A produção recheada de bom-humor, que já conquistou plateias nos Estados Unidos, Austrália e Buenos Aires, ganha montagem brasileira produzida por Claudia Raia, direção de Jarbas Homem de Mello e texto de Anna Toledo
O espetáculo promete emocionar e divertir o público de forma leve e engraçada ao explorar as diversas facetas da maternidade em uma hora e meia repleta de humor, música e identificação. A temporada acontece de 5 de setembro até 2 de novembro, no Teatro das Artes, sexta e sábado às 20h e domingo às 18h.
“A motivação para produzir o espetáculo Mães nasceu da minha própria experiência: ser mãe de dois filhos e viver a maternidade de forma tardia, aos 56 anos, despertou em mim uma vontade profunda de falar sobre esse universo com leveza, humor e, acima de tudo, verdade.Mães é uma comédia inteligente e sensível sobre um tema que todo mundo conhece. Quem ainda não viveu a maternidade, provavelmente viverá, e quem não viver, certamente acompanhou de perto a trajetória da própria mãe. É um assunto que toca a todos.O espetáculo é uma celebração da vida real, daquelas mulheres que encaram os desafios da maternidade com amor, exaustão e, claro, uma boa dose de riso”, conta Claudia Raia.
Foto: divulgação/ Renam Christofoletti
A narrativa se passa durante um chá de bebê, onde quatro amigas compartilham suas experiências e desafios como mães. Dani, grávida do primeiro filho, recebe as amigas Júlia, mãe e advogada workaholic; Márcia, mãe de cinco filhos; e Tina, uma mãe separada que tenta equilibrar trabalho, família e divórcio. Com canções originais no estilo pop/rock, o musical oferece um olhar afetuoso e bem-humorado sobre a maternidade em todas as suas fases e idades. A comédia aborda temas universais sobre a maternidade, trazendo reflexões sobre os desafios e as alegrias dessa jornada. “Em ‘Mães’, mergulhamos na essência da maternidade por meio de quatro amigas que vivem diferentes fases dessa jornada. O cenário, um apartamento que se transforma em múltiplos ambientes, simboliza as muitas facetas do universo materno. Os figurinos contemporâneos de Bruno Oliveira e a cenografia de Natália Lana enriquecem a narrativa, reforçando a universalidade do tema. A trilha sonora, composta especialmente para o espetáculo e traduzida para o português, adiciona uma camada emocional única e sensível. Inspirado em um sucesso off-Broadway, Mães é uma comédia afetuosa e bem-humorada que celebra, com autenticidade e leveza, a beleza atemporal da maternidade”, diz o diretor Jarbas Homem de Mello.
Informações sobre o elenco:
Jéssica Ellen
Atriz, apresentadora, cantora e compositora, foi protagonista de Volta por Cima (2024) e atuou em Malhação, TotalmenteDemais, Justiça, Assédio e Amorde Mãe, produções da Rede Globo. No cinema, foi premiada por Cabeça de Nêgo e Último Domingo, recebendo o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado 2022. É formada em Dança. Lançou os álbuns Sankofa e Macumbeira. Se apresentou no Rock in Rio ao lado de Elza Soares e estrelou o musical Meu Destino é Ser Star (2019).
Helga Nemeczyk
Atriz brasileira reconhecida no teatro, no cinema e na televisão. Iniciou sua carreira nos anos 1980 e ganhou destaque na novela Tieta (1989), onde interpretou a personagem Sílvia. Além disso, participou de importantes produções, como Chaplin, O Musical, Meu Destino É Ser Star – Ao som de Lulu Santos e Cinderella, onde interpretou a Fada Madrinha.
Maria Bia
Atriz, cantora e comediante, com 20 anos de carreira. Transita entre teatro musical, TV, cinema e humor. Atuou em Escola de Gênios (Gloob) e Brasil Toca Choro (Cultura). Indicada ao Prêmio FEMSA, integrou musicais como Miss Saigon, Hairspray, Carmen e Vingança. É idealizadora do show de stand-up Calada Noite Preta.
Giovana Zotti
Atriz, bailarina, coreógrafa e cantora, com trajetória acadêmica no Sul. Apresentou parcerias com Ana Botafogo, na dança; Miguel Falabella, na TV, em Eu, a Avó; e com Boi, no cinema, em Chuva Negra. Participou também dos musicais Hairspray, Grease, Hebe, Os Produtores e, atualmente, Uma Coisa Engraçada Aconteceu a Caminho do Fórum, como Domina.
SERVIÇO
Mães, o Musical Classificação: 12 anos Duração: 90 minutos
Temporada: A partir de 5 de setembro
Sessões Sexta e sábado às 20h Domingos às 18h
Local: Teatro das Artes (Shopping Eldorado: Av. Rebouças, 3970 – Store 409 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05402-600)
Obs.: Confira legislação vigente para meia-entrada
O teatro por si, tem uma essência única de conseguir transmitir narrativas, você não acha? Nos conte em nossas redes sociais — Instagram, Facebook e X — e não esqueça de nos seguir!
Depois de conquistar o público como Regina George na adaptação brasileira de Meninas Malvadas — O Musical, Anna Akisue se prepara para mais um momento especial em sua carreira. A artista anunciou, nesta segunda-feira (11), a data de seu primeiro show solo, que acontecerá em 31 de agosto, na Casa Rockambole, em São Paulo.
Com o título Anna Akisue, a apresentação tem como objetivo mostrar os dois lados da artista e será dividida em dois atos, nos quais o clássico encontra o novo, e ambos mergulham na identidade musical e teatral de Anna. No repertório, o público ouvirá músicas autorais, como Tinta (2023) e Pode Chegar (2024), além de canções que marcaram sua formação artística.
Assista ao clipe de Tinta:
Com uma trajetória marcada por sucessos nos palcos do teatro musical e pela ascensão na música pop, Anna transita naturalmente entre os dois mundos, explorando sua versatilidade artística. Na indústria musical, ela possui uma identidade autêntica, letras autorais potentes e parcerias com artistas, como Paula Mattos, MC Zaac e MC Mari.
O show de estreia marca o início de uma nova fase na carreira de Anna, reunindo suas composições, sua voz potente e interpretação impecável em um único espetáculo.
SERVIÇO
Data: 31 de agosto de 2025 Local: Rockambole, R. Belmiro Braga, 119 – Pinheiros, São Paulo – SP Horários: 19h00 – Abertura da casa 20h00 – Show 23h00 – Encerramento da casa Ingressos: https://meaple.com.br/rockambole/anna-akisue
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Presença constante em mitos, festas e até em animes e K-dramas, os dragões são mais do que criaturas fantásticas na Ásia
Dragões existem em praticamente todas as mitologias do mundo. Da serpente Níðhöggr que roía as raízes da Yggdrasil na mitologia nórdica ao dragão de São Jorge na tradição cristã europeia, essas criaturas costumam aparecer como forças do caos ou da destruição, simbolizando o mal que precisa ser derrotado. Mas na Ásia, a história é outra. O dragão asiático não é um monstro, e sim um símbolo sagrado associado à sabedoria, poder, justiça, fertilidade, proteção e até mesmo ao próprio nascimento de nações.
A figura do dragão na Ásia é complexa, com múltiplas versões surgindo em diferentes contextos históricos, religiosos e culturais. No entanto, há um fio que os une: o respeito. Em vez de destruir dragões, os asiáticos os reverenciam, eles não são seres que ameaçam a humanidade, são forças que a moldam, que influenciam o clima, abençoam governantes e guardam os portais entre o mundo dos vivos e o espiritual.
Seja na China, Coreia, Japão ou no Sudeste Asiático, os dragões aparecem em textos antigos, templos, cerimônias imperiais e, mais recentemente, no entretenimento moderno.
A origem mais remota de um dragão asiático pode ser rastreada até aproximadamente 5.000 a.C., na cultura de Hongshan, no Nordeste da atual China. Esculturas de jade com formas serpenteadas e olhos penetrantes, descobertas em tumbas neolíticas, são os primeiros vestígios visuais do que se tornaria o arquétipo do dragão chinês. Daí em diante, ao longo de milênios, a criatura evoluiu e assumiu papéis centrais nas narrativas históricas dos impérios asiáticos, tanto como símbolo dinástico quanto como divindade que vive nos rios e nos céus.
Esses dragões antigos não possuem asas, como os europeus, mas têm corpos longos e ondulantes, com escamas de carpa, chifres de cervo, bigodes flutuantes e garras afiadas. Seu design é um verdadeiro híbrido de animais terrestres e aquáticos, como se condensassem toda a natureza em uma única entidade mitológica.
Isso não é coincidência: na tradição asiática, os dragões são mediadores entre os elementos terra, ar, fogo e principalmente água. Controlam chuvas, tempestades e colheitas. E, por isso, passaram a habitar um lugar central em religiões locais como o xintoísmo, o budismo e o taoismo.
Mas os dragões asiáticos não são todos iguais. Cada país adaptou a figura do dragão de acordo com seus mitos fundacionais, estruturas de poder e crenças espirituais. Essa diversidade reflete não só as características culturais de cada civilização, mas também os caminhos históricos percorridos. A expansão do budismo e das rotas comerciais, como a Rota da Seda e as redes marítimas do Sudeste Asiático, ajudaram a espalhar e transformar as ideias sobre os dragões.
Por isso, encontramos ecos da China nos dragões coreanos, traços indianos nos nāgas tailandeses e versões japonesas que mesclam Shinto, budismo e práticas locais animistas. É uma rede simbólica de séculos, onde o dragão é sempre um elo.
E se engana quem acha que os dragões ficaram presos às eras dos mitos e imperadores. Na cultura pop asiática atual, eles continuam presentes; reinventados, sim, mas ainda profundamente conectados às raízes tradicionais. Aparecem em animes, como Dragon Ball, nos jogos, como League of Legends e Genshin Impact, em filmes, como A Viagem de Chihiro, em webtoons, em K-dramas históricos, no cinema wuxia chinês, e até nos nomes artísticos de idols, como G-Dragon. A criatura atravessou o tempo e se adaptou ao digital, sem jamais perder sua aura mítica.
Pensando em toda essa grandiosidade dos dragões, o Entretê preparou um especial onde vamos explorar com profundidade os dragões de cada uma dessas culturas, começando pela civilização que deu origem a tudo: a China.
China: o dragão como símbolo da ordem cósmica, do poder imperial e do espírito ancestral
Na China, os dragões são talvez as criaturas mitológicas mais importantes de toda a civilização. O lóng (龙), como é chamado em mandarim, é muito mais do que uma figura lendária, ele representa uma força vital do universo.
O dragão chinês não é o vilão a ser derrotado, como no Ocidente, mas uma entidade de sabedoria, poder, proteção e boa sorte. Ele é uma das Quatro Criaturas Sagradas da mitologia chinesa antiga (ao lado do tigre branco, da tartaruga negra e do pássaro vermelho), associada ao leste, à primavera e ao elemento madeira.
Foto: reprodução/amino
As primeiras representações de dragões na China remontam ao período Neolítico, especialmente à cultura de Hongshan (por volta de 4700–2900 a.C.). Esculturas de jade em forma de dragão com corpos espiralados foram encontradas em túmulos dessa época, demonstrando que já havia uma conexão entre a figura do dragão e o mundo dos mortos, dos ancestrais e da espiritualidade. A cultura Liangzhu (3300–2300 a.C.) também apresenta artefatos com padrões de dragões, reforçando sua importância desde os primórdios da sociedade chinesa.
No período da dinastia Xia (2070–1600 a.C.), considerada a primeira dinastia da China (ainda que envolta em lenda), o dragão já estava ligado ao direito divino de governar. Mas foi com a dinastia Zhou (1046–256 a.C.) que essa associação se consolidou: o conceito do Mandato do Céu (天命) justificava o poder do imperador como escolhido dos céus, e o dragão era o animal simbólico dessa autoridade celestial.
Ele aparece nos estandartes, nas vestimentas e nos palácios imperiais, especialmente a partir da dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.), quando a mitologia chinesa passou a ser registrada com maior sistematização.
Na dinastia Tang (618–907), o império chinês viveu uma era de ouro cultural e artística, e o dragão atingiu um novo patamar simbólico. Já na dinastia Song (960–1279), consolidou-se a tradição de que apenas o imperador podia usar a imagem do dragão com cinco garras, os aristocratas e oficiais usavam versões com quatro garras.
Esse protocolo visual se tornou ainda mais rígido sob a dinastia Ming (1368–1644) e alcançou sua forma final na dinastia Qing (1644–1912), quando o dragão de cinco garras em amarelo sobre fundo azul se tornou o emblema oficial do trono imperial.
Mitologicamente, o dragão chinês é formado por pedaços de nove animais diferentes: tem chifres de veado, olhos de demônio, focinho de camelo, escamas de carpa, garras de águia, patas de tigre, bigodes longos, orelhas de boi e corpo de serpente. É uma criatura que integra o mundo terrestre e o celestial.
Muitos mitos contam que os dragões vivem nos oceanos e nos céus, podendo controlar as chuvas, trovões e ventos. Por isso, eles eram adorados em rituais agrícolas e orações por fertilidade. Quando havia secas ou enchentes, os camponeses suplicavam aos deuses-dragões para restabelecer o equilíbrio.
Os dragões também fazem parte dos mitos fundadores da própria civilização chinesa. Um dos mais conhecidos é o do Imperador Amarelo (Huangdi), uma figura semidivina considerada ancestral do povo chinês, que teria ascendido aos céus montado num dragão.
Outro mito narra que o lendário imperador Yandi, aliado de Huangdi, era filho de um dragão. Essas histórias mostram que, para o povo chinês, o dragão não é só um símbolo de poder político, ele representa uma conexão espiritual direta entre os céus, a terra e a linhagem dos governantes.
No imaginário coletivo, os dragões também estão presentes nos ciclos do tempo e da astrologia. O dragão é o quinto signo do zodíaco chinês e aparece a cada 12 anos. Nas tradições populares, as pessoas nascidas no ano do dragão são vistas como carismáticas, ambiciosas, líderes naturais e afortunadas. O ano do dragão é especialmente auspicioso para nascimentos, casamentos e inícios de projetos. Isso explica por que, por exemplo, em 2012 — o último ano do dragão — houve um aumento significativo na taxa de natalidade em várias regiões da China.
Mesmo após a queda do império em 1912, o dragão não foi abandonado. Ele continua sendo um símbolo de identidade nacional e espiritual. No Festival da Primavera (Ano Novo Chinês), as danças do dragão são um dos eventos mais marcantes: enormes figuras articuladas representando dragões ondulam pelas ruas, acompanhadas de tambores e fogos de artifício.
No Festival do Barco-Dragão (Duanwu Jie), celebrado no quinto dia do quinto mês do calendário lunar, equipes competem em barcos com cabeças de dragão, numa tradição que remonta ao período dos Reinos Combatentes (475–221 a.C.).
Na cultura pop, o dragão chinês também se transformou. Ele aparece em filmes de artes marciais, como O Tigre e o Dragão (2000), em animações como Mulan (1998), na forma do pequeno Mushu, e em games e RPGs modernos. A presença do dragão é sempre positiva, ligada à proteção, coragem e ancestralidade. Em jogos como Genshin Impact, por exemplo, dragões são entidades que guardam regiões e têm sabedoria milenar. Em séries chinesas de fantasia, como Ashes of Love (2018) e The Untamed (2019), o simbolismo do dragão aparece em clãs, linhagens mágicas e visões de poder.
Foto: reprodução/disney
Hoje, o dragão chinês é um verdadeiro patrimônio cultural. Está presente em logotipos, produtos turísticos, tatuagens, souvenirs, desfiles e identidade visual de empresas. Em 2024, por exemplo, o governo chinês iniciou uma série de exposições internacionais intituladas Dragon’s Spirit para promover o soft power da China por meio de sua mitologia. O dragão é um símbolo que une tradição e modernidade, orgulho e espiritualidade.
Para o povo chinês, o dragão continua sendo muito mais do que uma criatura lendária. Ele é a personificação de seu passado imperial, de sua ligação com o cosmos e da energia vital que continua moldando a identidade cultural da China no século XXI.
Coreia: o yong como símbolo de justiça divina, soberania espiritual e conexão com o povo
Na mitologia coreana, o dragão é chamado de yong (용) e compartilha muitas semelhanças com o lóng chinês, sobretudo no visual (corpo serpenteado, escamas, chifres e ausência de asas). No entanto, o yong coreano carrega significados distintos: ele é associado à justiça, à sabedoria, à proteção do povo e à integridade espiritual.
Ao contrário do dragão imperial chinês, símbolo exclusivo do trono, o dragão coreano se posiciona como um intermediário entre os céus e o mundo dos mortais, um guardião ético que vigia o destino do reino e age sempre a favor dos virtuosos.
A presença dos dragões na Península Coreana remonta aos tempos dos Três Reinos da Coreia: Goguryeo (37 a.C.–668 d.C.), Baekje (18 a.C.–660 d.C) e Silla (57 a.C.–935 d.C). Um dos episódios mais famosos dessa época está ligado ao rei Munmu de Silla, que pediu — em seu leito de morte, no ano 681 — para ser cremado e ter suas cinzas espalhadas no mar, pois desejava se transformar em um dragão marinho e proteger o país contra invasores.
Foto: reprodução/amino
Essa história fundacional simboliza a fusão entre realeza e espiritualidade no imaginário coreano, e o próprio túmulo subaquático de Munmu (que existe até hoje na costa de Gyeongju) é um local de reverência nacional.
Outra lenda famosa é a do dragão Imugi (이무기), uma criatura serpenteante que vive nas montanhas ou lagos e almeja se tornar um verdadeiro dragão celeste. Para isso, ele precisa capturar uma esfera mágica chamada yeouiju (여의주) e passar por um julgamento espiritual. Se for digno, ele ascende aos céus. Se não, permanece no limbo.
Essa narrativa, que aparece desde os textos antigos do reino de Goryeo (918–1392), é uma metáfora clara de transformação espiritual, luta moral e superação. O Imugi se tornou uma figura popular até hoje, aparecendo em webtoons, filmes e séries coreanas.
Na arte e na arquitetura dos reinos antigos, os dragões estão por toda parte. Telhados de templos budistas são adornados com dragões que olham para o céu, como forma de proteger o espaço sagrado de espíritos malignos. Os sinos das dinastias Goryeo e Joseon são tradicionalmente esculpidos com dragões em sua parte superior, simbolizando a voz dos céus que ressoa pela terra. A presença do yong também é constante nas vestimentas reais, nas bandeiras da dinastia Joseon (1392–1897) e até nos documentos oficiais da corte.
É importante destacar que o dragão coreano aparece muitas vezes como aliado do povo, não como seu governante. Enquanto na China o dragão representa o poder central e a supremacia do imperador, na Coreia ele frequentemente surge como uma figura justa que protege aldeões, recompensa os bons e pune os gananciosos. Essa diferença reflete aspectos fundamentais do confucionismo coreano e da tradição budista local, que colocam grande ênfase na moralidade, no bem comum e na harmonia coletiva.
Mesmo após a anexação da Coreia pelo Japão (1910–1945) e o apagamento simbólico de muitos ícones nacionais durante o período colonial, o yong permaneceu como símbolo cultural resistente. Na literatura moderna, ele foi resgatado como arquétipo de renascimento nacional.
Após a divisão das Coreias, em 1948, a Coreia do Sul manteve o dragão como parte de seu folclore e identidade visual, ainda que com menor presença oficial do que nos tempos monárquicos.
No entretenimento coreano, os dragões continuam em alta. No K-pop, o rapper G-Dragon (do BIGBANG) se apropriou do símbolo como parte de sua persona artística: ousado, criativo, único. Em K-dramas históricos, como The King: Eternal Monarch (2020) ou The Tale of the Nine-Tailed (2020), referências a dragões, portais interdimensionais e justiça espiritual são constantes.
Nos jogos coreanos, como Lineage e Black Desert, dragões são chefes sagrados ou aliados celestiais. Já no cinema, o Imugi aparece como criatura central no filme D-War (2007), uma produção sul-coreana que mistura mitologia tradicional com efeitos hollywoodianos.
O dragão coreano sobrevive porque é multifacetado: ele é sagrado, mas também próximo; ético, mas poderoso; ancestral, mas adaptável. Ele representa a alma espiritual de um povo que, ao longo dos séculos, enfrentou guerras, ocupações, divisões e reconstruções, e que encontrou, na figura mítica do yong, um símbolo eterno de esperança, força moral e proteção.
Sudeste Asiático: os nāgas como espíritos aquáticos, ancestrais divinos e protetores dos templos e dos povos
No Sudeste Asiático, a figura do dragão se manifesta de maneira distinta, porém igualmente sagrada: na forma das serpentes míticas chamadas nāgas. O termo nāga (derivado do sânscrito नाग) designa entidades espirituais serpentiformes que habitam rios, lagos, montanhas e o submundo.
Ao contrário do dragão chinês ou japonês, o nāga não tem corpo de vários animais, é uma cobra gigante, muitas vezes com múltiplas cabeças, que assume forma divina ou semidivina. Ele é associado à fertilidade, proteção, sabedoria ancestral, água e realeza, e aparece tanto nas religiões hinduístas quanto budistas, que moldaram a espiritualidade da região ao longo de milênios.
A presença dos nāgas nas mitologias do Sudeste Asiático começou com a expansão da cultura indiana por meio das rotas marítimas e do comércio, entre os séculos I e V d.C. Durante esse período, reinos como Funan (na atual região do Camboja e Vietnã), Srivijaya (Sumatra), e Chenla (predecessor do Império Khmer) incorporaram fortemente os elementos védicos e budistas. O nāga, que na Índia era tanto uma classe de deuses quanto um povo mítico, passou a ser visto como o guardião das águas e das terras férteis, essencial para a agricultura e os ciclos de vida dos povos do Mekong e seus afluentes.
Foto: reprodução/amino
Na Tailândia, o nāga é conhecido como Phaya Naga (พญานาค) e é considerado um espírito poderoso que vive nas profundezas do rio Mekong. De acordo com a lenda mais popular, os nāgas ajudaram Buda a cruzar o rio e o protegeram da chuva durante a meditação.
Essa devoção ao nāga se reflete em festivais como o Bung Fai Phaya Naga, realizado anualmente na cidade de Nong Khai, na fronteira com o Laos, durante o final da estação chuvosa. Neste festival, acredita-se que os nāgas lançam bolas de fogo do fundo do Mekong para o céu, um fenômeno misterioso que milhares de pessoas tentam testemunhar, considerado milagre pela população local.
Você já conhecia a história dos dragões? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades no mundo do entretenimento e da cultura.
Dois lançamentos revelam o olhar afiado de Emma Cline sobre a juventude, as falhas humanas e os jogos de poder nas relações
Com seu livro de estreia, Emma Cline rapidamente se consolidou como um nome de destaque na literatura contemporânea e foi reconhecida com importantes prêmios do setor. Agora, a autora norte-americana retorna às livrarias brasileiras com dois lançamentos pela Intrínseca.
Eleito um dos melhores livros do ano por diversos veículos de imprensa internacionais, o provocante A Convidada aborda temas como solidão e comportamentos autodestrutivos ao narrar a odisseia de uma jovem que se vê enganada por sua própria concepção de liberdade. Já a coletânea de contos Papai explora os meandros das dinâmicas de gênero e revela facetas sombrias da experiência humana.
Desafios em Long Island
Protagonista de A Convidada, Alex leva uma vida livre, mas instável. Após ser expulsa do apartamento que dividia com os colegas, a jovem aceita passar uma temporada em Long Island, na casa de praia de Simon, um homem mais velho com quem tinha se envolvido recentemente. No entanto, depois de constrangê-lo no jantar de uma amiga dele, acaba sendo dispensada com apenas uma carona até a estação de trem e uma passagem de volta para a cidade.
Imagem: reprodução/Intrínseca
Novamente sem ter aonde ir, Alex está disposta a tudo para não abrir mão do estilo de vida luxuoso que conheceu durante o verão. Com seu charme e algumas mentiras, ela se insere em uma série de armações para se infiltrar novamente na vida de Simon, mas deixa um inevitável rastro de destruição por onde passa — e o preço de suas escolhas pode ser mais alto do que imagina.
Contos
Já nos dez contos hipnotizantes dePapai, a autora retrata momentos em que a vida cotidiana se distorce. Em histórias curtas, mas afiadas, ela investiga as dinâmicas de poder presentes em diversos tipos de relacionamentos.
Imagem: reprodução/Intrínseca
Um pai ausente busca o filho no internato após o mesmo cometer um ato de violência chocante. A babá de uma família de celebridades se refugia em um rancho após um escândalo ser estampado nos tabloides. Uma jovem vende suas roupas íntimas para estranhos. Um hóspede famoso se interna em uma clínica de reabilitação no sudoeste dos Estados Unidos. Cada história traz questionamentos sobre dominação, conivência, desejo, moral e aspectos da masculinidade, formando um mosaico dos impulsos contraditórios que nos movem.
Com A Convidada e Papai, EmmaCline traça um retrato complexo e magnético das relações contemporâneas e mostra, mais uma vez, a força de seu texto, bem como sua visão única sobre as características que compõem o ser humano.
“Um romance inteligente, cuja leveza enganosa esconde uma estranha profundidade e uma originalidade impressionante.” — The Guardian, sobre A Convidada
Sobre a autora
Emma Cline nasceu nos Estados Unidos. Com As Garotas, seu livro de estreia, foi finalista do Center for Fiction’s First Novel Prize, do National Book Critics Circle’s John Leonard Prize e do Los Angeles Times Book Prize, além de ter sido premiada com o Shirley Jackson Award.
Os trabalhos de ficção de Cline já foram publicados em veículos como The New Yorker, Granta, The Paris Review e The Best American Short Stories. Ela foi agraciada com o Paris Review Plimpton Prize e com um prêmio O. Henry, além de ter sido escolhida como uma das Melhores Jovens Romancistas Americanas pela Granta.
Foto: reprodução/ DV DeVincentis
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Clássico do Studio Ghibli, animação retorna aos cinemas em agosto em versão remasterizada
Quase 30 anos após a estreia de Princesa Mononoke (1997), o filme do Studio Ghibli, renomado estúdio de animação japonês, retorna às salas de cinema em versão remasterizada e exibido no formato IMAX a partir de 21 de agosto.
Esta é uma oportunidade maravilhosa para que fãs de longa data e novas gerações de admiradores se deslumbrem com a atmosfera folclórica e épica criada por Hayao Miyazaki, vivenciando toda a grandiosidade visual e sonora como ela foi concebida para a tela grande.
Confira abaixo cinco motivos para mergulhar novamente (ou pela primeira vez) no universo de Princesa Mononoke:
Foto: divulgação/Sato Company
Um clássico atemporal de Hayao Miyazaki
Dirigido pelo mestre do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki, Princesa Mononoke é uma obra que transcende o rótulo de animação para se firmar como um épico cinematográfico. Sua narrativa profunda e visualmente deslumbrante cativa tanto fãs antigos quanto novos espectadores.
Foto: divulgação/Sato Company
Temas atuais e universais
Apesar de ter sido lançado em 1997, o filme dialoga diretamente com questões urgentes de hoje, como destruição ambiental, conflitos de interesse e convivência entre culturas. É uma história que instiga reflexão sem abrir mão da emoção.
Foto: divulgação/Sato Company
Versão remasterizada em IMAX
Pela primeira vez no Brasil, o público poderá vivenciar Princesa Mononoke no formato IMAX, com qualidade de imagem remasterizada e supervisão direta de Atsushi Okui, colaborador de longa data de Miyazaki. Uma oportunidade única de mergulhar nesse universo em escala grandiosa.
Foto: divulgação/Sato Company
Trilha sonora inesquecível de Joe Hisaishi
As composições orquestrais de Joe Hisaishi elevam a experiência a outro nível, criando uma atmosfera épica e, ao mesmo tempo, intimista. Ouvir essa trilha no cinema, com toda a potência sonora, é um presente para os ouvidos.
Foto: divulgação/Sato Company
Um marco na história da animação
Combinando animação tradicional e recursos digitais pioneiros, Princesa Mononoke estabeleceu novos padrões técnicos e narrativos. Essa exibição especial é mais do que um filme: é a celebração de um legado artístico que influenciou gerações de cineastas e animadores.
Foto: divulgação/Sato Company
Informações sobre a programação completa, redes de cinema participantes e ingressos estarão disponíveis em breve nas redes sociais da Sato Company.
Você já assistiu Princesa Mononoke? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X —, conta pra gente e não perca as novidades do mundo do entretenimento!
A drag queen brasileira traz diversidade e ritmo ao universo do K-pop com novo feat
A conexão entre Brasil e Coreia do Sul vai ganhar mais um capítulo. Na última sexta-feira (7), Pabllo Vittar revelou, em suas redes sociais, que lançará MEXE, em colaboração com o NMIXX, grupo feminino da JYP Entertainment.
Confira:
A música mistura inglês e português, e as integrantes do NMIXX também arriscaram algumas palavras em português, reforçando a conexão cultural entre os dois países. O ritmo traz uma forte influência do funk brasileiro, especialmente no refrão, evidenciando a crescente influência do gênero no universo do K-pop.
Com essa colaboração, Pabllo Vittar faz história ao se tornar a primeira drag queen a trabalhar com um grupo de K-pop, um marco para a diversidade na indústria musical. Em entrevista a Billboard Brasil, a cantora comentou a repercussão inesperada da parceria, considerando o conservadorismo da Coreia do Sul e a grande representatividade da JYP. “Pensei: será que a Coreia está pronta para isso?”, disse Pabllo, ressaltando o potencial impacto positivo para fãs gays e queer dentro e fora do país.
Além da música, MEXE contará com uma coreografia poderosa, e o videoclipe gravado na Coreia do Sul. Os looks foram inspirados no visual marcante do K-pop, trazendo atitude e estilo para a parceria. O single chega às plataformas em 21 de agosto.
Ansiosos por esse feat? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Instagram, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.
Voz das OSTs dos BLs tailandeses fará show único no país: “Sou muito grato pela música ter nos unido, mesmo estando em lados opostos do mundo.”
Matéria escrita por Paula Fernandes (@aoutrapaula)
Boy Sompob, estrela das OSTs tailandesas, fará uma apresentação única e exclusiva no Brasil. Será a estreia do artista no país, que está em sua primeira turnê internacional, com data fora da Ásia. O show BOY SOMPOB BOYS’ LOVE FIRST LIVE CONCERT IN BRAZIL acontece no dia 16 de agosto, no Teatro WTC, em São Paulo.
Imagem: reprodução/Deezer
Culturas asiáticas estão conquistando cada vez mais outras partes do mundo, principalmente através do entretenimento. A música tem sido uma das principais portas de entrada desses artistas em outros países. Por exemplo, as trilhas sonoras tailandesas, junto do sucesso dos dramas de TV, tem abraçado muitos fãs pelo mundo.
É nessa leva que estamos recebendo cada vez mais eventos que contemplam essas culturas no Brasil. Especificamente, o destaque da Tailândia é notável: são quase 20 eventos ao longo de 2025, entre cantores e atores. O próximo será com Boy, que é conhecido como Rei das OSTs por ser a voz que embala vários BLs famosos.
Com uma apresentação vocal encantadora e que marca presença no coração de um fandom emocionado, o artista chega ao Brasil trazendo vários clássicos dos BLs, como a trilha sonora de Love Sick, Until We Meet Again, Absolute Zero, Between Us, Fourever You e Love By Chance. Além disso, ele traz seu álbum solo, Vanilla Sky, com canções que já abraçam o coração dos fãs, tal como faz através das OSTs dos dramas tailandeses.
O Entretetizei conversou com o Boy Sompob sobre música, carreira, cultura, sonhos e fãs. O artista está empolgado para sua primeira experiência no Brasil e mostrou, com muita gratidão, o poder que a música e as trocas culturais têm em unir as pessoas, independentemente das distâncias e das dificuldades.
Entretetizei: O público brasileiro tem demonstrado grande abertura para artistas de fora, especialmente da Ásia. Plataformas digitais e redes sociais permitiram que artistas tailandeses, como Jeff Satur e Gawin Caskey, viralizassem no Brasil conquistando um grande público, superando barreiras linguísticas e culturais. Como você enxerga essa recepção dos brasileiros à música tailandesa?
Boy Sompob: Antes de tudo, gostaria de expressar minha mais profunda gratidão a todos os fãs no Brasil por abraçarem tão calorosamente o entretenimento tailandês. Acredito verdadeiramente que cada artista tailandês se sente profundamente grato ao ver seu trabalho alcançar pessoas ao redor do mundo. É realmente extraordinário que a música já não esteja mais limitada por barreiras linguísticas. Estou imensamente feliz por saber que as emoções e mensagens contidas nas minhas músicas, e nas dos meus colegas artistas da Tailândia, chegaram e tocaram os corações dos fãs brasileiros. Agradeço sinceramente do fundo do meu coração.
E: O crescimento do consumo de produtos culturais asiáticos (do K-pop ao T-pop) abriu portas para que ganhassem novos públicos em mercados distantes como o brasileiro. Para você, o que significa ver seu trabalho sendo apreciado fora da Tailândia e da Ásia? Na sua visão, qual contribuição a música tailandesa pode oferecer?
Boy: Para mim, ter a oportunidade de me apresentar no exterior é um sonho se tornando realidade, especialmente cantando em tailandês, o que antes parecia quase impossível em um palco global onde o inglês é, muitas vezes, a língua dominante. Mas hoje, esse sonho está se tornando realidade aos poucos em muitos países, inclusive no Brasil. Sinto-me incrivelmente grato. Acredito que a música de cada país possui seu próprio charme único, e espero que a música tailandesa possa ser um dos muitos gêneros que trazem alegria às pessoas ao redor do mundo. Quanto às minhas próprias músicas, originalmente compostas para dramas Boys’ Love, espero sinceramente que elas também tragam felicidade aos fãs.
E: O chamado “soft power” asiático, puxado inicialmente pelo sucesso da Coreia e do Japão, influenciou a percepção mundial sobre as diversas culturas do continente e multiplicou o interesse em outros nichos musicais, incluindo o pop tailandês. Como você percebe o impacto desse avanço de outras culturas asiáticas sobre a oportunidade para artistas tailandeses expandirem seu público?
Boy: Do meu ponto de vista, uma das formas mais influentes de soft power da Tailândia é o conteúdo Boys’ Love. É justo dizer que a Tailândia produz mais séries BL do que qualquer outro lugar do mundo, com histórias Girls’ Love começando a seguir o mesmo caminho.
E: Quais são os maiores desafios para conquistar novos públicos em países onde a cultura tailandesa ainda é pouco conhecida, como o Brasil?
Boy: Para mim, pessoalmente, o maior desafio é expandir o público da música tailandesa para além dos fãs do gênero BL. No entanto, só de saber que os fãs de Boys’ Love amam minha música já é algo extremamente significativo e gratificante. Se, por acaso, minhas músicas alcançarem ainda mais ouvintes fora desse espaço, será apenas um bônus, um presente pelo qual serei muito grato.
E: Quais são os próximos passos que você gostaria de dar profissionalmente e qual sonho pessoal você ainda quer realizar?
Boy: Este ano, meu foco tem sido nas apresentações internacionais, do Japão e das Filipinas ao Brasil e a vários outros países da Ásia. Está sendo uma jornada emocionante para mim. Um dos meus sonhos pessoais é lançar um álbum que reflita minhas próprias experiências de vida, não apenas voltado aos temas de Boys’ Love. Já lancei esse álbum, intitulado Vanilla Sky. É uma obra que se afasta de qualquer narrativa fixa ou formato preestabelecido. Eu adoraria que vocês o ouvissem e o experimentassem livremente, como ele realmente é.
E: A interação com o público brasileiro costuma ser marcante para artistas internacionais. É um público engajado e apaixonado. Que tipo de retorno ou interação surpreendeu você vindo especificamente de fãs brasileiros? Você já pensou em colaborações com artistas brasileiros?
Boy: Ouvi tantas coisas incríveis sobre como os fãs brasileiros são acolhedores e carinhosos, especialmente sua energia, seus gritos e seu apoio constante aos artistas. Estou muito empolgado e espero, de verdade, entregar um show que vocês curtam e guardem com carinho na memória. Sobre possíveis colaborações com artistas brasileiros, estou absolutamente aberto e entusiasmado com essa ideia. Se algum artista brasileiro quiser colaborar, entre em contato a qualquer momento!
E: Falta pouco para o seu encontro com os fãs brasileiros. Qual é a sua expectativa? Deixe um recado especial para o público!
Boy: A todos os meus fãs brasileiros, muito obrigado pelo apoio contínuo. Cada demonstração de amor e encorajamento me dá força e inspiração para continuar criando e crescendo como artista, todos os dias. Isso significa o mundo para mim. Sou muito grato pela música ter nos unido, mesmo estando em lados opostos do mundo. É algo realmente mágico. Mal posso esperar para ver todos vocês no show. Farei o meu melhor e, mais importante, espero que isso traga felicidade a vocês. Obrigado por tudo.
Imagem: reprodução/MAW produtora
O show promete envolver o público com as lembranças dos BLs e com todo o carisma que Boy carrega consigo em todas as performances. Os fãs ainda terão momentos variados de interação com o artista e poderão guardar mais esse momento único de carinho com um artista tão querido
A apresentação acontece dia 16 de agosto, próximo sábado, no Teatro WTC, em São Paulo (SP). O evento é uma iniciativa da MAW produtora e os ingressos estão disponíveis na Shotgun. A partir de R$ 200, os fãs terão acesso a itens colecionáveis e interações individuais com o cantor, como fotos e hi-touch. É uma oportunidade verdadeiramente única!
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Saiba quem são os novos atores que participarão da série e quando começam as gravações
Mais uma dizi que promete muitas emoções! Çok Uzak, Çok Yakın (tradução livre: Tão Longe, Tão Perto), a adaptação do drama sul-coreano Enganos e Mentiras (Lies of Lies, 2020), é uma das apostas do canal NOW para a próxima temporada de séries na Turquia, que começa em setembro.
Ainda sem data de estreia definida, as gravações da produção da Medyapım, estrelada por Funda Eryiğit (Ayşe) e Caner Cindoruk (Kemal) e dirigida por Yunus Ozan Korkut, começam no dia 20 de agosto.
Elenco
Além dos protagonistas, foi divulgado anteriormente que a atriz Zerrin Tekindor dará vida à İlter, sogra de Ayşe, e Azra Aksu interpretará Öykü, filha que Ayşe quer reencontrar.
Novos nomes também se juntaram ao elenco. Serhat Özcan (Yargı: Segredos de Família, 2021) e Günay Karacaoğlu (Leyla: Hayat… Aşk… Adalet…, 2024) serão Memduh e Sevtap, os pais de Kemal; Sema Öztürk (Kızılcık Şerbeti, 2022) interpretará a personagem Pelin; e Cem Sürgit (Uzak Şehir, 2024) fará o papel de Caner, colega de trabalho de Kemal.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Além deles, a atriz Zeynep Özder (Alparslan: Büyük Selçuklu, 2021) também fará parte do elenco. Ela dará vida à Pınar, esposa de Kemal (Caner Cindoruk).
Foto: reprodução/Instagram @zeynep_ozder
Enredo
O enredo gira em torno de Ayşe (Funda Eryiğit), uma mulher acusada injustamente pela morte do marido. Presa por um crime que não cometeu e grávida, dá à luz na cadeia e sua filha lhe é tirada enquanto ainda está na prisão. Anos depois, ao se ver livre, elabora um plano arriscado para se aproximar da menina que nunca pôde criar e recuperá-la.
Kemal (Caner Cindoruk), um apresentador de televisão com um forte senso de justiça, ajudará Ayşe a revelar a verdade sobre o crime que não cometeu.
Misturando drama, segredos e reviravoltas emocionantes, a série promete prender o público do início ao fim.
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