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Representação do Natal nos cinemas: confira os clássicos para manter a tradição natalina

Filmes e séries natalinas podem ser de diferentes gêneros e trazem conforto para quem consome, promovendo a data comemorativa

Com as festas de fim de ano, tradições e heranças são compartilhadas de geração em geração para reunir família e amigos. Assistir filmes natalinos é uma boa opção para aproveitar a festividade.

Não é de hoje que datas comemorativas como o Natal são representadas nos cinemas. Em 1898, surge a primeira obra que fala sobre a data. O curta-metragem Santa Claus, dirigido por George Albert Smith, é um filme mudo de apenas um minuto e mostra o tão amado Papai Noel entrando pela chaminé e colocando presentes nas meias das crianças.

Confira: 

Essa obra foi ponto de partida para a criação de longas que reforcem o espírito natalino. Uma mistura de cantigas, paixões antigas, relacionamentos familiares e reencontros amorosos são os mais encontrados nas tramas. 

Os clichês de natal representados no cinema são previsíveis, com histórias de “felizes para sempre” ou com um enredo para salvar o espírito natalino. Em uma entrevista para a NBC, Pamela Rutledge, cientista comportamental e diretora do Centro de Pesquisa em Psicologia da Mídia na Fielding Graduate University, afirma que essa fórmula dos filmes natalinos tem uma reação específica nos indivíduos.

As tramas representadas nessa época do ano tem o intuito de trazer uma boa sensação para quem assiste. Segundo a cientista, as narrativas previsíveis de contos de fadas trazem conforto para os espectadores e compensam o caos do fim de ano da vida real.

Mas isso quer dizer que todos os filmes de natal tem a mesma narrativa? Claro que não! A forma de representação é tão variada que existem até filmes de terror no estilo, como é o caso do Gremlins (1984), um dos maiores clássicos natalinos.

O longa mistura terror e comédia, quando Billy (Zach Galligan), recebe um presente de natal do seu pai: um animal de estimação bem incomum, e para cuidar dele é necessário seguir algumas regras; se não forem cumpridas, o bichinho gera outras criaturas para trazer o caos a cidade. 

Confira o trailer:

Pensando em trazer uma grande variedade de filmes para atender a todos os gostos, separamos uma lista dos dez melhores filmes de natal para você maratonar. Lembrando que é uma lista variada entre os clássicos natalinos, terror, suspense e claro, muito romance clichê.

Um Conto de Natal (1938)

Dirigido por Edwin L. Marin, a obra é uma adaptação do conto de Charles Dickens. Nela, o autor conta a história de Ebenezer Scrooge (Reginald Owen), um homem rico e grosseiro que não gosta da celebração. Na noite de Natal, três espíritos que representam o passado, o presente e o futuro o visitam, e mostram o que ele pode vir a ser.

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Foto: Reprodução/MUBI
Esqueceram de Mim (1990)

Um dos mais conhecidos filmes de Natal, Esqueceram de mim conta a história de Kevin (Macaulay Culkin), um menino teimoso que fica de castigo por não se comportar bem. Ele é acidentalmente esquecido em casa e precisa se esforçar para proteger a casa de ladrões.

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Foto: divulgação/Disney
O Conto de Natal do Mickey (1983)

Para quem é fã de animações, esse curta-metragem é a oportunidade perfeita para assistir junto com a criançada. A animação é inspirada na clássica história de Charles Dickens e temos o Tio Patinhas no papel de Ebenezer Scrooge, o velhinho egocêntrico.

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Foto: divulgação/Disney
Noite Infeliz (2022)

Diferente daquilo que a maioria assiste, esse longa é uma mistura ação e comédia com data comemorativa, o que o torna inédito. Mercenários fizeram uma família de refém na véspera de Natal, mas eles não esperavam que um elemento surpresa iria atrapalhar: o Papai Noel. 

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Foto: divulgação/Prime Video
Anna e o Apocalipse (2017)

Já pensou em um filme natalino que mistura terror e musical? Em Anna e o Apocalipse a cidade de Little Haven se prepara para o Natal, mas os habitantes são surpreendidos por uma apocalipse zumbi que ameaça a cidade. Anna (Ella Hunt) e seus amigos precisam lutar e cantar para salvar suas vidas.

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Foto: divulgação/Prime Video
O Grinch (2000)

O personagem mais amado da época, Grinch (Jim Carrey) faz de tudo para acabar com o natal na cidade de Quemlândia. Ele tenta roubar das pessoas tudo que lembre a celebração, mas uma garotinha aparece e tenta fazer o vilão mudar de ideia. 

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Foto: divulgação/Prime Video
O Amor Não Tira Férias (2006)

Nessa comédia romântica, Amanda Woods (Cameron Diaz) vive em Londres e acaba de terminar um relacionamento. Para tentar fugir da realidade, Amanda encontra na internet um site de intercâmbio de casas, e decide trocar com Iris Simpkins (Kate Winslet), redatora de uma revista. Durante as festas de fim de ano, as duas acabam conhecendo novas pessoas.

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Foto: divulgação/Universal Pictures
Nosso Natal em Família (1952)

Esse drama britânico conta a história de um ministro inglês e a família Gregory. Eles se reúnem em sua casa em Norfolk para comemorar o Natal, mas durante os encontros, tensões e estresses familiares surgem com lembranças de seus julgamentos da Segunda Guerra Mundial.

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Foto: divulgação/IMDb
Um Natal Muito, Muito Louco (2004)

Neste filme de comédia, o casal Luther Krank (Tim Allen) e Nora Krank (Jamie Lee Curtis)  decidem ignorar as celebrações de Natal, já que sua filha não vai estar em casa. De última hora, a filha do casal decide voltar para passar o feriado com os pais e agora os dois precisam improvisar. 

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Foto: divulgação/Prime Video
O Estranho Mundo de Jack (1993)

A trama de Tim Burton conta a história de Jack Skellington, o Rei das Abóboras. Ele se cansa de se dedicar ao Dia das Bruxas e por acaso, acaba atravessando o portal do Natal, conhecendo a magia natalina. Quando ele volta para o seu mundo, Jack convence seus colegas a sequestrar o Papai Noel e fazer o seu próprio Natal.

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Foto: divulgação/Disney

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Leia também: 7 romances de época imperdíveis para se apaixonar hoje

 

Texto revisado por Angela Santana

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Como a Índia celebra o final do ano

Conheça rituais, festivais e outros pontos além do calendário ocidental 

Um país de tradições milenares sempre tem muito a ensinar sobre celebrações que muitas vezes são conhecidas no mundo todo, mas apenas do ponto de vista ocidental. Na Índia, não se encontra um equivalente direto para a ideia de final de ano como conhecemos, isso porque ela não segue apenas o calendário gregoriano. 

O país se orienta por um conjunto de tradições temporais que coexistem: o calendário hindu (com variações regionais como Vikram Samvat e Shalivahana), o calendário islâmico, o calendário sikh Nanakshahi, além do próprio gregoriano, introduzido no período britânico e hoje dominante na administração pública, no comércio e nas relações internacionais. 

O panorama religioso e cultural
Foto: reprodução/Pinterest/Cindy Chapelle

Essa sobreposição de calendários cria uma sensibilidade própria: enquanto o Ocidente associa dezembro ao fechamento simbólico do ciclo, a Índia distribui esses marcos ao longo do ano, conforme a religião, a região e o ritmo agrícola. 

Assim, para compreender o fim de ano indiano, é preciso aceitar que não há um único encerramento, mas uma convivência de calendários que molda o imaginário espiritual e social do país.  

A estrutura religiosa e cultural do país é extremamente diversa e essa pluralidade tem grande impacto nas tradições locais. O Hinduísmo é a religião predominante, cerca de 80% da população, sendo o berço de muitas das tradições e escrituras como o Vedas, o Mahabharata e o Ramayana. É uma fé com diferentes vertentes como Smarta, Vaishnavismo (ligado a Vishnu) e o Shaivismo (ligado a Shiva). 

Foto: reprodução/Pinterest/Shikha Srivastava

O Islamismo também é bastante forte, sendo a Índia o país que abriga a terceira maior população muçumana do mundo. E o Cristianismo, que representa cerca de 3% da população, possui uma história antiga no país, com comunidades que têm tradições distintas do cristianismo romano. 

Sendo o hinduísmo a religião predominante, o fim de ano ocidental não é central no imaginário da população, porque o ponto alto simbólico já ocorreu no outono com o Diwali.

Diwali: o verdadeiro fim de ciclo indiano
Foto: reprodução/Utsav

O Diwali é o festival mais importante do ano na Índia. Conhecido como Festa das Luzes, ele celebra o triunfo da luz sobre as trevas, do conhecimento sobre a ignorância e do bem sobre o mal. 

A festa é comemorada por mais de um bilhão de pessoas de diferentes religiões em todo o país. Os cinco dias de celebração do Diwali são marcados por orações, festejos, fogos de artifício, reuniões em família e doações para a caridade. 

Durante o Diwali é comum estrear roupas novas, compartilhar comidas e presentes, decorar o chão das casas com rangolis (desenhos coloridos) e acender diyas, as famosas lâmpadas de barro colocadas como enfeites na frente das casas.

Existem várias versões sobre a história do Diwali, variando de acordo com a região, mas todas são contos épicos de vitória conquistada por homens considerados encarnações do deus hindu Vishnu, conhecido como o restaurador do universo e o  equilíbrio das forças do bem e do mal em tempos de dificuldade. Para muitos indianos o ano termina com esse festival e não em dezembro.

O Natal indiano 
Foto: reprodução/Giftfynder

O Natal na Índia não é uma importação recente, muito menos uma festa meramente estética, ele se desenvolveu ao longo de séculos, especialmente em regiões onde o cristianismo criou raízes profundas: Goa, Kerala, Tamil Nadu e parte do Nordeste. 

Nessas regiões, o clima da festa é bem diferente do Ocidente moderno: há menos consumo, menos espetáculo e mais centralidade litúrgica. As casas são iluminadas com lanternas de papel em forma de estrela, os fieis participam da Missa do Galo, e as famílias se reúnem em torno de refeições que variam conforme o estado, mas sempre com forte senso comunitário. 

Em vez de ocupar o centro do calendário nacional, o Natal indiano se impõe pelo seu peso religioso e por uma continuidade histórica singular, discreto, devoto e profundamente enraizado nas tradições locais.

 Ano Novo nas grandes cidades
Foto: reprodução/Memphis Tour

Nas metrópoles indianas, o 31 de dezembro ganhou força por razões práticas e urbanas, ou seja, não é uma celebração religiosa, mas meramente social. Mumbai, Bangalore e Delhi (centros financeiros, tecnológicos e culturais) absorveram o calendário internacional porque nele se organizam o turismo, a indústria do entretenimento e as empresas que lidam com parceiros estrangeiros. 

O resultado é um tipo de comemoração que lembra o Ocidente apenas na superfície: festas em hoteis, shows, fogos de artifício e restaurantes lotados. Mas, diferentemente do que ocorre em países de tradição cristã, ali o Ano Novo não carrega peso espiritual nem afetivo; é uma ocasião secular, moldada pela modernidade urbana e pela vida corporativa. 

Fora desses polos cosmopolitas, a data passa com discrição e, mesmo dentro deles, é vista como uma festa de calendário global, não como marco da alma indiana.

Os múltiplos anos-novos regionais 
Foto: reprodução/Britannica

Por ser um país com tanta variedade linguística, religiosa e cultural, cada região celebra seu próprio Ano Novo segundo tradições antigas. 

Em Ugadi, no sul, a celebração está vinculada a renovação espiritual e colheita; Gudi Padwa, em Maharashtra, marcado por rituais domésticos que recordam vitória e prosperidade; Vaisakhi, no Punjab, associando o novo ano à dignidade do trabalho agrícola e, para os sikhs, ao nascimento da Khalsa; Puthandu, no Tamil Nadu, cujo simbolismo repousa na ordem cósmica; Pohela Boishakh, em Bengala, com forte ligação à literatura, música e identidades regionais. 

Esses marcos são mais importantes para a vida cotidiana do que o Ano Novo ocidental, porque condensam memória religiosa, ritmo agrícola e identidade local. 

Na prática, o ano indiano recomeça diversas vezes, sempre segundo a lógica espiritual da região e nunca por concessão ao calendário gregoriano.

 

Você já conhecia essas tradições? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: Especial | Do romance às críticas sociais: o cinema indiano pode ser sua nova obsessão   

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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