Categorias
Cultura asiática Cultura pop Entretenimento Música

Especial|Santos Bravos: o encontro da disciplina do K-pop com a paixão latina

Em novo reality, a rigidez do K-pop e a espontaneidade da América Latina se encontram para formar uma nova boy band

O K-pop conquistou o mundo com coreografias impecáveis e grandes espetáculos. E, em 2025, essa mesma indústria decidiu atravessar oceanos para fincar raízes em outra cultura. O Santos Bravos, reality show da Hybe, nasceu dessa aposta: criar um grupo latino sob a mesma lógica que formou o BTS. A diferença é que, aqui, a música não começa no estúdio, mas na rua, na festa, no improviso que marca a alma latino-americana.

Dois mundos em um só palco

No palco do programa, dois mundos se cruzam. A disciplina coreana exige ensaios longos, detalhes milimetricamente calculados e até expressões treinadas. Já a espontaneidade latina surge como força contrária: o erro vira charme, a ansiedade se transforma em entrega.

Cada episódio parece um jogo de equilíbrio entre o rigor que molda ídolos e a liberdade que molda a música desta região.

O episódio sete trouxe a síntese desse choque. Em poucas horas, os participantes tiveram de aprender a coreografia de Bad Desire, música do Enhypen. Son Sung-deuk, o coreógrafo que ajudou a construir a história do BTS, foi o jurado convidado.

Não era apenas um momento para avaliar e dar conselhos, mas um mergulho em uma tradição que cobra perfeição. Para os competidores, cada passo errado parecia maior do que era. Para o público, cada gesto era a prova de que disciplina e espontaneidade podem ocupar o mesmo palco.

 O talento brasileiro na competição
Foto: reprodução/Hybe Latin America

Entre esses rostos, dois brasileiros se destacam. Kauê Penna, que venceu o The Voice Kids em 2020, cresceu em frente às câmeras e em cima dos palcos. Sua voz potente lembra que a América Latina também cria artistas cedo demais, acostumados à cobrança.

Lucas Burgatti, ficou conhecido por seus papéis em produções infantojuvenis e agora mostra uma nova faceta ao encarar o desafio do reality. Juntos, eles representam o desafio do programa: mostrar que técnica e carisma podem caminhar lado a lado.

Um mosaico cultural latino
Foto: reprodução/Hybe Latin America

O elenco, porém, vai além. Há quem chegue com a inocência dos 15 anos, como Kenneth, e quem encare a câmera com a maturidade dos 25, como Drew. Entre esses dois polos surgem histórias vindas do México, da Venezuela, da Colômbia, do Peru, da Argentina e até da Espanha.

Jonah, Heider, Iannis, Priano, Alex, Luigi, Jesuale, Alejandro, Patricio e Diego carregam em seus sotaques a diversidade de um continente inteiro, transformando o programa em um mosaico cultural.

O futuro do pop latino?

Mas o Santos Bravos não acontece apenas diante das câmeras. Fora delas, o fandom se movimenta. Reações no Weverse, cortes que viralizam no TikTok, análises que se espalham pelo X. A dinâmica lembra o K-pop, mas aqui o tom é outro.

A emoção latina é mais livre, mais ruidosa, mais urgente. Se na Coreia a admiração muitas vezes tem ares de ritual, na América Latina ela vibra como carnaval.

À medida que a final se aproxima, o reality se mostra mais do que uma competição musical. É um laboratório sobre o futuro da cultura pop. A Hybe arrisca descobrir se a fórmula que deu certo na Ásia pode florescer em um território onde a música já nasce coletiva, calorosa e imperfeita.

Se o experimento funcionar, pode abrir caminho para uma nova cena: um pop latino moldado pela disciplina coreana, mas alimentado pela paixão que sempre esteve aqui.

No fim, talvez o Santos Bravos não seja sobre criar uma banda, mas sobre provar que talento não se limita a fronteiras. A música continua sendo um idioma universal, que se reconhece tanto na precisão de um ensaio quanto na intensidade de uma festa.

O reality mostra que, quando disciplina e emoção dançam juntas, não há palco que não possa ser conquistado.

 

O que você achou do reality Santos Bravos? Siga o Entretetizei nas redes sociais Facebook, Instagram e X e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

 

Leia também: Casa de Dinamite, novo filme da Netflix, ganha teaser oficial

 

Texto revisado por Simone Tesser

Categorias
Moda Notícias

Gabriel Coppola marca presença no Halloween com fantasia inspirada em ancestralidade e força espiritual

Com figurino assinado pela marca nacional Lyncoln, o artista transforma o tempo e a fé em arte no Halloween

Às Raízes do Tempo foi o conceito que guiou o ator e roteirista Gabriel Coppola em sua aparição no tradicional Halloween da Sephora, evento que reúne anualmente nomes da moda, beleza e criação em torno de performances visuais e figurinos elaborados. A edição deste ano aconteceu no último sábado (18), em São Paulo, e ele foi vestido pela marca nacional Lyncoln.

A fantasia escolhida pelo ator nasceu do desejo de materializar o que não se vê, como o tempo, a ancestralidade e a força espiritual que atravessa os corpos. Com o nome que evoca um corpo que carrega em si as marcas da terra e das eras, a criação propõe uma expansão entre o terreno e o divino, como um elo entre o sagrado e a arte.

Foi uma evocação da Umbanda e do Candomblé, das forças que regem a vida e o renascimento. As pedras, os tecidos e as linhas representam a metamorfose da matéria, o eterno ciclo de criação e transformação”, explica Coppola. Visualmente, o look mistura arte sacra brasileira, elementos de natureza seca e o espírito dos rituais ancestrais, com uma estética que dialoga com a performance e a moda conceitual, um corpo em transe, suspenso entre o passado e o futuro.

O figurino foi assinado pela marca nacional Lyncoln, com quem Gabriel manteve um processo criativo à distância, enquanto estava nos Estados Unidos visitando a família. “Não houve prova de roupa, tudo foi criado e ajustado a partir de conversas, referências visuais e uma sintonia muito forte com o conceito que eu tinha em mente. Foi bonito ver como, mesmo sem estar fisicamente presente, a energia se alinhou”, conta.

Foto: divulgação/ Instagram @johnnymoraesph

Para completar o visual, uma máscara confeccionada pela mãe do artista, feita com peças de um antigo lustre da bisavó, reforçou o elo entre o sagrado e o afeto. “No fim, a fantasia nasceu do encontro entre a ancestralidade e a criação coletiva, entre a arte e a fé.

Em sua estreia no Halloween da Sephora, Coppola confessa ter vivido uma noite intensa e simbólica. “As expectativas estavam altas. Foi muito louco, porque eu quase não reconhecia ninguém de tão incríveis que eram os figurinos. Acho que é uma noite em que todo mundo se permite experimentar, provocar e se divertir. Minha capa pesava demais porque usamos pedras de verdade, mas o que importava era estar bonito!”, finaliza. 

Você ficou sabendo dessa festa? Compartilhe o que você achou legal nas nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: O livro Protagonistas conquista selo best-seller e celebra a força de 65 mulheres que reescreveram suas histórias

Texto revisado por Angela Maziero Santana

Categorias
Entretenimento Livros

Entre o medo e a tensão: a diferença entre thriller e terror

Do pavor que arrepia à adrenalina que prende, entenda o que separa — e o que aproxima — os dois gêneros que amamos temer

Quem nunca se confundiu entre as definições de thriller e terror? A confusão é comum, afinal ambos os gêneros brincam com o medo, o suspense e a tensão. Contudo, o modo como cada um desperta essas emoções é bastante diferente. Enquanto um aposta no medo visceral e no sobrenatural, o outro busca provocar ansiedade e expectativa diante do perigo, sem necessariamente recorrer ao horror.

Foto: reprodução/Instagram @ine.reads

Entender essas nuances não é apenas uma questão de nomenclatura: elas ajudam o leitor a escolher melhor as suas próximas leituras e a reconhecer as intenções por trás de cada narrativa. A seguir, explicamos o que define cada gênero e trazemos exemplos marcantes de livros para mergulhar em cada um deles.

Quando o medo ganha vida: o universo do terror

O terror é o gênero que tem como principal objetivo provocar medo, desconforto e tensão emocional intensa. Ele explora o desconhecido, o sobrenatural e as manifestações mais sombrias da mente humana. Muitas vezes, a ameaça é algo impossível de controlar — um espírito, uma maldição, uma entidade ou, até mesmo, o próprio ser humano em seu estado mais cruel.

Autores como Stephen King, Shirley Jackson e Clive Barker são mestres em construir atmosferas que prendem o leitor pelo pavor. Obras como O Iluminado (1977), A Assombração da Casa da Colina (1959) e Hellraiser: Renascido do Inferno (1986) mostram como o terror se alimenta daquilo que é inexplicável e aterrorizante. 

Foto: divulgação/Entretetizei

Já em narrativas contemporâneas, como Gótico Mexicano (2020), de Silvia Moreno-Garcia, ou O Vilarejo (2015), de Rafael Montes, o medo se mistura ao psicológico, explorando os limites da sanidade. 

Foto: divulgação/Entretetizei

Mais do que sustos, o terror convida o leitor a encarar seus próprios medos, o que o torna um gênero profundamente humano e catártico.

Quando o perigo prende o leitor: o universo do thriller

Já o thriller é um gênero que se apoia na tensão, no ritmo acelerado e no suspense constante. Seu foco está em manter o leitor em alerta, tentando antecipar o próximo passo da história. Diferente do terror, o thriller raramente busca o medo em si, mas sim o perigo — seja um assassino à solta, uma conspiração ou uma investigação cheia de reviravoltas.

Entre os exemplos mais emblemáticos estão O Silêncio dos Inocentes (1988), de Thomas Harris; Garota Exemplar (2012), de Gillian Flynn, e A Mulher na Janela (2018), de A. J. Finn. Esses títulos exploram crimes, segredos e jogos psicológicos, sempre com o objetivo de fazer o leitor virar as páginas sem fôlego.

Foto: divulgação/Entretetizei

Há ainda um subgênero, chamado de thriller psicológico, no qual a ameaça é mais subjetiva: o perigo pode vir da mente do protagonista ou das distorções da realidade. É o caso de Antes de Dormir (2012), de S. J. Watson, ou A Paciente Silenciosa (2019), de Alex Michaelides, que mostram como o suspense pode ser tão perturbador quanto o terror, mas por outros caminhos.

Foto: divulgação/Entretetizei

O terror assusta, o thriller instiga. Um mexe com o medo do desconhecido; o outro, com a adrenalina do perigo. Ambos despertam emoções intensas, mas de formas distintas. E é justamente essa diferença que faz deles experiências de leitura únicas e complementares.

E você, prefere sentir medo ou tensão? Compartilhe conosco em nossas redes sociais — Instagram, Facebook e X — e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: O terror arquitetônico de Uketsu está de volta em Casas Estranhas 2: O Mistério das Onze Plantas Baixas

 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

Categorias
Cinema Notícias

Larissa Manoela e Giovanna Rispoli estrelam Traição Entre Amigas, novo filme baseado em obra de Thalita Rebouças

Longa chega aos cinemas em dezembro e marca uma nova fase na carreira de Larissa Manoela

Larissa Manoela e Giovanna Rispoli vão dividir a tela em Traição Entre Amigas, novo longa dirigido por Bruno Barreto, que estreia nos cinemas de todo o Brasil no dia 4 de dezembro.

Baseado no primeiro livro da escritora best-seller Thalita Rebouças, o filme promete emocionar o público ao retratar os altos e baixos de uma amizade abalada por uma traição.

A trama acompanha Penélope (Larissa Manoela) e Luiza (Giovanna Rispoli), amigas inseparáveis desde a infância. Apesar das personalidades bem diferentes, elas compartilham uma relação intensa e verdadeira, até que uma delas comete um erro capaz de mudar tudo. A partir daí, sentimentos como raiva, culpa e arrependimento colocam à prova uma amizade que parecia inabalável.

Foto: divulgação/Imagem Filmes

Com o rompimento, os caminhos das duas tomam rumos distintos: Penélope tenta recomeçar em Nova York, enquanto Luiza busca conforto em relacionamentos virtuais, entre promessas de amor e armadilhas emocionais.

O papel marca uma virada na carreira de Larissa Manoela, que assume uma personagem mais densa e emocionalmente complexa. Conhecida por seus papéis leves e voltados ao público jovem, a atriz agora mergulha em um drama sobre culpa, amadurecimento e as dores de crescer.

Foto: divulgação/Imagem Filmes

A direção é de Bruno Barreto, nome por trás de clássicos do cinema nacional como Flores Raras, Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Que É Isso, Companheiro?, indicado ao Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro. O roteiro é assinado por Marcelo Saback e Thalita Rebouças, com produção da L. C. Barreto e distribuição da Imagem Filmes.

Com Traição Entre Amigas, Thalita revisita sua primeira obra literária, escrita antes do sucesso entre o público infanto-juvenil. Diferente de títulos como Fala Sério, Mãe! e Tudo por um Popstar, a história aposta em uma narrativa mais madura e voltada aos jovens-adultos explorando os limites do perdão, da amizade e do amor.

Sinopse oficial

Penélope e Luiza sempre foram inseparáveis, até que uma escolha errada coloca a amizade à prova e muda o rumo de suas vidas. Entre mágoas, romances e recomeços, elas descobrem que amadurecer é bem mais complicado do que parece. Enquanto Penélope tenta a sorte como atriz em Nova York, Luiza mergulha no universo da música e, entre promessas e segredos, ambas vão aprender que toda amizade tem seus limites.

Prontos para assistirem Traição Entre Amigas e conhecerem a história das protagonistas? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Instagram, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Documentário que conta a trajetória do TWICE chega aos cinemas em novembro

Texto revisado por Ketlen Saraiva

Categorias
Cinema Cultura Cultura Latina Livros Notícias

Rodrigo Santoro surge como Crisóstomo em trailer de O Filho de Mil Homens

Dirigido por Daniel Rezende, o filme é inspirado no livro homônimo de Valter Hugo Mãe 

A Netflix divulgou hoje (20) o trailer de O Filho de Mil Homens, estrelando Rodrigo Santoro como o protagonista Crisóstomo, na primeira adaptação de uma obra de Valter Hugo Mãe para as telas.

O trailer apresenta os personagens Antonino (Johnny Massaro), Camilo (Miguel Martines) e Isaura (Rebeca Jamir), que cruzam o caminho de Crisóstomo para provar que uma “família pode ser feita de muitas coisas”.

Na trama, acompanhamos o pescador solitário Crisóstomo, que sonha em ter um filho. Sua vida muda quando ele encontra Camilo, um menino órfão que passa a fazer parte da vida dele. Em uma tentativa de fugir de sua própria dor, Isaura cruza o caminho dos dois e, em seguida, de um jovem incompreendido chamado Antonino. Juntos, aprendem o significado verdadeiro de família e o propósito de compartilhar a vida. 

Com direção e roteiro de Daniel Rezende, O Filho de Mil Homens foi gravado entre Búzios, no litoral do Rio de Janeiro, e Chapada Diamantina, na Bahia. 

Foto: reprodução/Marcos Serra Lima/Netflix

Com narração de Zezé Motta, a produção tem previsão de estreia na Netflix em 19 de novembro, mas chega em alguns cinemas selecionados no dia 30 de outubro e promete emocionar o público com uma adaptação poética e sensível do best-seller homônimo.

Você já leu o livro de Valter Hugo Mãe? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X — e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

 

Leia também: Twice completa 10 anos e prova que continua no topo do K-pop

 

Texto revisado por Larissa Couto @larscouto

Categorias
Cinema Cultura Entretenimento Séries

Euphoria: streaming anuncia novas estrelas e promete uma terceira temporada intensa

Natasha Lyonne e Eli Roth se juntam a Zendaya e Hunter Schafer na nova temporada que estreia em 2026

 

A HBO confirmou os novos nomes que chegam ao elenco da aguardada terceira temporada de Euphoria, série vencedora do Emmy® e fenômeno da cultura pop. Entre as principais novidades estão Natasha Lyonne (atriz de Boneca Russa, 2019) e Eli Roth (ator de O Albergue, 2005), que se juntam ao elenco original liderado por Zendaya.  A nova temporada está prevista para estrear no segundo trimestre de 2026.

Os corredores caóticos e luminosos da série, também contará com: Dominic Fike, Nika King, Melvin “Bonez” Estes, Daeg Faerch, Paula Marshall, Zak Steiner, Alanna Ubach e Sophia Rose Wilson que retornaram aos seus papéis. A produção também trará rostos inéditos como Gideon Adlon, Bill Bodner, Colleen Camp, Homer Gere, Jessica Blair Herman, Hemky Madera, Trisha Paytas, Rebecca Pidgeon, Bella Podaras, Cailyn Rice, Madison Thompson, Jack Topalian, Sam Trammell, Matthew Willig, Danielle Deadwyler e Kwame Patterson.

Foto: Divulgação/HBO

Outro destaque é a trilha sonora dos premiados Hans Zimmer e Labrinth, que assinam as composições originais para Euphoria.

Desde sua estreia, Euphoria se tornou mais que uma série adolescente, é um retrato emocionalmente profundo que reflete a juventude contemporânea. Com novos personagens e uma trilha de tirar o fôlego, a terceira temporada promete ser uma das mais aguardadas produções da HBO em 2026.

Você assiste Euphoria? Compartilhe sua experiência nas nossas redes sociais  – Instagram, Facebook e X – e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: O livro Protagonistas conquista selo best-seller e celebra a força de 65 mulheres que reescreveram suas histórias

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

Categorias
Entretenimento Livros

Do Wattpad às livrarias: sucesso sáfico Águas de Março ganha sequência pela Editora Euphoria

Com mais de 6 milhões de leituras online, o romance retorna em nova fase, marcada por afeto, espiritualidade e representatividade queer

O fenômeno Águas de Março, de Hannah Kaiser e Gisele Carvalho, está de volta. Publicado originalmente no Wattpad, onde ultrapassou a marca de seis milhões de leituras, o romance sáfico que encantou leitores do mundo todo, ganhou, em agosto de 2025, uma sequência lançada pela Editora Euphoria.

Foto: divulgação/Editora Euphoria/Entretetizei

Segundo Ana Luíza Barbosa, assessora da Editora Euphoria e pesquisadora da cultura de fãs, o relançamento físico atende a um desejo de representatividade genuína: “Águas de Março se tornou um marco para muitos leitores, que encontraram na relação entre Lizzie e Carolina uma identificação profunda com suas experiências, desejos e dúvidas”, afirma.

Inspirada no ship entre as cantoras Lauren Jauregui e Camila Cabello, ex-integrantes do grupo Fifth Harmony, a trama acompanha Lizzie, uma norte-americana que chega ao Brasil em busca de um recomeço. Ao conhecer Carolina, uma jovem livre e espirituosa, ela inicia uma jornada de autoconhecimento e transformação espiritual, em uma narrativa que também mergulha na vivência de fé do Candomblé e das intersecções entre cultura, identidade e afeto.

Amor, fé e recomeços: a jornada de Lizzie e Carolina continua

Lizzie e Carolina estão vivendo um amor profundo, em que a tranquilidade do relacionamento é desafiada pela intensidade da vida. Lizzie, surpreendida pela espiritualidade que retorna ao seu caminho, percebe que há mais para aprender do que imaginava sobre si mesma e o que realmente importa.

Foto: reprodução/Instagram paginassaficas

À medida que enfrentam conflitos familiares e escolhas difíceis, elas descobrem que o amor não é apenas um sentimento, mas uma força transformadora. A amizade, o respeito e as raízes espirituais se tornam pilares essenciais para a relação.

Foto: reprodução/Instagram olendosaficos

Em meio ao caos e à beleza da cidade do Rio de Janeiro, elas se deparam com uma verdade poderosa: o amor é uma jornada constante, feita de altos e baixos, de crescimentos mútuos e de decisões que, por mais difíceis que sejam, podem trazer mais liberdade e entendimento. E, ao final, perceberão que nada é obstáculo para um relacionamento construído à base do companheirismo, do cuidado e do axé.

Representatividade que atravessa fronteiras

O primeiro volume de Águas de Março foi o grande destaque da Editora Euphoria, pioneira no Brasil em publicar fanfictions LGBTQIA+ em formato físico. Criada por Nathalia Brandão, a editora se tornou um espaço de valorização das narrativas de amor e pertencimento da comunidade queer

Agora, o lançamento da continuação reforça o compromisso da casa editorial com histórias que ultrapassam bolhas e conquistam novos públicos.

Foto: divulgação/Editora Euphoria/Entretetizei

Para Ana Luíza Barbosa, o movimento é também político: “A permanência dessas histórias no papel é uma forma de resistência e de memória. É sobre dizer que nossos afetos também merecem estar nas prateleiras e nas bibliotecas.

O segundo volume de Águas de Março está disponível para compra no site oficial da Editora Euphoria, convidando leitores antigos e novos a mergulharem novamente nesse universo de amor, fé e reencontros.

 

E você, está pronto para se deixar levar pelas novas marés de Águas de Março? Compartilhe com a gente em nossas redes sociais — Instagram, Facebook e X — e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: O livro Protagonistas conquista selo best-seller e celebra a força de 65 mulheres que reescreveram suas próprias histórias

 

Texto revisado por Karollyne de Lima @karollysl

Categorias
Cinema Comportamento Cultura Cultura Latina Latinizei Notícias Séries

Documentários do programa Narrativas Negras Não Contadas chegam em novembro no streaming

Curtas de criadores negros brasileiros selecionados no programa serão exibidos em canais de TV por assinatura

Três curtas documentais desenvolvidos na segunda edição do programa Narrativas Negras Não Contadas – Black Brazil Unspoken, de WBD Access, foram anunciados nesta semana. Os curtas Meu Nome É Tiana, Camisa 9 e Melodia Ancestral estreiam em 10 de novembro e terão exibição em canais de TV por assinatura.

Com produção da Endemol Shine Brasil, a WBD selecionou e desenvolveu os curtas documentais entre dez projetos apresentados pelos finalistas do programa, após a conclusão do ciclo formativo remunerado oferecido aos participantes no decorrer deste ano.

Foto: reprodução/Revista de Cinema

“A WBD tem o propósito de amplificar histórias únicas e oferecer oportunidades reais para que esses profissionais deixem suas marcas, além do desenvolvimento e lançamento das produções. O programa Narrativas Negras Não Contadas reafirma nosso compromisso em promover inclusão no mercado audiovisual, atuando na construção de um setor mais plural e representativo, afirma Niarchos Pabalis, diretor de Inclusão da Warner Bros. Discovery para a América Latina.

“Estamos muito orgulhosos de celebrar mais um ano do programa com o lançamento dos três novos curtas documentais. Essa edição exalta a potência criativa de jovens talentos que transformaram suas vivências em narrativas de memória, referência e ancestralidade”, completa.

Conheça mais sobre os curtas, que vão estrear na HBO Max e HBO e também serão exibidos nos canais TNT e TLC e no Cinemax, a seguir!

Camisa 9

Dirigido por Guilherme Baptista, Camisa 9 revisita um programa de mesa-redonda de futebol apresentado por três jornalistas negros, no Rio de Janeiro, no final dos anos 1980.

O curta revive o programa com um dos ex-apresentadores, Luiz Orlando Baptista, celebrando o legado e a representatividade desses comunicadores pioneiros na televisão brasileira, influenciando a linguagem esportiva nacional.

Melodia Ancestral

Dirigido por Beatriz Costa, o curta investiga a trajetória de seu avô, maestro negro responsável por uma orquestra popular que animava bailes na periferia de São Paulo entre as décadas de 1950 e 1980.

A produção resgata memórias familiares e materiais de arquivo, conectando passado e presente, e refletindo sobre os desafios enfrentados por artistas negros e a importância de preservar a memória musical e cultural da comunidade.

Meu Nome É Tiana

Com direção de Dafny Bastet, o documentário acompanha a travesti negra Tiana, de 92 anos, a mais idosa do país, que desafia as estatísticas do Brasil em relação à violência contra pessoas trans.

Moradora de Governador Valadares, Tiana divide seu tempo entre orações em sua paróquia católica e a convivência com a comunidade LGBTQIAPN+. O curta, produzido em parceria com o coletivo House of Bastet, retrata a relação entre fé, identidade, pertencimento e resistência, mostrando a trajetória de luta e inspiração de Tiana para diversas gerações.

Narrativas Negras Não Contadas

O projeto oferece suporte a criadores negros brasileiros que estão iniciando suas trajetórias no audiovisual e ainda enfrentam um cenário de sub-representação. A iniciativa busca impulsionar a entrada desses profissionais em um mercado que, historicamente, apresenta barreiras de oportunidades e acesso.

Foto: reprodução/Mundo Negro

Para Adriana Cechetti, Diretora de Produção e Desenvolvimento de Não-Ficção da WBD Brasil, observar o amadurecimento do programa e o impacto real que ele tem na formação de novos talentos é muito importante.

“Nosso propósito segue o mesmo: oferecer suporte para que vozes diversas contem suas histórias com sensibilidade, verdade e impacto, sempre com o cuidado de trazer narrativas relevantes para a sociedade de forma respeitosa e inclusiva. É muito emocionante acompanhar o lançamento desses novos curtas e ver como cada projeto ganhou forma ao longo do processo, especialmente pelo propósito que carrega. Estamos muito animados com o resultado”, destaca.

Foto: divulgação/HBO

Nani Freitas, CEO da Endemol Shine Brasil, acredita que o projeto pode abrir portas para novos artistas e projetos similares: A representatividade ainda é um grande desafio no audiovisual brasileiro. Narrativas Negras Não Contadas é uma iniciativa essencial, especialmente em um momento em que o setor discute caminhos para ampliar a diversidade. Estamos muito orgulhosos em produzir esse projeto para a Warner Bros. Discovery, pois compartilhamos desse propósito. Que iniciativas como essa inspirem novas histórias, novos olhares e mais oportunidades para todas as vozes que constroem o nosso país”.

Serviço

Meu Nome É Tiana

  • HBO Max – 11 de novembro
  • HBO – 10 de novembro, às 20h
  • TLC – 18 de novembro, às 23h50

Melodia Ancestral

  • HBO Max – 11 de novembro
  • HBO – 10 de novembro, às 20h
  • CINEMAX – 21 de novembro, às 22h30

Camisa 9

  • HBO Max – 11 de novembro
  • HBO – 10 de novembro, às 20h
  • TNT – 17 de novembro, às 20h

Você já conhecia esse programa? Conta para a gente, nos siga nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X — e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

 

Leia também: Twice completa 10 anos e prova que continua no topo do K-pop

 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

Categorias
Música Notícias

Now United anuncia participação de Josh Beauchamp na Now or Never Tour

O artista se reúne a antigos e novos membros na nova turnê do grupo

O Now United anunciou que Josh Beauchamp, representante do Canadá e um dos integrantes mais queridos da primeira formação, estará de volta para a Now or Never Tour, que chega ao Brasil em novembro de 2025.

Foto: divulgação/Instagram @nowunited

Conhecido pelo carisma, talento e presença marcante nos palcos, Josh conquistou fãs com suas coreografias icônicas. Agora, ele se junta a integrantes de todas as fases do grupo para celebrar a trajetória do Now United em um show cheio de emoção.

“Estou muito empolgado por estar de volta com todos! E para os fãs, estou muito feliz por poder amar vocês novamente. Essa turnê vai ser muito especial e cheia de surpresas. Vejo vocês em breve!”, disse Josh.

Sobre a Now or Never Tour 

A tour passará por Porto Alegre (11/11), Curitiba (12/11), São Paulo (14 e 15/11), Rio de Janeiro (19/11), Belo Horizonte (20/11) e Olinda (25/11), prometendo um espetáculo nostálgico e emocionante, com música, dança e muita energia.

Formado por artistas de diferentes nacionalidades, o Now United é um fenômeno global desde 2018, com mais de 174 milhões de seguidores nas redes sociais e bilhões de visualizações no YouTube. O grupo já se apresentou em palcos como o Allianz Parque (São Paulo) e a Arena O2 (Londres), conquistando fãs pelo mundo.

A Now or Never Tour promete novas coreografias, setlist especial e uma produção visual que reforça a mensagem do grupo: celebrar a diversidade e a união através da música e da dança.

As informações sobre locais da turnê e ingressos estão disponíveis no site da Poladian Produções.

Prontos para ver o Josh de volta aos palcos? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Instagram, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Now United lança Beautiful World e apresenta Ariel, nova integrante do grupo

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @analuztraduz

Categorias
Música Notícias

Quando o sucesso fala espanhol e quando não precisa: o apagamento do português no pop brasileiro

De Anitta a Luísa Sonza, cantar em espanhol virou sinônimo de internacionalização. Mas a insistência em trocar o português por outro idioma expõe uma ferida antiga: o medo do Brasil de ser ouvido como ele é

Nas últimas décadas, o português passou a ser visto como um obstáculo para o sucesso global. A indústria latina, comandada por nomes como Bad Bunny, Karol G e Shakira, transformou o espanhol no idioma dominante do pop latino. Diante disso, artistas brasileiros que miram o exterior começaram a adaptar suas músicas: gravam, lançam e se apresentam cada vez mais em espanhol.

Anitta foi uma das primeiras a seguir esse caminho, misturando idiomas e apostando em parcerias hispânicas. Ela participou de uma colaboração com o grupo de K-pop Tomorrow x Together na faixa Back for More e, mesmo tendo apenas um verso, fez questão de cantá-lo em espanhol, não em português. É um detalhe pequeno, mas revelador: até quando o Brasil chega a mercados novos, continua tentando soar “latino o suficiente”.

Depois dela, Ludmilla, Luísa Sonza e outros nomes adotaram a mesma estratégia. Mas a questão permanece: por que o português, quando finalmente atravessa fronteiras, é o primeiro a ser deixado para trás?

O espanhol como passaporte e armadilha

Cantar em espanhol virou um atalho para ser percebido como latino, uma forma de acessar o mercado hispânico sem disputar espaço direto com o inglês. É uma escolha prática, mas também simbólica: revela como o Brasil ainda se vê à margem da América Latina, tentando se encaixar em um molde que não o representa.

O espanhol soa familiar ao público internacional; o português, não. Isso faz com que um pareça comercialmente viável e o outro, distante. Só que, ao traduzir a própria voz para ser entendido, o artista também traduz parte de si e nem sempre consegue recuperar.

Essa adaptação reforça uma velha confusão sobre o Brasil: a de que todos os países latino-americanos compartilham o mesmo idioma. Quando artistas brasileiros cantam em espanhol, acabam reforçando a ideia de que o português seria uma variação ou um dialeto menor, apagando a singularidade da cultura brasileira.

Mesmo com o crescimento da música brasileira no exterior, ainda é comum ouvir estrangeiros dizendo: “Ah, no Brasil vocês falam espanhol, né?”. Essa percepção nasce de uma repetição constante de imagens e de sons que apresentam o país como extensão da latinidade hispânica.

O preço de soar “latino o suficiente”

Há algo de colonial nessa necessidade de adaptação. O sucesso ainda parece depender de agradar o olhar do outro, de cantar o que esperam, do jeito que esperam, na língua que esperam. E o português, com toda a sua sonoridade, vira ruído.

Essa lógica também é interna. O Brasil raramente se reconhece como parte da América Latina. A indústria fonográfica nacional é voltada para o consumo interno e, quando decide se internacionalizar, busca validação externa. O espanhol, nesse contexto, surge não apenas como estratégia de mercado, mas como uma tentativa de pertencimento.

Só que essa busca por encaixe reforça outro estereótipo: o de que o Brasil é “latino só quando convém”. Para o mercado internacional, é mais fácil colocar o país dentro do pacote genérico da música latina do que entender suas particularidades linguísticas e culturais. Cantar em espanhol, nesse sentido, é uma forma de simplificar o Brasil — e, ao simplificar, distorcer.

Quando essa simplificação vem de artistas de alcance global, o efeito é cumulativo. A pluralidade linguística da América Latina se apaga, o espanhol passa a representar um continente inteiro, e o português desaparece junto com uma parte essencial de sua identidade.

Quando a tradução não é submissão: o caso Pabllo Vittar

Enquanto muitos se adaptam, Pabllo Vittar faz o oposto. Em Mexe, parceria com o grupo de K-pop NMIXX, ela canta em português, inglês e coreano, uma combinação improvável, mas coerente com a sua trajetória. Em vez de apagar a própria língua, Pabllo a coloca no centro, coexistindo com outras. O resultado soa internacional sem abrir mão da origem.

Pabllo não tenta se latino-americanizar nem se americanizar. Ela amplia o significado de ser brasileira no pop. É uma forma de internacionalização que não passa pela concessão linguística, mas pela afirmação: mostrar que o português cabe no K-pop, no house, no reggaeton e, ainda assim, soa pop.

Essa escolha é deliberada, estética e política. Falar a própria língua em um mercado globalizado é um gesto de resistência. E mais: quebra o estereótipo de que o Brasil precisa se adaptar a outros países latinos para ser ouvido. Pabllo não pede tradução; ela convida o público a escutar o português com a mesma naturalidade que escutam o coreano ou o inglês.

 

O que o espanhol revela e o que o português ainda diz

A questão não é demonizar o espanhol, mas entender por que ele virou o idioma do sucesso e por que poucos artistas brasileiros ousam manter o português quando buscam o exterior.

Quando Pabllo Vittar canta em coreano sem abrir mão do português, ela abre uma porta que poucos tiveram coragem de empurrar. Mostra que a internacionalização não precisa significar submissão e que o público global entende muito mais do que o mercado acredita.

Afinal, ninguém cobra que Rosalía cante em inglês. Ninguém exige que Bad Bunny traduza suas letras. Então por que o Brasil ainda sente que precisa disfarçar a própria voz para ser ouvido?

Manter o português nas colaborações internacionais é um gesto cultural e simbólico. É reafirmar que o Brasil tem voz própria e que essa voz não precisa ser suavizada para ser valorizada. Cada vez que um artista troca o português pelo espanhol, reforça a ideia de que o idioma é periférico, uma construção de mercado, não uma verdade cultural.

Cantar na própria língua é revolucionário!

O que está em jogo não é só o idioma, é a autoestima cultural. O pop brasileiro ainda parece pedir desculpas por ser tropical, por ser português, por ser diferente. Mas o mundo já aprendeu a dançar funk, a ouvir bossa e a repetir refrões em português. Falta o próprio Brasil perceber que o sotaque é o que o torna irresistível.

A mistura entre Pabllo Vittar e o K-pop talvez anuncie uma nova fase: aquela em que o português volta a ser falado com orgulho, mesmo quando o microfone está em Seul.

Qual a sua opinião sobre isso? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê Facebook, Instagram e X e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

 

Leia também: Precisamos falar sobre a solidão da mulher adulta — e como ela é retratada (ou ignorada) na cultura pop

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!