Gong Yoo, Lee Dong-wook, Kim Go-eun e Yoo In-na participam de programa comemorativo que revisita o sucesso do drama
Foi a gente que pediu, sim! Os protagonistas de Guardian: The Lonely and Great God, conhecido como Goblin, vão se reencontrar em um especial que celebra os 10 anos do drama. O projeto foi confirmado pela emissora tvN.
Com o título provisório Goblin 10th Anniversary, o programa reunirá Gong Yoo, Lee Dong-wook, Kim Go-eun e Yoo In-na em uma viagem curta, na qual o elenco revisita momentos marcantes da série, incluindo cenas icônicas, falas memoráveis e o impacto duradouro da produção entre o público.
Foto: reprodução/tvn
Exibido originalmente em 2016, Goblin se tornou um fenômeno de audiência, ultrapassando os 20%, um marco para dramas de TV a cabo na Coreia do Sul. Mesmo após o fim, a produção continuou a conquistar novos espectadores por meio do streaming, consolidando seu status como um dos títulos mais influentes de sua geração.
O drama foi elogiado pelas atuações, pelo texto da roteirista Kim Eun-sook, pela direção de Lee Eung-bok e pela trilha sonora, que teve grande destaque nas paradas musicais. Em 2017, a produção venceu importantes premiações, incluindo o Baeksang Arts Awards, o Cable TV Broadcasting Awards e o Korea Drama Awards.
Segundo a tvN, o especial busca relembrar a trajetória de uma obra que segue popular anos após sua exibição. A emissora destaca que o programa também irá revisitar a química entre os protagonistas e a conexão construída com os fãs.
O especial Goblin 10th Anniversary integra as comemorações de 20 anos da tvN e tem estreia prevista para o primeiro semestre deste ano.
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Tudo o que a gente faz gera uma consequência; e, às vezes, o que não fazemos gera uma consequência maior ainda
[Contém spoiler]
Em 1987, Goiás vivenciou um dos maiores pesadelos já registrados na história do estado. Em um país onde uma máquina de radioterapia abandonada vira sucata, dois catadores a acham valiosa o suficiente para tentarem vender. Nela encontram “um pó bonito” e, a partir daí, a tragédia se espalha, não por um vírus ou outra vilania caricata, mas por abandono, falta de informação e uma cadeia interminável de negligências.
Temos, então, o seguinte cenário: um inimigo invisível que parece inofensivo, até não ser mais. Em cinco episódios, criados por Gustavo Lipsztein, com um elenco liderado por Johnny Massaro e Paulo Gorgulho, Emergência Radioativa traz uma trama inspirada em fatos reais e uma tensão assustadora que não precisa ser inventada. A minissérie organiza o caos.
Foto: divulgação/Netflix
Em setembro de 1987, dois jovens entraram nas ruínas do antigo Instituto Radiológico de Goiânia, deixadas sem vigilância. Ignorando o perigo oculto em uma peça de chumbo, removeram do local uma cápsula de Césio-137, um isótopo altamente radioativo abandonado de forma irresponsável. A peça foi vendida para o ferro-velho de Devair Ferreira, que, encantado com o pó que havia ali dentro, compartilhou os 19 gramas de cloreto de césio com familiares e amigos.
Quando a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) finalmente identificou a radiação, 15 dias depois, o rastro de contaminação já havia se espalhado por bairros inteiros. Na Escala Internacional de Eventos Nucleares, que vai até 7, o acidente foi classificado como de nível 5, com consequências de longo alcance, colocando o Brasil no mapa de piores acidentes radioativos do mundo.
Chernobyl x Césio-137
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil
Em abril de 1986, houve o maior acidente radioativo do mundo, na usina de Chernobyl, na antiga URSS. Em setembro de 1987, ocorreu o maior acidente radiológico do mundo, na cidade de Goiânia, em Goiás. A comparação entre os dois foi inevitável, e, apesar da série abraçar essa comparação e na época ter sido divulgada como tal, ambos possuem suas particularidades que merecem atenção.
Primeiramente, se há um acidente com material radioativo utilizado para fins de produção de energia ou de pesquisa, esse acidente é chamado de acidente radioativo. Agora, se esse material que desencadeou o acidente foi utilizado para qualquer outro fim, diferente desses dois, será classificado como acidente radiológico. Chernobyl, por exemplo, é o maior acidente radioativo da história, enquanto o Césio-137 é o maior acidente radiológico.
Foto: divulgação/Netflix
Outro ponto importante a ser considerado, é a diferença entre contaminação radioativa e irradiação radioativa. Suponhamos que temos um material que seja uma fonte de emissão de radiação – ou seja, um material radioativo –, se eu tiver contato direto, tocar este material, eu estou contaminado. No entanto, caso haja uma fonte de radiação – fonte de energia nuclear, material radioativo, etc – e eu não a toque mas esteja próximo o suficiente, eu estarei recebendo a irradiação, portanto, estou sendo irradiado.
Várias pessoas foram irradiadas no acidente com o Césio-137; não tiveram contato direto, mas estavam próximas da fonte. O que fica mais claro em Chernobyl. As pessoas contaminadas desenvolveram problemas de saúde mais graves. Já as pessoas que foram somente irradiadas, ou acabaram desenvolvendo eles de forma mais amena ou nem mesmo os desenvolveram, dependendo da extensão de sua exposição.
Toda a espécie que foi contaminada, irradia, mas nem toda espécie que foi irradiada está contaminada, ou seja, quem foi apenas irradiado não está contaminado e nem contamina.
Os impactos sociais e o racismo ambiental
Foto: divulgação/Netflix
Um dos aspectos mais marcantes e dolorosos do desastre, que evidenciou a vulnerabilidade de populações periféricas, a desigualdade no acesso à informação e a negligência do poder público, foi o fato de que a contaminação atingiu majoritariamente trabalhadores braçais e pessoas com pouca escolaridade, que manusearam a cápsula de Césio-137 justamente por não conhecerem o risco radioativo.
O acidente começou quando dois catadores de lixo encontraram um equipamento de radioterapia abandonado em uma clínica desativada, enquanto buscavam materiais recicláveis. A necessidade de sobrevivência empurrou trabalhadores pobres para o contato direto com o lixo tóxico que o Estado falhou em fiscalizar.
O que se desencadeou a partir disso, mostra que as vítimas diretas, incluindo Leide das Neves Ferreira – na série representada pela personagem Celeste –, eram pessoas com pouca informação sobre o risco e que viviam em condições de marginalização, reforçando o conceito de que os maiores riscos ambientais são desproporcionalmente suportados por populações empobrecidas.
Foto: divulgação/Netflix
Na série, a abordagem das autoridades é retratada como reflexo direto do preconceito de classe e raça. A forma como as vítimas foram tratadas no início da crise destacou-se, principalmente, pela desumanização. Assim que a contaminação foi descoberta, a resposta não foi médica, mas de segurança pública. As vítimas foram cercadas por policiais e técnicos com roupas de proteção a uma distância que gerou pânico. Não houve diálogo, houve ordens.
As pessoas foram retiradas de suas casas sob forte vigilância, e quando abordadas não sabiam o que era radiação, fazendo com que muitas acreditassem que estavam sendo presas por algum crime que não cometeram. As explicações eram inexistentes ou técnicas demais. A prioridade era o isolamento físico, tratando os corpos das vítimas como lixo tóxico ambulante, fontes de contaminação, e não como pacientes.
O Estádio Olímpico de Goiânia foi transformado em um centro de triagem e alojamento, mas fica claro o ambiente extremamente hostil ao redor e o desprezo pela dignidade dos contaminados. Milhares de pessoas amontoadas em arquibancadas e gramados, sob sol forte, esperando por testes de contagem de radiação; banhos forçados com escovas grossas e vinagre – para tentar tirar o césio da pele –, muitas vezes feitos de forma bruta e sem privacidade, ferindo a pele já fragilizada; e o estigma racial, que é reforçado nas atitudes do técnicos que evitavam o toque humano, aumentando o sentimento de que aquelas pessoas eram “impuras” e “perigosas”.
Foto: divulgação/Netflix
As vítimas do acidente perderam tudo que possuíam, desde a casa até suas roupas e documentos pessoais, que se tornaram rejeitos radioativos. Após o acidente, se tornou impossível que retornassem às suas moradias e retomassem suas atividades rotineiras devido a falta de saúde e a discriminação e preconceito da sociedade que, por medo de se contaminar, impediu a reinserção destas pessoas no mercado de trabalho.
No entanto, a discriminação não foi restrita somente ao lugar no qual ocorreu o acidente e às vítimas que tiveram contato com o material. Ela se estendeu para os funcionários que atuaram tanto no trato da saúde dos doentes como aos policiais e repórteres que atuaram na cobertura do acidente. O medo da radiação se transformou em pânico generalizado, e o despreparo das autoridades constituídas, da imprensa em abordar o assunto e da grande maioria da população, reforçou a disseminação de desinformações.
O “pó azul” e o silêncio que mata
Foto: divulgação/Netflix
O acidente foi resultado direto de uma falha informacional: o Estado não fiscalizou o abandono do aparelho, e a população não possuía educação ambiental para identificar o risco. Destaca-se que nos três anos em que permaneceu abandonada, a cápsula de Césio-137 não foi objeto de nenhum ato de fiscalização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
O césio foi descoberto em 1860, não existe na natureza, e é um subproduto do urânio. É um metal extremamente tóxico e radioativo, que emite raios alfa. Para a família de Devair – na série representado pelo personagem Evenildo –, o césio não era um veneno, era um “milagre” ou uma joia. A falta de sinalização e educação básica sobre radioatividade transformou uma arma letal em um brinquedo.
Em um primeiro momento, aqueles que tiveram contato apresentaram sintomas característicos de contaminação radioativa: náusea, vômito, diarreia, tontura e queimaduras na pele. À época, em razão do desconhecimento do possível causador daqueles efeitos, nem os médicos do hospital local puderam ajudar em um primeiro momento. Quando buscavam assistência, recebiam diagnósticos de possível intoxicação, fato que ajudou a ampliar o acidente radioativo.
Foto: divulgação/Netflix
Quando, enfim, o acidente foi identificado, foi acionado um plano de emergência com a participação de diversas entidades para contribuir na mitigação dos danos na “Operação Césio-137”.
Após os testes, foi constatado que haviam 22 pessoas seriamente comprometidas, radiolesadas e internamente contaminadas, com quadros clínicos agravados. Elas foram internadas no Hospital Geral de Goiânia. Dessas 22 pessoas, algumas foram enviadas ao Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, incluindo as quatro vítimas fatais do acidente.
Quando o caso estourou, a mídia, sem preparo técnico, tratou a radiação como algo “contagioso”, como um vírus, consolidando a imagem das vítimas como seres perigosos, e não como pacientes que precisam de cuidados.
Uma equipe de saúde foi formada às pressas para dar atendimento tanto aos hospitalizados quanto para atender a população que morava e trabalhava perto dos focos de contaminação. Essa foi a primeira grande dificuldade atrelada ao evento. Poucos profissionais estavam dispostos a enfrentar o perigo, isso porque a carência de informações adequadas dava asas à imaginação e fomentava o medo do desconhecido.
Foto: divulgação/Netflix
A série, e os registros históricos do acidente, mostram que a gestão da crise foi pautada pela “política do abafamento”. O governo, em vez de educar a população, agiu como um gerenciador de danos de imagem, priorizando a economia e a ordem pública sobre a saúde e a transparência. Essa postura, obviamente, gerou uma sucessão de decisões negligentes e autoritárias.
Um dos momentos mais graves de omissão foi a decisão de manter o transporte público funcionando normalmente. Mesmo sabendo que o material radioativo havia circulado em um ônibus, levado por Maria Gabriela – na série representada pela personagem Antônia –, as autoridades hesitaram em retirar os veículos de circulação para não causar pânico e não paralisar a cidade. Isso aumentou exponencialmente o número de pessoas monitoradas, pois o rastreio da contaminação se perdeu no fluxo urbano.
Foto: divulgação/Netflix
Houve, também, uma tentativa desesperada de se livrar dos rejeitos o mais rápido possível, sem um plano nacional coordenado. O governo tentou enviar o material para outros estados e municípios, mas foi barrado por liminares judiciais e protestos. Como o governo federal não assumiu uma postura de esclarecimento, o Césio virou praticamente uma “batata quente”. A falta de uma voz oficial explicando que o lixo, se bem condicionado, era seguro, fez com que estados vizinhos fechassem as fronteiras para produtos e pessoas vindas Goiás, o que agravou o isolamento econômico.
Para o governo, explicar o que era a radiação era perigoso demais, pois daria às pessoas o poder de questionar as falhas do Estado. Ao invés de transparência, cercaram os bairros contaminados com tropas militares, o governo dizia ter o controle, mas a população lia: “estamos sob ataque”. A série ainda destaca que o governo acreditava que a ignorância das vítimas facilitaria o manejo da crise, quando na verdade só gerou revolta e traumas psicológicos.
Um dos momentos mais fortes de todos os cinco episódios, é o enterro de Leide e Maria Gabriela – personagens de Celeste e Antônia, respectivamente. Moradores de Goiânia, desinformados e em pânico, tentaram impedir o sepultamento com pedradas e barricadas. Eles acreditavam que o corpo enterrado ali contaminaria o solo da cidade inteira para sempre. A autoridade tampouco cooperou, tratando o enterro como uma operação de descarte de lixo tóxico – caixões de chumbo pesando toneladas –, reforçando a ideia de que ali não havia mais um ser humano, mas um perigo.
Memórias radioativas
Foto: divulgação/Netflix
“Acho que séries como a nossa, que resgatam episódios tão importantes, tão trágicos e, nesse caso, realmente esquecidos, cumprem exatamente essa função de resgatar a memória, de colocá-la novamente no consciente coletivo, até na esperança de que algo não se repita, que possamos dar um passo adiante”, disse Johnny Massaro, intérprete do personagem Márcio, inspirado no físico Walter Mendes Ferreira, em entrevista coletiva.
Para o ator, a importância de abordar temas como esse ressalta a possibilidade de uma obra artística se tornar meio para um debate crucial, ainda mais envolvendo um trauma tão doloroso para diversos brasileiros.
“A minha esperança é que a gente consiga, sobretudo para as vítimas que ainda estão aqui e ainda sofrem as consequências deste evento, que elas tenham o que merecem, porque são dores que ainda estão pulsando”, reforçou Massaro.
A série faz o que Chernobyl, da HBO Max, fez com maestria, juntando a corrida técnica com o colapso social. As pessoas afetadas são, em sua maioria, trabalhadores, pessoas que não têm escolha, pessoas que vivem com o preconceito todos os dias e agora precisam lidar com um novo estigma: o de ser contaminado. A série mostra a simples realidade, que as tragédias no Brasil sempre vêm acompanhadas da culpa jogada nas vítimas e conveniência política tentando minimizar o estrago.
O terror, além da radiação, é burocrático. Autoridades tentando controlar a narrativa enquanto tudo vira de cabeça para baixo. Você sente raiva ao assistir justamente porque você reconhece o vilão. O vilão que nega, reduz, empurra, e depois diz “vamos aguardar”. O vilão que usa cargo, carimbo e coletiva de imprensa.
Foto: divulgação/Netflix
Uma tragédia não é uma tragédia porque ela tem grandes números de vítimas, ela é uma tragédia porque afeta pessoas. E a série de Gustavo Lipsztein, também criador de Todo Dia a Mesma Noite, sobre o incêndio da Boate Kiss, não negligencia. Aqui, vítimas e pessoas que tentaram conter a contaminação são o eixo da história.
Todos os personagens, no entanto, tiveram seus nomes trocados. Isso porque, apesar de se atentar aos fatos reais, o criador quis uma certa liberdade para dramatizar as circunstâncias de cada uma das pessoas envolvidas – as vítimas, no entanto, não concordam com tal mudança. Leide das Neves, a menina de seis anos que se tornou símbolo da tragédia ao morrer contaminada, é Celeste. Sua mãe, Lourdes das Neves, virou Catarina. O pai, Ivo, foi batizado de João, e o filho adolescente, Lucimar, aparece como Claudinei. Devair e Maria Gabriela Ferreira, dono do ferro-velho que recebeu o equipamento radioativo e sua esposa, tornaram-se Evenildo e Antônia.
Foto: divulgação/Netflix
A tônica da série é ser muito didática. A dramaturgia é direta, sem muitos adornos, é bastante descritiva e acompanha toda a história de forma linear, cruzando as várias linhas de ação à medida que os acontecimentos vão se desdobrando.
No entanto, justamente por essa escolha, em cinco episódios, a série precisa condensar muita complexidade. E é aqui que a gente perde um pouco a oportunidade de fazer um retrato maior. Há inúmeras situações de oposição – entre população e autoridade, entre ciência e política, entre bom senso e deslumbramento – mas eles não amplificaram as circunstâncias, as situações não foram traduzidas de forma visual mais abrangente.
Ao assistir, o espectador sente que um arco acaba perdendo um pouco mais de tempo, ou que um personagem poderia ter sua profundidade mais explorada. O formato de minissérie é limitado, então o roteiro segue um impacto concentrado.
Essa característica, apesar de ser um divisor de águas para o público em geral, talvez seja o motivo que faz a série funcionar de maneira clara e objetiva. Ela conscientiza, emociona, te deixa tenso, triste, e te faz refletir em torno de uma pergunta vergonhosa: “como um acidente dessa escala aconteceu fora de uma usina nuclear e como a gente foi capaz de esquecer tão rápido?”
O horror que se desenrolou não veio de uma grande explosão, veio do cotidiano.
Foto: reprodução/CNEN
Apesar das críticas de alguns dos sobreviventes – que afirmam não terem sido contatados pela produção da série para darem seus relatos –, a visibilidade gerada pela obra resultou no reajuste da pensão para os mais de 1.500 afetados, um lembrete amargo de que o reconhecimento de direitos básicos ainda depende da pressão midiática. A pensão, depois de sete anos sem correção, foi aprovada da seguinte forma: os valores para radiolesionados graves subirão de R$1.908 para R$3.242, e para os demais beneficiários de R$954 para R$1.620.
O depósito de Abadia de Goiás permanece um sucesso da engenharia de isolamento. O projeto foi desenhado para resistir a abalos sísmicos e grandes inundações, garantindo que o Césio fique isolado por pelo menos 300 anos, tempo necessário para a radioatividade cair a níveis seguros. Sob controle da Comissão Nacional de Energia Nuclear, o depósito definitivo passa por análises trimestrais de solo, água e vegetação para evitar riscos de contaminação.
Hoje, técnicos da CNEN trabalham no local diariamente realizando rondas e manutenções preventivas na estrutura física, e o local é uma área de segurança nacional monitorada por câmeras e cercas, impedindo qualquer tentativa de invasão ou vandalismo que possa comprometer a integridade dos selos.
Foto: reprodução/CNEN
A contradição? O Estado investe milhões e mantém um rigor científico impecável para garantir que nenhum átomo de Césio saia de Abadia, mas os sobreviventes, vítimas humanas, não recebem o mesmo rigor e atenção em seus exames médicos de rotina e no acesso a medicamentos.
A luta por reconhecimento pleno e reparação justa continua, com sobreviventes enfrentando sequelas crônicas e a invisibilização de seus direitos. A justiça para as vítimas permanece negligenciada até os dias de hoje.
Mas elas continuam na sua busca permanente pela dignidade, agora lutando pela construção de um memorial do Césio-137 para que o acidente/crime não caia no esquecimento e sirva de aprendizado para que outros crimes e negligências deste tipo não ocorram mais.
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