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Precisamos falar sobre a romantização do sofrimento feminino

Por que tantas mulheres são ensinadas a serem resilientes, pacientes e sacrificiais? Das protagonistas de K-dramas às expectativas sociais reais, existe uma cultura que transforma sofrimento em virtude

Sabe aquela história de que “mulher forte é aquela que aguenta tudo”? Que precisamos ser resilientes, pacientes, compreensivas e, de preferência, sorridentes, mesmo quando o mundo está caindo aos pedaços? Parece que, desde que a gente se entende por gente, somos bombardeadas com a ideia de que o sofrimento feminino, de alguma forma, nos enobrece. Que passar por provações, abrir mão dos nossos desejos e colocar as necessidades dos outros acima das nossas é o caminho para ser uma “boa mulher”. E, sejamos sinceras, essa narrativa é exaustiva, né?

Mas de onde vem essa ideia? Por que tantas de nós crescemos acreditando que o sacrifício é uma virtude e que a dor é um atalho para a santidade? Se você já se pegou pensando nisso enquanto maratonava um K-drama, ouvia uma música da Taylor Swift ou via uma protagonista de série ocidental se desdobrando para agradar a todos, pode ter certeza: você não está sozinha. Milhões de mulheres ao redor do mundo estão começando a questionar essa romantização do sofrimento, percebendo que, por trás da aura de “mulher guerreira”, existe uma armadilha que nos impede de viver plenamente. Então, vem com a gente desvendar esse mistério e entender como essa cultura se manifesta das telas coreanas aos palcos pop, e como a gente pode se libertar dela!

A heroína que chora em silêncio: o sofrimento feminino nas telas (asiáticas e ocidentais) que a gente ama (e questiona!)

Seja em K-dramas, filmes de Hollywood ou séries da Netflix, já deve ter notado um padrão que, às vezes, dá um nó na cabeça: muitas protagonistas femininas parecem ter um imã para o sofrimento emocional e social. Elas enfrentam adversidades financeiras, familiares, amorosas e profissionais com uma resiliência quase sobre-humana. São órfãs, endividadas, vítimas de bullying, ou simplesmente azaradas no amor. E, por mais que a gente torça por elas e se emocione com suas histórias, é inegável que a jornada dessas personagens é muitas vezes pavimentada com lágrimas, sacrifícios e uma dose cavalar de paciência.

Pense em dramas como Boys Over Flowers (2009), onde a protagonista Geum Jan-di, uma garota de origem humilde, é constantemente humilhada e maltratada pelos garotos ricos da escola, mas persiste com uma força inabalável. Ou em Escada Para O Céu (2003), um clássico que beira o absurdo no quesito sofrimento, com a personagem principal passando por todo tipo de tragédia, desde a perda da mãe até a cegueira e doenças terminais, sempre com uma aura de pureza e bondade. Em muitos desses dramas, a virtude da personagem feminina parece ser diretamente proporcional à sua capacidade de suportar a dor e o sacrifício. É quase como se o sofrimento fosse um pré-requisito para um final feliz, sabe?

Mas não é só na Ásia que a gente vê isso! Quantas vezes não nos identificamos com a Meredith Grey de Grey’s Anatomy (2005), que parece carregar o peso do mundo nas costas, sempre se sacrificando pelos pacientes e pelos amigos, enquanto lida com suas próprias tragédias? Ou com a Rory Gilmore de Gilmore Girls (2000), que, apesar de todo o privilégio, vive uma busca incessante pela perfeição acadêmica e profissional, muitas vezes se cobrando demais e sofrendo em silêncio para atender às expectativas de todos ao seu redor? E a Phoebe Waller-Bridge em Fleabag (2016), que usa o humor ácido para mascarar uma dor profunda e uma culpa avassaladora, mostrando que o sofrimento feminino pode ter muitas faces, nem sempre óbvias. É quase como se a narrativa de “mulher que sofre e supera” fosse um roteiro universal.

Essa representação, embora muitas vezes emocionante e cativante (afinal, quem não ama um bom drama?), levanta uma questão importante: será que estamos, inconscientemente, sendo ensinadas a associar o valor de uma mulher à sua capacidade de sofrer em silêncio? Será que a imagem da heroína que aguenta tudo, que perdoa o imperdoável e que se sacrifica pelos outros, não reforça a ideia de que o sofrimento é um caminho para a redenção ou para o amor verdadeiro? É uma reflexão que nos convida a olhar para as nossas histórias favoritas com um olhar mais crítico, questionando os padrões que elas, por vezes, perpetuam e que, sem querer, acabamos reproduzindo na vida real.

Resiliência, paciência e sacrifício: as virtudes que a gente acha que tem que ter (mas que podem nos aprisionar!)

Fora das telas, essa romantização do sofrimento feminino se manifesta em diversas expectativas sociais que nós conhecemos bem. Desde cedo, somos ensinadas a ser “boazinhas”, a não reclamar, a colocar as necessidades dos outros antes das nossas. A mulher paciente é elogiada, a mulher resiliente é admirada, e a mulher sacrificial é quase canonizada. Mas, peraí, a que custo tudo isso? Será que essa busca por ser a mulher perfeita não está nos custando a nossa própria paz?

Essa cultura nos ensina que devemos ser as cuidadoras universais: da casa, dos filhos, do marido, dos pais, dos amigos, dos colegas de trabalho. E, ao fazer isso, muitas vezes esquecemos de cuidar de nós mesmas. A exaustão física e mental se torna um distintivo de honra, um sinal de que somos mulheres de verdade. A paciência se transforma em passividade, a resiliência em conformismo e o sacrifício em autoanulação. E a gente, que é tão forte, acaba se perdendo no meio de tantas cobranças.

Quantas vezes ouvimos frases como “você tem que ter paciência com ele”, “aguenta firme, você é forte” ou “faça isso pelos seus filhos”? Essas frases, embora muitas vezes ditas com boas intenções, reforçam a ideia de que o sofrimento é uma parte intrínseca da experiência feminina, e que a nossa capacidade de suportá-lo é uma medida do nosso valor. É uma armadilha sutil, mas poderosa, que nos impede de buscar a nossa própria felicidade e de lutar pelos nossos próprios direitos e desejos. E a gente merece muito mais do que isso, né?

A síndrome da boa moça: por que é tão difícil dizer não e colocar a gente em primeiro lugar?

A romantização do sofrimento feminino está intrinsecamente ligada à síndrome da boa moça, um padrão de comportamento que nos leva a buscar a aprovação dos outros a todo custo. Temos medo de desagradar, de sermos vistas como egoístas ou difíceis. E, para evitar esses rótulos que a sociedade adora nos dar, acabamos dizendo “sim” para coisas que não queremos, aceitando situações que nos fazem mal e nos sobrecarregando com responsabilidades que não são nossas. É um ciclo viciante e super cansativo!

Essa síndrome é alimentada pela ideia de que uma mulher virtuosa é aquela que está sempre disponível, sempre sorrindo e sempre disposta a ajudar, mesmo que isso signifique se anular. É uma armadilha que nos impede de estabelecer limites saudáveis, de expressar nossas opiniões e de lutar pelos nossos próprios interesses. E, no final das contas, nos leva a um ciclo de frustração, ressentimento e esgotamento. Nós merecemos mais do que viver para agradar os outros, né?

É importante questionar: por que a bondade feminina é tão frequentemente associada à passividade e ao sacrifício? Por que a nossa capacidade de amar e cuidar é tão frequentemente explorada para nos manter em um lugar de submissão? A resposta está em uma cultura que, por séculos, tem se beneficiado do trabalho não remunerado e da autoanulação feminina. E é hora de desconstruir essa narrativa, de redefinir o que significa ser uma boa moça e de aprender a dizer “não” sem culpa. Afinal, não precisamos ser perfeitas para sermos incríveis!

A trilha sonora do coração partido: como a música pop romantiza a dor feminina (e a gente canta junto!)

Seja nos K-dramas ou na vida real, a música pop tem um papel fundamental em moldar nossa percepção sobre o amor e o sofrimento. Quantas vezes não nos identificamos com letras que falam de corações partidos, amores não correspondidos e a dor de um relacionamento que não deu certo? Artistas como Taylor Swift, com suas baladas sobre desilusões amorosas, ou Lana Del Rey, com sua estética melancólica e letras que exploram a vulnerabilidade feminina, são mestras em traduzir esse sentimento em arte. E a gente ama, né?

Mas será que essa identificação não acaba reforçando a ideia de que o sofrimento é uma parte inevitável e até mesmo “bonita” do amor? Músicas como Drivers License da Olivia Rodrigo, que explora a dor de um primeiro amor perdido, ou Someone Like You da Adele, que fala sobre a dificuldade de seguir em frente, tocam fundo na gente. Elas validam nossos sentimentos, mas também podem nos fazer acreditar que a dor é um estágio necessário para o crescimento, ou que a intensidade do sofrimento é uma prova da profundidade do amor. E a Billie Eilish, com suas letras introspectivas e melancólicas, muitas vezes nos convida a mergulhar em um universo de angústias e questionamentos que, embora reais, podem ser romantizados como parte da experiência feminina.

Essa romantização do coração partido pode nos levar a idealizar relacionamentos tóxicos, a aceitar menos do que merecemos e a prolongar um sofrimento que poderia ser evitado. É importante lembrar que, embora a arte seja um espelho da vida, ela também pode influenciar a forma como vivemos. E nós merecemos uma trilha sonora que celebre a nossa força, a nossa alegria e o nosso amor próprio, e não apenas a nossa dor.

Desconstruindo o mito: o sofrimento não é um atalho para a felicidade (e nem pra ser uma mulher incrível!)

A verdade é que o sofrimento, por si só, não nos torna melhores, mais fortes ou mais virtuosas. Ele pode nos ensinar lições valiosas, sim, mas apenas se o encararmos como uma experiência a ser superada, e não como um destino a ser abraçado. A romantização do sofrimento nos impede de buscar a cura, de lutar por justiça e de exigir o respeito que merecemos. E a gente merece muito, viu?

É hora de desconstruir o mito de que a mulher precisa sofrer para ser completa. De que a dor é um pré-requisito para o amor verdadeiro ou para o sucesso. A felicidade não é o resultado de um sofrimento bem-sucedido, mas sim da capacidade de nos valorizarmos, de estabelecermos limites, de buscarmos nossos próprios sonhos e de nos cercarmos de pessoas que nos apoiam e nos elevam. Porque merecemos ser felizes, e ponto final!

Os K-dramas, embora por vezes reforcem essa narrativa (e a gente sabe que sim!), também têm evoluído, mostrando protagonistas femininas mais fortes, independentes e que se recusam a aceitar o sofrimento como seu destino. Personagens que lutam por seus direitos, que buscam sua própria voz e que se recusam a ser apenas coadjuvantes na história de outra pessoa. Essa evolução é um reflexo de uma mudança maior na sociedade, onde as mulheres estão cada vez mais questionando os padrões impostos e buscando uma vida mais autêntica e plena. E a gente ama ver isso!

O caminho para a liberdade: redefinindo a força feminina (do nosso jeito!)

A verdadeira força feminina não está na capacidade de suportar o sofrimento em silêncio, mas na coragem de se levantar, de lutar por si mesma e de exigir o respeito que merece. Está em dizer “não” quando necessário, em estabelecer limites saudáveis e em priorizar a própria saúde mental e emocional. Porque a nossa saúde mental importa, e muito!

Está em buscar a felicidade sem culpa, em perseguir os próprios sonhos sem medo do julgamento e em se cercar de pessoas que nos apoiam e nos celebram, e não que nos exploram ou nos diminuem. A força feminina está na sororidade, na capacidade de nos unirmos e de lutarmos por um mundo onde o sofrimento não seja romantizado, mas sim combatido. Juntas somos mais fortes, sempre!

Que a gente possa aprender com as histórias, tanto as das telas quanto as da vida real, a questionar os padrões, a desconstruir os mitos e a redefinir o que significa ser uma mulher forte. Que a nossa resiliência seja usada para construir um futuro mais justo e igualitário, e não para nos aprisionar em um ciclo de sofrimento. E que, acima de tudo, a gente se permita ser feliz, sem culpa e sem a necessidade de provar nada a ninguém. Porque a nossa felicidade é a nossa maior revolução!

O preço da perfeição: como a sociedade cobra e a mulher paga (e como a gente pode mudar isso!)

A pressão para ser perfeita não é novidade para nenhuma mulher, né? Desde a infância, somos bombardeadas com mensagens que nos dizem como devemos ser, o que devemos sentir e como devemos nos comportar. A menina que não chora, a adolescente que tira notas excelentes e é popular, a mulher que concilia carreira, maternidade e um corpo impecável,  essas são as imagens que nos são vendidas como ideais. E, para alcançar esses ideais, muitas vezes nos submetemos a um sofrimento silencioso, internalizando a ideia de que a dor é um preço justo a pagar pela aceitação e pelo sucesso. Mas será que vale a pena?

Essa cobrança se manifesta de diversas formas. Na esfera profissional, somos incentivadas a trabalhar mais, a ser mais produtivas, a provar constantemente o nosso valor em ambientes muitas vezes hostis. Na vida pessoal, espera-se que sejamos os pilares emocionais da família, as cuidadoras incansáveis, as parceiras compreensivas que sempre colocam as necessidades dos outros em primeiro lugar. E, nas redes sociais, a vitrine da vida perfeita nos empurra para uma comparação constante, gerando ansiedade e a sensação de que nunca somos boas o suficiente. É um ciclo que não tem fim, se a gente parar pra pensar!

O resultado é uma geração de mulheres exaustas, sobrecarregadas e, muitas vezes, com a saúde mental comprometida. A romantização do sofrimento atua como um véu, mascarando a exaustão e transformando-a em uma espécie de virtude. “Ela é tão forte, aguenta tudo!” – quantas vezes ouvimos ou dissemos isso? Mas será que “aguentar tudo” é realmente um sinal de força, ou um sintoma de uma sociedade que explora a capacidade feminina de resiliência até o limite? A gente precisa se questionar!

K-dramas e a evolução da protagonista feminina: uma luz no fim do túnel (e nas nossas telas!)

Embora muitos K-dramas ainda flertem com a romantização do sofrimento feminino (e a gente sabe que eles adoram um bom drama!), é inegável que há uma evolução acontecendo. Novas produções têm trazido protagonistas mais complexas, que questionam as expectativas sociais, que buscam sua própria voz e que se recusam a ser meras vítimas das circunstâncias. Elas ainda enfrentam desafios, claro, mas a forma como lidam com eles é diferente, e isso é inspirador!

Pense em dramas como Uma Advogada Extraordinária (Extraordinary Attorney Woo) (2022), onde a protagonista Woo Young-woo, uma advogada no espectro autista, enfrenta preconceitos e desafios no ambiente de trabalho, mas se recusa a ser definida por suas dificuldades. Sua jornada é de superação, mas também de autoaceitação e de construção de relacionamentos autênticos, onde sua vulnerabilidade é vista como parte de sua força. Ou em Vincenzo (2021), onde a personagem Hong Cha-young, uma advogada destemida, luta contra a corrupção e não tem medo de confrontar o sistema, mesmo que isso signifique se colocar em risco. Ela é forte, inteligente e, acima de tudo, dona de suas próprias escolhas. A gente ama uma mulher assim, né?

Esses exemplos mostram que o K-drama, assim como a sociedade, está em constante movimento. Há um reconhecimento crescente da necessidade de representar mulheres de forma mais realista, com suas complexidades, suas falhas e suas forças. Essa evolução é um sinal de esperança, mostrando que é possível contar histórias emocionantes e cativantes sem precisar romantizar o sofrimento feminino. É um convite para que as narrativas reflitam a diversidade e a força real das mulheres, inspirando o público a questionar os padrões e a buscar uma vida mais autêntica. E a gente tá aqui pra isso!

Desafios diários: como desromantizar o sofrimento na nossa vida (e viver mais leve!)

A desromantização do sofrimento feminino não é algo que acontece apenas nas telas; é um trabalho diário, que começa dentro de nós mesmas. Significa questionar as mensagens que recebemos, desafiar as expectativas sociais e, acima de tudo, priorizar o nosso próprio bem-estar. Porque a gente merece ser feliz, e não viver em função da dor!

Começa com pequenas atitudes: aprender a dizer “não” sem culpa, estabelecer limites saudáveis nos relacionamentos, buscar ajuda profissional quando necessário, e permitir-se sentir as emoções sem julgamento. Significa entender que a nossa força não está em “aguentar tudo”, mas em reconhecer as nossas vulnerabilidades e em buscar apoio quando precisamos. É um processo de autoconhecimento e de empoderamento, onde aprendemos a valorizar a nossa própria voz e a lutar pelos nossos próprios direitos. E isso é libertador!

Também envolve a forma como nos relacionamos com outras mulheres. Em vez de perpetuar a cultura da comparação e da competição, podemos construir redes de apoio, onde celebramos as conquistas umas das outras e oferecemos um ombro amigo nos momentos difíceis. A sororidade é uma ferramenta poderosa para desconstruir a romantização do sofrimento, mostrando que não estamos sozinhas nessa jornada e que juntas somos mais fortes. Sempre!

O futuro é nosso: uma nova narrativa para a força feminina (e para a nossa felicidade!)

O futuro da força feminina não está na capacidade de suportar o sofrimento em silêncio, mas na coragem de se expressar, de lutar por seus direitos e de construir uma vida que seja verdadeiramente sua. Está em redefinir o sucesso não como a ausência de dor, mas como a capacidade de superá-la, de aprender com ela e de transformá-la em crescimento. Porque merecemos crescer e florescer!

Que possamos usar as lições dos K-dramas, das músicas pop e das séries que nos fazem refletir e nos inspiram, para construir uma nova narrativa para a força feminina. Uma narrativa onde a resiliência seja sinônimo de adaptabilidade e de busca por soluções, e não de conformismo. Onde a paciência seja uma virtude para os momentos certos, e não uma desculpa para a passividade. E onde o sacrifício seja uma escolha consciente, e não uma imposição social. A gente tem o poder de escolher!

É tempo de abraçar a nossa complexidade, as nossas falhas e as nossas vitórias. É tempo de nos permitirmos ser humanas, com todas as nuances que isso implica. E, acima de tudo, é tempo de nos libertarmos da ideia de que o sofrimento nos torna mais valiosas, e de abraçarmos a alegria, a autenticidade e a plenitude como os verdadeiros pilares da nossa existência. O futuro é nosso, e ele é muito mais brilhante do que qualquer sofrimento romantizado pode nos fazer acreditar. Vamos juntas nessa jornada!

 

Qual a sua opinião sobre isso? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento!

Leia também: Por que a violência contra as mulheres vende tanto?

 

Texto revisado por Thaís Figueiredo

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Novo livro Brilhante Maví aborda a pressão emocional da Geração Z nas escolas

Com uma narrativa atual, o livro retrata a pressão pela perfeição nas redes sociais e mostra aos jovens que crescer também significa errar

 

Brilhante Maví é um dos lançamentos de 2026 da Editora Mundo Cristão voltado ao público infanto-juvenil. O livro foi escrito pela escritora best-seller Queren Ane, atualmente uma das principais escritoras da ficção cristã jovem no Brasil. Nesta nova ficção é apresentada uma narrativa envolvente e atual, repleta de conflitos internos, expectativas frustradas e confusões da adolescência que são carregadas de boas risadas.

Em meio às pressões das redes sociais, das amizades escolares e do primeiro amor, a história leva o leitor junto à protagonista em uma jornada de amadurecimento que conversa diretamente com a saúde emocional da Geração Z, trazendo também referências às músicas da cantora Taylor Swift, grupos de K-pop e doramas.

Confira a sinopse:

Maví é a garota que todo mundo admira: aluna exemplar, filha responsável, amiga sempre pronta para resolver o caos alheio. No entanto, quando as coisas ameaçam sair do controle – na escola, em casa e no próprio coração – Maví se vê diante de escolhas que podem mudar tudo. Afinal, quando o medo de perder fala mais alto, até onde se pode continuar brilhando?

Maví sempre soube como consertar as coisas. Representante de turma, aluna destaque, referência para as amigas e orgulho do avô, ela construiu a própria imagem sendo a garota que resolve problemas – dos outros, principalmente. Um acento fora do lugar? Ela corrige. Uma confusão no banheiro masculino? Ela põe ordem. Um namoro em crise? Ela dá um jeito.

Mas, e quando não dá para apagar, colar de novo ou fingir que está tudo sob controle?

Entre pressões familiares, competições escolares e um coração partido que ela não sabe como remendar, Maví vai descobrir que nem tudo pode ser consertado… e que talvez crescer signifique, antes de tudo, aprender a olhar para o alto.

Brilhante Maví é uma história que vai além da jornada de aprendizados, aventuras e desafios na adolescência, é um livro que vai levar o leitor a refletir sobre autoestima, pertencimento, erros e amadurecimento em meio às pressões de uma geração totalmente digital. Uma leitura sensível, divertida e muito atual para quem já se sentiu perdido tentando corresponder às expectativas dos outros e da própria rede social. 

A obra possui 320 páginas e está disponível por R$79,90 no site da Amazon.

 

E você, está preparado para mergulhar nessa jornada de emoções, descobertas e amadurecimento com a Maví? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e, se quiser saber mais sobre as  novidades do mundo literário, venha participar do Clube de Leitura do Entretê

 

Leia também: Entrevista | Guilherme Alf conta sobre Turma da Bola, desenho que une esporte e diversidade

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Junho traz romances que celebram o amor e a autodescoberta sem limite de idade

Histórias emocionantes sobre recomeços, relações improváveis e amor

 

No mês de Junho, a Editora Verus do Grupo Editorial Record lança alguns títulos que vão da autodescoberta ao enemies to lovers. Entre os destaques estão obras de autores best-sellers que exploram recomeços, relações improváveis e as diferentes formas de encontrar o amor. 

A Última Dança, de Ruth Hogan
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Neste livro, iremos conhecer a personagem Venetia Hargreaves, que vê sua vida sofrer uma grande mudança após a morte do marido. Ao perceber que dedicou décadas da sua vida a apoiar os sonhos dele, ela vê que acabou deixando de lado seus próprios sonhos. Agora, aos 74 anos, ela decide resgatar uma antiga paixão ao comprar o Salão de Dança Fênix, local onde já foi professora de dança na juventude. 

Entre memórias, novos amigos e desafios inesperados, Venetia embarca em uma jornada de autodescoberta que prova que nunca é tarde para recomeçar e construir a vida que sempre desejou.

O Casamento da Minha Melhor Amiga, de Kat T. Masen
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Nesta leitura, nossa protagonista é a Eva, que leva uma vida tranquila administrando sua cafeteria em Cinnamon Springs até ser encarregada de organizar o casamento da melhor amiga – uma tarefa que seria desafiadora. O que ela não esperava era ter como parceiro nos preparativos Aston, o irmão mais velho da sua melhor amiga, um bilionário controlador responsável por partir seu coração anos antes. 

No entanto, entre os preparativos da cerimônia, a convivência forçada faz antigas mágoas ressurgirem ao mesmo tempo que a atração entre os dois cresce. Com romance, humor e segundas chances, a história reúne os ingredientes perfeitos para os fãs de enemies to lovers.

O Amor Está no Ar, de B.K. Borison
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Neste livro, iremos conhecer Lucie, uma mãe solo cuja vida amorosa está bem parada. No entanto, ela acaba vendo sua vida virar notícia pública quando sua filha liga para um famoso programa de rádio em busca de um namorado para ela. Do outro lado, temos Aiden Valentine, o apresentador de um programa de rádio sobre relacionamentos, que, apesar de falar sobre amor no trabalho, não acredita mais nisso. 

Quando os dois passam a trabalhar juntos em um quadro para a rádio em que o objetivo é encontrar o par perfeito para Lucie, a química entre eles se torna impossível de ignorar. Entre momentos divertidos, emoções genuínas e muito romance, a história mostra que o amor pode surgir quando menos se espera.

 

Entre tantas histórias de amor e recomeços, qual conquistou você? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e, se quiser saber mais sobre as novidades do mundo literário, venha participar do Clube de Leitura do Entretê

 

Leia também: Livros para quem amou Off Campus

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Especial | Curiosidades sobre Kerem Bürsin que vão além das dizis

Conhecido pelos sucessos na Turquia, o ator também coleciona hobbies criativos e projetos fora da atuação

Apesar de ser amplamente conhecido pelos grandes sucessos nas dizis turcas, Kerem Bürsin construiu uma carreira que vai muito além dos romances que o público acompanha nas telas.

O ator, que completa mais um ano de vida nesta quinta (4), chama atenção também por seu estilo de vida e interesses fora da atuação. Em seu aniversário, o Entretê reune algumas curiosidades pouco conhecidas sobre Kerem Bürsin.

 

Foto: reprodução/Instagram @thebursin
Morou em vários países

 

Embora tenha nascido em Istambul, Kerem passou boa parte da infância e adolescência fora da Turquia. Ele já viveu em países como Escócia, Indonésia, Emirados Árabes Unidos, Malásia e Estados Unidos. Graças aos anos vividos no exterior, o ator fala turco, inglês e espanhol fluentemente!

 

Sua primeira paixão artística foi a música

 

Antes mesmo de pensar seriamente em atuar, Kerem encontrou na música sua principal forma de expressão artística. Nos tempos de colégio, Kerem criou uma banda chamada Androgen, na qual tocava baixo. O grupo chegou a realizar apresentações e até produziu um CD no início dos anos 2000. Além do baixo, ele também toca piano e outros instrumentos musicais.

 

Foto: reprodução/Instagram @thebursin

 

Estudou Comunicação e Marketing

 

Kerem já foi acadêmico e concluiu sua formação na Emerson College, em Boston, nos Estados Unidos, onde estudou Comunicação e Marketing.

 

Passou anos tentando construir carreira em Los Angeles

 

Depois da faculdade, o ator viveu durante anos em Los Angeles em busca de oportunidades no meio artístico. Como acontece com muitos profissionais da área, precisou enfrentar desafios e realizar trabalhos paralelos enquanto investia na carreira de ator.

 

Um dos seus primeiros papéis foi num filme bastante inusitado

 

Hoje conhecido por grandes produções turcas, Kerem atuou em Sharktopus (2010), um filme de ficção científica sobre uma criatura híbrida entre tubarão e polvo.

Foto: reprodução/Instagram @thebursin

 

Tem hobbies bastante criativos

 

Além de fotografia, Kerem também é fã de construções com LEGO e gosta de trabalhar com madeira. Entre seus passatempos está a criação de pequenas esculturas e estatuetas artesanais, que frequentemente são presenteadas a familiares e amigos.

 

Também atua nos bastidores

 

Nos últimos anos, Kerem ampliou sua atuação dentro da indústria audiovisual. Além de participar da coprodução de projetos digitais como Aşamayanlar (tradução livre: Os que Não Conseguem Superar, 2018), o ator fundou sua própria produtora, a Braveborn, investindo em novos projetos.

 

Você conhecia alguma dessas curiosidades sobre Kerem Bürsin? Conta pra gente nas redes sociais do EntretetizeiFacebook, Instagram e X ー e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Kerem Bürsin e Alina Boz estrelarão novo filme juntos

 

Texto revisado por Crystal Ribeiro

 

Fontes: IMDb; Agente Viu; Instagram @thebursin; Laís Mendes

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5 vezes que a literatura brasileira sambou na estrangeira

Com seu “jeitinho brasileiro”, a literatura nacional transformou o cotidiano em arte, e criou obras que até hoje deixam muita literatura estrangeira no chinelo.

Existe um pensamento inevitável quando se mergulha na literatura brasileira: realmente sambamos na estrangeira

Não porque grandes obras internacionais não mereçam reconhecimento. Merecem. Mas existe traquejo na literatura produzida aqui que é difícil de traduzir. Uma intimidade desconfortável com a ironia, com a realidade, com a memória e até com a solidão.

Enquanto muita literatura celebrada como revolucionária apostava em narrativas grandiosas, autores brasileiros transformavam o cotidiano em arte. Machado de Assis já brincava com a estrutura do romance antes disso virar símbolo de modernidade literária. Clarice Lispector traduzia o vazio emocional em palavras viscerais. Carolina Maria de Jesus escrevia sobre a  fome para tentar alimentar sua alma.

Talvez o diferencial da literatura brasileira esteja justamente na maneira como ela entende o contraditório em uma terra onde os livros – assim como seu povo – dificilmente tentam parecer perfeitos.

Que a literatura brasileira surra a estrangeira já entendemos… Agora, quais são os momentos que entram para essa lista?

Quando Machado de Assis revolucionou o realismo literário
Créditos: reprodução/Editora Antofágica

Antes de qualquer manual de escrita criativa falar em “quebrar a quarta parede”, antes de autores europeus serem aplaudidos por “desconstruir o romance”, Machado de Assis publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas, um livro narrado por um defunto, que revolucionou o realismo.

Brás Cubas conta a própria história depois de morto, com um distanciamento irônico que ele mesmo usa para ridicularizar sua trajetória como um homem rico, egoísta e sem grandes feitos. O narrador omite informações e se contradiz diversas vezes. Convidando o leitor para dentro da narrativa só para depois rir dele.

Quando o ordinário encontra o espetacular em Macabéa
Créditos: reprodução/Editora Rocco

A Hora da Estrela foi a última obra publicada em vida por Clarice Lispector. O livro é narrado por Rodrigo S.M., um escritor que conta a ordinária história de Macabéa – uma jovem nordestina, pobre, invisível, que não sabe direito o que sente nem o que quer. Ela se muda para São Paulo, onde acompanhamos seu pacato cotidiano, sem sonhos ou aspirações.

O que Clarice fez é quase impossível de explicar fora do português brasileiro: ela criou uma subjetividade tão específica, tão ligada à nossa forma de sentir, que qualquer tradução perde camadas. A solidão de Macabéa é feita de silêncio nordestino, em uma cidade grande que não vê ninguém, as alegrias pequeníssimas diante do nada.

A literatura mundial tem grandes obras sobre mulheres invisibilizadas. Nenhuma delas tem Macabéa.

Quando Carolina Maria de Jesus escreveu um diário
Créditos: reprodução/Editora Ática

Carolina Maria de Jesus escreveu seu diário em pedaços de papel encontrados no lixo, na favela do Canindé, em São Paulo. Não era um projeto literário. Era um instinto de sobrevivência.

Quarto de Despejo é um documento e uma obra ao mesmo tempo. No diário, Carolina  denunciou a fome com a mesma precisão que o preconceito e a hipocrisia dos políticos. Sua escrita direta e a denúncia dessa realidade cruel fez com que o livro fosse traduzido para mais de quarenta idiomas.

Carolina escreveu sua obra sem escola literária e não teve um reconhecimento à altura do que produziu em vida.

Quando Capitu não traiu Bentinho (ou será que traiu?)
Créditos: reprodução/Editora Antrofágica

Em Dom Casmurro, Bentinho – o próprio Dom Casmurro – narra a história do seu grande amor por Capitu e da suspeita de traição que destruiu o casamento. O problema: o narrador é ele mesmo. E ele claramente não é confiável.

Machado de Assis, construiu um dos maiores enigmas da literatura em língua portuguesa sem que a resposta importe mais do que a pergunta. Capitu traiu ou não? A dúvida é o ponto. O que o livro revela, na verdade, é o narrador – seus ciúmes, suas lacunas, seu desejo de que a culpa esteja sempre no outro.

Quando o Santo perdeu a cabeça

Foto: Companhia das Letras

Em 1984, o prefeito de uma cidade do interior do Ceará mandou construir uma estátua de Santo Antônio. A cabeça ficou pronta. Pesada demais para ser erguida até o corpo, foi esquecida no chão, entre ruas e casas, por décadas. Virou paisagem e culpada pela “maldição”, sempre que algo dava errado na cidade.

A Cabeça do Santo conta a história de Samuel, um rapaz que chega a pé ao município de Candeia para cumprir a promessa feita à mãe no leito de morte. Ele encontra abrigo na cabeça do santo – literalmente –  e começa a ouvir vozes. São mulheres rezando, pedindo pelo amor e por um milagre. Samuel escuta, e é nesse cabeça oca abandonada onde o livro une o sagrado e o profano. O que Acioli fez foi entender que o Brasil não precisa inventar o fantástico. Ele já vive aqui, entre a fé e o abandono.

Talvez a literatura brasileira seja tão poderosa porque entende uma coisa que poucos países entendem tão bem: o ser humano quase nunca faz sentido.

Com toda ironia, miséria, humor, silêncio e contradição, nossos autores transformaram com o “jeitinho brasileiro”, o cotidiano em algo grandioso. E fizeram isso sem precisar parecer perfeitos.

E você, já leu alguma dessas obras? Nos conte o que achou nas nossas redes sociais — Instagram, X e Facebook. E se você gosta de trocar experiências literárias, venha participar do Clube de Leitura do Entretê, para conversar sobre leituras incríveis!

 

Leia também: Resenha | Hamnet, de Maggie O’Farrell, é a poética dilaceradora do luto

 

Revisado por Angela Maziero Santana

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Últimos dias para escolher a data do Rock in Rio Card; venda geral começa na segunda

Titulares do ingresso sem data definida têm até o meio-dia para selecionar o dia desejado; venda geral de ingressos começa às 19h no mesmo dia

Os fãs que garantiram o Rock in Rio Card têm até segunda, 8 de junho, ao meio-dia, para escolher a data em que irão ao festival. A etapa é fundamental para assegurar presença no dia desejado antes que a disponibilidade de ingressos fique sujeita à procura do público.

Após esgotar em menos de uma hora, o Rock in Rio Card entra agora em sua fase final de utilização. O ingresso de gramado sem data pré-definida permite que o comprador escolha posteriormente o dia de acesso à Cidade do Rock. A seleção deve ser feita exclusivamente pelo titular da compra, por meio da área Meus Pedidos no site da Ticketmaster Brasil.

Cada Rock in Rio Card é válido para apenas um dia de festival. Quem adquiriu mais de uma unidade pode optar por datas iguais ou diferentes para cada ingresso. Após a confirmação, a escolha não poderá ser alterada.

Foto: divulgação/Approach

Durante o período de definição da data, os clientes podem selecionar qualquer dia do evento sem risco de esgotamento. Após o encerramento do prazo, a disponibilidade passará a depender do estoque remanescente de ingressos para cada data, o que torna recomendável concluir o processo o quanto antes.

Com o line-up completo já divulgado, os fãs têm todas as informações necessárias para decidir qual dia desejam viver a experiência do festival.

Além disso, a venda geral de ingressos para o Rock in Rio terá início na segunda, 8 de junho, às 19h, exclusivamente pelo site oficial da Ticketmaster Brasil.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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O Que Esperar do revival de Kid Abelha


Após mais de uma década longe dos palcos, a banda se reencontra para uma turnê histórica que celebra 40 anos de sucesso e a conexão única construída com o público brasileiro

Nos últimos anos, os fãs de grandes bandas nacionais viram seus ídolos terminarem fases e iniciarem outras. Nunca é fácil quando seu grupo favorito se desfaz e cada integrante vai para um lado diferente, mas sempre há esperança de um revival a qualquer momento. Depois do público presenciar reencontros memoráveis como aconteceu com Sandy e Junior, Titãs e Barão Vermelho, agora é o momento de Kid Abelha fazer seu comeback temporário.

A história do Kid Abelha se confunde com a própria trajetória do pop rock brasileiro. Surgido nos anos 1980, o grupo rapidamente conquistou espaço nas rádios e na televisão, tornando-se uma das bandas mais populares do país. Com letras que falavam sobre amor, liberdade, juventude e relacionamentos, a banda construiu uma identidade única que atravessou gerações.

Ao longo da carreira, o trio acumulou sucessos que permanecem vivos na memória afetiva do público. Canções como Fixação, Como Eu Quero, Lágrimas e Chuva, Pintura Íntima e Amanhã é 23 continuam presentes em playlists, programas de televisão e apresentações ao vivo, demonstrando a força de um repertório que resistiu ao tempo.

O carinho dos fãs também teve papel fundamental para tornar esse reencontro possível. Mesmo durante os anos em que seguiram caminhos separados, o interesse do público nunca diminuiu. Nas redes sociais, pedidos por uma reunião se tornaram constantes, transformando o retorno da banda em um dos acontecimentos mais aguardados da música brasileira.

Foto: divulgação/Pedro Loreto
Uma turnê grandiosa para reencontrar fãs de diferentes gerações

A partir do dia 12 de junho, Kid Abelha iniciará uma série de apresentações em estádios com a turnê Eu Tive um Sonho. Pode parecer clichê, mas é realmente um sonho poder presenciar este revival, afinal ninguém nunca achou que seria algo possível. Desde 2013 sem se apresentarem juntos, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato devem mostrar uma de suas melhores performances.

Quarenta anos depois do início de sua formação, o Kid Abelha reencontra o público em uma turnê especial que reúne Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato em uma celebração da música, da amizade e de um repertório completo que marcou gerações. Mais do que um revival, o projeto nasce do desejo de viver o presente com a mesma energia que sempre definiu a trajetória da banda.

O show reunirá alguns dos maiores sucessos da carreira do grupo em uma produção grandiosa, pensada para emocionar fãs de diferentes épocas. Com direção musical de Liminha, direção de arte de Gringo Cardia e iluminação de Samuel Betts, o show traduz a essência do Kid Abelha em uma experiência contemporânea, vibrante e repleta de momentos marcantes.

No palco, Paula Toller assume os vocais, Bruno Fortunato a guitarra e George Israel o sax, violão, bandolim e vocais, acompanhados por uma banda de músicos experientes. A realização da turnê é da Live Nation Brasil e da Posto 9 Entretenimento, em um encontro que promete transformar cada apresentação em uma grande festa ao som de clássicos que seguem atravessando o tempo.

Mais do que um simples retorno, a turnê representa a oportunidade de celebrar uma das bandas mais importantes da música nacional diante de um público que nunca deixou de acompanhar sua trajetória. Para muitos fãs, será a primeira chance de assistir ao trio reunido. Para outros, um reencontro carregado de nostalgia. Em ambos os casos, a expectativa é a mesma: viver novamente a emoção de cantar sucessos que marcaram diferentes fases da vida e comprovar que algumas histórias realmente nunca chegam ao fim.

Datas da turnê Eu Tive Um Sonho:

12/06 – Farmasi Arena – RJ

27/06 – Allianz Parque – SP

11/07 – Casa de Apostas Arena Fonte Nova – Salvador

25/07 – Arena BRB Mané Garrincha – Brasília

08/08 – Classic Hall – Recife

22/08 – CFO – Fortaleza

26/09 – Beira Rio – POA

10/10 – Pedreira Paulo Leminski – Curitiba

17/10 – Arena Opus – Florianópolis

24/10 – Arena MRV – BH

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cinema Notícias

Entenda o novo terror de sucesso mundial, Backrooms: Um Não-Lugar

Nos cinemas desde a última quinta-feira (28), a nova produção da A24 vem quebrando recordes e conquistando um público cada vez maior através das peculiaridades de sua trama

O novo filme da A24, Backrooms: Um Não-Lugar, estreou nos cinemas do Brasil em primeiro lugar nas bilheterias. No mundo todo, o longa arrecadou mais de 118 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana, tornando-se a maior abertura da história da produtora e a maior estreia de um terror original na história do cinema. 

Mas o destaque maior vai para o diretor da obra, Kane Parsons. Aos 20 anos de idade, Kane se tornou o cineasta mais jovem a estrear um filme na liderança das bilheterias mundiais. O filme desperta a curiosidade à medida que é difícil de se explicar sua trama, que surgiu de modo tão diferente de qualquer outro roteiro. 

“Para quem já conhece a história das Backrooms, é empolgante ver essa versão maior e mais elaborada do universo. Para quem chega agora, a visão do Kane é única, e esse mundo vai prender do começo ao fim”, afirma Chiwetel Ejiofor, que interpreta Clark, protagonista do longa.

Assista ao trailer de Backrooms: Um Não-Lugar: 

Então, para acabar com essa sensação de quem caiu nas Backrooms e não sabe como sair, o Entretê explica tudo que você precisa saber sobre o novo terror peculiar e psicológico adotado pela Geração Z

Surgimento nos Fóruns da Internet

A história das chamadas Backrooms foi construída na internet muito antes de chegar às telas. Feita por jovens e para jovens, não é à toa que o filme  virou  um fenômeno da geração Z, com impressionantes 86% dos espectadores da semana de estreia tendo menos de 35 anos.

A história online que inspirou o filme começou em 2019, com uma única foto de um escritório vazio acompanhada da descrição de um lugar que “não deveria existir”. A imagem viralizou e a narrativa se espalhou pelo Reddit e outros fóruns, por onde milhares de usuários foram adicionando detalhes, imagens e versões alternativas ao longo dos anos. 

Foto: divulgação/Imagem Filmes

Foi assim que as Backrooms se tornaram uma das maiores creepypastas, criações online coletivas e sem dono, da história da internet. E foi dentro dessa comunidade que Kane Parsons, que viria a ser o diretor do filme, cresceu. 

Em janeiro de 2022, aos 16 anos, Kane transformou essa lenda em uma série no YouTube que obteve resultados imediatos: mais de 300 milhões de visualizações globais e uma contratação pela A24 ainda aos 17 anos. “Imediatamente reconheci e conectei aquilo a uma história maior que eu queria explorar. Juntei os dois e virou a série que as pessoas conhecem”, conta o diretor.

Foto: divulgação/Imagem Filmes
A sinopse de um terror peculiar

Ambientada em 1990, a história acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um arquiteto frustrado, em colapso silencioso, que um dia se depara com luzes inexplicáveis que o levam ao porão de sua loja. Lá ele descobre uma passagem para um lugar onde nada faz sentido: um labirinto aparentemente infinito de corredores amarelados, cômodos vazios e arquitetura impossível, sem saída, sem janelas, sem lógica. E esse lugar que não deveria existir, mas existe, recebe o nome de Backrooms.

Perturbado e ao mesmo tempo fascinado pelo que encontra, Clark começa a voltar ao labirinto repetidamente, tentando mapear sua arquitetura. Para alguém que perdeu tudo, as Backrooms oferecem uma estranha sensação de clareza e propósito. 

Porém, quando ele desaparece nesse ambiente, sua terapeuta, a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), decide entrar para encontrá-lo. O que começa como uma busca vai se transformando em algo muito mais perturbador, tanto para Mary quanto para o espectador.

Foto: divulgação/Imagem Filmes
Still Lifes: As Criaturas

As Backrooms não são apenas um lugar físico: elas agem sobre quem está dentro, distorcendo a percepção da realidade e confrontando cada pessoa com seus próprios medos e traumas. E não estão vazias. O espaço abriga entidades conhecidas como “Still Lifes”, criaturas que habitam aqueles corredores.

Foto: divulgação/Imagem Filmes

Para o diretor, essas criaturas representam algo que o próprio Kane Parsons define de forma perturbadora: “E se não fossem apenas prédios e objetos que pudessem ser replicados, mas também seres humanos? E se fôssemos apenas aglomerados de células passíveis de serem copiados por esse lugar, como mutações?” 

Instituto de Pesquisa Async

O filme também apresenta a Async Research Institute, uma organização misteriosa que estuda as Backrooms desde 1989 e que tem planos para esse espaço que vão muito além da simples exploração. Mas o que a Async quer? Como as Backrooms funcionam? E o que realmente acontece com quem entra lá? Todas são perguntas que o filme levanta, mas sem entregar respostas fáceis. 

Para o diretor, esse desconforto é intencional: “Padrões e repetições na sociedade vão se tornando uma espécie de privação sensorial, e em algum momento o cérebro tenta encontrar sentido a partir de todo aquele ruído incoerente. Imagine o quão aterrorizante seria se essa fosse sua existência para sempre.”

O desconforto dos espaços liminares

Fugindo do terror convencional, Backrooms: Um Não-Lugar explora o conceito de horror liminar, presente na internet há anos. Espaços liminares são ambientes de transição: corredores, escritórios vazios, shoppings abandonados, lugares que, quando esvaziados, carregam uma inquietação difícil de nomear. Esses espaços carregam em si uma sensação de que algo ali não está certo, sem que você consiga explicar exatamente o quê.

“As Backrooms parecem comuns, mas é justamente pela natureza extrema dessa banalidade que elas se tornam tão perturbadoras”, explica o ator Ejiofor. “Você sente que deveria estar minimamente seguro, afinal está em um escritório vazio, mas como há algo errado naquele ambiente, você se sente ainda mais vulnerável. É essa sensação que está na origem do horror das Backrooms.” 

Foto: divulgação/Imagem Filmes

Para Kane Parsons, esse desconforto tem raízes profundas: “A sensação liminar, seja na transição entre lugares físicos ou estados emocionais, vira um horror que remete aos detalhes sutis da infância. É uma exploração do passado que ficou para trás e do desejo de retornar a um passado que não existe mais.” 

Renate Reinsve, que interpreta a terapeuta no longa, completa: “Há tantas coisas dentro de nós que não conseguimos acessar, e existem aspectos específicos aos quais só temos acesso pelo subconsciente. Nosso conhecimento sobre o vasto sistema neurológico que carregamos é muito limitado.”

Diretor aos 20 anos

A confiança que a A24 depositou em Parsons não foi por acaso. O objetivo do jovem diretor sempre foi claro: “A cada etapa da realização deste filme, eu senti que estávamos avançando a premissa das Backrooms sem perder o respeito pelo público que está ali desde o começo. Nosso objetivo era entregar para quem já conhece Backrooms sem afastar quem está chegando agora.”

Foto: divulgação/Imagem Filmes

James Wan, produtor do filme e criador de franquias como Jogos Mortais, Invocação do Mal e Sobrenatural, se identificou com a forma de trabalhar de Kane Parsons, dada sua própria origem como cineasta independente. “O aspecto de horror desse projeto vem de um lugar muito psicológico, e o Kane mergulha de cabeça nesse fascínio crescente pelos espaços liminares.”

“Com seus curtas de Backrooms, ele provou que era extremamente capaz. Sabe exatamente o que quer e entende esse universo tão profundamente que, como produtores, elenco e equipe, confiamos na visão dele. Ter alguém assim como líder faz uma diferença enorme”, afirma Wan. 

Backrooms: Um Não-Lugar está em cartaz e pode ser assistido nos cinemas. 

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Leia também: Academia Brasileira de Cinema divulga os finalistas do Prêmio Grande Otelo 2026 

 

Texto revisado por Thaís Figueiredo @tinapalooza

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Beleza Cultura Entretenimento Eventos Moda Notícias

Bea Paiva mergulha nas principais novidades do mercado de beleza em cobertura especial ao lado do Entretetizei

Entre lançamentos de marcas e tendências que prometem movimentar o setor, criadora de conteúdo e comunicadora beauty leva o público a um acesso exclusivo aos bastidores da beleza na Beauty Show e ao lançamento da MBOOM Beauty

O universo da beleza vive um momento de constante transformação, impulsionado por produtos, tendências, padrões de consumo e criadores de conteúdo novos influenciando a creator economy que ajuda a conectar marcas e consumidores. Atenta a esse movimento, a influenciadora Bea Paiva participou de uma verdadeira imersão pelo setor nas últimas semanas, acompanhando de perto lançamentos e novidades que devem ganhar destaque nos próximos meses.

Ao lado do Entretetizei, plataforma de entretenimento, cultura e lifestyle, Bea marcou presença em dois importantes momentos para o mercado: o lançamento da MBOOM Beauty, realizado no Atrium Morumbi Shopping, e a Beauty Show, considerada um dos principais encontros da indústria da beleza da América Latina no primeiro semestre, focada em maquiagem, nails e lash.

No evento da MBOOM Beauty, a criadora de conteúdo acompanhou a apresentação da nova marca de maquiagem e acessórios, que reúne em seu squad nomes como Liz Macedo, Desiree, Jessie Shen e Camila Dal, e entrevistou as criadoras para saber sobre as expectativas quanto à marca e seus respectivos lançamentos. A ocasião marcou a chegada da MBOOM ao mercado e apresentou ao público seus primeiros produtos e propostas para o segmento com enfoque na Gen Z.

Foto: divulgação/ Instagram @beapaivarosa

Já na Beauty Show, Bea teve acesso antecipado a lançamentos de grandes marcas nacionais e internacionais: Dailus, Ruby Rose, Carmed, Pudim Beauty, MAC Cosmetics, Simple, Belong Be e Mari Maria Makeup, conhecendo produtos, tecnologias e tendências que ainda estão chegando ao mercado. Tradicionalmente frequentada por profissionais da indústria, empresários, varejistas e influenciadores, a feira funciona como uma vitrine para o que deve movimentar o setor nos próximos meses.

Participar desses eventos é uma oportunidade de conhecer de perto as transformações do mercado e compartilhar descobertas reais com quem acompanha meu conteúdo, trazendo novidades da beleza para quem ama e respira esse nicho. É muito interessante poder mostrar tendências e lançamentos antes que eles cheguem ao grande público“, afirma Bea Paiva.

A cobertura realizada em parceria com o Entretetizei aproxima consumidores de um universo que muitas vezes permanece restrito aos bastidores da indústria, apresentando novidades de forma acessível e destacando marcas, produtos e movimentos que ajudam a desenhar o futuro da beleza. Veja a cobertura da MBOOM Beauty aqui e a cobertura da Beauty Fair aqui.

Com uma audiência conectada a temas como lifestyle, beleza, comportamento e autocuidado, Bea reforça seu posicionamento como criadora de conteúdo atenta às transformações do setor e comprometida em traduzir as principais tendências para o público de forma autêntica e relevante.

Sobre Bea Paiva Rosa

Bea Paiva é criadora de conteúdo digital e comunicadora, produzindo conteúdos sobre beleza, lifestyle, comportamento, tendências e mercado beauty. Por meio de suas plataformas, compartilha experiências, descobertas e novidades do setor, aproximando sua audiência dos assuntos que movimentam o universo da beleza e do consumo.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Especiais Livros

Especial | Por que mulheres se apaixonam por homens literários? 

Mais do que fantasia, o fascínio pelos chamados book boyfriends está ligado ao desejo de ser vista, ouvida e emocionalmente considerada

Desde que a adaptação de Off Campus (2026) chegou às telas, uma pergunta voltou a circular entre as leitoras nas redes sociais: por que tantos personagens fictícios parecem entender mulheres melhor do que muitos homens reais? A discussão não é nova. Há décadas, leitores se apaixonam por protagonistas masculinos da literatura romântica. De Mr. Darcy, em Orgulho e Preconceito (1813), aos fenômenos contemporâneos que dominam o BookTok, os chamados book boyfriends (tradução livre: namorados literários) acumulam fãs, vídeos, edições e declarações apaixonadas. Mas o que explica esse fascínio?

Foto: reprodução/Prime Video

A resposta talvez esteja menos na fantasia e mais na forma como esses personagens são construídos. Quando as leitoras falam sobre seus favoritos, raramente destacam apenas a aparência física ou os elementos extraordinários da trama. O que costuma aparecer são aspectos muito mais cotidianos.

Os homens literários percebem coisas que muitas vezes passam despercebidas. Notam quando algo está errado mesmo antes de ouvir uma explicação. Lembram de conversas antigas, reconhecem mudanças de comportamento, respeitam limites e demonstram interesse genuíno pela pessoa que amam. Mais do que parceiros idealizados, são personagens que fazem suas protagonistas se sentirem vistas.

O homem ideal escrito por mulheres

Durante séculos, a literatura foi dominada por perspectivas masculinas. Em muitas narrativas, os protagonistas homens eram definidos pela coragem, riqueza, inteligência ou capacidade de conquista. O amor existia, mas nem sempre ocupava o centro da história. 

Com o crescimento do romance escrito por mulheres, especialmente a partir do século XIX e, mais recentemente, com a expansão dos gêneros romântico e new adult, surgiu outro tipo de protagonista masculino, um personagem cuja atratividade não depende apenas do que conquista, mas da forma como se relaciona.

Foto: reprodução/Instagram @sarahcristina_daily

Não por acaso, muitos dos homens mais amados da literatura compartilham características semelhantes: eles observam, escutam, demonstram vulnerabilidade, respeitam a autonomia da parceira e estão dispostos a crescer ao longo da narrativa. Isso não significa que sejam perfeitos. Muitos carregam defeitos, traumas e comportamentos questionáveis. A diferença é que a história frequentemente os apresenta como homens capazes de refletir sobre seus erros e amadurecer emocionalmente.

O fenômeno pode parecer recente por causa das redes sociais, mas está longe de ser novidade. De Jane Austen às autoras contemporâneas que dominam as listas de mais vendidos, gerações de leitoras demonstram interesse por personagens que oferecem algo além da atração romântica: a sensação de parceria.

Muito além da fantasia

Existe uma ideia recorrente de que mulheres se apaixonam por personagens fictícios porque eles representam fantasias impossíveis, mas talvez essa explicação simplifique demais a questão. Poucas leitoras acreditam que encontrarão um vampiro centenário, um príncipe feérico ou um magnata bilionário disposto a atravessar continentes por amor. O encanto não está necessariamente nesses elementos extraordinários, mas sim no comportamento que eles simbolizam.

Esses personagens fazem perguntas e se importam com as respostas. Prestam atenção ao que a protagonista gosta, teme ou sonha. Demonstram interesse por sua vida interior. Permitem-se ser vulneráveis e enxergam o relacionamento como algo que merece dedicação.

Foto: reprodução/Instagram @bookcris_

Ao mesmo tempo, os romances potencializam essa entrega por meio de grandes gestos. É daí que nasce a popularidade da fantasia do “he would burn the world for her” (tradução livre: ele queimaria o mundo por ela), expressão que se tornou comum entre leitores nas redes sociais. Mas a força dessa ideia não está na destruição do mundo em si, está na escolha, na disposição de agir e na certeza de que aquele personagem considera o amor importante o suficiente para lutar por ele.

No fundo, a fantasia não é encontrar alguém capaz de derrubar impérios, é encontrar alguém que considere o relacionamento uma prioridade.

O que os grandes romances têm em comum?

Quando observamos alguns dos personagens mais populares entre as leitoras, um padrão começa a surgir.

Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito (1813), continua sendo um dos protagonistas masculinos mais admirados da literatura mais de dois séculos após sua criação. Embora sua posição social tenha importância na narrativa, o que conquista gerações de leitoras é sua capacidade de reconhecer os próprios erros, rever atitudes e amadurecer emocionalmente.

Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

Poucas décadas depois, outro personagem conquistou admiradores por razões semelhantes. Na série de livros Anne de Green Gables (1908), Gilbert Blythe se destaca não apenas pelo afeto que desenvolve por Anne, mas pela forma como respeita sua inteligência, incentiva seus sonhos e a enxerga como igual em uma época em que isso nem sempre era esperado das mulheres.

Foto: reprodução/Netflix

Em gêneros completamente diferentes, a lógica permanece parecida. Em Jogos Vorazes (2008), Peeta Mellark tornou-se um dos personagens mais queridos do universo da distopia juvenil por sua empatia, sensibilidade e capacidade de apoiar Katniss sem tentar controlá-la ou diminuir sua força. Já Augustus Waters, de A Culpa é das Estrelas (2012), conquistou leitores por sua disposição em ouvir, compreender e compartilhar vulnerabilidades com Hazel.

Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

No mangá Um Sinal de Afeto (2019), Itsuomi desperta admiração por seu interesse genuíno pelo mundo de Yuki. Para se comunicar melhor com ela, aprende língua de sinais e busca compreender experiências diferentes das suas, transformando atenção e esforço em demonstrações concretas de afeto.

Foto: reprodução/Crunchyroll

Os cenários mudam. Os séculos mudam. Os gêneros literários mudam. O que permanece é a valorização de personagens que enxergam o amor como algo digno de esforço, atenção e presença.

A construção social do amor

Essa diferença também pode ser observada fora da literatura. Historicamente, mulheres foram incentivadas a desenvolver habilidades emocionais. Aprenderam a cuidar, acolher, ouvir e sustentar vínculos afetivos. Já os homens, durante muito tempo, foram socializados para priorizar desempenho, independência e controle emocional.

Foto: reprodução/Instagram @euvihbooks

Embora essas dinâmicas estejam mudando, seus efeitos ainda aparecem em muitos relacionamentos contemporâneos. Talvez por isso personagens literários despertem tanta identificação: eles oferecem algo que muitas mulheres aprenderam a oferecer aos outros, mas nem sempre recebem na mesma medida.

Mais do que parceiros apaixonados, são personagens que observam, escutam, acolhem e participam ativamente da construção da relação. Em outras palavras, personagens que demonstram reciprocidade emocional.

O padrão ficou alto ou o mínimo ficou raro?

Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar brincadeiras nas redes sociais sobre homens literários terem “estragado” os relacionamentos reais. A frase costuma soar exagerada, mas talvez revele uma questão interessante. 

Afinal, o que torna esses personagens tão desejados? Na maioria das vezes, não são feitos extraordinários, são atitudes cotidianas: demonstrar interesse, respeitar limites, lembrar de detalhes importantes, apoiar projetos pessoais, comunicar sentimentos e investir tempo na construção da intimidade. Nenhuma dessas características deveria ser excepcional. Pelo contrário, elas fazem parte da base de qualquer relação saudável.

Foto: reprodução/Instagram @aculpaedasestrelasz

Talvez a popularidade dos book boyfriends não indique que as expectativas românticas ficaram altas demais. Talvez ela revele que muitas mulheres passaram a reconhecer a importância de aspectos que antes eram tratados como secundários.

O que os homens literários realmente representam?

No fim das contas, o sucesso dos homens literários talvez diga menos sobre a busca por parceiros perfeitos e mais sobre um desejo profundamente humano: ser visto. Leitoras sabem que vampiros não existem. Sabem que reinos mágicos não existem. Sabem que boa parte das situações retratadas nos romances pertence ao campo da fantasia. O que elas também sabem é que atenção, cuidado, escuta e parceria existem.

Talvez seja justamente por isso que tantos personagens continuam conquistando corações dentro e fora das páginas. Não porque representem uma realidade impossível, mas porque lembram que o amor não se sustenta apenas em atração ou grandes declarações. Ele também se constrói na capacidade de perceber o outro, valorizá-lo em sua complexidade e escolher permanecer.

Foto: reprodução/Papo de cinema

Já se apaixonou por um personagem literário? Qual sua opinião sobre esse tema? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Especial | Dark romance: por que a ficção consumida por mulheres incomoda? 

 

Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho @lauramariaheart

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