Mês: agosto 2025
Sucesso em turnê pelo Brasil, O Casal Mais Sexy da América combina humor, emoção e crítica social em temporada paulistana. Veja no Teatro Liberdade
Após passar por cidades do Rio Grande do Sul, interior de São Paulo, de Curitiba e Belo Horizonte, o espetáculo O Casal Mais Sexy da América acaba de chegar a São Paulo para uma temporada no Teatro Liberdade — a partir de 22 de agosto.
Apresentada pelo Ministério da Cultura e com patrocínio da Bradesco Seguros, a comédia romântica estrelada por Vera Fischer, Leonardo Franco e Vitor Thiré combina humor inteligente e crítica social ao abordar temas como envelhecimento, igualdade de gênero e ética no trabalho de maneira leve, provocativa e emocionante. A direção e versão brasileira são de Tadeu Aguiar, a partir do texto do premiado roteirista e dramaturgo norte-americano Ken Levine.
A produção é da Estamos Aqui Produções Artísticas — responsável por sucessos como A Cor Púrpura (2023), Querido Evan Hansen (2021), Ou Tudo ou Nada (2015), As 4 Faces do Amor (2011) e Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito (2022) — e com administração e realização da JF Soluções e Serviços.
A trama se passa nos bastidores da indústria do entretenimento e acompanha o reencontro de Susan White e Robert McAllister, dois atores veteranos que, décadas atrás, formaram um dos casais mais icônicos da TV americana em uma série de grande sucesso. Trinta anos depois, eles se encontram durante o velório de uma antiga colega de elenco e, diante da possibilidade de voltarem a trabalhar juntos, são levados a revisitar memórias, confrontar diferenças e encarar as transformações que marcaram suas trajetórias. Esse reencontro, porém, pode mudar os rumos de suas vidas, reacendendo lembranças adormecidas e trazendo de volta a chama de um romance que parecia perdido no tempo.

“Tudo começa quando eles se reencontram em um quarto de hotel, durante o funeral de uma antiga colega da produção. Trinta anos depois, voltam a compartilhar lembranças — boas e ruins —, elogios, brigas e confissões”, conta Vera Fischer. “É um texto que trata, com leveza e humor, de assuntos sérios como o etarismo, a desigualdade salarial entre homens e mulheres e os desafios de se manter ativo na profissão com o passar dos anos.”
Para o diretor Tadeu Aguiar, a montagem brasileira exigiu uma adaptação cuidadosa. “Quando li o texto, fui tomado de emoção e alegria. Eu mesmo decidi traduzi-lo, buscando equivalentes no nosso idioma e referências que fizessem sentido ao público brasileiro. A princípio, pensei em trazer a história para o Brasil, mas percebi que ela é tão universal que bastava manter a ambientação original, permitindo que os atores imprimissem nossa maneira de dizer e sentir”, explica.
Com esse equilíbrio entre humor e reflexão, o espetáculo provoca identificação imediata. “É muito interessante, porque há cenas em que o público gargalha, mas também momentos de emoção. Mostramos que pessoas acima dos 60 anos podem viver romances, ser felizes. É uma comédia romântica reflexiva, atual e muito bem recebida em todas as cidades por onde já passamos”, acrescenta Vera.
Leonardo Franco reforça a força da obra: “O mais potente é o poder transformador do texto. Ele vai com o público pra casa, continua reverberando no coração. É uma comédia romântica da mais alta qualidade, que mostra a vida como ela é: com encontros, desencontros, promessas, surpresas e muita emoção.”
Na montagem brasileira, o elenco conta ainda com Vitor Thiré, que interpreta o jovem funcionário do hotel onde os protagonistas se hospedam. “O interessante está justamente na mistura entre o que é dito e o como é falado. Apesar da ingenuidade dos seus 22 anos, o boy do hotel traz à cena o universo contemporâneo das redes sociais e da internet, dialogando com os jovens de hoje com humor e leveza”, observa o ator.
A equipe criativa reúne nomes reconhecidos do teatro musical brasileiro: Natália Lana assina a cenografia, Ney Madeira e Dani Vidal os figurinos, Sergio Martins a iluminação, Sueli Guerra a direção de movimento e Norma Thiré e Eduardo Bakr a coordenação de produção.
Para Bakr, o espetáculo equilibra leveza e reflexão: “Ele começa como uma comédia divertida, mas logo revela camadas delicadas que tratam do etarismo, do machismo estrutural e da invisibilidade da mulher no mercado de trabalho. É uma produção luxuosa e cuidadosa, que diverte e, ao mesmo tempo, toca em questões que todos nós carregamos no coração”, afirma o produtor.
Ficha Técnica:
Versão brasileira e direção geral – Tadeu Aguiar;
Cenário – Natália Lana;
Figurino – Dani Vidal & Ney Madeira;
Desenho de luz – Sergio Martins;
Direção de movimento – Sueli Guerra;
Visagismo – Anderson Bueno;
Assistente de Direção – Maria Griffith;
Produção – Norma Thiré & Eduardo Bakr;
Coordenação de Produção – Estamos Aqui Produções Artísticas;
Produção geral – JF Soluções e Serviços;
Assessoria de Imprensa – GPress Comunicação.
SERVIÇO:
Data: De 22/08 a 21/09.
*Horário: Sextas e sábados às 20h e domingos às 17h*.
Duração: 90 min.
Gênero: Comédia Teatral.
Classificação: 14 anos.
End: Rua São Joaquim, nº129 – Liberdade – São Paulo.
Local: Teatro Liberdade.
Abertura da casa: 1h antes do início do evento.
Plateia Premium: R$160,00 (Inteira) e R$80,00 (Meia-entrada).
Plateia: R$140,00 (Inteira) e R$70,00 (Meia-entrada).
*Acessibilidade em todas as sessões; acesso físico, interpretação em libras, texto e resumo descritivo em braille*.
*Ingresso 35%: desconto válido mediante o preenchimento do formulário.
*Clientes Glesp têm 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante à aplicação do cupom, limitado a 4 ingressos por cupom. Válido para todos os setores.
Quais as suas escolhas para assistir na próxima temporada? Conta pra gente e siga o Entretetizei nas redes sociais — Facebook, Instagram e X — para mais informações sobre peças teatrais.
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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj você
Grupo sul-coreano desembarcou no Brasil em agosto com apresentações passando por sete cidades
É uma verdade universalmente reconhecida que um fã de K-pop está sempre torcendo para que seu grupo favorito desembarque no Brasil, de preferência com shows que contemplem outras cidades além do circuito Rio-São Paulo. O famoso “Come to Brazil” tem ganhado força e desta vez foi o grupo YOUNITE quem chegou a terras brasileiras com shows em sete cidades.
O YOUNITE (유나이트), formado por oito integrantes, debutou em abril de 2022 pela agência Brand New Music com seu EP intitulado YOUNI-BIRTH e desde então tem conquistado fãs no mundo todo. Os membros são: Eunho (colíder, vocalista principal), Steve (vocalista principal), Eunsang (colíder, vocalista), Hyungseok (vocalista, sub-rapper), Woono (vocalista, visual), Dey (rapper principal), Kyungmun (main dancer, vocalista) e Sion (rapper, maknae ou integrante mais jovem).

Em 2024 o grupo participou do reality show Road to Kingdom: Ace of Ace e surpreendeu com performances marcantes de Bite Me (Enhypen) e Armageddon (aespa), vencendo tanto na votação popular como na votação do júri técnico. O programa aumentou ainda mais a visibilidade do grupo.
Em abril deste ano, o YOUNITE lançou seu sétimo EP YOUNI-T, com destaque para o single Rock Steady. O MV ultrapassou 10 milhões de visualizações no YouTube em apenas dois meses.
O comeback do grupo, assim como seu último lançamento, o single BOMBA, mostra um lado mais maduro e enérgico do K-group, que atualmente conta com 90 mil ouvintes mensais apenas no Spotify.
A K-Turnê é organizada pelo Centro Cultural Coreano no Brasil em parceria com a Brand New Music, além de instituições nacionais e internacionais. Os shows passaram por São Paulo (SP), Curitiba (PR), Piracicaba (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (BH) e Goiânia (GO). A turnê se encerra em Brasília (DF) com shows gratuitos durante a terceira edição do K-Festival no Parque da Cidade Sarah Kubitschek.

O Entretê aproveitou a oportunidade para entrevistar o grupo e descobrir curiosidades sobre o período do debut, a passagem pelo Brasil e os próximos projetos. Confira!
Entretetizei: O YOUNITE debutou em 2022 com o álbum YOUNI-BIRTH. Quais são as memórias que têm dessa época e qual foi o maior desafio desde então?
Eunho: Tudo era novo e diferente e eu ainda era inexperiente, mas ao mesmo tempo foi um tempo emocionante e feliz. Participar do Road to Kingdom no ano passado e vir ao Brasil foram os maiores desafios até agora.
Hyungseok: Me lembro de ter ficado muito nervoso no debut, e todas as atividades que vivi depois disso foram experiências novas e desafiadoras.
Sion: O debut foi o momento mais empolgante, mas também o álbum em que fiquei mais nervoso e preocupado. Depois disso, quis mostrar o meu melhor lado, então tentei muitas coisas novas.
E: Se vocês pudessem descrever seu crescimento desde o debut em apenas uma palavra, qual seria?
Steve: Connected.
Dey: Mesmo quebrado e pisado, eu me levanto.
Kyungmun: Bulk up (ficar mais forte).
E: Se pudessem dar um conselho para si mesmos no momento do debut, o que diriam?
Eunho: Aproveite mais o palco e dê o seu melhor.
Woono: Como vamos fazer turnê no Brasil, estude um pouco de português!
Sion: É melhor fazer do que não fazer, então se esforce em tudo!
E: Se cada integrante fosse um gênero musical, qual seria?
Steve: Pensando em cada membro: Eunho – K-pop, Kyungmun e Hyungseok – Jazz, Dey – EDM, Woono e Sion – Balada coreana.
Dey: Eu seria funk brasileiro.
Kyungmun: Eu acho que não me limito a um só gênero. Ao desafiar diferentes estilos, minha própria existência se torna um gênero.
E: Há algum hábito engraçado ou peculiar dos membros que os fãs provavelmente não conhecem?
Steve: O Kyungmun pratica português e é incrível ver ele falando.
Woono: Alguns membros se exercitam antes de entrar no palco para ficar no pump.
E: No EP YOUNI-T vocês mostraram um lado mais maduro e cheio de energia. Como foi o processo criativo dessa vez?
Eunho: Esse álbum tem músicas de subdivisões, então demos uma atenção especial e passamos por várias tentativas e erros. Mas no final deu tudo certo e fiquei satisfeito.
Dey: Trabalhamos intensamente como sempre! Mas acho que acabei criando mais apego às músicas de subdivisões.
E: Rock Steady conquistou milhões de visualizações e é muito querida pelos fãs. Como se sentiram ao ver essa reação?
Hyungseok: Ficamos muito felizes que tantos fãs gostaram de Rock Steady. É muito gratificante ver uma música que ensaiamos por tanto tempo ter uma recepção tão boa.
Kyungmun: Eu estava preocupado se o público iria gostar, mas recebemos muito mais amor e reações positivas do que pensava. Fiquei muito feliz.
E: Esta é a primeira atividade de vocês no Brasil. Antes de vir, o que mais despertava curiosidade e que memórias querem levar desta turnê?
Woono: Eu tinha curiosidade sobre como era a energia dos fãs brasileiros, e percebi que era muito mais forte do que imaginava. Quero levar essa energia comigo!
Sion: O que mais esperava era subir no palco no Brasil, mas também estava ansioso para ver as paisagens. Se para os fãs brasileiros nos tornamos uma boa lembrança, para nós também será uma memória especial!
E: Em São Paulo, vocês fizeram dois shows gratuitos diante de um grande público. Como foi sentir essa energia tão de perto? Algo nos fãs brasileiros surpreendeu vocês?
Steve: Durante o show, os fãs nos deram muita energia com seus gritos, e isso nos deixou ainda mais animados no palco.
Dey: O retorno do público foi incrível, recebemos muita inspiração e energia!
E: Há artistas ou inspirações musicais brasileiras que vocês conhecem?
Eunho: Recentemente o funk brasileiro está na moda, então tenho ouvido um pouco. Além disso, já conhecia a Anitta, que colaborou com nossos veteranos do TXT.
Kyungmun: Conheci músicas de funk brasileiro que viralizaram em vídeos curtos, e também ouvi algumas canções famosas da Pabllo Vittar.
E: Vocês acham que qual música de vocês combina mais com uma coreografia ao estilo brasileiro?
Hyungseok: Acho que BOMBA transmite bem a paixão e a energia do Brasil!
Dey: Para mim, Poco Loco combina perfeitamente com o Brasil.
E: Durante a turnê no Brasil, qual foi a mensagem ou gesto dos fãs que mais emocionou vocês? E qual foi a reação mais engraçada que viram?
Kyungmun: Fiquei surpreso com os gritos entusiasmados e muito emocionado quando os fãs cantaram junto conosco. Alguns trouxeram tiaras e leques com meu nome, fiquei muito agradecido e feliz!
Sion: O que mais me marcou foi ver os fãs aproveitando intensamente cada momento do nosso show!
E: O que os fãs podem esperar das próximas atividades do YOUNITE? Já podem nos contar algo de algum projeto especial do futuro?
Eunho: Recebemos muita energia nessa turnê e vamos trabalhar para mostrar um lado ainda melhor na próxima.
Hyungseok: Estamos nos preparando para mostrar lados diversos e incríveis no futuro!
E: Qual é o maior sonho que o YOUNITE gostaria de realizar juntos nos próximos anos?
Steve: Ser o modelo de inspiração de alguém.
Woono: Viajar por vários países e encontrar nossos fãs.
Sion: Quero subir em palcos cada vez maiores e mais impressionantes, e fazer com que nosso público se sinta no auge da felicidade vendo nossas apresentações.
E: Por fim, que mensagem gostariam de deixar para os fãs brasileiros?
Eunho: Essa foi a nossa primeira vez no Brasil, e agradecemos demais pelo apoio caloroso e pela recepção. Vamos dar o nosso melhor até o fim! Te amo.
Steve: Muito obrigado, vocês nos deram lembranças inesquecíveis. Obrigado por transmitirem a energia vibrante do Brasil. Love Brasil and hope to come back soon.
Hyungseok: Foi uma oportunidade maravilhosa vir ao Brasil, fiquei feliz e volto cheio de boas lembranças!
Woono: É nossa primeira vez no Brasil, e sou muito grato pelo carinho e pelo apoio de vocês. Até a próxima!
Dey: Obrigado por nos darem tanta força e amor. Vamos retribuir à altura como YOUNITE!
Kyungmun: Essa foi nossa primeira turnê no Brasil, e estou muito grato pelo carinho e amor muito maiores do que poderíamos imaginar. Quero voltar mostrando ainda mais!
Sion: Obrigado a todos que vieram assistir ao nosso show e por nos darem tanto amor. Vamos continuar dando o nosso melhor até o fim da nossa turnê no Brasil!
E você, já conhecia o YOUNITE? Foi em algum dos shows no Brasil? Conta pra gente e siga o Entretetizei nas redes sociais — Facebook, Instagram e X — para não perder as novidades do mundo do entretenimento.
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Texto revisado por Alexia Friedmann
Publicados no Brasil pela Risco Editora, os quadrinhos exploram as simplicidades das relações, mas sem ignorar suas complexidades
Um furto acidental, uma missão interdimensional, um trabalho suspeito em um cemitério e a pintura de um retrato são os elementos centrais das histórias da ilustradora e quadrinista francesa Lucie Bryon. E o que todas essas histórias têm em comum? Amor, pertencimento e mistérios. Publicados no Brasil pela Risco Editora, após campanhas de financiamento coletivo, Ladras (2024) e Happy Endings (2025) encantam os leitores pela fluidez dos traços de Bryon, o uso das cores e as narrativas simples, mas que evidenciam as complexidades das relações humanas.
Ladras: elas vão roubar seu coração (e outras coisas também)
Em Ladras, acompanhamos Ella, uma adolescente extrovertida que adora uma festa e está sempre atrasada para a escola, exceto às quintas-feiras, quando tem aula na mesma classe de Madeleine, a garota linda e misteriosa por quem tem uma quedinha.
O amor platônico, contudo, logo toma outros rumos, quando, após uma festa, Madeleine aparece na porta de Ella. Poderia ser algo incrível, se Ella não estivesse cercada de objetos furtados, dos quais não tem ideia de como foram parar em seu apartamento.
Este furto acidental une as garotas em uma jornada de autodescobertas e nos leva para um romance divertido que, ao mesmo tempo, aborda questões como pressão social, bullying e ansiedade. Ladras é uma história que joga os leitores na intensidade sentimental do limiar da adolescência.
A HQ, vale destacar, não é uma história sobre a descoberta da sexualidade. Ella já teve alguns relacionamentos e se entende como uma mulher bissexual, enquanto Madeleine é uma mulher lésbica. A narrativa prioriza a maneira como elas constroem esse relacionamento e a importância da honestidade – entre elas e consigo mesmas – para mantê-lo.
Com um roteiro que equilibra assuntos densos com a suavidade dos romances juvenis, Lucie Bryon apresenta personagens com personalidades bem desenvolvidas, tornando as interações sensíveis, engraçadas e fluidas – é impossível não rir com as diversas expressões da Ella e seu talento para o drama ou se angustiar com os traumas de Madeleine.
Além disso, personagens secundários, como a melhor amiga de Ella, também se destacam, abordando a importância de ser uma rede de apoio e as relações que não se restringem ao romance.

Happy Endings: mas, afinal, o que é um final feliz?
Desta vez, Lucie Bryon constrói três histórias em que o final feliz não é um final propriamente dito. Nesta obra, vemos diferentes pessoas fazerem escolhas que lhes permitem viver um final feliz naquele momento. Como na vida, em que vamos, cotidianamente, aproveitando finais felizes e começos infelizes, e vice-versa.
Em Oceano, a segunda narrativa da obra, dois agentes espaço-temporais são enviados para cumprir uma missão em um balneário francês, em meados dos anos 2000, mas se veem impossibilitados de retornar à sua base e precisam, de uma hora para a outra, sobreviver naquela realidade.
O conflito entre os personagens, que vão, aos poucos, construindo relações com vizinhos, dividindo um lar, estabelecendo um negócio e até adotando um gato, é pautado na questão do pertencimento e propósito. Como duas pessoas treinadas para serem algo sem qualquer possibilidade de afeto podem abraçar uma nova existência que contradiz tudo que aprenderam?
Ao fazerem uma escolha, os personagens caminham para o seu final feliz – e isso significa deixar algo para trás. Essa mesma questão aparece em Feliz Ano Novo, que abre o quadrinho, sendo a mais curta das histórias, com foco na relação entre um jovem que aceita posar para uma artista; e em Canção de um Dia de Verão, que fecha o volume com um bom mistério no cemitério, fantasmas e romance.
Ao ler Happy Endings, o leitor percebe que as histórias não acabaram ali, que os personagens vão lidar com muitas coisas e viver tantas outras. O que lemos é apenas um fragmento de todas as possibilidades do existir.
Em ambas as obras, os traços fluidos de Bryon aliados a narrativas cativantes e a um excelente uso de cores – quase um personagem próprio de cada história – deixam aquele gostinho de quero mais.
Já leu Ladras e/ou Happy Endings? Acesse as redes sociais do Entretetizei – Facebook, Instagram e X – e conta pra gente o que você achou! E, se você gosta de trocar experiências literárias, venha participar do Clube de Leitura do Entretê!
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Texto revisado por Ketlen Saraiva
Com 12 apresentações gratuitas voltadas a escolas públicas, comunidades e instituições em regiões periféricas, o espetáculo passará por 9 municípios de São Paulo de agosto à dezembro
Com direção, dramaturgia e atuação de Tato Villanueva e Caio Stolai, Dragão Vermelho (2025) é um espetáculo que combina comicidade física, canto lírico e improvisação, envolvendo a plateia em situações interativas e surpreendentes. O humor se entrelaça com a fantasia e a poesia, criando uma experiência que diverte crianças e adultos ao mesmo tempo em que provoca reflexões sobre o poder, o medo e a possibilidade de transformação.
A circulação acontecerá pelas regiões de Ubatuba, São Sebastião, São José do Rio Preto, Fernandópolis, Assis, Campinas, São Paulo, São Bento do Sapucaí e Cotia, com o intuito de ampliar o acesso a produções cênicas de qualidade e fomentar o diálogo artístico em diferentes territórios.

Sobre o espetáculo
A cenografia é apresentada como um quadro. O trabalho artístico sobre os tecidos de algodão são como obras de arte em grande escala, brindando a obra com cenas de beleza visual. O uso de tecidos em degradê e iluminação versátil permite que um mesmo espaço se transforme em uma floresta sombria, um palácio ou uma montanha, reforçando o caráter lúdico e acessível da montagem. O desenho visual, aliado à música e à fisicalidade dos intérpretes, cria uma atmosfera que transita entre o épico e o cômico.
Misturando circo, teatro, música e bonecos, a montagem narra a jornada de Samiel, um herói improvável que precisa enfrentar desafios impossíveis para derrotar um imperador tirano e resgatar a democracia e a liberdade de seu povo.
Entre trapalhadas e descobertas, ele cruza com criaturas mágicas e enfrenta o temido dragão, um ser da mitologia universal representado em diferentes culturas ao redor do mundo. Simboliza o imaginativo, o magnânimo, o afortunado poderoso e que, por sua força, também pode provocar uma catástrofe, motivo pelo qual ele é tanto admirado quanto temido.
O que começa como uma luta se transforma em uma jornada de autoconhecimento.
Serviço
São Paulo – SP
Data: 28 de agosto
Horário: 15h
Local: CEU Anhanguera
Endereço: Rua Pedro José de Lima, 1020 – Anhanguera
Entrada franca
Cotia – SP
Data: 29 de agosto
Horário: 14h
Local: Pequeno Cotolengo Paulista
Endereço: Rodovia Raposo Tavares, km 25,5 – Granja Viana (Vila Santo Antônio)
Entrada franca
São Bento do Sapucaí – SP
Data: 31 de agosto
Horário: 17h
Local: Ambap – Associação de Moradores do Bairro do Pinheiro
Endereço: Estrada Municipal Luiz Antonio Goulart, km 2,5 – Bairro do Pinheiro
Entrada franca
Campinas – SP
Data: 3 de setembro
Horário: 14h30
Local: CEU Florence
Endereço: Rua Lasar Segal, 110 – Jardim Florence
Entrada franca
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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @anadodll
Nesta quinta (28/08), a partir das 18h, vão ao ar os longas-metragens Mães do Derick”, de Cássio Kelm, e Flores Raras”, de Bruno Barreto
Celebrado no dia 29 de agosto, o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é considerado um marco importante na luta pelos direitos das mulheres lésbicas. Criada em 1996, a data tem como objetivo o foco no combate à lesbofobia. Para celebrar a resistência e a importância da representatividade da mulher lésbica para a sociedade e a cultura, o Canal Brasil irá exibir dois longas-metragens: Mães do Derick (2020), de Cássio Kelm, e Flores Raras (2013), de Bruno Barreto, em sessão especial no dia 28 de agosto, a partir das 18h.

Mães do Derick conta a história de quatro jovens lésbicas e não monogâmicas que criam Derick, uma criança de nove anos, numa pequena cidade no litoral do sul do Brasil. A trama se intensifica quando elas iniciam a construção, com as próprias mãos, de uma casa localizada em uma área de ocupação em meio à mata e encaram a ameaça da expulsão pela polícia. O filme busca retratar famílias que experimentam novas formas de viver e estar no mundo junto ao afeto, companheirismo e cuidado mútuo, enquanto enfrentam o preconceito.
Com participação em dezenas de festivais ao redor do Brasil e do mundo, o longa acumulou vários prêmios, como o Coelho de Prata – Menção Honrosa do Júri no Festival Mix Brasil (2020), o maior festival LGBTQIA+ da América Latina; o de Melhor Filme Brasileiro, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Prêmio da Crítica no Festival For Rainbow de Cultura da Diversidade (2020); além disso, Menção Especial no Festival de Cine Transfeminista na Colômbia (2022).

Ambientado no golpe militar de 1964, Flores Raras narra a trajetória do amor entre a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares e a poeta estadunidense Elizabeth Bishop, interpretadas por Glória Pires e Miranda Otto. Recebendo mais de 20 indicações em diferentes festivais, o filme ganhou nas categorias de Melhor Direção, Atriz (Glória Pires), Direção de Arte e Figurino no Prêmio Grande Otelo (2014); e o prêmio do público para Melhor Drama no The Outfest Festival em Los Angeles (2013).
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Texto revisado por: Laura Maria Fernandes de Carvalho
Após as negociações para atuar na série Sultan Orhan não terem resultado, a atriz está avaliando uma nova proposta
Alina Boz, que se despediu recentemente de sua personagem Seher em Bir Zamanlar İstanbul (tradução livre: Era Uma Vez Istambul, 2025), deve retornar às dizis na nova temporada. Dentre as ofertas que a atriz recebeu, está um papel na adaptação turca da série italiana DOC – Nelle Tue Mani (DOC – Uma Nova Vida, 2020), junto do ator İbrahim Çelikkol.

De acordo com a jornalista Birsen Altuntaş, rumores indicam que a atriz está muito positiva em relação à produção da Dass Yapım, assinada por Selen Sevigen e Berke Sevigen, para o canal NOW. Escrita por Pınar Bulut e Onur Koralp (Um Milagre, 2019), a série ainda não tem diretor definido e deve estrear somente em 2026.

Negociação anterior
A notícia surge após as negociações de Alina com a dizi Kuruluş Osman (O Otomano, 2019) não terem sido positivas. Nas últimas semanas, foi dito que a atriz era cotada para interpretar a personagem Nilüfer Hatun na sétima temporada da produção da Bozdağ Film para o canal ATV, sendo a parceira de Mert Yazıcıoğlu (Orhan Bey).
Como a atriz não chegou a um acordo com a produção, o papel na série, que passará a se chamar Sultan Orhan (tradução livre: Sultão Orhan), ficou com a atriz Mahassine Merabet.
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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @anadodll
Fenômeno de audiência e nas redes sociais, a dizi retorna no próximo mês
Por Ana Matos e Anna Mellado
A notícia mais aguardada da diziland foi anunciada! Uzak Şehir (tradução livre: Cidade Distante, 2024) teve a data de estreia da segunda temporada divulgada. Segundo a jornalista Birsen Altuntaş, Alya (Sinem Ünsal) e o clã Albora estarão de volta nas noites de segunda a partir do dia 15 de setembro.
Início das gravações
A produção da AyNa Yapım para o Kanal D, assinada por Lale Eren e Kerem Çatay, deu início às suas gravações no último domingo (24), em Istambul. Após finalizar as cenas ambientadas na cidade, a equipe segue para Mardin, onde dará continuidade às filmagens.

As preparações para o retorno da nova temporada, que tem nos papéis principais Ozan Akbaba (Cihan) e Sinem Ünsal (Alya), estão a todo vapor. Na última semana, os atores participaram de uma sessão de fotos para os pôsteres da série.
Elenco
E as novidades não param. Banu Fotocan e Özge Erdem são as novas atrizes que se juntam ao elenco da série – os nomes de suas personagens ainda não foram oficialmente anunciados.
Em relação à saída da personagem Mine (Mine Kılıç) da série e se a atriz Çağla Şimşek (İpek) permanece no elenco, ainda não há novas informações. De acordo com a jornalista Birsen Altuntaş, rumores apontam que Mine Kılıç aparecerá somente nos primeiros episódios da nova temporada e depois deixará a dizi.
Veja, a seguir, as imagens das novas atrizes/personagens:


Quanto ao enredo da nova temporada da série, escrita por Gülizar Irmak, que é uma adaptação da produção libanesa Al Hayba (2017), este ainda segue um mistério para os fãs. O Entretê segue acompanhando as novidades sobre uma das maiores dizis da temporada.
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Texto revisado por Angela Maziero Santana
Duo formado pelas cantoras araguainenses coleciona prêmios e hits conhecidos pelos brasileiros
O ano era 2016: músicas como Trevo (tu), Agora Eu Quero Ir e Singular chamavam atenção nas rádios nacionais, especialmente pela melodia calma e pelas vozes contrastantes, até então, desconhecidas na música. De um lado, Ana Caetano, do outro, Vitória Falcão, duas araguainenses que juntas davam início ao duo de sucesso, ANAVITÓRIA.
De música tema de casal da Malhação até álbuns vencedores de Grammys latinos, “as ANAVITÓRIA”, como são chamadas pelos fãs, colecionam ao todo quatro álbuns de estúdio autorais e quatro EPs. O primeiro EP autointitulado veio ao mundo há dez anos, em março de 2015. Já o primeiro álbum chegou às plataformas digitais no dia 19 de agosto de 2016, (completando, esse mês, nove anos). Desde então, o resto é história — e o Entretê separou uma linha do tempo especial para quem tem interesse em saber mais sobre a dupla!
Do Youtube para o mundo: o começo de tudo

Ana Clara Caetano Costa nasceu no dia 5 de outubro de 1994 em Goiânia (GO), mas cresceu em Araguaína (TO). Por meio da influência da mãe, Ana aprendeu a tocar piano quando pequena, o que a fez se apaixonar pelo mundo da música, compondo a sua primeira aos 12 anos. Em 2012, aos 18, passou a postar suas composições no YouTube, mostrando que além de cantar e compor, também tocava violão.
Vitória Fernandes Falcão nasceu no dia 2 de maio de 1995 e cresceu em Araguaína (TO). Desde pequena, por influência do pai baterista de uma banda, começou a apreciar a música e, mais especificamente, o canto. Essa admiração fez com que a mini Vi começasse a cantar na igreja aos 10 anos e, consequentemente, a postar covers no Youtube em 2014, aos 19.
A história do duo se conecta já no ensino fundamental, no Colégio Santa Cruz, em Araguaína. Mas, apesar de crescerem no mesmo ambiente, Ana e Vitória só viraram amigas por conta de uma amizade em comum (Alô, Flávia. Muito obrigada!), que apresentou as duas ao saber que ambas compartilhavam o mesmo interesse pela música.
Nessa época, Ana iniciava a faculdade de medicina em Minas Gerais e Vitória havia trancado a faculdade de direito, com planos de fazer teatro em São Paulo. Apesar da paixão em comum, nenhuma das duas idealizava uma carreira musical.
O encontro da dupla resultou em covers de canções, como Toxic (da cantora Britney Spears) e Let Her Go (da banda Passenger). No entanto, foi em 2014, com a gravação do cover de Um Dia Após o Outro (2013), de Tiago Iorc, que Vitória teve uma ideia genial: enviar o vídeo para Felipe Simas, o produtor musical do cantor. O que parecia com um plano despretensioso mudou a vida delas para sempre.

Preto, branco e pés descalços: primeiros sucessos
Com a gravação do EP marcada em São Paulo junto do produtor de um dos maiores cantores nacionais da época, a desconfiança rolava por ambos os lados, inclusive, das próprias famílias:
“No primeiro dia de estúdio, chegamos lá acanhadas. Tocamos o interfone, fomos até a porta e o cara disse ‘Não, aqui não tem nenhum estúdio, não’. Na mesma hora, meu pai me falou ‘Tá vendo, trouxa! Tomou na cara.’ E aí falei, ‘Tomei’. Mas o moço do estúdio, na mesma hora, falou: ‘É mentira, o estúdio é aqui mesmo’.” — conta Ana em entrevista ao The Noite com Danilo Gentili, em 2016.
Essa história rendeu a gravação do primeiro EP autointitulado, que contava com as primeiras versões das composições de Ana, Chamego Meu e Singular, além das músicas Tententender e Cores, escritas por outros compositores. ANAVITÓRIA foi lançado no YouTube no dia 29 de março de 2015.

O lançamento do EP veio acompanhado de gravações ao vivo no estúdio. O vídeo de Singular logo chamou atenção ao ser compartilhado em uma página no Facebook, atingindo 1 milhão de visualizações em três dias. A repercussão foi tanta que, pouco mais de um ano depois, em 19 de agosto de 2015, era lançado em todas as plataformas digitais o primeiro álbum do duo que também levava o nome ANAVITÓRIA.

O disco, inteiramente escrito por Ana Caetano (com exceção de Tocando em Frente, releitura da música do cantor Almir Sater), trouxe sucessos estrondosos, como Agora Eu Quero Ir e Trevo (Tu) — parceria com Tiago Iorc. A primeira música resultou no primeiro videoclipe do duo, indo parar na trilha sonora da novela da Globo Malhação — Pro Dia Nascer Feliz (2016–2017), tema do casal Joana (Aline Dias) e Giovane (Ricardo Vianna).
A repercussão do hit Trevo (Tu) foi tanta que rendeu um Grammy Latino de Melhor Canção em Língua Portuguesa no ano seguinte, em 2017. A música chiclete até hoje é a queridinha de muitos brasileiros, ganhando até uma versão com o cantor português Diogo Piçarra.
Foi por meio do primeiro álbum que “as ANAVITÓRIA” adotaram pela primeira vez uma estética visual que marcaria os próximos quatro anos de seus shows: pés descalços, cabelos soltos, roupa branca (para Ana) e roupa preta (para Vitória). Essa escolha de cores não foi planejada inicialmente, e sim baseada na cor predominante no guarda-roupa de cada uma. No entanto, o contraste pegou tão bem, que virou marca registrada do duo.
Além disso, o som da dupla por muito tempo foi reconhecido como o gênero Folk-pop, ou Pop Rural, que até então trazia em suas composições somente voz, violão e letras que falavam sobre o amor romântico de forma mais cuidadosa e delicada.
Ainda em 2017, a dupla lançou o seu segundo EP em comemoração ao dia das crianças, nomeado Anavitória Canta Para Pessoas Pequenas, Pessoas Grandes e Não Pessoas Também. Ele conta com faixas como Mistério, autoral de Ana, Vitória e do cantor Mike Túlio, integrante da banda OUTROEU e O Leãozinho, releitura da famosa música escrita por Caetano Veloso.

No mesmo ano, os hits Linda, em parceria com o rapper Projota, e Fica, parceria com a dupla sertaneja Matheus e Kauan, fizeram sucessos estrondosos nas rádios, alavancando ainda mais a carreira do duo.
Já em fevereiro de 2018, o terceiro EP, Anavitória Canta Para Foliões De Bloco, Foliões De Avenida E Não Foliões Também foi lançado em comemoração ao carnaval, e contava com releituras de músicas como Me Abraça, escrita por Jorge Xareu e Roberto Santos Moura, e a música autoral Clareiamô, escrita por Ana, Vitória e pelo cantor Saulo. A música foi tema do segundo videoclipe da dupla.
O Tempo É Agora (2018)

Se o primeiro álbum trouxe notoriedade para as cantoras, os atuais (e futuros) fãs — apelidados carinhosamente de Passarinhos — não estavam preparados para o que viria a seguir. O segundo álbum de estúdio, O Tempo É Agora, lançado dia 3 de agosto de 2018, foi pré-lançado junto com um filme musical nos cinemas.
Ana e Vitória (2018) estreou nas telonas de todo o Brasil um dia antes da estreia do álbum nas plataformas digitais. A trama conta a história do duo enquanto apresenta músicas do disco, de forma que as letras conversem com as cenas. O elenco conta com nomes como Thati Lopes, Victor Lamoglia e Clarissa Müller. Além disso, Ana Caetano e Vitória Falcão fazem o papel delas mesmas.
Com letras mais profundas que apresentam o amor romântico de forma mais madura, o álbum trouxe hits como Aí, Amor, Porque Eu Te Amo, Dói Sem Tanto e Cecília — considerada até hoje pelos fãs a música mais dolorida da carreira do duo. O feat do disco é com a banda OUTROEU, que também faz uma pontinha no filme logo nos primeiros takes. A parceria resultou na música Outrória, uma junção dos dois nomes.
Diferente do primeiro disco, O Tempo É Agora traz uma versatilidade de instrumentos, como piano, guitarra e bateria. Dessa vez, não apenas uma música ganhou o Grammy Latino, mas o álbum inteiro foi vencedor da categoria Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro.
Ainda em 2018, iniciou-se a parceria do duo com o cantor Nando Reis, que permanece até os dias de hoje. A amizade rendeu a regravação da música N, composição de Nando, que em 2019 evoluiu e transformou-se em um álbum que apresenta músicas do compositor nas vozes das cantoras. Nele, estão presentes faixas como Relicário, All Star e Espatódea. Além disso, a parceria também gerou a famosa Turnê dos Namorados, que acontece todos os anos no mês de junho, e traz o duo junto com Nando em um show intimista.

Já em 2019, mais dois feats explodiram nas rádios: Partilhar, em parceria com Rubel, e Pupila, em parceria com Vitor Kley, ambas com clipes de sucesso. A primeira, inclusive, obteve participação especial da atriz Marina Ruy Barbosa.
Passado um ano desde o lançamento de O Tempo É Agora, o duo lançou o clipe de A Gente Junto, iniciando uma nova fase: a era das cores e das coreografias, dando um spoiler sem querer, do que vinha pela frente.
COR (2021)

O álbum COR chegou no primeiro dia de um ano pandêmico, quebrando os padrões visuais estabelecidos por elas anos atrás. Dessa vez, o visual do duo apresentava cores vivas e contrastantes, com destaque para azul, vermelho, amarelo, branco e cores terrosas.
O terceiro disco de estúdio trouxe visualizers de todas as músicas e foi produzido por Tó Brandileone (do grupo 5 a Seco) e Ana Caetano. A obra foi preparada durante a pandemia da COVID-19 e possui uma sonoridade diversa que traz uma sensação de brasilidade. Isso fica ainda mais evidente em faixas como Amarelo, Azul e Branco, homenagem do duo à terra natal, Tocantins — que possui versos de Simone de Beauvoir citados por Rita Lee —, Te Amar É Massa Demais, que traz elementos do samba, e Cigarra, composição inspirada no cantor Saulo, com quem as meninas cantaram anos atrás.
A coreografia da vez apareceu nos visualizers de Amarelo, Azul e Branco, Selva e Terra (que apresentou a própria coreógrafa do duo, Marcella Landeiro, ao lado das cantoras).
COR foi vencedor de duas categorias do Grammy Latino: Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa e Melhor Canção em Língua Portuguesa, com a música Lisboa, sucesso do duo com o cantor Lenine, escrito por Ana e Paulo Novaes. A música ainda ganhou uma versão em espanhol, com o cantor uruguaio Jorge Drexler, nomeada Lisboa-Madrid.
Além do álbum de sucesso, 2021 trouxe as músicas Aguei, feat com a banda alternativa Jovem Dionísio, e Geleira do Tempo, feat com a dupla sertaneja Jorge & Mateus.
Tempos depois, em agosto de 2022, o EP Trilhas foi lançado com regravações de músicas que seriam usadas como temas de filmes, série e publicidade. Trilhas conta com regravações de músicas como Aí Já Era, de Jorge & Mateus, João e Maria, de Chico Buarque, e a composição de Ana, Espalhe amor, usada como jingle de campanha publicitária de uma marca de roupa.

O mesmo ano ainda trouxe as faixas Universo de Coisas que eu Desconheço e Caixa Postal, parceria das cantoras com a banda Lagum. As músicas compõem uma sequência dupla de clipes que demonstram o começo e o fim de um relacionamento.
Esquinas (2024)

Três anos e meio depois, com uma estética diferente e com músicas que, mais uma vez, destacaram a versatilidade do duo em comparação aos outros projetos, Esquinas veio ao mundo.
O quarto álbum de estúdio chegou às plataformas digitais no dia 12 de dezembro de 2024 junto de visualizers com os quais formavam um filme. Com direção criativa de cena por Felipe Fonseca, o dilema do “e se…” é utilizado como plano de fundo para todo cenário visual e todas as composições do álbum. Faixas como Se Eu Usasse Sapato, que abre o disco, e Navio Ancorado no Ar, evidenciam muito bem isso.
O disco traz novamente Marcella Landeiro como coreógrafa, dessa vez, no visualizer da faixa Espetáculo Estranho, e apresenta um feat com Jorge Drexler na faixa Não Sinto Nada.
Além disso, há colaborações de Ana Caetano com os cantores e compositores João Ferreira (da banda DAPARTE), em faixas como Se Eu Usasse Sapato, Minto Pra Quem Perguntar, Espetáculo Estranho, Água-viva e Quero Contar pra São Paulo, Paulo Novaes em Eu, você, ele e ela e Pedro Calais e Zani (da banda LAGUM) na faixa Doce Futuro.
Em julho desse ano, foi lançado no Youtube uma live session que apresenta versões ao vivo das músicas do álbum e, consequentemente, a nova formação da banda do duo. Entre os nomes destaca-se Pedro Lacerda na Bateria, Mari Jacintho no teclado, Janluska na guitarra e Pegê no baixo.
Com turnês previstas para setembro no Brasil, o duo encontra-se no momento na internacional TURNÊ DAS ESQUINAS. Com apenas oito meses de lançamento, o álbum Esquinas promete ainda mais novidades, seja nos shows em terras brasileiras ou nas redes sociais. Há uma teoria dos fãs de um DELUXE vindo por aí – e queremos muito que seja verdade!
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Texto revisado por Cristiane Amarante
