Categorias
Música Notícias

Niall Horan anuncia novo álbum e 1º single sai na sexta-feira

O cantor irlandês anunciou seu quarto álbum solo, Dinner Party

O novo álbum Dinner Party será lançado em 5 de junho. O single de mesmo nome sai nesta sexta (20) nos streamings de música e marca o início da nova fase do cantor e compositor desde seu último álbum, The Show, em 2023.  

Em mensagem enviada aos fãs inscritos em sua newsletter, Niall comentou sobre o que inspirou o processo de criação do disco. 

“Muito do que o álbum explora é sobre aquele cabo de guerra entre se apaixonar e se sentir aterrorizado pela possibilidade de perder a pessoa e sobre como esse risco é, na verdade, a melhor parte. Tem amor, intimidade, medo, perda, esperança, sonhos — tudo junto ao longo do álbum.”, disse Niall.  

O álbum é da gravadora Capitol Records, a mesma que lançou todos os outros três álbuns solos da carreira de Horan. 

O cantor também revelou a tracklist, que conta com 12 faixas. 

Lista das faixas:
  1. Tastes So Good
  2. Dinner Party
  3. Monochromatic
  4. She Gets It from Her Mother
  5. Better Man
  6. Little More Time
  7. Flowers
  8. Boys Are Fun
  9. Fighting Over Nothing
  10. Pretty
  11. Die If I Don´t
  12. End of an Era

Assista ao teaser do single Dinner Party aqui:

Estão animados para a nova fase do cantor? Contem pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos sigam para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Entrevista exclusiva I Catch The Young abre o coração sobre juventude, música e o primeiro álbum completo, EVOLVE 

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

Categorias
Sem categoria

Uma Babá Milionária: Novelinha estréia e aposta em romance e reviravoltas

Streaming investe em trama ágil, intensa e cheia de emoções para maratonar pelo celular

O Globoplay amplia sua aposta em conteúdos de consumo rápido voltados para celulares com a estreia de Uma Babá Milionária. A novelinha vertical chegou ao catálogo do streaming nesta terça-feira, 17, com 51 capítulos de até dois minutos cada. A produção é estrelada por Laryssa Ayres, Fernanda Paes Leme, Bia Seidl, Paulo Gorgulho e Raphael Vianna. 

HISTÓRIA  

Foto: divulgação/Ricardo Buffolin/Globoplay

No centro da trama, está Eduarda (Juju Teófilo), integrante da poderosa família Vergara. A chegada de uma nova babá desencadeia uma sequência de conflitos que misturam segredos do passado, reencontros e disputas familiares. 

A história acompanha Carolina (Laryssa Ayres), uma jovem que acredita ter perdido a filha no parto. Anos depois, ao salvar a pequena Eduarda de um acidente, ela cruza o caminho da família Vergara e acaba sendo contratada por Horácio (Paulo Gorgulho), avô da menina, para trabalhar como sua babá. O que Carolina não imagina é que o novo emprego a colocará frente a frente com Fernando Vergara (Raphael Vianna), pai de Eduarda e poderoso CEO com quem teve um encontro no passado.

Esse inesperado reencontro reacende a forte conexão entre os dois e traz à tona rivalidades perigosas. Valentina (Fernanda Paes Leme), noiva ambiciosa de Fernando, passa a enxergar Carolina como uma ameaça direta aos seus planos. Já a poderosa e perigosa Dolores (Bia Seidl), mãe de Fernando, reage com desconfiança e hostilidade à nova funcionária.

Para Laryssa Ayres, interpretar Carolina representa um desafio emocional: “A minha personagem tem uma história forte e sensível, com carga emocional que tem uma demanda bem desafiadora. Estou feliz em dar vida a ela e com o retorno que venho recebendo”, afirmou a atriz durante coletiva de imprensa realizada no dia 16 de março.

Retorno de Bia Seidl 

Foto: divulgação/Ricardo Buffolin/Globoplay

Uma Babá Milionária também marca o retorno de Bia Seidl às novelas da Globo após 14 anos. Seu último trabalho na emissora foi em Lado a Lado (2012). Depois de alguns trabalhos na Record TV, a atriz passou por uma temporada em Portugal. Com mais de 40 anos de carreira na teledramaturgia e no teatro, a atriz ficou marcada por papéis de vilã, como a inesquecível Gláucia de A Gata Comeu (1985). 

Na nova produção, ela vive Dolores, uma mulher sem escrúpulos e indefensável. A atriz afirmou que adora interpretar vilãs e que esse papel é diferente de tudo o que ela já fez anteriormente na TV. “Ela é uma vilã em potência máxima, tudo o que alguém não deve ser. Começa sendo uma criminosa e, aos poucos, se torna ainda mais terrível. Eu adoro interpretar vilãs, tenho uma galeria delas desde cedo, mas essa é diferente de tudo que já fiz”, destacou.

Para completar, a veterana contou sobre a construção de Dolores, afirmando que o público vai odiá-la e torcer para que ela tenha um fim trágico, reagindo intensamente à personagem. “A Dolores é manipuladora, ambiciosa, mau-caráter mesmo! Uma pessoa sem princípios é indefensável”, relatou. 

Desafios do formato vertical

Foto: divulgação/Ricardo Buffolin/Globoplay

Para Fernanda Paes Leme, o desafio de fazer um projeto como esse é bastante grande e traz um desafio particular: “A paixão de contar histórias continua a mesma, mas, em alta velocidade, é quase como se o público estivesse na cena contigo”, afirmou ela. 

Sempre atento às novas narrativas voltadas ao streaming e veterano em microdramas, o autor Gustavo Reiz destaca que desenvolver esse tipo de história com profundidade não é simples. Ainda assim, ele não vê o uso de clichês como um problema: “Para não cair na superficialidade, o nosso diferencial é investir na história com densidade emocional. Não é uma novela tradicional, que você espera até o final o vilão se dar mal. Traz otimismo na própria vida. Uma novela sobre boas escolhas”, explicou ele.

Apesar do formato curto, a produção não abre mão da essência clássica do melodrama. Trocas de identidade, relações interrompidas, disputas emocionais, e o confronto e a dualidade entre mocinha e vilã seguem como motores da narrativa, agora em capítulos rápidos e diretos.

Os sete primeiros episódios da trama estão disponíveis gratuitamente nas redes sociais do Globoplay para todos os usuários logados no streaming. Os demais capítulos podem ser assistidos exclusivamente por assinantes no aplicativo, via celular. 

Ansiosos para ver Uma Babá Milionária? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento!

Leia também: 

+ Novelas verticais: Entenda o novo formato de produção está fazendo sucesso entre telespectadores do mundo inteiro

+ Entrevista: Jéssika Alves reflete sobre os desafios do formato vertical e sucesso relâmpago de A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário

Texto revisado por Cristiane Amarante

 

Categorias
Cultura asiática Entrevistas Notícias

Entrevista exclusiva | Entre o medo e o mar, Woo Jung-min conta como virou haenyeo e aprendeu a sobreviver mergulhando

Entre mergulhos profundos e a rotina como mãe de três filhos, Woo Jung-min compartilha sua trajetória como haenyeo e reflete sobre sobrevivência, tradição e a relação íntima e imprevisível com o mar

Entre o silêncio do fundo do mar e o barulho da vida cotidiana, Woo Jung-min construiu uma trajetória que vai muito além da imagem de força frequentemente associada às haenyeo. Nascida em Busan e com a vida estabelecida em Geoje, ela divide seus dias entre mergulhos intensos e a rotina como mãe e esposa, revelando uma dualidade que nem sempre aparece quando se fala sobre essas mulheres.

Woo Jung-min
Foto: reprodução/instagram pessoal

Ao longo da entrevista com o Entretê, Woo Jung-min fala com delicadeza sobre os medos que enfrentou ao entrar no mar sem saber nadar, a responsabilidade de sustentar a família e as experiências que transformaram sua relação com o oceano. Entre histórias de risco, descobertas e momentos de encanto, ela também reflete sobre tradição, identidade e o futuro das haenyeo. Confira:


Entretetizei: Você nasceu em Busan, construiu sua vida em Geoje, é mãe de três filhos e há dez anos continua mergulhando como haenyeo. Para quem ainda não te conhece bem, além da imagem pública de haenyeo, em que momento você diria que melhor mostra quem é “Woo Jung-min” como pessoa?

Woo Jung-min: Nasci em Busan, construí minha vida em Geoje, criei três filhos e, de repente, já estou há 11 anos trabalhando como haenyeo. Muitas pessoas, quando pensam em haenyeo, lembram apenas de uma imagem forte, mas, na verdade, quando volto para casa, sou uma esposa e mãe de três filhos, uma pessoa comum que faz comida e escuta as histórias dos filhos.

Acho que o momento em que eu mais apareço como “Woo Jung-min” é quando termino o mergulho, volto para casa e passo o tempo rindo e conversando com a minha família. No mar sou haenyeo, mas em casa sou mãe, esposa e eu mesma. Acredito que esse é o momento que melhor me representa.

Woo Jung-min
Foto: reprodução/instagram pessoal

E: Quando você decidiu entrar no mar para ajudar no sustento da família, mesmo sem saber nadar, como o medo, a responsabilidade e a esperança se misturavam dentro de você naquela época?

JM: Quando decidi entrar no mar pela primeira vez, honestamente, senti medo, responsabilidade, curiosidade e encantamento, tudo ao mesmo tempo. Eu nunca tinha aprendido a nadar direito, nem era alguém que costumava aproveitar o mar, então o medo era grande; mas ao mesmo tempo não consigo esquecer meu primeiro mergulho. Foi algo muito misterioso e fascinante, e até hoje não consigo esquecer.

Mas o sentimento mais forte era a responsabilidade de proteger a minha família. Naquela época, a empresa do meu marido passou por dificuldades e, sem ajuda de ninguém, só podíamos contar um com o outro. Comecei a trabalhar com a determinação de ganhar dinheiro. 

O mar era assustador, mas ao mesmo tempo era a esperança de sobrevivência da nossa família. Por isso, o medo, a responsabilidade e uma pequena esperança de “será que eu consigo?” continuavam se chocando dentro de mim.

E: Olhando para você de dez anos atrás, existe alguma força dentro de você que naquela época você não percebeu, mas hoje consegue ver claramente?

JM: Há dez anos, eu apenas aguentava cada dia e me concentrava em aprender a mergulhar. Naquela época, nunca pensei que eu fosse uma pessoa forte.

Mas agora, olhando para trás, acho que dentro de mim havia a força de não desistir. Mesmo nos momentos de medo e dificuldade, eu conseguia voltar ao mar, e a persistência de não desistir e seguir por 11 anos apenas no caminho de ser haenyeo. Acho que essa era a força que existia dentro de mim.

Foto: reprodução/instagram pessoal

E: Pensando nos primeiros meses como haenyeo, existe alguma memória, seja de erro, medo ou pequena conquista, que até hoje define sua relação com o mar?

JM: Nos primeiros meses, tudo era difícil. Colocar meu corpo no mar ao mergulhar, minha respiração era curta, aprender a me orientar debaixo d’água, entender o relevo, reconhecer onde ficam os frutos do mar, conviver com tantas haenyeo mais experientes, tudo era difícil e desajeitado.

Entre tudo isso, há um momento que ficou marcado. Quando comecei a mergulhar, percebi que eu era uma pessoa que não sentia tanto a pressão da água. Foi assim que, aos 30 anos, descobri que também tinha esse tipo de talento natural.

Naquele momento pensei que, mesmo sem saber nadar e mesmo sem grandes resultados, talvez eu também pudesse me tornar uma haenyeo como as mais experientes. Foi um momento que me deu coragem.

E: Em que momento você percebeu que não estava apenas aprendendo um trabalho, mas reescrevendo sua própria identidade?

JM: No começo, era apenas um trabalho que comecei por causa da sobrevivência, mas em algum momento entrar no mar se tornou algo natural para mim. Enquanto eu me dedicava à vida como haenyeo, comecei um canal no YouTube com a ideia de registrar e divulgar as haenyeo, como se fosse um registro do nosso país.

Em 2020, quando muitas pessoas começaram a reconhecer e apoiar o fato de existir uma haenyeo jovem, houve um momento em que eu mesma senti orgulho de ser haenyeo.

Foi nesse momento que percebi que não era apenas alguém que mergulhava, mas que estava realmente vivendo a vida de “eu como haenyeo”.

Woo Jung-min
Foto: reprodução/instagram pessoal

E: Durante um mergulho profundo, naquele momento limite em que o ar começa a faltar e o corpo pede para subir, que tipo de diálogo acontece dentro de você?

JM: Acho que todas as haenyeo já passaram por isso. Existe um tempo limitado para trabalhar em um dia, e dentro desse tempo existe uma quantidade que precisamos coletar. Dizem que a vida da haenyeo é pegar apenas o quanto o mar permite.

Mas, conforme vamos trabalhando, percebemos que o coração humano é ganancioso e quer sempre um pouco mais. Dentro de mim surge uma voz dizendo “quero pegar só mais um pouco, só mais um pouco”.

Mas quando usamos o fôlego um pouco além do limite, existem momentos realmente perigosos.

Então, quando penso na minha família, acabo gravando dentro de mim “não seja gananciosa” e “leve apenas o que o mar te dá hoje”.

E: Entre todos os mergulhos desses últimos dez anos, existe algum que te transformou de forma irreversível, seja por perigo, encanto ou uma emoção difícil de explicar?

JM: Existe uma frase que ouvi das haenyeo mais antigas que diz “ganhamos dinheiro no outro mundo para usar neste”. Lembro de momentos em que senti que o mar, que por fora é tão bonito e lindo, podia ser um mundo desconhecido e assustador a ponto de ser chamado de “outro mundo”.

Um dia, como sempre, eu estava indo e voltando entre a água e a superfície enquanto trabalhava, quando ouvi um som extremamente alto vindo debaixo do mar, de um barco se aproximando.

Assustada, subi rapidamente à superfície e, naquele momento, a hélice de um grande barco de pesca passou bem na frente do meu rosto. Acho que naquele instante senti o que as haenyeo mais antigas chamavam de “outro mundo”. 

Em outra ocasião, tive que mergulhar em uma situação em que a visibilidade estava muito escura, e houve um momento em que quase fiquei presa em equipamentos de pesca abandonados. Foi muito, muito assustador, e ao mesmo tempo me deu muito medo. 

Além disso, sempre que enfrento ventos fortes ou uma natureza difícil de prever, passo a ver o mar não como algo familiar, mas como algo que sempre exige respeito e admiração.

E: Você disse que o mar às vezes te acolhe e às vezes te coloca à prova. Você consegue lembrar de um dia claro em que sentiu cada um desses lados?

JM: O dia em que senti que o mar me acolheu foi o dia em que mergulhei pela primeira vez e encontrei o mundo submarino. Aquele dia não foi apenas o começo de um trabalho, mas ficou como o dia em que uma porta para um mundo completamente diferente se abriu.
O mar em setembro estava cheio de algas de várias cores, peixes e frutos do mar, como se fosse um reino de sereias no mundo real, algo misterioso e bonito. Naquele cenário cheio de vidas que se moviam ocupadas, senti pela primeira vez que o mar podia ser um lugar abundante e acolhedor.

No meu primeiro dia, também vi um filhote de cavalo-marinho e toquei nele com as minhas próprias mãos, e essa lembrança ainda permanece viva dentro de mim. O mar naquele dia era desconhecido, mas de alguma forma parecia me acolher.

Por outro lado, os dias em que senti que o mar me colocava à prova foram momentos em que percebi o quão próxima está a linha entre a vida e a morte. Houve um dia em que, enquanto mergulhava, ouvi de repente o som de um grande barco debaixo d’água, e ao subir rapidamente, a hélice de um barco de pesca passou bem diante dos meus olhos.
Em outra vez, em uma água tão escura que mal dava para enxergar, quase fiquei presa em equipamentos abandonados.

Nesses momentos, o mar deixou de ser uma paisagem bonita e passou a ser uma natureza assustadora que não permite nenhum descuido.

Por isso, para mim, o mar nunca teve apenas um rosto. Em alguns dias, ele é como um abraço que acolhe minha vida e me mostra maravilhas, mas em outros dias é como uma prova que me faz lembrar da humildade e do medo. Por ter vivido esses dois lados, passei a enxergar o mar não apenas como um local de trabalho, mas como uma natureza que eu amo e, ao mesmo tempo, preciso respeitar até o fim.

Foto: reprodução/instagram pessoal

E: A filosofia de não ser gananciosa exige muita contenção. Existe alguma experiência concreta em que você precisou escolher entre o que podia pegar naquele momento e respeitar os limites do mar?

JM: Ao trabalhar como haenyeo, um dos momentos mais difíceis é quando precisamos parar por conta própria, mesmo tendo a colheita diante dos olhos. Em alguns dias, quando o trabalho não rende como esperado, dá vontade de pegar só mais um pouco, só mais uma coisa. Como é um trabalho ligado à sobrevivência, acho que esse sentimento é algo muito natural.

Mas justamente nesse momento, a haenyeo precisa se controlar. Quando vejo frutos do mar que ainda não cresceram o suficiente, ou quando sinto que, se eu for gananciosa ali, o mar da próxima maré ou da próxima estação pode mudar, acabo retirando a mão. Mesmo sendo uma decisão difícil naquele momento, é inevitável ser mais cuidadosa, porque somos as pessoas que mais de perto veem a velocidade com que o mar pode se esvaziar.

Nesses momentos, percebo que o trabalho da haenyeo não é apenas saber coletar muito, mas também saber até onde parar. Mesmo que eu leve um pouco menos hoje, deixar tempo para o mar se recuperar é o caminho para viver com ele por mais tempo. Por isso, não ser gananciosa não significa apenas pegar menos, mas entender os limites do mar e respeitar a vida que existe nele. Acho que essa é a filosofia das haenyeo.

E: Você disse que sente que o mar está adoecendo por causa da poluição e das mudanças climáticas. Em que momento isso deixou de ser uma ideia abstrata e passou a ser algo que você viu com os próprios olhos?

JM: Eu ainda me lembro com muita clareza do meu primeiro dia mergulhando. Foi o dia em que mergulhei pela primeira vez e também o primeiro dia em que vi o mundo do fundo do mar com os meus próprios olhos, por isso é ainda mais inesquecível.

Era setembro, e o mar estava cheio de algas de várias cores, peixes e frutos do mar, tão bonito e vivo que parecia o reino de uma sereia na vida real. Era um mundo cheio de energia, com vidas se movendo o tempo todo. No meu primeiro dia, também vi um filhote de cavalo-marinho e toquei nele com as minhas próprias mãos, e essa lembrança continua sendo muito especial para mim até hoje.

Mas, com o passar do tempo, comecei a perceber que aquela paisagem bonita do fundo do mar estava mudando aos poucos. As haenyeo mais experientes dizem que antes o mar era muito mais abundante, e eu também, trabalhando, comecei a ver com meus próprios olhos a diminuição dos frutos do mar e o lixo acumulado no fundo. Quando vejo corais branqueados e mortos em lugares que antes eram cheios de vida, meu coração dói muito, como alguém que trabalha dentro do mar. Nesses momentos, sinto com os meus próprios olhos que o mar está adoecendo, e isso pesa muito no meu coração.

E: A cultura das haenyeo foi reconhecida pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial da humanidade. Houve algum momento em que esse reconhecimento teve um significado pessoal para você, além do institucional?

JM: Quando ouvi que a cultura das haenyeo foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO, não senti isso apenas como um reconhecimento institucional. O que mais me tocou foi saber que a vida das haenyeo mais antigas foi reconhecida pelo mundo, e junto com isso senti também a responsabilidade de continuar essa cultura.

No passado, quando nem roupas de borracha existiam, as haenyeo entravam no mar com corpos frágeis e enfrentavam águas duras para sustentar suas vidas. Penso que eu só estou aqui hoje por causa do tempo que elas suportaram e protegeram.
Quando imagino com que coração elas entravam naquele mar frio, acabo me emocionando profundamente, a ponto de lágrimas surgirem sem perceber.

Mas hoje a cultura das haenyeo está desaparecendo aos poucos por causa do envelhecimento das mergulhadoras. Por isso, continuo me esforçando para divulgar mais essa cultura. Esse esforço ainda está em andamento. Quando pessoas de outros países também demonstram interesse pelas haenyeo, sinto muito orgulho. E quero mostrar que ser haenyeo não é apenas um trabalho de mergulho, mas algo que carrega tradição, vitalidade e até um lado moderno, podendo ser um trabalho realmente incrível e até “cool”.

E: Ao trabalhar ao lado de haenyeo que passaram 40 ou 50 anos no mar, que tipo de força feminina você aprendeu observando não palavras, mas atitudes e gestos?

JM: O que mais senti ao trabalhar ao lado das haenyeo mais experientes foi que a força das mulheres está, no fim das contas, em continuar firme no seu lugar, em silêncio. Quando comecei, pensei que, por ser mais jovem e ter um corpo mais saudável, conseguiria fazer melhor do que elas. Mas a realidade foi completamente diferente.


Houve um período em que, durante um ano inteiro, eu não consegui ganhar nem um milhão de won, enquanto as haenyeo mais antigas ganhavam várias vezes mais do que eu. Ao ver isso, percebi o quão incrível é a experiência e a técnica acumuladas ao longo de 40 ou 50 anos, algo que não pode ser explicado em palavras.

Às vezes, ao verem que estou criando três filhos enquanto trabalho no mar, elas dizem “nós também já passamos por isso”. Sempre que ouço isso, penso em como elas conseguiram suportar tempos ainda mais difíceis, quando havia menos estrutura médica e menos equipamentos. Observando a forma como elas viveram, suportando a vida e o mar juntas, aprendi que a força feminina não é algo que aparece de forma grandiosa, mas algo que permanece firme no próprio lugar, independentemente da situação.

Mesmo sem demonstrar facilmente o quanto é difícil, elas têm a força de enfrentar o mar e, ao mesmo tempo, a força de sustentar a vida até o fim. Proteger a família por tanto tempo, suportar o mar e abrir caminho para as mais novas, tudo isso foi a maior forma de força feminina que aprendi com elas.

Woo Jung-min
Foto: reprodução/isntagram pessoal

E: Como haenyeo da geração atual, você já sentiu que está em um ponto decisivo que pode influenciar o futuro dessa tradição? Esse sentimento mudou algo na sua forma de agir?

Sempre que ouço que o número de haenyeo está diminuindo, sinto que a geração atual está em um ponto muito importante dessa tradição. Por isso, comecei a pensar que não deveria apenas mergulhar, mas também trabalhar para divulgar as haenyeo.


E: Através do projeto Modern Haenyeo, você está levando a tradição para o espaço digital. Houve algum momento em que você percebeu de forma mais forte a necessidade de equilibrar tradição e modernidade?

JM: Ao trabalhar com o projeto Modern Haenyeo, o que mais senti foi que não basta dizer apenas “é uma boa tradição, então precisa ser preservada” para tocar o coração das pessoas. Por isso, passei a pensar que, sem destruir a essência da tradição, a forma de mostrar isso precisa mudar de acordo com o tempo atual.

Quando comecei a mostrar a vida das haenyeo, o mar e o significado do mergulho de uma forma mais próxima e sensível no ambiente digital, mais pessoas passaram a sentir as haenyeo como algo próximo e demonstrar interesse. Através dessa experiência, percebi com clareza que tradição e modernidade não são opostas, e que, quando bem conectadas, podem dar ainda mais força para que a tradição continue viva por mais tempo.

Por isso, através do YouTube, produzo vídeos sobre a vida das haenyeo, formas de preparar frutos do mar, o ambiente marinho e diversos outros temas. E com o Modern Haenyeo, também procuro mostrar aos espectadores que, além do trabalho principal, continuo ativa em várias outras atividades relacionadas à profissão de haenyeo.


E: As haenyeo costumam ser vistas como um símbolo de mulheres fortes. Mas existe algo na realidade dessa vida que você gostaria que o público entendesse de forma mais honesta?

JM: As haenyeo são frequentemente vistas como um símbolo de mulheres fortes. Claro que isso não está errado, mas eu gostaria que as pessoas também entendessem de forma mais honesta a realidade por trás dessa imagem. O mar é bonito, mas para mim também é um local de trabalho perigoso, sempre ligado à vida e à morte.

O mergulho é um trabalho muito mais pesado do que parece, e exige atenção constante a muitos fatores como o clima, as correntes, a temperatura da água e a visibilidade. Não é só o momento dentro da água, mas também toda a preparação e o trabalho depois que fazem parte de um esforço físico contínuo.
 

Além disso, a haenyeo não é apenas um símbolo, mas uma pessoa comum que sustenta a família e constrói a própria vida. Existe orgulho em entrar no mar, mas também existe medo, dor no corpo e o peso da sobrevivência. Por isso, mais do que ver a haenyeo como algo bonito ou especial, gostaria que fosse vista como uma trabalhadora que protege a própria vida mesmo em uma realidade difícil. Acho que esse olhar é o que realmente demonstra respeito. Também espero que as pessoas entendam que a vida das haenyeo não é apenas uma imagem bonita, mas um trabalho real e um modo de viver.

E: Quando você participou do drama When Life Gives You Tangerines como dublê da atriz Yeom Hye-ran, como você lidou com a ideia de que cada movimento seu poderia representar gerações de mulheres do mar?

JM: Quando participei do drama When Life Gives You Tangerines como dublê da atriz Yeom Hye-ran, não encarei isso apenas como participar de uma produção. Senti que cada um dos meus movimentos não era apenas para uma cena, mas como se estivesse representando o corpo e o tempo das mulheres haenyeo que viveram do mar por tantos anos.

Acredito que os movimentos de uma haenyeo não são apenas técnica, mas um modo de vida que se acumula no corpo ao longo do tempo, entrando e saindo do mar por anos.
Por isso, não consegui tratar de forma leve nem a forma de entrar na água, nem o momento de prender a respiração, nem o momento de subir à superfície e recuperar o fôlego. Quis expressar isso de uma forma que realmente parecesse uma haenyeo.

Senti que ali estavam contidos o trabalho, a sobrevivência e o peso da vida que as haenyeo mais antigas acumularam durante toda a vida. Por isso, encarei aquilo não apenas como “ajuda na atuação”, mas como algo que poderia se tornar um registro representando gerações de mulheres do mar. Senti pressão, mas ao mesmo tempo pensei que, se a vida das haenyeo pudesse ser transmitida com sinceridade através da obra, isso já teria um grande significado. Para mim, mais do que uma participação pessoal, ficou como uma responsabilidade de mostrar da forma mais correta possível a vida das haenyeo. E também foi uma grande honra poder ser dublê da atriz Yeom Hye-ran, que eu respeito tanto.

Woo Jung-min
Foto: reprodução/instagram pessoal


E: Quando você gravou usando roupas e equipamentos dos anos 1950, houve algum momento em que você sentiu fisicamente a dureza da vida das haenyeo daquela época?

JM: Quando comecei a filmar usando roupas e equipamentos dos anos 1950, senti primeiro com o corpo o quanto o trabalho das haenyeo naquela época devia ser difícil. Entrar naquele mar frio usando apenas roupas simples de tecido, sem equipamentos que protegem o corpo como hoje, e sem nadadeiras que ajudam no movimento, era algo difícil até de imaginar.

Pensar que, naquela época, elas não estavam fazendo isso como uma experiência, mas entrando no mar todos os dias para sobreviver, me fez perceber um pouco de quão intensa e forte era a vida das haenyeo daquele tempo. Especialmente nos momentos em que precisei suportar o frio e o desconforto do corpo, pensei que a vida de haenyeo era, antes de tudo, uma história de sobrevivência que precisava ser suportada com o próprio corpo, antes mesmo de qualquer técnica.

Por isso, durante as filmagens, mais do que simplesmente recriar o passado, senti um respeito ainda maior pelas haenyeo que viveram naquela época.


E: No documentário The Last of the Sea Women, você apareceu como você mesma, e não como dublê. Ao se ver na tela, você descobriu algo sobre si mesma que antes não tinha colocado em palavras?

JM: Quando fiquei diante da câmera como eu mesma no documentário The Last of the Sea Women, pela primeira vez pude me ver novamente através da tela e perceber que tipo de pessoa eu era dentro do mar. No meu dia a dia, sempre vivi ocupada, apenas fazendo o que precisava ser feito, sem tempo para olhar para mim mesma.

Mas na tela, minha imagem mostrava emoções que eu nunca tinha colocado em palavras, como o carinho pelo mar, o medo e a responsabilidade que eu carregava como haenyeo, tudo isso já estava presente nos meus gestos e expressões. Ao ver isso, senti que eu carregava muito mais sentimentos nesse trabalho do que imaginava.

Ao mesmo tempo, sempre me considerei uma pessoa comum, mas na tela parecia que eu não era apenas um indivíduo, e sim alguém vivendo a cultura das haenyeo de uma época. Isso foi um pouco estranho, mas também me fez refletir novamente sobre o significado da vida que estou levando.

Essa experiência me fez olhar para mim mesma de uma forma diferente, não apenas como alguém que mergulha. Acho que, através da tela, consegui finalmente perceber a força, o carinho e a responsabilidade que existiam dentro de mim, mesmo sem nunca ter colocado isso em palavras antes.


E: Quando você recebeu o prêmio do Ministro dos Oceanos e Pescas no ano passado, qual foi a primeira pessoa ou imagem que veio à sua mente, e por quê isso teve um significado tão profundo?

JM: Quando recebi o prêmio do Ministro dos Oceanos e Pescas no ano passado, não senti que aquele prêmio era apenas para mim. O fato de eu poder entrar no mar hoje, viver como haenyeo e também divulgar essa cultura só é possível porque, antes de mim, existiram haenyeo mais antigas que suportaram tempos muito mais difíceis.

Quando penso nelas, que protegiam suas famílias e sustentavam suas vidas em condições muito mais duras, em uma época em que nem havia roupas de borracha adequadas, sinto que, mesmo que o prêmio tenha sido dado em meu nome, ele está, na verdade, apoiado sobre a vida que elas construíram.
Por isso, ao mesmo tempo em que fiquei feliz, também senti uma emoção muito forte.

Ao mesmo tempo, também pensei na minha família. Foi possível chegar até aqui porque minha família sempre esteve ao meu lado, preocupada comigo quando entro no mar, mas ainda assim me apoiando e me dando força para continuar divulgando a vida das haenyeo.

Por isso, esse prêmio foi, para mim, um momento de alegria, mas também um momento de gratidão pelo caminho que percorri até aqui e um lembrete da responsabilidade de continuar seguindo em frente.

E: Se você pudesse encontrar a si mesma de dez anos atrás, aquela que entrou no mar sem saber nadar, o que você gostaria de dizer primeiro sobre tudo o que viria depois?

JM: Naquela época, eu não sabia o quão profundo e assustador o mar poderia ser, nem quanto tempo eu precisaria aprender e suportar dentro dele. Provavelmente o medo era maior, e teria sido um começo muito estranho e difícil, tanto fisicamente quanto mentalmente.

Mas, ao passar por esse tempo, não aprendi apenas a mergulhar, aprendi também a suportar a vida, a maneira de lidar com a natureza e a respeitar o tempo das haenyeo mais antigas. Mais tarde, eu participaria de um filme, receberia um prêmio e estaria em lugares onde poderia divulgar as haenyeo, mas, para mim, o mais importante não são esses resultados, e sim o fato de que, durante esse processo, eu fui me tornando mais forte aos poucos.

Por isso, gostaria de dizer para mim mesma daquela época que está tudo bem não conseguir enxergar o futuro agora. Você vai conseguir resistir mais do que imagina, vai aprender muito mais profundamente, e, no final, vai se tornar alguém que se orgulha de ser chamada de haenyeo.

E também gostaria de dizer que, no fim desse caminho, o mar não será apenas um lugar de trabalho, mas permanecerá como um mestre da vida para você.

Woo Jung-min
Foto: reprodução/instagram pessoal

O que achou da entrevista? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

 

Leia também:Entrevista exclusiva | Jin Sohee — a guardiã das tradições do mar de Jeju

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

Categorias
Cultura turca Entretenimento Resenhas

Resenha | O que estamos achando de Yeraltı

A nova dizi da NOW está conquistando o público com uma forte história de amor, vingança e amizade

[Contém spoiler]

A nova produção da NOW, Yeraltı, está dominando as noites de quarta na Turquia desde seu lançamento em 28 de janeiro. O canal decidiu exibir a série no mesmo dia que Eşref Rüya (2025), uma aposta ousada, já que a dizi do Kanal D – estrelada por Çağatay Ulusoy e Demet Özdemir – também explora o mundo da máfia e mantém seu público fiel em sua segunda temporada.

Yeraltı não decepcionou os telespectadores, correspondendo às altas expectativas do público. A audiência segue crescendo desde o primeiro episódio e, na última quarta (12), a série conquistou o primeiro lugar em todas as categorias, ultrapassando suas concorrentes, com um índice de 8,85 no ABC1 e 8,30 no total.

Sendo uma das séries mais comentadas nas redes sociais durante as últimas semanas, Yeraltı está dando muito o que falar. A redação do Entretetizei assistiu os primeiros episódios e veio contar o que estamos achando da história.

Um mergulho no mundo da máfia
Uraz Kaygılaroğlu e Devrim Özkan se encarando em cena de  Yeraltı
Foto: reprodução/NOW

Produções que exploram o mundo do crime não são uma surpresa em nenhum lugar do mundo, muito menos na Turquia. Sendo um dos principais gêneros das dizis turcas, essa temática é abordada por grandes clássicos, como Çukur (2017) e Ramo: Entre o Amor e o Poder (2020).

Yeraltı surgiu com a proposta de ser a “nova geração” de Kurtlar Vadisi (Vale dos Lobos). Lançada em 2003, a série de drama policial teve quatro temporadas e ganhou uma sequência de filmes. O primeiro longa, Kurtlar Vadisi: Gladio (2009), foi um sucesso e se consolidou como o quinto filme turco de maior bilheteira de 2009.

A nova série criada por Bahadır Özdener, também roteirista de Hudutsuz Sevda (2023), é uma releitura do clássico com uma carga menor de cenas violentas e mais enfoque nas engrenagens do crime organizado. 

E as inspirações para a dizi são reais: logo no começo dos episódios, um disclaimer aponta que as máfias e grupos de traficantes que aparecem em Yeraltı são baseados em grupos verdadeiros, sendo apenas os personagens e suas histórias fictícios. 

Um protagonista movido por amor e vingança

Depois de protagonizar o sucesso Hudutsuz Sevda, Deniz Can Aktaş volta às telas para mais uma produção da Med Yapım. Seu personagem, Haydar Ali Aslan, é o típico protagonista turco: um homem movido pelo amor e pela vingança. 

A história começa no momento em que Ali mata o assassino de seus pais. Mas seus planos de vingança não vão como o esperado quando sua noiva, Ceylan (Devrim Özkan), aparece na cena do crime. Para livrar a sua amada de ir para a prisão, Ali aceita uma proposta que dá início à trama: o serviço nacional de inteligência da Turquia pede para ele se infiltrar na família que domina o mundo do crime turco.

É assim que Haydar Ali para na mesma cela de Bozo, chefe do crime organizado que, não por acaso, é sobrinho do homem que o protagonista matou. O papel do criminoso está nas mãos de Uraz Kaygılaroğlu (Üç Kuruş). O ator tinha recebido diversas propostas para a temporada, mas decidiu ser intérprete de Bozkurt Hanoglu.

Deniz Can Aktaş em cena de Yeraltı
Foto: reprodução/NOW
Relações conturbadas e amores mal resolvidos

Desde o início, Yeraltı prometeu apresentar aos telespectadores um forte triângulo amoroso: Haydar Ali Aslan e Bozo, que se reencontram após sair da prisão, são apaixonados por Ceylan, que agora é casada com o chefe do crime. Três anos se passaram, mas Ali nunca conseguiu esquecer a mulher que amava – o que é super compreensível quando essa mulher é a personagem de Devrim Özkan.

Devrim Özkan, que também atuou em A Caverna Azul (2024), chama toda a atenção para si quando aparece na tela. Se antes Ali queria afastar a jovem desse mundo, hoje a personagem parece entender mais das regras do jogo do que o próprio protagonista. Enquanto os ex-amantes sofrem com sentimentos do passado, porém, uma das maiores surpresas da série acontece: a química de Ali com a irmã do Bozo, Sultan.

Quem não gosta de um casamento de fachada? Um clássico das séries turcas, esse é um dos plots favoritos dos romances. Talvez não fosse o objetivo dos roteiristas que esse casal fosse de fato considerado como uma opção para o público, mas a química entre Deniz Can e Sümeyye Aydogan é tão forte que não tem como não ficar intrigado com a história da dupla. Quando os dois ficam noivos por ordem de Bozo, uma relação de amizade – quem sabe algo a mais? – começa a florescer.

A contracenação dos atores chamou a atenção dos telespectadores e criou uma rivalidade nas redes: enquanto alguns o shippam com Celyan, cujo protagonista ainda ama e tem uma relação conturbada, outros começaram a torcer pelo seu romance com Sultan, que aos poucos vem se aproximando de Ali e criando uma forte parceria e companheirismo.

 Deniz Can Aktaş e Sümeyye Aydoğan contracenando em Yeraltı
Foto: reprodução/NOW

A rixa entre #AlSul e #AlCey continua, mas o verdadeiro destaque nas relações do Ali não poderia ser outro senão o Bozo. O que começou como um plano de espionagem dá origem a uma amizade verdadeira e Ali, para sua própria surpresa, se torna parte da família de mafiosos.

Assim, o personagem vive uma disputa de sentimentos. Ele precisa lidar com suas questões mal resolvidas com Ceylan, seu compromisso com a inteligência e o carinho que acabou desenvolvendo pelo criminoso, tudo ao mesmo tempo.

Justamente pelo segredo do passado e pela operação secreta que esconde de Bozo, os dois vivem em uma constante tensão. Se o chefe da família sabe do antigo relacionamento de Ali com Ceylan ou desconfia de seu envolvimento com a inteligência, ainda é um mistério. Nesse misto entre amor e desconfiança, nasce uma das relações mais fortes da série. 

Uraz e Deniz já são dois nomes grandes do audiovisual turco, ganhando cada vez mais destaque; porém, tamanha química é de surpreender até quem acompanhava previamente os dois atores em projetos anteriores.

 Deniz Can Aktaş e Uraz Kaygılaroğlu se encarando em cena de  Yeraltı
Foto: reprodução/Dizilah
Inteligência e a crítica nacionalista 

Para se aprofundar no mundo da máfia, a série explora um grupo chamado de “inteligência”. Segundo o jornalista e crítico de televisão Sina Koloğlu, a corporação é inspirada na Organização Nacional de Inteligência (MİT). 

Na Turquia, o MİT é responsável por atividades como coletar informações de dentro e fora da Turquia, combater terrorismo, fazer espionagem e operações secretas do governo turco em nome da segurança nacional.

Mehmet Yılmaz Ak, conhecido por interpretar o promotor Seçkin em Yargı: Segredos de Família (2021), também representa um agente do Estado em Yeraltı. Aqui, ele dá vida ao personagem Yılmaz Doğan, chefe da inteligência que trabalha com sua parceira Aslı Kartal (Nilay Erdönmez) para investigar o crime organizado na Turquia.

Mehmet Yılmaz Ak como Yılmaz Doğan em Yeraltı
Foto: reprodução/NOW
Valores compartilhados e vilões com princípios

Apesar de o plano inicial da inteligência ser a infiltração no mundo de Bozo, em determinado momento Yilmaz faz uma proposta de parceria com o criminoso. O nacionalismo une a máfia e o Estado turco, ambos evitando deixar o tráfico europeu chegar no país.

Um detalhe que chama atenção na narrativa é que, mesmo sendo um dos maiores mafiosos da Turquia, o tráfico não é algo que Bozo permite ou incentiva. Na série, o contrabando de drogas não chega ao seu território, mas ocorre em países estrangeiros que querem adentrar o país com as drogas. 

A construção do Bozo como um personagem que, mesmo sendo criminoso, defende seus valores e o bem da sua pátria é, talvez, um dos aspectos que mais aproximam o público da série. Não é à toa que a recepção turca está sendo tão positiva à produção da NOW. 

Que a Turquia ama romance, drama, histórias de máfia e personagens bem construídos, todo mundo já sabe. Yeraltı juntou os quatro e, com a receita do sucesso, criou uma das maiores produções da temporada.

O que você está achando de Yeraltı? Conta pra gente se você é team #AlCey ou #AlSul nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Entrevista exclusiva | Devrim Özkan fala sobre carreira e detalhes do filme Mavi Mağara (Caverna Azul)

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

Categorias
Cinema Notícias

Halle Bailey e Regé-Jean Page vivem casal em Eu & Você na Toscana

Dirigido por Kat Coiro, comédia romântica estreia em 14 de maio nos cinemas

E não é que a estrela de A Pequena Sereia e o Duque de Hastings vão se encontrar em uma comédia romântica?

“Às vezes, o lugar errado é exatamente onde você precisa estar.”

Poster filme Eu & Você em Toscana
Foto: divulgação/Imagem Filmes

Eu & Você na Toscana traz uma deliciosa comédia romântica dirigida por Kat Coiro (Case Comigo, 2022), com distribuição da Imagem Filmes. Produzida por Will Packer e Johanna Byer, a trama acompanha a trajetória de Anna (Halle Bailey), uma jovem que abandonou seus sonhos de se tornar chef e agora está deixando que a vida a leve, acumulando uma série de decisões ruins.

Após perder o emprego, Anna impulsivamente viaja para a Toscana, onde se hospeda na vila de um italiano chamado Matteo (Lorenzo de Moor). Quando a mãe dele aparece de surpresa, Anna entra em pânico e inventa que é sua noiva. Mas a mentira ganha uma complicação inesperada com a chegada do charmoso primo Michael (Regé-Jean Page), por quem ela começa a sentir uma atração irresistível, e Anna percebe que sustentar a mentira pode ser bem mais complicado do que imaginava.

Halle Bailey e Regé-Jean Page
Foto: divulgação/Imagem Filmes

O longa é roteirizado por Ryan Engle, baseado em uma ideia original de Ryan e Kristin Engle, sua companheira, e ambos assinam a produção executiva do filme. O italiano Marco Calvani e a canadense Nia Vardalos, indicada ao Oscar de Melhor Roteiro Original pelo filme Casamento Grego (2002), completam o elenco.

Assista ao trailer oficial:

Ansiosos para esta comédia romântica? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Empate histórico! Dois curtas-metragens dividem o Oscar 2026 – Entretetizei

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

Categorias
Música Notícias

Siyeon, do Dreamcatcher, retorna ao Brasil com a banda de rock ChRocktikal

Com valores a partir de R$ 170, vendas iniciam no dia 24 de março, com pré-venda no dia 23

A vocalista principal do grupo sul-coreano Dreamcatcher, Siyeon, retornará ao Brasil em junho com o seu novo projeto: a banda de rock ChRocktikal. O grupo se apresentará no dia 21 de junho, no Terra SP, em São Paulo, com a turnê ChRocktikal the 1st World Tour [CRTK: The Beginning].

A venda dos ingressos inicia no dia 24 de março, com pré-venda no dia 23, pela plataforma Shotgun. Os preços variam a partir de R$170 (meia-entrada e ingresso social), e também há valores para Pacote VIP, Pacote VVIP e Good-bye Session (não inclui ingresso para o show).

O projeto marca um ponto de virada na trajetória de Siyeon, que abandona temporariamente a estrutura do idol group para assumir uma posição mais autoral e performática no palco.

Se o Dreamcatcher já se destacava no cenário do K-pop por mesclar influências do rock e do metal, Siyeon mergulha nos gêneros nessa nova fase da carreira.

A banda ChRocktikal lançou o primeiro álbum We break, you awake no início deste ano, com 11 faixas. Além de Siyeon, que atua como vocalista, líder e produtora, o grupo é formado por por Lee Wonseok (guitarra), Lee Junyoung (baixo) e Je Gwanwoo (bateria).

A turnê também passará por Estados Unidos, Canadá e México. Essa será a terceira visita de Siyeon ao país, que já se apresentou por aqui com o Dreamcatcher em 2018 e 2024.

Formado por sete integrantes, o Dreamcatcher anunciou em março de 2025 que as integrantes Handong, Dami e Gahyun deixariam a empresa. JiU, SuA e Yoohyeon formaram a sub-unit UAU, com estreia em maio do ano passado.

 

Mais informações:

ChRocktikal the 1st World Tour [CRTK: The Beginning] em São Paulo

Data: 21 de junho de 2026 (domingo)

Horário: 20h (portões às 19h)

Local: Terra SP – São Paulo

Ingressos no site Shotgun 

Venda geral: 24 de março, às 12h  

 

E aí, o que acharam dessa nova fase da Siyeon? Conta para a gente nas redes sociais do Entretê! E nos siga no X, Facebook e Instagram para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento.

 

Leia também: Christian Chávez anuncia show extra em São Paulo após ingressos esgotados

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

Categorias
Cinema Cultura Cultura pop Destaques Entretenimento Eventos Notícias

Empate histórico! Dois curtas-metragens dividem o Oscar 2026

Resultado incomum colocou dois curtas no topo da categoria

No último domingo (15), a 98ª edição do Oscar registrou um empate raro na categoria de Melhor Curta-Metragem em Live-Action. The Singers e Two People Exchanging Saliva receberam o mesmo número de votos e dividiram a estatueta, repetindo um resultado que não acontecia há 13 anos.

O resultado fez com que o destaque da categoria fosse dividido entre dois curtas em uma mesma edição, algo pouco comum na premiação. Com isso, duas estatuetas foram entregues em uma decisão prevista no regulamento em casos de igualdade na votação final.

Empates no Oscar sempre chamam atenção porque quebram a lógica da disputa direta. Esse foi apenas o sétimo em quase um século de premiação. O último tinha acontecido em 2013, quando Zero Dark Thirty e Skyfall dividiram o prêmio de Melhor Edição de Som. Quando isso acontece, o que aparece não é só um número igual de votos, mas uma divisão real de preferências dentro da própria Academia.

Entre os vencedores, The Singers apresenta uma narrativa centrada em personagens que utilizam a música como elemento de conexão e enfrentamento de questões pessoais. O filme se desenvolve a partir das relações entre os personagens e do uso do som como parte da construção da história.

Enquanto isso, Two People Exchanging Saliva aborda relações e intimidade em um contexto contemporâneo, com uma narrativa mais direta. A produção utiliza poucos elementos de cena e aposta em uma abordagem mais contida na construção visual.

A recepção dos dois filmes acompanhou suas propostas distintas ao longo da temporada. Enquanto The Singers se destacou pela construção mais sensível e foco nas relações, Two People Exchanging Saliva ganhou visibilidade pelo impacto e pela repercussão em torno de sua abordagem.

Ambos circularam por festivais e premiações que antecedem o Oscar e chegaram à disputa final com presença consolidada. Quando um mesmo número de votos é alcançado, o resultado passa a indicar como o cinema contemporâneo se organiza em múltiplas direções.

Teve algum resultado que você mudaria nessa edição do Oscar? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: Não deu pra gente: veja todos os vencedores do Oscar 2026 

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

Categorias
Livros Notícias

Ing Lee transforma memórias familiares em HQ sensível sobre o autismo em João Pé-de-Feijão

Quadrinista Ing Lee revisita a infância ao lado do irmão autista em obra autobiográfica marcada por afeto, humor e descobertas do cotidiano

Algumas histórias nascem de pequenos momentos que, com o tempo, ganham novos significados. É desse lugar íntimo que surge João Pé-de-Feijão, nova HQ da ilustradora e quadrinista Ing Lee, publicada pela VR Editora.

Na obra, a autora revisita o crescimento do irmão caçula, João, diagnosticado com autismo ainda na infância, e transforma memórias familiares em uma narrativa delicada, cheia de sensibilidade e descobertas. A história é conduzida a partir de um olhar fraterno – menos comum em relatos sobre o tema – e revela como a convivência entre irmãos foi fundamental para compreender o menino para além de rótulos e expectativas.

Entre episódios marcantes, a HQ apresenta desde as primeiras dúvidas da família sobre o desenvolvimento de João até momentos espontâneos e bem-humorados do dia a dia. Um dos exemplos é quando o garoto surpreende ao dizer sua primeira palavra – “urso” – ou ao cumprimentar desconhecidos com a sinceridade típica da infância.

João Pé-de-Feijão
Foto: divulgação/vr editora

Ao longo das páginas, o leitor acompanha não apenas o crescimento de João, mas também o processo de aprendizado da própria família. A narrativa mostra como, pouco a pouco, todos passam a enxergar o autismo não como definição, mas como parte de uma trajetória única, com seu próprio ritmo.

O vínculo entre os irmãos ganha destaque em diversos momentos, especialmente através do desenho, uma paixão compartilhada. Ing Lee conta que sempre incentiva o irmão a desenhar durante as visitas e guarda com carinho as criações que recebe, muitas delas enviadas pela mãe. Algumas dessas ilustrações, inclusive, foram eternizadas pela artista em sua própria pele.

O título da obra também carrega um significado simbólico. Inspirado na fábula João e o Pé de Feijão, o crescimento da planta funciona como metáfora para o desenvolvimento do menino. Diferente da história clássica, porém, aqui não há pressa para alcançar grandes feitos, o foco está em valorizar cada etapa, respeitando o tempo e as particularidades de João.

Outro destaque é o traço da autora, que combina delicadeza e expressividade para traduzir emoções cotidianas com leveza. O estilo visual reforça o tom da narrativa, equilibrando humor, ternura e atenção aos detalhes que constroem a convivência familiar.

João Pé-de-Feijão
Foto: divulgação/ vr editora

Ing Lee também traz para a obra aspectos de sua própria vivência como pessoa surda oralizada, contribuindo para a construção de um olhar voltado à empatia, à diversidade e às diferentes formas de se relacionar com o mundo. O livro convida o leitor a repensar a forma como enxerga as diferenças, acompanhando uma trajetória construída em seu próprio ritmo.

Ansiosos pela obra? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

 

Leia também: Entrevista | Bruna Martiolli: “Espero que as pessoas parem de achar que a literatura não serve para nada”

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!