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Entrevista | O Brilho do Protagonismo: Henrique Moretzsohn e a Conexão com Frankie Valli

Estreando como protagonista em Jersey Boys, o ator e cantor reflete sobre o mergulho na história de Frankie Valli, carreira e a bagagem de grandes musicais que o prepararam para o papel principal

Por Marina Menna

Henrique Moretzsohn vive um dos momentos mais marcantes de sua trajetória artística. Depois de brilhar em grandes produções da Broadway no Brasil, como Les Misérables, O Fantasma da Ópera e West Side Story, o ator e cantor celebra sua estreia como protagonista em um musical de grande porte. Em Jersey Boys, ele dá vida a Frankie Valli, a lendária voz do grupo The Four Seasons, em um desafio que exigiu não apenas técnica vocal apurada, mas também um mergulho profundo na história de vida e no estilo único do artista.

Foto: reprodução/Caio Gallucci

Entre ensaios intensos, apresentações com o trio Amazing Tenors e a rotina de pai e marido, Henrique encontra no palco um espaço de pertencimento e renovação. Nesta entrevista exclusiva, ele compartilha os bastidores de Jersey Boys, as transformações que cada musical trouxe para sua carreira, os sonhos que ainda almeja realizar e os novos caminhos que pretende trilhar no teatro, na música e no audiovisual.

Entretetizei: Interpretar um personagem real em Jersey Boys traz a responsabilidade de honrar sua história e, ao mesmo tempo, imprimir a própria identidade artística. De que forma você equilibrou a fidelidade à figura de Frankie Valli com a necessidade de trazer algo pessoal e único para o personagem?

Henrique Moretzsohn: Busquei equilibrar a fidelidade ao Frankie mergulhando em entrevistas, gravações e nos pontos da sua vida que o musical ressalta. Meu objetivo foi sempre ter empatia com sua humanidade, entendendo suas dores e sua busca. Essa empatia ficou ainda mais forte porque, guardadas as devidas proporções, também sou pai, artista, vivo turnês e concilio a vida profissional com a familiar. Além disso, atravessei recentemente o luto (meu pai faleceu ano passado) o que me aproximou muito do Frankie, que perdeu a filha, o casamento, a banda, mas seguiu resiliente.

Na parte vocal, mergulhei nas gravações originais e pesquisei muito para ser fiel ao timbre icônico dele, sem cair na caricatura. Busquei ressonâncias diferentes daquelas que escolho normalmente como cantor, justamente para aproximar minha voz daquela sonoridade tão marcante que fez história.

Imprimir algo pessoal não foi uma preocupação em si — isso acontece naturalmente, porque o material que tenho para servir à história é o meu próprio corpo, voz, mente e coração. Como ator me abro para ser veículo, só que, por mais que eu busque neutralizar para habitar outra personalidade, é sempre a minha consciência que está ali sustentando a cena. Por isso, faço um trabalho constante de entregar a mim mesmo e o espetáculo para que fluam as mensagens que precisam fluir, para que a história cumpra o seu papel.

Se há algo da minha personalidade que posso dizer que, conscientemente, busco trazer é uma entrega que faço de coração: no oculto, por trás das aparências, da história, das notas que emito e do texto que falo, eu ofereço tudo a uma supra-consciência através da minha fé, para que o espetáculo sirva a um bem maior, a todos nós que estamos ali — no palco, nos bastidores ou na plateia.

E: Você comentou que mergulhou em vídeos, entrevistas e registros de Frankie Valli para se preparar. Durante o período de estudo do personagem, teve algum registro específico que foi determinante para encontrar o personagem?

HM: Alguns registros foram muito importantes para mim. Um deles é uma entrevista da década de 60, quando o Frankie tinha acabado de chegar ao topo das paradas, ao lado do Bob Gaudio. Ali dá pra sentir o companheirismo deles, mas também me chamou atenção o fato de ele fumar em pleno programa de auditório, porque naquela época o cigarro era símbolo de status. Propus trazer isso para algumas cenas, e o diretor aprovou. O próprio gesto de segurar um cigarro já muda a corporalidade e me ajudou a distanciar da minha própria personalidade.

Outro registro marcante é uma entrevista nos anos 2000 em que ele fala sobre como vivia cercado pela máfia, sem nunca se envolver diretamente. Esse olhar mais maduro dele também me deu elementos para compor.

E, claro, assistir várias vezes a performance de Can’t Take My Eyes Off You foi fundamental. A forma como ele usa as mãos, como conduz o corpo junto à voz, são detalhes que me ajudaram a encontrar o Frankie no palco. No fim, foram muitos vídeos, mas esses três se tornaram referência especial no meu processo.

E: O repertório de Jersey Boys é extenso e cheio de sucessos que marcaram gerações. Qual música do espetáculo tem mais impacto pessoal para você no palco?

HM: A música que mais me toca pessoalmente é Fallen Angel. A cena retrata o luto do Frankie pela perda da filha, e isso sempre ressoa fundo em mim. Lidar com a impermanência da vida é um aprendizado constante — não porque eu seja apegado, mas porque sou bastante emocional, e as despedidas, grandes ou pequenas, sempre me marcam muito. No início dos ensaios, era inevitável pensar no meu filho. Essa é uma experiência que eu decreto, definitivamente, que não quero nem vou viver nesta vida, sob a proteção dos céus! Além disso, essa cena/música se conecta com o luto recente do meu pai, então é um momento que exige muito equilíbrio técnico, mas que nunca deixa de me atravessar emocionalmente.

Outro momento especial é Can’t Take My Eyes Off You. Ali existe uma verdadeira sinergia entre público, orquestra e elenco. É um ponto de explosão, mas ao mesmo tempo de entrega, que eu vivo todos os dias com muita reverência e gratidão. Esses dois momentos resumem bem a intensidade e a beleza de estar em cena com essa história.

E: Sua trajetória inclui grandes produções da Broadway no Brasil, como Les Misérables e O Fantasma da Ópera. Qual aprendizado dessas experiências você carrega para este momento de protagonismo?

HM: Todos os espetáculos e musicais que fiz me trouxeram aprofundamentos técnicos e uma bagagem artística muito rica. Essa experiência me preparou para o protagonismo, mas também reforçou algo que sempre esteve claro para mim: a dicotomia do protagonismo — o eixo não gira sem a roda toda. O teatro é coletivo e cada pessoa é essencial. Ao longo da minha trajetória, muitas vezes como cover de protagonistas, tive a oportunidade de aprofundar atributos que sempre valorizei e que continuam sendo meu norte, tanto na vida pessoal quanto profissional: humildade, reverência e a consciência de que somos todos um.

Hoje, ocupando o protagonismo, trago toda a bagagem cênica e também essa visão filosófica e espiritual da caminhada. Para mim, não se trata de brilhar sozinho, mas de colocar meu trabalho a serviço de uma obra coletiva capaz de tocar o público de forma profunda.

E: Ao longo da carreira, você já passou por personagens de grande peso e simbolismo no teatro musical. Existe algum papel da Broadway que você considera um sonho ainda não realizado e por quê esse personagem em especial te atrai?

HM: Me considero um idealista e, desde pequeno, sonho em ser alguém que de alguma forma ajuda a transformar o mundo.

Tento ser o melhor que posso, no oculto ou no que mostro: praticando veganismo, respeitando a natureza e tudo ao meu redor, buscando harmonia nas ações, nos pensamentos e na arte. Ao mesmo tempo, sei que sou só um ser humano cheio de falhas, um grão de areia nesse universo enorme, que a vida é muito plural.

É por isso que personagens como Aladdin e Hércules me atraem tanto. São arquétipos poderosos: o Aladdin tem um coração puro, e ainda sendo um humano simples, encontra força na virtude, liberta o gênio deixando que algo maior o guie; o Hércules se torna herói ao colocando os outros em primeiro lugar, “vencendo distâncias”! Essas virtudes e a pureza da criança interior que esses personagens despertam, me inspiram profundamente.

Talvez eu nunca tenha a chance de interpretar esses personagens — os musicais podem nem vir ou eu nem estar no perfil quando vierem — mas admiro demais suas histórias, suas mensagens e adoro ouvir e cantar suas músicas.

E: Além dos palcos dos musicais, você também se dedica ao trio Amazing Tenors, que tem levado clássicos para plateias de todo o Brasil. Você sente que o trabalho com o trio influencia ou complementa sua atuação nos musicais?

HM: Com certeza complementa. Trabalhar com o trio Amazing Tenors me dá uma experiência única de canto, interpretação e interação com o público que reforça muito o que faço nos musicais. É uma outra dinâmica, mais intimista em alguns momentos, que me ajuda a explorar nuances vocais, presença de palco e conexão com a plateia. Todo esse aprendizado acaba refletindo na minha atuação nos musicais, tornando minha performance mais viva e orgânica.

E: Você está vivendo um momento de expansão na carreira, equilibrando teatro, música e novas oportunidades que se desenham no audiovisual. O que você ainda espera realizar como artista nos próximos anos — seja no teatro, na música ou no audiovisual?

HM: O mercado artístico tem um antigo costume de nos setorizar em nichos, o que nem sempre é bom para o desenvolvimento do artista. Felizmente isso tem mudado, e hoje vemos cada vez mais profissionais transitando entre TV, teatro, cinema, musicais, dublagem etc.

Tenho tido ótimas oportunidades ao longo da carreira — shows, musicais, peças de teatro, dublagens — e sou muito grato por isso.

Nos próximos anos, espero que continuem surgindo testes e oportunidades em todas essas áreas. Tenho muito amor e respeito pelo trabalho do ator em todos os gêneros e espaços, e quero seguir explorando e expandindo minha atuação em diferentes linguagens artísticas.

Novas perspectivas na jornada

Em sua primeira experiência como protagonista, Henrique Moretzsohn entrega uma performance que traduz talento, dedicação e emoção, reafirmando sua força como uma das vozes mais marcantes do teatro musical brasileiro. Jersey Boys se despede dos palcos neste último fim de semana em São Paulo, e o artista já vislumbra novos desafios, tanto nos musicais quanto na música e no audiovisual. Entre conquistas e expectativas, ele segue guiado pela mesma paixão que o levou, ainda criança, a se encantar pelos palcos — agora com a certeza de que está apenas no começo de uma nova e promissora fase de sua jornada.

 

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Leia também: Quem cuida de quem cuida?

 

Texto revisado por Angela Maziero 

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Música Notícias

Doja Cat lança seu aguardado quinto álbum de estúdio Vie

Junto com o álbum, disponível via Kemosabe Records/RCA Records, Doja também apresenta o clipe de sua nova faixa Gorgeous

Quem estava com saudade de um novo álbum da superestrela Doja Cat pra chamar de seu? A cantora, vencedora do GRAMMY e fenômeno global, acaba de lançar seu quinto álbum de estúdio, intitulado Vie (vida, em francês).

Foto: divulgação/Sony Music

Sobre o lançamento, Doja comenta: “O nome Vie surgiu como um jogo de palavras — é o meu quinto álbum e quis brincar com o número romano V, que tenho tatuado na clavícula. O número 5 na numerologia representa curiosidade, aventura e mudança. Também escolhi Vie como referência a La Vie en Rose, conectando com os temas de romance. Ao longo do álbum, exploro minhas visões sobre amor, sexo, dor, prazer e descobertas dentro de um relacionamento — seja com o outro ou consigo mesmo. Vie representa vida e, sem vida, não há amor. Sem amor, não há aventura. Este é um álbum sobre viver intensamente, com inspirações dos anos 70, 80 e 90, mas com um toque moderno e pessoal.”

Junto com o álbum, a cantora também apresenta o clipe de sua nova faixa Gorgeous. O vídeo foi dirigido por Bardia Zeinali (conhecido por trabalhos com Justin Bieber e Sabrina Carpenter) e gravado em Nova York. O elenco conta com participações de Yseult, Paloma Elsesser, Alex Consani, Irina Shayk, Amelia Gray, Ugbad, Ida Heiner, Mona Tougaard, Alek Wek, Karen Elson, Sora Choi, Imaan Hammam, entre outros grandes nomes.

A cantora, mundialmente conhecida por hits de sucesso como Say So, Candy e Woman, tem participado de premiações e programas de TV como parte das divulgações de seu novo trabalho. No início desta semana, Doja Cat foi destaque no programa CBS Sunday Morning, confira: 

Ainda este mês, Doja Cat fez uma performance impactante de Jealous Type no VMA 2025, ao lado do lendário saxofonista Kenny G. A faixa — que também ganhou clipe recentemente — foi apresentada pela primeira vez na campanha de verão 2025 da Marc Jacobs. No dia 1º de outubro, ela será co-apresentadora do The Tonight Show Starring Jimmy Fallon (NBC) e, dias depois, fará sua estreia musical no Saturday Night Live, que abre a 51ª temporada em 4 de outubro. 

Para marcar a nova fase, Doja se une novamente à Amazon Music e lança uma coleção especial de merchandising inspirada em Vie. A linha, com forte influência dos anos 80, traz camisetas, moletons, uma boina exclusiva, espelho em formato de rosa, lenço de seda e um vinil transparente exclusivo da Amazon com capa alternativa. A coleção está disponível a partir de hoje em Amazon.com/dojacat, no app da Amazon Music e em dojacat.com.

Conheça mais sobre a artista 

Doja Cat fez seu primeiro upload no SoundCloud em 2013, com apenas 16 anos. Criada na região de Los Angeles, ela desenvolveu seu talento musical desde cedo, estudando piano e dança, além de ouvir artistas como Busta Rhymes, Erykah Badu, Nicki Minaj, Drake, entre outros. Em 2014, assinou com a Kemosabe/RCA Records e lançou seu primeiro EP, Purrr!. Seu álbum de estreia, Amala, chegou na primavera de 2018, mas foi o lançamento do clipe de MOOO!, em agosto daquele ano, que a levou ao estrelato, recebendo elogios da crítica e viralizando nas redes.

Foto: divulgação/Sony Music

Em novembro de 2019, Doja Cat lançou seu segundo álbum, Hot Pink, indicado ao GRAMMY e certificado como platina. O projeto foi amplamente aclamado e já ultrapassou 7 bilhões de streams no mundo todo. O álbum inclui Streets, sucesso viral que embalou o desafio Silhouette Challenge no TikTok, e o hit global Say So, que foi indicado ao GRAMMY, alcançou o topo das paradas e foi certificado 6x platina pela RIAA, consolidando Doja Cat como um dos maiores nomes do pop mundial.

Com mais de 36 bilhões de streams globais, Doja Cat é elogiada constantemente por sua criatividade e presença de palco. Ela já se apresentou nas principais premiações e festivais de música do mundo, sempre com performances marcantes. Seu álbum Planet Her, vencedor do GRAMMY, foi lançado em junho de 2021 e dominou os charts, estreando em #1 na Billboard Top R&B Albums e em #2 tanto na Billboard 200 quanto na Billboard R&B/Hip-Hop Albums. O disco quebrou recordes, registrando o maior número de streams no primeiro dia no Spotify para um álbum de uma rapper.

Foto: divulgação/Sony Music

A faixa Kiss Me More (com SZA), single principal de Planet Her, foi certificada 5x platina e chegou ao #1 nas rádios Top 40 e Rhythm, acumulando mais de 3 bilhões de streams. No segundo semestre de 2021, Doja se tornou a primeira rapper a emplacar três músicas no Top 10 das rádios Top 40. Seu hit Woman também liderou as paradas de Rhythmic Airplay da Billboard, tornando Doja a primeira mulher com quatro músicas #1 em um único álbum — incluindo também You Right (com The Weeknd) e Need to Know. Ainda nesse período, ela alcançou o #1 na parada Billboard Artist 100 pela primeira vez.

Doja acumula uma impressionante lista de prêmios e em 2023, foi eleita uma das 100 Pessoas Mais Influentes do Mundo pela TIME, sendo destaque na capa da edição de abril e se apresentando no TIME100 Gala, em Nova York.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @analuztraduz

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Cinema Entretenimento Especiais Livros

Especial | Quem cuida de quem cuida?

O horror da sobrecarga feminina no cinema e na literatura em diálogo com o Setembro Amarelo

[Contém gatilhos e spoiler]

Cuidar é uma tarefa que costuma ser celebrada como natural às mulheres. Da mãe que organiza a casa à filha que acompanha os pais idosos, a imagem feminina aparece constantemente associada à responsabilidade de manter todos de pé. Todavia, essa dedicação tem um preço: a exaustão física e emocional de quem passa a vida inteira cuidando dos outros sem receber o mesmo cuidado em troca.

Foto: reprodução/Instagram @edwigesparra

Essa sobrecarga raramente é reconhecida. Muitas vezes, está escondida no que a psicologia chama de mental load: a carga invisível de planejar, lembrar e antecipar tudo, desde tarefas domésticas até compromissos familiares. Quando esse peso se acumula, o que era apenas obrigação vira fonte de sofrimento. E, não por acaso, essa dinâmica atravessa também a cultura que consumimos.

O cinema e a literatura de terror, por exemplo, têm encontrado nesse peso um terreno fértil para criar narrativas. Não por acaso, algumas das histórias mais marcantes do gênero giram em torno de mulheres — especialmente mães — que estão à beira do colapso. O que deveria ser apenas afeto e cuidado se transforma em angústia, raiva e solidão.

O lar como palco do terror
Foto: reprodução/A24

Em Sobrenatural (2010), a atmosfera de medo nasce dentro de casa, espaço que deveria ser de acolhimento, mas que se transforma em fonte de angústia. A narrativa acompanha a família Lambert após a misteriosa queda do filho mais velho, Dalton (Ty Simpkins), que entra em coma inexplicavelmente. Enquanto o casal tenta lidar com o trauma, estranhos acontecimentos passam a rondar a rotina da família, revelando que a ameaça não é apenas médica, mas sobrenatural.

Nesse cenário, Renai (Rose Byrne) surge como o retrato da sobrecarga. Logo no início, ela organiza todos os itens da mudança, mas deixa por último a sua caixa de partituras, como se suas próprias vontades fossem sempre deixadas por último. Sua aparência também revela sinais de desgaste: roupas escuras, expressão cansada e cabelos soltos. Apenas quando a família se muda novamente, por conta dos eventos sobrenaturais, e Renai acredita que as coisas vão melhorar, a vemos com roupas mais claras, penteados e até retomando hábitos simples, como ouvir música, que é a sua paixão.

Ao decorrer do longa, o medo que a assombra se converte em raiva. Quando vê uma criança estranha na nova casa e tendo ciência de que ela é, na verdade, um espírito, ainda assim Renai não hesita em persegui-la, como se quisesse encerrar, de uma vez por todas, o constante terror em que viviam. 

Contudo, o peso maior não é o fantasma: é a negligência do marido. Apesar de atender aos pedidos de Renai — como se mudar novamente de casa quando ela praticamente implora por socorro após um dos ataques das entidades —, Josh (Patrick Wilson) não a ouve. 

Foto: reprodução/Blumhouse Productions

Ele só passa a agir quando enxerga, com seus próprios olhos, os desenhos de Dalton na parede. O recado é claro: enquanto a mulher já carregava tudo — a casa, os filhos, o matrimônio e a luta contra o sobrenatural —, o homem só se move quando o problema bate diretamente à sua porta ou, nesse caso, está pendurado na sua frente. Nesse sentido, as palavras e ações de Renai não são suficientes para que ele tome uma atitude e deixe de ser negligente: Josh só o faz quando escolhe isso.

A continuação lançada em 2013 aprofunda ainda mais a relação entre maternidade e trauma. A figura da Mulher de Preto, que antes era apenas um fantasma aterrorizante no primeiro filme, revela-se como Parker Crane (Philip Friedman): um menino que foi forçado pela própria mãe, Michelle (Danielle Bisutti), a viver como menina, porque ela desejava uma filha. Essa imposição sufocante molda a sua identidade e culmina em uma vida de violência e assassinatos cometidos sob o disfarce feminino. 

Se no primeiro filme acompanhamos a solidão de uma mãe sobrecarregada, em Sobrenatural: Capítulo 2 vemos a face oposta: uma maternidade autoritária, controladora, que corrói a subjetividade do filho até transformá-lo em algoz.

Em ambos os filmes, o terror não nasce apenas do sobrenatural, mas da forma como o papel materno é distorcido, seja pela negligência do parceiro, seja pela imposição sufocante de uma mãe sobre o filho.

Esse mesmo olhar sobre a maternidade como espaço de dor reaparece em outros longas de terror psicológico. Em O Babadook (2014), Amelia (Essie Davis) é uma mãe solo que perdeu o marido e cria sozinha o filho pequeno. A figura monstruosa que surge em sua casa pode ser lida como metáfora de sua exaustão: o luto não resolvido, a raiva de uma vida interrompida e o peso de uma maternidade sem apoio. O monstro é, ao mesmo tempo, inimigo e reflexo de sua dor interna. Quando Amelia finalmente aceita a presença do Babadook, guardando-o no porão, o filme sugere que não há como eliminar a sobrecarga, mas apenas aprender a conviver com ela. 

Em MidsommarO Mal Não Espera a Noite (2019), a sobrecarga feminina aparece de forma diferente, porém igualmente perturbadora. Dani (Florence Pugh), logo no início, é marcada por um trauma devastador: a perda da família em uma tragédia que a deixa completamente sozinha. No entanto, em vez de encontrar apoio, ela é constantemente invalidada pelo namorado, Christian (Jack Reynor), que minimiza a sua dor e a trata como um fardo. 

Essa solidão emocional se torna o motor da narrativa, conduzindo Dani a buscar pertencimento em uma comunidade que, embora ofereça acolhimento, o faz por meio de rituais violentos e opressores. O filme sugere que a ausência de redes de apoio reais pode levar mulheres a situações extremas, onde o cuidado aparece distorcido, mas, ainda assim, mais palpável do que o abandono afetivo que enfrentavam fora dali.

Já em Hereditário (2018), a maternidade aparece como maldição transmitida de geração em geração. Annie Graham (Toni Collette) carrega não apenas o peso de cuidar da família após a morte da mãe, mas também o legado de segredos, manipulação e doença mental. A sua relação com os filhos, Peter (Alex Wolff) e Charlie (Milly Shapiro), é marcada pela ambivalência: há amor, mas também ressentimento e rejeição. Ao mesmo tempo, a postura de Steve (Gabriel Byrne), marido de Annie, é de uma frieza quase clínica: ele observa, tenta controlar as crises, mas jamais compartilha verdadeiramente a carga emocional da esposa. Sua descrença e passividade intensificam a solidão de Annie, que se vê obrigada a lidar sozinha com a dor e o colapso familiar. 

A tragédia que se desenrola escancara como o papel materno pode ser sufocante, e como o silêncio em torno do sofrimento psíquico pode se transformar em algo devastador. O filme reforça a ideia de que o lar, em vez de espaço seguro, pode se tornar o epicentro do horror.

Nesse sentido, a maternidade no cinema de terror não é romantizada: é mostrada como um terreno ambíguo, atravessado por medo, culpa e solidão. Esses filmes colocam em cena aquilo que tantas mulheres vivem fora das telas: o peso de cuidar sozinhas, de silenciar dores e de sustentar uma estrutura familiar que ameaça desmoronar — e, muitas vezes, essa ameaça não é feita pelas entidades.

As páginas que revelam o peso do cuidado
Foto: reprodução/Mãe Fora da Caixa

Assim como o cinema, os livros também exploram a mesma ferida: a solidão de quem cuida e a linha tênue entre amor, esgotamento e colapso. A literatura, ao mergulhar na intimidade das personagens, revela o que o olhar apressado muitas vezes não capta: a dor silenciosa de mulheres que tentam sustentar o peso de um mundo inteiro sobre os ombros.

Em Quarto, de Emma Donoghue — adaptado para o cinema como O Quarto de Jack, em 2015 —, a protagonista vive enclausurada em um espaço minúsculo com o filho pequeno. O terror não vem de fantasmas, mas do confinamento, da privação e da necessidade de proteger a criança a qualquer custo, mesmo sem ter para onde escapar. O livro e o filme escancaram como o cuidado pode ser, ao mesmo tempo, motor de sobrevivência e prisão.

Foto: divulgação/Editora Verus/Entretetizei

Já em Objetos Cortantes, de Gillian Flynn — que ganhou uma adaptação audiovisual em minissérie pela HBO em 2018 —, a dor aparece por meio das feridas emocionais de Camille, moldadas por uma mãe abusiva. A maternidade, aqui, é apresentada como lugar de violência e trauma, subvertendo o imaginário do amor incondicional. Flynn revela como o vínculo materno, quando corrompido, pode gerar cicatrizes que acompanham a filha até a vida adulta.

Foto: divulgação/‎Intrínseca/Entretetizei

Em Precisamos Falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver — adaptado ao cinema em 2011 —, acompanhamos Eva, uma mãe que tenta entender se o filho assassino nasceu mau ou se foi a relação com ela que o moldou. O romance expõe a culpa, a dúvida e o julgamento social em torno do papel materno, mostrando como a sociedade rapidamente responsabiliza a mãe por tragédias que vão muito além de seu controle.

Foto: divulgação/‎Intrínseca/Entretetizei

Por fim, Vespeiro, da escritora gaúcha Irka Barrios, amplia o olhar para além da maternidade, reunindo contos que exploram os múltiplos papéis impostos às mulheres. A maternidade aparece em alguns deles como uma das faces da sobrecarga, mas não é a única: há narrativas que tratam do corpo feminino, da solidão, da pressão social e da luta por identidade em meio às demandas externas. O livro funciona quase como um retrato fragmentado da experiência feminina contemporânea, onde ser mãe pode significar abrir mão de si, mas também onde ser mulher, em qualquer contexto, carrega um peso que muitas vezes não é enxergado.

Foto: divulgação/Darkside Books/Entretetizei
Trabalho invisível, dor visível: entre estatísticas e vidas reais

Esse retrato da sobrecarga feminina não se limita à ficção. Estudos vêm apontando, há décadas, como o acúmulo de responsabilidades domésticas e familiares impacta diretamente a saúde mental das mulheres.

Dados recentes confirmam que muitas mulheres brasileiras estão sobrecarregadas — não só com tarefas, mas com expectativas, responsabilidades e desgaste emocional. O relatório da ONG Think Olga, chamado Esgotadas, aponta que “86% das brasileiras se consideram com muita responsabilidade; 48% enfrentam dificuldades financeiras; 28% se declaram como única fonte de renda do lar; e cerca de 6 em cada 10 mulheres com idades entre 36 e 55 anos são responsáveis pelo cuidado direto de alguém”.

Foto: reprodução/Instagram @mommy_twins_22

Além disso, os efeitos desse acúmulo de obrigações vão além do cansaço. A psicóloga Erica da Cruz Santos, mestre em Ciências pelo Instituto de Psicologia (IP) da USP e supervisora do Serviço de Psicologia e Neuropsicologia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), afirma que a ansiedade, a fadiga, o estresse e a irritabilidade estão entre as principais consequências relatadas, especialmente desde que a pandemia intensificou a sobrecarga de trabalho, tanto dentro quanto fora de casa.

Os dados são alarmantes porque mostram como a sobrecarga, muitas vezes naturalizada, tem impacto direto na saúde mental. Se no cinema vemos mães sendo engolidas por monstros, na vida real esse fantasma aparece em forma de burnout, insônia, irritabilidade e, em casos mais graves, pensamentos suicidas.

Outra questão relevante é o chamado trabalho invisível. Além das tarefas físicas, há o peso mental de planejar, prever necessidades e administrar a rotina da família. Essa carga mental, muitas vezes desconsiderada, é apontada por psicólogos como um dos maiores fatores de estresse crônico em mulheres. A ausência de divisão justa das responsabilidades pode levar a quadros de exaustão, perda de identidade pessoal e sensação de isolamento. Ou seja, quando o cuidado não é compartilhado, ele deixa de ser afeto e passa a ser um gatilho para o adoecimento.

Foto: reprodução/Paula Cruz

O tema ganhou tanta relevância social que foi escolhido para a redação do Enem 2023, sob o título “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”. A escolha mostra como essa discussão deixou de ser apenas acadêmica para se tornar questão de debate público e de políticas sociais.

Cuidar de quem cuida é um ato de prevenção

Seja na tela ou nas páginas, essas narrativas revelam que o horror mais profundo não está apenas nos monstros ou nas tragédias, mas na solidão de quem cuida sem ser cuidado. O esgotamento, a culpa e a invisibilidade não são apenas metáforas — são vivências cotidianas de milhares de mulheres.

No contexto do Setembro Amarelo, é impossível ignorar como a falta de apoio e o acúmulo de responsabilidades se transformam em gatilhos para ansiedade, depressão e outras dores silenciosas. O que o cinema e a literatura escancaram como ficção, a realidade confirma: quando a sobrecarga é naturalizada, a saúde mental de quem sustenta tudo fica em risco. Mais do que nunca, é urgente perguntar — e agir —: afinal, quem cuida de quem cuida?

O que é mais assustador: os monstros dos filmes de terror ou a solidão de quem cuida sem apoio? Compartilhe suas reflexões nas nossas redes — Instagram, Facebook e X — e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Audible anuncia segunda parte da audionovela sáfica No Espaço Entre Nós

Produção criada por Elayne Baeta retorna no dia 26 de setembro com três novos episódios e elenco cheio de estrelas

A Audible confirmou que a segunda parte da audionovela No Espaço Entre Nós estreia no dia 26 de setembro, trazendo mais três episódios inéditos. A obra, criada por Elayne Baeta, conquistou ouvintes em sua primeira fase com uma história sáfica que mistura romance, luto, conexões profundas e os limites da inteligência artificial.

A trama acompanha Lilith, uma Inteligência Artificial isolada em uma missão espacial, interpretada por Alice Carvalho, e a psicóloga prodígio Maitê Rangel, vivida por Alanis Guillen, uma das poucas profissionais no Brasil a desenvolver um método de apoio à saúde mental de tripulações espaciais.

A produção tem colaboração criativa de Gautier Lee e da atriz e diretora Bianca Comparato, que ressaltou o desafio de construir uma experiência imersiva em áudio, comparando o processo a criar um filme para ser imaginado pelo ouvinte.

No Espaço Entre Nós
Foto: divulgação/audible

O elenco também conta com Camila Fremder, Gabriela Medeiros, Gero Camilo, Pedro Ottoni e Yara de Novaes. A trilha sonora é assinada por Jade Baraldo e Saudade, enquanto a produção reúne Yana Chang, Laura Barzotto e a própria Bianca Comparato, que também assina a direção geral. A direção de voz é de Leila Mendes, e a chefe de roteiro é Inaê Luz, que trabalhou junto com os roteiristas André Emídio e Rayane Taguti.

O sucesso da primeira parte, lançada em agosto, reforça a importância de narrativas sáficas no universo do áudio. Para Comparato, a profundidade das personagens é essencial para que o público se identifique. “Gostaria que todos os casais, sejam lésbicas ou não, pudessem se ver em Lilith e Maitê, porque é uma relação de amor como qualquer outra”, afirmou a diretora.

Disponível para assinantes da Audible, a audionovela retorna com a promessa de emoções intensas e desdobramentos surpreendentes para os fãs que embarcaram nessa jornada espacial.

Quem ai vai acompanhar a segunda parte? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê Facebook, Instagram e X e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

 

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Texto revisado por Cristiane Amarante 

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Coletiva revela bastidores, personagens e ambições de Três Graças

Equipe e elenco compartilharam com a imprensa os dilemas, expectativas e intenções por trás da nova novela das nove da Globo

Na coletiva de imprensa realizada nesta sexta (26), a produção de Três Graças reuniu autores, elenco e equipe artística para apresentar o universo da trama, que estreia em 20 de outubro. Criada por Aguinaldo Silva, com colaboração de Virgílio Silva e Zé Dassilva, e direção artística de Luiz Henrique Rios, a novela aposta na força de mulheres que atravessam gerações e conflitos sociais para oferecer entretenimento com reflexão. 

Durante o evento, Grazi Massafera falou sobre o desafio de encarnar Arminda, sua primeira antagonista mais contundente. Segundo a atriz, houve um momento de crise para conciliar sua formação pessoal com as escolhas ruins da personagem, mas que, gradualmente, encontrou espaço para explorar a vilania com leveza e até humor. “É difícil ser gente ruim”, admitiu ela, ressaltando que os vilões da novela têm nuances de fantasia e ironia.

Foto: reprodução/Globo

Outro destaque da coletiva foi o retorno de Fernanda Vasconcellos à Globo após quase dez anos. Na trama ela interpretará Samira Veiga e justificou sua volta pela admiração pelo autor e pela oportunidade de trabalhar com o diretor Luiz Henrique Rios. Ela descreveu o convite como “um prato cheio” para resgatar sua melhor versão artística.

Os autores aproveitaram para pontuar elementos centrais da narrativa: o protagonismo feminino, a realidade das mulheres urbanas e as contradições de uma sociedade que exige, mas não oferece possibilidades iguais. Aguinaldo Silva destacou que Três Graças será um retrato dessas mulheres anônimas e valoriza suas vidas sem glamourizar suas dores. Já ele e seus colaboradores indicaram que a novela dialoga com mecanismos contemporâneos de consumo, como memes e repercussão nas redes, inclusive afirmando que algumas falas da vilã Arminda podem se tornar virais.

Elenco comenta desafios e novidades sobre seus personagens

Durante a coletiva, Murilo Benício falou sobre seu personagem Santiago Ferette, um homem de prestígio que, por trás da aparência respeitável, esconde uma rede de segredos e alianças perigosas. Ele e Grazi Massafera formam o núcleo antagonista da trama. Benício afirmou que Ferette é traçado como alguém que consegue transitar entre a vida pública de benfeitor e o jogo privado de poder e manipulação.

Quem também estava presente no encontro era Daphne Bozaski. A atriz, que assume o papel de Lucélia “Lucy” Damatta, sua primeira vilã no horário das 21h, ressaltou a transformação visual e artística durante o processo de criação. Na novela, a personagem é órfã de mãe e, após perder o pai, vai morar com o tio Kasper (Miguel Falabella) e sua família, chegando com intenções ambíguas e disposta a criar conflitos com sua prima adotiva, Maggye (Mell Muzzillo). Daphne comentou que o novo visual loiro foi pensado para marcar a ruptura entre ela e personagens anteriores, reforçando os contrastes de caráter que Lucy vai encarnar.

Foto: reprodução/Globo

Também presente na coletiva, Miguel Falabella revelou os motivos que o levaram a voltar às novelas após mais de duas décadas longe de papéis fixos no gênero. Ele interpretará Kasper Damatta, proprietário de uma galeria de arte que divide sociedade com seu marido João Rubens (Samuel de Assis). Falabella destacou que o que o atraiu ao projeto foi a possibilidade de explorar uma trama familiar moderna e representativa; ele define o núcleo que constrói com Kasper e João como “talvez a família mais funcional da novela”, justamente por exibir união, diferenças e tensões internas.

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Texto revisado por Alexia Friedmann @alexiafriedmann

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Kia Sajo estreia o novo single Sal na Pele

A faixa integra o futuro álbum de estreia da artista, intitulado Cabeça Feita, e abre caminho para o universo tropical e poético do disco

Traduzindo em música a intensidade de um amor tropical apaixonado e cheio de significado, a cantora, compositora e instrumentista Kia Sajo apresenta ao público seu novo single de trabalho, Sal na Pele, faixa que dá início ao cronograma de lançamento de seu futuro álbum de estreia, Cabeça Feita. A canção já está disponível em todas as plataformas digitais.

Sal na Pele é daquelas canções que parecem nascer da própria maré. Um mergulho de corpo inteiro em sensações: o banho de mar, o vento que arrepia, o calor que desperta o desejo. A música transpira frescor e intensidade, costurando imagens poéticas a uma melodia sedutora que equilibra afeto e carnalidade em perfeita harmonia.

Entre versos que ardem e acariciam, o ouvinte é convidado a sentir a vida em sua forma mais apaixonada, onde o toque e a contemplação caminham lado a lado. Como em um refrão que ecoa na pele, o trecho “Quero te ver chegar todo dia / grudar o teu sorriso no meu”, revela a essência de um amor que não apenas se canta, mas se vive.

Mais do que uma música, Sal na Pele é experiência: um convite irresistível a mergulhar sem medo na intensidade do sentir. Uma faixa que prende, seduz e pede replay, feita para ser ouvida com os sentidos abertos e a alma entregue. É um convite à entrega, à celebração da vida e da paixão, incorporando a brasilidade que a artista carrega da famosa Ilha da Magia: Florianópolis.

Quis traduzir a força da paixão que transborda para além do corpo, captando essa sensação de arrebatamento como se cada encontro fosse uma onda que chega e envolve por completo”, explica Kia sobre a letra. A faixa foi criada em parceria com Indium (que também assina a produção da música) e Grego Jardim, que assina as linhas de baixo, guitarra e violão.

Foto: reprodução/Nicho Marques

Gravada em Florianópolis (Quartum Lab) e Rio de Janeiro (Ternário Music), a música reflete a vibe desses dois lugares: tropicais, solares e sensoriais. A sonoridade de Sal na Pele vem tropical e envolvente, marcada por um groove latino que se mistura à leveza da nova MPB. É uma faixa fresca, com elementos que remetem ao mar e ao calor, mas também carregada de sensualidade e sutileza poética. O arranjo busca equilibrar suavidade e intensidade: percussões quentes, linhas melódicas fluidas e uma voz que se entrega entre o afeto e a carnalidade. “É música brasileira feita para dançar, sentir e contemplar ao mesmo tempo”, comenta.

O novo som integra o álbum de estreia da cantora, Cabeça Feita, e foi escolhida como single por refletir de forma perfeita a identidade do projeto. A faixa combina intensidade e tropicalidade, oferecendo uma nova MPB que transita entre sensualidade, sensorialidade e profundidade. Com energia cativante, ela abre caminhos e apresenta ao público a essência do disco, que promete ser dançante, poético e cheio de alma brasileira. “Senti que ela tinha a energia certa para abrir caminhos e apresentar ao público a essência do que virá no disco”, conta Kia.

Futuro videoclipe

Para completar o lançamento, Kia prepara também o lançamento do clipe de Sal na Pele, dirigido por Nicho Marques, com estreia no próximo dia 8 de outubro, no YouTube. O trabalho foi filmado no norte da Ilha de Florianópolis, em uma praia paradisíaca. “Foi um dia mágico, embalado por um pôr do sol inesquecível. Cada cena busca reforçar o ritmo e a sensualidade da faixa, criando uma experiência completa para quem ouvir e assistir”, revela a artista.

O audiovisual foi pensado para traduzir visualmente tudo aquilo que a música transmite. Cada cena, cada movimento de câmera, busca reforçar o ritmo e a sensualidade da faixa, criando uma experiência completa tanto para os ouvidos, quanto para os olhos. “É como se a música ganhasse corpo e cor, permitindo que o público sinta a energia tropical e apaixonada da canção de forma ainda mais imersiva.

Kia vê a faixa como uma verdadeira apresentação de sua essência artística ao público: “Estou ansiosa para ver como as pessoas vão se conectar com essa energia tropical e apaixonada que a música transmite. É um misto de nervosismo e alegria, mas acima de tudo de confiança: sei que essa faixa abre caminhos e é só o começo de um ciclo muito especial que quero compartilhar com todos”, finaliza.

Já conhecia a cantora? Conta pra gente e siga o Entretetizei nas redes sociais Facebook, Instagram e X para não perder as novidades do mundo do entretenimento.

Leia também: Trailer do filme A Mão que Balança o Berço já está disponível 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Entrevista exclusiva | Balming Tiger fala sobre novos desafios, colaboração com Atarashii Gakko! e sonho de tocar no Brasil

O coletivo sul-coreano, que já brilhou em festivais como Fuji Rock e Glastonbury, contou ao Entretetizei sobre a evolução do som, a missão de espalhar amor e a vontade de se conectar de perto com os fãs brasileiros

Quando o Balming Tiger lançou Sexy Nukim em parceria com RM do BTS, o mundo inteiro finalmente voltou os olhos para um coletivo que já vinha desafiando padrões e criando um som fora da caixinha desde 2017. A música explodiu, colocou o grupo no mapa global e virou tema da primeira entrevista exclusiva que eles deram ao Entretetizei, em 2023. Ali, já deixavam claro que cada integrante adiciona sua própria cor à identidade do Balming Tiger, uma soma de estilos, ideias e personalidades que nunca para de se reinventar.

Agora, em 2025, o coletivo vive uma nova fase. Depois de cravar presença em festivais gigantes, como Fuji Rock, Glastonbury, Primavera e Reading & Leeds, eles mostram que não apenas realizaram sonhos antigos, mas também abriram espaço para metas ainda maiores. O novo álbum vem mais íntimo e desafiador, a colaboração com o Atarashii Gakko! trouxe uma energia completamente diferente e a missão de espalhar amor segue firme como combustível criativo do grupo.

Em uma conversa com Unsinkable, sogumm, bj wnjn, Leesuho, Mudd the student e Omega Sapien, falamos sobre essa evolução, os dilemas e as conquistas de criar em coletivo, as novas cores que surgiram no som do Balming Tiger e, claro, a vontade de finalmente desembarcar no Brasil para sentir de perto a energia do público latino. Confira:

Entretetizei: Na primeira entrevista que vocês deram pra gente lá em 2023, vocês disseram que “cada integrante coloca a sua própria cor” na música. Um ano e meio depois, que novas cores apareceram dentro do Balming Tiger? Alguma se apagou ou ficou ainda mais forte?

Unsinkable: Falando de mim primeiro, nesse último ano e meio, eu fui juntando os sintetizadores e samplers que queria há muito tempo e montei um novo setup. Nesse processo, sinto que tô chegando mais perto do som que sempre persegui. O estilo de cada um ficou mais marcado, alguns estão tentando mostrar emoções delicadas de um jeito mais profundo, enquanto outros estão indo por um caminho mais honesto e direto.

Enquanto January Never Dies mostrava as várias vozes do time todo, esse álbum foca em destacar a voz de cada um individualmente, tipo um álbum solo. Talvez por isso esteja mais difícil, mas ao mesmo tempo é um desafio novo que tá vindo.

E: Naquela época, vocês falaram que o amor era a missão do grupo. Isso ainda faz sentido pra vocês ou o propósito mudou no caminho?

sogumm: Eu ainda acho que o amor é a nossa missão. Na real, acho que cada um de nós faz muitos esforços invisíveis pra manter isso vivo. Espero que continue assim pra sempre!

Balming Tiger
Foto: reprodução/ Hong Chanhee

E: Agora sobre Narani Narani — eu amei a música, o clipe, tudo. A colaboração com o Atarashii Gakko! pareceu abrir uma energia totalmente nova. Foi mais difícil ou mais natural juntar dois coletivos com identidades tão fortes?

bj wnjn: Eu, pessoalmente, demoro um pouco pra me enturmar, mas as amigas do Atarashii Gakko! chegaram super animadas comigo. Graças a elas, acho que me diverti muito. Eles ouviram bem nossas ideias e as ideias que elas trouxeram eram frescas e combinaram muito, então foi uma experiência ótima trabalhar junto.

E: Vocês são 11 pessoas criando juntas. O que é mais difícil hoje em dia: manter o grupo unido emocionalmente ou segurar a visão artística no meio de tantas perspectivas e egos?

Leesuho: Manter uma visão artística não é problema pra mim porque eu não tento segurar algo fixo. Como eu vejo o trabalho do Balming Tiger com a mente aberta, a entrada de várias opiniões e perspectivas diferentes não é um grande problema. Já a conexão emocional entre a galera muda muito dependendo da situação, tem momentos bons e ruins. 

Então, se eu tivesse que escolher, diria que é a parte emocional. Mas como isso é super natural na convivência humana, também não acho que seja um problemão.

Balming Tiger
Foto: divulgação/ Hong Chanhee

E: O que o Balming Tiger de 2017 pensaria se visse vocês agora, tocando no Fuji Rock Festival e rodando o mundo? Vocês estão vivendo sonhos antigos ou já estão atrás de outros maiores?

Mudd the student: Quando eu fui em festivais tipo Fuji Rock, Glastonbury, Primavera e Reading & Leeds, eu senti que tinha realizado um sonho que parecia muito distante. Mas ao mesmo tempo isso me deu um sonho ainda maior pra correr atrás. Se o eu de 17 anos me visse agora, acho que ele ia ficar chocado e sem acreditar. Naquela época, eu acreditava no meu talento musical, mas nunca imaginei que pudesse ganhar dinheiro com isso.

E: Na última entrevista, vocês falaram que queriam vir pro Brasil. Depois de uma turnê global e da resposta internacional que tiveram, se conectar com o público latino-americano ainda tá nos planos? Como vocês imaginam que seria um show no Brasil?

Omega Sapien: Sim, eu sou muito fã da cultura brasileira. Na real, minha rashguard de jiu-jitsu é com o design da seleção brasileira. Também me chama atenção a cena musical incrível do Brasil (baile funk, bossa nova). Eu adoraria ir quando tiver a chance e me conectar com nossos fãs brasileiros.

O que acharam da entrevista? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê Facebook, Instagram e X e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

 

Leia também: Otoboke Beaver abre venda de ingressos para show no Cine Joia, em São Paulo

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

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Confira os animes que chegam na temporada de outubro do streaming

Novidades e continuações de histórias queridas pelos fãs serão adicionadas ao catálogo da plataforma nesse próximo mês

A partir da última semana do mês de setembro, os assinantes do Crunchyroll poderão assistir a animes inéditos, continuações de suas obras favoritas e até grandes desfechos, como é o caso de My Hero Academia.

Além disso, alguns animes, como a terceira temporada de SPY X FAMILY e To Your Eternity, retornam para o catálogo, que também traz novidades como This Monster Wants to Eat Me e My Status as an Assassin Obviously Exceeds the Hero’s.

Confira abaixo todos os lançamentos de outubro:

A Gatherer’s Adventure in Isekai (2025)

Um funcionário de escritório renasce com habilidades especiais e começa a caçar tesouros em outro mundo!

A Mangaka’s Weirdly Wonderful Workplace (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

O caminho de Futami como mangaká não é nada fácil, com prazos apertados, estresse e ilusões constantes!

A Wild Last Boss Appeared! (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Renascido como a maior vilã do jogo, um homem deve agora consertar o mundo que ele mesmo ajudou a destruir.

Alma-chan Wants to Be a Family! (2025)

Dois cientistas lidam com a paternidade depois de criarem uma menina, com IA, capaz de destruir tanques e que os chama de mamãe e papai.

Campfire Cooking in Another World with My Absurd Skill (2023) – Temporada 2
Foto: divulgação/Crunchyroll

Mukouda oferece mais sabores frescos enquanto o banquete isekai continua!

Dad is a Hero, Mom is a Spirit, I’m a Reincarnator (2025)

Uma ex-cientista japonesa renasce como uma princesa, com poderes incríveis para proteger sua nova família.

GNOSIA
Foto: reprodução/GameBlast

Suspeitas se espalham quando uma entidade misteriosa, chamada Gnosia, embarca numa nave espacial e caça sua tripulação.

Inexpressive Kashiwada and Expressive Oota (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Dois colegas de escola lidam com o cotidiano deles, mesmo que o expressem de maneiras muito diferentes.

Kakuriyo – Bed & Breakfast for Spirits (2018) – Temporada 2
Foto: divulgação/Crunchyroll

O anime Kakuriyo – Bed & Breakfast for Spirits regressa com mais drama ayakashi e desafios para Aoi.

Let This Grieving Soul Retire Cour (2019) – Temporada 2
Foto: divulgação/Crunchyroll

As aventuras de Krai como líder relutante retornam, com ainda mais caos no horizonte.

Let’s Play (2025)

Sam está animada para lançar seu primeiro jogo de videogame… até que um streamer popular faz uma crítica desastrosa sobre ele.

Li’l Miss Vampire Can’t Suck Right (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Um menino acaba descobrindo o segredo da garota mais popular da escola: ela é uma vampira que não sabe sugar sangue?!

May I Ask for One Final Thing? (2025)

Após ser traída por seu noivo arrogante, Scarlet libera sua raiva sobre ele e seus nobres.

Mechanical Marie (2025)

Marie precisa fingir ser um robô para proteger seu chefe, que odeia humanos, mas acaba se tornando o maior desejo dele.

My Friend’s Little Sister Has It In for Me! (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Uma estudante do ensino médio alterna entre sua imagem de aluna aplicada e alguém que vive importunando o colega de classe do irmão.

My Hero Academia (2016) – Temporada 8

Deku enfrenta Shigaraki enquanto All For One luta contra o Armored All Might. Como terminará esse confronto?

My Status as an Assassin Obviously Exceeds the Hero’s (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

A turma de Akira é invocada para outro mundo e ganha habilidades, mas ele é falsamente acusado de um crime e forçado a fugir.

One-Punch Man (2015) – Temporada 3
Foto: reprodução/Critical Hits

Heróis e monstros estão prontos para a terceira temporada de One-Punch Man.

Pass the Monster Meat, Milady! (2025)

Melphiera ama carne de monstros. Parece que ninguém mais concorda com ela, até que ela conhece o Duque Sanguinário.

Plus-sized Misadventures in Love! (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Após um grave acidente, Yumeko acorda com uma nova visão sobre o amor, o trabalho e até mesmo um mistério.

Shabake (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Um herdeiro debilitado se une a seres sobrenaturais para resolver um crime arrepiante.

SI-VIS: The Sound of Heroes (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

O grupo musical SI-VIS também atua como heróis disfarçados para lutar contra forças misteriosas.

SPY x FAMILY (2022) – Temporada 3

A família Forger retorna com mais missões para manter a paz mundial e os deveres de casa sob controle.

Tales of Wedding Rings (2024) – Temporada 2
Foto: divulgação/Crunchyroll

Sato e seu grupo retornam, mas será que eles finalmente conseguirão derrotar o Rei do Abismo e conquistar a paz?

The Banished Court Magician Aims to Become the Strongest (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Após perder seu emprego como mago da corte, Alec Ygret se reúne com seu antigo grupo e volta a se aventurar!

The Dark History of the Reincarnated Villainess (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

O passado fictício sombrio de Konoha se torna realidade quando ela reencarna como a vilã que ela própria criou.

The Fated Magical Princess: Who Made Me a Princess (2025)

Uma mulher contemporânea desperta como a princesa de um livro que leu e está determinada a sobreviver a um destino perigoso.

This Monster Wants to Eat Me (2025)

A vida tranquila de Hinako muda quando uma sereia a resgata com uma promessa de arrepiar.

To Your Eternity (2021) – Temporada 3

Após a eliminação dos Nokkers, Fushi acorda na era moderna e descobre os verdadeiros objetivos de seu criador nessa continuação do anime.

Tojima Wants to Be a Kamen Rider (2025)

Um homem utiliza seus ideais como fã de longa data de Kamen Rider para se tornar um herói na vida real.

Touring After the Apocalypse (2025)

Yoko e Airi viajam por um Japão pós-apocalíptico, usando uma motocicleta, em uma jornada em busca da fotografia e da liberdade.

Yano-kun’s Ordinary Days (2025)

Uma representante de turma preocupada e um rapaz azarado iniciam um romance atípico no pátio da escola.

Gachiakuta (2025)

Incriminado e jogado num abismo cheio de lixo, Rudo luta contra monstros e o sistema que o descartou.

ONE PIECE (1999)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Os Chapéus de Palha continuam sua aventura na futurista Ilha Egghead!

Solo Camping for Two (2025)

A vida deste campista solo muda da água para o vinho quando uma novata decide acampar com ele.

Tougen Anki (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Após descobrir que tem sangue de oni, Shiki precisa treinar para lutar contra a Agência Momotaro.

Watari-kun’s ****** Is About to Collapse (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Naoto Watari vive apenas por sua irmã mais nova, até que sua caótica amiga de infância volta para sua vida com tudo!

You and Idol Precure (2025)
Foto: divulgação/Crunchyroll

Prepare-se para entrar no palco com a mais nova série de Precure!

 

Qual você está mais ansiose para assistir? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X — e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

 

Leia também: 2025 International Emmy Awards Nominees: Brasil em destaque entre os indicados da premiação mundial da TV 

 

Texto revisado por Ketlen Saraiva @lapidando_palavras

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Novelas turcas no streaming: títulos com Hande Erçel, Pınar Deniz e Aslı Enver são destaque no catálogo

Descubra Lembranças de Um Amor, A Atriz e Promessa do Paraíso, produções turcas de romance, suspense e emoção que conquistam fãs ao redor do mundo

As novelas turcas seguem conquistando espaço nos streamings, e o Disney+ tem apostado cada vez mais nesse fenômeno mundial. O catálogo da plataforma já reúne dizis (novelas turcas), que se destacam por tramas emocionantes, estética refinada e histórias que transitam entre o romance, o mistério e o suspense. Não à toa, esse formato tem ganhado plateias ao redor do mundo.

Entre as novidades, Lembranças de Um Amor (Aşkı Hatırla) chegou recentemente à plataforma, trazendo uma narrativa de reencontros e escolhas que podem mudar destinos. A trama acompanha Güneş (Hande Erçel) e Deniz (Barış Arduç), separados há seis meses e prestes a seguir caminhos diferentes, até que recebem a mesma mensagem inesperada: os dois foram nomeados co-herdeiros de uma casa na Capadócia. Enquanto Güneş enxerga na herança uma chance de realizar o sonho da irmã, Deniz entra no acordo apenas para afastá-la de outra pessoa. No entanto, a jornada os coloca frente a frente com o passado – e com a dúvida se ainda há espaço para o amor em seus futuros.

Além de Lembrança de Um Amor, o Disney+ também reforça sua aposta em títulos turcos já conhecidos do público: A Atriz e Promessa do Paraíso. Diferentes em estilo e gênero, as produções exploram emoções intensas, romances marcantes e doses de suspense, mostrando a versatilidade das dizis dentro do catálogo da plataforma.

Conheça mais a seguir:

A Atriz (Aktris) – 2023
Créditos: Disney+

Em Aktris, Yasemin Derin (Pınar Deniz) é uma famosa atriz na Turquia, que vive uma vida dupla há muitos anos. Oculta pela sua fama, Yasemin leva uma segunda vida que a arrasta para uma aventura cheia de segredos.

O elenco da dizi de 8 episódios também conta grandes nomes como Uraz Kaygılaroğlu (Üç Kuruş), Tolga Tekin (Kelebekler) e Serhat Kılıç (Maraşlı).

Promessa do Paraíso (Arayış) – 2023
Créditos: Disney+ Brasil

Em Arayış, Nisan (Aslı Enver) uma mulher infeliz, doente e perdida, presa à correria da vida urbana, descobre uma seita misteriosa ao procurar sua amiga que desapareceu após uma sessão de cura da qual participaram juntas. Apesar das muitas dúvidas, Nisan é atraída pelas promessas da seita e segue um homem enigmático, Tufan (Mehmet Günsür) em uma aventura repleta de mistérios.

O Entretetizei segue acompanhando as novidades nos streamings sobre os lançamentos turcos. Enquanto isso, veja o evento que realizamos para as fãs de novelas turcas, junto à comunidade turca de São Paulo clicando aqui.

 

Quais das novelas citadas você já assistiu? Siga o Entretetizei — Instagram, Facebook, X — e fique por dentro de tudo que acontece no mundo do entretenimento e da cultura turca.

 

Leia também: Especial | Relembre os papéis marcantes de Çağatay Ulusoy

Texto revisado por Larissa Couto @larscouto

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Entrevista | Eline Porto fala sobre novo grupo musical, teatro e sonhos na carreira

Atriz e cantora compartilha a criação do Refúgio dos Amores Improváveis e revela desafios de participar do musical de Djavan no teatro

Com uma carreira consolidada no teatro musical, Eline Porto vive um momento de intensa criatividade e novos desafios. Durante a turnê de um espetáculo sobre o Clube da Esquina, a artista se uniu aos amigos Tom Karabachian e Gab Lara para formar o grupo Refúgio dos Amores Improváveis.

O trio nasceu de forma espontânea, entre viagens e cantorias em hotéis, e hoje se prepara para lançar seu primeiro álbum e realizar shows no Rio de Janeiro e em São Paulo ainda este ano. Eline destaca a beleza do encontro entre as diferentes referências musicais de cada integrante, resultando em uma sonoridade única e envolvente.

Paralelamente ao projeto musical, Eline ainda brilha nos palcos como protagonista de Djavan – O Musical, onde interpreta Aparecida. Ela conta sobre o processo intenso de preparação vocal e cênica para dar vida ao espetáculo, que celebra a obra de um dos maiores nomes da música brasileira.

Entre canções icônicas, Eline revelou qual música ganhou um novo significado em sua trajetória artística. Em meio a tantos projetos, a atriz reforça a importância de se cercar de pessoas queridas para manter o equilíbrio. Confira abaixo o bate-papo completo que a artista teve com o Entretetizei.

O Refúgio dos Amores Improváveis
Foto: reprodução/Elisa Maciel

Entretetizei: Como nasceu a ideia de formar o Refúgio dos Amores Improváveis e o nome? 

Eline Porto: Surgiu da nossa amizade e de cantarmos juntos nos hotéis ao longo da temporada do musical sobre o Clube da Esquina. Ali, em meio às viagens, vimos que tínhamos timbres complementares e ficamos com vontade de explorar nossas sonoridades em conjunto. 

E: Vocês já se conheciam artisticamente ou essa parceria surgiu de uma vontade de explorar novas sonoridades juntos?

E.P: Nos conhecemos no processo da peça e fomos ouvir o som que cada um já fazia. Já tínhamos lançado álbuns autorais e foi muito interessante esse mergulho nas sonoridades individuais, para nos entendermos como artistas singulares, e daí partirmos pra uma sonoridade que fosse nossa, com a contribuição artística que cada um tinha. 

E: O que cada um traz de mais único para o grupo, tanto em estilo vocal quanto em referências musicais, e como vocês equilibram essas identidades na hora de criar o repertório?

E.P: O Tom tem o Brasil na veia. É um poeta e traz melodias belíssimas pro grupo. O Gab traz um pouco das referências indie, tem uma voz única e cria improvisos vocais magníficos. E eu trago um pouco do pop. Gosto de escrever refrões que grudam na cabeça e tenho uma paixão por arranjos vocais. A gente se complementa  na composição, e o mais bonito desse encontro é a mistura do que cada um é. 

E: Já existem planos de shows em turnê ou até mesmo um álbum conjunto?

E.P: Já sim… Em breve, faremos show no Rio e em São Paulo, e também vamos lançar nosso primeiro álbum ainda esse ano. 

Sobre Djavan – O Musical
Foto: reprodução/GPress

E: O Djavan tem uma obra vasta e muito amada. Qual foi a maior responsabilidade e também o maior prazer em interpretar sua música no palco?

E.P: Cantar Djavan, por si só, já é um desafio. As canções são belíssimas, mas complexas. Eu amo as melodias que ele compõe e como a canção se desenrola… É sofisticação sonora com a letra popular. Tenho o maior prazer em interpretar uma canção mais linda que a outra na peça, principalmente Meu Bem Querer e Tanta Saudade, que tem arranjos vocais complexos e, ao mesmo tempo, belíssimos. 

E: Como foi o processo de preparação para o musical, tanto em termos vocais, por causa das harmonias complexas de Djavan, quanto em termos cênicos?

E.P: Foi um processo intenso. Muito estudo, muita pesquisa e um mergulho na obra desse artista tão potente. Em termos cênicos, fomos construindo com o diretor, João Fonseca, um ambiente de intimidade, de apoio e de amor entre Aparecida e Djavan. E o Raphael Elias é o melhor parceiro de cena que eu poderia ter. A troca com ele é tão bonita e verdadeira. Todos os dias nos emocionamos. 

E: Há alguma canção do Djavan que, para você, ganhou um novo significado depois de viver essa experiência no musical?

E.P: Sim. A música Esquinas. Não tinha parado pra reparar a magnitude dessa canção, dessa letra. “Sabe lá, o que é não ter e ter que ter pra dar”, “sabe lá o que morrer de sede em frente ao mar”. Entre tantos outros versos, me pega demais. Profundo e emocionante. Ele traduziu em palavras o intraduzível. Um gênio.

Vida Pessoal e Carreira 
Foto: reprodução/GPress

E: Tem muita coisa acontecendo na sua vida no momento, entre projetos e vida pessoal, o que te faz relaxar e desanuviar a mente?

E.P: Tá uma loucura! Eu amo. Tenho tentado estar menos conectada no celular, isso me ajuda a “descansar”. Também tento escapar pra um café com meu pai, pra uma viagem rápida com o Beto, pra encontrar com minhas amigas… Estar ao redor de pessoas que me recarregam me faz um bem danado. 

E: Tem leitoras do Entretetizei que te acompanham há 20 anos, desde a época de Floribella. Hoje, mais madura e com uma carreira consolidada, qual recado você gostaria de deixar para aquelas ou aqueles que sonham em trilhar o mesmo caminho?

E.P: Sonhem alto, trabalhem com propósito e amor e encarem o ofício com ética e generosidade. Sou muito feliz de viver da arte, isso me motiva diariamente, e ter o carinho do público que me acompanha há tanto tempo é fundamental para minha caminhada. 🙂

E você, já acompanha o trabalho da Eline? Compartilha com a gente nas redes sociais do Entretê Facebook, Instagram e X – nos siga e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Ketlen Saraiva @lapidando_palavras

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