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Motivos para assistir Cartas do Passado (Geleceğe Mektuplar): novo drama turco mistura nostalgia, drama e cultura em apenas 8 episódios

Cartas do Passado é um drama comovente sobre como o tempo e as palavras não ditas continuam ecoando em nossas vidas. Veja os motivos para assistir à minissérie turca no streaming

A nova série de drama da Turquia que estreou no top 10 Brasil, Geleceğe Mektuplar (Cartas do Passado), traz uma história de reflexão e nostalgia para o público. Concluída em oito capítulos de 35 a 40 minutos, ela faz uma conexão entre presente e passado, onde um grupo de jovens, cada com uma realidade diferente, cumpre a lição de escrever cartas para o seu eu do futuro, de acordo com o que estava acontecendo naquele momento ou o que desejavam para si. Num salto de tempo, eles se reencontram e várias emoções vêm à tona. O período da juventude se passa em 2003, no ano da formatura dos jovens, e a fase adulta, nos dias atuais. Os capítulos são instigantes, nostálgicos e levam também o espectador a recordar o passado.

O elenco adulto de Cartas do Passado conta com os seguintes nomes e personagens: Gökçe Bahadır, como Zuhal Tunalı; Selin Yeninci, como Banu; Erdem Şenocak, como Murat e Onur Tuna, como Mert. Ao se reencontrarem, celebram os momentos felizes e intensos que viveram no passado, juntamente à professora Fatma (İpek Türktan), que, misteriosamente, assumiu a maternidade de Elif (Güneş Nezihe Şensoy), filha de uma das integrantes do grupo, durante a adolescência. A trama se desenvolve em cima deste mistério, onde o telespectador acompanha as investigações sobre quem é a mãe de sangue de Elif, uma menina inteligente, talentosa e curiosa, para descobrir sua verdadeira história.

Elif (Güneş Nezihe Şensoy) & Zuhal Tunalı (Gökçe Bahadır) em cena | Créditos: Reprodução | myshows.me
Mert Selin (Onur Tuna) & Banu (Selin Yeninci) | Créditos: Reprodução | myshows.me

Separamos abaixo, alguns motivos para você maratonar essa minissérie imperdível:

A conexão entre passado e futuro é fascinante

O drama principal, além de desvendar a verdade sobre a mãe de Elif, se dá em descobrir o que cada personagem escreveu na tão curiosa carta ao futuro. Isso gera comoção no espectador, que se sente parte da história, muito bem roteirizada e transpassada para as cenas, e se pergunta: o que será que essa pessoa escreveu?

Créditos: Reprodução | Netflix

Essa tarefa de escrever uma carta para você no futuro é conhecida e já virou, inclusive, vídeo/conteúdo nas redes sociais, onde usuários desengavetam cartas da época de escola ou gravam um vídeo e deixam nos rascunhos para ver se os sonhos foram realizados depois de alguns anos. Totalmente instigante!

Personagens e histórias muito bem escritas, fazendo o telespectador se identificar em vários momentos

Todo mundo já passou por situações diversas na época de escola. Bullying, isolamento, problemas em casa, passeios com os amigos, brincadeiras no intervalo… independente se você foi ou não popular nessa época, certamente guardou traumas ou viveu momentos inesquecíveis.

Créditos: Reprodução | Netflix

Na série, escrita por Rana Denizer, todos os personagens viveram momentos intensos, alguns superaram, outros nunca esqueceram. Sendo assim, sentimos empatia por cada personagem, quase como num convite para relembrar tudo o que já fomos, o que já superamos e o que queremos levar adiante.

Episódios bem desenvolvidos, sem cansaço, deixando um gostinho de “quero mais”

Para quem busca uma série mais curta, mas ao mesmo tempo marcante, Cartas do Passado é a opção certa. Como citado anteriormente, são oito capítulos de, no máximo, 44 minutos. Apesar de breve, a história é muito bem desenvolvida e faz o telespectador não se desgrudar da tela – ainda deixa aquele gostinho de quero mais no final.

Créditos: Reprodução | Netflix

Brincadeiras à parte, para quem já assiste novelas turcas em TV aberta e está acostumado com duas horas de episódio, vai ver que rapidinho conseguirá maratonar. O lado ruim? Episódios pequenos demais para a qualidade do roteiro e elenco – a gente se apega tanto à história… será que podemos ter mais?! 

A cultura turca sempre em evidência

Além de todos os pontos citados acima, não podemos deixar de lembrar que é uma minissérie turca, ou seja, veremos muitos traços dessa cultura tão rica em história e tradições durante os episódios. Para quem gosta de conhecer culturas diversas, verá um pouco sobre a cidade de Istambul, além de fragmentos de temas como: casamento turco, machismo no contexto social da série, culinária turca – e o mais legal: você vai poder escutar o idioma turco, repleto de palavras únicas e gírias autênticas.

Créditos: Reprodução | Box Office Türkiye
Elenco talentoso e fiel aos personagens

Precisamos falar sobre o elenco brilhante de Geleceğe Mektuplar (Cartas do Passado). Além dos nomes citados no início dessa matéria (elenco adulto), também compõem o cast, os atores: Can Bartu Arslan, no papel de Mert jovem; Güneş Şensoy, como Elif; Kerem Alp Kabul, como Murat jovem; Deniz Bakacak, como Zuhal jovem; Nilüfer Bayraktutan, como Banu jovem; Çağıl Aydıner, como Seda e Berk Özgür, como o jovem Ahmet.

Créditos: Reprodução | Telgraf Gazetesi

Nesse sentido, a conexão do elenco jovem com o adulto é muito bem alinhada, além de que todos os nomes foram muito bem escalados, trazendo sentido às histórias e conquistando o telespectador. 

Cartas do Passado é um drama comovente sobre como o tempo e as palavras não ditas continuam ecoando em nossas vidas. Toda a trama se conecta bem com o propósito do roteiro e o final é aberto e subjetivo, deixando espaço para reflexões sobre o futuro dos personagens. Assista agora na Netflix – disponível em todo o mundo.

 

Já assistiu Cartas do Passado? Conseguimos te convencer a maratonar a série? Conta pra gente e siga o Entretê nas redes sociais — Facebook, Instagram e X — para mais informações sobre as séries turcas.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Entrevista | Anna Akisue fala de sua trajetória artística e reflete sobre a importância da representatividade amarela

Da infância sonhadora aos palcos, a artista conta sua história e revela desejos profissionais para o futuro

Atriz, cantora, compositora e um dos nomes mais promissores do teatro musical brasileiro, Anna Akisue faz parte de uma geração de jovens multiartistas que unem potência, talento e consciência sobre a construção de um espaço mais diverso na arte.

Sua trajetória artística começou ainda na infância, quando em brincadeiras dizia que queria ser atriz e cantora. Não demorou muito para que esse sonho virasse realidade: com estudos e dedicação, Anna conquistou seu lugar na música e no teatro, transformando  a imaginação de criança em uma carreira sólida e inspiradora.

Do The Voice Brasil (2016) aos palcos da Broadway brasileira, Anna vem ganhando cada vez mais destaque com sua presença forte e marcante. Em março de 2025, assumiu o papel de Regina George, personagem icônica da cultura pop dos anos 2000, na versão brasileira da adaptação musical do filme Meninas Malvadas (2004), se tornando a primeira Regina asiática do mundo. Essa conquista representa um marco importante para a representatividade no teatro musical brasileiro e amplia a visibilidade e o protagonismo de pessoas não brancas nesse espaço.

Em entrevista ao Entretetizei, a artista revisitou sua trajetória, desafios e aprendizados da carreira, refletiu, com muita sensibilidade, sobre a importância da representatividade amarela e comentou sobre sonhos que deseja realizar: 

Entretetizei: Você começou sua trajetória artística muito jovem. De onde surgiu a vontade e a certeza de que queria viver da arte?

Anna Akisue: Olha, eu não me lembro de um momento da minha vida em que eu não soube que seria artista. Desde criança, quando eu brincava de “quando eu crescer” as minhas profissões dos sonhos sempre eram essas: atriz e cantora. Conforme crescia, fui me profissionalizando nessas áreas e em todas as outras que englobam o mundo das artes: dança, dublagem, composição e assim as coisas foram acontecendo! É um estudo constante e interminável que eu amo! Não sei quando começou e creio que só vai terminar quando eu morrer, mas o bichinho da arte me picou desde que eu abri os olhos pela primeira vez no mundo! 

Entretê: O que mudou na sua carreira com a sua passagem pelo The Voice, em 2016?

Anna: Nossa, muita coisa! O The Voice foi um grande aprendizado pra mim. Foi minha primeira grande oportunidade na indústria da música, então tudo pra mim naquela época era um grande “parque de diversões”, eu estava realmente vivendo um sonho. Depois de lá, as coisas se tornaram mais reais, mais palpáveis.Foi quando o sonho realmente virou carreira e aí as proporções e responsabilidades se tornam maiores. Foi depois do The Voice que eu passei a me encarar como artista, para além do lado lúdico da coisa!

Assista a audição da artista na 5ª temporada do The Voice Brasil

Entretê: Em que momento o teatro musical surgiu como uma possibilidade para você?

Anna: Como uma boa criança dos anos 2000, eu nasci mergulhada no universo Disney e aquilo me encantava muito! Eu queria fazer aquilo: unir as três artes! Aos 13 anos, minha mãe conseguiu me matricular numa escola de teatro musical e desde então, não parei de estudar… Passei no meu primeiro musical profissional em 2019. Foi realmente muito especial! E o teatro musical segue sendo uma das minhas maiores paixões! Me sinto completa.

Entretê: Em Meninas Malvadas, você deu vida à Regina George, uma das personagens mais icônicas da cultura pop dos anos 2000. Qual foi sua reação ao receber a notícia e como foi o processo de construção dessa personagem?

Anna: Foi incrível! Me senti em completa epifania e demorei a acreditar que aquilo era real mesmo. Tive que reler a mensagem algumas vezes para cair na real! Dar vida à Regina foi muito lindo, mas muito desafiador também! Quando recebi a notícia, eu estava me recuperando de um problema vocal e como vocês viram, a partitura de Meninas Malvadas é um tanto quanto desafiadora [risos], mas com um time paciente e muito trabalho, conseguimos um resultado incrível durante um processo muito leve! Foi muito divertido trazer referências dessa personagem tão emblemática na mente das pessoas, mas ainda sim ter a liberdade de criar e dar a ela uma cara “minha”. A Regina hoje é uma parte de mim que guardo com muito carinho.

Assista Mundo em Chamas, solo da artista no musical 

Entretê: Você foi a primeira atriz asiática a interpretar Regina. Como se sente carregando esse marco importante na história do teatro musical?

Anna: Muito honrada. Muito, muito mesmo. Acho incrível poder ser espelho pra tantas garotas como eu. Espero que em breve não precisemos mais “contar” [quantas atrizes asiáticas].  Sinto que é só o começo de um mercado mais diverso e inclusivo, com o tipo de representatividade que merecemos ter! É bom demais estar em destaque e não ser estereotipada! Podemos ser quem quisermos ser e fico muito feliz de colaborar para essa história que está sendo escrita.

Entretê: Em um de seus vídeos publicados nas redes sociais, você comentou ter crescido sem se ver representada nos palcos e nas telas. Como você se sente hoje, sendo uma referência para outras meninas?

Anna: Isso realmente me deixa muito emocionada. Não tenho muita noção disso, mas já vivi momentos muito lindos com outras garotas amarelas que vieram me cumprimentar após o espetáculo, pessoalmente ou nas redes, me dizendo que eu contribuí pro sonho delas de alguma forma. Que me ver nesse lugar fez com que elas se vissem lá também e isso me deixa muito feliz e esperançosa! Quando eu era criança, eu tinha poucas pessoas para me espelhar e isso afetou muito minha autoconfiança. A falta de representatividade me fazia crer que eu não era capaz de ocupar certos lugares. Mas eu tive minhas musas! A Lissah [Martins] do Rouge era a maior delas. Ela me fez acreditar que eu podia chegar lá, e a minha criança será eternamente grata  por isso. Felizmente esse cenário vem mudando cada vez mais, e eu sinto que sou uma resposta disso também! Desse movimento que vem acontecendo. Então, eu me sinto muito honrada por poder ajudar mais pessoas a sonharem também. É possível! Estamos aqui e somos muitos! Não podemos mais ser ignorados.

Entretê: Além do teatro musical, você também se dedica à sua carreira na música pop. Com o fim de Meninas Malvadas, você pretende focar em novos singles, ou quem sabe, um EP ou álbum, ou tem outros projetos a caminho?

Sim! A música é uma parte de mim muito maior do que eu gosto de admitir, então com certeza não vou ficar quietinha por muito tempo [risos], mas hoje em dia levo essa minha vertente com mais paciência e mais carinho. Escrever é um processo muito intenso e às vezes doloroso também, então, toma tempo. Mas vem aí! Fica de olho [risos].

Foto: reprodução/Instagram @annaakisue

Tem algum gênero musical que você ainda não explorou, mas tem muita vontade?

Olha, eu sou muito eclética, como vocês já devem ter percebido [risos]! Gosto muito de brincar com os gêneros e acho que a música tá aí pra isso: pra gente explorar! Então, sinceramente, daqui pode sair de um tudo [risos]! Sou a favor de dar vida ao som que estiver gritando aqui dentro, independente de qual seja.

Entretê: Você já conquistou espaço no teatro musical e na música, mas sente vontade de seguir também um caminho no audiovisual? Se imagina fazendo filmes, novelas ou séries?

Anna: Sim! Temos alguns projetos em vista, mas ainda não posso contar. E confesso que sou um bichinho do palco, mas o audiovisual é um território que eu tenho muita curiosidade de explorar profissionalmente. Acho que eu me amarraria em fazer novela! A ideia de construir um personagem e desenvolvê-lo ao longo de um grande período de tempo me faz brilhar os olhos! Sou muito curiosa e adoro um desafio, então tô pro jogo! 

Entretê: Com tantos talentos na bagagem, como você descreveria Anna Akisue hoje?

Anna: Com certeza uma artista mais madura, um pouco menos ingênua, mas ainda com a mesma sede de fazer e, principalmente, de aprender! Sou muito grata a tudo o que vivi até aqui, dos traumas às glórias, porque sei que [foi] a soma de tudo isso que me tornou a artista que  sou hoje e, sinceramente, me orgulho muito do caminho que estou trilhando!

 

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin 

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Cultura Notícias Teatro

Sucesso da Broadway e do cinema, musical Dreamgirls estreia no próximo dia 31, em São Paulo

Versão brasileira terá Letícia Soares, Samantha Schmütz, Laura
Castro, Toni Garrido, Robson Nunes e Reynaldo Machado como protagonistas

Um dos maiores sucessos da história da Broadway, adaptado para o cinema em um filme vencedor do Oscar, Dreamgirls: Em Busca de Um Sonho chega pela primeira vez ao Brasil. No próximo dia 31 de julho, o público brasileiro poderá assistir a uma superprodução no palco do Teatro Santander, localizado no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo, e conhecer a história de um grupo de cantoras dos anos 60 em sua busca do sucesso.

Escolhidos em audições realizadas com centenas de participantes no mês de março, o elenco apresenta 25 multitalentosos artistas. Nos principais papéis estarão a atriz, comediante e cantora Samantha Schmütz no papel de Lorell Robinson, Letícia Soares como Effie White e Laura Castro vivendo Deena Jones, as três integrantes do trio The Dreams. O cantor e compositor Toni Garrido revezará com o ator, humorista, diretor e dublador Robson Nunes no papel de Curtis Taylor Jr., personagem inspirado no fundador da gravadora Motown. Por fim, Reynaldo Machado interpreta Jimmy Early, inspirado em cantores famosos de R&B, como James Brown e Little Richard.

Créditos: Reprodução / Midiorama

Com texto e letras de Tom Eyen, músicas de Henry Kieger, coreografia original de Michael Bennett e arranjos de Harold Wheeler, o espetáculo no Brasil tem a direção geral de Gustavo Barchilon, direção musical de Gui Leal e coreografias de Rafa L. A tradução e versão é de Bianca Tadini e Luciano Andrey.

DREAMGIRLS é apresentado no Brasil pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Esfera, Return Capital e Zurich Santander, e apoio da Hyundai Financiamentos, Unisys Brasil e Santander Brasil. É coproduzido pela Barho Produções e Atual Produções e realizado pela
FB Criativo e Governo Federal Brasil, União e Reconstrução.

Dreamgirls é um dos musicais mais icônicos e revolucionários da Broadway que chegou a Hollywood. O nosso desafio é encontrar um equilíbrio entre honrar as versões anteriores e trazer algo novo e autêntico para o público brasileiro. Meu objetivo é respeitar a essência da obra original sem perder a conexão com o público atual. O resultado mistura elementos da Broadway, do cinema e da montagem do West End, que entrega um espetáculo inédito, vibrante e emocionante”, destaca o diretor, Gustavo Barchilon.

Créditos: Reprodução / Midiorama

Ingressos para as apresentações da temporada, a partir 31 de julho, já estão à venda na plataforma SYMPLA. Confira todas as informações em SERVIÇO abaixo.

O Espetáculo

DREAMGIRLS retrata a ascensão de um grupo de cantoras afro-americanas nos Estados Unidos na década de 60, inspirado nas histórias de mulheres da Motown, como as The Supremes. A trama reflete a era de ouro da música soul e as transformações da indústria
fonográfica dos Estados Unidos durante os anos 60 e 70, abordando pautas como racismo, desigualdade de gênero, o preço da fama e a complexidade das relações pessoais e profissionais no showbiz.

A produção brasileira do musical reúne 25 artistas multitalentosos, entre eles Eduardo Silva (Marty), Abrahão Costa (C.C.White), Thales Cesar (Wayne) e Luci Saluzzi (Michelle Morris) e muitos outros.

Confira o elenco completo de DREAMGIRLS – Em Busca de um Sonho:

Letícia Soares – Effie White
Samantha Schmütz – Lorrell Robinson
Laura Castro – Deena Jones
Toni Garrido – Curtis Taylor Jr
Robson Nunes – Curtis Taylor Jr Alternante
Reynaldo Machado – Jimmy Early
Eduardo Silva – Marty
Abrahão Costa – C.C. White
Thales Cesar – Wayne + cover de C.C.
Luci Saluzzi – Michelle Morris + cover de Deena
Suzana Santana – Ensemble + cover de Effie
Edyelle Brandão – Ensemble + cover de Effie 2
Caroll Badon – Ensemble + cover de Lorrell

Larissa Noel – Ensemble + cover de Lorrell 2
Carol Roberto – Ensemble + cover de Deena 2
Rafael Machado – Ensemble + cover de Marty e Curtis 2
Edmundo Vitor – Ensemble + cover de C.C. 2
Renée Natan – Ensemble + cover de Wayne
Isaac Belfort – Ensemble + cover de Jimmy
Carol Botelho – Ensemble + cover de Michelle
Nicole Sacramento – Ensemble
Gabi Germano – Ensemble
Rafa L – Swing
Jesus Jadh – Swing

SERVIÇO | DREAMGIRLS – EM BUSCA DE UM SONHO
Local: Teatro Santander
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041
Classificação etária: 10 anos, menores acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Data: a partir de 31 de julho
Horários: Quintas-feiras, às 20h; Sextas-feiras, às 20h; Sábados, às 16h e 20h; Domingos, às 15h e 19h
Ingressos e mais informações: https://bileto.sympla.com.br/event/102867?share_id=1-copiarlink

 

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Texto revisado por Larissa Couto

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Musicais Notícias

Rita Lee terá autobiografia musical apresentada em mostra de teatro em Manaus

As apresentações ocorrerão de forma gratuita do dia 09 a 17 de agosto, à partir das 20h, no anfiteatro da Praia de Ponta Negra, com expectativa de público de 90 mil pessoas

A narrativa percorre momentos importantes da trajetória de Rita: infância, bandas da adolescência, relação familiar, participação nas bandas Mutantes e Tutti-Frutti, prisão no Regime Militar em 1976, relacionamento com o multi-instrumentista Roberto de Carvalho, nascimento dos filhos, ativismo pelos direitos de animais, tropeços, glória e velhice.

Também serão tocados sucessos que marcaram a carreira da artista, como Saúde, Desculpe o auê, Mania de você, Doce vampiro, Reza e Ovelha negra. A atriz Mel Lisboa tem ganhado cada vez mais reconhecimento pela sua interpretação de Rita Lee. Inclusive, a artista ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz pela atuação em Rita Lee: Uma Autobiografia Musical. Ela também já havia interpretado a cantora na minissérie Elis: Viver É Melhor que Sonhar e na peça teatral Rita Lee Mora ao Lado.

Foto: divulgação/João Caldas

A contribuição que Rita Lee tem para a cultura brasileira é algo que não podemos medir. Ela inspirou muitas pessoas, especialmente as mulheres, a lutarem por seus sonhos — como é o caso da atriz Mel Lisboa. Não apenas no âmbito musical, mas também em outras manifestações artísticas. Dessa forma, entendemos que isso casa com a proposta da mostra, que é valorizar o teatro a partir de situações cotidianas e eventos históricos”, afirma Aline Mohamad, do Instituto Brasileiro de Teatro (iBT), que vai levar o evento para Manaus.

Ficamos muito felizes em fomentar a cultura e participar de iniciativas gratuitas que passam por toda a cidade. A população de Manaus terá a oportunidade de assistir a espetáculos de companhias locais e também a uma peça que é sucesso de bilheteria sobre a Rita Lee, um ícone da nossa música”, destaca a gerente de Relações Institucionais da Águas de Manaus, Simony Dias.

 

Ver o legado da nossa eterna rainha do rock prevalecendo aquece nosso coração. Nos conta em nossas redes sociais qual a sua música preferida de Rita Lee — Instagram, Facebook e X — e não esqueça de nos seguir!

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrini

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Livros Notícias

Ciranda Cultural leva poesia viva e narrativa infantil à Flip 2025

Editora apresenta a poetisa Roseana Murray, com o tema “Planeta Vivo”, e contação de história com a autora de livros infantis Marina Basto

Celebrando a força transformadora da literatura na Flip 2025

Para celebrar o poder da literatura e a sensibilidade de narrativas que transformam o mundo, o Grupo Ciranda Cultural participa da Flip 2025 com as escritoras Roseana Murray e Marina Bastos. A Festa Literária Internacional de Paraty acontece de 30 de julho a 3 de agosto.

Contação de histórias com Marina Bastos 

Autora de livros infantis, Marina Bastos fará contação de história no dia 01 de agosto, às 13h. O momento lúdico tem como base o livro Chapeuzinho Vermelho-Limão, publicado pela Ciranda na Escola, em que faz uma releitura do conto de fadas.  

Nessa versão, a menina surpreende até o Lobo Mau, com lições de alegria e criatividade. O encontro com as crianças será na Central Flipinha, localizada na Praça Matriz de Paraty.

Imagem: divulgação/ Grupo Ciranda Cultural
Roseana Murray e a poesia como ferramenta de transformação

Na mesma data e local, a renomada poetisa brasileira, Roseana Murray, conversa com o público às 15h30. Com o tema “Planeta Vivo”, ela reforça a literatura como ferramenta de cuidado, percepção e imaginação de futuros possíveis.  

A autora dará destaque ao livro Emaranhado, publicação da Principis. A obra, premiada com o Hors Concours do Selo Cátedra 10 em 2023, entrelaça versos que refletem sobre a vida, o tempo e os fios invisíveis que conectam as pessoas.

Foto: divulgação/ Principis
Agenda: 

Flipinha com Marina Bastos 

Data: 01 de agosto 

Horário: 13h 

Flipinha com Roseana Murray 

Data: 01 de agosto 

Horário: 15h30  

Local: Flip 2025 

Endereço: Praça da Matriz – Paraty – RJ

 

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Texto revisado por Larissa Couto

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Cultura turca Notícias

Aynadaki Yabancı (O Estranho no Espelho): Onur Tuna e Simay Barlas estão em fase avançada de negociação para protagonizar nova dizi

Com o lema “Do que uma mãe é capaz de abrir mão por um filho?”, Aynadaki Yabancı (O Estranho no Espelho) traz uma intensa narrativa de transformação, amor incondicional e luta 

Mais novidades na dramaturgia turca: a nova novela Aynadaki Yabancı (trad. livre: O Estranho no Espelho), que será exibida pelo canal ATV, está em fase final de preparação e já tem dois nomes cotados para os papéis principais: Onur Tuna e Simay Barlas, que estão em fase avançada de negociação para protagonizar a história – segundo a jornalista Birsen Altuntaş. A expectativa é de que a assinatura dos contratos aconteça em breve.

A trama promete emocionar ao contar a história de Azra, uma mulher que enfrenta uma verdadeira batalha para reencontrar seu filho. Com o lema “Do que uma mãe é capaz de abrir mão por um filho?”, a novela traz uma intensa narrativa de transformação, amor incondicional e luta. Simay Barlas viverá a personagem Azra, enquanto Onur Tuna será Alihan, outro papel central na trama. Um terceiro protagonista, o cirurgião plástico Kaan, ainda está em fase de escolha.

Onur Tuna (Alihan) | Créditos: Reprodução | Birsen Altuntaş
Simay Barlas (Azra) | Créditos: Reprodução | Birsen Altuntaş

A produção é assinada por Asena Bülbüloğlu, com direção de Eda Teksöz e roteiro de Pelin Gülcan, Lara Bulut Tecim e Batuhan Özbay.

Além disso, os fãs de Onur Tuna podem vê-lo também na série Geleceğe Mektuplar (Cartas do Passado), já disponível na Netflix. Onur também mostrou seu lado músico: duas canções compostas e interpretadas por ele – Yorgun Da e İçimden Geldiğince – foram incluídas na trilha sonora dos episódios 3 e 5. O Entretê fez uma matéria especial sobre essa série. Clique aqui e confira.

Prepare-se para fortes emoções com Aynadaki Yabancı, uma história sobre perdas, reencontros e a força de uma mãe. O Entretetizei segue acompanhando as novidades desse e de outros títulos, então continue com a gente!

 

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Texto revisado por Simone Tesesr @simone_alleotti

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Notícias

Primeira imagem de Lorena Comparato como Elize Matsunaga em novo thriller nacional é divulgada

O crime que chocou o país em maio de 2012 ganha um longa-metragem no streaming 

A Netflix divulgou hoje (29) a primeira imagem de Lorena Comparato caracterizada de Elize Matsunaga para o filme inspirado em um dos crimes mais chocantes da última década. O thriller psicológico com toques de melodrama acompanha a história de Elize, mulher que matou e esquartejou o marido, Marcos Kitano Matsunaga, no apartamento do casal em 2012.

O longa tem argumento de Raphael Montes (Bom Dia, Verônica), roteiro de Montes e Mariana Torres (Bom Dia, Verônica, terceira temporada) e direção de Vellas (DNA do Crime). Com uma abordagem profunda, o filme explora temas como classe social, poder e violência, mergulhando fundo na mente de Elize e na relação complicada com Marcos.

“Interpretar uma mulher com tantas camadas e uma história cheia de nuances como a da Elize é extremamente complexo para uma artista. Exige muita responsabilidade, pois a gente tá falando de um crime real com consequências reais. Espero que o filme contribua para debates importantes na sociedade”, diz Lorena Comparato.

Além de Lorena, o elenco ainda reúne nomes como Henrique Kimura, Miwa Yanagizawa, Julia Shimura e Denise Weinberg.

 

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Leia também: TBT | 5 produções nacionais de true crime para você assistir – Entretetizei 

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

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Cinema Notícias

Distribuidora de filmes anuncia relançamento da animação Princesa Mononoke em 4K

Clássico do Studio Ghibli, filme retorna aos cinemas IMAX em versão restaurada

Um dos mais aclamados filmes da história da animação japonesa, Princesa Mononoke retorna às telas em versão remasterizada em IMAX 4K. O anúncio foi feito pela Sato Company, em parceria com o lendário Studio Ghibli. O filme chega às salas de cinema que possuem tecnologia IMAX 4K, no Brasil e na América Latina,  em 21 de agosto. 

Foto: divulgação/Sato Company

O  longa, que foi lançado originalmente em 1997, é um marco do cinema mundial, trazendo uma poderosa mensagem ecológica, além de ser visualmente deslumbrante. A animação conta a jornada do jovem guerreiro Ashitaka em um Japão feudal fantástico, onde humanos e forças da natureza travam um conflito profundo. 

O jovem príncipe Ashitaka é amaldiçoado por um demônio e parte para encontrar uma cura. Ele acaba chegando a uma região devastada por conflitos entre humanos — representados por Lady Eboshi e sua Cidade do Ferro — e os espíritos da floresta, liderados por San, a misteriosa Princesa Mononoke, uma jovem criada por lobos gigantes e defensora implacável da floresta. Ashitaka tenta entender ambos os lados do conflito e busca um caminho de equilíbrio e coexistência.

Foto: divulgação/Sato Company

Em comparação com os trabalhos anteriores do cineasta Hayao Miyazaki como Meu Amigo Totoro (1988) e O Serviço de Entregas da Kiki (1989), a animação é intensa e sombria, repleta de cenas que surpreendem.  O filme é uma fábula complexa que navega e reflete sobre inúmeros temas, como coexistência, identidade, responsabilidade e equilíbrio.

O relançamento faz parte de uma celebração mais ampla do legado dos 40 anos do Studio Ghibli, cujas animações conquistaram público e crítica em todo o mundo. Restaurado em alta definição e com opção de exibição legendada, o retorno do longa ao circuito cinematográfico IMAX promete emocionar e inspirar o público com sua narrativa atemporal, trilha sonora marcante de Joe Hisaishi e animação artesanal que segue impressionante mesmo após quase três décadas.

Foto: divulgação/Sato Company

Esta é uma oportunidade única para fãs antigos e novas gerações vivenciarem a obra-prima de Miyazaki como ela foi originalmente concebida: na imersão da tela grande.

Informações sobre a programação completa, redes de cinema participantes e ingressos estarão disponíveis em breve.

 

Animados para assistir a obra nos cinemas? Conta pra gente nas redes do Entretetizei Facebook, Instagram e X — e nos siga para não perder as novidades sobre o universo do cinema e das animações.

Leia também: Ghibli Fest: confira os filmes que estarão no festival  

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin 

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Notícias Resenhas Séries

Crítica | Talvez Too Much, nova série de Lena Dunham, seja, de fato, demais

Com atuações e trilha sonora de destaque, a produção entrega uma história de amor contemporânea, mas peca em alguns pontos

Too Much, a nova aposta de comédia romântica da Netflix, estreou em julho deste ano e rapidamente alcançou o Top 10 Global da plataforma, mas logo dividiu opiniões. Enquanto críticos elogiaram a abordagem sensível da série, o público parece não ter sido totalmente cativado.

Na trama, Jessica (Megan Stalter) é uma produtora nova-iorquina que vive uma das fases mais turbulentas da sua vida. Após o término de um relacionamento de seis anos, ela volta a morar com sua família e fica obcecada em acompanhar, pelas redes sociais, a vida de Wendy Jones (Emily Ratajkowski) — uma influenciadora digital que é a nova namorada de Zev (Michael Zegen), seu ex. 

Tudo muda quando uma oportunidade de emprego a leva para Londres, do outro lado do mundo. Lá, ela se apaixona por Felix (Will Sharpe), um artista britânico excêntrico e eles precisam navegar os choques culturais e a bagagem emocional que ambos trazem ao relacionamento.

Jessica e Zev em Too Much (2025)
Foto: reprodução/Netflix

A minissérie de dez episódios é mais uma criação de Lena Dunham, a mente por trás de Girls (2012). Como nos trabalhos anteriores da autora, sua intenção é clara: contar histórias realistas que refletem as vivências de uma geração. Entretanto, Too Much é mais pessoal, com um caráter semi-autobiográfico, ainda que não totalmente fiel aos fatos, o que é exatamente um dos triunfos da produção.

Assim como sua protagonista, Lena viveu um relacionamento de longa data com o produtor musical Jack Antonoff, conhecido por colaborar com artistas pop como Taylor Swift, Lorde e Sabrina Carpenter. Dois meses após o término, Jack engatou um namoro com a modelo Carlotta Kohl. Apesar de ambos afirmarem que continuam amigos, ela confessou, em entrevista ao The Cut, em 2018, ter dificuldade para lidar com o novo relacionamento de Antonoff. “Eu achei que eu estava meio que provando que as garotas estranhas poderiam ser amadas também. Mas agora ele está namorando alguém comum, que parece como as garotas devem parecer”.

Na série, Jessica é assombrada pelas memórias de seu relacionamento com Zev, que criticava seu gosto musical, seu senso de humor e seu corpo. É quase impossível assistir e não reparar nas similaridades físicas e de comportamento com o produtor musical. No entanto, Lena confirmou para a Vanity Fair que o personagem não é baseado em apenas uma pessoa. “Aquele ex-namorado é praticamente uma mistura de todos os ex que eu tive, ou que uma amiga teve”, disse a autora.

Já Felix parece ter sido inspirado pelo marido de Dunham, Luis Felber, que também assina a criação da história. O par se conheceu em 2021, quando a atriz esteve na Inglaterra para um compromisso de trabalho. Assim como o personagem de Will Sharpe, Felber também é um músico indie britânico. 

Megan Stalter e Lena Dunham em Too Much (2025)
Foto: reprodução/Netflix

A trilha sonora é um dos destaques, com músicas que casam perfeitamente com as escolhas narrativas da série e contribuem para a atmosfera das cenas. Outro pilar é, sem dúvidas, o elenco. A produção conta com nomes de peso como Rhea Perlman (Matilda, 1996), Naomi Watts (Cidade dos Sonhos, 2001) e a própria criadora da série, que interpreta a irmã da protagonista. Ainda há participações especiais de Jessica Alba (Quarteto Fantástico, 2005), Kit Harington (Game of Thrones, 2011), Andrew Scott (Fleabag, 2016) e Rita Ora.

A química entre Megan Stalter (Medíocres, 2021) e Will Sharpe (The White Lotus, 2021) é inegável. Os protagonistas são complexos, bem construídos e cheios de camadas. Embora grande parte da história gire em torno da relação dos dois, eles ainda possuem narrativas individuais que ajudam a humanizar os personagens.

Megan Stalter e Will Sharpe como Jessica e Felix em Too Much (2025)
Foto: reprodução/Netflix

Desde o início de Too Much, fica claro que o relacionamento que vamos acompanhar está longe de ser perfeito. Tanto Felix quanto Jessica demonstram sinais de alerta de que talvez aquele não seja o momento ideal para ficarem juntos: ela ainda não superou o término conturbado com o ex-namorado, que agora está noivo, e ele tem o hábito de viver romances que não duram mais do que alguns meses. 

A cada episódio, a relação entre os dois vai ficando mais séria, mas os espectadores ainda não têm todas as respostas — não sabemos em quais circunstâncias a vida de Jessica descarrilou em Nova York. O ponto de catarse da série é, com certeza, o quinto episódio, Pink Valentine, em que, por meio de uma série de flashbacks, entendemos como o relacionamento da produtora com Zev se desenrolou. 

Esse deveria ser um ponto de virada da história, mas não é isso que acontece. A relação entre os dois continua sendo colocada a prova, com uma sucessão de situações absurdas que se arrastam até o último minuto, na tentativa de criar um efeito cômico. Tudo isso atinge o limite no episódio final, que parece correr para encerrar a história sem nenhuma ponta solta.  

Talvez Too Much não entregue o desfecho que o público espera, deixando uma sensação agridoce ou até mesmo de frustração. Mas  esse pode ser justamente o ponto de Lena Dunham: nem tudo na vida tem um final redondinho e perfeito.

 

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Livro Entre Mundos será adaptado em série de suspense sobrenatural ambientada na periferia de São Paulo

A produção da adaptação nacional muda o protagonista, atualiza o cenário e aposta em representatividade ao misturar terror, tecnologia e drama social

Foi aqui que pediram mais uma adaptação? O livro Entre Mundos, escrito por Pedro Ivo e Rodrigo de Oliveira, vai ganhar uma adaptação para as telas, e com mudanças significativas. A série, que tem criação e argumento assinados por Eddie Coelho, Pedro Ivo e Luis Navarro, será um suspense sobrenatural com forte carga dramática, ambientado na periferia de São Paulo. O roteiro fica por conta de Pedro Ivo, Casey Frost e Travis Silvers, com Luis Navarro também assinando como produtor executivo.

Uma das principais alterações na adaptação está no protagonista: no livro, ele se chama Rubens. Já na série, o personagem central é André Machado, um jovem negro de 22 anos, apaixonado por tecnologia, morador de um conjunto habitacional e filho de um ex-catador de lixo que se tornou dono de um centro de reciclagem. André será interpretado por Jean Paulo Campos.

A trama acompanha o protagonista e seus amigos às vésperas da maior feira de inovação de São Paulo, onde apresentarão um celular 100% modular e sustentável, voltado para comunidades de baixa renda. Mas tudo dá errado: o aparelho falha e o pai de André morre em um acidente a caminho do evento. Dias depois, ao tentar consertar o protótipo usando peças de um celular antigo do pai, André faz uma descoberta assustadora: o chip do aparelho permite que ele ouça vozes do além.

Entre Mundos
Foto: reprodução/amazon

O que começa com uma ligação da vizinha falecida, Jéssica, vira o ponto de partida para uma sequência de casos sobrenaturais. Ao lado dos amigos Eliseu (Wesley Guimarães), Tânia (Larissa Bocchino), Santhiago (Allan Jeon) e Daniel (Filipe Bragança), André transforma o celular em um canal digital onde os mortos pedem ajuda para resolver assuntos inacabados. Mas a invenção chama a atenção de criminosos, da polícia e de um executivo inescrupuloso, Isaac (Raphael Logam), que vê no aparelho uma ameaça aos segredos que tenta esconder.

Com episódios de 30 minutos, Entre Mundos combina um formato procedural ( com um novo caso sobrenatural por capítulo) com um arco contínuo que envolve corrupção, espiritualidade e conflitos de poder. A série também mergulha em dilemas íntimos dos personagens, como o luto, a ancestralidade, o racismo estrutural e a desigualdade social.

Ainda sem previsão de estreia, Entre Mundos se diferencia por trazer uma estética periférica autêntica, protagonismo negro e jovens criadores brasileiros por trás e na frente das câmeras. Uma história onde os maiores perigos não vêm só dos fantasmas, e sim dos vivos.

 

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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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