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Paramore lança edição deluxe de All We Know Is Falling

Projeto em comemoração aos 20 anos do álbum de estreia da banda inclui EP nunca antes lançado digitalmente, The Summer Tic EP

Há 20 anos o Paramore assinava seu primeiro contrato com uma grande gravadora e lançava, para felicidade de muitos, seu álbum de estreia All We Know Is Falling. Para comemorar esse marco em grande estilo, a banda lançou na última semana uma edição deluxe do álbum, que inclui a aguardada versão digital do The Summer Tic EP.

O EP, originalmente lançado em 2006, era uma coleção de músicas disponível apenas em CD. Agora, os fãs podem ouvir o álbum de estreia junto com o EP em um único lançamento digital deluxe.

Depois que All We Know Is Falling colocou o Paramore no mapa, o grande avanço da banda veio com Riot!, de 2007, impulsionado pelo sucesso do single Misery Business, certificado seis vezes platina, que rendeu à banda diversas indicações a prêmios. Em 2009, Brand New Eyes consolidou seu lugar no cenário do rock. 

O álbum autointitulado de 2013 marcou o auge comercial e de crítica da banda, com o single platina Ain’t It Fun, que rendeu ao Paramore seu primeiro GRAMMY de Melhor Canção de Rock em 2015 e novas indicações, como Melhor Álbum de Rock

Já o álbum After Laughter, de 2017, apresentou um som mais polido e influenciado pelo pop, que continuou recebendo elogios, especialmente com o single de destaque Hard Times. E após um longo hiato, em 2023, eles retornaram com This Is Why.

Quando o Paramore anunciou que estava gravando novamente em janeiro de 2022, a resposta dos fãs ao redor do mundo foi imediata. Desde que a banda — vencedora do GRAMMY e certificada multi-platina pela RIAA — lançou seu último álbum, e enquanto Hayley Williams divulgava dois álbuns solo, aclamadíssimos pela crítica e pelos fãs, diga-se de passagem, o Paramore se tornou mais popular do que nunca. 

Nos últimos anos, a influência e popularidade da banda cresceu ainda mais, à medida que a era do streaming os impulsionou organicamente a se tornarem uma das maiores e mais culturalmente relevantes bandas de rock do mundo. Em sua trajetória de 20 anos, a banda passou de jovens outsiders a verdadeiros ícones da cultura pop, inspirando uma nova geração de talentos musicais.

Foto: reprodução/Instagram/Paramore

Seu lançamento mais recente, This Is Why, é o álbum mais aclamado pela crítica até hoje, e a faixa-título rendeu à banda seu primeiro #1 nas rádios alternativas dos EUA, além de ter sido eleita Música Mais Quente do Ano pelos ouvintes da BBC Radio One, no Reino Unido. 

O disco alcançou posições no Top 10 em diversos países, incluindo o #1 na Austrália e no Reino Unido, e estreou em #2 na Billboard 200. O grupo venceu dois prêmios GRAMMY por Melhor Canção Alternativa com This Is Why e Melhor Álbum de Rock — a primeira vitória de uma banda liderada por uma mulher na história da categoria. This Is Why foi listado como um dos melhores álbuns de 2023 por diversos veículos de mídia, incluindo Rolling Stone, Billboard, Stereogum e outros.

Em dezembro de 2024, o Paramore anunciou que havia cumprido seu contrato com a Atlantic Records, assinado quando os membros ainda eram menores de idade, marcando o início de uma nova era independente para a banda.

 

E você, já ouviu a versão deluxe de All We Know Is Falling? Conta pra gente qual sua faixa favorita lá nas redes do Entretê Facebook, Instagram e X — e nos siga para não perder as atualizações sobre os lançamentos do mundo da música.

Leia também: Confira o novo single de Lola Young, d£aler

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Confira a lista de séries leves e divertidas para maratonar no streaming

A seleção inclui títulos favoritos do público e produções nacionais recém-lançadas

Tem séries clássicas de Hollywood? Sim. Temas envolventes? Claro. Novas produções nacionais que acabaram de sair do forno? Pode ter certeza!  De grandes temporadas até episódios curtos, o streaming oferece séries perfeitas para maratonar. Sempre com um toque de humor e a leveza que uma boa maratona de seriados pede!

Para quem gosta de séries leves, divertidas e com narrativas envolventes, o  Disney+ reúne opções ideais — que vão de tramas adolescentes a aventuras divertidas e emocionantes. Por isso, o Entretê preparou uma lista com 11 títulos imperdíveis da plataforma, e você confere abaixo:

Jogo Cruzado (2025)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A maior estrela do futebol nacional, Matheus Reis (José Loreto), vê sua brilhante carreira sair de campo quando descobre um terrível problema cardíaco que o obriga a pendurar as chuteiras antes da hora. É em meio a essa transição de estrela para ex-jogador que Reis encontra Elisa (Carol Castro), uma jornalista veterana que, há anos, espera um lugar na bancada do programa Jogo Cruzado, do canal Antena Sport, e que também é seu maior desafeto.

O encontro dos dois é marcado pelo programa esportivo, onde terão que dividir os microfones e comentários. É nas intrigas e barracos entre os dois que a herdeira do canal, Suzana (Luciana Paes), aposta para salvar a audiência, mesmo que isso custe a credibilidade de Elisa e todas as amizades de Matheus.

Meu Querido Zelador (2022-2024)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A comédia dramática narra, em um misto de ironia e humor, as aventuras de Eliseo (Guillermo Francella), o zelador de um prédio de alto padrão, que, por trás das estruturas do consórcio que o emprega, faz uso e abuso de seu poder de vigilância e interferência. Lá ele vive, trabalha e absorve cada detalhe da vida de seus habitantes. Mas, sob sua aparência prestativa e obsequiosa, ele esconde um talento para manipulá-los.

Ele sabe tudo sobre seus vizinhos: nomes, horários, empregos, laços, fraquezas, gostos. Com essa vantagem sobre suas “vítimas”, ele desenha estratégias de influência sobre cada um e consegue calcular, com precisão, como eles vão reagir aos seus estímulos. Dependendo de seus caprichos, seu humor ou sua necessidade de defender o trabalho a todo custo, ele é capaz de causar danos amplos, mas também age com  justiça e protege aqueles que considera mais fracos.

Amor da Minha Vida (2024)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A primeira série de comédia romântica Star Originals no Brasil, Amor da Minha Vida é uma viagem sexy e bem-humorada pelos encontros e desencontros da relação de Bia (Bruna Marquezine) e Victor (Sérgio Malheiros), amigos inseparáveis que ainda não sabem que são o amor da vida um do outro. Enquanto seguem lado a lado, confidentes de seus sonhos e segredos, Bia e Victor vivem outras paixões e dividem juntos uma jornada de amadurecimento e conexão.

Modern Family (2009-2019)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A série de comédia norte-americana acompanha o dia a dia de três famílias ligadas entre si: Jay Pritchett (Ed O’Neill), um homem mais velho casado com a colombiana Gloria (Sofía Vergara), que tem um filho do primeiro casamento; sua filha Claire (Julie Bowen), casada com Phil (Ty Burrell) e mãe de três filhos; e seu filho Mitchell (Jesse Tyler), que vive com o marido Cameron (Eric Stonestreet) e juntos adotam uma menina. Modern Family retrata, com muito humor e emoção, os desafios e as situações cotidianas dessas famílias modernas, abordando temas como paternidade, diversidade e relacionamentos.

How To Be a Carioca (2023)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

How To Be a Carioca conta a história de Irene da Argentina (Verónica Llinás), Matthias da Alemanha (Peter Ketnath), Nabil da Síria (Ahmad Kontar), Laila de Israel (Swell Ariel Or) e Karima de Angola (Heloísa Jorge) visitando o Rio de Janeiro por diferentes motivos. Cada um a seu modo, eles vivenciam a beleza e o caos da cidade maravilhosa.

Eles conhecem um sujeito especial que os ajuda a resolver os problemas de um jeitinho único: esse cara é Francisco (Seu Jorge), um carioca por excelência. No processo, se desfazem de preconceitos, se abrem para novas culturas, adotam perspectivas diferentes e ajudam a cidade a ser mais inclusiva e menos desigual.

Modernos de Meia Idade (2025)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

O seriado acompanha três melhores amigos — homens gays de meia-idade — que decidem se aposentar juntos em Palm Springs após um acidente trágico. Na sitcom, inspirada em Golden Girls (1985), Bunny Schneiderman (Nathan Lane), um empresário de sucesso com um pé na aposentadoria e problemas de autoestima, vive em Palm Springs, na Califórnia, com sua mãe Sybil (Linda Lavin). Um dia, uma morte acidental em seu grupo de amigos abala as estruturas de todos e Bunny incentiva seus dois melhores amigos a se mudarem com ele para que possam desfrutar da aposentadoria juntos.

Only Murders in the Building (2021-2024)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

O seriado conta a história de três estranhos que compartilham uma obsessão pelo gênero true crime e que, de repente, se veem envolvidos em um crime na vida real. Quando uma morte horrível ocorre dentro de seu exclusivo prédio de apartamentos no Upper West Side, o trio — formado por Mabel (Selena Gomez), Charles (Steve Martin) e Oliver (Martin Short) — começa a suspeitar de assassinato e usa seu conhecimento de true crime para investigar o caso. Mas não demora para que o trio perceba que um assassino pode estar vivendo entre eles e que, portanto, estão em perigo. Agora, eles vão ter de correr para decifrar as pistas e descobrir a verdade, antes que seja tarde demais.

Ugly Betty (2006-2009)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A produção conta a história de Betty Suarez (America Ferrera), uma moça inteligente, durona e persistente, mas também sensível e carinhosa, que espera que essas habilidades a ajudem a conseguir um emprego na editora Meade. O fato de ela não ser particularmente atraente a impede de ser inicialmente contratada pela grande referência em moda, a revista Mode. Mas há uma briga interna na revista, com executivos famintos por poder, competindo pelo domínio.

Na esperança de controlar a situação, o editor dá a seu filho inexperiente, Daniel (Eric Mabius), o cargo de editor-chefe. Ele contrata Betty como assistente do filho depois de pegá-lo em uma posição comprometedora com a secretária em seu primeiro dia no cargo. Após um começo difícil, no qual Daniel tenta forçar Betty a pedir demissão ao tratá-la muito mal, ele percebe o valor da auxiliar, e os dois se juntam para formar uma equipe eficaz.

Abbott Elementary (2021-2024)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

Abbott Elementary é muito mais do que uma escola na Filadélfia. A série de comédia acompanha um grupo de professores dedicados e apaixonados e uma diretora altamente despreparada, navegando pelo sistema de escolas públicas americanas. Apesar de todas as dificuldades, eles estão determinados a ajudar seus alunos a sucederem, e, embora esses incríveis servidores públicos possam estar em menor número e sem recursos, eles amam o que fazem — mesmo não amando a atitude do distrito escolar em relação à educação das crianças.

New Girl (2011-2018)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

Depois de uma separação difícil, Jess Day (Zooey Deschanel) precisa de um outro lugar para viver. Uma busca on-line faz com que ela encontre um ótimo loft e três caras solteiros que ela nunca viu antes: Nick (Jake Johnson), um antigo aluno de direito que agora é bartender, é o mais sério e o mais desiludido; Schmidt (Max Greenfield), um jovem profissional que tem orgulho de seu abdômen; e Winston (Lamorne Morris), um ex-atleta super competitivo que não sabe mais o que fazer.

Para completar o grupo, chega também a melhor amiga de infância de Jess, Cece, uma modelo sem expressão. Ao longo das temporadas, os cinco se dão conta de que precisam um do outro mais do que pensavam e terminam formando uma família disfuncional, charmosa e estranhamente funcional.

Desperate Housewives (2004-2011)
Disney+ séries
Imagem: Divulgação/Disney+

A série Desperate Housewives dá as boas-vindas à aparentemente perfeita Wisteria Lane. À primeira vista, é só mais uma tranquila rua do subúrbio americano, com cercas brancas e casas impecáveis. Mas basta olhar um pouco mais de perto para que as rachaduras comecem a aparecer.

Mary Alice (Brenda Strong), até pouco tempo uma das moradoras da rua, tira a própria vida de forma inesperada. Agora, narrando sua história do além, ela revela os segredos mais íntimos de suas amigas e vizinhas: Bree (Marcia Cross), Edie (Nicollette Sheridan), Gabrielle (Eva Longoria), Lynette (Felicity Huffman) e Susan (Teri Hatcher). Nada é exatamente o que parece em Wisteria Lane.

 

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Leia também: Confira as séries e filmes que chegam ao streaming em agosto

 

Texto revisado por Ketlen Saraiva

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Cultura turca Notícias Séries

Leyla e Çift Kişilik Oda: saiba a previsão do final das dizis na TV turca

Entenda o motivo dos últimos episódios das duas séries ainda não terem ido ao ar e quando devem ser transmitidos

Situação complicada na diziland! Nas últimas semanas, duas dizis transmitidas pela emissora de TV NOW não tiveram seus capítulos exibidos, sendo Leyla: Hayat… Aşk… Adalet… (2024) e Çift Kişilik Oda (tradução livre: Quarto Duplo, 2025). Com mais de um episódio faltando para a conclusão de ambas as produções, o fato se deu pela baixa receita publicitária e estes devem ser exibidos apenas no fim de agosto.

O motivo

Devido às últimas audiências mais baixas, as séries produzidas pela Ay Yapım e MF Yapım, respectivamente, não conseguiram arrecadar um valor suficiente em publicidade para cobrir os seus custos de produção, o que causou os adiamentos ao longo do último mês. Assim, mesmo tendo sido lançados trailers com as datas dos novos episódios, Leyla foi exibida pela última vez em 22 de junho e Çift Kişilik Oda em 3 de julho.

Foto final das dizis.
Foto: divulgação/NOW
A reação da audiência

Tal situação causou descontentamento nas redes sociais, uma vez que o público das duas dizis desejam assistir a conclusão das temporadas. Além disso, o fato do episódio 7 de Çift Kişilik Oda ter ido ao ar na MBC4 da Arábia Saudita, antes de ser exibido na Turquia, também foi motivo de reclamações na internet.

Leyla, protagonizada por Cemre Baysel (Leyla) e Gonca Vuslateri (Nur), está programada para terminar no 40º episódio, restando ainda três episódios para serem exibidos. Já Çift Kişilik Oda, com os atores Devrim Özkan (Nil) e Ulaş Tuna Astepe (Kaan), tem ainda os episódios 7 e 8 para irem ao ar. Vale destacar que as gravações já foram finalizadas.

Foto final das dizis.
Foto: divulgação/NOW
Situação das produções turcas

O atraso das exibições mostra a situação atual das produções turcas. Como estas dependem das audiências e receitas publicitárias, isso tem gerado uma onda de cancelamentos ao longo dos últimos anos, já que a crise econômica no país fez com que os custos para gravar os episódios ficassem muito altos. 

Os roteiros finalizados antes do previsto e os adiamentos dos episódios já gravados geram, então, uma insatisfação no público, que fica na expectativa pelo que não foi exibido. Resta à audiência aguardar se a decisão da emissora irá se manter e os últimos episódios irão ao ar no fim do próximo mês ou se buscarão uma outra alternativa, como exibi-los apenas online, para não deixar os projetos sem finalização.

Foto Leyla.
Foto: divulgação/NOW

 

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Leia mais: Hasret Rüzgârı: os protagonistas da nova dizi diária já foram escolhidos

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Eventos Livros

Flip recebe casa literária com 30 autores, homenagens e lançamentos inéditos

Com entrada gratuita, espaço reúne mesas de debate, lançamentos de livros inéditos, oficina com Marcelino Freire e transmissões ao vivo entre os dias 31 de julho e 3 de agosto

Foto: reprodução/Editora Record

Durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), uma das casas mais movimentadas do circuito alternativo celebra sua quarta edição com uma programação intensa e gratuita. De quinta a domingo, o espaço vai reunir 30 autores em 15 mesas, além de uma oficina literária comandada por Marcelino Freire e a transmissão ao vivo do Clube de Leitura Prioli & Karnal.

Recém-eleita para a Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Gonçalves é uma das homenageadas da edição e participa de uma conversa no sábado (2), às 19h, com a editora Lívia Vianna sobre seu clássico Um Defeito de Cor (2006), que ultrapassou 180 mil exemplares vendidos.

A autora receberá o Prêmio Recordista de Prata, concedido pela editora Record à escritores que superam a marca de cem mil cópias vendidas com um único título. O economista Eduardo Moreira também será premiado pela mesma honraria com Desigualdade e Caminhos Para Uma Sociedade Mais Justa (2019) (Ed. Civilização Brasileira), que alcançou este marco de vendas.

A casa também será palco para o lançamento de duas obras inéditas: Não sei se é bom, mas é teu (Ed. Record), novo livro de Maria Ribeiro, e Eu Escreve (Ed. Record), uma coletânea de autoficção organizada por Natalia Timerman e Gabriela Aguerre, com 23 autores. Os livros serão autografados logo após as mesas com as participações dos autores.

Entre os destaques da programação estão as participações de Conceição Evaristo, que conversa com Yasmin Santos; Gabriela Prioli e Leandro Karnal, debatendo a obra de Gabriel García Márquez; além de mesas com Bruna Beber, Bethânia Pires Amaro e Marcela Ceribelli sobre Miranda July; e Natalia Timerman ao lado de outros autores da coletânea Eu Escreve, discutindo os caminhos da autoficção.

Oficina literária com Marcelino Freire

Foto: reprodução/B_arco

Vencedor dos prêmios Jabuti e Machado de Assis, o escritor Marcelino Freire ministrará uma oficina gratuita nos dias 31 de julho e 1 de agosto, das 9h às 11h30. Voltada para autores ainda não publicados, a atividade selecionou 15 participantes por meio de envio prévio de textos. Reconhecido também por seu trabalho como mentor, Freire é o responsável por orientar vozes da nova geração, como Aline Bei, Mariana Salomão Carrara e Bethânia Pires Amaro.

Programação completa

Quinta-feira, 31/07

12h – Memórias literárias — Mirian Goldenberg e Cecilia Madonna Young | Mediação: Simone Magno

14h – Narrativas epistolares — Elisama Santos e Stefano Volp | Mediação: Lívia Vianna

16h – Os dilemas da autoficção — Natalia Timerman e autores da coletânea Eu escreve | Mediação: Simone Magno

18h – Essa voz insubmissa — Yasmin Santos conversa com Conceição Evaristo

Sexta-feira, 01/08

12h – Em busca da verdade — Neige Sinno | Mediação: Mariana Delfini

13h30 – Aula aberta: o complexo de vira-lata — Marcia Tiburi

14h30 – As festas da brasilidade como reinvenção da vida — Luiz Antonio Simas

Sábado, 02/08

10h – Literatura queer — Marcelino Freire, James Green e Alexandre Rabelo | Mediação: Beatriz Veloso

11h30 – A odisseia dos narradores contemporâneos — André de Leones e Pedro Guerra | Mediação: Henrique Rodrigues

13h – Ultimamente têm passado muitos anos — Maria Ribeiro conversa com Dani Arrais

14h30 – Tudo o que eu queria falar sobre Miranda July — Bruna Beber, Bethânia Pires Amaro e Marcela Ceribelli | Mediação: Lívia Vianna

16h – García Márquez e outros autores para ler em conjunto — Gabriela Prioli e Leandro Karnal | Mediação: Cassiano Elek Machado

17h30 – África-América — Nei Lopes, Cidinha da Silva e Ynaê Lopes dos Santos | Mediação: Simone Magno

19h – Um defeito de cor, o livro do século — Ana Maria Gonçalves | Mediação: Lívia Vianna

Domingo, 03/08

19h – Clube Prioli & Karnal: O que nos faz bons ou maus? — Com transmissão ao vivo aberta ao público.

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Leia também: O tempo dos escritores: vozes que atravessam gerações

Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

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Opinião | A americanização do K-pop não começou com o BTS

Antes de apontar o dedo pro grupo que mais fez o K-pop explodir no mundo, talvez seja hora de olhar com mais calma pra história, e entender que cantar em inglês nunca foi o problema

Se tem uma discussão que sempre volta nos fandoms de K-pop é essa: “o grupo tal se vendeu, viraram americanos demais, o BTS começou com isso.” E pronto, temos o cenário perfeito pra mais uma fan war (guerra de fãs) na internet. A confusão gira em torno de um tema que, de tanto ser repetido, já virou quase clichê: a americanização do K-pop.

Para sermos honestos , essa história toda está sendo contada de um jeito meio impreciso. Porque, se tem uma coisa que quem acompanha o K-pop há mais tempo sabe, é que o uso do inglês nas músicas, nos clipes e até nos nomes de grupo sempre esteve ali. Desde os anos 2000, as empresas coreanas já estavam de olho no mercado internacional, principalmente no americano. A diferença é que, naquela época, ninguém estava prestando tanta atenção. E agora que estão, virou motivo para procurar um culpado.

É aí que o BTS entra, ou melhor, é aí que jogam o BTS. Desde que eles lançaram Dynamite, vieram acusações de que o grupo estaria abrindo mão da cultura coreana para agradar o público ocidental. Só que, se olharmos com cuidado, vemos que não é bem assim. A verdade é que a tal americanização do K-pop começou muito antes do Bangtan. E o que a gente precisa discutir não é quem começou isso, mas sim o que está em jogo quando a indústria deixa de se expressar como quer, pra se encaixar no que o Ocidente espera dela.

O inglês no K-pop é antigo e sempre foi parte da estratégia (mesmo quando ninguém estava prestando atenção)

Vamos tirar o elefante da sala: o inglês no K-pop não é novidade, nem nunca foi um bicho de sete cabeças. Desde a primeira geração, e com força total a partir da segunda, palavras e frases em inglês sempre apareceram nas músicas, principalmente nos refrões. Ouvíamos versos como “baby, I love you, no no no, you got me”, e por aí vai. Não era só por estilo, era pra grudar na cabeça, para facilitar para o público de fora, para parecer moderno. E, vamos combinar, funcionava.

Mas não era só isso. Desde o começo dos anos 2000, as empresas já tinham um plano muito claro: fazer o K-pop atravessar as fronteiras da Coreia. BoA, por exemplo, é um caso clássico. Ela foi treinada pra cantar em japonês e inglês, debutou no Japão, fez álbum nos EUA e chegou a participar de programas norte-americanos antes de 2010. Tudo isso bem antes de alguém sequer imaginar um Butter ou Ice Cream. Já naquela época, a SM Entertainment sabia que, para ganhar espaço no Ocidente, precisaria entrar pelo idioma, e não só pela estética.

As Wonder Girls seguiram essa linha também. Com Nobody, elas foram o primeiro grupo de K-pop a entrar na Billboard Hot 100. Em inglês. E até fizeram um filme teen pra Nickelodeon nos EUA. E sabe o que é mais curioso? Ninguém falou que elas estavam se vendendo naquela época. Por quê? Porque o K-pop ainda estava em modo tentativa. Ainda era exótico. Ainda era bonitinho pros olhos ocidentais. E quando é assim, ninguém cobra nada.

Já com a chegada de grupos da terceira geração, como BLACKPINK, EXO e GOT7, a coisa começou a ficar mais ousada. As empresas entenderam que não dava mais pra depender só do mercado coreano, e nem só do japonês. Era hora de olhar alto. Por isso, o BLACKPINK já nasceu bilíngue, com clipes pensados para viralizar no YouTube e colaborações gringas desde cedo. Ice Cream com Selena Gomez? Em inglês, claro. Mas você vai dizer que elas começaram isso? Claro que não.

Então quando o BTS lança algumas músicas em inglês e o mundo cai em cima como se fosse culpa deles… é meio injusto, né? O que eles fizeram foi colocar o K-pop no centro do palco. E, quando isso acontece, tudo vira símbolo, inclusive as decisões que outros grupos já tomavam há muito tempo.

O BTS não começou a cantar em inglês, eles só estavam visíveis demais pra passar despercebidos

Agora que a gente já combateu a ideia de que o inglês chegou ontem no K-pop, vamos falar do ponto mais polêmico: o BTS. Porque sim, Dynamite foi o primeiro hit 100% em inglês deles. Sim, foi um estouro. E sim, foi o primeiro número 1 de um grupo coreano na Billboard Hot 100. Mas daí a dizer que eles começaram a americanizar o K-pop… é uma ideia completamente errada.

Vamos com calma. O BTS tem uma das discografias mais consistentes e coreanas do K-pop moderno. Músicas como N.O, Dope, Spring Day e até Daechwita (do Agust D) mergulham em temas super locais: pressão escolar, desigualdade, história, luto, juventude coreana, e por aí vai. Eles sempre foram um grupo que misturou crítica social com pop, e fizeram isso cantando majoritariamente em coreano. Ou seja, o DNA deles nunca foi ocidental.

Acontece que, quando se alcança o topo, qualquer passo vira um manifesto. Dynamite nasceu no auge da pandemia, como uma resposta leve e otimista num momento globalmente difícil. Era pra ser acessível, e foi. A música pegou até quem nunca tinha ouvido falar em BTS. E aí começou a caça às bruxas: viraram pop americano, estão se vendendo, cadê o coreano? Como se três músicas em inglês fossem mais relevantes que quase uma década de discografia em coreano. Vamos combinar, não é.

A verdade é que o BTS virou símbolo de um movimento que já existia, só que eles chegaram longe demais. Incomodaram demais. Saíram do nicho e entraram na conversa global com força. E o mundo, inclusive parte do próprio fandom de K-pop, não estava preparado para ver um grupo asiático quebrando recordes sem pedir licença. A crítica que fazem ao BTS hoje diz mais sobre o incômodo com o sucesso deles do que sobre o que eles realmente fazem.

E pra piorar, tem grupo debutando já com estrutura ocidental, música feita por produtor americano, MV com cara de comercial da Nike, line distribution que favorece quem fala inglês fluente… e ninguém fala nada. Mas o BTS lançou Butter e o povo ficou ofendido como se tivessem rasgado a bandeira da Coreia. Vai entender.

A americanização vai muito além da língua, e é aí que o papo fica sério

Cantar em inglês é só a pontinha do iceberg. A real americanização do K-pop está na estética, na lógica de consumo, no formato de carreira.  No jeito como alguns grupos são montados desde o início já pensando em agradar o mercado americano, com line-ups multiculturais, treinos focados no inglês e conceitos cada vez mais genéricos para caber em qualquer playlist global.

Quer ver um exemplo? A gente começa a ver mais e mais grupos com músicas feitas inteiramente por produtores dos EUA, com batidas recicladas do pop de rádio, clipes filmados em estúdios ocidentais, roupas de grife sem contexto cultural, e coreografias que parecem feitas mais pra viralizar no TikTok do que pra contar uma história. Aquelas intros cinematográficas que faziam a gente pirar nos MVs coreanos? Estão virando exceção.

@kpop.mnet

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♬ Cupid – Twin Ver. (FIFTY FIFTY) (Sped Up Version) – FIFTY FIFTY

E aí entra um ponto delicado: o protagonismo dentro dos próprios grupos. Muitos idols que falam inglês fluente começam a ganhar mais linhas, mais destaque nos teasers, mais tempo de tela em entrevistas. Não é à toa, é estratégia. Mas a consequência disso é que, aos poucos, a experiência de ser fã de K-pop começa a ser moldada pela lógica de consumo americana. A gente para de olhar pro grupo como um todo e começa a ver só o representante internacional. E, convenhamos, isso não tem nada a ver com o espírito original do K-pop.

O mais engraçado é que, quando isso acontece com grupos da quarta geração, quase ninguém reclama. Mas quando o BTS ou o BLACKPINK lançam algo em inglês, vira assunto global. Como se eles fossem obrigados a segurar a cultura inteira sozinhos. É injusto, é seletivo e, no fundo, é uma baita hipocrisia. A indústria inteira já estava nesse caminho, o BTS só teve mais holofote.

Quando o amor vira exigência: o fandom internacional e a linha tênue entre apoio e apagamento

Se tem uma coisa que o K-pop ensina pra gente desde cedo é que fandom move montanhas. E olha que move mesmo: organiza mutirão de stream, dá presente caro em nome de idol, paga billboard em Nova York no aniversário do bias… Mas também pressiona, exige, cobra. Às vezes, até demais.

Entre os fãs internacionais, esse amor todo ao K-pop vem com um detalhe importante: nem todo mundo está disposto  a consumir cultura coreana como ela é. É comum ver comentários do tipo “essa música é ótima, mas queria que fosse em inglês”, ou “amei o clipe, mas não entendi nada do que eles estão dizendo”, ou pior: “essa música não vai hitar no Ocidente”. Como se o único parâmetro de sucesso fosse agradar os algoritmos da Billboard e do Spotify.

Amar K-pop não é sobre fazer ele virar algo fácil de digerir pra você. É sobre respeitar a cultura que é apresentada ali, mesmo que ela venha em outro idioma, com outros códigos, com outras prioridades. E se você só consegue curtir quando o grupo canta em inglês, talvez o problema não seja a língua. Talvez o problema seja a sua vontade de se ver espelhado o tempo todo.

Isso se reflete também nas preferências dentro dos grupos. A gente vê um padrão bem claro: idols que falam inglês ganham mais destaque, mais falas, mais foco em entrevistas. E isso até influencia o line distribution (a divisão de linhas de uma música). Quem fala bem inglês vira o rosto internacional do grupo. O problema? Às vezes isso não tem nada a ver com talento ou presença, tem a ver com adaptabilidade.

E esse padrão vai moldando toda uma lógica de consumo. A galera começa a querer músicas mais curtas, com refrão repetitivo, letra fácil, batida que encaixa em trend do TikTok. E os grupos, claro, respondem a isso. Porque no fim do dia, a indústria precisa vender. Mas aí você percebe que a pressão por acessibilidade está apagando justamente o que fez o K-pop ser tão único: a ousadia, os conceitos elaborados, os visuais carregados de referência, as letras que falavam da Coreia pra Coreia, e que, mesmo assim, tocavam a gente.

E, sinceramente? Isso é bem mais preocupante do que uma música em inglês. Porque o inglês, quando é usado como ponte, é maravilhoso. O problema é quando ele vira filtro, e a gente só aceita o que passa por ele.

A lógica do pop americano virou meta, e não devia

Em algum momento dos últimos anos, o K-pop parou de tentar criar o próprio caminho e começou a se encaixar nas fórmulas já prontas da indústria americana. E, olha, até entendo o porquê. A grana está lá. A visibilidade está lá. Os números de streaming, os palcos gigantes, os prêmios… tudo isso atrai. Mas  fica a pergunta: a que custo?

Hoje, é comum ver grupos lançando músicas com refrão em inglês, batida pop igualzinha à do top10 do Spotify e clipe genérico com coreografia em estúdio branco. Você assiste e pensa: isso podia ser qualquer grupo. E isso é um problema. Porque o K-pop sempre foi sinônimo de identidade. De storytelling. De estética pensada em cada detalhe. Quando isso some, o que sobra? Só performance? Só número?

As empresas coreanas, claro, estão por trás dessa guinada. Muitas já estão  debutando grupos com foco total em Los Angeles. Training bilíngue, line-up multicultural, até collab com artista americano antes mesmo do debut. Não é mais uma questão de quando chegar lá fora, agora é como fazer sucesso lá antes de crescer na Coreia.

E não é que isso seja errado. O problema é que, quando o K-pop começa a medir seu próprio valor pelo número de plays fora da Ásia, ele perde a referência. Começa a esquecer que o sucesso global veio justamente porque era diferente, não apesar de ser diferente.

Vamos lembrar que o BTS lotou estádio nos EUA cantando em coreano. O BLACKPINK fez show no Coachella com setlist bilíngue, mas com base nas músicas originais, coreanas. O EXO tinha uma fanbase global gigantesca com quase tudo em coreano e chinês. Ou seja, o mundo já provou que consegue consumir K-pop do jeito que ele é. Não precisa virar mais um produto com cara de pop americano dos anos 2010.

E talvez o mais triste seja ver alguns grupos incríveis sendo tratados como menores porque não têm faixa em inglês ou parceria com artista gringo. Como se só o que sai dos EUA tivesse peso. É aí que a gente percebe que o problema não é cantar em inglês. O problema é precisar demais da aprovação do Ocidente.

Grupos que resistem, reinventam e seguem coreanos até o osso, e são incríveis justamente por isso

No meio de toda essa movimentação  agradar o mercado ocidental, tem uma galera que continua fazendo K-pop com K maiúsculo. Que canta em coreano, que não se molda ao algoritmo do TikTok, que não troca conceito profundo por fácil acesso. E o mais incrível?  Todo mundo está indo muito bem, obrigado.

Vamos começar pela IU, porque se tem alguém que não precisa se dobrar à tendência nenhuma, é ela. A mulher é um fenômeno. Com mais de dez anos de carreira, ela faz álbuns que contam histórias, clipes com significado, letras que falam sobre solidão, morte, amadurecimento, amor e dor, tudo com um tom muito, muito coreano. E mesmo sem cantar uma palavra em inglês (tirando um refrão ou outro de leve), ela é respeitadíssima fora da Coreia. Porque o talento fala mais alto que o idioma.

Outro exemplo que dá gosto de ver é o Stray Kids. Eles têm uma identidade sonora própria, produzem praticamente tudo, e não têm medo de ser intensos, barulhentos, diferentes. Claro, lançam versões em inglês às vezes, mas o coreano continua sendo o centro de tudo. E sabe o que acontece? Fandom gigante, turnês mundiais, top 1 na Billboard 200. Tudo isso sem deixar a essência coreana no banco de trás.

O mesmo vale pro SEVENTEEN, que está  há anos entregando conceito, performance, e uma das melhores sinergias de grupo da indústria. Eles fazem músicas que falam sobre juventude, insegurança, amor (e amor próprio, principalmente). E fazem isso com arranjos coreanos, clipes coreanos, jeitinho coreano. E tem funcionado lindamente.

A gente também não pode esquecer do EXO, que mesmo com os anos passando e membros em caminhos diferentes, ainda carrega uma estética extremamente coreana, especialmente nos vocais e nos clipes mais recentes. E mesmo quando eles ousam, ainda parece EXO. Isso é uma marca registrada. Isso é manter uma identidade. E os fãs, mesmo os internacionais, continuam abraçando com força.

E sabe o que todos esses nomes têm em comum? Eles provaram que é possível ser global sem perder a alma. Que a língua coreana não é uma barreira, é um portal. Que você pode, sim, fazer K-pop que chegue em todo mundo, mas que ainda carregue o cheiro do arroz quente, o som da cidade noturna de Seul, a intensidade das emoções do dia a dia coreano. E isso, desculpa, o pop ocidental nunca vai conseguir copiar.

O que vem agora? Entre a globalização e o apagamento, o K-pop precisa lembrar de onde veio

Chegamos naquele ponto em que tudo parece uma encruzilhada: seguir se adaptando pro Ocidente ou parar e olhar pro espelho. A verdade é que não tem resposta simples. A globalização não é uma vilã. Ela abriu portas, criou pontes, fez o mundo inteiro ouvir um idioma que antes era invisível nas paradas de sucesso. O K-pop foi longe, e isso é incrível. Mas o problema começa quando a adaptação vira renúncia. Quando o caminho pra fora é feito apagando os rastros que levaram até ali.

O que a gente está vendo hoje não é só uma mudança de idioma. É uma mudança de lógica, de valores, de ritmo de produção. É o K-pop tentando se encaixar em regras que não foram feitas pra ele, e, às vezes, deixando de ser ele mesmo no processo. E, sinceramente? A Coreia não precisa disso. A cultura coreana, com todas as suas camadas, seus sons, sua língua, seus dramas e suas glórias, é o que fez o K-pop ser único.

E é por isso que essa conversa precisa sair da superfície. Não dá pra resumir a americanização a cantar em inglês. Também não dá pra responsabilizar  um único grupo, muito menos do BTS, que foi justamente quem abriu caminho com o coreano, com crítica social, com coragem de fazer o diferente. Colocar o peso da mudança só neles é esquecer tudo que veio antes… e tudo que veio junto.

Mais do que nunca, o fandom também precisa fazer parte dessa reflexão. Porque, vamos combinar: a gente não pode cobrar originalidade das empresas enquanto só valoriza o que é mais fácil de consumir. Não dá pra pedir conteúdo profundo e, ao mesmo tempo, ignorar um clipe inteiro porque não entendemos a letra. O K-pop é uma experiência completa, e ela começa quando nos permitimos sair da nossa zona de conforto.

No fim das contas, o caminho talvez não seja resistir com todas as forças nem se adaptar sem pensar. Talvez seja encontrar o meio-termo: aquele ponto em que o K-pop pode usar o inglês como ponte, mas sem deixar a cultura cair no abismo. Aquele ponto em que grupos podem alcançar o mundo inteiro sem precisar parecer com o mundo inteiro.

Porque, no fim, o que fez a gente se apaixonar pelo K-pop nunca foi a língua.

 

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Leia também: Crítica | Guerreiras do K-pop diverte com clichês enquanto questiona a pressão de manter as aparências

 

Texto revisado por Alexia Friedmann e Karollyne de Lima

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Música Notícias

Marisa Monte anuncia turnê com orquestra sinfônica para o final do ano

A cantora fará seis shows ao lado de sua banda e mais 55 músicos regidos pelo maestro André Bachur

Marisa Monte anunciou no último domingo (27) sua nova turnê, Phonica, um projeto que promete unir o popular e o erudito para interpretar melodias clássicas e fazer o público viver uma experiência transcendental. Viajando da capital mineira até as terras gaúchas a partir de outubro deste ano, a cantora fará seis shows em seis cidades brasileiras, acompanhada de sua banda e uma orquestra sinfônica com regência do maestro André Bachur, que já esteve à frente de formações como a Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP).

“Ao longo dos anos, tive algumas chances de cantar com orquestras, tanto no Brasil quanto no exterior. Foram experiências extraordinárias, emocionantes e inesquecíveis. A interação entre os músicos no palco, a complexidade dos arranjos e a combinação de técnica com a emoção fizeram desses concertos experiências verdadeiramente mágicas. Para a série especial de seis shows da [turnê] Phonica, em parceria com o maestro André Bachur, que me acompanhou no concerto de comemoração dos 90 anos da USP, selecionamos músicos virtuosos das melhores orquestras do país. Junto com minha banda, unimos o popular ao erudito para interpretar clássicos, criando mais uma experiência transcendental”, contou Marisa Monte.

Entre arenas e parques, a artista se apresenta em seis capitais do Brasil, iniciando sua jornada em Belo Horizonte (18/10, no Parque Ecológico da Pampulha), passando por sua terra natal, o Rio de Janeiro (1/11, na Brava Arena Jockey), fazendo parada em São Paulo (8/11, no Parque Ibirapuera), partindo em seguida para Curitiba (15/11, na Pedreira Paulo Leminski) e na sequência para Brasília (29/11, no Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano). A compositora finaliza a turnê Phonica em Porto Alegre no mês de dezembro, com data única no Parque Harmonia (dia 6).

Foto: divulgação/Leo Aversa

“É uma imensa alegria poder participar deste projeto e estar no palco novamente com essa grande artista que admiro desde sempre. O encontro entre Marisa e a Orquestra Sinfônica promete, mais uma vez, uma energia arrebatadora, repleta de ritmos, cores e nuances musicais. Tenho certeza de que será uma experiência marcante, tanto para quem estiver no palco quanto para quem estiver na plateia. Levar esse espetáculo tão especial a diferentes cidades do Brasil é um verdadeiro privilégio — e acredito que cada apresentação será única, emocionante e inesquecível para todos nós, disse o maestro André Bachur.

Além de ser acompanhada por 55 musicistas escolhidos especialmente para o projeto, sobe também ao palco a banda de Marisa formada por Dadi Carvalho (violão e guitarra), pelo baterista Pupilo, Alberto Continentino no baixo, e Pedrinho da Serrinha com seu charme no cavaquinho e percussão. 

“Marisa Monte é uma das artistas mais importantes da música brasileira e que vem atravessando gerações com a mesma força, sensibilidade e relevância. Produzir seus shows ao lado de uma orquestra, em parques e lugares que carregam memória e beleza, é mais do que realizar um espetáculo: é construir experiências que tocam profundamente quem assiste e quem faz. Além de ser uma grande celebração de sua carreira e obra, essa turnê foi construída para promover o encontro entre gerações, histórias e afetos”, afirmou Maitê Quartucci, head artístico nacional da T4F.

As vendas serão realizadas pelo site da Tickets for Fun. Maiores informações em breve. Phonica – Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo tem patrocínio da Shell.

 

E aí, a ansiedade já está a mil por essa turnê? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretetizei – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Confira as séries e filmes que chegam ao streaming em agosto

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Entrevistas Música Notícias

Entrevista | Laura Rogalli conta sobre o recente single Quase Um Mistério

O single marca um novo momento da carreira da artista, refletindo sua maturidade artística e a paz em seus processos criativos

A mineira Laura Rogalli acaba de estrear o novo single, Quase Um Mistério, pelo selo Base Company. A canção, que acompanha uma era mais madura da cantora, fala sobre um sentimento de plenitude ao lado de alguém que ama, como se, por um momento, não existisse nada além. 

A composição da artista surgiu em colaboração com o amigo e compositor Vítor Motta. A inspiração para a letra veio de uma experiência pessoal e marcante: após um pedido de casamento em Fernando de Noronha. 

Ouça o single: 

Na sonoridade da canção, ela reflete a euforia, combinando elementos pulsantes com melodias marcantes e ao mesmo tempo com elementos melódicos. O beat, o baixo e a voz são os elementos com mais evidência e os riffs de guitarra e synth complementam a sonoridade.

Acompanhando o single, Laura lança um visualizer que complementa a canção. Dirigido pela própria cantora em parceria com Raylla Mendes e Malik Turin, o vídeo apresenta imagens da artista em uma praia, transmitindo a sensação de observação e contemplação de um amor. 

Em entrevista exclusiva ao Entretetizei, a artista revela detalhes deste novo trabalho, da nova era musical e fala mais sobre os novos passos da carreira. Confira agora o bate-papo: 

Entretetizei: Como está sendo ver Quase Um Mistério já disponível nas plataformas digitais? É um single que marca um novo momento da carreira, conta um pouco sobre esse sentimento de estreia de uma nova era? 

Laura Rogalli: Lançar uma música é sempre uma sensação de ver um filho nascer. Lembrar de todos os processos, desde a primeira ideia até a versão final, e agora entregar isso pro mundo é muito gratificante. Agora ela não é mais minha, ela é de quem quiser fazer dela um momento, um sentimento e tudo mais que uma música pode significar pra alguém. 

E: A música fala sobre ter uma plenitude ao lado de alguém que ama. Qual a sua esperança de que essa mensagem ressoe com o público, especialmente em um mundo que muitas vezes parece carente de sentimentos positivos?

L: Eu acho que além de um sentimento positivo, essa música fala sobre viver verdadeiramente um momento como se não existisse nada além. Hoje em dia a gente tá sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo, são os olhos na tela do celular, os ouvidos numa conversa que muitas vezes a gente nem tá prestando atenção, a mente presa em tantas obrigações que temos que cumprir. Então, eu espero que essa música nos lembre de apreciar os momentos lindos e únicos da vida, verdadeiramente.  

Foto: reprodução/Raylla Mendes

E: De que forma a experiência de ser pedida em casamento em Fernando de Noronha influenciou não apenas a letra, mas também a sua perspectiva sobre o amor e a vida, e como isso se reflete em sua arte?

L: Acredito que alma e arte estão inevitavelmente conectadas. Hoje eu me sinto de alma leve, genuinamente feliz e completa nas minhas escolhas. A minha arte, em específico essa música, só traduz todo esse sentimento bom. 

E: Você disse que espera que as pessoas sintam a leveza e os sentimentos bons que você quis trazer com essa música. Qual foi a reação mais emocionante ou inesperada que você já teve em relação à sua música até o momento? Teve algo marcante?

L: Acho que não teve nada tão inesperado até então, o que eu senti mais foi que como eu sempre passei uma imagem mais “pesada”, sempre usei roupas mais escuras, recebi comentários sobre essa parte mais visual do vestido claro do clipe, dos braços abertos, dessa vibe mais leve que as pessoas não estavam muito acostumadas a ver em mim. 

E: O visualizer foi um trabalho a três mãos. Como foi dividir esse trabalho entre você, Raylla Mendes e Malik Turin?

L: Foi muito natural, eu já tinha a ideia de gravar o vídeo numa praia, então chamei a Raylla pra me ajudar a pensar nas cenas e referências, o Malik é meu amigo de anos, toca guitarra na minha banda, então eu sabia que me sentiria muito à vontade com ele. Ali na hora acabaram surgindo outras ideias e foi tudo muito leve e divertido de fazer. 

Assista ao visualizer: 

E: Qual a importância do visual para a sua música e como você acredita que o visualizer de Quase Um Mistério completa a faixa?

L: Acho que quando a gente consegue combinar áudio e vídeo a mensagem sempre é mais forte e clara. Todos os trabalhos que lancei eu sempre me esforcei pra ter um vídeo, por mais simples que fosse, mas que as pessoas pudessem ter essa referência visual daquilo que eu quis passar com a música.  

E: Quais os próximos passos da carreira? O que vem por aí?

L: Eu tenho mais dois singles já gravados que pretendo lançar ainda este ano. E agora tenho focado minhas energias em produzir um álbum completo, mais denso. Ando sentindo a necessidade de abordar temas que nunca abordei, falar sobre coisas que nunca contei, e viver a experiência que só uma obra completa te dá. Quem sabe no próximo ano. Sem expectativas.

 

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Leia também: Entrevista | Adriana Lunardi fala sobre sua homenagem a grandes escritoras da literatura mundial

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Música Notícias

Finally 29 e a ficha que cai: como a cultura pop ainda romantiza relações entre homens mais velhos e meninas novas

A música de Demi Lovato virou trend anos depois do lançamento e escancarou um padrão que a mídia normaliza há décadas

“Petal on the vine / Too young to drink wine”. É com essa metáfora delicada e ao mesmo tempo brutal que Demi abre a música 29, lançada em 2022. Ela canta como quem sangra em cima de um palco. A imagem da flor ainda presa ao caule, não pronta para ser colhida, combina com a denúncia: ela era nova demais para tudo aquilo, inclusive para beber. Ainda assim, foi envolvida por um homem de 29 anos enquanto tinha apenas 17.

Durante muito tempo, a música passou despercebida pelo grande público. Foi apenas em 2025, com a trend viral no TikTok, que ela explodiu de verdade. E não como um hit dançante de verão, mas como um grito coletivo. Centenas de milhares de mulheres começaram a usar o áudio para contar suas próprias histórias de relações com homens mais velhos. Relações que, na época, pareciam intensas e únicas, mas que hoje são vistas com clareza: desequilibradas, desconfortáveis, às vezes perigosas.

Demi não usa metáforas para suavizar. Ela é direta, quase cruel, porque precisa ser. “Too young to drink wine / Just five years of bleeders, student and a teacher” é como ela define o que viveu e escancara o papel social que a cercava: uma garota em formação, ainda descobrindo quem era, colocada no lugar de aluna de alguém mais velho e experiente. A diferença de idade entre eles era só a ponta do iceberg. O verdadeiro problema era o desequilíbrio de poder, maturidade e controle.

Quanto mais a gente ouve 29, mais fica claro que não era só sobre ela. Era sobre todas. Sobre o que foi vendido como romance e, na verdade, era um roteiro escrito por alguém que sabia muito bem o que estava fazendo. Um roteiro que a cultura pop repetiu tantas vezes, em tantas formas, que a gente aprendeu a aceitar e, pior, a desejar.

O impacto da música ultrapassa o campo pessoal. Ela se transforma em documento, denúncia e alerta. É arte feita não para confortar, mas para chacoalhar. Quando Demi canta “finally 29”, ela está dizendo que só agora, com maturidade, entende o que viveu. E isso, por si só, já diz muito sobre como o tempo nos revela verdades que estavam escondidas sob a maquiagem do amor romântico.

A estética do abuso: quando a imagem romântica camufla uma relação perigosa e deixa tudo parecer inofensivo demais

É preciso entender que esses romances não são apenas erros de roteiro ou deslizes narrativos. Eles são parte de uma construção cultural muito bem estabelecida, uma estética do amor problemático, com luz suave, trilha sonora melancólica e diálogos intensos. E é exatamente por isso que eles se tornam tão perigosos: o abuso se disfarça de emoção, e a violência aparece editada como paixão.

A série Euphoria (2019) é um dos exemplos mais comentados dos últimos anos. Embora seja elogiada pela sua fotografia, atuações e complexidade, ela frequentemente romantiza relacionamentos abusivos. Nate Jacobs, personagem de Jacob Elordi, é um caso emblemático: um jovem com distúrbios emocionais, que manipula e ameaça Jules, uma adolescente trans. Apesar disso, ele virou o crush de uma geração.

A reação do público a personagens como Nate é alarmante. Parte do fandom o defende com unhas e dentes, ignorando a toxicidade de seus atos. Isso revela como o carisma, a beleza e o drama podem camuflar comportamentos abusivos. Em vez de vermos um predador emocional, enxergamos um anti-herói. O resultado é o mesmo: normalização da violência.

Demi Lovato
Foto: reprodução/reddit

Em The Summer I Turned Pretty (2022), a personagem Belly está no meio de um triângulo amoroso com dois irmãos mais velhos. O roteiro tenta ser sensível, mas escorrega ao tratar o interesse deles por ela como algo aceitável. A série transforma a puberdade da menina em fetiche visual, enquanto disfarça essa escolha com fotografia ensolarada e falas delicadas.

Demi Lovato
Foto: reprodução/people

A série A Teacher (2020) vai na contramão. Nela, Claire, uma professora, inicia um relacionamento com Eric, seu aluno do ensino médio. A narrativa expõe o processo de sedução, a manipulação, o trauma emocional e o silêncio social que recai sobre o garoto. É desconfortável, é realista e, justamente por isso, é essencial. A obra mostra que o abuso pode vir em diferentes formas e precisa ser chamado pelo nome.

Demi Lovato
Foto: reprodução/vox

Esses exemplos deixam claro: não é só sobre diferença de idade. É sobre o que o poder — emocional, social, profissional — pode fazer quando está nas mãos erradas. E o quanto a mídia ainda tem dificuldade em nomear as coisas pelo nome: abuso é abuso, mesmo que venha com beijo na chuva e trilha do The xx.

Billie Eilish, Olivia Rodrigo e Jennette McCurdy: quando as artistas quebram o ciclo do silêncio e viram a mesa

Demi Lovato não foi a única a transformar a dor em arte. Outras artistas também têm se posicionado de maneira firme ao expor o desequilíbrio de poder em relações com homens mais velhos. A música tem sido uma ferramenta poderosa de reconhecimento, denúncia e até de cura coletiva. É por meio de versos cantados que muitas jovens têm conseguido identificar abusos que antes pareciam apenas histórias mal resolvidas.

A Billie Eilish, por exemplo, deu várias entrevistas entre 2021 e 2024 nas quais falou abertamente sobre seus relacionamentos com homens mais velhos. A música Your Power (2021) é uma das mais emblemáticas nesse sentido. Com uma melodia suave e letra precisa, ela critica a forma como homens usam sua influência para moldar, controlar e apagar a individualidade de meninas mais novas. O verso “Try not to abuse your power / I know we didn’t choose to change” é um lembrete sutil, mas devastador, do quanto o abuso emocional pode ser disfarçado de carinho.

Já a Olivia Rodrigo trouxe à tona o tema em Vampire (2023), uma das músicas mais viscerais de sua carreira. Ali, ela canta sobre um homem que se alimentava da sua juventude, que a esvaziava emocionalmente e depois a deixava para trás. Fãs especularam que a faixa era sobre o relacionamento com Zack Bia, com quem ela teria se envolvido quando tinha 19 anos e ele, 26. A metáfora do vampiro é perfeita para esse tipo de dinâmica: ele permanece imutável, enquanto a menina envelhece  e carrega o trauma, a culpa, a vergonha.

A atriz e escritora Jennette McCurdy foi ainda mais direta. Em seu livro de memórias I’m Glad My Mom Died (2022), ela relata como foi sexualizada, manipulada emocionalmente e explorada desde muito jovem, inclusive com o incentivo da própria mãe. Jennette dá nomes aos mecanismos da indústria, expõe as pressões dos bastidores e mostra como esses abusos são sistêmicos, não exceções. Ela tira o foco do indivíduo e aponta para a estrutura.

Demi Lovato
Foto: reprodução/forbes

O que une essas artistas é a coragem de romper com o silêncio social que tantas vezes foi imposto. Em vez de seguirem o conselho típico — “supera e segue em frente” — elas falam, cantam, escrevem. Elas escolhem quebrar um ciclo que beneficia apenas os agressores. E, ao fazer isso, criam um espaço seguro onde outras mulheres podem se ver, se reconhecer e, finalmente, se libertar.

Essas músicas, livros e entrevistas não são apenas expressões pessoais. Elas cumprem uma função coletiva e política. Dizer em voz alta o que tantas meninas viveram em silêncio é um ato de resistência. É mostrar que a cultura pop pode ser parte do problema, mas também da solução. E é nesse ponto que a arte se transforma: de espetáculo para ferramenta de conscientização.

A romantização não é acidental: por que a indústria se beneficia desses roteiros e o que isso diz sobre o olhar masculino dominante

O chamado male gaze (ou olhar masculino), conceito desenvolvido pela teórica Laura Mulvey, ajuda a entender por que narrativas sobre homens mais velhos e meninas jovens se repetem com tanta frequência na cultura pop. Esse olhar cria histórias a partir da perspectiva masculina, muitas vezes ignorando o ponto de vista das personagens femininas. A trama gira em torno do desejo dele, das fantasias dele, do que ele projeta nela, enquanto ela é desenhada como um objeto estético.

Quando um roteirista homem escreve um romance entre um homem de 30 e uma menina de 17, raramente pensa nas consequências reais dessa história. O que importa é a narrativa de controle e o encantamento da juventude. A garota é construída como alguém pura, inocente, moldável. E isso não é coincidência: é uma fantasia que atravessa décadas de cinema e literatura.

Nos anos 1990, por exemplo, filmes como O Profissional (1994) colocaram meninas como Natalie Portman, aos 12 anos, em tramas altamente sexualizadas. Sua personagem, Mathilda, se apaixona por um assassino de aluguel de quase 40 anos. Embora o filme tente negar qualquer conotação sexual entre os dois, a tensão está ali, construída na câmera, no figurino, na trilha sonora. E isso já basta para provocar um impacto duradouro no imaginário coletivo.

Demi Lovato
Foto: reprodução/rolling stone

O problema não está apenas no conteúdo. Está na forma como ele é filmado, narrado, recebido. Quando vemos uma menina sendo desejada por um homem mais velho sob uma trilha triste e um pôr do sol dramático, aprendemos que aquilo é romance e não violação de limites. A estética suaviza a gravidade e, com isso, perpetua a normalização da desigualdade.

Existe também uma crença social antiga e perigosa de que “meninas amadurecem mais rápido” e que “meninos demoram para crescer”. Essa ideia serve como justificativa para relações onde homens mais velhos se envolvem com meninas que mal completaram o ensino médio. Na prática, isso apenas reforça a ideia de que a responsabilidade recai sobre elas… e nunca sobre eles.

A indústria cultural se beneficia dessa fantasia porque ela vende bem. Filmes, séries e livros que exploram esse tipo de relação geram polêmica, engajamento e, às vezes, até prestígio artístico. Mas esse lucro vem à custa da reprodução do trauma. Enquanto os homens envolvidos seguem com suas carreiras intactas, as meninas reais — e as que se identificam com as personagens — ficam com as marcas invisíveis.

A culpa nunca foi dela: por que a sociedade responsabiliza meninas por relações que foram arquitetadas por adultos

Um dos mecanismos mais cruéis da romantização dessas relações é o modo como a culpa quase sempre recai sobre a garota. Em vez de perguntar por que um homem de 25 anos está interessado em uma menina de 15, a sociedade questiona: “Mas o que ela estava vestindo?” ou “Ela também queria, né?”. A responsabilidade é distorcida, invertida e colocada sobre quem tinha menos poder, menos maturidade e menos escolha.

Na música 29, Demi Lovato canta: “I see you’re quite the collector / Yeah, you’re twelve years her elder / Maybe now it doesn’t matter / But I know fucking better now”. Aqui, ela não fala só da sua história, mas de um padrão comportamental. Esse tipo de homem não busca mulheres de sua idade, porque com elas ele não teria o mesmo controle emocional. Ele coleciona meninas novas, inexperientes, que ainda não sabem dizer “não”.

A cultura pop reforça essa lógica quando retrata a menina como sedutora precoce ou intensa demais. Quando ela sofre, é chamada de dramática. Quando denuncia, dizem que está exagerando. Quando desabafa, pedem para deixar o passado pra trás. O silêncio é sempre a saída mais confortável para o público, para os produtores, para os homens que não querem ser responsabilizados.

Muitas garotas, ao crescerem, acham que não têm o direito de se sentir mal. Acreditam que foram elas que toparam, que provocaram, que confundiram. E isso é uma armadilha cruel, porque invalida o trauma e perpetua o isolamento emocional. O abusador raramente é confrontado. Ele simplesmente amadurece e segue em frente. Ela é quem fica lidando com os escombros.

Esse tipo de narrativa não é apenas errada, ela é perigosa. Quando normalizamos o desconforto, ensinamos as meninas a duvidar do próprio instinto. Quando dizemos que “ela parecia mais velha”, estamos autorizando adultos a cruzarem fronteiras que deveriam ser inegociáveis. É preciso lembrar: idade não é só um número, é uma diferença concreta de poder, experiência e autonomia.

Reverter esse processo começa com um novo olhar. Um olhar que não se baseia em “o que ela fez”, mas sim em quem tinha responsabilidade naquela situação. Um olhar que diz: se ela tinha 15, então ela não deveria estar ali, ponto. Porque o mundo adulto tem o dever de proteger, não de seduzir, testar ou se aproveitar.

O que acontece quando o público começa a questionar: da trend no TikTok ao início de uma mudança no roteiro

O sucesso da trend de 29 no TikTok, em 2025, marcou um momento de virada cultural. De repente, milhares de pessoas começaram a contar suas histórias. Vídeos com frases como “eu com 15 / ele com 22” ou “eu achava que era especial / agora vejo que era só vulnerável” inundaram as redes. E o que parecia ser apenas uma trend virou um movimento de revisão coletiva.

Esse tipo de reação mostra que o público não é passivo. Quando a audiência muda o olhar, o roteiro também começa a mudar. Não é coincidência que, após o sucesso da música, algumas plataformas começaram a reclassificar conteúdos, reavaliar roteiros antigos e até cancelar produções com tramas que romantizavam relacionamentos questionáveis. A pressão popular se transformou em impacto real. E esse caso não acontece só com mulheres, muitos homens sofrem com isso também!

@naoalcantarag_

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♬ 29 – Demi Lovato

É nessa hora que obras antes vistas como inofensivas são revisitadas com outros olhos. Quem assiste Pretty Little Liars hoje com mais maturidade, se pergunta: como um professor adulto pode ser retratado como o grande amor da vida de uma aluna adolescente? E mais: como isso foi consumido por milhões de adolescentes sem despertar questionamentos?

Essa mudança de olhar é política. É quando o público decide que não vai mais engolir narrativas problemáticas como se fossem contos de fadas. Quando o público começa a dizer “isso me incomoda”, os produtores têm que ouvir. Porque sem plateia, não há espetáculo. E a nova geração de espectadores está mais consciente, mais crítica e mais disposta a debater.

Produções como A Teacher, documentários como Secrets of Playboy (2022) e Surviving R. Kelly (2019) mostram que há espaço para narrativas que encaram o abuso de frente. Essas histórias não suavizam, não romantizam. Elas provocam incômodo e esse incômodo é necessário. Ele é o sinal de que algo está mudando, mesmo que ainda lentamente.

Essa virada cultural não é sobre censura. É sobre consciência. Não se trata de apagar o passado, mas de enxergá-lo com mais clareza. Questionar o que assistimos, ouvimos e lemos é uma forma de educação coletiva. É o público dizendo: queremos histórias diferentes, queremos outras verdades, queremos menos silêncios e mais vozes.

Quando a arte repara o que a indústria tentou esconder: por que 29 é uma música de justiça emocional, não de vingança

Muita gente tentou rotular 29 como uma música de vingança, uma “alfinetada” de ex-namorada. Mas ela é muito mais do que isso. É uma narrativa de justiça emocional, construída com dor, maturidade e lucidez. Não se trata de atacar alguém do passado, mas de nomear o que nunca foi nomeado, de recuperar o próprio lugar na história e de avisar outras meninas antes que seja tarde.

O verso “Finally 29 / 17 would never cross my mind” é uma virada de chave poderosa. Aos 17, Demi acreditava estar vivendo algo intenso, único, verdadeiro. Aos 29, ela percebe que jamais teria se envolvido com alguém daquela idade. E esse contraste é devastador. Ele mostra como a diferença de idade, que parecia inofensiva, era na verdade um mecanismo de controle e apagamento.

Essa música não quer reabrir feridas, mas fechar com dignidade as que foram deixadas abertas por tanto tempo. Ela é um ato de reconhecimento. Um pedido de desculpas para a própria adolescente que não sabia o que sabe agora. E, ao mesmo tempo, é uma carta aberta para as meninas de hoje, dizendo: você tem o direito de desconfiar, de dizer não, de se proteger.

Existe algo profundamente curativo em ouvir uma artista pop usar sua voz, aquela mesma que antes servia à indústria, para romper com a fantasia que ajudou a vender. Quando Demi, Olivia, Billie, Jennette e tantas outras contam suas histórias, elas criam uma rede de proteção simbólica. Elas dizem em alto e bom som: não era romance. Era manipulação. Era trauma.

A música 29 não volta ao passado para se vingar. Ela volta para refazer o caminho. E talvez, com ela, outras meninas não precisem se perder no mesmo ponto. Talvez, ao ouvir essa letra, uma garota de 16 anos desconfie daquele crush de 24, e escolha outro destino. Talvez essa seja a maior vitória da arte: evitar o dano antes que ele aconteça.

E se você escutou essa música e sentiu um nó na garganta, uma lembrança esquecida, um incômodo profundo… saiba: você não está sozinha. Esse incômodo é legítimo. Ele é a prova de que agora você vê com mais clareza. Que agora, você pode se proteger e ajudar outras também. A arte serviu ao seu propósito. E isso não é pouca coisa.

Referências adicionais que valem conhecer e discutir
  • Livro
    I’m Glad My Mom DiedJennette McCurdy (2022)
    Autobiografia em que a atriz expõe os abusos emocionais, sexuais e profissionais que sofreu na infância e adolescência, tanto por parte da indústria quanto da própria mãe.
  • Documentários
    Secrets of Playboy (2022) – A&E
    Série documental que investiga os bastidores da Playboy, revelando uma cultura sistemática de abuso, exploração e silenciamento de mulheres.

    Surviving R. Kelly (2019) – Lifetime
    Minissérie documental que reúne depoimentos de vítimas e testemunhas dos abusos sexuais cometidos pelo cantor R. Kelly, e como a indústria musical acobertou esses crimes por décadas.
  • Série de TV
    A Teacher (2020) – Hulu
    Série estrelada por Kate Mara e Nick Robinson, retrata de forma crua e direta o processo de grooming e os impactos emocionais de um relacionamento entre uma professora e seu aluno adolescente.
  • Entrevistas e matérias
    Billie Eilish – Entrevistas concedidas entre 2021 e 2024 (como à Vogue, Rolling Stone e The Guardian), nas quais fala sobre experiências com homens mais velhos e o processo de entender o abuso emocional retrospectivamente.

    Olivia Rodrigo – Entrevista para a Rolling Stone (2023), em que discute as interpretações da música “Vampire” e como suas vivências pessoais com homens mais velhos inspiraram a letra. 
  • Obras clássicas discutidas criticamente
    LolitaVladimir Nabokov (1955)
    Romance que retrata o relacionamento abusivo entre um homem adulto e uma menina de 12 anos, muitas vezes mal interpretado como história de amor.

    ManhattanWoody Allen (1979)
    Filme em que um homem de 42 anos mantém um relacionamento com uma garota de 17, tratado como romântico pela narrativa.

    Call Me by Your NameLuca Guadagnino (2017)
    Longa-metragem que gerou debate por retratar um relacionamento entre um jovem de 17 anos e um homem de 24, com leitura dividida entre romance e desequilíbrio de poder. 
  • Redes sociais e cultura digital
    TikTok trend “Finally 29” (2025) – Hashtag: #Finally29
    Movimento viral onde milhares de mulheres usaram trechos da música de Demi Lovato para relatar suas experiências com relacionamentos abusivos iniciados na adolescência. 

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Texto revisado por Larissa Couto

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Notícias da semana no mundo turco — 21/7 a 26/7

Confira as atualizações e novidades do entretenimento no mundo turco desta semana

Por Ana Matos e Anna Mellado

Elçin Zehra İrem, Deniz Işın e Deniz Karaoğlu em Sevdiğim Sensin

O novo drama da Ay Yapım, Sevdiğim Sensin (tradução livre: Você é quem eu amo), acaba de ganhar dois reforços de peso no elenco. Elçin Zehra İrem, que se destacou como Didem em Hudutsuz Sevda, dará vida à personagem Burçin, namorada de Erkan (Aytaç Şaşmaz). Já Deniz Işın interpretará Nilüfer, irmã de Erkan e Tahir (Cihat Süvarioğlu), filha da influente família Aldur.

A trama começa em Ağrı, cidade onde Erkan serviu o exército e conheceu Rojda (Helin Kandemir), e depois se desenrola em Istambul. Com roteiro de Yeşim Aslan e direção de Gökçen Usta, o projeto irá ao ar na Star TV.

Deniz Işın | Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Elçin Zehra | Foto: reprodução/Instagram @eelcinz

Além das atrizes, Deniz Karaoğlu (Sorgu, 2024) se junta ao elenco no papel de Teoman, ex-marido de Nilüfer (Deniz Işın). As filmagens estão planejadas para começar em agosto. Completam o elenco Hüseyin Avni Danyal (Esat), Umutcan Ütebay (Kadir), Özlem Conker (Fatoş), Yılmaz Kunt (Koray) e Barış Baktaş (Civan).

Foto notícias da semana.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Dilara Aksüyek será Şükran e Rozet Hubeş será Şerife em Kıskanmak

Conhecida do público por novelas como Leyla (remake turco de Avenida Brasil), a atriz Dilara Aksüyek é a nova confirmada no elenco de Kıskanmak (tradução livre: Inveja), nova produção que começará suas filmagens em agosto (7). Na trama, ela interpretará Şükran, esposa de Cemil (Cem Uslu) e tia de Nalan (Beril Pozam). Quanto a atriz Rozet Hubeş, que fez parte do elenco de O Canto do Pássaro (Yalı Çapkını, 2022), como Çiçek, na nova dizi ela será Şerife, uma governanta.

Foto notícias da semana.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Com início das preparações ainda em julho, Kıskanmak promete um enredo intenso. O elenco conta ainda com nomes como Selahattin Paşalı, Hafsanur Sancaktutan, Mehmet Günsür, Özgü Namal, Hande Doğandemir e Ayda Aksel. Mais detalhes sobre a história e a emissora serão divulgados em breve.

Berk Cankat e Lorin Merhart entram para o elenco de Gözyaşı Kraliçesi

Após ser confirmado como o grego Yorgo na terceira temporada de Zeytin Ağacı (Uma Nova Mulher), que já está sendo gravada em Ayvalık, o ator Berk Cankat também retorna às telas com outro projeto: a nova temporada de Gözyaşı Kraliçesi (tradução livre: Rainha das Lágrimas), produção da O3 Medya.

Na trama dirigida por Engin Erden, ele dará vida a Ercan, ex-namorado da protagonista Meyra (Hande Erçel). Empresário de sucesso que retorna à Turquia trazendo um grande fundo de investimento, o personagem promete movimentar o enredo logo em sua chegada.

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Outro novo nome no elenco é Lorin Merhart, que interpretará Harun, irmão de Meyra. Sua presença promete aprofundar os conflitos familiares da protagonista e trazer novas camadas à narrativa.

Gözleri KaraDeniz passa por mudanças no roteiro

A dizi Gözleri KaraDeniz (tradução livre: Olhos do Mar Negro), protagonizada por Halit Özgür Sarı e Özge Yağız, teve uma importante mudança nos bastidores: a equipe de roteiristas foi reformulada. A partir do terceiro episódio, os textos passam a ser assinados por Gamze Arslan e Cenk Boğatur, com Ali Can Yaraş como consultor de roteiro.

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

As gravações iniciaram em Rize no dia 25, após os ensaios do dia 24, e agora seguem em Istambul. A trama acompanha Azil, herdeiro da poderosa família Macari, que entra em conflito após descobrir verdades sobre seu passado e se apaixonar por Güneş. A estreia é aguardada para o início de setembro, com possíveis datas sendo discutidas para os dias 2 (terça-feira) ou 7 (domingo).

Asir Gündoğdu entra para o elenco da 2ª temporada de Yankı

Conhecido por seus papéis em Mezarlık e Vefa Sultan, o ator Asir Gündoğdu é a nova adição ao elenco da segunda temporada de Yankı (tradução livre: Eco), série da plataforma TRT Tabii. A produção da Heybe Yapım conta com 13 episódios e segue com gravações em andamento.

Na trama dirigida por Ömer Baykul, Gündoğdu interpretará Koray, um ex-militar expulso do exército que agora atua com escutas e investigações clandestinas. Ele entrará na história a partir do quinto episódio, com destaque em cenas ao lado de Murat Ünalmış, Emre Gençtürk e Bedir Bedir. O elenco ainda inclui nomes como Erkan Avcı, Leyla Lydia Tuğutlu, Fatma Toptaş e Erkan Petekkaya.

Fotos notícias da semana.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Ayşe Tatile Çıktı começa a ser filmado com elenco de peso e primeiras imagens são divulgadas

Em homenagem aos 51 anos da Operação de Paz no Chipre, começaram as filmagens de Ayşe Tatile Çıktı (tradução livre: Ayşe Foi de Férias), produção da Lacivert Medya que retrata a luta do povo turco-cipriota entre 1957 e 1974, trazendo ao cinema histórias reais e emocionantes desse período marcado pela resistência e coragem. Dirigido e escrito por Özer Feyzioğlu, o longa conta com Emre Bey e Almila Ada nos papéis principais de Ali e Aysel, um casal que vive o dilema entre o amor e os horrores da guerra.

A produção também destaca a participação da premiada atriz Selen Öztürk, que interpreta Mürüvvet İlhan, mártir símbolo da resistência cipriota, esposa do major Nihat İlhan. Sua imagem icônica, ferida por dezenas de balas enquanto protegia os filhos durante o episódio conhecido como Natal Sangrento, simboliza a brutalidade da guerra e promete emocionar o público. As primeiras imagens oficiais, divulgadas recentemente, mostram cenas gravadas em Nicósia e o entrosamento do elenco no set, alimentando as expectativas dos fãs.

O filme, que estreia em 28 de novembro nos cinemas turcos, conta ainda com Didem İnselel, Renan Bilek, Hüseyin Avni Danyal e Cemal Hünal. A expressão “Ayşe tatile çıksın” foi o código que marcou o início da operação militar, representando anos de luta, sacrifício e esperança para o povo turco-cipriota.

Veja as fotos:

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
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Recep Usta e Eslem Akar se reencontram na série vertical Tamirci

Depois de atuarem juntos em Kardan Aydınlık, Recep Usta e Eslem Akar voltam a formar par romântico na nova série vertical Tamirci (tradução livre: O Mecânico), produzida pela Gain İç Yapımlar. A série, roteirizada por Meryem Demirli e A. Ruhan Arca, começou as gravações recentemente.

Na trama dirigida por Evrim Yöney para o canal Gain Shorts, Recep Usta interpreta Bulut, enquanto Eslem Akar vive Yağmur. A história começa quando Yağmur, deixada pelo noivo Kerem (interpretado por Oral Özer) sob a justificativa de precisar de tempo, se vê em um dilema para cumprir o último desejo de sua avó doente. Para isso, ela pede a Bulut, um mecânico charmoso, que finja ser seu noivo por um dia (o que gera uma conexão inesperada entre os dois).

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

A série será exibida na plataforma Gain Shorts, que é focada em conteúdos verticais e formatos mais curtos, mas a data exata de lançamento ainda não foi divulgada pela produtora.

Novidades sobre Veliaht + possível data de estreia

Veliaht (tradução livre: Herdeiro), a nova aposta da Show TV para a próxima temporada de dizis, ganhou um novo pôster (veja abaixo). Protagonizada por Akın Akınözü (Timur) e Serra Arıtürk (Reyhan), o projeto da Faro Company começará suas filmagens no próximo domingo (27), caso não haja mudanças. O ensaio de leitura foi na quinta (24) e uma sessão de fotos para pôster aconteceu nesta sexta (25). A estreia está programada para a primeira semana de setembro, na quinta (4), podendo ser a primeira série a estrear na nova temporada. 

A história original de Tunahan Kurt, com seu roteiro coescrito com Berrin Tekdemir e Necip Güleçer, terá direção de Sinan Öztürk. Com grande elenco, a trama abordará temas como laços familiares, segredos do passado, amor e vingança, tudo isso ambientado no Terminal Rodoviário de Esenler. Já o romance dos protagonistas irá se desenrolar em meio a uma intensa disputa familiar por poder. Leia mais aqui.

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Foto: reprodução/Instagram @veliahtdizi

Confira abaixo algumas fotos do ensaio de leitura realizado pela equipe:

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Foto: reprodução/Instagram @dizilah
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Foto: reprodução/Instagram @dizilah
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Foto: reprodução/Instagram @dizilah
Kadife Kelepçe ganha novos nomes no elenco para estreia na Show TV

A produção Kadife Kelepçe (tradução livre: Algema de Veludo), da Show TV e do produtor Erol Avcı, segue ganhando força para sua estreia na próxima temporada. A atriz Seda Bakan foi confirmada como Aydan, uma cabeleireira que deixa seu bairro humilde em Bodrum para se tornar dona de um salão de beleza de luxo. A trama traz também personagens como o misterioso empresário Emir (Uğur Güneş), a rebelde órfã Çiğdem (Ahsen Eroğlu) e o talentoso cabeleireiro e ex-marido de Aydan, Tarık (Celil Nalçakan).

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
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Duas novas adições ao elenco foram divulgadas: Şebnem Bozoklu será Fikriye, amiga de infância de Aydan conhecida como Fiko, e Devrim Yakut interpretará Hayriye, irmã de Tarık. As filmagens começaram em Bodrum e foram transferidas para Istambul. A produção está finalizando negociações para o papel do policial Efe, aumentando a expectativa para a estreia do projeto, cujo lema é “Alguns querem ficar bonitos, outros apenas querem sobreviver…”.

Bastidores da terceira temporada de Zeytin Ağacı 

As gravações da nova temporada de Uma Nova Mulher (Zeytin Ağacı, 2022) começaram este mês. Um grande sucesso da Netflix, a trama que mistura drama, reencontros e cura interior acompanha as amigas Ada (Tuba Büyüküstün), Leyla (Seda Bakan) e Sevgi (Boncuk Yılmaz).

As gravações da produção da OGM Pictures acontecerão entre Ayvalık e Istambul. Escrita por Nuran Evren Şit, será dirigida por Erdem Tepegöz. O elenco da terceira temporada traz, além das protagonistas, nomes como Şükrü Özyıldız (Özgür), İlayda Akdoğan (Deniz), Berk Cankat (Yorgo) e Rüya Coriç (Beliz). 

Confira algumas fotos dos bastidores a seguir:

Foto notícias da semana.
Foto: reprodução/Instagram @vivendoomundoturco
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Filme com Mert Ramazan Demir chegará a streaming em agosto, e também estará disponível no Brasil

Um Homem Abandonado (Metruk Adam, 2025), nova produção da OGM Pictures, estreia no dia 22 de agosto na Netflix, e também estará disponível no Brasil. O longa, que traz Mert Ramazan Demir no papel de Baran, conta a história de um homem preso por um crime cometido pelo irmão mais velho.

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Foto: reprodução/Netflix

Ao sair da cadeia, tem o desejo de reconstruir sua vida, mas é surpreendido por um acontecimento que abala sua família. Baran tem então contato com a sobrinha Lidya (Ada Erma), com a qual cria um vínculo. A convivência com a menina transformará sua vida e Baran terá suas esperanças renovadas. Foi escrito por Murat Uyurkulak e Deniz Madanoğlu e dirigido por Çağrı Vila Lostuvalı. Leia mais aqui.

Segunda temporada de Şakir Paşa Ailesi foi cancelada por altos custos

A série Şakir Paşa Ailesi (tradução livre: A Família de Şakir Paşa), exibida na Medyapım NOW, teve sua segunda temporada cancelada devido ao aumento dos custos de produção. A trama, que passaria por um salto temporal no novo ano, não seguirá adiante, e os atores que aguardavam para gravar foram liberados pela produtora.

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

A série ficou marcada como uma das produções mais controversas dos últimos anos, enfrentando problemas como duas multas da RTÜK (órgão regulador da TV turca), dois incêndios no set e até a trágica morte do diretor de produção Serkan Sükyan, que sofreu um infarto durante os preparativos das filmagens em Büyükada.

Quatro novos atores na dizi Güzelkoy

O novo drama Güzelkoy (tradução livre: A Vila Bonita), produção da NTC Medya com Mehmet Yiğit Alp como produtor, segue ampliando seu elenco para estreia na plataforma NOW. Depois de anunciar Burçin Terzioğlu (Leman) e Gökçe Eyüboğlu (Suzi) como protagonistas, a série confirmou mais três nomes importantes.

A atriz veterana Şebnem Sönmez viverá Meryem, mãe de Leman, enquanto o jovem talento Durukan Çelikkaya será Can, filho de Suzan. A direção fica por conta de Semih Bağcı, e as gravações avançam para entregar uma trama forte para a nova temporada.

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Além deles, Duygu Sarışın, conhecida por sua participação em Kızıl Goncalar (Red Roses, 2023), foi escalada para o papel da ambiciosa prefeita Şahika (Duygu Sarışın), sendo a terceira protagonista. Já a última protagonista feminina definida foi a atriz Selin Şekerci (Aile: Laços de Paixão, 2023), que fechou contrato para participar da série como a personagem Mine, uma dona de butique.

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O enredo tem início com o retorno de Leman (Burçin Terzioğlu) à cidade após anos. A história dessas quatro mulheres, que inclui também suas infâncias, será contada com mistério e emoção na tela, trazendo histórias envolventes e cheias de suspense.

Novidades sobre a dizi Güzelkoy + novos atores no elenco

Informações apontam que está sendo feito um processo meticuloso para recrutar o elenco jovem da dizi Güzelkoy (tradução livre: A Vila Bonita). Mina Demirtaş, que interpretou Zeynep em Kızıl Goncalar (Red Roses, 2023), era um dos nomes considerados. Porém, não foi possível chegar a um acordo com a atriz e as buscas por jovens talentos continuam.

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Mas, a escalação de outros nomes para o elenco de Güzelkoy (tradução livre: A Vila Bonita) estão em andamento. O ator Tansel Öngel (Masumlar Apartmanı, 2020) também fará parte do elenco da dizi, que será filmada na cidade de Izmir. Öngel interpretará Güney, o marido da prefeita Şahika Yıldızhan Karaca (Duygu Sarışın), pai de Ada. Além disso, será um gerente na empresa Yıldızhan, que pertence a família da esposa.

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O nome mais recente anunciado para o elenco é o do ator Tayanç Ayaydın (Yabani, 2023), que interpretará Demir Arıkan, um médico Cirurgião Geral. Parceiro de Leman (Burçin Terzioğlu), será um bom médico e querido pelas pessoas. Ele terá um filho chamado Karan com sua ex-esposa.

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Burak Özçivit deixa a série Kuruluş Osman

A tão esperada permanência de Burak Özçivit para a sétima temporada de Kuruluş Osman (tradução livre: Fundação Osman) não se confirmou. Segundo a imprensa turca, o ator teria solicitado um valor de 4 milhões de liras turcas por episódio, o que causou impasse nas negociações com a produção da Bozdağ Film. A situação culminou com ambos deixando de se seguir nas redes sociais, confirmando o fim da parceria após seis temporadas.

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Além disso, rumores apontam que a série seguirá com um elenco renovado, trazendo a fase de envelhecimento de Osman Bey e o início do período de Orhan Bey. A identidade do novo ator para interpretar Orhan ainda é um mistério, assim como as negociações da produção com nomes como Mert Yazıcıoğlu, Murat Ünalmış e İbrahim Çelikkol, que podem integrar a trama, tanto na TV quanto em projetos digitais.

Gravações de Çarpıntı começam + primeiras imagens de Kerem Bürsin

As filmagens de Çarpıntı (tradução livre: Palpitação), novo drama da Star TV, começaram esta semana em Reşadiye, com Kerem Bürsin como um dos protagonistas. O ator já gravou suas primeiras cenas no set, após uma viagem às Maldivas ao lado da namorada Melisa Tapan para descansar e recarregar as energias.

Dirigida por Burcu Alptekin e escrita por Deniz Dargı, Cem Görgeç e Mevsim Yenice, a produção da OGM Pictures conta com um elenco forte, incluindo Sibel Taşçıoğlu, Deniz Çakır, Lizge Cömert e Şerif Sezer. As primeiras cenas foram gravadas na mansão da família Alkan, dando início à produção que promete ser destaque na nova temporada da Star TV.

Veja os primeiros frames:

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
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Gravações de Kardan Aydınlık começam + teaser 

As filmagens de Kardan Aydınlık (tradução livre: Clareza da Neve), nova série da RGB Medya, da plataforma tabii, já estão a todo vapor. A produção, que ganhou um teaser recente, traz à tona a história da fundação da primeira escola İmam Hatip da Turquia, com foco no pioneiro diretor Mahmut Celalettin Ökten. Dirigida por Yücel Hüdaverdi e com projeto de Serdar Özönalan, a série destaca Recep Usta no papel de Arın Orbay, filho do inspetor escolar Necdet Korbay, personagem de Hazım Körmükçü.

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Misturando drama e história, Kardan Aydınlık promete emocionar ao revelar os desafios e conquistas dessa importante instituição educacional, que marcou gerações e influenciou a trajetória da Turquia. Veja o teaser aqui.

Şevval Sam terá papel de destaque em Sonra Gözler Görür

Şevval Sam retorna às telas como protagonista da série digital Sonra Gözler Görür (tradução livre: Depois, os Olhos Veem), produção da Netflix escrita por Ece Yörenç e dirigida por Bertan Başaran. Na trama adaptada da obra de Hikmet Hükümenoğlu, ela interpreta Ezgi Sezgin, uma jornalista investigativa que volta à sua cidade natal e se envolve em um misterioso caso de assassinato, prometendo muita tensão e reviravoltas.

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

A série representa a aposta da Netflix em conteúdo local exclusivo para o formato digital, reforçando a expansão do streaming na Turquia. Com um elenco forte, incluindo Mert Fırat, Uğur Aslan e Fırat Çelik, e a participação da consagrada Şevval Sam, a produção traz uma narrativa intensa com uma personagem complexa, alinhada à tradição de dramas turcos de sucesso. A estreia ainda não foi anunciada oficialmente.

As gravações de Halef começaram!

As filmagens da nova série turca Halef: Köklerin Çağrısı (tradução livre: Herdeiro: O Chamado das Raízes) tiveram início em Beyoğlu, Istambul. A produção da Most Productions reúne no elenco principais nomes como İlhan Şen, Aybüke Pusat e Biran Damla Yılmaz. Escrita por Ercan Uğur e produzida por Gül Oğuz, a trama seguirá filmagens entre Istambul e Şanlıurfa.

Foto: reprodução/Dizilah

Além dos protagonistas, o elenco conta com Onur Bilge, Sezin Bozacı, Mazlum Çimen, entre outros talentos. As primeiras imagens do set já foram divulgadas, confirmando a expectativa em torno da série que promete misturar drama familiar e raízes culturais profundas, apostando na força dos personagens e na ambientação.

Gülsim Ali se tornou a parceira de Engin Akyürek

Engin Akyürek se prepara para estrear na nova série Bereketli Topraklar (tradução livre: Terras Férteis), produção da Süreç Film que estreia em breve na Show TV. Ele dividirá a tela pela primeira vez com Gülsim Ali, que interpretará a personagem Nevin, uma promotora.

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

A trama se passa nas férteis regiões de Adana e gira em torno de uma intensa história de amor. Sob a direção de Yağız Alp Akaydın e com roteiro de Hasan Tolga Pulat e Ozan Ağaç, o projeto é uma adaptação das obras Bodrum Hakimi e Derviş Bey do renomado escritor Safa Önal, prometendo um drama forte e envolvente.

Timuçin Esen deve interpretar Serkan na nova temporada de İlk Ve Son

A terceira temporada da série fenômeno İlk Ve Son (tradução livre: Primeiro e Último) está em preparação pela Max, com direção de Devrim Yalçın e roteiro de Hakan Bonomo. A trama mostrará a intensa história do casal Güneş e Serkan entre os anos de 2016 e 2026.

Foto: reprodução/Show TV

Nos bastidores, Timuçin Esen está prestes a assinar contrato para interpretar Serkan, enquanto a escolha da protagonista feminina ainda está em negociação. A expectativa é alta para essa continuação que promete aprofundar o drama do casal.

Os atores Sercan Badur e Yüsra Geyik se juntam ao elenco de Bize Bir Şey Olmaz

O talentoso ator Sercan Badur entrou para o elenco da nova série Bize Bir Şey Olmaz (tradução livre: Nada Vai Nos Acontecer), produção da MF Yapım para Disney Plus Turquia. Escrito por Pınar Bulut e dirigido por Neslihan Yeşilyurt, o drama começará suas gravações na primeira semana de agosto.

Badur interpretará Muzo, um personagem próximo de Aktan, vivido por Mert Ramazan Demir, formando uma amizade que promete trazer dinamismo à trama protagonizada por Miray Daner (Lâl).

Já a atriz Yüsra Geyik (Aile: Laços de Paixão, 2023) dará vida à Hare. Anteriormente, a atriz Sera Kutlubey foi cogitada para o papel. A personagem irá adicionar tensão à história, sendo a PR (relações públicas) de Aktan (Mert Ramazan Demir).

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Início das gravações de Uzak Şehir

De acordo com a jornalista Birsen Altuntaş, os planos da equipe da dizi Uzak Şehir (tradução livre: Cidade Distante) é começar as gravações da nova temporada em 25 de agosto. Protagonizada por Ozan Akbaba (Cihan Albora) e Sinem Ünsal (Alya Albora), além de grande elenco, a série alcançou grandes índices de audiência na sua primeira temporada e obteve sucesso dentro e fora da Turquia, se tornando um fenômeno nas redes sociais.

Foto notícias da semana.
Foto: divulgação/Kanal D

A produção fez tanto sucesso, que a emissora que exibe a série na Turquia (Kanal D) irá reprisar a primeira temporada durante a semana a partir do dia 28 de julho, às 13h (horário local turco).

Com Cansu Dere e Ibrahim Çelikkol, terminam as gravações de Binbir Gece Masalları

1001 Gece Masalları (Mil e Uma Noites), protagonizada por İbrahim Çelikkol (Şehriyar) e Cansu Dere (Şehrazat), seguiu o cronograma e finalizou as gravações da série no início desta semana. Segundo a jornalista Birsen Altuntaş, na terça (22), o pôster da dizi foi fotografado. Destaca-se que a produção enfrentou alguns problemas durante as filmagens, pois Cansu teve uma hérnia de disco e İbrahim quebrou o braço enquanto jogava tênis.

Foto notícias da semana.
Foto: reprodução/Instagram @vivendoomundoturco

A produção da Bozdağ Film, escrita por Atilla Engin e dirigida por Metin Günay, deve ser lançada globalmente ainda este ano, em outubro, na plataforma digital do TRT (tabii). Com grande elenco, terá 30 episódios divididos em três temporadas, com dez episódios cada. Inspirada na conhecida coleção de contos árabes As Mil e Uma Noites, houve cenas gravadas em locações reais, como um palácio. Leia mais aqui.

Çetin Tekindor na nova temporada de Kral Kaybederse

O intérprete de Halis Ağa na série de sucesso O Canto do Pássaro (Yalı Çapkını, 2022), Çetin Tekindor, se juntará ao elenco de Kral Kaybederse (The Fall of The King, 2025) na nova temporada. De acordo com informações de bastidores, ele está na fase de assinatura do projeto para viver um um magnata da mídia no projeto. 

Havia curiosidade se o ator veterano, que completou 80 anos no dia 16 de julho, aceitaria um novo papel após a última dizi que participou. Porém, foi divulgado que ele perdeu peso e está em ótima forma para desempenhar um novo papel. A segunda temporada da série será escrita por Seda Altaylı Turgutlu e dirigida por Taylan Biraderler. Exibida na Star TV, a produção da OGM Pictures estrelada por Halit Ergenç está na fase de preparativos para a nova temporada, ainda sem data de estreia.

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
A atriz İpek Filiz Yazıcı se junta ao elenco da dizi Aile Saadeti

Conhecida por interpretar Işık na série Love 101 (2020),  İpek Filiz Yazıcı fará parte do elenco da dizi de verão Aile Saadeti (tradução livre: Felicidade familiar), exibida no canal ATV às segundas. Na produção da Sinehane, protagonizada por Burak Dakak (Murat) e Buse Meral (Gönül), a atriz viverá a personagem Ada, filha de Tekin (Hakan Yılmaz). Ela começou a gravar suas cenas esta semana.

Escrita por Burak Aksak e dirigida por Selçuk Aydemir, a série traz um enredo emocionante e divertido que conta a história de três famílias diferentes, abordando temas relevantes como o conceito de família e o conflito de gerações.

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Os protagonistas da dizi Hasret Rüzgârları foram escolhidos

Com o fim de várias dizis exibidas pelo Kanal 7 em 2025, a emissora apresentará novos projetos na temporada que se aproxima. A série diária Hasret Rüzgârı (tradução livre: Vento da Saudade), que iniciou sua produção há algum tempo, já teve o casal protagonista definido. A atriz Selen Güney (Gülcemal, 2023) interpretará  Hasret, enquanto Mert Altınışık (İthal Gelin Aranıyor, 2024) dará vida ao personagem Rüzgar. A produção da Baraka Fikir Sanatları tem roteiro e design criativo desenvolvidos por Ahmet Köşeoğlu e será dirigida por Ayhan Özdemir.

A história, que trará um enredo emocionante, terá gravações por uma semana em Gaziantepe e depois continuará na cidade de Istambul. As filmagens estão previstas para começar dia 10 de agosto. Os demais nomes do elenco também já foram divulgados. Vale destacar que as dizis diárias do Kanal 7 são muito populares nas redes sociais, principalmente entre os brasileiros. Leia mais aqui.

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
O episódio final de Çift Kişilik Oda vai ao ar primeiro fora da Turquia

O último episódio de Çift Kişilik Oda (tradução livre: Quarto Duplo), que não foi exibido nas últimas semanas na TV turca por baixa arrecadação publicitária, foi transmitido na MBC4 da Arábia Saudita e está disponível na plataforma Şahid. Assim, o público internacional teve acesso ao desfecho da história antes da audiência turca.

Foto: reprodução/NOW

A tão aguardada cena do beijo entre os protagonistas Nil (Devrim Özkan) e Kaan (Ulaş Tuna Astepe) também foi ao ar e já circula nas redes sociais com legendas em português, emocionando os fãs da série. O Entretê segue acompanhando as atualizações para trazer novidades sobre os episódios 7 e 8 na Turquia (lembrando que a dizi encerra no oitavo episódio).

Işıl Elmas interpreta a jovem Pelin Karahan em Cartas do Passado, nova série turca da Netflix

A jovem atriz Işıl Elmas dá vida à versão adolescente de Pelin Karahan na série Geleceğe Mektuplar (Cartas do Passado), que estreou na Netflix Brasil em 23 de julho. Na trama, escrita por Rana Denizer e dirigida por Cenk Ertürk, Elmas dá vida à personagem Pelin Şahin em sua juventude.

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Produzida pela O3 Medya, Cartas do Passado mistura drama e mistério ao abordar segredos do passado que vêm à tona por meio de cartas escritas décadas antes. Durante a comemoração de estreia da série, Işıl Elmas e Pelin Karahan celebraram juntas o lançamento, eternizando o momento em uma selfie que repercutiu entre os fãs.

Possível data de estreia da nova temporada de Esref Rüya!

A nova temporada de Eşref Rüya (tradução livre: Sonho de Eşref) deve estrear na quarta, 17 de setembro, segundo o Instagram @esrefruyaofficial. A série, que segue conquistando fãs, estaria em fase de preparação para sua segunda temporada.

Foto: reprodução/Dizilah

Produzida para o canal ATV, a continuação promete aprofundar a trama envolvente da primeira temporada, com Demet Özdemir e Çağatay Ulusoy como protagonistas, além de outros nomes de peso. Aguardamos ansiosas as atualizações oficiais!

Deniz Barut será a parceira de Ozan Akbaba no filme Postacı Osman

Ozan Akbaba e Deniz Barut são os protagonistas do filme Postacı Osman (tradução livre: O Carteiro Osman), que começou a ser filmado recentemente. Dirigido pelo premiado Yüksel Aksu e produzido pela Poll Films, o longa traz a história de um carteiro romântico e cheio de vida, ambientada em uma vila na região do Egeu nos anos 1960.

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Ozan Akbaba vive Osman, um carteiro de coração jovem que fala com sotaque regional, enquanto Deniz Barut interpreta Gülizar, o grande amor de Osman. O filme mistura comédia e drama e conta ainda com um elenco forte, incluindo Fırat Çelik, Fikret Kuşkan, Ali Seçkiner Alıcı, Mazhar Alanson, Müfit Kayacan e Kutsi. As filmagens estão previstas para durar cerca de quatro semanas.

Alp Korkmaz está de volta a nova temporada de Arka Sokaklar

Os preparativos para a 20ª temporada da dizi Arka Sokaklar (tradução livre: Ruas Secundárias, 2006) já começaram. Após a participação confirmada de alguns atores queridos pelo público na série, como Şevket Çoruh e Oya Okar, o ator Alp Korkmaz, que interpretou Ali Akdoğan, o genro de Rıza Baba (Zafer Ergin), estará de volta à história.

A dizi policial do Kanal D, no ar há quase 20 anos, de acordo com informações de bastidores, quer homenagear o lendário produtor Türker İnanoğlu e promete surpresas para os fãs nesta temporada. As gravações dos novos episódios estão previstas para começarem na segunda semana de agosto.

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Murat Yıldırım assina com nova dizi da Kanal D, ainda sem título oficial

O renomado ator Murat Yıldırım é a mais nova contratação da produtora NGM para integrar o elenco da próxima dizi que será exibida no Kanal D. Na produção, Yıldırım interpretará o personagem Serhat, em um drama feminino que promete envolver o público com uma trama intensa e cheia de reviravoltas. O roteiro é assinado pela roteirista Yelda Eroğlu, conhecida por trabalhos de sucesso como Paramparça (tradução livre: Despedaçada) e Aşk ve Ceza (tradução livre: Amor e Pena).

Foto: reprodução/Dizilah

Embora o título oficial da dizi ainda não tenha sido divulgado, as expectativas são altas para essa produção que visa trazer uma narrativa profunda e emocional. A estreia está prevista para os próximos meses, e a participação de Murat Yıldırım reforça ainda mais o potencial do projeto, que já gera grande expectativa entre fãs e críticos.

 

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Leia mais: Notícias da semana no mundo turco — 14/7 a 19/7

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana @angelasantana481

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Entrevista | Arzu Kaprol e a revolução da moda turca: “A roupa deve empoderar, não restringir”

Em uma entrevista exclusiva para o Entretetizei, Arzu Kaprol compartilha sua visão sobre moda e cultura turca nas esferas sociais, políticas e culturais. Uma conversa imperdível para os apaixonados por moda e cultura

Arzu Kaprol é um dos nomes mais instigantes da moda turca contemporânea. Com coleções apresentadas nas semanas de moda de Paris e Istambul, colaborações com artistas e o pioneirismo no primeiro desfile digital da Turquiarealizado em parceria com o músico Mercan Dede em uma experiência interativa de digital couture –, Kaprol ganhou projeção internacional ao unir tecnologia, sustentabilidade e arte. Suas criações refletem uma mulher em constante movimento, que honra suas raízes, mas se projeta para o futuro com autonomia e força. Mais do que roupas, Arzu Kaprol desenha narrativas.

Essa mesma complexidade da mulher turca tem se revelado ao mundo por meio de outro fenômeno cultural: as novelas. Produções como Hercai, Será Isso Amor?, Eşref Rüya e Esaret não apenas conquistaram o público brasileiro, como também despertaram a curiosidade sobre a cultura, os costumes e a moda turca. Os figurinos dessas tramas são parte essencial da construção de identidade das personagensassim como as coleções de Kaprol, que costuram tradição, contemporaneidade e expressão individual em cada peça. “As mulheres turcas estão cada vez mais afirmando sua individualidade e se expressando pela moda”, comenta.

Demet Özdemir na exitosa novela turca Eşref Rüya, onde usa looks expressivos e contemporâneos | Créditos: Reprodução | @fashiioonstyl

Assim como nas novelas, as roupas também funcionam como forma de expressão de quem as veste, como parte do nosso cotidiano. Com o passar do tempo, a moda e a cultura vão se inovando, e essas mudanças, também podem ser notadas nas produções que assistimos – ao mesmo tempo que é preciso reconhecer os momentos políticos e sociais que cada cultura está passando. Para quem trabalha com moda, quais são os desafios e as potências de ser uma designer de roupas? Como uma criação reflete a identidade e o papel da mulher turca na sociedade atual? É possível falar sobre igualdade de gênero na moda turca?

Essas e outras perguntas ganham novas perspectivas na voz de Arzu Kaprol. Leia a entrevista completa e mergulhe no olhar de uma das estilistas mais visionárias da Turquia:

Seu trabalho é conhecido por unir inovação, sustentabilidade e arte. Você já usou suas coleções como forma de protesto ou expressão política? Pode compartilhar um exemplo?

Essa é uma pergunta muito perspicaz. Minha filosofia de design gira em torno da síntese entre inovação, sustentabilidade e arte para criar o que costumo chamar de “arquitetura do vestuário” — peças que são ao mesmo tempo duradouras e visionárias. Os valores inerentes a essa abordagem podem certamente ser vistos como uma forma de “advocacia”, ou seja, uma manifestação.

Não diria que usei minhas coleções como protestos políticos diretos e explícitos, como alguns artistas fazem. Minha linguagem é mais sutil, costurada ao próprio tecido das peças.

Por exemplo, minha dedicação constante à sustentabilidade, a escolha cuidadosa de materiais ecológicos e a ênfase na durabilidade do design são, de certa forma, uma resposta ao ritmo acelerado e descartável da indústria da moda e às preocupações ambientais que ela levanta. Em um mundo que enfrenta tantos desafios ecológicos, optar por um caminho responsável é uma posição consciente. É uma declaração silenciosa, mas firme, sobre os valores em que acredito e o futuro que espero ajudar a construir.

Do mesmo modo, minha busca por tecnologia e técnicas inovadoras nasce do desejo de romper limites e desafiar normas convencionais da moda. Esse impulso por progresso pode ser interpretado como um questionamento sutil do status quo e uma crença no poder da evolução.

Então, mesmo que você não encontre slogans ou mensagens políticas diretas nas minhas coleções, os princípios que as orientam – sustentabilidade, inovação e foco na qualidade duradoura – são, acredito, uma forma poderosa de expressão que fala do desejo por um futuro mais responsável e consciente. As roupas em si tornam-se um testemunho silencioso desses valores.

Na sua visão, sustentabilidade na moda é uma questão política?

Sim, acredito que a sustentabilidade na moda está profundamente ligada a questões políticas, embora se manifeste em diferentes níveis.

No básico, os sistemas que levaram a indústria da moda ao seu estado insustentável atual — priorizando lucro acima do meio ambiente e do bem-estar social, cadeias produtivas globalizadas com práticas trabalhistas muitas vezes opacas e uma cultura de consumo alimentada pelo fast fashion — estão enraizados em políticas econômicas e sociais. Regulamentações (ou a falta delas) sobre proteção ambiental, leis trabalhistas e acordos comerciais impactam diretamente a viabilidade e a implementação de práticas sustentáveis.

Além disso, as consequências das práticas insustentáveis — mudanças climáticas, poluição, esgotamento de recursos e injustiça social em regiões produtoras — não são apenas problemas ambientais ou sociais; são questões que exigem vontade política e ação concreta. Defender a sustentabilidade na moda muitas vezes significa lutar por mudanças nas políticas públicas, responsabilidade corporativa e uma transformação dos valores sociais, que são, essencialmente, assuntos políticos.

Créditos: Reprodução | @kaprolarzu

Como suas criações refletem a identidade e o papel da mulher turca na sociedade atual?

Minhas criações para a mulher turca hoje buscam refletir uma identidade multifacetada, que honra a tradição, mas também abraça a modernidade, a independência e uma perspectiva global. É sobre capturar a força, a resiliência e os papéis em transformação das mulheres na Turquia.

A Turquia tem um patrimônio cultural riquíssimo e diversificado. Frequentemente, incorporo sutis referências ao artesanato tradicional, às silhuetas ou técnicas têxteis, reinterpretadas sob uma ótica contemporânea. Isso reflete como as mulheres turcas vivem suas vidas — valorizando suas raízes enquanto participam ativamente da sociedade moderna. Não é uma tradução literal, mas uma essência, um sentimento que ressoa com uma compreensão cultural compartilhada.

As mulheres turcas estão ativas em todas as áreas: negócios, artes, família, entre outras. Minhas criações priorizam a funcionalidade e o conforto, sem abrir mão da elegância. Um blazer bem estruturado, um vestido fluido e ao mesmo tempo com corte preciso ou peças versáteis, permitem que elas se movimentem com confiança no dia a dia, refletindo seus papéis dinâmicos. A roupa deve empoderar, não restringir.

As mulheres turcas estão cada vez mais afirmando sua individualidade e se expressando pela moda. Minhas coleções oferecem uma variedade de estilos e silhuetas para que cada uma escolha o que mais combina com seu gosto e identidade. Quero fornecer uma tela para essa autoexpressão, não ditar um visual único.

A Turquia ocupa uma posição geográfica e cultural única, entre o Oriente e o Ocidente. Assim como as mulheres turcas, meus designs incorporam tendências internacionais e influências, refletindo esse olhar cosmopolita, mas mantendo uma linguagem própria que considero “minha” e que ressoa através de mulheres que transitam entre o local e o global.

Ao longo da história, as mulheres turcas mostraram força e resiliência incríveis. Busco criar roupas que sutilmente incorporem esse espírito — por meio de linhas fortes, acabamento de qualidade e designs duradouros que resistem ao tempo, assim como a força delas.

Importante lembrar que “mulheres turcas” não formam um grupo homogêneo. Há imensa diversidade de origens, crenças e estilos de vida. Meu objetivo não é criar um uniforme, mas peças que dialoguem com essa multiplicidade, permitindo que cada mulher se sinta confiante, empoderada e autêntica no que veste.

Você já falou da influência profunda de sua mãe e avó em sua carreira e que a moda sempre foi sua vocação. Já enfrentou alguma pressão social ou resistência na Turquia por essa escolha?

Ser mulher em qualquer área criativa – incluindo moda – na Turquia ou em qualquer lugar tem suas complexidades. Tive a sorte de contar com o apoio incondicional e a inspiração da minha mãe e avó, que tinham um forte senso de estilo e valorizavam o artesanato, mas a caminhada profissional teve seus desafios.

Sempre fui movida por uma convicção interna, uma paixão profunda que fazia da moda algo a mais do que uma escolha, parte essencial de quem sou. Construir uma marca com uma visão clara, focada em inovação e sustentabilidade, exigiu perseverança e uma forte crença em meus valores, especialmente quando eles iam na contramão das tendências e modelos comerciais predominantes.

Além disso, ser mulher em posição de liderança pode gerar expectativas e preconceitos. Mas sempre me concentrei no trabalho, na qualidade e integridade dos meus designs, e em formar uma equipe com talento e visão compartilhada. Acredito que profissionalismo e compromisso com a excelência superam preconceitos de gênero.

A Turquia é uma sociedade dinâmica, com uma história rica e perspectivas em evolução. Embora existam visões tradicionais em alguns setores, cresce o reconhecimento do empreendedorismo criativo e da contribuição das mulheres em todas as áreas. Tenho orgulho de fazer parte dessa mudança positiva.

No fim das contas, apesar de nuances sociais a serem navegadas, minha paixão, o apoio familiar e o reconhecimento crescente dos designers turcos no país e no exterior foram forças poderosas que me ajudaram a superar resistências e seguir meu chamado. Meu foco sempre foi criar trabalhos significativos e contribuir para um futuro mais inovador e sustentável na moda.

Créditos: Reprodução | @kaprolarzu

Como visionária da indústria, você colaborou com Mercan Dede no primeiro desfile digital da Turquia. Como enxerga o futuro da moda turca, especialmente em relação aos direitos das mulheres e igualdade de gênero?

Nossa parceria com Mercan Dede no primeiro desfile digital da Turquia foi uma experiência incrível que mostrou como a tecnologia pode ampliar os limites da apresentação da moda e alcançar um público maior. Isso revelou o enorme potencial de inovação na moda turca. Vejo o futuro da moda turca profundamente ligado ao avanço dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero em vários aspectos importantes.

A moda pode ser uma ferramenta poderosa de autoexpressão e empoderamento. Acredito que veremos cada vez mais designs que atendam às diversas necessidades e aspirações das mulheres, celebrando as suas individualidades e força. Isso deve se refletir em roupas funcionais, confortáveis e que permitam às mulheres transitar com confiança por todos os espaços que ocupam, acompanhando seus papéis cada vez mais relevantes na sociedade. Talvez haja uma mudança de estilos restritivos para designs que priorizem a autonomia e o conforto de quem veste.

O universo digital oferece oportunidades inéditas para designers turcos – especialmente mulheres – apresentarem seu trabalho globalmente, sem depender dos intermediários tradicionais. O sucesso do nosso desfile digital com Mercan Dede demonstrou esse potencial. Essa maior visibilidade pode amplificar as vozes femininas, permitindo que contem suas próprias histórias e desafiem narrativas tradicionais de gênero.

Arzu & Mercan Dede | Créditos: Reprodução | Magazin Life
Créditos: Reprodução | Milliyet

Com o aumento da conscientização sobre questões ambientais e sociais, acredito que a moda turca adotará cada vez mais práticas sustentáveis e éticas. Isso está fortemente ligado aos direitos das mulheres, já que elas representam grande parte da força de trabalho na indústria têxtil. Um foco em práticas laborais justas, cadeias de produção transparentes e produção consciente contribuirá para uma indústria mais justa e igualitária, impactando diretamente a vida de muitas mulheres.

A moda tem potencial para desafiar e subverter estereótipos de gênero. Espero ver mais designers turcos criando roupas andróginas ou gender-fluid, ou que rompam com as noções convencionais do feminino. Isso pode contribuir para uma mudança cultural maior, com mais aceitação e compreensão das diversas identidades de gênero.

O futuro da moda turca deve ser colaborativo e inclusivo, fomentando um ecossistema de apoio para designers, artesãos e empreendedores, independentemente do gênero. Plataformas de mentoria, networking e acesso a recursos para mulheres no setor serão fundamentais. Assim como nosso desfile digital ampliou o alcance, futuras inovações tecnológicas como provadores virtuais, design personalizado e produção sob demanda poderão tornar a moda mais acessível e inclusiva para mulheres de todos os corpos e capacidades.

Acredito que a moda turca tem um potencial enorme para ser uma força transformadora positiva para os direitos das mulheres e a igualdade de gênero. Abraçando inovação, sustentabilidade e um compromisso com o empoderamento feminino por meio do design e das oportunidades, ela pode refletir e contribuir para uma sociedade mais justa e evoluída. A criatividade e a resiliência das designers turcas me enchem de esperança para esse futuro.

 

O que achou da entrevista com Arzu Kaprol? Conta pra gente e siga o Entretetizei nas redes sociais — Facebook, Instagram e X — para mais informações sobre o mundo do entretenimento e a cultura turca. Para conhecer mais sobre trabalho de Arzu Kaprol, clique aqui.

 

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Special thanks: Arzu Kaprol & Joelle

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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