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Cinebiografia de Maurício de Sousa ganha pôster oficial

Filme estreia em outubro em todos os cinemas brasileiros 

Na contagem regressiva para a estreia, o novo pôster da cinebiografia do maior cartunista do Brasil e criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa – O Filme (2025), emocionou os fãs ao fazer uma referência direta à clássica foto de Maurício de Sousa nos anos 90. 

No material oficial do filme, o protagonista, Mauro Sousa — filho do artista —, aparece rodeado por alguns dos personagens mais famosos criados pelo quadrinista: Mônica, Cebolinha, Horácio e Bidu, mostrando a conexão entre o criador e suas criações.

Foto: divulgação/ Imprensa

Da infância em Mogi das Cruzes aos primeiros passos como cartunista em busca de oportunidades, Mauricio de Sousa – O Filme mostra os desafios enfrentados por Maurício em busca de uma carreira considerada impossível na época. Por meio de suas ambições e de sua criatividade, a obra demonstra como o quadrinista transformou a sua família e amigos na turma mais conhecida do Brasil. 

O filme é fruto de uma colaboração entre grandes nomes da indústria do entretenimento. A produção é da Focus Films e Boa Ideia Entretenimento, com coprodução e distribuição da The Walt Disney Company Brasil e colaboração da MSP Estúdios.

Pedro Vasconcelos, o diretor da obra, fez uma escolha estilística ousada em Mauricio de Sousa – O Filme: optou por câmeras estáticas ao longo de toda a produção, criando uma conexão com a estética dos quadrinhos. A proposta é imergir o público no universo das histórias de Mauricio, proporcionando a sensação de que estão dentro de um quadrinho. Essa escolha visual não só reforça a identidade das narrativas, como também cria uma experiência única, equilibrando a linguagem cinematográfica com a essência das histórias que marcaram gerações.

Foto: divulgação/ IURY SENCK

Além de Mauro Sousa, o longa conta com um elenco estrelado, incluindo Diego Laumar, que interpreta Mauricio na infância; Thati Lopes, como Marilene, sua primeira esposa; Elizabeth Savalla, como Vó Dita; e Emílio Orciollo Netto e Natália Lage, que dão vida aos pais do desenhista, Tonico e Nila, respectivamente. Outros grandes nomes, como Othon Bastos, Fernando Eiras e Clara Galinari, também estão no filme.

Pensado para ser assistido em família, o longa traz uma linguagem acessível e sensível, reforçando que esta é uma história que todo brasileiro deveria conhecer para se inspirar.

Maurício de Sousa – o Filme estreia em todos os cinemas brasileiros no dia 23 de outubro.

 

Confira o trailer abaixo:

 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @anadodll

 

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Cinema Cultura Destaques

Documentário Ritas chega com exclusividade ao streaming

Longa está entre os cinco documentários mais vistos de 2025

 

Toda a trajetória da cantora ganha uma nova perspectiva no documentário Ritas, que estreia amanhã (09), no streaming.

O documentário fala sobre a vida pessoal de Rita e todo seu processo criativo. Ela, que além de cantora, é também poeta, compositora, atriz, ativista, instrumentista, e marcou uma geração inteira.

Todas essas versões se encontram em Ritas, que revela momentos marcantes como o encontro com Roberto de Carvalho, sua “refestança” com Gilberto Gil e parcerias inesquecíveis com nomes como Elis Regina, Maria Bethânia e João Gilberto.

O longa é uma oportunidade para que o público conheça o lado mais íntimo da cantora, mostrando todas suas referências para a construção da sua carreira. 

Ritas
Foto: Acervo/Globo Filmes

A trama é narrada por Rita, por meio de relatos em entrevistas concedidas ao longo de sua carreira. O documentário reforça a importância da cantora para a propagação do rock nacional, e como referência feminista no país.

Ritas já levou mais de trinta mil espectadores aos cinemas de todo o Brasil, é dirigido por Oswaldo Santana, além de conter registros pessoais da cantora. Agora, está disponível no Globoplay.

Entre os cinco documentários brasileiros mais assistidos de 2025, Ritas é uma produção da Biônica Filmes em coprodução com a 7800 Productions e a Claro, com apoio da Globo Filmes e da DOT Cine. A realização é do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, em parceria com o Governo Federal, Ministério da Cultura e a Lei Paulo Gustavo. 

Você está esperando o que para assistir ao documentário? Assista e depois conte pra gente. Não esqueça de seguir o Entretê nas redes sociais — Insta, Face e X — para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

Leia também: Medusa, longa nacional, é confirmado na seleção do Festival de Toronto 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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Cultura Cultura pop Entretenimento Eventos Notícias Teatro

Gabriela Duarte estreia seu primeiro monólogo em montagem inspirada em conto feminista icônico

Depois do sucesso em São Paulo, com sessões esgotadas no Teatro FAAP, e indicação ao Prêmio Shell de Melhor Cenário, a atriz se apresenta nos palcos cariocas

Em seu primeiro monólogo, Gabriela Duarte dá vida à protagonista de O Papel de Parede Amarelo e Eu, peça baseada no conto homônimo da escritora norte-americana Charlotte Perkins Gilman (1860–1935), um marco da literatura feminista. A história acompanha uma mulher confinada em um quarto pelo próprio marido — um médico que, sob o pretexto de cuidar de sua saúde mental, a impede de exercer qualquer atividade intelectual. Isolada, ela desenvolve uma obsessão crescente pelo papel de parede amarelo que reveste o quarto, símbolo da opressão, do aprisionamento e da perda de identidade.

A montagem, dirigida por Alessandra Maestrini e Denise Stoklos, vai além do drama individual da personagem. Para as diretoras, o espetáculo é um manifesto contemporâneo que dialoga com questões ainda presentes na sociedade, como o silenciamento das mulheres, o controle sobre seus corpos e subjetividades e a medicalização da experiência feminina. “Todos sonhamos com o desligamento das questões opressivas que o texto traz de forma metafórica, mas que nós conhecemos em diferentes níveis na sociedade atual. É um espetáculo muito contemporâneo”, afirmam.

Estreia intensa e elogiada pela crítica

Gabriela Duarte se envolveu profundamente com o projeto desde o início e revela que encontrou, na obra, a oportunidade de abordar sua própria trajetória e reflexões. “Eu queria fazer algo em que pudesse falar um pouco de mim e da minha busca por identidade”, conta a atriz, que se apaixonou pelo conto e o descreve como “extremamente simples, objetivo, lúdico e político”. E nele alcançou o que buscava: “Eu acho que, quando uma mulher fala de si, ela acaba falando de todas. E é aí que o tema se amplia”.

Foto: divulgação/Priscila Prade

A atuação da atriz tem sido amplamente reconhecida pela crítica. Para Miguel Arcanjo, membro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), sua “maturidade cênica e intensa entrega” se destacam. O também membro da APCA, Bob Souza, elogia: “Gabriela transita com precisão entre vulnerabilidade e força, construindo uma presença cênica que é tanto pessoal quanto coletiva. (…) Sua performance estabelece, com a direção, um jogo refinado de entrega e escuta, (…) um trabalho de maturidade artística, que se vale da simplicidade para alcançar densidade e da contenção para sugerir vastidão.”

Duas Diretoras, Uma Direção 

Alessandra Maestrini e Denise Stoklos assinam a direção juntas. Alessandra, que acompanha o trabalho de Denise há 30 anos, vê pontos em comum entre seu trabalho e o Teatro Essencial, linguagem criada por Denise e que valoriza a expressividade do ator por meio do corpo, da voz e da mente, com o mínimo de recursos externos. Segundo Denise, Alessandra tem um “olhar muito agudo”, um ritmo rápido de direção e emprega os conceitos do Teatro Essencial de forma inovadora. A parceria Maestrini – Stoklos traz ao público um novo conceito estético, que brota do limiar entre a instalação, a performance, a dança e o teatro.

Nesse processo, Gabriela Duarte foi convidada a explorar seu lado cômico. Para ela, encontrar leveza em um tema tão denso é uma das forças da peça: “Acho tão poderoso você saber como rir de situações muito difíceis. A Alessandra tem trazido essa visão para os ensaios. Não diria que é um riso de humor escancarado, mas um riso consciente, de constatação, de perceber que as coisas podem mudar”.

A Encenação

A cenógrafa Márcia Moon criou uma prisão transparente: um ambiente minimalista e simbólico, representando tanto uma prisão invisível quanto um espaço de libertação. Diferentes tipos de papel interagem com o corpo da atriz. Fragmentos de papel amarelo caem lentamente sobre a personagem ao longo da ação, aumentando de tamanho e quantidade e criando um ambiente opressor.

Boa parte do texto surge em voz gravada da própria atriz, que contracena consigo mesma, como se interagisse com as vozes dentro da sua cabeça.

Os figurinos de Leandro Castro buscam simbolizar as várias camadas de repressão sobre o corpo feminino, com referências a diversas culturas. A trilha sonora, a cargo de Thiago Gimenes, combina elementos acústicos com o universo eletrônico e dos games, remetendo à opressão contemporânea por meio das tecnologias e redes sociais. E o desenho de luz, de Cesar Pivetti, é pensado como mais um personagem da peça, com a capacidade de subjugar e libertar.

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Texto revisado por Ketlen Saraiva

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Cultura pop Notícias Séries

Para maratonar: séries leves e divertidas para assistir no fim de semana

O Entretê separou uma lista com títulos imperdíveis para garantir as risadas em casa

 

Tem séries clássicas de Hollywood? Sim. Temas envolventes? Claro. Novas produções que acabaram de sair do forno? Pode ter certeza! De grandes temporadas até episódios curtos, o streaming oferece séries perfeitas para maratonar. Sempre com um toque de humor e a leveza que uma boa maratona de seriados pede!

Para quem gosta de séries leves, divertidas e com narrativas envolventes, o Entretê reuniu opções ideais — que vão de tramas familiares a aventuras divertidas e emocionantes. Confira a lista com dez títulos imperdíveis disponíveis nas plataformas digitais:

 

Ransom Canyon (2025) — Netflix

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Imagem: Reprodução/Netflix

A série é um drama familiar contemporâneo, ambientado no Texas, que segue a história de três famílias de fazendeiros e seus destinos entrelaçados. Ransom Canyon é uma cidade fictícia que abriga os desafios da vida rural,  relacionamentos complexos e as lutas para proteger seus legados e lares. A trama se desenrola em meio a paisagens de tirar o fôlego e foca nas paixões, nos segredos e, claro, nos romances que florescem em meio à trama.

 

Meu Querido Zelador (2022 – presente) — Disney+

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Imagem: Reprodução/Disney Press

A comédia dramática narra, em um misto de ironia e humor, as aventuras de Eliseo (Guillermo Francella), o zelador de um prédio de alto padrão que, por trás das estruturas do consórcio que o emprega, usa e abusa de seu poder de vigilância e interferência. Lá ele vive, trabalha e absorve cada detalhe da vida de seus habitantes. Mas, sob sua aparência prestativa e obsequiosa, ele esconde um talento para manipulá-los.

 

The Studio (2025) — Apple TV+

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Imagem: Reprodução/Apple TV Press

Seth Rogen estrela o seriado no papel de Matt Remick, o recém-nomeado chefe da Continental Studios. Num cenário em que o cinema luta para se manter relevante, Matt e sua equipe de executivos apaixonados enfrentam suas próprias inseguranças enquanto precisam lidar com artistas narcisistas e empresários implacáveis em uma busca incansável pela criação de grandes filmes. Protegidos por trajes que escondem uma marcada fobia social, cada festa, visita a estúdios, escolha de elenco, reunião de marketing e cerimônia de premiação é uma oportunidade para um sucesso brilhante ou uma catástrofe que colocará fim às suas carreiras.

 

Modern Family (2009 – 2020) — Disney+

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Imagem: Reprodução/Disney Plus

A série de comédia norte-americana acompanha o dia a dia de três famílias ligadas entre si: Jay Pritchett (Ed O’Neill), um homem mais velho casado com a colombiana Gloria (Sofía Vergara), que tem um filho do primeiro casamento; sua filha Claire (Julie Bowen), casada com Phil (Ty Burrell) e mãe de três filhos; e seu filho Mitchell (Jesse Tyler), que vive com o marido Cameron (Eric Stonestreet) e juntos adotam uma menina. Modern Family retrata, com muito humor e emoção, os desafios e as situações cotidianas dessas famílias modernas, abordando temas como paternidade, diversidade e relacionamentos.

 

Tapas & Beijos (2011- 2015) — Globoplay

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Imagem: Reprodução/Globoplay

Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andrea Beltrão) são independentes, solteiras, colegas de trabalho e, mais do que isso, melhores amigas. Em meio ao expediente no Djalma Noivas, elas buscam o amor verdadeiro, mesmo que suas vidas amorosas estejam sempre marcadas por confusões e desencontros. Recheada de personagens únicos e cativantes, a série equilibra o humor, o romance e a amizade em meio às alegrias e dificuldades do dia a dia.

 

Veep (2012 – 2019) — HBO Max

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Imagem: Reprodução/HBO Max

A senadora experiente Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus) assume o cargo de vice-presidente apenas para descobrir que a posição não é nada do que ela esperava. Longe da grandiosidade que imaginava, ela se vê envolvida em uma série de eventos menores, como apagar incêndios políticos, lidar com a imprensa e tentar manter sua imagem pública. Veep é conhecida por seu humor ácido e diálogos afiados que satirizam o mundo da política americana e seus personagens. Com uma visão cômica e realista da política, mergulhamos nos bastidores do poder, das intrigas palacianas e da busca incessante por influência.

 

O Mundo por Philomena Cunk (2022) — Netflix

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Imagem: Reprodução/ABC Press

A união perfeita entre humor, inteligência e história é definitivamente este documentário espirituoso e fictício sobre a história da civilização. A repórter Philomena Cunk, interpretada por Diane Morgan, mostra os altos e baixos da humanidade numa jornada que combina fatos reais e observações hilárias e perspicazes de Cunk. Ela entrevista especialistas e visita locais históricos, fazendo perguntas que revelam tanto sua própria ingenuidade quanto a complexidade da história que ela tenta entender.

 

Jury Duty (2023) — Prime Video

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Imagem: Reprodução/Prime Video

Na Mira do Júri, ou Jury Duty, é uma série de comédia em formato de mockumentary — naquele mesmo estilo de The Office (2005 – 2013) —, que acompanha o julgamento de um caso fictício pelos olhos de Ronald Gladden, um empreiteiro de San Diego que não sabe que o julgamento é uma farsa e todos ao seu redor são atores. A série explora situações absurdas e hilárias criadas para o personagem principal, enquanto ele interage com os jurados que seguem um roteiro cuidadosamente elaborado.

 

Abbott Elementary (2021 – presente) — Disney+

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Imagem: Reprodução/Disney Press

Abbott Elementary é muito mais do que uma escola na Filadélfia. A série de comédia acompanha um grupo de professores dedicados e apaixonados e uma diretora altamente despreparada navegando pelo sistema de escolas públicas americanas. Apesar de todas as dificuldades, eles estão determinados a ajudar seus alunos a obterem sucesso, e, embora esses incríveis servidores públicos estejam em menor número e sem recursos, eles amam o que fazem — mesmo não amando a atitude do distrito escolar em relação à educação das crianças.

 

Falando a Real (2023 – presente) — Apple TV+

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Imagem: Reprodução/Apple TV Press

Seriado criado por Bill Lawrence, Brett Goldstein e Jason Segel, que lidera um elenco talentoso ao lado de Harrison Ford e Jessica Williams. Nele, acompanhamos Jimmy (Segel), um terapeuta em luto que começa a quebrar as regras e dizer aos pacientes exatamente o que pensa. Ignorando todo o treinamento e a ética, ele provoca tumulto e grandes mudanças na vida das outras pessoas e na sua própria. E tem mais: a comédia dramática vai ganhar mais uma temporada ainda neste ano!

 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Entretenimento Livros

12 livros para pais que adoram histórias inspiradoras, terror, gastronomia ou autoconhecimento

Confira esta lista contempla de títulos de não ficção, terror, biografias e guias práticos, pensada para leitores que enxergam a paternidade como jornada, afeto e descoberta

A seleção é uma curadoria da Intrínseca e celebra pais de todos os perfis, dos que gostam de vinhos e histórias de vida aos que não resistem a uma boa narrativa de arrepiar.

Para os amantes de gastronomia

O que Eu Comi em Um Ano, Stanley Tucci (2025)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Mais que um diário culinário, esta obra é um relato saboroso sobre a importância da comida na construção das nossas memórias mais íntimas. Durante doze meses, o ator e apaixonado por gastronomia Stanley Tucci anotou reflexões sobre pratos degustados em casa, viagens ou sets de filmagem. A cada página, Tucci costura lembranças de infância, experiências de paternidade e bastidores de sua carreira com descrições sensoriais que despertam o paladar. É um livro afetuoso, engraçado e profundamente humano, ideal para quem vê na comida um gesto de amor.

Volta ao Mundo: Um Guia Irreverente, Anthony Bourdain e Laurie Woolever (2021)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Repleto de dicas, histórias e pitadas de sarcasmo, este guia pós-humano de Bourdain é um retrato fiel de seu espírito inquieto. Ao lado da editora Laurie Woolever, o chef compartilha impressões de dezenas de países, sugerindo restaurantes, hotéis e hábitos locais com a honestidade mordaz que o consagrou. Para pais que adoram viajar (ou sonham em fazê-lo), é uma leitura divertida e inspiradora, acompanhada por anedotas saborosas e observações afiadas.

O Guia Essencial do Vinho, Wine Folly, Madeline Puckette e Justin Hammack (2016)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Mais que um guia técnico, esta obra é um convite visual e descomplicado para se aventurar pelo universo dos vinhos. Com infográficos, mapas e explicações acessíveis, Madeline e Justin revelam os segredos da enologia com leveza e precisão. É perfeito para o pai que quer explorar novos rótulos, entender os aromas e harmonizações ou simplesmente aproveitar a próxima taça com mais consciência e prazer.

Para o que não tem medo de terror

Manual das Donas de Casa Caçadoras de Vampiros, Grady Hendrix (2025)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Com uma trama que mistura horror, sátira social e crítica ao papel da mulher no ambiente doméstico, Hendrix entrega um suspense viciante e sangrento. A protagonista, uma dona de casa entediada, encontra no clube do livro e nas histórias de crimes reais um escape da rotina. Quando mortes estranhas começam a ocorrer em sua vizinhança e um novo morador parece esconder algo sombrio, ela precisa enfrentar perigos que jamais imaginou — com direito a investigações caseiras, reviravoltas e muita coragem. Um terror afiado e cheio de personalidade.

Casas Estranhas, Uketsu (2025)

Imagem: reprodução/Intrínseca

O terror japonês ganha nova vida nesta coletânea de histórias macabras ambientadas em residências comuns de Tóquio. Uketsu, autor misterioso que nunca mostra o rosto, cria um universo de horror arquitetônico e psicológico, no qual os espaços físicos escondem traumas, maldições e presenças inquietantes. É ideal para pais que apreciam suspense silencioso, atmosfera opressora e um toque sobrenatural inquietante — tudo com uma estética muito própria da literatura japonesa.

O Massacre da Família Hope, Riley Sager (2024)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Com uma trama envolvente e um mistério digno dos grandes thrillers, este livro acompanha uma cuidadora designada para atender a única sobrevivente de uma chacina familiar ocorrida décadas antes. Conforme a protagonista escuta os relatos da paciente — agora idosa e muda, que só se comunica por máquina de escrever —, ela começa a questionar a verdade oficial. Com reviravoltas bem dosadas, a obra conquista fãs do gênero e é perfeita para pais que não resistem a um bom quebra-cabeça narrativo.

Para o que gosta de autoconhecimento

O pai Estoico, Ryan Holiday (2023)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Em uma combinação de sabedoria antiga e experiência contemporânea, Ryan Holiday compartilha reflexões estoicas aplicadas à paternidade. Com leveza e profundidade, o autor propõe um modelo de criação baseado em virtudes como paciência, humildade e coragem, além de oferecer conselhos práticos sobre como criar filhos gentis e resilientes em um mundo agitado. Um livro honesto e reconfortante, que toca especialmente os pais em busca de equilíbrio emocional e clareza nos afetos.

Os 5 Tipos de Riqueza, Sahil Bloom (2025)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Sahil Bloom redefine o conceito de riqueza ao apresentar cinco dimensões fundamentais da vida: tempo, saúde física, conexões sociais, equilíbrio emocional e dinheiro. Com uma linguagem acessível, exercícios práticos e insights certeiros, o autor guia o leitor em uma jornada de reorganização de prioridades. Um ótimo presente para pais que desejam viver com mais intenção e propósito, além de refletirem sobre o que realmente importa em cada fase da vida.

Discuta Menos, Dialogue Mais, Jefferson Fisher (2025)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Especialista em comunicação estratégica, Jefferson Fisher mostra como conversas difíceis podem se tornar pontes em vez de muros. O livro oferece técnicas eficazes para escutar com empatia, falar com segurança e construir diálogos produtivos tanto em casa quanto no trabalho. É leitura essencial para pais que querem cultivar relacionamentos saudáveis e desenvolver inteligência emocional no cotidiano.

Para o que adora histórias inspiradoras

Einstein, Walter Isaacson (2024)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Com rigor histórico e sensibilidade narrativa, Walter Isaacson traça o retrato definitivo de um dos maiores gênios da humanidade. Muito além do cientista, a biografia revela o Einstein rebelde, apaixonado por liberdade, curioso desde a infância e por vezes desajustado — inclusive nas relações familiares. Um mergulho fascinante na vida de um homem que mudou a ciência e nos deixou reflexões que ainda ecoam. Para pais que admiram a ciência, a criatividade e os grandes feitos da mente humana.

O Contador de Histórias, Dave Grohl (2022)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Dave Grohl narra sua trajetória com carisma e autenticidade: da adolescência punk à consagração com o Nirvana e o Foo Fighters, passando por dores pessoais, amizades improváveis e momentos de pura alegria criativa. Entre bastidores de shows, encontros com ídolos e lições aprendidas na estrada, Grohl entrega uma autobiografia calorosa e envolvente. Ideal para pais fãs de música ou para aqueles que acreditam no poder da paixão para transformar vidas.

Gilberto Braga, o Balzac da Globo, Artur Xexéo e Mauricio Stycer (2024)

Imagem: reprodução/Intrínseca

Esta biografia detalhada revela a vida e a obra de um dos maiores roteiristas da televisão brasileira. Com base em entrevistas, arquivos e bastidores, os autores mostram como Gilberto Braga revolucionou as novelas ao tratar de temas como corrupção, racismo e relações de classe com profundidade e ousadia. Uma leitura que é, ao mesmo tempo, homenagem e documentação histórica — perfeita para pais que cresceram acompanhando os folhetins da TV e que reconhecem a arte de contar boas histórias.

Qual outro livro você recomendaria para o Dia dos Pais? Compartilhe sua opinião conosco através de nossas redes sociais – Facebook, Instagram, X – e venha conhecer o nosso Clube do Livro.

Leia também: Adaptações literárias que chegam ainda em 2025

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Música Notícias

Pabllo Vittar anuncia parceria com o grupo NMIXX com canção Mexe

O lançamento com a girlgroup faz parte do sétimo album da cantora

A cantora Pabllo Vittar anunciou, em suas redes sociais, a parceria com o girl group sul-coreano NMIXX. Tanto a música, intitulada Mexe, quanto o clipe serão lançados em 21 de agosto.

Combinando k-pop e batidas de funk, além de versos em inglês e português, a música integra o sétimo álbum da cantora. O grupo NMIXX é composto por seis integrantes: Lily, Haewon, Sullyoon, Bae, Jiwoo e Kyujin.

No teaser divulgado, é possível ouvir um trecho cantado pelo grupo em português: Então vem pra cá, abre o caminho que eu vou passar. Tô de shortinho, eu vou misturar. Eu vou o quê? Vou misturar. Mexe, mexe.

E aí, o que estão achando desse feat? Contem para a gente!  Siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

Leia também: Duo português adois lança o divertido single Loiça por Lavar

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

 

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Cultura Cultura pop Entretenimento Eventos Notícias Teatro

Olga, novo espetáculo da Companhia Ensaio Aberto, entra em cartaz no Armazém da Utopia

Com direção de Luiz Fernando Lobo, a peça relembra a trajetória da militante Olga Benário Prestes que, grávida de Luiz Carlos Prestes, foi extraditada por Getúlio Vargas

“Um encontro secreto está marcado entre as gerações passadas e a nossa. A frase de Walter Benjamin é uma provocação para o público assistir a montagem de Olga, com direção de Luiz Fernando Lobo, que a Companhia Ensaio Aberto estreia dia 16 de agosto, sábado, no Teatro Vianinha, no Armazém da Utopia, localizado na Região Portuária do Rio de Janeiro. As sessões acontecem às sextas, sábados, domingos e segundas, às 20h, até 29 de setembro.

A dramaturgia de Luiz Fernando Lobo foi feita a partir de longa pesquisa em arquivos brasileiros, europeus e americanos, em documentos primários, que confrontam a história oficial. “Os documentos, mesmo os aparentemente mais claros, não falam senão quando sabemos interrogá-los”, diz o historiador Marc Bloch. E complementa:  “Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo de fecundo. Olga é um exemplar da tradição do Teatro Documentário, que tem em [Erwin] Piscator e Peter Weiss seus precursores. A encenação realiza uma nova abertura da história ao apontar as contradições e camuflagens produzidas pela história oficial”.

Relembre a trajetória de Olga

Nascida em Munique, Alemanha, em 1908, Olga Benário Prestes militou no movimento comunista desde a adolescência, enfrentando desde cedo a repressão policial. Foi treinada como agente da Comintern (associação de partidos políticos também conhecida como Internacional Comunista) em Moscou e, em missão política, veio ao Brasil nos anos 1930 com Luiz Carlos Prestes. Foi presa em 1936 e deportada com sete meses de gravidez para a Alemanha de Hitler, por ordem de Getúlio Vargas, colaborador da polícia nazista. Foi assassinada, em 1942, numa câmara de gás do campo de concentração de Bernburg. Sua filha, Anita Leocádia Prestes, sobreviveu graças a uma mobilização internacional, liderada por sua sogra Maria Leocádia Prestes. Como diz a própria Anita Prestes: “Sou filha da solidariedade internacional”.

Olga, assim como outros militantes, foi expulsa do país sem nenhum processo legal, violando não apenas os princípios do direito internacional, mas também os limites da barbárie. “Contamos para lembrar, para rememorar, para reparar e, sobretudo, para repensar caminhos. Durante muitos anos, repetiu-se à exaustão mentiras. A história oficial, no Brasil, negou aos revolucionários de 1935 qualquer papel relevante. O que era um levante armado, virou Intentona”, explica o diretor, Luiz Fernando Lobo.

“Os torturadores de 1935, 1936 e 1937 nunca foram punidos. Vencedores e vencidos tiveram o mesmo tratamento da história: o esquecimento ou a falsificação da realidade. Mas há uma diferença. É o esquecimento que permite a impunidade e consequentemente a perpetuação de crimes abomináveis. Para os torturados, para os presos, para os deportados, para os mortos, só a rememoração dessas derrotas pode reabilitá-los diante da história, e evitar, como diz Benjamin, ‘a segunda morte das vítimas do passado’”, diz Lobo.

Foto: divulgação/Thiago Gouvea

Comunista, judia, internacionalista e antifascista, Olga começou a militar com 16 anos. Era uma mulher de grande coragem e inteligência. Aviadora, paraquedista, exímia atiradora, exímia nadadora, amazona. Com 18 anos, entra na clandestinidade por realizar uma ação armada para libertar seu companheiro e mentor político, Otto Braun, de um presídio de segurança máxima. Vem para o Brasil como segurança de Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. E em 5 de março de 1936, quando a polícia “estoura” o esconderijo dos dois, já casados, no Méier, ela se coloca na frente do marido e o salva de ser morto pela polícia de Getúlio Vargas. Ela foi assassinada, mas sua luta continua até os dias de hoje. 

“O levante de 1935 foi o primeiro levante armado contra os fascistas no mundo. Quase 100 anos depois, assistimos a extrema direita ganhar força em todo o mundo. E esse é o papel do teatro documentário: estar à altura da realidade”, defende Tuca Moraes, protagonista da peça.

O elenco é composto por 13 atores do núcleo artístico da Ensaio Aberto, e Tuca Moraes interpreta Olga. J.C. Serroni (cenário), Beth Filipecki e Renaldo Machado (figurino), Cesar de Ramires (iluminação), Felipe Radicetti  (direção musical e trilha original) e Aninha Barros (produção executiva) encabeçam a equipe do espetáculo.

Olga inicia as comemorações de 15 anos da ocupação do Armazém da Utopia,que acontece no segundo semestre de 2025, com a triste curiosidade de que foi deste porto do Rio de Janeiro que Olga Benário Prestes foi deportada no navio La Coruña para a Alemanha.

Sobre a Companhia Ensaio Aberto

A Companhia Ensaio Aberto nasceu no ano de 1992 com a proposta de retomar o teatro épico no Brasil e fazer dos palcos uma arena de discussão da realidade, resgatando sua vocação crítica e política. Desde que foi fundada pelo diretor Luiz Fernando Lobo e pela atriz Tuca Moraes, a Ensaio Aberto explora a ideia do ensaio como experimento e busca retomar a função social do teatro, transformando a relação palco-plateia.

E aí, ansiosos para assistirem a peça? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Instagram, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Musical sobre vida de Tim Maia volta aos palcos

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Cultura asiática Notícias

Todo mundo quer ser asiático, mas só quando convém

 Fox eyes, kawaii, Asian fishing e a apropriação seletiva da estética asiática no entretenimento ocidental

Tem algo estranho no ar quando o mundo inteiro começa a copiar feições, estilos e comportamentos que por décadas foram motivos de chacota, racismo e marginalização. Do nada, olhos puxados viram padrão de beleza. Estética kawaii vira referência fashion. Clipes com visual de anime são considerados visionários. Mas o que acontece com as pessoas que nasceram com esses traços? Que cresceram sendo ridicularizadas, silenciadas ou empurradas para o papel do estranho e caricato? A resposta é simples: elas continuam invisíveis. Porque todo mundo quer parecer asiático até o momento em que ser asiático significa lidar com o preconceito, a exclusão e o racismo.

Enquanto isso, celebridades e influenciadores fazem procedimentos como o fox eyes, colocam perucas coloridas, usam filtros para aumentar os olhos e afinam o rosto, muitas vezes performando uma estética que lembra traços asiáticos sem qualquer conexão com a vivência dessas culturas. A internet até criou um nome para isso: Asian fishing. Uma prática preocupante que vai além do visual, porque carrega um histórico de apagamento. Nesse texto, a gente vai falar sobre esse fenômeno e por que ele é um problema que precisa ser levado a sério.

Fox eyes: o olhar desejado que já foi motivo de piada e racismo

Nos últimos anos, uma das cirurgias plásticas mais procuradas no universo da estética é o famoso fox eyes, um procedimento que levanta o canto dos olhos e cria um efeito levemente puxado, muitas vezes associado a um visual exótico, felino ou até mesmo etéreo. Esse visual virou febre entre celebridades e influenciadores, e recentemente até mesmo a cantora Anitta aderiu ao procedimento, surgindo com os olhos visivelmente modificados. O problema, no entanto, é muito maior do que uma simples tendência estética: o fox eyes tem raízes na exotificação de traços asiáticos, os mesmos que durante décadas foram alvo de piadas, exclusão e bullying.

O que antes era motivo de vergonha para crianças asiáticas, que cresciam sendo chamadas de zóio de japonês e olhinho puxado ou sofriam imitações racistas quando outros esticavam  os olhos com os dedos, hoje se tornou um símbolo de beleza, desde que não venha de um corpo asiático. A ironia é dolorosa: enquanto meninas asiáticas foram ensinadas a esconder seus olhos com maquiagem ocidental, cílios postiços e lentes de contato para parecerem mais europeias, agora celebridades fazem cirurgias para simular exatamente aquilo que antes era desprezado.

@anitta

Grrrr 😏 #Anitta #fyp

♬ GRR – Fantomel

Não se trata de criticar quem muda o rosto por questões estéticas ou autoestima. A crítica nasce quando o olhar asiático é apropriado como moda, enquanto as pessoas asiáticas continuam sendo desumanizadas. O problema não está nos olhos puxados em si, mas em quem pode usá-los para se embelezar e quem os carrega e sofre racismo por isso. É o recorte de privilégio que separa o cool do caricato.

O fox eyes se tornou, de certa forma, uma fantasia racial permitida. É uma forma de brincar com a aparência sem assumir a identidade. Influenciadores surgem em fotos com penteados inspirados no leste asiático, roupas de anime, maquiagem geométrica nos olhos, e tudo isso é considerado fashion. Mas quando uma pessoa asiática entra no mesmo espaço com suas feições naturais e seu visual tradicional, ela é taxada de estranha, engraçada ou diferente demais.

O caso da Anitta escancara esse debate no Brasil. Ela, que tem grande influência estética e midiática, não é a primeira a recorrer ao procedimento, mas sua imagem potencializa e legitima tendências. O que preocupa é que, em nenhum momento, ela ou sua equipe falaram sobre o que esse olhar representa para asiáticos, especialmente no país em que muitos ainda ouvem abre o olho como ofensa. É o clássico “pego o que gosto e ignoro o resto”.

Asian fishing: quando a estética vira performance racial e apaga vivências reais

Asian fishing é o nome dado ao ato de indivíduos não-asiáticos adotarem estéticas e feições que se assemelham às de pessoas asiáticas, por meio de maquiagem, procedimentos estéticos, filtros, edição de fotos e até escolhas de moda e linguagem corporal. Não é sobre gostar de cultura asiática, é sobre parecer asiático o suficiente para ser cool, mas nunca ao ponto de realmente viver as consequências de ser uma pessoa asiática no mundo. E sim, é um problema cada vez mais comum no entretenimento.

A internet está cheia de exemplos. Celebridades brancas ou latinas que, de uma hora para outra, começam a adotar feições mais asiáticas, mudam o jeito de se maquiar, fazem os olhos parecerem menores e mais alongados, afinam o rosto com edição ou procedimentos estéticos, e aparecem com roupas de inspiração asiática. Isso se torna ainda mais preocupante quando essas mesmas pessoas negam ou ignoram as acusações, como se o ato de performar outra raça fosse apenas uma brincadeira estética inofensiva.

@bruna.tukamoto

Pessoas não-amarelas que usam da make/roupas/edição de fotos pra se parecerem amarelas! #foryou #fy #asian #asiaticas

♬ som original – Bruna Tukamoto

O Asian fishing funciona como um tipo de blackface moderno, com a diferença de que, no caso das culturas asiáticas, ainda há uma romantização do exótico que facilita a aceitação social. E isso é extremamente perverso: quem pratica Asian fishing se apropria de uma identidade que não é sua, transformando em tendência aquilo que é trauma para quem vive isso desde criança. Quando alguém se fantasia de asiático, está dizendo que é possível escolher quando esses traços são legais e quando não são.

Não é só uma questão de aparência. É também sobre oportunidade, espaço, voz. Criadores asiáticos são deixados de lado enquanto influenciadores que brincam de ser asiáticos ganham milhões de seguidores, contratos e visibilidade. O algoritmo ama uma estética asiática, desde que ela venha em um corpo branco. Isso reforça ainda mais o apagamento e o silenciamento das vozes que realmente deveriam estar liderando essas conversas.

Enquanto isso, pessoas asiáticas continuam enfrentando piadas racistas, xenofobia velada, hiperssexualização e estereótipos negativos. Não adianta dizer é só uma maquiagem quando o que está em jogo é toda uma história de exclusão. Asian fishing não é tributo, é usurpação. E quando você só quer a beleza da cultura de alguém, mas não a dor, você não está homenageando: está explorando.

A estética kawaii como fantasia para não-asiáticos e a exclusão de criadores reais

A estética kawaii, que engloba a fofura, a delicadeza, o exagero visual, as roupas coloridas e as poses que remetem a personagens de anime, se tornou um fenômeno global. Artistas pop como Ariana Grande, Pabllo Vittar, Doja Cat e até marcas de moda de luxo se apropriaram desse estilo, incorporando-o em videoclipes, editoriais e figurinos. A questão aqui não é usar referências culturais, mas ignorar suas origens enquanto criadores asiáticos continuam sendo deixados de lado no próprio movimento que ajudaram a criar.

Quando Ariana Grande aparece com roupas que lembram personagens de anime e maquiagem que a fazem parecer uma boneca japonesa, ela é aclamada como ícone fashion. Mas quando meninas asiáticas se vestem da mesma forma, ainda são vistas como esquisitas, fetichizadas ou chamadas de infantis demais. Há um duplo padrão que favorece quem pode brincar com o estilo sem carregar o peso cultural dele.

Todo mundo quer ser asiático
Foto: reprodução/voice of frisco

Pabllo Vittar também já flertou com a estética kawaii em seus visuais, especialmente em performances que dialogam com o universo pop japonês. Ela é conhecida por ser uma kpopper dedicada, já demonstrou amar e saber muito sobre a cultura asiática, o que mostra sua conexão e respeito genuíno. No entanto, mesmo com esse conhecimento e admiração, quando não há reconhecimento das origens nem participação de criadores asiáticos no processo, o que sobra é uma estética vazia, que flutua entre o bonitinho e o diferente, sem contexto. O que era símbolo cultural vira acessório.

Todo mundo quer ser asiático
Foto: reprodução/extra online

A estética kawaii é muito mais do que um visual fofo. Ela carrega décadas de história no Japão, um país que viveu (e ainda vive) o trauma da guerra, da opressão americana e da tentativa de reconstrução por meio da arte e da cultura. O kawaii surgiu como uma forma de resistência cultural, de proteção emocional e até mesmo de crítica. Ignorar isso e tratar como modinha é desrespeitar todo um legado.

Para além disso, há o problema do fetichismo racial. Quando não-asiáticos incorporam o kawaii de forma hipersexualizada, com poses infantilizadas e vozes agudas, reforçam estereótipos perigosos sobre mulheres asiáticas como submissas, sensuais e bonequinhas. Essa fantasia não é apenas estética, ela afeta como pessoas asiáticas são tratadas no mundo real. E é por isso que brincar de kawaii sem entender o que está por trás é, no mínimo, irresponsável.

A diferença entre homenagem e apropriação (e por que isso importa)

Um dos maiores erros cometidos por figuras públicas e até mesmo por fãs de cultura pop é achar que toda referência a outra cultura é automaticamente uma homenagem. Nem tudo que parece inspirado é respeitoso. Existe uma linha tênue entre dialogar com outra cultura e se apropriar dela  e essa linha geralmente é cruzada quando quem consome ou recria esses elementos não está disposto a reconhecer, incluir ou dividir espaço com quem realmente vive aquela identidade todos os dias.

A apropriação acontece quando uma pessoa fora de determinado grupo dominante se apropria de símbolos, estéticas ou comportamentos de um grupo historicamente marginalizado, sem vivenciar suas dores, suas lutas e suas consequências sociais. E pior: quando lucra ou ganha status com isso. Ou seja, quando uma celebridade branca ou latina faz fox eyes, se veste com referências asiáticas, usa termos do vocabulário do K-pop ou se maquila como uma personagem de anime e é elogiada, mas pessoas asiáticas fazem o mesmo e são ridicularizadas, estamos diante de uma apropriação racial.

Já a homenagem real exige contexto, escuta e intenção. Envolve aprender com a cultura que se admira, dar crédito, contratar artistas asiáticos, fazer colaborações reais e se posicionar contra o racismo antiasiático. É muito diferente de usar elementos isolados porque estão na moda ou porque renderão curtidas. O problema da estética asiática no mainstream não é o fato de ela estar sendo usada, mas sim o jeito como ela é esvaziada, transformada em produto e jogada no liquidificador das tendências globais.

Além disso, quando uma cultura é apropriada constantemente, ela corre o risco de perder sua força de origem. O kawaii, por exemplo, está virando uma estética neutra, que todo mundo usa, mas poucos entendem. Isso não seria um problema se a cultura de origem estivesse recebendo os frutos dessa visibilidade, mas o que vemos é exatamente o oposto. Os criadores asiáticos são empurrados para as margens, enquanto influenciadores ocidentais se tornam ícones por fazerem cosplay daquilo que não vivem.

A questão é simples, mas desconfortável: se você admira uma cultura o suficiente para copiá-la, você deveria amá-la o bastante para protegê-la. E proteger significa escutar, dividir espaço e combater os estereótipos que ainda atingem milhões de pessoas asiáticas ao redor do mundo. Homenagem sem responsabilidade é só mais uma forma de disfarçar o oportunismo.

A cultura asiática só é legal quando não tem asiáticos por perto?

Esse talvez seja o ponto mais cruel de todo esse cenário: a cultura asiática virou um produto altamente consumido, mas as pessoas asiáticas continuam sendo excluídas da conversa. É uma contradição constante. O K-pop domina premiações, o Japão é considerado o epicentro da moda jovem, a Coreia do Sul dita tendências de skincare, o anime pauta o audiovisual e o TikTok é cheio de filtros baseados em personagens asiáticos. Mas onde estão os asiáticos nessas cadeiras de poder?

A lógica é perversa: tudo o que é asiático é legal quando vem diluído, quando é estético, quando não exige escuta. O ramen é hype, mas a presença de um asiático no restaurante causa estranhamento. O K-beauty é revolucionário, mas modelos coreanas ainda não desfilam em passarelas brasileiras. O mangá é cultuado, mas quem fala com sotaque é alvo de piada. É o consumo sem conexão, o uso sem pertencimento.

Esse fenômeno tem nome e acontece com vários grupos marginalizados: é o fetichismo cultural. A ideia de que uma cultura só é boa quando é editada para consumo ocidental. E o que mais dói é perceber que, muitas vezes, até as críticas feitas por pessoas asiáticas são ignoradas como se elas não tivessem o direito de se ofender com o uso irresponsável de seus próprios símbolos. Quando os asiáticos falam, muitos preferem silenciar do que ouvir.

A internet, infelizmente, tem facilitado ainda mais esse processo. Influenciadores performam asiaticidade com maquiagem, poses e filtros, enquanto criadores asiáticos têm seus conteúdos barrados por não se encaixarem no padrão estético que o algoritmo favorece. O asiático real é demais, diferente demais, japonês demais. Já o asiático de mentira, editado em tempo real, é palatável, consumível, viralizável.

É preciso enfrentar essa contradição de frente. Se o mundo ama tanto a cultura asiática, por que não ama também as pessoas asiáticas? Se somos bons o suficiente para inspirar figurinos, playlists e estilos, deveríamos também ser bons o bastante para ocupar espaços de visibilidade e respeito. A cultura não pode ser uma festa em que os donos não são convidados.

A luta de criadores asiáticos por espaço em um mundo que copia tudo deles

Enquanto celebridades e marcas continuam lucrando com a estética asiática, criadores asiáticos independentes lutam todos os dias para serem reconhecidos. Em plataformas como o TikTok e o Instagram, artistas, designers, maquiadores e músicos de origem asiática denunciam constantemente o roubo de suas ideias, muitas vezes replicadas por influenciadores brancos que viralizam com versões diluídas e descontextualizadas do conteúdo original.

Esses criadores estão cansados de verem suas ideias copiadas sem crédito, seus rostos excluídos dos trends e suas vozes ignoradas nas discussões que mais lhes dizem respeito. Muitos relatam que, quando tentam expor a apropriação, são acusados de serem sensíveis demais ou ciumentos. Mas o que está em jogo não é ego, é sobrevivência em um espaço que diz amar a cultura, mas rejeita quem a carrega.

Outro ponto sensível é que esses criadores ainda enfrentam estereótipos racistas mesmo dentro das próprias comunidades criativas. São constantemente questionados, desacreditados ou enquadrados em nichos. Não importa o quão talentosos sejam, o algoritmo, as agências e o público ainda enxergam corpos asiáticos como personagens secundários no cenário global. A luta por espaço é dupla: primeiro para existir e depois para não ser apagado.

Alguns criadores estão respondendo com força e inovação, criando movimentos de resistência digital, colaborando entre si e denunciando os casos de apropriação. Hashtags como #StopAsianHate e #AsianCreatorsMatter ganham força nas redes, trazendo à tona não apenas o racismo estrutural, mas também os danos da apropriação estética e cultural. Eles não estão pedindo piedade, estão exigindo respeito.

No fim, tudo se resume a isso: visibilidade não é o mesmo que poder. Os criadores asiáticos não querem ser apenas fonte de referência, querem ser protagonistas da própria cultura. E isso só vai acontecer quando o entretenimento parar de copiar e começar a incluir, discernir e reconhecer. Até lá, toda vez que alguém performar asiaticidade sem viver a realidade por trás disso, a ferida segue aberta.

O uso da cultura coreana em clipes e editoriais ocidentais e a ausência de coreanos nessas produções

Nos últimos anos, o fenômeno da cultura coreana se tornou um verdadeiro furacão no ocidente. Do K-pop ao K-drama, da culinária às tendências de beleza, tudo que vem da Coreia do Sul passou a ser consumido em larga escala por públicos do mundo todo. É uma virada cultural importante, mas que vem sendo explorada de forma problemática por alguns artistas e marcas que se apropriam de símbolos visuais coreanos sem sequer incluir pessoas coreanas no processo criativo.

Vários clipes de artistas ocidentais, como Cardi B, Doja Cat e até grupos de pop europeu, já se apropriaram de elementos da cultura coreana: letreiros em hangul, figurinos com referências ao hanbok, paletas de cores associadas à estética dos doramas e até coreografias que remetem ao K-pop. Em muitos desses casos, não há sequer um coreano envolvido. Os visuais são tratados como temáticos, como se a Coreia fosse um parque de diversões estético e não uma nação com identidade, cultura e história.

Esse fenômeno reflete a ideia de que é possível pegar o que convém da cultura de um povo e deixar de lado o resto, especialmente as pessoas. É como se o sucesso do K-pop tivesse aberto a porteira para a estética coreana, mas sem abrir espaço para artistas coreanos de fato. As referências visuais estão ali, mas a representatividade não acompanha. O problema não é querer dialogar com a cultura coreana, mas fazer isso sem trazer coreanos para a conversa é mais um tipo de apagamento.

Pior ainda são os casos em que a cultura coreana é tratada como fetiche, com visuais que reforçam estereótipos de submissão, robótica ou infantilização, especialmente das mulheres. Em editoriais de moda, por exemplo, é comum ver modelos ocidentais usando hanboks estilizados com poses sexualizadas, sem qualquer respeito pelo simbolismo da roupa. O hanbok não é apenas algo fofo ou exótico, é um traje que carrega tradição, valores e memória.

Esse tipo de apropriação não só invisibiliza coreanos, como também lucra com um imaginário moldado para o consumo global. É o capitalismo transformando culturas vivas em tendência temporária. E no meio disso tudo, a Coreia continua sendo tratada como estética e não como sujeito. Se você ama a cultura coreana, mas não escuta vozes coreanas, há algo profundamente errado nesse amor.

STFU! de Rina Sawayama: a resposta musical ao apagamento asiático

Lançada em 2019, a música STFU! de Rina Sawayama não é apenas um single de estreia com energia explosiva, é um grito de denúncia contra o apagamento e a fetichização que pessoas asiáticas enfrentam diariamente, especialmente mulheres. A faixa mistura nu metal com pop alternativo de forma visceral, traduzindo em som o incômodo de ser tratada como uma fantasia exótica. Rina, que é japonesa-britânica, usa sua arte para dizer o que muitos têm medo de dizer: a indústria ama o fetiche asiático, mas não os asiáticos de verdade.

A música faz alusão direta a experiências reais que Rina enfrentou com homens brancos que a fetichizavam ou tratavam sua cultura com desdém. Não é uma crítica generalista, mas sim profundamente pessoal, e justamente por isso, tão potente. O título, STFU! (abreviação de shut the f** up*), é o recado cru e direto de alguém que cansou de ouvir piadinhas, imitações de sotaque e comentários sobre comida japonesa como se isso resumisse toda sua identidade.

No clipe oficial, ela ironiza essas situações: aparece em um jantar com um homem branco que faz comentários ofensivos enquanto ela sorri de forma contida, até que tudo explode em uma estética surreal e caótica, cheia de violência simbólica. O visual é hiperbólico, propositalmente exagerado, e se transforma em uma caricatura invertida: é como se Rina dissesse “vocês acham isso normal? Então engulam a versão grotesca da própria fantasia que vocês projetam”.

A repercussão de STFU! foi intensa. Enquanto muitos fãs entenderam o protesto, outros apenas celebraram o estilo musical ou a vibe agressiva da faixa, sem captar sua mensagem. E esse é exatamente o ponto: estamos tão condicionados a consumir versões estilizadas do que é asiático que não sabemos o que fazer quando alguém nos mostra a verdade crua. O que era para ser apenas entretenimento vira denúncia. E Rina faz isso sem pedir desculpas.

O que Rina Sawayama faz com STFU! é raro: ela confronta o sistema de dentro, usando o pop, a moda e a performance para desmascarar o racismo e a apropriação cultural. Ela não tenta se adequar ao molde ocidental; ela estoura esse molde e joga os cacos de volta na audiência. Em vez de suavizar sua identidade para agradar o mercado, ela escancara o desconforto de ser asiática num mundo que ama a sua cultura, mas não o seu povo.

Campanhas de moda e beleza usam estética asiática, mas ignoram modelos asiáticos

Não é preciso olhar muito longe para perceber a contradição nas campanhas de moda e beleza internacionais. Enquanto a estética oriental é amplamente usada com elementos como flor de cerejeira, arquitetura asiática, fontes em kanji e cenários que remetem a templos japoneses ou ruas de Seul, a presença de modelos asiáticos é quase inexistente. A campanha está inspirada na Ásia, mas quem representa são sempre corpos brancos ou mestiços que mal se identificam com a cultura em questão.

Essa ausência não é acidental. Ela está enraizada em uma lógica de apagamento que prioriza o consumo da ideia oriental como algo místico, elegante e exótico, mas sem confrontar o público com rostos asiáticos reais. É uma forma de manter o fascínio sem a responsabilidade. A cultura é desejada, mas o corpo asiático ainda é lido como demais, diferente ou não vendável. É como se o rosto asiático real atrapalhasse a fantasia que a marca quer vender.

Um exemplo frequente são campanhas de perfumes ou maquiagens que usam a palavra geisha no nome, fazem comerciais com pétalas de flor voando e trilhas sonoras com instrumentos orientais, mas colocam uma modelo loira no centro da imagem. Essa prática reforça estereótipos e transforma símbolos culturais profundos em acessórios para uma narrativa ocidentalizada, sem nenhum interesse em fidelidade ou respeito.

O mais grave é que essa escolha se repete inclusive em países com populações asiáticas expressivas, como o Brasil e os Estados Unidos. Modelos asiáticos-brasileiros, por exemplo, são raramente vistos em comerciais de produtos que se beneficiam da estética asiática, como marcas de cosméticos com fórmulas inspiradas na Coreia ou no Japão. Isso mostra que o problema não é só global, mas também local, e que há uma resistência concreta a aceitar rostos asiáticos em espaços de protagonismo.

É urgente repensar essas estratégias e começar a ouvir as pessoas que realmente vivem essa cultura. Representar não é apenas usar os símbolos, é incluir os sujeitos. Se a estética asiática vende, então os asiáticos também devem estar nas capas, nas passarelas, nas campanhas e nos contratos. Qualquer outra coisa é só mais uma forma de consumir sem respeitar, copiar sem incluir e lucrar sem dividir.

Não basta parecer, é preciso respeitar

No fim das contas, o que está em jogo não é a estética em si, mas tudo o que ela carrega. Quando celebridades e influenciadores brincam de ser asiáticos por um dia, seja com maquiagem, procedimentos como o fox eyes, figurinos inspirados em animes ou campanhas de moda com símbolos orientais, eles estão se apropriando de uma identidade que, na vida real, ainda é alvo constante de racismo, piadas e exclusão. Eles podem tirar a maquiagem no fim do dia. Pessoas asiáticas não têm esse privilégio. E é aí que mora a diferença entre admiração e apropriação: a primeira exige respeito, escuta e inclusão. A segunda só precisa de um bom engajamento.

Não é errado amar a cultura asiática. Não é errado consumir K-pop, usar skincare coreano ou se inspirar na moda de Harajuku. Mas é errado lucrar em cima disso sem dar espaço para quem realmente constrói, representa e vive essas culturas. É errado usar traços faciais como fantasia, enquanto ignora o que esses traços significam para quem cresceu sendo chamado de chinês no pátio da escola como se fosse xingamento. É errado transformar vivências em conceito visual, especialmente quando essas mesmas vivências são apagadas ou ridicularizadas no dia a dia.

O que precisamos é de um novo pacto cultural, um que envolva responsabilidade. As marcas precisam parar de se inspirar em culturas que não contratam. Os artistas precisam refletir antes de colar símbolos asiáticos em seus visuais. Os influenciadores precisam entender que brincar de fofo ou exótico pode reforçar estereótipos que matam, excluem e silenciam. E os consumidores — sim, todos nós — precisamos aprender a identificar quando algo ultrapassa a linha do aceitável. Porque às vezes, o que parece apenas bonito é, na verdade, uma ferida antiga sendo tocada sem permissão.

Todo mundo quer ser asiático até que ser asiático signifique viver o racismo antiasiático, a xenofobia pós-pandemia, o silenciamento na indústria e o apagamento sistemático. Todo mundo quer o look do K-pop, o estilo do anime, a estética do dorama. Mas ninguém quer ouvir quando uma pessoa asiática diz que isso machuca. Enquanto essa escuta não for parte do processo, toda e qualquer homenagem continuará sendo apropriação, fantasia, exploração.

Por isso, da próxima vez que alguém surgir com olhos puxados artificialmente, roupas de mangá e uma legenda com hangul mal traduzido, a pergunta que fica é simples: você ama mesmo essa cultura ou só ama o que ela pode te render no Instagram?

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Texto revisado por Angela Maziero Santana @angelasantana481

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GOAT, nova produção de Jordan Peele, ganha trailer

Filme vai estrear nos cinemas brasileiros no dia 2 de outubro

GOAT é um filme dirigido por Justin Tipping (Kicks: Defendendo O Que é Seu, 2016) e produzido por Jordan Peele (Corra!, 2017). É estrelado por Marlon Wayans (Air: A História por Trás do Logo, 2023) e Tyriq Withers (Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, 2025). O longa chega aos cinemas no dia 2 de outubro.

Além disso, o elenco também conta com Tim Heidecker (Nós, 2019) e Jim Jefferies (Férias Muito Loucas com o Papai, 2022). A produção vai ser a estreia no cinema de Maurice Greene, lutador peso-pesado de MMA e os fenômenos do hip hop, Guapdad 4000, e a indicada ao Grammy, Tierra Whack.

Utilizado no mundo do esporte, GOAT significa The Greatest of All Times (O Melhor de Todos os Tempos). O longa vai revelar uma jornada aterrorizante pelo santuário íntimo da fama, da idolatria e do desejo de alcançar a excelência a qualquer custo.

A trama vai acompanhar o quarterback em ascensão Cameron Cade (Tyriq Withers). Na véspera do Combine, o mais importante evento anual de avaliação e seleção de atletas para o futebol profissional, ele é atacado por um fã desequilibrado. Dessa forma, acaba sofrendo um trauma cerebral com potencial de destruir sua promissora carreira. 

Todavia, quando tudo parece perdido, Cam se apega a um tênue fio de esperança: seu ídolo, Isaiah White (Marlon Wayans), um lendário quarterback octacampeão e ícone cultural. Pois ele se oferece para treiná-lo em seu ginásio isolado, um enorme complexo que divide com sua esposa, a famosa influencer Elsie White (Julia Fox). 

Porém, à medida que o treinamento de Cam se intensifica, o carisma de Isaiah começa a se transformar em algo mais sombrio. De tal forma que leva o seu protegido a uma espiral de confusão e perplexidade que pode lhe custar muito mais do que ele imaginava.

Confira os pôsteres:

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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

 

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Garota do Momento e Duda Santos são finalistas do Seoul International Drama Awards

Novela das seis e sua protagonista concorrem nas categorias de Melhor Série e Melhor Atriz em premiação internacional na Coreia do Sul

Garota do Momento (2024/2025), da TV Globo, é finalista na categoria Melhor Novela/Série do Seoul International Drama Awards, premiação da Coreia do Sul que reconhece as melhores produções televisivas internacionais. A protagonista Duda Santos, que deu vida à personagem Beatriz, também foi indicada como Melhor Atriz. Garota do Momento é uma novela de Alessandra Poggi com direção artística de Natalia Grimberg e direção geral de Jeferson De. A produção é de Juliana Castro e a direção de gênero de José Luiz Villamarim. A premiação, concedida anualmente pelo Seoul Drama Awards Organizing Committee, está prevista para outubro, em Seul.

“Estamos muito felizes com essa indicação e por saber que uma história brasileira e tão potente como Garota do Momento ultrapassou fronteiras e está alcançando espectadores ao redor do mundo. Ainda que ambientada na década de 1950, a novela aborda temas atuais e relevantes para a sociedade, que ganharam vida de forma consistente através do nosso elenco. Também celebro a merecida indicação de Duda Santos, que prova ao mundo ser a própria Garota do Momento”, vibra a autora Alessandra Poggi.

“Garota do Momento foi uma novela muito especial e marcante que nos deu a oportunidade de refletir e sonhar junto. E saber que isso aconteceu não só no Brasil, nos emociona e alegra bastante. E Duda Santos, realmente, confirma que é uma estrela de nível internacional”, completa a diretora artística Natalia Grimberg.

Exibida entre novembro de 2024 e junho de 2025, a trama mostrou a jornada de Beatriz (Duda Santos) em busca de identidade e de reconciliação com o passado ao reencontrar a mãe, por quem acreditava ter sido abandonada na infância. Nomes como Carol Castro, Lilia Cabral, Fábio Assunção, Pedro Novaes, Palomma Duarte, Maisa, Cauê Campos, Letícia Colin, Maria Flor, Eduardo Sterblitch e Klara Castanho também fizeram parte do elenco.

Foto: divulgação/Globo

“A ficha ainda não caiu, parece um sonho. É uma novela que fiz com tanto carinho, e sou muito grata a todos que estiveram ao meu lado e lutaram para que eu pudesse dar vida à Beatriz. Garota do Momento é uma novela carregada de significados, acho muito importante que o mundo conheça essa e tantas outras produções brasileiras. A Beatriz é uma personagem riquíssima, que traz à tona temas extremamente relevantes. Ela é uma princesa e vê-la ganhando o mundo com tanta representatividade é uma sensação de dever cumprido”, celebra Duda Santos.

A novela concorre com produções de Singapura, Hong Kong, Turquia, Coreia do Sul, Filipinas e Grécia. Na categoria Melhor Atriz, Duda Santos concorre com artistas da Coreia do Sul, Japão, Taiwan e Austrália.

Essa não é a primeira vez que uma produção da Globo disputa o prêmio. A  emissora já recebeu o Grand Prize com a série Justiça 2 (2024) e com a novela Órfãos da Terra (2020) e levou o Silver Bird Prize com Passione (2011). Em 2007, Sinhá Moça foi finalista.

E aí, ansiosos pra ver o resultado? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Instagram, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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