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Super Bowl 2026: produções para celebrar a América Latina

O grande show de intervalo da final da NFL, que acontece neste domingo, será comandado por Bad Bunny

O mundo dos esportes e do entretenimento se preparam para se chocar no Super Bowl. A aguardada final da temporada 2026 da NFL, a liga de futebol americano dos EUA, será disputada por Seattle Seahawks e New England Patriots, e terá um show de intervalo apresentado pelo premiado cantor porto-riquenho Bad Bunny.

Com todo seu carisma e talento, Bad Bunny levará um pouco da América Latina para a partida, que acontece neste domingo (8) e terá transmissão da ESPN no Disney+ Premium a partir das 20h30, no horário de Brasília. Para te preparar para essa apresentação histórica, reunimos abaixo uma lista com filmes e séries disponíveis na plataforma que celebram as diversas culturas latinas. Confira:

Homo Argentum

Para começar com o pé direito, temos Homo Argentum (2025), uma comédia antológica que conta nada menos do que 16 histórias situadas na Argentina dos dias atuais. Com focos diversos, que vão do amor pelo futebol a consumismo, oportunismo e o talento de rir diante do caos, os contos compartilham dois grandes atributos: uma sátira bem-humorada e a presença do ator Guillermo Francella, que protagoniza todos os segmentos.

Amor da Minha Vida

É claro que o Brasil não ficaria de fora dessa lista, e nosso primeiro representante é Amor da Minha Vida (2018). A série conta a história de Bia (Bruna Marquezine) e Victor (Sérgio Malheiros), melhores amigos de infância que vivem momentos amorosos bem diferentes. Enquanto ela coleciona namoros rápidos, ele enfrenta a mesmice que tomou conta de seu relacionamento.

Parceiros inseparáveis, eles dividem desilusões e esperanças, e a mais recente é a chegada de Marcelo (Danilo Mesquita), rapaz que faz Bia acreditar que pode estar diante do amor de sua vida.

A Superfantástica História do Balão

Não poderíamos falar de Brasil sem citar histórias reais de grandes figuras do nosso país. O título escolhido para essa ocasião é A Superfantástica História do Balão (2023), série documental que conta a história do Balão Mágico, a banda infantil mais importante da nossa cultura popular. A produção conta com a participação de Simony, Jairzinho, Tob e Mike em uma jornada nostálgica e reveladora.

O Faz Nada

O Faz Nada (2023) é uma minissérie que acompanha Manuel Prats (Luis Brandoni), um arrogante crítico gastronômico que depende de sua empregada, Celsa (María Rosa Fugazot), para resolver todos os seus problemas. Porém, justo no momento em que as coisas apertam, ele perde a governanta e precisa encontrar uma nova. Enquanto treina a jovem Antonia (Majo Cabrera) para o cargo, ele pede ajuda ao amigo Vincent (Robert De Niro) para entregar o livro que está devendo à editora que o contratou.

Sou Luna 
Foto: reprodução/Parada Temporal

A América Latina é apaixonada por telenovelas, então é claro que essa arte merece uma representante nessa lista. A escolhida foi Sou Luna (2016), produção do Disney Channel, que conta a história de Luna (Karol Sevilla), uma jovem que se muda do México para a Argentina com os pais adotivos. Inicialmente contrariada por deixar o lar que amava, a jovem passa a gostar da nova vida ao fazer amizades e conquistar a chance de se dedicar a duas de suas grandes paixões: a música e a patinação.

Kun por Agüero
Foto: divulgação/Disney+

Não poderíamos fazer essa lista sem trazer uma produção focada em esportes, uma paixão mundial que fala mais alto entre nós, latinos. Kun por Agüero (2025) é uma série documental que conta a história de Sergio Agüero, jogador de futebol que fez história tanto em clubes gigantes, como Manchester City e Atlético de Madrid, quanto com a Seleção Argentina. Com acesso inédito ao atleta, a produção cobre sua carreira desde a ascensão à aposentadoria precoce, passando também por questões de sua vida pessoal.

O11ZE

Se o assunto é futebol, não poderíamos esquecer de O11ZE (2017 – presente). A produção conta a história de Gabo Moreti (Mariano González), um jovem apaixonado pelo esporte. Talentoso, o garoto recebe uma bolsa de estudos no renomado Instituto Acadêmico Esportivo, lugar onde poderá desenvolver suas habilidades para viver o sonho de se tornar um jogador profissional.

Sucesso mundial, a produção vai chegar à quarta temporada em 2026. O novo ano contará com a participação especial de ninguém menos do que Sergio Agüero.

Alô Amigos
Foto: divulgação/Disney+

Além dos live-actions e documentários, a América Latina também foi retratada em grandes animações, incluindo a clássica Alô Amigos (1942). Produzida por Walt Disney, a antologia leva personagens icônicos, como Pato Donald e Pateta, por aventuras em países da América do Sul. O longa é lembrado por Aquarela do Brasil, seu segmento final, que apresentou ninguém menos do que Zé Carioca, o papagaio malandro, que leva Donald para um passeio pelo nosso país.

Festa no Céu

Inspirado no tradicional feriado mexicano do Dia dos Mortos, Festa no Céu (2014) conta a história um triângulo amoroso que ganha proporções sobrenaturais. A trama acompanha a disputa de Manolo Sánchez e Joaquín Mondragon II pelo amor de María Posada, competição que inspira a Morte e seu amante, Xibalba, a firmarem uma aposta que pode mudar o destino dos vivos e dos mortos. Para celebrar a cultura do México, a animação contou com produção e direção de Guillermo del Toro e Jorge R. Gutierrez, dois grandes cineastas revelados pelo país.

Encanto

Encanto (2021) conta a história de Mirabel, jovem que faz parte dos Madrigal, família dotada de dons especiais, que vive em uma casa mágica nas montanhas da Colômbia. Ao descobrir que a magia do lugar está ameaçada, ela se torna a última esperança para defender seu clã e seu lar. Eleita Melhor Animação em premiações como Oscar e Globo de Ouro, a produção é lembrada tanto por sua aventura fantástica quanto pela inesquecível canção Não Falamos do Bruno.

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Texto revisado por Cristiane Amarante 

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Cinema Notícias

Boa Sorte, Divirta-Se, Não Morra tem cartaz revelado

Sam Rockwell compõe o elenco da nova comédia de ficção científica que chega aos cinemas este ano

Boa Sorte, Divirta-Se, Não Morra, nova comédia de ação com ficção científica dirigida por Gore Verbinski, acaba de ter seu cartaz oficial divulgado.

O pôster destaca o elenco completo do filme, que acompanha nomes como Sam Rockwell, Haley Lu Richardson, Michael Peña, Zazie Beetz, Juno Temple, em uma inusitada missão para salvar o mundo. Confira o trailer oficial:

Em Boa Sorte, Divirta-Se, Não Morra, o público acompanha um homem que afirma ser do futuro e faz de reféns os clientes de uma icônica lanchonete de Los Angeles, em busca de recrutas improváveis para uma missão destinada a salvar o mundo.

Matthew Robinson assina o roteiro do filme, que estreia nos cinemas em 16 de abril.

Foto: divulgação/Paris Filmes

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cultura Cultura pop Música Notícias

ZAYN lança Die For Me

Já com data de lançamento de seu próximo álbum de estúdio, o cantor anuncia show no Brasil

O artista, compositor, produtor e filantropo, ZAYN apresentou Die For Me, primeiro single de KONNAKOL, seu tão aguardado quinto álbum de estúdio, que será lançado oficialmente no dia 17 de abril. Confira:

KONNAKOL é o projeto com maior inspiração cultural de ZAYN. O álbum pop expande o som que os fãs ouviram pela primeira vez em seu trabalho de estreia, Mind of Mine (2016), que quebrou recordes.

Na capa do álbum, há um leopardo-das-neves, animal que é símbolo de significados profundos em países do sul da Ásia, o que evidencia o quanto a obra é influenciada pela herança cultural do artista.

Foto: divulgação/Universal/Nabil Elderkin

Os fãs viram pela primeira vez a imagem do animal no final dos shows de Zayn, em Las Vegas. Agora, a capa do disco entrega tudo.

“KONNAKOL, por definição, é o ato de criar sons percussivos com a voz, mas o que isso significa para mim está em um lugar muito mais profundo”, explica ZAYN. “É um som que contém a reverberação de um tempo antes da existência das palavras. Desde que comecei a fazer música, sempre me inspirei na minha herança cultural. Este álbum é um desenvolvimento dessa compreensão, sabendo agora, mais do que nunca, quem eu sou, de onde venho e para onde pretendo ir”.

O anúncio se baseia no momento recente do cantor, que acabou de encerrar sua primeira residência em Las Vegas, onde estreou e divulgou material inédito de KONNAKOL, uma prévia que deixou fãs e críticos empolgados.

Foto: reprodução/Tracklist

A semana também marca o anúncio de ZAYN para a maior turnê de sua carreira até agora: The Konnakol Tour. A extensa turnê tem 31 datas e começa em 12 de maio, em Manchester, no Reino Unido, na AO Arena, passando por cidades ao redor do mundo, como Londres, Los Angeles, Cidade do México, São Paulo, entre outras, antes de encerrar na sexta-feira, 20 de novembro, em Miami.

O quinto álbum chega após o aclamado Room Under the Stairs (2024), que foi seguido pela primeira turnê solo do artista por Estados Unidos, Reino Unido e México. Mais recentemente, ZAYN se uniu a Jisoo, do BLACKPINK, em Eyes Closed (2025).

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Música Notícias

Myles Smith e Niall Horan lançam a parceria Drive Safe

Coescrito pela dupla, o novo single aposta em uma narrativa emocional sobre o poder das conexões reais

Myles Smith começou 2026 com uma colaboração de peso. O cantor lançou oficialmente o single Drive Safe, que conta com a participação especial de Niall Horan. A faixa, que já vinha gerando grande expectativa nas redes sociais após prévias compartilhadas pelos artistas, marca a primeira parceria oficial entre a dupla e já está disponível em todas as plataformas digitais.

Coescrita por Myles e Niall, a canção é fruto da parceria profissional e pessoal entre os dois. Segundo o cantor britânico, a colaboração surgiu de forma genuína. “Colaborações só fazem sentido para mim quando vêm de algo real, e trabalhar com o Niall foi exatamente isso. Ele é um grande amigo que rapidamente se tornou uma das pessoas mais próximas de mim”, revelou o músico.

Com uma sonoridade quente e inspiradora, Drive Safe reforça a narrativa emocional que se tornou marca registrada do trabalho de Smith. A letra da música é otimista e reconfortante, trazendo a mensagem de que os obstáculos se tornam mais fáceis de superar quando temos as pessoas certas ao lado.

Dono de hits como Stargazing e Nice to Meet You, Myles Smith se tornou um dos nomes mais promissores do pop britânico. Com influências de folk, sua ascensão começou de forma orgânica no TikTok, onde seus covers acústicos viralizaram e atraíram milhões de ouvintes.

O lançamento chega em um momento de consolidação de sua carreira. Em 2025, o artista britânico conquistou prêmios importantes como o Ivor Novello e o Rolling Stone UK Breakthrough Award. Além do sucesso em premiações, Myles esgotou shows em diversos continentes e marcou presença no famoso festival Glastonbury.

Para os próximos meses, as expectativas são ainda maiores. Ele se prepara para acompanhar Ed Sheeran como ato de abertura principal na Loop Tour, colocando sua sonoridade acústica diretamente nos grandes palcos das arenas dos Estados Unidos.

 

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Texto revisado por Larissa Couto

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Cultura Cultura pop Música Notícias

Laura Pausini lança Io Canto 2 e fala sobre releituras, memória e carreira em coletiva

Álbum traz releituras de clássicos italianos e versões de músicas brasileira, com participações de Ana Carolina e Ferrugem 

A artista italiana mais ouvida do mundo está de volta. Laura Pausini lançou, nesta sexta-feira (6) Io Canto 2, novo álbum que dá continuidade ao projeto iniciado em 2006, Io Canto, como uma homenagem aos grandes clássicos da música italiana e uma forma de apresentá-los ao público internacional, agora ampliado com canções em outros idiomas e fortes conexões culturais, especialmente com o Brasil.

Em coletiva de lançamento do novo álbum, Laura revelou bastidores, ressaltou parcerias, comentou sobre a escolha do repertório e se emocionou ao falar do Brasil, afirmando estar com bastante saudade do nosso país.

Segundo a cantora, o processo criativo de Io Canto 2 seguiu um caminho muito semelhante ao do primeiro álbum, lançado há 20 anos. “Foi uma busca muito semelhante àquela que fiz em 2006. Escutar, lembrar dentro de mim aquelas músicas que me acompanharam nos momentos mais importantes de minha vida”. A artista ainda fez questão de ressaltar a liberdade artística e a autenticidade total que teve ao longo de todo o projeto: “Ninguém me diz: você precisa cantar essa música porque agora funciona. Eu fui totalmente livre para escolher as músicas que canto agora”.

Laura explicou que ainda não conhecia profundamente muitas das músicas que regravou, apenas dez ou quinze canções de cada artista, mas não o repertório completo dos artistas homenageados. “Foi como estar dentro de uma universidade dea música. Algumas músicas que eu não conhecia antes dos demos me deram uma sensação muito mais forte do que eu pensava que era justa para mim. Então eu mudei durante a gravação”, ressaltou a artista.

Joana D’arc, liberdade artística, coragem e identidade
Foto: Reprodução/Nicolas Loretucci

Sobre o conceito visual do projeto, Laura explicou por que tem citado a figura histórica de Joana d’Arc como inspiração. Segundo ela, a personagem simboliza coragem, esta necessária para poder regravar e revisitar as canções de outros artistas sem perder sua própria identidade musical e suas próprias sensações. 

Quando me perguntam por que eu me inspirei em Joana d’Arc, eu falo sobre coragem. Coragem para respeitar a versão original. Segundo, encontrar a tua própria personalidade dentro de uma música que não escreveu. E terceiro, coragem porque hoje em dia todos são jornalistas, têm opinião e podem machucar você, julgando sem conhecer ou estudar”, concluiu Pausini.

Ela citou como exemplo a escolha por Detalhes, de Roberto Carlos. “É uma canção maravilhosa, conheci essa música desde sempre em italiano. Mas foi só quando viajei ao Brasil que conheci a verdadeira versão original dela”. 

Laura evidenciou que o público pode sentir uma certa estranheza ao escutar Detalhes em versão italiana, mas explicou que essa escolha está ligada às suas próprias referências de vida. “Como todo mundo, tenho meus ídolos, um dos meus grandes ídolos sempre foi o Ornella Vanoni, muita gente na Itália conhece essas melodias, mas acha que são canções dele”.

Um álbum movido por amor á música 
Foto: Reprodução/Nicolas Loretucci

Para apresentar o Io Canto 2, Laura destacou seu crescimento e evolução musical, e reforçou a paixão pela música e o desejo de homenagear canções, compositores e intérpretes. 

O segundo capítulo de Io Canto chega vinte anos depois do primeiro. Mudamos, crescemos e nos apaixonamos novamente pela música. Hoje, assim como naquela época, existe apenas um motivo para homenagear uma canção, seu autor ou seu intérprete: o amor. Nestes tempos difíceis, em que o ódio parece estar na ordem do dia, eu canto para colocar a música no centro. Cantar é dar protagonismo à música, tornar-se a voz de um sentimento poderoso. É dar um passo atrás como autora para dar um salto gigantesco como ser humano.” afirmou a cantora.

O repertório percorre diferentes décadas e idiomas, reunindo canções lançadas entre 1960 e 2023. Entre os destaques, estão desde uma adaptação em português de La Mia Storia Tra Le Dita, interpretada em dueto com Ana Carolina e Ferrugem, até o sucesso dos Tribalistas Já Sei Namorar, cuja cantora e compositora Marisa Monte tem raízes italianas. Há ainda a versão francesa de Due Vite, de Marco Mengoni, intitulada La Derniére Chanson (Due Vite), cantada com Julien Lieb, primeiro single para a França, que estreou em primeiro lugar no ranking Gram Top Francophone Artistes Globaux.

Conexão emocional com o Brasil 
Foto: Reprodução/Nicolas Loretucci

A cantora Ana Carolina comemorou o encontro com Laura e Ferrugem: “Tenho um carinho enorme por essa música e uma gratidão por tudo o que ela me trouxe. Revisitá-la agora, em uma nova versão, ao lado de dois grandes artistas, é um daqueles presentes raros que a carreira nos dá. A Laura Pausini é alguém que admiro respeito há muitos anos, uma artista gigante, com um amor verdadeiro pelo Brasil”, ressaltou a cantora.

Sobre a parceria com Ferrugem, Laura explicou que costuma buscar novos talentos e que gosta de procurar bastante até encontrar alguém que lhe chame a atenção. Foi assim com o cantor, cuja identidade vocal ela destacou como rara e única:  “Eu sempre gosto de buscar novos talentos, faço isso em vários países do mundo. Quando cheguei em Ferrugem, na voz dele, parei de buscar. A conexão foi imediata. Segundo a minha sensação musical, ele tem uma voz privilegiada. É ele, é uma identidade vocal. Você lembra da voz, do timbre, da maneira de interpretar. É uma personalidade vocal muito marcante”.

A decisão de regravar a canção também teve um “dedinho” de sua filha Paola, de 12 anos, que se encantou pela versão italiana da música: “Ela disse que gostava muito da canção e que iria dedicar a alguém. Isso não é normal, porque minha filha não gosta muito da minha música” contou.

Sobre a faixa Já Sei Namorar, Laura explicou por que assumiu os vocais sozinha e por que escolheu exatamente essa música para uma releitura.”Quando eu comecei a fazer as demos, comecei uma lista também somente em português, porque a ideia era: quero cantar canções, músicas de outros. Não estava pensando somente em música italiana. E as primeiras músicas que escrevi não eram aquelas clássicas que todo mundo espera de mim, porque adoro Caetano, Gilberto Gil, tudo de Elis Regina, de grandes cantores, Chico Buarque. Mas eu escrevi na lista Já Sei Namorar. Quando escutei essa música, fiquei muito feliz, porque finalmente uma música em português tocou nas rádios daqui. E eu falava pra todo mundo que viajava muito ao Brasil, que Marisa Monte, os Tribalistas são uma figura muito importante na cultura musical brasileira. Então sempre amei. Cantar isso me divertiu muito. Eu gostei muito de cantar a canção sozinha. E fiquei com ciúme. Então, deixei a minha versão sozinha somente”, afirmou ela.

Laura ainda falou, durante a coletiva, sobre a possibilidade de um álbum inteiramente em português .”Eu já tenho uma lista, acredito que tem possibilidade sim. Quero fazer isso no Brasil, com pessoas que conhecem minha personalidade“, afirmou, ressaltando seu carinho e apreço pelo país.

Ela também prometeu um show muito especial no Mercado Livre Arena Pacaembu, em 27 de fevereiro de 2027, o seu primeiro show em um estádio no país. A data marca outro momento especial em sua carreira: o dia em que venceu o Festival de Sanremo. “É incrível que a minha primeira vez na minha terra favorita, fora da Itália, vai ser no dia mais importante da minha carreira, vai ser um show muito especial, o meu coração bate forte, porque mal posso esperar de cantar para todos vocês em italiano e português, quero convidar muitos amigos brasileiros aí”,  encerrando a coletiva visivelmente emocionada e grata.

Laura finalizou com uma mensagem direta ao público brasileiro: “Trinta e três anos de carreira são uma benção. Eu amo o Brasil. Sempre.”  

Uma Trajetória que ultrapassa gerações e fronteiras
Foto: Reprodução/Nicolas Loretucci

Entre os destaques do novo álbum também estão o dueto com a cantora Annalisa em Ma Che Freddo Fa, versões em alemão, português e inglês de Il Cielo In Una Stanza de Gino Paoli eternizada por Mina, além de uma homenagem a Madonna, uma das maiores estrelas do pop mundial e também de ascendência italiana. Em 2004, Madonna escreveu para Laura a canção Mi Abbandono A Te incluída no álbum Resta In Ascolto, vencedor do Grammy. Agora, Laura reinterpreta La Isla Bonita. 

As músicas percorrem o período entre 1960 e 2023, incluindo Felicitá, uma faixa em que Laura une sua voz à do inesquecível Lucio Dalla, um dos pilares da música italiana, uma melodia doce e nostálgica.

Laura Pausini, que será a atração principal da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Milão Cortina 2026, no estádio San Siro, também estará no palco do Teatro Ariston como coapresentadora, ao lado do diretor artístico Carlo Conti, da 76 edição do Festival de Música de Sanremo.

Três anos após o álbum Anime Parallelle, Io Canto 2 também ganhará uma versão em espanhol, Yo Canto 2, com lançamento marcado para 13 de março de 2026, pela Warner Records e Warner Music.

O disco reunirá canções dos maiores compositores latino-americanos, representando todos os países que consagraram Laura como um ícone musical, entre eles Espanha, Argentina, Chile, Peru e muitos outros. O álbum estará disponível em versão standard, com 18 faixas e edição deluxe, com três faixas adicionais.

Com mais de 75 milhões de álbuns vendidos e mais de 6 bilhões de streams, Laura Pausini é reconhecida como a artista italiana feminina mais ouvida fora de seu país. É a primeira e única artista italiana a vencer um Grammy Award e a entrar no Billboard Hot 100, com a versão de Se Fué, em parceria com Rauw Alejandro.

Vencedora de quatro Latin Grammy Awards, foi eleita Person Of The Year 2023 pela Latin Recording Academy, tornando-se a primeira artista não hispânica a receber a homenagem. Seu currículo ainda inclui um Globo de Ouro, indicações ao Emmy e ao Oscar, além de ser a primeira artista a se apresentar tanto no Estádio San Siro quanto no Circus Maximus.

A revista norte-americana Billboard incluiu o álbum Similares entre os 50 melhores discos latinos da década de 2010 e colocou a artista entre as 10 mais influentes do universo latino. Confirmando esse reconhecimento, ela recebeu o Billboard Icon Award e o Global Icon Award no Billboard Women Music, homenagens concedidas a artistas que inspiram e unem gerações ao redor do mundo. Os prêmios foram entregues na presença de Sua Santidade, o Papa Leão XIV. 

Ao longo de 30 anos de carreira, Laura Pausini tem ultrapassado gerações por meio de sua voz, autenticidade, força e poder. Suas canções exalam identidade, sentimento e, acima de tudo, amor, um amor que atravessa fronteiras, acolhe, emociona, enche os corações de quem a escuta e ilumina tudo ao redor. Não é à toa que a artista já bateu tantos recordes, foi a pioneira em diversos feitos e levou seus shows a públicos de mais de 40 países ao redor do mundo. Laura Pausini vai além do esperado: ela transforma, toca, permanece. Ela é mágica, única e inesquecível. E Io Canto 2 apenas reforça, mais uma vez, a dimensão do seu incrível poder artístico e humano.

E aí, gostou de saber mais sobre o novo álbum de Laura Pausini? Já foram conferir o lançamento? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.

 

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Laura Pausini colabora com Robin Willians na música Desire

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Entretenimento Entrevista Entrevistas Música Notícias

Entrevista | Cavetown detalha processo criativo e fala sobre sair da zona de conforto em novo álbum Running With Scissors

Em conversa com o Entretetizei, cantor refletiu sobre riscos criativos, novas colaborações e conexão com os fãs

Com uma carreira que teve início no Youtube em 2012, Robin Skinner, mais conhecido como Cavetown, começou a sua jornada musical ainda na adolescência, compartilhando com o público reflexões sobre diferentes momentos da própria vida. Em janeiro deste ano, após três anos desde o último projeto, o cantor inglês lançou o seu sexto álbum de estúdio, intitulado Running With Scissors, em tradução literal “Correr com Tesouras”.

Em inglês, a expressão significa agir de forma imprudente ou tomar decisões arriscadas. No caso de Cavetown, o novo trabalho representa uma saída da zona de conforto em busca de novas experiências criativas e sonoras, com uma produção mais voltada ao hyperpop.

Em entrevista ao Entretetizei, o artista contou sobre a criação do novo disco, os riscos assumidos durante esse processo, a preparação para a nova turnê e a conexão com os fãs, que o acompanham há mais de dez anos. Confira:

Foto: divulgação/Jaxon Whittington

Entretetizei: Gostaria de começar perguntando sobre o processo e como surgiu a ideia para Running With Scissors.

Cavetown: Foi um processo muito longo. Acho que foi o mais longo que já passei trabalhando em um álbum até agora. Levei cerca de três anos para escrever o álbum inteiro e, normalmente, não sou muito bom em ter um projeto inteiro como um pensamento coeso. Eu simplesmente escrevo constantemente e, assim que tenho músicas suficientes para um álbum, penso: “Pronto, esse é o álbum”. E, geralmente, elas naturalmente abordam alguns temas que são recorrentes na minha vida no momento em que as escrevo.

Mas como se estendeu por três anos, realmente… Comecei o projeto querendo que fosse definitivamente um projeto de hyperpop. E então, saí do meu momento hyperpop e pensei: “Oh, não, comecei a escrever músicas que não combinam muito com as faixas anteriores que fiz, mas amo as duas da mesma forma e quero que elas façam sentido juntas no mesmo projeto”. E, no final, voltei ao meu momento de produção hyperpop e emo.

E então, eu fiquei aliviado nesse momento, mas acho que escrevi tantos sons diferentes ao longo dos três anos e o desafio de fazer com que tudo se encaixasse sonoramente foi como se eu tivesse levado todas as músicas a serem realmente únicas, muito inovadoras, criativas, uma mistura de gêneros.

Eu realmente não tinha uma ideia geral do que queria ser no início. Eu apenas gosto quando deixo minha música me mostrar o que ela é ao longo do tempo e, à medida que vou conhecendo as músicas, encontro novos significados nelas.

Eu não necessariamente percebi que estava cantando sobre isso inicialmente. Então, todo o projeto meio que apenas surgiu e eu percebi que havia muitos temas recorrentes, como crescer, correr riscos e se sentir seguro consigo mesmo. 

Eu senti que Running With Scissors como título para o projeto realmente resumia essa fase da minha vida em que estou correndo mais riscos criativos, coisas que parecem riscos na minha vida, mas que na verdade são apenas eu me abrindo, me expondo e me tornando a melhor pessoa que posso ser. Tenho aprendido muito sobre minha família e Running With Scissors é algo que você aprende desde criança. É como uma lição que eu levei muito a sério no passado, quando me mantive excessivamente seguro e acabei perdendo experiências de aprendizado ou experiências positivas que eu poderia ter tido.

Todo o projeto tem sido sobre eu derrubar essas barreiras e confiar em mim mesmo para me manter seguro e aprender com os erros que vejo na minha família e valorizar essas partes de mim. 

E: Você disse que assumiu muitos riscos e podemos perceber isso na produção e na composição. Esse álbum foi um pouco mais experimental e tem um som maduro. Foi desafiador sair da sua zona de conforto e, ao mesmo tempo, manter a essência do Cavetown?

C: Sim, eu definitivamente decidi abordar meu processo de forma diferente para este álbum. Eu sempre fiz tudo sozinho e, desde o início, eu meio que me convenci de que era difícil trabalhar comigo, porque sempre fui muito teimoso em relação ao som que eu queria e ao meu controle sobre ele. Sou do tipo que, se cada pequena ideia não vier da minha cabeça, sinto que não consigo, que não pode ser algo de que me orgulhe.

E eu queria desafiar esse sentimento, porque via muitos dos meus amigos ao meu redor tendo experiências musicais muito colaborativas, como gravar álbuns com vários outros artistas, e amigos que tinham habilidades diferentes e sabiam tocar instrumentos interessantes. E eu pensei: “Isso parece muito legal, acho que gostaria de chegar lá também”. Então, acho que poder colaborar com novas pessoas que realmente pudessem impulsionar minha criatividade em novas direções e ajudar a manter um pensamento em movimento, mesmo que eu ficasse preso e frustrado com ele ou começasse a duvidar de mim mesmo, ter alguém para me dizer que estou fazendo algo que soa legal foi realmente útil para assumir mais riscos criativos.

E acho que o fato de eu ter começado o processo querendo fazer todas essas músicas pesadas e barulhentas e, no meio do caminho, ter escrito algumas mais clássicas do Cavetown, mais suaves, mais acústicas, e ter o desafio de fazer essas duas coisas se encontrarem foi, para mim, outra maneira de tomar algumas decisões sonoras interessantes. Parecia equilibrar uma linha entre aspereza, excesso e maximalismo com tudo, sentindo que ainda há um lugar para isso e que todos esses elementos sonoros ainda têm um propósito e são muito intencionais.

E estou muito satisfeito com o resultado. Pelo menos para mim, acho que consegui isso. Então, acho que meus riscos valeram a pena. Acho que essa é a mensagem geral do álbum: seus riscos podem valer a pena e se tornar algo de que você se orgulha ao mesmo tempo. 

E: Sailboat é a única música do álbum com uma participação. Como foi colaborar com Chloe Moriondo novamente e como a música surgiu?  

C: Foi ótimo. Adoro trabalhar com a Chloe, somos amigos há muito tempo. É como se fôssemos irmãos, porque temos o mesmo agente, então é como se compartilhássemos um pai, de certa forma, parece que crescemos juntos.

Ambos viemos de um lugar muito semelhante em nossas carreiras musicais, fazendo vídeos acústicos e de ukulele no YouTube, e sinto que nossa música também seguiu direções semelhantes. Ela definitivamente seguiu a direção do hyperpop antes de mim, então é muito bom nos reencontrarmos depois de divergirmos e experimentarmos coisas novas.

Ela é a melhor, é muito divertida. É muito animada e transmite confiança em qualquer situação. Estávamos filmando o vídeo de Sailboat em Coney Island [em Nova York] e tivemos de fazer lip sync da música em frente ao público e eu me senti envergonhado o tempo todo. Eu pensava: “Não olhem para mim. Isto é tão vergonhoso”. Mas ela simplesmente não se importava e foi a energia perfeita para me manter no momento. Então, ela é ótima. Ela é divertida. 

Acho que aconteceu, porque eu queria trabalhar com ela novamente nessa música, mas nossos estilos não combinavam há muito tempo e, com este álbum, isso voltou a fazer sentido. Então, fiquei animado em incluí-la.

E também colaborei com a underscores nessa música, que é uma artista de hyperpop que eu realmente admiro e ela é uma produtora incrível. Então, eu pude vê-la adicionar sua magia à música e acho que todos os elementos-chave que a tornam o que é vieram da cabeça dela. Me sinto muito animado por ter trabalhado com alguém que me inspirou a seguir na direção do hyperpop. Então, sim, essa é uma música divertida.

E: A cada projeto, seu som tem amadurecido. Você faz música desde a adolescência e os fãs têm acompanhado você nessa jornada. Como é compartilhar esse crescimento com seus fãs e, ao mesmo tempo, vê-los crescer com você? 

C:  É realmente ótimo. Recentemente, eu pude ver isso pessoalmente e em breve vou poder vê-los no Reino Unido. Estou fazendo várias apresentações em lojas para comemorar o lançamento do álbum. Acho difícil sentir realmente o impacto do que estou fazendo e perceber que há pessoas reais e histórias reais por trás, que as pessoas têm conexões com a minha música, até que eu esteja fisicamente na frente de alguém, ouvindo o que elas têm a dizer e olhando nos olhos delas e coisas assim.

É muito legal ver que tantas pessoas estão acompanhando tantas fases diferentes da minha carreira e sou muito grato por isso. Sinto que essas pessoas realmente me veem. Há algumas pessoas que tenho visto ao longo dos anos que vêm a todos os shows, sentam na primeira fila, e eu tenho visto elas crescerem, mudarem de estilo, e tenho ouvido sobre suas vidas e como elas passaram pela escola e agora estão vivendo no mundo como adultos, com empregos e tudo mais. É muito legal fazer parte da vida dessas pessoas e poder entrar em contato com elas de vez em quando. Espero conquistar muitos novos fãs com essa música e já conheci algumas pessoas novas.

Ontem, fiz uma sessão de autógrafos em Manhattan [em Nova York] e algumas pessoas disseram: “Este é o primeiro álbum que ouvi”, o que é muito legal. Estou animado por fazer esses novos contatos, mas também por trazer meus fãs mais antigos e talvez inspirá-los de uma maneira diferente. É muito legal crescer junto com a minha comunidade dessa forma.

E: Você também está se preparando para uma turnê e os fãs poderão ouvir algumas dessas músicas ao vivo pela primeira vez. Você está animado? Quais são as músicas que você mais quer tocar ao vivo?

C: Estou definitivamente animado e nervoso. Talvez mais nervoso agora, porque ainda não tocamos nenhuma dessas novas músicas diante de um público, mas tivemos alguns ensaios realmente ótimos. Tivemos uma semana em dezembro em que aprendemos tudo pela primeira vez e foi muito divertido. 

Estou muito impressionado com a minha banda. Sinto que eles se esforçaram ainda mais para essas músicas novas. É ótimo ter uma banda em que posso realmente confiar e com a qual posso contar, mesmo quando sinto que estou com a voz ruim ou não estou bom nas minhas partes, ou algo assim. Ter uma banda que se preocupa tanto com o som e em fazer tudo certo é realmente ótimo. Então, sim, estou animado para tocar essas músicas ao vivo.

Quando estava escrevendo, sabia que seria muito difícil de aprender e que isso seria um problema para o meu eu futuro e definitivamente é algo com que estou lidando agora. Há muitas partes realmente desafiadoras. Mas sinto que esse é outro elemento da minha vida em que estou tentando correr mais riscos e usar esses riscos para crescer e me tornar um músico melhor. Sinto que consegui colocar um pouco mais de pressão em mim mesmo para simplesmente evoluir.

E sinto que minhas habilidades com o violão melhoraram por ter que compor todas essas músicas complexas e aprendê-las ao vivo. Estou impressionado comigo mesmo por conseguir tocar e cantar ao mesmo tempo, quando há muitas partes complexas e partes vocais complexas também, que são realmente desafiadoras, mas sinto que, durante todo o álbum, eu estive pronto para um desafio e esse é o tema geral dele.

E: A última vez que você esteve no Brasil foi em 2022. Há alguma chance de você trazer a Running With Scissors Tour para o Brasil? 

C: Eu adoraria levá-la para todos os lugares. Eu definitivamente tenho feito muitas turnês nos últimos dois anos e tenho uma primeira metade do ano muito ocupada. Então, estou pensando em descansar um pouco, mas se não for este ano, no próximo ano eu definitivamente quero levar essa música o mais longe possível.

E: Você poderia enviar uma mensagem para seus fãs brasileiros?  

C:  Olá, fãs brasileiros. Espero poder ir até aí em breve e tocar o novo álbum. Sei que já faz um tempo, mas espero estar aí assim que puder. Não deixem de aprender todas as minhas letras para poderem cantar comigo.

 

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Texto revisado por Gabriela Fachin 

 

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