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Mostra Wong Kar-Wai: Entre o Amor e a Melancolia terá exibição gratuita em São Paulo

A programação, que começa na última semana de agosto, reúne cinco longas-metragens do celebrado diretor chinês

Entre cores de alta saturação, atmosferas nostálgicas e histórias contadas em gestos, figura o cinema de Wong Kar-Wai. Nascido em Xangai, mas radicado em Hong Kong, Wong é frequentemente listado entre os maiores diretores de sua geração e foi o primeiro cineasta chinês a ganhar o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 1997.

E agora, durante agosto e setembro, alguns dos seus filmes mais celebrados retornam às salas de cinema com a Mostra Wong Kar-Wai: Entre o Amor e a Melancolia, uma parceria entre a FJ Cines e a plataforma de streaming MUBI. 

Foto: reprodução/Hollywood Authentic

A mostra acontecerá no Sesc Consolação, no Espaço Provisório (3º andar), todas as quartas às 19h. Os ingressos são gratuitos e serão distribuídos no local, 30 minutos antes da sessão. 

Confira a programação:
  • Amores Expressos (1994) – 27/8 às 19h
  • Anjos Caídos (1995) – 3/9 às 19h
  • Felizes Juntos (1997) – 10/9 às 19h
  • Amor à Flor da Pele (2000) – 17/9 às 19h
  • 2046 – Os Segredos do Amor (2004) – 17/9 às 19h

Veja mais informações no site sescsp.org.br/consolacao.

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Leia também: Precisamos falar sobre a solidão da mulher adulta – e como ela é retratada (ou ignorada) na cultura pop

 

Texto revisado por Alexia Friedmann @alexiafriedmann

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Sultan Orhan: Mahassine Merabet será a protagonista de Kuruluş Osman

Atriz marroquina se junta a Mert Yazıcıoğlu em Sultan Orhan, novo arco da dizi que mostra a ascensão de Orhan Bey

Novidades no mundo das dizis? Temos! Segundo a jornalista Birsen Altuntaş, a atriz marroquina Mahassine Merabet foi confirmada como Nilüfer Hatun na nova fase de Kuruluş Osman (trad. livre: O Estabelecimento de Osman), conhecida nos bastidores como Sultan Orhan. Ela será parceira de Mert Yazıcıoğlu, que interpreta Orhan Bey.

Produzida pela Bozdağ Film, a trama vai mostrar a ascensão de Orhan Bey e seus primeiros passos rumo à consolidação do Império Otomano. Nesse contexto, Nilüfer Hatun (Mahassine) assume papel central, essencial tanto na vida pessoal do sultão quanto nas disputas políticas e culturais da época.

Créditos: Reprodução | Birsen Altuntaş

Antes de chegar a Merabet, o papel foi cogitado para Alina Boz, mas as negociações não avançaram. A atriz marroquina, que inicialmente havia sido considerada para viver Fatma Hatun, acabou sendo escolhida para este papel de maior destaque, reforçando a importância de sua presença no elenco.

Mahassine Merabet: atriz já foi entrevistada pelo Entretetizei!

Além da novidade da atriz na nova dizi, é imprescindível relembrar que a mesma já foi entrevistada pelo Entretetizei, durante sua exitosa atuação em Esaret, dizi que fez um imenso sucesso no Brasil. Na época do bate-papo, Mahassine conversou por um longo período com a jornalista Anna Mellado, e dividiu conosco a felicidade em alcançar tantos admiradores, além de se arriscar no português.

Nessa nova fase da carreira de Mahassine, ficamos imensamente felizes com o novo projeto. Que tal relembrar esse momento? Veja a entrevista completa, a seguir:

 

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Leia mais: Platônico: nova dizi com Kerem Bürsin estreia no Brasil em setembro

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cultura Entretenimento Livros Notícias

Folclore brasileiro: conheça 10 livros para se aprofundar no tema

O folclore brasileiro esbanja uma grande riqueza, e recomendamos algumas obras para mergulhar de cabeça nesse universo

Histórias que submergem dos rios brasileiros, correm por todas as regiões do país, resistem nas matas e são também lembradas nas selvas de pedras. As muitas narrativas da sabedoria popular e folclore brasileiro são, há tempos, (re)contadas ao pé da fogueira ou do fogão, em casa ou na escola, no campo ou na cidade.

E, no mês de agosto, essas histórias que ajudam a constituir a identidade nacional têm uma data especial para serem lembradas: desde 1995, em 22/8, comemora-se o Dia do Folclore.

Por isso, o Entretê fez uma seleção de obras que buscam recontar, das mais diferentes maneiras, as narrativas que guardam muito da sabedoria popular brasileira. Confira a seguir histórias de seres de dar medo, alguns bem traquinas e outros pra lá de solitários, todos bastante fortes no imaginário brasileiro, celebrados em festas populares e relembrados por autores como Ana Maria Machado, Ilan Brenman, Heloisa Prieto e muitos outros. Confira a seguir:

Histórias à brasileira
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

As narrativas que dão vida aos quatro volumes de Histórias à brasileira vêm da época em que a filha de Ana Maria Machado ainda era pequena. Com as visitas frequentes de amigas e primas, quando acabava a luz, sobrava para a mãe entreter as crianças com os mais variados contos que ouvira de sua família. E, quando a luz voltava, fingiam que ainda estavam sem televisão e continuavam a ouvir as histórias que, mais tarde, virariam livro.

 Narrativas do Folclore
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

Ernani Ssó gosta tanto das histórias brasileiras que escreveu a coleção Narrativas do Folclore, uma série de sete livros apenas com esses contos tradicionais. Cada obra é ilustrada por um artista diferente, como Renato Moriconi, Edgar Vasques, Nelson Cruz e Marilda Castanha. Não faltam assuntos como morte, gigantes, bichos esquisitos e muito mais!

Mata: Contos do Folclore Brasileiro
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

Em Mata: contos do folclore brasileiro, Heloisa Prieto dedica-se a contar os ensinamentos guardados justamente nessas histórias de folk (gente, pessoas comuns) e lore (saber), uma vasta sabedoria popular. A autora leva o leitor a viajar pelas narrativas do pó de jararaca, da noite do nunca-mais e até dos sete fios d’água. Tudo com as ilustrações de Guilherme Vianna.

Nove monstros perigosos, poderosos e fabulosos do Brasil
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

O Brasil também é terra de monstros que assombram nossas rodas de história! Já ouviu falar do Caboclo-d’Água, do Gorjala ou até mesmo da Cabra Cabriola? Pois prepare-se para conhecê-los em Nove monstros perigosos, poderosos e fabulosos do Brasil, de Flavio de Souza. As histórias vêm acompanhadas de ilustrações em que o desafio é achar a terrível criatura. 

Viagem pelo Brasil em 52 histórias
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

As principais histórias do folclore brasileiro, divididas nas diferentes regiões deste país de dimensão continental. Assim é composto Viagem pelo Brasil em 52 histórias, de Silvana Salerno, com ilustrações de Cárcamo. A obra convida o leitor a conhecer esse grande território por meio de diversas narrativas, muitas delas circunscritas a um tempo distante.

Mula sem cabeça: a origem
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

Isoldinha era só uma moça de 18 anos que tinha uma vontade louca de beijar o padre da pequena cidade em que vivia. Quando criou coragem e finalmente realizou esse desejo proibido, no entanto, transformou-se em uma assustadora criatura temida por todos na vizinhança. Descubra essa história em Mula sem cabeça: a origem, de Ilan Brenman, com ilustrações de Marjolaine Leray

Quem tem medo de Curupira?
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

Quando as crianças começam a se esquecer do Curupira, grande guardião da floresta, é hora dele e de todas as figuras do folclore brasileiro visitarem a cidade para não resgatar algum reconhecimento — ou para não caírem de vez no esquecimento. Em Quem tem medo de Curupira?, peça de teatro escrita por Zeca Baleiro e com ilustrações de Raul Aguiar, o que não faltam são confusões causadas por figuras como Caipora, Boitatá, Mãe-d’Água e Saci. 

Quem matou o saci?
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

Neste livro de mistério, que apresenta o folclore brasileiro de uma forma bem diferente, bem-humorada e surpreendente, há um crime a ser desvendado pelos detetives Billy Conrado e Joaquim de Jeremias. Todos os personagens folclóricos são suspeitos: Caipora, Boto, Cabeça de Cuia, Pisadeira, Velho do Saco e Cabra-Cabriola. Cada um é apresentado com uma “ficha criminal”, na qual são listadas suas principais características, o que torna a narrativa de Alexandre de Castro ainda mais divertida. 

Jonas e a sereia
Imagem: reprodução/Companhia das Letras

Pode um homem apaixonar-se pelo animal que caça? Pois é isso o que acontece em Jonas e a sereia, obra de Zélia Gattai e ilustrada por Flávio Morais, que conta a origem de uma criatura mitológica um tanto famosa. Nessa versão para lá de brasileira, descobrimos como surgiram as sereias, seres metade peixe e metade humano que encantam há milênios marinheiros em diversas culturas do mundo.

Abecedário de personagens do folclore brasileiro
Imagem: reprodução/Amazon

A obra de Januária Cristina Alves reúne 141 personagens representativos do nosso folclore, buscando trazer a diversidade de origens,indígena, africana, europeia e oriental. São humanos, animais e seres fantásticos que ilustram diversas histórias populares. As ilustrações de Cézar Berje ajudam a contextualizar também os traços físicos e outros elementos característicos.

O livro tem a proposta de ser uma enciclopédia e, por isso, cada personagem é apresentado como verbete ilustrado, no qual são descritas suas características físicas e psicológicas, sua origem e as narrativas em que aparece.

 

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Leia também: Garota do Momento e Duda Santos são finalistas do Seoul International Drama Awards 

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cultura turca Notícias Séries

Dolunay: mais um sucesso turco que chega ao Brasil

A produção com Can Yaman e Özge Gürel será disponibilizada em streaming e exibida em canal pago do país a partir do próximo mês

 

O ano de 2025 já pode ser considerado o ano em que as novelas turcas se consolidaram no Brasil! A mais nova produção que desembarca por aqui é Dolunay (tradução livre: Lua Cheia, 2017). E uma novidade é que a trama, protagonizada por Can Yaman e Özge Gürel, será disponibilizada com exclusividade na Globoplay no dia 1 de setembro e também será transmitida no canal Globoplay Novelas a partir de 10 de setembro.

Dolunay foi a primeira parceria de Can e Özge, que mais tarde estrelaram Sr. Errado (Bay Yanlış, 2020), outro sucesso turco que já se encontra disponível na Globoplay.

Foto Dolunay.
Foto: reprodução/Globoplay
Exibição

A novela terá seus primeiros 17 episódios disponibilizados no streaming no início de setembro e depois, a cada segunda, 16 capítulos inéditos serão lançados na plataforma. Já na televisão, a partir do dia 10 do mesmo mês, será exibida de segunda a sábado, a partir das 20h55, no lugar de O Amor Invencível (El Amor Invencible, 2023). Essa faixa de horário é voltada para apresentar sucessos internacionais. Terá reapresentação às 2h05, às 4h30 e às 10h25.

Enredo

Com um enredo leve, divertido e envolvente, a novela gira em torno da estudante de gastronomia Nazli (Özge Gürel), uma jovem ambiciosa que trabalha em um restaurante em Istambul, e Ferit (Can Yaman), um empresário bem-sucedido que ela conhece no seu local de trabalho e a contrata para ser sua chef pessoal. Com a convivência, surge entre os dois uma forte conexão, misturando diversão, romance e conflitos.

Foto Dolunay.
Foto: reprodução/Globoplay
Novelas turcas na Globoplay

Muito amada pelos fãs das novelas turcas ao redor do mundo, a produção da No Dokuz Productions, exibida originalmente na Turquia na Star TV, se junta aos vários títulos do país disponibilizados no catálogo da Globoplay, como El Turco (2025) e A Sonhadora (Erkenci Kuş, 2018), também protagonizadas por Can Yaman, Marasli: O Protetor (Maraşlı, 2021), O Último Verão (Son Yaz, 2021), Amor e Honra (Leke, 2019), Mãe (Anne, 2016), a mais recente Ramo: Entre o Amor e o Poder (Ramo, 2020) e Hercai: Amor e Vingança (Hercai, 2019), atualmente também em exibição no Globoplay Novelas.

 

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Música Notícias

Feat histórico: Pabllo Vittar e NMIXX lançam o single MEXE

A união entre Brasil e Coreia chegou com força no novo lançamento de Pabllo Vittar

Na última quinta (22), a drag queen lançou MEXE, seu mais recente single em parceria com o NMIXX, girl group da JYP Entertainment e um dos maiores da indústria sul-coreana. A faixa já está disponível em todas as plataformas digitais e veio acompanhada de um MV gravado diretamente na Coreia do Sul.

Confira:  

Com uma batida poderosa e coreografia envolvente, MEXE mistura versos em português e inglês, trazendo as vozes das integrantes do NMIXX  e as cores do K-pop e, claro, o funk brasileiro como marca registrada.

Para Pabllo, a canção carrega um toque Girl Power e promete conquistar tanto os fãs de K-pop quanto os de pop nacional.

Em entrevista à mídia coreana, o NMIXX não escondeu a empolgação em colaborar com Vittar:

“Sentimos que nos aproximamos do nosso objetivo de criar música que se conecte livremente com o mundo. Colaborar com Pabllo Vittar, que tem uma energia tão livre e vibrante, é uma experiência verdadeiramente especial para o NMIXX.”

Pabllo, que já revelou ser fã de K-pop há muitos anos e diversas vezes expressou o desejo de trabalhar com um grupo, viu esse sonho se concretizar com o NMIXX. Em entrevista à Billboard Brasil, Pabllo disse que MEXE é “uma chance de levar mais diversidade, inclusive para os fãs coreanos que são gays e queer”.

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Texto Revisado por Simone Tesser @simone_alleotti 

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Música Notícias

Carta de Maria: parceria inédita de Rubel e Marina Sena

Novo single mistura referências dos últimos trabalhos de ambos os artistas em uma criação inédita

Escrita e produzida por Rubel, em parceria com Gabriel Duarte, que dirigiu o último trabalho de Marina Sena, a música Carta de Maria já está disponível nas plataformas digitais. Unindo o último trabalho de Rubel, Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?, e o mais recente álbum de Marina Sena, Coisas Naturais, a ideia era criar um diálogo entre os universos sonoros dos artistas. Com a miscigenação dos dois trabalhos, trechos de ambos os discos foram entrelaçados, refletindo a essência criativa de Marina e Rubel.

Abordando o conflito entre dois amantes, na canção há discursos que revelam versões diferentes do amor: ele buscando estabilidade e conforto, enquanto ela deseja liberdade e aventura. Assim como Marina Sena, a personagem é uma mulher independente e perspicaz, que não se deixa levar pelas armadilhas do conforto e resiste a ele como quem recusa a anestesia da própria alma.

Rubel e Marina Sena
Foto: divulgação/Marina Zabenzi

A conexão de Marina Sena com a letra foi o ponto de partida para a parceria, que une de maneira harmônica elementos da MPB e do Pop. Após ouvir a canção, originalmente presente no último disco de Rubel, a artista procurou o cantor e assim surgiu a colaboração inédita, que se estendeu dos palcos ao estúdio. “Essa música foi feita para eu cantar, eu me identifico com cada detalhe dela, assim que escutei, mandei mensagem para ele falando que eu queria cantar ela. Agora está no mundo”, revela Marina.

A música tem suas magias e seus mistérios. Quando escutei a Marina cantando essa música pela primeira vez, em um show que fizemos juntos, senti que a música tinha sido escrita para ela. Todo mundo sentiu isso. A letra ganhou vida na boca dela. E eu fiquei muito feliz com o resultado da produção musical que fiz junto ao Gabriel Duarte —  um híbrido do meu universo com o ‘Coisas Naturais’”, afirma Rubel.

Criada por Marina Zabenzi, a capa de Carta de Maria agradou os artistas logo que a viram. A fotografia conseguiu traduzir em uma única imagem a intensidade e emoção da letra e refletir a dualidade da relação dos personagens retratados na canção.

Ouça aqui:

 

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Texto revisado por Simone Tesser 

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Entretenimento Livros

Encha Seu Kindle 2025: 5 livros que você precisa ler

Aproveite e-books gratuitos ou com preços reduzidos durante o evento mais esperado do ano

Nesta sexta-feira (22), acontece o Encha Seu Kindle, evento criado por Íris, uma das maiores creators literárias do Brasil. A iniciativa tem como objetivo promover a leitura oferecendo e-books gratuitos ou com preços simbólicos na Amazon Brasil, reunindo autores independentes nacionais e também obras publicadas por editoras.

O projeto conta ainda com o apoio da própria Kindle Direct Publishing (KDP), da Amazon Brasil, reforçando a importância da literatura nacional e tornando o acesso a novos títulos ainda mais democrático. As ofertas estarão disponíveis apenas hoje, 22 de agosto.

Para não deixar nenhum leitor perdido entre tantas opções, selecionamos cinco livros imperdíveis de escritores brasileiros disponíveis nesta edição do Encha Seu Kindle 2025

Ilhados Lucas Santana
Foto: divulgação/Assessoria Lavanda Literária

A maioria dos amigos de Nico já decidiu o que fazer da vida, mas ele segue indeciso: faculdade, ajudar os pais ou apenas vagar pelas praias de sua ilha tropical. A chegada inesperada de um velejador muda tudo, despertando sentimentos nunca antes explorados. Entre amor, autodescoberta e uma ameaça que coloca sua casa em risco, Nico precisará escolher entre proteger quem ama ou buscar seus próprios sonhos.

Embarque nessa jornada tropical e descubra o que espera por Nico. Garanta o seu e-book aqui.

Senhor Tempo Bom Anna Martino
Foto: divulgação/Assessoria Lavanda Literária

Galileu, um meteorologista com medo da chuva, enfrenta um paradoxo curioso. Seu receio não seria um grande problema, exceto pelo fato de que ele está prestes a enfrentar a maior tempestade de sua vida. Quando o clima e destino colidem, Galileu se vê em uma jornada inesperada que desafiará suas previsões e revelará segredos escondidos no tempo.

Com um novo prefácio exclusivo da pesquisadora Cláudia Fusco, Senhor Tempo Bom é uma novela de Anna Martino, que inaugurou a terceira onda da coleção ZIGUEZAGUE com uma narrativa envolvente que explora a complexidade do tempo e da memória. O livro também foi finalista do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2021 e pode ser adquirido aqui.

Saudades do Brasil Anna Martino
Foto: divulgação/Assessoria Lavanda Literária

Irene Hartnell nunca conheceu um tempo que não pudesse ser controlado. Filha de um dos criadores da primeira máquina do tempo, ela dedicou a vida a aperfeiçoar e proteger essa tecnologia. Mas quando uma comunicação misteriosa do futuro interfere nos circuitos da máquina, Irene e seu amigo Ruben são lançados para o Rio de Janeiro de 1940, em plena Era Vargas, sem garantia de retorno.

Presos em um passado que não deveriam tocar, eles precisam desvendar quem está manipulando a viagem no tempo e o que Aureliano Xavier, um magnata obcecado pelo projeto, realmente busca no passado. Em meio à recepção triunfal de Carmen Miranda e aos bastidores sombrios da política da época, Irene descobre que há forças agindo além de seu controle e que o maior risco pode ser perder a si mesma.

Uma história sobre tempo, escolhas e a luta entre destino e livre-arbítrio, Saudades do Brasil combina ficção científica e drama histórico em uma narrativa envolvente e repleta de tensão. 

Para viver essa aventura junto com os protagonistas em 1940, baixe seu exemplar aqui.

Bad Prince Zoe X
Foto: divulgação/Assessoria Lavanda Literária

Scarlet Wright vive consumida pelo ódio — especialmente por causa de Conrad Prince, sua antiga paixão e maior erro. Agora ele está de volta, disposto a provocar todos que o desprezam. Entre ressentimentos e feridas ainda abertas do passado, os dois precisam encarar sentimentos que ainda queimam.

Neste livro, Zoe entrega um bully romance de segunda chance com enemies to lovers e vingança. A trama, destinada ao público 18+, conduz o leitor por uma história intensa de dor, desejo e confronto. Garanta seu exemplar aqui.

A Maldição do Amor: Um Reconto de Hades e Perséfone Zoe X
Foto: divulgação/Assessoria Lavanda Literária

Hades, poderoso e solitário, jamais esperou que alguém pudesse aliviar sua existência. Perséfone, dividida entre a vida planejada pela mãe e os desejos do coração, encontra no Deus do Submundo um amor arrebatador e proibido.

Neste livro, Zoe apresenta um reconto de Hades e Perséfone com slow burn, age gap, amor proibido e uma perfeita dinâmica de grumpy x sunshine. A trama, destinada ao público 18+, mergulha em um romance arrebatador onde destino e sacrifícios colocam o amor à prova. Garanta seu exemplar aqui.

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Leia também: Luci Collin celebra 4 décadas de poesia com Incombinados: Poemas Escolhidos 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @anadodll

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Love you, Brazil… mas só de longe: como artistas internacionais nos tratam como a plateia mais calorosa do mundo, mas ainda nos deixam de fora

O Brasil é conhecido pelo público apaixonado, mas artistas internacionais frequentemente nos ignoram, citando custos, logística e o estigma do fã ‘incontrolável’

O Brasil é aquele amigo que está sempre de braços abertos, pronto para receber visitas, mas que vive esperando na porta por gente que nunca chega. No mundo da música e do entretenimento internacional, nossa fama é quase mítica: somos a plateia mais calorosa do planeta, os fãs mais dedicados, o povo que canta até a respiração falhar. Essa narrativa é repetida em palcos, entrevistas e postagens como um mantra e a gente acredita, porque é verdade. O problema é que, quando as turnês são anunciadas, essa mesma plateia tão celebrada some do mapa. O elogio fica, mas a visita nunca vem.

O resultado é um relacionamento estranho, em que os artistas se declaram para nós como quem escreve uma carta apaixonada, mas sem nunca marcar o encontro. A gente vibra  com cada “love you, Brazil” dito no microfone, mas já aprendeu a não se empolgar demais, porque sabe que, na hora de decidir onde investir tempo, energia e dinheiro, o Brasil quase sempre fica para depois ou simplesmente não entra na lista. E é justamente por amarmos tanto que essa ausência dói tanto.

O discurso apaixonado no microfone e o silêncio na hora de anunciar a próxima turnê

Quem é fã brasileiro sabe de cor o script: o artista pisa no palco, a plateia vibra até perder a voz, o show termina com um “I love you, Brazil” carregado de emoção, e o vídeo do momento viraliza no Twitter, no TikTok, no Instagram. A legenda é sempre a mesma: Eles nos amam! Mas semanas, meses ou anos depois, quando uma nova turnê mundial é anunciada, o Brasil não está na rota. Não é que a gente esperasse que todos viessem todo ano, mas a exclusão sistemática, especialmente por artistas que afirmam nos amar, cria um gosto amargo que a gente finge engolir, mas não desce.

O que acontece é que esse amor declarado no palco muitas vezes serve mais ao espetáculo do que ao vínculo. É performático, pensado para render corte de vídeo, meme, engajamento. E funciona, porque o brasileiro se agarra a esse tipo de validação. Somos um público que constrói afeto rápido, que se orgulha de ser lembrado. Mas quando o lembrar se resume a uma frase ensaiada, sem consequência prática, vira quase um deboche. É como aquele amigo que te chama de irmão, mas nunca aparece no seu aniversário.

@radiomixfm

AGUENTA CORAÇÃO 🙀 Os fãs da #Adele tiveram recentemente mais um motivo pra confiar na vinda da cantora ao país. Em meio a boatos de uma apresentação no #RockinRio 2024, Adele se enrolou em uma bandeira brasileira durante show em LasVegas. Será que vem aí? Quem gostaria de ver a cantora fazendo shows no país?

♬ som original – Rádio Mix FM

Não é difícil entender por que dói tanto. O fã brasileiro investe pesado e não estou falando só de dinheiro, mas de tempo, energia e emoção. As filas para shows começam dias antes, as pessoas economizam por meses para garantir ingresso, e ainda existe o peso emocional de viver um evento que pode nunca mais se repetir. Quando o artista some do nosso mapa, é como se ele dissesse que toda essa entrega é boa para marketing, mas não para investimento real.

A contradição é escancarada quando vemos artistas citando o Brasil em entrevistas, posts e lives. Eles lembram com detalhes de shows antigos, falam que foi a plateia mais alta da carreira, descrevem a energia como única no mundo. Mas se essa energia é tão valiosa, por que ela não é prioridade na hora de planejar? Por que não vale o custo e o esforço de atravessar o mapa? A resposta, mesmo que ninguém diga em voz alta, é desconfortável: porque nos veem como intensos demais, caros demais e estratégicos de menos.

O problema é que essa lógica vai além de uma agenda de turnê. Ela molda a forma como somos vistos na indústria cultural global. O brasileiro é o fã ideal para gerar hype e engajamento online, mas não o bastante para receber o investimento proporcional. Somos a vitrine bonita que não entra no orçamento. E, no fundo, todo mundo sabe, inclusive os artistas.

As justificativas oficiais e a desculpa velada sobre o comportamento do público

Quando questionados sobre a ausência do Brasil nas turnês, artistas e equipes citam fatores como logística, custo de transporte, instabilidade econômica e dificuldade de fechar contratos com produtoras locais. Tudo isso é real, claro. O país é distante dos grandes polos de circulação artística, e trazer um show para cá custa mais caro do que percorrer rotas entre Europa, EUA e Ásia. Mas existe uma camada não dita que pesa tanto quanto o dinheiro: a percepção sobre o nosso público.

A imagem do fã brasileiro como selvagem não é nova. Desde os anos 90, quando boybands e popstars desembarcavam no país, imagens de fãs correndo atrás de carros, cercando hotéis e gritando em aeroportos foram exploradas até o limite pela mídia. Essas cenas ajudaram a construir a mística do Brasil como o público mais caloroso do mundo, mas também geraram um estigma: o de que não sabemos nos comportar. E esse rótulo nunca desapareceu.

Nos bastidores, produtores e artistas contam histórias de invasões de camarim, seguranças sobrecarregados e pressão extrema no deslocamento. Há exagero, claro, qualquer país tem episódios de histeria, mas no Brasil esses momentos são eternizados em manchetes sensacionalistas e transformados no jeito brasileiro de ser fã. E mesmo quando não há incidentes, a expectativa de que possa haver já cria resistência. É mais fácil evitar o país do que lidar com essa reputação.

O curioso é que essa intensidade é a mesma que, no palco, vira combustível para a performance. Artistas adoram o som da multidão brasileira cantando cada verso, adoram vídeos de plateias sincronizadas, adoram as cores e cartazes. Mas fora do palco, essa mesma intensidade é vista como risco. É um paradoxo: o que nos torna especiais é também usado como desculpa para nos evitar.

O problema é que, quando se fala em comportamento de fã, existe um recorte conveniente. O que acontece no Brasil vira prova de falta de civilidade, mas situações semelhantes em outros países são romantizadas como dedicação. Uma fila de três dias em Londres é paixão. Uma fila de três dias em São Paulo é loucura. Essa diferença de narrativa reforça a sensação de que não estamos jogando o mesmo jogo que o resto do mundo.

E é nesse contexto que a frase “Love you, Brazil” ganha um peso diferente. Porque ela vem de um lugar onde o carinho existe, mas o respeito logístico e profissional nem sempre acompanha. É o equivalente musical de curtir todas as suas fotos no Instagram, mas nunca te encontrar pessoalmente.

O carinho nas redes e a ausência no mapa: quando o Brasil é lembrado só de longe

Os exemplos recentes deixam claro que essa ausência não é acaso, é um padrão enraizado. Billie Eilish, por exemplo, tem pouco mais de cinco anos de carreira de sucesso global, mas já consolidou uma base imensa no Brasil, fãs que a colocam entre as mais ouvidas no Spotify nacional, compram vinis e produtos importados a preços absurdos e lotam hashtags em qualquer anúncio que mencione seu nome. Ela já reconheceu esse carinho em entrevistas, chegou a comentar sobre a paixão dos brasileiros, mas nunca trouxe uma turnê para cá. E na nova leva de shows, mais uma vez, o país ficou fora. O silêncio, nesse caso, fala mais do que qualquer justificativa.

Adele talvez seja o exemplo mais simbólico dessa contradição. São quase duas décadas de carreira, inúmeros prêmios e um discurso público que, volta e meia, menciona o Brasil com admiração. Em entrevistas, ela já descreveu a plateia brasileira como algo que sonharia em ver ao vivo, mas as turnês sempre se restringem à Europa, América do Norte e, ocasionalmente, Ásia e Oceania. Não houve sequer uma tentativa de incluir o Brasil no itinerário. É como se o país fosse um mito distante, admirado de longe, mas nunca realmente integrado à sua trajetória.

E aí vem Beyoncé, que vive um caso ainda mais agridoce com o público brasileiro. Ela já esteve aqui no início da carreira, entregou apresentações memoráveis e, desde então, alimentou a narrativa de que o Brasil é uma de suas plateias favoritas. Fotos e vídeos dessa época circulam até hoje como prova da conexão. Mas a nova turnê, grandiosa e cuidadosamente planejada, nem cogitou o Brasil. Enquanto fãs de outros continentes têm datas e ingressos garantidos, os brasileiros assistem a tudo pela tela do celular, lembrando de um passado que não se repete.

O fenômeno se repete com inúmeros nomes: artistas que acumularam décadas de sucesso declararam, em algum momento, seu amor pela energia brasileira, mas nunca transformaram esse carinho em presença física. Não é só sobre a agenda atual, é sobre uma trajetória inteira ignorando um público que, ironicamente, está sempre entre os mais fiéis. Essa ausência não é fruto de esquecimento, e sim de decisão estratégica e isso talvez seja o mais frustrante.

Porque, no fundo, a mensagem que fica é que o Brasil é ótimo para gerar buzz, vender discos e alimentar redes sociais, mas não vale o investimento logístico. Somos úteis como combustível de marketing, mas não como destino real. É um carinho que cabe em um tweet, em uma dedicatória no palco de outro país, mas não no cronograma de uma turnê que se diz mundial. E quando você percebe que a palavra mundial exclui sistematicamente o seu país, é impossível não se sentir à margem do mapa cultural.

O preço da experiência e o tempo que nunca é nosso

Quando o Brasil finalmente entra na rota, não significa que o tratamento mude. Em muitos casos, o que recebemos é uma versão reduzida do que outros países têm. E não é exagero dizer que, às vezes, parece que a presença aqui é mais um favor do que uma escolha estratégica. Basta olhar para os fanmeetings de atores coreanos: ingressos que ultrapassam dois mil reais, sem contar taxas, viagem e hospedagem. Por mais que os benefícios incluam foto, autógrafo ou interação rápida, o valor é abusivo para a realidade da maioria dos fãs brasileiros. É uma experiência formatada para ser inacessível e, ainda assim, extremamente concorrida.

A concorrência é outra questão. Esses eventos quase sempre acontecem em locais que não comportam nem 10 mil pessoas, o que significa que a esmagadora maioria do público fica de fora. É como abrir uma janela minúscula para um mar de fãs e esperar que todos fiquem satisfeitos por poder espiar de longe. E essa limitação não é apenas uma questão de logística; é também uma escolha que reforça a exclusividade como produto. Quanto mais restrito, mais valorizado. Mas essa lógica transforma o fã brasileiro em consumidor de luxo, como se o afeto pudesse ser medido em cifras.

Mesmo quando conseguimos vencer essa barreira financeira e logística, o tratamento em si raramente se compara ao de outros países. Artistas que, em países asiáticos ou na América do Norte, passam dias interagindo com a cidade, conhecendo pontos turísticos e compartilhando a experiência nas redes sociais, aqui mal desembarcam, fazem o evento e desaparecem. Não há passeio, não há registro de bastidores, às vezes nem fotos no hotel. É como se o Brasil fosse uma escala técnica, não um destino.

Esse comportamento reforça a sensação de que a passagem por aqui é uma obrigação contratual, não uma celebração da conexão com o público. Em outros lugares, vemos agendas com dias livres, entrevistas, aparições surpresas. Aqui, o máximo que recebemos é um “te amo” ou “love you” no palco e, no dia seguinte, um avião partindo antes mesmo de a poeira da empolgação baixar. O contraste é gritante, principalmente quando o próprio artista posta, dias depois, dezenas de fotos de sua estadia em outro país.

O que fica para o fã é uma mistura de gratidão e frustração. Gratidão por ter vivido um momento que é raro, que nem sempre se repete. Frustração por perceber que, na balança global, a nossa presença não pesa o suficiente para merecer o mesmo investimento de tempo e energia que outros públicos recebem. É um afeto rápido, cronometrado e caro — muito caro —, que exige um esforço imenso para uma entrega que, no fundo, não é proporcional.

E isso tem um efeito corrosivo a longo prazo. Porque, por mais apaixonados que sejamos, a repetição desse padrão desgasta. Não é que o fã brasileiro vá deixar de apoiar ou se dedicar, mas cada vez mais cresce a consciência de que estamos sempre no papel de quem corre atrás, enquanto outros públicos são tratados como prioridade. E quando essa percepção se solidifica, o Love you, Brazil” perde a força, fica só o eco de um carinho que nunca se traduz em presença verdadeira.

O muro invisível entre artista e fã brasileiro

Basta assistir a registros de shows lá fora para perceber que o Brasil joga um jogo diferente e nem sempre por escolha própria. Em países da Europa, América do Norte ou Ásia, é comum ver artistas descendo do palco para interagir com o público, caminhando por passarelas, tocando as mãos de fãs, aceitando presentes, parando para selfies rápidas. Aqui, na maioria das vezes, a sensação é de que existe um muro invisível separando artista e plateia. O contato é mínimo, quase coreografado para não se aproximar demais. É como se houvesse um acordo silencioso de que o público brasileiro é perigoso, imprevisível e, por isso, precisa ser mantido a uma distância segura.

Essa diferença de postura é gritante. Em outros países, artistas exploram a energia do público de perto, fazem brincadeiras com fãs na grade, improvisam momentos. Aqui, a regra parece ser seguir o roteiro estritamente, sem abrir espaço para qualquer aproximação física que não esteja prevista. Não é só sobre segurança; é sobre confiança, e essa confiança, por algum motivo, não é depositada em nós.

A barreira não é só física, também é linguística. Muitos artistas que se apresentam no Brasil não se dão ao trabalho de aprender sequer algumas palavras em português. E não estamos falando de dominar o idioma, mas de um simples obrigado ou boa noite dito com esforço genuíno. No caso de artistas norte-americanos, essa ausência é ainda mais evidente: existe uma suposição implícita de que o público brasileiro é obrigado a saber inglês, e que a comunicação fluirá naturalmente nessa via única.

E é impossível não comparar com os artistas de K-pop, que enfrentam não apenas uma barreira linguística, mas também um sistema de escrita completamente diferente, com outro alfabeto e fonética. Ainda assim, eles se esforçam para aprender frases inteiras em português, arriscam pronúncias, leem recados no idioma local e, o mais importante, trabalham lado a lado com intérpretes nos shows. Isso não só garante que entendam o que dizemos, mas também que o público compreenda as mensagens que querem passar.

@universbts_

🎥 Dia do nosso Hobi com a lembrança desse dia especial. O discurso do Hobi em solo brasileiro! 🥺🩵 #hobi #jhope #junghoseok #bt

♬ som original – Universo Bangtan

Esse cuidado cria uma ponte real entre artista e fã. Não é só performance; é empatia, é reconhecimento. E justamente por ver que é possível fazer isso — mesmo com distâncias culturais e linguísticas muito maiores — que a postura de muitos artistas ocidentais soa tão desinteressada. Não é falta de recurso, é falta de vontade. Quando o esforço não existe, o Love you, Brazil” perde força, porque fica claro que ele não vem acompanhado da intenção de realmente nos ouvir.

O resultado é um relacionamento desigual: damos tudo, vibramos, cantamos em inglês, coreano ou qualquer idioma necessário para acompanhar, mas recebemos pouco em troca quando se trata de aproximação genuína. Entre o muro físico e o muro linguístico, o fã brasileiro continua ali, à distância, olhando para um palco que diz nos amar, mas raramente cruza a linha para provar isso.

Quando o “público mais caloroso do mundo” é tratado como figurante: o desgaste emocional e cultural de ser fã no Brasil

Ser chamado de o público mais caloroso do mundo soa como elogio, mas, quando repetido sem ações concretas para sustentá-lo, vira uma espécie de prêmio de consolação. É como se nos dissessem: Vocês são incríveis, mas não o suficiente para merecer a mesma atenção que outros recebem”. E isso tem um peso emocional profundo, porque o fã brasileiro não é passivo. Ele investe, ele se mobiliza, ele constrói comunidades inteiras em torno de artistas que, muitas vezes, nunca pisaram aqui.

Essa exclusão constante molda a forma como nos relacionamos com a indústria internacional. Aprendemos a viver de fragmentos: uma menção em entrevista, um vídeo antigo de um show, um comentário durante uma live. Esses momentos viram tesouros, mas também reforçam o quanto estamos à margem. É como viver um romance à distância em que só uma das partes escreve cartas e, ainda assim, genéricas, iguais para todo o mundo.

Culturalmente, isso também alimenta um ciclo de inferioridade. Quando um artista passa semanas explorando um país e dedica apenas algumas horas ao Brasil, a mensagem implícita é clara: não somos a prioridade. E isso vai minando o orgulho que temos de nossa própria cena musical e de nossa importância no mercado. Começamos a nos ver mais como consumidores do que como parte ativa da cultura global.

O mais irônico é que essa percepção não surge da falta de amor dos fãs, muito pelo contrário. Surge do excesso. É justamente porque nos importamos tanto, porque respondemos a cada postagem, porque subimos hashtags e lotamos timelines, que sentimos com tanta força o impacto de sermos deixados de fora. Não é frieza; é descompasso. É ver que a intensidade que damos não retorna na mesma medida.

Há quem diga que o Brasil não está sozinho nisso, que outros países também enfrentam exclusões. E é verdade. Mas poucos têm o histórico de devoção e entrega que o público brasileiro construiu ao longo das décadas. Desde os primeiros shows internacionais transmitidos na TV até os grandes festivais que lotamos, sempre estivemos prontos. A diferença é que, enquanto em outros lugares essa entrega é recompensada com presença frequente, aqui ficamos com o papel de fãs apaixonados que sempre esperam mais um pouco, às vezes por anos, às vezes para sempre.

No fim, a questão não é sobre querer atenção por carência, mas sobre querer reciprocidade. Se o Brasil é mesmo o público mais caloroso do mundo, então merecemos mais do que um aceno de longe. Merecemos mais do que um love you” ensaiado antes do voo de volta. E merecemos, principalmente, que a indústria nos enxergue não só como números de streaming e compradores de produtos, mas como pessoas que constroem histórias reais com a música e com os artistas. Históriasque, por enquanto, parecem mais bonitas nas palavras do que nas agendas.

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Texto revisado por Cristiane Amarante 

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Entretenimento Música

De New Rules ao topo: Dua Lipa celebra mais um ano de vida

Com hits que dominaram as rádios, Dua Lipa se consolidou como estrela pop e conquistou prêmios como o Grammy e o Brit Awards

 

Dua Lipa  nasceu em 22 de agosto de 1995, é cantora, compositora, atriz, dançarina e modelo anglo-albanesa. 

Filha de refugiados kosovares-albaneses que deixaram a ex-Iugoslávia durante a guerra civil dos anos 1990, nasceu e cresceu em Westminster, em Londres, mas passou parte da adolescência, dos 11 aos 15 anos, em Pristina, capital do Kosovo, após o retorno da família ao país com a independência.

O nome de Dua Lipa não é artístico, por ser filha de kosovares, seu primeiro nome tem origem albanesa e significa “amor”. 

O pai de Dua Lipa também é vocalista de uma banda de rock em Kosovo, mas, diferente dela, o canto nunca se tornou profissão dele, permanecendo apenas como um hobby.

Foto: reprodução/Instagram @dualipa

A carreira começou cedo, quando, aos 14 anos, passou a publicar covers no YouTube, ganhando destaque com interpretações de músicas de Nelly Furtado, o que chamou a atenção do público e abriu caminho para sua descoberta na cena musical.

Com 15 anos, voltou para Londres, para investir na carreira de modelo e na música. Em 2015, assinou com a Warner, onde lançou as primeiras músicas. Depois de dois anos, o hit New Rules se tornou um sucesso mundial. 

Sua carreira começou a ganhar destaque em 2015, com o single Be The One, que a apresentou ao público com influências da dance music e do dark pop. Dois anos depois, alcançou projeção mundial com o hit New Rules, consolidando seu nome no cenário musical internacional. Inspirada por artistas como Madonna, Outkast e Moloko, Dua Lipa se tornou um dos principais nomes do pop contemporâneo.

Foto: reprodução/Instagram @dualipa

A cantora possui dois álbuns de estúdio: Dua Lipa, lançado em 2017, e Future Nostalgia, em 2020.  

A música Don’t Start Now, lançada em 2020, do segundo álbum da cantora, entrou para o top 5 das músicas femininas mais ouvidas do Spotify, chegando em mais de 1,5 bilhões de reproduções. 

Em 2021, a canção Levitating, também do álbum Future Nostalgia, apareceu na sexta posição e completou sua 33ª semana no Top 10 da Billboard Hot 100, nos Estados Unidos. 

Dua Lipa já colaborou com grandes nomes da música, sendo uma das parcerias mais marcantes o single Scared To Be Lonely, com o DJ Martin Garrix, que ultrapassou 570 milhões de visualizações no YouTube. Entre outras conquistas, seu segundo álbum de estúdio, Future Nostalgia, alcançou mais de 2 bilhões de streams em apenas quatro meses após o lançamento.

Muito antes da fama mundial como cantora, Dua Lipa já chamava atenção nas passarelas. Ela trabalhou como modelo e foi destaque ao abrir e encerrar o desfile da Versace na Semana de Moda de Milão. Além de brilhar na música, também se consagrou como referência de estilo, apostando em penteados ousados e visuais inspirados nas décadas de 1980 e 1990, que a tornaram um verdadeiro ícone fashion.

Foto: reprodução/Instagram @dualipa

Recentemente, a cantora anunciou que estará no Brasil em novembro deste ano, com shows em São Paulo e no Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana de sua Radical Optimism Tour.

O anúncio foi feito nas redes sociais da artista, será o retorno da voz de New Rules ao país após dois anos, quando se apresentou em São Paulo com a Future Nostalgia Tour e no Rock in Rio.

A turnê pela América Latina terá início em 7 de novembro, no Estádio River Plate, em Buenos Aires, e será encerrada no México, com duas apresentações consecutivas na Cidade do México. No Brasil, os fãs poderão acompanhar os shows no dia 15 de novembro, em São Paulo, no MorumBIS, e no dia 22 de novembro, no Estádio Nilton Santos, Engenhão, no Rio de Janeiro.

A Radical Optimism Tour acompanha o lançamento do terceiro álbum de estúdio de Dua Lipa, Radical Optimism, que estreou em primeiro lugar em 12 países. Nos Estados Unidos, o disco alcançou o topo da parada de vendas da Billboard e estreou em segundo lugar na Billboard 200, registrando a melhor semana de vendas da carreira da cantora até agora.

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cinema Notícias

Confira a data de estreia de Kygo: Back at the Bowl

Espetáculo do artista Kygo chega aos cinemas em setembro

Kygo: Back at the Bowl é um registro da apresentação do artista Kygo no Hollywood Bowl e conta com a direção de Sam Wrench, produtor de Taylor Swift: The Eras Tour (2023) e Billie Eilish Live at the O2 (2023). A estreia mundial nos cinemas será no dia 26 de setembro.

Pôster Kygo: Back at the Bowl
Foto: divulgação/Sato Company

A produção foi gravada com 18 câmeras em 8K e produzida para oferecer uma experiência imersiva em formatos como SCREENX (270°) e 4DX. Dessa maneira, permite que o público possa sentir a energia de um dos shows mais marcantes da carreira do artista.

O espetáculo também vai contar com participações especiais de artistas como Ryan Tedder, Ava Max, Zara Larsson e Calum Scott.

Atualmente Kygo é um dos artistas mais ouvidos. Ele possui mais de 23 bilhões de streams, turnês esgotadas em mais de 60 países e se apresentou nos maiores festivais do mundo. Não apenas isso, mas também foi o mais rápido da história a atingir 1 bilhão de streams, acumula 10 singles com certificação Platinum e figura entre os 50 artistas mais ouvidos de todos os tempos no Spotify.

Além disso, ele já veio ao Brasil em 2016, quando se apresentou na Cerimônia de Encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio, e mais recentemente levou uma multidão ao delírio no GPWeek em São Paulo, em 2022. 

Confira o trailer:

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann @alexiafriedmann

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