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Crítica | Na Teia da Aranha é uma hilariante e caótica ode ao ato de fazer cinema

Com direção de Kim Jee-woon e um elenco estelar liderado por Song Kang-ho, o longa mistura comédia, crítica social e amor ao cinema em uma das experiências mais criativas do cinema coreano recente

O cinema sob pressão, a obsessão por uma obra-prima e o caos criativo ganham vida em Na Teia da Aranha (Cobweb, 2023), dirigido por Kim Jee-woon. Ambientado na Coreia dos anos 1970, o filme nos transporta para os bastidores de uma produção fictícia em meio à repressão da censura militar. Com estética metalinguística, ritmo alucinado e humor afiado, o longa estreia como uma carta de amor (e ironia) ao fazer cinematográfico, equilibrando crítica e celebração de forma magistral.

Song Kang-ho, um dos atores mais respeitados da Coreia do Sul (e vencedor em Cannes por Broker), interpreta Kim Ki-yeol, um diretor obcecado em refilmar o final de seu filme após o término das gravações. Convencido de que pode transformá-lo em uma obra-prima, ele embarca em uma jornada insana, com apenas dois dias para realizar a nova versão, escondido dos censores e enfrentando um set colapsando de estresse e egos.

Na Teia da Aranha
Foto: reprodução/pandora filmes

A performance de Song é, como sempre, magnética: ele oscila entre genialidade e colapso com um timing cômico impecável. O elenco de apoio também brilha, com Lim Soo-jung, Oh Jung-se, Jeon Yeo-been e Krystal Jung em papéis que mesclam caricatura e sensibilidade, refletindo o absurdo dos bastidores de uma produção repleta de vaidades e tensões políticas.

Visualmente, o filme é uma aula de criatividade. Kim Jee-woon usa a fotografia para alternar entre a realidade caótica do set (em cores) e a estética idealizada da obra-prima (em preto e branco), criando contrastes que elevam a experiência metacinematográfica. A montagem de Yang Jin-mo (Parasita) mantém o ritmo intenso, enquanto a trilha sonora de Mowg reforça tanto a tensão quanto a comédia absurda que permeia o longa.

Na Teia da Aranha
Foto: reprodução/pandora filmes

Na Teia da Aranha é mais do que um filme sobre cinema, é sobre resistência criativa, obsessão artística e o eterno confronto entre ideal e realidade. A sátira sobre a censura da ditadura sul-coreana dos anos 1970 ressoa de maneira surpreendentemente atual, em tempos onde a liberdade artística ainda é posta à prova em muitos lugares.

No fim das contas, Kim Jee-woon entrega uma obra divertida, inteligente e tecnicamente primorosa. É uma experiência que agrada tanto os cinéfilos apaixonados quanto quem busca uma comédia diferente, com personalidade de sobra. Na Teia da Aranha é uma joia do cinema sul-coreano moderno, bagunçada, bela e brilhantemente louca.

 

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Leia também: 10 filmes coreanos aclamados pela crítica

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Julia Manikk lança Você Não Soube Me Amar, carro-chefe de seu álbum de estreia

O single marca o início da nova era da cantora, 5592

Dando início a uma nova fase em sua carreira, Julia Manikk lança Você Não Soube Me Amar, primeiro single inédito desde 2022 e faixa de destaque de seu aguardado álbum de estreia, 5592, previsto para agosto. A canção está disponível nas plataformas digitais desde o dia 6 de junho e terá seu clipe oficial lançado no dia 13 de junho.

Você Não Soube Me Amar sintetiza a sonoridade afro-latina e diaspórica que caracteriza a música de Julia, refletindo suas raízes e vivências. Nascida em Manaus, no coração da Amazônia, e filha de mãe brasileira e pai caribenho, a cantora canaliza em sua arte a complexidade de ser uma mulher nortista que transita entre o Centro-Oeste e o Sudeste, trazendo à tona temas de identidade, pertencimento e diversidade sonora.

A trajetória de Julia começou em 2019, com os singles Addiction, Holy Water e Ashes, que juntos ultrapassaram 30 mil visualizações no YouTube. A artista se preparava para sua primeira turnê quando a pandemia interrompeu seus planos. Durante o isolamento, Julia aproveitou para se aprofundar na produção musical, concluindo o curso Music Production Fundamentals for Songwriters, da renomada Berklee College of Music, em Boston (EUA).

Esse mergulho na produção impulsionou a criação de uma estética musical moderna, criativa e nostálgica — uma mistura de música eletrônica com ritmos afro-diaspóricos e caribenhos. Essa sonoridade única tem aproximado Julia de públicos diversos, com destaque para mulheres negras e a comunidade LGBTQIAPN+, que não apenas acompanha seus lançamentos, mas também sua presença carismática nas redes sociais. No Instagram, ela se define com bom humor como uma cantora pop flopada.

Com 5592, Julia Manikk mira mais do que o topo das paradas: ela quer provocar mudanças. Além da música, o projeto inclui o lançamento de Conscientemente Chique, uma coleção de 10 peças recicláveis, cada uma inspirada em uma faixa do álbum. Os looks compõem a identidade visual da nova era e serão destaque nas capas, clipes e ações promocionais. A proposta reforça o compromisso da artista com a moda sustentável — um reflexo de sua formação em Medicina Veterinária e sua atuação em pautas ambientais.

Foto: divulgação/Demi Brasil

As músicas do álbum 5592 estão sendo realizadas com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. Já a coleção Conscientemente Chique conta com o apoio da Política Nacional Aldir Blanc, também no âmbito do Distrito Federal.

O lançamento do álbum será precedido por dois singles: Você Não Soube Me Amar, em junho, e Belzebu, previsto para julho. Em agosto, o disco completo chega ao público acompanhado de registros audiovisuais imersivos no formato de lyric videos, com estética cinematográfica e identidade visual marcante — parte essencial da narrativa visual criada.

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Leia também: Entrevista | “Precisei me recolher“: Rubel fala sobre instinto, simplicidade e o processo de criação do seu 4º álbum de estúdio

Texto revisado por Alexia Friedmann

 

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Novos atores são anunciados para a terceira temporada de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder

Andrew Richardson, Zubin Varla e Adam Young entram para o elenco da série de fantasia

 

Foi anunciado que Andrew Richardson, Zubin Varla e Adam Young se juntaram ao elenco da terceira temporada de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder. As gravações iniciaram em um novo local de produção da série, o Shepperton Studios, no Reino Unido. Richardson integrará o elenco fixo da série, enquanto Varla e Young participarão com papéis recorrentes.

Com mais de 170 milhões de espectadores ao redor do mundo, a série de sucesso global segue como um dos principais atrativos da Amazon para novos assinantes do Prime. A próxima temporada de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder será a mais nova adição ao catálogo do streaming. No Brasil, os membros Prime aproveitam economia, praticidade e entretenimento reunidos em uma única assinatura.

Andrew Richardson, ator britânico nascido no Canadá, estreou no teatro profissional em Guys & Dolls e foi indicado a prêmios como Emerging Talent (Evening Standard) e Ian Charleson. Com formação na Carnegie Mellon School of Drama, atuou também em Tia Vânia e Sonho de uma Noite de Verão, peça teatral por William Shakespeare. Em breve, aparecerá na série Ponies, da Peacock, ao lado de Emilia Clarke e Haley Lu Richardson.

Foto: divulgação/Ivan Weiss

Zubin Varla, ator e cantor britânico formado pela Guildhall School, venceu o Prêmio Olivier 2023, por Tammy Faye, e foi indicado por A Little Life e Fun Home. Com uma carreira marcante no teatro, atuou em produções da Royal Shakespeare Company, National Theatre e Young Vic. Na TV, participou de séries como Andor (2022), Deep State (2018) e Silent Witness (1996). Além de Os Anéis de Poder, está envolvido em novos projetos da BBC e Netflix.

Foto: divulgação/Leon Puplett

Adam Young é um ator britânico formado pela Mountview Academy of the Arts, conhecido por seu papel em Don’t Breathe 2 (2021). Estreou no cinema com Dois pela Alegria (2018) e atuou em filmes como Clergymen e Ultra. Na TV, participou de séries como Mestres do Ar, EastEnders, The Witcher: Blood Origin e Sex Education. No teatro, acumula trabalhos em produções como Redlands, Withnail and I, The Duchess of Malfi e diversas peças de Shakespeare.

Foto: divulgação/Abby Dunlavy

O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder tem se destacado como um fenômeno global, conquistando uma base de fãs ampla e engajada. A série foi elogiada pela crítica por seu escopo épico e alto valor de produção, com as duas primeiras temporadas recebendo o selo Certified Fresh, no Rotten Tomatoes. A primeira temporada se tornou a maior estreia da história do Prime Video, enquanto a segunda marcou a temporada de retorno mais assistida em termos de horas vistas.

A produção é liderada pelos showrunners e produtores executivos J.D. Payne e Patrick McKay, com o apoio de Lindsey Weber, Justin Doble, Kate Hazell e Charlotte Brändström, que também atua como diretora executiva. Matthew Penry-Davey assina como produtor, enquanto Ally O’Leary, Tim Keene e Andrew Lee são coprodutores.

Todos os episódios das duas temporadas estão disponíveis exclusivamente no Prime Video, em mais de 240 países e territórios, com legendas e dublagens em diversos idiomas.

 

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Leia também: 15 séries médicas que inspiram, mostram os desafios da profissão e conquistam corações com romance e dram 

 

Texto revisado por Larissa Suellen

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DarkSide Books marca presença na Bienal com experiências além dos livros

Casa Dark presenteia os leitores com espaços imersivos e abraça a pluralidade da editora

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Especial | Conheça o manji, símbolo milenar que representa harmonia, e não ódio

Muito antes de ser apropriado pelo nazismo, o manji já era um símbolo sagrado em diversas culturas asiáticas 

Quando o líder do BTS, RM, apareceu em fotos vestindo sua farda militar sul-coreana, um detalhe chamou a atenção, um símbolo bordado em seu uniforme que, para muita gente fora da Ásia, parecia um sinal controverso: o manji (卍). No Ocidente, é comum associar essa imagem diretamente ao nazismo, pelo uso da suástica como símbolo de ódio e genocídio durante a Segunda Guerra Mundial. Mas a história do manji é muito mais antiga, profunda e bonita do que essa associação imediata pode sugerir.

manji
Foto: reprodução/@rkive

O manji é um símbolo que tem milhares de anos, originário do subcontinente indiano e difundido por diversas religiões asiáticas, especialmente o budismo. Ele representa conceitos de equilíbrio, eternidade, harmonia e a interconexão de tudo. Sua apropriação distorcida pelo regime nazista de Hitler no século XX criou uma confusão enorme, que até hoje gera mal-entendidos e preconceitos em relação a um dos símbolos mais antigos e importantes da cultura asiática.

Neste especial sobre a cultura asiática, o Entretê te conta o que é o manji, qual seu papel no budismo e em outras tradições religiosas, como foi distorcido pela história recente e por que entender esse contexto é fundamental para um olhar mais respeitoso e informado. Confira:

O que é o manji? A forma, a origem e a confusão com a suástica

O manji é um símbolo gráfico formado por uma cruz com braços dobrados em ângulo reto, que podem apontar para a esquerda (卍) ou para a direita (卐). Na maioria dos contextos budistas e asiáticos tradicionais, o manji aponta para a esquerda, essa é a forma mais comum e usada para representar ideias de paz, harmonia e equilíbrio.

A palavra manji é japonesa, mas o símbolo é conhecido mundialmente pela raiz sânscrita svastika, que significa literalmente aquilo que traz boa sorte ou bem-estar. Arqueólogos encontraram versões desse símbolo em artefatos com mais de 5 mil anos, datados da antiga civilização do Vale do Indo (cerca de 3000–2500 a.C.), mostrando que ele é um dos ícones gráficos mais antigos da humanidade.

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Foto: reprodução/amino

No budismo, o manji é onipresente: aparece em templos, estátuas, arte sacra, textos e mapas. No Japão, por exemplo, em mapas turísticos, o símbolo é usado para indicar templos budistas, algo natural para a população local, mas que pode causar choque ou mal-entendidos para visitantes ocidentais desinformados.

Visualmente, a diferença entre o manji e a suástica nazista está na direção e na inclinação. A suástica usada pelos nazistas, criada como um símbolo político em 1920, foi girada 45 graus e aponta para a direita (卐). Já o manji tradicional é reto e aponta para a esquerda. Essa diferença parece pequena, mas carrega significados e histórias completamente diferentes.

Manji no budismo: harmonia, compaixão e ciclo da vida

No coração do budismo, o manji representa o eterno ciclo do samsara — o ciclo de nascimento, morte e renascimento e a interdependência de todos os seres. É um símbolo que evoca a busca pelo equilíbrio entre opostos: luz e sombra, masculino e feminino, espírito e matéria.

O budismo nasceu no século VI a.C., na Índia, com Siddhartha Gautama, o Buda. Ao longo dos séculos, espalhou-se por toda a Ásia, do Sri Lanka até o Japão, incorporando elementos locais e dando grande importância a símbolos visuais como o manji. Este símbolo é frequentemente encontrado em templos e obras de arte em países como Índia, China, Japão, Coreia e Sudeste Asiático.

manji
Foto: reprodução/amino

Na simbologia budista, o manji muitas vezes representa a harmonia universal e a compaixão, valores centrais para a prática budista. A direção para a esquerda (卍) costuma ser associada ao caminho espiritual, à sabedoria e à paz interior. Já a orientação para a direita (卐), menos comum no budismo, pode simbolizar aspectos mais ligados à força e à proteção.

Além disso, o manji pode simbolizar os quatro Braços do Dharma, representando as quatro nobres verdades que o Buda ensinou, e os quatro pontos cardeais, significando a abrangência do ensinamento para todo o mundo. O símbolo remete à eternidade, à prosperidade e à continuidade do cosmos, carregando uma mensagem de esperança e equilíbrio.

O manji em outras tradições asiáticas: hinduísmo, jainismo e taoísmo

O manji não é exclusivo do budismo. Na Índia, o símbolo é parte importante do hinduísmo, onde é ligado a deuses como Vishnu e Ganesha, representando sorte, proteção e a energia cósmica. As famílias indianas costumam desenhar em portas e objetos para atrair boa fortuna.

No jainismo, religião antiga da Índia com raízes anteriores ao budismo, o manji simboliza os quatro estados da existência divino, humano, animal e infernal e a busca pelo caminho correto para escapar do ciclo de reencarnações.

Na China, o manji aparece em contextos taoístas e folclóricos, sendo um símbolo de proteção e equilíbrio. Na arquitetura tradicional, é comum encontrar o símbolo em templos e até em móveis, indicando um desejo por harmonia e bem-estar.

Como a suástica foi apropriada pelo nazismo

A reviravolta no significado do manji/svastika ocorreu no século XX, quando Adolf Hitler e o Partido Nazista adotaram a suástica como símbolo do movimento. Em 1920, eles escolheram o símbolo girado para a direita e inclinado para representar sua visão de raça ariana e supremacia branca.

No livro Mein Kampf (1925), Hitler explica que viu na suástica uma representação da luta racial e da vitória da raça alemã. Com isso, um símbolo milenar de paz e equilíbrio foi transformado em um emblema de ódio, genocídio e guerra.

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Foto: reprodução/BBC

O Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial, marcou o símbolo para sempre na memória coletiva do Ocidente como sinal de atrocidade. Após a guerra, a suástica nazista foi proibida em muitos países europeus e tornou-se um tabu visual, gerando medo e rejeição imediata.

Essa apropriação criou uma divisão simbólica complexa: para o Ocidente, a suástica é símbolo de ódio, enquanto para a Ásia, o manji mantém seus significados ancestrais de equilíbrio e espiritualidade. Essa tensão ainda gera conflitos, principalmente em produções culturais asiáticas que mostram o manji e sofrem censura ou críticas no Ocidente, como em animes, mangás e jogos.

Por que precisamos entender o manji antes de apontar o dedo?

O caso do RM e do manji expôs uma realidade clara: ainda existe muita desinformação e preconceito sobre culturas asiáticas e seus símbolos. Quando algo não é compreendido, a reação imediata tende a ser a rejeição e isso acaba reforçando o apagamento cultural.

O manji é um símbolo de paz e espiritualidade para milhões de pessoas e apagar isso significa ignorar uma parte fundamental da cultura e da história asiática. É preciso diferenciar o símbolo milenar da distorção nazista para promover um diálogo mais aberto, empático e informado.

Esse é um desafio para educadores, jornalistas e fãs da cultura pop asiática, que podem ajudar a esclarecer esse contexto, trazendo informação e respeito para debates que, muitas vezes, nascem do desconhecimento.

No fim, entender o manji é um convite a olhar para o mundo com mais curiosidade, empatia e menos julgamento rápido. Afinal, símbolos são ferramentas que ganham sentido conforme o uso e o contexto, e só a partir do conhecimento podemos evitar preconceitos e então valorizá-los em sua verdadeira dimensão.

 

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Leia também: Saúde mental no entretenimento asiático: por que precisamos falar deste tabu?

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Cultura Entretenimento Livros Notícias

7 autoras nacionais de romances jovens para conhecer na Bienal do RJ

Nomes como Aimee Oliveira, Arlene Diniz, Fernanda Nia, Tatielle katluryn, Thaís Oliveira, Pat Müller e Queren Ane realizam sessões de autógrafos durante o maior evento literário da América Latina

Presença de autoras que vêm conquistando o público jovem

A 22ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro promete ser inesquecível para os fãs de literatura jovem! Entre os dias 13 e 21 de junho, no Riocentro, as editoras VR e Mundo Cristão trazem uma programação imperdível voltada para o público adolescente e jovem adulto (YA). 

Alguns dos destaques são as sessões de autógrafos e bate-papos com autoras nacionais que vêm conquistando leitores por meio de histórias apaixonantes, repletas de emoção, representativas, com lições de vida e recomeços. Entre elas estão as escritoras Aimee Oliveira, Arlene Diniz, Fernanda Nia, Tatielle Katluryn,Thaís Oliveira, Pat Müller e Queren Ane.  

Anote na agenda e não perca a oportunidade de garantir uma leitura apaixonante e um autógrafo de cada autora: 

Aimee Oliveira

Ambientado no subúrbio do Rio de Janeiro, em Recalculando a Rota (2024), a autora Aimee Oliveira narra a história de Vivian, uma jovem da periferia carioca que enfrenta desafios pessoais e profissionais em busca de uma condição de vida melhor. 

Programação

14 de junho (sábado), às 17h: sessão de autógrafos no estande da VR Editora; 

21 de junho (sábado), às 13h: mesa “Histórias que crescem com a gente” no Palco Apoteose, seguida de sessão de autógrafos com a autora no mesmo local.   

Imagem: reprodução/VR Editora
Arlene Diniz

Em A Música das Nuvens (2025), Alissa vê sua vida virar do avesso ao ser forçada a deixar tudo para trás, inclusive o sonho de tocar violino. Ela enfrentará bullying, exposição íntima na internet e crises de identidade, mas com fé, música e a amizade de Theo, um garoto marcado por cicatrizes emocionais. Junto com ele, Alissa embarca numa jornada de superação, esperança e recomeço. 

Programação: 

20 de junho (sexta-feira), às 13h: sessão de autógrafos com Arlene Diniz no estande da Mundo Cristão.

Imagem: reprodução/Mundo Cristão
Fernanda Nia

No livro de Fernanda, A Magia que Nos Pertence (2024), em um Rio de Janeiro onde a magia se cria com memórias e histórias estranhas são apenas normais, Amanda, Madu, Diego e Alícia se unem para localizar um algoritmo de redes sociais que ganhou corpo e está à solta na cidade. 

Entre festas animadas, criaturas estranhas e uma realidade tecnológica, Fernanda Nia entrega um romance carioca repleto de representatividade LGBTQIAPN+.

Programação: 

15 de junho (domingo), às 15h: sessão de autógrafos com Fernanda Nia no estande da VR Editora; 

20 de junho (sexta-feira), às 17h: mesa “A magia do amor” com a autora carioca no Palco Apoteose, seguida de sessão de autógrafos no mesmo local.

Imagem: reprodução/VR Editora
Tatielle Katluryn

Entre as paisagens de Seul e os dilemas da juventude, dois corações marcados por traumas e inseguranças tentam encontrar cura, identidade e pertencimento. Inspirada pelo universo dos K-dramas, esta história sensível fala sobre fé, amor e a coragem de recomeçar. 

Em Se o Dia Não Estiver Sorrindo (2025), a autora Tatielle Katluryn, promove um convite à vulnerabilidade e à restauração emocional através dos afetos verdadeiros.

Programação: 

14 de junho (sábado), às 18h: sessão de autógrafos com Tatielle Katluryn no estande da Mundo Cristão;

18 de junho (quarta-feira), às 14h: sessão de autógrafos no estande da editora Mundo Cristão

Imagem: reprodução/Mundo Cristão
Thaís Oliveira

No livro Uma Aventura a Dois (2024), Mabel decide romper com tudo o que conhece, as regras da família, da igreja e até o próprio bom senso. Uma escolha impulsiva coloca a personagem diante de consequências reais, despertando reflexões sobre identidade, fé e pertencimento. Uma jornada intensa sobre crescer, errar e reencontrar o caminho de volta.

Programação:

21 de junho (sábado), às 14h: sessão de autógrafos com Thaís Oliveira no estande da Mundo Cristão. 

Imagem: reprodução/Mundo Cristão
Pat Müller

No romance Memórias em Papel Timbrado (2025), o leitor acompanha Paula, que se muda de São Paulo para o interior de Santa Catarina e começa a escrever cartas a um futuro marido como forma de lidar com traumas. Na fazenda herdada da avó, ela faz amizade com Maria e vive uma história de amor com Júlio, o vizinho ranzinza. As cartas da protagonista revelam uma jornada de fé, superação e recomeço.

Programação: 

19 de junho (quinta-feira), às 14h: sessão de autógrafos com Pat Müller no estande da Mundo Cristão.

Imagem: reprodução/Mundo Cristão
Queren Ane

Em Meu Sol de Primavera (2024), apaixonar-se, lidar com inseguranças, sonhar com o primeiro beijo e enfrentar as turbulências da escola fazem parte da rotina de uma adolescente comum. Aos 15 anos, Chér descobre que crescer envolve muito mais do que idealizar romances. Entre dramas, redes sociais e desentendimentos, ela encontra em Deus um novo jeito de ver a vida e a si mesma.

Programação 

20 de junho (sexta-feira): 

14h30: mesa “Ficção cristã, histórias que inspiram”, com Queren Ane na Praça Além da Página; 

17h: sessão de autógrafos com Queren Ane no estande da Mundo Cristão.

Imagem: reprodução/Mundo Cristão

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Leia também: Dia dos Namorados | Conheça os novos casais favoritos do público

 

Texto revisado por Bells Pontes

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Do subtexto ao protagonismo: 9 GLs para se apaixonar no Dia dos Namorados

Histórias de amor entre mulheres que conquistam corações e telas

Durante décadas o amor entre mulheres foi representado como enredo coadjuvante em filmes e séries, e muitas das vezes ele não era nem cogitado nas produções. Mas, nos últimos anos, os Girls Love (GLs) têm sido parte importante para a transformação do cenário cultural do audiovisual. Assim como os Boys Love (BLs), essas tramas dão destaque para pessoas LGBTs, as colocando em protagonismo absoluto.

Da comédia romântica ao drama intenso, os GLs estão quebrando barreiras e construindo cuidadosamente novas referências para mulheres que são constantemente invisibilizadas.

Para celebrar o Dia dos Namorados, se apaixonar, dar risada, se emocionar e, quem sabe, assistir de mãos dadas, aqui estão nove GLs imperdíveis: 

As Love Goes (2022)

Foto: reprodução/Instagram @aslovegoes_

A produção intercultural (Brasil e Estados Unidos) conta a história de Laura (Bia Borinn), uma psicanalista brasileira de 43 anos, que sai de São Paulo para os Estados Unidos para ministrar um curso de verão, em meio a uma crise em seu casamento. Em Los Angeles, Laura conhece Marina (Tracy Le), de 19 anos, filha de uma velha amiga, que a ajuda em seu processo de redescoberta.

Depois da Meia Noite (2024)

Foto: reprodução/Lesbocine

A websérie brasileira acompanha Alice (Amanda Simão), uma artista plástica, e Joana (Jéssica Lígia), publicitária, que se conhecem em uma festa de Ano-Novo que nenhuma das duas foi convidada. Entre temas delicados e sensíveis, o casal vive desencontros que as levam para os braços uma da outra.

Chaser Game W (2024)

Foto: reprodução/X @hubgirlslove

Em duas temporadas, a série japonesa apresenta a história de Fuyu (Yurika Nakamura) e Itsuki (Yuuka Sugai), ex-namoradas que se reencontram depois de alguns anos do término do relacionamento, como chefe e funcionária, e precisam desenvolver um jogo juntas.

Petrichor (2024)

Foto: reprodução/X @petrichorbrasil

O GL tailandês conta a história de Ran (Charlotte Austin), uma médica forense, e Tul (Engfa Waraha), tenente do departamento de investigação criminal. Juntas, elas trabalham para solucionar casos e desenvolvem um relacionamento que transborda química. 

The Secret Of Us (2024)

Foto: reprodução/X @lesbocine

A produção tailandesa intercala a narrativa entre o passado e o presente para contar a história da médica Fahlada (Lingling Sirilak Kwong) e a atriz Earn (Kornnaphat Sethratanapong), ex-namoradas que se reencontram quando Earn precisa fazer gravações e propagandas no hospital que Lada trabalha.

Blank The Series (2024)

Foto: reprodução/X @lesbocine

Um dos GLs mais polêmicos entre as fãs, a série tailandesa acompanha Khun Nueng (Faye Peraya Malisorn) e a jovem Anueng (Yoko Apasra Lertprasert). Ambas com criações rigorosas e traumas difíceis de se apagar, se apaixonam e vivem um romance de altos e baixos, cheio de reviravoltas.

Mate The Series (2024)

Foto: reprodução/X @lesbocine

Também produzido na Tailândia, Mate The Series conta a história de Kenlong (Budsarin Wonglelanont), jovem bonita e rica, que se apaixona por Oengoei (Oaey Ponchanok Theerawan), sua amiga de infância que a deixou com piolhos quando crianças. 

The Two of Us (2024)

Foto: reprodução/X @lesbocine

O spin-off do BL tailandês Deep Night (2024), acompanha Freya (Tanya Rae Engtrakul) e Meiji (Panita Tumwattana), amigas de longa data e mães de meia-idade, que são secretamente apaixonadas uma pela outra.

GAP The Series (2022)

Foto: reprodução/X @lesbocine

Muitos consideram GAP como a porta de entrada para os GLs. A série conta a história de Mon (Rebecca Patricia Armstrong), uma jovem que admira a empresária Sam (Freen Sarocha Chankimha) desde quando eram crianças. A série explora a relação das duas, apresentando todas as dificuldades que elas têm para manter o relacionamento.

Vai curtir a noite das namoradas assistindo GLs? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê — Insta, Facebook e X — e aproveite para nos seguir e ficar por dentro das novidades do mundo do entretenimento.

Leia também: Englot: conheça as misses que brilham nas séries sáficas tailandesas – Entretetizei 

 

Texto revisado por Alexia Friedmann


 



 

 

 

 

 

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Sabrina Carpenter anuncia novo álbum

Man’s Best Friend chega em agosto em todas as plataformas digitais

Durante a última quarta (11), a cantora vencedora de dois Grammy e recordista nas paradas globais, Sabrina Carpenter, anunciou a chegada de seu novo álbum: Man’s Best Friend, que possui lançamento previsto para o dia 29 de agosto. 

O sétimo álbum de estúdio de Sabrina chega após o sucesso estrondoso de Short n’ Sweet, lançado em agosto de 2024, que trouxe faixas significantes para a sua carreira – como Espresso, Please Please Please e Taste. O álbum rendeu dois prêmios no Grammy, o de Melhor Álbum Vocal Pop e Melhor Performance Pop Solo pelo single Espresso. 

O primeiro single de Man’s Best Friend – intitulado como Manchild –, foi lançado junto com um clipe no YouTube, alcançando rapidamente o primeiro lugar nas paradas do Spotify dos EUA e Global. A faixa foi escrita por Sabrina em parceria com seus colaboradores frequentes Jack Antonoff e Amy Allen, e representa, como o próprio título sugere, uma crítica aos homens imaturos e como a cantora se sente em cada uma dessas relações. 

Assista ao clipe abaixo:

 

E aí, está ansiose para o fim de agosto? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Insta, Face e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Miley Cyrus lança Something Beautiful, seu mais recente álbum de estúdio

Texto revisado por Alexia Friedmann

 

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Especial | K-dramas com Woo Do-hwan que você precisa ver antes do fanmeeting no Brasil

O ator sul-coreano desembarca em São Paulo para um encontro inédito com os fãs

Woo Do-hwan, um dos atores mais versáteis e queridos da dramaturgia sul-coreana, virá ao Brasil pela primeira vez para um fanmeeting que promete ser inesquecível. O evento WOONDER NIGHT WITH WOO DO HWAN acontece no dia 9 de agosto, no Vibra São Paulo, e promete reunir fãs apaixonados por seus papéis marcantes e cheios de emoção.

Se você ainda não conhece a carreira de Woo Do-hwan, separamos uma lista com dramas que mostram todo o talento, carisma e intensidade desse verdadeiro camaleão da atuação.

Quem é Woo Do-hwan?
Foto: reprodução/Blitzway Entertainment

Nascido em 12 de julho de 1992, na cidade de Anyang, província de Gyeonggi, Woo Do-hwan é formado em Teatro e Cinema pela Universidade Dankook, e desde 2011 atua na televisão. Embora tenha feito pequenas participações em seus primeiros anos, foi só em 2017 que o ator começou a chamar atenção com Save Me (2017) e, principalmente, com Mad Dog – Cachorro Louco (2017), que o levou ao estrelato.

Hoje, com mais de 7 milhões de seguidores no Instagram, Woo Do-hwan é considerado um dos principais atores da nova geração, conquistando fãs não só na Coreia do Sul, mas em toda a Ásia, Europa e América Latina.

Com uma carreira recheada de personagens complexos e projetos aclamados, o ator já foi reconhecido em premiações como o KBS Drama Awards, The Seoul Awards e MBC Drama Awards, onde recebeu, recentemente, o troféu de Grande Excelência por Joseon Attorney: A Morality (2023).

Ah, e vale lembrar: o artista já serviu no exército sul-coreano entre 2020 e 2022 e voltou com ainda mais presença de cena.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre ele, bora maratonar?

Save Me (2017)
Foto: reprodução/Prime Video

Neste suspense psicológico tenso e sombrio, Woo Do-hwan interpreta Seok Dong-chul, um dos jovens que tenta salvar Im Sang-mi (Seo Ye-ji) das garras de uma seita religiosa manipuladora. A série foi um dos primeiros destaques da carreira do ator, mostrando sua habilidade em papéis mais dramáticos e intensos.

Mad Dog – Cachorro Louco (2017)
Foto: reprodução/Viki

Aqui, Woo Do-hwan vive Kim Min-joon, um vigarista genial com passado misterioso. Ao se juntar a um grupo que investiga fraudes em seguros, ele tenta limpar o nome de seu irmão. O drama mistura ação, mistério e muito jogo de inteligência. Além disso, o carisma do ator rouba a cena.

Seduzida (2018)
Foto: reprodução/Viki

Baseado no clássico francês Ligações Perigosas, esse drama marcou o público com seu ar sedutor e trágico. Woo Do-hwan vive Kwon Shi-hyun, um jovem rico que aposta com os amigos que pode conquistar a inocente Tae Hee. O problema? Ele se apaixona de verdade. Prepare-se para sofrer com esse bad boy carismático e intenso. Foi aqui que muitos fãs internacionais se apaixonaram pelo ator.

My Country: The New Age (2019)
Foto: reprodução/JTBC

Drama histórico com altas doses de emoção e batalhas épicas. Woo Do-hwan interpreta Nam Sun-ho, um jovem nobre que enfrenta preconceitos devido à sua origem humilde. Ao lado de Yang Se-jong, ele protagoniza uma amizade dilacerada por guerras e ideologias. A atuação de Do-hwan aqui é simplesmente arrebatadora.

O Rei Eterno (2020)
Foto: reprodução/SBS

No popular drama de fantasia estrelado por Lee Min-ho e Kim Go-eun, Woo Do-hwan brilhou em dose dupla. Ele interpreta Jo-Young, o leal chefe da guarda imperial, e também Jo Eun-seob, um funcionário público atrapalhado. A dualidade entre os personagens prova o alcance do ator, que entrega cenas cômicas e emocionantes com a mesma intensidade.

Joseon Attorney: A Morality (2023)

Foto: reprodução/MBC

Como Kang Han-soo, um advogado astuto da era Joseon, Woo Do-hwan enfrenta poderosos corruptos enquanto luta por justiça. A série mistura drama jurídico, ação e até romance, rendendo ao ator o prêmio de Melhor Ator no Asia Top Awards e no MBC Drama Awards. Além disso, ele conquistou o título de Casal Mais Popular ao lado da atriz Kim Ji-yeon.

Cães de Caça (2023)
Foto: reprodução/Netflix

Lançado pela Netflix, esse drama de ação acompanha dois boxeadores, Woo Do-hwan e Lee Sang-yi, que se envolvem no submundo dos agiotas para salvar pessoas endividadas. Woo Do-hwan interpreta Gun-woo, um jovem idealista com habilidades marciais impressionantes. A série fez tanto sucesso que já tem segunda temporada confirmada.

Mr. Plankton (2024)
Foto: reprodução/Netflix

Também disponível na Netflix, esse drama mais melancólico mostra um lado diferente de Woo Do-hwan. Ele vive Hae-jo, um homem solitário que se sente deslocado no mundo e parte em busca de suas origens após descobrir que foi criado por um pai que não era biológico. É uma jornada íntima e reflexiva, com atuações emocionantes e uma pegada romântica agridoce ao lado de Jo Jae-mi, personagem de Lee Yoo-mi.

Próximos trabalhos

Com a segunda temporada de Cães de Caça confirmada, Do-hwan também integrará o elenco da próxima série do Disney+, intitulada Made in Korea. A informação foi confirmada por sua agência, Blitzway Entertainment, que declarou: “Ele interpretará o irmão mais novo de Baek Ki-tae (Hyun Bin)”.

Made in Korea acompanha a trajetória de Baek Ki-tae, um homem impulsionado pela ambição de poder e riqueza, e do promotor Jang Geon-young (Jung Woo-sung), que está disposto a sacrificar tudo para detê-lo. A trama se desenrola em meio a um evento histórico de grande impacto na turbulenta década de 1970.

O drama tem estreia prevista para o segundo semestre de 2025.

Woo Do-hwan no Brasil 
Foto: reprodução/SAM Entretenimento

Organizado pela SAM Entretenimento, os ingressos para o fanmeeting WOONDER NIGHT WITH WOO DO HWAN estão disponíveis exclusivamente na plataforma de vendas KTICKET Brasil.

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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

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Entrevista | “Precisei me recolher”: Rubel fala sobre instinto, simplicidade e o processo de criação do seu 4º álbum de estúdio

Em entrevista ao Entretê, o cantor reflete, entre outros assuntos, sobre inspirações para o novo disco, processo de criação e trajetória de carreira até o quarto álbum

O cantor e compositor Rubel está de volta com seu quarto álbum de estúdio, Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?, um trabalho que marca um retorno à MPB de raiz, mais íntima e reflexiva. Após o elogiado As Palavras, Vol. 1 & 2 (2023), o artista reencontra o formato voz e violão, agora enriquecido por sutis arranjos orquestrais que não ofuscam a essência de suas composições.

O novo disco surge após um período intenso de turnês e também de transformações internas, incluindo uma cirurgia cardíaca e um mergulho mais profundo na espiritualidade. Os temas de finitude, fé e tempo permeiam o projeto. Isso acontece tanto nas letras quanto na sensibilidade musical.

Foto: divulgação/Bruna Sussekind

Rubel também assina a produção do álbum, gravado em casa, e se envolveu em todos os detalhes criativos. Além disso, o trabalho é acompanhado por um curta-metragem dirigido por Larissa Zaidan, que expande o universo emocional das canções para o audiovisual.

Desde que ganhou notoriedade com o álbum Pearl (2013), Rubel lançou quatro discos de estúdio, colaborou com nomes consagrados como Gal Costa e Milton Nascimento e teve composições incluídas em trilhas de novelas e campanhas publicitárias. Sua paixão pelo audiovisual também se traduziu em outros projetos: ele foi roteirista do programa Lady Night (2017) e coautor da série Tá Tudo Certo (2023), produzida pela Disney, ao lado do escritor Raphael Montes.

Em 2023, Rubel precisou interromper a turnê de As Palavras por conta de uma cirurgia no coração, após o diagnóstico de prolapso na válvula mitral; experiência que, além de marcar sua trajetória pessoal, também inspirou a atmosfera delicada e existencial deste novo álbum.

Em entrevista ao Entretê, ele compartilhou um pouco sobre as inquietações que moveram esse processo criativo, as referências que o inspiram, as transformações internas e como amadureceu sua relação com a música, com a arte e consigo mesmo: 

 

Entretetizei: Em Grão de Areia, você canta: “O teu silêncio, a tua voz não cala, barulha o tempo todo aqui”. Desde As Palavras Vol. 1 & 2 (2023), houve um intervalo nos lançamentos, mas esse silêncio também “barulhou” em quem te acompanha. Como foi esse período criativo entre um disco e outro? Que ruídos internos te moveram até Beleza. Mas agora a gente faz o que com isso?

Rubel: Esse período entre os discos foi um período de turnê, em que eu tava levando As Palavras ao palco, com uma banda de 15 pessoas. Foi um movimento muito intenso de shows grandes e “para fora”, era um show de muitos arranjos, com uma banda enorme. E foi um período em que eu senti vontade de retomar a estética da voz e violão, de me permitir fazer novamente um disco quase “pelado”, com poucos elementos, acreditando no poder da canção e da minha voz. Na força que tem esse tipo de som íntimo. Foi quase um contraponto ao que eu vivi nas Palavras. Eu gosto muito desse movimento de ir pra fora e voltar pra dentro, e assim repetidamente. Porque te coloca em movimento, você tá o tempo todo sendo desafiado e transformado. 

E: Em que momento você percebe, dentro de si, que uma nova era está começando? Isso acontece no silêncio, numa palavra, numa melodia?

R: Ótima pergunta. Acho que tem duas coisas. Tem uma chave interna, de sentir que eu tô girando alguma chave. Isso tem a ver com ficar obcecado com um novo gênero, ou tem a ver com o ciclo de pessoas que eu ando, ou com uma fase do namoro que eu to vivendo – acho que a era é atravessada por tudo isso, nosso gosto, nossas vivências. E tem um aspecto que é a própria música falando. De repente eu começo a compor umas canções e percebo, epa, tem uma cara nova aqui se apresentando, e ela aponta para esse lugar. O que é bonito é que é tudo junto. A vida, as referências, a música que sai. Realmente são eras – na vida e na arte – que caminham juntas. 

Foto: divulgação/Henrique Barreto

E: Seu novo álbum é atravessado por espiritualidade, finitude e reflexões sobre o tempo. Como esses temas surgiram no seu cotidiano durante o processo de criação? Foi algo mais solitário ou você dividiu essas inquietações com outras pessoas?

R: Eu costumo guardar essas meditações metafísicas para mim para não incomodar meus amigos com os mistérios do planeta, hehe. Às vezes nem para meu analista eu falo. Existe um tipo de reflexão e um tipo de diálogo com a fé que é muito precioso, e tem que ser muito protegido. No momento que você joga para o mundo, e verbaliza, aquilo pode perder a força ou virar algo diferente pela limitação da linguagem. Então muito do que aconteceu relativo a esses temas foi vivido aqui dentro, e bem guardado, até virar música. Mas teve um aspecto concreto que foi meu aprofundamento no candomblé, minha religião. No início do ano, no meio do processo do disco, eu precisei me recolher no terreiro para um processo de imersão que foi absolutamente transformador na minha relação com a fé e a vida. 

E: O ato de nomear as coisas pode causar revoluções internas. Natália Souza, escritora e poeta brasileira, já disse que é “como acender uma luz em um quarto escuro”. Você passou por uma cirurgia no coração recentemente; de que forma essa experiência mexeu com a sua forma de sentir, compor e, principalmente, dar nome às coisas nas suas músicas?

R: O enunciado dessa pergunta é, na verdade, o coração do meu disco anterior, As Palavras. Ele era em grande medida uma reflexão sobre o poder que as palavras têm de codificar o mundo, mas, acima de tudo, transformá-lo. No momento que você nomeia a sensação, você consegue domá-la. A palavra não é algo abstrato. É uma ferramenta do mundo real, talvez uma das mais poderosas. Mas, enfim, a cirurgia mudou radicalmente minha forma de sentir, mas pela via oposta. Não das palavras, mas da sensação. Sentir seu coração sendo mexido, sentir a cicatrização, sentir o processo todo de uma cirurgia mexe em lugares que estão para muito além da palavra. É uma mudança física, do corpo, da nossa parte bicho, do nosso instinto de sobrevivência. Você desliga um pouco a cabeça que se preocupa e liga um bicho que só quer viver – esse aspecto é lindo. 

E: Você retorna ao formato voz e violão, mas agora cercado por orquestras de cordas e sopros. Como foi encontrar o equilíbrio entre o íntimo e o grandioso nesse novo trabalho?

R: O grandioso estava a serviço do íntimo. Esse era o critério que guiava. O violão era protagonista e a orquestra coadjuvante, a serviço dele. Eu amo discos que tem orquestras quase invisíveis, que você sente, mas não necessariamente percebe a presença o tempo todo. Então o trabalho com o Henrique Albino, arranjador, foi muito nessa direção, de achar um ponto exato em que a orquestra fazia a canção crescer sem roubar a cena. 

E: O projeto audiovisual que acompanha o álbum, dirigido por Larissa Zaidan, traz personagens solitários e uma estética melancólica. O que veio primeiro: as imagens ou as músicas? Como foi criar essas duas linguagens em paralelo?

R: Primeiro vieram as músicas, depois o filme. Ele é inteiramente uma criação da Lari. Ela pensou o roteiro, o universo estético, ela dirigiu. É uma interpretação visual muito pessoal do que as músicas despertaram nela. Eu fui mais produtor/expectador/incentivador daquilo. Acho o resultado fascinante, de uma sensibilidade absurda. E, no fim, era bem assim que eu imaginava o som. Melancólico, mas realista e vivo. 

E: A canção Ouro é uma das minhas favoritas do novo álbum. Seu trabalho reflete uma maturidade artística que conversa com grandes nomes da música brasileira, além de trazer influências literárias muito fortes nas letras. Como essas referências, tanto musicais quanto literárias, influenciaram seu processo de criação e ajudaram a dar vida às histórias e atmosferas das suas músicas, especialmente em Ouro?

R: Essa música Ouro é totalmente autobiográfica, sobre minha relação com uma grande amiga. Então a letra toda são pequenas “cenas” de histórias que a gente viveu juntos, ou que marcaram a vida dela, ou invenções do que ela poderia ter vivido. Não sei exatamente que influências foram essas, porque o processo era muito intuitivo e a principal influência era ela mesmo, o jeito dela viver. Mas as coisas que eu amo acabam aparecendo, né. Eu vejo alguma coisa do Jorge Ben nessa música, de uma escrita meio despreocupada, que é generosa com a primeira coisa que vem à cabeça, algumas frases que parecem não caber exatamente na métrica, mas acabam cabendo. Alguns trechos quase falados. A harmonia para mim tem um diálogo da bossa nova com a soul music. Ela passeia por tudo isso. 

E: Você produziu o álbum em casa e tocou vários instrumentos. Como foi essa experiência mais artesanal e íntima na produção? O que isso transformou na sua relação com a música?

R: Foi maravilhoso poder dar vazão a todas as ideias que eu tinha, sem filtros. Foi um processo importante para ganhar a segurança de que eu posso me aventurar na produção e ter domínio técnico do som para chegar exatamente no resultado que eu imagino. Às vezes é bem-vindo ter outras pessoas que vão trazer outros ingredientes e ajudar com elementos inesperados. Mas, para um disco como esse, era fundamental chegar exatamente na textura, na sensação que eu queria. Dominar a produção é uma forma de garantir que o som vai ter essa cara autoral do início ao fim – da criação da canção até a mix final. Isso passa, as pessoas sentem. 

E: Você já citou a Billie Eilish como alguém que te inspira pela forma de criar, pela liberdade, pela estética ousada e pela entrega pessoal. Mesmo num álbum mais íntimo, você também faz escolhas muito marcantes, como o filme que acompanha as faixas. Em que medida esse tipo de referência te influenciou na concepção desse trabalho?

R: Acho que esse tipo de artista como a Billie me norteou a simplesmente acreditar nas minhas ideias. Sem concessão alguma. Fazer o som que eu sentia e queria escutar, sem me preocupar tanto se isso seria comercial ou vendável, esquisito ou popular. Artistas que conseguem ser autorais e muito verdadeiros e ainda assim dialogar com um público grande me dão uma esperança na arte, na indústria, no público. A Billie é minha rainha, o Tyler meu reizinho, vou fazer o que?

 

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Leia também: Entrevista | OUTROEU está de volta com QUARTO, seu novo álbum – Entretetizei

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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