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Entenda a popularização da Nail Art e quais as principais tendências para o verão

A técnica se tornou um fenômeno entre pessoas de diferentes idades e transborda personalidade

Os famosos desenhos nas unhas têm se popularizado muito na sociedade. Celebridades como Lil Nas X, Cardi B, Rosalía e Charli XCX são exemplos de pessoas que exibem suas unhas em tapetes vermelhos e clipes musicais como uma forma de expressão. Mas essa técnica se tornou popular apenas agora?

Na verdade, a técnica de desenhos nas unhas, popularmente conhecido como nail art, começou nas civilizações antigas – como o Egito Antigo, entre 5000 e 3000 a.C. Nessa época, homens e mulheres usavam henna para pintar as unhas e as pontas dos dedos como forma de indicar a classe social. As cores mais escuras e intensas indicavam a elite, enquanto os tons mais leves eram usados por classes inferiores. 

É interessante pensar como o método de pintar as unhas era utilizado no passado e como, hoje em dia, elas se tornaram uma forma de se expressar no mundo.

Em 2016, o artista de unhas Juan Alvear foi um dos primeiros a se afastar do que era comum, com uma arte considerada extravagante para quem é acostumado com o básico. Unhas que brilham no escuro e cores chamativas criavam uma ideia surrealista e de conto de fadas, tornando-se uma estética que chamou a atenção do público.

nail art
Foto: reprodução/Instagram @byjuanalvear

Com a popularização dessa tendência, esse estilo de unha se tornou um fenômeno e, só no TikTok, existe mais de 13 milhões de vídeos com a tag #NailArt. Nas redes sociais, os usuários também compartilham dicas e ensinam como fazer alguns desenhos para as unhas.

Além disso, uma trend fez sucesso na plataforma recentemente, com o tema: “unhas legais e divertidas, porque sou legal e divertida”. Nos vídeos publicados, inúmeras pessoas mostravam desenhos autorais nas unhas ou inspirações feitas por outros artistas, que valorizavam a estética extravagante e fora do comum.

Para além das redes sociais, podemos destacar exposições de nail art em galerias independentes. A primeira exposição dedicada a nail art foi a Nailphilia: London’s First Nail Art Exhibition, realizada pela Degree Art, em 2011. O objetivo era inspirar o público e reconhecer as pinturas nas unhas como arte, reunindo o trabalho de grandes nomes da indústria.

nail art
Foto: divulgação/Degree.Art.com
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Foto: divulgação/Degree.Art.com

Já que o sucesso da Nail Art é garantido, quais serão as próximas tendências de unha para o verão?

Um dos mais promissores para o verão são as unhas floridas e praianas. Desenhos de peixes, conchinhas e flores 3D são uma boa proposta para brincar com diferentes texturas e entrar no clima das férias.

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Foto: reprodução/Instagram @sansungnails
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Foto: reprodução/Elise Nguyen

Os fãs de animal print podem comemorar, porque esse estilo vai estar em alta no verão! Unhas com estampas de animais, seja de zebra ou de tigre, já estão fazendo sucesso para as artes nas unhas. É uma boa opção para quem procura uma proposta divertida e, ao mesmo tempo, sofisticada, que pode ser adaptada para diferentes ocasiões.

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Foto: reprodução/Instagram @nuka.nails
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Foto: reprodução/Instagram @digitzbydev

Outro palpite para o verão são as queridinhas do momento: Jelly Nails. Esse estilo traz cores vibrantes, criatividade e nostalgia dos anos 2000, que nós já sabemos que tem liderado as tendências de moda.

Elas são feitas com camadas de gel e trazem um efeito de vidro colorido, translúcido e brilhante ao mesmo tempo. Elas também são versáteis e podem ser usadas tanto para o dia a dia, quanto para um evento importante.

nail art
Foto: reprodução/Instagram @mylove_nails
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Foto: reprodução/Instagram @sansungnails

E, claro, não podiam faltar as unhas maximalistas! Esse é um dos mais usados e comentados nos últimos meses. Tendo como inspiração inúmeras celebridades, cada unha tem um desenho diferente, tornando-se uma exaltação de personalidade.

Um mix de metálico, brilho, lantejoulas e até esmaltes foscos, podem ser encontrados nas referências. O tamanho da unha também pode ser variado, pensando no que é mais confortável para a pessoa.

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Foto: reprodução/Instagram @mylove_nails
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Foto: reprodução/Instagram @sansungnails

Já salvou essas inspirações para arrasar no verão? Conta pra gente aqui no Entretê e nos acompanhe também nas redes sociais – Instagram, Facebook e X – para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Quando elas escrevem: por que personagens femininas criadas por mangakás mulheres são tão diferentes?

Uma análise sobre representação, complexidade e intenção narrativa

A representação feminina nos mangás sempre foi alvo de discussão e, em muitos momentos, de contestação. Enquanto uma parcela relevante de autores homens ainda recorre à objetificação como recurso narrativo, reforçando corpos hiperestilizados, piadas sexualizadas e mulheres que orbitam o protagonista masculino, várias mangakás mulheres seguem um caminho distinto, construindo personagens densas, contraditórias, fortes e plenamente humanas. A diferença não se resume ao gênero de quem escreve, mas à perspectiva, e a perspectiva é a lente que define o que é aprofundado e o que é deixado à margem.

Foto: reprodução/Crunchyroll
A sexualização como eixo e problema recorrente

Seria impreciso afirmar que todos os mangakás homens escrevem mal as mulheres, afinal existem exceções notáveis. Autores como Yoshihiro Togashi, em Hunter x Hunter (2008), e Makoto Yukimura, em Vinland Saga (2014), demonstram que é possível construir personagens femininas complexas sem recorrer ao fanservice. Ainda assim, certos padrões se repetem com frequência nos gêneros mais populares.

Foto: reprodução/Crunchyroll

Em muitos shonen e mesmo em alguns seinen, a lógica visual se impõe sobre a lógica narrativa: roupas improváveis em combate, corpos que seguem regras próprias de física e anatomia, humor baseado em constrangimento sexual e personagens femininas que servem ao enredo, mas raramente escapam da função de apoio. 

Foto: reprodução/Crunchyroll

Em várias obras, o fanservice acaba ocupando o espaço que deveria pertencer ao desenvolvimento psicológico. É a câmera, e não a história, que decide o que importa. Esse tipo de construção diz muito sobre o olhar de quem escreve. É um olhar moldado não apenas por expectativas do mercado, mas por uma tradição que, por décadas, reforçou a mulher como o elemento decorativo do grupo, a fonte de alívio cômico ou a motivação emocional do herói. Quando o corpo da personagem se torna o ponto central, sua subjetividade inevitavelmente se esvazia.

Quando mulheres escrevem mulheres

Mangakás mulheres não escrevem personagens femininas melhores porque pertencem ao mesmo gênero das personagens, mas porque partem de vivências que atravessam cada gesto e contradição de suas protagonistas. 

Foto: reprodução/Crunchyroll

Hiromu Arakawa, por exemplo, constrói em Fullmetal Alchemist (2007) mulheres que ocupam espaço narrativo sem depender de sexualização ou de validação masculina. Suas personagens têm objetivos próprios, tomam decisões que impactam o enredo e exercem poder com naturalidade – poder que não precisa ser justificado nem suavizado.

Foto: reprodução/Crunchyroll

Arakawa não está sozinha. Rumiko Takahashi, em Inuyasha (2002), desenvolve uma protagonista que aprende e se transforma sem ser tratada como apoio emocional do herói. Em Sailor Moon (2014), Naoko Takeuchi eleva a feminilidade ao patamar de força narrativa, recusando a ideia de que sensibilidade e coragem são opostos. Em Nana (2008), Ai Yazawa mergulha em subjetividades femininas tão complexas que se aproximam mais da literatura contemporânea do que dos estereótipos tradicionais do mangá comercial.

Foto: reprodução/Crunchyroll

Mesmo quando um homem rompe o padrão – como é o caso de Claymore (2001), escrito por Norihiro Yagi – o contraste revela algo importante: a diferença não é apenas de habilidade individual, mas de prioridade narrativa.

Vivência como lente

A experiência de mundo faz diferença, porque influencia as perguntas que o autor ou autora faz enquanto escreve. Muitas mangakas conhecem, de dentro, o peso das expectativas sociais, o julgamento sobre a aparência, a cobrança emocional, a sensação de ser subestimada e o desejo constante de ser mais do que a garota bonita da história. 

Foto: reprodução/Crunchyroll

Essas vivências se transformam em camadas que dificilmente surgem quando a personagem é escrita apenas a partir do olhar externo. Isso não implica que todas as autoras rejeitam a sexualização – Miki Yoshikawa, em Yamada-kun and the Seven Witches (tradução livre: Yamada-kun e as Sete Bruxas, 2012), explora o ecchi como recurso cômico –, assim como não significa que todos os autores homens ignoram a complexidade. Todavia, as tendências são visíveis e ignorá-las é fechar os olhos para o modo como estrutura, mercado e perspectiva moldam a ficção.

A linha que separa fanservice de personagem

No fim das contas, a divisão mais precisa não é entre homens e mulheres, mas entre duas prioridades distintas: fanservice e construção narrativa. Quando a estética e o apelo visual se tornam mais importantes do que a trajetória e o propósito da personagem, o resultado é raso. Quando a história se dedica a explorar contradições, desejos e conflitos, a personagem ganha densidade e, com isso, verdade.

Foto: reprodução/Crunchyroll

A pergunta que define essa diferença permanece simples: o que essa personagem representa dentro da narrativa? Se a resposta gira em torno do corpo, algo essencial foi sacrificado.

O peso cultural de escrever mulheres

Representações moldam percepções. Moldam como meninas entendem seu espaço no mundo e como meninos aprendem a olhar para elas. Uma ficção que trata mulheres como ornamentos reforça a ideia de que sua relevância está vinculada à aparência. Uma ficção que as trata como sujeitos completos ensina que força, inteligência, vulnerabilidade e imperfeição podem coexistir, e que nada disso depende de aprovação masculina.

Foto: reprodução/Crunchyroll

Mangás escritos por mulheres não são necessariamente superiores, mas mostram com clareza o que acontece quando a feminilidade é representada com respeito, profundidade e humanidade. É aí que a ficção deixa de repetir estereótipos e passa a criar possibilidades.

Foto: reprodução/Crunchyroll

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Resenha | Nós Já Moramos Aqui entrega suspense eletrizante e promessa de adaptação

Do Reddit às livrarias, o livro de Marcus Kliewer envolve o leitor em seu suspense psicológico desde a primeira página

Lançado em setembro de 2025, Nós Já Moramos Aqui começou como um conto publicado na plataforma Reddit, que levou o título de mais assustador em 2021.

Em sua obra de estreia, Kliewer apresenta a história de Eve e Charlie, um casal que vive de transformar casas antigas em novos lares, até que a rotina aparentemente tranquila é abalada por uma visita inesperada: um desconhecido aparece à porta afirmando ter morado ali décadas antes e pede para revisitar o espaço com sua família.

O que parece um pedido inofensivo resulta em estranhos acontecimentos que levam Eve a questionar sua sanidade.

Imagem: divulgação/Intrínseca

De forma intrigante, o livro intercala os capítulos entre uma narrativa marcada por tensão crescente e postagens em fóruns de discussão on-line que colaboram de forma excepcional para a construção de teorias ao longo da história.

Esses trechos oferecem ao leitor pistas fragmentadas, criando a sensação de que há uma verdade sendo compartilhada.

O autor combina uma escrita ágil, capítulos curtos e uma ambientação que faz com que o cotidiano ganhe forma de ameaça. Kliewer aposta em uma atmosfera psicológica densa, onde pequenos detalhes como um silêncio prolongado, um gesto fora do lugar ou uma lembrança funcionam como gatilhos para desconfiarmos de tudo e todos.

Sem recorrer a exageros, ele mantém o leitor sempre um passo atrás da verdade, criando uma narrativa que se move entre o suspense doméstico e o terror sutil, sem nunca perder o ritmo.

Nós Já Moramos Aqui brinca com a vulnerabilidade emocional dos personagens e com a sensação de invasão, colocando o leitor dentro do mesmo labirinto psicológico que os protagonistas enfrentam, trazendo o suspense como uma presença constante que se infiltra em cada cômodo e cada interação.

Se você busca um suspense que prende, provoca e deixa aquela inquietação mesmo depois da última página, este livro promete te conquistar.

ADAPTAÇÃO

Antes mesmo de sua publicação, a história já havia conquistado seu espaço entre as adaptações literárias.

Para isso, Marcus Kliewer assinou com a Netflix e, apesar do longa ainda não ter data de estreia confirmada, o nome de Blake Lively (Gossip Girl, 2007) já é citado como a protagonista Eve Palmer.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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