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Dica cultural: Flashdance – O Musical já está em cartaz em São Paulo

Espetáculo inspirado no filme dos anos 80 segue no Teatro Claro Mais SP até maio

Flashdance – O Musical já está em cartaz em São Paulo com uma versão brasileira inédita do clássico dos anos 1980. Dirigido por Ricardo Marques, com direção associada de Igor Pushinov, direção musical de Paulo Nogueira e coreografias de Tutu Morasi, o espetáculo segue em temporada no Teatro Claro Mais SP até 31 de maio.

Vencedor do Oscar de Melhor Canção Original com Flashdance… What a Feeling, o filme de 1983 dirigido pelo estadunidense Adrian Lyne e estrelado por Jennifer Beals, conta a história da bela jovem operária Alex Owens, que trabalha durante o dia como soldadora em uma usina de aço e, à noite, como dançarina em um bar. 

Quando seu chefe Nick Hurley se mostra interessado em apoiar a carreira dela, Alex decide direcionar totalmente seu foco para passar em um teste para um prestigiado conservatório de balé. Com medo de fracassar nas audições, ela também recebe ajuda da ex-bailarina Hanna Long, que torna-se sua mentora.

Foto: reprodução/Caio Gallucci

Segundo o diretor Ricardo Marques, a versão brasileira não é uma réplica, mas está bastante calcada no filme e com referência a outras montagens da história. “Toda a parte de criação é nossa. Estamos pensando em toda a parte de cenografia, figurino, visagismo, direção e coreografia. Mas, claro que preservamos as músicas mais icônicas em inglês e traduzimos aquelas que nos ajudam a contar a história para o português, com versões de Silvano Vieira. E, obviamente, você pode esperar a cena memorável quando Alex faz a coreografia com a cadeira e toma um banho de água”, revela.

A montagem brasileira é estrelada por Marisol Marcondes, no papel da protagonista, e Rhener Freitas, como Nick. Eles encabeçam um elenco formado por 24 artistas, selecionados em um longo processo de audições que contou com mais de 600 candidaturas e 200 convocações. A banda conta com seis músicos.

No elenco, ainda estão Yelon Daniel, Nalin Junior, Raphael Mota, Marião, Giovana Brandão, Carla Leilane, Brenda Nadler, Adriana Fonseca, Danilo Santana, Júlio Oliveira, Vicky Maila, Mary Nascimento, Thaissa Santos, Raquel Gattermeier, Akim, Criss Willam, Gabriella Medeiros, Pedro Cantelli, Ferd Souza, Nayara Teixeira, Julia Pronio e Diego Feccini.

Nos palcos, Flashdance – O Musical já foi encenado com sucesso em países como Reino Unido e Estados Unidos, reafirmando a força da obra também no teatro musical. A produção brasileira é realizada pela 4ACT Entretenimento e patrocinada pela EMS.

Este projeto é realizado com recursos do Fomento Cult SP com apoio do ProAC ICMS, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. Considerando o recebimento do recurso público mencionado e o interesse na ampliação do acesso aos produtos culturais, foram adotadas medidas de democratização.

Ficha Técnica

Direção Geral: Ricardo Marques

Direção Associada: Igor Pushinov

Direção Musical: Paulo Nogueira

Coreografias: Tutu Morasi

Versão Brasileira: Silvano Vieira

Cenário: Rogério Falcão

Figurinos: Uga Agu

Design de Luz: Tulio Pezzoni

Design de Som: Marcelo Claret

Visagismo: Antonio Vanfil

Assistente de direção e Direção Residente: Victor Barreto

Assistente de direção musical: Di Angelo Mathias

Assistente de coreografias e Dance Captain: Danilo Santana

Produção Executiva: Clayton Epfani

Assistente de produção: Karina Crossi

Production Stage Manager: Pedro Rivera

Stage Manager: Viviane Rodrigues

Elenco

Marisol Marcondes é Alex

Rhener Freitas é Nick

Yelon Daniel é Jimmy

Nalin Junior é Harry

Adriana Fonseca é Hannah

Raphael Mota é A.J.

Marião é Tess

Giovana Brandão é Glória

Carla Leilane é Kiki

Brenda Nadler é Sra. Wilde / Ensemble

Danilo Santana é Joe / Ensemble

Júlio Oliveira é Andy / Ensemble

Vicky Maila é Louise / Ensemble

Mary Nascimento é Ensemble

Thaissa Santos é Ensemble

Raquel Gattermeier é Ensemble

Akim é Ensemble

Criss Willam é Ensemble

Gabriella Medeiros é Ensemble

Pedro Cantelli é Ensemble

Ferd Souza é Ensemble

Nayara Teixeira é Swing

Julia Pronio é Swing

Diego Feccini é Swing

Sinopse

Clássico absoluto do cinema dos anos 1980, Flashdance ganhou o mundo a partir do filme lançado em 1983, que se tornou um fenômeno da cultura pop. O sucesso nas telas deu origem à adaptação para os palcos, que desde então vem conquistando plateias em diferentes países e agora chega ao Brasil em uma nova montagem. A história acompanha a jovem operária Alex Owens, que sonha em se tornar bailarina profissional. O musical preserva a energia, o romantismo e as músicas que marcaram gerações. 

Serviço 

Flashdance – O Musical

Temporada: 9 de abril a 31 de maio de 2026

Às quintas e sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 16h30 e às 20h30; e aos domingos, às 15h30 e às 19h30.

Teatro Claro Mais SP – Shopping Vila Olímpia, Olimpíadas, n° 360, 5º Piso – Vila Olímpia, São Paulo – SP, Cep: 04551-000

Ingressos: de R$25 a R$250

Vendas online em https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/flashdance-15824

Bilheteria: De segunda à sábado, das 10h às 22h; e aos domingos e feriados, das 12h às 20h

*Clientes Claro Clube têm 50% de desconto em até quatro ingressos

Classificação: 18 anos

Duração: 120 minutos

Capacidade: 801 lugares 

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Cultura asiática Notícias Séries

6 K-dramas que todo fã de Bridgerton precisa assistir

Romances proibidos, casamentos arranjados, segredos de palácio e muita tensão emocional…e você gostou de Bridgerton, esses doramas têm tudo isso (e mais um pouco)

O universo de Bridgerton conquistou a todos com seus romances intensos, escândalos sociais e aquela estética de época cheia de luxo. Mas se a ideia é continuar nessa vibe, os K-dramas históricos entregam exatamente isso: intrigas políticas, identidades secretas, amores complicados e cenários lindos da era Joseon.

Aqui vão seis opções perfeitas para maratonar:

Goong (Princess Hours) (2006)

Um clássico absoluto dos doramas. A história acompanha Shin Chae Kyung, uma estudante comum que acaba entrando em um casamento arranjado com o príncipe herdeiro Lee Shin por causa de uma promessa antiga entre as famílias.

A Coreia aqui é moderna, mas ainda tem monarquia, o que deixa tudo com uma vibe meio conto de fadas. Só que a realidade não é tão simples: ela precisa lidar com as regras do palácio, um marido frio e distante e toda a pressão da realeza.

Com o tempo, o relacionamento evolui e o príncipe começa a se apaixonar pela esposa desajeitada, enquanto os dois enfrentam intrigas e pessoas tentando derrubar o casal. Tem muito romance leve, humor e aquele clima de “de inimigos a apaixonados”.

K-dramas
Foto: reprodução/soompi
100 Days My Prince (2018)

Aqui a gente tem um príncipe que simplesmente odeia a própria vida. Lee Yul vive preso em um casamento sem amor, tem problemas com o pai e ainda carrega um trauma do passado.

Depois de uma tentativa de assassinato, ele perde a memória e vai parar em um vilarejo. Lá, passa a viver como uma pessoa comum e acaba sendo cuidado por Hong Shim, sem saber que ela é justamente o seu amor de infância, que ele acreditava estar morta.

Os dois acabam entrando em um casamento cheio de confusão, já que nenhum dos dois sabe quem o outro realmente é. Esse dorama mistura romance, comédia, identidade secreta e aquela clássica tensão de destino.

K-dramas
Foto: reprodução/soompi
Love in the Moonlight (2016)

Se você gosta de histórias com identidade trocada, esse aqui é perfeito. Hong Ra On se disfarça de homem e entra no palácio como eunuco para pagar dívidas.

Lá, ela vive esbarrando no príncipe Lee Young, que tem um jeito brincalhão, mas também carrega conflitos internos pesados.O problema começa quando ele passa a se sentir atraído por ela… achando que ela é um homem. A partir daí, vem toda a confusão emocional.

O drama equilibra bem o romance, humor e crescimento dos personagens, com uma energia bem envolvente.

K-dramas
Foto: reprodução/soompi
As Mangas Vermelhas (2021)

Esse aqui é mais intenso e emocional. O príncipe Yi San está prestes a assumir o trono e quer ser um rei diferente, mais justo e humano.

Tudo muda quando ele conhece Sung Deok Im, uma dama da corte inteligente e independente. Ele se apaixona rápido e quer que ela vire sua concubina. Mas ela recusa, com medo da vida dentro do palácio e das consequências disso.

Com o tempo, ela começa a enxergar quem ele realmente é, além do título que possui. Só que a história deles não é simples e segue um caminho mais dramático e agridoce. Ideal para quem gosta de romances profundos e cheios de conflito.

K-dramas
Foto: reprodução/soompi
Sungkyunkwan Scandal (2010)

Aqui temos mais uma protagonista que precisa esconder sua identidade. Kim Yoon Hee se disfarça de homem para conseguir trabalhar e acaba entrando em uma universidade que é proibida para mulheres.

Lá, ela convive com três jovens completamente diferentes, e acaba se envolvendo em uma mistura de amizades, rivalidades e até de romance.

Enquanto tenta manter seu segredo, ela também enfrenta questões maiores, como desigualdade de gênero e acesso à educação. É leve, divertido e, ao mesmo tempo, traz um tema importante.

K-dramas
Foto: reprodução/soompi
O Rei de Porcelana (2021)

A história começa com um nascimento de gêmeos na família real, algo visto como mau presságio. A menina deveria morrer, mas é salva em segredo. Anos depois, quando o irmão gêmeo, o príncipe herdeiro, morre, ela é obrigada a assumir o lugar dele.

A partir daí, passa a viver escondendo sua verdadeira identidade, mantendo distância de todos, até reencontrar seu primeiro amor, que agora volta ao palácio como seu professor.

O dorama mistura política, segredos, identidade dupla e um romance que vai se desenvolvendo aos poucos.Tem muito daquela vibe de amor proibido que lembra Bridgerton.

K-dramas
Foto: reprodução/soompi

 

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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Crítica Livros Notícias Resenhas

Crítica | Melhor do que nos Filmes conquista ao transformar clichês em emoção

Livro de Lynn Painter aposta em referências a comédias românticas e discute amadurecimento emocional, luto e idealização do amor

Entre referências a comédias românticas clássicas e canções, e uma protagonista que acredita viver dentro de um roteiro digno de cinema, Melhor do que nos Filmes (2023), de Lynn Painter, equilibra leveza e emoção e se tornou um dos romances do gênero young adult mais populares dos últimos anos.

A obra, que à primeira vista parece apenas mais uma história repleta de clichês, encontra sua força justamente na maneira que utiliza essas fórmulas para discutir temas mais profundos, como o luto, o crescimento emocional e o amor. 

Sobre Melhor do que nos Filmes
melhor do que nos filmes
Foto: reprodução/Roendo Livros

A trama acompanha Elizabeth Buxbaum, conhecida como Liz, uma adolescente que acredita que sua vida amorosa deveria seguir os moldes perfeitos das romcoms que assistia com sua mãe, já falecida. Quando seu antigo crush retorna à cidade, ela encontra uma oportunidade de viver o seu tão esperado final feliz – mesmo que, para isso, precise contar com a ajuda improvável de seu vizinho e rival, Wesley Bennet.

A narrativa se apoia em um dos tropes de maior interesse do público leitor: enemies to lovers. Mas, longe de tentar subverter completamente essas estruturas clichês, Painter aposta justamente na familiaridade como ponto de conexão com o leitor. O resultado, então, é uma história previsível em sua essência, mas eficiente em sua execução. O livro não busca surpreender, pois seu objetivo é oferecer conforto, identificação e envolvimento emocional.

As constantes referências a comédias românticas dos anos 2000 – cada capítulo se inicia com uma fala de algum filme do gênero –, reforçam esse aspecto, funcionando como linguagem afetiva da protagonista. Em contrapartida, é possível que esse recurso seja repetitivo para outros leitores que buscam maior profundidade ou inovação narrativa.

Uma protagonista imperfeita e muito real
melhor do que nos filmes
Foto: divulgação/Intrínseca

Liz está longe de ser uma heroína ideal. Romântica incurável, ela frequentemente toma decisões impulsivas e demonstra certa imaturidade emocional, o que pode causar estranhamento em parte do público.

No entanto, além do fato de Liz ser uma adolescente e agir como tal – parte de um arco de desenvolvimento coerente com sua idade e vivências –, essas características estão diretamente ligadas ao núcleo mais sensível da obra: o luto. A idealização do amor, para a protagonista, não é somente uma fantasia, é uma forma de manter a memória de sua mãe viva e o vínculo afetivo que compartilhavam intocado.

melhor do que nos filmes
Foto: divulgação/Entretetizei

E é essa camada que confere densidade à obra e transforma o romance central em um processo de amadurecimento. Ao tentar viver uma história digna dos filmes, uma trama que teria sido escrita por sua mãe ou vista em algum longa que compartilhou com ela, Liz busca muito mais recriar essa conexão do que realmente se atentar aos seus sentimentos reais.

O plano parece simples: Liz quer conquistar Michael, seu crush de infância, e ela aceita a ajuda de Wesley Bennet. Mas rapidamente a dinâmica muda. Michael representa o amor idealizado, o amor distante, perfeito, praticamente inalcançável. Wesley surge como o completo oposto, imperfeito, presente e construído na convivência.

E é nesse contraste que a narrativa ganha densidade. Isso porque, aos poucos, Liz é forçada a confrontar só a diferença entre o amor que imaginou que teria e o amor que realmente experimenta, mas também a dificuldade em aceitar mudanças e seguir em frente. 

A representação do amor real

Se Liz é a idealização em pessoa, Wesley Bennet surge como seu contraponto. Inicialmente apresentado como o típico vizinho irritante, o personagem rapidamente se revela mais complexo do que isso, assumindo o papel central no desenvolvimento emocional da protagonista.

Wes é o tipo de personagem que cresce na história. Ele é implicante, mas atento; irônico, mas sensível; caótico, mas extremamente presente. Enquanto outros personagens poderiam facilmente cair no arquétipo do bad boy genérico, Wes se destaca justamente por fugir dessa linha de raciocínio, por ser construído nos detalhes. Nos diálogos. Nas pequenas atitudes. Na forma como ele enxerga Liz – mesmo quando ela não enxerga a si mesma com clareza.

melhor do que nos filmes
Foto: divulgação/Entretetizei

Diferente de Michael – alguém que Liz já não conhece para além de suas idealizações e memórias infantis –, Wesley se revela para ela aos poucos, na convivência, nos conflitos e nas pequenas – mas profundas – interações cotidianas. Aqui, Lynn Painter mostra que o amor real não se encaixa em roteiros perfeitos, e ele pode ser melhor justamente por isso.

melhor do que nos filmes
Foto: divulgação/Entretetizei

Wesley não é o amor idealizado, é o amor possível. E é exatamente por isso que ele é tão mais interessante do que Michael.

Borboletas no estômago, impossível de não amar

A escrita de Lynn Painter é direta, fluida e centrada nos diálogos, o que torna a leitura dinâmica e rápida. O humor, muitas vezes baseado em constrangimentos e interações entre os personagens, ajuda a equilibrar os momentos mais sensíveis. 

O livro não é revolucionário; quer apenas fazer o leitor sentir. A história é previsível, e o desfecho se revela desde cedo. Ainda assim, é impossível não se envolver, porque, aqui, mais do que surpreender, importa encantar.

melhor do que nos filmes
Foto: divulgação/Entretetizei

A obra é uma carta de amor às comédias românticas, especialmente aqueles clássicos dos anos 90 e 2000 que moldaram toda uma geração de espectadores – e leitores. Por isso, as citações não estão ali por acaso. Elas constroem a identidade de Liz, ajudam a traduzir sentimentos e criam uma conexão imediata com quem lê.

melhor do que nos filmes
Foto: divulgação/Entretetizei

É quase como participar de um código secreto. Cada referência funciona como um aceno cúmplice – um “eu sei do que você está falando, garota”ou você também sente isso, não é?”. E isso funciona muito. A cada página virada você se vê dando pulinhos de alegria quando encontra uma citação que reconhece.

Um outro ponto que merece destaque é o cuidado com a trilha sonora da história. Lynn Painter constrói uma atmosfera que vai além das páginas. A playlist do livro não é apenas um extra, ela funciona como extensão emocional da narrativa tal qual as citações às comédias românticas.

Cada música mencionada – ao fim do livro é possível encontrar todas – ajuda a reforçar o clima das cenas, a aprofundar sentimentos e a criar uma experiência mais imersiva. Para quem gosta de ler ouvindo música, isso eleva tudo. Para quem não costuma fazer isso, é um convite.

melhor do que nos filmes
Foto: divulgação/Entretetizei

Melhor do que nos Filmes é o tipo de livro que faz você sorrir sozinho, se apegar aos personagens rápido demais e terminar com aquela sensação de querer um pouco mais disso aqui

E depois do fim?

melhor do que nos filmes e não é como nos filmes
Foto: divulgação/Intrínseca

A continuação traz um olhar interessante: o que acontece depois que o romance deixa de ser fantasia e vira realidade? Menos sobre se apaixonar e mais sobre continuar escolhendo alguém. Mas essa é uma história para outra crítica

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Livros Notícias

Como escrever pode nomear emoções em Coisas que eu tinha pra dizer e não disse

O livro de poemas de Le Savoldi propõe um encontro com sentimentos guardados

Em Coisas que eu tinha para dizer e não disse, lançado em dezembro de 2025, a poeta, professora e pesquisadora Le Savoldi explora os sentimentos que ficam reprimidos por anos e que, na correria do dia a dia, não têm a atenção necessária.

A escrita íntima da poeta nasce do silêncio das emoções negligenciadas, com relatos pessoais entrelaçados à experiência humana. Entre eles há assuntos como luto, cansaço, solidão ligada às relações no mundo contemporâneo e fraturas emocionais.

Os textos são feitos de maneira a ajudar o leitor a compreender os próprios conflitos internos, como espelhos emocionais. Neles, a poesia é usada como forma de expressão e, ao mesmo tempo, cura, além de demonstrar o poder e a importância de cultivar a fé e o amor.

Foto: divulgação/Le Savoldi

Coisas que eu tinha pra dizer e não disse é um projeto contemplado em concurso cultural de Engenheiro Coelho, em São Paulo (2024/2025), por meio da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura.

 

Ficha técnica

Título: Coisas que eu tinha pra dizer e não disse

Autora: Le Savoldi

Onde comprar: Amazon 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Coletiva de Imprensa Cultura Cultura pop Notícias Séries

Coletiva | Terceira temporada de Os Outros aprofunda tensões sociais e relações humanas

Nova fase da série aposta em conflitos ainda mais intensos e na complexidade dos personagens

A coletiva de imprensa da terceira temporada de Os Outros reuniu elenco e criadores para apresentar os novos rumos da trama, que retorna ainda mais densa e provocadora. Conhecida por explorar conflitos cotidianos e tensões sociais, a série promete ampliar as camadas emocionais e morais de seus personagens.

Nesta nova fase, a narrativa se aprofunda nas consequências das escolhas feitas nas temporadas anteriores, trazendo à tona questões como convivência, intolerância e os limites das relações humanas. A proposta é intensificar o olhar sobre o comportamento coletivo e individual em contextos de pressão.

Durante o encontro, o criador Lucas Paraizo destacou que o público pode esperar uma temporada mais madura, com conflitos que se expandem para além do núcleo central, impactando diretamente a dinâmica entre os personagens. A construção dramática segue apostando em situações reconhecíveis, capazes de gerar identificação e reflexão.

“Eu gosto de trabalhar muito com o audiovisual que seja o reflexo da sociedade e a sociedade é extremamente complexa, nós somos extremamente complexos, não somos apenas uma coisa ou outra coisa. Então, o meu desejo e o da equipe de roteiro é sempre fazer com que os personagens tenham camadas, que você possa olhar pra ele no seu melhor e no seu pior momento, mudar de opinião sobre ele e, de alguma maneira, refletir sobre você também”, afirmou Lucas.

Com uma abordagem ainda mais incisiva, Os Outros reafirma sua força como uma das produções mais relevantes do audiovisual brasileiro recente, ao propor discussões necessárias sobre a sociedade contemporânea e suas contradições.

Foto: divulgação/Globoplay

Entre os destaques desta temporada está o personagem vivido por Lázaro Ramos, que ganha novas camadas ao longo da trama, aprofundando conflitos internos e suas relações com os demais personagens. Sua trajetória evidencia dilemas morais e emocionais que dialogam diretamente com os temas centrais da série.

Já a personagem interpretada por Mariana Lima surge quase apagada durante o primeiro episódio, mas com a promessa de se tornar ainda mais complexa, revelando nuances que ampliam sua presença na narrativa. Ao longo da temporada, sua atuação “se torna peça-chave para o desenvolvimento dos conflitos, trazendo à tona questões sobre poder, convivência e escolhas individuais”, afirma a atriz.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana
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Música Notícias

Lady Gaga e Doechii lançam Runway

A colaboração antecipa a aguardada sequência do cinema, O Diabo veste Prada 2, e marca a primeira parceria entre as artistas

As estrelas da música Lady Gaga, detentora de 16 prêmios Grammy e um Emmy, e Doechii, vencedora de dois Grammys, lançaram nesta sexta (10) a música Runway. A faixa, feita especialmente para as pistas de dança, é a primeira música oficialmente revelada da trilha sonora de O Diabo Veste Prada 2, da 20th Century Studios. 

O lançamento chega para aquecer o público antes da estreia da aguardadíssima sequência, que chega aos cinemas em 1º de maio. A música já está disponível para os fãs nas plataformas de streaming. 

A colaboração já vinha gerando expectativas desde o início da semana, quando foi anunciada e teve um trecho incluído no trailer final do filme. A faixa contou com grandes nomes nos bastidores: foi composta por Bruno Mars, Jaylah Hickmon, Gaga, Andrew Watt, Henry Walter, Dernst “D’Mile” Emile II e Jayda Love, e produzida por Bruno Mars, Andrew Watt, Cirkut e D’Mile. 

O dueto marca a primeira parceria de estúdio entre Gaga e Doechii, mas a relação das duas já é construída sobre respeito e admiração mútuos. No ano passado, Doechii foi a responsável por entregar a Gaga o Prêmio Innovator no iHeartRadio Music Awards. 

Na ocasião, a rapper chamou a estrela de “uma salva-vidas”, ressaltando o profundo impacto de Gaga em jovens fãs queer ao redor do mundo. Em uma entrevista recente à edição britânica da revista Vogue, Gaga retribuiu o carinho enaltecendo o talento da colega: “Não é sempre que se vê alguém surgir com uma caneta que parece imediatamente lendária. Para mim, essa pessoa é a Doechii.

A nova faixa também celebra o legado da revista fictícia Runway, de O Diabo Veste Prada. Vinte anos após marcar uma geração em 2006, o filme retorna com suas icônicas personagens. Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci reprisam seus papéis como Miranda, Andy, Emily e Nigel, voltando às ruas elegantes de Nova Iorque.

A aguardada sequência conta com a direção de David Frankel e roteiro de Aline Brosh McKenna. A produção é assinada por Wendy Finerman, com produção executiva de Michael Bederman, Karen Rosenfelt e da própria Aline Brosh McKenna.

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Leia também: Trailer final de O Diabo Veste Prada 2 chega ao som de Doechii e Lady Gaga  

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

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Livros Notícias

Lançamento Intrínseca: O Livro das Horas Perdidas, de Hayley Gelfuso

Romance une ficção científica, aventura e romance histórico em uma trama que revela disputa entre governos

Com uma ambientação que se estende desde poucos meses antes do início da Segunda Guerra Mundial até a Guerra Fria, Hayley Gelfuso se debruça sobre as consequências do controle da memória coletiva, tocando em temas importantes como a ascensão do nazismo e a importância da preservação das memórias e do passado.

Publicado em mais de 20 países, O Livro das Horas Perdidas chegou às livrarias pela Intrínseca em dois  de abril.

Sobre a narrativa

Lizavet é filha de Ezekiel Levy, um dos únicos homens vivos que fabricam relógios que acessam o lugar do tempo – uma dimensão que abriga as memórias de todos que já viveram. As poucas pessoas que possuem esses artefatos têm uma grande missão: proteger e manusear as lembranças de cada pessoa e estocá-las dentro dos milhares de livros do local

O ano é 1938, pai e filha estão sendo perseguidos pelo governo nazista na Alemanha, e em uma tentativa desesperada, Ezekiel deixa Lizavet no lugar do tempo logo antes de ter sua casa invadida e ser levado. A partir daí, Lisavet cresce presa nesse espaço e passa a conhecer o mundo somente a partir das páginas da biblioteca. 

Quando se depara com membros de diversos governos diferentes queimando livros para descartar tópicos que possam ser considerados subversivos, a jovem decide salvar e preservar todos os volumes que conseguir, se colocando na mira de regimes do mundo inteiro.

Quase 20 anos depois, em 1965, Amelia acabou de perder seu tio Ernest, um dos mais talentosos guardiões do tempo dos Estados Unidos. No enterro, ela é confrontada por Moira, uma agente da CIA que pede ajuda para encontrar um livro no lugar do tempo.

Sem saber o que está acontecendo, Amelia é inserida em uma trama confidencial do governo americano e se aproveita disso para buscar respostas sobre a morte bastante misteriosa de seu tio. Aos poucos, ela acaba descobrindo uma ligação de Ernest com Lisavet e segredos de sua própria família.

Unindo duas linhas do tempo distintas, Hayley Gelfuso aborda as consequências dos nossos atos e a importância de se preservar o passado. O Livro das Horas Perdidas chega às livrarias com uma trama surpreendente e repleta de reviravoltas.

Sobre a autora
Hayley Gelfuso
Foto: divulgação/Angelo Gelfuso e Gelfocus Photography

Hayley Gelfuso é escritora e poeta, além de atuar em organizações sem fins lucrativos voltadas à preservação ambiental. Sua produção literária se destaca pela construção de narrativas que transitam entre o fantástico e o real, explorando elementos mágicos e incomuns sem abrir mão de uma base sólida em referências históricas e científicas.

Em sua escrita, Gelfuso investiga as relações entre natureza, memória e imaginação, criando universos que dialogam com questões contemporâneas enquanto resgatam aspectos do passado. Seu trabalho reflete não apenas um interesse pela ficção especulativa, mas também um compromisso com temas ambientais e sociais, que atravessam tanto sua atuação profissional quanto sua obra literária.

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Leia também: Abril na Intrínseca: confira os principais lançamentos

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura 

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Entrevista exclusiva | Emin Günenç fala sobre o sucesso de Arafta e sua intensa parceria com İlsu Demirci

O ator fala sobre o impacto da dizi e sua conexão com İlsu Demirci – além de se arriscar no português!

Emin Günenç nasceu em 23 de julho de 1994, em Istambul, Turquia, e desde cedo foi encantado pelo mundo dos esportes queria ser jogador de futebol profissional, mas, após uma lesão, quando tinha aproximadamente 17 anos, se viu em um novo rumo: iniciou os estudos em desenho técnico mecânico na Universidade de Marmara e se descobriu na atuação.

Como artista, estudou no Sadri Alışık Cultural Center, uma importante instituição de artes e educação na Turquia, somando aulas de atuação, dicção e canto. Ele ainda recebeu treinamento de atuação em câmera com a renomada diretora turca Hilal Saral.

Ao longo dos anos, Günenç foi se encontrando no meio artístico e estreou na TV, na dizi Kırmızı Oda (2021), como o personagem Sinan. Em seu currículo, constam também projetos como Kusursuz Kiracı (2022), Üvey Anne (2023) e Aldatmak (2024), mas foi uma dizi específica que trouxe o sucesso internacional: Arafta (tradução livre: No Limbo), de 2025.

Emin em Arafta | Créditos: Instagram/@emingunenc

Em Arafta, Emin Günenç vive o protagonista Ateş Karahan, um personagem intenso e atormentado, preso entre dois mundos e marcado por cicatrizes do passado, enquanto luta para não perder quem ainda pode se tornar. Ao se envolver com Mercan Yıldırım (İlsu Demirci), os dois passam a viver uma história de amor dolorosa, dramática e profundamente marcante.

Em entrevista exclusiva a primeira para o Brasil , Emin Günenç comenta sobre o sucesso da dizi: “[Arafta] é um projeto muito especial para mim, porque teve grande repercussão internacional e provou seu sucesso em muitos países. […] O personagem Ateş carrega muitas emoções vingança, ódio, amor… vários sentimentos intensos ao mesmo tempo.” 

Ao longo da conversa, Emin também falou sobre sua brilhante parceria com İlsu Demirci (a Mercan), ambos muito amados pelos brasileiros. Ele comentou que os dois se deram bem muito rápido: antes mesmo de começarem as gravações, já tinham se encontrado para falar sobre os personagens e também sobre o projeto. “Tivemos uma ótima sintonia, e o público também gostou muito disso.” 

Créditos: Instagram/@emingunenc e @ilsudemircii

Emin complementa, falando sobre a sintonia em cena com a colega: “Como a minha entrada na série foi baseada na vingança, sendo esse o meu objetivo principal, eu tinha cenas com a İlsu ali, mas o sentimento principal naquele momento era a vingança. Depois disso, quando passamos para as cenas de atração mútua e amor, já estávamos 100% acostumados um com o outro.” 

Ainda assim, a entrevista percorreu temas como: o que o ator conhece do Brasil, seus hobbies e um momento icônico de Emin Günenç se arriscando no português. O que será que ele falou?

Você confere tudo isso na entrevista completa:

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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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Audições abertas: O Diabo Veste Prada – Um Novo Musical busca novos talentos para superprodução

Montagem inédita no Brasil estreia em fevereiro de 2027 no Teatro Santander, em São Paulo; inscrições vão até 29 de abril

O universo da moda abre suas portas para novos talentos. A Touché Entretenimento anuncia a abertura oficial das audições para O Diabo Veste Prada – Um Novo Musical, nova superprodução apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio do Santander, Zurich Santander e Esfera, que estreia em fevereiro de 2027 no Teatro Santander, em São Paulo. As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas por meio de formulário disponível no link da bio do perfil oficial do musical, até o dia 29 de abril. As audições presenciais acontecem na capital paulista ao longo do mês de maio.

Voltada a artistas maiores de 18 anos, a seleção busca performers para compor o ensemble e demais personagens da montagem. A produção reforça seu compromisso com a diversidade, destacando que pessoas de todas as etnias, corpos, identidades de gênero e sexualidades são bem-vindas no processo.

Foto: divulgação/20th Century Studios

Os quatro personagens centrais da narrativa – Miranda Priestly, Andy Sachs, Emily Charlton e Nigel – já foram definidos por meio de convite direto da produção, em conjunto com o diretor José Possi Neto. Os nomes escolhidos serão anunciados na primeira semana de maio, com o lançamento do teaser cinematográfico do espetáculo, que marca também a abertura oficial das vendas, em uma estratégia já consolidada pela Touché em produções de grande sucesso como Beetlejuice – O Musical, Uma Babá Quase Perfeita e Querido Evan Hansen.

Ainda assim, o processo seletivo contempla também a busca por covers e alternantes para esses papéis, além da formação do restante do elenco. Para as audições abertas, a equipe procura artistas versáteis, com forte presença de palco e domínio técnico em canto, interpretação e movimento. Há oportunidades para diferentes perfis vocais, incluindo sopranos, mezzos, contraltos, tenores, barítonos e baixos, dentro de um elenco que deve refletir o ritmo, o estilo e a energia do universo da Runway, a icônica revista de moda que conduz a trama.

Baseado no best-seller de Lauren Weisberger e na consagrada adaptação cinematográfica, o musical acompanha a trajetória de Andy Sachs, uma jovem jornalista que ingressa no competitivo mundo da moda ao se tornar assistente de Miranda Priestly, editora-chefe de uma das revistas mais influentes do setor. Entre ambição, identidade e escolhas pessoais, a história revela os bastidores de um universo fascinante – e implacável.

Visto por mais de um milhão de pessoas no West End, onde ainda arrebata plateias, e com estreia marcada para fevereiro de 2027, a produção chega ao Brasil antes mesmo de sua montagem na Broadway, reforçando o posicionamento da Touché Entretenimento como uma das principais responsáveis por trazer grandes títulos internacionais ao país em versões inéditas e de alto padrão.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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