Após três temporadas interpretando Pembe Ünal, Sibel dá adeus à sua personagem
A atriz Sibel Taşçıoğlu se despediu oficialmente das gravações de Kızılcık Şerbeti (Cranberry Sorbet), série de sucesso da Show TV no ar desde 2022. A saída de sua personagem, Pembe, faz parte de uma reestruturação criativa pensada para dar novos rumos à trama na quarta temporada.
Foto: reprodução/Show TV
Pembe foi uma das figuras centrais da história, conhecida por seu jeito controlador e por se envolver intensamente nos dramas familiares — sempre com aquela mistura de amor e teimosia que o público aprendeu a amar (e às vezes odiar). Sibel gravou suas últimas cenas nesta semana.
Como forma de homenagem, a equipe preparou uma despedida emocionante, com direito a bolo no set e presença de Faruk Turgut, diretor da Gold Film — uma das produtoras mais importantes da Turquia.
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A cantora encara a realidade e reflete sobre o amadurecimento feminino em seu mais recente lançamento
Escrito por Leticia Stradiotto
Após mais de duas décadas de carreira, Ana Cañas lançou Vida Real, seu novo álbum. O trabalho surge como um marco de amadurecimento pessoal e artístico, refletindo as transformações profundas vivenciadas pela cantora nos últimos anos. Com canções que transitam entre diferentes nuances do afeto, das perdas e da autodescoberta, Ana se entrega por completo — compondo, escrevendo e arranjando as próprias músicas.
“Aos 40 anos, como mulher, acontecem muitas transformações, tanto em camadas subjetivas profundas quanto na superfície. Aliás, a gente entende mais a essência de si, se importa menos com a opinião alheia depreciativa e busca a qualidade das coisas — seja nas relações, nos afetos ou na praticidade do dia a dia”, reflete a artista.
Em Vida Real, Ana explora as múltiplas versões de si mesma, trazendo um mosaico de emoções e vivências que se desdobram ao longo das faixas.
Foto: divulgação/Jorge Bispo
Então, o Entretetizei realizou uma entrevista com a cantora para saber mais sobre essas facetas presentes no disco. Confira a conversa na íntegra:
Entretetizei: Depois de 180 shows cantando Belchior, quais características dessa turnê de sucesso ressoaram em Vida Real? Houve alguma influência direta ou transformações na sua forma de compor e interpretar?
Ana Cañas: Com certeza! Fazer 180 shows cantando Belchior me trouxe percepções significativas sobre a força da palavra e a perenidade da poesia. Curiosamente, os momentos de maior emoção para mim estavam nas canções extremamente pessoais que ele escreveu. Funcionou como um recado: quanto mais verdadeiro e vívido, mais se alcança o coração do outro. A responsabilidade de viver esse repertório pelo Brasil também me modificou — tanto pela experiência no mercado musical quanto pelo fato de ser uma mulher fazendo isso. Engendrar shows, alugar teatros e vender ingressos sem apoio ou patrocínio foi um grande desafio. Ou seja, foram muitas lições, um aprendizado imenso e um divisor de águas na minha forma de pensar e fazer música.
E: A maturidade feminina muitas vezes vem acompanhada de autoconhecimento, liberdade e um olhar mais generoso sobre a própria trajetória. Você enxerga Vida Real como um reflexo desse amadurecimento? De que maneira essa fase se manifesta nas letras, nos arranjos e até mesmo nas escolhas artísticas que você fez para o álbum?
AC: Enxergo completamente dessa forma! Aos 40 anos, como mulher (estou com 44), acontecem muitas transformações, tanto em camadas subjetivas profundas quanto na superfície. Passamos a compreender melhor nossa essência, a nos importar menos com opiniões alheias depreciativas e a buscar mais qualidade — seja nas relações, nos afetos ou na praticidade do dia a dia. No disco, procurei trazer as diversas mulheres que coexistem dentro de nós, porque somos todas múltiplas. Pensei nele como um caleidoscópio, cheio de prismas e cores que, juntos, criam uma beleza única e uma idiossincrasia tocante.
E: Muitas faixas de Vida Real transitam pelo universo do amor, abordando diferentes nuances do afeto, do desejo e da entrega — seja na leveza de Quero Um Love, na cumplicidade de O Que Eu Só Vejo Em Você ou na sororidade de Amiga, Se Liga. Para você, depois de todas essas experiências e desse mergulho tão profundo na sua própria história, o que é o amor hoje? Ele mudou de significado para você ao longo dos anos?
AC: O amor, para mim, hoje é equilíbrio, boas energias, leveza e tesão (risos, muito tesão!). Não é fácil orquestrar tudo isso, mas, depois de inúmeras vivências no campo amoroso, escolho aquilo que faz bem ao coração. Por isso, o disco traz recortes de momentos e relações diferentes. Algumas músicas foram escritas em 2017, outras em 2019, 2021… o amor pode nos virar do avesso ou nos machucar eventualmente, mas ainda é a melhor coisa da vida para mim — seja o amor por si mesma (na solitude) ou na troca com outra pessoa.
E: A faixa de abertura, Vida Real, tem uma sonoridade que remete fortemente a Bob Dylan, especialmente pela presença da gaita. Considerando que Bob é um artista de destaque, essa escolha foi intencional? Se sim, por quê?
AC: Bob Dylan, para mim, é o grande trovador musical da humanidade. Foi um exímio catalisador do pensamento de sua época, tanto na contracultura quanto no discurso social. Ele rasgou poesia em suas letras e mudou o curso da relevância do pensamento e da argumentação dentro da experiência musical. Assim, é uma das figuras que mais respeito e admiro, sem dúvidas. A canção Vida Real foi inspirada em Fotografia 3×4, do Belchior — que, por sua vez, também era profundamente influenciado pelo Bob.
E: Além disso, as colaborações com artistas como Ney Matogrosso, Ivete Sangalo e Roberta Miranda trouxeram uma diversidade de estilos para o álbum. O que cada um desses encontros significou para você, tanto do ponto de vista musical quanto emocional?
AC: Musical e pessoalmente foi uma emoção enorme! Os três são pilares de seus respectivos gêneros musicais — contundentes e talentosíssimos. Roberta Miranda é uma grande compositora, pioneira no sertanejo, o que é muito significativo! Uma querida, super acessível e criativa. Ivete é um verdadeiro cânone brasileiro da alegria e do entretenimento, ela é sem igual! Eu a amo e admiro profundamente — o vídeo Jamaico é um estatuto da sua genialidade como comunicadora e artista. Ney dispensa qualquer comentário, é um gênio, um acontecimento na música brasileira desde 1973. Um amigo querido e um verdadeiro oráculo para mim. Estou muito feliz com essas escolhas e me sinto extremamente honrada por tê-los no meu disco!
E: Você tem explorado diferentes facetas da sua personalidade ao longo do tempo, e Vida Real parece ser uma verdadeira exposição dessas várias versões de você mesma. Como foi dar voz a essas diferentes Anas em um único álbum? Existe alguma faceta sua que ficou mais presente do que você imaginava durante o processo de criação?
AC: Foi exatamente esse exercício louco de catalisar várias personas artísticas que já se apresentaram nesses 21 anos de carreira. Só que, desta vez, não apenas cantando, mas também escrevendo, compondo e arranjando as próprias canções. Isso foi um grande desafio, um mergulho profundo — quase um processo psicanalítico. Foram anos gestando esse disco e 14 meses em estúdio, mas estou muito feliz com o que conseguimos criar — o Dudu Marote (produtor do álbum) e eu, juntos.
E: Como você acha que os ouvintes vão se conectar com essa diversidade de experiências e emoções? E qual mensagem você gostaria que ficasse mais forte após a escuta do álbum?
AC: Estou tão feliz com esse disco — de uma forma inédita na minha própria discografia — que isso já tem sido motivo de muita alegria para mim! Se as pessoas se identificarem com as canções e gostarem delas, será uma emoção enorme… porque estou trazendo muitas vivências pessoais, entre dores, perdas, amores e reflexões. Mas o real, para mim, são os sentimentos e o afeto — o resto me parece mais transitório e menos sólido. Acho que, se pudesse deixar uma mensagem, seria talvez aquilo que aprendi cantando e vivendo Belchior, algo que sempre me emociona: “Eu sou como você, que me ouve agora.”
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Elevador e Meu endereço integram o aguardado primeiro álbum da artista, que será lançado em maio
Em seu novo single de trabalho, Elevador, a cantora e compositora Ana Laura Lopes surge cheia de atitude, transformando um simples flerte de elevador em uma história de romance inesperada. A faixa, que integra seu aguardado álbum de estreia, retrata, de forma leve, o momento em que a artista decide tomar as rédeas da sua própria vida amorosa e mudar o rumo das coisas. O novo som já está disponível em todas as plataformas digitais.
Elevador é uma composição autoral que traz à tona a história curiosa vivida pela artista. O que antes parecia ser uma simples troca de olhares no elevador, se torna o ponto de partida para uma conexão que vai além, surpreendendo a própria Ana Laura Lopes e resultando em música.
Essa composição chegou como uma continuação natural da músicaMeu endereço, – single lançado anteriormente -, onde a artista expressava sua frustração com o amor e o cupido, que nunca acertava a flecha. Desta vez decidiu tomar a iniciativa. “Sempre reclamava do cupido, achava que ele nunca acertava minha flecha. Até que percebi que eu mesma precisava agir. Então, comecei a enxergar mais as situações à minha volta – e foi assim que dei em cima do meu vizinho no elevador (risos). O single conta perfeitamente essa história, do início ao fim“, conta a cantora.
A canção descreve a sequência de eventos de forma linear e autêntica, começando com o primeiro encontro no elevador. A artista se apresenta ao vizinho, e o flerte vai se transformando em algo mais concreto com o tempo. “A gente começa a se encontrar e eu o convido para ir até o meu apartamento, caso ele precise de alguma coisa. E digo que sou a vizinha de cima”, explica.
Foto: Divulgação
Essa é mais uma faixa da artista que conecta com suas vivências e experiências pessoais. Desta forma, ela mantém o suspense sobre a verdadeira inspiração para a letra. “Todas as minhas músicas são baseadas em histórias reais, histórias que eu vivo. E sobre essa música, eu vou deixar no ar. Se vocês acham ou não que ela é real, é só assistir o clipe pra ter uma ideia”, completa.
A sonoridade de Elevador chega diferente das canções já lançadas pela artista anteriormente. Com um ritmo dançante, a música tem um groove que marca, principalmente pelo baixo, que faz qualquer pessoa querer se mexer. “Eu não consigo ficar parada quando escuto essa música. Toda vez que escuto, desde a primeira vez que cantei ela pra mim mesmo quando compus, sinto uma sensação de frio na barriga. Ela me causa sensações muito novas. É muito diferente de tudo que já lancei até hoje. Eu estou muito empolgada para ver a reação das pessoas com isso”.
Elevador também ganha um videoclipe, que estará disponível no canal oficial da artista no YouTube, nesta sexta-feira (04), às 20h. O audiovisual conta visualmente toda a história da canção e chega como uma sequência do clipe de Meu endereço, que já soma mais de 439 mil visualizações. Eles integram um projeto especial, composto por uma série de quatro vídeos interligados e repletos de easter eggs e spoilers.
Ouça agora o novo single:
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Exibida aos domingos, a série se encerrará após mais dois episódios
Após discussões, foi tomada a decisão de encerrar a dizi Kardelenler no décimo episódio, conforme informações divulgadas pela jornalista Birsen Altuntaş. Transmitida aos domingos, no canal ATV, a série produzida pela NGM Medya terá apenas mais dois episódios.
Com roteiro de Gül Abus Semerci, a série conta a história de Hircan (Ayda Aksel) e Arif, casados há 50 anos, que dedicaram a sua vida para a criação dos cinco filhos, apesar das dificuldades. Após incontáveis eventos e escolhas egoístas, a família se vê abalada, e os integrantes precisam lutar para reconstruir os laços familiares.
Foto: divulgação/ATV
Kardelenler se junta a lista de dizis canceladas devido às baixas audiências. O próximo episódio vai ao ar no domingo (13), às 20h. Caso não haja outras mudanças, o episódio final deve ser exibido no dia 20 de abril.
Foto: divulgação/ATV
Dirigida por Serkan Birinci, o elenco da série tem nomes como Barış Falay, Uğur Uzunel, Nur Yazar, Zeynep Atılgan e Serhat Kılıç.
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O ator Özgür Cem Tuğluk fará parte do elenco de Rüzgârlı Pazar e será o par romântico de Ayça Ayşin Turan
A série Rüzgârlı Pazar está prevista para começar a ser gravada na próxima semana de abril. A dizi está sendo dirigida por Berat Özdoğan e é baseada no livro de Mustafa Kutlu.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
O ator Özgür Cem Tuğluk se juntará ao elenco e será o par romântico da atriz Ayça Ayşin. Ambos são pessoas com deficiência visual. O elenco conta com İsmail Hacıoğlu (Ateş), Ayça Ayşin Turan (Nim), Sude Zülal Güler (Büşra) e Uğur Aslan (Recep).
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Lançado em 28 de março, álbum revela, a cada reprodução, novas camadas do processo de se apaixonar
Quatro anos após seu último lançamento como artista solo, o Home Video (2021), Lucy Dacus retornou à cena musical no último dia 28, com seu aguardado novo projeto, intitulado Forever Is A Feeling.
Conhecida por suas letras sinceras, diretas e pessoais, Dacus está na indústria desde 2016 e tem provado, ano após ano, sua habilidade única de expressar em palavras sentimentos profundos e universalmente conhecidos como ninguém.
Imagem: reprodução/Instagram @lucydacus
Lucy encanta com sua voz suave, mas te conquista por suas sentenças muito bem afiadas que vêm acompanhadas de muita reflexão. São trabalhos claramente inspirados por vivências que, mesmo sendo pessoais para a artista, são identificáveis e verossímeis para a maioria das pessoas. Sua discografia é construída por temas recorrentes como identidade e relações pessoais e familiares, autoaceitação, descobrimento e entendimento de sua sexualidade, e traumas que perduram por ter crescido em um ambiente religioso.
I Don’t Wanna Be Funny Anymore, faixa de abertura de seu primeiro álbum de estúdio, No Burden (2016), é, a meu ver, a introdução perfeita para o que viria a ser o restante de sua trajetória musical, além de ser uma escolha muito interessante para iniciar um álbum de estreia. O tema em si, pressão social e busca por autenticidade, não apresenta nada novo, que nunca tenhamos visto antes, porém, a produção e sonoridade ousadas foram elementos-chave para despertar a curiosidade e vontade de consumir mais do que ela tinha a oferecer.
Foi em 31 de março de 2023 que Lucy viveu um salto em sua carreira. Em 2018, ela se juntou a um projeto paralelo composto por Dacus e pelas cantoras e compositoras americanas Julien Baker e Phoebe Bridgers.
O Boygenius (nome pelo qual o grupo indie ficou conhecido) foi sem dúvidas um dos projetos musicais mais legais que tivemos a chance de acompanhar nos últimos anos. Em 2023, elas lançaram seu primeiro álbum, o the record, que não só foi um sucesso de vendas e crítica, mas também o responsável por tirar o nome de Lucy do nicho onde já era famosa e permitir que suas histórias alcançassem um público muito maior e mais diverso.
Imagem: reprodução/Instagram @xboygeniusx
Forever Is A Feeling é uma agradável surpresa para quem está conhecendo a artista agora, mas, especialmente para os fãs que acompanharam a progressão dos sentimentos de Lucy ao longo dos anos, o álbum é emocional, vulnerável e oferece uma experiência única de imersão na jornada de se apaixonar pelos olhos de sua autora.
Você deve estar se perguntando: e se apaixonar por quem? A resposta a essa pergunta é o que torna esta uma das declarações de amor mais bonitas já feitas na história da música.
A possibilidade de Jucy — ship de Julien Baker e Lucy Dacus, carinhosamente criado por fãs — ser real é mais do que uma especulação há algum tempo. Nem é possível dizer que elas tentaram esconder muito, afinal, por toda a internet é possível encontrar as duas em fantasias de casal durante o Halloween, interações afetivas nos palcos, referências mútuas em músicas solo e até photo shoots atiçadores, como o da Alternative Press em 2023, com claras referências ao filme O Segredo de Brokeback Mountain(2005), o romance gay entre cowboys.
Ainda assim, foi um choque para muita gente quando Lucy finalmente foi a primeira a confirmar publicamente o relacionamento, em uma entrevista para o The New Yorker, na semana antes do lançamento do novo álbum. Coincidência, certo?
Imagem: reprodução/Alternative Press Magazine
Em 15 de janeiro deste ano tivemos o primeiro vislumbre de qual seria a vibe da nova era com a divulgação do primeiro single do disco, Ankles. No videoclipe, estrelado por Havana Rose Liu, de Bottoms (2023), assistimos a uma guarda-costas que tenta proteger a princesa Lucy a todo custo. Ela canta sobre visualizar o futuro com uma pessoa e diz que, dessa vez, não irá tentar impedir que as coisas aconteçam. Tudo na música deixou claro, até para os mais desacreditados, que Forever Is A Feeling seria uma coletânea de músicas de amor.
Dito e feito. Após Ankles, Limerence foi lançada, uma das gravações mais intensas do álbum, onde Lucy discorre sobre como pensamentos têm o poder de consumir uma pessoa quando está apaixonada. Seguida de Best Guess, segundo single, que deu o que falar na internet por conta de seu videoclipe. O projeto celebrou a existência e as diferentes versões que mulheres que abraçam expressões tradicionais de masculinidade podem se apresentar na sociedade, enquanto Lucy canta sobre a pessoa que ama ter sido sua melhor amiga antes de virar seu melhor palpite para o futuro. Na ponte ela diz: “Afinal, é um mundo pequeno/ Você pode não ser um anjo/ Mas você é minha garota”, o que foi, na época antes da confirmação, recebido como mais um indicador do relacionamento.
A busca pelo elenco do clipe foi feita por meio de uma open call no TikTok, e acabou contando com nomes já conhecidos da comunidade queer como Cara Delevingne, Towa Bird e Naomi McPherson, além de tiktokers também famosos como E.R. Fightmaster, e Mattie Westbrouck.
Imagem: reprodução/Instagram @rollingstone
O restante do álbum segue na mesma linha de temática das músicas anteriores. Em Big Deal e For Keeps, Lucy descreve sensações comuns a quem já se encontrou vivendo uma situationship, sendo que, na segunda, temos uma das composições mais bonitas de todo seu portfólio, quando ela escreve: “If the Dеvil’s in the details/ Then God is in the gap in your teeth/ You are doing the Lord’s work/ Every time you smile at me”. (Se o Diabo está nos detalhes/ Então Deus está na lacuna dos seus dentes/ Você está fazendo o trabalho do Senhor/ Toda vez que sorri para mim).
Em outros momentos ela é ainda mais incisiva, como, por exemplo, em Most Wanted Man, uma das melodias mais animadas do álbum, onde ela fala que foi capaz de conquistar o homem mais desejado do Oeste do Tennessee, referência clara à Julien Baker, que é originária de Memphis, cidade localizada no estado norte-americano.
A única colaboração presente em Forever Is A Feeling, é Bullseye, em parceria com Hozier, cantor, compositor e músico irlandês conhecido por hits como Take me To Church (2014) e Too Sweet (2024). O feat foi muito bem recebido e tem sido considerado tanto por público quanto pela crítica como um dos pontos altos do disco.
Mesmo com melodias mais fracas do que nos álbuns anteriores, Forever Is A Feeling é uma carta aberta de Lucy ao mundo, que convida o ouvinte a mergulhar na sua verdade. A proposta desse álbum é transformar em arte um relacionamento que, não necessariamente estava escondido, mas que esperou o momento certo para ser compartilhado com o mundo.
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Estreiam hoje (7) os primeiros episódios da segunda temporada da série que é sucesso dentro e fora da Turquia
Protagonizada por Mert Ramazan Demir e Afra Saraçoğlu, os primeiros 15 episódios da série O Canto do Pássaro (Yalı Çapkını) já estão disponíveis na Max. A dizi, um fenômeno na internet, continua acompanhando a história da influente família Korhan.
A nova temporada tem seu desenvolvimento após Ferit (Mert Ramazan Demir), neto do patriarca da família, Halis Ağa (Çetin Tekindor), ser baleado. Enquanto isso, Seyran (Afra Saraçoğlu), sua esposa, com quem foi forçado a se casar, é vista pelos Korhan como a culpada pelo fato.
Foto: divulgação/Star TV
Com a chegada de novos personagens, Kaya (Taro Emir Tekin) e Nükhet Korhan (Binnur Kaya), diversas reviravoltas acontecem na trama da família de Gaziantep, causando atritos na relação de Ferit e Seyran.
Foto: divulgação/Star TV
A série de drama, que conquistou os brasileiros nas redes, se despediu do público turco na última sexta (4), após três temporadas. Exibida originalmente no canal Star TV, entre os anos de 2022 e 2025, a dizi deixa saudades aos seus incontáveis fãs.
Com roteiro de Mehmet Barış Günger, a série tem ainda no elenco Şerif Sezer, Gülçin Santırcıoğlu, Ersin Arıcı, Beril Pozam, Diren Polatoğulları e outros grandes nomes da atuação na Turquia.
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Disponível para assinantes a partir de 4 de abril, clássico da literatura de ficção científica é recontado em experiência sonora inédita e imersiva
A Audible, criadora e distribuidora de entretenimento em áudio, acaba de anunciar o lançamento em áudio de 1984, a obra-prima distópica de George Orwell. A adaptação exclusiva em Dolby Atmos chega ao catálogo para assinantes no Brasil a partir de 4 de abril, mesma data em que o protagonista Winston Smith começou a escrever em seu diário, na história de 1984.
Este novo Audible Original apresenta, em seis episódios, uma experiência sonora imersiva com um elenco renomado. Entre ele, Lázaro Ramos interpretando Winston Smith, Alice Carvalho, como seu par romântico Julia Bello, Mateus Solano, como o misterioso, sedutor e perigoso O’Brien e a participação especial de Milhem Cortaz, como O Grande Irmão.
A dramatização para o áudio de 1984 foi escrita pelo britânico Joe White, que permaneceu fiel ao texto original do autor, inclinando-se para o horror do cenário distópico, enquanto se aprofunda na história de amor de Winston e Julia, que vivem em um mundo onde amor e sexo são proibidos, e são os últimos amantes na Terra.
Com direção brasileira de Lena Horn e Roberto Bürgel, a produção de elenco, gravação e edição é da Alma Sintética Companhia de Arte. A música original é de Matthew Bellamy (Muse) e Ilan Eshkeri, com execução da Orquestra Metropolitana de Londres, gravada nos estúdios Abbey Road.
A atmosfera sonora foi criada para ser um eco assustador de um futuro sobre o qual Orwell nos alertou que representa um reflexo de nossas trajetórias sociais atuais.
Saiba mais sobre 1984
Foto: divulgação/Audible Brasil
Lançado originalmente em 1949, em um período pós-Segunda Guerra Mundial e início da Guerra Fria, 1984 reflete preocupações com regimes totalitários e o controle estatal. A narrativa em áudio promete trazer à vida o enredo envolvente que se passa em Oceania, um Estado totalitário liderado pelo Grande Irmão, onde a liberdade individual é suprimida e a história é reescrita para servir ao Partido.
O texto estabelece paralelos com contextos de polarização política que ameaçam a democracia, ascensão de populismos e questões relacionadas à vigilância digital.
“O Audible Original 1984 representa uma nova forma de se consumir essa obra, que ao longo das últimas décadas se tornou uma das mais influentes do século 20. Mesmo quem já leu o livro no formato físico ou digital, ou já escutou o audiolivro disponível na Audible, narrado pelo ator Otávio Muller, agora terá a oportunidade de ouvir a história contada com riqueza sonora, cenas intensas de amor e dor, e nas vozes de artistas brasileiros consagrados. É uma experiência imersiva inédita, emocionante e envolvente para quem deseja se aprofundar ainda mais no universo de Orwell”, afirma Adriana Alcântara, diretora-geral da Audible no Brasil.
Alice Carvalho, no papel de Julia, diz: “A Julia é uma personagem muito interessante e controversa, o que é algo que adoro. Ela não é uma mocinha. Outros fatores que me atraem muito neste projeto são os colegas de elenco e a honra de ocupar um espaço na versão em português, que na adaptação em inglês havia sido ocupado por Cynthia Erivo, uma atriz que muito admiro.”
Lázaro Ramos, que interpreta Winston, diz: “Esse poder que o George Orwell teve de antecipar tendências e de trazer alertas mostra o quanto esta é uma obra atemporal, pois continua falando sobre nós, sobre o sistema de poder, sobre como a gente lida com os nossos medos e os nossos desejos e como os sistemas totalitários continuam tentando se fazer presentes. Além de, particularmente para mim, ter uma mensagem muito poderosa, que é a de falar mais uma vez sobre o poder da literatura.”
Mateus Solano, o intérprete de O’Brien, diz: “São inúmeros os pontos de contato da realidade fantástica criada por George Orwell em 1984 e a realidade em que vivemos hoje, mas eu destacaria como a principal delas a teletela. Como é que na década de 40, quando o livro foi escrito, o autor já podia vislumbrar uma tela que servisse não só para que assistíssemos a programas, mas também para que os programas nos assistissem, estabelecendo assim uma forma de controle? Isso torna a obra, sem dúvida, muito poderosa e que dá muito o que pensar.”
Na versão em inglês desta adaptação pela Audible, o ator Andrew Garfield protagoniza a produção como Winston ao lado da atriz Cynthia Erivo, como Julia. Já Andrew Scott interpreta O’Brien, enquanto Tom Hardy dá voz ao infame Big Brother.
Campanha imersiva
Foto: divulgação/Audible Brasil
Em uma campanha promocional imersiva, a Audible tomará as ruas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, com projeções urbanas inspiradas na atmosfera retratada em 1984.
A ação acontecerá durante o mês de abril e propõe uma verdadeira ocupação cultural ao exibir frases icônicas da obra, como “O Big Brother está de olho em você”, “Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força”, “Quem controla o passado, controla o futuro” e “Pensar é crime”.
Nas redes sociais, além de peças com o elenco, o pré-lançamento contou com uma colaboração de Felipe Neto, por sua capacidade de criar um importante diálogo cultural e incentivar o debate sobre os temas de 1984. A campanha procura inspirar os ouvintes a vivenciar esta obra clássica em um novo formato de áudio imersivo, com um elenco brasileiro de estrelas.
Ficou animado para ouvir a nova versão da obra de George Orwell? Nos conte em nossas redes sociais: Insta, Face e X. E, se você gosta de trocar experiências literárias, venha participar do Clube de Leitura do Entretê para conversar sobre leituras incríveis!
A busca por perfeição pode acabar podando a criatividade e tirando um pouco do encanto da arte
Texto por Ana Caroline e Luana Esperatti
A ascensão da inteligência artificial na criação de textos, imagens e até músicas tem sido celebrada como um avanço tecnológico revolucionário. Ferramentas como ChatGPT e geradores de imagens prometem acesso rápido e fácil à produção artística, eliminando barreiras e democratizando a criatividade.
No entanto, essa aparente revolução esconde um perigo sutil: a padronização do pensamento criativo e a desvalorização do trabalho humano. Em uma busca incessante por eficiência e perfeição, a arte se torna um produto automatizado, desprovido da essência imprevisível e subjetiva que caracteriza a verdadeira criatividade.
Estamos presenciando uma era em que a arte não é mais fruto da emoção e da experiência, mas sim um reflexo calculado de padrões algorítmicos. Isso levanta uma questão crucial: estamos matando a criatividade ao tentar reproduzi-la artificialmente?
A falsa promessa da IA: criatividade sem esforço?
Nos últimos anos, a inteligência artificial se tornou a queridinha da internet quando o assunto é criação de conteúdo. Com poucos cliques e sem nenhum esforço, qualquer pessoa pode gerar um texto bem escrito ou uma ilustração no estilo de um artista famoso. Parece mágico, mas essa facilidade tem um preço alto: a morte do pensamento criativo e a substituição de artistas reais por um algoritmo que apenas recicla o que já existe.
O que antes exigia anos de prática e um olhar artístico único agora virou um processo instantâneo e impessoal. Ferramentas como ChatGPT, Midjourney e Stable Diffusion estão transformando arte e escrita em um produto descartável, feito para satisfazer o imediatismo das redes sociais. Mas será que vale a pena trocar criatividade por conveniência?
Ing Lee, artista visual, quadrinista e pesquisadora coreano-brasileira, alerta: “A IA precisa ser alimentada para continuar crescendo e gerando mais imagens, e o questionamento central é de onde vem esse banco de dados… Vários artigos e matérias atestam que esses modelos são treinados com conteúdos sem consentimento de seus autores, desde ilustrações, animações, músicas, livros e assim vai. As bases da IA são o plágio e trazem consigo práticas que beiram ao neocolonialismo, apropriando-se e destruindo tudo que há em seu caminho.”
O pior é que essa tendência está tornando as pessoas mais preguiçosas intelectualmente. Em vez de se esforçarem para aprender a desenhar ou aprimorar sua escrita, muitos simplesmente jogam uma ideia em um gerador de IA e aceitam o que vier. E aí está o grande problema: ao eliminar o processo criativo, estamos perdendo o que nos torna humanos.
A desvalorização dos artistas: “por que pagar se a IA faz de graça?”
Um dos efeitos mais cruéis dessa nova onda de inteligência artificial é a desvalorização do trabalho dos artistas. Quando qualquer um pode gerar uma “obra de arte” em segundos, muitos começam a questionar por que deveriam pagar por um trabalho feito à mão.
Isso já está acontecendo. Ilustradores estão perdendo oportunidades de trabalho porque clientes preferem uma imagem gerada por IA. Escritores veem seus textos sendo substituídos por respostas genéricas de um chatbot. A arte está se tornando um produto industrializado, sem alma e sem identidade.
Pior ainda, muitas dessas ferramentas são treinadas em obras de artistas reais, sem consentimento ou compensação. Ou seja, a IA não está criando nada novo — ela está apenas copiando e colando pedaços do trabalho alheio.
O caso da atriz Scarlett Johansson ilustra bem essa problemática: após recusar uma proposta para conceder sua voz ao ChatGPT, a empresa gerou uma voz que remetia muito à sua. Ing Lee destaca: “Isso é de uma violência muito grande à autonomia, uma afronta diante de criadores que sempre se opuseram a esses tipos de tecnologia — assim como o Hayao Miyazaki já havia se posicionado em um de seus documentários, alegando que a inteligência artificial é uma afronta à vida.”
A IA tem substituído e precarizado vários setores criativos. “Meus colegas estão em absoluto pânico vendo suas demandas de trabalho diminuírem vertiginosamente e tendo até que mudar de área. Nossa classe artística já lidava com a desvalorização sistêmica de nosso labor, mas, com a IA, isso se intensificou assustadoramente a ponto das novas gerações se sentirem impelidas a abandonarem a arte por não verem mais um futuro onde possam trabalhar através de suas criações”, denuncia a artista.
A trend Ghibli e a superficialidade da arte feita por IA
A mais recente atualização criada pela OpenAI permite que os usuários gerem imagens, seguindo tudo o que o sistema já aprendeu na internet. Imagens de diferentes estilos são criadas após um simples comando, algo que rapidamente se tornou viral nas redes sociais, fazendo com que a plataforma ganhasse cerca de 1 milhão de novos usuários.
O estilo que mais tem sido replicado por aqueles que colocam suas fotos no sistema é do Studio Ghibli, algo que se transformou em uma trend, onde milhares de fotos já existentes são convertidas aos traços do renomado estúdio japonês.
Foto: reprodução/diario do nordeste
Hayao Miyazaki, cofundador do Studio Ghibli, não se pronunciou após tudo isso, mas já falava publicamente há anos sobre a IA, mesmo antes do ChatGPT existir, demonstrando não ter intenção de utilizá-la em suas produções. Ao falar sobre animações 3D produzidas pela inteligência artificial em um documentário de 2016, Miyazaki disse:
“Não consigo assistir a essas coisas e achar interessante […]. Quem cria essas coisas não tem a mínima ideia do que é a dor. Estou completamente enojado. Se você realmente quer fazer coisas assustadoras, pode ir em frente e fazer. Eu nunca desejaria incorporar essa tecnologia ao meu trabalho. Sinto fortemente que isso é um insulto à própria vida.”
O uso da IA para reprodução de trabalhos criativos vem crescendo juntamente com a popularização dessas ferramentas, algo que tem frustrado cada vez mais profissionais de artes visuais, assim como escritores, músicos e atores. É o que comenta a ilustradora Alexia Bonani:
“Por um lado, muitas pessoas podem achar que essas ferramentas de IA estão popularizando e democratizando o acesso à arte, mas, para existir a arte, demanda a existência de um artista, alguém que possa transformar suas ideias com um olhar único para o mundo. Quando esses apps geram essas coisas, isso é perdido. Me sinto frustrada porque, desde que isso começou, é uma tecla que eu e muitos artistas batemos. Não estamos falando apenas da substituição da mão de obra artística, mas também sobre propriedade intelectual”.
“Não podemos transferir essa responsabilidade para as pessoas que estão participando, e sim lembrar que são as empresas detentoras dessas ferramentas [(as responsáveis]”, diz também a ilustradora. Empresas como a OpenAI vêm enfrentando diversos processos por direitos autorais, além de inúmeras críticas.
Foto: reprodução/revista o grito
Em 2024, mais de 10 mil profissionais entre atores e músicos assinaram uma carta aberta criticando o uso de obras criativas para treinar modelos de IA sem a devida autorização, violando os direitos autorais das obras, algo que também aconteceu com veículos de comunicação, como o New York Times, pelo mesmo motivo. As plataformas negaram as alegações, e, sobre isso, o ilustrador e professor dos cursos de comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB), Daniel Arcos, declara:
“O debate ajuda a moldar o futuro, e o levante dos artistas lança um olhar, novamente, para a lei. Imagino um futuro onde a legislação seja a nossa principal proteção e que ela realmente funcione […]. Os artistas precisam ficar atentos. É comum no meio artístico a criação de obras inspiradas em temas e personagens de grandes empresas, como Marvel, DC Comics e Studio Ghibli. No entanto, de acordo com a Lei 9.610/98, essa prática não é permitida. Muitas dessas empresas costumam fazer “vista grossa”, intervindo apenas quando a obra do artista adquire características de produção em larga escala ou uso comercial significativo”.
As animações do Ghibli são conhecidas por sua riqueza de detalhes, pela expressividade dos personagens e pela sensibilidade emocional que só artistas de verdade conseguem transmitir. Mas, quando uma IA tenta recriar esse estilo, o resultado é uma casca vazia — algo bonito de longe, mas sem a alma e a profundidade das obras originais.
Foto: reprodução/ el output
As pessoas pedem essas imagens porque querem se ver dentro desse universo mágico, mas, no final, recebem um produto artificial e sem significado real. E o pior: ao invés de valorizar artistas que realmente dominam esse estilo, preferem um atalho rápido e sem esforço.
Essa tendência não só banaliza o trabalho de ilustradores reais, como também incentiva uma mentalidade de “tudo pronto e mastigado”, onde ninguém precisa desenvolver suas próprias habilidades ou criatividade.
Efeitos no audiovisual
O estilo de uma obra artística é sua identidade, algo que é construído durante anos. O Studio Ghibli, por exemplo, envolve um processo rigoroso e artesanal, com um foco enorme nos detalhes de cada produção. Cada história é desenvolvida diretamente nos storyboards, onde cena por cena é desenhada e, assim, a narrativa é montada visualmente.
Dessa forma, nasceram filmes aclamados pela crítica e pelo público, como A Viagem de Chihiro (2001), Meu Amigo Totoro (1988), O Castelo Animado (2004), Princesa Mononoke (1997) e um dos mais recentes, O Menino e a Garça (2023). O estúdio preserva as técnicas de animação tradicionais e a maior parte da produção é feita sem recursos como CGI, processo que demora meses ou até anos para ser finalizado.
Levando esse assunto também para o audiovisual, polêmicas recentes envolveram a inteligência artificial em filmes indicados ao Oscar deste ano. Títulos como Emília Pérez (2024) e O Brutalista (2024) receberam diversas críticas por usarem o recurso no tratamento das vozes dos atores, com o intuito de aperfeiçoar o sotaque ou a voz de determinados personagens, além de outros elementos.
Foto: reprodução/cineweek
Sobre o assunto, profissionais do meio possuem opiniões diversas. Aqui também podemos ressaltar que as atualizações do ChatGPT permitem a reprodução de trailers utilizando estéticas de outras produções.
O cineasta Victor Buzzo expressa uma visão crítica sobre o impacto da inteligência artificial no setor:
“Eu acho que a inteligência artificial pode até ajudar, mas entre ajudar e atrapalhar, acho que ela mais atrapalha. Para mim, a parte em que realmente contribui é na pesquisa. Por exemplo, se estivermos fazendo um filme sobre alguém que já morreu ou uma figura notável do passado, ela pode ser útil nesse sentido”, opina.
“Por outro lado, onde ela atrapalha é na criação de imagens que não existem. Agora, com essa polêmica do estúdio Ghibli, onde qualquer foto pode virar uma animação, vemos um trabalho que, antes, era feito manualmente por uma única pessoa, que dedicava muito tempo à pesquisa e ao desenvolvimento da sua arte. Isso deveria ser mais respeitado. Nesses casos, a inteligência artificial não só atrapalha, mas também desrespeita o artista.”
Gabriel Nakanishi, produtor audiovisual e cofundador da CRIAmov, tem uma perspectiva mais aberta sobre o uso da IA no setor:
“Acredito que o impacto desse tipo de tecnologia para os profissionais da área (audiovisual) é sim relevante, mas enxergo com bons olhos o movimento. Pois a IA precisa de um comando para funcionar, e o bom profissional será aquele que pensará bons prompts e usará a tecnologia a seu favor, ou melhor, a favor do mercado e da sociedade”.
O futuro das atualizações das plataformas de inteligência artificial é imprevisível, mas muitas pessoas enxergam como inevitável sua entrada definitiva em diversas profissões. Sobre essa inserção, Alexia deseja novas regulamentações:
“Não é justo que anos de estudo e trabalho sejam usurpados. Nós, enquanto artistas independentes, nos vemos forçados a postar na internet para alçar novas oportunidades e não temos o direito de escolher se nossas imagens serão usadas para alimentar esses sistemas ou não. A longo prazo, acredito que não há como fugir, então lutamos pela regulamentação dessas ferramentas, e, no fundo, gosto de acreditar que arte sem alma não se sustenta”, finaliza a ilustradora.
E, enquanto essa regulamentação não chega, Daniel oferece algumas dicas aos profissionais:
“Minha dica para todos os artistas é registrar as suas obras e seu estilo. O registro pode ser feito, por exemplo, no site da Câmara Brasileira do Livro, onde é possível catalogar obras, obter ISBNs e fichas catalográficas, entre outros serviços. Já o registro de estilo é mais desafiador, mas quem possui uma produção extensa pode comprovar autoria por meio de portfólios, redes sociais ou trabalhos realizados para pessoas e empresas”, recomenda o professor de comunicação.
Pessoas não são substituíveis: a IA deve servir, não tomar o lugar
A tecnologia deve ser uma ferramenta para potencializar o talento humano, não para eliminá-lo. A IA pode ser útil em diversas áreas, mas o problema começa quando ela passa de auxiliar a substituta. Criatividade não é só o resultado final — é o processo, a emoção, a experiência.
A ilustradora Ing Lee ressalta: “A arte sempre foi democrática. É possível criar usando papel, caneta, tinta, argila, câmeras ou até mesmo lixo, mofo e materiais totalmente impensáveis enquanto materiais artísticos. O que não é democrático é o acesso a ela, e não será a IA que irá possibilitar isto. Mas sim políticas de incentivo à cultura, venda de materiais artísticos mais acessíveis, ensino de arte gratuito e de qualidade, mais museus e exposições de livre entrada, incentivos para a população ler e assistir mais filmes… Para que o caminho da arte ainda possa ser a escolha para as pessoas que queiram viver de suas criações, e não apenas serem substituídas por máquinas incapazes de traduzir a alma e a subjetividade inerentemente humana.”
Antes de pedir para uma IA “fazer arte” por você, pergunte-se: será que queremos um mundo onde a criatividade morreu e tudo é apenas um reflexo genérico do que já existia? Ou será que ainda vale a pena valorizar o que nos torna verdadeiramente humanos?
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A atriz e modelo turca completa 34 anos e para comemorar relembramos os papéis mais marcantes de sua carreira
Deniz Baysal, nascida no dia 5 de abril de 1991, em İzmir, Turquia, é uma atriz e modelo que chama atenção pela sua beleza e talento. Ela começou a estudar atuação no Teatro Municipal de sua cidade natal quando tinha apenas 10 anos. Sua estreia na televisão aconteceu na dizi Derin Sular (2011).
Um dos reconhecimentos mais importantes de Baysal foi receber o prêmio de Melhor Atriz de TV no Turkey Youth Awards 2018. Conheça suas personagens:
Hazan Çamkıran — Mrs. Fazilet and Her Daughters (Fazilet Hanım ve Kızları, 2017)
Hazan é uma personagem que faz de tudo para proteger sua família da ganância da própria mãe. A personagem culpa a mãe pela morte súbita de seu pai. Ela acaba se envolvendo em um mal entendido e tem o seu caminho cruzado com Sinan Egemen e Yağız Egemen, dois irmãos de uma família rica e respeitada de Istambul com quem cria um triângulo amoroso. Ela vai além dos desejos superficiais das pessoas ao seu redor, sendo resiliente, honesta, autêntica, trabalhadora e determinada.
Mine — Milagre na Cela 7 (7. Koğuştaki Mucize, 2019)
Foto: reprodução/Netflix
Mine é uma professora empática que desenvolve um papel muito importante na vida de sua aluna, Ova – filha de Memo, o protagonista da trama. Após a prisão de Memo, ela se torna uma espécie de anjo da guarda de Ova, sendo uma figura materna, protetora e carinhosa para a menina.
Zehra Balaban — The Shadow Team (Teşkilat, 2021)
Foto: reprodução/TRT 1
Zehra é uma agente especial da inteligência turca que abre mão de sua vida pessoal e é dada como morta, fazendo vários sacrifícios pessoais como deixar sua filha ao cuidado unicamente de seu ex-marido. Ela é determinada, forte, inteligente e astuta.
Yasemin — Standing Together (Ne Gemiler Yaktım, 2023)
Foto: reprodução/Dizilah
Yasemin é uma mãe solo, forte e determinada, que luta para garantir um futuro melhor para sua filha, enfrentando desafios financeiros com coragem. Seu caminho cruza com o de Fidan (Devrim Özkan), uma mãe que tenta escapar do marido abusivo. Unidas pelo destino e envolvidas em um crime, elas constroem uma amizade marcada por segredos, resiliência e cumplicidade.
Feliz aniversário, Deniz!
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