Uma leitura para enxergar a chegada de um bebê como uma jornada de autoconhecimento, amor e recomeços, com charme e humor
Imagem: reprodução/Editora Intrínseca
Quando Menos se Espera (2025) é a nova comédia romântica de Cara Bastone, ambientada em Nova York, e que chega às livrarias brasileiras em outubro pela Intrínseca.
Trazendo de volta a atmosfera de caminhadas pelo Brooklyn, conversas em cafés e o charme cotidiano de uma cidade que nunca dorme, mas também carregado do tom leve e das situações bem-humoradas, a autora explora temas delicados como gravidez inesperada, amizade, amadurecimento e a redescoberta do amor.
A história acompanha Eve, uma mulher que leva uma vida tranquila até descobrir que está grávida após uma noite de sexo casual. A notícia, inesperada e transformadora, abala seus planos e suas relações, especialmente com Willa, sua melhor amiga, que tenta engravidar há meses sem sucesso. De repente, Eve precisa lidar com o turbilhão de emoções, as mudanças no corpo e o medo de não estar pronta para ser mãe solo, enquanto encara a difícil tarefa de contar a notícia ao pai do bebê, Ethan.
Entre enjoos, dúvidas e descobertas, Eve e o irmão mais velho de Willa, Shep, se aproximam. Ele se mostra um homem gentil, atencioso e sempre disposto a ajudar e, aos poucos, o que começa como amizade ganha contornos de algo mais profundo. O romance entre os dois surge de forma natural, revelando que, mesmo em meio ao caos, o amor pode florescer quando menos se espera.
Com uma escrita envolvente e diálogos afiados, Cara Bastone cria uma narrativa que equilibra humor, ternura e reflexões sobre os papéis das mulheres e as expectativas impostas pela maternidade. Mais do que uma história sobre gravidez, Quando Menos se Espera é um retrato sincero e sensível das transformações emocionais que acompanham o amor, a amizade e o amadurecimento – tudo isso com o charme irresistível de uma comédia romântica à moda nova-iorquina.
Sobre a autora
Foto: reprodução/Cara Bastone
Cara Bastone é escritora e mora no Brooklyn com o marido, os filhos e o cachorro, que por pouco não é um goldendoodle. O objetivo dela no trabalho é encontrar momentos em histórias de amor que lhe roubam o ar. No ensino médio, encontrou uma sacola com livros antigos que pertenciam à sua avó, e desde então é fã de romances. Gosta de pretzel, de passear por horas no Prospect Park e de livros românticos com homens que não se deixam limitar pela própria masculinidade.
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Companhia Ensaio Aberto recebe espetáculos do coletivo paraibano em apresentações gratuitas entre 24/10 e 3/11, abrindo no Rio o Circulação Petrobras, do projeto Em Boa Companhia
A Causa Secreta é livremente inspirada no conto de Machado de Assis. A dramaturgia elege uma das mais sombrias narrativas do autor carioca com o interesse de levar à cena uma reflexão sobre o sadismo, afecção que secretamente se infiltra nas relações sociais de modo a transformar o “outro” em objeto de dominação e gozo hedonista. A montagem explora as regiões obscuras e inexplicáveis do comportamento humano para denunciar a opressão de gênero que assola a sociedade brasileira.
A partir de um insólito triângulo amoroso entre um jovem médico, uma mulher que padece de uma doença incurável e seu marido (obcecado por experimentos científicos em torno da anatomia dos seres vivos), a peça investiga os limites éticos da ciência e do conhecimento.
No conto, o autor dá a notícia de um teatro de má reputação, localizado nas franjas da cidade, em São Januário. Esta referência pauta a encenação, que cria uma fictícia Companhia São Januário de Extravagâncias para discutir em chave burlesca as relações de dominação na atualidade brasileira, com ênfase à condição histórica de subalternidade do gênero feminino.
O recuo para o interior da maquinaria teatral permite operar as cenas como números de um roteiro de extravagâncias. Uma solução no campo alegórico para falar das perversões que intoxicam as relações sociais na atualidade. A encenação reproduz o programa de uma noite de variedades, oferecendo ao público números de atirador de facas, desaparição e escapismo, entremeados por cenas que narram a história.
Como forma de colocar em primeiro plano a discussão sobre a opressão de gênero numa sociedade patriarcal, a dramaturgia faz referência a poemas de Cecília Meireles e Pagu, autoras brasileiras que expressam em sua obra o inconformismo com a desigualdade entre homens e mulheres. Também se vale de um fragmento de cena da tragédia Titus Andronicus, de Shakespeare, e de poemas em prosa de Charles Baudelaire.
A peça é uma reflexão sobre a perversão que preside as relações de dominação presentes em nossa sociedade e que se manifestam não apenas no âmbito das relações públicas, mas também no cotidiano das relações privadas.
Desertores será encenada no fim do mês
Desertores é um experimento cênico livremente inspirado na obra inacabada “O Declínio do egoísta Johann Fatzer”, de Bertolt Brecht, reunião de cenas, poemas e apontamentos teóricos que o autor alemão produziu durante o período de 1926 a 1930.
Foto: reprodução/Alessandro Potter
Nesta obra monumental, Brecht reflete dialeticamente sobre a catástrofe da Primeira Grande Guerra, como também sobre o impasse dos movimentos sociais revolucionários e o prenúncio do Nazismo. O conjunto de fragmentos é organizado em cinco fases de trabalho denominadas “Fatzer Documento”, acrescidas de um conjunto de notas teóricas a que Brecht nomeou “Fatzer Comentário” e que constitui uma espécie de programa para um “teatro didático-político-poético”.
De todo o material produzido, Brecht chegou a publicar em vida o fragmento que corresponde à quinta fase do trabalho, no primeiro caderno dos Versuche (Tentativas). O restante do material somente veio a público a partir das décadas de 1970 e 80. A dramaturgia de Desertores parte da tradução, na íntegra, do “Complexo Fatzer”, realizada por Pedro Mantovani.
A história narra a trajetória de quatro soldados que, após a sangrenta Batalha de Verdun, abandonam seu tanque de guerra e decidem desertar. Tidos como mortos, os quatro homens permanecem em clandestinidade em Mülheim, bairro fabril na Alemanha, sob a constante ameaça de serem presos e fuzilados como desertores. Apesar das dificuldades, os clandestinos lutam para conseguir comida e pactuam nunca se separar. Os desertores têm a esperança de que uma ação coletiva consiga pôr fim à guerra. Eles acreditam poder tomar parte na desejada revolução.
A montagem lança um olhar crítico sobre os impasses da atualidade, marcada pelo avanço mundial dos extremismos patrocinados por uma classe predatória, que se utiliza do medo coletivo para avançar contra as liberdades democráticas e as conquistas sociais já em vias de destruição.
Serviço
A Causa Secreta
Quando: Dias 24, 25, 26 (com intérprete de libras) e 27 de outubro. Sexta, sábado, domingo e segunda,
Horário: às 20h (a casa abre às 18h30 e não é permitido entrar após o início do espetáculo)
Onde: Teatro Vianinha, Armazém da Utopia (Cais do Porto, Armazém 6, Rio de Janeiro)
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Desertores
Quando: Sexta, sábado, domingo e segunda, dias 31 de outubro, 1, 2 (com intérprete de libras) e 3 de novembro
Horário: Às 20h (a casa abre às 18h30 e não é permitido entrar após o início do espetáculo)
Onde: Teatro Vianinha, Armazém da Utopia (Cais do Porto, Armazém 6, Rio de Janeiro)
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
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O artista falou com o Entretê sobre o livro Amundo, que escreveu com Marina Palha, e seu trabalho na cinebiografia do Chorão
Entre os palcos, o cinema, as palavras e a música, Felipe Habib está em uma fase de bastante atividade em sua carreira. Por trás das câmeras, o artista esteve conduzindo a performance musical do ator José Loreto para o papel de Chorão em Se não eu, quem vai fazer você feliz? e, no começo de outubro, encerrou a nova montagem do espetáculo infantil musical Zaquim, que idealizou em parceria com sua esposa, Marina Palha, há quatro anos.
Além disso, ao longo das últimas semanas, Felipe e Marina também têm viajado pelo país para os eventos de relançamento do livro Amundo, escrito em parceria entre o casal e publicado pela Marisco Edições.
A obra de não-ficção atravessa diferentes registros e formas para recontar as memórias do casal durante a gestação e os primeiros meses após o nascimento do seu primeiro filho, Joaquim, quando os dois ainda processavam a novidade da parentalidade.
Foto: reprodução/Marisco Edições
Oito anos depois das experiências descritas no livro, e com a segunda filha do casal, Cora, já com dois anos, Felipe contou para o Entretê em uma entrevista exclusiva sobre a mudança na sua visão de paternidade nos últimos anos, sua relação com a música e quais são seus próximos desejos como um artista que explora tantas expressões diferentes.
Confira a entrevista completa abaixo:
Entretetizei: Como você e a Marina organizaram a escrita do livro em parceria? O que vocês levaram em consideração para dividir os trechos e as perspectivas?
Felipe Habib: Na verdade, antes de decidirmos fazer um livro em conjunto, eu tinha uns escritos meus e tinha o desejo de lançá-los. Mas eu comecei a organizar o material e eu me cansava um pouco das minhas angústias, das minhas próprias questões.
Eu não me lembro exatamente quando, mas em algum momento conversando com a Nina eu perguntei sobre os escritos dela, e começamos a fazer um exercício de misturar os relatos desse momento que a gente tinha vivido, da chegada do nosso primeiro filho. Quando fizemos isso foi muito bonito, porque começou a aparecer uma perspectiva muito diferente de cada indivíduo vivendo o mesmo momento.
Foto: reprodução/Instagram/@felipehabib
Aquilo pareceu ser o melhor caminho para comunicar para os outros aquela experiência, e começamos a trabalhar nessa mistura dos textos. Fomos descobrindo uma dança muito bonita entre essas trajetórias tão individuais. Amundo fala muito sobre essa jornada, que é tão singular e ao mesmo tempo em parceria, de quando você tem a experiência de ter um filho em dupla.
E: Vocês escreveram Amundo principalmente sobre a gestação e os primeiros meses do Joaquim, e estão relançando agora depois do nascimento da Cora. A sua visão sobre a paternidade mudou com a chegada dela? Pode compartilhar mais sobre?
FH: Mudou radicalmente. A chegada do segundo filho é uma nova experiência, é uma outra paternidade. Mas eu acho que o primeiro filho é bem mais impactante porque realmente é aquele momento na vida, pelo menos para mim, de uma mudança de lugar mesmo: até então eu era filho, e naquele momento eu virei pai. Essa mudança é realmente muito importante.
Eu gosto de dizer que tem uma coisa que acontece que é a mais difícil e é a mais maravilhosa, que é o fato de você deixar de ser o centro da sua vida quando você tem um filho.
Foto: reprodução/Instagram/@felipehabib
Acho que a principal diferença é que, para a gente, no primeiro, o desafio foi descobrir como esse casal virava uma família. Agora, com o segundo filho, é descobrir como essa família, que já é um triângulo – Eu, Nina e Joaquim – vira um quadrado, ganha mais uma pessoa. Então esse trio precisa viver essa nova adaptação.
Além do fato do Joaquim ser um menino, e isso é uma experiência, uma relação, com questões que eu talvez já conhecesse um pouco mais pela própria trajetória enquanto homem. A chegada da Cora, uma menina, muda bastante várias perspectivas dentro dessa sociedade que a gente vive, em que as experiências do feminino e do masculino são muito diversas. Me ilumina e me questiona em vários novos sentidos também.
E: A conversa sobre parentalidade tem mudado muito. O que você enxerga como mais transformador nessa mudança, comparando com a época em que você era criança?
FH: Muita coisa, né? A relação que eu tive com meus pais, se pensar em parentalidade (que era um termo que nem existia na época, né?), comparada à relação que eu tenho com meus filhos hoje, é realmente muito diferente.
Por outro lado, tem muitas coisas da minha experiência com meus pais, com quem eu tinha uma relação muito bacana de diálogo, de afeto, de presença, que eu sinto que são muito inspiradoras para mim na minha paternidade hoje.
Mas também acho muito diferente em vários aspectos. Nós, pelo menos eu e Marina, damos um passo ainda maior na direção da comunicação. A gente conversa muito com as crianças – com Joaquim, que já tem 8 anos, então… Ainda elabora muito os sentimentos, dá espaço para questionamentos que há um tempo os pais não davam muito.
Foto: reprodução/Instagram/@felipehabib
Nós permitimos que ele sinta, que ele verbalize coisas e damos espaço para elaborar esses sentimentos que ele encontra de uma maneira muito nova, e eu sinto que isso forma um indivíduo mais complexo e talvez, por conta disso, mais empático. Não acho que seja mais fácil para ele, nem para nós, mas eu sinto que tem um caminho muito positivo nisso, de poder habitar complexidades e exercitar, elaborar questões de maneira mais profunda.
E: Você transita por várias linguagens; cinema, TV, música e literatura. Como essas formas de expressão se diferenciam pra você? Com qual delas você se sente mais em casa?
FH: Eu venho da música erudita, cantava no coral quando era criança, estudava música clássica, cantava música sacra, porque cantava todos os domingos na igreja, e vivia em concertos.
Depois, fui estudar canto lírico, mas eu sempre me senti um cara muito interessado por assuntos que a maioria ali não se interessava: eu era um cara do coral, mas eu curtia muito MPB. Na época da relação mais profunda com a música erudita, eu me interessava muito pelas questões cênicas, interpretativas, e pras pessoas aquilo não fazia muito sentido. Quando fui para o teatro também, como vinha com essa bagagem da música, sempre achava que podia ter um refinamento diferenciado que também não encontrava.
Foto: reprodução/Instagram/@felipehabib
Então sempre me interessou muito esse olhar mais completo sobre as práticas artísticas, e acho que isso me faz transitar entre as linguagens, de alguma forma sempre fazendo essa brincadeira de pegar um pouco de uma e levar para outra.
Acho que pela experiência que eu tive na minha vida, acaba que a música é muito central, é um elemento que está sempre muito presente, mas eu gosto muito de me relacionar com a palavra, de me relacionar com o corpo também. Diria que me sinto à vontade transitando entre as linguagens, mas certamente a música é um lugar de conexão.
E: Já tendo participado de tantos projetos especiais e em diferentes frentes, o que você ainda não fez e tem vontade de tentar?
FH: Sou um constante desbravador, adoro ir fazendo coisas novas. Tudo me interessa.
Eu falo com a Nina que acho que eu me vejo dirigindo, e talvez a música seja uma coisa que conduza isso, mas me interessa muito o olhar estético da fotografia. Eu me vejo dirigindo uma peça de teatro, me vejo dirigindo coisas no ambiente da música clássica, da música erudita também. Me imagino dirigindo uma ópera e agora, por estar mais conectado com cinema, me vejo nesse lugar de fazer um filme. Eu acho que me interessa todos esses caminhos, sabe?
Acho que o fato de ser uma pessoa que transita por tantas linguagens, e que se interessa por elas, é uma característica que vai me alimentando de uma maneira muito positiva, me nutrindo mesmo, me formando com o olhar mais aguçado para direção. Eu acho legal isso de exercitar do varrer o chão à iluminar a sala, sabe?
Foto: reprodução/Instagram/@felipehabib
Uma vez alguém me perguntou “se você não fosse o que você é, o que que você faria?” Eu falei: “cara, sei lá, várias coisas”. Eu poderia ser zelador também, por ter um prazer mesmo em fazer as coisas. Gosto de cuidar do jardim, gosto de cozinhar, gosto mesmo de varrer a sala, tenho prazer em arrumar as coisas, e acho que isso tem a ver um pouco com dirigir também, um olhar total sobre as coisas.
E: Sabemos que você assinou a direção de performance musical e vocal na cinebiografia do Chorão, que finalizou as gravações recentemente, ajudando a preparar o José Loreto para o papel. Sobre esse projeto, pode dar algum spoiler para o Entretetizei sobre o que podemos esperar?
FH: Sobre o Chorão, acho que eu posso falar que o trabalho foi muito legal, muito profundo, e o [José] tá arrebentando. O que a gente vivenciou ali do processo com as canções do Chorão e a preparação do Zé para estar ali performando como Chorão foi muito bonito, muito bacana.
Todo mundo que entrou em contato no processo, com nosso trabalho, que visitou a nossa sala de ensaio, sempre ficava muito tocado e emocionado.
Teve aquele evento especial, que foi o show com o DZ6, que acho que já deu um gostinho para o pessoal do que pode aparecer nas telas. Acho que é isso, o trabalho está bem bonito, e estamos bem felizes e ansiosos para ver o resultado.
Foto: reprodução/Rolling Stone
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No trailer de Uma Segunda Chance, acompanhamos Kenna em sua jornada em busca de perdão
Foram divulgados nesta terça-feira, 21 de outubro, o primeiro trailer e cartaz oficial do filme Uma Segunda Chance, adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome da autora Colleen Hoover. A produção tem estreia prevista para março de 2026 e conta com a direção de Vanessa Caswill, de Adoráveis Mulheres (2019).
O longa, que narra uma comovente história sobre maternidade e perdão, acompanha Kenna (Maika Monroe), que comete um erro que a leva à prisão. Sete anos depois, ela retorna à sua cidade natal, no estado de Wyoming, esperando reconstruir a sua vida e conquistar a chance de se reencontrar com sua filha, Diem (Zoe Kosovic).
Em meio às tentativas de aproximação, impedidas pelos avós da criança, que possuem a guarda da menina, Kenna encontra apoio e compaixão em Ledge (Tyriq Withers), ex-jogador da NFL e dono de um bar local. À medida que o romance entre os dois se desenrola, também aumentam as dificuldades.
Assista ao trailer oficial:
O elenco da adaptação reúne outros grandes nomes, como Lauren Graham(Gilmore Girls, 2000-2007), Rudy Pankow(Outer Banks, 2020) e a sensação da música country, Lainey Wilson (Yellowstone, 2018).
Com uma equipe criativa totalmente feminina, Vanessa Caswill dirige o filme a partir do roteiro escrito por Colleen Hoover e Lauren Levine. Ambas também assinam a produção, ao lado de Gina Matthews, com produção executiva de Robin Mulcahy Fisichella. Distribuído pela Universal Pictures, com produção da Heartbones Entertainment e Little Engine.
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Sob a direção de Josh Boone, o filme entrega uma história simples, mas repleta de nuances que exploram temas como luto, descobertas da juventude e maternidade
Matéria por Mayara Pereira
Adaptações literárias, sejam para o cinema ou para a televisão, não são nenhuma novidade no universo audiovisual. Com o fenômeno do Booktok, esse tipo de projeto tem se mostrado uma aposta segura para os estúdios – um caso conhecido é o da atriz Reese Whiterspoon, que usa seu clube do livro como uma espécie de termômetro para futuros projetos da produtora Hello Sunshine. Contudo, a pergunta que fica é: ter um texto-base e um público garantido é o suficiente para fazer um bom filme ou série?
Em Se Não Fosse Você, adaptação da obra homônima de Coleen Hoover, dirigida por Josh Boone (A Culpa é das Estrelas, 2014), o espectador é apresentado à história de Morgan Grant (Allison Williams – Girls, 2012) e de sua família, composta por seu parceiro desde o colegial, Chris (Scott Eastwood – Uma Longa Jornada, 2015); sua filha adolescente, Clara (Mckenna Grace – Ghostbusters: Mais Além, 2021); sua irmã caçula, Jenny (Willa Fitzgerald – Pulse, 2025); e seu amigo e cunhado, Jonah (Dave Franco – Truque De Mestre, 2013).
Contudo, um acidente trágico que vitima sua irmã e seu marido se torna um evento catalisador da trama, virando suas vidas pacatas de cabeça para baixo ao revelar que até as famílias mais perfeitas têm seus segredos.
Foto: reprodução/Paramount+
No aspecto narrativo, Se Não Fosse Você, por mais que tenha uma premissa densa, em que os personagens precisam reaprender a viver após um evento traumático, segue o caminho oposto ao se aprofundar na dinâmica entre as personagens de Allison Williams e McKenna Grace.
Esse movimento é feito de forma bem-humorada – com poucos momentos dramáticos –, apresentando dilemas que toda adolescente já viveu ao lado de sua mãe, como, por exemplo, a superproteção, as diferentes perspectivas de vida e as desaprovações amorosas – elementos que ganham forma através da relação de Clara com Miller (Mason Thames – Como Treinar o Seu Dragão, 2025).
Em paralelo, é possível observar Morgan lidando com questões mais íntimas, como a dupla traição que vinha sofrendo há anos, os sentimentos romanticamente confusos em relação ao cunhado Jonah e as próprias reflexões sobre si mesma enquanto indivíduo.
Foto: reprodução/Paramount+
No quesito técnico, a direção faz um bom trabalho ao ambientar os flashbacks da juventude do núcleo adulto, utilizando uma fotografia mais vibrante para representar a vivacidade e despretensão da adolescência, enquanto a linha atual é mais sóbria.
Vale ressaltar o uso de uma trilha sonora característica para cada período. Enquanto a jovem Morgan é representada por Stereophonics e The Killers, Clara é o retrato da adolescente de 2025, que escuta Role Model e Phoebe Bridgers.
Quanto às atuações, o elenco desempenha seus papéis de forma satisfatória e a química dos casais principais é palpável, mesmo que sejam tipos totalmente diferentes de amor.
Com Clara e Miller, temos a impulsividade e o calor da paixão – algo que pode ter sido potencializado pelo relacionamento dos atores na vida real. Já com Morgan e Jonah, tem-se a carga emocional de uma vida inteira de sentimentos contidos, aliada à culpa por enxergar na morte dos parceiros a chance de recomeçar com quem realmente se amava, tudo sutilmente transmitido por Williams e Franco.
A única ressalva da adaptação é a falta de desenvolvimento dos personagens secundários, que acabam reduzidos ao papel de suporte de cena dos protagonistas ou alívio cômico.
Foto: reprodução/Paramount+
Em resumo, Se Não Fosse Você não se apresenta como um longa que valha um Oscar, mas cumpre com competência o que se propõe: trata-se de um filme com ritmo leve e envolvente para se assistir sozinho ou na companhia da família e de amigos, tem personagens cativantes que despertam interesse pelo desenrolar de suas histórias e promove reflexões sobre relações afetivas.
Se Não Fosse Você estreia dia 23 de outubro nos cinemas.
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De qualquer canto do Brasil, o público pode mergulhar em filmes que já brilharam em diferentes edições da programação do evento
Acompanhar presencialmente a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo pode ser um desafio, mas o Entretê preparou uma seleção de filmes que vão fazer você sentir um pouco do clima do festival em qualquer lugar do país. Do norte ao sul do Brasil, será possível mergulhar em histórias que marcaram as edições anteriores e descobrir novos títulos que expandem a relação entre o cinema e o mundo.
A 49ª edição da Mostra teve início em 16 de outubro, reunindo grandes destaques do cinema nacional e internacional. Em 2025, a Netflix tem uma participação de peso no festival, com produções como Frankenstein, de Guillermo del Toro; Jay Kelly, estrelado por George Clooney e Adam Sandler; O Filho de Mil Homens, adaptação do livro de Valter Hugo Mãe dirigida por Daniel Rezende; e A Garota Canhota, de Shih-Ching Tsou. Todos chegam à plataforma ainda esse ano.
E, para quem quer ter essa experiência no conforto da sua casa, confira algumas das produções que fizeram sucesso e hoje fazem parte do catálogo da Netflix:
Nada de Novo no Front
Foto: divulgação/Netflix
O épico de guerra, dirigido por Edward Berger, foi um dos grandes destaques da 46ª edição da Mostra, em 2022, antes de se tornar um fenômeno global. A produção alemã conquistou quatro Oscars,em 2023, incluindo Melhor Filme Internacional, e oferece um retrato visceral dos horrores da Primeira Guerra Mundial sob a ótica de um jovem soldado.
Saudade Fez Morada Aqui Dentro
Destaque da Mostra em 2023, Saudade Fez Morada Aqui Dentro conta a história de Bruno (Bruno Jefferson), um menino de 15 anos que está perdendo a visão de forma irreversível. Em meio à confusão típica da adolescência, intensificada pela cegueira iminente, o filme transforma o destino trágico de seu protagonista em um relato de aprendizagem coletivo. Para sua estreia na Netflix, o longa de Haroldo Borges foi dublado em dez idiomas, legendado em 32 línguas e conquistou grande público em países como França, Turquia, México e Hungria.
Serra das Almas
Em 2024, o Prêmio Netflix foi para Serra das Almas, do diretor pernambucano Lírio Ferreira, produzido pela Carnaval Filmes em coprodução com a Urso Filmes. A trama se passa em Pernambuco, onde um roubo de joias reúne um antigo grupo de amigos desajustados, resultando em consequências catastróficas.
Somos Guardiões
Destaque na 47ª edição, o documentário brasileiro dirigido por Edivan Guajajara, Chelsea Greene e Rob Grobman narra a luta indígena e de ativistas ambientais contra o desmatamento ilegal na Amazônia, trazendo um retrato urgente da crise climática. Em 2023, Somos Guardiões levou o Prêmio de Melhor Documentário Brasileiro pelo público da Mostra.
Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades
Do diretor Alejandro G. Iñárritu, Bardo teve estreia brasileira na 46ª Mostra, em 2022. A produção – uma jornada introspectiva e visualmente deslumbrante sobre identidade, memória e pertencimento – acompanha um jornalista e cineasta mexicano em uma reflexão poética sobre o próprio passado.
Roma
Foto: reprodução/Carlos Somente
Clássico contemporâneo de Alfonso Cuarón, vencedor do Leão de Ouro em Veneza e de três Oscars, Roma foi exibido na 42ª edição da Mostra de São Paulo, em 2018. O filme retrata, em preto e branco, a rotina de uma empregada doméstica na Cidade do México dos anos 1970, combinando intimidade, política e memória.
Pedro Páramo
Adaptação do romance icônico de Juan Rulfo, Pedro Páramo, dirigido por Rodrigo Prieto e exibido na 48ª edição da Mostra, em 2024, envolve o espectador em uma narrativa sonhadora sobre um homem que visita o vilarejo de Comala em busca do pai, apenas para descobrir que todos os seus habitantes estão mortos.
A Noite do Fogo
Exibido na 45ª edição da Mostra, o longa da diretora mexicana Tatiana Huezo retrata a vida de meninas em uma vila dominada pelo narcotráfico. Sensível e potente, o filme foi o indicado do México ao Oscar e um dos destaques da Mostra de 2021.
Maestro
Foto: reprodução/Netflix
Dirigido e estrelado por Bradley Cooper, Maestro foi destaque da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2023 e, no ano seguinte, a produção conquistou sete indicações ao Oscar. O filme narra a trajetória do maestro e compositor Leonard Bernstein (Bradley Cooper), cruzando sua brilhante carreira musical com a intensa e complexa história de amor ao lado da atriz Felicia Montealegre (Carey Mulligan).
Piano de Família
Adaptação da obra de August Wilson, vencedora do Pulitzer, e dirigida por Malcolm Washington, a produção da Netflix foi um dos destaques da Mostra em 2024. Na história, um piano herdado divide irmãos: um deseja vendê-lo para garantir sua subsistência, enquanto o outro quer mantê-lo como legado simbólico.
Sem Coração
O premiado longa alagoano de Nara Normande e Tião se passa em uma vila litorânea e apresenta a amizade intensa entre duas adolescentes durante um verão de descobertas e transformações. O filme foi exibido na 47ª edição da Mostra, em 2023, e recebeu o Prêmio ABRACCINE de Melhor Filme Brasileiro de Diretora Estreante.
Meu Sangue Ferve por Você
Dirigido por Paulo Machline, o longa traz a história de amor entre o cantor Sidney Magal (Filipe Bragança) e Magali West (Giovana Cordeiro), narrando a vida pessoal e profissional do ícone da MPB. Foi um dos destaques brasileiros da 47ª edição da Mostra de Cinema de São Paulo, em 2023.
Aftersun
Foto: reprodução/Mubi
Drama intimista da diretora Charlotte Wells, estrelado por Paul Mescal, que rememora a relação entre pai e filha durante uma viagem de férias, combinando memórias e afetos em um dos filmes mais aclamados do ano. Durante a 46ª edição da Mostra, em 2022, o filme levou o prêmio do júri: o troféu Bandeira Paulista.
O Mestre da Fumaça
Dirigido por André Sigwalt e Augusto Soares, o filme brasileiro une artes marciais, fantasia e humor em uma história de vingança. Os irmãos Gabriel (Daniel Rocha) e Daniel (Thiago Stechinni) enfrentam uma maldição da máfia chinesa, que já matou seu avô e seu pai, e precisam dominar o Estilo da Fumaça, uma arte marcial canábica ancestral. Em 2022, na 46ª edição da Mostra, o longa recebeu o Prêmio do Público de Melhor Filme de Ficção Brasileiro.
7 Prisioneiros
Com direção de Alexandre Moratto e protagonizado por Christian Malheiros e Rodrigo Santoro, o drama retrata jovens em condições análogas à escravidão em São Paulo, denunciando o trabalho precário e o tráfico de pessoas. Destaque da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2021, o longa é uma produção original Netflix aclamada pela crítica.
Parasita
Foto: reprodução/Instituto de Cinema
Vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de Melhor Filme, em 2020, o longa do diretor Bong Joon-ho foi exibido na 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo antes de conquistar o mundo. A trama acompanha a aproximação de uma família pobre da rotina de uma família rica em Seul, em uma crítica social de alcance global. A produção chega ao catálogo da Netflix em novembro deste ano.
Dahomey
Documentário da diretora Mati Diop, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, que acompanha a repatriação de obras saqueadas durante a colonização francesa no Benim, refletindo sobre memória histórica, identidade e reparação. Exibido na 48ª edição da Mostra, o documentário estará disponível na Netflix em dezembro de 2025.
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Produção apresenta uma reveladora e íntima perspectiva de um dos relacionamentos mais comentados dos anos 90
A HBO Max divulgou o teaser da docussérie Meu Ayrton por Adriane Galisteu, nova produção Max Original que estreia em 6 de novembro. Dividida em dois episódios de 45 minutos, a série documental oferece um olhar inédito sobre a relação entre Adriane Galisteu e o piloto Ayrton Senna, sob a perspectiva da própria apresentadora e empresária.
Você pode conferir o teaser logo abaixo:
Repleta de coragem, Adriane assume o protagonismo de sua própria história, abrindo o coração e a intimidade para compartilhar sua versão após anos de silêncio. Pela primeira vez, seus sentimentos e vivências ganham vida, saindo das lembranças diretamente para as telas.
Foto: divulgação/HBO Max
Trinta e um anos após o fatídico dia da morte de um dos maiores ídolos do Brasil, Galisteu revisita momentos inesquecíveis de sua trajetória, relembrando a vida ao lado de Senna nos anos 1990 e o relacionamento marcante que ainda hoje emociona seus fãs e a própria apresentadora.
A série documental conta com depoimentos de amigos e personalidades que acompanharam de perto a trajetória do casal, entre eles Emerson Fittipaldi, ex-piloto de Fórmula 1, Jacir Bergmann II, um dos melhores amigos de Ayrton, Luiza Almeida Braga, esposa de Braguinha, Belise Assumpção, assessora de imprensa do piloto e o jornalista Roberto Cabrini. Os entrevistados revelam bastidores inéditos e memórias que trarão ao público novos pontos de vista.
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Cantora revelou o projeto com um espetáculo cinematográfico nas ruas de Madrid
A cantora, compositora e produtora espanhola Rosalía anunciou oficialmente o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, LUX. Descrito como uma obra imersiva e inovadora, o disco chega às plataformas no dia 7 de novembro, pela Sony Music.
Gravado com a Orquestra Sinfônica de Londres sob regência de Daníel Bjarnason, o álbum traz participações marcantes, como Björk, Carminho, Estrella Morente, Silvia Pérez Cruz, Escolanía de Montserrat, Cor de Cambra do Palau de la Música Catalana, Yahritza e Yves Tumor.
Na última terça-feira (20), a artista apresentou sua nova era em um evento monumental em Madrid.
Rosalía apagou todas as luzes da Gran Vía, mergulhando a cidade na completa escuridão apenas para reacendê-las e revelar a capa oficial de LUX. A ação foi transmitida ao vivo para fãs do mundo todo.
O momento épico serviu como um prelúdio perfeito para o que está por vir, refletindo os temas centrais do disco: mística feminina, transformação e espiritualidade.
Foto: reprodução/X @hola_rosalia
Como produtora executiva, Rosalía constrói em LUX um arco emocional que transita entre o íntimo e o grandioso, fundindo som, linguagem e cultura em uma experiência sensorial única.
As versões em CD e vinil contarão ainda com três faixas exclusivas, convidando o público a mergulhar na experiência completa do álbum.
Tracklist
MOV I
Sexo, Violencia y Llantas
Reliquia
Divinize
Porcelana
Mio Cristo
MOV II
Berghain
La Perla
Mundo Nuevo
De Madrugá
MOV III
Dios Es Un Stalker
La Yugular
Focu ‘ranni [Exclusiva]
Sauvignon Blanc
Jeanne [Exclusiva]
MOV IV
Novia Robot [Exclusiva]
La Rumba Del Perdón
Memória
Magnolias
Sobre a cantora
Vencedora de dois prêmios Grammy e treze Latin Grammy, Rosalía é uma das artistas mais influentes da música contemporânea. Sua sonoridade mistura ousadia e inovação, redefinindo o pop global com identidade visual marcante e referências que atravessam fronteiras culturais.
Com El Mal Querer (2018), a artista reinventou o flamenco e conquistou oito Latin Grammy, incluindo o Álbum do Ano. Já com MOTOMAMI (2022), que escreveu, interpretou e produziu integralmente, consolidou-se como uma das vozes mais criativas de sua geração.
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Em novo reality, a rigidez do K-pop e a espontaneidade da América Latina se encontram para formar uma nova boy band
O K-pop conquistou o mundo com coreografias impecáveis e grandes espetáculos. E, em 2025, essa mesma indústria decidiu atravessar oceanos para fincar raízes em outra cultura. O Santos Bravos, reality show da Hybe, nasceu dessa aposta: criar um grupo latino sob a mesma lógica que formou o BTS. A diferença é que, aqui, a música não começa no estúdio, mas na rua, na festa, no improviso que marca a alma latino-americana.
Dois mundos em um só palco
No palco do programa, dois mundos se cruzam. A disciplina coreana exige ensaios longos, detalhes milimetricamente calculados e até expressões treinadas. Já a espontaneidade latina surge como força contrária: o erro vira charme, a ansiedade se transforma em entrega.
Cada episódio parece um jogo de equilíbrio entre o rigor que molda ídolos e a liberdade que molda a música desta região.
O episódio sete trouxe a síntese desse choque. Em poucas horas, os participantes tiveram de aprender a coreografia de Bad Desire, música do Enhypen. Son Sung-deuk, o coreógrafo que ajudou a construir a história do BTS, foi o jurado convidado.
Não era apenas um momento para avaliar e dar conselhos, mas um mergulho em uma tradição que cobra perfeição. Para os competidores, cada passo errado parecia maior do que era. Para o público, cada gesto era a prova de que disciplina e espontaneidade podem ocupar o mesmo palco.
O talento brasileiro na competição
Foto: reprodução/Hybe Latin America
Entre esses rostos, dois brasileiros se destacam. Kauê Penna, que venceu o The Voice Kids em 2020, cresceu em frente às câmeras e em cima dos palcos. Sua voz potente lembra que a América Latina também cria artistas cedo demais, acostumados à cobrança.
Lucas Burgatti, ficou conhecido por seus papéis em produções infantojuvenis e agora mostra uma nova faceta ao encarar o desafio do reality. Juntos, eles representam o desafio do programa: mostrar que técnica e carisma podem caminhar lado a lado.
Um mosaico cultural latino
Foto: reprodução/Hybe Latin America
O elenco, porém, vai além. Há quem chegue com a inocência dos 15 anos, como Kenneth, e quem encare a câmera com a maturidade dos 25, como Drew. Entre esses dois polos surgem histórias vindas do México, da Venezuela, da Colômbia, do Peru, da Argentina e até da Espanha.
Jonah, Heider, Iannis, Priano, Alex, Luigi, Jesuale, Alejandro, Patricio e Diego carregam em seus sotaques a diversidade de um continente inteiro, transformando o programa em um mosaico cultural.
O futuro do pop latino?
Mas o Santos Bravos não acontece apenas diante das câmeras. Fora delas, o fandom se movimenta. Reações no Weverse, cortes que viralizam no TikTok, análises que se espalham pelo X. A dinâmica lembra o K-pop, mas aqui o tom é outro.
A emoção latina é mais livre, mais ruidosa, mais urgente. Se na Coreia a admiração muitas vezes tem ares de ritual, na América Latina ela vibra como carnaval.
À medida que a final se aproxima, o reality se mostra mais do que uma competição musical. É um laboratório sobre o futuro da cultura pop. A Hybe arrisca descobrir se a fórmula que deu certo na Ásia pode florescer em um território onde a música já nasce coletiva, calorosa e imperfeita.
Se o experimento funcionar, pode abrir caminho para uma nova cena: um pop latino moldado pela disciplina coreana, mas alimentado pela paixão que sempre esteve aqui.
No fim, talvez o Santos Bravos não seja sobre criar uma banda, mas sobre provar que talento não se limita a fronteiras. A música continua sendo um idioma universal, que se reconhece tanto na precisão de um ensaio quanto na intensidade de uma festa.
O reality mostra que, quando disciplina e emoção dançam juntas, não há palco que não possa ser conquistado.
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Com figurino assinado pela marca nacional Lyncoln, o artista transforma o tempo e a fé em arte no Halloween
Às Raízes do Tempo foi o conceito que guiou o ator e roteirista Gabriel Coppola em sua aparição no tradicional Halloween da Sephora, evento que reúne anualmente nomes da moda, beleza e criação em torno de performances visuais e figurinos elaborados. A edição deste ano aconteceu no último sábado (18), em São Paulo, e ele foi vestido pela marca nacional Lyncoln.
A fantasia escolhida pelo ator nasceu do desejo de materializar o que não se vê, como o tempo, a ancestralidade e a força espiritual que atravessa os corpos. Com o nome que evoca um corpo que carrega em si as marcas da terra e das eras, a criação propõe uma expansão entre o terreno e o divino, como um elo entre o sagrado e a arte.
“Foi uma evocação da Umbanda e do Candomblé, das forças que regem a vida e o renascimento. As pedras, os tecidos e as linhas representam a metamorfose da matéria, o eterno ciclo de criação e transformação”, explica Coppola. Visualmente, o look mistura arte sacra brasileira, elementos de natureza seca e o espírito dos rituais ancestrais, com uma estética que dialoga com a performance e a moda conceitual, um corpo em transe, suspenso entre o passado e o futuro.
O figurino foi assinado pela marca nacional Lyncoln, com quem Gabriel manteve um processo criativo à distância, enquanto estava nos Estados Unidos visitando a família. “Não houve prova de roupa, tudo foi criado e ajustado a partir de conversas, referências visuais e uma sintonia muito forte com o conceito que eu tinha em mente. Foi bonito ver como, mesmo sem estar fisicamente presente, a energia se alinhou”, conta.
Foto: divulgação/ Instagram @johnnymoraesph
Para completar o visual, uma máscara confeccionada pela mãe do artista, feita com peças de um antigo lustre da bisavó, reforçou o elo entre o sagrado e o afeto. “No fim, a fantasia nasceu do encontro entre a ancestralidade e a criação coletiva, entre a arte e a fé.”
Em sua estreia no Halloween da Sephora, Coppola confessa ter vivido uma noite intensa e simbólica. “As expectativas estavam altas. Foi muito louco, porque eu quase não reconhecia ninguém de tão incríveis que eram os figurinos. Acho que é uma noite em que todo mundo se permite experimentar, provocar e se divertir. Minha capa pesava demais porque usamos pedras de verdade, mas o que importava era estar bonito!”, finaliza.
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