhor forma.
Foto: divulgação/ Green Day
Saviors foi lançado em janeiro de 2024 e marcou um reencontro de Green Day com um novo produtor, vencedor do Grammy, Rob Cavallo. O álbum teve sua estreia em quarto lugar na Billboard 200, sem contar que fez com que o grupo entrasse por nove vezes no Top 5 da parada. O grupo também teve três indicações ao Grammy 2025, sendo eles, Melhor Álbum de Rock, Melhor Performance de Rock por The American Dream is Killing Me e Melhor Canção de Rock por Dilemma.
Com a faixa, a banda se tornou a mais tocada entre as rádios de rock, incluindo as rádios alternativas, nos Estados Unidos, no ano de 2024. Esse grande álbum emplacou três singles que ficaram no topo de todas as paradas alternativas e dois entre o topo da parada de rock. Dilemma se tornou um fenômeno, ficando em terceiro lugar nas rádios alternativas mais tocadas do ano. O single mais recente da banda, One Eyed Bastard, tem subido com uma grande rapidez nas paradas em busca do quarto #1 do álbum.
Com todo o sucesso, no ano passado a banda lotou diversos estádios ao redor do mundo com a sua turnê Saviors Tour. Neste ano, o grupo continua em alta, passando por diversos países. Em sua primeira vez em toda a carreira, apresentaram shows bem completos dos álbuns Dookies e American Idiot, para celebrar os 30 e 20 anos dos seus discos. Essa foi a maior turnê da história da banda em mais de 30 anos de carreira.
Além disso tudo, ainda vem mais por aí! A banda Green Day será a principal atração do Coachella, em dois finais de semana, sendo eles: no sábado de 12 de abril e no sábado de 19 de abril. Green Day também passará por vários festivais ao redor do mundo, como por exemplo, Welcome to Rockville, Oceans Calling Festival, Download Festival (Reino Unido) e The Town (Brasil), onde a banda fará a apresentação no dia 7 de setembro, em São Paulo.
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Ambientado na Jeju dos anos 1960, o drama estrelado por IU e Park Bo-gum é um abraço quentinho que mistura amor, resistência e a beleza das coisas simples da vida
Tem dramas que a gente assiste e esquece rápido. Mas tem outros que ficam. Que viram memória afetiva, cheiro de infância, lembrança boa guardada no coração. Se a Vida Te Der Tangerinas, novo K-drama da Netflix com IU e Park Bo-gum, é exatamente assim. Um desses presentes raros que chegam de mansinho, mas grudam na alma.
A história se passa na Ilha de Jeju, um dos lugares mais lindos (e mais duros) da Coreia do Sul, lá pelos anos 1960. É uma Jeju bem diferente da turística que conhecemos hoje: aqui, a vida é simples, o trabalho é pesado e as mulheres carregam o mundo nas costas — literalmente.
Foto: divulgação/Netflix
A protagonista, Ae-sun (vivida de forma brilhante por IU), é filha de haenyeo, aquelas mergulhadoras incríveis que enfrentavam o mar gelado pra sustentar suas famílias. Mulheres que mergulhavam fundo — no mar e na vida. Mas Ae-sun não quer esse destino pra ela. Ela sonha com liberdade, com poesia, com um futuro que parece distante demais pra quem nasceu mulher e pobre numa sociedade cheia de limitações.
Do outro lado, temos Gwan-sik (Park Bo-gum num dos papéis mais lindos da sua carreira), um homem de poucas palavras, mas de gestos imensos. Ele é o tipo de personagem que ama em silêncio, que cuida de longe, que observa, espera, apoia. É o amor na forma mais pura: aquele que não sufoca, que não cobra, que só existe — firme e constante como o mar que cerca Jeju.
Foto: divulgação/Netflix
Mais do que uma história de amor, Se a Vida Te Der Tangerinas é uma carta de amor à força feminina. É sobre mulheres que resistem. Sobre mães que ensinam as filhas a lutar. Sobre a dureza de ser mulher num tempo (e num mundo) que parecia não querer que elas sonhassem. Mas elas sonhavam mesmo assim.
O drama tem um ritmo calmo, contemplativo. Ele não tem pressa — assim como a vida em Jeju. A fotografia é linda, com aquele marzão azul, os campos de tangerinas, o vento batendo no rosto. Mas também tem a beleza da simplicidade: as roupas penduradas no varal, o barulho das ondas, o som das haenyeo mergulhando.
Foto: divulgação/Netflix
É um K-drama sobre amor, mas também sobre saudade. Sobre crescer, perder, tentar de novo. Sobre os silêncios que dizem tudo. Sobre o peso e o orgulho de carregar a história das mulheres que vieram antes da gente.
IU entrega aqui uma das melhores atuações da sua carreira — forte, sonhadora, teimosa, humana. Park Bo-gum está absolutamente adorável, construindo um Gwan-sik que representa um tipo de masculinidade que o K-drama sabe fazer como ninguém: gentil, respeitosa, acolhedora.
Foto: divulgação/Netflix
Se a Vida Te Der Tangerinas é o tipo de história que faz a gente lembrar da nossa mãe, da nossa avó, das mulheres da nossa família. Daquelas que trabalharam demais, sonharam escondido, amaram do jeito que podiam.
No fim das contas, o drama deixa uma mensagem bonita: quando a vida te der tangerinas — mesmo que azedas, mesmo que difíceis de descascar — colha com carinho, compartilhe com quem você ama e nunca pare de sonhar.
Porque sempre há beleza. Sempre há amor. Sempre há esperança.
Mesmo nas coisas mais simples.
Mesmo nas tangerinas que a vida insiste em dar.
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Capítulo final da produção promete fechar a história com drama, paixão e muitas reviravoltas
Foi divulgado nesta terça (9) o teaser oficial de Nossa Culpa, último filme da trilogia baseada na série de livros Culpable, da autora best-seller Mercedes Ron. A produção original espanhola promete encerrar a saga com emoções à flor da pele, e já tem estreia marcada para outubro em mais de 240 países e territórios.
Confira o teaser:
Após o sucesso estrondoso de Minha Culpa, que figurou no Top 10 em mais de 190 países, e Sua Culpa, considerado o filme internacional mais assistido do streaming no lançamento, Nossa Culpa chega para concluir a história de Noah e Nick, personagens que conquistaram o coração do público.
Na trama, o casamento de Jenna e Lion se torna o ponto de reencontro entre Noah e Nick. Separados pelo passado, os dois precisam lidar com feridas que ainda não cicatrizaram. Enquanto Nick assume o comando do império empresarial de sua família, Noah dá os primeiros passos em sua carreira. Mesmo tentando resistir ao que sentem, o destino insiste em colocá-los frente a frente. Será que o amor será capaz de vencer o orgulho e o ressentimento?
Nicole Wallace e Gabriel Guevara retornam como o casal protagonista pela última vez, em performances que prometem arrepiar os fãs da saga. A direção fica novamente por conta de Domingo González, que também assina o roteiro ao lado de Sofía Cuenca. A produção é da Pokeepsie Films, com Álex de la Iglesia e Carolina Bang como produtores.
Nossa Culpa chega ao Prime Video em outubro.
Sobre o Prime Video
A plataforma reúne o melhor do entretenimento em um só lugar, com filmes, séries, documentários e esportes ao vivo.
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Segunda temporada da adaptação estreia no próximo fim de semana
Antes mesmo da estreia da segunda temporada, a HBO anunciou a renovação de The Last Of Us (2023), sua série original e vencedora do Emmy, para a terceira temporada, ainda sem data de lançamento.
Além disso, a Vice-Presidente Executiva de Programação e Chefe de Séries e Filmes de Drama da HBO, Francesca Orsi, afirmou que “(…) Craig, Neil, Carolyn e toda a equipe de produtores executivos, elenco e equipe técnica entregaram uma continuação magistral, e estamos empolgados em levar o poder narrativo de Craig e Neil para o que sabemos que será uma terceira temporada igualmente emocionante e extraordinária.”
Foto: divulgação/HBO
A série inspirada na franquia de jogos de mesmo nome está sendo escrita e produzida por Neil Druckmann e Craig Mazin, e é estrelada por Bella Ramsey como Ellie e Pedro Pascal como Joel.
A segunda temporada estreia no próximo domingo (13), às 22h (horário de Brasília), tanto na HBO quanto na plataforma de streaming Max.
Essa nova fase, que conta os acontecimentos após cinco anos do fim da primeira temporada, conta com a volta dos dois protagonistas, além da chegada de novos personagens aguardados pelos fãs, como Abby (Kaitlyn Dever), Dina (Isabela Merced), Jesse (Young Mazino), Mel (Ariela Barer), Nora (Tati Gabrielle), Owen (Spencer Lord) e Manny (Danny Ramirez).
Foto: divulgação/HBO
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Foto: divulgação/ Alexandre Schneider e Ana Pazian/Netflix
A série volta com a segunda temporada e uma superprodução que conquistou o Top 10 em vários países
Nesta quarta (9), a Netflix divulgou imagens inéditas da segunda temporada de DNA do Crime (2023-presente), que é a sua primeira série brasileira de ação policial que tem como inspiração casos reais. Benício, Suellen, Isaac e Sem Alma voltam para a série prometendo tirar o fôlego de seu público.
Em seus novos episódios, depois de ajudar o Embaixador a escapar da prisão, Isaac e sua turma fantasma se tornam os alvos da Polícia Federal. Ainda com os roubos mais elaborados, eles acabam se tornando lendas do crime. Durante a investigação, Suellen provará suas habilidades de liderança e, nesse momento, Benício entrará em uma crise após perder mais um amigo e descobrir que Sem Alma não está na prisão.
Em 2023, a primeira temporada de DNA do Crime conquistou o Brasil e todo o mundo com toda a sua investigação e cenas de ação explosivas. Ainda em sua semana de estreia, a série alcançou o ranking global das produções que não eram faladas em inglês da Netflix, com um acúmulo de 6 milhões de visualizações.
No mesmo período, a série foi uma das mais vistas em 22 países e ficou no Top 10 de 71 países. Aqui no Brasil, ela teve um destaque como a série nacional que foi mais assistida no segundo semestre de 2023 e seguiu com esse posto até 2024.
A série foi produzida pela Paranoid, e sua segunda temporada tem criação e direção geral de Heitor Dhalia, direção de episódios de Felipe Vellas, Egisto Betti, Manoel Rangel e Pedro Morelli. DNA do Crime tem, em seu elenco principal, Jorge Paz, Daniel Blanco, Thomas Aquino, Maeve Jinkings, Rômulo Braga, Pedro Caetano, Alex Nader e Letícia Tomazella.
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O longa Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes estreia nos cinemas brasileiros em maio
Com Abel Tesfaye, Jenna Ortega e Barry Keoghan no elenco, Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes se inspira no álbum mais recente de The Weeknd. O filme estreia nos cinemas em 15 de maio e o novo trailer revela cenas inéditas que mostram a história de um cantor famoso e sua relação complicada com uma fã.
Foto: divulgação/Paris Filme
A história acompanha a jornada de um músico (Abel Tesfaye) que sofre com insônia e acaba se envolvendo com uma jovem misteriosa (Jenna Ortega), completamente obcecada por seu trabalho. Aos poucos, a relação entre os dois sai do controle, ultrapassando os limites da admiração e levando o cantor a um colapso emocional.
O filme dirigido por Trey Edward Shults, que também escreveu o roteiro ao lado de Abel Tesfaye e Reza Fahim. A produção é da Manic Phase Production, em parceria com a Live Nation Productions, e a distribuição no Brasil fica por conta da Paris Filmes.
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