Categorias
Música Notícias

Tudo que sabemos sobre o novo álbum de Taylor Swift, The Life of a Showgirl, até agora

O 12º álbum da cantora chega às plataformas digitais no dia 3 de outubro

Na última terça (12), Taylor Swift anunciou que lançará seu 12º álbum, intitulado The Life of a Showgirl.

Alguns fãs especulam que a cantora pretendia fazer o anúncio apenas no podcast New Heights, apresentado pelos irmãos Jason e Travis Kelce, mas fotos dos nomes das músicas e algumas do encarte circularam nas redes no começo dessa semana. 

Pouco tempo depois, uma contagem regressiva começou no site oficial da Taylor e, na madrugada de segunda (11) para terça, ela publicou em suas redes um trecho do podcast, do qual participou, com o anúncio (do anúncio) de seu novo álbum.

Mais detalhes foram compartilhados no podcast em questão, que foi ao ar na última quarta (13) e está disponível na íntegra no YouTube, assim como a capa e o conceito por trás das letras e melodias.

Capa
Foto: reprodução/Instagram @taylorswift

A capa oficial de The Life of a Showgirl, segundo a própria Taylor Swift, faz referência aos momentos após os shows do The Eras Tour (2023), sua turnê de sucesso. A cantora afirmou que seu dia terminava com ela na banheira (retratado na capa) tentando relaxar após um intenso show de mais de três horas e sabendo que haveria mais dias em seguida.

As fotos do encarte foram feitas pelos fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggott, que também participaram do álbum Reputation, de 2017.

Variações de capa e músicas extras

Taylor também anunciou mais três capas alternativas: It’s Frightening (vermelha), It’s Rapturous (verde) e It’s Beautiful (prata).

Foto: reprodução/Instagram @taylorswift
Foto: reprodução/Instagram @taylorswift
Foto: reprodução/Instagram @taylorswift

Apesar das variantes, ela afirmou no podcast New Heights que o álbum não terá músicas extras. Segundo Taylor, “são essas 12 [músicas], não tem uma 13ª, não tem uma 14ª, não tem outras vindo. Esse é um álbum que eu queria fazer há um bom tempo”. Apesar de ter sido tentador incluir muitas músicas, como em The Tortured Poets Department (2024), ela tentou focar na qualidade das 12 faixas.

Tracklist do álbum

Além da capa, foi revelada também a contracapa com os nomes de todas as 12 faixas do álbum, incluindo uma colaboração com Sabrina Carpenter, que abriu alguns de seus shows da The Eras Tour. São elas:

  1. The Fate of Ophelia
  2. Elizabeth Taylor
  3. Opalite
  4. Father Figure
  5. Eldest Daughter
  6. Ruin The Friendship
  7. Actually Romantic
  8. Wi$h Li$t
  9. Wood
  10. CANCELLED!
  11. Honey
  12. The Life of a Showgirl (feat. Sabrina Carpenter)

    Foto: reprodução/Instagram @taylorswift
Sobre a produção

Diferente dos álbuns anteriores, como Folklore (2020) e Evermore (2020), The Life of a Showgirl traz em sua produção a colaboração entre Taylor Swift, Max Martin e Shellback. Eles trabalharam juntos em outras faixas famosas da cantora, como Red, We Are Never Getting Back Together, 22, I Know You Were Trouble, Shake It Off, Blank Space, Style, Wildest Dreams, Ready For It, Delicate, entre outras. 

Por isso, podemos esperar músicas mais animadas e dançantes. Esse é o primeiro trabalho com apenas os três envolvidos na produção.

Conceito do álbum

Ainda no podcast, Taylor compartilhou detalhes do conceito de seu novo álbum. No último show do The Eras Tour, ela incluiu no final uma porta laranja, que é uma referência ao fato de ela estar saindo da turnê pronta para sua próxima era, que tem a cor laranja abundante em sua estética.

A cantora começou a produzir o álbum enquanto estava em turnê na Europa e usava suas folgas para escrever. Ele tem foco em sua vida pessoal além do show, ou seja, o que estava acontecendo nos bastidores (“atrás da cortina”).

O objetivo é completamente diferente do que foi o seu álbum anterior, The Tortured Poets Department, pois, nesse próximo, ela foca em melodias contagiantes (de “dar raiva”, segundo a própria) e letras vívidas, sem deixar a qualidade lírica de lado.

Segundo Travis Kelce, namorado da artista, “este álbum te fará dançar”.

 

The Life of a Showgirl estará disponível em todas as plataformas digitais no dia 3 de outubro (3+10… Entendemos, Taylor) e a pré-venda já está disponível: 

www.umusicstore.com/taylor-swift

 

Quais as suas expectativas para essa próxima era? Conte para a gente nas redes sociais do Entretê (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: VMA 2025: confira todos os indicados à premiação

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

Categorias
Cultura pop Entretenimento

Temporada especial de Casamento às Cegas já tem data de estreia em streaming

Nesta temporada, todos os participantes do reality têm mais de 50 anos

 

A Netflix divulgou nesta semana o trailer da nova temporada de Casamento às Cegas Brasil: Nunca é Tarde, junto com os participantes dessa temporada inédita.

Todos os participantes dessa nova edição têm mais de 50 anos, para provar que o amor pode ser vivido independente da idade. Essas pessoas estão dispostas a viver novas experiências e redescobrir o amor.

Confira o trailer:

 

O reality continua no mesmo formato, com o objetivo de desafiar os participantes a encontrarem os seus pares, sem pensar em aparência, focando apenas na sua conexão e assuntos em comum.

“O mais bonito dessa temporada é ver que os sentimentos continuam sendo os mesmos em qualquer idade. Inseguranças, dúvidas, paixões… Tudo isso faz parte do amor, seja aos 30 ou aos 60”, afirma Camila Queiroz, apresentadora do reality.

A temporada vai ser dividida em três partes: 10/09 (quatro episódios), 17/09 (quatro episódios) e 24/09 (dois episódios finais), e chega na plataforma dia 10 de setembro.

Confira agora quem são os participantes dessa nova temporada:

casamento as cegas
Foto: divulgação/Netflix/Julia Mataruna
  • Aidê Torres, 60 anos – Formadora de plateia – São Paulo (SP)

Filha de paraguaios e mãe de três filhos (dois adotivos). Ama artes e acredita ter renascido aos 60 anos. Busca um homem bem-humorado e que aprecie as artes.

  • Ana Lúcia Custódio, 60 anos – Corretora imobiliária – São Paulo (SP)

Aposentada como funcionária pública, virou corretora. Mãe de duas filhas e avó de quatro netos. Ama cinema e festas de samba. Busca um parceiro que tope ir aos pagodes com ela.

  • Claudia Chaves, 61 anos – Modelo sênior – São Paulo (SP)

Trabalhou a vida toda com hotelaria e hoje atua como modelo. Nunca teve filhos. Procura um homem que goste de conversar e seja parceiro, mas sem ser pegajoso.

  • Eliane Neri (Lica), 51 anos – Administradora de empresas – Santo André (SP)

Natural de São Bernardo do Campo (SP), está solteira há seis anos. Foi casada duas vezes, sem filhos. Exigente, busca uma relação em que seja tratada como prioridade.

  • Fabiana Checchia, 52 anos – Advogada – São Paulo (SP)

Paulistana, tem duas filhas e está solteira há três anos. Ama viajar, já foi bailarina e sonha em viver um amor na maturidade. Quer alguém que compartilhe suas aventuras.

  • Fátima Taffo, 70 anos – Aposentada – São Paulo (SP)

Mãe de quatro filhos e avó de nove netos. Frequenta academia todos os dias e adora pubs de rock. Quer um homem que ela possa admirar para sempre.

  • Jacy Borges, 61 anos – Aposentada – São Paulo (SP)

Funcionária pública municipal aposentada, é natural de Minas Gerais. Mora com o filho de 22 anos. Ama patins e crochê, e procura um homem que ame o sossego e a praia.

  • Luciana Rodriguez, 50 anos – Gerente de marketing digital – São Paulo (SP)

Mãe de dois filhos. Teve um longo relacionamento com o pai deles e o último, com uma mulher mais jovem. Busca alguém que respeite as individualidades em uma relação.

  • Lucielma Cardeal, 51 anos – Técnica em logística – São Bernardo do Campo (SP)

Mãe de três filhos e avó de três netos. Gosta de samba, karaokê e bares. Nordestina arretada, busca um homem que cuide dela de verdade após relações abusivas.

  • Maria Luiza Brufatto (Malu), 63 anos – Empresária – São Paulo (SP)

Gaúcha e capricorniana convicta. Foi casada por 23 anos e hoje é dona de uma empresa de atendimento comercial. Procura um parceiro financeiramente independente.

  • Nívia Gälego, 57 anos – Fashion marketing – São Paulo (SP)

Mãe de filhos gêmeos e viúva há três anos. Tem um clube de leitura com amigas. Após o luto, busca um novo amor para os próximos 30 anos.

  • Roseli Silva, 55 anos – Enfermeira – São Paulo (SP)

Mãe de duas filhas e avó. É enfermeira e apresenta um programa de entrevistas na internet. Kardecista, vaidosa, não aceita homens controladores e quer um companheiro espiritualizado.

  • Silvia Malanzuki, 62 anos – Atriz – São Paulo (SP)

Ex-comissária de voo, vive com mais de dez gatos. Mãe de um filho, nunca casou. Pratica nunchaku e quer alguém que ame os animais e queira ser feliz com ela.

  • Tânia Felix , 53 anos – Empresária – Votorantim (SP)

Dona de pizzaria, divide o dia entre a bike e o trabalho. Mãe de dois filhos, sonha em se casar na igreja. Procura um companheiro esportista e que ame viajar.

  • Ustinelli Arone, 54 anos – Personal trainer – São Paulo (SP)

Mãe de dois filhos e avó, divorciada há oito anos após traições. Gosta de dançar e treinar. Busca um homem que a valorize.

casamento as cegas
Foto: divulgação/Netflix/Julia Mataruna
  • Claudio Hott, 53 anos – Consultor financeiro – São Paulo (SP)

Nascido em Volta Redonda (RJ), morava em São José dos Campos, mas se mudou para a capital paulista para ficar mais próximo do filho de dez anos. Ama viajar e beber um bom vinho. Está atrás de uma companheira alto astral para curtir a vida ao máximo com ele.

  • Edmilson Assis, 65 anos – Produtor de eventos – São Paulo (SP)

Nascido na capital do Rio de Janeiro, mas morando atualmente na cidade de São Paulo, Edmilson tem dois filhos, da mesma idade, com duas mulheres diferentes. É apaixonado pela vida e pelas artes. Busca se casar formalmente pela primeira vez na vida.

  • Fábio Santos, 53 anos – Advogado – São Paulo (SP)

Pai de três filhos e avô de uma criança de três anos, Fábio gosta de dançar, fumar charutos e de apreciar um bom vinho. Busca um relacionamento sem desconfianças, em que os dois sejam livres.

  • Geraldo Duarte, 57 anos – Motorista de aplicativo – São Paulo (SP)

Paulistano, Geraldo não tem filhos e mora sozinho. É católico e tem três irmãos. Ele procura uma companheira que seja calma.

  • Gustavo Cardoso, 54 anos- Terapeuta corporal – São Paulo (SP)

Nascido e criado em São Paulo, Gustavo cresceu em um orfanato até seus 19 anos. Faixa preta de caratê, já competiu internacionalmente. Tem uma filha de 16 anos. Busca uma mulher segura e bem resolvida emocionalmente.

  • Jobert Costa, 55 anos – Publicitário – Salto (SP)

Nascido na capital paulista, mas morando no interior, em Salto, Jobert foi casado duas vezes. Tem duas filhas e uma netinha. Adora andar de bike e cuidar do jardim de sua casa. Está atrás de alguém leve para viver ao seu lado.

  • Judicael Renouard, 54 anos – Administrador de empresas – São Paulo (SP)

Nascido em Le Mans, na França, foi casado por 22 anos com uma brasileira, com quem teve dois filhos. Adora pedalar e fazer trekking. Está procurando um relacionamento que não caia na rotina de casal.

  • Leonardo Vicentini, 50 anos – Dentista – Indaiatuba (SP)

Nascido em Belo Horizonte (MG), foi casado duas vezes e tem três filhos. Sua filha mais velha tem 30 anos. Está atrás de uma mulher que não seja ciumenta.

  • Marcelo Ivanaskas, 55 anos – Engenheiro e administrador de obras – São Paulo (SP)

Solteiro há cinco anos, tem um filho e três enteados que considera como filhos também. É avô. Procura alguém parecido com ele, já que não acredita que “os opostos se atraem”.

  • Mario Roberto, 50 anos – Empresário – São Paulo (SP)

Natural de Barretos (SP), mora na capital desde 2000. Tem duas filhas, administra uma academia de luta, é capoeirista e trabalha no Carnaval. Está atrás de uma mulher que transborde sentimentos.

  • Mario Sérgio, 67 anos – Publicitário – São José dos Campos (SP)

Nascido na capital paulista, Mario é pai de um filho de 15 anos. Apaixonado por música, adora tocar guitarra e violão. Busca uma mulher segura, pois diz que só assim consegue confiar na pessoa.

  • Ricardo Zanardo, 53 anos – Empresário do ramo de cosméticos – São Paulo (SP)

Nasceu em Montevidéu, no Uruguai, e viveu em diversos países até se estabelecer em São Paulo. Pai de uma filha de 14 anos, é colecionador de perfumes e adora o mar. Sonha em encontrar um amor para o acompanhar em suas aventuras.

  • Rivo Abreu, 67 anos – Gestor de câmbio – São Paulo (SP)

Carioca da gema, Rivo tem uma filha adulta que mora em Paris, França. Praticante de crossfit e frequentador de festivais de música, foi casado três vezes e está solteiro há seis anos. Procura uma companheira animada igual a ele.

  • Samuel Freiria, 51 anos – Artista visual – Franca (SP)

É artista plástico e tatuador. Tem três filhas, com três mulheres diferentes. Está solteiro há cinco anos e em busca de um novo amor. Como ele mesmo diz, para ser sua companheira, tem que ter um “borogodó” a mais.

  • Wagner da Silva, 58 anos – Designer de impressão 3D – São Paulo (SP)

Foi casado duas vezes e está solteiro há um ano. Pai de três filhos, mora com a mãe para ajudá-la no dia a dia. Procura uma companheira que entenda que sua mãe é prioridade no momento.

 

E você, também vai assistir a essa nova temporada? Conta pra gente e siga o Entretê nas redes sociais — Insta, Face e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

Leia também: Humor, sinceridade e fofoca: veja o que rolou na coletiva de imprensa de Uma Mulher sem Filtro 

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

 

Categorias
Sem categoria

Guerreiras do K-pop: 5 K-dramas para assistir se você amou o filme

Do romance histórico às batalhas sobrenaturais, cinco produções que capturam a mesma energia intensa e cheia de estilo de Guerreiras do K-pop

Guerreiras do K-pop (2025) foi um dos filmes animados mais comentados do ano. A repercussão foi tanta que a palavra Honmoon já entrou para o vocabulário do K-pop, com fãs brincando nos comentários de performances de idols: Honmoon has been sealed. Com rumores de uma sequência animada (sim, por favor!) e até de uma adaptação live-action (talvez melhor não), a sensação de “e agora?” é real para quem embarcou nesse universo.

Se você está sentindo falta do caos entre caçadas sobrenaturais e a energia vibrante do mundo idol, separe a pipoca: aqui vão cinco K-dramas que carregam a mesma vibe e prometem matar a saudade.

Lovers of the Red Sky (2021)

Ambientado na mítica Dinastia Joseon, o drama apresenta Kim You Jung como Hong Chun Gi, pintora talentosa que recupera milagrosamente a visão e se torna a primeira mulher aceita no Dohwaseo real. Ao seu lado, está Ha Ram (Ahn Hyo Seop), astrólogo cego com um passado amaldiçoado e uma ligação profunda com forças divinas.

Entre intrigas no palácio, príncipes com interesses opostos e uma história de amor cheia de destino e sacrifício, o drama brilha por suas imagens deslumbrantes e narrativa emocionante.

Foto: reprodução/viki
O Palácio Assombrado (2025)

Se terror histórico é a sua praia, este aqui entrega tudo. Yook Sungjae interpreta Yoon Gab, oficial do palácio que acaba possuído por um Imugi – espírito-serpente lendário. Seu caminho cruza com o de Yeo Ri (Kim Ji Yeon), neta de uma poderosa xamã que tenta escapar de seu destino espiritual, mas é puxada de volta ao mundo dos fantasmas.

Entre fantasmas vingativos, segredos reais e um toque de humor inesperado na interação dos protagonistas, a trama mistura medo, romance e emoção de forma envolvente.

Foto: reprodução/viki
Meu Demônio Favorito (2023)

Para quem ainda não superou a dinâmica intensa de Guerreiras do K-pop, Kim You Jung volta em um papel poderoso como Do Do Hee, herdeira implacável que não acredita no amor. Sua vida muda quando ela entra em um casamento de fachada com Jung Gu Won (Song Kang), um demônio sedutor que perde seus poderes.

O que começa como desconfiança vira um romance elétrico, embalado por uma estética de tirar o fôlego, química explosiva e uma trilha sonora marcante.

Foto: reprodução/netflix
Hwayugi: Uma Odisseia Coreana  (2017)

Em um mundo moderno invadido por forças antigas, Jin Seon Mi (Oh Yeon Seo) vê espíritos desde criança e tenta sobreviver a essa maldição. Seu destino se cruza com o do travesso Son Oh Gong (Lee Seung Gi), um ser mítico que ela libertou anos antes. Juntos, eles enfrentam ameaças sombrias com a ajuda e rivalidade de Woo Ma Wang (Cha Seung Won).

Romance intenso, cenas engraçadas e momentos de partir o coração fazem de Hwayugi uma fantasia única que equilibra leveza e drama.

Foto: reprodução/soompi
O Ídolo Celestial (2023)

Misturando fantasia, vida de idol e romance, o drama traz Kim Min Kyu como Pontifex Rembrary, um sacerdote sagrado que acaba preso no corpo de Woo Yeon Woo, integrante de um grupo de K-pop em crise. Sem entender nada do mundo do entretenimento, ele acaba conduzindo a banda ao sucesso enquanto enfrenta inimigos sobrenaturais.

Ao lado da gerente Kim Dal (Go Bo Gyeol), ele encara tanto os perigos espirituais quanto as armadilhas do showbiz. Leve, engraçado e com um toque de emoção, é daqueles que você assiste rapidinho.

Foto: reprodução/viki

Quais desses k-dramas você já assistiu? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

 

Leia também: 10 personagens da ficção que mostram os diferentes lados da área da saúde

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

Categorias
Entretenimento Livros

Segredos familiares envolvem trama principal de novo thriller jovem-adulto ambientado no interior paulista

Stefany Borba aborda o drama que enfrentados ao olhar para dentro: das casas, dos afetos, das memórias e dos próprios medos

Em Um Jardim Onde Morrem as Flores e Nascem Segredos, lançamento da Trend Editora, Stefany Borba mergulha no suspense psicológico para contar a história de Maria Isabel, jovem que retorna à casa da avó recém-falecida e, aos poucos, começa a descobrir que o passado da família é um terreno cheio de mistérios e suspeitas.

Por que uma mulher apaixonada por flores nunca cuidou do próprio jardim? Esse é o ponto de partida da trama, e, ao tentar responder, Bel se vê envolvida em uma narrativa que mistura drama familiar, crimes antigos e novas ameaças, tendo como pano de fundo a cidade de Itapetininga, no interior de São Paulo.

Entre lembranças de infância e investigações, a protagonista se depara com vestígios de casos que marcaram a região — como o desaparecimento da tia Roberta, nos anos 1980, e de Otávio, ambos ocorridos no mesmo período em que um serial killer conhecido como “Assassino das Bonecas” aterrorizava o município, vitimando mulheres e meninas. No presente, novos corpos passam a surgir na terra revirada, e a tensão aumenta.

Ao entrelaçar as histórias de três gerações femininas — avó, mãe e neta —, Borba explora temas como papéis de gênero, marcas da violência e o silêncio como forma de sobrevivência, além de criar uma história cheia de raízes.

Mais do que um romance policial para jovens adultos, Um Jardim Onde Morrem as Flores e Nascem Segredos é uma reflexão sobre luto, legado e perdão. Stefany Borba mostra que segredos enterrados sempre encontram um jeito de florescer, e que crescer exige coragem para revirar a terra, mesmo sem saber o que será encontrado.

Sobre a autora
Foto: reprodução/Trend Editora

Stefany Borba estudou Produção Editorial pela Universidade Anhembi Morumbi e atua há mais de uma década como designer. Apaixonada por literatura e arte, decidiu retomar o sonho de escrever as próprias histórias. Um Jardim Onde Morrem as Flores e Nascem Segredos é seu segundo livro. Enquanto Eu Te Vejo, Você Me Ouve? (2024) é seu suspense de estreia.

Você gosta de thrillers? Compartilhe sua opinião conosco através de nossas redes sociais – Facebook, Instagram, X – e venha conhecer o nosso Clube do Livro.

Leia também: Continuação do romance sáfico histórico de Vanessa Airallis mergulha no amor proibido entre duas mulheres

Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho @lauramariaheart

Categorias
Notícias Séries

Only Murders in the Building: veja o trailer da nova temporada

Série vai estrear no streaming no dia 9 de setembro

A quinta temporada da série Only Murders in the Building, vencedora do Emmy, traz de volta os protagonistas Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez. A produção vai chegar ao Disney+ com três episódios no dia 9 de setembro. O restante dos episódios serão lançados semanalmente.

pôster omitb
Imagem: divulgação/Disney+

A nova temporada também vai contar com estrelas convidadas como Meryl Streep, Da’Vine Joy Randolph, Richard Kind, Nathan Lane, Bobby Cannavale, Renée Zellweger, Logan Lerman, Christoph Waltz, Téa Leoni, Keegan-Michael Key, Beanie Feldstein, Dianne Wiest e Jermaine Fowler, entre outros.

Na trama, após a morte suspeita do adorado Lester, o porteiro do Arconia, Charles, Oliver e Mabel se recusam a acreditar que foi um acidente. A investigação os leva a cantos mais sombrios de Nova York. Dessa maneira, o trio descobre uma perigosa teia de segredos que conecta poderosos bilionários, mafiosos da velha guarda e os misteriosos moradores do Arconia.

Além disso, eles encontram uma divisão mais profunda entre a cidade histórica que pensavam conhecer e a Nova York que cresce ao seu redor, onde a velha máfia luta para se manter enquanto novas e ainda mais perigosas figuras surgem.

Confira o trailer:

Você vai assistir a nova temporada? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Instagram, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

 

Leia também: Para maratonar: séries leves e divertidas para assistir no fim de semana

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

Categorias
Cultura Cultura Latina Entrevistas Notícias Novelas

Entrevista | Larissa Góes comemora 20 anos de carreira e fala sobre seu mais recente trabalho em Guerreiros do Sol

A atriz cearense reflete sobre sua trajetória, o desafio de construção de uma personagem em plena gravação, a força da cultura nordestina e o que espera despertar no público com sua nova personagem

Entrevista por Gabriella Emim @gabriellaemim

Com vinte anos de carreira, a atriz cearense Larissa Góes vive um momento especial. Um dos destaques do elenco de Guerreiros do Sol, produção da Globo que mergulha no universo do cangaço, ela interpreta Petúnia, personagem intensa e cheia de camadas.

Larissa iniciou sua carreira muito jovem e ganhou projeção nacional ao ser escalada para a novela Velho Chico (2016), experiência que abriu portas para outras grandes produções, como a terceira temporada da série Cine Holliúdy (2019). 

Ao longo desses anos, construiu uma trajetória que transita entre televisão, streaming e teatro, tornando-se um dos nomes de destaque da cena artística brasileira.

Nesta conversa com o Entretê, Larissa fala sobre a infância no Ceará, reflete sobre o espaço do artista nordestino nas produções nacionais e revela os bastidores de Guerreiros do Sol. Ela também compartilha o processo de criação de Petúnia e o impacto pessoal de viver essa personagem.

Larissa Góes
Foto: reprodução/Julia Trevisan

Entretetizei: Larissa, você começou muito jovem e já soma vinte anos de carreira. O que mudou na sua forma de atuar e de enxergar a profissão desde seus primeiros trabalhos até hoje?

Larissa Góes: Acho que, antes, a ideia de atuação para mim se inscrevia em uma lógica mais formatada, quase uma receita pronta que se aprendia e colocava em prática. Hoje penso que esta é uma ideia falida quando se refere a processos que acontecem também dentro da subjetividade, da imaginação. Além de ser um tanto sem graça, já que, hoje, me empolgo cada vez mais com as descobertas sobre aonde os processos de construção de personagens me fazem chegar, com as reelaborações sobre o que foi pensado e até mesmo com as contradições que se somam. 

Compreendo também que aquele primeiro entendimento foi uma base de aprendizado crucial para que hoje novas ideias fizessem mais sentido dentro do que amadureci enquanto artista e indivíduo. E esta é a maneira como hoje enxergo minha profissão; ela se integra ao que sou. Sou grata por olhar para trás e pensar não só no quanto mudei, mas no quanto ainda posso mudar, pois, para mim, o caminho de formação do artista não tem um ponto de chegada, ele pulsa com a vida e isso é fascinante.

E: Você lembra do momento em que entendeu que atuar seria mesmo o seu caminho? Pode contar um pouco sobre como foi esse processo de descoberta?

LG: Aos vinte anos, mesmo mantendo minhas atividades no teatro sempre vigentes, eu estava fazendo faculdade de fisioterapia, visando um futuro profissional mais “seguro”, mesmo sem uma pressão familiar declarada, que é desestimulante e tão comum nos depoimentos dos meus colegas artistas. Quando surgiu um teste para fazer um trabalho na TV, a novela Velho Chico, onde eu contracenaria com pessoas que tanto admiro, em uma obra de tanto requinte e projeção, e eu precisaria interromper, mesmo que temporariamente, minha graduação, eu não pensei duas vezes. 

Para mim, não tinha o que decidir. Inconscientemente me ocorreu um alívio de quem está sendo salva, aquele respiro de “Ufa! Ainda bem que estão me tirando daqui.” Obviamente fisioterapia é uma profissão digna e louvável, mas, quando se está apostando em uma área profissional que não faz brilhar os teus olhos, pode ser deprimente. E eu jamais conseguiria dispor de tanta energia na fisioterapia como faço na arte.

Quando voltei para a minha cidade depois de ter participado daquela obra, entendi que só estava começando. A partir de então, eu iria assumir este ofício como único e larguei de vez a graduação em fisioterapia para me dedicar integralmente àquilo que seria assumidamente (e corajosamente) a minha carreira profissional.

E: Ter crescido no Ceará influenciou seu olhar artístico? Quais memórias ainda lhe acompanham nos personagens que constrói hoje?

LG: Certamente minha base de formação se concentra inteiramente no meu estado, Ceará. Depois, eu tive a oportunidade de conhecer novos lugares e contar novas histórias, mas a cena artística de Fortaleza é muito forte, tanto na linguagem da encenação quanto em outras áreas, como a música, a dança, as artes plásticas. Sempre que volto para a minha cidade, me inspiro novamente tanto com os artistas quanto com as pessoas que me atravessam por outras vias que não a arte em si. Minhas relações e meu senso crítico também se alimentam quando estou em casa e isso complementa o meu processo criativo de maneira até mesmo intuitiva.

Larissa Góes
Foto: reprodução/Julia Trevisan

E: Em Guerreiros do Sol, sua personagem Petúnia se vê no meio do cangaço ao se apaixonar por Sabiá. Como foi a construção dela e o que mais tocou você nessa história?

LG: O processo de construção da Petúnia se deu em tempo real, enquanto estava com as gravações em andamento, já que assumi a personagem substituindo uma outra atriz que precisou sair do projeto. Então não tive muito tempo de preparação, o que torna o desafio muito maior do que já costuma ser normalmente. Mas quando li o roteiro, a personagem me atravessou de maneira muito intensa e bonita. As relações que se construíram dentro e fora de cena também me ajudaram a encontrar cada vez mais camadas da Petúnia, e a equipe envolvida no projeto é de peso, o que contribuiu fortemente para que este olhar sobre a Petúnia se pousasse na delicadeza e na sensibilidade, mas também encontrava cargas mais densas, se necessário.

Hoje, me situo em outro tempo/espaço, com outras noções sobre pautas sociais e políticas, que me diferenciam bastante da Petúnia. Por isso mesmo, evito ter julgamentos sobre seus comportamentos e escolhas, que certamente são distantes dos meus, mas me fazem refletir sobre estruturas patriarcais que ainda se perpetuam. 

É lindo ver o amor deste casal que se encontra intimamente, construindo um imaginário tão sublime sobre um relacionamento, mas também me toca muito ver Petúnia em uma espera incessante por alguém que acaba por fazê-la atravessar tantas perdas. É triste, porque, para mim, é crível, é possível, para não dizer comum. Mas trago a trajetória da Petúnia comigo para que eu reinvente em mim cada vez mais maneiras de não me deixar anular dentro de relações e, ainda assim, me permitir amar com a intensidade e a coragem que ela amou.

E: A trama se passa em meio ao cangaço, um tema muito presente na cultura nordestina. Como foi se reconectar com essas raízes através do trabalho? E como você enxerga o espaço que os artistas nordestinos vêm conquistando nas produções nacionais?

LG: A novela tem uma dramaturgia fictícia, mas com forte embasamento em um marco na história do nosso país, que foi o cangaço. Muitos acontecimentos narrados na trama têm referência direta a fatos históricos. Compor o elenco de uma obra deste porte é para mim um forte elo ancestral, um espaço identitário que raramente é respeitado, infelizmente. 

Precisei pesquisar bastante sobre a temática, pois não tinha tanto domínio até então, para que a minha contribuição fosse ainda maior, pois acredito que o meu trabalho seja de co-criação, o que vai além de decorar os textos. O sotaque que compus para a Petúnia, por exemplo, está mais atrelado à região do Cariri, que fica no sul do Ceará, onde Lampião mantinha fortes laços. Então, mesmo eu já sendo nordestina, a pesquisa se fez presente para que a personagem ganhasse ainda mais complexidade. 

Para mim, é gratificante enquanto nordestina poder resgatar memórias da minha história e da minha família. Pude reunir isso em uma obra, dialogando com outras culturas vindas de outros estados da região de onde vêm vários atores do elenco. Percebo o quanto o Nordeste é imenso e rico, e amo descobrir novos elementos da cultura nordestina.

O Nordeste esbanja excelência no fazer artístico e, quando assisto a colegas de trabalho galgando novos espaços e conquistando tanto reconhecimento, eu vibro e me encho de esperança de que cada vez mais espaços de honraria sejam ocupados por pessoas vindas de regiões que estão fora do eixo sudestino.

E: O que o público pode esperar de Guerreiros do Sol — e por que vale a pena acompanhar? E o que você espera que o público sinta ao assistir à Petúnia nessa jornada?

LG: A trama está em sua reta final de lançamento, mas ficará no ar na plataforma da Globoplay Novelas. O público que ainda não viu pode começar a ver e o público que já viu pode assistir novamente e matar a saudade desses personagens e dessas histórias tão envolventes e emocionantes. 

Petúnia tem uma trajetória bem intensa, marcada por uma grande paixão e por grandes perdas que a fizeram tecer um novo olhar para a vida. Espero muito que ela reverbere nas pessoas o amor que reverberou em mim desde que a li pela primeira vez. Que essa personagem possa nos fazer lembrar do quanto é bom se entregar a um sentimento tão bonito, mas que também nos faça refletir sobre o tempo de hoje e as nossas escolhas.

Confira uma cena de Guerreiros do Sol! 

E: Recentemente, você viveu Dolores Duran nos palcos, na peça Território do Amor (2025). Como foi se aproximar de uma figura tão emblemática da música brasileira?

LG: Dolores Duran é uma das artistas precursoras no ramo da composição musical feminina brasileira e tem obras regravadas por grandes intérpretes como Maria Bethânia, Tom Zé, Elis Regina, Milton Nascimento… Dar vida a esta grande artista no espetáculo é certamente mais desafiador não só por ela ser quem foi, mas também por não nos ter deixado tantos registros de suas performances nos palcos, ou fora deles. 

Isso, inicialmente, foi bastante limitante, pois não tive tanta referência imagética de Dolores, mas, dentro do meu processo de pesquisa, tive acesso a documentários, histórias contadas por amigos e familiares que se somaram às suas próprias obras musicais e me ajudaram a encontrar a corporeidade que disponho nas cenas. Então, para compor a Dolores, trabalho com duas perspectivas: a que ela de fato já existiu e seu legado repercute ainda hoje; e com a que não há uma forma pronta, mas sim uma linda somatória quase que artesanal de como a Dolores vibra nas pessoas.

E: Como você se reconecta com sua essência quando está longe de casa, já que a carreira de atriz muitas vezes exige deslocamentos?

LG: A praia é certamente o lugar onde me sinto em casa. Mesmo tendo passado minha infância morando longe da praia, em bairros menos favorecidos, era nesse lugar que eu via minha família inteira feliz, brincante e conectada, mesmo com suas questões conflituosas. Então, hoje, além de manter o contato de maneira digital com meus pais e minhas irmãs, alimento o meu corpo e a minha mente com as memórias que a praia me traz. Quando preciso viajar para um lugar que não tem praia, é mais difícil, mas encontro outros espaços que me acolhem ou pessoas que vêm da minha região, e me revigoro.

E: Você já passou pelo teatro, cinema e televisão. Cada linguagem exige algo diferente do ator. Qual delas mais desafia você e qual encanta mais? Que tipo de personagem ou história você ainda tem vontade de viver nas telas?

LG: Gosto de transitar entre diferentes linguagens, porque uma sempre acaba me dando novas perspectivas sobre a outra. Fazer teatro, por exemplo, é estar em pleno exercício de presença: não tem segundo take, é como um plano-sequência no audiovisual, que não tem cortes. No teatro, reconheço a força do ensaio, do processo de construção, da escuta ativa, que acabam sendo base para as demais linguagens. Lamento muito por não ter tanto investimento quanto precisa e merece. Fazer teatro independente é encarar cruamente os percalços da profissão. 

Então, muitas vezes, quando os compromissos se chocam, acabo não dando prioridade ao teatro por questões financeiras. Mas é sempre a linguagem para onde preciso voltar para rememorar o meu interesse pela atuação.

Amo personagens que não se definem facilmente, que se complexificam através de contrariedades e de mistura de comportamentos. Nem todo mundo é um vilão por completo e nem todo mocinho é imaculado, mas o que se investiga sem a borda da definição é sempre mais intrigante para mim. Eu interesso por Capitus, Hamlets, Raskúlnikovs e outras invenções atraentes e controversas.

E você, já assistiu Guerreiros do Sol? Conta pra gente o que achou da Petúnia nas redes sociais do Entretê Insta, Facebook e X e aproveita para nos seguir e ficar por dentro de tudo que rola no mundo do entretenimento.

Leia também: Entrevista | Laura Castro fala sobre carreira e destaca a importância da representatividade preta nas produções artísticas

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

Categorias
Cultura Cultura asiática Notícias Séries

Tudo Sob Controle: K-drama gravado no Brasil chega ao streaming

Com quatro episódios filmados em São Paulo, Tudo Sob Controle marca a estreia da Samsung como produtora audiovisual

Tudo Sob Controle é uma minissérie voltada para o público latino-americano que combina o estilo envolvente dos K-dramas com uma narrativa profundamente ligada à tecnologia. Inicialmente lançada no YouTube da Samsung Brasil, a produção agora tem seus quatro episódios disponíveis gratuitamente aos assinantes do Globoplay.

Filmado em português, o projeto acompanha a história de Yun-A (Sharon Cho) e Ji-Hoon (Raphael Chung), dois jovens executivos convivendo em uma casa completamente equipada com o ecossistema Samsung. O que deveria ser uma estadia rápida se transforma em uma série de situações inusitadas e encontros inesperados que misturam romance, cultura e tecnologia.

Confira o trailer abaixo:

Tudo Sob Controle marca a estreia da Samsung como produtora de conteúdo audiovisual, unindo a força dos K-dramas à expertise da marca em inovação e storytelling. Com o projeto, a marca encontrou uma forma de se conectar com o público latino-americano, tanto os que já são fãs das produções sul-coreanas como aqueles que gostam de assistir a boas histórias. Ao mesmo tempo, a Samsung apresenta ao longo da minissérie o seu ecossistema de dispositivos conectados, reforçando como a tecnologia pode simplificar a rotina e potencializar o dia a dia.

“O K-drama é um formato que une storytelling envolvente com um universo visual muito potente – algo que conversa diretamente com o DNA da Samsung. Com Tudo Sob Controle, damos um passo além ao criar um conteúdo original que representa um encontro entre cultura, entretenimento e inovação”, afirma Milene Gomes, Diretora de Retail e SmartThings da Samsung para a América Latina.

Foto: divulgação/Samsung

Como parte da parceria, Tudo Sob Controle ficará disponível por 30 dias no Globoplay, a partir de 11 de agosto, além de continuar no canal oficial da Samsung Brasil no Youtube e no serviço de streaming gratuito Samsung TV Plus.

 

O que achou de Tudo Sob Controle? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X —, conta pra gente e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

Leia também: Galera Record se junta a plataforma de vídeos para encontrar novo talento da fantasia

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

Categorias
Cinema Cultura asiática Especiais Notícias

Especial | O aconchego silencioso do cinema japonês

Entre arroz no vapor, amizades improváveis e silêncios que curam, o cinema japonês parece ter descoberto o segredo do acolhimento em forma de tela

Se você já terminou um filme japonês com a sensação de que foi abraçado por uma história simples, mas incrivelmente significativa, você não está sozinho. No meio do ritmo frenético das grandes produções hollywoodianas, onde tudo explode, corre ou grita, o cinema japonês parece andar em uma direção oposta: ele respira. Ele cozinha devagar. Ele conversa olhando nos olhos. E, sem precisar de reviravoltas grandiosas ou efeitos mirabolantes, ele nos acolhe, como se dissesse: “Está tudo bem, você pode descansar aqui”.

São filmes que nos fazem querer largar o celular, preparar um chá quente e, às vezes, até repensar o ritmo da nossa própria vida. Obras como Little Forest (2018), Our Little Sister (2015), Sweet Bean (2015), Swing Girls (2004), Midnight Diner (2009–2019) e After the Storm (2016) têm conquistado uma legião de fãs mundo afora por oferecerem algo cada vez mais raro: um espaço seguro para sentir. Mas afinal, o que torna essas produções tão confortáveis? Por que elas conseguem tocar fundo com tão pouco? A resposta está na estética, na cultura, na filosofia de vida e, acima de tudo, no cuidado com o simples.

A arte de transformar o cotidiano em poesia visual: como o trivial ganha significado no cinema japonês

Poucos cinemas conseguem capturar a beleza da rotina como o japonês. A vida comum, que geralmente é esquecida nas tramas aceleradas do mainstream ocidental, se torna o coração da narrativa. O que pode parecer banal — preparar o café da manhã, lavar a roupa, colher vegetais no quintal — ganha um valor quase sagrado quando mostrado com tempo, silêncio e intenção.

Essa abordagem exige paciência, tanto da produção quanto do espectador. Mas é exatamente essa cadência desacelerada que permite o surgimento do conforto. A câmera repousa em cenas que outras produções cortariam sem dó. Os personagens têm tempo para respirar. A gente também. E é nesse tempo que mora a poesia: uma sensação de presença, de conexão com algo que é simples e, por isso mesmo, essencial.

Diretores como Hirokazu Kore-eda e Naoko Ogigami são especialistas em dar protagonismo ao cotidiano. Em Little Forest (2018), cada estação do ano molda os dias da protagonista. Ela planta, colhe, cozinha, e tudo isso sem nenhuma pressa. O mais bonito é que o filme não é  sobre culinária, nem sobre agricultura: é sobre reconexão com o próprio tempo. E quando assistimos, é como se reencontrássemos o nosso também.

 cinema japonês
Foto: reprodução/inkline

Até mesmo comédias mais agitadas como Swing Girls (2004) respeitam esse ritmo. Apesar do tom leve e vibrante, o filme não tem pressa de resolver as coisas. O grupo de estudantes ensaia, erra, se atrapalha. A graça está no processo, e não no show final. Isso cria uma atmosfera familiar, despretensiosa, e profundamente humana.

 cinema japonês
Foto: reprodução/mubi

Essa sensibilidade visual e narrativa também dialoga com valores culturais do Japão, como o wabi-sabi, que valoriza o imperfeito, o efêmero e o incompleto. Ao invés de esconder as rachaduras, esses filmes as mostram com ternura. O resultado é um cinema que nos ensina a olhar melhor para o que já temos.

Culinária como afeto e cura: quando a comida é personagem principal

Entre os ingredientes que mais aparecem nos comfort filmes japoneses, nenhum é mais simbólico que o arroz recém-cozido. Não pelo alimento em si, mas pelo que ele representa: cuidado, acolhimento, memória. Quando os personagens cozinham, não estão apenas alimentando o corpo, estão expressando amor, gratidão ou até tristeza.

Sweet Bean (2015) talvez seja o exemplo mais tocante disso. A delicadeza com que a personagem Tokue prepara o anko, pasta de feijão doce, é quase uma prece. Há algo profundamente comovente na maneira como ela cuida dos detalhes, como se em cada movimento estivesse dizendo “você importa”. E, pouco a pouco, esse cuidado vai mudando a vida das pessoas ao redor — inclusive a do espectador.

Sweet Bean
Foto: reprodução/prime video

Na série Midnight Diner (2009–2019), cada episódio gira em torno de um cliente diferente e o prato que ele pede, sempre um prato afetivo, muitas vezes simples, como omelete com arroz ou udon. A comida é o ponto de partida para mergulhar na intimidade dessas pessoas. É o gatilho que revela sentimentos escondidos, memórias reprimidas, e também reconciliações inesperadas.

Em Kamome Diner (2006), a comida é ainda mais simbólica: ela atravessa fronteiras. A protagonista abre um restaurante japonês na Finlândia e, com calma, conquista o afeto dos moradores locais. Cozinhar aqui é um gesto de diálogo cultural, mas também um ato de resistência contra a solidão e o isolamento. É uma forma de dizer: “eu estou aqui, e você também pode estar”.

Kamome Diner
Foto: reprodução/letterbox

A conexão entre alimento e conforto talvez seja universal, mas o cinema japonês a trabalha com um cuidado raro. A forma como a comida é filmada, com closes suaves, sons ambientes e uma trilha discreta, nos faz quase sentir o sabor. E quando a refeição acontece, a câmera espera. Observa. Permite que a gente participe. Isso, por si só, já é terapêutico.

Laços familiares imperfeitos, mas reais: quando o lar é reconstruído pelo afeto

Uma das maiores forças do cinema japonês está em mostrar que o afeto não depende da perfeição. As famílias retratadas em filmes como Our Little Sister (2015), Shoplifters (2018), Still Walking (2008) e After the Storm (2016) estão longe de serem modelos ideais, e é exatamente por isso que são tão reconfortantes. Porque são humanas. São como as nossas.

Em Our Little Sister (2015), três irmãs adultas acolhem a meia-irmã mais nova após a morte do pai ausente. A relação entre elas é construída lentamente, com silêncios, refeições compartilhadas e caminhadas pela cidade. Não há grandes conflitos nem discursos emocionados. Há, sim, um amor discreto, que se revela no cuidado com os detalhes. É um filme sobre reconstruir uma casa emocional a partir dos escombros.

Our Little Sister
Foto: reprodução/netflix

After the Storm (2016) traz uma perspectiva diferente: a de um pai fracassado que tenta reconquistar o respeito do filho. Kore-eda dirige com empatia cada interação, mesmo quando o protagonista falha. O lar aqui não é um espaço de segurança inquestionável, mas sim de tentativa. E é nessa tentativa, no esforço constante, que reside o conforto.

Até em Shoplifters (2018), que mostra uma família de ladrões que vivem à margem da sociedade, o afeto se faz presente. Não há julgamentos morais, só a constatação de que vínculos podem ser criados mesmo nas situações mais improváveis. A comida compartilhada, os cochilos coletivos e os pequenos rituais de afeto criam um microcosmo de amor sincero.

Shoplifters
Foto: reprodução/netflix

Essa visão do lar como algo construído (e não dado) se opõe a muitas narrativas familiares ocidentais. No cinema japonês, não é o sangue que determina os laços, mas a constância do cuidado. Isso nos toca, especialmente em tempos em que tantas pessoas vivem realidades familiares não convencionais.

Ver essas famílias imperfeitas funcionando (mesmo quebradas, mesmo tropeçando) é reconfortante porque dá esperança. Esperança de que amar é possível mesmo quando não sabemos bem como fazer isso. E isso, no fim, é tudo que a gente precisa sentir às vezes.

A juventude como lugar de tropeço e descoberta: como filmes japoneses acolhem o processo de crescer

A adolescência é frequentemente retratada de maneira caricata ou idealizada no cinema global. Ou os jovens são hiperestimulados, hipersexuais e hiperinteligentes, ou são completamente ingênuos e vazios. Mas o cinema japonês parece entender melhor do que ninguém que crescer é, na maior parte do tempo, confuso, morno e até monótono, e é justamente essa normalidade que o torna tão acolhedor.

Filmes como I Wish (2011), A Gentle Breeze in the Village (2007), Blue Spring Ride (2014) e até Swing Girls (2004) tratam a juventude com sensibilidade e respeito. Eles não exigem que seus personagens adolescentes saibam o que estão fazendo, muito pelo contrário.
Esses filmes dão espaço para o tropeço, para o tédio, para a indecisão e para a amizade silenciosa que preenche as lacunas entre as certezas.

Em I Wish (2011), por exemplo, dois irmãos vivem em cidades diferentes após o divórcio dos pais e tentam se reunir acreditando em uma lenda urbana. Não há grandes eventos, apenas a jornada de dois meninos tentando entender o que sentem. Em A Gentle Breeze in the Village (2007), a história se passa em uma escola com apenas uma aluna por série, e o cotidiano da protagonista é feito de silêncios, caminhadas e encontros que não mudam o mundo, mas transformam ela por dentro.

Foto: reprodução/amino

Mesmo Swing Girls (2004), com seu ritmo mais leve e momentos de comédia, lida com questões de pertencimento e crescimento de forma afetuosa. As meninas, que formam uma banda quase por acidente, erram muito, e é nesse erro coletivo, cheio de ensaios desastrados e tropeços musicais, que surge a beleza do filme. É sobre crescer junto, mesmo sem saber muito bem o que está acontecendo.

Essa abordagem respeitosa e gentil permite que o espectador jovem se veja com mais honestidade. E para os adultos, é uma chance de revisitar esse tempo com menos dureza, enxergando a graça e a ternura que existiam nos próprios tropeços. Não há julgamentos, só aceitação. E talvez seja por isso que esse tipo de narrativa nos conforta tanto.

O silêncio como linguagem poderosa: como o não-dito se torna essencial para o acolhimento

No cinema japonês, o silêncio não é ausência, é presença. É espaço. É diálogo interno. Em uma época em que estamos cada vez mais cercados de ruídos, explicações e verborragias, há algo profundamente curativo em um filme que se permite calar. Que olha para o outro sem exigir resposta. Que escuta sem interromper.

Hirokazu Kore-eda talvez seja o mestre moderno dessa linguagem. Em Still Walking (2008), os silêncios dizem mais sobre o luto e a frustração de uma família do que qualquer discurso dramático. O desconforto entre pai e filho se instala nos intervalos entre um comentário e outro, na demora em passar a comida na mesa, no som abafado da TV ao fundo. A dor está ali, mas ela é expressa com uma economia que gera profundidade.

Foto: reprodução/mubi

O silêncio também é protagonista em Sweet Bean (2015), onde os personagens carregam traumas e estigmas que não verbalizam de imediato. Ao invés de declarações diretas, vemos hesitações, olhos marejados, mãos que tremem ao preparar um doce. Esse tipo de narrativa convida o espectador a participar emocionalmente da história. A completar o que não é dito com sua própria sensibilidade.

A ausência de trilha sonora em determinados momentos também reforça esse efeito. O som da chuva caindo, de uma panela fervendo, de um trem passando ao longe, tudo isso se torna trilha emocional. O silêncio, então, não é um espaço vazio, mas um lugar seguro. Um convite ao recolhimento, à introspecção.

Assistir a um filme japonês que respeita o silêncio é como passar um tempo com alguém que não te cobra performance. Que só fica ali, ao seu lado. E, no mundo acelerado e ansioso em que vivemos, esse tipo de presença é um verdadeiro bálsamo.

Filosofias de vida que se revelam aos poucos: o impacto do ikigai, wabi-sabi e mono no aware do tom emocional desses filmes

Muito do que sentimos ao assistir a filmes japoneses confortáveis tem raízes profundas em conceitos filosóficos e culturais que não são explicitados, mas que atravessam a narrativa. São ideias que moldam o comportamento dos personagens, o ritmo das histórias e os temas escolhidos. Três deles, em especial, ajudam a explicar por que esses filmes tocam tanto: ikigai, wabi-sabi e mono no aware.

Ikigai é a ideia de propósito, não no sentido capitalista de sucesso, mas no sentido simples de ter algo pelo qual acordar de manhã. Em filmes como Little Forest (2018), a protagonista encontra seu ikigai não em um grande projeto de vida, mas no ato de cozinhar, cuidar da horta, viver com as estações. Isso muda a forma como enxergamos nossas próprias tarefas cotidianas. Elas passam a ser suficientes.

O wabi-sabi nos convida a apreciar a beleza da imperfeição. Um prato lascado, uma casa antiga, uma conversa interrompida. Em Shoplifters (2018), por exemplo, vemos uma família formada por pessoas quebradas, vivendo em uma casa precária. E mesmo assim, ali existe beleza. A imperfeição não é vergonha, é expressão da vida como ela é.

Já o mono no aware é, talvez, o mais poético desses conceitos. Ele se refere à melancolia suave que sentimos diante da transitoriedade das coisas. A flor de cerejeira que cai, o verão que termina, o trem que parte. Essa consciência de que tudo é passageiro permeia obras como After the Storm (2016), onde um homem tenta, tardiamente, recuperar o tempo perdido com a família. O filme não promete conserto, apenas nos mostra a beleza possível mesmo na falha.

Essas filosofias não são ensinadas didaticamente. Elas estão na atmosfera, no jeito dos personagens se moverem, nas escolhas de câmera, no ritmo da montagem. Ao assistir a esses filmes, a gente não aprende com a cabeça, aprende com o corpo. Com o tempo. Com calma. E quando o filme termina, é como se uma parte da gente tivesse sido reensinada a existir com mais leveza.

Estética minimalista e montagem contemplativa: o poder do menos é mais

Muito do conforto que sentimos ao assistir a um filme japonês também está em sua estética visual intencionalmente minimalista. Não há excesso de cortes rápidos, trilhas sonoras dramáticas ou cenários elaborados. Em vez disso, o cinema japonês nos convida a olhar com atenção para o que está em cena e, principalmente, para o que não está.

A câmera muitas vezes é fixa, como se fosse um espectador quieto dentro do ambiente. Ela observa as pessoas com respeito, sem invadir sua intimidade. Os ambientes, geralmente pequenos ou modestos, ganham vida através de pequenos detalhes: uma chaleira no fogão, roupas secando ao sol, uma janela aberta que deixa o vento entrar. Tudo isso transmite calma, ordem e humanidade.

Esse olhar minimalista tem ligação direta com princípios estéticos como o ma (um conceito japonês que valoriza os espaços vazios, as pausas, os intervalos entre ações). O ma não é ausência, mas uma presença sutil que dá ritmo e equilíbrio à narrativa. Ele aparece quando a câmera permanece mais tempo do que o esperado em uma cena aparentemente simples, como alguém tomando chá, olhando pela janela ou apenas respirando.

Essa maneira de filmar nos força a desacelerar. E, no mundo ansioso em que vivemos, isso pode ser quase um ato de resistência. Ao assistir, somos convidados a reduzir o passo, acompanhar o tempo dos personagens e até escutar nossos próprios silêncios internos. E isso é raro… e precioso.

É também essa estética contida que reforça o impacto emocional. Quando finalmente algo acontece — um gesto de afeto, uma despedida, uma confissão — a emoção vem limpa, sem ruído. Não precisa de trilha explosiva, nem de grandes discursos. Só a verdade daquela cena, naquele momento, com aquelas pessoas. E isso basta.

Um convite à presença: como o cinema japonês nos ensina a estar

Ao fim de tudo, talvez o maior poder do cinema japonês acolhedor esteja em algo que parece cada vez mais difícil na vida contemporânea: estar presente. Seus filmes não nos distraem com estímulos incessantes, não nos atropelam com explicações. Pelo contrário, eles pedem que a gente fique. Que a gente olhe. Que a gente sinta.

Filmes como After the Storm (2016), Our Little Sister (2015), Sweet Bean (2015), Kamome Diner (2006) e tantos outros não nos entregam grandes revelações. Eles não querem nos entreter a qualquer custo. Eles querem compartilhar tempo com a gente. E isso é o mais próximo de um abraço cinematográfico que existe.

É claro que esse tipo de cinema não agrada a todo mundo, e tudo bem. Mas para quem está cansado da urgência, do barulho, da performance constante, encontrar um filme japonês desses é como descobrir um jardim secreto no meio da cidade. Um lugar onde você pode se sentar, respirar e lembrar que a vida não precisa ser grandiosa o tempo todo para ser bonita.

No final das contas, esses filmes não mudam o mundo. Mas mudam o jeito como a gente olha para ele. E, em tempos tão acelerados, isso já é mais do que suficiente.

Qual seu filme japonês preferido? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades no mundo do entretenimento e da cultura.

 

Leia também: A animação chinesa Ne Zha 2 chega ao Brasil 

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana @angelasantana481

Categorias
Cinema Cultura Cultura pop Entretenimento Entrevistas Eventos Notícias

Humor, sinceridade e fofoca: veja o que rolou na coletiva de imprensa de Uma Mulher sem Filtro

Equipe e elenco revelam bastidores, inspirações e expectativas para o lançamento do filme, que estreia no próximo dia 21

Matéria por: Danielly Sofer e Tatiana Carina

A coletiva de imprensa de Uma Mulher Sem Filtro, uma das comédias brasileiras mais comentadas do momento, apresentou ao público e à imprensa as novidades sobre o filme, que já teve diversas versões mundo afora. Com o elenco principal e o diretor Arthur Fontes reunidos, o evento trouxe histórias de bastidores, inspirações criativas e alguns spoilers, uma mistura de humor irreverente, situações do cotidiano e personagens marcantes.

Durante o encontro, Fabíula Nascimento destacou o prazer e o desafio de interpretar sua primeira protagonista em 30 anos de carreira. Espontânea e sem medo de falar o que pensa, a atriz listou as reflexões sobre o universo feminino, o convite para o papel e o roteiro de Tati Bernardi como partes essenciais para dar vida à situações que soam verdadeiras e engraçadas ao mesmo tempo.

“É minha primeira protagonista no cinema nacional, em uma comédia com bastante reflexão. Me vi muito na personagem e acho que enxergo todas nós nela. Foi uma delícia poder colocar isso na tela, e emprestar um pouco de mim pra ela, acho que a gente foi bem feliz nesse processo”, comentou Fabíula.

Protagonismo na vida e em cena

Fabíula também destacou a importância de assumir esse protagonismo tardio: “Eu já não sou mais a mesma mulher do ano passado. Faria milhões de coisas diferentes, porque você fica se revendo o tempo todo. Essa protagonista foi muito bem-vinda, acho que demorou, não acho que foi na hora certa, não.  A personagem veio em um momento muito bom, mas o protagonismo acho que poderia ter vindo antes. Tenho 47 anos, quase 30 de carreira, e agora é como se eu tivesse liderando o jogo”, afirmou a atriz que é casada com o também ator Emílio Dantas, que interpreta o par romântico de Bia no longa — Fabíula contracenou mais uma vez com o marido com quem também já dividiu as telas na série Amor e Sorte (2020).

Emílio contou que entrou no filme praticamente de surpresa, sem saber detalhes sobre o personagem que faria e quase caiu de paraquedas no elenco: “Nem sabia que era pra mim. Eu só sabia que era um projeto muito maneiro que a Fabíula estava e achei que isso foi suficiente para eu aceitar. Saber quem era a galera, qual era a cara do projeto… Foi tudo muito fácil”, disse o ator, que também ressaltou o prazer de retomar a parceria com a esposa em cena. “Estar com a Fabíula sempre é muito prazeroso, muito gostoso, muito rico, eu não faço nenhum personagem meu sem antes passar por ela”, completou.

A influencer dos sonhos

Camila Queiroz, que interpreta Paloma — uma influenciadora digital que chega à empresa onde Bia (Fabíula Nascimento) trabalha e assume o cargo de CEO tão sonhado e merecido pela colega — exaltou a parceria com Fabíula e comemorou a estreia de seu primeiro trabalho nos cinemas. “É uma alegria poder trabalhar com a Fabíula, que eu considero uma potência do nosso Brasil como atriz. Ela foi o que mais me chamou atenção para estar no filme. Fazer cinema era uma vontade muito grande. Esse não é o meu primeiro filme, mas é o primeiro que vai para as telonas. Sempre tive muita vontade de viver essa experiência de estar em outro lugar, além de novelas e séries”, contou Camila.

A atriz também destacou a importância de desmistificar a profissão de influenciadora digital, que ainda é vista como algo fútil e de pouca relevância para a sociedade. “Poder entender todas as camadas dessas pessoas que estão diariamente na internet, nos influenciando e nos instigando foi fascinante. A cada cena da Paloma que eu lia, eu ia me surpreendendo com ela, com o tipo de conteúdo e mensagem que ela traz. Ela entende das coisas, tem empatia e transforma a Bia. A gente pode ver uma profundidade na Paloma como influencer que às vezes não é abordada em outras situações ”, explicou.

No filme, Bia e Paloma constroem uma relação marcada por troca e respeito entre gerações diferentes. Apesar do atrito inicial, elas acabam se apoiando profissionalmente, afastando a ideia de rivalidade feminina como foco central do longa. “A Paloma chega na vida da Bia no pior momento: quando ela esperava ser promovida e, de repente,  é trocada por uma menina que tem todo esse estereótipo da influencer que tem milhões de seguidores e que de cara intriga o público. Eu acho que aos poucos a Bia consegue enxergar a Paloma com um outro olhar porque a Paloma nunca se mostrou contra a Bia, pelo contrário, ela se mostrava apaixonada por ela, pelo trabalho dela”, completou Camila.

O diretor e o cara menos legal

O diretor Arthur Fontes, responsável pela adaptação brasileira do sucesso chileno já reproduzido em diversos países, ressaltou que, apesar de ser uma comédia, o longa traz um cuidado enorme ao abordar temas mais sérios. Ele não quis mostrar um final feliz para os vilões como já existiu em outras versões: “Nosso último ajuste foi justamente para transformar o final da Paloma. Ela não merecia ser uma vilã clichê. O mesmo vale para a namorada do Samuel no filme, que em outras versões, tinha um final em que ela era fragilizada, vista como coitadinha. Eu e a Tati resolvemos mudar o final desses personagens.” Ele explicou que também teve um cuidado para falar sobre temas como machismo e saúde mental sem entrar no clichê e sem romantizar as situações, fazendo com o que o filme também explore o empoderamento feminino.

Samuel de Assis, que interpreta Gabriel, um dos vilões e âncora de Bia, contou que o processo para viver o seu personagem foi um desafio.  “Foi difícil ser um cara escroto com a Fabíula, que eu considero uma gênia. É o primeiro cara menos legal que eu faço na vida, mas o que mais gostei desse personagem foi poder fazer ele bem escroto mas de uma forma diferenciada, tentando fingir uma empatia, uma forma legal de ser que não bate com a prática, dar nuances para ele”, disse o ator.

Conheça a história do filme

Na trama, Bia (Fabiula Nascimento) é uma publicitária que está no limite. Ela precisa lidar com seu chefe machista, um marido encostado, sua melhor amiga egocêntrica e sua irmã totalmente diferente dela. Para completar, a jovem influencer Paloma (Camila Queiroz) assume um cargo de confiança na empresa em que Bia trabalha. Prestes a surtar, Bia aceita a sugestão de Paloma e marca uma sessão esotérica com a Deusa Xana (Poly Marinho). É aí que as coisas pioram ainda mais: ela perde todos os filtros e passa a falar tudo o que passa por sua cabeça. O filme, que mistura humor, crítica social e reflexão sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, promete arrancar risadas, mas também provocar discussões sobre a relevância das novas profissões na era digital e os limites da sinceridade na sociedade atual. O longa chega às telonas no próximo dia 21 de agosto e está imperdível!

E aí, gostou de saber mais sobre esse filme que promete? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.

Leia também: Comédia Uma Mulher Sem Filtro ganha trailer oficial

Crítica: Beleza Fatal, a novela que não sabíamos mas precisávamos 

 Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

Categorias
Cultura Livros Notícias

A infância como lente para a dor: A Ciência das Coisas Frágeis em destaque no Sarangbang Podcast

Obra de Tae Keller impulsiona reflexão sobre saúde mental no episódio de encerramento da temporada

O Sarangbang Podcast encerra sua temporada dedicada à saúde mental com um episódio sensível e necessário. O livro escolhido é A Ciência das Coisas Frágeis (2023) da premiada autora sul-coreana Tae Keller, vencedora da medalha Newbery

Na história, acompanhamos Natalie, uma jovem em busca de compreender como criar um milagre enquanto enfrenta, de forma sutil e poderosa, os efeitos da depressão em sua vida.

A saúde mental na infância sob uma nova perspectiva

A partir do ponto de vista inocente da protagonista, a obra nos convida a refletir sobre temas profundos, como a força dos vínculos familiares e de amizade, a importância da rede de apoio e os desafios emocionais que atravessam diferentes fases da vida. 

Apesar do tema delicado, a narrativa se desenrola com leveza e proximidade, permitindo que leitores de todas as idades se conectem com as experiências de Natalie.

Foto: reprodução/Sarangbang Podcast
Uma narrativa sensível 

A convidada do episódio é Lilliân Borges, criadora do perfil @experiencia_literaria, professora, doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonada por literatura infantojuvenil. 

Junto à equipe do podcast, Lilliân discute como o livro evita abordagens moralistas ou didáticas, tornando-se uma leitura essencial para promover o debate sobre saúde mental tanto em ambientes familiares quanto em espaços educativos e de mediação de leitura.

O retorno das metáforas na formação leitora

Durante a conversa, Lilliân também destaca o papel das metáforas na obra e sua importância para os leitores mais jovens – especialmente em tempos em que o excesso de conteúdos rápidos parece dificultar a interpretação simbólica e subjetiva dos textos literários. 

A Ciência das Coisas Frágeis, portanto, apresenta-se como uma joia da literatura coreana contemporânea, ideal tanto para os leitores iniciantes quanto para os mais experientes – incluindo adultos.

O episódio completo já está disponível no Spotify e no YouTube.

Ficou com vontade de ler o livro? Adquira aqui: A Ciência das Coisas Frágeis – Tae Keller

Livros mencionados no episódio:

 

Curiosos para escutar o podcast? Contem para a gente, sigam-nos nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X — e, se gostarem de trocar experiências literárias, venham fazer parte do Clube do Livro do Entretê.

 

Leia também: Entrevista I Verena Cavalcante reflete sobre literatura de horror e o feminino

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @anadodll

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!