Filme que acompanha a trajetória do grupo feminino de K-pop estreia nos cinemas brasileiros em novembro
O grupo feminino de K-pop Twice será celebrado com o documentário One in a Million, que acaba de ter seu trailer divulgado. O filme chega aos cinemas brasileiros em 6 de novembro, com pré-venda de ingressos que se inicia nesta quarta (9), a partir das 13h.
A produção celebra dez anos do grupo que se tornou um fenômeno global, conhecido pela saudação “One in a million, Twice!”. O documentário acompanha a trajetória das integrantes desde a estreia e mostra os bastidores da comemoração de uma década, incluindo entrevistas e depoimentos.
Foto: Divulgação/SATO Company
A produção propõe ser mais do que uma retrospectiva de shows: é uma verdadeira homenagem à base de fãs, Once. O filme celebra o amor e o apoio que acompanharam a jornada das integrantes do Twice por uma década.
A força do Twice no cenário global
O Twice é um dos grupos femininos de K-pop mais vendidos no mundo. O grupo acumula números impressionantes, como 13 milhões de ouvintes no Spotify e 15 bilhões de views no YouTube. O grupo consolidou sua fama no Ocidente em 2017, ao alcançar o primeiro lugar no Billboard World Albums Chart.
A força do Twice se traduziu em recordes. A turnê Ready to Be (2023) fez história ao torná-las o primeiro girl group de K-pop a esgotar estádios na América do Norte. A alta demanda de ingressos também foi sentida no Brasil, levando o grupo a abrir uma segunda data de show.
Vale destacar que três integrantes do grupo, Jeongyeon, Jihyo e Chaeyoung, gravaram para o filme da Netflix Guerreiras do K-pop uma versão da canção Takedown. Essa participação é um testemunho da representação autêntica que o filme buscava retratar da cultura K-pop.
Foto: Divulgação/SATO Company
E aí, você faz parte da base ONCE? Está ansioso para ver essa celebração nas telonas? Conta pra gente! Siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagrame X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.
Com gravações em andamento e estreia prevista para 2026, a Bigboss Produções leva às telas o universo vampiresco criado por Mari Sales e Jéssica Macedo
Os mundos sombrios e arrebatadores criados por Mari Sales e Jéssica Macedo estão prestes a ganhar vida fora das páginas. A série literária Dark Wings, publicada pelo Grupo Editorial Portal, está sendo adaptada para o cinema pela Bigboss Produções, em uma trilogia que promete unir romance proibido, fantasia sombria e paixão sobrenatural.
Foto: reprodução/Instagram @paginasentrelivros
O primeiro filme, Dark Wings: Trevor e o Bebê Proibido, baseado no livro homônimo lançado em 2019, tem estreia marcada para março de 2026, inaugurando uma sequência de lançamentos mensais que chegarão à plataforma nacional Portal Play.
A história mergulha no submundo de vampiros, caçadores e seres híbridos, na qual o poder e o desejo se confundem com os limites da moral. Trevor, protagonista do longa inicial, é um vampiro dividido entre o amor e a condenação de gerar um bebê proibido, um ato que ameaça desafiar as leis do próprio sangue.
O segundo capítulo, Scorn: e a Inevitável Conexão (2019), aprofunda o conflito de um líder frio e impiedoso que se vê transformado pela paternidade. Já o desfecho, Thomy & Milly: e o Amor Proibido (2019), acompanha os herdeiros do clã Dark Wings diante de uma paixão que desafia não apenas as regras dos vampiros, mas também as forças celestiais.
Com toques de dark romance, sensualidade e dilemas sobrenaturais, a trilogia promete conquistar fãs de produções que mesclam a intensidade de Crepúsculo com o espírito rebelde de Sons of Anarchy.
Do e-book para a tela do celular: Mari Sales leva romance erótico ao formato mininovela
Reconhecida como a terceira autora mais lida da Amazon Brasil pelo Kindle Unlimited, Mari Sales já vinha explorando o audiovisual. Seu romance Além do Toque (2022) foi adaptado em formato de mininovela vertical, uma tendência internacional voltada ao consumo de histórias pelo celular. A produção fez de Mari a primeira escritora brasileira a levar um romance erótico para esse formato.
Mari Sales é a terceira autora mais lida do Kindle Unlimited Brasil nos últimos dez anos. Natural de Cuiabá e morando em Campo Grande (MS), trocou o universo da programação por histórias de romances intensos e inusitados em 2016.
Publicou mais de 145 e-books, 35 livros físicos pelo Grupo Editorial Portal, cinco audiolivros pela Audible e já teve uma adaptação audiovisual com Além do Toque. Também é idealizadora do Desafio MariSales, projeto que apoiou mais de 500 escritoras independentes.
Conheça mais do trabalho da escritora através de seu Instagram.
Jéssica Macedo iniciou a carreira aos 14 anos com o lançamento de O Vale das Sombras. Com mais de 200 obras publicadas, ajudou a adaptar seu romance Eternamente Minha para o cinema, lançado na Cinebrac.
Formada em Cinema de Animação e Artes Digitais pela UFMG, aos 28 anos, integra a lista Under 30 da Forbes Brasil, que reconhece jovens talentos promissores.
Autora best-seller na Amazon Brasil e Europa, tem obras publicadas em seis idiomas. Conheça mais do trabalho da escritora através de seu Instagram.
Ansiosos para essa adaptação? Compartilhe com a gente as suas expectativas em nossas redes sociais – Instagram,FacebookeX – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
Entre máscaras, classes sociais e convenções, o terceiro livro da série Os Bridgertons transforma um romance de época em uma história sobre empatia e amadurecimento
Um Perfeito Cavalheiro, terceiro volume da série Os Bridgertons, foi publicado em 2000 e marca uma nova fase na escrita de Julia Quinn. Após apresentar os irmãos Daphne e Anthony em romances de estrutura mais tradicional, aqui a autora se arrisca em um tom mais introspectivo e simbólico: um conto de fadas às avessas, que mistura a leveza das comédias românticas com reflexões sobre classe social, moralidade e destino.
Foto: reprodução/De Livro em Livro
No Brasil, o livro foi publicado pela Editora Arqueiro em 2014, com tradução de Cássia Zanon, e ganhou novas edições ao longo dos anos – incluindo uma edição econômica, em janeiro de 2021, e uma edição especial de colecionador, em maio do mesmo ano.
Foto: divulgação/Editora Arqueiro/Entretetizei
A quarta temporada da adaptação da Netflix vai retratar o romance entre Benedict e Sophie e tem estreia marcada para 29 de janeiro de 2026 no streaming. Confira abaixo a prévia lançada pela Netflix Brasil:
Do baile ao desencanto
A história de Sophie Beckett começa como um reconto da Cinderela. Filha ilegítima de um conde, ela cresce em meio ao luxo sem nunca pertencer completamente a ele. Após a morte do pai, é deixada aos cuidados da madrasta Araminta, que a relega à condição de criada.
Foto: reprodução/De Livro em Livro
Seu único momento de liberdade surge em um baile de máscaras promovido pelos Bridgertons, em que, disfarçada, ela dança com Benedict Bridgerton. A química entre os dois é imediata, mas o encanto dura pouco. Sophie desaparece antes da meia-noite, deixando para trás não um sapatinho, mas uma lembrança impossível de apagar.
Foto: reprodução/Netflix
Anos depois, o destino volta a reuni-los em circunstâncias muito diferentes. Benedict, sem reconhecer a moça misteriosa, encontra Sophie vivendo como criada e decide ajudá-la. O reencontro, porém, expõe as barreiras sociais e emocionais que os separam e transforma o conto de fadas em um drama sobre escolhas e identidade.
Complexidade emocional e amadurecimento
Embora parta de um enredo conhecido, Julia Quinn subverte as expectativas. Sophie não é uma donzela passiva que espera ser resgatada. Pelo contrário, é uma personagem guiada por dignidade e senso de justiça – qualidades raras em heroínas de romances ambientados durante a Regência inglesa. Ela se recusa a depender da caridade dos outros, mesmo quando o amor lhe oferece um atalho.
Já Benedict, frequentemente lembrado como o irmão artista e idealista, ganha um arco de amadurecimento interessante. Sua jornada é menos sobre conquistar Sophie e mais sobre aprender a enxergar além das convenções sociais e do próprio privilégio.
Foto: divulgação/Entretetizei
Há, contudo, momentos em que o comportamento de Benedict pode causar incômodo. Algumas atitudes soam paternalistas e, certas cenas, principalmente na segunda metade, revelam o peso das hierarquias de gênero típicas da época.
Foto: divulgação/Entretetizei
Julia Quinn, no entanto, parece estar ciente disso: ao longo do livro, a autora contrapõe esses momentos com diálogos que expõem as contradições do personagem e forçam o leitor a questionar as estruturas sociais que sustentam o romance.
O caos encantador dos Bridgertons
Foto: reprodução/Netflix
Como nos volumes anteriores, os Bridgertons seguem sendo o coração da narrativa. O senso de humor entre os irmãos, a presença reconfortante de Violet e o caos afetuoso da casa da família equilibram o drama com momentos de leveza. Quinn domina como poucos o tom da comédia de costumes, fazendo do lar dos Bridgertons um símbolo de acolhimento e um lembrete constante de que amor também é afeto cotidiano, não apenas paixão arrebatadora.
Forma e fluidez narrativa
O estilo de Julia Quinn é leve, espirituoso e acessível, mas em Um Perfeito Cavalheiro ela se permite ser mais contemplativa. O ritmo é menos apressado e o foco está na construção gradual da intimidade entre os protagonistas. Isso faz com que o livro soe mais maduro, ainda que perca um pouco da vivacidade dos volumes anteriores. Os diálogos continuam sendo o ponto forte: inteligentes, divertidos e cheios de subtexto, equilibrando doçura e ironia com precisão.
O que Um Perfeito Cavalheiro ainda nos diz: os temas por trás do romance
Lido hoje, o livro ganha novas camadas. O contraste entre o conto de fadas e a realidade social de Sophie faz com que Um Perfeito Cavalheiro funcione quase como uma crítica disfarçada às narrativas românticas que idealizam o amor como salvação. Julia Quinn parece dizer que o verdadeiro final feliz não está em encontrar um príncipe, mas em ser reconhecida como igual.
Foto: reprodução/A Cachopa
Essa leitura é reforçada pela presença de figuras femininas que desafiam, em diferentes graus, o papel que a sociedade lhes impõe. A própria Violet, sempre observadora, surge como mediadora entre tradição e mudança: uma mulher que acredita no amor, mas que também sabe o valor da independência.
Por que Um Perfeito Cavalheiro é mais do que um conto de fadas
A história de Benedict e Sophie é, em muitos aspectos, a mais sensível da série Os Bridgertons. Sua força está menos no enredo romântico e mais na jornada emocional de dois personagens que aprendem a ver o outro além das aparências. Julia Quinn oferece aqui um romance que combina delicadeza e consciência social, sem abrir mão do encanto que tornou seus livros fenômenos de popularidade.
Foto: reprodução/Estante Mineira
Mais do que uma história de amor, é um lembrete de que o verdadeiro felizes para sempre exige empatia, coragem e escolha.
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Protagonizada por Nina de Pádua, peça mostra a faceta mais vulnerável da célebre atriz norte-americana
No dia 25 de outubro, às 17h, a Casa Museu Eva Klabin recebe o monólogo Bette Davis – Manual de Sobrevivência. Com texto de Jau Sant’Angelo e conceito de Anselmo Vasconcellos, a peça é protagonizada por Nina de Pádua, atriz conhecida por trabalhos notáveis na televisão e no cinema, como as novelas A Gata Comeu (1985) e Dona Beija (1986), e os filmes O Segredo da Múmia (1982) e Menino do Rio (1982). O espetáculo convida o público a entrar em contato com uma versão mais visceral e fragilizada da célebre atriz norte-americana Bette Davis.
Em um mergulho emocional, Davis surge sem qualquer glamour no monólogo. Pelo contrário, ela se vê isolada em seu camarim, às voltas com os fantasmas de uma carreira marcada por aplausos e silêncios. Com ironia, desespero e lucidez, a artista hollywoodiana se debruça sobre a linha tênue entre arte e loucura, palco e vida real, enquanto um visitante inesperado a confronta com suas verdades mais íntimas.
Foto: reprodução/divulgação/Palavra
Também marcada por grandes trabalhos, mas no Brasil, Nina de Pádua encarna Bette em um momento marcante tanto de sua vida pessoal quanto da profissional: faz 70 anos de idade e 55 anos de carreira.
“Eu comemoro os meus 70 anos dando cambalhota em cena. É um privilégio para poucos, uma honra para mim. Deus é muito generoso comigo”, celebra a atriz, que tem se surpreendido com a resposta do público ao espetáculo. “Eu tenho visto pessoas comovidas, o que me comove também e me dá muito, muito, muito orgulho desse trabalho”
Para o autor da peça, Jau Sant’Angelo, escrever sobre Bette Davis é desafiador, não só pelo grandioso currículo da artista, mas por sua postura historicamente disruptiva. “Bette nunca foi uma mulher dócil e, talvez por isso, permaneça tão viva, tão necessária. Ela desafiou os estúdios quando ninguém ousava, impôs respeito com talento e tenacidade e pavimentou o caminho para que mulheres pudessem existir em cena com complexidade, imperfeição e poder”, diz ele, que recentemente assinou o solo Beethoven – Lembranças do Silêncio, interpretado por Jandir Ferrari.
“Escrever sobre Bette é também escrever sobre os bastidores da glória, os altos custos da fama, o envelhecimento feminino na indústria e o preço de ser livre num mundo que cobra submissão. É revisitar o passado com os olhos do presente e perceber que a luta dela continua sendo nossa”.
Capacidade: 80 pessoas. Classificação indicativa: 14 anos.
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A cantora sobe ao palco com 55 músicos selecionados especialmente para a ocasião, com regência do maestro André Bachur
Com uma trajetória marcada por sofisticação e sensibilidade, Marisa Monte inicia uma nova fase em sua carreira com uma série de dez apresentações especiais que unem sua banda a uma orquestra sinfônica, sob regência do maestro André Bachur.
A turnê, realizada pela Phonica em parceria com a T4F, propõe uma imersão musical que celebra a fusão entre o popular e o erudito, apresentando novos arranjos para grandes clássicos da artista. O projeto promete emocionar plateias em diferentes cidades do Brasil, reafirmando o papel da cantora como uma das vozes mais atemporais e inovadoras da música brasileira.
“Ao longo dos anos, tive algumas chances de cantar com orquestras, tanto no Brasil quanto no exterior. Foram experiências extraordinárias, emocionantes e inesquecíveis. A interação entre os músicos no palco, a complexidade dos arranjos e a combinação de técnica com a emoção fizeram desses concertos experiências verdadeiramente mágicas. Para a série especial de dez shows da Phonica, em parceria com o maestro André Bachur, que me acompanhou no concerto de comemoração dos 90 anos da USP, selecionamos músicos virtuosos das melhores orquestras do país. Junto com minha banda, unimos o popular ao erudito para interpretar clássicos, criando mais uma experiência transcendental”, afirma Marisa Monte.
Foto: reprodução/ Leo Aversa
Com uma carreira marcada pelo equilíbrio entre o rigor musical e a emoção, Marisa se reafirma como uma das vozes mais consistentes da música brasileira contemporânea. O projeto também reforça a importância da colaboração entre artistas de diferentes universos, a canção popular dialogando com a tradição erudita, criando pontes entre o palco e o público, entre o passado e o presente. Cada concerto busca traduzir esse encontro em uma experiência sensorial única, onde melodia e orquestra se misturam como se sempre tivessem pertencido uma à outra.
Realizados em espaços que valorizam a acústica e o encontro com a natureza, os shows serão pensados como celebrações coletivas. A ideia é transformar cada apresentação em um momento de comunhão – entre os músicos, a plateia e o ambiente. Essa concepção reforça a visão de Marisa sobre o papel da música: não apenas como entretenimento, mas como expressão artística que desperta memória, pertencimento e afeto.
“É uma imensa alegria poder participar deste projeto e estar no palco novamente com essa grande artista que admiro desde sempre. O encontro entre Marisa e a Orquestra Sinfônica promete, mais uma vez, uma energia arrebatadora, repleta de ritmos, cores e nuances musicais. Tenho certeza de que será uma experiência marcante, tanto para quem estiver no palco quanto para quem estiver na plateia. Levar esse espetáculo tão especial a diferentes cidades do Brasil é um verdadeiro privilégio — e acredito que cada apresentação será única, emocionante e inesquecível para todos nós.” (Maestro André Bachur)
“Marisa Monte é uma das artistas mais importantes da música brasileira e que vem atravessando gerações com a mesma força, sensibilidade e relevância. Produzir seus shows ao lado de uma orquestra, em parques e lugares que carregam memória e beleza, é mais do que realizar um espetáculo: é construir experiências que tocam profundamente quem assiste e quem faz. Além de ser uma grande celebração de sua carreira e obra, essa turnê foi construída para promover o encontro entre gerações, histórias e afetos.” (Maitê Quartucci – Head Artístico Nacional/T4F)
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Entre o riso e o constrangimento, a indústria do cinema mais poderosa do mundo transformou o racismo em entretenimento, exportando preconceitos disfarçados de cultura pop
Hollywood sempre foi um reflexo fiel do que os Estados Unidos escolheram acreditar sobre si mesmos. Desde os primeiros rolos de filme, o país que se vendia como o símbolo da liberdade também produzia narrativas que definiam quem merecia ser visto e de que forma. O racismo, ao invés de ser um erro isolado do passado, foi um dos pilares da cultura cinematográfica americana, uma estrutura que moldou o olhar do público mundial. Quando o cinema virou uma linguagem global, também exportou o preconceito, disfarçado de humor e de normalidade. O riso se tornou uma forma de violência invisível, e o espectador, cúmplice sem perceber.
O chamado racismo recreativo – aquele que se disfarça de piada, que busca amenizar o preconceito com a desculpa da intenção – nasceu ali, entre roteiros escritos por homens brancos e uma plateia ensinada a rir do diferente. Quando um personagem negro era o alívio cômico, o asiático era o excêntrico estranho, o latino era o bandido e o indígena era o inimigo selvagem, o público não via um ataque, mas um estereótipo confortável. Era o racismo transformado em costume, em fórmula. As risadas preenchiam o silêncio da opressão.
Ao longo do século XX, a indústria do entretenimento norte-americana se consolidou como o padrão de cultura global. E esse padrão sempre teve cor, sotaque e rosto definidos. Filmes, séries e programas de humor criaram arquétipos que pareciam inofensivos, mas que se enraizaram profundamente na cultura popular. A mídia ensinou gerações inteiras a achar graça de corpos marginalizados e a enxergar a diferença como objeto de riso. Foi assim que Hollywood construiu um império sobre a dor, mascarando o preconceito como tradição cultural.
Quando o entretenimento decide quem é humano e quem serve apenas como alívio cômico
O humor foi o escudo mais eficiente de Hollywood. Quando a sociedade começou a questionar as representações abertamente racistas, o cinema apenas trocou a agressividade pela ironia. O blackface perdeu espaço, mas a lógica permaneceu intacta. Agora, o preconceito vinha disfarçado de piada. Era o “não leve tão a sério”, o“é só comédia”. Filmes dos anos 1980 e 1990 como Uma Escola Muito Louca (1986), em que um estudante branco se pinta de negro para conseguir uma bolsa universitária, são retratos de uma era em que o racismo era tratado como mal-entendido cômico. A audiência ria da situação, sem perceber que ria de um sistema que negava oportunidades a pessoas negras na vida real.
Foto: reprodução/imdb
A piada se tornou um modo de sobrevivência da ideologia racista. Quando se ri do outro, o riso opera como mecanismo de despolitização. Ele anula a gravidade da desigualdade e transforma o conflito em entretenimento. O público não se vê como parte do problema porque está apenas se “divertindo”. Hollywood entendeu isso cedo e criou uma indústria de estereótipos disfarçados de sátira. Filmes como Trovão Tropical (2008), em que Robert Downey Jr. interpreta um ator que faz blackface, são exemplos de como a autocrítica hollywoodiana tenta ser moralmente ambígua. O filme ironiza o racismo, mas ainda se apoia no gesto racista para gerar humor. A intenção é diferente, mas o resultado permanece desconfortavelmente o mesmo.
Foto: reprodução/google play
Nas sitcoms e comédias dos anos 1990 e 2000, o racismo recreativo se tornou uma linguagem padrão. Séries como Friends (1994-2004) ignoravam completamente a diversidade racial, enquanto outras como Two Broke Girls (2011-2017) transformavam personagens asiáticos em caricaturas. O humor televisivo, herdeiro direto do cinema clássico, manteve a tradição de rir de quem não pertencia ao centro. Era um riso previsível, domesticado, que reforçava a ideia de que a diferença só é aceitável se for engraçada. A piada passou a funcionar como um anestésico moral.
Foto: reprodução/the hollywood
A partir do momento em que o público aprendeu a rir do preconceito, o racismo deixou de ser percebido como violência. O humor virou o disfarce perfeito para o controle simbólico. A piada desarmava a crítica e reforçava a estrutura. Ao rir do outro, o espectador reafirmava sua posição confortável no mundo. Hollywood vendeu isso como“liberdade de expressão”, quando, na verdade, era a reafirmação da liberdade de humilhar. O riso, que poderia unir, virou ferramenta de hierarquia.
O império dos estereótipos e a fabricação industrial de identidades “exóticas” para consumo branco
Nenhum outro tipo de humor foi tão persistente em Hollywood quanto aquele construído sobre o corpo racializado. Desde o início, a indústria aprendeu a lucrar com a exotização.As mulheres latinas eram filmadas como seres fogosos e indomáveis, figuras como Carmen Miranda foram transformadas em ícones caricatos, reduzidas à performance da alegria tropical. A sensualidade era enquadrada como elemento de inferioridade, algo a ser consumido, nunca respeitado. A cultura se tornava fantasia e o corpo, objeto narrativo.
O mesmo se aplicava a personagens asiáticos, frequentemente retratados de maneira desumanizada ou cômica. Filmes como Gatinhas & Gatões (1984) apresentaram figuras como Long Duk Dong, o estudante estrangeiro ridículo, com sotaque forçado e comportamento infantilizado. Ele era considerado o contraponto engraçado dos personagens brancos, uma presença que existia apenas para o público rir. Aquilo que era apresentado como leve e inofensivo era, na verdade, uma forma de reafirmar que certos corpos não pertenciam ao centro da narrativa americana.
Foto: reprodução/imdb
Os personagens negros também foram reduzidos a corpos funcionais. O amigo engraçado, o atleta talentoso, o dançarino espontâneo. Sempre exuberante, mas nunca profundo. O corpo negro, na lógica hollywoodiana, é sempre físico, nunca intelectual. Essa representação criou um ciclo vicioso em que atores negros eram escalados apenas para papéis limitados, perpetuando o estereótipo de que o humor e a vitalidade são as únicas linguagens possíveis para eles. Mesmo quando a indústria começou a incluir atores negros em papéis principais, como em Histórias Cruzadas (2011), a estrutura se manteve: a branquitude continuava sendo o eixo moral da narrativa.
Foto: reprodução/imdb
Ao transformar o corpo racializado em piada, Hollywood criou uma pedagogia visual do preconceito. A plateia aprendeu a rir daquilo que não compreendia. O corpo, que deveria ser presença, virou metáfora da diferença. A sensualidade latina, a timidez asiática, a exuberância negra, todas moldadas por olhares brancos e roteiros que reforçavam a hierarquia. A representação nunca foi inocente. Era um método de controle, uma forma de definir quem podia ser protagonista e quem deveria permanecer como paisagem cômica.
O mito da neutralidade cultural que mascara a violência simbólica das grandes produções
Um dos pilares mais sutis do racismo recreativo em Hollywood sempre foi o mito do herói branco. Enquanto personagens racializados eram moldados como alívio cômico ou ameaça, o homem branco era apresentado como mediador moral, aquele capaz de entender e corrigir as injustiças do mundo. Essa lógica se repete desde os épicos coloniais até os dramas contemporâneos que se dizem antirracistas. Filmes como Um Sonho Possível (2009) e Green Book: O Guia (2018) vendem a ideia da bondade branca como ferramenta de redenção, transformando histórias de opressão em oportunidades para o público branco se sentir virtuoso. O racismo, mais uma vez, é diluído em emoção.
Foto: reprodução/ plano crítico
O herói branco também serve como filtro de interpretação. Ele garante que o público majoritário nunca precise se confrontar com o desconforto real da desigualdade. A dor do outro é sempre mediada, traduzida, suavizada. Quando personagens negros ou latinos aparecem, é através do olhar salvador. A história nunca é deles, mas sobre eles. Hollywood aprendeu a transformar o trauma em espetáculo emocional, uma catarse que reafirma o privilégio. O riso, nesse contexto, não é o da piada, mas o do alívio, a sensação de que “tudo terminou bem”porque o branco compreendeu a lição.
Mesmo quando há boas intenções, a estrutura narrativa se mantém a mesma. A diversidade aparece, mas a perspectiva continua unidirecional. Filmes como Crash: No Limite (2004) tentaram abordar o racismo de forma corajosa, mas acabaram reforçando o discurso de que o preconceito é apenas um mal-estar coletivo, sem raiz histórica. É a mesma estratégia de sempre: transformar o conflito racial em um mal-entendido humano, e não em uma estrutura de poder. O racismo recreativo, nesse caso, não vem do riso, mas do esvaziamento. Tudo é igualado, tudo é passível de perdão.
Foto: reprodução/O Globo
A figura do outro funcional – o personagem não branco que existe para ensinar, inspirar ou humanizar o branco – é a versão moderna do blackface. Ele não é mais objeto de escárnio, mas de utilidade narrativa. Serve à empatia seletiva, aquela que conforta o público sem desestabilizá-lo. Hollywood se orgulha da representatividade que não ameaça, das histórias que mantêm o equilíbrio simbólico. A indústria aprendeu a lucrar com o discurso da inclusão, mas continua filmando sob a mesma lente. O racismo apenas trocou de roupa.
A indústria que ensinou o mundo a rir do trauma alheio enquanto chamava isso de representatividade
A força do racismo recreativo está na sua capacidade de se esconder atrás da normalidade. O humor não precisa ser escancarado para ferir. Ele pode se manifestar em expressões, gestos e enquadramentos que repetem séculos de hierarquias raciais. Quando um personagem asiático fala com sotaque exagerado, quando um negro reage com euforia desproporcional, quando um latino é enquadrado de forma agressiva, a mensagem é sempre a mesma: há uma fronteira entre “nós” e “eles”. O público ri, mas o riso é condicionado. Ele surge porque o cinema ensinou que aquele comportamento é o desvio.
Filmes como A Hora do Rush (1998) e As Branquelas (2004) evidenciam como o humor se tornou ferramenta de anestesia. No primeiro, a dupla formada por Jackie Chan e Chris Tucker se apoia em estereótipos raciais para criar química. O público ri do contraste, mas o contraste é o próprio preconceito. No segundo, o papel se inverte – atores negros caricaturam mulheres brancas – e o filme é vendido como sátira, mas o resultado não rompe o ciclo. Ele apenas o inverte temporariamente. O riso continua sendo o mecanismo que impede a reflexão.
Foto: reprodução/plano crítico
O problema é que, quando o riso é contínuo, ele vira hábito. O público se acostuma com a violência simbólica, e a ausência dela passa a parecer censura. Essa reação é evidente nas discussões atuais sobre opoliticamente correto. A nostalgia por um humor livre é, na verdade, a resistência ao desconforto. É o medo de perder o privilégio de rir sem pensar. Hollywood alimentou essa mentalidade por décadas, transformando o racismo em um entretenimento culturalmente aceitável. A indústria ensinou o mundo a rir do opressor e do oprimido com o mesmo tom, como se o contexto não importasse.
O riso, nesse sentido, é anestésico. Ele impede a cicatrização porque disfarça a ferida. Cada piada, cada estereótipo repetido, reforça a ideia de que o preconceito é algo superável pelo humor. O público se acostuma a ver a violência como leveza e a confundir o desconforto com exagero. Hollywood não criou apenas personagens, criou reações condicionadas. A plateia aprendeu a rir quando deveria sentir vergonha.
A nostalgia por um passado “inocente” que na verdade foi uma escola de preconceitos globais
Apesar de tudo, o próprio cinema também foi espaço de resposta. O incômodo, quando não silenciado, vira linguagem. Nos anos 2010, cineastas negros, asiáticos e latinos começaram a desmantelar o racismo recreativo de dentro da própria indústria. Jordan Peele, com Corra! (2017), inverteu a lógica do horror: o riso nervoso do público era parte da denúncia. O desconforto virou estética. Em Sorry to Bother You (2018), Boots Riley satirizou a branquitude corporativa, expondo como o racismo pode ser performático e utilitário. Esses filmes não propõem conforto, e é justamente por isso que incomodam.
Foto: reprodução/mubi
A diferença está na autoria. Quando o olhar muda, o riso muda também. O humor feito a partir da vivência não é o mesmo humor que nasce do privilégio. Ele se torna ferramenta de enfrentamento, não de dominação. Filmes como Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (2022) mostraram que é possível construir humor e emoção com corpos asiáticos no centro da narrativa, sem caricaturas, sem exotização. A pluralidade estética e temática dessas obras é uma forma de resistência contra um século de padronização branca.
Foto: reprodução/omelete
Ainda assim, o sistema resiste. A diversidade é celebrada quando é palatável. O mercado abraça o discurso antirracista desde que ele não desestabilize o lucro. O sucesso de filmes independentes ou alternativos não significa uma mudança estrutural em Hollywood, mas um tensionamento. A indústria continua sendo guiada por grandes estúdios que determinam o que écomercialmente viável. E, frequentemente, o desconforto ainda é visto como um risco.
Mesmo assim, o incômodo se espalha. As novas gerações de criadores e espectadores já não aceitam o riso fácil. A internet e as plataformas de streaming abriram espaço para histórias fora do eixo tradicional. O riso começa a ser devolvido, não como submissão, mas como ironia política. Hollywood talvez ainda seja o centro do poder, mas não é mais o único narrador. O riso mudou de lado.
O país que exportou o riso racista agora ergue muros reais contra quem ousa atravessar a fronteira
Há algo de revolucionário em recusar a piada. O silêncio diante do racismo recreativo não é censura, é reação. Depois de um século de risadas cúmplices, talvez a ausência do riso seja o primeiro passo para o real debate. A plateia precisa reaprender a assistir. Isso significa perceber que certas imagens não são neutras, que a leveza pode carregar violência e que o humor, em Hollywood, sempre teve dono.
A desintoxicação do olhar exige um processo coletivo. Significa revisitar clássicos, reavaliar o que foi chamado de inofensivo e reconhecer que boa parte da história do cinema é construída sobre a exclusão. Significa também aceitar que o desconforto é pedagógico. Quando o espectador deixa de rir, não é porque perdeu o senso de humor, mas porque começou a entender do que estava rindo. Filmes como Banzé no Oeste (1974), que já tentavam ironizar o racismo, mostram como o contexto muda o impacto. O que antes parecia provocativo, hoje soa datado. E isso é um sinal de avanço.
Foto: reprodução/imdb
Hollywood, que ensinou o mundo a rir do diferente, agora precisa aprender a ouvir. A indústria, acostumada a domesticar a crítica, tenta se adaptar, mas a transformação real não virá de dentro. Ela virá de quem foi silenciado, de quem aprendeu a criar nas margens. O futuro do humor não será sobre rir do outro, mas com o outro. A igualdade não será atingida pela ausência de conflito, mas pela presença de complexidade.
O riso não precisa morrer, mas precisa mudar de direção. O público precisa entender que rir pode ser um ato político – tanto de resistência quanto de opressão. O que Hollywood fez foi usar o riso para normalizar o preconceito. O que vem agora é o contrário: usar o humor para expor a estrutura. A comédia pode continuar existindo, desde que reconheça a quem ela serve. E talvez o cinema, finalmente, possa se livrar da risada que sempre veio do lugar errado.
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Produção da TRT Tabii confirma rumores de contratação
Sob produção de İbrahim Elma e assinatura da Medyafikir Kulübü, a dizi revela Bensu Soral como parceira de Alperen Duymaz, formando o casal protagonista da trama. O roteiro fica a cargo de İbrahim Elma, Kemal Çelik e Pınar Uysal, contando com dez episódios em sua primeira temporada.
Foto: reprodução/Instagram @1birsenasaltuntas
Nova Série
Em Beklenen Mehdi (tradução livre: Esperando Mehdi), Duymaz interpreta Ahrar Zakirov, um agente de inteligência de origem uzbeque, enquanto Soral dá vida a Rana, uma professora doutora em História das Religiões na Universidade de Harran. O encontro entre os dois personagens acontece por causa da especialidade acadêmica de Rana.
A história, que terá início em Urfa e se deslocará para Istambul ao final da temporada, promete uma mudança de cenário e de tom. Atualmente, o elenco participa das leituras e dos ensaios.
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A produção tem padrão internacional e é referência no mercado
O espetáculo Shrek chegará aos palcos do Teatro Renault, em São Paulo Interpretando o ogro mais amado das telinhas, Tiago Abravanel dará vida ao personagem no musical que estreia em abril de 2026.
Tiago, ator e cantor, tem grandes expectativas de levar muita energia e amor ao público. O personagem é reconhecido pelo ator como um ícone muito querido perpassando gerações “cheio de humor, coragem e coração”.
Foto: divulgação/Carolina Demper @carolinademper
O filme Shrek (2001), vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação em 2022, encanta pelo enredo de um conto de fadas nada tradicional. Os personagens autênticos enfrentam os preconceitos pelos seus estereótipos, mas todos os desafios são enfrentados ao lado de seus amores e amigos, com muita gargalhada e música.
O musical é original da Broadway, mas já esteve em lugares tão tão distantes, como na Espanha, França, Itália, Holanda, Alemanha, México, Argentina, Israel e Austrália.
Agora, no Brasil, o espetáculo será assinado pelo Instituto Artium, em coprodução com o Atelier de Cultura. Os produtores são referências em qualidade técnica e artística com padrões internacionais. Trouxeram ao Brasil entretenimentos inéditos como o show de A História Não Contada das Bruxas de Oz e a Fantástica Fábrica de Chocolate.
O musical, baseado no filme de animação da DreamWorks, não poderia ser diferente. O Instituto acredita que “cada nova produção é uma oportunidade de elevar o padrão técnico e artístico do teatro musical brasileiro”. O espetáculo conta com diversos investimentos com o intuito do espectador ter a melhor experiência.
Foto: divulgação/Carolina Demper @carolinademper
Os ingressos já podem ser adquiridos no site. A estreia de Shrek acontece no dia 8 de abril. Além disso, para os fãs de carteirinha, a produção oferece cinquenta passaportes para o Ogro Pass que inclui tour pelos bastidores do espetáculo.
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De Miyeon a V, conheça os artistas que estão transformando o brilho clássico dos anos dourados em tendência moderna, com veludo, pérolas e muita atitude
O charme e o mistério das estrelas da Velha Hollywood são atemporais e, agora, o K-pop está resgatando esse brilho de forma ousada e moderna. Enquanto as divas dos anos 1950 exibiam vestidos de cetim e diamantes no tapete vermelho, os idols de hoje reinventam o glamour com novas texturas, cores e conceitos. De peles coloridas a ternos de veludo, esses sete nomes estão provando que o estilo Old Hollywood nunca sai de moda, ele apenas ganha um toque coreano.
Miyeon (I-DLE): luxo com assinatura própria
Em seu primeiro álbum solo, Miyeon transformou cada clique em uma aula de elegância à la old Hollywood. Casaco de pele, luvas de veludo e diamantes reluzentes, a cantora parecia saída de um filme estrelado por Audrey Hepburn. Mas o toque moderno veio nas cores vibrantes e na maquiagem contemporânea, provando que o clássico também pode ser ousado.
Foto: reprodução/instagram
Seonghwa (ATEEZ): o galã fora dos padrões
De tricôs com botões vintage a cabelos prateados cuidadosamente desalinhados, Seonghwa entrega uma estética que mistura o charme dos astros antigos com um toque rebelde. O estilo que, um dia, seria reservado aos tapetes vermelhos, agora aparece no cotidiano do idol, que transforma qualquer look em um ato de pura confiança.
Yeji (ITZY): entre o red carpet e o street style
Yeji domina tanto o visual de estrela de cinema fora de cena quanto o glamour de tapete vermelho. O vestido preto básico ganha nova força, com brincos de diamante enormes e sandálias plataforma com pegada retrô. Um equilíbrio perfeito entre o clássico e o moderno, como se Grace Kelly tivesse encontrado o K-pop.
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Jaemin (NCT): alfaiataria com alma retrô
O padrão pied-de-poule nunca sai de moda, e Jaemin sabe disso. O idol combina ternos bem cortados com jaquetas varsity e penteados despretensiosos, mantendo o ar sofisticado, mas sem rigidez. É o tipo de visual que mistura o galã de cinema dos anos 50 com a leveza do estilo coreano atual.
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Jang Wonyoung (IVE): musa entre eras
Com visuais inspirados em quadros renascentistas e red carpets da Hollywood clássica, Wonyoung traz o melhor dos dois mundos. Seus looks combinam tecidos ricos, unhas quadradas e maquiagem colorida, pequenos detalhes que atualizam o vintage e o transformam em algo digno das passarelas modernas.
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V (BTS): o verdadeiro herdeiro do jazz e do glamour
Veludo, luvas de camurça e gravata de seda, V incorpora o espírito do jazz e da sofisticação como ninguém. Inspirado por músicos e atores da era dourada, o cantor mostra que elegância é sobre atitude, não tendência. Em seu universo artístico, o clássico não é revival: é identidade.
Foto: reprodução/instagram
Jennie (BLACKPINK): o novo rosto da sofisticação Chanel
Presença constante no Met Gala, Jennie é praticamente a embaixadora do old Hollywood no K-pop. Seu visual, assinado pela Chanel, mistura feminilidade e força: vestidos delicados, pérolas e, ao mesmo tempo, jaquetas e chapéus de alfaiataria. É Marilyn Monroe com um toque de girlboss, o equilíbrio perfeito entre eras.
Foto: reprodução/instagram
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Do psicológico ao grotesco, explore as formas mais inquietantes do horror japonês
[Contém gatilhos]
Bem-vindo ao mês do horror, aquele período soturno do ano em que as sombras parecem se alongar mais do que o normal, os sussurros se escondem nos cantos da casa e até o vento carrega algo de sinistro. É o momento perfeito para mergulhar em histórias que mexem com o psicológico, desafiam a lógica e invocam o desconforto com traços grotescos e atmosferas opressoras.
E, quando falamos de terror no mundo dos mangás, não estamos falando apenas de sustos baratos, mas de experiências viscerais, que gritam nos olhos e ecoam na mente.
Foto: reprodução/Instagram @kimamariaama
O mangá de terror se destaca por sua capacidade de tornar o horror quase palpável — seja através da loucura que cresce página a página, da obsessão que consome personagens, ou das imagens que grudam na retina como pesadelos acordados.
Nesta lista, o Entretetizei separou dez títulos aterrorizantes. Então, se você é do tipo que gosta de sentir aquele arrepio inesperado e adora uma boa leitura sombria, prepare-se: essas obras vão te fisgar… com ou sem aviso.
Fragmentos do Horror (2020) – Junji Ito
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Junji Ito retorna ao horror com uma coletânea de nove contos que exploram o grotesco, o surreal e o bizarro, mantendo sua estética perturbadora e imaginativa. Em histórias que vão do erótico ao repulsivo, o autor nos apresenta desde casas que giram sobre seus próprios moradores até turmas de dissecação com propósitos sinistros. O equilíbrio entre o cômico e o aterrorizante cria uma experiência única, onde cada página revela o desconforto por trás do cotidiano.
Foto: reprodução/DarkSide Books
Publicado pela DarkSide Books, o volume marca a estreia do autor na editora e celebra a sua habilidade de capturar o terror em sua forma mais visceral e inesperada.
Contos de Terror da Mimi (2022) – Junji Ito
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Nesta antologia, inspirada em relatos reais extraídos do livro Shin Mimibukuro, Junji Ito reinterpreta histórias sobrenaturais com a sua marca única de horror psicológico e visual.
A protagonista Mimi é uma jovem universitária que vive uma rotina que seria comum, se não fossem os eventos macabros que insistem em cruzar o seu caminho. Envolvida por aparições, presságios e vizinhos sinistros, ela se vê cada vez mais convencida da existência de forças ocultas, o que a coloca em conflito com seu namorado, um cético convicto.
Foto: reprodução/DarkSide Books
Entre os contos, destaca-se O Boneco de Assombração, em que uma mulher revive memórias de infância ao criar uma figura perturbadora para uma casa de terror.
Com atmosfera densa e elementos clássicos do kaidan japonês, a obra mostra como a realidade pode ser mais assombrosa do que qualquer invenção ficcional.
Pedacinhos (2024) – Shintaro Kago
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Em meio a uma onda de assassinatos brutais em Tóquio, onde vítimas femininas são encontradas esquartejadas, Pedacinhos alterna entre a investigação desses crimes e a jornada criativa de um mangaká em crise: o próprio Shintaro Kago, que se insere na narrativa em uma ousada autoficção.
Enquanto o garçom Kotaro e a sua colega Fujioka investigam os assassinatos por conta própria, a linha entre a realidade e a ficção se desfaz, revelando uma teia de mistérios que desafiam a lógica.
Foto: reprodução/DarkSide Books
Misturando elementos do body horror, do grotesco erótico e do humor surreal, Kago cria um mangá que é, ao mesmo tempo, um quebra-cabeça narrativo e um metacomentário sobre o próprio ato de contar histórias.
Além da trama principal, o volume traz quatro contos que exploram a alienação, o trauma e o desconforto físico e psicológico — todos embalados em um estilo visual chocante e inconfundível.
Anamorfose (2024) – Shintaro Kago
Foto: divulgação/Entretetizei
Shintaro Kago apresenta mais uma obra provocadora, que ultrapassa os limites da narrativa tradicional, combinando mistério, humor ácido e horror gráfico.
Em Anamorfose, uma pegadinha televisiva, que deveria simular uma clássica cena de tokusatsu — com monstros gigantes e efeitos especiais retrôs —, termina de forma catastrófica quando a brincadeira com um jovem artista sai completamente do controle.
A gravação do desastre, mantida em sigilo, é exibida anos depois, como parte de um jogo chamado Ana Morphosis, onde os participantes precisam sobreviver dentro de cenários realistas, inspirados em acidentes e assassinatos. Em paralelo, um diretor de cinema se dedica a ressuscitar a magia do tokusatsu, ampliando a tensão entre ficção e realidade.
A obra ainda inclui nove contos que exploram o estilo ero guro nansensu (tradução livre: erótico, grotesco e absurdo), com temas grotescos, eróticos e absurdos, em uma coletânea sangrenta e ousada que brinca com os limites da moralidade e da narrativa visual.
MADK: Volume 1 (2024) – Ryo Suzuri
Foto: divulgação/Entretetizei
Makoto é um jovem marcado pelo isolamento e pelas repressões que cercam seus desejos mais obscuros. Visto como alguém anormal por conta de seu fetiche macabro, ele decide realizar um ritual de invocação demoníaca, mas sem acreditar de verdade em seu sucesso.
No entanto, o Grão-Duque J, um demônio de presença imponente e charme sinistro, atende ao chamado. O pacto entre os dois é selado: em troca de sua alma, Makoto poderá realizar seus desejos mais reprimidos. A partir daí, ele renasce como um demônio e mergulha em um mundo de prazeres extremos, violência e transformações radicais.
Esta é uma história intensa e gráfica, que lida com temas sensíveis e perturbadores, misturando erotismo e horror sobrenatural em uma trama que explora os limites da identidade, do desejo e da monstruosidade. É uma leitura recomendada para o público adulto.
PTSD Radio: Frequências de Terror (2025) – Masaaki Nakayama
Foto: divulgação/Entretetizei
Um dos mangás de horror mais cultuados da última década, PTSD Radio: Frequências de Terror se constrói a partir de narrativas fragmentadas que percorrem diferentes tempos e lugares, todas conectadas por uma presença maligna e inexplicável. Cada capítulo carrega o nome de uma frequência de rádio, como se estivéssemos sintonizando pesadelos, transmitidos a partir dos traumas vividos pelos personagens.
Inspirado por lendas urbanas e elementos do terror psicológico japonês, o autor Masaaki Nakayama cria um mosaico de histórias perturbadoras que parecem atravessar o tempo — e até mesmo a realidade.
Foto: reprodução/Pipoca & Nanquim
A produção do mangá foi cercada de incidentes bizarros na vida real, com relatos de sombras no estúdio do autor e doenças misteriosas que tornaram a obra ainda mais lendária entre os fãs. Com edições caprichadas pela Pipoca & Nanquim, o primeiro volume compila os dois encadernados originais japoneses em uma publicação primorosa. Uma leitura para quem deseja sintonizar na frequência do medo absoluto.
Fobia: Volume 1 (2025) – Yukiko Gotou
Foto: divulgação/Entretetizei
Fobia reúne cinco histórias intensas que exploram o terror psicológico com uma atmosfera sufocante e perturbadora. A coletânea mergulha em diferentes manifestações do medo, confrontando o leitor com situações que testam os limites da mente humana — desde a ansiedade silenciosa ao pânico absoluto.
Cada narrativa revela personagens à beira da ruptura, presos em realidades onde a sanidade vacila e a ameaça pode surgir a qualquer momento.
Uma leitura envolvente que provoca arrepios e desafia o leitor a não desviar os olhos, mesmo diante do mais íntimo e incontrolável dos horrores: o medo.
Sleeping Dead: Volume 1 (2025) – Nemui Asada
Foto: divulgação/Entretetizei
O professor Sada leva uma vida aparentemente comum, sendo querido por colegas e alunos. Tudo muda quando ele é vítima de um assassinato brutal. Contudo, a morte não é o fim: ele é trazido de volta à vida como zumbi por um excêntrico cientista chamado Mamiya, tornando Sada refém de uma existência oculta e grotesca.
Mamiya, que enxerga no sucesso de sua experiência a salvação de sua carreira, força Sada a viver ao seu lado, em um pacto de dependência mútua. Enquanto tenta lidar com sua nova condição e com os dilemas morais de sua existência pós-morte, Sada descobre que o retorno à vida pode ser ainda mais desumano que a própria morte.
Sleeping Dead é uma obra que mistura drama, horror e crítica social em uma narrativa incomum sobre identidade e sobrevivência.
Gaia (2025) – Asagi Yaenaga
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Em sua estreia como autor, Asagi Yaenaga apresenta uma obra visualmente marcante e filosoficamente provocadora.
Gaia se passa em um mundo onde o tempo e as leis da natureza colapsaram, e uma jovem desperta de um sono profundo para iniciar uma jornada em busca do sentido de sua existência.
Guiada por instintos e acompanhada por outras mulheres com dons especiais, ela precisa alcançar a mítica Terra de Origem. Nesse caminho, ela enfrenta horrores surreais e provações emocionais, enquanto o equilíbrio entre esperança e desespero define sua luta pela sobrevivência.
Com traço detalhado e narrativa subjetiva, a obra é inspirada na Hipótese de Gaia — teoria que propõe a Terra como um organismo vivo — e reflete sobre a destruição ambiental, a espiritualidade e o destino humano. Uma leitura intensa que transforma o horror cósmico em crítica ecológica e emocional.
Pesadelos Completos (2025) – Hideshi Hino
Foto: divulgação/Entretetizei
Nesta coletânea perturbadora, o mestre do mangá de horror, Hideshi Hino, convida o leitor a adentrar um universo onde o grotesco, o surreal e o desespero coexistem em perfeita dissonância.
Pesadelos Completos apresenta histórias marcadas por degeneração física, loucura e obsessões artísticas, como no conto A Doença Bizarra de Zōroku, em que um pintor recluso é abandonado em um pântano e, mesmo sendo consumido por uma doença terrível, continua criando arte com os próprios fluidos corporais.
Outra narrativa apresenta um artista que mutila a si mesmo em busca de beleza no sofrimento, revelando um mundo onde a estética e a dor caminham lado a lado.
Com desenhos que se estendem do infantil ao grotesco, Hino rompe as barreiras da moral e da sanidade para oferecer uma experiência literária incômoda, visceral e inesquecível. Seu horror não busca apenas entreter: ele invade, marca e transforma o leitor.
Seu mangá de horror favorito está na lista? Compartilhe com a gente nas nossas redes sociais — Instagram, Facebook e X — e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
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