Categorias
Cultura Cultura turca Entretenimento Especiais Notícias Novelas

Especial | Conheça a carreira de Özcan Deniz, o Faruk de Para Sempre no Meu Coração

Conhecido no Brasil por viver Faruk Boran, o ator é um dos artistas mais influentes da Turquia

 

Se você acompanha Para Sempre no Meu Coração (İstanbullu Gelin, 2017), provavelmente já se apaixonou por Faruk Boran, personagem vivido por Özcan Deniz. Mas, embora muitos brasileiros tenham conhecido o artista através da dizi, sua história na Turquia começou muito antes das câmeras, passando primeiro pelos palcos.

No aniversário de um dos nomes mais influentes do entretenimento turco, o Entretê traz algumas curiosidades e um pouco de sua vasta carreira, que vai muito além das telas.

Özcan Deniz bebendo em uma xícara
Foto: reprodução/Instagram @ozcandeniz

Nascido em 19 de maio de 1972, em Ankara, capital da Turquia, Özcan passou boa parte da infância em Aydın, cidade localizada no oeste do país. Em entrevistas, o ator revelou que viveu uma infância bem simples, precisando assumir muitas responsabilidades ainda jovem para conquistar o que queria, algo que o ajudou a moldar sua visão artística e, mais tarde, a intensidade que costuma levar para seus trabalhos. 

Aos nove anos, Özcan demonstrou interesse pelo universo artístico e, poucos anos depois, aos 14, criou sua primeira banda, chamada Mavi Deniz (tradução livre: Mar Azul). No entanto, o início de sua carreira profissional aconteceu aos 19 anos. Durante uma temporada na Alemanha, enquanto enfrentava dificuldades financeiras, Özcan acabou subindo ao palco em uma apresentação de Ano Novo. 

A partir dali, sua carreira musical ganhou força, e antes mesmo de conquistar o público das dizis, ele se tornou um nome conhecido na música turca, especialmente durante os anos 90.

Ao longo dos anos, ele já lançou mais de 200 músicas, retornou aos palcos mesmo depois de consolidar seu nome na atuação e se transformou em um dos artistas mais respeitados da Turquia.

Özcan Deniz no palco
Foto: reprodução/Instagram @ozcandeniz

Depois da música, Özcan entrou no cinema e na TV, expandindo ainda mais seu trabalho. Uma de suas maiores referências é o cinema clássico de Yeşilçam, período considerado como a Hollywood turca ou a Era de Ouro do Cinema Turco. Essa influência apareceu não apenas em seus trabalhos como ator, mas também em projetos assinados por ele como roteirista, diretor e produtor.

Aliás, foi justamente nos bastidores de suas próprias produções que Özcan também ajudou a revelar novos talentos para a indústria. Inclusive, ele foi um dos responsáveis por apresentar Afra Saraçoğlu ao grande público, hoje uma das grandes estrelas da nova geração, que teve sua primeira grande oportunidade após sua mãe entrar em contato com o ator.

Özcan Deniz olhando para a câmera
Foto: reprodução/Instagram @ozcandeniz

Outra curiosidade bacana sobre o galã é que, com a dizi Asmalı Konak (tradução livre: Mansão com Videiras, 2002), Özcan protagonizou uma das produções de maior audiência da história da televisão turca, chegando a registrar cerca de 28 pontos, algo raro nos dias de hoje.

Anos depois, outro projeto do qual participou também fez história. İstanbullu Gelin, conhecida no Brasil como Para Sempre no Meu Coração (2017), se tornou um verdadeiro fenômeno internacional, chegando a ser indicada ao International Emmy Awards.

Özcan Deniz olhando para a câmera
Foto: reprodução/Instagram @ozcandeniz

E, para celebrar o aniversário de um dos maiores artistas do entretenimento turco, o Entretetizei preparou uma lista com cinco produções de Özcan Deniz para você maratonar hoje:

İstanbullu Gelin (Para Sempre no Meu Coração, 2017)
Protagonistas de İstanbullu Gelin
Foto: reprodução/Dizilah
Asmalı Konak (tradução livre: Mansão com Videiras, 2002)
Elenco de Asmalı Konak
Foto: reprodução/ATV
Evim Sensin (tradução livre: Minha Casa é Você, 2012)
Protagonistas de Evim Sensin
Foto: reprodução/Prime Video
Su ve Ateş (tradução livre: Água e Fogo, 2013)
Protagonistas de Su ve Ateş
Foto: reprodução/MOBI
Ya Sonra? (tradução livre: E Depois?, 2011)
Elenco de Ya Sonra?
Foto: reprodução/IMDb
Kızıl Goncalar (tradução livre: Botões Vermelhos, 2023)
Elenco de Kızıl Goncalar
Foto: reprodução/Dizilah

Qual trabalho de Özcan Deniz mais te marcou? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Especial | Conheça a carreira de Ulaş Tuna Astepe

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

Categorias
Cultura pop Música Notícias

Anitta se une a LISA e Rema em música oficial da FIFA para a Copa do Mundo

Projeto global será lançado nesta quinta (21) e marca encontro de três artistas de continentes diferentes

 

Anitta está entre os nomes confirmados no novo lançamento musical da FIFA para a Copa do Mundo 2026. A faixa Goals reúne a brasileira com LISA, do BLACKPINK, e o cantor nigeriano Rema, em uma colaboração que conecta América do Sul, Ásia e África em um projeto global.

Foto: reprodução/Instagram @anitta

 

A música será lançada nesta quinta-feira (21) e faz parte das ações oficiais ligadas ao Mundial. O anúncio foi feito nas redes sociais com o slogan “Three continents. One sound. 🌍⚽️”, destacando a proposta internacional da faixa bem como a união de diferentes culturas por meio da música e do futebol.

Foto: reprodução/Instagram @anitta

 

Além do lançamento, Anitta também foi confirmada como uma das atrações da cerimônia de abertura da Copa do Mundo, que acontece no dia 12 de junho, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Foto: reprodução/ Instagram @anitta

 

O álbum oficial do Mundial contará ainda com outras faixas de artistas globais, como Dai Dai, de Shakira com Burna Boy, e Lighter, de Jelly Roll com Carín León. A canção de Shakira teve clipe gravado no Maracanã, com participação do grupo Dance Maré, reforçando a presença brasileira no projeto. 

 

O que achou do anúncio? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Tudo que você precisa saber sobre a Copa do Mundo 2026

 

Texto revisado por Kalylle Isse

Categorias
Cultura Livros Notícias

Vila Isabel anuncia enredo inspirado em Torto Arado para 2027

Escola levará à Sapucaí temas como resistência quilombola e religiosidade afro-brasileira, presentes na obra de Itamar Vieira Junior

A Unidos de Vila Isabel revelou o enredo que apresentará no Carnaval de 2027. A escola carioca vai levar para a Marquês de Sapucaí uma adaptação de Torto Arado (2019), obra de Itamar Vieira Junior que se tornou um dos maiores sucessos recentes da literatura brasileira.

Com o título Torto Arado – Sobre a Terra Há de Viver Sempre o Mais Forte, o desfile será desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, ao lado do pesquisador Vinícius Natal. A proposta é transportar para a avenida temas centrais do romance, como a disputa por terra, a resistência da população negra e as tradições culturais do interior da Bahia.

Além da luta quilombola, o desfile também deve destacar o Jarê, religião de matriz africana presente na Chapada Diamantina e elemento importante dentro da narrativa criada por Itamar Vieira Junior. Segundo a equipe da escola, a ideia não é reproduzir o livro de forma literal, mas construir uma interpretação carnavalesca inspirada no universo da obra.

Publicado em 2019, Torto Arado conquistou leitores dentro e fora do Brasil e acumula importantes reconhecimentos literários, entre eles os prêmios Jabuti, Oceanos e LeYa. O romance também ultrapassou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos, consolidando Itamar Vieira Junior como um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea.

O enredo foi anunciado em 13 de maio, data que marca a abolição da escravidão no Brasil, reforçando a conexão da obra com temas como resistência e memória da população negra. 

Foto: reprodução/GQ – Globo

Ansiosos para ver essa adaptação na avenida? Compartilhem com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se vocês gostam de trocar experiências literárias, juntem-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Unidos da Tijuca anuncia enredo baseado em A Cabeça do Santo

 

Texto revisado por Kalylle Isse

Categorias
Música Notícias

Jonas Brothers lançam podcast e prometem revelar os bastidores mais caóticos da fama

Trio estreia o Hey Jonas! com conversas sem filtro, histórias de família, convidados especiais e muito caos entre irmãos

Os fãs dos Jonas Brothers ganharam mais uma novidade para acompanhar de perto a rotina dos irmãos mais famosos do pop-rock. Nesta terça-feira (19), Kevin, Joe e Nick anunciaram oficialmente o lançamento do podcast Hey Jonas!, produzido em parceria com a iHeartMedia e a divisão iHeartPodcasts.

O programa já estreou com um episódio introdutório de 13 minutos, enquanto o primeiro episódio completo chega às plataformas nesta quarta-feira (20). A proposta? Abrir as portas da vida pessoal e profissional do trio de maneira muito mais espontânea e sem filtros.

Segundo a descrição oficial, o podcast vai oferecer aos fãs “um olhar de dentro sobre o caos, as risadas e os momentos reais da irmandade”, trazendo conversas sinceras sobre família, bastidores de turnês, histórias pessoais e situações que o público normalmente não vê.

Além dos três irmãos no comando, o Hey Jonas! também terá convidados especiais frequentes, incluindo familiares, amigos próximos e pessoas que acompanham a trajetória da banda há anos.

E a interação com os fãs promete ser um diferencial. O grupo revelou uma hotline exclusiva 1-84-HEY-JONAS para que o público envie perguntas diretamente aos artistas. A produção ainda confirmou episódios bônus, conteúdos exclusivos e bastidores inéditos ao longo da temporada.

O lançamento do podcast acontece em um momento especialmente movimentado para os Jonas Brothers. O trio está atualmente envolvido na produção de Camp Rock 3, novo capítulo da franquia da Disney que marcou uma geração. Além de produzirem o filme, Kevin, Joe e Nick também retornarão aos papéis dos irmãos Gray.

Ainda não há confirmação oficial sobre a participação de Demi Lovato no elenco, mas a artista já foi anunciada como produtora do projeto, o que aumentou ainda mais as expectativas dos fãs.

Paralelamente, os Jonas Brothers seguem na estrada com a turnê do álbum Greetings From Your Hometown, lançado no ano passado e que alcançou o Top 10 da Billboard 200. As próximas apresentações da banda incluem uma residência especial de cinco noites no Dolby Live, em Las Vegas.

Com o novo podcast, os irmãos expandem ainda mais sua presença fora dos palcos e apostam em um formato cada vez mais popular entre artistas: o contato direto e intimista com os fãs. E, pelo visto, o caos dos Jonas Brothers está só começando.

Quem vai acompanhar o podcast dos irmãos? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento!

Leia também: SWIMSIDE transforma São Paulo em ponto de encontro do ARMY com experiência imersiva inspirada no universo de ARIRANG

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

Categorias
Cultura Cultura pop Entretenimento Notícias Novelas

Icônica: de Faxineira a Fashionista estreia com disputas e romance nos bastidores do mundo da moda

Aline Dias, Victor Sparapane, Anaju Dorigon e Gabb estreiam a trama que acaba de chegar ao streaming

O Globoplay estreou nesta última terça (19) mais um drama vertical: Icônica: de Faxineira a Fashionista, produzida e idealizada pela Formata, com roteiro assinado por Gustavo Reiz e direção de Roberta Richards. Com capítulos curtos, ritmo ágil e uma estética pop contemporânea voltada ao universo da moda, a trama tem inspiração declarada em O Diabo Veste Prada, mas a própria diretora faz questão de demarcar o território da produção: “Eu só usei essa referência como ponto de partida, procurei deixar uma coisa bem moderna. É a minha quarta novela vertical e eu estou amando. O consumo vertical veio para crescer”, afirmou Roberta em coletiva de imprensa realizada na segunda (18). 

A protagonista

Foto: divulgação/Ricardo Bufolin

No centro da trama está Jussara Jéssica da Silva, vivida por Aline Dias. Criativa e talentosa, ela trabalha como faxineira, mas tem o dom de transformar peças simples em roupas repletas de personalidade. Esse talento, até então restrito ao cotidiano, ganha outro rumo quando ela entra por acaso no universo de uma grande grife. 

A virada acontece durante um evento da marca Icônica. Jussara é confundida com uma modelo e acaba chamando a atenção de Giovani Barreto, CEO da empresa interpretado por Victor Sparapane. O encontro abre portas para a protagonista e dá início a uma conexão imediata entre os dois, a espontaneidade e a simplicidade dela logo despertam a admiração dele. 

Para a atriz Aline Dias, a personagem carrega o apelo de quem recebe uma chance inesperada de mudar de vida: “Jussara tem a oportunidade de transformar seu sonho em realidade. E ainda viver um romance“, resumiu Aline em entrevista à imprensa.  A atriz também comentou o reencontro com Sparapane, com quem havia trabalhado em Malhação (2016). “É um formato diferente, uma linguagem diferente, que se aproxima muito do público. E a Malhação tinha essa linguagem também, que muita gente assistia“.

Sobre sua experiência no formato vertical, ela acrescentou: “Hoje, esse formato está ganhando cada vez mais espaço. A gente tem essa nova linguagem sem perder a emoção, sem perder o humor. E as pessoas se identificam muito com as histórias, então foi muito importante reencontrar esses amigos no set, a nossa troca foi muito boa“.

A vilã

Foto: divulgação/Ricardo Bufolin

A entrada de Jussara nesse mundinho espinhoso da moda, não será nada fácil. Pietra Monerat, interpretada por Anaju Dorigon, é a estilista principal da marca e namorada de Giovani. A aproximação entre o empresário e a protagonista vai colocar a vilã de olhos bem abertos e unhas bem afiadas. Ambiciosa e determinada a manter seu espaço, ela enxerga a protagonista como uma ameaça dentro e fora da empresa. Anaju comemorou seu convite para o papel e adiantou que Pietra não será apenas mais uma vilã boba e caricata: “Eu amo fazer vilã! Pietra tem uma moral bem questionável, então ela não vai apenas desafiar o sonho de Jussara, mas também questionar os seus próprios sonhos“, adiantou ela. 

A atriz ainda fez uma comparação afetiva entre suas duas primeiras vezes no audiovisual: a sensação de estar em um set de filmagens e estrear na Malhação Sonhos (2014) e agora a sua estreia no formato de microdramas: “É muito gostoso de identificar, a gente experimentando pela primeira vez sensações diferentes, jeitos diferentes do que a gente vê nas novelas horizontais que automaticamente remete àqueles primeiros momentos e dias de Malhação. A gente estava entendendo ainda como as coisas funcionavam. Eu acho muito bonito que a gente teve essa experiência de algo de uma primeira vez ser tão grande como é a Malhação nas nossas vidas, reviver isso décadas depois“, relembrou.

Em meio a disputas criativas, sabotagens e jogos de poder, surge ainda a misteriosa Pitonisa Fashion, interpretada por Gabb. Diretora criativa da Icônica e uma verdadeira lenda da moda, ela reconhece em Jussara um talento raro e decide ajudá-la a trilhar seu caminho no universo fashion.

O protagonista masculino

Foto: divulgação/Ricardo Bufolin

Para Victor Sparapane, intérprete do empresário galã da trama, o papel de protagonista da obra representa uma etapa significativa de uma trajetória que também começou em Malhação: “Eu acredito que, começando pela Malhação, são fases diferentes. Eu tenho muito orgulho do Victor daquela época, porque ele foi realmente um guerreiro, que passou por muita coisa para estar aqui hoje. Fico muito feliz por toda essa trajetória, por todos esses encontros mágicos que foram acontecendo“, afirmou ele.

O formato que chegou para ficar

Foto: divulgação/Ricardo Bufolin

Os microdramas verticais são uma forma potente e inovadora de contar histórias, com tramas dinâmicas projetadas para o celular e para o consumo rápido. Esse formato já tem bastante força no mercado atual com cada vez mais produtos e autores novos. O gênero nasceu na China por volta de 2018, logo após o lançamento do TikTok e ganhou escala  durante a pandemia de Covid-19, tornando-se um fenômeno econômico sem precedentes. Somente em 2024, o setor movimentou cerca de 7 bilhões no país, o que não é pouca coisa, superando, inclusive, a bilheteria total do cinema chinês no mesmo período, segundo a Associação Chinesa de Serviços de Netcasting. Foram mais de 30 mil títulos produzidos em um único ano no país, sucesso total!

O impacto já é global. Segundo a Media Partners Asia, o mercado mundial de microdramas deve gerar mais de 25 bilhões de doláres em receita anual até 2030. No Brasil,  o formato chegou com força a partir de 2022 e ganhou marco simbólico em 2024, quando o dramalhão chinês Me Leva Para Casa viralizou no Tiktok e no Kwai. A primeira dramaturgia vertical brasileira de expressão, A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, pela plataforma ReelShort, tornou-se um dos maiores fenômenos de audiência digital entre 2024 e 2025. Em novembro daquele mesmo ano, a Globo entrou oficialmente no mercado vertical com Tudo Por Uma Nova Chance. Icônica é mais um passo dessa aposta crescente da plataforma Globoplay. O formato já chega a movimentar mais de 40 milhões de investimentos no país e aqueceu o mercado de produções independentes. Em março de 2026, a Endemol Shine Brasil e A Fábrica, ambas da Banijay Américas, anunciaram parceria justamente voltada para a produção de microdramas verticais, movimento que só tende a crescer cada vez mais no mundo todo. Para o autor Gustavo Reiz, o processo criativo dessas narrativas é o maior desafio: “Esse é o maior desafio da novela vertical, condensar emoções em capítulos curtos. Muitas vezes eu escrevo a novela inteira e reescrevo depois, pra ver o quão sucinto eu consigo ser para condensar a minha história”. Ele também aponta um aprendizado técnico específico: “Existe um reaprender técnico, que você precisa pensar muito no meio e não só no conteúdo. Essa é a diferença principal para telenovela tradicional”, acrescentou o autor. 

Além de mergulhar nos bastidores do mundo da moda, o drama vertical também aposta em temas como pertencimento, relações familiares e autenticidade. O elenco ainda conta com Manuela Duarte, Osvaldo Novais, Filipe Fonseca, Bruno Fagundes, Roseli Ferreira e Andreá Santana. 

 E aí, gostou de saber mais sobre essa trama? Pretende assistir?  Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.

Leia também: Novelas Verticais: Entenda o novo formato de produção que está fazendo sucesso entre telespectadores do mundo inteiro

Uma Babá Milionária: Novelinha estreia e aposta em romance e reviravoltas

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

Categorias
Música Notícias

Jorja Smith lança o single What’s Done Is Done

Lançamento da cantora britânica explora temas de aceitação e encerramento e antecipa a vinda para o Brasil 

Jorja Smith está de volta com o lançamento de What’s Done Is Done, single que marca o início de uma nova fase em sua trajetória musical. A letra da faixa inédita explora a aceitação do encerramento do ciclo de um relacionamento. A música aborda a importância de estabelecer limites, recuperar o controle e aceitar situações irreversíveis.

Cantora britânica Jorja Smith
Foto: divulgação/HQ Music

Produzida pelo produtor londrino P2J, a música combina percussões sutis e elementos eletrônicos atmosféricos a uma interpretação vocal potente, característica da cantora. 

Além de estar disponível em todas as plataformas digitais, o lançamento também ganhou um videoclipe dirigido por KC Locke, colaborador de longa data de Jorja. Ambientado em uma festa, o clipe explora a dinâmica de uma noite entre amigos, abordando o conflito entre lidar com sentimentos e se permitir viver o presente. A produção conta ainda com a presença de amigos, colaboradores e familiares da artista.

Assista ao videoclipe:

O lançamento antecipa a vinda da artista ao Brasil, programada para novembro deste ano. Jorja Smith está confirmada como atração nos festivais Rock the Mountain e Afropunk Bahia, além de realizar uma apresentação solo na cidade de São Paulo no dia 30 de outubro.

Gostou do novo single de Jorja Smith? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: WOODZ retorna ao Brasil para show em julho

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

 

Categorias
Entretenimento Eventos Música Notícias

Tudo que você precisa saber sobre O Maior Encontro do Samba

Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão saem em turnê pelo Brasil

A turnê O Maior Encontro do Samba – que vai reunir ícones do gênero no Brasil, como Alcione, Zeca Pagodinho e Jorge Aragão –, começa na capital carioca no dia 6 de junho, no Maracanã. Depois, o trio dos grandes nomes da música brasileira vai para São Paulo, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador.

O espetáculo, com direção artística de Leninha Brandão, é uma realização da 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, com o Itaú Live, plataforma proprietária de música do Itaú Unibanco. 

O samba sempre foi sobre encontro, afeto e histórias compartilhadas. Colocar Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão juntos no palco é materializar tudo isso em um espetáculo único”, afirma Carol Pascoal, vice-presidente de Marketing e Comunicação da 30e. Segundo a representante da companhia, o projeto materializa o que a 30e acredita: experiências que conectam pessoas, respeitam a trajetória dos artistas e celebram a cultura brasileira em sua forma mais autêntica.

Já Rodrigo Montesano, Superintendente de Experiências e Conexões de Marcas do Itaú, afirma que O Maior Encontro do Samba celebra este ritmo em sua forma mais genuína ao representar um momento único da música brasileira, reunindo artistas que atravessam gerações e fazem parte da memória afetiva do país. 

Zeca Pagodinho
Foto: reprodução/Instagram @encontro.samba
Sobre os cantores

Quem é brasileiro, cresceu escutando samba. E quem cresceu escutando samba, cresceu ao som de Alcione, Zeca Pagodinho e Jorge Aragão.

Uma das maiores artistas do samba, Alcione, popularmente conhecida como Marrom, é voz de grandes clássicos brasileiros. São mais de 50 anos de carreira que consolidaram hits como Você me Vira a Cabeça, A Loba e Não Deixe o Samba Morrer.

Zeca Pagodinho, outro dono de clássicos, começou a fazer sucesso na década de 80 e, desde então, mudou o cenário musical brasileiro. É ele quem canta Deixa a Vida me Levar, Verdade e outras canções que, quando tocam, é impossível não cantar junto.

Foto: reprodução/Instagram @encontro.samba

Jorge Aragão, grande compositor brasileiro, também tem um repertório repleto de hinos. Ele escreveu Malandro e Vou Festejar, eternizadas na voz de Elza Soares e Beth Carvalho, entre muitas obras marcantes da música brasileira. 

Participações especiais

Além dos cantores, os shows terão a presença de participações especiais. Grandes nomes do samba e da música popular brasileira estarão ao lado dos três no palco, como Martinho da Vila, que participa da estreia no Rio de Janeiro. 

Já Seu Jorge é o convidado da apresentação agendada para o dia 19 de setembro, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. E, em 7 de novembro, o show da Arena da Baixada, em Curitiba, terá Alexandre Pires e Martinho da Vila na line.

No dia 14 de novembro, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, a participação especial é do célebre cantor de samba Péricles. A apresentação do dia 28 de novembro, no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, terá Gilberto Gil como convidado. 

Foto: reprodução/Instagram @encontro.samba

No encerramento da turnê, que acontece dia 19 de dezembro, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, Martinho da Vila volta a dividir o palco com seus colegas de samba.

Um trio de sucesso

Juntos, Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão somam mais de 150 anos de carreira e um repertório que se tornou trilha sonora de uma nação. Zeca Pagodinho é sinônimo de espontaneidade, encontro e boas conversas. “Se fosse sozinho, eu não faria”, afirmou o cantor sobre a turnê. 

Já Alcione representa força, autenticidade e presença – daquelas que não pedem licença para brilhar. Encontrar essa galera aqui é festa. Vai ser um show que vai dar prazer”, comenta a eterna Marrom. 

Jorge Aragão é o poeta elegante, de sorriso largo e de versos que atravessam o tempo. “Vai ser uma felicidade. Nos encontrarmos é cotidiano; aqui é amizade mesmo. Temos muito trabalho pela frente, mas, se pudesse, mais do que cantar, ficaria mais admirando os dois”, diz o artista, expressando a sensação de ter no palco os amigos (e também ídolos) de longa data. 

Personalidades distintas, mas complementares, que fazem com que o público se sinta próximo de cada um. “Vamos apresentar quem somos. Estamos felizes de poder agregar isso à nossa história”, finaliza Aragão.

Qual a sua música favorita dos sambistas? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Unidos da Tijuca anuncia enredo baseado em A Cabeça do Santo

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

 

Categorias
Comportamento Cultura Especiais Música

Especial | Conheça a carreira de Mc Luanna

De 44 a IRREFREÁVEL: relembre os trabalhos da artista

 

Se você acompanha a cena do hip hop nacional, provavelmente já ouviu esse nome. Ou, melhor ainda, seu bordão clássico: “é 44, vida”. MC Luanna é um dos principais nomes da atual geração do rap e conquistou uma legião de fãs com suas rimas complexas: frases fortes, mas sensíveis. Delicadas e, ao mesmo tempo, certeiras. 

Ela tem uma vastidão que não cabe em um só projeto. É por isso que cada trabalho novo de Luanna nos apresenta um pouco mais das diversas facetas, emoções e pensamentos da rapper – e da mulher por trás dela.

Em março, a artista lançou seu segundo e mais novo álbum, Irrefreável. Depois de Sexto Sentido, um vulnerável e profundo disco que chegou aos streamings em 2024, a nova mixtape surge para deixar uma coisa clara: MC Luanna é sentimental, mas não é fraca. 

Nascida em Ubaitaba, na Bahia, se mudou com a família para São Paulo e começou a construir sua carreira em Osasco. Desde o lançamento de sua primeira música, Kit Rosa, em 2020, muita coisa aconteceu: ela subiu em palcos de grandes festivais, como o Lollapalooza, e trabalhou ao lado de outros artistas renomados – Combate, com Tasha e Tracie, e Meio Pá, com Veigh, são alguns exemplos. 

Vem conhecer mais da artista e de alguns de seus trabalhos mais marcantes!

Maldita (2022)
Foto: reprodução/Spotify

Em junho de 2022, MC Luanna lançou seu primeiro EP. Em pleno mês dos namorados, a rapper não hesitou em cantar sobre relacionamentos reais e as dificuldades que envolvem o amor romântico.

Com um flow envolvente e uma rima direta, ela se coloca como o eu lírico que, mesmo sendo fiel e se entregando aos relacionamentos, sabe enxergar a hora de ir embora e a importância de impor limites.

De onde eu vim, a expressão ‘maldita’ sempre foi usada como forma de ofender qualquer mulher que peitasse um homem. E, enquanto mulher preta, dentro dos relacionamentos, muitas vezes nós precisamos bater no peito e colocar as nossas dores em primeiro lugar, e isso deixa muito homem com raiva, afirmou MC Luanna sobre o projeto, em entrevista ao portal Trace.

44 (2022)
Foto: reprodução/Spotify

O álbum de estreia da Luanna não poderia ter outro nome. Intitulado 44, seu número da sorte, e na capa uma foto de sua versão pequena, o disco que nos apresenta a MC: quem ela é, quem ela quer ser e quem ela será.

Foi aqui que tivemos o primeiro gostinho do que a artista viria a conquistar, graças à sua essência honesta e postura firme. Em 44, Lu apresenta suas diversas formas: romântica, desiludida, brava, triste. 

Me ensinaram engolir o choro

Nessas eu quase me afoguei

Cresci na mentira e achando bonito

Querer ser alguém que eu nem sei 

Se eu seria fã

No fim, Luanna estava começando a se tornar a artista que não apenas ela, mas milhares de brasileiros, também seriam fãs.

Fração ¾ (2023)
Foto: reprodução/Spotify

Lançado em 2023, o EP colaborativo Fração ¾ foi produzido com Mello Santana e Greezy. Ambos foram produtores das quatro faixas, cuidando da captação e mixagem das músicas cantadas por Luanna.

Quem é fã da MC sabe que, se tem algo que ela faz muito bem, é funk. Lu mostra seu lado mais +18 em canções agitadas, ousadas e altamente viciantes – impossível não ficar com “roça na peça” na cabeça depois de ouvir o EP.

A estética escolar da arte de divulgação faz sentido: Luanna vem para dar uma aula de como ser uma artista completa. Com apenas quatro títulos, o projeto explora desde o lado mais ousado da cantora até momentos de reflexões, como é o caso de Entre Fã e Luanna.

Existe uma identidade

Eu nunca vou perder

Nunca perder por ser verdade

Vai confiar no processo

Cê sabe não se apavora

Trabalha tranquilo amigo

Que vai chegar a sua hora

Sexto Sentido (2024)
Foto: reprodução/Spotify

Para quem quer entender bem a Luanna por trás das músicas que falam mal de homem e motivam a gente a ser mais poderosa, Sexto Sentido é uma verdadeira carta aberta que escancara os lados vulneráveis e sensíveis da artista.

Seguindo sua intuição, Lu chegou até aqui. E é sobre essa conexão com a própria voz – a voz que une seu medo e sua coragem para guiar os caminhos e as decisões da sua vida – que a MC escreveu Sexto Sentido. “Era mil escolhas e a intuição gritava”, canta Luanna na primeira faixa. E que bom que sua intuição cantou tão alto para que ela pudesse, enfim, viver de música.  

Um dos principais questionamentos trazidos no álbum é “o que você devolve para cultura?”. Lu acredita que o papel do artista é conseguir, com sua música, devolver um impacto positivo para a cena e para o público.

Irrefreável (2026)
Foto: reprodução/Spotify

Irrefreável é, por definição, “aquilo que não pode ser refreado, contido ou impedido; incontrolável”, e é assim que MC Luanna aparece em seu mais recente trabalho. Um novo lado, mais determinado e sem medo de dizer o que pensa, chega no disco que foi lançado em março de 2026.

Eu fiz sexto sentido mais tranquila e voltei no ócio”, canta Luanna na faixa MPG. É que, nessa obra, MC Luanna entende que mulher adulta faz assim: foca na carreira, cuida de si mesma e não deita para um homem que te apaga.

Suas rimas, cada vez mais maduras, mostram o avanço técnico da cantora. O talento sempre existiu, mas Luanna reforça suas habilidades e potencial a cada projeto que entrega. São frases que, quando você escuta, dá vontade de parar, respirar fundo e continuar com uma nova visão de mundo. Ela fala o que precisa ser dito, sem enrolação ou bajulação. 

Eu sou irrefreável memo

Sabe o que significa?

Que ninguém mais me controla

Nessa nem em outra vida

Desde a capa, assinada por Emerson Rosa, com fotografia de Fernanda Opitacio, até os clipes e as dez faixas, MC Luanna está mais forte e segura de si do que nunca. 

Qual sua música favorita da MC Luanna? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Sabotage 50 — homenagem aos 50 anos do maestro do hip-hop nacional

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

 

Categorias
Crítica Entretenimento Novelas

Crítica | O final controverso de Três Graças

A novela das nove chegou ao fim e os acontecimentos renderam muitas reações dos fãs

 

[Contém spoiler]

O final da novela das nove da TV Globo trouxe o fechamento de ciclos importantes, mas também a abertura de espaços para novas histórias da trama. Entre finais felizes, redenções mal feitas e conquistas a história chegou ao fim com gostinho agridoce.

A trama desde o início prometeu contar a história de mulheres empoderadas e que enfrentam sozinhas diversos desafios, como a maternidade solo. No final, tivemos homens com redenções mal explicadas e nada merecidas.

Foto: divulgação/Gshow

O personagem Joaquim (Marcos Palmeira) foi ausente na sua vida familiar durante toda a novela, mas acabou com uma chance de entrar na igreja no casamento de sua filha, que ele nunca reconheceu ou chamou dessa maneira.

Ainda falando de redenções, as duas piores de toda a novela foram Raul (Paulo Mendes) e Leonardo (Pedro Novaes). Um deles vendeu a própria filha, mas quando resolveu entrar na vida da família de Joelly (Alana Cabral) foi como se ele nunca tivesse cometido tal crime, fez discursos sobre paternidade e foi eleito pai do ano por não ter abandonado a filha, o mínimo que poderia fazer. Enquanto isso, Leonardo não pagou pelos seus crimes, ajudou o pai nos esquemas de remédios falsos e mudou de ideia apenas para ter sua amada de volta, mas acabou saindo como um revolucionário contra Santiago Ferette (Murilo Benício).

No lado amoroso da novela, tivemos casais sendo feitos e desfeitos em um piscar de olhos. Consuelo (Viviane Araújo) e Misael (Belo), tiveram diversas cenas tentando fazer com que o público aceitasse o casal e muitos minutos de tela foram gastos para isso. No final, houve um discurso sobre deixar o passado para trás e a musa fugiu, deixando seu amado confuso e também o público, que tinha começado a aceitar esse amor.

Foto: divulgação/TV Globo

O amor também esteve no ar para Leonardo e Viviane (Gabriela Loran), ignorando todos os crimes do galã que prejudicaram o trabalho de sua amada e também todos os seus comentários transfóbicos, eles se casaram em uma linda cerimônia de casamento que claramente não era para ser sobre eles.

Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) também aproveitaram seu amor na reta final da novela. Após diversos capítulos construindo o sentimento da forma mais natural e amorosa, o final delas foi atrelado ao casal Viviane e Leonardo, Vileo. Compartilharam o casamento, decorado nas cores lésbicas, com o casal hétero que aconteceu sem muitas explicações ou superação dos preconceitos e crimes.

O amado casal Loquinha, Lorena e Juquinha, acabou a novela esperando dois bebês ao mesmo tempo, o delas e o de Vileo. Assim, descobrimos que boas histórias lésbicas dependem de pessoas da comunidade para serem escritas. O corpo de uma personagem sáfica foi usado sem necessidade para gerar um filho que não é delas, mesmo havendo a possibilidade de uma adoção responsável, mais do que necessária considerando as tramas sobre compras de bebês mostradas.

Foto: divulgação/Gshow

Para redimir os casais corridos, tivemos um casamento bonito para Paluce, Paulinho (Rômulo Estrela) e Gerluce (Sophie Charlotte). Devido aos acontecimentos, a cerimônia foi corrida, mas foi um momento deles. Pela primeira vez a personagem teve um homem que pegou na sua mão e abraçou todas as suas peculiaridades.

Os vilões da novela colheram as consequências de seus atos. Samira (Fernanda Vasconcellos) acabou sozinha e sem visitas na prisão, mesmo tendo uma família. Ferette continuou doente e também solitário, apenas delirando com seus inimigos, sem nenhuma chance de redenção após seus crimes e o estrago que suas ações fizeram com sua família.

Com um lindo encerramento, tivemos a quebra de uma quarta parede: Arminda (Grazi Massafera) deu ao público o que ele queria e fez a história voltar ao começo de tudo, a obsessão da personagem pelas Três Graças e o sumiço delas.

O que você achou desse final? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Entrevista | Entre palcos e câmeras: a força e os caminhos de Lorrana Mousinho

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

Categorias
Cultura Entretenimento Entrevista Musicais Teatro

Entrevista | “O público percebe quando existe verdade no palco”: Daniel Salve sobre teatro musical

Entre montagens autorais, adaptações aguardadas e um musical inspirado em Paulo Gustavo, o criador reflete sobre pertencimento, redes sociais e o desafio de transformar universos já amados em experiências vivas no teatro

O teatro musical brasileiro vive um momento de expansão criativa — e poucos artistas transitam por universos tão diferentes quanto Daniel Salve. Enquanto acompanha a chegada de Nautopia a Londres, mergulha na construção brasileira de Percy Jackson e participa do desenvolvimento de Meu Filho é um Musical, inspirado na trajetória de Paulo Gustavo, o artista atravessa linguagens, fandoms e públicos distintos sem perder de vista aquilo que considera essencial: a conexão emocional.

Em conversa exclusiva ao Entretetizei, Daniel refletiu sobre o impacto das redes sociais na relação entre plateia e espetáculos, o desafio de adaptar universos que já vivem no imaginário coletivo e a potência única que o teatro ainda possui em tempos dominados por telas e consumo instantâneo.

Daniel fala sobre musical Nautopia

Sobre Nautopia, projeto autoral que começou de forma independente no Brasil e agora alcança novos territórios, o criador revelou que a percepção de que a obra poderia atravessar fronteiras surgiu quando viu a peça finalmente viva diante do público. 

“Uma coisa é imaginar a obra durante anos; outra muito diferente é vê-la respirando, gerando identificação, emoção, conversa”, explica. Segundo ele, o processo de internacionalização também trouxe um reencontro com a própria criação. “Uma obra muda quando atravessa novas culturas, novas línguas, novos olhares”, afirma.

Foto: reprodução/Instagram @danielsalve
O desafio de dirigir uma saga de sucesso

Ao mesmo tempo, Daniel também encara o desafio oposto: dirigir um fenômeno já consolidado no imaginário pop. A montagem brasileira de Percy Jackson chega ao Brasil em outubro, no Teatro Liberdade, em São Paulo, cercada por uma base de fãs extremamente conectada ao universo criado por Rick Riordan — algo que, para o diretor, exige equilíbrio entre respeito e personalidade própria. 

“Não faz sentido cair no óbvio por medo de ousar. O teatro pede uma experiência viva, presente, com identidade própria”, comenta.

A relação intensa entre fandoms e teatro musical, aliás, aparece como um dos temas centrais dessa nova geração de espetáculos. Para Daniel, as redes sociais mudaram completamente a forma como o público acompanha as produções. 

Hoje, segundo ele, a audiência não observa apenas o resultado final, mas acompanha bastidores, processos criativos, escalações e adaptações em tempo real. “Existe um envolvimento muito mais contínuo e afetivo”, analisa.

Foto: reprodução/Instagram @danielsalve

Longe de enxergar isso como um problema, o artista acredita que essa participação ativa fortalece o próprio mercado. “O teatro musical sempre dependeu de paixão coletiva para crescer. Uma arte só mobiliza fandom quando ela consegue criar pertencimento, identificação e afeto real nas pessoas.”

Uma delicada obra sobre Paulo Gustavo

Essa busca por afeto também atravessa Meu Filho é um Musical, espetáculo inspirado na vida e no legado de Paulo Gustavo. Segundo Daniel, um dos maiores cuidados da equipe foi justamente fugir de uma visão superficial do humorista. 

“A peça procura olhar para o ser humano por trás da figura pública”, conta. Para ele, que assina a autoria das letras e composições originais, o vínculo entre Paulo Gustavo e Dona Déa se tornou um dos elementos mais emocionantes do processo criativo. “No fundo, a peça fala muito sobre pertencimento, afeto e sobre alguém que encontrou na própria arte uma forma de entender quem era.”

Teatro: um local de conexão e encontro

Mesmo lidando com projetos tão distintos — de uma fantasia pop cercada por fandoms globais até uma obra autoral mais poética e intimista — Daniel acredita que sua forma de criar muda menos do que parece. “Independentemente do perfil do público, existe uma necessidade de conexão emocional que atravessa tudo. O mais importante talvez seja criar um espaço honesto de encontro”, explica. 

Ao falar sobre a força específica do teatro diante do cinema, da literatura e da internet, ele relembra um dos elementos visuais de Nautopia: uma grande vela manipulada pelo elenco que se transformava em mar, memória e ausência ao longo da narrativa. 

Para ele, esse recurso simboliza exatamente aquilo que torna o palco único. “O teatro não compete tentando reproduzir o que outras linguagens fazem melhor. A potência dele está justamente no encontro ao vivo, no símbolo, na presença e na capacidade de transformar algo simples em uma experiência profundamente emocional”, reflete.

Qual peça você gostaria de assistir? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: Especial | Dia do teatro: expressão humana através dos séculos 

 

Texto revisado por Thaís Figueiredo

 

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!