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Especial | Dreamgirls: a força da representatividade preta no teatro musical brasileiro

A montagem nacional do clássico da Broadway celebra a excelência artística negra

 

Em um país onde o teatro musical ainda é marcado pela ausência de protagonismo preto e carrega ecos da elitização, a chegada da montagem brasileira de Dreamgirls representa mais do que a adaptação de um clássico da Broadway: é um marco histórico, que celebra a potência artística de um elenco exclusivamente preto. 

Colocando artistas negros no centro da narrativa — e em tudo ao seu redor —, o espetáculo reafirma que a representatividade não é um mero detalhe e sim uma importante ferramenta de transformação e reconhecimento das identidades pretas. 

Ambientado nos anos 1960 e 1970, o musical conta a história do trio formado por Effie White, Deena Jones e Lorrell Robinson, jovens artistas que enfrentam os desafios da indústria da música em busca de seus sonhos. A obra aborda temas como: racismo, sexismo e machismo, opressões muito comuns na sociedade, que se evidenciam ainda mais dentro de espaços majoritariamente brancos e ocupados por homens. Contudo, o musical deixa de ser apenas uma história sobre sonhos, música e fama, se tornando um espaço potente para reflexões e debates urgentes sobre desigualdades, além de, é claro, ser uma vitrine de excelência preta.

Imagem: divulgação/Midiorama
Ruptura com o padrão histórico 

Historicamente, o teatro musical brasileiro apresenta espetáculos marcados pela presença predominante de artistas brancos em seus elencos, mesmo em obras que trazem influências negras diretas, como samba, soul, jazz e blues. Embora algumas dessas produções coloquem um artista preto em posição de protagonismo, ele geralmente é o único ou um dos únicos a ser representado ali.

Uma produção como Dreamgirls rompe esse padrão pré-estabelecido e abre as portas para que mais obras pretas ocupem os palcos do teatro musical e possibilita que o público, ao qual o espetáculo é destinado, se reconheça e compreenda todas as especificidades culturais e identitárias de uma comunidade diversa. 

Imagem: reprodução/X @belfortiisaac

Discutindo temas que ainda são tratados com superficialidade nas produções nacionais, o espetáculo tem também a possibilidade de inspirar a criação de novas narrativas plurais que reflitam a realidade de uma parte significativa da sociedade. 

As músicas 

Traduzidas para o português, as canções originais da Broadway são o fio condutor da narrativa e dão voz aos sentimentos das personagens. Com forte influência do gospel estadunidense, soul e R&B, as músicas emocionam e marcam a trajetória das protagonistas e suas buscas por reconhecimento, sucesso e liberdade.

Assista à versão brasileira da canção Dreamgirls:

Listen, música eternizada na voz de Beyoncé na adaptação do musical para o cinema (2006), foi adicionada ao espetáculo da Broadway em 2017, na versão de Londres; sua letra foi alterada para que se tornasse um dueto profundo e sensível entre Effie e Deena. Com isso,  ganhou um novo contexto narrativo, onde as duas protagonistas acessam suas dores e, pela primeira vez, se ouvem e se reconhecem uma na outra, dando espaço para o acolhimento mútuo e também para o perdão. 

No Brasil, a canção foi traduzida e ganhou o título Ouça, carregando o simbolismo que a original apresenta. Visto que mulheres negras são constantemente silenciadas e invisibilizadas socialmente, Ouça é essencial para a história contada no palco e também fora dele.

Assista a versão brasileira de Listen:

Celebração da arte preta

Dreamgirls é uma verdadeira festa da cultura preta, de suas vozes e riqueza histórica. Mais do que um musical, é um encontro entre passado, presente e futuro, onde a arte e o orgulho se unem no palco. A montagem brasileira é um marco que exalta a potência e pluralidade negra, com seus rostos e tons diversos. 

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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Cultura asiática Música Notícias

Laufey dança pelas ruas do Japão em novo clipe de Lover Girl

Cantora islandesa mistura bossa nova, TikTok e estética retrô em clipe gravado no país asiático, parte do novo álbum A Matter of Time

 

A cantora islandesa Laufey lançou o clipe oficial de seu novo single, Lover Girl, que já vinha fazendo sucesso nas redes sociais. No vídeo, ela aparece dançando pelas ruas do Japão, visitando templos tradicionais, comendo ramen e explorando a cidade com um visual que lembra a personagem Wednesday Addams (Wandinha).

Lover Girl mistura jazz-pop com uma leve influência de bossa nova e retrata a sensação de se apaixonar. A coreografia divertida, que viralizou no TikTok com ajuda da irmã gêmea de Laufey, Junia, também aparece no clipe.

A música faz parte do próximo álbum da artista, intitulado A Matter of Time, que já teve os singles Tough Luck e Silver Lining divulgados. Em entrevista recente, Laufey contou que esse novo trabalho mostra um lado mais sincero e imperfeito dela.

Além do álbum, Laufey também se prepara para uma nova turnê, que começa em agosto e vai passar pelos maiores palcos de sua carreira até agora.

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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Cultura turca Notícias Séries

Cidade Cruel: mais uma produção turca está chegando no Brasil

Emissora que trouxe as novelas turcas para a TV aberta brasileira exibirá nova obra no país após um intervalo de seis anos

A diziland não para de vencer no Brasil! Após várias produções turcas disponibilizadas em streamings em 2025 e outras serem exibidas em canais de televisão do país, mais uma novela da Turquia irá desembarcar por aqui. Cidade Cruel (Zalim İstanbul, 2019) será a nova aposta da Band, emissora pioneira na transmissão de tais obras em solo brasileiro.

De acordo com o Portal F5, a novela entrará na grade do canal a partir do segundo semestre, substituindo Café com Aroma de Mulher (2021), no horário das 20h30. Cidade Cruel marcará então o retorno das produções turcas à Band após um período de seis anos. O primeiro capítulo está previsto para ir ao ar dia 9 de setembro (terça).

Foto elenco Cidade Cruel.
Foto: reprodução/Kanal D

Com o acordo fechado pela emissora para exibir a obra, o país terá dois canais abertos transmitindo novelas turcas. Isso porque a Record, após o sucesso de Força de Mulher (Bahar, 2017), exibida até 4 de julho, também planeja incluir em sua programação outra novela turca no segundo semestre: Mãe (Anne, 2016).

A série

Originalmente com 39 capítulos, cada um com cerca de 120 minutos, a novela será exibida na Band em um formato adaptado com 130 capítulos de 30 minutos cada. O drama foi exibido no Kanal D na Turquia e é uma produção da Avşar Film, escrita por Sırma Yanık (Fazilet Hanım ve Kızları, 2017).

Sinopse

Agah Karaçay (Fikret Kuşkan) é um empresário bem sucedido, casado com Şeniz (Mine Tugay), uma mulher ambiciosa. Pai do irresponsável Cenk (Ozan Dolunay) e da despreocupada Damla (Simay Barlas), quando seu irmão mais velho é morto, fica responsável por criar seu sobrinho Nedim (Berker Güven), que é deficiente.

Porém, suas tentativas de cuidar bem do menino, a quem ama, sempre são frustradas pela esposa, que quer se livrar da criança, pois ele é testemunha de algo que aconteceu no passado e Şeniz guarda segredo. Para além disso, um encontro entre os caminhos de Agah e Seher (Deniz Uğur) mudarão a vida deles e de seus familiares.

Foto Cidade Cruel.
Foto: reprodução/Kanal D
Elenco

No elenco estão os atores Fikret Kuşkan (Agah Karaçay), Deniz Uğur (Seher Yılmaz), Mine Tugay (Şeniz Karaçay), Ozan Dolunay (Cenk Karaçay), Simay Barlas (Damla Karaçay), Berker Güven (Nedim Karaçay), Bahar Şahin (Ceren Yılmaz), Sera Kutlubey (Cemre Yılmaz) e İdris Nebi Taşkan (Civan Yılmaz).

Foto elenco.
Foto: reprodução/Kanal D
Sucessos turcos na Band

A Band foi responsável por trazer várias novelas turcas ao país entre 2015 e 2019, como as produções de sucesso Mil e Uma Noites (Binbir Gece, 2006), Fatmagul: A Força do Amor (Fatmagül’ün Suçu Ne?, 2010) e Sila: Prisioneira do Amor (Sıla, 2006). As obras, que já eram sucesso em outros países da América Latina, ganharam vários fãs no Brasil e tiveram até músicas temas cantadas por artistas brasileiros incluídas nas cenas.

Gostou da notícia? Conta pra gente e siga o Entretetizei nas redes sociais Facebook, Instagram e X para mais informações sobre as novelas turcas.

 

Leia mais: Aynadaki Yabancı (O Estranho no Espelho): Onur Tuna e Simay Barlas estão em fase avançada de negociação para protagonizar nova dizi

 

Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

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