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Eşref Rüya tem final confirmado e não ganhará terceira temporada

Dizi estrelada por Çağatay Ulusoy e Demet Özdemir encerrará no episódio 47

 

A notícia pegou os fãs de surpresa nesta sexta (15). Eşref Rüya (tradução livre: O Sonho de Eşref), uma das produções mais comentadas da atual temporada, teve seu encerramento confirmado pela jornalista Birsen Altuntaş e não seguirá para uma terceira temporada, contrariando informações divulgadas anteriormente nos bastidores.

Segundo a imprensa turca, a produção do Kanal D chegará ao fim em seu 47º episódio, colocando um ponto final na história protagonizada por Çağatay Ulusoy e Demet Özdemir.

Protagonistas de Eşref Rüya
Foto: reprodução/Dizilah

De acordo com informações divulgadas nos bastidores, a equipe havia sido informada, semanas atrás, de que a dizi seguiria para sua terceira temporada. No entanto, uma decisão repentina fez com que os planos fossem cancelados.

Entre os principais motivos apontados para o encerramento estão o desgaste criativo do roteiro, além da queda nos índices de audiência registrados nas últimas semanas. Também circulam informações de que o próprio Çağatay Ulusoy teria optado por não seguir na produção.

Rumores ainda indicam que, durante as negociações para uma nova temporada, a produtora teria solicitado uma garantia de 26 episódios para a emissora, enquanto o canal estaria disposto a aprovar apenas 13, o que também pode ter contribuído para a decisão final.

Protagonistas de Eşref Rüya
Foto: reprodução/Dizilah

Em comunicado oficial, a produtora TİMS&B Productions agradeceu ao elenco, roteiristas, diretores, equipe técnica, emissora e, principalmente, ao público que acompanhou a produção desde a estreia.

Agora, Eşref Rüya seguirá no ar até a exibição de seu último episódio, marcando o fim de uma das produções mais comentadas da temporada.

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Leia também: Resenha | Primeiras impressões do Entretetizei sobre Eşref Rüya

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

Fonte: Birsen Altuntaş

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Livros Notícias

O legado de L. Frank Baum para as narrativas de fantasia

“O Kansas é onde eu moro e quero muito voltar para lá, então estou indo até a Cidade Esmeralda para pedir ajuda ao Mágico de Oz.” (tradução livre) O trecho de uma das músicas mais icônicas do filme clássico O Mágico de Oz, de 1939, nos dá pistas sobre quem era L. Frank Baum e seu legado tão importante para a literatura fantástica

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Cultura Eventos Livros Notícias

Emicida leva incentivo à leitura ao Rio de Janeiro com ação ligada à nova turnê

Projeto Leitura Emancipa, instala caixas de troca de livros na Biblioteca Nós do Morro antes do show do rapper no Vivo Rio

A Biblioteca Nós do Morro, no Rio de Janeiro, recebe desde 1º de maio a ação Leitura Emancipa, iniciativa criada pela 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo. O projeto integra a Emicida Racional MCMV Tour e propõe a circulação gratuita de livros em espaços culturais das cidades que recebem a turnê. A passagem do artista pela capital fluminense acontece em 16 de maio, no Vivo Rio, com ingressos disponíveis pela Eventim.

Foto: divulgação/Walter Firmo

Inspirada na relação de Emicida com a literatura, a ação disponibiliza caixas de troca de livros em pontos estratégicos das cidades participantes. As instalações começam a funcionar cerca de 15 dias antes de cada apresentação e operam como bibliotecas livres, incentivando o compartilhamento de obras e o acesso à leitura.

Leitor assíduo desde a juventude, Emicida costuma destacar a literatura como um dos pilares de sua formação cultural, política e artística. O acervo escolhido para a ação dialoga diretamente com o universo criativo do rapper e com o álbum Emicida Racional – Mesmas Cores & Mesmos Valores. Entre os títulos disponíveis estão os livros autorais Amoras (2018) e E Foi Assim Que Eu e a Escuridão Ficamos Amigas (2020), além de Sobrevivendo no Inferno (2018), dos Racionais MC’s, A Vida Não é Útil (2020), de Ailton Krenak, e Preconceito Linguístico (2015), de Marcos Bagno.

Foto: reprodução/Portal Lunetas

Cada caixa reúne cerca de dez exemplares e permite que o público retire livros ou contribua com novas obras, criando uma rede colaborativa de troca de conhecimento. A proposta é ampliar o alcance da leitura e fortalecer conexões entre cultura, arte e educação.

A ativação teve início em São Paulo, na Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha, e seguirá para Curitiba, no Coletivo Soylocoporti, a partir de 12 de junho, e Belo Horizonte, na Associação Cultural Família de Rua, a partir de 22 de agosto. As caixas permanecerão disponíveis nos espaços até o encerramento da turnê.

Realizada pela 30e, com apresentação do Itaú Live – plataforma de música do Itaú Unibanco – e concepção da Cecropia, a Emicida Racional MCMV Tour estreou em São Paulo nos dias 30 de abril e 1º de maio, no Espaço Unimed. Além do Rio de Janeiro, o espetáculo ainda passa por Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Todo esse projeto foi concebido de maneira a convidar as pessoas a fazerem uma imersão profunda no universo dos Racionais MC’s e no que conecta a obra deles com a minha. No lançamento do álbum, as pessoas já haviam ‘entrado’ na biblioteca de onde saíram muitas das inspirações para as canções. Agora, essa ação materializa uma possibilidade ainda mais palpável de mergulhar nesse universo. Tenho uma relação profunda com a literatura e vou considerar essa missão cumprida se essas obras ajudarem outras pessoas a se reconhecerem nelas”, afirma Emicida.

Para Carol Pascoal, VP de Marketing e Comunicação da 30e, a iniciativa reforça o caráter multidisciplinar da obra do artista. “Emicida nunca limitou sua forma de expressão a uma única linguagem. Música, moda, games e literatura sempre fizeram parte da construção de suas mensagens. Incentivar a leitura pelas cidades da turnê amplia o impacto do projeto e conecta entretenimento e conhecimento de uma forma muito significativa”, destaca.

Foto: reprodução/GQ Globo
Serviço: Leitura Emancipa

São Paulo (SP): Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha, a partir de 15 de abril.

Rio de Janeiro (RJ): Biblioteca Nós do Morro, a partir de 1 de maio.

Curitiba (PR): Coletivo Soylocoporti, a partir de 12 de junho.

Belo Horizonte (MG): Associação Cultural Família de Rua, a partir de 22 de agosto.

Livros disponíveis

A Vida Não É Útil, por Ailton Krenak
Amoras, por Emicida
E Foi Assim Que Eu e a Escuridão Ficamos Amigas, por Emicida
O Último Teorema de Fermat, por Simon Singh
A Teoria da Relatividade, por Albert Einstein
Black Rio nos anos 70: A Grande África Soul, por André Diniz
Pós-poemas, por Augusto de Campos
Preconceito Linguístico, por Marcos Bagno
Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior, por Cidinha da Silva
Sobrevivendo no Inferno, por Racionais MC’

Serviço: Emicida Racional MCMV Tour
Foto: reprodução/Mapa dos Festivais

Rio de Janeiro
Data: 16 de maio de 2026 (sábado)
Local: Vivo Rio: Avenida Infante Dom Henrique, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro – RJ, Brasil
Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 5 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis; e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais*.

*Sujeito a alteração por Decisão Judicial.

Setores e preços:
Pista – R$ 92,50 (meia-entrada legal) | R$ 111,00 (entrada social) | R$ 185,00 (inteira)
Balcão – R$ 222,50 (meia-entrada legal) | R$ 267,00 (entrada social) | R$ 445,00 (inteira)
Camarote A e B – R$ 272,50 (meia-entrada legal) | R$ 327,00 (entrada social) | R$ 545,00 (inteira)

Vendas online em: eventim.com.br/emicida
Bilheteria oficial: ESTÁDIO NILTON SANTOS – ENGENHÃO Bilheteria Norte  Endereço: Rua das Oficinas, s/n – Engenho de Dentro
Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h
Fechado em feriados, emenda de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

Benefício para clientes Itaú Unibanco
Pré-venda exclusiva com 15% de desconto no valor dos ingressos para compras com cartões de crédito. Compra de 4 ingressos por CPF, sendo aplicável somente a ingressos inteira, de qualquer setor, sujeito a disponibilidade.
Parcelamento: o parcelamento em até 3x sem juros é válido para qualquer compra com cartão Itaú, na pré-venda ou não, tenha desconto, ou não no ingresso.

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Leia também: Nova edição celebra o legado de Augusto dos Anjos

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Música Notícias

Shakira e Burna Boy lançam Dai Dai, música oficial da Copa do Mundo 2026

Shakira também participará do primeiro show de intervalo da final da Copa do Mundo, junto de Madonna e BTS 

A Copa do Mundo de 2026 está chegando! Em preparação para esse grande evento, Shakira e Burna Boy, artistas vencedores do Grammys e do Grammy Latino, lançam nesta sexta (15) a faixa Dai Dai, música oficial da Copa do Mundo da FIFA 2026.

Ouça Dai Dai:

Pela primeira vez na história da competição, a final da Copa contará com uma apresentação de intervalo que reúne artistas globais. Shakira, Madonna e o grupo BTS serão as atrações principais do intervalo da Copa no domingo, 19 de julho, em um show que apoia a causa social do Fundo de Educação da FIFA em parceria com a Global Citizen.

Foto: divulgação/Sony Music

Anunciada durante o Global Citizen NOW, em Nova York, Dai Dai também foi escolhida como o hino oficial da campanha em apoio ao Fundo de Educação Global Citizen da FIFA, que pretende arrecadar 100 milhões de dólares até o fim da Copa do Mundo de 2026 para ampliar o acesso à educação de qualidade e ao esporte para crianças ao redor do mundo. 

Shakira também destinará os royalties da música à causa, enquanto a Sony Music dobrará os primeiros 250 mil dólares arrecadados com uma doação equivalente. Além disso, a cantora também doará US$ 1 de cada ingresso vendido da nova etapa da sua turnê Las Mujeres Ya No Lloran Tour para a iniciativa.

Foto: divulgação/Sony Music

Em maio deste ano, Shakira reuniu mais de 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana em um show espetacular e celebratório da cultura brasileira durante a edição anual do evento Todo Mundo No Rio

Em seu retorno ao Brasil, a cantora entregou um show repleto de sucessos, como Hips Don’t Lie, e com participações especiais de Anitta, na primeira apresentação de Shakira e Anitta ao som de sua parceria Choka Choka, além de Caetano Veloso, Maria Bethânia, a escola de samba Unidos da Tijuca, o grupo Dance Maré e Ivete Sangalo.

Neste ano, sua turnê Las Mujeres Ya No Lloran World Tour foi considerada pela Billboard a “turnê latina de maior bilheteria da história”, arrecadando 421,6 milhões de dólares em 82 apresentações em estádios nos Estados Unidos e na América Latina, e reunindo mais de 3,3 milhões de fãs até agora. 

Foto: reprodução/Billboard

Burna Boy é considerado um dos artistas africanos mais influentes de sua geração. O cantor se consolidou como símbolo da expansão global da música africana, com shows ao redor do mundo e participações em grandes eventos como o All-Star Game da NBA. Atualmente, Burna Boy segue com sua turnê internacional No Sign of Weakness Tour.

Sobre a parceria com Shakira em Dai Dai, o cantor disse estar bastante orgulhoso da música e de participar de eventos como a Copa, que tem esse caráter de unir as pessoas. 

Poucas coisas no mundo conseguem unir tantas pessoas ao mesmo tempo como a Copa do Mundo. O futebol e a música falam a mesma língua. Eles conectam pessoas independentemente de sua origem, e fazer parte desse momento através da música significa muito para mim”, afirma Burna Boy.

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Leia também: Copa do Mundo: BTS, Madonna e Shakira farão shows ao final do evento 

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Livros Notícias

Quinze Dias ganha trailer e promete emocionar fãs do livro 

O longa, protagonizado por Miguel Lallo e Diego Lira, estreia em junho e é a leitura do mês do Clube do Livro do Entretê

Os fãs do romance de Vitor Martins já podem comemorar: a adaptação de Quinze Dias (2024) acaba de ganhar seu primeiro trailer oficial. Baseado no livro homônimo do autor brasileiro, o longa acompanha Felipe (Miguel Lallo) durante um período de férias que toma um rumo completamente diferente do esperado.

Foto: reprodução/CNN

Na trama, Felipe planejava aproveitar os dias tranquilos em casa, mas tudo muda quando sua mãe, Rita, interpretada por Débora Falabella, avisa que Caio (Diego Lira) ficará hospedado com eles por duas semanas. O problema é que o vizinho foi a primeira paixão de infância de Felipe e, talvez, esses sentimentos nunca tenham ido embora.

Inseguro e tomado pelas próprias questões, Felipe tenta lidar com a convivência inesperada enquanto enfrenta medos, inseguranças e emoções que pareciam adormecidas. Em meio a diferenças, reencontros e descobertas, os dois acabam construindo uma conexão marcada pela sensibilidade e pelo amadurecimento.

Ao som de Idiota, do cantor Jão, o trailer destaca justamente o tom acolhedor e romântico que transformou o livro em um dos títulos LGBTQIAPN+ nacionais mais queridos entre os leitores jovens. As primeiras cenas antecipam uma narrativa sobre autodescoberta, afeto e pertencimento, sem deixar de lado os conflitos emocionais vividos pelo protagonista.

Além de Miguel Lallo, Diego Lira e Débora Falabella, o elenco conta com nomes como Mariana Santos, Silvio Guindane, Olivia Araújo, Mika Soeiro, Bel Moreira, Fernando Caruso e Augusto Madeira. A adaptação tem direção de Daniel Lieff (Tremembé: A Prisão dos Famosos) e roteiro assinado por Ray Tavares (Caramelo).

Quinze Dias estreia nos cinemas brasileiros em 18 de junho. Enquanto o filme não chega às telonas, os leitores podem mergulhar na história original de Vitor Martins, escolhida como a leitura do mês no Clube do Livro do Entretê. A obra é um convite sensível e emocionante para acompanhar uma jornada de autodescoberta, primeiros amores e reencontros capazes de transformar tudo em apenas quinze dias. 

Foto: reprodução/Estante Diagonal

Ansiosos para essa adaptação que promete aquecer os nossos corações? Compartilhem com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X. E, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Romance sáfico sobre amor, destino e transformação marca novo livro de Luiza Xavier

 

Texto revisado por Kalylle Isse

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SWIMSIDE transforma São Paulo em ponto de encontro do ARMY com experiência imersiva inspirada no universo de ARIRANG

Plataforma de música promove SWIMSIDE, experiência imersiva inspirada no universo de ARIRANG para fãs em São Paulo

Os fãs de K-pop já podem preparar os lightsticks e o coração: nos dias 23 e 24 de maio, São Paulo recebe SWIMSIDE, uma experiência imersiva gratuita do Spotify, criada para celebrar a era ARIRANG e conectar o fandom brasileiro em um evento pensado especialmente para o ARMY.

A proposta promete transportar os visitantes para dentro do universo que conquistou milhões de fãs ao redor do mundo, reunindo cenários instagramáveis, instalações interativas, ativações exclusivas e muita música em uma atmosfera que mistura emoção, nostalgia e conexão entre fãs.

Além das experiências interativas, o evento contará com um lounge exclusivo para usuários Premium do Spotify. O acesso ao espaço será liberado mediante comprovação do uso de uma funcionalidade Premium, garantindo aos participantes um drink e um brinde especiais.

O evento também reforça a força do K-pop no Brasil. Atualmente, o país lidera globalmente o consumo do gênero ao lado do México e, nos últimos cinco anos, adicionou uma média de 2,5 bilhões de streams anuais ao K-pop. Entre 2020 e 2025, o consumo do gênero cresceu 213% no Brasil.

ARIRANG
Foto: reprodução/spotify

Os números envolvendo o BTS seguem impressionando: em 2025, o grupo foi o artista de K-pop mais ouvido da América Latina. Após o anúncio da nova turnê, feito em 13 de janeiro, os streams do grupo cresceram 46% no Brasil no mesmo dia, em comparação com a média registrada no restante do mês.

Mais do que um evento temático, SWIMSIDE surge como um verdadeiro esquenta emocional para os fãs que aguardam ansiosamente o retorno da banda ao Brasil, reforçando o tamanho e a paixão do fandom brasileiro.

Quando e onde acontece?

Local: Visualfarm Gymnasium
Datas: 23 e 24 de maio de 2026
Horário: das 12h às 21h

Como garantir ingresso?

Os ingressos são gratuitos e serão disponibilizados exclusivamente pela plataforma Sympla em dois lotes:

Primeiro lote: 15 de maio, ao meio-dia.

Segundo lote: 18 de maio, ao meio-dia.

O link para retirada será divulgado nas redes sociais do Spotify Brasil no Instagram e no X.

As vagas são limitadas e organizadas por horários. Cada ingresso garante 1 hora de permanência na experiência. A retirada dos ingressos será permitida apenas para maiores de 16 anos.

Informações importantes

Evento gratuito.

Entrada permitida apenas para maiores de 16 anos.

Não será permitida a entrada com alimentos ou bebidas.

O espaço contará com pontos de hidratação gratuitos.

O acesso será feito mediante apresentação do QR Code do ingresso digital e documento oficial com foto.

Os participantes devem chegar com 15 minutos de antecedência do horário agendado.

Em caso de desistência, o ingresso poderá ser cancelado pela Sympla para liberar a vaga para outro fã.

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Leia também: Jonas Brothers anunciam show em maio: veja preços, datas de venda e detalhes dos pacotes VIP 

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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Cultura turca Entretenimento Notícias

Final de temporada de Yeraltı é confirmada

A dizi também terá importantes despedidas no elenco

 

A série Yeraltı (tradução literal: Submundo), consolidada como a dizi atual mais assistida na televisão turca às quartas, terá seu episódio final de temporada na próxima semana, em 20 de maio. Além disso, o ator Cemal Hünal se despede da novela exibida pela NOW.

A dizi está entre as produções que mais repercutiram este ano, graças à sua história envolvente e elenco de peso. Yeraltı é protagonizada por Deniz Can Aktas, no papel de Haydar Ali, Uraz Kaygilaroglu, como Bozkurt Hanoglu (Bozo), e Devrim Özkan, dando vida a Halide Ceylan.

Foto: reprodução/Dizilah

Segundo as últimas informações, o fenômeno assinado pela Medyapım entrará em pausa no dia 20 de maio, com o episódio 16. A dizi retoma para uma continuação após o verão do hemisfério norte.

A novela, escrita por Berna Aruz e dirigida por Murat Öztürk, também terá despedidas no elenco. A primeira saída anunciada foi a de Cemal Hünal, ator de sucesso que entrou na trama como Kartal. Cemal deixará a série de forma impactante no final da temporada.

Fonte para essa matéria: Birsen Altuntaş

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Leia também: Resenha | O que estamos achando de Yeraltı

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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Cultura asiática Música Notícias

ATARASHII GAKKO!: o grupo japonês que transformou caos, rebeldia e cultura pop em fenômeno global

Inspiradas pela estética sukeban, movidas por performances explosivas e sem interesse em seguir regras da indústria idol tradicional, Mizyu, Rin, Suzuka e Kanon criaram um dos projetos mais únicos da música japonesa contemporânea

Poucos grupos japoneses conseguiram chamar atenção do público internacional de forma tão espontânea quanto o 新しい学校のリーダーズ (ATARASHII GAKKO!). Em uma indústria conhecida por controle de imagem, padrões rígidos de comportamento e fórmulas extremamente calculadas, quatro garotas apareceram usando uniformes escolares, fazendo coreografias bizarras, misturando jazz com punk e tratando o palco como um espaço de caos organizado. O resultado poderia facilmente ter dado errado, mas transformou o grupo em um dos nomes mais comentados da cultura pop asiática atual.

O quarteto formado por Mizyu, Rin, Suzuka e Kanon surgiu em 2015 pela agência japonesa Asobisystem com uma proposta muito clara: liberdade de expressão. Desde o começo, o grupo foi pensado para romper com a ideia tradicional de idol feminina japonesa comportada, delicada e previsível. A proposta nunca foi parecer perfeitamente alinhada. A intenção era justamente soar estranha, exagerada e diferente de qualquer outro grupo.

Isso aparece nas músicas, nas roupas, na linguagem corporal e principalmente na forma como elas performam. Enquanto muitos artistas trabalham para transmitir perfeição, o grupo construiu uma identidade baseada em energia caótica e personalidade. Suzuka, por exemplo, virou um fenômeno da internet por causa das expressões faciais exageradas e da maneira imprevisível como ocupa o palco. Só que reduzir o quarteto aos memes virais seria ignorar o quanto existe de construção artística por trás daquilo.

Antes de viralizar no TikTok, passar pelo Coachella e fechar parceria com a 88rising, elas já tinham anos de apresentações ao vivo no Japão e uma reputação forte entre fãs da cena alternativa de J-pop. O crescimento internacional parece repentino para quem descobriu o grupo recentemente, mas aconteceu em cima de uma identidade artística consistente.

Talvez seja justamente isso que torna o ATARASHII GAKKO! tão interessante: elas parecem completamente descontroladas no palco, mas existe intenção em cada detalhe.

O uniforme escolar como rebeldia: a relação com a estética sukeban e a quebra do estereótipo feminino japonês

A imagem do ATARASHII GAKKO!funciona quase como um manifesto visual. O sailor fuku usado pelas integrantes remete imediatamente ao uniforme escolar japonês tradicional, símbolo muito forte dentro da cultura pop do país. Em animes, dramas e no mercado idol, o uniforme normalmente aparece associado à juventude idealizada, disciplina e comportamento exemplar. O grupo pega exatamente esse símbolo e transforma completamente seu significado.

A principal referência por trás dessa estética vem das sukeban, subcultura feminina rebelde que ganhou força no Japão entre os anos 1960 e 1970. As sukeban eram adolescentes que formavam gangues e rejeitavam expectativas conservadoras impostas às mulheres japonesas. Elas customizavam uniformes, criavam códigos próprios e construíam uma imagem intimidadora que contrastava totalmente com a ideia de feminilidade dócil esperada para a época.

Foto: reprodução/Vintage Everyday

O impacto cultural das sukeban foi tão grande que elas acabaram se tornando figuras recorrentes em mangás, filmes e séries japonesas. Até hoje, a imagem da estudante rebelde continua sendo uma estética muito forte dentro da cultura pop japonesa. O ATARASHII GAKKO!atualiza essa referência de uma maneira própria.

Elas não fazem uma releitura literal das sukeban clássicas, mas absorvem a atitude de oposição ao comportamento feminino esperado. Em vez de sensualidade controlada ou fofura excessiva, o grupo aposta em exagero físico, humor estranho e expressões corporais quase grotescas. Suzuka frequentemente distorce o rosto durante performances, Rin usa movimentos agressivos nas danças, Mizyu trabalha uma energia imprevisível e Kanon adiciona uma presença mais fria dentro daquele caos.

O mais interessante é que nada disso parece artificial. Existe uma naturalidade muito grande na maneira como elas ocupam esse espaço. Em entrevistas, as integrantes frequentemente falam sobre individualidade e liberdade criativa, algo que aparece diretamente nas performances. Mesmo usando figurinos coordenados e coreografias extremamente ensaiadas, o grupo nunca transmite sensação de rigidez.

Essa diferença fica ainda mais evidente quando comparada ao universo idol tradicional. Durante muitos anos, parte da indústria japonesa vendeu a ideia de proximidade emocional baseada em pureza, delicadeza e comportamento impecável. O ATARASHII GAKKO!praticamente inverte essa lógica. Elas são barulhentas, exageradas, estranhas e frequentemente desconfortáveis de propósito. Em vez de suavizar a personalidade para agradar mais pessoas, amplificam tudo que parece excêntrico. E curiosamente foi exatamente isso que fez tanta gente se identificar com elas.

A formação do grupo em 2015 e a construção de uma identidade diferente dentro do J-pop

O ATARASHII Gakko! nasceu em um momento em que a indústria pop japonesa já estava extremamente consolidada em fórmulas específicas. Existiam grandes grupos idol dominando charts, artistas focados em estética kawaii e bandas trabalhando modelos previsíveis de performance. O quarteto apareceu operando em outra lógica.

A Asobisystem, agência responsável pela criação do grupo, já era conhecida por trabalhar artistas ligados à cultura pop alternativa japonesa e à moda de Harajuku. Isso ajudou no desenvolvimento de uma identidade menos tradicional. Desde o começo, ficou claro que o objetivo não era criar apenas mais um grupo idol convencional.

O próprio nome Atarashii Gakkou no Leaders, traduzido como Líderes da Nova Escola, já mostrava essa intenção. Existia ali uma ideia de juventude que não queria seguir regras antigas. O grupo foi construído em torno de individualidade e quebra de expectativa.

Isso não significa que elas sejam um projeto explicitamente político, mas existe um posicionamento claro em relação à autenticidade. O grupo frequentemente trabalha conceitos ligados à liberdade corporal, espontaneidade e personalidade forte, tudo embalado em performances extremamente energéticas.

Nos primeiros anos, elas começaram a chamar atenção principalmente pelos shows ao vivo. Mesmo antes da fama internacional, o quarteto já era conhecido por apresentações intensas e pela capacidade de transformar qualquer palco em uma experiência caótica. Muitos fãs antigos comentam sobre o impacto de assistir às performances presencialmente.

As músicas iniciais já mostravam um grupo pouco interessado em seguir tendências óbvias. Dokubana, single de estreia lançado em 2017, trazia uma mistura de teatralidade, grooves incomuns e interpretações vocais exageradas. Não parecia um lançamento pensado para soar seguro. O grupo apostava muito mais em personalidade do que em acessibilidade imediata.

Essa identidade foi se fortalecendo com o tempo. Enquanto outros artistas buscavam se encaixar em mercados internacionais através de sonoridades mais genéricas, o ATARASHII Gakko! aprofundava ainda mais suas próprias excentricidades.E isso acabou funcionando como diferencial.

Antes do TikTok e da fama global, o grupo passou anos construindo reputação através de performances ao vivo intensas

Existe uma impressão comum de que o ATARASHII Gakko! surgiu do nada depois de viralizar na internet, mas a trajetória do grupo é muito mais longa. Quando Otona Blue explodiu mundialmente, elas já tinham passado anos refinando performances, linguagem visual e presença de palco.Essa experiência ao vivo faz muita diferença quando se assiste ao grupo.

Mesmo em vídeos gravados, dá para perceber que existe um domínio muito forte de dinâmica corporal. As coreografias não funcionam apenas como dança pop tradicional. Elas misturam teatro físico, humor visual e movimentos quase cartunescos. Existe uma sensação constante de exagero proposital, como se cada integrante estivesse interpretando personagens extremamente intensos.

Suzuka acabou se tornando a figura mais reconhecível justamente porque entende muito bem como usar expressão corporal de maneira quase absurda. Os olhares fixos para a câmera, os movimentos de cabeça exagerados e as expressões faciais intensas acabaram virando assinatura do grupo. Ainda assim, as outras integrantes desempenham papéis fundamentais dentro da dinâmica coletiva.

Mizyu traz uma energia mais imprevisível e divertida, frequentemente funcionando como elemento surpresa nas performances. Rin adiciona potência física impressionante, especialmente nas coreografias mais agressivas. Já Kanon trabalha uma presença mais contida que ajuda a equilibrar visualmente o caos criado pelas outras integrantes.

O mais interessante é que elas nunca parecem competir entre si no palco. Existe uma construção extremamente coletiva da performance. O grupo funciona porque as quatro energias se complementam o tempo inteiro.

Durante anos, essa força ao vivo ajudou o ATARASHII Gakko! a construir uma base extremamente fiel no Japão. Mesmo antes da internacionalização, elas já eram vistas como um dos projetos mais únicos da cena pop japonesa contemporânea. O público não acompanhava apenas pelas músicas. Existia interesse real na experiência performática completa.

Isso provavelmente explica por que o grupo conseguiu sobreviver tão bem ao momento viral. Muitos artistas explodem na internet e desaparecem rapidamente porque o sucesso fica preso a um único meme ou trend. No caso do ATARASHII Gakko!, o TikTok apenas ampliou algo que já existia artisticamente há muito tempo. A viralização foi consequência da personalidade forte do grupo, não o contrário.

A parceria com a 88rising levou o ATARASHII Gakko! para o resto do mundo sem apagar a identidade japonesa do grupo

A entrada da 88rising na trajetória do ATARASHII Gakko! mudou completamente a escala do grupo. O selo, que já tinha experiência em apresentar artistas asiáticos para audiências internacionais, percebeu rapidamente que o maior diferencial delas era justamente aquilo que poderia parecer estranho demais para o mercado global. Em vez de suavizar a identidade do quarteto, a estratégia foi amplificar tudo que tornava o grupo único.

Isso fez diferença porque muitos artistas asiáticos acabam passando por processos de adaptação muito evidentes quando tentam alcançar o mercado ocidental. Sonoridades ficam mais genéricas, visuais perdem características locais e performances são ajustadas para parecerem mais familiares ao público internacional. O ATARASHII Gakko! seguiu na direção oposta.

A estreia internacional com NAINAINAI, em 2021, deixou isso muito claro. Produzida por Money Mark, conhecido pelo trabalho com os Beastie Boys, a faixa parecia um experimento entre funk retrô, pop alternativo e performance teatral japonesa. O instrumental tinha groove forte, os vocais eram exagerados e o videoclipe parecia saído de um universo paralelo. E funcionava perfeitamente.

O vídeo ajudou a espalhar o nome do grupo internacionalmente porque entregava exatamente aquilo que a internet costuma abraçar: algo impossível de categorizar imediatamente. Em poucos segundos, o público já entendia que não estava vendo apenas mais um grupo pop japonês tradicional.

As expressões faciais de Suzuka, os movimentos corporais quebrados, a estética surreal e a energia quase nonsense criavam uma experiência visual extremamente compartilhável. Mas, ao contrário de muitos conteúdos virais que dependem apenas do choque inicial, NAINAINAI também tinha musicalidade forte o suficiente para sustentar repetição.

Isso ajudou o grupo a ganhar um público muito diverso. Parte das pessoas chegou através do TikTok, outras vieram da cena alternativa asiática, algumas descobriram o grupo pela 88rising e muita gente simplesmente encontrou vídeos aleatórios nas redes sociais e decidiu continuar acompanhando.

O mais curioso é que diferentes públicos enxergam coisas diferentes no ATARASHII Gakko!. Algumas pessoas se conectam mais com a estética punk, outras gostam do humor absurdo, algumas acompanham principalmente pelas coreografias e outras se interessam pela mistura musical. O grupo consegue circular entre nichos muito diferentes sem parecer deslocado em nenhum deles.

Otona Blue explodiu no TikTok, mas o sucesso da música vai muito além da coreografia viral

Poucas músicas japonesas tiveram um impacto global tão forte nas redes sociais nos últimos anos quanto Otona Blue. O movimento de pescoço feito por Suzuka virou meme, challenge e referência visual reproduzida por milhões de pessoas ao redor do mundo. Só que o fenômeno da música não aconteceu apenas por causa da coreografia. Otona Blue resume perfeitamente a identidade do ATARASHII Gakko!.

A faixa mistura referências retrô, sensualidade exagerada, humor estranho e teatralidade de uma forma muito particular. Existe uma energia dramática na interpretação vocal que lembra performances japonesas mais antigas, mas ao mesmo tempo tudo parece moderno por causa da intensidade visual do grupo.

O sucesso no TikTok ajudou a transformar Suzuka em uma figura extremamente reconhecível online. A maneira como ela encara a câmera, trabalha expressões faciais e usa movimentos corporais virou praticamente uma linguagem própria dentro da cultura de vídeos curtos. Muitos artistas conseguem viralizar uma coreografia; poucos conseguem viralizar personalidade. Talvez esse seja o maior diferencial dela como performer.

Suzuka entende muito bem o impacto visual do próprio corpo. Cada olhar parece calculado para gerar reação imediata, cada pausa cria tensão e cada exagero funciona quase como uma piada visual. Ao vivo, isso ganha outra dimensão porque ela consegue sustentar essa intensidade o tempo inteiro.

Ao mesmo tempo, Otona Blue também apresentou o grupo para pessoas que normalmente não acompanhavam música japonesa. Isso foi importante porque o ATARASHII Gakko! nunca dependeu exclusivamente de fandom otaku ou nichos específicos da cultura asiática. O grupo conseguiu furar bolhas de forma rara.

@japanleaders

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♬ オトナブルー – 新しい学校のリーダーズ

Parte disso acontece porque elas funcionam muito bem dentro da lógica atual da internet. O conteúdo delas é visualmente forte, imprevisível e cheio de momentos que despertam reação instantânea. Só que existe uma diferença importante entre o ATARASHII Gakko! e muitos fenômenos virais recentes: elas realmente têm repertório artístico para sustentar atenção de longo prazo. Muita gente chegou pelo meme e acabou ficando pela música, pelas performances e pela personalidade coletiva do grupo.

O Coachella consolidou o quarteto como um dos nomes japoneses mais comentados da cultura pop global

A apresentação do ATARASHII Gakko! no Coachella funcionou como um ponto de virada importante na percepção internacional sobre o grupo. Antes disso, elas já eram populares online, mas ainda existia certa ideia de que o sucesso estava muito ligado ao TikTok e às redes sociais. O festival ajudou a mostrar que o quarteto também conseguia dominar grandes palcos ao vivo. E isso ficou evidente rapidamente.

Enquanto muitos artistas em festivais gigantes acabam parecendo distantes ou excessivamente controlados, o ATARASHII Gakko! trouxe exatamente a mesma energia caótica dos vídeos virais. Não existia tentativa de parecer cool de maneira calculada. Elas correram, exageraram expressões, brincaram fisicamente no palco e transformaram a apresentação em algo quase teatral. O público respondeu muito bem justamente porque aquilo parecia genuíno.

Existe uma espontaneidade muito forte na forma como elas performam. Mesmo em coreografias extremamente ensaiadas, o grupo transmite sensação de improviso constante. Isso cria uma energia muito diferente de apresentações pop tradicionais, onde tudo frequentemente parece excessivamente limpo.

O Coachella também ajudou a consolidar uma discussão interessante sobre o espaço da música japonesa no cenário global atual. Durante muitos anos, artistas japoneses tiveram presença internacional mais limitada quando comparados a cenas como o K-pop. O ATARASHII Gakko! mostrou que existe público para projetos japoneses que mantenham identidade própria sem tentar copiar formatos ocidentais.

Isso abriu ainda mais portas para o grupo circular internacionalmente. Depois do festival, elas passaram a aparecer com frequência em entrevistas, programas, conteúdos online e listas de artistas mais interessantes da nova geração pop asiática.

O mais impressionante é que, mesmo com toda essa exposição global, a identidade delas continua muito intacta. O grupo ainda parece operar na mesma lógica estranha, intensa e imprevisível dos primeiros anos. A escala aumentou, mas a personalidade artística continua extremamente reconhecível.

A relação com moda, humor e internet ajudou a transformar o ATARASHII Gakko! em fenômeno cultural

O ATARASHII Gakko! funciona muito além da música. Grande parte do impacto cultural do grupo vem da maneira como elas circulam entre performance, moda, meme, internet e estética visual. Isso aparece principalmente nas redes sociais.

Os vídeos das integrantes frequentemente parecem esquetes de humor físico completamente aleatórios. Elas brincam umas com as outras, exageram expressões, criam situações absurdas e tratam o próprio corpo como ferramenta cômica o tempo inteiro. Existe uma energia quase cartunesca na dinâmica coletiva delas.

Ao mesmo tempo, a moda também desempenha papel importante na construção dessa identidade. O uniforme escolar continua sendo elemento central, mas frequentemente aparece combinado com referências streetwear, styling oversized e acessórios que ampliam ainda mais a sensação de rebeldia juvenil. Existe algo interessante na maneira como elas conseguem parecer simultaneamente coordenadas e bagunçadas.

Visualmente, o grupo nunca transmite perfeição artificial. O cabelo pode parecer desalinhado durante performances, as expressões são exageradas e os movimentos frequentemente priorizam impacto visual em vez de elegância. Isso cria uma estética muito diferente do polimento tradicional da indústria idol. E justamente por isso tanta gente acha elas fascinantes.

A internet também abraçou o grupo porque o ATARASHII Gakko! produz momentos visuais extremamente compartilháveis. Quase qualquer apresentação delas gera cortes curtos perfeitos para redes sociais. Sempre existe uma reação exagerada, uma interação inesperada ou um movimento corporal absurdo acontecendo.

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Só que o grupo nunca parece refém dessa lógica de algoritmo. Diferentemente de artistas que moldam toda a produção pensando em viralização, o ATARASHII Gakko! transmite sensação de espontaneidade genuína. Os momentos virais parecem consequência natural da personalidade delas, não uma estratégia artificial de marketing.

Isso ajuda bastante na construção de uma conexão emocional forte com fãs. O público sente que está acompanhando pessoas reais, não personagens completamente controladas pela indústria. Mesmo dentro de uma estética extremamente performática, existe autenticidade na forma como elas se apresentam. E provavelmente é isso que mantém o grupo tão interessante mesmo depois da explosão global.

As integrantes funcionam como peças completamente diferentes dentro do grupo, e isso explica por que a dinâmica delas parece tão única

Parte do que faz o ATARASHII Gakko! funcionar tão bem está no contraste entre as integrantes. Muitos grupos pop acabam construindo imagens muito parecidas entre os membros para criar unidade visual. No caso delas, acontece o contrário: a personalidade individual de cada uma é extremamente evidente, e justamente por isso a dinâmica coletiva ganha força.

Suzuka naturalmente virou o rosto mais conhecido do grupo porque possui uma presença de palco absurda. Ela entende câmera de um jeito muito raro. Mesmo parada, consegue criar tensão visual apenas usando expressão facial ou postura corporal. Durante performances, parece estar constantemente no limite entre controle total e explosão completa. Existe algo quase desconfortável na intensidade dela, mas ao mesmo tempo é impossível parar de assistir. Só que o grupo não funcionaria da mesma maneira sem o equilíbrio criado pelas outras integrantes.

Mizyu traz uma energia muito mais brincalhona e imprevisível. Ela frequentemente parece a integrante mais livre fisicamente nas apresentações, adicionando pequenas reações e movimentos que deixam tudo ainda mais caótico. Existe um senso de humor muito forte na forma como ocupa o palco.

Rin adiciona potência física. As performances dela têm agressividade muito clara, especialmente nos momentos mais intensos das coreografias. Ela também ajuda bastante a criar a sensação de impacto coletivo nas danças porque trabalha movimentos amplos e fortes.

Kanon funciona quase como uma âncora visual. Enquanto Suzuka explode em expressões exageradas e Mizyu cria caos constante, Kanon frequentemente trabalha uma presença mais fria e controlada. Isso ajuda o grupo a não virar apenas barulho visual. Existe contraste suficiente para que cada integrante tenha espaço próprio dentro da performance.

Talvez esse seja um dos motivos pelos quais tantos vídeos delas viralizam. Sempre existe muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. O olhar do público naturalmente passeia pelas integrantes porque cada uma entrega estímulos visuais diferentes.

Essa dinâmica coletiva também aparece bastante em entrevistas e conteúdos online. Elas parecem genuinamente confortáveis umas com as outras, o que faz diferença enorme em grupos performáticos. Existe uma energia muito espontânea nas interações. As integrantes se interrompem, brincam fisicamente, fazem piadas estranhas e frequentemente parecem se divertir mais do que tentar manter uma imagem perfeita.

Isso cria proximidade com o público sem depender daquela construção idol tradicional baseada em fofura acessível. O ATARASHII Gakko! cria conexão através de personalidade.

A mistura de gêneros musicais virou uma das principais assinaturas do grupo

Musicalmente, o ATARASHII Gakko! opera quase como um projeto sem interesse em respeitar fronteiras de gênero. Em vez de escolher uma sonoridade central e trabalhar pequenas variações em volta dela, o grupo parece preferir experimentar o tempo inteiro.Isso fica evidente quando se olha para a discografia delas como um todo.

Existem músicas extremamente funky, faixas puxadas para jazz, momentos quase punk, influências de hip-hop alternativo, referências retrô e até elementos eletrônicos mais experimentais. Em muitos casos, tudo isso aparece dentro da mesma música. Só que a mistura raramente soa aleatória.

Existe uma identidade muito clara na maneira como o grupo interpreta essas influências. Mesmo quando mudam bastante de estilo, ainda parece imediatamente uma música do ATARASHII Gakko!. Parte disso acontece porque a performance vocal delas é extremamente característica. Existe teatralidade constante na forma como cantam.

Muitas músicas trabalham exagero interpretativo de propósito. As integrantes brincam com vozes caricatas, mudanças bruscas de energia e momentos quase falados. Isso ajuda a transformar cada faixa em uma experiência muito visual, mesmo sem videoclipe.

As coreografias também são fundamentais para entender a sonoridade delas. Diferentemente de muitos grupos pop em que a dança funciona apenas como complemento visual, no ATARASHII Gakko! ela faz parte da identidade musical. Os movimentos ajudam a construir ritmo, humor e intensidade emocional. Em algumas apresentações, parece que elas estão interpretando pequenas peças de teatro físico enquanto cantam. Isso ajuda a explicar por que tantos fãs consideram os shows o ponto mais forte do grupo. Mesmo pessoas que inicialmente chegam pelas músicas acabam percebendo rapidamente que a experiência completa depende muito da performance ao vivo.

Poucos grupos atuais conseguem entregar um senso de espetáculo tão forte sem depender excessivamente de efeitos gigantescos de palco. Grande parte do impacto vem simplesmente da presença física das integrantes.

As colaborações com artistas experimentais mostram como o ATARASHII Gakko! se conecta com a nova vanguarda pop asiática

Conforme o grupo cresceu internacionalmente, também começou a circular com mais frequência entre artistas ligados à cena alternativa asiática contemporânea. E isso faz muito sentido porque o ATARASHII Gakko! nunca pareceu interessado em ocupar apenas o espaço idol. A colaboração com o Balming Tiger talvez seja o exemplo mais interessante disso.

O coletivo sul-coreano ficou conhecido justamente por misturar hip-hop alternativo, experimentalismo visual, música eletrônica e arte contemporânea de maneira extremamente caótica. Assim como o ATARASHII Gakko!, eles operam fora dos formatos tradicionais da indústria pop asiática. Quando esses universos se encontram, existe uma identificação muito clara.

Tanto o Balming Tiger quanto o ATARASHII Gakko! trabalham estética de internet, humor estranho, intensidade visual e liberdade criativa de um jeito muito próprio. Nenhum dos dois projetos parece interessado em soar limpo ou excessivamente calculado.

Isso representa uma mudança interessante dentro da música pop asiática contemporânea. Existe uma nova geração de artistas que cresceu completamente conectada à lógica da internet global, mas que ao mesmo tempo mantém referências culturais locais muito fortes. Eles não sentem necessidade de suavizar a própria identidade para alcançar público internacional. O ATARASHII Gakko! funciona perfeitamente dentro desse movimento.

Elas conseguem dialogar tanto com fãs de J-pop quanto com pessoas ligadas a cenas experimentais, moda alternativa, cultura meme e música pop mais excêntrica. O grupo transita entre nichos muito diferentes porque a proposta artística delas é ampla o suficiente para permitir múltiplas leituras. E isso ajuda bastante na longevidade.

Muitos fenômenos virais acabam presos a uma única estética ou trend específica. O ATARASHII Gakko! parece muito mais flexível porque a base do grupo não é um conceito superficial. Existe uma identidade artística sólida sustentando tudo.

A primeira vinda ao Brasil acontece justamente no momento mais importante da carreira delas

O timing da primeira visita ao Brasil não poderia ser mais forte. O ATARASHII Gakko! chega ao país em um momento em que o grupo já ultrapassou completamente o status de curiosidade viral e se consolidou como um dos projetos japoneses mais comentados internacionalmente.

A estreia brasileira acontece no Primavera Sound São Paulo 2026, um dos festivais mais importantes da cena alternativa global. E existe algo muito simbólico nisso: o grupo chega ao Brasil não como aposta exótica de nicho, mas como um dos nomes mais comentados da nova geração pop asiática. E existe um detalhe importante nisso: o público brasileiro provavelmente vai responder muito bem à energia delas ao vivo.

Historicamente, artistas que trabalham intensidade performática costumam criar conexão muito forte com plateias brasileiras. O público daqui gosta de entrega física, carisma exagerado e apresentações que realmente parecem eventos. O ATARASHII Gakko! opera exatamente nessa frequência.

Além disso, o Brasil possui uma relação muito antiga com a cultura japonesa. Durante décadas, fãs brasileiros acompanharam anime, mangá, tokusatsu, visual kei, J-rock e idol culture mesmo quando esses conteúdos ainda circulavam de forma limitada fora do Japão. Hoje existe uma geração inteira de fãs que cresceu consumindo cultura pop japonesa pela internet e em eventos especializados. O ATARASHII Gakko! chega justamente em um cenário em que o interesse por artistas japoneses voltou a crescer bastante internacionalmente.

Só que elas ocupam um espaço muito específico dentro disso tudo. O grupo não depende de nostalgia otaku nem tenta reproduzir fórmulas clássicas da indústria idol. Existe uma modernidade muito forte na linguagem delas. Ao mesmo tempo, as referências culturais japonesas continuam extremamente presentes. Isso cria uma combinação difícil de replicar.

Provavelmente por isso tanta gente sente que o ATARASHII Gakko! parece diferente de qualquer outro grupo atual. Elas não tentam se encaixar perfeitamente em categorias tradicionais de J-pop, idol ou música alternativa. Funcionam quase como uma mistura de tudo isso. E talvez seja justamente essa falta de definição exata que faça o grupo parecer tão vivo.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Off Campus: livro x série

Confira as principais mudanças do livro O Acordo para a adaptação audiovisual

Uma das adaptações literárias mais aguardadas de 2026 chegou nesta última quarta-feira (13) ao Prime Video. Assim como todos os livros que vão parar nas telas, os leitores possuem aquela habilidade enraizada de comparar detalhadamente cada modificação que foi feita na história. E com Off Campus: Amores Improváveis, isso não poderia ser diferente. 

O queridíssimo quarteto de jogadores de hóquei já está presente no mundo real e, como todas as produções, a série tem suas diferenças da narrativa original. Vem conferir as mudanças mais significativas da adaptação do primeiro livro da série: O Acordo (2015).

[Esse texto contém spoilers (dos livros e da série)]

O que Justin Kohl faz? 

Vemos que na série, Justin Kohl (Joshua Heuston), o interesse amoroso inicial de Hannah Wells (Ella Bright) é, assim como ela, um estudante de música. Ele possui uma banda e até mesmo ajuda Hannah em suas composições. 

No livro, por outro lado, Justin é jogador de futebol americano e, inclusive, recebe várias piadinhas vindas de Garrett Graham (Belmont Cameli) pelo fato do time em que atua na universidade estar com baixo rendimento nas competições. 

Foto: reprodução/Instagram @teenvogue
Irmã de Logan 

A produção do Prime Video nos introduz uma nova personagem, que não existe nos livros. É ninguém menos que Jules Logan (Julia Sarah Stone), irmã de John Logan (Antonio Cipriano). Na série, ela, assim como o irmão, estuda na Universidade Briar e, além disso, comanda uma página de fofocas do campus chamada The Fifth Line. 

Na história do livro, Logan possui um irmão mais velho, e não há nenhuma interferência com um instagram de fofocas. 

Foto: divulgação/Prime Video
Hannah beija dois integrantes do time

Após o primeiro beijo de Hannah e Garrett na série, ela se sente constrangida depois que os dois foram flagrados por Logan. Hannah então beija Logan para provar que aquilo tudo era apenas um teste. 

Nos livros, quem os pega no flagra é Dean Di Laurentis (Stephen Kalyn) e, repetindo a cena, ela o beija na frente de Garrett. Outra mudança evidente é o lugar em que isso acontece. No livro, é no quarto de Garrett. Na série, é na academia do local em que ocorrem os jogos de hóquei. 

Foto: divulgação/Prime Video
Desenvolvimento dos personagens

Na série, vemos que a trama desenvolve a história de vários personagens. Como é o caso do namoro de Allie Hayes (Mika Abdalla) com Sean, e sua relação com Dean; a família de Logan e a paixonite dele por Hannah; além disso, temos várias cenas de Tucker. Dessa maneira, a trama constrói previamente as narrativas dos personagens que terão palco nas temporadas seguintes.

Na versão literária, apesar de termos várias cenas com os demais integrantes, eles não têm suas narrativas avançadas nos livros destinados aos outros. Cada livro foca no avanço da história de cada casal formado. No caso de O Acordo, que deu vida à primeira temporada, o enredo é focado, principalmente, nos personagens de Hannah e Garrett. 

Foto: divulgação/Instagram @mika_abdalla
Término do casal

Uma das cenas mais tristes para Hannah e Garrett é o término do namoro. Nas telas, a decisão parte de Garrett, que se sente culpado por perder o controle de sua raiva e agredir o cara que causou o episódio traumático da pré-adolescência de Hannah (cena que também se faz presente no livro, mas não interfere no relacionamento dos dois). 

Essa parte do enredo foi uma das principais modificações no que diz respeito à fidelidade dos livros, e que desagradou boa parte dos fãs da saga. Isso porque, na história original, a decisão de colocar um fim na relação parte de Hannah, que é ameaçada por Phil Graham (Steve Howey), pai de Garrett. Ele exige que ela termine, caso contrário, ele tiraria todo o dinheiro do filho. 

A decisão de Hannah acaba rendendo uma das cenas mais memoráveis do casal, pois a musicista afirma querer se envolver com outras pessoas, com o pretexto de não revelar a chantagem do pai de seu namorado. Isso faz com que Garrett imponha uma lei no campus da universidade que proíbe qualquer um de se relacionar com ela. Na série, as pessoas apenas deduzem que ele ficará agressivo caso algum homem chegue perto de sua ex namorada. 

Foto: divulgação/Instagram @offcampusonprime

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 Texto revisado por Kalylle Isse

 

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