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Música Notícias

Niall Horan anuncia seu novo single Dinner Party

Com lançamento em 20 de março, este é o single que estreia um novo momento na carreira do cantor irlandês 

O começo de uma nova era! Dinner Party, o mais recente single de Niall Horan, foi anunciado.

Com lançamento previsto para 20 de março nas plataformas digitais, a música marca o fim da era The Show (2023) e o início de um novo momento para o cantor: seu quarto álbum de estúdio.

Cheio de mistérios, o ex One Direction compartilhou no seu Instagram, no dia 24 de fevereiro, que seu novo álbum já estava pronto, mas sem mais detalhes. Agora, o dono dos hits Nice to Meet Ya e Slow Hands brinca com os fãs postando pequenos trechos da nova música. 

cantor niall horan
Foto: reprodução/ Instagram @niallhoran

Ao que tudo indica, o novo projeto continua seguindo o estilo pop e apaixonado do cantor, com esse single inicial retratando o dia em que ele conheceu sua namorada. 

“Essa música fala sobre um momento muito feliz e importante: uma noite em um jantar simples que mudou o rumo da minha vida”, contou Niall na última quarta-feira (4), em uma postagem no seu Instagram. 

Dinner Party chegará para consagrar o início desta nova era e também para estabelecer a temática do novo álbum, segundo o artista. 

“Depois de compor a música, as palavras “dinner party” se tornaram o núcleo para o resto do álbum. Aquele momento único na vida pelo qual sou grato, e por tudo que veio depois daquela noite”. 

Apesar de este ser o primeiro single desde seu último álbum, The Show (2023), o irlandês não estava tão sumido assim. Niall colaborou com Myles Smith este ano na música Drive Safe, além de sua participação em uma nova versão da música Old Tricks, de Blake Shelton e Thomas Rhett, em outubro do ano passado, e teve sua terceira vitória consecutiva como técnico no The Voice EUA, também no final de 2025.

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Leia também: Myles Smith e Niall Horan lançam a parceria Drive Safe

 

Texto revisado por Cristiane Amarante 

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Livros Notícias

Ali Hazelwood se aventura no mundo dos games em novo livro Jogo de Amor para Dois

Lançado no Brasil nesta segunda-feira (3), o romance rivais-a-amantes promete agradar fãs da autora e do gênero 

Pouco tempo depois do lançamento de Parceira, em novembro do ano passado, Ali Hazelwood (A Hipótese do Amor) chega com mais um livro para a alegria dos leitores de romance. Jogo de Amor para Dois, inicialmente lançado na língua inglesa exclusivamente em formato audiolivro, aterrissa no Brasil com publicação da Editora Arqueiro e tradução de Carolina Rodrigues. 

Ali Hazelwood se destaca por escrever romances com protagonistas nas áreas das ciências. No novo livro, o foco é a tecnologia e o universo dos videogames, com o casal principal trabalhando em empresas rivais de desenvolvimento de jogos. Com uma narrativa curta e envolvente e cenas apimentadas, a autora deve emplacar mais um sucesso no mercado. 

Confira a sinopse:

Viola Bowen tem a chance com que sempre sonhou: produzir um videogame baseado na sua série de livros favorita. O problema é que quem vai liderar o projeto com ela será seu arqui-inimigo Jesse Andrews. Ao longo dos anos, Jesse deixou bem claro que não quer nada com Viola – e ela não faz ideia do motivo.

Quando os chefes dos dois insistem que um retiro de inverno é o exercício perfeito para fortalecer a integração das equipes, Viola não consegue imaginar um cenário pior. Passar frio numa pousada remota na montanha sabendo que Jesse está no quarto ao lado? Não, muito obrigada.

Mas, à medida que a neve se acumula, Viola descobre que Jesse é bem mais do que ela imaginava, e o clima fica muito mais ardente.

 

E você, vai adicionar esse livro na sua lista? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: Março na Intrínseca: confira os principais lançamentos

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

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Livros Notícias

Livro expõe como o negacionismo corrói a democracia

José Szwako investiga como a extrema direita mobiliza a ciência para enfraquecer instituições democráticas

Em Negacionismos & Extrema-Direita (2025), lançado pela Editora Telha, o professor de sociologia José Szwako analisa como o negacionismo se consolidou como um fenômeno político e cultural estratégico no ataque à ciência, à democracia e aos direitos. Longe de ser um simples erro de informação ou desvio irracional, o negacionismo é apresentado como uma prática organizada, com raízes profundas e impactos concretos na vida pública.

Foto: divulgação/Aspas e Vírgulas/Entretetizei

A obra investiga de que maneira discursos reacionários lançam dúvidas infundadas sobre instituições democráticas e corroem um dos pilares centrais da vida em sociedade: a confiança coletiva. Ao questionar consensos acadêmicos e substituí-los por narrativas conspiratórias, esses movimentos capturam o debate público, fragilizam eleições, desacreditam órgãos de controle e a imprensa e criam um ambiente propício à desinformação. O resultado é a erosão gradual da legitimidade do regime democrático.

O livro nasce do desejo de contribuir para o debate público sobre o negacionismo de forma nuançada e informada, partindo da ideia de que ele não pode ser entendido como mero problema individual ou cognitivo. A obra reúne o conhecimento acumulado sobre o tema no Brasil e no mundo, aproximando pesquisas e experiências que costumam circular separadamente. Ao mesmo tempo, procura escutar e valorizar as vozes de grupos democráticos da sociedade civil, que enfrentam essas disputas no cotidiano e ajudam a pensar caminhos possíveis para a defesa das ciências e da democracia”, afirma José Szwako.

O autor também demonstra como o negacionismo intensifica a polarização social e alimenta a instabilidade política. Ao sustentar a ideia de que governos democraticamente eleitos seriam, por definição, ilegítimos, abre-se espaço para práticas antidemocráticas, como a recusa ao diálogo e a naturalização da violência política. Nesse cenário, adversários passam a ser vistos como inimigos, dificultando consensos mínimos para enfrentar problemas complexos.

Foto: reprodução/Instagram @editoratelha

Mais do que denunciar distorções, Negacionismos & Extrema-Direita (2025) propõe uma mudança de perspectiva. A obra questiona a narrativa de que a ciência estaria em crise e aponta um paradoxo: no Brasil, ela ainda desfruta de amplo prestígio social. É justamente essa autoridade reconhecida que possibilita sua instrumentalização política e econômica. O negacionismo, portanto, não nega simplesmente a ciência; ele a mobiliza de forma estratégica para produzir dúvidas artificiais sobre políticas públicas, intelectuais e sobre a própria democracia.

Sobre o autor
Foto: divulgação/Aspas e Vírgulas

José Szwako é professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). É pesquisador do CEBRAP e do INCT Participa, bolsista da FAPERJ e Procientista. Ao lado de Maria Carlotto, coordenou o GT Negacionismos e Autoritarismos da ANPOCS e, com José Luiz Ratton, organizou o livro Dicionário dos Negacionismos no Brasil (CEPE Editora), finalista do Prêmio Jabuti em 2023.

Pretende ler esse livro e refletir sobre essa temática no contexto brasileiro? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Humberto Werneck explora a força e a delicadeza da crônica em seu novo livro

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Crítica Livros Notícias Séries

Crítica | Final da 4ª temporada de Bridgerton reafirma o poder das histórias de amor 

Os episódios finais ampliam a carga emocional, aprofundam conflitos e entregam respostas, consolidando a fase mais marcante da série até agora

[Contém spoiler]

Caro e gentil leitor, existe um consenso quase silencioso entre aqueles profundamente apaixonados por histórias de amor: quando um romance é bem construído, ele simplesmente salta aos olhos. Não depende apenas de declarações grandiosas ou gestos espetaculares, mas da forma como emoções, conflitos e escolhas se entrelaçam até se tornarem inevitáveis. É exatamente esse o movimento que a segunda parte da quarta temporada de Bridgerton, lançada em 26 de fevereiro pela Netflix, realiza com segurança admirável.

Foto: reprodução/Netflix

Se a primeira metade da temporada teve como função apresentar personagens, estabelecer conflitos e reacender o encanto típico dos contos de fadas, os episódios finais assumem uma missão diferente: entregar respostas e desenvolvimento. Mais intensa, emocional e significativamente mais dinâmica, esta segunda parte abandona rodeios narrativos e acelera seus acontecimentos sem jamais tornar a experiência apressada. Ao contrário: a sensação constante é de envolvimento. Cada episódio avança a trama com propósito, evitando momentos maçantes e mantendo o espectador continuamente investido no destino de seus personagens.

O espetáculo continua, agora com mais peso emocional

Visualmente, Bridgerton permanece irretocável. Os figurinos seguem exuberantes, reafirmando o cuidado estético que se tornou marca registrada da série, enquanto a ambientação mantém o equilíbrio entre fantasia e reconstrução histórica estilizada. Os salões, jardins e residências continuam funcionando como extensões emocionais da narrativa: quanto maiores os conflitos internos, mais intimistas se tornam os enquadramentos.

Foto: reprodução/Netflix

A trilha sonora, mais uma vez, demonstra compreender perfeitamente o papel emocional que ocupa dentro da narrativa. Se na primeira parte predominava o encantamento quase ingênuo do romance nascente, os episódios finais utilizam a música para intensificar desejo, vulnerabilidade e amadurecimento. 

Momentos de maior intimidade entre Benedict e Sophie ganham força com Lose Control, cuja atmosfera sensual acompanha cenas cuidadosamente construídas sem soar gratuita. Já a dança do casal no baile promovido pela rainha encontra em The Night We Met um dos instantes mais memoráveis da temporada, traduzindo em melodia a sensação agridoce de um amor destinado a mudar tudo. Faixas como Never Be The Same e Birds of a Feather reforçam a ideia central desta segunda parte: após certos encontros, nenhum personagem retorna ao ponto de partida. A música deixa de apenas ambientar e passa a narrar sentimentos que palavras já não conseguem expressar.

Violet e Marcus: amar novamente também exige escolhas
Foto: reprodução/Netflix

O relacionamento entre Violet Bridgerton (Ruth Gemmell) e Marcus Anderson (Daniel Francis) se consolida como uma das abordagens mais interessantes da temporada ao explorar o amor maduro sob uma perspectiva raramente vista em narrativas românticas. Ambos viúvos, carregam não apenas lembranças afetivas profundas de seus falecidos parceiros, mas também a consciência de que amar novamente não significa substituir o passado, mas, sim, aprender a coexistir com ele.

Ainda na primeira parte, Violet protagoniza um dos momentos mais comentados da temporada ao redescobrir o próprio desejo e prazer, ressignificando inclusive a famosa percepção do público acerca do “chá” – cena que simboliza, com leveza e humor, o florescer tardio de uma mulher que, por anos, foi definida quase exclusivamente pela maternidade e pelo luto.

Foto: reprodução/Netflix

Na segunda parte, o arco ganha novas camadas quando Marcus afirma não desejar se casar novamente, despertando em Violet uma insegurança silenciosa. Curiosamente, quando ele reconsidera sua posição e propõe o casamento após se declarar, é ela quem passa a hesitar. O conflito deixa de ser sobre amor e passa a girar em torno de identidade.

Foto: reprodução/Netflix

A recusa final não representa rejeição a Marcus, mas um movimento profundamente pessoal. Entre os conflitos com Benedict e o impacto devastador da morte de John Stirling, Violet confronta a percepção de que sua vida sempre foi guiada por papéis – esposa, viscondessa e mãe. Pela primeira vez, ela parece questionar quem é fora dessas definições. A série, portanto, não sugere que o casamento seja desnecessário, mas que Violet ainda precisa compreender se deseja amar novamente como mulher ou apenas repetir estruturas que sempre sustentaram sua existência.

Luto, silêncio e aproximação: Francesca, John e Michaela
Foto: reprodução/Netflix

A morte de John Stirling (Victor Alli), no final do sexto episódio, marca um dos momentos mais emocionalmente devastadores da temporada e redefine completamente o núcleo Kilmartin. Antes mesmo da perda, a aproximação entre Francesca (Hannah Dodd) e Michaela (Masali Baduza) já vinha sendo construída com delicadeza, permitindo que a amizade entre as duas se transformasse em amparo genuíno diante do luto.

Foto: reprodução/Netflix

A trajetória de Francesca nesta temporada também despertou preocupação entre parte dos fãs. Desde a primeira metade da narrativa, alguns espectadores passaram a questionar se a personagem realmente amava John Stirling, especialmente após a introdução de Michaela na temporada anterior. A segunda parte, no entanto, responde a essas inquietações com sensibilidade, reafirmando o vínculo genuíno e amoroso entre Francesca e John de maneira respeitosa.

Foto: reprodução/Netflix

A série constrói, com sensibilidade, um paralelo simbólico entre Francesca, John e Michaela por meio da cena do quebra-cabeça. Enquanto John monta a parte terrestre da imagem, associada à estabilidade e ao enraizamento, Michaela se dedica ao céu – dimensão aberta que evoca possibilidade, mudança e expansão emocional.

Foto: reprodução/Netflix

O contraste visual traduz de forma sutil os diferentes papéis que cada um ocupa na trajetória de Francesca. John representa o espaço seguro onde ela pôde existir com tranquilidade, longe das pressões sociais e das expectativas impostas pela temporada londrina. Já Michaela surge como a presença que amplia horizontes, despertando novas formas de sentir e compreender o afeto. Não por acaso, John e Michaela colocam, juntos, a última peça do quebra-cabeça, e o último olhar de John antes de morrer repousa sobre as duas, reunindo passado e futuro em um instante silencioso que transforma a despedida em continuidade emocional.

Foto: reprodução/Netflix

Apesar das especulações do público, o desenvolvimento narrativo indica que Francesca dificilmente assumirá o protagonismo da próxima temporada. Assim como nos livros, o luto parece fundamental para que sua próxima história de amor exista sem apagar aquilo que John representou. A própria personagem reforça essa ideia na cena pós-créditos, ao afirmar que não está à procura de um marido.

Eloise e Hyacinth: quando o amor deixa de ser teoria

Embora não viva um arco romântico direto, Eloise (Claudia Jessie) passa por uma transformação significativa ao observar os casamentos de seus irmãos sob novas perspectivas. Longe de abandonar suas críticas sociais, ela começa a reconhecer que o matrimônio, quando sustentado por afeto verdadeiro, pode representar parceria e liberdade emocional e não apenas aprisionamento.

Essa mudança de perspectiva se torna ainda mais evidente no episódio final, quando Eloise decide visitar Cressida para ajudar Sophie a encontrar o testamento de seu pai na casa Penwood. Agora como Lady Penwood, Cressida surge em uma posição inesperada dentro da narrativa: embora compartilhe com Eloise algumas críticas às limitações impostas às mulheres, ela também reafirma sua crença no amor e no casamento como escolha legítima. O diálogo entre as duas evidencia justamente esse contraste de visões e revela uma Eloise mais aberta a reconsiderar suas próprias certezas sobre o matrimônio.

Foto: reprodução/Netflix

O contraponto com Hyacinth (Florence Hunt) torna essa evolução ainda mais potente. Enquanto a caçula inicia a temporada encantada pela fantasia do debut e do casamento idealizado, a morte de John e o sofrimento de Francesca rompem essa visão romântica. Pela primeira vez, Hyacinth confronta a possibilidade de perda e passa a questionar aquilo que antes desejava com entusiasmo, chegando a reconsiderar inclusive sua própria estreia na sociedade.

Foto: reprodução/Netflix

A inversão entre as irmãs é reveladora: Eloise aprende a enxergar beleza na esperança romântica, enquanto Hyacinth descobre o peso real das promessas que o amor carrega. A temporada transforma, assim, o casamento não em destino inevitável, mas em escolha emocional consciente.

Migalhas que aquecem o coração: Anthony e Kate

Como já se tornou tradição em Bridgerton, protagonistas de temporadas anteriores passam a ocupar espaços menores à medida que novas histórias assumem o centro da narrativa. Ainda assim, Anthony (Jonathan Bailey) e Kate (Simone Ashley) seguem despertando entusiasmo imediato sempre que surgem em cena – reflexo do carinho duradouro do público por um casal que, para muitos espectadores, teve sua história de amor desenvolvida de forma apressada e aquém do potencial emocional que possuía.

Foto: reprodução/Netflix

Suas aparições breves funcionam quase como recompensas afetivas para os fãs, reafirmando a parceria sólida construída entre os dois após os conflitos da segunda temporada. O destaque maior surge na cena pós-créditos do episódio final, quando Kate se junta às mulheres da família Bridgerton em conversas sobre quem será a próxima a se casar – momentos que ecoam diretamente a dinâmica presente nos livros e que oferecem aos leitores um reconhecimento afetuoso.

Já a conversa entre Anthony e Benedict, nessa mesma cena, resgata um dos elementos mais queridos da série: a intimidade entre irmãos. Em meio a romances grandiosos e escândalos sociais, são essas trocas marcadas por cumplicidade, humor e apoio que continuam sustentando o vínculo emocional do público com Bridgerton.

Rainha Charlotte e Lady Danbury: amizade como legado
Foto: reprodução/Netflix

Poucas relações em Bridgerton alcançaram o nível de construção emocional da amizade entre Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) e Lady Danbury (Adjoa Andoh). A decisão da rainha de promover um baile em homenagem à amiga, prestes a partir para reconectar-se com suas origens em Serra Leoa, transforma a despedida em celebração.

Mesmo após tantas temporadas explorando essa dinâmica, a série consegue aprofundar o vínculo entre ambas sem saturar o espectador. O resultado é uma conclusão emocionalmente potente, marcada por reconhecimento, gratidão e afeto genuíno – uma lembrança de que algumas histórias de amor não são românticas, mas igualmente fundamentais.

Alice Mondrich e o surgimento de uma nova força narrativa
Foto: reprodução/Netflix

Ausente nos livros, Alice (Emma Naomi) se consolida como uma das adições mais interessantes da adaptação televisiva. Após assumir o posto de dama de companhia da rainha, a personagem demonstra inteligência social e sensibilidade política ao auxiliar na resolução do conflito envolvendo Sophie e Araminta.

Longe de substituir Lady Danbury, Alice surge como alguém capaz de surpreender e entreter Charlotte na ausência da amiga, além de indicar caminhos narrativos promissores para as próximas temporadas.

O fim – ou reinvenção – de Lady Whistledown?
Foto: reprodução/Netflix

Penelope (Nicola Coughlan) toma talvez sua decisão mais simbólica ao optar por abandonar a sua pena, movimento autorizado, com certa relutância, pela própria rainha. Contudo, o episódio final apresenta uma reviravolta inesperada: alguém passa a publicar textos sob o famoso pseudônimo.

Foto: reprodução/Netflix

O desdobramento divide opiniões. Enquanto parte do público celebra o mistério renovado, outros questionam uma possível resistência da produção em encerrar definitivamente a figura narrativa que impulsionou a série desde o início. Considerando que os próximos romances se afastam progressivamente da alta sociedade londrina, a permanência de Lady Whistledown pode indicar mudanças estruturais significativas – e, talvez, um sinal de que a adaptação televisiva pretende trilhar caminhos cada vez mais independentes da obra original.

Muito além da vilã: as camadas do núcleo de Araminta
Foto: reprodução/Netflix

O núcleo familiar de Araminta (Katie Leung) também ganha contornos mais complexos nesta adaptação. Embora permaneça como uma figura cruel e responsável por grande parte do sofrimento de Sophie, a série se distancia um pouco da vilania presente nos livros ao sugerir motivações mais humanas por trás de suas atitudes. Na conversa com Posy (Isabella Wei), mesmo ao recorrer à manipulação emocional para descobrir o paradeiro da enteada, emerge o retrato de uma mulher que tenta desesperadamente preservar sua posição social e garantir a sobrevivência de suas filhas.

Foto: reprodução/Netflix

Essa abordagem não busca redimir Araminta, mas contextualizá-la. Suas escolhas continuam duras e moralmente questionáveis, porém inseridas em uma lógica social onde casamento e reputação funcionam como instrumentos de poder. Posy surge, então, como contraponto direto desse ambiente – sensível, empática e capaz de reconhecer a injustiça mesmo sob a influência materna. 

Benedict e Sophie: encanto, escolha e pertencimento

O desenvolvimento de Benedict (Luke Thompson) e Sophie (Yerin Ha) surge como um dos pontos mais consistentes desta nova fase de Bridgerton. Diferente da versão apresentada nos livros, o Benedict da série se mostra menos problemático em suas atitudes e menos romantizado em seus privilégios, assumindo aqui uma postura mais consciente e emocionalmente madura. O personagem começa a reconhecer o lugar social que ocupa e, sobretudo, o impacto que esse lugar exerce sobre aqueles que não compartilham das mesmas oportunidades.

Foto: reprodução/Netflix

Sophie, por sua vez, é construída como uma personagem complexa, marcada por traumas e por um passado que ainda determina seus limites e medos. Prática e independente, a origem humilde da personagem permite que Bridgerton explore com maior profundidade a desigualdade de classes que sustenta aquela sociedade luxuosa, deslocando o romance do campo da fantasia pura e aproximando-o de conflitos concretos.

Foto: reprodução/Netflix

Se Benedict enxerga nela inspiração e verdade, Sophie vê nele a possibilidade de um mundo até então inacessível, repleto de liberdade, encanto e escolhas próprias. A relação entre os dois não se sustenta apenas pelo romantismo, mas pela coragem de enfrentar as barreiras sociais que os separam – e é justamente nessa decisão de lutar um pelo outro que o amor encontra força suficiente para superá-las.

Foto: reprodução/Netflix

Em um dos diálogos mais reveladores da temporada, ambos decidem se conhecer para além da idealização inicial, momento em que Benedict passa a compartilhar aspectos íntimos de sua própria identidade e vivências afetivas, incluindo seu afeto por homens e mulheres. Sophie o acolhe sem julgamento e afirma que o amor, em suas diversas formas, é motivo de orgulho, estabelecendo a base emocional da relação: aceitação e reconhecimento mútuos em um mundo que constantemente impõe limites àqueles que ousam existir fora das expectativas sociais.

Foto: reprodução/Netflix

Essa dinâmica se reflete também nas cenas de maior intimidade entre os dois, construídas com intensidade e cuidado narrativo. Momentos como a sequência da banheira não se apoiam apenas na sensualidade, mas na confiança e na vulnerabilidade compartilhada, reforçando que o desejo nasce do encontro sincero entre duas pessoas que finalmente se sentem vistas.

Foto: reprodução/Netflix

Mesmo sendo uma releitura evidente de um conto de fadas, a narrativa encontra força justamente no equilíbrio entre razão e emoção que ambos constroem juntos. A cena pós-créditos com o casamento reafirma essa conquista compartilhada não como fantasia idealizada, mas como resultado de escolhas conscientes e enfrentamentos reais. Benedict e Sophie não apenas se apaixonam: eles aprendem a se enxergar de verdade.

Foto: reprodução/Netflix

O desfecho ganha ainda mais significado na cena final do retrato de Sophie como a Dama de Prateado, finalmente concluído e assinado por Benedict. Trata-se do primeiro trabalho que o artista termina, simbolizando não apenas sua realização profissional, mas também seu amadurecimento emocional. Antes disso, Violet já havia percebido a profundidade do sentimento do filho e o alertado para que Sophie não se tornasse apenas mais um quadro esquecido em seu escritório, metáfora direta de sua dificuldade em concluir aquilo que realmente importava.

Foto: reprodução/Netflix

Ao finalizar a pintura, Benedict demonstra que, desta vez, escolheu permanecer. Mais do que encontrar inspiração artística, ele encontra pertencimento. Sophie deixa de ser um ideal distante para se tornar presença, escolha e futuro – o início de uma vida que ambos finalmente têm coragem de construir juntos.

Foto: reprodução/Netflix

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Leia também: Crítica | Bridgerton 4ª temporada: um amor digno dos contos de fadas

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Livros Notícias

Sarah J. Maas anuncia dois novos livros de ACOTAR

Após cinco anos da publicação de Corte de Chamas Prateadas, autora revela novidades para a saga no podcast Call Her Daddy

A espera finalmente acabou. Sarah J. Maas, autora da série de romances de fantasia ACOTAR (Corte de Espinhos e Rosas), anunciou na última quarta-feira (4) que dois novos livros da saga serão lançados. O anúncio chega após mais de cinco anos do lançamento do último volume.

“Levei um tempo para encontrar a história certa e o estado de espírito certo.”

Até poucas horas antes da revelação, havia um único post em seu Instagram revelando a conclusão do rascunho do sexto livro, uma vaga publicação feita em junho de 2025, e sem mais informações.

Mas no último episódio do podcast Call Her Daddy, lançado na noite de quarta (4) e publicado pela criadora e apresentadora Alex Cooper, Maas compartilhou novidades sobre seus projetos.

O episódio de uma hora e cinquenta e dois minutos já conta com quase um milhão de visualizações no canal oficial do podcast no YouTube e mais de 38 mil curtidas em 17 horas. Confira a entrevista na íntegra:

[O vídeo contém spoilers]

O próximo livro de ACOTAR

A entrevista abordou diversos temas ao longo das duas horas, como sexualidade, gravidez e a criação de personagens femininas, e contou com uma audiência de mais de 166 mil pessoas ao vivo.

Quase no final da transmissão ao vivo, Sarah J. Maas confirmou que o sexto livro vai chegar ainda este ano. Mas essa não foi a única surpresa revelada pela autora. 

Anúncio Galera Record novos livros de ACOTAR
Foto: reprodução/Instagram/Galera Record

Segundo Maas, a história se tornou tão longa que foi necessário dividir o livro, porque, do contrário, a obra chegaria a mais de 1500 páginas. Desta forma, será um arco repartido em quatro partes ao longo de três livros. 

“O que surgiu de mim foi isso, e surgiu muito rapidamente.”

A primeira parte (ainda sem título divulgado e com quase 400 páginas) será lançada ainda este ano, dia 27 de outubro, a segunda e a terceira em 12 janeiro de 2027, e a quarta apenas mais tarde.

Sobre o enredo em si, Sarah J. Maas não revelou muitas informações, mas compartilhou com a apresentadora que os leitores não estão à espera de quem será o narrador desses novos livros da saga.

“A história que estava pronta para sair de mim era grandiosa.”

Qual é a história de ACOTAR?
Feyre e Rhysand em ACOTAR
Foto: reprodução/Amor por Livros

Feyre, uma jovem caçadora de dezenove anos, mata um lobo na floresta e é levada como castigo para o reino mágico dos feéricos por Tamlin, o poderoso Grão-Senhor da Corte Primaveril.

Mesmo o vendo como um monstro de início, Feyre acaba se aproximando dele, desenvolvendo sentimentos conturbados. Ao mesmo tempo, ela descobre que uma antiga e perigosa força ameaça destruir aquele mundo e que apenas ela tem o poder de encontrar uma forma de salvar a todos.

Uma história livremente inspirada em A Bela e a Fera, mas que, diferente do conto apresentado pela Disney, traz algumas reviravoltas e surpresas. Uma história que pede um pouco de paciência do leitor para explorar os detalhes e se deixar envolver por um mundo que vai muito além das flores apresentadas.

Outros destaques da entrevista

[Contém spoilers]

Comentários e séries dos livros de Sarah J. Maas
Foto: reprodução/Grupo Editorial Presença

Sarah J. Maas aproveitou a oportunidade para dizer que não há uma adaptação em desenvolvimento e também para responder algumas das angústias dos fãs de suas três principais séries.

Fãs de Cidade da Lua Crescente, não se preocupem, ela confirmou que Bryce e Hunt são o par final. E fãs de ACOTAR, ela também confirmou que a verdade sobre os poderes de Mor será revelada.

Alex Cooper, apresentadora do podcast, fez diversas outras perguntas um pouco mais diretas sobre os dois novos livros e Maas tentou desviar de quase todas elas, mas deu algumas dicas do que podemos esperar.

Uma redenção para Tamlin não é descartada, desde que isso parta genuinamente do personagem. Elain ainda está processando seus traumas e tentando se encontrar na bagunça da sua mente, então rejeitar ou não a parceria não é o foco principal de Maas.

Os títulos e as artes das capas dos dois novos volumes ainda não foram divulgados, mas a autora reconheceu que os fãs há muito esperavam por eles e que já fazia bastante tempo que ela estava trabalhando nisso.

Todos os títulos de Sarah J. Maas foram publicados no Brasil pela Galera Record, selo focado no público jovem e conhecido como a casa da fantasia do Grupo Editorial Record, e estão disponíveis para compras em sites e livrarias de todo o país.

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Leia também: Março na Intrínseca: confira os principais lançamentos – Entretetizei 

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Música Notícias

Shakira e Beéle lançam novo single Algo Tú

A vencedora do Latin Grammy e o artista colombiano em ascensão se unem na inédita Algo Tú, já disponível para reprodução

Na última quarta (4), Shakira e Beéle lançaram o novo single Algo Tú. Os artistas apresentaram a música no último fim de semana, no Zócalo da Cidade do México, em um evento que se tornou o maior já realizado no local. A faixa está disponível via Sony Music Latin/5020 Records.

Produzida por A.C., Flambo, Shakira e Beéle, a música é uma fusão envolvente de ritmos latinos e afro, com referências a instrumentos e sonoridades tradicionais; como a gaita colombiana, uma homenagem à cidade natal de ambos, Barranquilla.

Esta é a segunda colaboração entre Shakira e Beéle, após trabalharem juntos em 2025 em uma nova versão do hit Hips Don’t Lie, ao lado de Ed Sheeran, para a série Spotify Anniversary, em celebração ao álbum Oral Fixation, Vol. 2 (2005).

O lançamento do single acontece após Shakira ser reconhecida pela Billboard com o título de “turnê latina mais lucrativa de todos os tempos”, graças à Las Mujeres Ya No Lloran World Tour. A turnê arrecadou US$ 421,6 milhões, com 82 apresentações em estádios nos Estados Unidos e na América Latina, reunindo mais de 3,3 milhões de fãs.

O show no México aumentou a expectativa dos fãs para a vinda da cantora no evento gratuito Todo Mundo no Rio, que acontece no próximo 2 de maio, na Praia de Copacabana (RJ). O espetáculo promete revisitar os maiores sucessos de sua carreira e marcar mais um momento especial de sua turnê mundial, que seguirá ao longo de 2026.

Continuando esse ano marcante, Shakira também foi anunciada como indicada ao Rock & Roll Hall of Fame 2026. O reconhecimento será decidido por votação e revelado na cerimônia oficial.

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Leia também: Grammy 2026: Bad Bunny faz história para a música latina; veja a lista de vencedores 

 

Texto revisado por Kalylle Isse

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Música Notícias

A volta dos maiores: BTS revela trailer de show ao vivo e inicia o comeback do grupo

Primeiro show após o serviço militar acontece em 21 de março, em Seul, com transmissão em streaming e estreia ao vivo das músicas do novo álbum ARIRANG

O BTS está oficialmente entrando em era de comeback, e o primeiro grande momento desse novo capítulo já tem data, palco e transmissão global. A Netflix divulgou o trailer da live especial do grupo, que vai transmitir ao vivo o show de retorno do septeto diretamente de Seul, no dia 21 de março.

A apresentação marca o primeiro show do BTS após o hiato provocado pelo serviço militar obrigatório na Coreia do Sul e será acompanhada em tempo real por fãs ao redor do mundo. Para o público global, a transmissão se torna também uma forma de assistir ao reencontro do grupo com o palco e com o ARMY depois de anos de pausa nas atividades coletivas.

O show transmitido pela Netflix também funciona como a estreia ao vivo do novo álbum ARIRANG, projeto que inaugura a próxima fase da discografia do grupo. O disco chega às plataformas digitais um dia antes da apresentação, permitindo que os fãs já conheçam as músicas antes de vê-las performadas no palco.

O álbum reúne 14 faixas inéditas e mantém uma característica importante da identidade musical do grupo: a participação direta dos integrantes na criação das músicas. Todos os membros aparecem creditados na composição do disco, reforçando o envolvimento artístico do BTS no desenvolvimento do projeto.

Entre os produtores envolvidos no álbum estão nomes importantes da música internacional. Diplo, Kevin Parker, líder do Tame Impala, Mike WiLL Made-It e Ryan Tedder aparecem creditados em diferentes faixas do disco.

Entre as músicas reveladas, Body to Body destaca a energia de palco e a conexão com o público. Hooligan revisita os anos de estrada e a experiência de construir uma carreira global. Aliens fala sobre ambições e visões de futuro, enquanto FYA traduz a intensidade do comeback.

O álbum também inclui 2.0, que apresenta a identidade atual dos sete integrantes em um novo momento da carreira. SWIM aborda a ideia de seguir em frente no próprio ritmo, enquanto Merry Go Round reflete sobre os ciclos da vida. NORMAL explora emoções vividas dentro e fora dos palcos.

Outras faixas continuam ampliando esse universo. Like Animals transmite uma energia intensa e determinada. They Don’t Know ’bout Us fala sobre confiança e autenticidade. One More Night aborda o desejo de prolongar momentos felizes, enquanto Please expressa a vontade de permanecer juntos aconteça o que acontecer. O disco se encerra com Into the Sun, apresentada como uma promessa direta de seguir correndo em direção ao público.

Além da live transmitida pela Netflix, o comeback do BTS também inclui uma nova turnê mundial. O grupo confirmou que a agenda passará pelo Brasil, com três shows em São Paulo previstos para outubro. Informações sobre valores e venda de ingressos ainda não foram divulgadas.

A última visita do grupo ao país aconteceu em 2019, durante a World Tour Love Yourself, com apresentações no Allianz Parque que reuniram mais de 90 mil fãs.

Antes disso, porém, todos os olhos estão voltados para 21 de março. É nessa data que milhões de fãs devem acompanhar ao vivo, pela Netflix, o primeiro grande momento do comeback do BTS,  direto de Seul para o mundo.

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Texto revisado por Kalylle Isse

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Entrevista | Gisele Fortes e a escrita de uma comédia romântica ambientada em Seul

Autora tece comentários sobre o novo livro e carreira no mundo literário 

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Dois novos thrillers estreiam na plataforma de streaming em março

Uma das maiores plataformas de streaming de conteúdo asiático do mundo apresenta duas novas estreias de suspense e thriller da Coreia do Sul

Há algo superenvolvente em um bom thriller, que é aquele tipo de história que mantém o coração acelerado e torna impossível parar depois de assistir a apenas um episódio.

Com o público brasileiro cada vez mais atraído por narrativas mais sombrias, personagens complexos e muitas reviravoltas, os thrillers continuam se destacando como um dos gêneros mais cativantes da TV.

E a plataforma de streaming Viki mergulha fundo na tensão psicológica, na ambiguidade moral e no suspense de tirar o fôlego trazendo duas novas séries: Mad Concrete Dreams e Clímax.

As estreias de ambas as séries estão previstas para acontecer em breve, e prometem oferecer muita complexidade emocional, revelações chocantes e intensidade, prendendo os fãs e os espectadores do início ao fim.

SINOPSES OFICIAIS

Mad Concrete Dreams

Na Coreia, nada define mais o sucesso do que ser dono de um prédio. Ki Su Jong (Ha Jung Woo) (antes um simples funcionário de escritório) acredita que apostar e arriscar tudo e se afundar em dívidas (para finalmente se tornar proprietário de imóveis) será sua saída.

Mas quando o capital global surge e ameaça levar seu prédio à execução hipotecária, Su Jong se agarra a um plano desesperado com seu melhor amigo: um sequestro simulado no porão do prédio que se transforma em um sequestro real.

Preso em uma cadeia de crimes que pode destruir sua vida ou salvá-lo, Su Jong é forçado a fazer escolhas impossíveis. Até onde ele irá para impedir que seu sonho desmorone?

Cena da série Mad Concrete Dreams
Foto: divulgação/Terry Choe

Mad Concrete Dreams tem sua estreia marcada para o dia 14 de março.

Clímax

Numa tentativa desesperada de revitalizar sua carreira estagnada, o promotor Bang Tae Seop (Ju Ji Hoon) elabora um plano absurdo, porém audacioso: derrubar a prefeita de Seul, expondo sua corrupção com Lee Yang Mi (Cha Joo Young), chefe do conglomerado WR Group.

Tae Seop recruta Hwang Jeong Won (Nana) para atuar como informante e convence Kwon Jong Uk (Oh Jung Se), herdeiro do WR Group e também ressentido com Yang Mi, a se juntar à causa.

Contudo, Tae Seop logo se vê numa situação muito mais complicada do que imaginava ao descobrir que sua própria esposa, Chu Sang Ah (Ha Ji Won), uma atriz outrora adorada, pode estar escondendo segredos perigosos.

divulgação da série Clímax
Foto: divulgação/Terry Choe

Clímax tem sua estreia marcada para o dia 16 de março.

Você pode conferir esses thrillers e muitos outros tipos de conteúdo no Viki!

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Leia também: A única saída, de Park Chan-wook, chega ao streaming em março 

 

Texto revisado por Cristiane Amarante 

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Livros Notícias

Obra resgata protagonismo travesti na saúde

Em Nas Esquinas do Cuidado, Julia Bueno investiga redução de danos a partir das narrativas de pessoas trans e da trajetória de Brenda Lee

Consideradas por muitos como uma minoria descartável, as travestis foram pioneiras na construção de redes de acolhimento entre seus próprios pares. Em meio à exclusão e à violência, transformaram a vulnerabilidade em estratégia de sobrevivência e criaram práticas de cuidado muito antes de elas serem reconhecidas como política pública. Essa história é o ponto de partida de Nas Esquinas do Cuidado: Brenda Lee e a redução de danos (2025), livro da psicóloga e especialista em redução de danos Julia Bueno, publicado pela Editora Telha e originado de sua pesquisa de mestrado.

Foto: divulgação/Aspas e Vírgulas/Entretetizei

A obra investiga as narrativas de pessoas trans e travestis a respeito de redução de danos, cuidado e transfobia, ampliando o debate sobre saúde e direitos humanos no Brasil. A partir de uma perspectiva construcionista e feminista, Julia Bueno analisa como a redução de danos ultrapassa o campo técnico da saúde e se afirma como estratégia de enfrentamento às encruzilhadas impostas pelo gênero e pela vulnerabilidade social.

Para mim foi muito importante perceber como existe uma narrativa que insiste em ver pessoas trans apenas como sujeitas marginalizadas que ‘precisam de cuidado’. Quando vamos a fundo na história, encontramos Brenda Lee, Cláudia Wonder, Jovanna Baby e tantas outras que foram centrais na construção de políticas públicas e na transformação cultural do país. São trajetórias potentes, mas sistematicamente apagadas – quase como um projeto para nos expulsar da história e negar até o nosso direito à memória.”, desenvolve Julia Bueno, psicóloga e escritora.

Foto: reprodução/UOL

Ao longo do livro, a autora também discute como a transfobia atravessa até mesmo espaços que se apresentam como promotores de direitos, reforçando a urgência de uma abordagem interseccional da saúde, capaz de considerar as estruturas que produzem e mantêm a vulnerabilização de corpos trans. Ao lançar luz sobre essas experiências, a obra contribui para fortalecer e expandir o campo da redução de danos, destacando a ética travesti como potência transformadora nas práticas de cuidado.

Foto: reprodução/Politize

O livro presta ainda homenagem a Brenda Lee, mulher trans brasileira que, décadas atrás, tornou-se referência no atendimento à população LGBTQIAPN+ antes mesmo da consolidação dessa sigla. Seu trabalho, especialmente no acolhimento de pessoas soropositivas, marcou um divisor de águas na forma como essa parcela da população, majoritariamente marginalizada, passou a ser atendida.

Foto: reprodução/Terra

Ao recuperar memórias apagadas e reconhecer saberes construídos nas margens, Nas Esquinas do Cuidado (2025) reposiciona a história da saúde pública a partir da experiência da comunidade trans, que esteve na linha de frente do acolhimento muito antes do reconhecimento institucional. Mais do que revisitar o passado, o livro propõe uma reflexão urgente sobre presente, memória e justiça social, reafirmando o cuidado como prática política, coletiva e transformadora.

Sobre a autora
Foto: divulgação/Aspas e Vírgulas

Julia Bueno é formada em Psicologia pelas Faculdades Integradas de Guarulhos-SP, especialista em Psicologia Política pela USP, mestra em Psicologia pela UFPE e doutoranda em Psicologia também pela UFPE. É pesquisadora no GEMA (Grupo de Estudos de Gênero e Masculinidades), redutora de danos, psicóloga clínica, poeta, autora do livro de poesias Amor & Revolta e cofundadora do Coletivo Psicodelia Baixo Astral.

Você já conhecia o protagonismo travesti na construção da redução de danos no Brasil? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Livro O Elo da Mariposa destaca diálogo no Dia da Visibilidade Trans

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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