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Novo livro Brilhante Maví aborda a pressão emocional da Geração Z nas escolas

Com uma narrativa atual, o livro retrata a pressão pela perfeição nas redes sociais e mostra aos jovens que crescer também significa errar

 

Brilhante Maví é um dos lançamentos de 2026 da Editora Mundo Cristão voltado ao público infanto-juvenil. O livro foi escrito pela escritora best-seller Queren Ane, atualmente uma das principais escritoras da ficção cristã jovem no Brasil. Nesta nova ficção é apresentada uma narrativa envolvente e atual, repleta de conflitos internos, expectativas frustradas e confusões da adolescência que são carregadas de boas risadas.

Em meio às pressões das redes sociais, das amizades escolares e do primeiro amor, a história leva o leitor junto à protagonista em uma jornada de amadurecimento que conversa diretamente com a saúde emocional da Geração Z, trazendo também referências às músicas da cantora Taylor Swift, grupos de K-pop e doramas.

Confira a sinopse:

Maví é a garota que todo mundo admira: aluna exemplar, filha responsável, amiga sempre pronta para resolver o caos alheio. No entanto, quando as coisas ameaçam sair do controle – na escola, em casa e no próprio coração – Maví se vê diante de escolhas que podem mudar tudo. Afinal, quando o medo de perder fala mais alto, até onde se pode continuar brilhando?

Maví sempre soube como consertar as coisas. Representante de turma, aluna destaque, referência para as amigas e orgulho do avô, ela construiu a própria imagem sendo a garota que resolve problemas – dos outros, principalmente. Um acento fora do lugar? Ela corrige. Uma confusão no banheiro masculino? Ela põe ordem. Um namoro em crise? Ela dá um jeito.

Mas, e quando não dá para apagar, colar de novo ou fingir que está tudo sob controle?

Entre pressões familiares, competições escolares e um coração partido que ela não sabe como remendar, Maví vai descobrir que nem tudo pode ser consertado… e que talvez crescer signifique, antes de tudo, aprender a olhar para o alto.

Brilhante Maví é uma história que vai além da jornada de aprendizados, aventuras e desafios na adolescência, é um livro que vai levar o leitor a refletir sobre autoestima, pertencimento, erros e amadurecimento em meio às pressões de uma geração totalmente digital. Uma leitura sensível, divertida e muito atual para quem já se sentiu perdido tentando corresponder às expectativas dos outros e da própria rede social. 

A obra possui 320 páginas e está disponível por R$79,90 no site da Amazon.

 

E você, está preparado para mergulhar nessa jornada de emoções, descobertas e amadurecimento com a Maví? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e, se quiser saber mais sobre as  novidades do mundo literário, venha participar do Clube de Leitura do Entretê

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Junho traz romances que celebram o amor e a autodescoberta sem limite de idade

Histórias emocionantes sobre recomeços, relações improváveis e amor

 

No mês de Junho, a Editora Verus do Grupo Editorial Record lança alguns títulos que vão da autodescoberta ao enemies to lovers. Entre os destaques estão obras de autores best-sellers que exploram recomeços, relações improváveis e as diferentes formas de encontrar o amor. 

A Última Dança, de Ruth Hogan
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Neste livro, iremos conhecer a personagem Venetia Hargreaves, que vê sua vida sofrer uma grande mudança após a morte do marido. Ao perceber que dedicou décadas da sua vida a apoiar os sonhos dele, ela vê que acabou deixando de lado seus próprios sonhos. Agora, aos 74 anos, ela decide resgatar uma antiga paixão ao comprar o Salão de Dança Fênix, local onde já foi professora de dança na juventude. 

Entre memórias, novos amigos e desafios inesperados, Venetia embarca em uma jornada de autodescoberta que prova que nunca é tarde para recomeçar e construir a vida que sempre desejou.

O Casamento da Minha Melhor Amiga, de Kat T. Masen
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Nesta leitura, nossa protagonista é a Eva, que leva uma vida tranquila administrando sua cafeteria em Cinnamon Springs até ser encarregada de organizar o casamento da melhor amiga – uma tarefa que seria desafiadora. O que ela não esperava era ter como parceiro nos preparativos Aston, o irmão mais velho da sua melhor amiga, um bilionário controlador responsável por partir seu coração anos antes. 

No entanto, entre os preparativos da cerimônia, a convivência forçada faz antigas mágoas ressurgirem ao mesmo tempo que a atração entre os dois cresce. Com romance, humor e segundas chances, a história reúne os ingredientes perfeitos para os fãs de enemies to lovers.

O Amor Está no Ar, de B.K. Borison
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Neste livro, iremos conhecer Lucie, uma mãe solo cuja vida amorosa está bem parada. No entanto, ela acaba vendo sua vida virar notícia pública quando sua filha liga para um famoso programa de rádio em busca de um namorado para ela. Do outro lado, temos Aiden Valentine, o apresentador de um programa de rádio sobre relacionamentos, que, apesar de falar sobre amor no trabalho, não acredita mais nisso. 

Quando os dois passam a trabalhar juntos em um quadro para a rádio em que o objetivo é encontrar o par perfeito para Lucie, a química entre eles se torna impossível de ignorar. Entre momentos divertidos, emoções genuínas e muito romance, a história mostra que o amor pode surgir quando menos se espera.

 

Entre tantas histórias de amor e recomeços, qual conquistou você? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e, se quiser saber mais sobre as novidades do mundo literário, venha participar do Clube de Leitura do Entretê

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Cultura turca Notícias

Especial | Curiosidades sobre Kerem Bürsin que vão além das dizis

Conhecido pelos sucessos na Turquia, o ator também coleciona hobbies criativos e projetos fora da atuação

Apesar de ser amplamente conhecido pelos grandes sucessos nas dizis turcas, Kerem Bürsin construiu uma carreira que vai muito além dos romances que o público acompanha nas telas.

O ator, que completa mais um ano de vida nesta quinta (4), chama atenção também por seu estilo de vida e interesses fora da atuação. Em seu aniversário, o Entretê reune algumas curiosidades pouco conhecidas sobre Kerem Bürsin.

 

Foto: reprodução/Instagram @thebursin
Morou em vários países

 

Embora tenha nascido em Istambul, Kerem passou boa parte da infância e adolescência fora da Turquia. Ele já viveu em países como Escócia, Indonésia, Emirados Árabes Unidos, Malásia e Estados Unidos. Graças aos anos vividos no exterior, o ator fala turco, inglês e espanhol fluentemente!

 

Sua primeira paixão artística foi a música

 

Antes mesmo de pensar seriamente em atuar, Kerem encontrou na música sua principal forma de expressão artística. Nos tempos de colégio, Kerem criou uma banda chamada Androgen, na qual tocava baixo. O grupo chegou a realizar apresentações e até produziu um CD no início dos anos 2000. Além do baixo, ele também toca piano e outros instrumentos musicais.

 

Foto: reprodução/Instagram @thebursin

 

Estudou Comunicação e Marketing

 

Kerem já foi acadêmico e concluiu sua formação na Emerson College, em Boston, nos Estados Unidos, onde estudou Comunicação e Marketing.

 

Passou anos tentando construir carreira em Los Angeles

 

Depois da faculdade, o ator viveu durante anos em Los Angeles em busca de oportunidades no meio artístico. Como acontece com muitos profissionais da área, precisou enfrentar desafios e realizar trabalhos paralelos enquanto investia na carreira de ator.

 

Um dos seus primeiros papéis foi num filme bastante inusitado

 

Hoje conhecido por grandes produções turcas, Kerem atuou em Sharktopus (2010), um filme de ficção científica sobre uma criatura híbrida entre tubarão e polvo.

Foto: reprodução/Instagram @thebursin

 

Tem hobbies bastante criativos

 

Além de fotografia, Kerem também é fã de construções com LEGO e gosta de trabalhar com madeira. Entre seus passatempos está a criação de pequenas esculturas e estatuetas artesanais, que frequentemente são presenteadas a familiares e amigos.

 

Também atua nos bastidores

 

Nos últimos anos, Kerem ampliou sua atuação dentro da indústria audiovisual. Além de participar da coprodução de projetos digitais como Aşamayanlar (tradução livre: Os que Não Conseguem Superar, 2018), o ator fundou sua própria produtora, a Braveborn, investindo em novos projetos.

 

Você conhecia alguma dessas curiosidades sobre Kerem Bürsin? Conta pra gente nas redes sociais do EntretetizeiFacebook, Instagram e X ー e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Kerem Bürsin e Alina Boz estrelarão novo filme juntos

 

Texto revisado por Crystal Ribeiro

 

Fontes: IMDb; Agente Viu; Instagram @thebursin; Laís Mendes

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5 vezes que a literatura brasileira sambou na estrangeira

Com seu “jeitinho brasileiro”, a literatura nacional transformou o cotidiano em arte, e criou obras que até hoje deixam muita literatura estrangeira no chinelo.

Existe um pensamento inevitável quando se mergulha na literatura brasileira: realmente sambamos na estrangeira

Não porque grandes obras internacionais não mereçam reconhecimento. Merecem. Mas existe traquejo na literatura produzida aqui que é difícil de traduzir. Uma intimidade desconfortável com a ironia, com a realidade, com a memória e até com a solidão.

Enquanto muita literatura celebrada como revolucionária apostava em narrativas grandiosas, autores brasileiros transformavam o cotidiano em arte. Machado de Assis já brincava com a estrutura do romance antes disso virar símbolo de modernidade literária. Clarice Lispector traduzia o vazio emocional em palavras viscerais. Carolina Maria de Jesus escrevia sobre a  fome para tentar alimentar sua alma.

Talvez o diferencial da literatura brasileira esteja justamente na maneira como ela entende o contraditório em uma terra onde os livros – assim como seu povo – dificilmente tentam parecer perfeitos.

Que a literatura brasileira surra a estrangeira já entendemos… Agora, quais são os momentos que entram para essa lista?

Quando Machado de Assis revolucionou o realismo literário
Créditos: reprodução/Editora Antofágica

Antes de qualquer manual de escrita criativa falar em “quebrar a quarta parede”, antes de autores europeus serem aplaudidos por “desconstruir o romance”, Machado de Assis publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas, um livro narrado por um defunto, que revolucionou o realismo.

Brás Cubas conta a própria história depois de morto, com um distanciamento irônico que ele mesmo usa para ridicularizar sua trajetória como um homem rico, egoísta e sem grandes feitos. O narrador omite informações e se contradiz diversas vezes. Convidando o leitor para dentro da narrativa só para depois rir dele.

Quando o ordinário encontra o espetacular em Macabéa
Créditos: reprodução/Editora Rocco

A Hora da Estrela foi a última obra publicada em vida por Clarice Lispector. O livro é narrado por Rodrigo S.M., um escritor que conta a ordinária história de Macabéa – uma jovem nordestina, pobre, invisível, que não sabe direito o que sente nem o que quer. Ela se muda para São Paulo, onde acompanhamos seu pacato cotidiano, sem sonhos ou aspirações.

O que Clarice fez é quase impossível de explicar fora do português brasileiro: ela criou uma subjetividade tão específica, tão ligada à nossa forma de sentir, que qualquer tradução perde camadas. A solidão de Macabéa é feita de silêncio nordestino, em uma cidade grande que não vê ninguém, as alegrias pequeníssimas diante do nada.

A literatura mundial tem grandes obras sobre mulheres invisibilizadas. Nenhuma delas tem Macabéa.

Quando Carolina Maria de Jesus escreveu um diário
Créditos: reprodução/Editora Ática

Carolina Maria de Jesus escreveu seu diário em pedaços de papel encontrados no lixo, na favela do Canindé, em São Paulo. Não era um projeto literário. Era um instinto de sobrevivência.

Quarto de Despejo é um documento e uma obra ao mesmo tempo. No diário, Carolina  denunciou a fome com a mesma precisão que o preconceito e a hipocrisia dos políticos. Sua escrita direta e a denúncia dessa realidade cruel fez com que o livro fosse traduzido para mais de quarenta idiomas.

Carolina escreveu sua obra sem escola literária e não teve um reconhecimento à altura do que produziu em vida.

Quando Capitu não traiu Bentinho (ou será que traiu?)
Créditos: reprodução/Editora Antrofágica

Em Dom Casmurro, Bentinho – o próprio Dom Casmurro – narra a história do seu grande amor por Capitu e da suspeita de traição que destruiu o casamento. O problema: o narrador é ele mesmo. E ele claramente não é confiável.

Machado de Assis, construiu um dos maiores enigmas da literatura em língua portuguesa sem que a resposta importe mais do que a pergunta. Capitu traiu ou não? A dúvida é o ponto. O que o livro revela, na verdade, é o narrador – seus ciúmes, suas lacunas, seu desejo de que a culpa esteja sempre no outro.

Quando o Santo perdeu a cabeça

Foto: Companhia das Letras

Em 1984, o prefeito de uma cidade do interior do Ceará mandou construir uma estátua de Santo Antônio. A cabeça ficou pronta. Pesada demais para ser erguida até o corpo, foi esquecida no chão, entre ruas e casas, por décadas. Virou paisagem e culpada pela “maldição”, sempre que algo dava errado na cidade.

A Cabeça do Santo conta a história de Samuel, um rapaz que chega a pé ao município de Candeia para cumprir a promessa feita à mãe no leito de morte. Ele encontra abrigo na cabeça do santo – literalmente –  e começa a ouvir vozes. São mulheres rezando, pedindo pelo amor e por um milagre. Samuel escuta, e é nesse cabeça oca abandonada onde o livro une o sagrado e o profano. O que Acioli fez foi entender que o Brasil não precisa inventar o fantástico. Ele já vive aqui, entre a fé e o abandono.

Talvez a literatura brasileira seja tão poderosa porque entende uma coisa que poucos países entendem tão bem: o ser humano quase nunca faz sentido.

Com toda ironia, miséria, humor, silêncio e contradição, nossos autores transformaram com o “jeitinho brasileiro”, o cotidiano em algo grandioso. E fizeram isso sem precisar parecer perfeitos.

E você, já leu alguma dessas obras? Nos conte o que achou nas nossas redes sociais — Instagram, X e Facebook. E se você gosta de trocar experiências literárias, venha participar do Clube de Leitura do Entretê, para conversar sobre leituras incríveis!

 

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Revisado por Angela Maziero Santana

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Últimos dias para escolher a data do Rock in Rio Card; venda geral começa na segunda

Titulares do ingresso sem data definida têm até o meio-dia para selecionar o dia desejado; venda geral de ingressos começa às 19h no mesmo dia

Os fãs que garantiram o Rock in Rio Card têm até segunda, 8 de junho, ao meio-dia, para escolher a data em que irão ao festival. A etapa é fundamental para assegurar presença no dia desejado antes que a disponibilidade de ingressos fique sujeita à procura do público.

Após esgotar em menos de uma hora, o Rock in Rio Card entra agora em sua fase final de utilização. O ingresso de gramado sem data pré-definida permite que o comprador escolha posteriormente o dia de acesso à Cidade do Rock. A seleção deve ser feita exclusivamente pelo titular da compra, por meio da área Meus Pedidos no site da Ticketmaster Brasil.

Cada Rock in Rio Card é válido para apenas um dia de festival. Quem adquiriu mais de uma unidade pode optar por datas iguais ou diferentes para cada ingresso. Após a confirmação, a escolha não poderá ser alterada.

Foto: divulgação/Approach

Durante o período de definição da data, os clientes podem selecionar qualquer dia do evento sem risco de esgotamento. Após o encerramento do prazo, a disponibilidade passará a depender do estoque remanescente de ingressos para cada data, o que torna recomendável concluir o processo o quanto antes.

Com o line-up completo já divulgado, os fãs têm todas as informações necessárias para decidir qual dia desejam viver a experiência do festival.

Além disso, a venda geral de ingressos para o Rock in Rio terá início na segunda, 8 de junho, às 19h, exclusivamente pelo site oficial da Ticketmaster Brasil.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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O Que Esperar do revival de Kid Abelha


Após mais de uma década longe dos palcos, a banda se reencontra para uma turnê histórica que celebra 40 anos de sucesso e a conexão única construída com o público brasileiro

Nos últimos anos, os fãs de grandes bandas nacionais viram seus ídolos terminarem fases e iniciarem outras. Nunca é fácil quando seu grupo favorito se desfaz e cada integrante vai para um lado diferente, mas sempre há esperança de um revival a qualquer momento. Depois do público presenciar reencontros memoráveis como aconteceu com Sandy e Junior, Titãs e Barão Vermelho, agora é o momento de Kid Abelha fazer seu comeback temporário.

A história do Kid Abelha se confunde com a própria trajetória do pop rock brasileiro. Surgido nos anos 1980, o grupo rapidamente conquistou espaço nas rádios e na televisão, tornando-se uma das bandas mais populares do país. Com letras que falavam sobre amor, liberdade, juventude e relacionamentos, a banda construiu uma identidade única que atravessou gerações.

Ao longo da carreira, o trio acumulou sucessos que permanecem vivos na memória afetiva do público. Canções como Fixação, Como Eu Quero, Lágrimas e Chuva, Pintura Íntima e Amanhã é 23 continuam presentes em playlists, programas de televisão e apresentações ao vivo, demonstrando a força de um repertório que resistiu ao tempo.

O carinho dos fãs também teve papel fundamental para tornar esse reencontro possível. Mesmo durante os anos em que seguiram caminhos separados, o interesse do público nunca diminuiu. Nas redes sociais, pedidos por uma reunião se tornaram constantes, transformando o retorno da banda em um dos acontecimentos mais aguardados da música brasileira.

Foto: divulgação/Pedro Loreto
Uma turnê grandiosa para reencontrar fãs de diferentes gerações

A partir do dia 12 de junho, Kid Abelha iniciará uma série de apresentações em estádios com a turnê Eu Tive um Sonho. Pode parecer clichê, mas é realmente um sonho poder presenciar este revival, afinal ninguém nunca achou que seria algo possível. Desde 2013 sem se apresentarem juntos, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato devem mostrar uma de suas melhores performances.

Quarenta anos depois do início de sua formação, o Kid Abelha reencontra o público em uma turnê especial que reúne Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato em uma celebração da música, da amizade e de um repertório completo que marcou gerações. Mais do que um revival, o projeto nasce do desejo de viver o presente com a mesma energia que sempre definiu a trajetória da banda.

O show reunirá alguns dos maiores sucessos da carreira do grupo em uma produção grandiosa, pensada para emocionar fãs de diferentes épocas. Com direção musical de Liminha, direção de arte de Gringo Cardia e iluminação de Samuel Betts, o show traduz a essência do Kid Abelha em uma experiência contemporânea, vibrante e repleta de momentos marcantes.

No palco, Paula Toller assume os vocais, Bruno Fortunato a guitarra e George Israel o sax, violão, bandolim e vocais, acompanhados por uma banda de músicos experientes. A realização da turnê é da Live Nation Brasil e da Posto 9 Entretenimento, em um encontro que promete transformar cada apresentação em uma grande festa ao som de clássicos que seguem atravessando o tempo.

Mais do que um simples retorno, a turnê representa a oportunidade de celebrar uma das bandas mais importantes da música nacional diante de um público que nunca deixou de acompanhar sua trajetória. Para muitos fãs, será a primeira chance de assistir ao trio reunido. Para outros, um reencontro carregado de nostalgia. Em ambos os casos, a expectativa é a mesma: viver novamente a emoção de cantar sucessos que marcaram diferentes fases da vida e comprovar que algumas histórias realmente nunca chegam ao fim.

Datas da turnê Eu Tive Um Sonho:

12/06 – Farmasi Arena – RJ

27/06 – Allianz Parque – SP

11/07 – Casa de Apostas Arena Fonte Nova – Salvador

25/07 – Arena BRB Mané Garrincha – Brasília

08/08 – Classic Hall – Recife

22/08 – CFO – Fortaleza

26/09 – Beira Rio – POA

10/10 – Pedreira Paulo Leminski – Curitiba

17/10 – Arena Opus – Florianópolis

24/10 – Arena MRV – BH

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cinema Notícias

Entenda o novo terror de sucesso mundial, Backrooms: Um Não-Lugar

Nos cinemas desde a última quinta-feira (28), a nova produção da A24 vem quebrando recordes e conquistando um público cada vez maior através das peculiaridades de sua trama

O novo filme da A24, Backrooms: Um Não-Lugar, estreou nos cinemas do Brasil em primeiro lugar nas bilheterias. No mundo todo, o longa arrecadou mais de 118 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana, tornando-se a maior abertura da história da produtora e a maior estreia de um terror original na história do cinema. 

Mas o destaque maior vai para o diretor da obra, Kane Parsons. Aos 20 anos de idade, Kane se tornou o cineasta mais jovem a estrear um filme na liderança das bilheterias mundiais. O filme desperta a curiosidade à medida que é difícil de se explicar sua trama, que surgiu de modo tão diferente de qualquer outro roteiro. 

“Para quem já conhece a história das Backrooms, é empolgante ver essa versão maior e mais elaborada do universo. Para quem chega agora, a visão do Kane é única, e esse mundo vai prender do começo ao fim”, afirma Chiwetel Ejiofor, que interpreta Clark, protagonista do longa.

Assista ao trailer de Backrooms: Um Não-Lugar: 

Então, para acabar com essa sensação de quem caiu nas Backrooms e não sabe como sair, o Entretê explica tudo que você precisa saber sobre o novo terror peculiar e psicológico adotado pela Geração Z

Surgimento nos Fóruns da Internet

A história das chamadas Backrooms foi construída na internet muito antes de chegar às telas. Feita por jovens e para jovens, não é à toa que o filme  virou  um fenômeno da geração Z, com impressionantes 86% dos espectadores da semana de estreia tendo menos de 35 anos.

A história online que inspirou o filme começou em 2019, com uma única foto de um escritório vazio acompanhada da descrição de um lugar que “não deveria existir”. A imagem viralizou e a narrativa se espalhou pelo Reddit e outros fóruns, por onde milhares de usuários foram adicionando detalhes, imagens e versões alternativas ao longo dos anos. 

Foto: divulgação/Imagem Filmes

Foi assim que as Backrooms se tornaram uma das maiores creepypastas, criações online coletivas e sem dono, da história da internet. E foi dentro dessa comunidade que Kane Parsons, que viria a ser o diretor do filme, cresceu. 

Em janeiro de 2022, aos 16 anos, Kane transformou essa lenda em uma série no YouTube que obteve resultados imediatos: mais de 300 milhões de visualizações globais e uma contratação pela A24 ainda aos 17 anos. “Imediatamente reconheci e conectei aquilo a uma história maior que eu queria explorar. Juntei os dois e virou a série que as pessoas conhecem”, conta o diretor.

Foto: divulgação/Imagem Filmes
A sinopse de um terror peculiar

Ambientada em 1990, a história acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um arquiteto frustrado, em colapso silencioso, que um dia se depara com luzes inexplicáveis que o levam ao porão de sua loja. Lá ele descobre uma passagem para um lugar onde nada faz sentido: um labirinto aparentemente infinito de corredores amarelados, cômodos vazios e arquitetura impossível, sem saída, sem janelas, sem lógica. E esse lugar que não deveria existir, mas existe, recebe o nome de Backrooms.

Perturbado e ao mesmo tempo fascinado pelo que encontra, Clark começa a voltar ao labirinto repetidamente, tentando mapear sua arquitetura. Para alguém que perdeu tudo, as Backrooms oferecem uma estranha sensação de clareza e propósito. 

Porém, quando ele desaparece nesse ambiente, sua terapeuta, a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), decide entrar para encontrá-lo. O que começa como uma busca vai se transformando em algo muito mais perturbador, tanto para Mary quanto para o espectador.

Foto: divulgação/Imagem Filmes
Still Lifes: As Criaturas

As Backrooms não são apenas um lugar físico: elas agem sobre quem está dentro, distorcendo a percepção da realidade e confrontando cada pessoa com seus próprios medos e traumas. E não estão vazias. O espaço abriga entidades conhecidas como “Still Lifes”, criaturas que habitam aqueles corredores.

Foto: divulgação/Imagem Filmes

Para o diretor, essas criaturas representam algo que o próprio Kane Parsons define de forma perturbadora: “E se não fossem apenas prédios e objetos que pudessem ser replicados, mas também seres humanos? E se fôssemos apenas aglomerados de células passíveis de serem copiados por esse lugar, como mutações?” 

Instituto de Pesquisa Async

O filme também apresenta a Async Research Institute, uma organização misteriosa que estuda as Backrooms desde 1989 e que tem planos para esse espaço que vão muito além da simples exploração. Mas o que a Async quer? Como as Backrooms funcionam? E o que realmente acontece com quem entra lá? Todas são perguntas que o filme levanta, mas sem entregar respostas fáceis. 

Para o diretor, esse desconforto é intencional: “Padrões e repetições na sociedade vão se tornando uma espécie de privação sensorial, e em algum momento o cérebro tenta encontrar sentido a partir de todo aquele ruído incoerente. Imagine o quão aterrorizante seria se essa fosse sua existência para sempre.”

O desconforto dos espaços liminares

Fugindo do terror convencional, Backrooms: Um Não-Lugar explora o conceito de horror liminar, presente na internet há anos. Espaços liminares são ambientes de transição: corredores, escritórios vazios, shoppings abandonados, lugares que, quando esvaziados, carregam uma inquietação difícil de nomear. Esses espaços carregam em si uma sensação de que algo ali não está certo, sem que você consiga explicar exatamente o quê.

“As Backrooms parecem comuns, mas é justamente pela natureza extrema dessa banalidade que elas se tornam tão perturbadoras”, explica o ator Ejiofor. “Você sente que deveria estar minimamente seguro, afinal está em um escritório vazio, mas como há algo errado naquele ambiente, você se sente ainda mais vulnerável. É essa sensação que está na origem do horror das Backrooms.” 

Foto: divulgação/Imagem Filmes

Para Kane Parsons, esse desconforto tem raízes profundas: “A sensação liminar, seja na transição entre lugares físicos ou estados emocionais, vira um horror que remete aos detalhes sutis da infância. É uma exploração do passado que ficou para trás e do desejo de retornar a um passado que não existe mais.” 

Renate Reinsve, que interpreta a terapeuta no longa, completa: “Há tantas coisas dentro de nós que não conseguimos acessar, e existem aspectos específicos aos quais só temos acesso pelo subconsciente. Nosso conhecimento sobre o vasto sistema neurológico que carregamos é muito limitado.”

Diretor aos 20 anos

A confiança que a A24 depositou em Parsons não foi por acaso. O objetivo do jovem diretor sempre foi claro: “A cada etapa da realização deste filme, eu senti que estávamos avançando a premissa das Backrooms sem perder o respeito pelo público que está ali desde o começo. Nosso objetivo era entregar para quem já conhece Backrooms sem afastar quem está chegando agora.”

Foto: divulgação/Imagem Filmes

James Wan, produtor do filme e criador de franquias como Jogos Mortais, Invocação do Mal e Sobrenatural, se identificou com a forma de trabalhar de Kane Parsons, dada sua própria origem como cineasta independente. “O aspecto de horror desse projeto vem de um lugar muito psicológico, e o Kane mergulha de cabeça nesse fascínio crescente pelos espaços liminares.”

“Com seus curtas de Backrooms, ele provou que era extremamente capaz. Sabe exatamente o que quer e entende esse universo tão profundamente que, como produtores, elenco e equipe, confiamos na visão dele. Ter alguém assim como líder faz uma diferença enorme”, afirma Wan. 

Backrooms: Um Não-Lugar está em cartaz e pode ser assistido nos cinemas. 

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Texto revisado por Thaís Figueiredo @tinapalooza

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Bea Paiva mergulha nas principais novidades do mercado de beleza em cobertura especial ao lado do Entretetizei

Entre lançamentos de marcas e tendências que prometem movimentar o setor, criadora de conteúdo e comunicadora beauty leva o público a um acesso exclusivo aos bastidores da beleza na Beauty Show e ao lançamento da MBOOM Beauty

O universo da beleza vive um momento de constante transformação, impulsionado por produtos, tendências, padrões de consumo e criadores de conteúdo novos influenciando a creator economy que ajuda a conectar marcas e consumidores. Atenta a esse movimento, a influenciadora Bea Paiva participou de uma verdadeira imersão pelo setor nas últimas semanas, acompanhando de perto lançamentos e novidades que devem ganhar destaque nos próximos meses.

Ao lado do Entretetizei, plataforma de entretenimento, cultura e lifestyle, Bea marcou presença em dois importantes momentos para o mercado: o lançamento da MBOOM Beauty, realizado no Atrium Morumbi Shopping, e a Beauty Show, considerada um dos principais encontros da indústria da beleza da América Latina no primeiro semestre, focada em maquiagem, nails e lash.

No evento da MBOOM Beauty, a criadora de conteúdo acompanhou a apresentação da nova marca de maquiagem e acessórios, que reúne em seu squad nomes como Liz Macedo, Desiree, Jessie Shen e Camila Dal, e entrevistou as criadoras para saber sobre as expectativas quanto à marca e seus respectivos lançamentos. A ocasião marcou a chegada da MBOOM ao mercado e apresentou ao público seus primeiros produtos e propostas para o segmento com enfoque na Gen Z.

Foto: divulgação/ Instagram @beapaivarosa

Já na Beauty Show, Bea teve acesso antecipado a lançamentos de grandes marcas nacionais e internacionais: Dailus, Ruby Rose, Carmed, Pudim Beauty, MAC Cosmetics, Simple, Belong Be e Mari Maria Makeup, conhecendo produtos, tecnologias e tendências que ainda estão chegando ao mercado. Tradicionalmente frequentada por profissionais da indústria, empresários, varejistas e influenciadores, a feira funciona como uma vitrine para o que deve movimentar o setor nos próximos meses.

Participar desses eventos é uma oportunidade de conhecer de perto as transformações do mercado e compartilhar descobertas reais com quem acompanha meu conteúdo, trazendo novidades da beleza para quem ama e respira esse nicho. É muito interessante poder mostrar tendências e lançamentos antes que eles cheguem ao grande público“, afirma Bea Paiva.

A cobertura realizada em parceria com o Entretetizei aproxima consumidores de um universo que muitas vezes permanece restrito aos bastidores da indústria, apresentando novidades de forma acessível e destacando marcas, produtos e movimentos que ajudam a desenhar o futuro da beleza. Veja a cobertura da MBOOM Beauty aqui e a cobertura da Beauty Fair aqui.

Com uma audiência conectada a temas como lifestyle, beleza, comportamento e autocuidado, Bea reforça seu posicionamento como criadora de conteúdo atenta às transformações do setor e comprometida em traduzir as principais tendências para o público de forma autêntica e relevante.

Sobre Bea Paiva Rosa

Bea Paiva é criadora de conteúdo digital e comunicadora, produzindo conteúdos sobre beleza, lifestyle, comportamento, tendências e mercado beauty. Por meio de suas plataformas, compartilha experiências, descobertas e novidades do setor, aproximando sua audiência dos assuntos que movimentam o universo da beleza e do consumo.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Especiais Livros

Especial | Por que mulheres se apaixonam por homens literários? 

Mais do que fantasia, o fascínio pelos chamados book boyfriends está ligado ao desejo de ser vista, ouvida e emocionalmente considerada

Desde que a adaptação de Off Campus (2026) chegou às telas, uma pergunta voltou a circular entre as leitoras nas redes sociais: por que tantos personagens fictícios parecem entender mulheres melhor do que muitos homens reais? A discussão não é nova. Há décadas, leitores se apaixonam por protagonistas masculinos da literatura romântica. De Mr. Darcy, em Orgulho e Preconceito (1813), aos fenômenos contemporâneos que dominam o BookTok, os chamados book boyfriends (tradução livre: namorados literários) acumulam fãs, vídeos, edições e declarações apaixonadas. Mas o que explica esse fascínio?

Foto: reprodução/Prime Video

A resposta talvez esteja menos na fantasia e mais na forma como esses personagens são construídos. Quando as leitoras falam sobre seus favoritos, raramente destacam apenas a aparência física ou os elementos extraordinários da trama. O que costuma aparecer são aspectos muito mais cotidianos.

Os homens literários percebem coisas que muitas vezes passam despercebidas. Notam quando algo está errado mesmo antes de ouvir uma explicação. Lembram de conversas antigas, reconhecem mudanças de comportamento, respeitam limites e demonstram interesse genuíno pela pessoa que amam. Mais do que parceiros idealizados, são personagens que fazem suas protagonistas se sentirem vistas.

O homem ideal escrito por mulheres

Durante séculos, a literatura foi dominada por perspectivas masculinas. Em muitas narrativas, os protagonistas homens eram definidos pela coragem, riqueza, inteligência ou capacidade de conquista. O amor existia, mas nem sempre ocupava o centro da história. 

Com o crescimento do romance escrito por mulheres, especialmente a partir do século XIX e, mais recentemente, com a expansão dos gêneros romântico e new adult, surgiu outro tipo de protagonista masculino, um personagem cuja atratividade não depende apenas do que conquista, mas da forma como se relaciona.

Foto: reprodução/Instagram @sarahcristina_daily

Não por acaso, muitos dos homens mais amados da literatura compartilham características semelhantes: eles observam, escutam, demonstram vulnerabilidade, respeitam a autonomia da parceira e estão dispostos a crescer ao longo da narrativa. Isso não significa que sejam perfeitos. Muitos carregam defeitos, traumas e comportamentos questionáveis. A diferença é que a história frequentemente os apresenta como homens capazes de refletir sobre seus erros e amadurecer emocionalmente.

O fenômeno pode parecer recente por causa das redes sociais, mas está longe de ser novidade. De Jane Austen às autoras contemporâneas que dominam as listas de mais vendidos, gerações de leitoras demonstram interesse por personagens que oferecem algo além da atração romântica: a sensação de parceria.

Muito além da fantasia

Existe uma ideia recorrente de que mulheres se apaixonam por personagens fictícios porque eles representam fantasias impossíveis, mas talvez essa explicação simplifique demais a questão. Poucas leitoras acreditam que encontrarão um vampiro centenário, um príncipe feérico ou um magnata bilionário disposto a atravessar continentes por amor. O encanto não está necessariamente nesses elementos extraordinários, mas sim no comportamento que eles simbolizam.

Esses personagens fazem perguntas e se importam com as respostas. Prestam atenção ao que a protagonista gosta, teme ou sonha. Demonstram interesse por sua vida interior. Permitem-se ser vulneráveis e enxergam o relacionamento como algo que merece dedicação.

Foto: reprodução/Instagram @bookcris_

Ao mesmo tempo, os romances potencializam essa entrega por meio de grandes gestos. É daí que nasce a popularidade da fantasia do “he would burn the world for her” (tradução livre: ele queimaria o mundo por ela), expressão que se tornou comum entre leitores nas redes sociais. Mas a força dessa ideia não está na destruição do mundo em si, está na escolha, na disposição de agir e na certeza de que aquele personagem considera o amor importante o suficiente para lutar por ele.

No fundo, a fantasia não é encontrar alguém capaz de derrubar impérios, é encontrar alguém que considere o relacionamento uma prioridade.

O que os grandes romances têm em comum?

Quando observamos alguns dos personagens mais populares entre as leitoras, um padrão começa a surgir.

Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito (1813), continua sendo um dos protagonistas masculinos mais admirados da literatura mais de dois séculos após sua criação. Embora sua posição social tenha importância na narrativa, o que conquista gerações de leitoras é sua capacidade de reconhecer os próprios erros, rever atitudes e amadurecer emocionalmente.

Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

Poucas décadas depois, outro personagem conquistou admiradores por razões semelhantes. Na série de livros Anne de Green Gables (1908), Gilbert Blythe se destaca não apenas pelo afeto que desenvolve por Anne, mas pela forma como respeita sua inteligência, incentiva seus sonhos e a enxerga como igual em uma época em que isso nem sempre era esperado das mulheres.

Foto: reprodução/Netflix

Em gêneros completamente diferentes, a lógica permanece parecida. Em Jogos Vorazes (2008), Peeta Mellark tornou-se um dos personagens mais queridos do universo da distopia juvenil por sua empatia, sensibilidade e capacidade de apoiar Katniss sem tentar controlá-la ou diminuir sua força. Já Augustus Waters, de A Culpa é das Estrelas (2012), conquistou leitores por sua disposição em ouvir, compreender e compartilhar vulnerabilidades com Hazel.

Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

No mangá Um Sinal de Afeto (2019), Itsuomi desperta admiração por seu interesse genuíno pelo mundo de Yuki. Para se comunicar melhor com ela, aprende língua de sinais e busca compreender experiências diferentes das suas, transformando atenção e esforço em demonstrações concretas de afeto.

Foto: reprodução/Crunchyroll

Os cenários mudam. Os séculos mudam. Os gêneros literários mudam. O que permanece é a valorização de personagens que enxergam o amor como algo digno de esforço, atenção e presença.

A construção social do amor

Essa diferença também pode ser observada fora da literatura. Historicamente, mulheres foram incentivadas a desenvolver habilidades emocionais. Aprenderam a cuidar, acolher, ouvir e sustentar vínculos afetivos. Já os homens, durante muito tempo, foram socializados para priorizar desempenho, independência e controle emocional.

Foto: reprodução/Instagram @euvihbooks

Embora essas dinâmicas estejam mudando, seus efeitos ainda aparecem em muitos relacionamentos contemporâneos. Talvez por isso personagens literários despertem tanta identificação: eles oferecem algo que muitas mulheres aprenderam a oferecer aos outros, mas nem sempre recebem na mesma medida.

Mais do que parceiros apaixonados, são personagens que observam, escutam, acolhem e participam ativamente da construção da relação. Em outras palavras, personagens que demonstram reciprocidade emocional.

O padrão ficou alto ou o mínimo ficou raro?

Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar brincadeiras nas redes sociais sobre homens literários terem “estragado” os relacionamentos reais. A frase costuma soar exagerada, mas talvez revele uma questão interessante. 

Afinal, o que torna esses personagens tão desejados? Na maioria das vezes, não são feitos extraordinários, são atitudes cotidianas: demonstrar interesse, respeitar limites, lembrar de detalhes importantes, apoiar projetos pessoais, comunicar sentimentos e investir tempo na construção da intimidade. Nenhuma dessas características deveria ser excepcional. Pelo contrário, elas fazem parte da base de qualquer relação saudável.

Foto: reprodução/Instagram @aculpaedasestrelasz

Talvez a popularidade dos book boyfriends não indique que as expectativas românticas ficaram altas demais. Talvez ela revele que muitas mulheres passaram a reconhecer a importância de aspectos que antes eram tratados como secundários.

O que os homens literários realmente representam?

No fim das contas, o sucesso dos homens literários talvez diga menos sobre a busca por parceiros perfeitos e mais sobre um desejo profundamente humano: ser visto. Leitoras sabem que vampiros não existem. Sabem que reinos mágicos não existem. Sabem que boa parte das situações retratadas nos romances pertence ao campo da fantasia. O que elas também sabem é que atenção, cuidado, escuta e parceria existem.

Talvez seja justamente por isso que tantos personagens continuam conquistando corações dentro e fora das páginas. Não porque representem uma realidade impossível, mas porque lembram que o amor não se sustenta apenas em atração ou grandes declarações. Ele também se constrói na capacidade de perceber o outro, valorizá-lo em sua complexidade e escolher permanecer.

Foto: reprodução/Papo de cinema

Já se apaixonou por um personagem literário? Qual sua opinião sobre esse tema? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho @lauramariaheart

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Festival de Teatro do Rio anuncia programação e abre vendas para a 2ª edição

Entre os artistas confirmados, estão Marco Nanini, Grupo Galpão, Lilia Cabral, Fábio Porchat, Eduardo Moscovis e Malu Galli

Sucesso na estreia com lotação esgotada todos os dias, a segunda edição do Festival de Teatro do Rio de Janeiro anunciou hoje (3) a programação que ocupará os teatros Riachuelo e TotalEnergies de 29 de julho a 16 de agosto. Produzido pela Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho, e com curadoria de Maria Siman, o Festival terá abertura com o Grupo Galpão, vindo de Belo Horizonte no auge de suas quatro décadas de trajetória, contará com (Um) Ensaio sobre a Cegueira e o encerramento apresentará Marco Nanini estreando Fim de Partida na cidade.

Entre as duas atrações, uma série de espetáculos seguirá com a proposta inicial do evento: apresentar montagens que impactaram a cena teatral no ano anterior, mas também fomentar e fortalecer o setor, além de debater a formação de novas plateias e novos profissionais. Toda a programação de ações formativas (batizadas de Palco 360) será anunciada em breve, assim como outras novidades que tornarão o Festival ainda maior.

Nos palcos, o público poderá conferir a estreia carioca de Balada da Louca, solo em que Lilia Cabral revive Rita Lee e cuja temporada de estreia foi totalmente esgotada em São Paulo. É o mesmo caso de Fim de Partida, que chega ao Rio após vender todos os ingressos em São Paulo, além de colher elogios da crítica especializada por este trabalho em que Marco Nanini é dirigido por Rodrigo Portella e divide o palco com Guilherme Weber, Ary França e Helena Ignez.

Foto: divulgação/Clímax Comunicação

Os espectadores também terão a chance de rever espetáculos que tiveram concorridas temporadas no Rio, como O Motociclista no Globo da Morte, que rendeu diversos prêmios para Eduardo Moscovis, Mulher em Fuga, com Malu Galli e Tiago Martelli, e Deserto, com direção de Luiz Felipe Reis.

“Ficamos muito felizes com o sucesso do Festival ano passado. Não somente com os espetáculos lotados, mas também com todo o interesse e os debates com nossas ações formativas, com uma plateia diversa e atenta. A ideia com o Festival é mesmo mobilizar a cena teatral carioca, fomentar a produção e também dar uma contribuição na formação de novas plateias”, comenta a diretora artística Aniela Jordan.

Desta vez, o Festival ocupará todo o espaço do Teatro TotalEnergies, com a Sala Adolpho Bloch, a área de convivência e a sala de ensaios, que vão abrigar uma novíssima mostra de espetáculos (Nova Cena, que terá a programação anunciada em breve), os cursos, conversas e workshops do Palco 360.

“O Festival cresceu e estamos trabalhando para já fazer parte do calendário cultural da cidade. Este ano vamos expandir, ter ainda mais encontros com a classe teatral e o público, ações gratuitas e também mais um palco e espaços adaptados para a apresentação dos espetáculos”, celebra a curadora Maria Siman.

Foto: divulgação/Clímax Comunicação
2º FESTIVAL DE TEATRO DO RIO

Espetáculos:

(Um) Ensaio sobre a Cegueira – com o Grupo Galpão. Direção de Rodrigo Portella.

Dias 29 (abertura), 30 e 31 de julho (quarta, quinta e sexta), às 20h, no Teatro Riachuelo.

Como um Palhaço

Dias 30 e 31 de julho (quinta e sexta), às 20h, no Teatro TotalEnergies. 

Negra Palavra: Poesia do Samba

Dia 1º de agosto (sábado), às 20h, no Teatro TotalEnergies.

A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe

Dia 2 de agosto (domingo), às 19h, no Teatro Riachuelo.

Rita Lee – Balada da Louca

Dias 4 e 5 de agosto (terça e quarta), às 20h, no Teatro Riachuelo.

Meu Corpo Está Aqui

Dia 4 de agosto (terça), às 20h, no Teatro TotalEnergies.

O Motociclista no Globo da Morte

Dias 5 e 6 de agosto (quarta e quinta), às 20h, no Teatro TotalEnergies.

Mulher em Fuga

Dia 7 de agosto (sexta), às 20h, no Teatro Riachuelo.

Histórias do Porchat

Dia 8 de agosto (sábado), às 20h30, no Teatro Riachuelo.

Deserto

Dias 8 e 9 de agosto (sexta e sábado), às 20h, no Teatro TotalEnergies.

Fim de Partida

De 13 a 16 de agosto (quinta a sábado, às 20h. Domingo, às 18h) no Teatro TotalEnergies.

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Leia também: Cinebiografia de Zeca Pagodinho inicia as filmagens no Rio de Janeiro

Texto revisado por Kalylle Isse

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