Amorosas e imperfeitas, elas criaram filhos, protagonizaram dramas e mostraram as muitas faces da maternidade
O Dia das Mães chegou! Aquela data em que a gente se pega lembrando das broncas, dos abraços e das frases clássicas que só uma mãe sabe dizer. E se tem uma coisa que a ficção sabe fazer bem é criar mães tão marcantes que parecem ter saído direto da nossa sala de estar.
Quem nunca se divertiu com a Dona Florinda em Chaves (1973), defendendo seu tesouro Quico com unhas, dentes e tapas no Seu Madruga? Ou se emocionou com a incansável Dona Lurdes, de Amor de Mãe (2019), que atravessou o Brasil em busca do filho perdido, mostrando que amor de mãe não tem limites? Sem falar de personagens como a Miranda Priestly, de O Diabo Veste Prada (2006), que pode não ser o exemplo clássico de maternidade, mas fez muita gente pensar sobre o equilíbrio entre carreira e família.
Tem também a Marge Simpson, pacificadora oficial da família ou Maria do Carmo, de Senhora do Destino (2004), que virou símbolo de coragem ao enfrentar o mundo por sua menina desaparecida.
Essas personagens nos ensinam. Mostram que mãe não é um papel único ou perfeito. Elas podem ser protetoras ou liberais, modernas ou conservadoras. Podem errar e acertar, mas cada uma, à sua maneira, nos faz lembrar que ser mãe é também ser humana.
Neste Dia das Mães, vamos celebrar essas figuras inesquecíveis da ficção que nos fazem rir, chorar e, acima de tudo, lembrar que o amor de mãe é mesmo único.
Lorelai Gilmore – Gilmore Girls (2000)

Mãe solo desde os 16 anos, ela criou a Rory praticamente sozinha, construindo uma relação que mais parecia uma amizade do que um modelo tradicional de mãe e filha. Com seu humor e vício em café, Lorelai representou uma maternidade moderna, leve e, ainda assim, cheia de responsabilidade.
Alma Rey – Rebelde (2004)

Alma era tudo menos convencional: cantora famosa, sensual, vaidosa e cheia de personalidade. A relação com Roberta era cheia de conflitos, especialmente porque as duas eram muito parecidas, mas, por trás dos desentendimentos, havia muito amor e respeito. Alma sempre defendeu a filha, incentivou e a apoiou.
Claire Dunphy – Modern Family (2009)

A Claire é aquele tipo de mãe multitarefa, que parece estar em mil lugares ao mesmo tempo, tentando manter tudo minimamente sob controle. Com seu jeito prático, competitivo e um tanto controlador, ela representa a mãe que tenta equilibrar carreira, família e sanidade mental. Ela é a prova de que, às vezes, ser uma boa mãe significa exatamente isso: fazer o melhor possível no meio do caos – e ainda arrumar tempo para uma taça de vinho no fim do dia.
Violet Bridgerton – Bridgerton (2020)

Uma verdadeira matriarca que conduz sua família com firmeza, sensibilidade e muito amor. Viúva desde jovem, ela criou sozinha seus oito filhos (sim, oito!), e, mesmo em meio às exigências da alta sociedade, nunca abriu mão do bem-estar emocional de cada um deles. Diferente de muitas mães daquela época e retratadas na série, ela não está interessada apenas em bons casamentos e aparências; o que ela quer é ver seus filhos felizes.
Oh Ae-sun – Se a Vida Te Der Tangerinas (2025)

Uma mulher que sofreu desde a infância, mas não deixa isso transparecer na dedicação e amor que tem por seus filhos. Largou seus sonhos para se dedicar à maternidade e as conquistas deles se tornam suas, mesmo em meio a dias e situações difíceis, estar presente na vida dos filhos e sua preocupação com o bem-estar deles é o que a faz uma mãe memorável. Ae-sun não é perfeita, mas é exatamente isso que a torna tão real.
Jin Young – The Good Bad Mother (2023)]

Ela dedica sua vida inteira a criar sozinha o filho Kang-ho, com disciplina rígida e uma aparente frieza que, à primeira vista, parece quase cruel. Mas, como o próprio título sugere, esta “mãe má” é, na verdade, movida por um amor que ultrapassa qualquer molde de maternidade. Jin Young erra tentando acertar, ama do jeito que aprendeu, mesmo que esse jeito a tenha machucado. E mostra que o amor de mãe pode encontrar novas formas de se expressar e de curar.
Elvira Paixão – Beleza Fatal (2025)

Elvira é uma mãe raiz, que briga quando tem que brigar e que abraça quando tem que abraçar. Mesmo enfrentando dificuldades e perdas, nunca tirou seus filhos do primeiro lugar em suas prioridades. Ela tem amor pra dar e vender, e seu acolhimento e dedicação por sua família são prova disso Não é à toa que seu sobrenome é paixão.
Dona Lurdes – Amor de Mãe

É uma daquelas personagens que ficam gravadas no coração do público, porque ela representa, de forma profunda e real, o que é ser mãe no Brasil. Mãe solo de quatro filhos (três adotivos e um biológico), sua trajetória é marcada pela missão de encontrar seu filho vendido ainda bebê. E é essa busca que revela a força da maternidade. Para Lurdes, ser mãe é cuidar e proteger. Ela cria seus filhos e ama a todos com a mesma intensidade.
Bahar – Força de Mulher (Kadın, 2017)

O tipo de mãe que redefine o que significa resiliência. Viúva, pobre, com saúde frágil e dois filhos pequenos para criar, ela enfrenta o mundo sem rede de apoio e com grandes dificuldades, movida apenas pelo amor pelos filhos. Mas, em meio ao caos e aos problemas de saúde, ela tenta entregar aos filhos somente o melhor, inventando histórias e tentando transformar a dificuldade em magia.
Mevkibe Aydın – A Sonhadora (2018)

Uma daquelas figuras maternas que conquistam o público logo de cara com seu humor, seu coração enorme e aquele cuidado excessivo. Ela representa a mãe tradicional de bairro, que conhece todos os vizinhos, se mete na vida dos filhos (e de todo mundo ao redor), mas faz tudo isso movida por puro amor. Mãe da Sanem e da Leyla, vive se preocupando com o futuro das filhas, mas, por trás das broncas, existe uma mulher profundamente dedicada à família que, mesmo com poucos recursos, sempre encontra uma forma de manter a casa unida.
Qual nome faltou na nossa lista? Conta para a gente nas redes sociais do Entretê — Facebook, Instagram e X — e nos siga para mais novidades sobre o mundo do entretenimento.
Leia também: Dia das Mães | Filmes e séries Indicados pelas mães das redatoras do Entretê
Texto revisado por Cristiane Amarante
