Com energia carioca e batidas que misturam pop e R&B, o novo single do cantor reforça o amadurecimento artístico e celebra a leveza de viver o agora
O cantor e compositor carioca Relvas tem se destacado por unir leveza e emoção em suas composições. Depois de emocionar o público com faixas mais sentimentais, agora ele convida todos para dançar com o lançamento de Lapa, um single que celebra o agora, os recomeços e a beleza de viver. Inspirada na energia vibrante do bairro carioca que dá nome à música, a faixa combina pop e R&B em uma atmosfera envolvente que traduz amadurecimento e autenticidade.
Em conversa com o Entreteizei, o artista compartilha os bastidores da criação de Lapa, revela como a canção nasceu de vivências reais e fala sobre o processo criativo que mistura emoção, ritmo e autodescoberta. Entre memórias, versos e reflexões, Relvas mostra um olhar mais maduro sobre si mesmo e sobre a vida, aprendendo a enxergar a beleza da solitude e a importância de aproveitar o tempo da forma mais leve possível.
Entretetizei: A letra de “Lapa” fala sobre aproveitar o agora. Qual foi a primeira frase ou imagem que te veio à cabeça quando começou a escrever?
Relvas: Quando eu comecei a escrever essa música, a primeira frase que surgiu foi justamente o primeiro verso do refrão: “enquanto ela não liga, eu vou pra Lapa ver se ela está lá”. Comecei a composição a partir do refrão e, depois, com alguns versos já esboçados, mostrei pro Raphael Dieguez e Pedro Duque para pensarmos juntos quais caminhos seguir na letra e, aos poucos, a música foi nascendo. Escrevi essa faixa em 2023, numa fase em que eu estava frequentando bastante o bairro, então as imagens que vinham na cabeça durante a composição eram sempre relacionadas aos rolês na Lapa.
E: Você costuma partir de melodias ou de letras nas suas criações? Como foi no caso de “Lapa”?
R: Nas minhas composições, na maior parte das vezes, eu começo pela melodia e depois penso na letra. Geralmente eu começo testando possibilidades de melodias e, depois, com a melodia basicamente pronta, eu penso numa espécie de roteiro do que eu quero falar na música e começo a pensar na letra pra encaixar na melodia. Foram poucas as vezes em que eu comecei pela letra. É mais raro, mas às vezes acontece. No caso de “Lapa” eu também comecei pela melodia e depois criei a letra baseada no tema que eu queria abordar.
E: Há alguma linha da música que carrega um significado especial pra você, algo que talvez o público não perceba de primeira?
R: Uma curiosidade sobre essa faixa é o fato de que o segundo verso (“acho que eu demorei pra entender o que fez ela mudar de ideia e me esquecer outra vez”) eu escrevi um dia antes de ir pro estúdio gravar as vozes pra música. No nosso processo de produção, eu e o Raphael Dieguez (produtor) deixamos pra gravar a voz pra valer só no final quando a música já está toda estruturada. Então, até um dia antes da gravação da voz, a letra da música era diferente, mas eu ainda achava que podia melhorar. Senti que ela precisava de um verso mais “swingado” na composição, e daí veio a ideia de fazer uma letra “mais rápida” nessa parte, contrastando com a pausa no arranjo que a gente faz logo em seguida.
Créditos: Fernando Cardoso
E: Você mencionou que a faixa também fala de recomeços. Esse tema te acompanha há muito tempo nas composições?
R: Acredito que no geral a vida é feita de recomeços! Novos ciclos se abrem e se encerram constantemente! E, enquanto compositor, acaba sendo inevitável que essas mudanças apareçam nas minhas letras, principalmente nesse lugar de amadurecimento artístico.
O que você aprendeu sobre você mesmo durante o processo de escrever “Lapa”?
R: Acho que o principal ponto foi ter entendido que também existe beleza nessa tal “solitude”. Durante essa fase da composição de “Lapa” aprendi a valorizar os momentos, entendendo a importância de viver a vida ao máximo, estando sozinho ou acompanhado. Então, pra mim, acho que isso foi uma virada de chave muito boa durante esse processo.
Quais os próximos passos da carreira?
R: Os próximos planos são continuar colocando novas músicas no mundo mostrando cada vez mais a minha essência como artista, alcançando novos públicos e despertando sentimentos bons em quem me escuta por aí. Inclusive, já no mês que vem tem música nova pra fechar o ano com chave de ouro. E já posso adiantar que vem muita coisa boa pela frente! Estou muito ansioso e animado pra poder colocar as próximas faixas no mundo!
Ouça o single:
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o autor completaria 80 anos em 2025 e sempre será celebrado por seu legado repleto de obras contemporâneas, ironia, refinamento e abordagem crítica em telenovelas
O Balzac Imortal, um dos maiores autores de novelas de todos os tempos, Gilberto Braga, completaria 80 anos no último dia primeiro de novembro e o Entretê preparou um especial sobre esse ícone da teledramaturgia brasileira, que se tornou inesquecível por suas obras contemporâneas, retratos do cotidiano e da classe média alta com um olhar que só ele possuía. Em mais de quarenta anos de carreira como escritor, ele construiu diálogos afiados, únicos e sofisticados, com atenção às diferenças e camadas da sociedade brasileira.
O começo de um ícone
Foto: Reprodução/Renato Velasco/Memória Globo
Nascido em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, filho de um escrivão de polícia e de uma dona de casa, Gilberto Tumscitz Braga estudou no Colégio Pedro II e cursou letras francês na PUC-Rio. Dava aulas na Aliança Francesa e, durante esse período, passou a frequentar a high society da elite carioca, o que aprimorou sua escrita e seus argumentos. Convivendo com várias classes sociais, desenvolveu um olhar crítico sobre a sociedade e o comportamento humano.
Ingressou como crítico de teatro e cinema no jornal O Globo e logo se tornou bastante conhecido entre atores e diretores do meio teatral. Foi assim que surgiu o convite para estrear como autor de televisão em 1972, algo que ele nunca tinha sonhado, mas que lhe daria um certo prestígio e estabilidade financeira. Ele assinou então um episódio de Caso Especial, a adaptação da obra de Alexandre Dumas, A Dama das Camélias (1972), sob direção de Walter Avancini e a supervisão de Oduvaldo Vianna Filho.
A partir daí, em 1973, produziu obras ainda mais especiais, como As Praias Desertas, protagonizado por Dina Sfat, Yoná Magalhães e Juca de Oliveira e Feliz na Ilusão. Sua desenvoltura e rapidez na escrita, além de visão apurada sobre o refinamento e a sofisticação social, chamaram a atenção do diretor Daniel Filho, então chefe de dramaturgia da emissora, que o convidou para assinar junto com Lauro César Muniz a sua primeira novela: Corrida do Ouro (1974). Criada a partir de uma notícia de jornal, a trama era conduzida por cinco personagens femininos, protagonizados por Aracy Balabanian, Sandra Bréa, Renata Sorrah, Maria Luiza Castelli e Célia Biar, que precisavam cumprir tarefas para poderem receber uma herança. Por ainda não estar acostumado ao ritmo da televisão, Gilberto chegou a desistir da trama, mas foi convencido por Daniel a continuar, com a supervisão de Janete Clair, uma das maiores autoras de novela do país. Nascia então uma das mais marcantes parcerias da teledramaturgia brasileira, que renderia diversos clássicos lembrados até hoje. “Janete era um burro de carga para trabalhar, conseguia fazer um monte de coisas ao mesmo tempo, além de dirigir uma casa, criar seus filhos, e paparicar o Dias Gomes como o grande escritor da mansão da rua Tabatinguera. Ela lia a minha novela, fazia uma reunião semanal comigo e ao mesmo tempo escrevia uma novela, Fogo sobre Terra. Graças à sua boa vontade, fiquei mais seguro, até porque Janete tinha um jeito muito hábil de lidar com o supervisionado”,contou o autor sobre a parceria em entrevista no livro Anos Rebeldes, Os Bastidores da Criação de uma Minissérie.
Gilberto foi o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente para a televisão, jamais tendo escrito para o teatro. Ele se destacou também por suas adaptações de obras literárias, como Helena, de Machado de Assis, responsável por reinaugurar o horário das 18h na época, e Senhora de José de Alencar, ambas de 1975. Essa última foi exibida em cores e em oitenta capítulos, algo incomum para a época. No mesmo ano, assumiu a autoria de Bravo, escrita inicialmente por Janete Clair, que precisou se ausentar da trama para trabalhar na elaboração de Pecado Capital. Bravo retratou o universo da música clássica e foi exibida no horário das 19h.
Mas o seu primeiro grande sucesso mesmo foi Escrava Isaura (1976), baseada no romance homônimo de Bernardo Guimarães. O êxito foi enorme, com audiência recorde e repercussão internacional, consagrando o autor e a atriz Lucélia Santos, protagonista da trama. A novela foi vendida para mais de 80 países, tornando-se um marco histórico, sendo por muito tempoa novela mais vendida do mundo.
Em 1977, cansado de tramas de época, Gilberto escreveu seu primeiro folhetim contemporâneo: Dona Xepa, baseado na peça original de Pedro Bloch e protagonizada por Yara Cortes. O sucesso foi tanto que motivou a promoção de Braga para a faixa das 20h, horário muito cobiçado pelos autores.
A consagração como fenômeno nacional
Foto: Reprodução/Nelson Di Rago/Globo
No ano seguinte, estreou no horário nobre com tudo! O sucesso inimaginável e fenômeno de audiência e comportamento, Dancin Days (1978), criada a partir de um tema sugerido por Janete Clair. A novela foi protagonizada por Sônia Braga e Joana Fomm e trouxe a febre das discotecas para o Brasil. A trilha sonora dançante foi um sucesso estrondante de vendagem, mais de um milhão de cópias foram vendidas, estimulando o crescimento e a abertura de casas de dança de discotecas pelo Brasil inteiro, além de lançar moda com as meias de lurex usadas com sandália e os voos de asa delta feitos pelos personagens. A novela alcançou altos índices de audiência e chegou a ganhar uma reportagem na revista norte-americana Newsweek em 1978, que destacava sua influência no comportamento e na moda de toda uma década, um feito e tanto! Ela foi reexibida em 1980 no Festival 15 anos com apresentação de Glória Pires e numa versão compacta, com sucesso semelhante. Um ícone atemporal.
Em 1980, escreveu Água Viva, ao lado de Manoel Carlos. A novela mostrava a história de dois irmãos, Miguel e Nelson Fragonard, vividos por Raul Cortez e Reginaldo Faria, que disputam o amor da mesma mulher, Lígia, interpretada por Betty Faria. A trama abordou o cotidiano da classe média alta, algo que ficaria marcado como traço marcante de Gilberto em suas tramas futuras, além de abordar também o windsurfe, um esporte não muito explorado por tramas brasileiras e causou polêmica por conta do topless e por mostrar pela primeira vez o uso da maconha recreativa na televisão brasileira. Essa novela também abordou o divórcio, algo que não era discutido pelas tramas nacionais, aumentando os pedidos de divórcios no país, mostrando que Gilberto amava intrigar, causar discussões sociais, impactar a sociedade e que estava muito à frente do seu tempo!
Depois desse sucesso, veio Brilhante (1981), que enfrentou criticas e censuras, mas foi a pioneira ao tratar de homossexualidade e de amores entre pessoas de idades diferentes. “Não podíamos usar a palavra homossexual nos diálogos da novela, a censura dificultava muito o desenvolvimento da trama, um dos eixos centrais era o personagem Inácio, um homossexual.“ Contou o autor em entrevista à Memória Globo. A trama enfrentava problemas constantes com a censura e o público do horário. O tema de abertura da novela era Luiza, composta por Tom Jobim especialmente para a trama, e cuja letra menciona o cabelo loiro e comprido da protagonista, Vera Fischer. Quando ela apareceu de cabelo curto, o compositor não gostou nadinha. Esse polêmico fato foi bastante criticado, e a figurinista Marília Carneiro deu a ideia de a atriz usar uma bandana no pescoço, acessório que virou febre entre o público feminino. Apesar de todos os problemas, a novela foi vendida para mais de 20 países, entre eles França e Itália. A novela também foi exibida em Marrocos e alcançou grande sucesso por lá.
Nos anos seguintes, Gilberto continuou inovando: Louco Amor (1983) e Corpo a Corpo (1984) exploravam temas como ascenção social, vingança, racismo, romance interracial e os dilemas da juventude em meio às transformações políticas do Brasil.
Em 1986, Gilberto começou a escrever para minisséries na Globo com Anos Dourados, uma reconstituição de época primorosa. A trama se desenvolveu com histórias de amor e conflitos familiares, com o governo de Juscelino Kubitschek de plano de fundo. A minissérie com 20 capítulos foi um marco na teledramaturgia brasileira. Além de realizar pesquisas de época e recorrer à própria memória, Gilberto também se reuniu com amigos e conhecidos que viveram os anos dourados e aproveitou suas histórias. Anos dourados marca a estreia de Felipe Camargo na TV Globo, que recebeu inúmeros elogios pelo seu trabalho como o doce e apaixonado Marcos. O desempenho como Lurdinha também rendeu elogios à atriz Malu Mader. “De Anos Dourados lembro muito. Ambientei a minissérie no instituto de educação, local que passei a infância, fundamental para minha formação”, contou o autor em entrevista ao Memória Globo. A produção impecável em ambientação e texto abriu caminho para a consagração definitiva que viria a seguir: o sucesso Vale Tudo (1988).
Vale Tudo: A crítica social e política
Foto: reprodução/Acervo/Globo
Em 1988, Gilberto Braga uniu forças com Aguinaldo Silva e Leonor Basséres para criar Vale Tudo (1988), um dos principais marcos da história da teledramaturgia brasileira, considerada até hoje como uma das maiores novelas de todos os tempos.
Através da disputa entre uma mãe honesta, vivida por Regina Duarte, e sua filha mau caráter, inescrupulosa e com horror à pobreza, interpretada por Glória Pires –, que logo nos primeiros capítulos da novela chega a vender a única propriedade da família e foge com o dinheiro para o Rio de Janeiro para se tornar modelo –, a trama abordou a questão da integridade ética no Brasil, uma novela carregada de crítica social e moral, além de política, com um motim épico: Vale a pena ser honesto no Brasil? A resposta, ou a ausência dela, ecoa até hoje. O autor construiu uma narrativa que refletia o Brasil dos anos 80, a desigualdade, a corrupção e o jogo de aparências da elite carioca. Ele parou o Brasil com o mistério em torno da morte de Odete Roitman, vilã épica interpretada magistralmente por Beatriz Segall, que tornou-se símbolo da maldade elegante, enquanto Raquel e Maria de Fátima representavam polos opostos de caráter e ambição.
Os autores escreveram cinco versões diferentes para o último capítulo, ao qual o elenco só teve acesso durante a gravação da cena. O mistério sobre quem matou Odete Roitman povoou as conversas pelo país, a trama virou um clássico que ultrapassou décadas e obteve uma enorme repercussão. “Vale tudo é o retrato da hipocrisia nacional e da elite retrógrada brasileira”, declarou Gilberto em entrevista ao Memória Globo.
O último capítulo obteve a maior audiência já conquistada, com 86% dos televisores ligados. A expectativa era tamanha que a marca de caldos de galinha Maggi fez um concurso em que premiava quem acertasse o assassino recebendo mais 4 milhões de cartas. Segundo Aguinaldo Silva, a escolha de Leila (Cássia Kis) como a assassina de Odete foi uma decisão tomada de última hora. Odete Roitman conquistou enorme popularidade e se transformou em uma das mais emblemáticas vilãs da teledramaturgia.
As minisséries dos anos 90
Foto: Reprodução/Jorge Baumann/Globo
Nos anos seguintes, Gilberto apostou em projetos mais curtos, mas igualmente marcantes. Ainda em 1988, escreveu outro destaque, a primorosa minissérie O Primo Basílio adaptada da obra de Eça de Queiroz, com colaboração de Leonor Basséres e direção de Daniel Filho. No elenco, brilhavam nomes como Tony Ramos, Marcos Paulo, Giulia Gam, entre outros.
Em 1990, colaborou na autoria da novela Rainha da Sucata, outro grande sucesso de Silvio de Abreu. No mesmo ano, foi convidado para cuidar da produção musical da minissérie A, E, I, O… Urca, de Doc Comparato, e assinou a supervisão de Lua Cheia de Amor, novela de Ana Maria Moretzsohn inspirada em Dona Xepa.
Fim da trilogia
Foto: Reprodução/Jorge Baumann/Globo
Após o estrondoso sucesso de Vale Tudo, em 1991, Gilberto escreveu a segunda novela da trilogia sobre corrupção e honestidade, O Dono do Mundo, protagonizada por Antônio Fagundes e Malu Mader. A novela abordava temas polêmicos, como a ética médica e o machismo, ao contar a história do cirurgião Felipe Barreto (Antônio Fagundes), um homem arrogante e sedutor que aposta com amigos que conseguirá seduzir a recatada professora Márcia (Malu Mader), recém-casada. O desenrolar da trama chocou o público, o que Gilberto não esperava, e dividiu opiniões, mas a crítica elogiou o texto ousado e a profundidade dos personagens.
Em 1992, Gilberto substituiu Glória Perez da condução da novela De Corpo e Alma em parceria com Leonor Basséres. Glória se afastou da trama devido ao assassinato da atriz Daniela Perez, sua filha que atuava na trama.
Em 1994, Gilberto retornou com a última obra da trilogia sobre corrupção: Pátria Minha (1994), que teve uma produção sofisticada e enfrentou conflitos como as questões de moradia, racismo, adultério e virgindade, uso de preservativos e diálogo familiar aberto. A novela enfrentou cortes e censuras, mas manteve o tom de crítica social, marca registrada do autor. A trama ainda teve que enfrentar os conflitos intensos entre os atores Vera Fischer e Felipe Camargo, então casados, que foram afastados do elenco após diversas brigas e atrasos constantes.
Grandes sucessos
Foto: Reprodução/Gianne Carvalho/Globo
Em 1998, o autor escreveu um projeto que acabou sendo abortado mas que teve algumas tramas aproveitadas na minissérie policial Labirinto, estrelada por Malu Mader e Fábio Assunção, sendo sua última minissérie escrita. Um ano depois, o mesmo par de atores foi protagonista de Força de um Desejo (1999), uma novela de época ambientada no século XIX, uma obra-prima eternizada na teledramaturgia brasileira inspirada nos contos do autor Visconde de Taunay que contava a história do casal Ester Delamare e Inácio Sobral, com fotografia deslumbrante e diálogos refinados.
O autor voltaria a escrever novelas somente em 2003 com o grande sucesso Celebridade, que tinha o título provisório de “Fama”, voltando a retratar a elite carioca com uma trama vibrante sobre fama, inveja e ambição, contando a história da vingança de Laura (Cláudia Abreu) contra a ex-modelo e produtora Maria Clara Diniz (Malu Mader). A novela explorou o universo das celebridades, da mídia e do poder, e conquistou o público com seus diálogos afiados, trama ágil e trilha sonora marcante. A vilã Laura entrou para o hall das maiores vilãs da teledramaturgia, com sua dissimulação e frieza, e sua parceria com Marcos (Márcio Garcia) foi icônica.
Foto: Reprodução/João Miguel Júnior/Globo
Em 2007, Gilberto retornou com Paraíso Tropical, produção de menor duração de sua carreira. Foi escrita junto com Ricardo Linhares, mostrando temas importantes e polêmicos, como homossexualidade, turismo sexual, prostituição e alcoolismo. A novela fez bastante sucesso com o casal Bebel (Camila Pitanga) e Olavo (Wagner Moura), que roubaram a cena com o famoso bordão “de catiguria” e a química grandiosa dos dois em cena. A trama foi protagonizada por Fábio Assunção e Alessandra Negrini, que vivia as gêmeas Paula e Taís. Negrini substituiu Cláudia Abreu que precisou deixar o trabalho por conta de uma gravidez. A novela seguiu o suspense habitual de Braga com o famoso “quem matou?” dessa vez usado na morte de Taís Grimaldi (Alessandra Negrini). A trama foi indicada ao Emmy Internacional 2008 na categoria Melhor Novela e foi um sucesso de público e crítica.
Quase quatro anos depois, Braga estreou outra novela, Insensato Coração (2011), novamente ao lado de Ricardo Linhares. A trama abordava temas como homofobia, corrupção policial e ambição, mantendo o estilo elegante e crítico de Gilberto. No ano seguinte ele supervisionou Lado a Lado com João Ximenes Braga e Cláudia Lage.
Foto: Reprodução/Estevam Avellar/Globo
Em 2015, por fim, estreava sua última novela: Babilônia, também escrita com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, com 143 capítulos. Apesar das boas intenções e do elenco estrelado, a novela acabou sendo considerada forte pela critica, pois abordava temas como homossexualidade e racismo, coisas que Braga sempre abordou em suas novelas, mas que, dessa vez, foram rejeitados pela parcela mais conservadora do público, que não aceitava o casal composto por Natália Timberg e Fernanda Montenegro, especialmente os seguidores da bancada evangélica do país, incluindo deputados que chegaram a promover um boicote à produção. Além disso, a trama abordava a prostituição e a ninfomania pela personagem de Glória Pires. A novela teve a menor audiência do horário das 21h em São Paulo. “Basicamente, a novela chocou por causa do beijo gay e porque tinha pouco amor e muito sexo. Mas não foi só o beijo. Foi incontável o número de pessoas com quem a Gloria Pires fez sexo.O primeiro capítulo tinha coisas chocantíssimas. Mas depois das mudanças, a audiência não subiu em São Paulo. Até agora eu sofro a humilhação pública diária de perder para a novela das 19h, “I love Paraisópolis”, contou o autor sobre os problemas da novela em entrevista ao jornal O Globo. Seus problemas de audiência não foram atribuídos somente aos temas abordados, mas também ao roteiro inconsistente pela imprensa, o autor chegou a refazer algumas tramas e a audiência subiu. As apostas foram a dupla cômica formada por Marcos Veras e Juliana Alves, algo inédito para o autor que nunca havia feito comédia escrachada e o casal jovem formado por Luisa Arraes e Chay Suede. Depois de Babilônia, ele não conseguiu emplacar mais outras tramas na TV, tendo algumas novelas barradas e inacabadas, como Feira das Vaidades, prevista para a faixa das 18h, inspirada na obra literária Vanity Fair. Oitenta capítulos já estavam prontos. Um remake de Brilhante também estava sendo planejado, com o nome de Intolerância. A trama nunca foi aprovada pela Globo.
Legado e impacto nacional
Foto: Reprodução/Cícero Rodrigues/Globo
Segundo o site Bem Paraná, o autor e o decorador Edgar Moura Brasil ficaram noivos dia 26 de dezembro de 2013 em Paris, celebrando a união no restaurante L’Entrecôte. Vieram a oficializar a união no próprio apartamento de ambos, no Arpoador, no Rio de Janeiro, em 2014. O longo relacionamento durou quase cinquenta anos de amor, união e força mútuas, regados a jantares e viagens pela Europa.
Com foco na alta sociedade carioca e contemporânea, as tramas de Gilberto traziam temas à frente de seu tempo e nada conservadores, levando a discussão para as ruas sobre tramas como vingança, corrupção, homossexualidade, racismo e diferença social. O legado de Gilberto é imensurável. Ao longo de quatro décadas de carreira, ele se consolidou ao unir elegância, beleza, crítica social e sensibilidade em cada uma de suas obras.
Suas novelas se tornaram verdadeiros clássicos e retratos da alma brasileira, expondo contradições, paixões e dilemas morais com a maestria que só ele possuía. Gilberto entendeu o Brasil como poucos. Soube transformar o cotidiano da classe média alta em arte, sem deixar de lado debates sociais cruciais que marcaram cada época que ele narrou em seus trabalhos.
Entre seus maiores méritos está a capacidade de criar personagens femininas complexas e memoráveis como Júlia Matos, Odete Roitman, Laura Prudente da Costa e Maria de Fátima, mulheres fortes, ambiciosas, humanas e dúbias, complexas. “Eu sei fazer vilã, é o que mais gosto de fazer”, contou o autor em entrevista ao jornal O Globo. E sabia mesmo, como ninguém, com poder, sabedoria e liberdade feminina. Sua escrita refinada, inteligente e irônica marcou gerações. Ele sabia como poucos unir drama e crítica social com leveza e humor ácido, tornando suas novelasnão apenas entretenimento puro e simples, mas um comentário lúcido, político e contemporâneo sobre o Brasil.
O autor morreu em 26 de outubro de 2021, no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, vítima de complicações decorrentes do mal de Alzheimer e de uma infecção decorrente de uma perfuração no esôfago. Sua morte deixou uma lacuna enorme na televisão e na cultura nacional, mas seu nome e sua obra permanecem vivos, como um grande cronista do cotidiano nacional, ecoando na memória e no coração de todos, um verdadeiro Balzac Imortal da teledramaturgia brasileira que transformou a arte em espelho de todo um país.
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A produção é o primeiro trabalho do cantor fora do trio Melim
Rod Melim, ex-integrante da banda composta pelos irmãos, lançou a última parte do álbum Inimaginável II, trabalho que inaugura sua carreira solo no mundo musical e apresenta seu olhar individual para os palcos do Brasil.
As sete faixas do álbum são delicadamente pensadas e exploradas pelas boas parcerias musicais. Entre elas, o cantor Marcelo Falcão, que interpreta Maré da Sorte. A melodia traz reflexão e ritmo para os corações sonhadores e necessitados de coragem para seguir. Rod diz que eles pensaram “em temas que poderiam ter em comum, como inspiração e conquista”, e assim surgiu uma canção que desafiou de um jeito bom os dois músicos.
Foto: divulgação/Universal Music Brasil
Além do ex-integrante do Rappa, a faixa mistura pop, rock e MPB com a cumplicidade de musicistas talentosos como o baterista Dedê Silva, Eduardo Castilhol nas cordas e o baixista Adalberto Miranda. A produção de Inimaginável II também segue essa mesma linha em parceria com o produtor musical Rafael Castilhol.
Foto: divulgação/Brunini
O single Seu Olhar, lançado no dia 28 de agosto, apresenta o ar romântico e familiar do álbum. A canção retrata um amor constante, exemplificado no audiovisual conjugado à estreia da música, que conta com a participação de sua esposa. A intimidade se estende para a própria composição da letra, escrita em parceria com o seu irmão Diogo Melim.
Para os fãs do ex-trio, o álbum tem muitas características da ex-banda mas, agora, com toques individuais do cantor. Inimaginável II já pode ser apreciado em todas as plataformas digitais.
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Escrita por Robert Thorogood, a saga policial que se tornou série de sucesso na Inglaterra, chega ao Brasil pela Editora Tordesilhas trazendo mistérios engenhosos à la Agatha Christie
Nos três volumes já disponíveis no país, Thorogood apresenta ao público contemporâneo o prazer das tramas dedutivas, dos enigmas engenhosos e das vilas inglesas cheias de segredos.
“É como ler Agatha Christie, mas com um quê moderno”. É assim que o jornal britânico The Sun define a escrita de Robert Thorogood, roteirista e autor best-seller responsável pela saga literária Clube de Assassinatos de Marlow.
As obras deram origem à série de TV inglesa The Marlow Murder Club (2024), estrelada por Samantha Bond (Downton Abbey, 2010). Sucesso televisivo, o seriado conta com duas temporadas completas e uma terceira confirmada para 2026.
Divulgação | Prime Video
No primeiro livro, que leva o título da saga, o leitor conhece Judith Potts, uma senhora de 77 anos, criadora de palavras-cruzadas, que leva uma vida tranquila até testemunhar um assassinato brutal no rio Tâmisa. Desacreditada pela polícia, ela decide investigar o crime e recruta duas aliadas improváveis: Suzie e Becks. O que começa como um passatempo logo se transforma em uma caçada perigosa, que expõe mistérios sombrios sob a aparência pacata da cidade.
Imagem: divulgação/Entretetizei
Em A Morte Chega a Marlow, o trio se vê em meio a uma nova tragédia: a morte misteriosa de Sir Peter Bailey, ilustre cidadão da cidade, esmagado por uma estante no escritório, às vésperas do próprio casamento. Determinada a provar que aquilo não fora um acidente, a protagonista conduz uma investigação cheia de reviravoltas, pistas falsas e observações espirituosas, em um verdadeiro locked-room mysteries.
Imagem: divulgação/Entretetizei
A Kirkus Reviews, referência em críticas literárias, já nos dá um gostinho do que esperar no livro: ‘’Prepare seu faro investigativo. Está na hora de mais uma rodada com o trio mais brilhante de detetives amadoras dos dois lados do Atlântico…Tão inofensivo quanto uma feira de bairro e tão engenhoso quanto as inúmeras pistas de palavras-cruzadas escondidas na trama”.
Já na obra A Rainha dos Venenos, as três terão que desvendar um caso de envenenamento que abala Marlow. O simpático prefeito, Geoffrey Lushington, morre subitamente durante uma reunião do conselho municipal e vestígios de acônito são encontrados em sua xícara de café. Agora, como consultoras oficiais da polícia, as amigas enfrentam o desafio mais complexo de suas carreiras. Repleto de intrigas, ironias e reviravoltas, o livro foi descrito pelo Daily Mail como “tudo o que os fãs de suspenses cativantes poderiam desejar”.
Imagem: divulgação/Entretetizei
Unindo suspense, ironia britânica e a celebração da amizade na maturidade, Robert Thorogood entrega narrativas envolventes e perspicazes. As histórias da saga literária, que já encantaram milhões de leitores e espectadores no Reino Unido, agora estão disponíveis ao público brasileiro que encontrará em Judith, Suzie e Becks a inteligência, sagacidade e charme investigativo que consagraram personagens clássicos como Hercule Poirot e Miss Marple.
Robert Thorogood nasceu em Colchester, no condado de Essex, na Inglaterra. Aos 10 anos, leu A Casa do Penhasco, de Agatha Christie e, desde então, é apaixonado pelo gênero. É criador da aclamada série de TV Death in Paradise, da BBC One, e cocriador do spin-off “Beyond Paradise”. Também escreveu uma série de romances protagonizados pelo detetive Richard Poole. A saga literária Clube de Assassinatos de Marlow se tornou uma série de TV de sucesso, com Samantha Bond no papel de Judith Potts.
Brilhando nos palcos do teatro musical, a artista se prepara para o início da carreira solo
Nascida em São Paulo e criada em meio à arte, Júlia Sanchez trilha uma carreira marcada por trabalhos de destaque no teatro musical, e vem se consolidando como uma voz potente e autêntica.
Em junho deste ano, a artista se juntou ao elenco de Elza, premiado musical que celebra a vida e obra de Elza Soares. No palco, ela era uma das intérpretes do talento, força e sensibilidade de uma das vozes mais emblemáticas da música brasileira. Depois dessa experiência, Júlia mergulhou em uma nova jornada, integrando o elenco de Vital – O Musical dos Paralamas, uma homenagem à banda que marcou gerações.
Paralelamente ao seu trabalho no teatro, Júlia dá passos em direção a uma nova fase artística. Com o single Meu Ascendente é Escorpião, a cantora inicia sua carreira solo e apresenta ao público sua essência. A faixa é o pontapé para um EP que tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026.
Em entrevista ao Entretetizei, Júlia falou sobre carreira e sua entrada no mundo da música como artista.
Entretetizei: Você começou sua vida artística ainda na infância, o que fez você se interessar pelos palcos? Alguma produção, música ou artista te inspirou a começar?
Júlia Sanchez: Sempre tive atividades solitárias na infância ligadas à arte, como ouvir muita música, principalmente rock e reggae, fazer teatro na escola e ser muito comunicativa no geral. Mas o start pra isso se dar profissionalmente, o desejo de trabalhar com isso, foi com o musical A Família Addams que assisti no Teatro Renault quando era adolescente. Ali foi a primeira vez que tive contato com a ideia de pluralidade artística que o teatro musical oferece: misturar música, atuação e dança dentro de uma narrativa, de uma história. Foi muito grande e impactante pra mim essa experiência e a partir dela, decidi que queria trabalhar profissionalmente com as artes do palco.
E: Como foi o processo de construção da sua identidade artística, especialmente no teatro musical, um meio que, mesmo com avanços, ainda enfrenta alguns desafios ao que se refere à diversidade racial?
JS: A minha construção de identidade artística como um todo acontece em conjunto sobre a reflexão ativa que tenho sobre a pessoa negra dentro da sociedade, percebendo as minhas individualidades e também o papel de representatividade que tenho quando subo num palco, me tornando referencial para outras pessoas pretas que vão consumir aquele produto artístico e se impactar por ele. Com isso em mente, acredito muito no teatro musical brasileiro para contar e expandir a nossa história, pra justamente com esse olhar, entender o que já está no imaginário e onde é possível expandi-lo para o presente e para o futuro.
E: Você tem vivido momentos muito potentes na sua carreira. Como se sente percebendo que seu trabalho está sendo reconhecido e abrindo caminhos para novos projetos?
JS: Eu sempre digo que minha carreira artística é um projeto em conjunto com a minha mãe, que sempre foi minha maior apoiadora em todos os sentidos possíveis. Então, alcançando esses lugares me sinto muito feliz e agradecida que todo o estudo, as batalhas, os esforços, as inspirações e todo esse projeto de vida que uma carreira artística exige de mim e de nós está cada dia mais abrindo novas janelas no presente e no futuro.
E: O que significou para você representar no teatro uma figura tão importante e poderosa como Elza Soares?
JS: Elza surgiu pra mim em um momento onde não estava me sentindo bem comigo mesma, me sentindo muito sozinha e até desamparada, emocionalmente muito confusa também. Então, através desse trabalho, de ter essa responsabilidade de interpretar Elza Soares, aprender e personificar sua história, realizando todo esse processo junto com outras seis mulheres pretas extremamente potentes, me fortaleceu de uma maneira muito profunda e transformadora de fato. A ancestralidade está sempre comigo, não ando só. Elza me fez tomar consciência e presença sobre isso. É algo que vou levar pra vida inteira, foi uma mudança de chave pra mim. Uma fonte de inspiração e resiliência que sinto atravessar os tempos e ser motor para nós, mulheres pretas.
Foto: reprodução/Marcelo Rodolfo
E: Você está no elenco de Vital – O Musical dos Paralamas. Antes disso, já tinha uma relação com a obra dos Paralamas?
JS: Sempre admirei muito o Herbert Vianna principalmente como compositor dentro do Paralamas e também escrevendo para outros artistas. A maneira dele articular as ideias de uma forma tão simples e ao mesmo tempo profunda sempre me encantou e entrar em contato mais aproximado com isso por conta do espetáculo me inspira bastante. E dentro do musical, tenho a oportunidade de interpretar Alice, uma mulher preta que é cineasta, tem um romance com o Herbert mas também tem o foco em sua carreira no cinema. Isso é muito importante e evidencia a questão e importância de ampliação do imaginário que comentei em outra pergunta.
E: Você vai lançar seu primeiro single autoral, Meu Ascendente é Escorpião. Como nasceu a ideia para essa música e quais foram suas inspirações?
JS: Meu processo em relação a música geralmente começa na composição, na letra, na história que eu quero contar com aquilo. E em Meu Ascendente é Escorpião, a letra nasce de um romance que vivi com outra mulher e de como aquilo era bom. Gosto e acho importante falar sobre alegria, boas sensações em relações queer, afirmando que a felicidade também nos pertence. Sobre a sonoridade pro texto virar música, quis fazer uma mistura de pop, rock e blues, influências que me acompanham bastante. Com isso, convidei o André Papi para produzir a faixa e ele trouxe justamente essa proposta solar e leve que a música carrega.
E: O que esse single representa na sua trajetória?
JS: Meu Ascendente é Escorpião representa minha entrada de fato no mundo da música como artista, isso é muito emocionante. É um amuleto de boa sorte pro que está por vir. Por ser solar, me traz uma sensação de boa sorte e entusiasmo no lançamento do projeto como um todo. É uma música de verão, pra se ouvir junto, pra se curtir e aproveitar com quem se gosta. Fiz essa escolha para o início da minha carreira solo por conta dessa energia despretensiosa e ao mesmo tempo forte que ela carrega, que imprime a essência do que sou e do que almejo artisticamente, os contrapontos e contradições que tornam tudo mais interessante e de como desejo construir minha história na música.
E: Como se sente iniciando uma nova fase da sua carreira na música?
JS:A música sempre foi meu primeiro e maior amor. É minha maneira de me comunicar, de pensar, de processar as experiências, de imortalizar, de me expressar nesse mundo e de me conectar com as pessoas; ela me dá muitas forças. A bagagem que carrego tendo tido a oportunidade de conhecer outros universos através do teatro faz com que eu entenda melhor o meu próprio mundo e minhas próprias criações, o que nasce da fusão entre essas duas coisas é muito poderoso e único. Por conta de tudo isso, me sinto empolgada com tudo o que estou produzindo e o que já está pronto para 2026, com aquele frio na barriga e com muita vontade de saber como minhas criações ressoam nas pessoas. Ser agente de transformação assim como fui transformada pelo som.
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Teu Namorado, Meu Amor é o quarto single do disco. Música é inspirada em história real do artista
Diego Martins lançou seu álbum de estreia TANTO na última sexta (8). Acompanhado do disco, o artista divulgou o clipe do quarto single do projeto, Teu Namorado, Meu Amor.
O disco transita entre o pop contemporâneo, o R&B e a MPB, trazendo uma união entre música, narrativa e emoção por parte do artista. TANTO é um álbum visual, no qual todas as faixas se conectam por meio de um curta-metragem, expandindo o universo poético da produção e explorando também o lado ator de Diego Martins.
O quarto single do disco, Teu Namorado, Meu Amor, traz o espírito do álbum, cheio de ousadia, humor e provocação. A música é inspirada em uma história real. Assista:
“Eu me apaixonei por uma pessoa que não podia ficar comigo, porque ela já tinha uma história com outra pessoa. […] A ideia surgiu quando uma amiga me mostrou um áudio da sobrinha dela, de cinco anos, cantando: ‘Teu namorado é meu amor, teu namorado é meu amor…’. A gente achou aquilo hilário e percebemos que era exatamente a minha história!”, conta Diego.
O que achou da estreia de Diego? Conte para a gente! Não se esqueça de seguir o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.
Novo álbum da cantora espanhola mostra que o clássico nunca foi tão pop
LUX, quarto álbum de estúdio da cantora espanhola Rosalía, foi lançado na última sexta-feira (7) e apresenta uma reconfiguração da música pop ao uni-la ao erudito. Com elementos clássicos, mas sem perder sua personalidade, Rosalía transforma a arte em verdadeira religião.
O disco reúne 16 faixas escritas e produzidas pela própria artista. Em uma criação conjunta com sua irmã, Pilar Vila Tobella, LUX traz a religião como estética central da era – desde o cabelo descolorido em forma de auréola até a capa do projeto, que mostra Rosalía vestida de freira. Mais do que uma escolha visual, as letras estão repletas de referências bíblicas que, somadas ao instrumental clássico e poderoso, ganham ainda mais força.
Trabalhar com a religiosidade não é novidade no pop, basta lembrar de Madonna, mas Rosalía desenvolve essa temática desde El Mal Querer, álbum que lhe rendeu o Grammy Latino de Álbum do Ano. Em LUX, porém, todos os elementos orbitam em torno dessa ideia. O pop orquestral que permeia o trabalho conduz os ouvintes a uma viagem pelo tempo e pela evolução dos gêneros musicais.
A faixa de abertura, Sexo, Violencia y Llantas, inicia o álbum com um som cru em meio a um silêncio caótico. Nos versos, Rosalía revela seu propósito: “Como seria bom vir desta Terra, ir para o Céu e voltar à Terra”. Ao longo do disco, as referências continuam: faixas como Porcelana, Mundo Nuevo e Divinize evidenciam a profundidade e o refinamento do projeto.
Foto: reprodução/Noah Dillan
Com LUX, Rosalía comprova que fazer música pop – e reinventá-la – não é tarefa difícil para quem domina a arte. O álbum marca uma mudança radical na trajetória da artista: esqueça os dois projetos anteriores. Embora longo, LUX não exige ser um erudito para compreendê-lo; seu mistério é parte essencial da composição da existência humana.
Em 50 minutos imersivos, Rosalía aborda temas como Deus, amor, carreira e feminilidade em 13 idiomas: árabe, inglês, francês, alemão, hebraico, japonês, latim, mandarim, português, siciliano e ucraniano, além do castelhano e catalão. Mesmo com o instrumental sinfônico sempre em destaque, o foco permanece na voz da cantora, que, com tom lírico impecável, assume o papel de protagonista absoluta.
Ainda que prove que não há fórmula para um bom disco, LUX preserva alguns clichês amados. Como toda diva pop, Rosalía reserva espaço para suas desilusões amorosas. Em La Perla, o que começa em tom leve mergulha em uma atmosfera sombria ao retratar Rauw Alejandro, ex-noivo da artista, como “a decepção local, destruidor de corações nacional” e “um terrorista emocional, o maior desastre global”. Um rancor tão bem colocado que a coloca ao lado de Fiona Apple na arte de transformar a dor em potência.
Assim como nas composições clássicas, LUX se divide em quatro movimentos. Em alguns deles, há ecos da essência dos trabalhos anteriores da cantora, como em De Madrugá, cujas batidas frenéticas iniciais contrastam com a estética vanguardista predominante, criando uma síntese entre passado e reinvenção.
Mesmo ao rejeitar a fama como forma de sacrifício em Reliquia, é inegável que o lugar de Rosalía é o estrelato. Inspirada em nomes como Kate Bush e Björk – não é em vão a participação da cantora islandesa no lead single Berghain –, a artista surge como um sopro para a nova geração. Com sua arte rebelde, deixa que a música fale por si e aproveita cada segundo desse poder.
Para quem conheceu Rosalía em MOTOMAMI, o novo álbum é um lembrete: não se acostume com o óbvio. LUX é ousado, denso e ambicioso. Não entrega a agitação típica do pop mainstream, mas oferece algo melhor: uma redenção das fórmulas prontas e um alento para quem busca sempre por mais.
Mas e aí, o que você achou do LUX? Conta pra gente e siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.
Neste mês, novos títulos chegam com exclusividade com destaque para o terror Faça Ela Voltar
A HBO Max está pronta para trazer grandes novidades para o mês de novembro. A plataforma preparou um catálogo repleto de lançamentos de tirar o fôlego para todos os gostos. Muitas das produções chegam diretamente dos cinemas, dentro da franquia Do Cine pra HBO Max, que leva os grandes destaques recentes para o conforto da sua casa.
Confira os principais lançamentos de novembro na HBO Max:
Nadie Sabe Quién Soy Yo — disponível a partir de 7 de novembro
Em uma comédia caótica e irresistível, ambientada em Madri, três amigas colombianas, Gaby, Valeria e Manuela, tentam sobreviver à vida de imigrantes enquanto trabalham em eventos luxuosos. Tudo muda quando um bolo de aniversário explode e arruína o trabalho das três e seus sonhos de sucesso, dando início a uma série de confusões hilárias. Sem emprego e quase sem teto, Gaby acaba confundida com uma médica e suposta namorada de um milionário em coma. Agora, o trio precisa sustentar a mentira dentro de uma mansão repleta de segredos, regras estranhas e uma porta misteriosa que nunca deve ser aberta.
Confira o trailer oficial do longa aqui:
Faça Ela Voltar — disponível a partir de 28 de novembro
Entre os títulos mais esperados deste mês, está Faça Ela Voltar, mais novo longa de terror dirigido pelos irmãos Danny e Michael Philippou, criadores do sucesso Fale Comigo. A trama acompanha a história sobrenatural de um irmão e uma irmã que descobrem um ritual sombrio na casa da nova mãe adotiva. Estrelado por Sally Hawkins, indicada ao Oscar, o filme promete momentos intensos e sustos de sobra.
Confira o trailer oficial do longa aqui:
Prepare a pipoca e o cobertor, pois o mês de novembro na HBO Max promete!
Você vaiassistir aos filmes? Conta pra gente, siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.
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