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11 K-dramas que vão fazer 10 anos em 2026 e ainda são absolutamente inesquecíveis


De romances intensos a fantasias épicas, esses sucessos provam que 2016 foi um dos anos mais icônicos da história dos K-dramas

Se você é fã de K-dramas, provavelmente já ouviu que 2016 foi um verdadeiro marco para o gênero. E com razão. Foi nesse ano que diversas produções ultrapassaram as fronteiras da Coreia do Sul e se tornaram fenômenos culturais globais.

Com histórias que vão de comédias românticas leves e cheias de charme a romances intensos e agridoces, além de fantasia, ação e até viagem no tempo, 2016 entregou produções para todos os gostos. Tudo isso com atuações de alto nível, grandes produções e trilhas sonoras que continuam marcantes, mesmo uma década depois.

Agora, em 2026, esses títulos completam dez anos e seguem mais vivos do que nunca no coração dos fãs:

Descendentes do Sol

Estrelado por Song Joong Ki e Song Hye Kyo, o drama acompanha o capitão Yoo Shi Jin, um oficial das forças especiais que se apaixona à primeira vista pela médica Kang Mo Yeon.

Quando finalmente conseguem marcar o primeiro encontro, o dever fala mais alto e ele é enviado para um país em conflito, tornando improvável que se vejam novamente.

K-dramas
Foto: reprodução/viki

Mas o destino muda tudo quando Mo Yeon chega ao mesmo local com uma equipe médica. Entre faíscas e conflitos ideológicos — ela salva vidas, ele as tira para proteger seu país —, os dois enfrentam desastres naturais, vírus letais e ameaças terroristas, encontrando coragem e amor um no outro.

O drama foi um enorme sucesso, impulsionado pela química intensa do casal principal e também do casal secundário. Além disso, a amizade entre Yoo Shi Jin e sua equipe das forças especiais tornou a história ainda mais marcante.

Goblin: O Solitário e Grande Deus

Com Gong Yoo, Kim Go Eun e Lee Dong Wook, o drama apresenta Kim Shin, um homem elegante que vive em Seul, mas que, na verdade, é um general de quase mil anos amaldiçoado com a imortalidade.

A única forma de encerrar sua existência é encontrar sua noiva predestinada, a única capaz de remover a espada cravada em seu peito.

Foto: reprodução/viki

Ele conhece Ji Eun Tak, uma estudante do ensino médio que, sem querer, continua invocando o Goblin. Aos poucos, ele percebe que ela pode ser a mulher que procura — mas o relacionamento entre os dois é tão marcado pelo destino quanto pela maldição.

A história é um romance agridoce sobre amor e perda, que se tornou um dos maiores clássicos do gênero. A dinâmica entre o Goblin e o Ceifador também é um dos pontos altos da trama.

Amantes da Lua: Scarlet Heart Ryeo

Estrelado por IU, Lee Joon Gi e Kang Ha Neul, o drama acompanha Go Ha Jin, uma jovem que, após quase se afogar, é transportada para a dinastia Goryeo.

Foto: reprodução/viki

Ela acorda no corpo de Hae Soo e passa a viver em meio às disputas políticas e os jogos de poder entre príncipes ambiciosos. Entre eles estão o sensível Wang Wook e o misterioso e intenso Wang Soo.

Hae Soo acaba se apaixonando por Wang Soo, vivendo um romance profundo e arrebatador, mas marcado por tragédia. Anos depois, o drama continua popular entre os fãs, que ainda torcem por uma continuação.

A Fada do Levantamento de Peso, Kim Bok Joo

Com Lee Sung Kyung e Nam Joo Hyuk, o drama acompanha Kim Bok Joo, uma talentosa levantadora de peso universitária determinada a conquistar uma medalha de ouro.

Sua rotina muda quando ela se apaixona por um médico e passa a querer emagrecer e se encaixar em padrões mais femininos, algo incompatível com sua carreira.

Foto: reprodução/viki

É então que Jung Joon Hyung, um nadador popular, entra em sua vida, ajudando-a a ganhar confiança e mostrando que o amor não exige que ela mude quem é. A história leve e acolhedora aborda amadurecimento, amizade, ambição e autoestima.

O K2

Estrelado por Ji Chang Wook e Im Yoona, o drama acompanha Kim Je Ha, um ex-soldado acusado injustamente pela morte de sua namorada.

Fugitivo, ele acaba sendo contratado como guarda-costas da filha ilegítima de um candidato à presidência.

Foto: reprodução/viki

Anna é uma jovem que sofre com ansiedade social, vivendo isolada e manipulada por sua família. Ao se aproximarem, Je Ha passa a protegê-la não apenas profissionalmente, e a relação entre os dois se intensifica.

Com muita ação e tensão política, o drama se destaca pela performance intensa de Ji Chang Wook.

Paixão Incontrolável

Com Kim Woo Bin e Suzy, a trama acompanha Shin Joon Young, um ator famoso diagnosticado com uma doença terminal.

Ele reencontra Noh Eul, seu primeiro amor, agora uma documentarista. Ao se confrontarem após anos, fica claro que os sentimentos entre eles nunca desapareceram.

Foto: reprodução/viki

Diante de um futuro incerto, os dois tentam viver intensamente o tempo que têm, curando feridas do passado. O drama é conhecido por seu forte apelo emocional e por arrancar lágrimas do público.

Signal

Estrelado por Lee Je Hoon, Kim Hye Soo e Jo Jin Woong, o drama acompanha um detetive que não confia no sistema devido a um caso não resolvido do passado.

Ele encontra um rádio que permite comunicação com um investigador do passado, Lee Jae Han, que está desaparecido no presente.

Foto: reprodução/viki

Juntos, atravessando diferentes linhas do tempo, eles resolvem crimes antigos e expõem falhas do sistema. A série se destaca por sua narrativa inteligente e pelas reflexões sobre justiça.

Amor ao Luar

Com Park Bo Gum e Kim Yoo Jung, o drama acompanha o príncipe herdeiro Lee Young e sua relação com Hong Ra On.

Para sobreviver, ela entra no palácio disfarçada de eunuco  e acaba sendo designada para trabalhar com o príncipe.

Foto: reprodução/viki

À medida que se aproximam, Lee Young desenvolve sentimentos confusos, sem saber que ela é, na verdade, uma mulher. A trama mistura romance, humor e intrigas políticas em uma história leve e envolvente.

Hwarang

Com Park Seo Joon, Park Hyung Sik, Minho e V, o drama acompanha um grupo de jovens que formam uma elite de guerreiros no reino de Silla.

Foto: reprodução/viki

Entre eles estão diferentes personalidades e histórias, e ao longo da trama, eles constroem laços de amizade enquanto enfrentam desafios políticos e pessoais.

O grande destaque da série é justamente a dinâmica entre os personagens e o desenvolvimento desses jovens ao longo da história.

Dr. Romantic

Estrelado por Yoo Yeon Seok e Han Suk Kyu, o drama acompanha Kang Dong Joo, que presencia a morte do próprio pai devido à negligência médica.

Ainda jovem, ele recebe o conselho de um desconhecido para transformar sua raiva em algo produtivo. Anos depois, já como interno, Dong Joo volta ao mesmo hospital, agora como um médico talentoso, porém impulsivo.

Foto: reprodução/viki

Após conflitos, ele é transferido para o hospital Doldam, uma unidade precária comandada pelo excêntrico e brilhante Dr. Kim, que é justamente o homem que o incentivou no passado.

Os dois entram em choque por suas visões diferentes, mas, com o tempo, Dong Joo amadurece sob a orientação do mentor, aprendendo sobre empatia, ética e o verdadeiro significado de salvar vidas.

A franquia Dr. Romantic segue até hoje como uma das mais respeitadas dentro do gênero médico e uma das mais populares entre os K-dramas.

W: Dois Mundos (W)

Protagonizado por Han Hyo Joo e Lee Jong Suk, o drama acompanha Oh Yeon Joo, uma médica cujo pai é autor de um dos webtoons mais populares da Coreia.

Tudo muda quando ela é misteriosamente puxada para dentro do universo da história criada por ele, onde conhece Kang Chul, o protagonista da obra.

Foto: reprodução/viki

O que começa como um encontro surreal evolui rapidamente para um romance improvável. No entanto, forças misteriosas colocam a vida de Kang Chul em risco, e os dois precisam lidar com a linha tênue entre ficção e realidade para permanecerem juntos.

Misturando o mundo real com o universo dos webtoons, a série se destaca pela proposta criativa e pela intensidade emocional. Lee Jong Suk entrega uma atuação convincente como um herói de quadrinhos que ganha vida, enquanto a narrativa mantém o público envolvido até o desfecho.

 

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Leia também: 7 coisas sobre Arirang e o comeback do BTS que ajudam a entender por que esse álbum é diferente 

 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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Oldboy: conheça o clássico coreano que atravessou gerações e agora é referência do novo MV do BTS

Referenciado no MV 2.0, filme de Park Chan-wook segue como uma das obras mais influentes do cinema asiático e peça-chave na ascensão global da Coreia do Sul

O novo clipe de 2.0, lançado pelo BTS, não chamou atenção só pela sonoridade mais pesada ou pela construção visual mais fechada. O que realmente movimentou fãs e espectadores foi a forma como o vídeo aciona um repertório específico do cinema coreano, com uma referência direta a Oldboy.

 

Dirigido por Park Chan-wook, o longa de 2003 é frequentemente citado como um dos títulos mais importantes da chamada virada do cinema sul-coreano. E não apenas por sua narrativa impactante, mas por um conjunto de escolhas estéticas e estruturais que ajudaram a consolidar a Coreia do Sul como um polo criativo relevante no audiovisual global.

A relação entre o clipe e o filme aparece logo de início, na forma como o espaço é organizado. Corredores estreitos, deslocamento lateral e a sensação constante de avanço sob pressão remetem diretamente à famosa sequência de luta de Oldboy. No entanto, o que o BTS faz não é uma reprodução literal, mas uma releitura dentro da lógica do K-pop, onde performance e narrativa visual caminham juntas.

O filme que mudou o jogo

Quando Oldboy chegou aos cinemas, a indústria coreana já passava por um momento de expansão, mas ainda buscava reconhecimento internacional consistente. Filmes circulavam em festivais, alguns diretores começavam a ganhar projeção, mas faltava uma obra que realmente rompesse essa barreira de forma mais ampla.

Foi nesse cenário que Park Chan-wook apresentou um filme que combinava violência estilizada, construção psicológica e uma narrativa que exigia atenção ativa do espectador. A história de Oh Dae-su, preso por 15 anos sem explicação, funciona como ponto de partida para algo mais complexo: uma investigação sobre memória, culpa e manipulação.

Ao contrário de muitos thrillers convencionais, Oldboy não organiza sua narrativa simplesmente de forma linear. Informações são distribuídas em camadas, e o que parece claro em um momento ganha novos significados depois. Esse tipo de estrutura aproxima o filme de um quebra-cabeça emocional, em que o espectador precisa reorganizar constantemente o que está vendo.

O reconhecimento veio rapidamente. Em 2004, o filme conquistou o Grand Prix no Festival de Cannes, ampliando sua visibilidade e colocando o cinema coreano em um novo patamar. A partir dali, falar de produções sul-coreanas deixou de ser algo restrito a nichos.

A cena do corredor e sua influência

Entre todos os elementos que marcaram Oldboy, a cena do corredor se tornou o mais reconhecível. Filmada em um plano-sequência de forma lateral, ela acompanha o protagonista enfrentando vários adversários em um espaço estreito, sem cortes evidentes e sem o dinamismo típico do cinema de ação ocidental.

O que torna essa sequência tão relevante é a forma como ela lida com o corpo. Não há fluidez idealizada. O movimento é pesado, repetitivo, cansativo. O personagem erra, recua, insiste. Essa abordagem cria uma sensação física muito específica, que se diferencia de coreografias mais estilizadas.

Esse modelo visual acabou se tornando referência em diferentes áreas. No caso do BTS, ele aparece adaptado à lógica da performance. O combate se transforma em coreografia sincronizada, mas a ideia de progressão contínua permanece. O grupo avança, ocupa o espaço e constrói uma narrativa de movimento que ecoa a estrutura do filme.

Por que Oldboy continua sendo tão citado?

Mais de duas décadas depois, Oldboy ainda aparece com frequência em discussões sobre cinema asiático. Parte disso vem da sua capacidade de combinar impacto visual com uma narrativa que não se esgota na primeira exibição.

O filme trabalha com temas que permanecem atuais, especialmente quando se pensa em como histórias são construídas e reinterpretadas. A relação entre passado e presente, por exemplo, é central. O protagonista não busca apenas respostas externas, mas também uma compreensão sobre si mesmo.

Outro ponto importante é o controle formal de Park Chan-wook. Cada enquadramento, cada escolha de cor, cada movimento de câmera contribui para a construção de um ambiente que mantém o espectador em estado de tensão constante. Esse tipo de direção influenciou não só outros cineastas, mas também criadores de diferentes áreas, incluindo videoclipes e produções de streaming.

Do cinema ao K-pop

A presença de Oldboy no MV de 2.0 também diz muito sobre o momento atual da cultura coreana. O que antes circulava em campos separados agora aparece de forma integrada. Cinema, música e estética visual passam a dialogar de maneira mais direta.

No caso do BTS, essa escolha reforça uma construção de identidade. Ao recorrer a um clássico do cinema coreano, o grupo não apenas amplia seu repertório visual, mas também se conecta a uma tradição cultural que vai além do K-pop.

Essa movimentação revela um cenário em que referências deixam de ser apenas citações e passam a funcionar como ferramentas narrativas. O clipe não usa Oldboy apenas como estética, mas como base para construir uma ideia de transição, avanço e reposicionamento.

E talvez seja justamente por isso que o filme continua tão presente, porque ele não se limita ao seu tempo, mas permanece disponível para ser reinterpretado, relido e incorporado em novas linguagens.

 

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Leia também: BTS entrega MV poderoso de 2.0 com referência a Oldboy

 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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