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Shakira: tudo o que você precisa saber sobre a diva colombiana, atração do Todo Mundo no Rio 2026

A cantora se apresenta na praia de Copacabana em maio e promete fazer história nas areias do Rio de Janeiro 

Seus quadris nunca mentem e ela sabe disso! A diva colombiana Shakira está chegando com tudo ao Brasil para um show histórico nas areias de Copacabana, no Rio de Janeiro, nos deixando extremamente ansiosos para o que está por vir por aí! 

A loba foi uma das pioneiras do sucesso latino no Brasil, popularizando músicas em espanhol em terras tupiniquins. Vencedora de 13 grammys, com mais de 20 bilhões de views no Youtube e mais de 125 milhões de álbuns vendidos, ela é uma das maiores cantoras pop da atualidade. Em 2025, tornou-se a artista feminina de maior bilheteria do ano com sua turnê Las Mujeres Ya No Lloran, de acordo com um relatório divulgado pela Billboard, ocupando o segundo lugar entre as turnês mais bem-sucedidas do mundo no período! Uma rainha, não é mesmo? 

Hoje, é impossível não pensar em Shakira quando lembramos de grandes hits. Mas nem sempre foi assim. Com muita luta, garra e forte pertencimento cultural, a artista leva a bandeira de seu país para todos os lugares por onde passa. Reconhecida mundialmente, ela nunca se deixou abalar: lutou e conquistou, sonhou e realizou. Com uma carreira versátil e bem conduzida, a cantora mistura ritmos latinos, pop, rock, danças e tradições culturais. Além disso, é super engajada em causas sociais. 

Por isso, o Entretetizei preparou este especial para que você possa conhecer um pouquinho mais da história dessa cantora tão celebrada. 

Cantora, compositora, dançarina, filantropa, empresária e multi-instrumentista nata, Shakira Isabel Mebarak Ripoll carrega influências latinas, caribenhas e árabes em sua trajetória musical. Ela conquistou o mundo por meio de seu talento, inteligência, carisma e ritmo contagiante.

O início difícil
Foto: divulgação/Sony Music Colombia

Nascida em Barranquilla, no norte da Colômbia, desde cedo demonstrou interesse pela música e pelas artes. Começou a se apresentar na escola onde estudava, trazendo influências da música latina, árabe e do rock, além de demonstrar habilidade na dança do ventre.

Aos 8 anos compôs sua primeira música, Gafas Oscuras. Seu álbum de estreia, Magia, foi lançado pela Sony Music em 1990 quando tinha apenas treze anos. O projeto reunia um misto de pop e romance, com letras inspiradas em escritos de seu diário que falavam sobre o amor, aventuras e sonhos pessoais. Shakira também aparece como guitarrista em algumas das faixas do disco. No entanto, o sucesso não veio de imediato. 

Lançado oficialmente em 1991, o álbum contou com a faixa-título Magia e três outras músicas. Apesar de ter se saído bem nas rádios da Colômbia, dando visibilidade para a jovem cantora, o disco não foi bem-sucedido. Hoje, poucas pessoas conhecem ele, já que a própria artista não permitiu o seu relançamento nos Estados Unidos e também proibiu a disponibilização das músicas nas plataformas digitais. 

Para divulgar o trabalho, Shakira realizou, naquele mesmo ano, algumas performances ao vivo em teatros e eventos ao redor da Colômbia. Apesar do baixo número de vendas, o álbum rendeu à cantora um prêmio no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, renomada premiação latina. Na ocasião, ela cantou a canção Eres e ganhou o troféu de terceiro lugar. Curiosamente, um dos jurados que votaram nela foi o cantor porto-riquenho Ricky Martin, um sinal precoce de que Shakira estava destinada a brilhar e a permanecer na indústria musical.

No ano anterior ao lançamento de Magia, Shakira assinou, com a Sony Music Colômbia, um contrato para três álbuns. O segundo disco, Peligro, foi lançado em 1993, quando a artista tinha apenas 16 anos. No entanto, Shakira não estava satisfeita com o resultado final, principalmente com a produção.

Embora tenha sido levemente mais bem-sucedido do que o seu álbum de estreia, Peligro também foi considerado um fracasso comercial, em grande parte devido à recusa de Shakira em divulgá-lo. Assim como Magia, o disco nunca teve um relançamento e também não se encontra nas plataformas digitais. Hoje em dia, é possível encontrar algumas faixas dos discos no Youtube, publicadas por fãs da artista.

Após essas experiências, Shakira decidiu fazer uma pausa nas gravações para que pudesse concluir o colegial. No mesmo período, ela também estreou como atriz na série de TV colombiana El Oasis, baseada na tragédia de Armero, causada pela erupção de um vulcão em Torima, na Colômbia. A cantora também interpretou a música tema de abertura da produção.

O divisor de águas
Foto: divulgação/Sony Music Colombia

O sucesso da cantora chegou com o último dos três discos previstos em contrato com a Sony Music Colombia: Pies Descalzos, lançado mundialmente em fevereiro de 1996. O álbum estreou em primeiro lugar em oito países diferentes, um grande feito para a artista que decidiu assumir o controle criativo da própria carreira e escreveu e produziu o projeto ao lado do produtor Luis Fernando Ochoa, entre estúdios de Bogotá e Miami.

O disco deu vida a alguns dos maiores sucessos da carreira da colombiana, como Estoy Aquí, que alcançou a segunda posição na parada latina dos Estados Unidos, Dónde Estás Corazón, Pies Descalzos, Suenos Blancos, Antología e Se quiere, Se Mata. Esta última é uma das canções mais fortes do álbum, na qual a cantora aborda a morte de uma jovem que faz um aborto ilegal para não se sentir julgada pela sociedade. 

O trabalho reuniu um misto de pop e rock alternativo com influências árabes herdadas de seu pai, além de temas como romance, liberdade e questões sociais e políticas, elementos que se tornariam marcas registradas da artista por muitos anos. O resultado foi um som que não se via em qualquer lugar, pouco comum para época, autêntico, único, poderoso e inovador.

Em agosto de 1996, a RIAA certificou o álbum com disco de platina. O projeto transformou a vida da jovem colombiana de origem simples, lançando-a como rosto e voz de toda a América Latina. Só no Brasil, vendeu cerca de 1 milhão de cópias apenas em seu lançamento, e Estoy Aqui tornou-se um verdadeiro hino em toda a região, consolidando Shakira como uma verdadeira estrela.

O álbum vendeu mais de 5 milhões de cópias no mundo todo e recebeu diversas certificações de diamante na Colômbia, Dupla Platina na Argentina e Platina em países como Brasil, México, Chile, Peru e Estados Unidos.

No Brasil, chegou a ganhar uma edição exclusiva com versões em português das músicas e remixes que dominaram as rádios da época. Shakira também realizou uma extensa turnê pelo país, com mais de 30 apresentações, incluindo até mesmo cidades do interior do Brasil, como Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e Uberlândia, em Minas Gerais.

Foto: divulgação/Sbt

A artista se tornou presença imediata e querida na televisão latino-americana. No Brasil, participou de diversos programas, como Domingão do Faustão, Hebe, Programa Livre e Xuxa Hits. Participou até mesmo de um dos shows da cantora e apresentadora Xuxa, em Fortaleza, no Ceará, além de ser presença constante em canais como MTV e Univision. 

Era o início de uma relação bonita e duradoura de amor, carinho e respeito com o público brasileiro, uma vínculo de afeto que permanece até hoje, com a cantora sempre incluindo o país em suas diversas turnês mundiais.

Em março de 1996, Shakira iniciou sua primeira turnê mundial, chamada simplesmente de Tour Pies Descalzos. A série de shows foi um marco em sua carreira, consolidando-a como uma grande cantora no ao vivo e encantando o público com sua voz potente e carisma singular.

Nesse período, a cantora conquistou prêmios importantes, como Melhor Artista Pop e Artista Revelação no Billboard Latin Music Awards, além de Melhor Artista Pop Feminina e Artista Revelação no Premio Lo Nuestro 1996

Era o nascimento de uma nova era do pop latino, um verdadeiro divisor de águas para a música latina e o início de uma das trajetórias mais consagradas de uma artista latina, que rompeu fronteiras e fez história por meio de sua música.

O fenômeno Dónde Están Los Ladrones 
Foto: reprodução/Sam Levi/WireImage

Após esse imenso sucesso, Shakira lançou o emblemático Dónde Están Los Ladrones, em 1998. O álbum foi produzido inteiramente pela própria cantora, com Emilio Estefan Jr como produtor executivo. Estefan reconheceu o impacto da artista para a música latina e seu potencial para conquistar o mercado norte-americano, tornando-se seu empresário pouco tempo depois.

O projeto foi inspirado por um incidente marcante: em um aeroporto, uma mala cheia de diversas composições inéditas de Shakira foi roubada. O episódio provocou na cantora um misto de sentimentos de impotência e vazio, levando ela a refletir sobre quem seriam esses tais ladrões de suas canções, buscando uma razão para este roubo. “Cheguei a conclusão que há todo tipo de ladrão e um ladrão não é só uma pessoa que leva um objeto físico que não o pertence. Existem ladrões que roubam sentimentos, espaço, tempo, sonhos e direitos!”, explicou a artista na época em entrevistas. 

O disco foi um grande sucesso e seu título também faz referência à corrupção política e à desconfiança social generalizada que impera na sociedade contemporânea real. A foto de capa mostra Shakira com as palmas das mãos repletas de óleo; as mãos sujas simbolizam a culpa compartilhada. “Deste ponto de vista, todos nós já roubamos em algum momento, eu também. As mãos sujas representam a culpa compartilhada, ninguém está completamente limpo, no final somos todos cúmplices”, afirmou a artista.

O álbum alcançou a posição 131 na Billboard 200 dos Estados Unidos e liderou a parada de álbuns latinos do país por 11 semanas. No total, vendeu mais de 10 milhões de cópias no mundo inteiro e consolidou definitivamente Shakira como uma artista global.

Oito músicas foram hits, como Ciega, Sordomuda, Moscas en la Casa, No Creo, Inevitable, Tu, Si Te Vas, Octavo Día e Ojos Así. O álbum mescla pop latino, rock em espanhol e influências da música árabe, com letras que abordam temas como romance, política, indignação e questões sociais.

Críticos musicais elogiaram amplamente o trabalho por seu som original e pelas composições. Um jornalista chegou a comparar Shakira com a cantora Alanis Morissette. Comercialmente, o disco vendeu mais de 1 milhão de cópias apenas em seu primeiro mês de lançamento.

O álbum recebeu inúmeras certificações ao redor do mundo, incluindo um disco de platina nos Estados Unidos e um triplo platina na Colômbia. Obteve também diversos prêmios, entre eles o reconhecimento com o seu primeiro Grammy na categoria de Melhor Interpretação de Rock Latino e Alternativo em 1999.

Em 2020, Dónde Están Los Ladrones ocupou o número 496 na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos segundo a revista Rolling Stone. 

Shakira promoveu o trabalho em vários programas de tv, incluindo a sua estreia na TV estadunidense em The Rosie O’Donnell Show.

Com o sucesso internacional, meninas de vários países começaram a se inspirar no estilo da cantora, que na época usava tranças, cabelos multicoloridos e pulseiras da amizade, acessórios que se tornaram febre entre seus fãs.

Nesse período, Shakira se consolidou como uma artista única reconhecida pela sua qualidade, autenticidade, pelo cuidado artístico e pelo forte posicionamento social e  político, criticando os corruptos e os que vivem suas vidas superficialmente, sem medo de abordar temas espinhosos e criticar injustiças. Assim, ela construiu uma base de fãs sólida e abriu caminho para outras mulheres na indústria musical, revolucionando o mercado latino.

O impacto cultural de sua carreira foi tão grande que a revista Time chegou a chamá-la de princesa do rock latino, enquanto outros veículos a apontaram como a artista colombiana do milênio. Shakira se transformou em verdadeiro ícone e inspiração para milhares de jovens, levando sua cultura, sua música e idioma para lugares onde artistas latinos raramente haviam chegado, como partes da Árabia Saudita e da Ásia. Uma revolução para a música latina como um todo. 

Sucesso mundial
Foto: reprodução/Sony Music

Após Dónde Están los Ladrones e o DVD MTV Unplugged, Shakira começou a trabalhar em um álbum com músicas em espanhol e em inglês, mirando no mercado americano. A decisão foi incentivada pela cantora Glória Estefan, que a aconselhou a gravar músicas em inglês por acreditar que Shakira tinha potencial para cruzar fronteiras e unir continentes com seu talento musical e influência pública. 

A cantora trabalhou por mais de um ano em Whenever, Wherever, chamada de Suerte em países de língua espanhola. A música estourou mundialmente e trouxe de vez para Shakira o status de ícone global em 2001. A canção teve forte influência da música andina, incluindo sons de flauta e ritmos folclóricos de países como Bolívia, Equador e Peru, além do uso do charango.

O single alcançou o primeiro lugar em diversos países e se tornou seu primeiro sucesso estrondoso nos Estados Unidos, chegando a ficar em sexto lugar no Hot 100 da Billboard Mundial. A diva estava com tudo! 

O quinto álbum veio então ao mundo já com esse chamariz inicial forte. Intitulado Laundry Services ou Servicio De Lavandería, o disco estreou em terceiro lugar na Billboard 200, vendendo mais de 200 mil cópias só na sua primeira semana! O trabalho misturava música andina, dance pop, música árabe, rock e tango, algo que Shakira sempre soube fazer muito bem. 

O tema central do álbum é o amor e o romance. Seis músicas se destacaram bastante aqui: Underneath Your Clothes, Te Dejo Madrid, Objection (Tango), Te Aviso, Te Anuncio, The One, Poem To a Horse e Que Me Quedes Tú. O disco se transformou em um verdadeiro sucesso mundial e recebeu platina tripla pela RIAA.

Shakira recebeu diversas críticas, algumas positivas e outras bastante negativas. Muitos elogiaram sua capacidade de mesclar diversos estilos musicais e a sua originalidade, outros argumentaram que o álbum era fraco e genérico. Ainda assim, o talento vocal de Shakira também recebeu diversos elogios da crítica.

Laundry Services vendeu mais de 20 milhões de cópias no mundo inteiro, tornando-se um dos álbuns mais vendidos do século 21, um feito incrível e impressionante para uma artista latina tão nova. Shakira estava mais uma vez fazendo história!

Nessa época, ela também gravou quatro músicas para um comercial americano da Pepsi nos Estados Unidos.

Em 2002, Shakira se apresentou no MTV Icon, em homenagem à banda Aerosmith. No mesmo ano, ela também se juntou a grandes ícones musicais como Cher, Whitney Houston, Celine Dion, Mary J. Blige, Anastácia e Dixie Chicks para o VH1 Divas Las Vegas, um especial televisivo americano super aclamado e conceituado. 

Em setembro daquele ano, ela venceu o International Viewer’s Choice Awards com Whenever, Wherever. Também ganhou o Grammy Latino de Melhor Video Musical em Forma Curta pela versão em espanhol da canção. Em outubro, levou para casa cinco prêmios no MTV Video Music Awards América Latina.

Em novembro, começou sua Tour Of The Mongoose, com 61 shows, passando por vários países da América do Norte, Europa e Ásia. Um DVD ao vivo da turnê foi lançado em 2004, Live and off the Record, que atingiu vendas de mais de 3 milhões de cópias no mundo todo!

Fijación Oral
Foto: reprodução/Sony Music

Fijácion Oral Vol. 1 foi o sexto álbum de Shakira, lançado em 2005. O primeiro single, La Tortura, em parceria com o cantor espanhol Alejandro Sanz, alcançou rapidamente o top 40 da Hot 100 Billboard. Com a música, ela se tornou a primeira artista a cantar uma canção totalmente em espanhol no MTV Video Music Awards.

O disco é voltado para a música latina e recebeu críticas super positivas do público e da mídia. O projeto venceu o Grammy Awards de 2006 na categoria Best Latin Rock Alternative Album, além de ter ganhado 2 Grammys Latinos como Melhor Álbum Vocal Pop Feminino e Álbum do Ano.

O álbum teve um ótimo desempenho comercial, liderando as vendas em países como Alemanha, Argentina, Espanha e México. Nos Estados Unidos, vendeu mais de 157 mil cópias, quebrando o recorde de maior estreia de um álbum de língua espanhola no país, marca que permaneceu por anos. Mundialmente, vendeu mais de 4 milhões de cópias, sendo um dos álbuns latinos mais vendidos nos Estados Unidos. 

As músicas de destaque do trabalho foram No, Día de Enero e Las de La Intuición. 

Logo após o êxito desse disco, ela emendou mais um trabalho, uma espécie de continuação, intitulada Oral Fixation Vol. 2, lançado em novembro de 2005. O álbum é influenciado pelo rock, pop, pop latino, reggaeton e trip hop. 

Esse trabalho foi considerado pelos críticos como um dos mais fortes da cantora e estreou na quinta posição da Billboard 200 nos Estados Unidos, com vendas de mais de 128 mil cópias já em sua primeira semana de estreia, certificado platina pela RIAA e mais de 1,7 milhão de cópias vendidas apenas no país.

O primeiro single do álbum foi Don’t Bother, um rock poderoso e original que fala sobre emoções após um término de relacionamento. A música levou Shakira a ocupar o top 20 em diversos países do mundo. “Don’t Bother carrega muita dor como música, mas também muito humor e sarcasmo. Sim, é uma forma de exorcizar todos esses sentimentos”, explicou a cantora em entrevista.

Shakira também desenhou a arte da capa de ambos os discos de Oral Fixation e comentou que eles foram inspirados na figura bíblica de Eva. “Queria atribuir a Eva mais uma razão para morder o fruto proibido, e essa seria sua fixação oral. Sempre me senti uma pessoa muito oral, é minha maior fonte de prazer”, explicou Shakira em entrevistas na época dos lançamentos. 

A capa também faz alusão à teoria do psicanalista Sigmund Freud de que bebês começam a descobrir o mundo pela boca durante o estágio oral do desenvolvimento humano.

Na imagem, Shakira aparece nua, coberta por galhos e folhas de uma árvore, segurando uma maçã na mão. No Oriente Médio, a capa foi censurada: a cantora aparece coberta de folhas ficando atrás de um arbusto. A revista Complex chegou a eleger a imagem como a capa de álbum mais sexy de todos os tempos!

Foi desse disco que saiu uma das músicas mais aclamadas da artista: o poderoso hit mundial Hips Don’t Lie. Na canção, Shakira exalta sua cultura e seus famosos quadris com bastante humor, irreverência e muita dança. A música se tornou a mais vendida do século 21 e o primeiro single número 1 de Shakira na Billboard Hot 100, além de alcançar o topo das paradas em mais de 55 países.

Shakira e Wyclef Jean também gravaram uma versão da música para servir como tema da copa do mundo de 2006, reafirmando seu impacto cultural e global. A artista apresentou a canção no Grammy Awards daquele ano e ganhou o prêmio de Melhor colaboração Pop pela música.

No final de 2006, ela voltou a colaborar com Alejandro Sanz em Te Lo Agradezco, Pero No. A música se tornou um dos dez maiores sucessos da América Latina e alcançou o topo da parada da Billboard Hot Latin Tracks. Shakira também cantou com Miguel Bosé em Si tú no Vuelves. 

Em 2007, a cantora lançou outro hit mundial, Beautiful Liar, junto com Beyoncé. A canção levou a artista a quebrar mais um recorde em sua carreira, dessa vez como o maior salto na história da parada americana da Billboard Hot 100 até então, quando a música subiu 91 posições, indo de 94 para a terceira posição em apenas uma semana. O single também foi o número um no UK Singles Chart. A música chegou a render uma indicação ao Grammy Awards, se tornando um sucesso estrondoso no mundo inteiro.

Shakira também participou da música Sing, de Annie Lennox, e, no final de 2007, gravou outro dueto com Wycleaf Jean, King and Queen. 

Além disso, a cantora escreveu músicas para o filme Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel Garcia Márquez, um aclamado escritor colombiano. Uma delas, Despedida, foi indicada para melhor canção original no Globo De Ouro 2007. 

She Wolf e Sale el Sol
Foto: reprodução/Sony Music

Uma verdadeira loba! Em 2008, a Forbes elegeu Shakira como a quarta artista feminina mais bem-sucedida da indústria da música, um feito e tanto para uma artista latina.

Em julho daquele ano, ela assinou um contrato de 300 milhões de doláres com a Live Nation, que permaneceu assinado durante dez anos. A companhia funciona como uma espécie de promotora global, impulsionando o alcance internacional dos artistas.

Em 2009, Shakira se apresentou durante a posse do ex-presidente Barack Obama, cantando ao lado de Stevie Wonder e Usher.

O álbum She Wolf viria logo a seguir, em outubro de 2009. O trabalho mistura pop latino e pop rock com eletrofolk e obteve um ótimo desempenho em diversos países, chegando a ficar entre os cinco discos mais vendidos do mundo. As músicas mais destacadas aqui foram Did it Again, Gypsy e She Wolf, projetando Shakira como uma das artistas mais versáteis do pop mundial. O clipe maravilhoso de She Wolf, no qual Shakira aparece caracterizada como uma loba, apelido que a persegue até os dias atuais, também se tornou um dos momentos mais marcantes da carreira da cantora. 

As letras do álbum trazem um ponto de vista bem feminino, exaltando as mulheres, seus sentimentos e sua força como um todo. “Eu acho que me sinto mais mulher hoje, muitas das músicas são emoções que uma mulher experimenta quando está apaixonada ou com ciúmes, fantasias, devaneios”, afirmou Shakira em entrevista. 

O álbum vendeu mais de 2 milhões de cópias em todo o mundo. Apesar de ser o trabalho menos bem-sucedido da cantora em vendas até hoje, ele marcou uma geração por todo seu impacto cultural e musical na época.

Em maio de 2010, Shakira colaborou com o grupo sul-africano Freshlyground para criar a música oficial da Copa do Mundo FIFA de 2010, realizada na África do Sul. Assim nasceu Waka Waka (This Time For Africa), uma canção impactante, forte, contagiante e poderosa que ecoou como um verdadeiro hino, não só da copa, mas de todo um continente, se tornando um fenômeno global.

A música é baseada em um hino tradicional dos soldados camaroneses, Zangalewa, na língua Fangue. O sucesso foi imediato. Waka Waka cruzou fronteiras e foi apresentada tanto no encerramento quanto na abertura da Copa, alcançando a marca de música mais vendida de Copa do Mundo de todos os tempos. 

O videoclipe, que reúne Shakira, dançarinos, crianças celebrando e dançando juntos, além de imagens de jogadores como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, virou um ícone cultural. O vídeo ultrapassou os incríveis 4,2 bilhões de visualizações no Youtube, tornando-se um dos vídeos mais assistidos da história da plataforma.

Foto: reprodução/Sony Music

Em outubro de 2010, Shakira lançou seu nono álbum, Sale el Sol, voltando às suas raízes latinas. O disco conta com apenas três músicas em inglês e foi aclamado pela crítica, sendo considerado um dos melhores álbuns do ano .”Sale el Sol tem uma direção romântica, muito rock e latina, tropical, algo que não tinha aproveitados nos últimos anos, mas que veio até mim e não consegui conter isso, tem canções muito intensas e romanticas”, contou ela em entrevista. 

Algumas músicas de destaque são Antes de Las Seis, Lo Que Más, Rabiosa e Loca. O lado latino e tropical do álbum aparece com força em ritmos como o merengue e na presença de acordeão e tambor em algumas faixas, Loca sendo uma delas.

Em Addicted to You, Shakira traz uma mistura de idiomas, um toque dos anos 1970 e reggaeton. Já Gordita traz uma mistura de cumbia e rap latino, mostrando a diversidade musical pela qual Shakira consegue transitar e explorar sem cair na repetição, algo raro no pop.

O álbum ganhou um Grammy Latino em 2011 como Melhor Álbum Vocal Pop Feminino e fez grande sucesso na Europa e na América Latina. Foi o quinto álbum de Shakira a atingir o número um da Billboard 200 e o topo das paradas Top Latin Albums e Latin Pop Albums, além de alcançar grandes vendas digitais na época ao redor do mundo.

A música Loca foi um verdadeiro fenômeno, ficando em primeiro lugar nas paradas em diversos países.

Em setembro, Shakira embarcou na turnê mundial The Sun Comes Out World Tour, visitando diversos países da América do Sul, Europa, Ásia e África em mais de 100 shows. Com energia, vitalidade e presença de palco únicas e marcantes, Shakira fez história novamente, chegando a ser homenageada como Personalidade do Ano pela Academia Latina de Gravação.

Em setembro de 2012, Shakira estreou como técnica no The Voice americano, retornando ao programa em 2014. 

Em 2014, ela lançou o álbum Shakira, que vendeu mais de 85 mil cópias já na semana de estreia. Os destaques daqui foram Can’t Remember to Forget You, um dueto com a cantora Rihanna que rendeu um clipe perfeito e babadeiro das duas, além de Empire e Dare (La La La), uma das músicas tema da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, com participação de Carlinhos Brown.

Naquele ano, Shakira chegou a cantar no Maracanã durante a final da copa, protagonizando um momento inesquecível junto de seu filho, Milan. Com várias participações em trilhas musicais em mundiais de futebol, ela ficou reconhecida como a rainha das copas; quase como um pé de coelho, um amuleto da sorte que nunca poderia faltar na celebração.

Em 2016, lançou dois grandes sucessos: La Bicicleta com Carlos Vives e Chantaje com Maluma. Ambas as músicas fizeram bastante sucesso e repercussão.

Empire
Foto: reprodução/Kayt Jones/Sony Music Latin

No ano seguinte, em 2017, Shakira lançou o álbum El Dorado. O trabalho marcou a volta da artista após um bloqueio emocional para compor que ocorreu depois do nascimento de seu segundo filho, Sasha. Na época, ela chegou a duvidar do futuro de sua carreira musical. 

Segundo ela, tudo foi muito difícil e a música La Bicicleta foi o que a encorajou a voltar para a música: “Eu estava cheia de dúvidas e pensei que nunca mais faria músicas boas, meu filho de três  anos estava precisando de atenção, a pessoa, a mãe, a compositora, a artista, todas aquelas pequenas Shakiras estavam lutando dentro de mim, foi muito tumultuado“, contou a artista em entrevista à revista Billboard.

O álbum  foi inspirado em sua vida pessoal e experiências próprias, principalmente no seu relacionamento com o jogador de futebol Gerard Piqué:Estou começando a escrever de novo e as ideias estão fluindo, em espanhol, tenho muitas coisas a dizer em espanhol”, contou a artista em entrevista. 

Em El Dorado, Shakira mantém sua tradicional mistura de ritmos pop latino e reggaeton, dessa vez com pitadas de bachata e vallenato. O álbum conta com diversas colaborações como as com Maluma, Nicky Jam e Prince Royce. Algumas músicas de destaque foram Me Enamoré, uma declaração de amor a Gerard Piqué, Perro Fiel e Amarillo. 

Ela começaria a turnê do álbum em 2017 na Alemanha porém, devido a problemas de tensão na voz durante os ensaios, a data foi cancelada um dia antes da programação e foi reagendada. A cantora anunciou o adiamento das datas e fez um anúncio nas redes sociais informando os fãs sobre uma hemorragia nas cordas vocais direitas e a necessidade de  descansar a voz durante um tempo para se recuperar. Durante esse período, ela perdeu sua identidade, sua voz sumiu e ela pensou que nunca mais poderia cantar novamente: “foi o momento mais sombrio da minha vida, sempre pensei que um dia perderia muitas coisas, mas jamais pensei que a voz fosse algo que pudesse desaparecer”, disse a estrela em entrevista à AFP. 

No que ela descreve como um milagre, Shakira recuperou a voz sem ter que passar por cirurgia e foi capaz de retomar a turnê, que acabou sendo concluída na Colômbia, sua cidade natal, mostrando mais uma vez sua força e capacidade de resiliência. “É uma das turnês mais importantes da minha carreira pelo que significou, pelos obstáculos que tive que superar”, disse Shakira em entrevista a AFP. 

Com El Dorado, ela ganhou um Grammy de Melhor Álbum Pop Latino e um Grammy Latino de Melhor Álbum Vocal de Pop Contemporâneo.

Las Mujeres Ya No Lloran e recomeços
Foto: reprodução/Jon Nazca/Reuters

Em 2023, Shakira retornou com tudo! Após uma desilusão amorosa e o término de seu casamento com o jogador de futebol Gerard Piqué, a artista lançou a música Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53 com o DJ argentino Bizzarap, se tornando um verdadeiro fenômeno. A canção aborda além do fim de seu casamento com Piqué, temas como o empoderamento feminino e a força de Shakira para lutar contra as adversidades; prova que ela é uma verdadeira fênix. 

A música literalmente quebrou a internet, alcançando o primeiro lugar em mais de 16 países e a quinta música de Shakira a atingir o top 10 da Billboard Hot 100 dos Estados Unidos. A letra é replicada até hoje e quebrou 14 recordes mundiais do Guinnes World Records! Um dos trechos mais replicados pelo público foi: “Una loba como yo no está pa’ tipos como tú”, que se tornou um verdadeiro símbolo da resposta bem-humorada e contundente da cantora à situação vivida. O lançamento dominou os Trending Topics do X (antigo Twitter), com milhares de comentários sobre o término e a relação da letra à vida pessoal da artista e à traição sofrida por ela.

Shakira se tornou ainda a primeira mulher da história a estrear uma música em espanhol no top 10 da Billboard Hot 100. Em fevereiro do mesmo ano, seu lançamento seguinte, TQG, em parceria com a também colombiana Karol G, marcou a maior estreia de sua carreira nos Estados Unidos, chegando à sétima posição da parada. A faixa foi reconhecida pelo Guinness World Records como a música em espanhol de maior sucesso nos Estados Unidos por uma artista feminina. Além disso, estreou no topo da Billboard Global 200, tornando-se o primeiro número um de Shakira na parada.

Foto: reprodução/Jaime De La Iguana

No Grammy Latino, a cantora venceu Canção do Ano e Melhor Canção Pop por Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53, além de Melhor Performance Urbana por TQG.

O álbum Las Mujeres Ya No Lloran foi lançado em 2024 e marcou seu primeiro trabalho de estúdio após mais de sete anos de hiato. “O processo criativo foi alquímico. Esse álbum transformou minhas lágrimas em diamantes e minha vulnerabilidade em força”, contou a artista em entrevista.

O disco reflete tudo o que Shakira enfrentou nos últimos anos, abordando temas como resiliência, empoderamento feminino, decepção amorosa e recomeços. Ao transformar um dos momentos mais difíceis de sua vida em música, a artista constrói uma narrativa emocional intensa e inspiradora.

Com 17 faixas, incluindo duas versões extras — Puntería (Vinyl Version) e um remix de Bzrp Music Sessions, Vol. 53 —, o álbum conta com participações de Cardi B, Ozuna, Karol G e outros artistas. Musicalmente, o trabalho mistura pop, rock, pop latino, cumbia e diversos outros ritmos. Entre os destaques estão La Fuerte, Tiempo Sin Verte e (Entre Paréntesis), faixa em que a cantora expõe seus sentimentos sobre a separação com intensidade e vulnerabilidade. Outras músicas, como Nassau e Cómo, Dónde y Cuándo, mostram que sua habilidade como compositora permanece intacta.

Há uma narrativa. É um álbum conceitual sem intenção de ser. Ninguém planeja passar por um término como o que vivi e pela dissolução de uma família, que é provavelmente uma das experiências mais dolorosas que alguém pode enfrentar. Mas aconteceu. Se a vida te dá limões, precisamos fazer limonada. Foi isso que fiz com esse disco: usei minha criatividade para processar frustração, raiva e tristeza. Transformei as lágrimas em lágrimas de diamante e a dor em produtividade”, afirmou Shakira em entrevista ao The New York Times en Español.

Foto: reprodução/Rocio Ruz/ Europa Press

Na música Monotonía, a cantora chega a aparecer com uma agulha atravessada no peito, simbolizando a dor física e emocional que sentia naquele momento. A artista se entregou completamente ao projeto, revelou sua vulnerabilidade e reforçou a conexão emocional com seu público.

“Quase sentia que as pessoas podiam ver através do meu peito, enxergar o que havia dentro de mim. Mas, a cada canção que escrevi, fui me reconstruindo. Foi como preencher meus ossos novamente. O choro sempre será um mecanismo de sobrevivência para os seres humanos; é uma parte importante da vida”, afirmou ao The New York Times en Español.

Em 2020, Shakira também foi uma das estrelas do show do intervalo do Super Bowl, ao lado de Jennifer Lopez, protagonizando uma apresentação histórica com dança do ventre, vocais marcantes e uma celebração da cultura latina diante de milhões de espectadores.

O reconhecimento à artista também se materializou em sua cidade natal. Em 2006, Shakira recebeu uma estátua de seis toneladas e mais de quatro metros de altura em Barranquilla, na Colômbia, homenagem que a deixou profundamente emocionada. Em 2018, visitou Tannourine, no Líbano, vila de origem de sua avó paterna, e conheceu a Reserva dos Cedros, onde uma praça recebeu seu nome.

Em 2026, a cantora voltará a se apresentar nas Pirâmides de Gizé, no Egito, no dia 7 de abril. Essa não será a primeira vez da artista no local: em 2007, ela reuniu mais de 100 mil pessoas, estabelecendo um recorde de maior público já registrado em um concerto realizado em um país árabe ou africano.

O ano também começou com outro marco: em 1º de março, Shakira realizou um show gratuito na Praça do Zócalo, na Cidade do México, a maior praça pública da América Latina, reunindo mais de 400 mil pessoas, mesmo após realizar 13 shows com ingressos esgotados em um estádio no país.

No dia 2 de maio, será a vez do Brasil receber a cantora. Shakira será a terceira atração do evento Todo Mundo no Rio, iniciativa que pretende promover um grande show internacional gratuito todos os anos, em maio, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Segundo a RioTour, a expectativa é que o espetáculo atraia mais de 2,5 milhões de pessoas, podendo superar até mesmo o recorde de público do show de Lady Gaga em 2025. Com o crescente boom latino na música global, a companhia aérea Gol disponibilizou mais de 280 mil assentos adicionais para o evento, enquanto a Latam registrou um aumento de 104% nas buscas por voos para o período.

Shakira é uma figura central na história da música latina. Sua transição para o mercado global se tornou um fenômeno cultural. A revista Forbes já a classificou como um verdadeiro fenômeno de crossover, além de uma das latinas mais poderosas do mundo. Seu impacto inspirou diversas artistas femininas latinas que vieram depois, como Paulina Rubio, Anitta, Natti Natasha, Lele Pons, Karol G e Becky G, entre muitas outras.

Além da música, Shakira também expandiu sua atuação para o mundo dos negócios. A cantora lançou a marca de beleza S by Shakira e diversas fragrâncias, como S by Shakira Eau Florale e Elixir by Shakira, tornando-se um ícone global de licenciamento com mais de 19 perfumes lançados.

Em 2015, dublou a personagem Gazelle, estrela pop do filme Zootopia, da Disney, além de interpretar uma música para a trilha sonora da animação. A performance recebeu elogios da crítica e do público.

Em 2017, sua fortuna foi estimada em mais de 220 milhões de dólares, e a revista Forbes a incluiu entre as mulheres mais poderosas do mundo.

Trabalho e impacto social global
Foto: reprodução/Nicola Gerardin/

O impacto de Shakira também se estende para além da música. Em 1997, a artista fundou na Colômbia a Fundación Pies Descalzos, organização dedicada ao apoio de crianças em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, mais de 4 mil crianças recebem atendimento médico, odontológico, psicológico e educacional por meio da instituição, além de diversas escolas que contam com apoio da fundação.

Desde o início de sua carreira, Shakira demonstra forte engajamento em causas sociais. Ela se tornou a primeira colombiana a ser nomeada embaixadora da UNICEF, o fundo das Nações Unidas para a infância.

A cantora visita regularmente os projetos da fundação e participa ativamente das atividades com as crianças, inclusive ensinando música e dança.

Zelar pelas crianças é cuidar para que o futuro seja melhor. Não basta apenas fazer trabalho assistencial sem investir em educação”, afirmou em um documentário presente em um de seus DVDs.

Em diversos projetos audiovisuais, Shakira também faz questão de retratar bairros populares da Colômbia, expondo as desigualdades sociais e a realidade vivida por parte da população.

Atualmente, ela também participa da Fundação ALAS, iniciativa criada junto a outros artistas e empresários para arrecadar fundos no combate à pobreza em toda a América Latina.

Fenômeno global e cultural
Foto: reprodução/Roberto Filho/Brazil News

Poliglota, Shakira fala espanhol, inglês, português, italiano e francês. A cantora aprendeu português aos 18 anos e mantém uma relação afetiva profunda com o Brasil, país que a acolheu ainda no início de sua carreira, em 1997.

Minha história com o Brasil vem de longe. Às vezes até me sinto meio brasileira”, afirmou em entrevista ao Domingão com Huck, durante sua passagem pelo país em 2024.

Ao longo das décadas, a artista construiu uma forte conexão com o público brasileiro. No fim dos anos 1990, visitou o país para divulgar o álbum Pies Descalzos, participando de programas populares como os de Hebe Camargo, Xuxa e Gugu. Na época, também realizou diversos shows em cidades como Belém, Fortaleza, Rio de Janeiro e até no interior de São Paulo e Minas Gerais.

Em 2002, já em ascensão global, participou do programa Popstars, que revelou o grupo Rouge, protagonizando um encontro com a banda que marcou a televisão brasileira e é relembrado até hoje.

Em 2011, no Rock in Rio, dividiu o palco com Ivete Sangalo e chegou a lançar uma música em parceria com a cantora. A dupla levou o público ao delírio e protagonizou um dos momentos mais comentados do festival.

Shakira também retornou ao Brasil durante o encerramento da Copa do Mundo de 2014, reforçando sua ligação histórica com o país.

Mais recentemente, a cantora escolheu o Rio de Janeiro para iniciar a Las Mujeres Ya No Lloran Tour, marcando o início de uma nova fase de sua carreira, mais madura e emocionalmente aberta. A escolha foi celebrada pelos fãs brasileiros e reforçou a forte conexão da artista com o país e o público brasileiro.

“Escolhi o Brasil para começar minha turnê porque o público brasileiro é muito importante para mim. O Brasil abriu portas para minha música desde que eu tinha 18 anos, e não existe um público como o brasileiro”, declarou em entrevista ao Domingão com Huck, da TV Globo.

Mais do que uma artista latina, Shakira é um ícone global, um verdadeiro fenómeno mundial que construiu ao longo de décadas uma trajetória marcada por grandes feitos, recordes mundiais, presença marcante, reinvenção artística e conexão direta com o público. Com músicas que atravessam fronteiras e gerações, a cantora consolidou seu nome como uma das maiores estrelas pop dos últimos tempos. Sua relevância vai além de sua trajetória musical, ela permanece como um fenômeno cultural impactante e marcante que atravessa gerações conquistando diversos fãs ao redor do mundo. Seu legado é histórico e sua marca é permanente na música e no empoderamento feminino, provando que mulheres não choram mais, elas faturam! 

E aí, gostou de saber mais sobre esse grande fenômeno global? Está ansiosa para o show da Shak no Rio? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no Facebook, Instagram e X e não perca as novidades.

 

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Texto revisado por Ana Loçasso e Angela Maziero Santana

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Cultura turca Entretenimento

Curiosidades sobre Deniz Can Aktaş, protagonista de Yeraltı e Hudutsuz Sevda

Famoso por seus papéis em A Agência e Hudutsuz Sevda, Deniz tem formação em engenharia e ama o verão

Deniz Can Aktaş é um dos principais nomes do audiovisual turco atualmente. Aos 32 anos, o ator já está com a carreira consolidada e repleta de projetos de sucesso, como Hudutsuz Sevda (Boundless Love, 2023), A Agência (Menajerimi Ara, 2020) e Kasaba Doktoru (The Town Doctor, 2022).

No momento, o artista é destaque da dizi Yeraltı, no papel do protagonista Haydar Ali Aslan. A série está disputando as quartas ao lado de Eşref Rüya, do Kanal D, e, apesar da forte concorrência, mantém altos níveis de audiência.

Mas os grandes papéis não surgiram do nada – são frutos de mais de dez anos de carreira. Sua primeira participação na televisão foi em 2015, quando interpretou Seçkin no programa Tatlı Küçük Yalancılar (tradução livre: Pequenas Mentirosas), uma adaptação de Pretty Little Liars exibida pela Star TV.

O Entretetizei reuniu curiosidades e informações pouco conhecidas sobre a vida e a jornada profissional de Deniz Can Aktaş. Vem ver!

Deniz até gosta de frio, mas sua estação favorita é o verão
Foto do ator turco Deniz Can Aktaş
Foto: reprodução/Instagram/@denizcanaktasofficial

Deniz foi escolhido para estampar a capa da revista GQ Türkiye de março. Na entrevista, o ator contou que o clima de inverno o faz pensar no Ano Novo, nas comemorações familiares, na adrenalina de esquiar e no lanche sucuk ekmek, um sanduíche turco de linguiça tradicional em estações de esqui.

Apesar de gostar das lembranças, Deniz afirma: sua estação favorita é o verão.

Antes de atuar, formou-se em Engenharia de Máquinas Marítimas e Gestão

Nem sempre Deniz foi ator. Antes de adentrar no mundo da atuação, o artista estudou na Universidade Piri Reis no curso de Engenharia de Máquinas Marítimas e Gestão.

Sua família atua no ramo marítimo há diversas gerações, mas um conjunto de coincidências e escolhas o levou a um novo rumo: a atuação.

Novos personagens deixam Deniz empolgado e melancólico

Também em entrevista para a QG, Deniz afirmou que a experiência do primeiro dia de novos projetos é o que mais o anima nesse ramo. Gravar as primeiras cenas é algo que o enche de prazer.

Ao mesmo tempo, o processo de conhecer seus personagens é desafiador e o deixa introspectivo. Há um lado que mexe com meu psicológico. Existem dias em que fico mais fechado, pensando muito. São períodos em que me sinto mais melancólico e até um pouco depressivo — momentos em que às vezes nem eu gosto muito de mim mesmo”, declarou.

Deniz é um romântico intenso
Deniz Can e Ahsen Eroğlu contracenando em A Agência
Foto: reprodução/A Agência

Famoso por interpretar casais que conquistam o coração do público, Deniz conta que, por trás das câmeras, também é um homem romântico. Quando perguntado como agiria se fosse Romeu, ele declarou que faria de tudo para conquistar sua Julieta.

Se necessário, pilotaria um drone, lançaria panfletos de um avião, escreveria cartas, enviaria SMS e até tentaria contatar Julieta por mensagem direta (DM). Tentaria de tudo”, afirmou em entrevista para a QG.

Sua estreia no teatro foi em Romeu e Julieta

Além das dizis, Deniz já trabalhou em cima dos palcos. O artista interpretou Romeu em uma peça de Romeu e Julieta, ao lado de Naz Çağla Irmak. Ambos também contracenaram em Hudutsuz Sevda.

Deniz disse que o teatro foi um grande desafio, principalmente por se tratar de um clássico, mas foi justamente essa dificuldade que o levou a aceitar a proposta. 

Atuação é seu lugar de liberdade e desafios

A atuação, para Deniz, é uma forma de existir e de se expressar. Ele conta que é na profissão que alcançou suas maiores conquistas e seus fracassos. Para ele, interpretar personagens é, acima de tudo, uma forma de liberdade, pois o permite viver experiências que talvez nunca teria em sua própria vida.

 “Com certeza é uma sensação de liberdade. Tive a oportunidade de experimentar muitas coisas que, como Deniz Can, eu não faria ou não poderia fazer. Esse é um dos lados que mais gosto da profissão”, contou para a revista QG.

Apesar da fama de tranquilo, ele também tem seus momentos de loucura

Foto do ator turco Deniz Can piscando
Foto: reprodução/Instagram/@denizcanaktasofficial

Conhecido por seu jeito tranquilo, o artista afirma que é um observador, pois gosta de ouvir e ter paciência. Ele tenta viver bem cada minuto e acredita que isso pode ajudar a criar sua imagem de alguém calmo.

Mas acha engraçada a forma como o descrevem como um moço bom e tranquilo. “Vocês deveriam me ver quando estou me preparando para um novo personagem. Claro que tenho meus momentos de loucura — só que poucas pessoas sabem.”

Qual seu papel favorito do Deniz? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Yeraltı: saiba os detalhes da nova dizi que chega em 2026

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cultura turca Notícias Séries

Notícias da semana no mundo turco – 9/3 a 14/3

Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana

Por Ana Matos, Anna Mellado, Débora Lima, Gisélia Oliveira e Mariana Chagas

Dizi Doktor: Başka Hayatta fica em 2º lugar nos grupos AB e ABC1

Doktor: Başka Hayatta (tradução livre: Doutor: Em Outra Vida, 2026), nova dizi do canal NOW, que será exibida aos domingos, foi ao ar pela primeira vez na noite do dia 8 e alcançou o segundo lugar nos grupos AB e ABC1 das três categorias de audiência contabilizadas na televisão turca.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Dizilah

Protagonizada por İbrahim Çelikkol e Sıla Türkoğlu, a produção da Dass Yapım que ainda tem no elenco Şebnem Hassanisoughi e Bertan Asllani, obteve bons índices de audiência na sua estreia, registrando 4,30 no grupo ABC1 e 3,95 no grupo AB, segundo lugar em ambos os rankings. Já no grupo Total (todos os espectadores), a série alcançou 3,34 de rating, terminando na quarta posição.

Adaptação da série Doc, a dizi conta a história do chefe de cirurgia Dr. İnan Kural, que, após sofrer um acidente, acorda sem memórias dos últimos 12 anos e precisa reaprender a viver enquanto se conecta com sua profissão, suas relações e seu passado.

Confira quais atores turcos marcaram presença na Semana de Moda de Paris

A Semana de Moda de Paris (Paris Fashion Week) aconteceu de 2 a 10 de março e reuniu artistas do mundo todo na capital francesa. Entre os convidados, alguns atores turcos foram representar marcas internacionais e se destacaram pelos looks marcantes.

Özge Gürel, protagonista de Dolunay (2017) e Sr. Errado (2020), e Boran Kuzum, famoso por seu papel em Apocalipse do Amor (2022) e Próximo! (2024), levaram o nome da Lacoste ao evento. A atriz apostou em uma composição de peças com tons de verde e branco, enquanto o artista vestiu um visual esportivo que incluía shorts e um sobretudo marrom.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @ozgecangurelofficial

Afra Saraçoğlu, protagonista de O Canto do Pássaro (2022), foi chamada pela Balenciaga para o encontro de moda, chamando atenção com seu conjunto todo preto e blusa de costas abertas. 

O casal Zeynep Tuğçe Bayat (Armadilha do Amor, 2019) e Cansel Elçin (O Museu da Inocência, 2026) participou de um desfile da programação e deu uma entrevista em francês antes do evento.

Gökçem Çoban se despede de Eşref Rüya

A segunda temporada de Eşref Rüya (2025), que continua movimentando as noites de quarta da Turquia, despediu-se de uma personagem no 36º episódio. Na última quarta (11), Ceren, interpretada por Gökçem Çoban, finalizou sua participação na história. No roteiro, a artista deixa o país após ser contratada por uma orquestra de prestígio em Londres como violinista.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @gokcemcoban

Por ser uma grande amiga da protagonista Nisan (Demet Özdemir), a retirada da personagem deu o que falar nas redes sociais. O isolamento de Nisan e seu constante sofrimento no enredo levaram a comentários negativos por telespectadores. 

Além de Ceren, Gökçem Çoban já deu vida a personagens de outras produções, como Kadere Karşı (tradução livre: Contra o Destino, 2022), Gülcemal (2023) e Ateş Kuşları (tradução livre: Pássaros de Fogo, 2023). 

Ceren Moray e İpek Arkan estreiam na dizi Uzak Şehir
Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @sevdahanimmm | Ceren Moray

A série Uzak Şehir, dirigida por Ahmet Katıksız e exibida às noites de segunda no Kanal D, vai receber novos nomes no elenco: Ceren Moray estrela na dizi como Meryem, antigo amor de Cihan Albora (Ozan Akbaba). A personagem entrará na trama a partir do episódio 55º e promete envolver os telespectadores com uma história emocionante.

Segundo a jornalista Birsen Altuntaş, a disputa pelo papel foi acirrada, com um intenso processo de casting e diversas atrizes sendo avaliadas durante uma semana. A produção, que buscava alguém forte dramaticamente, decidiu fechar contrato com Ceren Moray, conhecida por suas atuações em Prisão de Mulheres (2018), Kavak Yelleri (2007) e El Degmemis Ask (2016).

Além de Ceren, outro nome que chega em Uzak Şehir é İpek Arkan, interpretando a irmã da nova personagem. Arkan já havia chamado atenção ao interpretar Gülendam Sultan na série Binbir Gece Masalları (2026).

Boran Kuzum em série da Netflix
Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Spencer Pazer/Netflix

Boran Kuzum (Próximo, 2024) está confirmado no elenco de Big Mistakes, nova série da Netflix que chega ao streaming em 9 de abril. A comédia dramática tem produção assinada pelos vencedores do Emmy Dan Levy (Schitt’s Creek) e Rachel Sennott (Shiva Baby).

Além de criador, showrunner e produtor executivo, Levy também atua na série como protagonista. A história vai acompanhar seu personagem, Nicky, e sua irmã Morgan (Taylor Ortega), que entram em uma enrascada após furtar um colar. 

Ao roubar a peça para presentear sua avó, a dupla acaba acidentalmente no mundo do crime organizado. Yusuf, personagem de Boran, é o dono da loja e um criminoso que chantageia os irmãos e os obriga a se envolverem em atividades ilegais.

Muito animado e honrado em finalmente anunciar que o seu Turkish Delight [tradução livre: Delícia Turca] chegou à América e se juntou ao elenco mais legal”, publicou o ator em suas redes sociais. 

Novidades no elenco de Delikanlı + Primeiro teaser

A nova dizi da Show TV, Delikanlı (tradução livre: Jovem), produzida pela OGM Pictures e estrelada por Mert Ramazan Demir, Melis Sezen, Salih Bademci e Mina Demirtaş, segue com as gravações em ritmo acelerado e ganhou reforços no elenco. A jovem atriz Tuana Naz Tiryaki entrou para a produção para interpretar Elif, amiga próxima de Dila (Mina Demirtaş), enquanto o ator Fırat Altunmeşe dará vida a Saffet, personagem que terá papel importante na história de vingança de Yusuf (Mert Ramazan Demir). 

A produção também realizou recentemente a sessão de fotos oficial do pôster da dizi, que destaca os protagonistas e antecipa o drama central da trama: o amor entre o taxista Yusuf e a enfermeira Hazan (Melis Sezen), abalado após uma grande traição que dará início ao plano de vingança do personagem. Outra novidade é o primeiro teaser, que foi lançado nesta sexta (13). Confira abaixo:

Nova série vertical turca estreia em plataforma de micro-dramas

O produtor Onur Güvenatam lançou sua primeira série original em formato vertical com The Prince and the Royal Wedding Planner (O Príncipe e a Organizadora do Casamento Real). A produção, desenvolvida pela Shorties Studios, estreou na plataforma americana de micro-dramas GammaTime, que aposta em narrativas curtas pensadas para consumo no celular.

Créditos: @birsenaltuntas1

A trama acompanha Clara, uma famosa organizadora de casamentos dos Estados Unidos que recebe a missão de planejar o casamento de um príncipe europeu, mas acaba vivendo uma inesperada história de amor em meio a intrigas do palácio. Dirigida por Dan Löwenstein, a série é estrelada por Toby Elliot como o príncipe Adrian e Emily Gateley como Clara, com Kayleigh Foster, Simon Moore e Rowena Bentley no elenco.

O que mais aconteceu esta semana 

Ece Dizdar na dizi Gustav: a produção da MGM Film para o Disney+ intitulada Gustav Maier’ın Tuhaf Öyküsü (tradução livre: O Estranho Caso de Gustav Maier) terá a participação da atriz Ece Dizdar. A dizi que já está sendo filmada, tem uma trama sobre vampiros. Com direção de Umut Aral, o elenco é formado por nomes conhecidos, Giray Altınok (Gustav), Bülent Emin Yarar (Otto), Özge Özpirinçci (Fulya), Haluk Bilginer (Friedrich), Uğur Polat (Clemens), Alican Yücesoy (Konrad), Kerem Can (Albert), Başak Parlak (Ida), Ayşe Tunaboylu (Gertrude), Şevket Süha Tezel (Helmut) e Özgecan Koyunoğlu (Maria).

Mudança do roteirista da dizi Kıskanmak: a produção da Ay Yapım para o canal NOW, que tem no elenco grandes nomes como Özgü Namal, Selahattin Paşalı, Mehmet Günsür e Hafsanur Sancaktutan, passará por mudanças. O roteirista da dizi, Yılmaz Şahin, deixa o posto para Çağla Kızılelma a partir do episódio 28. Şahin começará a trabalhar em um projeto que a Ay Yapım planeja para a próxima temporada. Ainda, a dizi Kıskanmak (tradução livre: Ciúme, 2025), que na última terça (10) não teve o episódio 26 exibido devido à transmissão de uma partida de futebol, terá uma reviravolta. Na próxima semana, inicia-se uma trama ambientada na Capadócia e três novos atores entram para o elenco: Sedat Kalkavan, Şirin Sultan Saldamlı e Yakup Turgut.

Deniz Hamzaoğlu e Muharrem Türkseven na dizi Cennetin Çocukları: a dizi Cennetin Çocukları (tradução livre: Filhos do Céu, 2025), exibida pela TRT1, passou por reformulações após a saída de İsmail Hacıoğlu. Burak Serdar Şanal assumiu o papel de Kamil, enquanto Buse Meral entrou na história como Zeynep. As gravações foram retomadas em Ayvalık e o elenco ganhou novos reforços, incluindo Deniz Hamzaoğlu, que interpretará Azil, pai de Zeynep, personagem que aparecerá a partir do 26º episódio. A produção, assinada pela Motto Yapım, também contará com a participação de Muharrem Türkseven, que dará vida a Sezer, filho de Şeref (Zafer Algöz). Devido a uma programação especial da TRT1, a dizi não exibirá seu novo episódio na próxima segunda (16) e retornará à grade apenas no dia 23.

Muttalip Müjdeci como ator convidado na dizi Teşkilat: o ator que participou das dizis Uzak Şehir (tradução livre: Cidade Distante, 2024) e Eşref Rüya (2025) fará uma participação especial na dizi Teşkilat (tradução livre: A Organização, 2021). Na produção  que está em sua sexta temporada, Muttalip Müjdeci dará vida à um personagem inesperado. Exibida aos domingos no canal TRT1, a produção é escrita por uma equipe de roteiristas e tem direção de Burak Arlıel.

Hülya Diken interpretou versão jovem de Hülya Avşar em Aynı Yağmur Altında: no próximo episódio da dizi Aynı Yağmur Altında (tradução livre: Sob a Mesma Chuva, 2026), que vai ao ar aos domingos, a personagem Fazilet (Hülya Avşar) terá cenas de seu passado incluídas na trama. Sua versão mais jovem será interpretada pela atriz Hülya Diken, que recebeu este nome devido à admiração de seu pai pela atriz Hülya Avşar, tornando o papel que interpretará muito significativo. A versão mais jovem da personagem na produção da Baba Yapım chamará atenção, já que na juventude Fazilet não usava véu.

Halit Ergenç e Meryem Uzerli se encontram em filme após 15 anos: os atores que protagonizaram a dizi Muhteşem Yüzyıl (tradução livre: Século Magnífico, 2011) se encontrarão após 15 anos em um novo projeto, depois de receberem propostas ao longo dos anos para trabalharem juntos. Halit Ergenç e Meryem Uzerli irão atuar no filme İmroz’da Bahar (tradução livre: Primavera em Imroz), produzido por Emre Oskay, diretor da Sky Films. A direção do longa será de Özcan Alper e sua trama será centrada na história de duas vidas distintas cujos caminhos se cruzam em uma ilha, e encontram a possibilidade de uma segunda primavera. Com as filmagens planejadas para começar em breve, ainda não se sabe em qual plataforma digital o filme será disponibilizado.

Sinem Ünsal e Ozan Akbaba irão gravar nova campanha da Go Türkiye: os atores que dão vida aos protagonistas Alya e Cihan na dizi Uzak Şehir (tradução livre: Cidade Distante, 2024), irão gravar uma nova campanha para a Go Türkiye para promover o turismo na Turquia. Após o sucesso de An İstanbul Story (tradução livre: Uma História de Istambul), primeira temporada da minissérie, Sinem Ünsal e Ozan Akbaba gravarão desta vez na Capadócia. Na segunda parte do projeto, a atriz Gülçin Kültür se junta ao elenco no papel de Dicle. A produção da Ay Yapım, dirigida por Hilal Saral, começa as filmagens na segunda (16) e terá duração de três dias. 

Öykü Karayel fará parte do filme Pivot: a atriz, que recentemente filmou o longa Son Yemek (tradução livre: A Última Ceia), junto do ator Özcan Deniz para o Prime Video, se prepara para um novo projeto. Öykü Karayel atuará no filme Pivot (tradução livre: Pivô), com roteiro de Feride Çiçekoğlu e direção de Melisa Önel, junto do ator Beran Soysal. As audições para os demais atores do elenco estão em andamento. O projeto, que será filmado na cidade de Mersin, está na fase dos preparativos e deve começar as gravações no mês de maio. O longa, que é a nova parceria de Melisa e Feride, após o sucesso de seu último filme, Suddenly (tradução livre: De Repente) em festivais nacionais e internacionais, tem Alara Hamamcıoğlu entre os produtores. A trama do filme ainda é um segredo.

Novo ator na dizi Güller ve Günahlar: a série Güller ve Günahlar (tradução livre: Rosas e Pecados, 2025), exibida aos sábados no Kanal D e produzida por Nazlı Heptürk, ganhará um novo personagem importante. Nejat, interpretado pelo ator Uygar Özçelik, terá o mesmo sobrenome Tecer, igual ao do protagonista, o que deixa uma dúvida rondando o drama: será que Nejat é irmão de Serhat (Murat Yıldırım)?

Cem Davran entra para o elenco de İstanbul Hatırası: as preparações para İstanbul Hatırası (tradução livre: Lembranças de Istambul), nova série da Netflix inspirada no best-seller homônimo do escritor Ahmet Ümit, seguem a todo vapor. Com direção de Abdullah Oğuz, a produção já anunciou Nejat İşler, Bilal Yiğit Koçak e Simay Barlas no elenco. Novas informações confirmam que um dos personagens-chave da trama, o empresário Adem Yezdan, será interpretado por Cem Davran. As gravações devem começar em abril.

Burak Çelik entra para o elenco de Yeraltı: a dizi Yeraltı (tradução livre: Submundo), exibida pelo canal NOW e produzida pela Medyapım, segue ampliando seu elenco com a chegada de Burak Çelik. O ator passa a integrar a produção, que rapidamente ganhou destaque e se tornou uma das mais comentadas do momento, embora o personagem que ele interpretará ainda não tenha sido revelado. O novo episódio da dizi vai ao ar na próxima semana, e Burak Çelik retorna a uma parceria com a mesma equipe com quem trabalhou anteriormente em Hudutsuz Sevda.

Rapidinhas 

–  Na quinta (12) foi ao ar o último episódio da dizi İnci Taneleri (tradução livre: Pérolas, 2024).

– Filme Dedektif Reptır (tradução livre: Detetive Reptır), produzido por Emre Karayel e Gizem Karayel, foi lançado na Turquia em 13 de março;

– O ator Çağlar Ertuğrul dublou para a Turquia o personagem Conner no filme de animação Cara de Um, Focinho de Outro (Hoppers, 2026).

Kul Dilemma (tradução livre: Dilema do Empregado), thriller psicológico protagonizado por Yiğit Çelebi e Gürgen Öz que estreia nos cinemas turcos em 10 de abril, ganha fragman;

– Diretor de Nos Seus Sonhos (Rüyanda Görürsün, 2023) e Seja Você Mesma (Merve Kült, 2023), Cemal Alpan morreu aos 57 anos.

– Dizi Sahtekarlar (tradução livre: Impostores, 2025), protagonizada por Hilal Altinbilek (Aysa) e Burak Deniz (Ertan), chega ao final neste sábado (14).

–  As irmãs Hande Erçel e Gamze Erçel são capa da edição de lançamento da revista Harper’s Bazaar Türkiye.

– A Star TV lançou o segundo teaser de sua nova dizi, Çirkin (tradução livre: Feia), protagonizada por Derya Pınar Ak e Çağlar Ertuğrul.

Personagens femininas que marcaram as dizis turcas. Clique aqui.

 

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Leia também: Notícias da semana no mundo turco – 2/3 a 7/3

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Música Notícias

SANTOS BRAVOS, grupo da HYBE Latin America, lança EP de estreia

Com seu primeiro EP, DUAL, o grupo mistura suas raízes no pop latino com elementos de reggaeton, funk e pop global

O grupo SANTOS BRAVOS, da HYBE Latin America, lança seu EP de estreia, DUAL. Com uma narrativa sonora que combina a sensibilidade latina à precisão do pop global, o trabalho marca o início de um novo capítulo de energia contagiante e espontânea para a banda.

Ao longo de suas seis faixas, DUAL explora o contraste entre dois mundos que moldam a identidade do SANTOS BRAVOS: o lado energético e melódico da banda latina e uma face mais intensa, inspirada no reggaeton, no funk brasileiro e na energia e movimento das boates.

Ouça DUAL: 

Neste EP, que conta com letras em português, espanhol e inglês, estão presentes o primeiro single do grupo, 0%, que acumulou mais de 7 milhões de streams ao redor do mundo e mais de 20 milhões de visualizações no YouTube; a faixa KAWASAKI, cujo vídeo alcançou mais de 33 milhões de visualizações na plataforma poucas semanas após o lançamento; e o novo single MHM uma faixa animada de pop latino melódico, marcada por percussão suave e intimista.

SANTOS BRAVOS
Foto: divulgação/Universal Music Brasil

 

Entre os produtores e compositores de DUAL estão Caroline Ailin (Dua Lipa, Charli XCX, Pink Pantheress), Diplo (produtor e DJ vencedor do Grammy), o fundador da HYBE e criador de sucessos Bang Si-Hyuk, conhecido como “Hitman” Bang, e o produtor multiplatinado Johnny Goldstein.

Por trás da música, os bastidores do processo criativo do EP foram gravados para a nova série documental Detrás de DUAL, que estreia em 15 de março no Spotify. Novos episódios serão lançados semanalmente, cada um destacando um integrante do SANTOS BRAVOS e proporcionando uma visão íntima da produção do projeto e da jornada criativa do grupo.

Assista o trailer:

Formado pela HYBE Latin America, o grupo SANTOS BRAVOS representa uma nova geração de artistas latinos. Juntos, os cinco integrantes Drew (EUA/México), Kauê (Brasil), Alejandro (Peru), Kenneth (México) e Gabi (Porto Rico) incorporam suas raízes latinas à precisão do K-pop, formando um som diversificado que conquistou fãs fiéis, mais de 10 milhões de seguidores nas redes sociais e 500 milhões de visualizações em plataformas digitais.

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Leia também: BTS divulga pistas da title SWIM em plataforma de áudio

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cinema

Filme sobre Marta começa a ser rodado na Suécia

Longa da Conspiração, produzido e dirigido por Andrucha Waddington, tendo Alice Carvalho como protagonista, recria a chegada da atleta ao país onde se tornou a melhor do mundo

Baseado na trajetória inspiradora de Marta Vieira da Silva, única mulher a conquistar seis vezes o prêmio FIFA de melhor jogadora do mundo, o filme Marta acaba de ter suas filmagens iniciadas  na Suécia, país fundamental na consolidação da atleta como a melhor do planeta. 

Protagonizado por Alice Carvalho, o longa é uma história de amadurecimento inspirada em fatos reais, e acompanha a jornada da menina que nasceu com uma vocação extraordinária para um esporte que praticamente não existia para as mulheres no Brasil: o futebol. 

Entre preconceito, asma e falta de oportunidades, a jovem desafia barreiras de gênero para perseguir o sonho de se tornar jogadora profissional. 

A atriz também compartilhou uma postagem sobre Marta em suas redes sociais, confira:

https://www.instagram.com/p/DU7Jg2vDrlz/?img_index=1&igsh=cmdxeHh3aWp2dHNu 

A produção começa pelo norte europeu, no final do inverno, com bastante neve acumulada e temperaturas extremas (previsão de -8 ºC). As cenas recriam o impacto vivido por Marta ao chegar pela primeira vez à Suécia para jogar no Umeå IK, clube onde se consolidou internacionalmente e iniciou sua ascensão definitiva no futebol mundial. 

Filme "Marta"
Imagem: Divulgação/Jonas Lawes

Alice Carvalho destacou o clima de união da equipe e a dimensão simbólica do projeto. 

“O começo é sempre um mistério, e cada processo é muito pessoal. Fico feliz por fazer parte de uma equipe que trabalha na mesma direção, com ouvidos atenciosos. É uma alegria contar a história e ser abençoada pela maior jogadora de todos os tempos”, afirmou.

A equipe enfrenta neve pesada e frio intenso para retratar com realismo o choque cultural e climático experimentado pela atleta brasileira. 

A cinebiografia esportiva é uma produção da Conspiração, numa coprodução internacional com Globo Filmes, TV Globo e Fox In The Snow, da Suécia, com suporte da Filmpool Nord.

Andrucha Waddington, marido de Fernanda Torres, assina a direção e produção, e Elena Soárez e Thais Tavares, o roteiro. Na Suécia, o filme será distribuído pela TriArt e terá a Round 12 como agente de vendas internacionais. 

Preparadas(os) para assistir esse filmaço sobre a maior diva do futebol? Aproveita e nos segue nas redes sociais para não perder nada — Instagram, Facebook e X.

 

Leia também: 7 filmes brasileiros para você assistir antes do Oscar 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Notícias Séries

História de Amor: 5 curiosidades sobre a série

Programa especial expande seriado que narra o relacionamento entre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette

A série História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette conta o icônico romance entre o filho de um ex-presidente dos Estados Unidos e uma jovem comum que batalhou para vencer na vida. Disponível no Disney+, a produção ganha um complemento especial em seu podcast oficial, que traz elenco e equipe para revelar bastidores e segredos sobre a obra.

A produção está disponível gratuitamente no Youtube e nas plataformas digitais – uma ótima pedida para quem está caindo de amores pela série. Confira a seguir cinco curiosidades reveladas em primeira mão no podcast.

Não foi fácil encontrar John F. Kennedy Jr.

A primeira surpresa, revelada logo no episódio de estreia, foi a dificuldade em escalar o intérprete de John F. Kennedy Jr. A atriz Sarah Pidgeon, escolhida para viver Carolyn Bessette, brincou que a equipe levou “eras” para encontrar Paul Anthony Kelly

Relembrando esse período, o astro contou que sua primeira tarefa foi um teste de química com a colega. A dinâmica foi aprovada, então ele retornou para um novo teste no dia seguinte e ficou com o papel.

Paul Anthony Kelly como John F. Kennedy Jr.
Foto: divulgação/Disney+

“Sinto que coisas assim não acontecem com frequência, em que você simplesmente consegue o emprego logo de cara e as pessoas te consideram perfeito para o papel. E, sabe… minha vida mudou naquele dia”, disse o ator.

Equipe descobriu a maior diferença entre Carolyn e JFK Jr.

Durante a produção da série, o elenco e a equipe descobriram a grande diferença na hora de adaptar Carolyn e JFK Jr.: a quantidade de material disponível para estudá-los. 

“Carolyn, apesar de ter sido fotografada, nunca falou publicamente”, afirmou Sarah Pidgeon. “Muita da fisicalidade dela veio de fotos, encontrar pontos em comum e tentar estabelecer um fio condutor de como essa mulher teria se movido pelo mundo.”

Por outro lado, Paul Anthony Kelly teve muito material para estudar John F. Kennedy Jr. “Tive muita sorte nesse aspecto. Existe uma riqueza de conhecimento e entrevistas. Ele era uma figura muito bem documentada, então pude consultar frequentemente, imitar em certas circunstâncias e tentar adaptar ao meu estilo”, afirmou.

Esse contraste foi observado também pela equipe da produção. No quarto episódio do podcast, o designer de figurino Rudy Mance cravou que um dos grandes desafios foi saber como Carolyn Bessette se vestia antes de se tornar uma pessoa pública. Para retratá-la com fidelidade, a equipe precisou conversar com amigos e conhecidos em busca de pistas.

Sarah Pidgeon como Carolyn Bessette e Paul Anthony Kelly como John F. Kennedy Jr.
Foto: divulgação/Disney+
A dinâmica familiar dos Kennedys surpreendeu o criador

Parte importante de História de Amor é a intimidade dos Kennedy, uma das mais famosas dos Estados Unidos. Connor Hines, criador da série, contou que se surpreendeu com a química entre os atores. “Fiquei comovido de uma forma que não imaginava. Achei que todas aquelas cenas juntos foram tão… me senti como se estivesse com uma família, e tudo pareceu muito real e genuíno.”

Intérprete da matriarca Jacqueline Kennedy Onassis, Naomi Watts elogiou a entrega de Paul Anthony Kelly, o escolhido para viver JFR Jr.:

“Jackie, era uma pessoa aberta, com quem era fácil se identificar, calorosa, amorosa, forte, sábia e com um pouco de senso de humor. Queria ter certeza de que não haveria problema em tocá-lo, bagunçar seu cabelo, beliscá-lo nas costelas e fazer coisas assim. Diria que essas cenas foram realmente adoráveis.”

Paul Anthony Kelly como John F. Kennedy Jr. e Naomi Watts como Jacqueline Kennedy Onassis
Foto: divulgação/Disney+

A experiência foi ligeiramente diferente para Kelly. No primeiro episódio do podcast, ele também refletiu sobre a dinâmica calorosa entre Jackie e John, mas revelou que a experiência se tornou ainda mais especial por admirar o trabalho de Watts:

“Trabalhar com a Naomi como Jacqueline… nossa, que privilégio! Vi tudo o que ela fez. Sou fã há anos e agora posso gritar com ela como se ela fosse minha mãe com a boca cheia de bife”, brincou. “Observar o trabalho dela e aprender com ela foi o maior presente, de verdade.”

História de Amor nasceu de uma percepção errada sobre o casal

Durante o podcast, Connor Hines revelou que História de Amor nasceu da vontade de corrigir uma percepção errada que se criou sobre John e Carolyn na época em que seu romance veio a público:

“Fiquei muito surpreso com a história de amor deles, mas também com o quanto eles eram incompreendidos na época e como a narrativa sobre eles era distorcida, especialmente a de Carolyn, que, naquele momento, foi retratada como alguém fria e distante. Mas, quando você pesquisa, todos os relatos dizem que ela foi incrivelmente calorosa, vivaz e curiosa. Eu pensei: ‘Nossa, é uma oportunidade de escrever uma carta de amor para os dois, algo que eles não puderam ter na época do casamento’.”

Sarah Pidgeon como Carolyn Bessette e Paul Anthony Kelly como John F. Kennedy Jr. abraçados
Foto: divulgação/Disney+
Um guarda-roupas mundial

O departamento de figurino da série recebeu a missão de vestir duas das personalidades mais icônicas da cultura pop da década de 1990. O designer Rudy Mance afirmou que “[O produtor] Ryan [Murphy] queria reproduzir tudo com a maior fidelidade possível. E sempre que havia um visual ou um momento muito bem documentado, a pressão para acertarmos era enorme”.

Sarah Pidgeon como Carolyn Bessette
Foto: divulgação/Disney+

Como exemplo, ele citou que, para montar o guarda-roupas de Carolyn Bessette, a produção comprou coisas pela internet, importou peças de países como Japão e Ucrânia, e até pegou peças icônicas emprestado com colecionadores.

Refletindo sobre todo esse trabalho, Mance acredita que esse rigor é importante: “Por que fazer se você não vai fazer da forma mais precisa possível, especialmente para algo assim?”.

Já disponível no Disney+, História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette ganha episódios inéditos às sextas-feiras.

E você, já sabia dessas curiosidades? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: História de Amor: 5 motivos para dar uma chance para a história de JFK Jr. e Carolyn Bassette 

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cinema Cultura turca Notícias

6 filmes turcos para maratonar nos streamings

Tem para todos os gostos. Confira nossa lista com filmes turcos de romance, ação, drama e comédia nos streamings

As novelas turcas, famosas dizis, já conquistaram o coração dos brasileiros e têm feito cada vez mais sucesso no país. Mas as produções da Turquia não param por aí: nos streamings, também é possível encontrar filmes igualmente cativantes e cheios de boas histórias.

Dos dramas às comédias românticas, listamos seis obras de diferentes gêneros disponíveis nos streamings para você maratonar. Vem ver!

Merve Kült (Seja Você Mesma)

Com uma trama divertida e envolvente, Seja Você Mesma (2023) acompanha a história de Merve (Ahsen Eroğlu) à procura de emprego após receber um aviso de despejo do prédio onde mora. Determinada a construir uma carreira na moda, sua verdadeira paixão, a personagem protagonizada por Ahsen Eroğlu (Menajerimi Ara) tem um estilo de roupa tão autêntico quanto sua personalidade.

É com suas peças coloridas e seu jeito desaforado que a jovem conquista milhares de seguidores nas redes sociais – e também um admirador secreto. Em busca de justiça por dramas familiares do passado, o protagonista Anil Gürman (Ozan Dolunay) se torna chefe de Merve para se vingar, mas é surpreendido por sentimentos conflitantes em relação à  garota.

Inspirado no livro homônimo da escritora e roteirista Ceylan Naz Baycan, o filme está disponível na Netflix.

Ahsen Eroğlu e Ozan Dolunay se beijando embaixo de um guarda-chuva em cena de Seja Você Mesma.
Foto: reprodução/Netflix
Ask Taktikleri (Táticas do Amor)

Asli (Demet Özdemir) está determinada a dar uma lição nos homens que não prestam, fazendo algum desconhecido se apaixonar por ela. Já o publicitário de sucesso Kerem (Sükrü Özyildiz) acredita ter o dom de deixar qualquer mulher caidinha aos seus pés. Quando se encontram, ambos entram em uma competição para ver quem vai ceder primeiro, mas o destino lhes guarda um romance inesperado.

Para quem gosta de Como Perder Um Homem em 10 Dias, Táticas do Amor (2022) é outro romance que aquece o coração e tira boas risadas. Não à toa conquistou uma legião de fãs e ganhou uma sequência, lançada em julho de 2023. As duas partes estão no catálogo da Netflix.

Sükrü Özyildiz em cena de Táticas do Amor
Foto: divulgação/Netflix
Kağıttan Hayatlar (Filhos de Istambul)

Saindo dos romances em direção aos famosos dramas turcos, a próxima indicação é Filhos de Istambul (2021), uma sensível obra sobre desigualdade social e invisibilidade da população que vive às margens da sociedade na maior cidade da Turquia. 

O longa, dirigido por Can Ulkay, retrata a vida de Mehmet (Çagatay Ulusoy), um catador que administra um ponto de coleta de materiais recicláveis no bairro onde mora. Sua trajetória muda quando ele se depara com um menino dentro de um saco de lixo e começa a construir um forte vínculo com a criança. 

Enquanto ajuda Ali (Emir Ali Doğrul) a encontrar sua família, o protagonista embarca em uma comovente história que escancara a triste realidade de indivíduos marginalizados em Istambul. O filme também está disponível na Netflix.

Çagatay Ulusoy em imagem de divulgação do filme Filhos de Istambul
Foto: divulgação/Netflix
Okul Tıraşı (O Protetor do Irmão)

Vencedor do Prêmio FIPRESCI no Festival de Berlim de 2021, o filme O Protetor do Irmão (2021), dirigido por Ferit Karahan, se passa em um internato infantil localizado na região de Anatólia, no leste da Turquia, onde alunos curdos são submetidos a uma educação repressiva e autoritária.

Quando Yusuf (Samet Yildiz) precisa cuidar de seu melhor amigo Memo (Nurullah Alaca), que fica doente após sofrer um castigo violento das autoridades da escola, ele se depara com a angustiante realidade de ser ignorado pelos professores locais. 

O filme, amplamente reconhecido internacionalmente, pode ser encontrado no Prime Video.

Samet Yildiz sentado na frente de Nurullah Alaca, em cena de O Protetor do Irmão
Foto: reprodução/Asteros Film
Sen Yaşamaya Bak (Meu Porto Seguro)

Melisa (Asli Enver) é mãe solo, independente e não precisa de ninguém ao seu lado para cuidar do seu filho, Can (Mert Ege Ak). Mas, quando recebe a notícia de que está com seus dias de vida contados por conta de uma doença terminal, a protagonista corre em busca de um novo porto seguro para o menino.

Seu caminho se cruza com o de Firat (Kaan Urgancıoğlu) e eles embarcam em uma relação intensa, mas com data marcada para terminar. Assim começa o romance dramático da Netflix que impactou os telespectadores e ganhou uma sequência, lançada em 2024. Em Meu Porto Seguro 2 (Sen Büyümeye Bak), Melisa Aslı Pamuk (Kara Sevda) se junta ao elenco da duologia.

Os dois filmes estão disponíveis na Netflix.

Asli Enver e Kaan Urgancıoğlu dançando em cena de Meu Porto Seguro
Foto: reprodução/Netflix
İki Dünya Bir Dilek (Dois Mundos, Um Desejo)

Lançado no final de 2025, İki Dünya Bir Dilek (Dois Mundos, Um Desejo) é um longa escrito e estrelado por Hande Erçel, protagonista de Será Isso Amor (Sen Çal Kapımı). No filme, a atriz dá vida a Bilge. Ela e Can (Metin Akdülger) sentem uma conexão imediata quando se conhecem em um hospital, ainda na infância.

Anos depois, a advogada e o arqueólogo têm seus destinos novamente entrelaçados ao viverem um mágico e emocionante reencontro. Dirigido por Ketche, o filme está no catálogo do Prime Video.

Hande Erçel sorrindo, olhando para cima, no filme Dois Mundos, Um Desejo
Foto: reprodução/Netflix

O cinema turco é cheio de romance, drama e muita narrativa intrigante. Agora, é só preparar a pipoca e aproveitar as recomendações!

Se for assistir aos filmes da lista, não esqueça de compartilhar com o Entretê pelas nossas redes sociais: Instagram, Facebook, X. Aproveite e já nos siga para não perder nenhuma novidade do entretenimento turco.

 

Leia Mais: 6 produções turcas para assistir durante as férias de verão 

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cinema Notícias

O Agente Secreto está no streaming, e não é o único: onde assistir aos filmes indicados ao Oscar 2026

Com 5 indicações para o Brasil, a cerimônia do Oscar 2026 tem data marcada para 15 de março e ainda dá tempo de assistir O Agente Secreto e muitos outros indicados, já disponíveis no streaming

A 98ª edição do Oscar está para acontecer! No próximo domingo (15), a transmissão, que começa com o tapete vermelho às 18h30 e depois com a cerimônia às 21h, promete uma disputa acirrada entre grandes produções e uma alta chance do cinema brasileiro trazer pelo menos mais uma estatueta para casa. 

Com recorde histórico, o Brasil concorre no Oscar 2026 em 5 categorias. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, aparece nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator com Wagner Moura que, além de queridinho do Brasil, pode se tornar o primeiro brasileiro a vencer nesta categoria do prêmio. E também, em Melhor Fotografia, Adolpho Veloso concorre por Sonhos de Trem

No dia 7 de março, a Netflix lançou O Agente Secreto na sua plataforma, que rapidamente se tornou um dos títulos mais assistidos graças aos amantes do cinema brasileiro e também à todos que gostam de completar sua checklist assistindo aos indicados antes do dia da premiação. 

wagner moura em o agente secreto
Foto: reprodução/Netflix

Junto com O Agente Secreto, a maioria dos nomes em busca de uma estatueta já estão disponíveis no streaming. Por isso, neste clima do Oscar 2026, confira a lista dos principais filmes, animações e documentários que concorrem este ano e onde assisti-los. 

 

Melhor Filme

O Agente Secreto – Netflix 

Bugonia – Amazon Prime Video (aluguel) 

F1 – Apple TV 

Frankenstein – Netflix 

Hamnet – Amazon Prime Video e Apple TV (aluguel) 

Marty Supreme – Amazon Prime Video (aluguel) 

Uma Batalha Após a Outra – HBO Max 

Valor Sentimental – MUBI

Pecadores – HBO Max 

Sonhos de Trem – Netflix 

 

Melhor Filme Internacional

O Agente Secreto (Brasil) – Netflix 

Foi Apenas um Acidente (França) – MUBI

Valor Sentimental (Noruega) – MUBI

Sirât (Espanha) – Indisponível no streaming 

A Voz de Hind Rajab (Tunísia) – Amazon Prime Video e Apple TV (aluguel) 

 

Melhor Animação

Arco – Indisponível 

Elio – Disney+

KPop Demon Hunters – Netflix 

A Pequena Amélie – Indisponível

Zootopia 2 – Disney+

 

Melhor Curta de Animação

Papillon – Youtube 

Forevergreen – Youtube 

The Girl Who Cried Pearls – Youtube 

Retirement Plan – Indisponível 

The Three Sisters – Indisponível

 

Melhor Documentário

The Alabama Solution – HBO Max 

Come See Me in the Good Light – Apple TV

Cutting Through Rocks – Indisponível 

Um Zé Ninguém Contra Putin – Indisponível

A Vizinha Perfeita – Netflix 

 

Melhor Curta Documental

Quartos Vazios – Netflix 

Armado com uma Câmera: Vida e Morte de Brent Renaud – HBO Max 

Children No More: Were and Are Gone – Indisponível 

O Diabo Não Tem Descanso – HBO Max 

Perfectly a Strangeness – Indisponível 

 

E não acaba por aí! Apesar do menor destaque, existem outros títulos que também estão entre os favoritos do público e, por isso, o Entretê separou mais três filmes indicados que você não vai querer perder.  

Blue Moon, concorrendo nas categorias de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator com Ethan Hawke, está disponível para aluguel no Prime Video; Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, com Rose Byrne concorrendo como Melhor Atriz e que pode ser assistido alugado na Apple TV; e A Hora do Mal, presente na premiação graças a sua atriz coadjuvante Amy Madigan, você pode assistir na HBO Max. 

Já assistiram alguns dos indicados? Ansiosos para o Oscar 2026? Conta tudo para a gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade no mundo do entretenimento e da cultura! 

 

Leia também: É viralatismo torcer pelo cinema brasileiro em premiações internacionais? 

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Cinema Livros Notícias

Clube da Luta ganha edição especial de 30 anos pela Editora Record

Clássico de Chuck Palahniuk retorna às livrarias em edição de colecionador, com capa dura e acabamento especial

Trinta anos após sua publicação original, Clube da Luta, romance de estreia de Chuck Palahniuk, volta às livrarias em uma edição especial de colecionador pela Editora Record. O livro chega com nova identidade visual assinada pelo designer multipremiado Leonardo Iaccarino e acabamento lenticular na capa dura, capaz de formar diferentes imagens conforme o ângulo em que o exemplar é observado.

Foto: divulgação/Editora Record/Entretetizei

Publicado originalmente em 1996, o romance se tornou um marco cultural por sua escrita ácida e provocativa, além de personagens marcantes e uma narrativa repleta de reviravoltas. A obra também inspirou a adaptação cinematográfica de 1999, dirigida por David Fincher e estrelada por Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter, que ajudou a consolidar o status cult da história.

Foto: reprodução/Meio Bit

Na trama, um narrador anônimo, exausto da rotina corporativa e preso a um consumismo sufocante, vê sua vida mudar radicalmente ao conhecer Tyler Durden, um carismático e enigmático vendedor de sabonetes. Juntos, eles criam um clube de luta clandestino – um espaço onde homens extravasam as frustrações da vida moderna por meio da violência.

Foto: divulgação/Editora Record/Entretetizei

No clube, os participantes lutam até a desistência ou o nocaute. Em vez de terapia ou diálogo, recorrem ao confronto físico como forma de lidar com o vazio e o desencanto do cotidiano. Para eles, a euforia das lutas se torna uma maneira de esquecer, ainda que momentaneamente, os próprios conflitos internos.

A situação se complica quando surge Marla Singer, uma mulher igualmente desiludida com o mundo. Sua presença se entrelaça à relação entre o narrador e Tyler, criando uma dinâmica instável que ameaça implodir a frágil ordem construída entre os três.

Foto: reprodução/GirlsOnTops

Com humor ácido e olhar crítico, Palahniuk constrói em Clube da Luta um retrato perturbador da sociedade contemporânea. Três décadas depois de seu lançamento, o romance permanece atual ao explorar o esgotamento do indivíduo diante das pressões do capitalismo e a busca desesperada por sentido em meio ao caos.

Sobre o autor
Foto: reprodução/Matheus de Souza

Chuck Palahniuk é jornalista e autor best-seller, conhecido por romances como Clube da Luta (1996), Sobrevivente (2012), Monstros Invisíveis (1999), No Sufoco (2001), Condenada (2011) e Clímax (2015). Seus livros já venderam mais de cinco milhões de exemplares em todo o mundo. Clube da Luta foi adaptado para o cinema em 1999 e se tornou um fenômeno cult, projetando internacionalmente sua obra de estreia. Atualmente, o autor vive na região noroeste dos Estados Unidos.

O que você achou da nova edição de Clube da Luta, lançada pela Editora Record? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Especialista em saúde mental lança romance sobre abandono materno

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cinema Comportamento Cultura Cultura Latina Especiais Notícias

É viralatismo torcer pelo cinema brasileiro em premiações internacionais?

O reconhecimento do nosso audiovisual por instituições estrangeiras diz respeito a muito mais do que arte

Nos últimos anos, vimos o cinema brasileiro transbordar cada vez mais as fronteiras nacionais e levar as nossas histórias a públicos e críticos estrangeiros. Filmes como Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025) nos colocaram no centro do Oscar e do Globo de Ouro, assim como protagonizaram alguns dos festivais mais tradicionais do setor.

A princípio, poderia-se imaginar que esse reconhecimento seria fácil motivo de orgulho. Mas, em um cenário tão saturado por fake news que buscam o desmonte da categoria, é um receio quase irônico que mais se aproxima de frear a torcida nacional: não seria viralatismo querer a valorização do audiovisual brasileiro, que se diz soberano e regional, por organizações e instituições internacionais? É hipocrisia defender o nosso cinema enquanto torcemos tanto por um prêmio estadunidense, como o Oscar?

Foto: reprodução/CNN Brasil

É preciso admitir que há, sim, muitos brasileiros que só dão atenção ao cinema produzido aqui mediante a chancela de premiações e festivais estrangeiros. No Brasil, suspeitamos da qualidade daquilo que é nosso e normalizamos o ceticismo como reação imediata ao elogio, sobretudo num momento em que a ideia de patriotismo está sendo associada a um movimento que rejeita tudo aquilo que é essencialmente brasileiro.

Mas a importância do reconhecimento do cinema nacional e, por consequência, da torcida por esse reconhecimento, ultrapassa qualquer discussão sobre viralatismo ou hipocrisia. Entenda por que uma pequena estatueta de um cavaleiro sobre um rolo de filme pode pesar tanto no ecossistema audiovisual.

Hegemonia cultural: quais são nossas referências?

Há alguns anos, a série Sex Education (2019 – 2023) se tornou pauta nas redes sociais quando algumas pessoas começaram a perceber que, apesar de se passar na Inglaterra, muito do design de produção era claramente estadunidense, desde a cultura escolar aos parques de trailer.

Foto: reprodução/A Gazeta

Laurie Nunn, criadora da série, nunca se esquivou desses apontamentos, inclusive afirmando que essa decisão era intencional, uma vez que “eu sempre fui muito influenciada por séries e filmes americanos; eles foram muito presentes na minha própria adolescência, então isso sempre foi algo a que eu queria retornar.

Se você fosse escrever uma série baseada no contexto e estrutura sociais do que você assistia na sua adolescência, o resultado seria diferente do de Sex Education? 

Apenas para termos uma ideia, segundo levantamento feito em março pelo aplicativo Letterboxd, que conta com cerca de 20 milhões de usuários ativos em mais de 190 países, esses são os 15 filmes com mais fãs (entende-se: que mais são escolhidos como favoritos) da plataforma:

  1. Interestelar (2014)
  2. Sociedade dos Poetas Mortos (1989)
  3. La La Land (2016)
  4. Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004)
  5. 10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999)
  6. As Vantagens de Ser Invisível (2012)
  7. Whiplash: em Busca da Perfeição (2014)
  8. Clube da Luta (1999)
  9. Gênio Indomável (1997)
  10. Adoráveis Mulheres (2019)
  11. Orgulho e Preconceito (2005)
  12. Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo (2022)
  13. Me Chame Pelo seu Nome (2017)
  14. Coraline (2009)
  15. Parasita (2019)

Dos 15 filmes mais queridos no aplicativo, apenas três não são situados nos Estados Unidos: Orgulho e Preconceito, Me Chame Pelo Seu Nome e Parasita.

Foto: reprodução/Ladylavinia1932’s Blog

Façamos aqui um exercício. Se eu te perguntar agora qual é o seu filme favorito, quais as chances da sua resposta ser um longa produzido nos Estados Unidos? Dos últimos dez filmes que você assistiu, quantos eram estadunidenses? Você já ouviu alguém ser visto como nichado por gostar do cinema nacional?

A nossa referência pertence aos Estados Unidos, e nós usamos essa referência para refletir a nossa própria realidade. A verdade é que, enquanto nosso senso comum for estadunidense, o Brasil invariavelmente se torna errado por não ser igual. 

Tudo isso diz respeito à hegemonia cultural, conceito que descreve a capacidade da classe dominante de manter o poder através da imposição da sua visão de mundo e ideologia de forma não coerciva e consensual. Segundo a pesquisadora Annabelle Sreberny, essa dominação se reproduz na “institucionalização de jeitos de viver, estruturas organizacionais, valores, relações interpessoais e língua”.

Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

A título de exemplo, no famoso ensaio O Perigo de uma História Única, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie explica que, quando era criança, os livros que lia eram todos britânicos e estadunidenses. Consequentemente, quando começou a escrever, “todos os meus personagens eram brancos de olhos azuis, brincavam na neve, comiam maçãs e falavam muito sobre o tempo e sobre como era bom o sol ter saído.” 

Em outras palavras, se as bombas nucleares nos fazem temer os Estados Unidos, é sua dominação cultural que nos faz querer viver o Sonho Americano.

E o que a indicação de filmes brasileiros em premiações estrangeiras tem a ver com isso? É certo que o Oscar não colocará fim à hegemonia cultural estadunidense, e a premiação tampouco pode ser considerada o termômetro mais confiável e incorruptível de talento e articulação artística, mas ela não deixa de ser um dos maiores palcos do entretenimento.

Quando Parasita começou a ser cotado para a premiação ainda no final de 2019, pessoas dos mais diversos países se deram a oportunidade de enxergar a realidade através de um pequeno e sujo porão em um bairro pobre de Seul. Após a vitória no Oscar de 2020, o filme teve um aumento de 234% na venda de ingressos em apenas um final de semana nos Estados Unidos.

Parasita desencadeou uma série de discussões, das mais regionais às mais universais, e reverberou no público de tal forma que, sete anos depois, ainda é uma das produções mais celebradas ao redor do mundo.

Foto: reprodução/UOL TAB

Se ano passado Ainda Estou Aqui fez estrangeiros (e até mesmo brasileiros) encararem pela primeira vez o nosso passado de violência com a ditadura, este ano O Agente Secreto soma a esse quebra-cabeça o nosso folclore, a nossa dor, o nosso carnaval e até os nossos orelhões. Isso se dá devido à acessibilidade e à projeção que esses circuitos internacionais concedem aos filmes, e não há artista que queira que sua obra não seja vista: toda história quer ser contada.

Perceba que a discussão não é sobre o valor ou a qualidade das produções, e não podemos esperar que dois filmes inseridos no contexto da ditadura sejam retratos perfeitos da realidade brasileira. O que está em jogo é a possibilidade de diferentes pessoas e experiências se tornarem referência, afinal, não é possível que alguém acredite que só os Estados Unidos têm histórias para contar. 

Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil
Circularidade do mercado

A nossa torcida por prêmios internacionais também é importante para financiamento e mercado.

Quando um filme é produzido por leis públicas de fomento, sua bilheteria gera renda, empregos e retorno econômico ao país, garantindo que mais projetos recebam incentivos. De forma resumida: cinema nacional gera cinema nacional.

Eu sou fruto das leis de incentivo à cultura”, defendeu Wagner Moura em uma exibição de O Agente Secreto. “Eu existo porque na Bahia dos anos 90 houve leis que possibilitaram que atores do teatro baiano [pudessem] existir como artistas.

Dada essa estrutura, é lógico que, quando nossas histórias são selecionadas por grandes festivais e premiações, críticos, distribuidoras e produtoras dão mais valor e atenção ao que temos a dizer, o que abre novas oportunidades e caminhos de financiamento. Basta lembrar de como filmes já ganharam nossa curiosidade apenas por serem aplaudidos por mais de dez minutos em algum festival, ou olhar para números:

Foto: reprodução/Festival do Rio

No ano passado, Ainda Estou Aqui teve um aumento de quase 90% em bilheteria após a indicação ao Oscar, e estima-se que o sucesso do longa também tenha impactado no aumento de 197% na bilheteria de filmes nacionais em um ano. Dentre os oito indicados a Melhor Filme, O Agente Secreto é o mais visto em cinemas brasileiros, superando a bilheteria de filmes como Pecadores (2025), Marty Supreme (2025) e mesmo  F1 – O Filme (2025).

Seria maravilhoso que os filmes brasileiros sempre estivessem no topo das bilheterias nacionais, mas cenários como esse são incríveis em um país que até poucos anos rejeitava e desconhecia o próprio cinema

Também é importante ressaltar que, quando o audiovisual movimenta a economia, não é apenas a sala de cinema que se beneficia. Ir ao cinema envolve gastos com transporte, estacionamento e alimentação, sem contar que, quando o Brasil chega ao palco do Oscar e do Globo de Ouro, muitos bares, restaurantes e até cinemas organizam eventos de transmissão ao vivo. 

O cinema é de interesse artístico, cultural e político, mas também é de interesse econômico e deve ser assegurado e protegido por órgãos como o Ministério da Cultura. A necessidade de reafirmar isso e de rebater fake news sobre leis de fomento a cada ano é consequência de um discurso “patriota” que nega tudo o que aprofunda o entendimento da nossa realidade.

Foto: reprodução/Lance!

Para essas pessoas, a brasilidade é um bicho papão e sua celebração é um pesadelo. Discursos assim reforçam a necessidade de torcer, de combater a tentativa de desmonte e desmoralização, porque não há nada de hipocrisia ou viralatismo em desejar o sucesso e o reconhecimento das nossas histórias, em querer que elas alcancem cada vez mais pessoas.

Hipocrisia é se dizer patriota e odiar tudo que é produzido aqui. 

No domingo – seja numa mesa de bar, na sala de um amigo ou mesmo sozinhos –, muitos estarão grudados à TV ansiosos pelas cinco categorias com nomes brasileiros entre os indicados. Estaremos prontos para acompanhar as horas sem fim de humor estadunidense para chegar no momento que, talvez, possamos nos reconhecer em um dos maiores palcos de entretenimento no mundo. 

E vamos merecer cada segundo de orgulho.

Com quem você vai assistir o Oscar? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X — e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

 

Leia também: Opinião | Cinema, viralatismo, Ainda Estou Aqui e representatividade

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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