Categorias
Especiais Livros

Especial | Além do Dia da Mulher: autoras brasileiras que merecem ser lidas o ano inteiro

Da ficção científica ao romance histórico, esta lista reúne livros de escritoras contemporâneas que ampliam vozes e narrativas na literatura nacional

A literatura brasileira contemporânea tem sido atravessada por vozes femininas cada vez mais plurais, potentes e impossíveis de ignorar. Mulheres escrevem sobre futuros distópicos e amores cotidianos, sobre memória, identidade, política, fantasia e tecnologia – ampliando os limites dos gêneros e das narrativas que ocupam as estantes do país. Se por um lado celebrar essas autoras é reconhecer a força e a qualidade de suas obras, por outro é também um gesto de resistência em um mercado que ainda distribui reconhecimento de forma desigual.

Foto: reprodução/Instagram @_lelereads_

Dois levantamentos recentes também reforçam o protagonismo feminino quando o assunto é leitura no Brasil. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, 49% das mulheres se declaram leitoras, superando os 44% dos homens. Já o estudo Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, aponta que as mulheres representam 62% das pessoas que compraram mais de dez livros no último ano.

Mais do que consumidoras de livros, muitas mulheres também desempenham um papel fundamental na formação de novos leitores. Em diversos espaços, são elas que incentivam o hábito da leitura, apresentam histórias e mantêm viva a relação cotidiana com os livros. Nesse cenário, valorizar autoras brasileiras contemporâneas também significa reconhecer a força de quem lê, escreve, recomenda e sustenta a literatura no dia a dia.

Nesse contexto, muitas escritoras têm encontrado na publicação independente um caminho para levar suas histórias diretamente ao público e construir comunidades de leitoras. Para a autora Stefany Nunes, esse modelo também amplia as possibilidades de atuação dentro do próprio mercado literário. “Ser autora independente no Brasil é um dos caminhos possíveis para levar nossos livros às leitoras. Como independentes, temos o controle de todo o processo, desde a escrita, o marketing e a divulgação da obra, até a publicação do livro finalizado. Isso também envolve os serviços de outras profissionais, como revisoras, preparadoras de texto, ilustradoras, capistas, designers, assessoras e etc. Publicar pela via independente proporciona um contato próximo à leitora, formação de comunidades engajadas e que se animam com as histórias contadas por vozes femininas diversas e em diferentes nichos e gêneros. É um trabalho multifuncional e desafiador, recompensado conforme os livros são descobertos e atingem novas leitoras. Experimentei isso com meu lançamento mais recente, A Melhor Surpresa, e o retorno carinhoso após as leituras faz o esforço valer a pena”, explica Stefany Nunes.

Foto: reprodução/Medium

A força da literatura escrita por mulheres também aparece na forma como essas narrativas dialogam com experiências reais e criam espaços de identificação para quem lê. Para muitas autoras, inclusive, foi o contato com a literatura independente que revelou novas possibilidades de escrita e representação.

Sou leitora desde os meus 13 anos, mas comecei a escrever porque descobri a literatura nacional independente. Foi ela que me mostrou o que um romance podia ser: não apenas entretenimento, mas espelho, cura e resistência. Em busca de histórias de amor, encontrei mulheres escrevendo sobre empoderamento, sobre abuso, sobre violência – e sobre como se reerguem depois disso. Encontrei vozes que o mercado editorial tradicional demorou demais a reconhecer, mas que as leitoras já tinham descoberto há muito tempo. Essa literatura cresceu nas margens porque o centro não dava espaço para ela, e foi exatamente nas margens que ela se tornou potência. Celebrar essas autoras, hoje, é reconhecer uma força que sempre esteve lá”, afirma Lucy Foster, autora nacional da série de sucesso Ya Bratva

Valorizar autoras brasileiras contemporâneas, portanto, também é reconhecer a força desse protagonismo feminino dentro do universo dos livros. Se as mulheres estão entre as principais leitoras do país, elas também são responsáveis por ampliar e reinventar as histórias que circulam por aqui. Em diferentes gêneros e estilos, escritoras brasileiras vêm construindo narrativas potentes, que exploram afetos, conflitos e transformações sociais.

Por isso, o Clube do Livro do Entretê reuniu algumas obras de escritoras brasileiras contemporâneas que merecem estar no radar dos leitores. A seleção percorre gêneros como ficção científica, romance contemporâneo, drama social e ficção histórica – histórias diversas, marcadas por sensibilidade, força narrativa e novos olhares sobre o mundo.

Fortunato Poeira, por Anna Martino
Foto: divulgação/Clakesworld/Entretetizei

Em Fortunato Poeira, Anna Martino constrói uma narrativa instigante a partir da ausência de seu protagonista. Fortunato, um “trecheiro” que divide a vida entre a Terra e a comunidade Bertha Lutz, em uma lua agrícola, sobrevive realizando trabalhos braçais enquanto transita entre esses dois mundos.

Quando ele morre, seu amigo Antônio, fazendeiro na colônia lunar, assume a responsabilidade de organizar o funeral. O processo, porém, esbarra em uma exigência burocrática: a cremação só poderá acontecer depois que os familiares do falecido forem localizados e avisados.

É durante essa busca que Antônio, narrador da história, e seus colegas começam a descobrir fragmentos da vida de Fortunato. Aos poucos, a investigação revela muito mais do que o passado do homem que vivera à margem: abre-se também uma disputa pela memória e pela forma como sua história será contada.

A Melhor Surpresa, por Stefany Nunes
Foto: divulgação/Lavanda Literária/Entretetizei

Em A Melhor Surpresa, Stefany Nunes apresenta um romance sobre recomeços, encontros inesperados e as transformações que surgem quando alguém decide sair do próprio roteiro.

Depois de atravessar um período difícil, Willow Hamilton deixa Londres rumo a Peonyshire, uma charmosa vila no interior da Inglaterra, onde passará cinco semanas. Acostumada a controlar cada aspecto da própria vida, ela decide transformar a viagem em uma aventura – uma resolução de ano novo que a tira da zona de conforto.

O que Willow não esperava era dividir o chalé com Jake Ashton, um homem alto, misterioso e de voz grave que carrega as marcas de um trauma devastador. Professor do time de hóquei da vila vizinha e conhecido por ser o faz-tudo da cidade, Jake vive há anos em Peonyshire tentando manter distância de qualquer surpresa.

A convivência entre os dois cria uma conexão imediata que vai além da atração física. Entre encontros, conversas e a curiosidade dos moradores locais, Willow e Jake começam a perceber que algumas surpresas podem mudar tudo – e que até corações partidos podem encontrar um caminho de volta.

Um Traço Até Você, por Olívia Pilar
Foto: divulgação/Lavanda Literária/Entretetizei

Em Um Traço Até Você, Olívia Pilar apresenta um romance sensível sobre identidade, amadurecimento e a busca por pertencimento.

Lina tem uma vida que, à primeira vista, parece completa: estuda em uma das melhores universidades do país, mora em um bairro de classe média alta de Belo Horizonte e passa boa parte do tempo ao lado dos amigos. Ainda assim, sente que algo falta, especialmente quando pensa no sonho de seguir carreira como ilustradora e fazer um curso de desenho no Chile, planos que não contam com o apoio dos pais.

Quando consegue uma vaga de estágio, acredita que finalmente está no caminho certo. O projeto sobre inclusão e diversidade parece promissor, mas logo surgem olhares estranhos e tarefas que colocam sua capacidade em dúvida – experiências que revelam as marcas do racismo estrutural em seu cotidiano.

É nesse momento que seu caminho cruza com o de Elza, estudante de Letras e poeta que expressa, em seus versos, a importância da luta por uma sociedade mais justa. À medida que as duas se aproximam, Lina passa a enxergar o mundo – e a si mesma – de uma forma diferente.

Entre arte, autodescoberta e afeto, o romance acompanha a jornada de uma jovem que precisa encontrar força na própria voz para afirmar sua identidade e ocupar os espaços que lhe pertencem.

Salomé, por Iaranda Barbosa
Foto: divulgação/Lavanda Literária/Entretetizei

Ambientado no Recife de 1850, Salomé, de Iaranda Barbosa, é um romance de ficção histórica que combina personagens fictícios e figuras reais em meio à efervescência cultural e política do século XIX.

A trama acompanha Felipe Alencar Paes, um poeta escravocrata e frustrado que acredita que apenas uma grande tragédia será capaz de inspirar seus versos. Obcecado pela ideia de transformar a própria dor em arte, ele busca na morte da mulher amada a centelha para sua poesia.

Seu caminho, no entanto, cruza com o de Leila Marinho Nunes Gomes de Sá, uma jovem aristocrata pernambucana formada em filosofia e recém-chegada da Europa. Portadora de ideias progressistas – entre elas a defesa da abolição –, Leila representa uma visão de mundo que confronta diretamente as convicções de Felipe.

Entre tensões sociais, debates intelectuais e transformações urbanas, a narrativa explora os conflitos de uma sociedade marcada por contrastes, em uma cidade que aspirava tornar-se a “nova Paris” fora da França.

Finalmente em seus Braços, por Mirela Paes
Foto: divulgação/Lavanda Literária/Entretetizei

Parte da coleção Amores em Pernambuco, Finalmente em seus Braços, de Mirela Paes, apresenta uma história delicada sobre encontros inesperados e segundas chances.

Roberta nunca conseguiu esquecer a mulher de olhos marcantes com quem trocou olhares durante o Festival de Inverno de Garanhuns. Em meio à multidão, as duas se perderam, mas a memória daquele breve flerte permaneceu viva.

Semanas depois, já de volta à rotina em Caruaru, Roberta descobre de forma surpreendente que o destino ainda não terminou de cruzar seus caminhos com aquela desconhecida. Nataly, a dona dos olhos inesquecíveis, surge novamente em sua vida, desta vez como sua nova cardiologista.

Entre coincidências e emoções mal resolvidas, as duas terão a chance de descobrir se aquele encontro fugaz pode se transformar em algo muito maior.

Meu Nome é Caos, por Lucy Foster e Mari Monni
Foto: divulgação/Instagram @autoralucyfoster e marianamonni/Entretetizei

Em Meu Nome é Caos, Lucy Foster e Mari Monni constroem um romance intenso marcado por personalidades opostas, tensões emocionais e uma atração difícil de ignorar.

Cameron Osbourne aprendeu cedo a sobreviver em um mundo que raramente oferece segundas chances. No circuito underground das batalhas de rap de Chicago, ele é conhecido como Caos: invicto, impiedoso nas rimas e temido pelos adversários. Fora dos palcos, porém, sua realidade é bem diferente: Cameron carrega sozinho a responsabilidade de cuidar do irmão mais novo e proteger a pequena família que construiu.

Valerie Murphy cresceu em um cenário completamente distinto. Com formação na prestigiada Juilliard e uma família estruturada, seu futuro parecia cuidadosamente planejado. Contudo, por trás do talento ao piano e das expectativas que recaem sobre ela, existe uma jovem que se sente cada vez mais perdida.

Quando seus caminhos se cruzam, a conexão é imediata e explosiva. Entre provocações, desejo e conflitos, Cameron e Valerie percebem que a química entre eles pode ser tão transformadora quanto perigosa. Em meio a diferenças profundas e sentimentos intensos, os dois terão que descobrir se estão dispostos a enfrentar o incêndio que surge quando dois mundos colidem.

Escrito nas Estrelas?, por Aione Simões
Foto: divulgação/Instagram @aione_simoes/Entretetizei

Em Escrito nas Estrelas?, Aione Simões apresenta uma comédia romântica que mistura astrologia, autoconhecimento e as confusões típicas da vida amorosa na juventude.

Aos 21 anos, Nanda já acumulou algumas decepções amorosas, mas nenhuma tão marcante quanto o fim do relacionamento com Vinícius, com quem namorou por dois anos. Tentando entender o que deu errado, ela revisita sua lista de antigos romances e percebe um detalhe curioso: todos os seus ex-namorados são do signo de Leão.

Pisciana convicta, Nanda decide então que nunca mais se envolverá com leoninos. Determinada a evitar novas frustrações, ela cria um plano tão inusitado quanto divertido para encontrar o par ideal, desta vez guiada pelos astros.

No entanto, enquanto tenta seguir seu mapa astrológico do amor, Nanda começa a perceber que talvez a resposta para sua felicidade não esteja exatamente nas estrelas, mas em um caminho de autodescoberta e amadurecimento.

Nossas Primeiras Últimas Vezes, por Bruna Pallazzo
Foto: divulgação/About Amazon Brasil/Entretetizei

Em Nossas Primeiras Últimas Vezes, Bruna Pallazzo constrói um romance marcado por tensão, desejo e limites difíceis de ignorar.

Maria Luiza Bittencourt deixou sua cidade para estudar arquitetura em Crownford quando ainda era muito jovem. Dois anos depois, retorna diferente: mais segura, determinada e com uma presença impossível de ignorar.

Para Augusto, porém, ela continua sendo a filha do seu melhor amigo e, agora, também sua estagiária. Quinze anos mais nova, Maria Luiza representa tudo aquilo que ele sabe que deveria evitar.

O problema é que a proximidade entre os dois transforma a relação em um terreno cada vez mais perigoso. Entre provocações, conflitos e sentimentos que insistem em crescer, eles se veem diante de uma paixão que desafia regras, expectativas e a própria ideia de controle.

O Despertar do Lírio, por Babi A. Sette
Foto: divulgação/Instagram @babiasette/Entretetizei

Em O Despertar do Lírio, Babi A. Sette apresenta um romance histórico marcado por segredos, desejo e disputas entre honra e sentimento.

Lilian tornou-se viúva ainda muito jovem e, no leito de morte do marido, jurou permanecer fiel à memória dele. Determinada a preservar sua reputação acima de tudo, ela se mantém distante de bailes, flertes e qualquer situação que possa colocar sua honra em risco. Para Lilian, viver aventuras ou quebrar regras pode custar caro demais.

Simon Thorn, por outro lado, é exatamente o tipo de homem que ela deveria evitar. Atraente, provocador e cercado por uma reputação escandalosa, ele carrega também um passado marcado por acusações e um plano de vingança cuidadosamente arquitetado.

Quando seus caminhos se cruzam, Simon enxerga na jovem viúva uma peça importante para alcançar seus objetivos. Lilian, no entanto, não imagina que está no centro desse jogo perigoso e, enquanto tenta manter distância, percebe-se cada vez mais vulnerável à presença daquele homem que deveria representar apenas problemas.

Entre segredos do passado, um castelo fechado há anos e os ecos de uma morte misteriosa, os dois se veem envolvidos em uma trama onde honra, orgulho e vingança disputam espaço com sentimentos inesperados. E, no meio desse conflito, talvez o maior risco seja perder algo que nenhum dos dois pretendia entregar: o próprio coração.

No Dia Internacional da Mulher, celebrar autoras brasileiras contemporâneas também é reconhecer a potência de histórias que continuam transformando a literatura do país. São vozes que escrevem sobre amor, política, identidade, memória e futuro, ampliando os horizontes do que pode ser contado — e de quem pode contar. Mais do que uma homenagem em uma data específica, ler e valorizar essas escritoras é um gesto que deve atravessar o ano inteiro, fortalecendo uma literatura cada vez mais diversa, plural e representativa.

Foto: reprodução/Instagram @rapboxoficial

Já conhecia essas autoras? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: 8 romances de época de autoras brasileiras para renovar sua estante

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

Categorias
Comportamento Cultura Notícias

Dia Internacional da Mulher: de Clara Zetkin a máquinas de lavar em promoção

De origem política e muito além de uma data publicitária, o 8 de março sempre foi um dia de luta e solidariedade proletária

Flores, campanhas publicitárias, textões sobre amor incondicional, sutiãs queimados e eletrodomésticos em promoção… Sobre o que exatamente é o Dia Internacional da Mulher?

Poderíamos supor que não é sobre violência, mas o 8 de março deste ano acontece à sombra de vários casos de feminicídio noticiados só esta semana – algo que não se pode dizer que é uma surpresa no país que é 5º lugar em feminicídios no mundo, que chegou a registrar 83 mil vítimas de estupro só no ano passado.

Oitenta e três mil vítimas.

Para ficar mais claro, esse número equivale a cerca de 227 vítimas por dia, ou um caso a cada seis minutos, segundo dados do Ministério da Justiça. Nesse cenário, no qual mulheres ao redor do mundo vão às ruas com cartazes escritos “parem de nos matar” e em que bons homens fazem vista grossa ao ouvir o melhor amigo rindo ao contar um caso de estupro, tampouco podemos dizer que o Dia Internacional da Mulher é sobre amor.

Foto: reprodução/InfoMoney

Será que o ideal, então, como nos acostumamos a fazer ao longo de tantos anos, seria apenas fechar os olhos, aceitar o parabéns dito com a boca cheia no café da manhã ou o bombom envelhecido do armário, dizer obrigada e começar a preparar o almoço?

A verdade é que o Dia Internacional da Mulher nunca foi um dia de festa. Sua origem, apagada sob mais de um século de revisionismo e despolitização, é fruto do legado combatente de mulheres que, desde meados do século XIX, tomaram à força o seu lugar na vida pública e se recusaram a manter o silêncio. 

Como surgiu o Dia Internacional da Mulher

Todos conhecem a história das mais de 120 mulheres que, ao lado de alguns colegas homens, foram mortas em uma fábrica têxtil de Nova York, vítimas de um incêndio causado por condições de trabalho insalubres e desumanizantes. A data exata do incidente é incerta, bem como o número de mortos – reflexo do descaso com o qual a vida e a morte de operários eram tratadas na época –, com versões que variam entre os primeiros anos do século XX.

A revolta diante da tragédia mobilizou milhares de mulheres a se manifestar em solidariedade, o que, então, teria dado início ao Dia Internacional da Mulher.

Entender o 8 de março a partir dessa tragédia, contudo, reduz e apaga uma luta que já estava em curso desde o século XIX, muito antes de qualquer faísca se acender na fábrica de Nova York. A história do Dia Internacional da Mulher foi construída ao longo de décadas por mulheres sindicalistas no Ocidente, que organizavam propagandas, greves, assembléias e cartilhas exigindo justiça e igualdade, nunca a lágrima ou a pena dos que as olhavam de cima. 

Foto: reprodução/The Washington Post

Foram mulheres operárias e trabalhadoras domésticas que, em vestidos encardidos e manchados por pólvora, mobilizaram ao longo de décadas protestos e agitações políticas que em nada orgulhavam os ideais de feminilidade, deferência e subordinação da época.

Nada disso surgiu de uma hora para outra, no vácuo.

Esses foram os passos que levaram à Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em 1910, na cidade de Copenhague, quando foi proposta a organização de um Dia Internacional da Mulher pelas jornalistas e revolucionárias Clara Zetkin, Alexandra Kollontai e Luise Zietz, cujas produções intelectuais estão nas bases do pensamento feminista.

A declaração organizada por elas alegava a necessidade de um dia especial que legitimasse as demandas das mulheres na época. A proposta centralizava o sufrágio feminino, mas também previa a luta por melhores condições de trabalho, assistência social para mães e seus filhos (incluindo mães solo), como creches e outros serviços que entendiam que a economia do cuidado devia ser de responsabilidade do Estado, e qualquer outra pauta que tivesse como horizonte a emancipação da mulher

Foto: reprodução/LavraPalavra

O primeiro Dia Internacional da Mulher aconteceu em 19 de março do ano seguinte, antes de se convencionar o 8 de março.

O que se tornou o Dia Internacional da Mulher?

É claro que desde 1911 muita coisa mudou.

Aquele feminismo revolucionário ocidental não era perfeito e foi submetido a muitas críticas importantes.

É inegável, por exemplo, o quanto as primeiras formulações negligenciavam as experiências de mulheres LGBTQIAPN+ e racializadas. Mulheres negras e indígenas, principalmente, não cabiam na visão de feminismo imaginada até então – sem contar mulheres amarelas, persas e árabes, que só recentemente passaram a ser consideradas, ainda de maneira muito insuficiente.

Esses questionamentos aprofundam a luta e contribuem com a sua universalização, também chamada de interseccionalidade. Não podemos esperar que nossas reivindicações hoje assumam a mesma forma de quando foram primeiro pensadas.

Foto: reprodução/Smithsonian Magazine

A expansão e desenvolvimento do pensamento feminista, contudo, se deu em paralelo com o crescimento da resposta reacionária. Na segunda metade do século XIX, vimos surgir o feminismo radical, com a notória queima de sutiãs e o início das discussões sobre gênero e sexualidade, ao mesmo tempo que a rejeição a esse pensamento e a misoginia se intensificaram.

O resultado foi uma espécie de conciliação unilateral.

Dada a ameaça que o feminismo apresentava às instituições sociais e à soberania das classes dominantes, a resposta foi então se apropriar de tal forma do movimento que ele se tornou pouco mais que um discurso publicitário e moralista, uma promessa de que, se a gente der as mãos e assistir a filmes de heroínas da Marvel o suficiente, tudo passa.

O reconhecimento do 8 de março pela ONU só se deu em 1975, sem seu caráter revolucionário e combativo, e até poucos anos víamos a data ser devorada ironicamente pelo setor de eletrodomésticos e itens de casa – nada poderia ser mais feminista do que oferecer às mulheres uma lava louças com 30% de desconto. 

Apesar da origem num fórum político, o movimento foi despolitizado, engolido e regurgitado como algo pseudo-religioso, como um símbolo de solidariedade, compreensão e sensibilidade. O que era pólvora se tornou flor e a indignação que levava à raiva agora suscita, no máximo, uma lágrima solta e uma promessa vazia de fazer diferente.

Foto: reprodução/Blog FotoRegistro

Hoje não é incomum ouvir que feminismo não tem a ver com política, que nós já conquistamos tudo o que tínhamos para conquistar, já somos iguais perante a lei – o que mais poderíamos querer? 

Mas em um país que convive com um estupro a cada seis minutos e que, em 2025, registrou 1.568 mulheres assassinadas, podemos dizer que a lei é suficiente? Que diferença faz a lei em um mundo em que meninos são criados para odiar mulheres e no qual os algoritmos favorecem conteúdos misóginos? Que diferença faz lembrar nossos algozes do nosso direito à vida se o crime é recebido com humor e por juízes prontos para perdoar e abrir exceções? 

A verdade é que o 8 de março não é sobre “parabéns” e muito menos sobre “sinto muito”, mas sobre solidariedade e luta política. Não é sobre lembrar tragédias, sobretudo porque não precisamos olhar para o passado para encontrá-las, mas é, sim, sobre memória, para garantir que a nossa história e as pessoas que fizeram parte dela não sejam apagadas ou enterradas em covas rasas.

Foto: reprodução/Revista Cult

O 8 de março também é sobre garantir que os direitos que conquistamos desde 1911, como o sufrágio, o divórcio, o aborto legal no Brasil, o reconhecimento legal da violência doméstica e do estupro conjugal e tantos outros, não se limitem à esfera legal e sejam assegurados universalmente para toda e qualquer mulher de forma inalienável.

Garantir a redação de leis que atendam às nossas necessidades é importante, mas as 83 mil vítimas de violência sexual e mais de 1.500 mulheres assassinadas no Brasil só no ano passado nos mostram que não é suficiente.

Então, neste Dia Internacional da Mulher é preciso lembrar que ser mulher é inerentemente político e que a dignidade e o direito à vida são consequência de luta.

Você já conhecia a história do Dia Internacional da Mulher? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

 

Leia também: Não estamos seguras e não dá mais para aceitar isso: reconhecer e denunciar a violência é urgente!

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

Categorias
Cultura turca Notícias Séries

Notícias da semana no mundo turco – 2/3 a 7/3

Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana que inicia março

 

Por Ana Matos, Anna Mellado, Débora Lima e Gisélia Oliveira

Halil İbrahim Ceyhan na dizi Canvermezler

O ator Halil İbrahim Ceyhan, que ficou conhecido pelo público após interpretar o personagem Yaman Kırımlı na dizi Emanet (tradução livre: Legado, 2020) e, mais recentemente, se destacar como Tufan em Leyla: Sombras do Passado (Leyla: Hayat… Aşk… Adalet…, 2024), teve seu novo projeto divulgado. Ceyhan retornará na dizi Canvermezler (tradução livre: Eles Não Morrem), como Demir Müşir, um personagem inteligente, carismático e corajoso, sendo o papel diferente dos que já interpretou.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @halilibrahimceyhn

A produção da Akli Film & Adenz Yapım para o streaming TRT tabii já começou suas filmagens e terá cenas gravadas na Mansão Sait Halim Pasha. O drama ambientado na Istambul da década de 1930, tem roteiro de Emre Konuk e direção de Murat Zaloğlu. O elenco ainda é formado por Burak Dakak (Ali Nail), Ecem Sena Bayır (Meliha) e Münir Can Cindoruk (Cezmi). 

Novo ator na dizi Delikanlı + Novidades

As gravações da dizi Delikanlı (tradução livre: Rapaz Valente) seguem em ritmo acelerado, e novos detalhes dos bastidores começaram a surgir. A produção da OGM Pictures chama atenção pelo alto orçamento e pela direção assinada por Zeynep Günay em parceria com Recai Karagöz. O projeto também ganhou reforço no elenco com a entrada de Kerimcan Kamal, que interpretará Tahsin, tio dos personagens Sarp (vivido por Salih Bademci) e Dila (interpretada por Mina Demirtaş). A trama acompanha a intensa história de vingança do taxista Yusuf, personagem de Mert Ramazan Demir, que tenta reconstruir a própria vida após ter seus sonhos destruídos.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @1birsenaltuntas

Nos bastidores, as gravações continuam avançando com cenas protagonizadas por Mert Ramazan Demir e Melis Sezen, enquanto Salih Bademci e Mina Demirtaş devem entrar no set ainda esta semana. Uma mudança curiosa no roteiro também foi revelada: a cena do primeiro encontro entre Yusuf e Dila, que originalmente aconteceria em Roma, foi adaptada e será gravada em Istambul.

Primeiro teaser da dizi Çirkin é divulgado pela Star TV

O primeiro teaser de Çirkin (tradução livre: Feio) foi exibido nesta quinta (5), durante o intervalo de Sevdiğim Sensin (tradução livre: Você é Quem Eu Amo, 2026), na Star TV. O vídeo promocional marca o primeiro contato do público com a nova produção e apresenta brevemente a história, além de introduzir os protagonistas Meryem (Derya Pınar Ak) e Kadir (Çağlar Ertuğrul).

Produzida pela 25 Film para a Star TV, Çirkin narra a história de Meryem, uma jovem que perde a família ainda criança e acaba sendo adotada pela família de Kadir, por quem logo se apaixona. Quando a conhece na infância, Kadir passa a chamá-la de Çirkin (“feia”) por causa de seu cabelo curto e da aparência de menina rebelde, apesar de ela não ser realmente feia. O apelido dado na infância acaba permanecendo ao longo dos anos e se espalha pelo bairro Hisarlı

Dirigida por Burcu Alptekin e Merve Çolak, a série também conta no elenco com nomes como Nur Sürer, Sema Gültekin, Berkay Şahinoğlu, Çetin Tekindor, Olgun Toker, Başak Gümülcinelioğlu e Gözde Kansu. Com as filmagens iniciadas na última sexta (27), a expectativa é de que a estreia aconteça em breve.

Foto mundo turco.
Foto: divulgação/Instagram @cirkindiziresmi
Alperen Duymaz deixa Cennetin Çocukları + Burak Serdar Şanal pode assumir papel na dizi

Após a saída de İsmail Hacıoğlu, a produção da dizi Cennetin Çocukları (tradução livre: Filhos do Paraíso, 2025), exibida nas noites de segunda pela TRT1 e produzida pela Motto Yapım, iniciou a busca por um novo protagonista. Entre os primeiros nomes cotados estava Alperen Duymaz, com quem havia sido feito um acordo inicial. No entanto, segundo informações recentes, o ator acabou deixando o projeto por questões de agenda. Duymaz queria firmar contrato apenas até junho, já que está envolvido em um projeto digital previsto para ser filmado durante o verão e também em uma nova produção para a TV aberta que deve começar em setembro. Como a produtora desejava um acordo mais longo, as partes optaram por encerrar as negociações de forma amigável.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @1birsenaltuntas

Com isso, a busca por um novo nome para a dizi foi retomada. De acordo com informações de bastidores, o ator Burak Serdar Şanal surgiu como o principal candidato para integrar o elenco. As negociações ainda estão em andamento, mas a expectativa é de que ele se junte à história interpretando Kamil, um personagem desaparecido que deve entrar na trama trazendo novos desdobramentos para a narrativa.

Devrim Özkan será Mavi em Aşk Tesadüfleri Sever 3

A atriz Devrim Özkan, que interpreta Ceylan na dizi Yeraltı (tradução livre: Subterrâneo, 2026), revelou recentemente que participará de um filme romântico neste verão. Segundo informações dos bastidores, o projeto é o terceiro filme da marcante franquia Aşk Tesadüfleri Sever (tradução livre: O Amor Ama Coincidências), dirigida por Ömer Faruk Sorak. A nova produção dará continuidade à história iniciada no primeiro longa e acompanhará Özgür, personagem de Mehmet Günsür, que vive com o coração da mulher que amava e acaba se envolvendo em um novo romance.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @1birsenaltuntas

Caso tudo siga conforme planejado, Devrim Özkan dará vida à personagem Mavi. A atriz já havia recebido um convite para o filme no ano passado, mas, na época, precisou recusar por causa das gravações da série Çift Kişilik Oda (tradução livre: Quarto para Duas Pessoas, 2025). Neste ano, o papel voltou a ser oferecido e ela deverá integrar o elenco do longa, que, além de contar uma história emocionante de amor, também destaca a importância da doação de órgãos. O filme reúne ainda nomes como Mehmet Günsür, Belçim Bilgin, Ayda Aksel e Serkan Altunorak, e tem estreia prevista para 20 de novembro.

Pınar Deniz deixa o elenco da dizi Dönece + Novo diretor da produção

A dizi Dönence (tradução livre: Solstício), novo projeto de espionagem produzido pela Bozdağ Film e estrelado por Kıvanç Tatlıtuğ, segue em fase de preparação e passou por mudanças recentes na equipe criativa. Inicialmente cotada para dirigir a produção, Hilal Saral não chegou a um acordo com a equipe, e a direção ficou com Şenol Sönmez, que recentemente finalizou as gravações de İnci Taneleri (tradução livre: Pérolas, 2024) e já trabalhou com o ator no projeto Organize İşler: Karun Hazinesi (tradução livre: Crime Organizado: O Tesouro de Karun), criado por Yılmaz Erdoğan. 

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Dizilah

A produção será desenvolvida para a plataforma Disney+ e também enfrenta mudanças no elenco: a atriz Pınar Deniz, que estava cotada para viver a protagonista feminina Yasemin, precisou deixar o projeto devido a conflitos de agenda com um filme dirigido por Nuri Bilge Ceylan. Com isso, a equipe iniciou novas negociações para o papel e uma proposta já foi encaminhada à atriz Burcu Biricik.

O que mais aconteceu esta semana

Yıldıran Şanhiler na dizi Teşkilat: a dizi protagonizada por Tolga Sarıtaş (Altay) e Rabia Soytürk (Hilal), atualmente em sua sexta temporada, irá adicionar mais um ator no elenco. Yıldıran Şanhiler interpretará um personagem surpresa, que pode ser do misterioso Davut. Com direção de Burak Arlıer, Teşkilat (tradução livre: A Organização, 2021) é exibida nas noites de domingo na TRT1.

Data de estreia do filme de terror Deccal 3: o longa de terror Deccal 3 (tradução livre: Anticristo), escrito e dirigido por Özgür Bakar e que tem no elenco İlayda Mine Çopur, Birhan Tut, Buket Dereoğlu, Cem Cücenoğlu, Seyithan Özdemir e Altay Han Erem, será lançado nos cinemas turcos na sexta (13).

Deniz Hamzaoğlu se despede da dizi Mehmed: Fetihler Sultanı: o ator, que interpreta o comandante janízaro Kasap Hüseyin, deixou o elenco da dizi produzida pela Miray Yapım no episódio exibido na última terça (3). Protagonizada por Serkan Çayoğlu, a dizi Mehmed: Fetihler Sultanı (tradução livre: Mehmed, o Conquistador, 2024) está em sua terceira temporada no canal TRT1. Além da série, à qual se juntou no episódio 64, Deniz Hamzaoğlu recentemente esteve em vários projetos, como a segunda temporada da dizi Sürgünler (tradução livre: Exilados, 2025) e na dizi Onbeşliler (tradução livre: Quinze), ambas do streaming tabii, além da segunda temporada da dizi Sorgu (tradução livre: Consulta, 2024), do streaming TOD.

As negociações para a nova temporada de Kızılcık Şerbeti já começaram: a produção da Gold Film para o canal Show TV, Kızılcık Şerbeti (tradução livre: Sorbet de Cranberry, 2022), exibida nas noites de sexta, ganhará uma nova temporada, de acordo com informações vazadas dos bastidores. Planejada para ter sua quarta temporada encerrada no episódio 138, em 29 de maio, foi dito que as negociações entre a produtora e o canal já começaram para a quinta temporada da dizi.

Çağdaş Onur Öztürk em nova dizi Kanal D: a produção da Pastel Film para o Kanal D intitulada Daha 17 (tradução livre: Apenas 17) teve seu protagonista masculino escolhido. O ator Çağdaş Onur Öztürk interpretará Serhat na dizi dirigida por Emre Kabakuşak e escrita por Gökhan Korkusuz e Redife Zerener. Com estreia prevista para junho, as gravações devem começar em Istambul no fim de março e, posteriormente, seguir para a cidade de Bodrum. Nesrin Cavadzade já havia sido anunciada anteriormente para dar vida ao papel de Şebnem na trama, que começa com o jovem Aras, de 17 anos, acompanhando sua irmã até Bodrum. O processo de seleção para os demais atores do elenco ainda está em andamento.

Naz Özgülüş na dizi Veliaht: além do ator Serhat Teoman, anunciado na última semana para o elenco da dizi Veliaht (tradução livre: Herdeiro, 2025), mais uma atriz está na produção da Faro e Gold Film. Junto de Faroz (Teoman), que entrou na trama como alguém que jurou tomar o poder em Esenler, a sua astuta advogada Firuze, interpretada pela atriz Naz Özgülüş, também fará parte da história. A atriz esteve no elenco da dizi Annem Ankara (tradução livre: Minha Mãe é de Ancara, 2024). Ambos os personagens apareceram no último episódio exibido na quinta (5). Dirigida por Sinan Öztürk, a dizi do canal Show TV, com Akın Akınözü e Serra Arıtürk no elenco, ainda está gravando cenas na cidade de Kars, e retornará suas gravações para Istambul (episódio 26) no dia 11 de março.

Murat Serezli e Ecem Ustaoğlu entram para o elenco de Arka Sokaklar: o ator Murat Serezli é o novo nome confirmado no elenco da dizi de sucesso Arka Sokaklar (tradução livre: Ruas dos Fundos, 2006), exibida pela Kanal D e que segue conquistando o público em sua 20ª temporada; na produção da D Media, criada pelo produtor Türker İnanoğlu, Serezli dará vida ao personagem Fevzi, um procurador-geral aposentado que, apesar de ter deixado o cargo no alto escalão do Judiciário, continua atuando ativamente nos bastidores da burocracia estatal. Nos próximos episódios, o personagem também marcará o reencontro de Murat Serezli com Sarp Levendoğlu, com quem dividiu cena na memorável série Savaşçı (tradução livre: O Guerreiro, 2017), trazendo de volta à tela a parceria entre os dois atores. Outra adição ao elenco é a jovem atriz Ecem Ustaoğlu, que dará vida à Beril, assistente e advogada de Fevzi.

Novo projeto para relembrar o 15 de julho: a dizi Asırlık Gece (tradução livre: Noite Secular) será produzida pela Miray Yapım, mesma responsável por projetos como Mehmed: Fetihler Sultanı (Tradução livre: Mehmed: o Sultão das Conquistas, 2024), e contará com direção de Cihan Sağlam e Ahmet Toklu. A produção terá 15 episódios, com gravações previstas para começar entre o fim de abril e o início de maio, realizadas nas cidades de Ancara e Istambul. A proposta da obra é apresentar uma narrativa antológica, em que cada episódio trará uma história diferente, explorando acontecimentos e perspectivas ligadas à noite de 15 de julho e seus desdobramentos na sociedade turca.

Mudança no dia de exibição de Sahtekarlar: a dizi Sahtekarlar (tradução livre: Impostores, 2025), protagonizada por Hilal Altinbilek (Aysa) e Burak Deniz (Ertan), a partir desta semana será exibida aos sábados. A mudança do dia de transmissão da produção da Ay Yapım para o canal NOW, que antes ia ao ar aos domingos, é devido a estreia da nova dizi Doktor: Başka Hayatta (tradução livre: Doutor: Em Outra Vida), que começa neste domingo (8). Sahtekarlar terá somente mais dois episódios, com a conclusão da trama indo ao ar no dia 14 de março.

Veliaht chegará ao fim no episódio 26: a dizi Veliaht (tradução livre: O Herdeiro), exibida pelo canal Show TV e produzida pela Faro Company em parceria com a Gold Film, chegará ao fim no 26º episódio após não alcançar o aumento de audiência esperado. Dirigida por Sinan Öztürk, a trama é protagonizada por Akın Akınözü e Serra Arıtürk. A produção encerrará primeiro as gravações em Kars e depois retornará a Istambul para filmar o episódio final, colocando ponto final na história no capítulo 26.

Vis a Vis ganhará adaptação turca: a roteirista Sema Ergenekon prepara uma nova série para a Ay Yapım baseada no sucesso espanhol Vis a Vis, um dos dramas mais marcantes da Espanha após La Casa de Papel. A produção, cujo canal ainda não foi definido, poderá ser dirigida por Neslihan Yeşilyurt, conhecida por trabalhos em séries populares como Yasak Elma, Sadakatsiz e Bahar. A história acompanha a jovem Macarena Ferreiro, que após ser incriminada pelo homem que ama acaba presa e precisa lutar para sobreviver no ambiente brutal da prisão Cruz del Sur, passando por uma intensa transformação pessoal.

Buse Meral é a nova protagonista de Cennetin Çocukları: a dizi Cennetin Çocukları (tradução livre: Filhos do Paraíso), exibida pela TRT1 e produzida pela Motto Yapım, seguirá com uma nova história e elenco após mudanças recentes na produção. A atriz Buse Meral foi escolhida como a nova protagonista feminina, enquanto Burak Serdar Şanal assumirá o papel principal masculino. Com a reformulação da trama, a equipe também realizará uma nova sessão de fotos para o cartaz oficial da série, e as gravações dos próximos episódios devem começar nos próximos dias.

Burcu Biricik protagonizará nova dizi İnsanlar: após o sucesso do filme Kurtuluş no Berlin International Film Festival, o diretor Emin Alper iniciou os preparativos de sua nova série İnsanlar (tradução livre: Pessoas), que será produzida pela MGX Film para a plataforma HBO Max Turquia. A protagonista do projeto será Burcu Biricik, que retorna às telas após uma pausa na carreira desde o fim da série Camdaki Kız. Com criação de Hakan Bonomo e roteiro de Milay Ezengin, a produção terá oito episódios e abordará uma intensa história sobre conflitos e desigualdades entre classes sociais.

Rapidinhas

– A jornalista Birsen Altuntaş informou que a renovação da dizi Eşref Rüya (tradução livre: O Sonho de Eşref, 2025) para uma terceira temporada dependerá da audiência alcançada até que a temporada atual chegue perto do fim.

– O ator Kerem Bürsin e a cantora Hadise participaram de um evento na Semana de Moda de Milão.

– Foram finalizadas, nesta semana, as filmagens do último episódio da dizi Sahipsizler (tradução livre: Abandonados, 2024), que foi ao ar na quarta (4).

– A atriz turca Serenay Sarıkaya esteve presente no desfile da Yves Saint Laurent durante a Semana de Moda de Milão, na última terça (3).

– As gravações da dizi İnci Taneleri (tradução livre: Pérolas, 2025), cuja história foi criada pelo ator Yılmaz Erdoğan, terminaram na terça (3).

Afra Saraçoğlu foi uma das convidadas do desfile da Balenciaga na Semana de Moda de Milão, neste sábado (7), e, ainda na Itália, participará de um evento da marca Bvlgari, da qual é embaixadora.

– O ator Cem Söküt entrou para o elenco da série Eşref Rüya (tradução livre: O Sonho de Eşref, 2025) e dará vida a Cahit, irmão de Müslüm (Tolga Tekin).

– Foi lançado o fragman da dizi Bize Bi’şey Olmaz (tradução livre: Nada Nos Acontecerá), protagonizada por Mert Ramazan Demir e Miray Daner, que estreia dia 25 de março no streaming Disney+.

– Mesmo após uma campanha por parte da audiência para que a dizi Ben Leman (tradução livre: Eu Sou Leman, 2025) continuasse após seu final na TV no streaming Disney+, o diretor da produção, Semih Bağcı, afirmou que não chegaram a um acordo com a plataforma digital.

– O ator Deniz Can Aktaş é capa da revista GQ Hype.

Estreias

Doktor: Başka Hayatta (8 de março)

 

Qual notícia mais chamou sua atenção? Conta para a gente e siga o Entretê nas redes sociais (Instagram, Facebook, X) para mais novidades sobre o mundo do entretenimento turco.

 

Leia também: Notícias da semana no mundo turco 23/2 a 28/2

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

Categorias
Cultura turca Notícias

Murat Boz inicia novo ciclo celebrando trajetória de sucesso na música e nas telas

Cantor e ator turco se consolida como um dos nomes mais versáteis do entretenimento, acumulando hits, filmes populares e séries de alcance internacional

 

Reconhecido por sua presença carismática e talento multifacetado, Murat Boz construiu uma carreira sólida que atravessa a música pop, o cinema e a televisão. Ao longo dos anos, o artista se tornou um dos rostos mais conhecidos da cultura pop turca, acompanhando de perto a expansão global das produções do país.

Foto: divulgação/Temizmagazin
Da música ao estrelato

 

Antes de se destacar como ator, Murat Boz já era um fenômeno da música. O álbum Maximum marcou sua consolidação no cenário pop turco, com hits que dominaram as paradas e conquistaram fãs de todas as idades. Com sua voz marcante e carisma romântico, ele rapidamente construiu uma base fiel de fãs, lotando shows tanto na Turquia quanto na Europa. Em 2025, Murat se apresentou em Ankara, no Optimum AVM, entre outros palcos que reforçam sua popularidade internacional.

Foto: divulgação/Esenshop
Carreira no cinema amplia popularidade

 

O sucesso nos palcos abriu caminho para novos desafios. Murat Boz passou a investir também na atuação, participando de produções cinematográficas que dialogam com o grande público, como Öldür Beni Sevgilim (tradução livre: Me Mate, Querido) e Zeytin Ağacı (tradução livre: Uma Nova Mulher). Ele também estrelou Kardeşim Benim (tradução livre: Meu Irmão), Dönerse Senindir (tradução livre: Se Voltar, É Seu) e Rüyanda Görürsün (tradução livre: Em Seus Sonhos), este último ao lado da atriz Burcu Özberk, consolidando sua versatilidade como ator e ampliando seu alcance junto ao público jovem. Esses trabalhos reforçaram sua imagem de protagonista romântico e mostraram sua capacidade de transitar entre humor, emoção e drama.

 

Foto: divulgação/Hilmi
Presença nas dizis fortalece projeção internacional

 

Nos últimos anos, o artista também ganhou destaque no streaming com a série Zeytin Ağacı (Uma Nova Mulher), produção que alcançou repercussão global e apresentou ao público uma faceta mais madura de sua atuação. O projeto ajudou a ampliar ainda mais sua visibilidade fora da Turquia, acompanhando o crescente interesse internacional pelas dizis.

 

Em Zeytin Ağacı (Uma Nova Mulher), Murat Boz interpreta Toprak, um homem que vive em Ayvalık e se envolve romanticamente com Ada, personagem de Tuba Büyüküstün. Toprak é um dos protagonistas masculinos e desempenha papel central na jornada emocional de Ada, enquanto a série explora temas como cura espiritual, constelação familiar e passado. A atuação de Boz recebeu destaque por transmitir emoção e profundidade, e a popularidade da série no Brasil ajudou a reforçar sua projeção internacional.

Foto: divulgação/Dizilah

 

Um nome que acompanha a expansão cultural turca

 

A trajetória de Murat Boz reflete o momento vivido pelo entretenimento turco: produções cada vez mais exportadas, artistas multifuncionais e histórias que atravessam fronteiras. Entre novos projetos, música e atuações, ele segue renovando seu espaço e mantendo relevância em diferentes formatos.

 

Foto: divulgação/@muratboz

 

Com uma carreira que une talento musical, presença de tela e conexão com o público, Murat Boz celebra mais um ano reafirmando seu status como um dos grandes nomes do entretenimento contemporâneo.

 

Qual o seu projeto favorito do artista? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Notícias da Semana no Mundo Turco – 23/2 a 28/2 

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

Categorias
Cinema Cultura turca Notícias

Mudanças nos bastidores de Dönence

Pınar Deniz sai do elenco por conflitos de agenda e novo diretor é anunciado

A série Dönence (tradução livre: órbita), que será protagonizada por Kıvanç Tatlıtuğ, está passando por mudanças importantes nos bastidores, segundo a jornalista Birsen Altuntaş. A atriz Pınar Deniz (Yargı: Segredos de Família, 2021), que estava em fase de assinatura para o papel da parceira de Kıvanç, precisou deixar o projeto por um conflito de agendas com o filme que gravará com o diretor Nuri Bilge Ceylan. 

Com a mudança, a produção iniciou as buscas por uma nova atriz para o papel de Yasemin. Até o momento, uma proposta foi enviada para Burcu Biricik integrar o elenco da série no lugar de Pınar.

Mudança na direção do projeto
Foto em preto e branco do diretor Şenol Sönmez atrás de uma câmera.
Foto: reprodução/X @birsenaltuntas1

Outra alteração aconteceu na direção do projeto. A premiada diretora Hilal Saral tinha sido cotada para o trabalho, mas após não haver acordo entre os lados, agora Şenol Sönmez será o novo diretor. Ele ficará disponível após o término das gravações de İnci Taneleri (Pérolas), na próxima terça (10).

No último outono, o diretor já havia trabalhado com Kıvanç Tatlıtuğ na série Organize İşler: Karun Hazinesi (tradução livre: Obras Organizadas: O Tesouro de Karun), assinada por Yılmaz Erdoğan.

Sobre Dönence

Produzida para a Disney+ pela Bozdağ Film, a série Dönence contará com oito episódios, escritos por Mehmet Bozdağ em parceria com Bekir Kerem Kurt, e vai narrar uma história de espionagem protagonizada pelo agente Ali (Kıvanç Tatlıtuğ).

Fique por dentro de tudo que acontece no entretenimento turco! Conta pra gente como estão suas expectativas para Dönence nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Notícias da semana no mundo turco – 23/2 a 28/2 – Entretetizei 

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

Categorias
Entrevista Entrevistas Livros

Entrevista | Camilla Bastos fala sobre os bastidores de O Sol Nunca se Põe

Autora nacional fala sobre recomeços, medos e representatividade em romance jovem que conquistou leitores

Em lançamento pela Editora Mundo Cristão, o novo livro de Camilla Bastos acompanha Olivia, uma adolescente prestes a completar 17 anos que aceita passar as férias em Nova York com o pai ausente, depois de mais de uma década de distanciamento. O reencontro, longe de ser simples, desperta memórias mal resolvidas, desconfortos e feridas emocionais que a jovem acreditava ter deixado para trás.

Imagem: divulgação/Editora Mundo Cristão

O Sol Nunca se Põe (2026) é uma narrativa sensível sobre enfrentar o passado, reconstruir laços familiares e aprender a dar novos passos mesmo com medo.

Em entrevista ao Entretetizei, a autora contou que o impulso para escrever o livro nasceu da vontade de se ver representada nas histórias que lia. “Por muito tempo procurei me encontrar em livros, queria me sentir representada e vista nas histórias de romance e, durante muitos anos, não me encontrei. […] Queria que outras garotas brasileiras se vissem na Olivia”, afirma.

Uma jornada de identificação e esperança

Ao construir a protagonista, Camilla buscou criar uma personagem profundamente humana, capaz de refletir as emoções e inseguranças de quem lê. Segundo ela, o principal objetivo era que o público encontrasse acolhimento na narrativa.

“Queria que as leitoras encontrassem na Olivia alguém como elas, com alegrias e dores, sonhos e frustrações e que, através de suas novas descobertas, sentissem que há esperança para elas também”, explica.

A autora destaca que a trajetória da personagem traz uma mensagem direta sobre coragem e tentativa: “Se não tentarmos, se não nos arriscarmos, não saberemos se daria certo ou não. Então, é melhor aproveitar as oportunidades que aparecem, mesmo que o medo nos acompanhe na jornada”.

Bastidores emocionais da escrita

Entre os momentos mais marcantes do processo, Camilla relembra a cena do reencontro entre Olivia e o pai, após anos de distância. “Passei um dia inteiro escrevendo um trecho que hoje mal ocupa uma página, mas que precisava ser carregado do misto de sentimentos que ela sentia”, conta.

A autora também revela que o crescimento da personagem acabou refletindo seu próprio processo pessoal: “Um dos meus maiores medos, de nunca mais conseguir escrever um livro, foi enfrentado ao lado da Olivia. […] Aprendemos que coragem não é ausência de medo, mas sim ir atrás do que queremos apesar dele”.

A trilha sonora do livro

A música tem papel importante na construção emocional da obra, aparecendo inclusive no início dos capítulos. Entre as referências, Camilla cita a cantora Taylor Swift, cuja canção Wildest Dreams inspirou um dos momentos da narrativa.

É um capítulo em que o tempo da música foi milimetricamente calculado para acompanhar o ritmo de leitura”, revela.

Uma história sobre receios, sonhos e recomeços

Para a autora, a essência do livro está na possibilidade de recomeçar, mesmo em meio às incertezas. “Recomeços são bem incertos e cheios de expectativas e ansiedades, mas, depois de toda a tempestade, o Sol aparece de volta. […] Nenhuma tempestade dura para sempre.”

Camilla define O Sol Nunca se Põe como uma história “para jovens, de idade ou de coração, que amam romances leves e profundos”, especialmente aqueles que buscam conforto em narrativas sobre crescimento, família e novos começos.

Gostou da premissa do livro? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretetizei – Instagram, Facebook e X – e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Jovens Malditos e o nascimento de uma nova geração de monstros

Texto revisado por Alexia Friedmann

Categorias
Cinema Livros Notícias

Saga literária Love Me Love Me terá sequência adaptada para o cinema

Streaming confirmou a produção de um novo filme que retomará a história de romance jovem adulto

Foi anunciada hoje (6) a produção de Love Me Love Me 2, continuação da adaptação para o cinema da série de quatro livros da autora italiana Stefania S.

A tetralogia de romance jovem adulto (YA) soma mais de 25 milhões de leituras no Wattpad. Após o lançamento do longa que levou o primeiro livro às telas, em fevereiro deste ano, o novo capítulo expandirá este universo narrativo.

Mia Jenkins, Pepe Barroso Silva e Luca Melucci retornam aos papéis principais. O diretor Roger Kumble também volta ao comando da produção italiana, filmada em inglês.

Coproduzido pela Lotus Production, do Leone Film Group, e pelo Amazon MGM Studios, com apoio da WEBTOON Productions, Love Me Love Me 2 ainda não teve sua data de estreia anunciada. O filme será lançado exclusivamente no Prime Video.

E aí? Já está na expectativa para o novo filme da saga? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Ali Hazelwood se aventura no mundo dos games em novo livro Jogo de Amor para Dois

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

Categorias
Beleza Moda Notícias

Romantismo e memória marcam desfile na Paris Fashion Week

Sob direção criativa de Chemena Kamali, coleção apresentada na Paris Fashion Week revisita o romantismo e o espírito boêmio que marcaram a história da maison

Na última quinta (5), durante a Paris Fashion Week, a marca Chloé apresentou sua nova coleção em um desfile que explorou fluidez, memória e artesanato. Sob direção criativa de Chemena Kamali, a apresentação buscou reinterpretar a identidade histórica da grife e reafirmar sua estética boêmia. A proposta foi mostrar o valor do trabalho manual e a ideia de roupas carregadas de história. 

Kamali, estilista alemã que assumiu a direção criativa da Chloé em 2023, já havia passado anteriormente pelo estúdio da marca e por outras casas importantes da moda. Na coleção apresentada em Paris, ela construiu uma narrativa inspirada no legado da fundadora Gaby Aghion e em referências de arquivo da maison. Florais vintage, elementos folclóricos e uma estética romântica foram utilizados para traduzir a ideia de memória afetiva e continuidade dentro da história da marca. 

Na passarela, as roupas privilegiaram silhuetas fluidas e leves. Vestidos soltos, blusas com babados, peças drapeadas e sobreposições criaram movimento e naturalidade, enquanto calças amplas e casacos trouxeram contraste à delicadeza dos tecidos. A cartela de cores transitou entre florais vibrantes, tons pastel e neutros suaves como areia, amêndoa e café. 

Foto: divulgação/Tom Nicholson

A apresentação ocorreu em um auditório da sede da UNESCO, em Paris, espaço que reforçou o caráter cultural do evento e manteve o foco nas roupas. A trilha sonora acompanhou o ritmo das entradas na passarela e ajudou a construir uma narrativa sensorial alinhada ao tom nostálgico da coleção.

O casting foi bem selecionado e reforçou a proposta de pluralidade. Modelos com diferentes perfis desfilaram, criando uma representação que dialoga com a ideia de que a Chloé não é definida por uma única identidade. A escolha do elenco contribuiu para dar vida à narrativa da coleção. 

Na beleza, a estética seguiu a mesma lógica de naturalidade presente nas roupas. Cabelos soltos, com textura leve e movimento suave, foram combinados a maquiagens discretas e luminosas. 

 

O que você está achando da Semana de Moda de Paris? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!!

 

Leia também: Niall Horan anuncia seu novo single Dinner Party

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

Categorias
Notícias Séries

Os Testamentos: das Filhas de Gilead ganha trailer oficial e data de estreia

Nova série ambientada no universo de The Handmaid’s Tale foca nas jovens sob o regime de Gilead e chega ao streaming no dia 8 de abril

O universo distópico criado por Margaret Atwood está prestes a ganhar um novo capítulo. Foi divulgado o trailer e o pôster oficial de Os Testamentos: das Filhas de Gilead, produção que expande os acontecimentos de The Handmaid’s Tale (2017). A série é assinada pelo mesmo showrunner, Bruce Miller, e promete aprofundar a hierarquia e as tensões dentro das fronteiras da república teocrática.

Pôster de Os Testamentos: das Filhas de Gilead
Foto: divulgação/Disney+

A trama acompanha a trajetória de duas jovens: Agnes (Chase Infiniti), uma adolescente obediente criada sob as regras rígidas do regime, e Daisy (Lucy Halliday), uma recém-chegada que veio de fora das fronteiras de Gilead. A dupla se conhece na escola preparatória de Tia Lydia (Ann Dowd), onde futuras esposas são moldadas através de disciplina severa e justificativas religiosas. O vínculo entre as protagonistas gera revelações que impactam o passado e o futuro do sistema.

Confira o trailer:

Os Testamentos: das Filhas de Gilead chega ao Disney+ no dia 8 de abril, com o lançamento simultâneo de seus três primeiros episódios. Após o lançamento inicial, a temporada seguirá com exibições semanais.

O elenco conta com o retorno de Ann Dowd (Hereditário, 2018) no papel de Tia Lydia, além de nomes como Chase Infiniti (Uma Batalha Após a Outra, 2025), Lucy Halliday (Blue Jean, 2022), Mabel Li (He Had It Coming, 2025), Brad Alexander (Você, 2018) e Rowan Blanchard (Garota Conhece o Mundo, 2014). Na produção executiva, estão nomes como Warren Littlefield e a atriz Elisabeth Moss. A direção dos três primeiros episódios é de Mike Barker.

Vai assistir Os Testamentos: das Filhas de Gilead? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: De BTS à De Repente 30: confira tudo que chega ao streaming em março

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

Categorias
Cinema Cultura pop Especiais Notícias

Especial | A Saga Crepúsculo: primeiro filme da franquia retorna aos cinemas

Entre vampiros que brilham no sol e o eterno Team Edward ou Team Jacob, relembre o fenômeno que marcou os anos 2000

“Morrer no lugar de quem amo parece ser uma boa maneira de partir.”

E assim fomos inseridos ao mundo dos vampiros que brilham no sol. Sem aviso prévio, sem saber o que nos aguardava no futuro da saga. 

Ouvir essa frase nos leva diretamente para Forks, uma pequena cidade chuvosa em Washington. Famosa por seus dias nublados, se tornou um refúgio perfeito para a família Cullen (e alguns visitantes indesejados).

Bella Swan em seu quarto em Forks
Foto: reprodução/Lionsgate

E para comemorar os 20 anos de lançamento da saga, os filmes retornarão às telas dos cinemas por todo o Brasil.

Calma, ainda não faz 20 anos que o primeiro filme foi lançado nos cinemas, mas sim, 20 anos que o livro foi publicado pela Stephenie Meyer. 

O livro foi publicado pela primeira vez no idioma original pela editora Little, Brown and Company, em outubro de 2005. No entanto, só chegou no Brasil após o imenso sucesso que alcançou mundialmente e o anúncio da adaptação audiovisual, em setembro de 2008.

As novas edições de crepúsculo da editora Intrínseca
Foto: reprodução/Instagram/Intrínseca

Mas pera aí, se a Saga completou 20 anos em outubro de 2025, vocês devem estar se perguntando o motivo do longa relançar somente agora, em março de 2026.

O relançamento em outubro foi planejado exclusivamente para os Estados Unidos pela Lionsgate e Fathom Entertainment, visando aproveitar justamente a temporada de Halloween. Já no Brasil, a responsabilidade é da Paris Filmes, que optou por adiar a reexibição para o primeiro semestre de 2026, focando em manter força nos relançamentos durante o primeiro trimestre do ano.

Qual é a história da Saga Crepúsculo?

Aos 17 anos, Bella Swan (Kristen Stewart) deixa Phoenix para morar com o pai na pequena e nublada cidade de Forks. Lá, ela conhece a misteriosa família Cullen. O que Bella ainda não sabe é que os Cullen guardam um segredo: são vampiros imortais que escolheram viver escondidos, alimentando-se apenas de sangue animal para coexistir entre os humanos. 

Bella se sente especialmente atraída por Edward Cullen (Robert Pattinson), mas a aproximação entre os dois acaba chamando uma atenção indesejada.

Bella e Edward no filme Crepúsculo
Foto: reprodução/Paris Filmes

Segundo a própria autora, Stephenie Meyer, a ideia para a série de livros surgiu em 2003, quando o foco central da história apareceu para ela em um sonho: uma garota humana que se apaixona por um vampiro que a ama, mas ao mesmo tempo sente imensa vontade de beber o seu sangue.

Meyer escreveu quatro livros para a saga principal, entre 2003 e 2008. Eles foram lançados sucessivamente a cada ano, e adaptados para uma franquia de cinco filmes, com o quarto livro, Amanhecer, dividido em duas partes.

A febre dos vampiros e lobisomens

Desde seu lançamento em 2005, Crepúsculo arrebatou milhões de corações entre os leitores, e se tornou um clássico moderno, redefinindo as fronteiras entre livros para jovens e para adultos.

A saga de livros, que inclui as sequências Lua Nova, Eclipse e Amanhecer, além da novel A breve Segunda Vida de Bree Tanner: Uma história de Eclipse, do companion book Crepúsculo: Guia oficial Ilustrado e da versão de Edwards Sol da Meia-Noite, vendeu globalmente mais de 160 milhões de exemplares.

Crepúsculo esteve por anos nas principais listas de mais vendidos do Brasil, foi best-seller do The New York Times e do USA Today, foi selecionado como melhor romance jovem de todos os tempos pela National Public Radio e como um dos 100 melhores livros já escritos para jovens pela revista Time. As adaptações cinematográficas da série, estreladas por Kristen Stewart e Robert Pattinson, juntas, foram premiadas com 32 Teen Choice Awards e 17 MTV Movie Awards, e fizeram uma bilheteria mundial de mais de 3,3 bilhões de dólares.

Crepúsculo inspirou uma devoção imensa e transformou Kristen Stewart e Robert Pattinson em estrelas instantâneas. E ambos evoluíram de ídolos teens para atores aclamados.

Kristen Stewart e Robert Pattinson
Foto: reprodução/Getty Images

Nenhuma outra franquia teve um impacto maior em Hollywood do que a Saga Crepúsculo.

É possível que você se lembre de emprestar, ou pegar emprestado, o livro; da sensação de ler um texto completamente diferente daqueles que lia na escola; de entender que leitura poderia ser legal; das discussões sobre o livro e a gritaria que era soltar um team Edward ou um team Jacob no meio da galera.

E as revistas? Todos colecionavam as mais diversas edições de revistas físicas apenas por conta dos especiais, entrevistas e conteúdos exclusivos que continham. Os quartos eram abarrotados de posters e tudo que se relacionasse aos atores. Era possível encontrar até mesmo um travesseiro com o rosto dos personagens. 

Os atores estavam presentes em todos os canais e o nome da saga em diversas outras mídias da televisão. Como esquecer de Damon Salvatore não só lendo, mas tecendo comentários à obra na aclamada série – de vampiros – The Vampire Diaries?

Tudo girou em torno de vampiros e lobisomens; e Crepúsculo foi o responsável por fazer com que várias outras obras tivessem o merecido reconhecimento apenas por abordar a mesma temática.

O último filme da franquia, Amanhecer – Parte 2, foi lançado no dia 14 de novembro de 2012, época em que as redes sociais ainda estavam em ascensão. E o fato desses canais ainda serem, de certa forma, uma novidade, fez com que Crepúsculo fosse celebrado offline, com festas de lançamento de livros e sessões à meia-noite espalhadas pelo mundo todo. O especial era estar lá pessoalmente, ao lado de pessoas que estavam compartilhando as mesmas emoções que você.

Foto pessoal
Foto: divulgação/Arquivo pessoal Maria Clara
Bella e Edward eternizados em Fanfics

Fanfiction é um termo usado para denominar histórias de ficção que foram criadas por fãs e baseadas em bandas, atores, livros, filmes, etc. Elas surgiram muito tempo antes da internet, mas se consolidaram apenas nos anos 60 e 70 através de Fanzines de Star Trek

Com a internet, essas histórias se popularizaram bastante. E com o sucesso de Harry Potter muitos fãs se inspiraram para escrever continuações ou histórias alternativas. Mas as fanfics ganharam uma proporção ainda maior entre os anos de 2008 e 2011, quando os filmes da Saga Crepúsculo foram lançados no cinema.

Hoje é possível encontrar no mercado editorial diversos títulos que, no passado, começaram como uma fanfic de Crepúsculo. E alguns foram até mesmo adaptados para o audiovisual, como a fanfic mais bem sucedida: Cinquenta Tons de Cinza.

Cena 50 tons de cinza
Foto: reprodução/Variety

Confira abaixo a lista de dez livros que foram inspirados na série de Stephenie Meyer:

  • Cretino Irresistível, Christina Lauren
  • O Inferno de Gabriel, Sylvain Reynard
  • Entre a Nobreza e o Crime, Jane Herman
  • Meu Romeu, Leisa Rayven
  • Breaking Him, R.K. Lilley 
  • A Infiltrada, Natália Marques
  • 30 dias com Camila, Silvia Fernanda
  • Função CEO: A Descoberta do Prazer, Tatiana Amaral
  • Sempre, J. M. Darhower
  • O Professor, Tatiana Amaral
O legado da Saga Crepúsculo

“O fenômeno que marcou uma geração está de volta aos cinemas.”

Tendo conquistado uma legião de fãs desde o lançamento do primeiro filme, a série de livros e suas adaptações transformaram o romance sobrenatural juvenil em um fenômeno cultural pop global. Crepúsculo foi a primeira franquia bilionária focada no público feminino e protagonizada por uma mulher, Bella Swan, abrindo portas para futuras produções como Jogos Vorazes e Instrumentos Mortais, e consolidando-se em personagens de diversas fantasias publicadas nos anos seguintes.

E o retorno às salas de cinema não representa apenas a chance de reviver aquela primeira experiência coletiva: a sala lotada, os gritos nas cenas mais aguardadas, as camisetas temáticas e as maquiagens pálidas. Também traz a oportunidade de, para quem está descobrindo a história agora, assistir na tela grande a obra que transformou vampiros brilhantes em um marco e que ajudou a moldar o imaginário de toda uma geração de leitores e espectadores.

Bella e Edward no baile
Foto: reprodução/Lionsgate

“Essa é a pele de um assassino, Bella.”

Assista ao trailer inédito que reúne cenas de toda a saga:

Considerado um dos maiores símbolos do cinema jovem dos anos 2000, Crepúsculo volta aos cinemas dia 19 de março, e a pré-venda de ingressos já está disponível no Brasil por meio do site ou do aplicativo da Ingresso.com.

Quem você levará aos cinemas com você? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Sarah J. Maas anuncia dois novos livros de ACOTAR 

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!