O divertido casal de Tapas & Beijos se reencontra em série dos mesmos criadores
Nesta última quarta (25), a Netflix revelou a primeira imagem e o elenco de Enfim Sós, sua nova série nacional. A comédia, que está no início das gravações, se destaca pelo elenco estrelado, com Andréa Beltrão e Fábio Assunção interpretando novamente um casal, após o sucesso de Tapas & Beijos, e com os mesmos criadores.
As mentes por trás das duas histórias são o diretor Maurício Farias e o roteirista Cláudio Paiva, também responsáveis por A Grande Família. A dupla deixou a televisão brasileira para retomar a parceria no streaming, nesta produção da A Fábrica.
Em Enfim Sós, Andréa Beltrão e Fábio Assunção viverão um casal em busca de sossego a dois, mas que precisa lidar com o inesperado retorno dos dois filhos adultos ao lar, interpretados por Carol Duarte e Jaffar Bambirra.
Cláudia Abreu e Marco Ricca completam o núcleo central da trama, que pretende explorar com humor a convivência, o afeto e o inevitável choque entre gerações.
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Com referências que vão de uma gravação de 1896 até símbolos nacionais da Coreia, o novo álbum do BTS mistura história, identidade e música de um jeito que faz mais sentido quanto mais você entende os detalhes
O comeback do BTS já era um dos mais esperados do ano, principalmente depois do período de alistamento militar que deixou o grupo em pausa. Só que Arirang não chega só como uma nova era. Ele é construído em cima de referências históricas reais, algumas com mais de mil anos, que aparecem espalhadas pelo álbum.
O projeto tem 14 faixas inéditas, incluindo Swim, mas o que faz ele se destacar é o quanto essas referências são específicas. Não são só ideias gerais sobre tradição. São eventos documentados, pessoas reais, objetos preservados e lugares que ainda existem hoje. E quando você começa a entender esses detalhes, o álbum muda completamente de escala.
Arirang é uma música sem autor que atravessou séculos e virou símbolo nacional
Arirang não tem um compositor registrado nem uma data exata de origem. Acredita-se que suas primeiras versões tenham surgido durante o período da dinastia Joseon, que governou a Coreia entre 1392 e 1897. Como a música foi transmitida oralmente, ela foi se modificando ao longo do tempo, o que explica a existência de diferentes versões regionais.
Algumas das variações mais conhecidas vêm de regiões como Jeongseon, Miryang e Jindo. Cada uma tem diferenças na melodia e na letra, mas mantém a estrutura básica. O refrão repetitivo é uma das características mais marcantes e nos ajuda a entender por que a música sempre foi cantada em grupo, muitas vezes em contextos comunitários.
O significado da palavra “Arirang” não é totalmente definido. Uma das interpretações mais comuns associa o termo à ideia de “meu amado”, o que explica por que a música frequentemente fala de separação. O verso sobre atravessar um morro aparece em várias versões e acabou se tornando uma imagem central.
Durante a ocupação japonesa, entre 1910 e 1945, a música ganhou um papel importante como símbolo cultural. Em um período em que o uso da língua coreana e de tradições locais era restringido, cantar Arirang era uma forma de manter a identidade do país viva. Isso consolidou a música como um dos principais símbolos culturais da Coreia.
Hoje, Arirang é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o que reforça a importância histórica que a música acumulou ao longo dos séculos.
Os sete estudantes de 1896 ajudaram a registrar Arirang fora da Coreia pela primeira vez
A referência aos sete integrantes do BTS também se conecta a um episódio histórico pouco conhecido. Em 1896, um artigo do The Washington Post relatou a chegada de sete estudantes coreanos aos Estados Unidos.
Esses jovens eram descritos como descendentes de famílias aristocráticas e faziam parte de uma geração que estava tendo acesso à educação fora da Coreia em um momento de abertura gradual do país. Antes disso, muitos haviam estudado no Japão, que já passava por um processo mais avançado de modernização.
Entre os nomes registrados estavam Im Byung Goo, Lee Bum Su, Kim Hun Sik, Ahn Jung Sik e Eyo Byung Hyun. Eles tinham entre 19 e 27 anos e estavam em formação acadêmica. A ida para os Estados Unidos representava não só uma oportunidade educacional, mas também um contato direto com outras culturas.
Foto: reprodução/howard university
Eles foram acolhidos pela Howard University, fundada em 1867 em Washington, D.C. A universidade foi criada após a Guerra Civil americana para educar pessoas negras recém-libertas e, com o tempo, passou a receber estudantes internacionais que não eram aceitos em outras instituições.
Dentro da universidade, esses estudantes coreanos chamaram atenção por cantar músicas tradicionais do seu país. As apresentações aconteciam de forma espontânea e acabaram despertando o interesse da etnóloga Alice C. Fletcher, que estudava culturas indígenas e práticas musicais.
Ela organizou a gravação de seis músicas, incluindo Arirang. Esse registro é considerado um dos primeiros registros sonoros da música coreana fora do país, o que transforma esse episódio em um marco importante para a difusão da cultura coreana.
Foto: reprodução/weverse
O sino de Seongdeok foi fundido no século VIII e ainda hoje é um dos maiores tesouros da Coreia
Sino do Rei Seongdeok foi fundido em 771 d.C., durante o período de Silla Unificada, que durou de 668 a 935. Esse período foi marcado pela unificação da península coreana e por avanços significativos em arte, arquitetura e metalurgia.
O sino foi encomendado em homenagem ao rei Seongdeok, que governou entre 702 e 737. A fundição foi concluída durante o reinado de seu filho, o rei Gyeongdeok. Ele é feito de bronze e pesa cerca de 25 toneladas, sendo um dos maiores sinos já produzidos na Ásia.
Foto: reprodução/korea day
Uma das características mais impressionantes é a qualidade do som. O sino foi projetado para produzir uma reverberação longa e profunda, que pode durar vários segundos. Esse efeito é resultado de técnicas avançadas de fundição para a época, que permitiram criar uma estrutura acústica precisa.
Ao longo dos séculos, o sino passou a ser associado a significados religiosos e políticos. Ele era usado em contextos cerimoniais e também como símbolo de autoridade. Hoje, está preservado como um dos principais tesouros nacionais da Coreia e ocupa a posição de número 29 nessa lista.
No álbum, a faixa No. 29 usa exclusivamente o som desse sino. Não há outros instrumentos ou camadas. Depois do toque, o som se dissipa e dá lugar ao silêncio, criando uma pausa que se destaca dentro da sequência das músicas.
Kim Gu foi uma das figuras centrais da luta pela independência da Coreia
Kim Gu nasceu em 1876 e se tornou uma das principais lideranças do movimento de independência coreano durante o domínio japonês, que começou oficialmente em 1910.
Ele participou de movimentos de resistência desde jovem e acabou sendo preso várias vezes por suas atividades políticas. Em 1919, após o Movimento de 1º de Março, que reuniu protestos em massa contra a ocupação japonesa, Kim Gu se exilou e passou a atuar no Governo Provisório da Coreia, estabelecido em Xangai.
Foto: reprodução/korea day
Como líder desse governo no exílio, ele coordenou esforços diplomáticos e apoiou ações de resistência contra o domínio japonês. Sua atuação foi fundamental para manter a ideia de um Estado coreano independente durante o período colonial.
Após a libertação da Coreia em 1945, Kim Gu voltou ao país e se envolveu ativamente na política local. Ele defendia a reunificação da península em um momento em que a divisão entre Norte e Sul começava a se consolidar.
Kim Gu foi assassinado em 1949, mas continua sendo uma das figuras mais importantes da história moderna coreana. Sua presença no álbum conecta o projeto a um período de conflito e reconstrução nacional.
Mas o que isso tem a ver com o comeback do BTS? Tudo! Kim Gu é citado na música Aliens.
O Gyeongbokgung foi construído no século XIV e já foi destruído e reconstruído várias vezes
Gyeongbokgung foi construído em 1395, durante o início da dinastia Joseon, que governou a Coreia por mais de 500 anos. Ele foi o principal palácio real e serviu como centro político e administrativo do reino.
Ao longo dos séculos, o palácio foi ampliado e passou por diferentes reformas, acompanhando as mudanças políticas e culturais do período. Ele abrigava a família real, além de funcionários e estruturas administrativas.
No final do século XVI, durante invasões japonesas conhecidas como Guerras Imjin, grande parte do palácio foi destruída por incêndios. Ele permaneceu em ruínas por cerca de 270 anos até ser reconstruído no século XIX, durante o reinado do príncipe regente Heungseon Daewongun.
Foto: reprodução/agoda
Durante a ocupação japonesa no século XX, partes significativas do complexo foram novamente destruídas ou modificadas. Após a independência, o governo coreano iniciou um longo processo de restauração, que continua até hoje.
Atualmente, o Gyeongbokgung é um dos principais símbolos históricos da Coreia e funciona como um espaço cultural aberto ao público. A praça Gwanghwamun, onde o BTS realizou o comeback stage, fica em frente ao palácio e é usada para eventos nacionais importantes.
Body to Body conecta o álbum diretamente à tradição musical coreana
A faixa Body to Body segue uma estrutura pop durante a maior parte da música, mas o final incorpora um trecho direto de Arirang. O verso utilizado fala sobre atravessar o morro Arirang e sobre a dificuldade de seguir em frente após a separação.
Esse detalhe muda a função da faixa dentro do álbum. A música passa a atuar como ponto de ligação entre a produção contemporânea e a tradição que dá nome ao projeto.
A inclusão da gravação não aparece como citação isolada. Ela faz parte da própria construção da música, o que cria uma continuidade entre diferentes períodos.
Isso reforça a proposta do álbum de trabalhar com referências históricas dentro da própria estrutura musical, e não apenas como conceito visual.
O álbum funciona como um conjunto de referências que se conectam
Quando essas histórias são vistas separadamente, elas podem parecer apenas curiosidades. Mas, dentro do álbum, elas estão organizadas de forma que uma leva à outra.
A música tradicional, o episódio de 1896, o uso do sino, a referência a Kim Gu e o palco do comeback fazem parte de uma mesma construção.
O resultado é um projeto que não depende só da música para se sustentar. Ele se apoia em uma série de elementos históricos reais que ajudam a ampliar o significado do álbum.
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Após performance no Carnaval de São Paulo, as artistas entregam conexão em clipe gravado na capital paulista
O grupo sul-coreano NMIXX lançou nesta segunda-feira (23) o clipe de TIC TIC, nova colaboração com Pabllo Vittar. A música traz letras sobre a urgência de viver o presente e uma proposta sonora dinâmica, com traços de drift phonk misturados com nuances latinas.
Com uma estética visual que coloca as idols coreanas no coração de São Paulo, o videoclipe utiliza o cenário urbano da metrópole para trazer o visual industrial de urgência e liberdade, juntando as coreografias sul-coreanas tão amadas com o calor da cultura pop nacional.
Assista ao clipe:
O lançamento sucede a passagem histórica do grupo pelo Brasil durante o Carnaval de 2026. Com uma recepção calorosa por parte do público brasileiro, a música foi apresentada em primeira mão para uma multidão de mais de dois milhões de pessoas no Bloco da Pabllo, em São Paulo.
Em TIC TIC, a composição entrelaça versos em português e inglês e ganha novas texturas ao incorporar a versatilidade e a energia de Pabllo Vittar, se posicionando como um momento marcante dentro do MIXX POP, estilo musical criado pelo próprio grupo de K-pop.
“Esse é um MV muito especial pra mim. Depois de gravar com as meninas na Coreia do Sul para a música MEXE, foi incrível receber o NMIXX no Brasil para o meu bloco, fazer uma performance ao vivo com elas e gravar um clipe no meu país com esse grupo que sempre fui muito fã. O vídeo de TIC TIC foi gravado em São Paulo e o resultado ficou lindo! É uma música divertida, com uma coreografia contagiante e o público recebeu super bem a nossa nova parceria”, comenta Pabllo sobre o lançamento.
Formado por Haewon, Lily, Sullyoon, Bae, Jiwoo e Kyujin, o NMIXX é um girl group sul-coreano de K-pop formado pela SQU4D, uma divisão da JYP Entertainment em 2021. Donas de hits como DICE, O.O e Love Me Like This, além de MEXE, primeira colaboração entre Pabllo Vittar e NMIXX em 2025.
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Todos sabem que você sempre encontrará o caminho de volta para casa, porque algumas histórias nunca deixam de nos pertencer
[Contém spoiler]
Ao ser entrevistada durante as gravações de Hannah Montana – O Filme, em 2009, Taylor Swift, que ainda estava no início de sua carreira, afirmou que “o fenômeno Hannah Montana está dominando o mundo”. Após 20 anos de estreia, Hannah continua sendo a casa para a qual voltamos quando a vida adulta parece um pouco séria demais.
O especial surge para mostrar que a era de Hannah Montana segue vivíssima no DNA de uma geração inteira. É um mergulho profundo na nostalgia, onde Miley Cyrus abraça com todo o seu ser a pequena garota de Nashville que nem ao menos sonhava que se tornaria uma estrela global.
Foto: reprodução/Michael Buckner
Segundo a própria Miley, celebrar sua história como Hannah Montana dessa maneira foi uma forma de fazer as pazes com o passado.
“Essa é a minha forma de reivindicar e unir Hannah e Miley como uma só.”
A nostalgia
Ao primeiro som das batidas de Best of Both Worlds, nossa criança interior foi completamente curada. Miley estaciona nos estúdios Disney+ e pega sua clássica maleta rosa, indo em direção aos melhores anos de sua vida. O retorno de Hannah Montana foi ideia da própria Cyrus que, desta vez, trouxe um loiro bastante real e emocionou os fãs leais da série que abriu as portas para ela.
Em 2006, ela fez história ao se apresentar como Miley Stewart, a garotinha que, durante o dia, era uma menina comum que ia ao colégio e, à noite, se transformava em Hannah Montana, uma estrela mundial fictícia que saiu das telinhas e se revelou uma das maiores estrelas do planeta. A série, que esteve no ar por quatro anos no extinto Disney Channel, definiu toda uma geração.
Foto: divulgação/Disney+
Na companhia de Alex Cooper, nós viajamos de volta ao passado ao lado de Miley, passando por todos os cenários importantes da trajetória de sua personagem e da sua vida como atriz. E, ao adentrarmos o set, somos rapidamente arrebatados pelo sentimento de lar doce lar, como se nada tivesse mudado – como se esses 20 anos tivessem sido há poucos dias.
O especial passa pelos momentos mais icônicos da carreira da artista, desde as músicas que se tornaram hinos, namoradinhos e rumores na época das gravações, até os looks que viraram tendências mundiais. Os looks eram tão característicos, que, até hoje, é possível diferenciar as roupas de Miley das de Hannah.
Foto: divulgação/Disney+
Alex Cooper, criadora e apresentadora do podcast Call Her Daddy, transforma o estilo de entrevista tradicional em algo muito mais próximo de uma conversa íntima. Ela cria um ambiente amigável e faz com que Miley se sinta segura para revelar detalhes mais pessoais que provavelmente ela não compartilharia em outros programas convencionais.
Miley aproveitou para responder às perguntas que todos os fãs sempre quiseram fazer, em um especial que oferece uma perspectiva tanto sobre Miley quanto sobre Hannah, que são, ao mesmo tempo, a mesma pessoa e duas versões completamente distintas. Mas ela garante que uma não precisa desaparecer por completo para a outra existir.
Miley Cyrus é Hannah Montana
Foto: divulgação/Disney+
Inicialmente, Miley fez testes para a personagem Lilly, vivida por Emily Osment, mas acabou disputando o papel principal. No entanto, apesar de parecer difícil acreditar, ela não estava muito interessada no papel. O motivo? Ela queria voltar para sua cidade natal, onde havia um crush a esperando.
Segundo a atriz e cantora, o motivo principal que fez os produtores da série prestarem atenção nela, foi o fato de que tudo o que ela fazia era simplesmente autêntico, era quem ela realmente era. Miley não era uma atriz na época, não tinha experiência alguma, mas seu carisma, sua originalidade, sua audácia e seu talento foram o suficiente para Gary Marsh, o principal produtor na época.
Determinado a fazer todos concordarem com sua escolha, escreveu um e-mail para os demais produtores: “Nós nos orgulhamos não só de criar televisão de qualidade, mas de criar estrelas. E estou pronto para bater o martelo sobre a Miley. Ela é um risco? Sem dúvidas. É uma estrela em potencial? Com certeza. E não importa o que venha dessa decisão, ficarei feliz quando todos sentarmos para tomar um drinque em alguns anos e lembrar deste momento, quando decidimos abandonar o caminho seguro pelo mais arriscado e a recompensa maior.”
As primeiras pessoas do elenco que conheceu foram os atores Emily Osment e Mitchel Musso, ambos atores com experiência, apesar da pouca idade. Um pouco intimidada pelos colegas de elenco, ela tentou se concentrar em fazer o que sabia de melhor. Por isso, ao colocar a peruca no primeiro episódio do seriado, virou Hannah imediata e naturalmente. Confessou um crush em Mitchel Musso, e compartilhou que Emily foi seu apoio durante toda a trajetória de suas personagens.
O closet de Hannah Montana
Foto: divulgação/Disney+
A cenografia do especial recriou detalhadamente a casa de Malibu, utilizando itens do arquivo pessoal de Tish Cyrus, mãe de Miley, como figurinos originais e cartas de fãs. Todas as garotas dos anos 2000 queriam ter aquele guarda-roupa, que nos leva para momentos diversos dos episódios exibidos pelo Disney Channel e para o filme que marcou uma geração com a coreografia de Hoedown Throwdown, o momento pai e filha de Butterfly Fly Away, o respiro musical de The Climb e a certeza de que tudo vai ficar bem em You’ll Always Find a Way Back Home.
É possível também viajar nas memórias de um álbum que Tish adora, que, além de diversas fotos de todo o elenco ao longo dos anos da produção do seriado, também guardava cartas que recebia de fãs, incluindo uma resposta de Dolly Parton, que deu vida à sua tia em Hannah Montana.
“Oi, Miley. Quando recebi as belas flores, não sabia que era o 15º aniversário da Hannah Montana. Estou tão orgulhosa. Saiba que sempre terei orgulho de ser a sua tia Dolly, seja em Hannah Montana ou em Thompson Station. Eu te amo, tia Dolly.”
Participações especiais
Foto: reprodução/Geo News
Embora a maioria dos membros do elenco não apareça, muitos personagens passaram pela vida de Hannah, e alguns até fizeram algumas aparições no especial, relembrando momentos em que compartilharam a tela. Além de Tish Cyrus e Gary Marsh, Selena Gomez – que participou da série como Mikayla Skeech, uma cantora pop rival que tentava sabotar Hannah –, surpreende Miley. As duas revivem momentos importantes de sua adolescência e Miley a presenteia com o chapéu fedora que a personagem de Gomez usava.
O encontro coloca um ponto final nos rumores de desentendimento entre as duas, pouco depois de trabalharem juntas. Na época, ambas se apaixonaram pelo mesmo garoto, Nick Jonas, integrante da banda Jonas Brothers.
Foto: reprodução/Daily Mail
Chappell Roan, que recentemente esteve no Brasil para o festival Lollapalooza e é uma mega fã declarada de Cyrus, também fez uma aparição emocionante, agradecendo Miley por pavimentar o caminho para sua carreira. “O que eu faço no palco ou poder ir a um tapete vermelho e simplesmente ser… é porque você aguentou muita coisa em 2012, 2013. Eu não preciso lidar tanto com isso porque o mundo descontou em você.” O especial marca o primeiro encontro presencial das duas.
A família Cyrus
Tish Cyrus, Billy Ray Cyrus e até a irmã mais nova de Miley, Noah, fazem uma aparição. Noah surge somente durante os créditos, com um bolo de aniversário para Hannah, e Miley aproveitou para confessar que “sempre que precisava de uma menininha na cena, a gente sempre sacrificava a Noah”.
Foto: divulgação/Disney+
Billy Ray, pai de Miley na vida real, interpreta uma versão levemente ficcionalizada de si mesmo no seriado. Ele faz uma das melhores e mais tensas participações ao lado de sua filha, onde ambos aproveitam o momento para refazerem seu famoso aperto de mão e para lerem uma das cenas mais emocionantes dos episódios da série. “Foi uma das coisas mais divertidas da minha vida fazer parte deste programa”, disse Billy.
Sabe-se que a relação dos dois teve muitos altos e baixos, principalmente após a separação dos pais, mas, juntos, eles recordam histórias e saem pela porta da casa uma última vez.
Foto: divulgação/Disney+
No entanto, é Tish que protagoniza um momento mais emocional, ambientado no famoso closet futurista da personagem. Miley diz: “Eu amei ser a Hannah. Eu amei ser a Miley Cyrus. Mas do que eu mais me orgulho é de quem eu sou como pessoa. Você realmente me ensinou a ser quem eu sou”.
O papel de Taylor Swift
Um dos detalhes menos conhecidos sobre Hannah Montana: O Filme, é que Taylor Swift foi bastante importante na produção, dentro e fora das câmeras. Swift foi responsável por escrever a música You’ll Always Find a Way Back Home, uma das canções mais marcantes do longa.
Foto: reprodução/Recreio
Ao comentar sobre a participação da cantora, Miley diz que precisavam de alguém que pudesse se apresentar em um celeiro. Longe de ser algo ofensivo, Cyrus reforça que a busca tinha uma relação maior com o fato de que procuravam alguém que faria sentido estar ali. Taylor estava no início de sua carreira e era, até então, conhecida como uma cantora country, não seria uma apresentação fora de contexto para uma cidade do interior.
Além de escrever uma das faixas principais, Swift apresenta a canção Crazier durante uma cena em um evento beneficente. O desempenho da artista chamou atenção na época e chegou a ser apontado por críticos como um dos destaques do filme. Taylor inclui a música até hoje em suas apresentações.
Momentos musicais
Foto: reprodução/CNN Brasil
Gravado com plateia, Miley retoma a estética da personagem se apresentando em um palco inspirado na abertura da série. Ao reviver sua era it girl,ela canta músicas especiais para a jornada de Miley e Hannah juntas. Logo nos primeiros cinco minutos, nós temos uma apresentação de The Best of Both Worlds, que traz uma cena que se assemelha com a abertura de seu filme, onde ela sobe por um elevador para chegar ao palco. Os fãs presentes se entregam a todas as performances e Miley não decepciona.
Em um momento mais adiante, This Is the Life é reimaginada – a primeira música que Miley apresentou no seriado como Hannah Montana –, e The Climb ressurge como um respiro após um mar revolto.
Musicalmente, é possível observar uma mudança drástica em sua voz. Com um timbre muito mais grave, rouco e potente do que na época da Disney, a voz atual é adulta e traz uma clara influência de rock/soul, tornando as músicas de Hannah Montana mais maduras. Em um primeiro momento, há um certo estranhamento, já que Miley canta pela primeira vez This Is the Life aos 12 anos de idade e a reapresenta aos 33. Houve uma clara mudança nos últimos 20 anos, mas sua capacidade de adaptar as músicas e manter a nostalgia, sem tentar imitar sua voz de adolescente mais aguda, deixou suas performances muito mais expressivas.
Para finalizar o evento, Miley Cyrus guardou uma surpresa para o final – um dos pontos altos para os maiores fãs –, e oferece uma performance que evoca a magia da era de Hannah Montana sem deixar de lado sua identidade como Miley.
As cortinas se fecham
Fechando mais um capítulo dessa história, Miley aproveitou os últimos momentos de sua conversa com Alex Cooper para contar o que diria a sua versão mais jovem se pudesse: “Estou orgulhosa de mim mesma. Tudo o que eu fiz sempre foi de coração, foi para fazer do mundo um lugar melhor. Estou orgulhosa por fazer as pessoas se sentirem menos sozinhas ao compartilhar e ser valente o bastante para mostrar meus sentimentos e me permitir ser vista.”
Para os fãs, ela deixa o seu mais profundo obrigada. Miley afirma que sua “vida é tão linda”, e que dói saber que nem todo astro pop tem a mesma experiência que ela teve. Enquanto fica mais velha, Miley está escrevendo os próximos capítulos de sua vida pessoal e profissional, e se sente segura e abençoada por ter o amor de sua família. Ela sempre se sentiu amada por todos.
É neste momento que Miley Cyrus fecha a porta uma última vez e apaga as luzes, indo até sua maleta e sua peruca, e caminhando para um último momento especial. Miley apresenta uma nova música.
Foto: divulgação/Disney+
A nova canção, intitulada Younger You, foi escrita especificamente para o especial. Ela reflete sobre seu passado e sua infância, sobre o orgulho que seu eu mais novo teria se pudesse vê-la agora, e tem seu lançamento oficial nas plataformas de música marcado para o dia 27 de março.
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Estilista retorna ao centro da indústria com proposta voltada à ampliação de público, enquanto a parceria reforça a estratégia da Zara de incorporar nomes relevantes da moda à marca
A parceria entre John Galliano e a Zara foi anunciada no dia 17 de março e prevê uma colaboração de dois anos, com coleções sazonais a partir de setembro. O movimento marca o retorno de Galliano ao centro da indústria após deixar a Maison Margiela em dezembro de 2024, depois de uma década à frente da direção criativa. Desde então, havia expectativa sobre seus próximos passos, considerando seu histórico na Dior entre 1997 e 2011. A resposta veio com uma parceria que sinaliza uma mudança de escala e de linguagem na moda contemporânea.
Conhecido pelo trabalho teatral e conceitual, o estilista agora entra em um sistema de moda rápida, com alcance global e produção em larga escala. O movimento chama atenção porque não é só uma colaboração pontual, mas uma aproximação mais longa entre dois mundos que antes pareciam opostos.
Depois de anos à frente da Margiela, o designer passa a dialogar com um público muito mais amplo. A proposta é trazer elementos da sua estética para peças mais acessíveis, traduzindo ideias que antes estavam restritas à passarela. Na prática, isso significa transformar referências complexas em produtos que cabem no cotidiano e no consumo imediato.
Foto: The New York Times/Valerio Mezzanotti
Em comunicado, a Zara informou que Galliano irá revisitar peças do próprio arquivo da marca, reinterpretando-as com novos tecidos, técnicas e olhar criativo. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de reposicionamento da empresa, que busca sofisticar seus produtos e reforçar valor simbólico em um mercado cada vez mais competitivo, pressionado por competidores como Shein e Temu.
Esse movimento não acontece isoladamente. Nos últimos anos, a Zara já firmou colaborações com nomes como Narciso Rodriguez e Stefano Pilati, além de projetos com Kate Moss e Steven Meisel. A mudança coincide com a gestão de Marta Ortega Pérez, que assumiu a presidência da Inditex em 2022, reforçando um direcionamento mais estratégico para a imagem.
Esse tipo de parceria acompanha uma transformação clara na indústria. O luxo já não depende apenas de exclusividade, mas também de circulação. Marcas de fast fashion buscam assinatura criativa para agregar valor, enquanto designers ampliam alcance e relevância.
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Vem ver as novidades da nova série de Çağlar Ertuğrul, ator de Armadilha do Amor
“Se tivesse um nome, certamente seria feia.” Assim começa o primeiro teaser de Çirkin (tradução literal: Feia), divulgado em 5 de março. A nova dizi da Star TV, que reúne Çağlar Ertuğrul (Armadilha do Amor, 2019) e Derya Pınar Ak no elenco principal, estreia em 29 de março na Turquia.
A trama começa com o desaparecimento de Meryem Tunalı (Derya Pınar Ak), uma mulher famosa em toda a Turquia. Órfã desde muito jovem e marcada pelas dificuldades da vida, Meryem guarda em seu coração um grande amor: Kadir (Çağlar Ertuğrul).
Foto: reprodução/Star TV
Meryem e Kadir se conheceram ainda crianças, quando a protagonista perdeu sua família e foi acolhida pelos pais de Kadir como filha adotiva. Nessa convivência, recebeu do menino o apelido de “Çirkin” (feia), por conta do cabelo curto que usava na época, e o nome acabou se espalhando pelos moradores do bairro onde moravam, Hisarlı.
Após anos afastados, seus caminhos se cruzam novamente. Enquanto Kadir passa a viver em um mundo moldado por poder, dinheiro e ambição,Meryem é uma mulher com sentimentos puros. Esse reencontro, além de uma grande história de amor, traz segredos, acertos de contas e decisões sem volta.
Foto: reprodução/Instagram/@cirkindiziresmi
“A forma como Meryem tenta se manter de pé me tocou muito”, conta a atriz, em entrevista para a Star TV. Segundo o canal, a dizi vai ser mais do que uma história de romance, focando também no renascimento de uma mulher que precisa se reconstruir após tudo o que viveu.
Derya Pınar afirmou que o público pode esperar para conhecer uma mulher muito real. “Tudo nela é muito real. Meryem pode ser muito forte em alguns momentos, muito frágil em outros, mas, em todas as situações, ela é uma personagem sincera. Acho que todos vão entendê-la e se identificar com ela em algum momento”, declarou.
Foto: reprodução/Star TV
Produção e nomes confirmados
A dizi, assinada pela 25 Film e produzida por Fırat Parlak com Koray Şahin, tem na direção dois grandes nomes: Burcu Alptekin, conhecida pelo seu trabalho em Yalı Çapkını (O Canto do Pássaro, 2022), e Merve Çolak, que dirigiu Gülcemal (2023).
Dando vida ao casal principal, Derya Pınar Ak e Çağlar Ertuğrul se reencontram após parceria em Prens (O Príncipe), série turca lançada na HBO em 2023, em que atuaram como Hasharia e Kaptan Vandyke.
O elenco também conta com Çetin Tekindor, que interpretará Ökkeş, um dono de boate poderoso e chefe de Kadir, e Gözde Kansu, no papel de Hande, sua parceira romântica. Ambos já contracenaram em İçerde (tradução literal: Dentro, 2016) e O Canto do Pássaro (2022).
Foto: reprodução/X/@onedio
Além deles, Sema Gültekin, vencedora do prêmio de Melhor Atriz no 9º Balkan Panorama Film Festival por sua atuação no filme Bir Kar Tanesinin Ömrü (tradução livre: A Vida de um Floco de Neve), e Başak Gümülcinelioğlu, conhecida por seu papel em Será Isso Amor? (Sen Çal Kapımı, 2020), estão confirmadas no programa.
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“Thirty, flirty, and thriving”. Depois de 22 anos, De Repente 30 ganhará reboot protagonizado por Emily Bader e Logan Lerman
A comédia romântica que conquistou gerações teve seu reboot confirmado na última terça (24) pela Netflix. A nova versão será protagonizada por Emily Bader (De Férias com Você, 2025) e Logan Lerman (Percy Jackson, 2010/2013).
Foto: reprodução/Instagram @netflix
Na produção, teremos Brett Haley, responsável por De Férias com Você, como diretor do reboot, e Jennifer Garner, a protagonista do filme de 2004, retornará como produtora executiva. O roteiro será escrito por Hannah Marks, com revisões de Flora Greeson.
Lançado originalmente pela Columbia Pictures, De Repente 30 conta a história de Jenna Rink (Jennifer Garner)que, em seu aniversário de 13 anos, faz um pedido: ter 30 anos. No dia seguinte, ao acordar, Jenna descobre que seu sonho virou realidade.
Marcado pelo romance friends to lovers de Jenna e Matt (Mark Ruffalo), o filme foi um sucesso nos anos 2000 e até hoje desperta emoções em quem assiste.
Apesar de ainda não ter data prevista de estreia, o reboot criou grandes expectativas nos fãs, especialmente devido aos nomes do elenco e à promessa de reviver um clássico.
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Por que o cinema brasileiro ainda enfrenta barreiras na maior premiação do mundo?
A relação entre o cinema brasileiro e o Oscar sempre foi marcada por um misto de expectativa fervorosa e frustração recorrente. Na edição de 2026, o Brasil consolidou sua posição como o terceiro país da América Latina com o maior número de indicações na história da premiação, ficando atrás apenas de México e Argentina. No entanto, o histórico de indicações, o número de estatuetas vencidas e a dificuldade de furar a bolha de Hollywood levantam um debate necessário: até que ponto o Oscar consegue, de fato, validar a qualidade do cinema internacional?
Um histórico de prestígio
Foto: reprodução/Legião dos Heróis
Desde as primeiras indicações brasileiras na premiação, como a de O Pagador de Promessas (1962) a Melhor Filme Estrangeiro, e o impacto cultural de Cidade de Deus (2002), o Brasil provou que possui uma estética potente e narrativas universais. Segundo veículos como CNN Brasil e Forbes, o país acumula dezenas de indicações em diversas categorias, incluindo MelhorAtriz, Direção, Roteiro e Documentário, mas não garantiu o mesmo reconhecimento em números de vitórias.
Quando analisamos o histórico de alguns dos vencedores ao longo das 98 edições da cerimônia, observamos que, mesmo quando a bandeira brasileira não é a principal nos créditos, o talento nacional é onipresente. O clássico OrfeuNegro (1959), embora registrado como uma produção francesa, foi rodado no Rio de Janeiro, com elenco brasileiro e trilha sonora de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, vencendo a categoria de Filme Estrangeiro. Mais recentemente, em 2017, o cineasta Pedro Kos venceu em CurtaDocumentário com The White Helmets e, em 1993, Luciana Arrighi levou o Oscar de Direção de Arte por Howards End.
O fantasma de 1999 – o desejo de vitória e o medo da injustiça
Foto: reprodução/gshow
Claro que falar do Brasil no Oscar é tocar na ferida de 1999. O episódio em que Fernanda Montenegro perdeu a estatueta de Melhor Atriz por Central do Brasil para GwynethPaltrow é citado pela Elle e pela Rolling Stone como o marco zero da nossa frustração coletiva. Naquela noite, o mundo testemunhou uma das atuações mais viscerais da história do cinema ser preterida por uma campanha de marketing agressiva da Miramax.
Foto: reprodução/Rolling Stone
Em 2024 e 2025, os olhos do mundo se voltaram para Fernanda Torres, filha de Montenegro, em Ainda Estou Aqui. O filme de Walter Salles não apenas marcou a retomada vigorosa do cinema nacional após anos de enfraquecimento, cortes orçamentários, paralisação de políticas públicas e desmantelamento de instituições voltadas à arte e cultura, mas também colocou o nome de Fernanda Torres no centro de debates globais.
A atuação de Torres foi aclamada em Veneza, onde o filme venceu Melhor Roteiro, e em Toronto, gerando uma onda de esperança de que “a justiça por 1999” viria através da filha de Montenegro. Infelizmente isso não aconteceu, e a vitória de Mikey Madison em Anora é questionada até hoje. A indignação foi coletiva e comparações das atuações de ambas as atrizes foram colocadas em pauta diversas vezes.
2025 e 2026
Foto: reprodução/ CBN – Globo
Mesmo com a derrota de Fernanda Torres na categoria de Melhor Atriz, a vitória de Ainda Estou Aqui na categoria de Melhor Filme Internacional em 2025 encerrou o jejum de estatuetas em categorias principais e serviu como uma resposta tardia à derrota de Central do Brasil. Com uma campanha de prestígio e a atuação de Torres, que foi o coração dessa história, o filme garantiu o reconhecimento merecido para a produção nacional.
E para um Brasil arrebatado com a vitória de Ainda Estou Aqui, a campanha de O Agente Secreto,marcada por vitórias em diversos festivais e reconhecimentos grandiosos, exaltou a produção nacional mais uma vez. O Brasil apaixonado por sua cultura já logo colocou os olhos na estatueta do Oscar mais uma vez, garantindo um zumbido frequente e só tendia a aumentar.
Foto: reprodução/Metrópoles
O Agente Secreto recebeu quatro indicações, e a de Wagner Moura por sua atuação colocou o país pela primeira vez na disputa de Melhor Ator por um filme integralmente brasileiro. Moura foi fervorosamente aclamado pela crítica internacional por personificar as tensões políticas do Brasil dos anos 70 no filme de Kleber Mendonça Filho, e levou para casa o Globo de Ouro.
No entanto, mesmo sendo o favorito de muitos críticos, Wagner Moura não levou a estatueta. E, segundo especialistas, isso se deve ao fato de que as categorias de atuação principal são as mais difíceis de serem vencidas por estrangeiro. O enorme investimento em publicidades das distribuidoras americanas durante a temporada de premiações garante que grandes nomes internacionais acabem sendo ofuscados.
O longa de Kleber, apesar das quatro indicações, saiu da última edição de mãos abanando. Perdendo na categoria de Melhor Filme Internacional para Valor Sentimental e na categoria principal da noite, Melhor Filme, para Uma Batalha Após a Outra.
O peso da expectativa
A revista Rolling Stone traz uma provocação que toca na ferida do “complexo de vira-lata”: a tendência de condicionar o valor de uma obra nacional exclusivamente ao seu sucesso em solo americano. O questionamento aponta a pressão desproporcional exercida sobre diretores e atores brasileiros, onde a cobrança interna muitas vezes transforma a indicação em um “tudo ou nada”: a derrota é um fracasso, o prestígio de estar entre os melhores do mundo é completamente ignorado.
Essa reflexão nos leva a um ponto muito importante: a valorização de um filme deve ocorrer no tapete vermelho da nossa própria cultura, e não apenas se ele retornar com o carinha de ouro na mala. A Rolling Stone conclui lindamente ao dizer que a primeira vitória real do Brasil no Oscar será quando o país aprender a celebrar sua cinematografia com a mesma intensidade, independentemente do veredito da Academia, evitando que a ânsia pelo reconhecimento internacional ofusque a potência da narrativa apresentada.
Foto: reprodução/Correio Braziliense
Vamos voltar nossos olhares para nosso interior e continuar transformando a cultura brasileira em uma catarse coletiva que transforma salas de cinema e praças públicas em verdadeiras arquibancadas de Copa do Mundo.
O Oscar como termômetro ou como fronteira?
Foto: reprodução/Folha
Especialistas apontam que, embora o Oscar tenha aberto mais portas para filmes não-americanos nos últimos anos, impulsionado pelo fenômeno sul-coreano Parasita, a estrutura da premiação ainda é profundamente centrada na lógica de mercado dos Estado Unidos. Para um filme brasileiro, por exemplo, chegar à lista final, não basta qualidade técnica, também é necessário um grande investimento em campanhas de marketing que muitas vezes ultrapassam o orçamento de produção do longa.
O Site InfoMoney destaca que a disputa no Oscar vai muito além do tapete vermelho, se trata de uma questão de mercado. Quando o Brasil deixa o Oscar “de mãos abanando”, o impacto reverbera no potencial de exportação do produto audiovisual brasileiro. Uma vitória, ou mesmo uma indicação que seja vitoriosa, funciona como um selo de garantia que facilita a distribuição global, aumenta o valor de licenciamento para plataformas de streaming e atrai co-produções internacionais. Sem essa “validação” de Hollywood, o cinema nacional precisa dobrar os esforços para provar sua rentabilidade em mercados estrangeiros cada vez mais competitivos.
Em contrapartida, o ICL Notícias traz um olhar que prioriza muito mais o valor simbólico e artístico do que o comercial. O veículo ressalta que o cinema brasileiro atravessa um momento de prestígio internacional inquestionável, consolidado em palcos como Cannes, Berlim e Veneza. Para muitos críticos e cineastas, esses festivais são os verdadeiros termômetros da sétima arte, possuindo critérios estéticos e curatoriais muito mais rigorosos e menos condicionados ao lobby comercial do que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
Enquanto o Oscar representa o auge do alcance popular e financeiro, os festivais europeus confirmam que, tecnicamente, a produção brasileira já está no topo, independentemente de ser ou não aceitável para os padrões de Hollywood.
Cultura como resistência
Foto: reprodução/Rolling Stone
A trajetória brasileira no Oscar também reflete o cenário político interno. O portal Brasil de Fato analisa que a presença do cinema brasileiro em palcos internacionais é um ato de resistência democrática. Após anos de desafios nas políticas culturais, a retomada de investimentos no setor audiovisual é vista como essencial para que o país volte a ser competitivo na temporada de premiações.
O Ministério dos Direitos Humanos já reforçou que, mesmo sem a vitória, o motivo para comemorar permanece: a ocupação de espaços globais por narrativas que humanizam o povo brasileiro e denunciam suas desigualdades é uma vitória política e social por si só.
Além da estatueta, a conclusão de uma noite histórica
Foto: reprodução/G1
Em Recife, o emblemático Cinema São Luiz, cenários também do longa O Agente Secreto, viveu uma de suas noites mais memoráveis. Totalmente lotado, o palácio cinematográfico às margens do Rio Capibaribe tornou-se o coração pulsante da torcida brasileira. Não foi apenas uma cerimônia, foi a cultura brasileira em sua forma mais pura batendo no coração de cada um presente. A cada aparição de Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura no tapete vermelho, a multidão gritou e aplaudiu forte o suficiente para ecoar por toda a Rua da Aurora.
A festa simbolizou a força do cinema nordestino e a resistência cultural. Ver um filme pernambucano colocar um ator baiano na disputa de Melhor Ator foi sentido como uma vitória mesmo sem a estatueta. E a celebração não ficou restrita ao Recife, em diversas outras capitais do Brasil, a festa tomou proporções gigantescas para um domingo.
Mesmo sem estatuetas, o clima nas ruas na madrugada de 16 de março não era de derrota, era um abraço coletivo. Wagner Moura saiu gigante e entrou pra história como o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator, mostrando a força do cinema brasileiro, a potência das nossas histórias e o talento de artistas que atravessam fronteiras sem perder suas raízes.
O fato de o país ter mobilizado multidões para assistir a uma premiação técnica e artística é a maior prova de que o cinema nacional recuperou sua conexão com o grande público. Os limites de Hollywood são geográficos, mas a emoção brasileira é universal. O São Luiz lotado e as festas espalhadas pelo país provaram que, para o brasileiro, o reconhecimento de um “agente secreto” ou de uma “Eunice Paiva” vale muito mais do que a estatueta, é nossa identidade projetada para o mundo.
Foto: reprodução/Fotografia – UOL
Como Fernanda Torres uma vez pontuou:
“Nós somos maiores do que o Oscar. O Oscar é uma festa típica americana como o Carnaval é nosso.”
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