Em nova aposta da TRT Tabii, atriz abandona o projeto por desacordos contratuais
Produzido por İbrahim Elma e assinado pelo Medyafikir Kulübü, a dizi é uma das estreias mais ambiciosas do ano. A direção é de Aytaç Çiçek, e o roteiro leva as assinaturas de İbrahim Elma, Kemal Çelik e Pınar Uysal.
Segundo fontes próximas à produção, a atriz anunciada como parceira de cena de Alperen Duymaz decidiu deixar o projeto poucos dias antes do início das filmagens, previstas para este fim de semana em Şanlıurfa. Devido à mudança, iniciou-se uma nova rodada de audições para o papel de Rana, a protagonista feminina da trama.
Foto: reprodução/Instagram @1bersenaltuntas
Enredo da série
Beklenen Mehdi (tradução livre: Esperando Mehdi) acompanha Ahrar Zakirov, um agente de inteligência de origem uzbeque, interpretado por Alperen Duymaz, em uma narrativa que promete combinar elementos de ação, romance e dilemas morais.
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Leituras rápidas, sustos duradouros: uma seleção de narrativas que mostram o poder do terror em poucas páginas
O Halloween é o momento ideal para se entregar a histórias sombrias, cheias de mistério, medo e tensão. A literatura de horror sempre fascinou leitores ao explorar os limites entre o real e o imaginário, e os contos são, talvez, a forma mais poderosa de provocar esse arrepio em poucas páginas.
Foto: reprodução/Instagram @kels.novelles
De casas assombradas a obsessões silenciosas, esses relatos condensam o medo com maestria, revelando como o terror pode estar tanto no sobrenatural quanto no cotidiano.
A seguir, o Entretetizei preparou uma seleção de sete contos clássicos que atravessaram gerações e continuam a causar arrepios.
Casa Tomada – Julio Cortázar
Foto: divulgação/Companhia das Letras/Entretetizei
Publicado em 1946, o conto faz parte da coletânea Bestiário (2025) e é um dos mais conhecidos do autor argentino.
Em poucas páginas, Cortázar cria uma atmosfera inquietante ao narrar a rotina aparentemente pacata de dois irmãos que vivem sozinhos em uma casa antiga. Até que sons misteriosos começam a se propagar pelo imóvel, fazendo com que o leitor desconfie que nada é tão simples como parece.
Sem recorrer a explicações óbvias, o autor transforma o cotidiano em um pesadelo sutil, explorando o medo do desconhecido e o desconforto do que é inexplicável.
Lançado originalmente em 1960 na coletânea Kiss Kiss e publicado no Brasil na reunião de contos Beijo (2007), a narrativa mostra um lado pouco conhecido de Dahl, mais famoso por suas histórias infantis.
Aqui, o autor mergulha no terror psicológico, acompanhando um jantar aparentemente banal que revela camadas de obsessão e perversidade.
Com seu estilo irônico e preciso, Dahl conduz o leitor a um desfecho tão desconcertante quanto perturbador.
A Causa Secreta – Machado de Assis
Foto: divulgação/Via Leitura/Entretetizei
Publicado em 1885, o conto está presente na coletânea Várias Histórias (2017).
Machado revela sua faceta mais sombria ao narrar a história de um homem aparentemente comum, mas que esconde um prazer mórbido em observar o sofrimento alheio.
Com sutileza e crueldade, o autor transforma o cotidiano carioca do século XIX em um retrato da perversidade humana sem precisar recorrer a nenhum fantasma.
A Aparição – Guy de Maupassant
Foto: divulgação/Companhia das Letras/Entretetizei
Publicado em 1883, o conto integra diversas antologias do autor francês – como o livro 125 Contos de Guy de Maupassant (2009) –, que ficou conhecido por seu talento em mesclar o realismo e o sobrenatural.
Em A Aparição, um homem revisita lembranças do passado e revela um encontro que desafia toda lógica, tornando-se um dos relatos de fantasmas mais inquietantes da literatura.
Com sua escrita direta e melancólica, o autor constrói uma narrativa sobre memória, perda e loucura, onde o medo surge menos do além e mais da mente humana.
A Vênus de Ille – Prosper Mérimée
Foto: divulgação/Editora Zahar/Entretetizei
Publicado em 1837, o conto é considerado uma das primeiras histórias de horror moderno da literatura francesa. No Brasil, ele pode ser encontrado na coletânea Carmen e Outras Histórias: Edição Comentada (2015).
Durante escavações em uma pequena cidade, uma estátua antiga de Vênus é encontrada, e ela é tão bela quanto assustadora. Contudo, eventos estranhos começam a acontecer quando um casamento se aproxima.
Mérimée combina mitologia e terror gótico em um enredo de atmosfera densa, repleto de presságios e simbolismo.
As Ruínas Circulares – Jorge Luis Borges
Foto: divulgação/Companhia das Letras/Entretetizei
Escrita em 1940 e publicada na coletânea Ficções em 2007, no Brasil, a história é um clássico do fantástico latino-americano. Um homem chega a ruínas antigas com um propósito misterioso: sonhar um ser humano. Aos poucos, Borges transforma esse desejo em uma reflexão sobre criação, identidade e realidade.
Mais filosófico do que aterrorizante, o conto assombra pelo desconforto existencial que provoca e pela ideia de que, talvez, sejamos o sonho de outro alguém.
Retrato Oval – Edgar Allan Poe
Foto: divulgação/Editora Manole/Entretetizei
Publicado em 1842, o conto faz parte da coletânea Contos do Grotesco e do Arabesco: 27 Contos Selecionados (2018). Ambientado em um castelo sombrio, o conto acompanha um homem que descobre um retrato fascinante e o mistério em torno da mulher retratada.
Com sua escrita melancólica e obsessiva, Poe constrói uma parábola sobre arte, beleza e destruição, provando por que é um dos mestres absolutos do horror gótico.
Esses contos mostram que o horror não precisa de monstros visíveis para nos perturbar. O medo pode estar em um olhar, em um quadro, em uma lembrança ou em uma casa que parece viva demais. Neste Halloween, vale acender uma luz a menos, abrir o livro certo e deixar o terror literário ocupar cada canto da mente.
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O filme oferece um ótimo retrato sobre o envelhecimento, mas falha ao tentar fazer o público simpatizar com um ex-colono português
[Contém spoilers]
[Texto com conteúdo sensível]
Em Coração das Trevas, romance de 1899 escrito por Joseph Conrad, o leitor encontra uma das primeiras denúncias da violência do projeto imperialista britânico a partir das experiências do narrador, Charles Marlow, no Congo Belga.
A obra faz parte do cânone literário inglês e é celebrada pela admissão de crimes de guerra e da barbaridade por parte dos colonos no continente africano, mas ainda reproduz muitos dos comportamentos racistas e desumanizantes que justificaram a expedição colonial. Quando eu assisti A Memória do Cheiro das Coisas (2025), filme português dirigido e co-roteirizado por António Ferreira, esse romance imediatamente me veio à cabeça, mas, se Conrad tinha a ideologia e a mentalidade da época como desculpas, Ferreira pode se refugiar somente na ingenuidade do público.
No longa, José Martins interpreta Seu Arménio, um ex-combatente português assombrado por suas memórias de guerra que é colocado em uma casa de repouso por seu filho. Entre as consequências de seu trauma e a piora de sua saúde, Seu Arménio se aproxima de Hermínia (Mina Andala), sua cuidadora negra.
A Memória do Cheiro das Coisas oferece uma contemplação muito interessante sobre o envelhecimento, a fragilidade humana e o sentimento de alienação e de abandono em pessoas idosas e, nesse sentido, há muito o que elogiar na direção de António Ferreira.
Ainda que tenha pouco mais de 90 minutos de duração, a produção é composta por cenas longas, que se detêm na dificuldade de uma senhora em cruzar o corredor ou do protagonista em abotoar suas camisas e até mesmo em tomar banho sozinho, reduzindo o ritmo do filme e colocando o público nesse lugar de estagnação e dependência junto dos personagens.
Em uma cena, antes de dormir, Seu Arménio pergunta ao seu enfermeiro sobre sua família e, enquanto coloca fraldas no idoso, o cuidador responde com orgulho que seu filho “já consegue fazer tudo sozinho”.
Foto: divulgação/Muiraquitã Filmes
A Memória do Cheiro das Coisas se passa quase que completamente dentro da casa de repouso, cujas janelas não abrem, ainda que permitam observar o mundo do qual, de repente, o personagem já não faz mais parte. A predominância de planos médios e planos detalhes, somada a uma câmera quase sempre estática, também contribuem para uma atmosfera claustrofóbica e de enclausuramento, que emula a dificuldade dos personagens em se movimentar livremente.
A atuação de José Martins também merece uma atenção especial. O peso e o trauma dos anos que viveu, o cansaço e a frustração são expressas com absurda sinceridade e naturalidade.
Infelizmente, contudo, A Memória do Cheiro das Coisas não tematiza somente o envelhecimento, e é quando decide explorar o racismo e as consequências da Guerra de Libertação das antigas colônias portuguesas que o filme expõe o quanto seus realizadores parecem não ter superado seus próprios preconceitos e fantasias de hegemonia colonial.
Foto: divulgação/Muiraquitã Filmes
Entre os anos 1961 e 1974, no que ficou conhecido como a Guerra Colonial Portuguesa, o Estado português levou seu exército para as colônias africanas em uma tentativa fracassada de assegurar seu poder sobre Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, que ainda estavam sob domínio de Portugal.
Na época, o personagem de Seu Arménio serviu aos interesses portugueses em Angola e, no presente da narrativa, sofre com as memórias e os traumas de seu tempo em combate, que, de alguma forma, é usado como justificativa para o seu racismo, com ele enxergando todas as pessoas negras como terroristas.
Centralizar o testemunho de um ex-combatente não é inerentemente ruim, uma vez que esse resgate poderia ser feito com um interesse crítico. Mas A Memória do Cheiro das Coisas tenta equiparar a resistência paramilitar africana à violência colonial portuguesa, como se ambos os lados fossem igualmente selvagens e passíveis de repreensão – ainda que só um desses lados receba o título de terrorista no longa.
Foto: divulgação/Muiraquitã Filmes
Há duas cenas em particular em que o personagem se abre sobre suas experiências em combate que valem ser comentadas. Na primeira, com sua terapeuta, ele narra de forma mórbida como é mais difícil do que parece decapitar alguém: “As pessoas pensam que é só passar uma faca, mas não. Há ossos, músculos, veias, tendões… gritos, muito gritos. Gritos sobretudo de crianças. As cabeças só se calam quando são espetadas numa estaca.”
A cena sugere que Seu Arménio não foi um participante passivo na expedição colonial. Contudo, em outro momento, quando o personagem conta de quando foi sequestrado por um grupo paramilitar, vemos, detalhada com muito mais horror e sensibilidade, a violência da qual foi vítima, configurando um dos exemplos mais notáveis de como A Memória do Cheiro das Coisas está interessada em redimir seu protagonista antagonizando os povos angolanos que tentou dominar.
Não há cenas em que ele demonstra se arrepender de representar interesses coloniais, e sua maior vergonha parece ser o medo que sentiu quando foi sequestrado. Mesmo os movimentos de redenção no último ato são voltados para os seus comportamentos racistas com Hermínia em particular, não para o fato de ter cometido crimes de guerra.
Foto: divulgação/Muiraquitã Filmes
Quando a personagem de Hermínia é apresentada, Seu Arménio a chama de “minha pretinha” depois de tocá-la à força. Ainda que ela se defenda e seja firme ao repreendê-lo, o que se segue são cenas dele gradativamente aprendendo a respeitá-la conforme percebe que ela é uma das poucas cuidadoras que de fato se importa com os idosos da instituição, tudo isso a despeito de ela ser uma mulher negra.
Além disso, um dos momentos mais importantes de conexão entre os dois é quando Hermínia revela que seu pai também lutou na Guerra Colonial Portuguesa ao lado de Portugal, ou seja, ela não era como aqueles terroristas africanos.
Claro, ela é uma personagem interessante e é interpretada com maestria por Mina Andala, mas, em A Memória do Cheiro das Coisas, nos deparamos novamente com uma história em que pessoas pretas precisam conquistar sua dignidade e provar a pessoas brancas que são diferentes das fantasias desumanizantes as quais são submetidos e, por isso, somente sob essa premissa, merecem respeito. No filme, esse contexto é agravado pelo fato de Hermínia, que facilmente perdoa o comportamento do protagonista, ter que cuidar de Seu Arménio.
Foto: divulgação/Muiraquitã Filmes
A Memória do Cheiro das Coisas é ótimo quando reflete o envelhecimento e a forma como pessoas idosas são destratadas e descartadas na nossa sociedade. A fotografia e a direção do filme são muito eficazes quando preocupadas em representar o encolhimento e desaceleração do mundo de pessoas idosas.
Mas logo se torna refém da nostalgia portuguesa e vítima das próprias críticas quando tenta ser mais uma história sobre um homem branco que deixa de ser racista após ser forçado a conviver com uma pessoa negra que ele julga digna de humanização. Quantas vezes já vimos histórias como essas?
A Memória do Cheiro das Coisas estreia nos cinemas nacionais dia 30 de outubro.
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Músico apresentou o single pela primeira vez em um show em Agosto
Kevin Jonas anunciou neste domingo (26) a data de lançamento da música solo, Changing. A canção chega às plataformas digitais em 20 de Novembro.
Essa é a primeira produção do músico inteiramente em sua voz. Membro da banda Jonas Brothers desde 2005, Kevin participa com harmonizações com sua voz e, principalmente, na guitarra e violão, mas se aventurou pela primeira vez em agosto durante um show da turnê Greetings From Your Hometown, em Boston. Ele apresentou a canção em outros shows desde então. Ouça:
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Foto: Reprodução capa do álbum Solo ao vivo no Rio de Janeiro
A gravação aconteceu ao vivo no Rio de Janeiro
O cantor e compositor Junior disponibilizou no dia 23 de outubro, quinta-feira, a primeira parte do novo álbum.Solo ao vivo no Rio de Janeiro cria uma atmosfera intimista, o cantor traz aos versos muitos sentimentos honestos, se conectando com o público de uma forma humana e sensível.
O novo projeto revisita composições do cantor com uma roupagem mais madura e atualizada, como na canção “libertar“ lançada em 2003 – após vinte anos, recorda o passado com as notas do presente.O Solo ao vivo no Rio de Janeiro, foi gravado em um show do músico na capital carioca, o cantor compartilhou nas suas redes sociais a emoção de dividir com o público esse momento e agradeceu aos fãs por “cada som, cada momento, cada energia trocada“.
As faixas musicais contam com a participação de grandes artistas brasileiros. Lucas Nage e Victor Key colaboram na criação da canção “Passar dos Danos“, a interpretação de Junior e Victor conta a história de um romance intenso, animando os ouvintes.
O lado rockeiro de Junior, é demonstrado na música “Cena de Filme”, em parceria com Thalles:as guitarras pesadas demonstram a diversidade musical do cantor. Ao longo do Solo, essa pluralidade fica cada vez mais evidente. Saindo do rock, Junior adentra o mundo do soul com “Da para ser leve” e “Super-Herói”, a última já conhecida pelos que acompanharam a dupla Sandy e Junior, mas os fãs serão surpreendidos com a recriação do sucesso.
O Solo no Rio de Janeiro é a primeira parte da nova era do ex-integrante da dupla Sandy e Junior. Para aqueles que desejam ver ao vivo, o cantor abre vendas da turnê e logo se apresentará em São Paulo.
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Aos 90 anos, Maurício de Sousa segue desenhando o Brasil com a mesma ternura de quem acredita que a infância ainda cabe no mundo
Maurício de Sousa sempre disse que desenhar era o jeito que encontrou de conversar com o mundo. E talvez seja por isso que, por tantas décadas, ele tenha falado com a gente de um jeito que nenhum adulto conseguia. Antes de entender o que era política, desigualdade ou saudade, ele já nos explicava tudo isso em balõezinhos coloridos, entre o coelhinho azul da Mônica e uma risada do Cebolinha tentando bolar mais um plano infalível.
Era simples, mas nunca simplório. Suas histórias tinham algo de magia cotidiana. A rua virava universo, o Bairro do Limoeiro se tornava um planeta inteiro. E a gente, leitores de pés descalços e olhos curiosos, acreditava que aquele mundo era o mesmo da nossa esquina.
Há quem diga que os gibis de Maurício foram o primeiro livro de muita gente. E é verdade. Quantas mães não deixaram o filho escolher um gibi na banca como recompensa? Quantas mochilas não carregavam um volume amassado da Turma da Mônica entre os cadernos? Era o início de uma alfabetização diferente, uma alfabetização sentimental. Porque, antes das letras, a gente aprendia o que era amizade, empatia, perdão.
Maurício foi, para o Brasil, o que Walt Disney foi para o mundo: um contador de histórias que nunca precisou de castelos para criar magia.
Foto: reprodução/gazeta do povo
A genialidade dele estava justamente na simplicidade. Não precisou inventar superpoderes, heróis galácticos ou tramas mirabolantes. Bastava uma menina dentuça e forte, um garoto travesso, uma amiga gulosa, um menino que fugia do banho e um cachorro azul sonhador para conquistar o coração de milhões.
O segredo era o olhar carinhoso com que enxergava o humano. Ele não criava personagens, criava pessoas espelhadas em gente de verdade. E talvez por isso Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão nunca tenham envelhecido. Eles pertencem a uma infância que continua viva dentro de nós.
A cada traço, Maurício desenhava não só o rosto dos personagens, mas o retrato do Brasil que queria ver: diverso, sonhador, cheio de jeitos únicos, mas com espaço para todos. Ele acreditava no poder do afeto como forma de resistência. Quando o país enfrentava censura, desigualdade e crise, ele insistia em falar de amor, de brincadeira, de amizade. O que parecia simples era, na verdade, revolucionário.
Hoje, aos 90 anos, ele continua sendo essa força mansa. Alguém que não grita, mas muda o mundo com um lápis. E, ao olhar para trás, é impossível não sentir um nó na garganta. A gente cresceu, mas as histórias dele ficaram lá, intactas, como um abraço guardado na gaveta da infância.
O Bairro do Limoeiro dentro da gente
Se você fechar os olhos agora, provavelmente vai ouvir o barulho da bola batendo no chão, o grito da Mônica indignada ou o som das risadas ecoando da casa da Magali. O Bairro do Limoeiro nunca foi só um lugar de papel. Era um pedaço do Brasil que cabia dentro de cada leitor.
Maurício criou um universo onde tudo parecia familiar. O beco onde o Cascão se escondia podia ser o quintal da nossa avó. A pracinha onde eles brincavam parecia a rua da frente. E o Sansão, ah, o Sansão, era quase um amigo imaginário coletivo.
A Turma da Mônica não era apenas um grupo de personagens. Era uma extensão da nossa vida. Um lembrete constante de que a infância não termina, ela só muda de forma.
Foto: reprodução/ centro de memória da secretaria municipal de São Paulo
A força desse universo está nos detalhes. Mônica não é só uma menina brava, é determinada, justa, carinhosa e leal. Cebolinha, com suas trocas de letras, é o retrato da persistência disfarçada de traquinagem. Magali, com sua fome eterna, é o símbolo mais doce da aceitação, alguém que nunca precisou mudar para caber. E Cascão, o menino que não gosta de banho, virou símbolo de autenticidade antes mesmo da palavra virar moda. Maurício não criou estereótipos, criou espelhos.
Com o tempo, esse mundo cresceu junto com o público. Vieram as versões adolescentes, os filmes, as séries, os games, os musicais. Mas nada substitui a sensação de folhear um gibi e sentir o cheiro de papel e tinta. É quase um portal. Ler Maurício é como visitar uma casa antiga. A gente entra, percebe que tudo está igual e, por um instante, volta a ser criança.
E o mais bonito é que ele nunca perdeu o tom. Mesmo com novas gerações e tecnologias, Maurício soube preservar a essência do Limoeiro, aquele sentimento de que, apesar das diferenças, todo mundo pertence a algum lugar. Ele fez da infância uma linguagem universal. Uma língua que não envelhece.
Entre o traço e o tempo, o homem que nunca deixou de sonhar
A história de Maurício de Sousa começa muito antes da fama, quando o lápis ainda era uma extensão das suas mãos pequenas. Nascido em 27 de outubro de 1935, em Santa Isabel, interior de São Paulo, ele cresceu observando o pai, barbeiro e poeta, e a mãe, contadora de histórias nata. Foi com eles que aprendeu o poder da imaginação e da palavra. E foi no silêncio dos cadernos escolares que descobriu que desenhar era o seu jeito de existir.
Antes de ser o pai da Mônica, trabalhou como repórter policial. É curioso pensar que alguém que se tornaria sinônimo de cor e ternura tenha começado em meio a manchetes de crimes. Talvez tenha sido ali que ele aprendeu sobre a complexidade humana. Enquanto registrava o lado duro da realidade, sonhava com um mundo onde a bondade ainda tivesse espaço. Da redação, levava histórias reais. De casa, levava o sonho de fazer as pessoas sorrirem.
Foto: reprodução/Jovem Nerd
Em 1959, esse sonho ganhou forma e nome: Bidu. O cachorro azul e seu dono, Franjinha, foram os primeiros personagens publicados por Maurício no jornal Folha da Manhã. A partir dali, o lápis nunca mais parou. Vieram Cebolinha, Mônica, Magali, Cascão, e um império começou a nascer. Um império feito de afeto.
Enquanto o mundo mudava, com crises e transformações, Maurício permanecia diante da prancheta, acreditando que o humor e a ternura ainda eram formas legítimas de mudar o mundo.
Com o tempo, o traço evoluiu, mas a alma permaneceu a mesma. A cada década, ele reinventou sua Turma sem nunca traí-la. Criou novos personagens, abriu espaço para vozes diversas, abraçou pautas sociais e ambientais antes que fossem tendência. De repente, o Limoeiro ganhou companhia. Vieram Chico Bento, com seu jeito poético do interior; Piteco, das cavernas; Papa-Capim, da floresta. Todos mostravam um Brasil plural e vivo.
E, mesmo aos 90 anos, ele não parou. Hoje, com um estúdio cheio de artistas e milhares de páginas publicadas, Maurício continua sonhando com o mesmo brilho do garoto que rabiscava cadernos no interior. Ele não vê a idade como limite, mas como combustível. Enquanto tiver ideias, quer continuar criando.
E é por isso que, mesmo quando o tempo tenta correr, ele caminha ao lado dele, devagar, sereno, com o lápis na mão.
O Brasil que nasceu do lápis de Maurício e aprendeu a sonhar colorido
Maurício de Sousa nunca precisou escrever discursos sobre o Brasil para mostrá-lo ao mundo. Bastava abrir um gibi. Lá estava o país que ele acreditava: colorido, diverso, vivo e cheio de sotaques. Um Brasil que falava de si mesmo sem vergonha de parecer simples. Em cada personagem havia um pedacinho de nós do interior, da cidade grande, da praia, do sertão, do asfalto e da terra batida.
Ele entendeu cedo que desenhar o Brasil era também assumir o compromisso de representá-lo com carinho. Chico Bento, por exemplo, não era uma caricatura da vida no campo, era uma homenagem. Maurício deu voz ao menino que fala errado, mas pensa certo, que vive longe da cidade, mas entende o valor das coisas. Já Papa-Capim e Jurema nasceram para falar da natureza e da cultura indígena, em um tempo em que pouca gente se preocupava com isso. Ele plantava consciência nas entrelinhas das aventuras.
Foto: reprodução/Folha
E o mais incrível é que ele fez tudo isso sem nunca deixar de ser leve. Enquanto outros autores precisavam gritar para serem ouvidos, Maurício ensinou com ternura. Sua crítica vinha disfarçada de riso, sua lição vinha num balão de fala. Ele falava com todos, crianças e adultos, ricos e pobres, sem precisar mudar o tom. Era universal porque era humano.
No fundo, os gibis da Turma da Mônica sempre foram sobre convivência. Sobre aprender que o diferente não é inimigo, que errar faz parte, que rir junto é melhor do que vencer sozinho. Maurício construiu um país ideal dentro das páginas, e o mais bonito é que, por alguns minutos, a gente acreditava que ele podia existir fora delas também.
Hoje, reler essas histórias é como revisitar uma fotografia antiga. O Brasil mudou, o mundo mudou, mas aquele sentimento ainda está lá: a esperança de que a vida pode ser boa, de que as pessoas ainda têm conserto, de que a amizade é, sim, uma força política. Maurício não desenhou só personagens. Ele desenhou um país possível.
A Turma da Mônica e o legado que cresceu junto com quem aprendeu a ler
Há histórias que a gente lê e há histórias que crescem com a gente. A Turma da Mônica é dessas. Ela estava ali quando rabiscamos o primeiro nome, quando sentimos o primeiro medo sem saber explicar, quando rimos sem motivo. Ela acompanhou o Brasil por mais de seis décadas, mas ainda conversa com qualquer criança que abra um gibi pela primeira vez.
É curioso como o tempo nunca conseguiu envelhecer o Limoeiro. O traço muda, o papel muda, mas o espírito continua o mesmo. O leitor muda de idade, mas o sorriso não muda de lugar. Hoje, há pais que leem para seus filhos as mesmas histórias que aprenderam a ler quando eram pequenos. E há algo de comovente nisso, o mesmo gibi que ensinou o pai a decifrar palavras agora ensina o filho a decifrar o mundo.
A Turma da Mônica não foi feita para passar o tempo. Ela foi feita para acompanhar o tempo. Esteve presente em salas de espera, em viagens longas, em tardes silenciosas, em escolas e merendas. Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão e Bidu deixaram de ser personagens e viraram uma presença, uma companhia que não pede atenção, mas sempre fica por perto.
Foto: reprodução/MSP
Talvez seja por isso que tantos adultos, ao reencontrar um gibi antigo, sintam aquele aperto doce no peito. Não é nostalgia gratuita. É reconhecimento. É a memória lembrando de quem fomos antes que o mundo nos pedisse pressa.
Com o passar dos anos, o universo do Limoeiro se abriu. Vieram a Turma da Mônica Jovem, os filmes, as animações, os musicais. E o público seguiu junto, não por hábito, mas por vínculo. Era como reencontrar velhos amigos, os mesmos, mas com novas histórias para contar.
O mais admirável é como Maurício conseguiu caminhar junto com o tempo sem perder o chão. Ele entendeu as transformações do mundo, acolheu o novo, mas manteve o coração no mesmo lugar. Hoje, quando uma criança se encanta com o Sansão ou um adolescente se vê nos quadrinhos da Turma Jovem, o que está acontecendo é mais do que leitura. É continuidade. É o mesmo afeto passando de mão em mão.
Entre a inocência e a coragem, o equilíbrio que tornou simples o que é essencial
A força das histórias de Maurício de Sousa nunca esteve no humor em si, mas na sensibilidade escondida por trás dele. Ele falou de amizade, de perdas, de diferenças e de esperança sem usar discursos. O que havia era delicadeza. E delicadeza, quando é verdadeira, tem a coragem que muitos confundem com ingenuidade.
Desde o início, ele tratou as crianças com respeito. Nunca escreveu para quem ainda não entende, mas para quem sente de outro jeito. Por isso, os gibis pareciam simples, mas sempre tinham mais camadas do que cabia perceber de uma vez. O erro do Cebolinha, a teimosia da Mônica, a calma da Magali, a liberdade do Cascão, cada gesto pequeno era uma lição escondida, e a gente só percebe depois.
Foto: reprodução/Bubble Geek
Ao longo dos anos, Maurício transformou o Limoeiro num espelho. Trouxe personagens com deficiências, com diferentes realidades, com formas distintas de viver e sonhar. Criou a Turma da Mônica Azul para falar sobre o autismo quando quase ninguém falava. Introduziu diversidade com naturalidade, sem precisar justificar, apenas mostrando que o mundo é feito de muitas vozes.
Essa sinceridade é o que faz com que suas histórias continuem atravessando gerações. Não há truque nem fórmula. Há verdade. A leveza nunca escondeu a profundidade, ela a tornava possível.
E talvez seja isso o que mais marca: a forma como Maurício conseguiu transformar o cotidiano em algo digno de ser lembrado. Quando a gente cresce, entende melhor o que estava sendo dito. Percebe que as brigas, os pedidos de desculpa, os risos e os medos não eram apenas enredos, eram ensaios de humanidade. Ler a Turma da Mônica foi, para muita gente, o primeiro treino de empatia.
Maurício e o futuro, o lápis que ainda escreve o amanhã
Há algo de bonito em ver alguém que, aos 90 anos, ainda se aproxima do papel com a mesma curiosidade de quando tudo começou. O tempo passou, mas o gesto é o mesmo: o lápis encontra o branco e dali nasce um mundo. Maurício de Sousa continua criando, não por obrigação, mas por necessidade, como quem respira.
O estúdio que leva seu nome é hoje uma pequena constelação de talentos. Centenas de artistas, roteiristas e animadores dão vida a um universo que começou com um menino e um cachorro azul. Mas, mesmo cercado de tecnologia, Maurício ainda aparece lá com a leveza de quem vem visitar velhos amigos. Caminha devagar entre as mesas, observa um desenho, faz um comentário simples. É o olhar de quem confia no que construiu, mas não se acomoda nele.
Ele nunca tratou o passado como altar. Sempre viu a própria história como solo fértil, algo que se renova. Por isso, abraçou as novas linguagens com naturalidade: os filmes, as séries, o digital, os mangás. Não como tentativas de acompanhar o tempo, mas como uma forma de continuar conversando com ele.
Foto: reprodução/exame
O mundo mudou. O modo de ler mudou. As telas substituíram as bancas. Mas o que Maurício criou sobrevive porque não depende de formato. As histórias que nascem do afeto não se desgastam, apenas mudam de roupa.
E há algo profundamente humano nesse olhar. Maurício fala das crianças sem diminuir o que elas sentem. Vê o humor não como distração, mas como ponte. E continua acreditando que a gentileza ainda é uma força transformadora, mesmo quando o mundo tenta provar o contrário.
Aos 90, ele é mais do que um desenhista. É uma memória viva da esperança. Um artista que não se alimenta da saudade do que fez, mas da curiosidade do que ainda pode inventar. Seu trabalho deixou de ser apenas um conjunto de gibis. Virou um modo de pensar. Um lembrete de que imaginar continua sendo um ato de coragem.
Eu aprendi a ler com você e a enxergar o mundo de outro jeito
No fim, é isso que fica. Quando alguém diz “eu aprendi a ler com você”, não está falando só de palavras. Está falando de um modo de sentir. Está dizendo: “Eu aprendi a olhar com leveza, a rir do erro, a confiar no bem.”
Maurício de Sousa foi e é o primeiro livro de muita gente. Cada gibi lido foi um pequeno espelho. Cada risada, uma descoberta. Cada personagem, uma forma de se reconhecer. Talvez ele não imagine o tamanho disso, porque o impacto de algo tão puro não cabe em números ou homenagens.
Foto: reprodução/Universo HQ
Ele não apenas criou histórias queridas, criou um idioma compartilhado. Um idioma que fala direto com a memória. Quando alguém vê o Sansão, o Cebolinha, o Chico Bento ou a Magali, o corpo reage antes da mente. A gente sorri antes de lembrar o motivo. E esse é o verdadeiro legado: a emoção que permanece.
Avós comprando novos gibis para os netos, filhos lendo o que os pais liam, jovens criando versões próprias de seus personagens favoritos. Tudo isso vem de uma semente que ele plantou, a de acreditar na ternura como linguagem.
Aos 90 anos, Maurício continua desenhando o que muitos deixaram de enxergar: o que há de bom nas pessoas. E é por isso que o país inteiro pode repetir, com sinceridade e um nó na garganta: “Obrigado por ter desenhado a nossa infância e por continuar acreditando que ela ainda cabe no mundo.”
“Eu também aprendi a ler com você, Maurício…”
“Quando era criança, eu queria ser um espelho da minha irmã mais velha. Tudo o que ela fazia, eu tentava conseguir fazer também. Um dia, vi ela lendo um gibi, e eu que nem entendia o que era “saber ler”, quis, a todo custo, também compreender além das figuras coloridas. Foi em um caixa de supermercado, durante as compras para a casa, que fiz meu pai comprar a minha primeira revistinha. Hoje, 16 anos depois, eu olho pra esse momento e considero que foi ali que a minha vida começou de verdade. As histórias da Turma da Mônica abriram para mim uma porta que eu nunca mais fechei. Tudo o que há de mais criativo em mim, eu herdei dos meus gibis, que hoje eu considero a minha maior herança. Obrigada, Maurício, por dar a mim e para tantas crianças brasileiras, melhores amigos atemporais. Ainda olho para o senhor com os mesmos olhos de quando tinha 5 anos: como se tudo fosse possível” — Isabela Esperatti Bella, 21 anos, atriz e estudante de jornalismo.
Foto: reprodução/instagram @isabelaesperatti
“Vim de uma família religiosa, e uns dos primeiros quadrinhos com que eu tive contato foram os da devocional Turma da Mônica. Mesmo não sendo mais religioso, eu ainda guardo com carinho essa versão divertida de ver os contos bíblicos, eles me ensinaram não só a ler, mas a criar um interesse genuíno em recontar as histórias que eu lia. Isso influencia até hoje na minha vida, agora quero recontar essas histórias na linguagem cinematográfica. Obrigado, Maurício.”– João Alcaraz, 20 anos, barista e estudante de audiovisual.
“Sempre fui apaixonado pelas histórias do Maurício de Sousa. Quando pequeno, herdei um tantão de gibis de uma amiga da minha mãe e foi ali, mesmo sem entender nada, que conheci o mundo da leitura. Com o tempo fui aperfeiçoando e, quando acabava os gibis, eu relia novamente até minha mãe comprar um novo. Aliás, saudades das bancas de jornais ):. #ChicoBentoéomaioral!” – Henrique (Henry Di Bella), 21 anos, cantor e aspirante a ator.
“Basicamente aprendi a ler e escrever com a Turma da Mônica e eu posso afirmar que essas histórias em quadrinhos moldaram o meu senso de humor e me ajudaram a ter uma infância leve, divertida e muito agradável. Sem dúvidas, me ajudou a ser uma criança muito mais criativa e feliz.” – João Miguel, 19 anos, fotógrafo.
“Eu lembro que eu amava tudo quanto era histórias em quadrinhos e ia mais pelas figuras do que pela escrita em si. Mas, conforme eu ia assistindo Turma da Mônica, hora ou outra eu pegava o quadrinho do desenho que eu já tinha assistido e, com isso, ia montando as frases e tentando ler os diálogos. Até o momento em que eu consegui ler (mesmo com dificuldade) os balões de diálogo dos quadrinhos.” – Matheus Aurelio, 21 anos, analista de sistemas.
“Quando criança, eu recebia todo mês os gibis da Turma da Mônica e era sempre uma alegria quando chegavam. Foi através deles que descobri um amor pela leitura e foi o que despertou a minha criatividade. A turminha fez parte da minha formação como jornalista e artista, e sou muito grata por isso.” – Yasmin Marque, 21, estagiária de jornalismo e atriz.
“Eu não necessariamente aprendi a ler com a Turma da Mônica, mas definitivamente ela me incentivou a ler. Durante a infância, era comum que, no tempo livre na escola ou em casa, os gibis estivessem presentes e fizessem meu dia mais leve e feliz.”– Julia Leal, 22 anos, atriz.
“Posso dizer que aprendi a ler com a Turma da Mônica. Minha avó era professora e me ensinou a ler com os gibis da Mônica. Desde muito pequena, eles me acompanhavam. Estavam sempre espalhados pela casa, nas minhas mochilas, nos intervalos entre uma aula e outra. Cresci folheando aquelas páginas, aprendendo a amar as palavras e as histórias. Acho que foi assim que nasceu o meu encanto pela leitura e, de certa forma, o desejo de contar histórias também.” – Emily Veras, 27 anos, jornalista.
“Sou uma pessoa disléxica. É um transtorno de aprendizado que não deixa marcas visíveis, mas, sem um tratamento adequado, pode atrapalhar ou até interromper planos de vida. Quando fui diagnosticada com esse transtorno, o profissional me orientou a ler e escrever com frequência para avançar. Uma das primeiras leituras de incentivo foram os quadrinhos da Turma da Mônica. Nesse momento, fui me apaixonando pela leitura – foi o incentivo que me fez correr atrás da minha carreira de jornalista. É claro que, ao longo da minha jornada na educação, passei por muitos perrengues até chegar à universidade. Hoje, estou aqui, jornalista formada, apaixonada pela leitura e pela escrita. Foi através da Turma da Mônica que tudo começou, o pontapé inicial dessa jornada.”– Thamires Faria, 30 anos, jornalista.
“Minha avó assinava o gibi da Turma da Mônica toda semana. No dia da entrega, eu já saia correndo pra caixa de correio pra ver se tinha chegado. Foi assim que meu hábito de leitura começou, eu guardava todos os gibis e relia sem cansar. Cresci nesse universo e foi com as histórias da Mônica que eu aprendi o que era uma onomatopeia. Sem dúvidas, Maurício de Sousa e a turma do Bairro do Limoeiro tiveram um papel importante no meu interesse pela leitura.” – Iris Castro, 29 anos, social media.
“Eu aprendi a ler com você… Maurício de Sousa! A Turma da Mônica esteve presente em minha vida desde a infância! Meu primeiro gibi foi um especial de Natal, cresci nesse mundo de quadrinhos e sorrisos e fui me encantando cada vez mais pela história do criador! Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente e vivemos momentos muito especiais juntos. Ouso dizer que Maurício de Sousa é um dos maiores alfabetizadores do Brasil, e é uma honra poder fazer parte desse mundo tão colorido. A realidade do nosso país é sempre tão conturbada, e que bom que temos a Turma da Mônica para nos levar para um universo tão lindo, tão lúdico, onde o que importa sempre é apenas ser feliz!” – Marcos Almeida Junior, 25 anos, especialista de relacionamento ao cliente.
“Lembro até hoje da banca de jornal que ficava no caminho para a escola. Foi lá que minha mãe comprou meu primeiro gibi da Turma da Mônica nos anos 70, e até hoje não parei de comprar. Você esteve presente em todas as fases da minha vida. Nunca deixando minha criança interior se apagar. Maurício, obrigada por tudo!”– Claudia Collaço, 55 anos, engenheira civil.
“Desde o dia que ganhei o meu primeiro gibi do Cebolinha, ainda antes da alfabetização, já sabia que essa admiração por sua obra não seria passageira. O tempo passou e meu amor pelo universo da MSP só aumentou! Seus personagens fazem parte do meu dia a dia até hoje, seja nos quadrinhos, bonecos, audiovisual, entre tantos outros meios. Maurício, um dia eu te conheci pessoalmente e foi um dos dias mais marcantes da minha vida. Aquele garotinho que queria ser roteirista de quadrinhos foi conhecer o mestre. Com toda humildade, me ensinou como escrever uma historinha. E eu nunca vou esquecer. Hoje, quero te desejar um feliz aniversário. Até aqui são 90 anos de história, mas que vão durar para toda a eternidade no coração de quem um dia já leu um gibi da Turma da Mônica!”– Renan, 26 anos, engenheiro civil.
“Desde pequena cresci com meu irmão que sempre foi fã da Turma da Mônica, do Maurício de Sousa e de toda a história. Com isso, cresci junto com ele e também me encantei por toda a turminha e sua trajetória. Minha personagem preferida virou a Magali, eu sempre ficava ansiosa pro meu irmão comprar uma edição da Turma da Mônica e ler pra mim, fizemos coleção dos gogo’s juntos e todo ano que tinha Bienal do Livro no Rio de Janeiro, a gente sempre ia juntos. Lá eu tive o prazer de conhecer o Maurício de Sousa e, desde então, tenho essa memória guardada com muito amor e carinho por toda a turma e pelo criador maioral, Maurício de Sousa.”– Isadora Pereira da Silva, 20 anos, especialista em relacionamento ao cliente.
“Aprendi a ler entre risadas e encanto virando as páginas dos gibis da Turma da Mônica. Mas foi o Chico Bento que mais falou comigo, talvez porque, assim como ele, eu cresci no interior, mais perto do cheiro da terra e do canto dos passarinhos do que do barulho da cidade. Minha mãe e minha tia, as duas professoras, me mostraram aquele universo colorido onde cada história parecia um pedacinho da minha vida. As expressões, o humor e a doçura dos seus personagens me ensinaram muito antes das palavras: ensinaram a sentir. Hoje, sou professor de artes e é graças a você, Maurício, que aprendi que tudo é possível quando a imaginação abre caminho. Obrigada por transformar minha infância e minha leitura em vocação.”– Gabriel Alves da Rocha, 25 anos, professor de arte e designer gráfico.
“Eu sempre digo que o Maurício de Sousa foi uma das maiores inspirações da minha vida. Tudo que aprendi lendo as revistas e as conexões que tive com os personagens me tornaram quem sou hoje! Sou muito grato e feliz por esse homem existir, e que venham outras histórias para tocar muitas outras gerações!”– Victor Hugo da Silva Moura, 20 anos, publicitário e influencer.
“Eu nem me lembro de quando comecei a ler Turma da Mônica, mas, sempre que olho para a minha infância, ela está lá. Até mesmo hoje, aos 25 anos, tenho vários gibis na minha estante! É algo que realmente não só fez, como ainda faz parte da minha vida, e tenho muitas memórias felizes com a turminha: de ir nas bancas da praça depois da aula, de passar as tardes de fim de semana assistindo Cine Gibi sentada no chão do quarto, de passar horas brincando no antigo site da Turma e até de começar a me aventurar no desenho só para tentar reproduzir as roupas que as meninas usavam nos gibis da Turma da Mônica Jovem! Realmente, só tenho a agradecer ao Maurício por criar um universo tão encantador que despertou em mim, desde cedo, o interesse pela leitura e que me trouxe tantos momentos marcantes de diversão, aprendizado e alegria.”– Ana Carolina Loçasso Luz, 25 anos, tradutora e revisora.
“Quando eu era criança, minha mãe me apresentou à leitura com os gibis da Turma da Mônica. Ela lia pra mim todos os dias e meus olhinhos brilhavam, fascinados pelos traços, personagens e aventuras. Fiquei curiosa e quis ler sozinha – aos quatro anos, li meu primeiro gibi na escola. Foi amor à primeira leitura. Desde então, nunca mais parei. Se não fossem aquelas historinhas simples e encantadoras, talvez eu não amasse tanto ler. Agradeço imensamente ao Maurício de Sousa por ter feito parte da minha história, por me dar asas à imaginação, por inspirar minha escrita e por me fazer amar os livros com tanta intensidade – um amor bonito que levarei e transmitirei por gerações.”– Danielly Sousa Fernandes, 27 anos, estudante de jornalismo.
“A Turma da Mônica sempre me acompanhou, desde recém-nascida até os dias de hoje, e acredito que é algo que eu vou herdar para meus filhos. Eu acompanhei gibis, desenhos — amo cinegibis — Uma Aventura no Tempo, eu assisti no cinema! Tive a dádiva de ir no parque; incrivelmente, é uma das poucas memórias que tenho de criança e que me marcou. Fiz teatro na escola e interpretei a Dalila em tamanho grande. Durante minha adolescência acompanhei TMJ e sempre fui apaixonada. Eu cresci com eles, com cada personagem, cada momento da minha vida; eles estiveram lá. Eu guardo a Turma da Mônica no meu coração, e sempre que tenho tempo para voltar, eu abro a porta dele e revivo todos os momentos que tive. É reencontrar uma mini eu.” — Eduarda Serafim, 22 anos, biomédica.
Com uma narrativa envolvente e atuações marcantes, o filme de André Sturm mergulha nos mistérios das mortes de ex-presidentes nos anos 1970
Em A Conspiração Condor, o diretor André Sturm oferece uma visão instigante da história recente do Brasil, explorando as mortes suspeitas dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart. O filme se destaca por sua abordagem cinematográfica precisa e pela construção de uma atmosfera de tensão que mantém o espectador atento do início ao fim.
Mel Lisboa, no papel da jornalista Silvana, entrega uma performance sólida, transmitindo a determinação e o ceticismo de sua personagem. A química com o elenco de apoio, incluindo Dan Stulbach, fortalece a narrativa e acrescenta profundidade à trama.
Foto: reprodução/Pandora Filmes
A direção de arte e a fotografia são notáveis, recriando com fidelidade o período dos anos 1970. Os detalhes visuais, como os cenários e o figurino, contribuem para a imersão na época e reforçam a credibilidade da história.
O roteiro, coescrito por Sturm e Victor Bonini, apresenta diálogos afiados e uma construção narrativa que equilibra bem o suspense com a exposição histórica. Embora o filme se baseie em eventos reais, ele consegue manter o mistério e a tensão, convidando o público a refletir sobre os acontecimentos retratados.
Em resumo, A Conspiração Condor é uma obra cinematográfica que não apenas entretém, mas também provoca reflexão sobre um período conturbado da história brasileira. Com uma direção habilidosa, atuações competentes e uma narrativa envolvente, o filme se destaca como uma produção de qualidade no cenário cinematográfico nacional.
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A faixa integra a versão física do álbum Ego Death at a Bachelorette Party
Hayley Williams lança novo single, Good Ol’ Days, nesta sexta(24) a faixa cativante conta com pegada R&B. A cantora já havia apresentado a música em sua performance ao vivo no Musicians on Musicians, da Rolling Stone, que aconteceu na véspera do lançamento no Beacon Theatre, em Nova York. O evento celebrou o lançamento da edição de novembro da revista, que traz Hayley e Jack Antonoff na capa.
A faixa é uma das duas novas músicas que estarão presentes na versão física final do álbum Ego Death at a Bachelorette Party, que chega às lojas em 7 de novembro.
Assista ao clipe:
O álbum foi lançado de surpresa, como uma coleção de 17 singles. Posteriormente foi lançado de forma digital com 18 faixas, incluindo o single inédito Parachute. A produção já ultrapassou 110 milhões de streams em apenas sete semanas.
Ego Death at a Bachelorette Party foi produzido por Daniel James e composto por Hayley, que também toca uma grande variedade de instrumentos. O projeto conta também com outros colaboradores, como Brian Robert Jones, Joey Howard e Jim-E Stack.
A produção foi lançada de forma independente por Hayley Williams, através de seu selo Post Atlantic, com distribuição pela Secretly Distribution. A versão física já está disponível para pré-venda e, para celebrar, lojas de discos ao redor do mundo sediarão festas de audição chamadas Ego Nites.
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Universal Pictures realiza evento especial no dia 4 de novembro na capital paulista, com parceria oficial da Cinemark e convites exclusivos para membros Club Black
No dia 4 de novembro, São Paulo será o epicentro da magia de Oz ao receber a primeira sessão mundial de Wicked: Parte II (Wicked: For Good). Como parte da divulgação deste aguardado capítulo final, Cynthia Erivo (Elphaba), Ariana Grande (Glinda), Jonathan Bailey (Fiyero) e o diretor Jon M. Chu desembarcam na cidade para celebrar o lançamento ao lado de fãs e convidados em um grande evento comandado pela Universal Pictures.
A Cinemark é a parceira oficial dessa super estreia. Reconhecida por criar experiências que vão além da sala escura, a Rede promove mais uma ação especial para seus clientes. Membros Cinemark Club Black terão acesso à compra de ingressos exclusivos para participar da noite de Wicked, com venda liberada em site especial a partir de 31 de outubro, onde também é possível consultar regulamento e FAQ completos.
Dois tipos de entradas estarão disponíveis: Ingresso Mágico, que garante acesso ao evento de forma tradicional, e Ingresso Mágico Camarote VIP, com visão privilegiada em um espaço premium. A aquisição dos convites acontece por meio de resgate de pontos do Club Black mais valor adicional. Cada ingresso dá direito a levar um acompanhante, com quantidade limitada e restrição de um resgate por CPF. A Cinemark também oferece sua premiada pipoca nas cores verde e rosa para completar a experiência temática.
Foto: divulgação/cinemark
Durante o evento, os convidados viverão o clima mágico de Oz em um espaço totalmente ambientado, além de assistirem a uma apresentação musical especial no palco. O elenco comentará sobre o filme e, para encerrar a noite em clima de bruxaria cinematográfica, o público acompanhará a primeira exibição mundial de Wicked: Parte II, duas semanas antes da estreia oficial marcada para 20 de novembro.
“Estamos muito felizes com este evento especial de um dos filmes mais comentados do ano. Será uma experiência exclusiva para os nossos membros Club que amam cinema tanto quanto nós. Fazer parte do nosso clube é viver momentos únicos como este. A parceria com a Universal Pictures será essencial para proporcionar uma noite inesquecível para o público. Estaremos presentes nesta première com força total”, afirma Luciana Tanaka, Gerente de Marketing da Cinemark.
Serviço: Wicked World Tour em São Paulo
Quando: 4 de novembro, a partir das 17h
Quem pode acessar: membros Cinemark Club Black
Ingresso Mágico: R$ 400 + 300 pontos Club Black
Ingresso Mágico VIP: R$ 800 + 450 pontos Club Black
Cada convite dá direito a um acompanhante. Limitado a 1 resgate por CPF. Sujeito a disponibilidade.
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