São 10 lançamentos variados, com romance, fantasia, animações e muito mais
Agosto é conhecido por ser um dos meses mais longos do ano e, para encarar o mês, a plataforma Viki garantiu para o público um monte de estreias incríveis, voltadas para o conteúdo asiático, e até um drama do Vietnã, para você conhecer mais sobre a cultura do país.
Vamos conferir o que vem por aí?
Minha Querida Jornada – Original do Viki (Coreia do Sul) – 2 de agosto
Kang Yeo Reum é uma ex-integrante de um girl group que trabalha há cinco anos como repórter em um programa de viagens chamado One Day Travel.
A personagem passa por várias inseguranças em relação ao futuro por trás de sua fachada feliz. Sang Sik (Yoo Joon San) é o CEO da empresa Ogu Entertainment e faz o possível para ajudá-la. Mas ao longo do caminho, ele se aproxima dela e eles desenvolvem uma amizade que, aos poucos, começa a tomar outros rumos.
A Ascensão Imortal (China) – 3 de agosto
Foto: divulgação/We Are Smart
Han Li (Yang Yang) é o quarto filho pobre e comum de uma vila. Quando criança, seu tio o apresentou à seita local de cultivo espiritual e o líder decidiu aceitá-lo como membro ao perceber que ele tinha poder espiritual. O personagem desenvolve suas habilidades em busca da imortalidade, quando conhece Nangong Wan (Jin Chen), uma cultivadora.
Ele fica encantado com a elegância delicada e a força dela. No entanto, eles enfrentam um inimigo sombrio: Wang Chan (Wang Duo), um praticante de técnicas proibidas que ameaçam o reino. Será que Han Li conseguirá salvar seu povo e alcançar a iluminação?
Love, Take Two (Coreia do Sul) – 5 de agosto
Foto: divulgação/We Are Smart
Lee Ji An é uma mãe solo que trabalha como gerente de um canteiro de obras, controlando tudo o que acontece por lá. Sua filha é Lee Hyo Ri, estudante de medicina. Mas tudo muda quando a filha começa a se rebelar e o primeiro amor de Lee Ji An reaparece.
Seu primeiro amor é Ryu Jeong Seok, um pai solo que vive tranquilamente com seu filho, Ryu Bo Hyeon. A vida de Jeong Seok muda quando Lee Ji An e Hyo Ri invadem seu cotidiano. Será que essa coincidência marcará o início de uma história e o reencontro de outra?
Legend of the Female General (China) – 6 de agosto
Quando o prestígio da família He é ameaçado, He Yan (Zhou Ye), a filha mais velha, é forçada a assumir a identidade de seu irmão, He Ru Fei. Enquanto estuda, He Yan conhece Xiao Jue (Ryan Cheng), e os dois criam uma amizade.
Porém, He Yan decide se alistar no exército e lutar no campo de batalha. Ela se torna uma general e retorna para casa, quando descobre que o verdadeiro He Ru Fei voltou e quer sua “identidade” de volta. He Yan foge, se alista em um novo exército, onde reencontra Xiao Jue, mas ele suspeita que ela seja uma espiã. Será que eles vão reconstruir a confiança?
Dear My Princess (Vietnã) – 11 de agosto
Hoang Quy Muoi (no título original) gira em torno de uma história de amor que atravessa dimensões, de 1285 até os dias atuais, entre a Princesa An Tu e o lorde Chieu Thanh. A Princesa An Tu é uma jovem artista e dona de uma voz doce para cantar. A trama se complica quando Khanh Tien (Oanh Kieu), uma atriz famosa nos dias de hoje, troca de identidade acidentalmente com An Tu.
My Frosty Coworker is Only Sweet to Me (Japão) – 15 de agosto
Foto: divulgação/We Are Smart
Kotori Ogata (Yumena Yanai) trabalha em uma empresa de produção web. Ela luta com a própria imagem e traumas do passado, e tem uma queda por seu colega mais jovem, Ryosuke Soma (Shunta Sono).
Após os dois serem pegos pela chuva juntos, Kotori lhe oferece ajuda para se aquecer, rompendo o exterior gelado de Ryosuke. A partir daquele dia, Ryosuke começa a quebrar a distância entre eles no trabalho, enquanto constroem um relacionamento. O drama é adaptado do mangá homônimo de Mayuha Mihoshi.
My Troublesome Star (Coreia do Sul) – 18 de agosto
O romance retrata o retorno da estrela Im Se Ra, que ficou 25 anos afastada da carreira, após sofrer um acidente no auge de sua fama. Dokgo Cheol é um detetive solteiro que jurou se casar antes dos 40, mas perdeu a motivação e a paixão com o tempo. Um romântico que sonha com um amor ardente, ele conhece Im Se Ra e os dois começam um relacionamento mutuamente benéfico.
Ligados pelo Pecado (China) – 20 de agosto
Foto: divulgação/We Are Smart
Jiang Ying Xian (Hu Yi Yao) está determinada a desafiar as normas sociais e herdar os negócios da família. Quando seu irmão se envolve em problemas e machuca outra garota, Ying Xian se encontra com o irmão mais velho da vítima, Fu Cheng (Hao Fu Shen), para discutir a situação.
Ele aceita um emprego como seu guarda-costas para conseguir dinheiro e pagar as despesas médicas da irmã. Os dois acabam se sentindo atraídos um pelo outro, apesar das diferenças. No entanto, a vida os separa: Ying Xian está noiva de outro homem, enquanto Fu Cheng se alista no exército. O drama é adaptado do web novel E Rong Suo, de Chun Mian Yao Shui.
Terror in Resonance (Japão) – 22 de agosto
Dois adolescentes, Nine e Twelve, roubam um protótipo de bomba atômica em um ataque terrorista. Eles publicam um vídeo na internet ameaçando destruir Tóquio, a menos que um enigma criptográfico seja resolvido.
Eles são dois dos sobreviventes de um experimento secreto que tentava transformar crianças em armas humanas. Eles fazem amizade com Lisa, uma estudante solitária, que acaba envolvida em seus planos de expor as atividades obscuras da organização.
The Twin Gambit (Tailândia) – 22 de agosto
Foto: divulgação/We Are Smart
Duas irmãs com personalidades e estilos diferentes precisam assumir os papéis uma da outra para cumprir uma missão importante, mas as coisas saem do controle. As duas se apaixonam pelo mesmo homem e a disputa entre elas começa.
Quem aí também tá super animado para maratonar essas estreias? Conta pra gente e siga o Entretê nas redes sociais — Insta, Face e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.
A animação se inspira no livro Nihonjin (2011), de Oscar Nakasato, vencedor do Prêmio Jabuti em 2012
Eu e Meu Avô Nihonjin é uma animação dirigida por Celia Catunda. A direção de arte foi inspirada na obra do artista Oscar Oiwa e a trilha sonora feita por André Abujamra e Marcio Nigro. Ken Kaneko, renomado ator japonês de 92 anos, naturalizado brasileiro, e Pietro Takeda, jovem descendente de japoneses, emprestam as suas vozes para os protagonistas.
A trama apresenta Noboru, um menino descendente de imigrantes japoneses que vieram para o Brasil no início do século XX. Através das conversas com seu avô, ele começa a investigar a história de sua família e descobre a existência de um tio de quem nunca ouviu falar.
O filme inspirou-se na obra Nihonjin (2011), de Oscar Nakasato. A obra recebeu os prêmios Benvirá (2011), Nikkei — Bunkyo de São Paulo (2011) e Jabuti (2012), na categoria romance.
O filme teve estreia mundial em junho de 2025, no Festival de Annecy, o maior evento de animação do mundo. Além disso, também participou de programas de mentoria como o Mifa Campus International (França, 2022) e o Mianima (Espanha, 2023), da sessão Work in Progress no festival de Cannes.
Imagem: divulgação/H2O Films
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Das dinastias milenares aos palácios ainda em pé, a realeza asiática é um verdadeiro épico histórico que continua influenciando a cultura pop e moldando identidades no presente
Quando pensamos em famílias reais, é fácil imaginar castelos na Escócia, casamentos televisionados e escândalos britânicos estampando capas de revista. Mas e se eu te dissesse que algumas das monarquias mais antigas e fascinantes do mundo estão do outro lado do planeta, no Leste Asiático? Escondidas entre palácios silenciosos, tradições milenares e códigos de etiqueta que resistem ao tempo, essas famílias reais são muito mais do que peças de museu: elas continuam moldando culturas, sendo reverenciadas e, às vezes, até governando de verdade.
Enquanto parte da mídia global ainda se prende ao glamour europeu, o Leste Asiático guarda tronos com raízes profundas, heranças de impérios que dominaram territórios vastíssimos e monarcas que resistiram a guerras, colonizações e revoluções. De imperadores que seguem entronizados a reis que perderam a coroa, mas não o prestígio, essas figuras representam muito mais do que o passado: são símbolos vivos da continuidade entre a história e o presente.
E a influência não para na política: K-dramas históricos, filmes épicos, novelas chinesas e até jogos de videogame continuam a beber nessas fontes reais. Afinal, quem nunca se encantou com histórias de reis jovens, imperatrizes estrategistas, consortes traídas e rebeliões palacianas que definiram destinos de nações inteiras?
Nesta matéria especial do Entretê, vamos atravessar os corredores do Palácio Imperial japonês, os complexos cerimoniais da Tailândia, as ruínas reais do Vietnã e os dramas dinásticos da China. Tudo com contexto histórico, toques de cultura pop e uma linguagem para quem ama história, mas também ama entretenimento. Então pode ajustar a coroa imaginária e vir comigo descobrir os reis e imperadores asiáticos que você precisa conhecer:
No Japão, a monarquia mais antiga do mundo segue viva entre cerimônias xintoístas, palácios silenciosos e debates sobre o futuro da sucessão
O Japão abriga a monarquia mais antiga do mundo e ainda em funcionamento contínuo. Segundo a tradição, a linhagem imperial teve início em 660 a.C., com o lendário Imperador Jimmu, descendente direto da deusa do sol Amaterasu. Embora esse período seja considerado mítico, os registros históricos confirmam uma continuidade impressionante da Casa Imperial japonesa ao longo de milênios, sobrevivendo a guerras civis, desastres naturais, reformas políticas e transformações sociais drásticas. O imperador, conhecido como Tennō, sempre ocupou uma posição simbólica ligada à espiritualidade nacional, especialmente ao xintoísmo, sendo visto como uma ponte entre os deuses e o povo.
Durante o período Heian (794–1185), os imperadores mantinham grande prestígio, ainda que o verdadeiro poder fosse sendo transferido para famílias aristocráticas, como os Fujiwara. Nos séculos seguintes, o Japão foi dominado por xogunatos militares, e o imperador tornou-se, na prática, uma figura cerimonial confinada a Kyoto.
A virada veio em 1868, com a Restauração Meiji, que restaurou o poder centralizado ao trono, promoveu a modernização do país e o transformou em uma potência imperial. O imperador passou a ser adorado quase como um deus vivo, papel que seria fortemente questionado após a Segunda Guerra Mundial.
Com a derrota japonesa em 1945, o imperador Hirohito foi obrigado a renunciar à sua natureza divina por pressão dos Aliados, marcando uma nova fase da monarquia como instituição simbólica e constitucional. A Constituição de 1947 estabeleceu que o imperador seria apenas o símbolo do Estado e da unidade do povo japonês. Mesmo assim, Hirohito continuou sendo uma figura de grande influência moral até sua morte em 1989. Seu filho, Akihito, foi o primeiroimperador a abdicar voluntariamente em mais de 200 anos, passando o trono ao seu filho, Naruhito, em 2019, e inaugurando a Era Reiwa.
Foto: reprodução/aventuras na história
O Imperador Naruhito, historiador formado pela Universidade de Gakushuin e com pós-graduação em Oxford, representa uma figura moderna e pacífica, envolvida com temas ambientais, direitos humanos e diplomacia cultural.
Sua esposa, a Imperatriz Masako, ex-diplomata formada em Harvard e Oxford, enfrentou duras batalhas com a saúde mental, provocadas por pressões internas da Casa Imperial por um herdeiro homem. Sua única filha, a Princesa Aiko, é extremamente querida entre os japoneses, mas não pode suceder ao pai por causa da lei que restringe o trono aos homens, o que tem alimentado um debate intenso sobre a necessidade de reformar as leis de sucessão.
A tradição xintoísta ainda guia muitos rituais imperiais, como as cerimônias do Ano Novo e do Festival da Colheita, onde o imperador participa como figura central da harmonia entre o divino e o mundano. Apesar de sua função simbólica, a família imperial desempenha um papel estabilizador na política e cultura japonesa, especialmente em momentos de crise. A imagem serena do imperador é frequentemente evocada em desastres naturais, guerras e eventos importantes, como os Jogos Olímpicos, reforçando sua posição de pai da nação, mesmo que sem poder executivo.
Na cultura popular, o passado imperial japonês continua sendo retratado com fascínio. Filmes como O Último Samurai (2003), Ran (1985) de Kurosawa, ou séries contemporâneas como Xógum: A Gloriosa Saga do Japão (2024) exploram a complexidade do sistema feudal e a transição entre eras.
Foto: reprodução/plano crítico
Videogames como a série Total War: Shogun e mangás ambientados no período Edo também resgatam elementos da nobreza, das guerras civis e da realeza. A monarquia japonesa, mesmo limitada politicamente, continua sendo um farol simbólico da história do país, uma linha contínua que conecta o Japão mitológico ao Japão digital.
Na Coreia, a monarquia foi extinta, mas sua influência continua viva na cultura, na arquitetura e nos dramas que conquistam o mundo
A história da monarquia coreana é marcada por continuidade, resistência e reinvenção. A mais emblemática de todas foi a Dinastia Joseon, estabelecida em 1392 por Yi Seong-gye e que perdurou até 1897, quando foi transformada brevemente no Império Coreano.
Durante mais de 500 anos, os reis da Joseon moldaram profundamente a sociedade, cultura e as instituições da Coreia, tendo como pilares o confucionismo, a meritocracia e uma rígida estrutura de classes. Foi nesse período que nasceu o hangul, o alfabeto coreano criado por Sejong, o Grande, no século XV e que se consolidaram os rituais, festivais e tradições ainda presentes na sociedade coreana contemporânea.
A capital do reino foi estabelecida em Hanyang, atual Seul, onde foram construídos palácios como Gyeongbokgung, Changdeokgung e Deoksugung, todos ainda preservados e visitados. A arquitetura e a organização urbana foram pensadas para refletir a ordem confucionista, com regras rígidas de etiqueta e posição social.
O rei era visto como o centro moral do universo, alguém que deveria governar com virtude e harmonia, mas isso não o isentava das complexas disputas políticas e intrigas palacianas. Nos séculos XIX e XX, com o avanço das potências ocidentais e a crescente influência do Japão, a monarquia começou a enfraquecer.
Em 1910, a Coreia foi oficialmente anexada ao Império Japonês, e a família real perdeu completamente seu poder político. O último imperador, Sunjong, viveu seus dias sob vigilância japonesa, e a realeza foi dissolvida. Após a independência, em 1945, e a subsequente divisão entre Coreia do Norte e Coreia do Sul, o sistema monárquico não foi restaurado.
Foto: reprodução/reddit
Mesmo assim, descendentes da família imperial sobreviveram. Yi Seok, descendente direto da linhagem real, vive atualmente como cidadão comum e já participou de programas televisivos e documentários tentando manter viva a memória da antiga realeza.
Na Coreia do Sul atual, o passado real é valorizado tanto institucionalmente quanto na cultura popular. Palácios foram restaurados, eventos históricos são recriados em festivais e centros culturais, e há programas educacionais focados na herança confucionista da Dinastia Joseon.
O turismo cultural cresceu exponencialmente ao redor dessa memória monárquica, e locais como o Santuário Jongmyo, dedicado aos espíritos dos reis, são considerados Patrimônio Mundial da UNESCO. A ligação com o passado se reflete até na moda hanbok, que teve um revival nos últimos anos.
Essa reverência histórica também é combustível para os famosos K-dramas históricos, os sageuks, que se tornaram sucesso dentro e fora da Coreia. Séries como A Lua que Abraça o Sol (Moon Embracing the Sun, 2012), Mr. Sunshine (2018), Sob a Sombra da Rainha (Under the Queen’s Umbrella, 2022) , A Manga Vermelha (The Red Sleeve, 2021) e O Rei de Porcelana (The King’s Affection, 2021) revivem a corte Joseon com riqueza visual, tramas políticas envolventes e dilemas emocionais. Muitas dessas produções humanizam os reis e rainhas, mostrando os bastidores do trono e as pressões familiares e sociais envolvidas no exercício do poder.
Foto: reprodução/netflix
Embora a Coreia do Sul seja hoje uma república moderna e tecnológica, o fascínio pelo passado monárquico permanece forte. O rei, mesmo sem coroa, continua vivo no imaginário popular como símbolo de ordem, cultura e sacrifício. Nas escolas, nos palácios convertidos em museus e nas telas de cinema, a Dinastia Joseon ressurge como um elo entre a ancestralidade coreana e os desafios do presente. A realeza coreana pode ter desaparecido das estruturas políticas, mas reina absoluta no coração da cultura nacional.
Na China, o legado milenar das dinastias imperiais moldou o destino de toda a Ásia e segue vivo na cultura, na memória e nas telas
A história da China é inseparável de suas dinastias imperiais, que governaram por mais de dois milênios e estabeleceram os fundamentos de uma das civilizações mais antigas e influentes do mundo. A partir da Dinastia Qin, em 221 a.C., sob o comando de Qin Shi Huang, o país foi unificado sob um únicoimperador, um marco que deu início ao conceito de Filho do Céu e ao Mandato Celestial, um tipo de legitimação divina que permitia ao imperador governar enquanto tivesse a aprovação dos céus.
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Essa ideia atravessou séculos, sustentando a autoridade imperial mesmo diante de crises, revoltas e mudanças de dinastia. A cada queda, uma nova casa assumia o trono, alegando ter recebido esse mesmo mandato, como uma sucessão espiritual mais do que apenas política.
Foram muitas as dinastias que moldaram o território e o imaginário chinês. A Dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.) é especialmente celebrada por ter consolidado o império, desenvolvido um poderoso sistema administrativo e expandido a Rota da Seda. Já a Dinastia Tang (618–907) foi uma era de ouro das artes, da poesia e da diplomacia, enquanto a Dinastia Song (960–1279) impulsionou avanços tecnológicos e a urbanização.
A Dinastia Ming (1368–1644), uma das mais conhecidas no Ocidente, reconstruiu a China após o domínio mongol e é lembrada pela construção da Cidade Proibida, símbolo máximo do poder imperial em Pequim. Por fim, a Dinastia Qing (1644–1912), de origem manchu, foi a última da China imperial, mantendo um governo autoritário e conservador até a queda definitiva da monarquia.
A figura de Puyi, o último imperador, ilustra bem a transição entre eras. Coroado ainda criança, em 1908, foi forçado a abdicar em 1912 com a Revolução Xinhai, que instaurou a República da China. Sua vida, marcada por tentativas de restauração, envolvimento com os japoneses na Manchúria e anos finais como jardineiro e bibliotecário, virou livro, documentário e filme.
A cinebiografia O Último Imperador (1987), dirigida por Bernardo Bertolucci, ganhou nove Oscars e introduziu a trajetória trágica de Puyi ao mundo. Mais do que um drama pessoal, sua história simboliza o fim de uma era e o começo da modernidade política na China, ainda que essa modernidade tenha passado por suas próprias transformações autoritárias.
Mesmo após o fim da monarquia, o peso simbólico do passado imperial nunca desapareceu. As estruturas da Cidade Proibida, hoje o Museu do Palácio, continuam sendo um dos pontos turísticos mais visitados da Ásia, e a reverência à cultura clássica permanece forte. O confucionismo, base da administração imperial por séculos, ainda influencia o pensamento e as relações familiares.
Até mesmo o Partido Comunista Chinês, que abomina a realeza como instituição, usa símbolos imperiais para reforçar a legitimidade do Estado, associando-se à longa continuidade civilizacional do país. Isso mostra como a figura do imperador pode ter desaparecido, mas sua aura continua atravessando o tempo.
Na cultura pop chinesa, as dinastias continuam sendo fonte inesgotável de narrativas. Dramas como As Imperatrizes do Palácio (Empresses in the Palace,2011), A História de Yanxi Palace (The Story of Yanxi Palace, 2018) e O Amor Real de Ruyi (Ruyi’s Royal Love in the Palace,2018) são produções luxuosas que conquistaram milhões de espectadores dentro e fora da China.
Foto: reprodução/reddit
Esses dramas palacianos, cheios de intrigas, rivalidades entre concubinas, jogos de poder e conflitos de sucessão, reconstroem visualmente a era Qing com precisão quase documental. Além disso, videogames como Total War: Three Kingdoms (2019) e romances históricos populares mantêm vivo o fascínio pelas guerras civis, pelas cortes imperiais e pelas figuras lendárias como Cao Cao, Zhuge Liang e Wu Zetian.
A China de hoje, oficialmente uma república socialista, talvez tenha se afastado das coroas e tronos, mas jamais abandonou a grandiosidade imperial como parte de sua identidade nacional. Ao visitar a Grande Muralha, os templos ancestrais ou as galerias da Cidade Proibida é impossível não sentir o peso de uma história milenar que ainda pulsa sob a superfície. O passado imperial continua sendo um recurso poderoso para a educação, o entretenimento e até a geopolítica cultural. A monarquia pode ter acabado, mas o Império, no imaginário e na cultura, nunca deixou de existir.
Na Tailândia, o trono segue ativo como pilar de identidade nacional, cercado por devoção religiosa, pompa e polêmicas modernas
A monarquiatailandesa é uma das poucas do mundo que permanece ativa e com grande influência em pleno século XXI. Com raízes históricas que remontam ao antigo Reino de Sukhothai no século XIII, a tradição monárquica tailandesa se consolidou no Reino de Ayutthaya (1351–1767), que por mais de quatro séculos estabeleceu a Tailândia como uma potência do Sudeste Asiático.
Após a destruição de Ayutthaya por tropas birmanesas, o Reino de Thonburi surgiu brevemente, dando lugar, em 1782, à fundação do Reino de Rattanakosin, com capital em Bangkok, e à ascensão da Dinastia Chakri, que permanece no poder até hoje. O atual monarca, Maha Vajiralongkorn, é o décimo soberano dessa linhagem, também conhecido como Rama X.
O rei anterior, Bhumibol Adulyadej (Rama IX), reinou por sete décadas e é uma figura quase mítica na Tailândia moderna. Considerado o pai da nação, foi visto como um símbolo de estabilidade em meio a décadas de golpes militares, crises econômicas e conflitos sociais. Seu funeral em 2017 foi acompanhado por multidões em luto por todo o país, demonstrando o vínculo emocional da população com a figura real.
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Bhumibol era respeitado também por seu envolvimento direto em projetos de desenvolvimento, agricultura sustentável e educação, além de ser artista, músico e fotógrafo. Sua imagem ainda é venerada em altares públicos e retratos espalhados por templos, comércios e residências.
Já o atual rei, Rama X, assumiu em 2016 com uma imagem bastante diferente daquela de seu pai. Seu estilo de vida extravagante, viagens frequentes à Europa e episódios midiáticos, como a nomeação de uma consorte real além da rainha oficial, causaram controvérsias dentro e fora do país. Mesmo assim, sua posição como figura sagrada e inviolável é protegida por uma das leis de lesa-majestade mais severas do mundo.
Críticas públicas ao rei podem levar a anos de prisão, o que torna a monarquia tailandesa um tema delicado para o debate político e social. Em 2020, grandes protestos estudantis pediram reformas democráticas e mais transparência da família real, algo inédito e ousado na história recente do país.
A monarquia tailandesa é intrinsecamente ligada ao budismo theravada, que domina o país. O rei é considerado o protetor da fé, e sua participação em rituais religiosos reforça a ideia de que seu poder é sagrado. As cerimônias de coroação incluem banhos de água santa e peregrinações a templos antigos, e o Palácio Real de Bangkok é, ao mesmo tempo, centro cerimonial, patrimônio histórico e cartão-postal turístico. As vestes, as bandeiras e até as cores do vestuário usadas pela população em determinados dias refletem o respeito e a ritualização da monarquia na vida cotidiana.
No cinema e na televisão tailandeses, por conta da censura, não é comum ver representações diretas da realeza contemporânea. No entanto, produções históricas sobre os reinos de Ayutthaya e Sukhothai ainda são populares. Filmes como A Lenda de Suriyothai (The Legend of Suriyothai,2001) e a franquia A Lenda do Guerreiro do Fogo (King Naresuan,2007–2015), ambos dirigidos com o apoio do governo, retratam reis heroicos, rainhas guerreiras e batalhas épicas contra invasores birmaneses.
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Essas narrativas reforçam o papel da monarquia como defensora da soberania e da identidade nacional. Além disso, o turismo cultural impulsionado pela história real movimenta templos, palácios e museus por todo o país.
A monarquia tailandesa é, ao mesmo tempo, tradição e tensão. Reverenciada por muitos, contestada por outros, ela continua no centro da vida política e simbólica da Tailândia. Em um mundo onde a maioria das casas reais perdeu espaço ou desapareceu, a dos Chakri ainda reina, literal e figurativamente, entre ouro, devoção e silêncio.
No Camboja, o rei Norodom Sihamoni simboliza a paz e a reconstrução de uma monarquia que resistiu aos horrores do passado e hoje exerce papel cerimonial e unificador
A história da monarquia cambojana é marcada por resiliência e transformação. O Reino do Camboja tem raízes antigas que remontam ao Império Khmer, cujo auge, entre os séculos IX e XV, é evidenciado pelos magníficos templos de Angkor, incluindo Angkor Wat, um dos maiores monumentos religiosos do mundo.
Durante séculos, os reis Khmer foram considerados descendentes divinos, governando um vasto território que influenciou grande parte do Sudeste Asiático. O sistema real combinava poder político e autoridade religiosa, sustentado por rituais que integravam o hinduísmo e, posteriormente, o budismo theravada.
No entanto, o século XX trouxe grandes desafios para a monarquia cambojana. Após a colonização francesa, o país viveu uma relativa estabilidade, mas a ascensão dos Khmer Vermelhos, em 1975, mergulhou o Camboja em um período de terror e genocídio. O rei Norodom Sihanouk, uma figura central do século XX, foi deposto e transformado em refém político durante o regime liderado por Pol Pot. A destruição quase total da elite política, intelectual e religiosa abalou profundamente a estrutura do país, ameaçando a sobrevivência da monarquia como instituição.
Foto: reprodução/o globo
Com a queda dos Khmer Vermelhos em 1979, a restauração da monarquia tornou-se um símbolo de esperança e reconstrução nacional. Em 1993, com o apoio das Nações Unidas e a realização de eleições, a monarquia foi formalmente restaurada como uma monarquia constitucional, e Norodom Sihanouk voltou ao trono, até sua abdicação em 2004. Seu filho, Norodom Sihamoni, o atual rei, assume um papel cerimonial, mas altamente respeitado, sendo visto como um símbolo de paz e continuidade para uma nação marcada por traumas recentes.
Nascido e educado na Europa, especialmente na França e na Tchecoslováquia, onde estudou artes cênicas e dança clássica, Norodom Sihamoni é conhecido por seu perfil discreto e espiritual.
Antes de se tornar rei, trabalhou como embaixador da Unesco e sempre foi reconhecido internacionalmente por seu compromisso com a cultura e a educação. Sua figura pacífica contrasta com o passado turbulento do Camboja, tornando-se um elo simbólico entre a tradição real e a modernidade democrática.
O Palácio Real de Phnom Penh é a residência oficial do rei e palco das principais cerimônias nacionais, que misturam o budismo, a cultura Khmer e os símbolos reais. A arquitetura do palácio reflete a estética tradicional cambojana, com seus telhados dourados e ornamentos intricados. Apesar de seu papel limitado na política, o rei Norodom Sihamoni exerce grande influência moral e simbólica, promovendo a unidade nacional e a preservação da cultura Khmer.
A monarquia cambojana também é tema de documentários e filmes históricos que exploram a complexidade do país. Produções como The Missing Picture (2013), do aclamado diretor Rithy Panh, retratam o trauma deixado pelo regime dos Khmer Vermelhos e a luta pela reconstrução da identidade nacional, uma narrativa que inevitavelmente passa pela figura de Norodom Sihanouk e pelo papel simbólico da monarquia.
Foto: reprodução/moma
Enquanto isso, o turismo cultural em Angkor Wat e Phnom Penh mantém vivo o fascínio pelas raízes imperiais e pelos tempos do antigo Império Khmer. O rei atual, embora silencioso, representa a esperança de um futuro em que o Camboja possa superar seu passado e construir uma identidade baseada na paz e no respeito às suas tradições.
No Vietnã, o último império sob a dinastia Nguyen deixou um legado arquitetônico e cultural que resiste ao tempo, mesmo após o fim da monarquia e a chegada da república socialista
A história imperial do Vietnã é longa e complexa, marcada pela ascensão e queda de várias dinastias que consolidaram a identidade cultural e territorial do país. A dinastia Nguyen, fundada por Gia Long em 1802, foi a última e uma das mais influentes na história vietnamita.
Após séculos de fragmentação e guerras internas, Gia Long unificou o país e estabeleceu a capital em Huế, que se tornou um centro político, cultural e espiritual. O império Nguyen procurou modernizar o Vietnã, mas enfrentou pressões coloniais, principalmente da França, que buscava expandir seu domínio no Sudeste Asiático.
Durante o domínio francês, o império Nguyen perdeu grande parte de seu poder, funcionando mais como um governo fantoche até que, em 1945, o último imperador, Bảo Đại, abdicou em meio à declaração de independência do Vietnã liderada por Ho Chi Minh.
Foto: reprodução/da britannica
Bảo Đại foi uma figura controversa: visto por alguns como um símbolo da transição entre tradição e modernidade, e por outros como um representante da elite colaboracionista com o colonialismo. Após abdicar, viveu exilado por muitos anos, falecendo apenas em 1997.
A cidade imperial de Huế permanece até hoje como uma joia arquitetônica e histórica do Vietnã. Suas muralhas, palácios, templos e túmulos reais são testemunhos vivos do passado imperial e atraem turistas e estudiosos do mundo todo. O Complexo de Monumentos de Huế é Patrimônio Mundial da UNESCO, destacando a importância da preservação desse patrimônio em meio ao rápido desenvolvimento urbano do país.
Mesmo após a queda da monarquia, o legado cultural da dinastia Nguyen está presente na vida vietnamita, seja nas tradições, nos festivais ou nas expressões artísticas. O Vietnã contemporâneo é uma república socialista, mas mantém um profundo respeito pelo passado imperial, refletido também na valorização da língua, da literatura e dos valores ancestrais. O budismo, presente na corte imperial, segue sendo uma das principais religiões do país, integrando a identidade nacional.
Na cultura popular, o Império Nguyen inspira diversas produções artísticas que exploram a complexidade das relações políticas, familiares e sociais da época. Obras como O Rebelde (2007), ambientado na Indochina francesa, abordam o espírito de resistência e os dilemas morais em tempos de ocupação estrangeira. Outro exemplo marcante é Canção da Noite de Outono (Song Lang, 2018), que, embora ambientado em um período posterior, resgata elementos da tradição vietnamita e do teatro cải lương, fortemente influenciado pela herança imperial.
Foto: reprodução/imdb
Apesar de não terem a mesma projeção internacional dos K-dramas, essas produções revelam a riqueza dramática e histórica do Vietnã, um terreno fértil para narrativas que ainda estão sendo descobertas globalmente.
Assim, o Vietnã atual vive uma relação ambígua com sua herança imperial: apesar da modernização e dos desafios políticos, a dinastia Nguyen e seu legado arquitetônico e cultural permanecem como uma âncora que conecta o passado ao presente, inspirando orgulho nacional e interesse global pela história do país.
No Butão, a monarquia representa a harmonia entre tradição, espiritualidade e modernidade, sendo um símbolo vivo do desenvolvimento sustentável e da identidade nacional
O Reino do Butão é conhecido mundialmente por sua filosofia única de desenvolvimento, baseada no conceito de Felicidade Interna Bruta, que prioriza o bem-estar espiritual e ambiental acima do crescimento econômico convencional.
A monarquia butanesa tem suas raízes modernas a partir de 1907, quando Ugyen Wangchuck foi coroado o primeiro rei, estabelecendo uma dinastia que buscava unificar o país e proteger suas tradições frente às influências externas. Antes disso, o território butanês era governado por uma mistura de autoridades religiosas e líderes feudais, onde o poder espiritual e político se entrelaçavam de forma complexa.
Foto: reprodução/alami
Desde sua fundação, a monarquia no Butão teve como missão preservar a identidade cultural do país e sua independência. O país manteve-se isolado da influência colonial que marcou a região, graças à sua localização montanhosa e à diplomacia cautelosa dos seus líderes.
A família real é altamente respeitada e vista como guardiã das tradições budistas, da cultura Dzongkha e dos valores que fazem do Butão um dos países mais singulares do mundo, em que desenvolvimento e espiritualidade caminham juntos.
O atual rei, Jigme Khesar Namgyel Wangchuck, assumiu o trono em 2006 com um perfil jovem e moderno, mantendo o equilíbrio entre os costumes ancestrais e as demandas de um mundo globalizado. Sua popularidade é elevada, pois ele tem promovido a educação, a saúde pública e a participação democrática, com a transição do país para uma monarquia constitucional em 2008. Apesar das reformas políticas, a família real continua sendo um símbolo forte de unidade nacional e continuidade.
Foto: reprodução/times now
A arquitetura e os símbolos da realeza refletem profundamente a cultura butanesa. Os palácios reais, integrados à paisagem montanhosa, possuem características tradicionais, com cores vibrantes, esculturas de dragões e motivos budistas. As cerimônias reais, incluindo a coroação e festivais religiosos como o Tshechu, misturam rituais xamânicos, budistas e folclóricos, demonstrando a conexão entre o trono e o sagrado.
O Butão também tem ganhado atenção global graças à sua abordagem diferenciada do desenvolvimento, que inclui a preservação ambiental, a proteção das florestas e o incentivo à agricultura sustentável. A monarquia desempenha papel crucial em garantir que essas políticas sejam implementadas com respeito às tradições, buscando um modelo que inspira debates internacionais sobre como crescer sem perder a alma.
Apesar de sua pequena dimensão e população, o país é um exemplo único de como uma monarquia pode se adaptar aos tempos modernos sem abrir mão de suas raízes espirituais e culturais. A família real, assim, não é apenas um símbolo histórico, mas também um agente ativo no caminho do país para um futuro que valoriza o equilíbrio entre progresso e felicidade.
Na Mongólia, embora a monarquia tenha sido abolida, o legado do Império de Gengis Khan continua sendo a essência da identidade nacional e uma fonte inesgotável de orgulho e inspiração cultural
A Mongólia é mundialmente conhecida pela figura lendária de Gengis Khan, que no século XIII fundou o maior império contíguo da história, estendendo-se desde a Ásia Central até a Europa Oriental. Antes da unificação, o território mongol era ocupado por diversas tribos nômades guerreiras que viviam em constante conflito e migração.
Gengis Khan, cujo nome original era Temujin, conseguiu consolidar essas tribos sob um único comando, estabelecendo uma estrutura militar e administrativa que revolucionou a organização social da região.
O Império Mongol não só dominou militarmente vastas regiões, mas também promoveu um intercâmbio cultural, comercial e tecnológico sem precedentes, incluindo a abertura da Rota da Seda e o contato entre o Oriente e o Ocidente. A sucessão dos grandes khans manteve o domínio por várias gerações, ainda que fragmentada em diferentes khanatos, deixando um legado que moldou a geopolítica e as culturas da Eurásia até hoje.
Foto: reprodução/velho general
Apesar de todo esse passado imperial, a monarquia mongol foi oficialmente abolida em 1924, quando o país se tornou uma república popular sob influência soviética. O regime comunista suprimiu tradições nômades e religiosas, tentando modernizar e controlar a população por meio de políticas rígidas. Contudo, o espírito de Gengis Khan nunca desapareceu completamente do imaginário popular, sendo celebrado em festivais, monumentos e símbolos oficiais, mesmo durante o período socialista.
Hoje, o legado de Gengis Khan é fonte de orgulho nacional e elemento central da identidade mongol. Monumentos imponentes, como a estátua de 40 metros perto de Ulaanbaatar, são visitas obrigatórias para quem quer entender a importância histórica e cultural desse personagem. O aniversário de seu nascimento é comemorado com festivais que misturam tradições xamânicas e budistas, celebrando a força, a liberdade e a unidade mongóis.
Foto: reprodução/velho general
A influência do passado imperial também é forte na cultura popular contemporânea, com filmes, séries e jogos que retratam a vida dos khans e a expansão do império. Produções internacionais, assim como obras locais, buscam recontar a história de Genghis Khan e seus sucessores com um olhar que combina mitologia e realidade histórica. Além disso, a figura de Genghis é frequentemente usada em discursos políticos para simbolizar resiliência e soberania nacional.
A Mongólia contemporânea é uma república democrática, mas seu orgulho imperial permanece intacto. A memória da monarquia e do império serve como um elo vital entre o passado glorioso e o presente, lembrando ao povo mongol sua capacidade de superação, coragem e influência histórica. Mesmo sem uma família real, o espírito de Genghis Khan reina na alma da nação.
Na Índia, os marajás e imperadores moldaram séculos de história, cultura e arquitetura, deixando um legado que atravessa fronteiras e inspira produções culturais até hoje
A Índia tem uma das histórias monárquicas mais complexas e ricas do mundo, marcada por impérios vastos, reinos regionais poderosos e uma diversidade cultural sem igual. Desde os tempos antigos, os rajás e marajás governaram territórios com poder absoluto, frequentemente vistos como representantes divinos em suas regiões.
Um dos maiores impérios da antiguidade foi o Império Máuria (321–185 a.C.), liderado pelo famoso imperador Ashoka, cuja conversão ao budismo e promoção da paz marcaram uma era de grande influência religiosa e cultural.
Foto: reprodução/aventuras na história
Ao longo dos séculos, a Índia viu o florescimento de vários outros impérios, incluindo os Guptas, conhecidos como a Era de Ouro da civilização indiana, e os impérios dos Rajput, cujas famílias reais ainda são reverenciadas em algumas regiões.
A chegada dos muçulmanos trouxe os impérios Sultanato de Déli e, posteriormente, o grandioso Império Mughal (1526–1857), cuja arquitetura espetacular, incluindo o Taj Mahal, se tornou símbolo universal da Índia. Os imperadores mogóis, como Akbar, Jahangir e Shah Jahan, deixaram um legado artístico e administrativo que influencia o país até hoje.
A relação entre os imperadores e a religião foi crucial para consolidar seu poder e identidade. Enquanto o hinduísmo predominava na maior parte do território, o Islã foi a fé de muitos governantes, o que gerou uma rica cultura de sincretismo e diversidade. As cortes reais eram centros de arte, poesia e filosofia, onde as tradições foram celebradas e preservadas, ao mesmo tempo em que se integravam influências persas e islâmicas.
O domínio britânico, que se estendeu por quase dois séculos, enfraqueceu as monarquias locais, mas não conseguiu apagar sua influência cultural e social. Muitos marajás mantiveram status e privilégios durante o Raj Britânico, servindo como aliados dos colonizadores, o que gerou tensões políticas que culminaram na independência da Índia, em 1947. Com a criação da república, a maioria das famílias reais perdeu seu poder oficial, mas continuaram sendo símbolos de tradição e cultura regional.
Hoje, a história dos marajás e imperadores é celebrada em museus, festivais e produções culturais, além de ser tema recorrente em filmes e séries de Bollywood e internacionais. Obras como Jodhaa Akbar (2008) e Padmaavat (2018) exploram romances, guerras e intrigas palacianas, encantando audiências com trajes elaborados, música e histórias emocionantes. Esses retratos contribuem para manter viva a memória das monarquias indianas e seu impacto na cultura popular.
Foto: reprodução/quartz
A arquitetura monumental, como os palácios de Jaipur, Udaipur e Mysore, continua atraindo milhões de visitantes, sendo testemunhos físicos da grandiosidade dos governantes indianos. Essas construções, junto com a rica tapeçaria de lendas e histórias, fazem da monarquia indiana um capítulo fascinante da história asiática que vai muito além do passado político: é uma herança viva que segue influenciando a identidade do subcontinente.
Na Malásia, a monarquia constitucional é um sistema singular, onde múltiplos sultões se revezam como chefes de Estado, mantendo tradições antigas em uma federação moderna
Diferente da maioria dos países asiáticos, a Malásia possui uma monarquia constitucional única no mundo: o sistema de monarquia rotativa. Formada por treze estados federados, nove deles governados por sultões — líderes tradicionais e descendentes das famílias reais locais —, a Malásia elege a cada cinco anos um Yang di-Pertuan Agong, o rei federal, que atua como chefe de Estado. Essa alternância pacífica entre sultões, iniciada após a independência do país, em 1957, é uma forma de unir a diversidade cultural e política da federação.
A história dessas monarquias regionais é muito antiga, remontando a reinos estabelecidos nos séculos XIV e XV, como o Sultanato de Malaca, um centro crucial para o comércio no Estreito de Malaca. Esses sultanatos tinham grande poder político e religioso, integrando o islamismo como base do governo e mantendo relações comerciais e diplomáticas com potências como China, Índia e posteriormente os europeus. Os sultões eram vistos como governantes sagrados, protetores da fé e da justiça em seus territórios.
Durante o período colonial, inicialmente sob influência portuguesa e holandesa e depois britânica, os sultões perderam parte de sua autonomia, mas mantiveram o respeito popular e algumas prerrogativas locais.
O sistema de monarquia rotativa foi criado como uma solução inovadora para acomodar a diversidade e evitar conflitos entre as casas reais após a independência, fortalecendo a unidade nacional. É um modelo que combina tradição e modernidade, e é celebrado pela estabilidade política que proporciona.
Foto: reprodução/G1
O rei federal, embora com funções principalmente cerimoniais e representativas, detém poder simbólico importante, como a nomeação do primeiro-ministro e a supervisão das instituições islâmicas.
Os sultões regionais mantêm influência cultural e religiosa, participando de cerimônias e festivais que preservam as tradições locais. O Palácio Nacional em Kuala Lumpur e os palácios regionais são símbolos da história viva da monarquia malaia.
Na cultura popular, as histórias dos sultões e seus reinos aparecem em produções locais e em festivais culturais, que valorizam a música, a dança e as artes tradicionais. Essa valorização ajuda a manter a conexão entre a população e suas raízes, apesar das mudanças econômicas e sociais aceleradas. O sistema malásio é um exemplo vivo de como monarquias podem se adaptar e coexistir em sociedades multiculturais e modernas.
Assim, a monarquia na Malásia continua sendo uma instituição fundamental para a identidade nacional, preservando tradições milenares ao mesmo tempo em que contribui para a estabilidade e a unidade de um país marcado pela diversidade cultural e religiosa.
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Ainda Estou Aqui ganha destaque no evento que homenageia o cinema nacional
Concedido anualmente pela Academia Brasileira de Cinema, a 24ª edição do Prêmio Grande Otelo reuniu nomes importantes do audiovisual brasileiro durante a noite da última quarta (30), em uma cerimônia localizada no Rio de Janeiro. O evento foi transmitido ao vivo por meio do Canal Brasil e pelo serviço de assinatura da GloboPlay.
A premiação, que leva o nome de um dos maiores ícones do cinema nacional, Grande Otelo, possui 30 categorias que abrangem o universo das telas, premiando desde séries televisivas até animações.
O filme Ainda Estou Aqui foi o grande premiado da noite, levando um total de 13 prêmios dos 16 em que estava indicado, incluindo Melhor Atriz para Fernanda Torres, Melhor ator para Selton Mello e Melhor Direção para Walter Salles.
Confira abaixo a lista de todos os vencedores da noite:
Foto: reprodução/ Rolling Stone
MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO Ainda Estou Aqui Baby Kasa Branca Malu Motel Destino
MELHOR DIREÇÃO Andrucha Waddington por Vitória Érico Rassi por Oeste Outra Vez Karim Aïnouz por Motel Destino Marcelo Caetano por Baby Walter Salles por Ainda Estou Aqui
MELHOR PRIMEIRA DIREÇÃO DE LONGA-METRAGEM Alessandra Dorgan por Luiz Melodia – No Coração do Brasil Dira Paes por Pasárgada João Cândido Zacharias por A Herança Lucas H. Rossi dos Santos por Othelo, O Grande Pedro Freire por Malu
MELHOR ATRIZ DE LONGA-METRAGEM Andrea Beltrão por Avenida Beira-Mar Dira Paes por Pasárgada Fernanda Torres por Ainda Estou Aqui Grace Passô por O Dia que te Conheci Yara de Novaes por Malu
MELHOR ATOR DE LONGA-METRAGEM Ângelo Antônio por Oeste Outra Vez Caio Blat por Grande Sertão Fabio Assunção por Motel Destino João Pedro Mariano por Baby Matheus Nachtergaele por O Auto da Compadecida 2 Selton Mello por Ainda Estou Aqui
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM Bárbara Luz por Ainda Estou Aqui Carol Duarte por Malu Juliana Carneiro da Cunha por Malu Linn da Quebrada por Vitória Valentina Herszage por Ainda Estou Aqui
Foto: reprodução/ Instagram
MELHOR ATOR COADJUVANTE DE LONGA-METRAGEM Antonio Pitanga por Oeste Outra Vez Átila Bee por Malu Babu Santana por Oeste Outra Vez Humberto Carrão por Ainda Estou Aqui Ricardo Teodoro por Baby
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL André Novais Oliveira por O Dia que te Conheci Érico Rassi por Oeste Outra Vez Luciano Vidigal por Kasa Branca Marcelo Caetano e Gabriel Dominges por Baby Pedro Freire por Malu
MELHOR LONGA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO 3 Obás de Xangô Assexybilidade Luiz Melodia – No Coração do Brasil Fernanda Young – Foge-me ao Controle Milton Bituca Nascimento Othelo, o Grande
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Bia Lessa – adaptado da obra “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa – por O Diabo na Rua no Meio do Redemunho Guel Arraes e Jorge Furtado – adaptado da obra “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa – por Grande Sertão Marcelo Gomes, Maria Camargo e Gustavo Campos – adaptado da obra “Relato de Um Certo Oriente”, de Milton Hatoum – por Retrato de Um Certo Oriente Murilo Hauser e Heitor Lorega – baseado no livro “Ainda Estou Aqui”, de Marcelo Rubens Paiva – por Ainda Estou Aqui Sérgio Machado – inspirado na obra “Arca de Noé”, de Vinícius de Moraes – por Arca de Noé
MELHOR LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO Abá e Sua Banda Arca de Noé O Sonho de Clarice Placa Mãe Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca
Foto: reprodução/ Balada IN
MELHOR LONGA-METRAGEM INFANTIL Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa Princesa Adormecida Tudo por um Popstar 2
MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE FICÇÃO DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING Cidade de Deus: A Luta Não Para – 1ª Temporada (HBO e HBO Max) Impuros – 5ª Temporada (Disney+) Os Outros – 2ª Temporada (Globoplay) Os Quatro da Candelária – 1ª Temporada (Netflix) Senna (Netflix)
MELHOR ATRIZ DE SÉRIE DE FICÇÃO PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING Adriana Esteves por Os Outros Alice Wegmann por Rensga Hits Andréia Horta por Cidade de Deus: A Luta Não Para Letícia Colin por Os Outros Roberta Rodrigues por Cidade de Deus: A Luta Não Para
Foto: reprodução/ O DIA
MELHOR ATOR DE SÉRIE DE FICÇÃO PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING Andrei Marques por Os Quatro da Candelária Eduardo Sterblitch por Os Outros Gabriel Leone por Dom Gabriel Leone por Senna Matheus Nachtergaele por Chabadabadá
MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE DOCUMENTÁRIO DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING Bateau Mouche – O Naufrágio da Justiça (HBO e HBO Max) Falas Negras – 4ª Temporada (TV Globo) Maníaco do Parque – A história não contada (Amazon Prime) Romário – O Cara – 1ª Temporada (HBO Max) Viva o Cinema! Uma História da Mostra de São Paulo (HBO e HBO Max)
Foto: reprodução/ Canal Brasil
MELHOR SÉRIE BRASILEIRA DE ANIMAÇÃO DE PRODUÇÃO INDEPENDENTE PARA TV ABERTA, TV PAGA OU STREAMING Astronauta – 1ª Temporada (HBO e HBO Max) Cosmo, o Cosmonauta – 1ª Temporada (Cartoonito) Gildo – 1ª Temporada (TV Brasil) Irmão do Jorel – 5ª Temporada (HBO Max e Cartoon Network) Lino – Meu Pai é Fera – 1ª Temporada (Disney+) O Show da Luna! – 8ª Temporada (Discovery Kids) Vovó Tatá – 1ª Temporada (Gloobinho e Globoplay)
MELHOR EFEITO VISUAL Ailton Piuí e João Paulo Geraldo por Retrato de Um Certo Oriente Claudio Peralta por Ainda Estou Aqui Claudio Peralta por O Auto da Compadecida 2 Claudio Peralta por Vitória Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel por Grande Sertão Guilherme Ramalho, Hugo Gurgel e François Puren por Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa
MELHOR LONGA-METRAGEM IBERO-AMERICANO El Jockey (Argentina) Estimados Señores (Colômbia) Grand Tour (Portugal) La Infiltrada (Espanha) Sujo (México)
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Adrian Teijido por Ainda Estou Aqui André Carvalheira por Oeste Outra Vez Gustavo Habda por Grande Sertão Gustavo Habda por O Auto da Compadecida 2 Hélène Louvart por Motel Destino Joana Luz e Pedro Sotero por Baby Mauro Pinheiro Jr. por Malu
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Camila Moussallem por As Polacas Carlos Conti por Ainda Estou Aqui Carol Tanajura por Oeste Outra Vez Elsa Romero por Malu Marcos Pedroso por Motel Destino
Foto: reprodução/ Instagram
MELHOR FIGURINO Aline Canella por A Batalha da Rua Maria Antônia Cao Albuquerque e Diana Leste por Grande Sertão Claudia Kopke por Ainda Estou Aqui Emilia Duncan por O Auto da Compadecida 2 Gabriela Campos por Baby Kika Lopes e Ananda Frazão por Motel Destino
MELHOR MAQUIAGEM Ana Pieroni por Oeste Outra Vez Marcos Freire por Malu Marisa Amenta e Luigi Rochetti por Ainda Estou Aqui Rosemary Paiva por Grande Sertão Rosemary Paiva por O Auto da Compadecida 2
MELHOR MONTAGEM Affonso Gonçalves por Ainda Estou Aqui André Finotti por 3 Obás de Xangô Cristina Amaral por Cidade; Campo Fabian Remy por Baby Fabio Jordão por O Auto da Compadecida 2 Marilia Moraes por Malu
MELHOR SOM Abrão Antunes, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Toco Cerqueira por Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa Caio Gox, André Tadeu e Carlos Paes por Arca de Noé Jorge Rezende, Jorge Vaz, Miriam Biderman, Ricardo Reis e Toco Cerqueira por Meu Sangue Ferve Por Você Jorge Saldanha, Alessandro Laroca e Eduardo Virmond Lima por Vitória Laura Zimmerman e Stéphane Thiébaut por Ainda Estou Aqui Marcel Costa e Daniel Turini por Malu Moabe Filho, Pedro Moreira, Waldir Xavier e Adrian Baumeister por Motel Destino
MELHOR TRILHA SONORA Amine Bouhafa por Motel Destino André Abujamra e Mateu Alves por O Clube das Mulheres de Negócios Antonio Pinto por A Batalha da Rua Maria Antônia Antonio Pinto por Vitória Beto Villares por Grande Sertão Guilherme Garbato por Oeste Outra Vez Warren Ellis por Ainda Estou Aqui
MELHOR CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO E Seu Corpo é Belo Helena de Guaratiba O Lado de Fora Fica Aqui Dentro Quando Aqui Zagêro
MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO A Noite das Garrafadas Eu Fui Assistente do Eduardo Coutinho Mar de Dentro Vento Dourado Você Vollúpya
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO A Menina e o Pote Eu e o Boi, o Boi e Eu Eu Sou um Pastor Alemão Hoje Eu Só Volto Amanhã Kabuki Menino Monstro Posso Contar nos Dedos Receita de Vó
Foto: reprodução/ Instagram
VOTO POPULAR 3 Obás de Xangô Ainda Estou Aqui Assexybilidade Baby Câncer com Ascendente em Virgem Estômago 2 – O Poderoso Chef Fernanda Young – Foge-me ao Controle Kasa Branca Luiz Melodia – No Coração do Brasil Malu Milton Bituca Nascimento Motel Destino O Auto da Compadecida 2 O Dia que te Conheci Othelo, O Grande
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Às vésperas do novo projeto denominado Gêmeos em Gêmeos, Bruno Gadiol fala sobre parcerias, clipes intensos e as vozes femininas que moldaram seu som
Bruno Gadiol está vivendo um daqueles momentos em que tudo pulsa: o coração, a criação e a ansiedade boa de quem está prestes a colocar um novo álbum no mundo. Gêmeos em Gêmeos (2025), que chega em agosto, é um mergulho em dualidades, desejos e narrativas. E se tem uma faixa que já entrega o tom do que vem por aí é Não era amor, foi só tesão, parceria intensa e cheia de camadas com Clau lançada por Bruno no dia 8 de julho.
Foto: divulgação/Sérgio Santoian
Entre gravações em estúdio e em locações para videoclipe (gravado em tempo recorde, com direito a clima quente e direção do melhor amigo Luke Vidal), Gadiol mostra que está no controle de cada detalhe, da letra à luz.
Hoje, às 21h, ele lança Coisas triviais, nova faixa, em parceria com produtor Zain, que entrega Ato 3 – Saturno – do projeto, dando continuidade à narrativa estética e emocional de Gêmeos em Gêmeos.
Conversamos com Bruno Gadiol sobre essa fase sensível, sensual e cheia de vozes femininas que o inspiram. E ele, claro, respondeu como quem se conhece: com verdade, nuance e um toque de ansiedade geminiana. Confira!
Entretetizei:Bruno, Não era amor, foi só tesão fala sobre a divergência entre duas perspectivas afetivas dentro de uma relação. Como esse tema se conecta com as diferentes facetas que você explora no álbum Gêmeos em Gêmeos?
Bruno Gadiol: Eu acho que esse meu álbum é justamente sobre diferentes perspectivas e opiniões e eu, como geminiano, percebo que eu mudo bastante de opinião. Às vezes na mesma hora que estou falando uma opinião minha, no final da frase já estou talvez mudando de ideia. E eu me sinto uma pessoa aberta, assim, a enxergar de diferentes perspectivas. Então eu acho que essa música, como traz a versão da Clau e da minha, narrativamente falando, eu acho que se conecta dessa maneira com esse álbum, que também traz, só que dentro de mim mesmo, diferentes perspectivas e sonoridades.
Foto: divulgação/Sérgio Santoian
E:A troca vocal entre você e a Clau constrói uma tensão emocional muito envolvente na faixa. Como foi trabalhar essa dinâmica no estúdio, buscando o equilíbrio entre interpretação, intensidade e conexão com a letra?
BG: A Clau já tinha participado de composições junto comigo e em outras faixas minhas, de outras épocas, enfim… Então a gente já tinha trabalhado junto e é sempre muito legal. Ela escreve muito bem, é muito rápido e muito fácil. Ela é muito boa! Então quando a gente se juntou para fazer a nossa música juntos, também fluiu muito. E uma curiosidade dessa música é que a gente fez a música praticamente toda em um dia. Mas depois ela pediu para fazer uma alteração na parte dela, isso meses depois, eu acho, e quando ela me devolveu a música, estava completamente diferente a parte dela. Ela deixou só algumas coisas da primeira versão e reescreveu muita coisa. Eu acho que (ela) não tinha, aparentemente, ficado satisfeita e fez essa versão que vocês ouviram.
E:O clipe também traduz essa tensão de forma visual forte. Como foi o processo de dirigir o videoclipe, ao lado do Luke Vidal, e transformar toda essa carga emocional da música em uma narrativa visual impactante?
BG: Bom, o Ato 2 do meu álbum é muito sensual, então a gente queria trazer isso assim como eu trouxe no clipe Na minha mente. Outra curiosidade é que Não era amor, foi só tesão e Na minha mente foram gravados no mesmo dia, dentro de seis horas. A gente alugou o espaço durante seis horas e, então, a gente tinha basicamente três horas para cada clipe. A gente gravou o clipe de Na minha mente e, em seguida, a gente já foi para esse outro cenário, que era de uma delegacia, né? Então a ideia foi trabalhar um pouco de fetiche, até porque esse álbum explora esse lado mais sensual também. Foi muito rápido, a gente inclusive terminou meia hora antes de dar seis horas de gravação e foi muito gostoso, sim. O Luke é meu melhor amigo, ele sabe do que eu gosto, ele sabe quando alguma coisa vai me incomodar. Então ele consegue ter essa visão que facilita muito nosso trabalho e a agilidade de tudo.
Foto: divulgação/Sérgio Santoian
E:Com influências do pop, R&B contemporâneo e música urbana, como você enxerga sua trajetória dentro desse cenário? Quais artistas ou referências têm influenciado seu som atualmente e como elas se manifestam nas suas escolhas criativas?
BG: Eu sou um cara muito específico. Eu tava pensando isso esses dias, né? Quando diz respeito à música e à forma como eu consumo música, geralmente eu fico muito viciado em um artista e eu consumo muito, muito e fico um pouco fechado para outras coisas. E é algo que eu até quero mudar em mim e trabalhar para que eu ouça mais músicas, né? Atualmente, por exemplo, eu estou completamente obcecado pela Sabrina Carpenter; os lançamentos dela, o último álbum, o novo álbum que vai sair, enfim… Eu acho que sempre acabo ouvindo referências, né? Nem sempre eu vou para o estúdio já sabendo o que a gente vai fazer. Sonoramente falando ou artisticamente falando, nem sempre tem uma referência específica. Aqui no Brasil, eu também estou muito apaixonado por alguns artistas que eu consumo mais e admiro muito, né? Marina Sena, gosto muito da forma que ela se expressa, do que ela canta, o jeito que ela escreve e se empodera nas músicas. Luiza Sonsa… E eu tenho uma preferência por cantoras mulheres, como vocês podem observar, por essas que eu disse. E tem a minha preferida, que é a Ariana Grande. Desde os meus quinze anos, eu sou muito fã dela. Então, desde criança, eu sempre ouvi muitas mulheres cantando. Eu acho que elas são minhas maiores referências.
E:Estamos a poucas semanas do lançamento de Gêmeos em Gêmeos. Em que fase emocional e criativa você está agora, às vésperas desse nascimento artístico? O que você espera que o público sinta ou leve com ele ao ouvir o álbum?
BG: É, pois é, meu álbum sai agora em agosto e, na real, eu tô me sentindo muito ansioso. É um trabalho que eu tenho muito orgulho, artisticamente, do que eu fiz, do que eu tenho feito, do que ainda vai sair mesmo depois desse álbum e eu quero que as pessoas ouçam. Acho que o maior desejo é que a gente consiga chegar em um maior número de pessoas, é o que todo artista busca. Então, junto com esse desejo que as pessoas ouçam, também tem um receio de talvez não conseguir chegar onde ( eu possa) suprir as expectativas que eu tenho. Sendo bem honesto comigo e verdadeiro, como eu sempre busco. Então é isso. Espero ser surpreendido positivamente pela vida.
Você está na expectativa pelo lançamento do próximo álbum do Bruno Gadiol? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.
A montagem nacional do clássico da Broadway celebra a excelência artística negra
Em um país onde o teatro musical ainda é marcado pela ausência de protagonismo preto e carrega ecos da elitização, a chegada da montagem brasileira de Dreamgirls representa mais do que a adaptação de um clássico da Broadway: é um marco histórico, que celebra a potência artística de um elenco exclusivamente preto.
Colocando artistas negros no centro da narrativa — e em tudo ao seu redor —, o espetáculo reafirma que a representatividade não é um mero detalhe e sim uma importante ferramenta de transformação e reconhecimento das identidades pretas.
Ambientado nos anos 1960 e 1970, o musical conta a história do trio formado por Effie White, Deena Jones e Lorrell Robinson, jovens artistas que enfrentam os desafios da indústria da música em busca de seus sonhos. A obra aborda temas como: racismo, sexismo e machismo, opressões muito comuns na sociedade, que se evidenciam ainda mais dentro de espaços majoritariamente brancos e ocupados por homens. Contudo, o musical deixa de ser apenas uma história sobre sonhos, música e fama, se tornando um espaço potente para reflexões e debates urgentes sobre desigualdades, além de, é claro, ser uma vitrine de excelência preta.
Imagem: divulgação/Midiorama
Ruptura com o padrão histórico
Historicamente, o teatro musical brasileiro apresenta espetáculos marcados pela presença predominante de artistas brancos em seus elencos, mesmo em obras que trazem influências negras diretas, como samba, soul, jazz e blues. Embora algumas dessas produções coloquem um artista preto em posição de protagonismo, ele geralmente é o único ou um dos únicos a ser representado ali.
Uma produção como Dreamgirls rompe esse padrão pré-estabelecido e abre as portas para que mais obras pretas ocupem os palcos do teatro musical e possibilita que o público, ao qual o espetáculo é destinado, se reconheça e compreenda todas as especificidades culturais e identitárias de uma comunidade diversa.
Imagem: reprodução/X @belfortiisaac
Discutindo temas que ainda são tratados com superficialidade nas produções nacionais, o espetáculo tem também a possibilidade de inspirar a criação de novas narrativas plurais que reflitam a realidade de uma parte significativa da sociedade.
As músicas
Traduzidas para o português, as canções originais da Broadway são o fio condutor da narrativa e dão voz aos sentimentos das personagens. Com forte influência do gospel estadunidense, soul e R&B, as músicas emocionam e marcam a trajetória das protagonistas e suas buscas por reconhecimento, sucesso e liberdade.
Assista à versão brasileira da canção Dreamgirls:
Listen, música eternizada na voz de Beyoncé na adaptação do musical para o cinema (2006), foi adicionada ao espetáculo da Broadway em 2017, na versão de Londres; sua letra foi alterada para que se tornasse um dueto profundo e sensível entre Effie e Deena. Com isso, ganhou um novo contexto narrativo, onde as duas protagonistas acessam suas dores e, pela primeira vez, se ouvem e se reconhecem uma na outra, dando espaço para o acolhimento mútuo e também para o perdão.
No Brasil, a canção foi traduzida e ganhou o título Ouça, carregando o simbolismo que a original apresenta. Visto que mulheres negras são constantemente silenciadas e invisibilizadas socialmente, Ouça é essencial para a história contada no palco e também fora dele.
Assista a versão brasileira de Listen:
Celebração da arte preta
Dreamgirls é uma verdadeira festa da cultura preta, de suas vozes e riqueza histórica. Mais do que um musical, é um encontro entre passado, presente e futuro, onde a arte e o orgulho se unem no palco. A montagem brasileira é um marco que exalta a potência e pluralidade negra, com seus rostos e tons diversos.
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Cantora islandesa mistura bossa nova, TikTok e estética retrô em clipe gravado no país asiático, parte do novo álbum A Matter of Time
A cantora islandesa Laufey lançou o clipe oficial de seu novo single, Lover Girl, que já vinha fazendo sucesso nas redes sociais. No vídeo, ela aparece dançando pelas ruas do Japão, visitando templos tradicionais, comendo ramen e explorando a cidade com um visual que lembra a personagem Wednesday Addams (Wandinha).
Lover Girl mistura jazz-pop com uma leve influência de bossa nova e retrata a sensação de se apaixonar. A coreografia divertida, que viralizou no TikTok com ajuda da irmã gêmea de Laufey, Junia, também aparece no clipe.
A música faz parte do próximo álbum da artista, intitulado A Matter of Time, que já teve os singles Tough Luck e Silver Lining divulgados. Em entrevista recente, Laufey contou que esse novo trabalho mostra um lado mais sincero e imperfeito dela.
Além do álbum, Laufey também se prepara para uma nova turnê, que começa em agosto e vai passar pelos maiores palcos de sua carreira até agora.
Quem aí também amou o clipe? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.
Emissora que trouxe as novelas turcas para a TV aberta brasileira exibirá nova obra no país após um intervalo de seis anos
A diziland não para de vencer no Brasil! Após várias produções turcas disponibilizadas em streamings em 2025 e outras serem exibidas em canais de televisão do país, mais uma novela da Turquia irá desembarcar por aqui. Cidade Cruel (Zalim İstanbul, 2019) será a nova aposta da Band, emissora pioneira na transmissão de tais obras em solo brasileiro.
De acordo com o Portal F5, a novela entrará na grade do canal a partir do segundo semestre, substituindoCafé com Aroma de Mulher(2021), no horário das 20h30. Cidade Cruel marcará então o retorno das produções turcas à Band após um período de seis anos. O primeiro capítulo está previsto para ir ao ar dia 9 de setembro (terça).
Foto: reprodução/Kanal D
Com o acordo fechado pela emissora para exibir a obra, o país terá dois canais abertos transmitindo novelas turcas. Isso porque a Record, após o sucesso de Força de Mulher (Bahar, 2017), exibida até 4 de julho, também planeja incluir em sua programação outra novela turca no segundo semestre: Mãe (Anne, 2016).
A série
Originalmente com 39 capítulos, cada um com cerca de 120 minutos, a novela será exibida na Band em um formato adaptado com 130 capítulos de 30 minutos cada. O drama foi exibido no Kanal D na Turquia e é uma produção da Avşar Film, escrita por Sırma Yanık (Fazilet Hanım ve Kızları, 2017).
Sinopse
Agah Karaçay (Fikret Kuşkan) é um empresário bem sucedido, casado com Şeniz (Mine Tugay), uma mulher ambiciosa. Pai do irresponsável Cenk (Ozan Dolunay) e da despreocupada Damla (Simay Barlas), quando seu irmão mais velho é morto, fica responsável por criar seu sobrinho Nedim (Berker Güven), que é deficiente.
Porém, suas tentativas de cuidar bem do menino, a quem ama, sempre são frustradas pela esposa, que quer se livrar da criança, pois ele é testemunha de algo que aconteceu no passado e Şeniz guarda segredo. Para além disso, um encontro entre os caminhos de Agah e Seher (Deniz Uğur) mudarão a vida deles e de seus familiares.
Foto: reprodução/Kanal D
Elenco
No elenco estão os atores Fikret Kuşkan (Agah Karaçay), Deniz Uğur (Seher Yılmaz), Mine Tugay (Şeniz Karaçay), Ozan Dolunay (Cenk Karaçay), Simay Barlas (Damla Karaçay), Berker Güven (Nedim Karaçay), Bahar Şahin (Ceren Yılmaz), Sera Kutlubey (Cemre Yılmaz) e İdris Nebi Taşkan (Civan Yılmaz).
Foto: reprodução/Kanal D
Sucessos turcos na Band
A Band foi responsável por trazer várias novelas turcas ao país entre 2015 e 2019, como as produções de sucesso Mil e Uma Noites (Binbir Gece, 2006), Fatmagul: A Força do Amor (Fatmagül’ün Suçu Ne?, 2010) e Sila: Prisioneira do Amor (Sıla, 2006). As obras, que já eram sucesso em outros países da América Latina, ganharam vários fãs no Brasil e tiveram até músicas temas cantadas por artistas brasileiros incluídas nas cenas.
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Trama chega ao catálogo do streaming ainda este ano
As primeiras imagens do filme Frankenstein foram divulgadas nesta semana. O filme acompanha a história de Victor Frankenstein, um cientista brilhante, mas egocêntrico, que dá vida a uma criatura em um experimento. Depois disso, uma série de acontecimentos trágicos marca tanto o criador, quanto a sua criação.
Essa nova versão da obra de Mary Shelley conta com a direção de Guillermodel Toro. O diretor é vencedor do Oscar com o stop-motion de Pinóquio (2022) e o longa A Forma de Água (2017).
Foto: Divulgação/Netflix
Oscar Isaac será o doutor Frankenstein na trama, enquanto Jacob Elordi dará vida ao Monstro e Mia Goth à noiva de Frankenstein. Felix Kammerer, David Bradley, Lars Mikkelsen, Christian Convery, Charles Dance e Christoph Waltz completam o elenco.
Foto: Divulgação/Netflix
As imagens divulgadas confirmam a estética do filme, que vai ao encontro da época em que o livro foi publicado, 1818, com sombras e uma produção capaz de causar arrepios.
Foto: Divulgação/Netflix
Frankenstein estreia em novembro deste ano, na Netflix, e segue sendo um dos filmes de terror mais aguardados.
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Referência global em arte lírica, a instituição francesa traz recitais em três capitais brasileiras e promove masterclasses gratuitas para jovens iniciantes na Temporada França-Brasil 2025
Referência mundial na ópera, a mais prestigiada casa lírica da França retorna ao Brasil após 23 anos com uma programação inédita de concertos e ações formativas. No segundo semestre de 2025, a Ópera de Paris participa da Temporada França-Brasil com apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, além de uma série de masterclasses para jovens artistas. A agenda inclui dois programas distintos da Academia da Ópera de Paris: Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos, com repertórios interpretados por um elenco internacional de residentes da instituição.
A cada temporada, a Academia da Ópera de Paris seleciona jovens talentos de diferentes nacionalidades para o seu programa de residência, voltado ao aperfeiçoamento técnico e artístico. Em 2025 e 2026, mais de 30 artistas integram a residência, entre eles os brasileiros Lorena Pires e Luis Felipe Sousa. Também participam nomes como Amandine Portelli (França), Antoine Dutaillis (França), Bergsvein Toverud (EUA/Noruega), Clemens Frank (Áustria), Daria Akulova (Ucrânia), Isobel Anthony (EUA) e Sima Ouahman (França). No recital Mélodies françaises, Melodias brasileiras, os brasileiros Ramon Theobald (pianista) e Juliana Kreling (cantora) também participam como convidados especiais.
Apresentações acontecem em três capitais com regência de maestros brasileiros
Em São Paulo, o concerto acontece nos dias 3 e 4 de outubro, no Theatro Municipal, com regência de Roberto Minczuk, maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e diretor musical da New Mexico Philharmonic (EUA).
Em seguida, chega a Curitiba com uma apresentação única no dia 8 de outubro, no Centro Cultural Teatro Guaíra. A regência será de Roberto Tibiriçá, que também dirige a Orquestra Sinfônica do Paraná, responsável pela execução do programa.
O encerramento da turnê será no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 11 de outubro, sob regência de Felipe Prazeres, maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e maestro associado da Orquestra Petrobras Sinfônica.
Jovens talentos terão aulas com nomes de destaque da cena lírica e do balé francês
Além dos concertos, a programação no Brasil inclui cerca de 40 masterclasses gratuitas voltadas a jovens artistas em início de carreira. As aulas serão conduzidas por solistas da Orquestra da Ópera de Paris, como a violinista Cécile Tête e o violoncelista Cyrille Lacrouts, além dos bailarinos étoile do Ballet da Ópera, Alice Renavand e Stéphane Bullion, também professor da Escola de Dança da instituição.
As atividades formativas acontecem em parceria com importantes instituições culturais brasileiras, como:
Fundação Theatro Municipal de São Paulo
Escola de Dança do Teatro Guaíra (Curitiba)
Universidade Federal do Paraná (Curitiba)
Escola Petite Danse (Rio de Janeiro)
Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica (Rio de Janeiro)
Segundo a diretora da Academia, Myriam Mazouzi: “A Ópera de Paris tem como missão acompanhar o desenvolvimento de jovens artistas de todo o mundo. Nosso programa de residência é concebido como um diálogo entre culturas, e os concertos que apresentaremos no Brasil são um reflexo desse compromisso”. Visit The Palais Garnier – Opéra de Paris
A relação entre o Brasil e a Ópera de Paris tem se fortalecido nas últimas décadas, impulsionada pela crescente presença de artistas brasileiros na instituição. Cantores, músicos e bailarinos formados no país ocupam hoje posições de destaque na Escola de Dança, na Academia e no Corpo de Baile da companhia. O vínculo também é reforçado com apresentações realizadas em território brasileiro, como as turnês do Corpo de Baile em 1994 e da montagem de Giselle em 2002.
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